Analise crítica da tese: Leitura e Significados

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  • 1. Análise crítica da tese: Leitura e significados nos fluxos de informação Camila Meneghetti Juliana Gulka Patrícia Hoffmann Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências da Educação Curso de Biblioteconomia Disciplina: Pesquisa em Biblioteconomia Este trabalho foi licenciado com uma Licença  Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial 3.0 Não Adaptada .
  • 2. Referência da Tese
    •  
    •  
    • PINTO, Lourival Pereira. Leitura e Significados nos fluxos de informação . 2009. 136 f. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
  • 3. 1 Introdução
    •   Uma tese apresenta o mais alto nível de pesquisa e requer não só exposição e explicação do material coletado, mas também, e principalmente, análise e interpretação do dados. (LAKATOS; MARCONI, 1992, p. 166).
    • A analise crítica apresentada neste trabalho se baseou na metodologia de  Gil (1993), com consulta também na obra de Lakatos e Marconi (1992), sendo esta última uma fonte considerada como secundária no trabalho do grupo.
    • Etapas da análise realizada pelo grupo:
    • Leitura da tese;
    • Análise levando em consideração os pontos: tema, revisão de literatura,  objetivos, metodologia,  resultados e  conclusão.
    • Discussão e comparação das ações obtidas na análise.
  • 4. 2 Análise da Pesquisa
    • Tema
    • Teoria da Leitura
    • Percepção do processo de cristalização da informação em conhecimento, de acordo com a interpretação e o conhecimento prévio que o sujeito já possui ao realizar a leitura.
    • Problema
    • Como os sujeitos se comportam durante o ato de leitura e qual a razão desses comportamentos específicos? 
    • Como essas leituras se transformam em conceitos fundamentais (ou não) para a troca de experiências e vivências num determinado contexto de transferência de informação?
  • 5. Hipóteses
    • Elaboradas a partir de alguns fatores: vivências, leituras e interpretações.
    •  
    • Hipótese principal:  
    •  
    • Leitura e interpretação são fundamentais para a construção de singnificado. 
    •  
    • Hipóteses secundárias: 
    •  
    • 1)Os juízos que permeiam as leituras geram associações conceituais, que se estabelecem e se ramificam em diferentes redes de domínios;
    •  
    • 2)Só é possível produzir os fluxos e círculos de informação por meio de escritas e leituras textuais .
  • 6. Objetivos
    • Geral:
    •  
    • Investigar o fluxo de informação sob o ponto de vista das leituras, dos significados e das conexões conceituais.
    •  
    • Específicos:
    •  
    • 1. Analisar o processo de produção e consumo de informação com base em leituras.
    • 2. Estabelecer uma associação das leituras com os significados, a partir dos conhecimentos prévios dos sujeitos-leitores.
    • 3. Mostrar que a construção de conhecimentos pode ocorrer nos sistemas de informação e em ambientes colaborativos, e que essa construção se articula para promover colaborações conceituais com outros domínios do conhecimento.
  • 7. Referencial Teórico
    • Referencial Principal: 
    •  
    • Textos analisados com mais profundidade;
    • Textos fundamentais para a justificação e referencia da temática;
    • Referencial Secundário:
    • Corroboram o referencial principal;
    • Articulam os capítulos do trabalho fazendo uma espécie de ligação.
  • 8. Referencial Teórico
    • O estudo do referencial foi dividido em 7 grandes áreas, as quais nomearam os capítulos do trabalho:
    • Leitura e interpretação;
    • Fluxos de informação;
    • Significados;
    • Recepção da informação;
    • Fenomenologia;
    • Uso da linguagem;
    • Representação.
  • 9. Objetos de Estudo
    • Objeto 1:
    • Texto bíblico A Torre de Babel, extraído do livro do Gênesis, no Antigo Testamento, capítulo 11, versos 1 ao 9.
    •  
    • Objeto 2:
    • Trecho do texto ‘Ser e Tempo’, de Martin Heidegger.
  • 10. Pesquisa de Campo
    • Objeto 1: Serão escolhidos 10 (dez) informantes de maneira aleatória.
    • Questões:
    • 1. Nome do informante (ou pseudônimo) 2. Origem e localização: aqui busca-se saber o estado ideológico do informante, suas origens, suas crenças, e suas vivências. 3. Para os informantes será aplicado o texto proposto. 4. Solicitar que escrevam uma análise da compreensão do texto, e pedir que, se possível, apliquem palavras-chave que sirvam para uma possível recuperação do texto. 96 5. Procurar saber do informante como ele relaciona suas vivências com suas leituras. Essa questão pode ser fundamental para verificar como são produzidos os sentidos durante a leitura. 6. Tentar situar os conceitos representados pelas palavras-chave em domínios do conhecimento, buscando assim uma conexão da leitura individual com uma perspectiva social.
  • 11. Pesquisa de Campo
    • Objeto 2:  Cinco informantes de mundos diferentes, mundos aqui entendidos como domínios ou áreas do conhecimento.
    • Ao analisar e dissertar sobre o texto, os informantes escreverão suas interpretações, com base nos sentidos que produziram durante a leitura, e aplicarão as possíveis palavras-chave representantes, que, na visão deles, permitirão a recuperação do texto .
  • 12. Resultados
    • Apontam para interpretações dos leitores baseadas nas suas vivências;
    • Conforme o leitor é motivado pela leitura ele pode acionar na sua memória algum conhecimento tácito inconsciente e através deste estabelecer interpretações e representações.
    • A interpretação se fundamenta na compreensão, pois se o leitor não compreende o que está no texto, não existe interpretação do mesmo, transformando-se em um novo jogo de sentidos.
    • Os resultados obtidos podem contribuir para as representações documentárias, mostrando que os fluxos de informação são fundamentados nas leituras e produções de sentidos e no compartilhamento de significados.
  • 13. Conclusão
    •   Um único texto, submetido a diversas interpretações, geram conceitos interdisciplinares;
    • Os informantes realizaram uma metacompreensão, pois tentaram definir o conceito de compreensão ao mesmo tempo em que eles mesmos passavam por um processo de compreensão;
    • Os leitores a partir das interpretações compartilharam seus significados por meio da linguagem, aos escrever seus próprios textos;
    • As leituras e produções de significados são fundamentais para a ocorrência dos fluxos de informação.
  • 14. Metodologia
    •  
  • 15. 3 Análise Crítica da Tese
    •   Observou-se que a tese é qualitativa, pois suas informações são descritivas, não quantificáveis e os dados são analisados indutivamente baseados na interpretação do autor.
    • O problema proposto no trabalho indaga a maneira que a informação pode se transformar em conhecimento através de leituras, sendo claro e preciso, empírico, suscetível de solução e viável.
    • A hipótese principal da tese possibilita uma comprovação através da aplicação da metodologia. As hipóteses que o autor fornece podem ser classificadas como uma associação entre pré-requisito indispensável e um feito.
  • 16. 3 Análise Crítica da Tese
    • O autor propõe estabelecer vínculos do texto com o universo de domínio dos informantes, através da pesquisa com informantes.
    • A observação das respostas dos informantes foi interessante, entretanto, considera pouco o número de pessoas utilizado na pesquisa ( para o  estudo do Objeto 1 foram consultados oito informantes, a para o estudo do Objeto 2 somente cinco)
    • O autor não explicita a forma como os informantes foram selecionados, apenas comunica que foi uma escolha aleatória.
  • 17. 3 Análise Crítica da Tese
    • Cada resposta possui a identificação do leitor, o texto que ele construiu, as palavras chaves que foram destacadas e na sequência a análise feita pelo autor da tese.
    • Informantes identificados pelo nome.
    • Deixar claro o caminho que o autor seguiu para que se chegasse a um resultado e as conclusões, ja que após análisar texto por texto o autor aborda as respostas categorizando os conceitos e tecendo comentários a respeito das respostas de todos os informantes até chegar na conclusão do processo.
  • 18. Referências
    • LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1992. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520 : informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023 : informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724 : informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011. PINTO, Lourival Pereira. Leitura e Significados nos fluxos de informação. 2009. 136 f. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.