Universidade de São Paulo                  Escola de Comunicações e Artes      Departamento de Relações Públicas, Turismo ...
CAIO COLLARO MANOEL                  GABRIELE RODRIGUES PEROBELLI                     JANAINA DE AZEVEDO ADAO             ...
1. Introdução2. O telejornalismo2.1. O início da televisão brasileira2. 2. Tv no Brasil: as fases do desenvolvimento2. 3. ...
6. 3. 1. A linguagem e as coincidências6. 3. 2. A linguagem e as diferenças6. 4. A análise do discurso: as teorias da cons...
Este trabalho tem como principal objetivo apresentar uma análise sobrea cobertura telejornalística do programa Jornal Naci...
2.1. O INÍCIO DA TELEVISÃO BRASILEIRA       Sua estréia no Brasil foi em São Paulo, 18 de Setembro, de 1950.Naquela época,...
Porém, somente após o golpe militar de 1964, ainda durante aadministração de Juscelino Kubitschek, ocorreu a proliferação ...
profissionalismo, começaram a produzir seu próprios programas com        estimulo de órgãos oficiais.    IV. A fase da tra...
das classes mais populares, lançou-se novas programas como “DercyEspetacular” e “Buzina do Chacrinha” e contava com o Sílv...
tem tudo”, a Rede Globo passou a cada vez mais se manter no topo epermanecer na vida do brasileiro.      2. 4. O TELEJORNA...
informação. O telejornalismo brasileiro se aproximou do estilo consagradopelos norte-americanos.      Apesar das previsões...
foi o Jornal Excelsior, exibido pela TV Excelsior e que depois viria a se chamarJornal de Vanguarda.            2. 4. 3. O...
através de um sistema de rotas de microondas e estabeleceu a estruturanecessária para a criação de emissoras de abrangênci...
Grandes transformações políticas ocorriam paralelamente às mudançasno telejornalismo brasileiro. A campanha das “Diretas J...
As novas tecnologias transformaram o telejornal no modelo que vemoshoje, mais interativo, mais pessoal, mas ainda ligado a...
3. O JORNAL NACIONAL        O Jornal Nacional é um telejornal transmitido pela Rede Globo deTelevisão. Atualmente o JN vai...
Moreira encerrar a primeira edição com uma frase de efeito: “É o Brasil ao vivoaí na sua casa. Boa Noite.” O estilo da lin...
Cinco anos depois, mais um marco na história do telejornalismoenvolvendo o JN: o primeiro brasileiro, Marcos Pontes, viaja...
escala, os assuntos são aleatórios. As notícias mais importantes ainda sãoapresentadas primeiro. Para Camacho,          “A...
convocam o público: veja agora, no Jornal Nacional. Esse pequeno textoevidencia a estratégia de aproximação com o público....
presente, porque nesse 26 de abril de 2000 nós estamos comemorando o      aniversário de um parceria, os 35 anos da TV glo...
poderia afetar a imparcialidade imposta ao jornal e até mesmo a credibilidadedo programa.       O JN encerrou o ano de 201...
região. Isso demonstra que a credibilidade do programa acaba por englobarsuas características, inclusive o sotaque, o modo...
3.4. ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA DO JORNAL NACIONAL      A língua em toda grande civilização é suporte da dinâmica social, se...
Mas tudo isso se complica ainda mais quando percebemos que dentrode uma sociedade aparentemente homogênea, seres da mesma ...
um indivíduo seja alterada por sua falta de práxis e aprendizado, esta noticia iráconcluir sua busca por um receptor de qu...
4. AS TRAGÉDIAS ANALISADAS      4. 1. HISTÓRICO DO ATAQUE TERRORISTA AO WORLD TRADECENTER      Eventos que mudaram complet...
como contrários aos princípios ensinados no Corão e por isso afastam osseguidores do Islã. (Marguilies, 2003) Esses fundam...
capturar Osama Bin Laden e depor o governo Taliban, que para os norte-americanos, apoiava as ações da Al Qaeda. No dia 1 d...
4. 2. 1. 2. Tsunami        Tsunami, palavra de origem japonesa que significa “onda do porto”, oumaremoto é um conjunto de ...
4. 2. 2. O terremoto e tsunami do Japão de 2011        Em 11 de março de 2011, as 05:46 UTC (14:46 no horário local), umte...
tragédia chegam a 13.116 mortos e 14.377 desaparecidos, segundo a PolíciaNacional do Japão. O número de desabrigados chega...
5. PESQUISA E ANÁLISE SOBRE A TEORIA DOS VALORES NOTÍCIA:ANÁLISE DAS EDIÇÕES DO JORNAL NACIONAL       Existem no jornalism...
por assassinato são as que mais atraem interesse. A morte pessoas influentestambém têm grande poder de atração da audiênci...
Composição - A estruturação dos fatos noticiosos por seções, cadernosou blocos deve ser equilibrada. Assim a importância d...
5. 1. 1. 3. Negatividade       Por falta de informações confiáveis, o número exato de vítimas fataisnão foi citado na ediç...
5. 1. 2. 1. Personalização      Durante a análise da edição foi possível notar, não apenas por parte dosmeios de comunicaç...
em inglês e aparentemente norte americanas, seus nomes não sãomencionados e suas aparições, juntas, totalizam apenas 20 se...
nomes citados na na barra de informação, os norte americanos tem rosto, voze opinião.                   Já a cultura árabe...
5. 2. ANÁLISE DA EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL DE 11 DEMARÇO DE 2011 DENTRO DOS PARÂMETROS DA TEORIA DOS VALORESNOTÍCIA       ...
Na edição do JN, assim como no 11 de semtembro, ocorreu umacompilação com as imagens mais marcantes da tragédia, que podem...
receios quanto a proporção da radiação, foram fatos totalmente inesperados,que só culminaram no aumento da noticiabilidade...
pendem para um culpado, apenas descrevem os fatos, como ocorreram,através de resgates históricos e explicações científicas...
cenário mundial o posto de um país exemplo. Referência em tecnologia,expectativa de vida, organização, determinação, grand...
5. 2. 3. 2. Continuidade      O fato era autossuficiente. Devido as suas vertentes inevitáveis, não foinecessário que surg...
6. ANÁLISE DO DISCURSO      6. 1. ATAQUES AO WORLD TRADE CENTER E AO PENTÁGONO:ORDEM DAS REPORTAGENS      Imagens que apar...
3) Correspondente Fernando Silva Pinto: agora começa-se a tratar do   choque do avião no Pentágono, em Washington D.C. Par...
e a um Destroyer americano. Na reportagem, aparecem imagens do   terrorista nos arquivos da emissora, além de imagens do a...
aplicação se esforços sem medidas e, finalmente, reaparece em   Washington no fim do dia. Duran também fala do dia da prim...
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Atentados nos Estados Unidos e tragédias naturais do Japão: a análise do discurso do Jornal Nacional em eventos separados pelas causas, pelo tempo e pelo espaço

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Trabalho realizado na disciplina de Teoria da ComunicaçãoLíngua Portuguesa - Redação e Expressão Oral I, orientado pela Profa. Dra. Roseli Fígaro, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Obs: a diagramação está com problemas. Estão faltando alguns questionários socioeconômicos.

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Atentados nos Estados Unidos e tragédias naturais do Japão: a análise do discurso do Jornal Nacional em eventos separados pelas causas, pelo tempo e pelo espaço

  1. 1. Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e Artes Departamento de Relações Públicas, Turismo e Propaganda ATENTADOS NOS ESTADOS UNIDOS E TRAGÉDIAS NATURAIS NOJAPÃO: A ANÁLISE DO DISCURSO DO JORNAL NACIONAL EM EVENTOS SEPARADOS PELAS CAUSAS, PELO TEMPO E PELO ESPAÇO. Aída Fernanda Stockler Caio Collaro Manoel Gabriele Rodrigues Perobelli Janaina de Azevedo Adao Guilherme Iegawa Sugio Isabela Pagliari Brun Julia Isabel Miranda Travaglini Heitor Begliomini Tolisano Trabalho de Língua Portuguesa, Expressão Oral e Redação I Professora Doutora Roseli Aparecida Figaro Paulino São Paulo, 2011 AÍDA FERNANDA STOCKLER 1
  2. 2. CAIO COLLARO MANOEL GABRIELE RODRIGUES PEROBELLI JANAINA DE AZEVEDO ADAO GUILHERME IEGAWA SUGIO ISABELA PAGLIARI BRUN JULIA ISABEL MIRANDA TRAVAGLINI HEITOR BEGLIOMINI TOLISANO ATENTADOS NOS ESTADOS UNIDOS E TRAGÉDIAS NATURAIS NOJAPÃO: A ANÁLISE DO DISCURSO DO JORNAL NACIONAL EM EVENTOS SEPARADOS PELAS CAUSAS, PELO TEMPO E PELO ESPAÇO. Trabalho apresentado à disciplina de Língua Portuguesa, Expressão Oral e Redação I, ministrada pela Professora Doutora Roseli Aparecida Figaro Paulino, como parte do requisito para composição da nota final referente ao primeiro semestre do ano de 2011. São Paulo, 2011SUMÁRIO 2
  3. 3. 1. Introdução2. O telejornalismo2.1. O início da televisão brasileira2. 2. Tv no Brasil: as fases do desenvolvimento2. 3. A Rede Globo2. 4. O telejornalismo no Brasil2. 4. 1. Primeiros passos2. 4. 2. “O seu repórter Esso”2. 4. 3. O telejornalismo e a ditadura militar2. 4. 4. A era digital3. O Jornal Nacional3.1. História e evolução do Jornal Nacional.3.2. Estilo, estrutura e narrativa do Jornal Nacional.3.3. A linguagem do Jornal Nacional3.4. Análise Sociolinguística do Jornal Nacional4. As tragédias analisadas4. 1. Histórico do ataque terrorista ao World Trade Center4. 2. Histórico do Terremoto do Japão de 20114. 2. 1. Definições4. 2. 1. 1. Terremoto4. 2. 1. 2. Tsunami4. 2. 1. 3. Radioatividade4. 2. 2. O Terremoto e Tsunami do Japão de 20115. Pesquisa e análise sobre a teoria dos valores notíciaanálise da edição do jornal nacional de 11 de março de 2011 dentro dosparâmetros da Teoria dos Valores Notícia5. 2. De acordo com o impacto5. 2. De acordo com a empatia com a audiência6. Análise do discurso6.1. Terremoto e Tsunami no Japão, ordem das reportagens6. 2. Ataques ao World Trade Center e ao pentágono: ordem das reportagens6. 3. Comparações: 3
  4. 4. 6. 3. 1. A linguagem e as coincidências6. 3. 2. A linguagem e as diferenças6. 4. A análise do discurso: as teorias da construção de significados6. 5. Tabela: número de vezes em que algumas palavras aparecem nasedições do jn7. Decupagem das edições analisadas7.1. Decupagem da edição do jornal nacional de 11 de setembro de 20017.2. Decupagem da edição do jornal nacional de 11 de março de 20118. 1. Entrevistas8. 1. 1. Classe a8. 1. 2. Classe b8. 1. 3. Classe c8. 1. 4. Classe d8. 1. 5. Classe e8. 2. Entrevistas analisadas8. 3. Análise sociolinguística das entrevistas realizadas9. Conclusão10. Referências Bibliográficas11. Anexos1. INTRODUÇÃO 4
  5. 5. Este trabalho tem como principal objetivo apresentar uma análise sobrea cobertura telejornalística do programa Jornal Nacional em duas grandestragédias que marcaram nossas vidas: o atentado terrorista aos EstadosUnidos, ocorrido em 11 de Setembro de 2001, e os tsunamis que devastaram oterritório japonês em 11 de Março de 2011. A partir desse tema pretendemos analisar através da sociolinguística ofalar da sociedade brasileira realizando para isso entrevistas em pesquisa decampo. Junto a essas analises avaliaremos a percepção das tragédias nessetrabalho abordadas pela população de acordo com o veículo jornalístico maispopular, o telejornal. Para representar o telejornalismo utilizaremos em nossasanálises o programa Jornal Nacional, líder de audiência e referência naimprensa nacional.2. O TELEJORNALISMO 5
  6. 6. 2.1. O INÍCIO DA TELEVISÃO BRASILEIRA Sua estréia no Brasil foi em São Paulo, 18 de Setembro, de 1950.Naquela época, o meio de comunicação mais popular no país era o rádio, e porisso, a televisão brasileira teve de submeter-se a influência do mesmo,utilizando seu formato, estrutura, seus artistas e técnicos. Sua implantação ocorreu quando Assis Chateaubriand, em fevereiro de1949, conseguiu junto à empresa americana RCA Victor, uma média de 30toneladas de equipamentos considerados necessários para a montagem daemissora, e também designou quatro diretores responsáveis pela implantaçãoda mesma: Dermival Costa Lima coordenador do projeto, Mário Alderighi,Cassiano Gabus Mendes e George Henry, maestro francês. A TV-Tupi foi a pioneira e cerca de dois anos antes de sua instalação emSão Paulo, os Diários Associados, almejando melhores resultados com ainauguração da televisão no Brasil, começaram a difundir uma espécie decampanha na qual passaram a divulgar que estava para chegar a televisão, ouo “cinema a domicilio”, como explicavam aos leitores o que seria aquele novosímbolo de modernidade. Desde seu inicio, a televisão brasileira tem algumas características: comexceção das emissoras estatais, o controle acionário das emissoras, voltadopara o lucro, concentra-se nas mãos de uns poucos grupos familiares; todas as403 geradoras (emissoras comerciais), as 23 emissoras da rede educativa emais de 12 mil retransmissoras em funcionamento, sediam-se em áreasurbanas. Todavia, também podemos dizer que o tradicional modelo privado deradiodifusão brasileiro, evoluiu para o que se pode chamar de um sistemamisto, onde os espaços vazios deixados pela livre iniciativa são ocupados peloEstado, o qual opera canais destinados a programas educativos. A concessão de licenças para a exploração de canais sem um plano préestabelecido deve ser uma das causas atribuídas ao crescimento inicial datelevisão, a partir de 1950. 6
  7. 7. Porém, somente após o golpe militar de 1964, ainda durante aadministração de Juscelino Kubitschek, ocorreu a proliferação de estações detelevisão. Depois do estabelecimento do Ministério das Comunicações, em1967, o processo de concessão de licenças passou a levar em conta nãoapenas as necessidades nacionais, mas também os objetivos do ConselhoSegurança Nacional, de promover o desenvolvimento e integração nacional.Entretanto, o favoritismo político nas concessões de canais de TV prolongou-seaté o governo da Nova Republica, de José Sarney. Uma curiosidade que podemos destacar, é que durante as duasprimeiras décadas de nossa televisão, os programas e telejornais eramidentificados pelo nome do patrocinador, como por exemplo, os programas:“Sabatina Maizena”, “Teatrinho Trol” e “Gincana Kibon”; e os jornais:“Reportagem Ducal”, “Telenotícias Panair”, “Telejornal Pirelli”, “TelejornalBendix” e “Repórter Esso”. Vale ressaltar que o governo brasileiro sempre esteve entre os maioresanunciantes do pais, em consequência, aumentando sua influência sobre osveículos. 2. 2. TV NO BRASIL: AS FASES DO DESENVOLVIMENTO Para melhor caracterizar e compreender a trajetória e odesenvolvimento da televisão brasileira, podemos didaticamente dividi-la emsete fases, na qual cada uma corresponde a um período definido a partir deacontecimentos que servem de referencia. Deste modo, verificamos as seguintes fases: I. A fase elitista (1950 – 1964), quando o acesso do aparelho de televisão pertencia somente a elite, por este ser considerado um luxo; II. A fase populista (1964-1975), quando grande parte da programação era baseada em programas de baixo nível e programas de auditório, e a televisão era considerada grande símbolo de modernidade; III. A fase do desenvolvimento tecnológico (1975-1985), quando, visando a exportação, as redes de TV se aperfeiçoaram e com 7
  8. 8. profissionalismo, começaram a produzir seu próprios programas com estimulo de órgãos oficiais. IV. A fase da transição e da expansão internacional (1985-1990), quando se intensificam as exportações de programas, durante a Nova República; V. A fase da globalização e da TV paga (1990-2000), quando a televisão se adapta aos novos rumos da redemocratização e o país busca a modernidade a qualquer custo; VI. A fase convergência e da qualidade digital (2000-2010), quando a tecnologia apontou para uma interatividade cada vez maior dos meios de comunicação, principalmente a televisão, com a internet e outras tecnologias de informação. Também é adotado o sistema de televisão digital, onde a qualidade da imagem televisiva é superior a do sistema analógico; VII. A fase da portabilidade, mobilidade, interatividade digital (2010-), quando o mercado de comunicação e o modelo de negocio vão se reestruturar, devido ao espaço ocupado pelas novas mídias.2. 3. A REDE GLOBO A Rede Globo nasce em 26 de abril de 1965 com concessão outorgadade Juscelino Kubitschek. O dono era Roberto Marinho (dono também do jornalO Globo) que faz, então, um acordo com a Time-Life, que investia ememissoras de televisão na América Latina. Porém a parceria é logo desfeitadevido a ilegalidade pela Constituição. Porém, isso não só rendeu audiênciapara a Rede Globo devido a briga com a TV Tupi para que a parceira fossedesfeita como uma vantagem de seis milhões de dólares enquanto a Tupi tinhasido montada em trezentos mil dólares. Após adquirir a emissora no Rio de Janeiro, Roberto Marinho adquiriu aTV Paulista e as Organizações Victor Costa lembrando que a rede nacionalainda era inexistente. No dia 26 de abril de 1965 vai ao ar a primeira telenovela, o primeiroinfantil e o primeiro telejornal chamado Tele Globo. Em busca de audiência 8
  9. 9. das classes mais populares, lançou-se novas programas como “DercyEspetacular” e “Buzina do Chacrinha” e contava com o Sílvio Santos, que eralíder absoluto de audiência. Junto com a audiência adquirida, a emissoracomeçou a atrair grande elenco de artistas como Francisco Cuoco, ReginaDuarte e Jô Soares. Em 1969 a emissora se torna pioneira lançando, através do novosistema de ondas microondas Embratel, o Jornal Nacional com o papel deintegração do Brasil pela notícia que no ínicio, era apresentado por Cid Moreirae Hilton Gomes. Em 70, é pioneira na transmissão da Copa do México e lança umanovela que vira mega-sucesso, Os Irmãos Coragem. Em 1972, a Rede Globo foi pioneira na implantação da TV em cores noBrasil e fortalecida, começa a mudar seu perfil e extinguir os programaspopulares. Silvio Santos sobreviveria por mais 4 anos porém como seuprograma era independente, a emissora não podia lucrar com o seu público,uma das razões das quais ele sai da Globo. Em 73, surge o Globo Esporte,Globo Repórter e Fantástico é nessa época que José Bonifácio de OliveiraSobrinho (o Boni) cria o “Padrão Globo de Qualidade”. Nos anos 70, a Globoreina sem concorrência com a Excelsior falida e a Tupi em decadência. OJornal Nacional e o Fantástico eram sucessos absolutos. Em 80, com a Manchete e o SBT/TVS, a Globo perde sua hegemoniamas não sua soberania pois continua líder. Em 1995, a Globo inaugura, emJacarepaguá, o Projac que se torna o maior centro de produção de televisão daAmérica Latina. Hoje, em 2011, a Globo é a principal emissora do país cobrindo 99,84%dos municípios brasileiro através de 113 emissoras (incluindo afiliadas). Foipioneira nas transmissões a cores e internacionais e na integração nacionalatravés da notícia (com o Jornal Nacional). Continuou produzindo não sónovelas de sucesso, como também minisséries e especiais totalizando 4420horas de produção própria por ano, o que a faz a maior produtora deprogramas próprios de televisão do mundo, além de ficar com jornalismo 24horas no ar. Com slogans como “A Globo 90 é nota 100” e “Quem tem Globo, 9
  10. 10. tem tudo”, a Rede Globo passou a cada vez mais se manter no topo epermanecer na vida do brasileiro. 2. 4. O TELEJORNALISMO NO BRASIL 2. 4. 1. Primeiros passos Criado em meados dos anos 40 nos Estados Unidos como uma formade veicular fatos e notícias através do promissor meio televisivo, e, inspirado nojá consagrado rádio, o telejornalismo inovou ao agrupar imagens e sons àsinformações e passou a ser um dos principais meios de transmissão denotícias por todo o mundo. A história do telejornalismo brasileiro se confunde com a chegada datelevisão no Brasil. No dia 19 de setembro de 1950, apenas um dia após ainauguração da primeira emissora de TV Tupi, foi ao ar, às 21h30, aquele queseria considerado o primeiro telejornal da história do país, o “Imagens do Dia”.Com apresentação do jornalista Maurício Loureiro Gama (1912-2004), oprograma exibia imagens sem edição sobre acontecimentos do dia e durava otempo necessário para a exibição de todas as imagens. Os intervalos eramenormes, o que cansava os telespectadores, muitos chegaram a afirmar que atelevisão tinha data marcada para sair do país. A linguagem ainda era amesma praticada nos programas de rádio, frases longas, com muitos adjetivosque detalhavam o assunto tratado, o locutor narrava os acontecimentosexatamente como eles haviam ocorrido. Há época, segundo Piccinin, havia duas correntes telejornalísticas quenorteariam o estilo internacionalmente, o modelo europeu e o modelo norteamericano. O primeiro deles praticava o telejornalismo engajado e partidário,apoiando correntes políticas abertamente, mas com espaço paramanifestações de diversos pontos de vista. Já nos Estados Unidos, otelejornalismo seguia a linha “clean”, supostamente imparcial e objetiva, masque escondia em sua edição o monopólio do mercado e a manipulação da 10
  11. 11. informação. O telejornalismo brasileiro se aproximou do estilo consagradopelos norte-americanos. Apesar das previsões negativas e mesmo sendo inacessível para amaioria da população, o valor de um aparelho de televisão chegava a ser trêsvezes maior do que o mais moderno rádio disponível no mercado, oeletrodoméstico conquistou o público. O contexto político-econômico da décadade 50 foi fundamental para que isso acontecesse. O país passava por umimportante processo de desenvolvimento, a indústria crescia intensamente, oscentros urbanos começavam a tomar forma através das atividades comerciais,financeiras, do terceiro setor e educacionais. Tudo era favorável a adesão donovo meio de comunicação. 2. 4. 2. “O Seu Repórter Esso” Como dito anteriormente, os primeiros telejornais traziam consigo onome de seu patrocinador. Em 01 de abril de 1952, patrocinado pela gigantepetrolífera norte americana Standart Oil Company of Brazil, a Esso, o telejornalmais icônico da história do Brasil, o “Repórter Esso”, foi ao ar pela primeira vez. Vindo de uma bem sucedida trajetória no rádio, onde fora criado peloDepartamento de Imprensa e Propaganda, durante o governo Getúlio Vargas,com o objetivo de fazer propaganda cultural e ideológica dos Estados Unidospara o povo brasileiro, o telejornal trazia a pontualidade aliada à credibilidade, eque até hoje são dois pontos essenciais ao telejornalismo. Com a frase deabertura “Aqui fala o seu repórter Esso, testemunha ocular da história”, onoticiário televisivo era o que hoje é chamado de praça TV, ou seja, umtelejornal regional, porém todos com o mesmo padrão. Em São Paulo, o míticoanúncio era feito pelo apresentador Khalil Filho (1930-1970). Já no Rio deJaneiro, a imagem de Gontijo Teodoro (1924-2003) ficou marcada como o maispopular dos repórteres Esso. O “Repórter Esso” estabeleceu um paradigma desucesso de audiência e aprovação do público na história do jornalismo,permanecendo no ar por 18 anos. Apesar do regionalismo, os telejornais ainda mantinham o sotaque de“lugar nenhum”. O primeiro informativo televisivo a quebrar esse padrão vocal 11
  12. 12. foi o Jornal Excelsior, exibido pela TV Excelsior e que depois viria a se chamarJornal de Vanguarda. 2. 4. 3. O Telejornalismo e a Ditadura Militar Em março de 1964 foi instaurada no Brasil a ditadura militar. O novoregime, através da censura, mudou drasticamente o curso da história datelevisão e do telejornalismo brasileiros. As emissoras, que operavam canaisconcedidos pela administração federal, a partir de 1964, ficaram diretamentesubmetidas aos interesses do governo controlador. Foi uma época em que ocuidado com o que era noticiado era imprescindível, uma vez que, a exibiçãode questões políticas poderia ser considerada “desfavorável” ao governo militare acabar prejudicando a emissora. Ainda em 1964, o Ato Institucional N°5, mais conhecido por AI-5, põe fima fase expansionista do telejornalismo brasileiro. Sem alternativa, os telejornaisadotaram de vez o modelo norte-americano que dispensava a participação dejornalistas na apresentação, que, por sua vez, mais parecia com o estiloconsagrado pelo rádio, a locução, e reforçando a figura do âncora. Mesmo comos avanços técnicos, o telejornalismo e a produção das notícias permaneceramengessados devido às interferências políticas e à falta de estilo próprio. Acensura aos meios de comunicação promovida pela ditadura militar colocou otelejornalismo na arbitrária posição de crescer ou morrer. De acordo com Rezende, “sobre política, a televisão foi omissa ou, comoquerem os produtores de seus noticiários, obrigada a ficar omissa, reservandoos seus horários mais nobres para a lacrimonisidade das telenovelas(...)”(Rezende, 2000:115). Ao mesmo tempo, as telecomunicações configuravam um importanteinfluenciador da opinião pública. Naquele ano já se contabilizava no Brasilmais de 1.600.000 aparelhos televisores e o alcance cada vez maior datelevisão era estratégico para a promoção do novo governo. Assim surge aEmbratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações), que interligou o Brasil 12
  13. 13. através de um sistema de rotas de microondas e estabeleceu a estruturanecessária para a criação de emissoras de abrangência nacional. A década de 70 trouxe novo fôlego ao ramo. Em 1 de setembro de 1969,entrava no ar pela Rede Globo de Televisão o “Jornal Nacional”. Com estúdiono Rio de Janeiro, mas transmitido ao vivo para outras cinco capitais, SãoPaulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília, o novo programacarregava consigo um ineditismo em se tratando de técnicas de filmagem,produção e exibição. O nobre objetivo de integração do território nacionaltambém escondia uma suspeita afinidade com o governo militar. O sucesso do“Jornal Nacional” contrastava diretamente com a decadência do ex-líder deaudiência “Repórter Esso”, que acabou por encerrar suas exibições em 31 dedezembro de 1970. O surgimento do “Jornal Nacional” representou um divisor de águas nahistória do telejornalismo brasileiro. Apesar das arbitrariedades políticaspresentes na redação, o telejornal aperfeiçoou o gênero ao eliminar o improvisoe criou um novo padrão de qualidade que serviria como parâmetro para todasas outras emissoras dali em diante, o chamado “padrão Globo de qualidade”. “Claro que não foi a Globo que criou o telejornalismo, mas foi ela que eliminou o improviso, impôs uma duração rígida no noticiário, copidescou não só o texto como a entonação e o visual dos locutores, montou um cenário adequado, deu ritmo à notícia, articulando com excelente “timing” texto e imagem(...)” (REZENDE, 2000:113) No início dos anos 80, com a decadência da ditadura militar, ostelejornais voltaram a ganhar espaço e, por fim, consolidaram-se como veículosde comunicação legítimos. A abertura política e o afrouxamento da censuraincentivaram o surgimento de novos programas de conteúdo jornalístico.Surgiram o “Vox Populi” na TV Cultura, o “Diário Nacional” na Record, o “Jornalda Manchete” e o “Telejornal Brasil”, nas recém criadas Rede Manchete e SBT(Sistema Brasileiro de Televisão), respectivamente. A década de 80 também foimarcada pelo encerramento das atividades da TV Tupi, que devido aproblemas administrativos e financeiros teve sua concessão cassada pelogoverno federal. 13
  14. 14. Grandes transformações políticas ocorriam paralelamente às mudançasno telejornalismo brasileiro. A campanha das “Diretas Já”, defendendo a voltado governo civil e do voto direto, foi o grande marco midiático dos anos 80.Porém, acostumadas ao “silêncio conveniente” do auge da ditadura, muitasredações de telejornais ainda se autocensuravam e não deram a devidacobertura aos movimentos revolucionários. Por fim em 1985, a ditadura militar chegou ao fim. 2. 4. 4. A Era Digital Os telejornais dos anos 90 foram marcados pelo dinamismo e adaptaçãoimpostos pelo advento da internet e a popularização da TV a cabo. Devido àmaior oferta de conteúdo, os telejornais consagrados não alcançavam maisrecordes de audiência, como era comum. Essa queda de pontos, ao contráriodo que pode parecer, não representava a decadência do telejornalismo, massim, uma mudança no perfil do telespectador, que passou a procurar modeloscada vez mais específicos e próximos ao seu estilo de vida. Também, otelejornal volta a ter tom de denúncia, rompendo definitivamente com asamarras da censura. Hoje, com o avanço das mídias digitais, os telejornais tentam se adaptarà emergência da sociedade em rede. A globalização provocou o aumento davelocidade do fluxo de informações a um nível nunca antes imaginado. Ainternet e as novas tecnologias permitiram ao telespectador desenvolver seupróprio conteúdo jornalístico. O contexto da era digital sentenciou o modelotradicional de telejornal, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Foinecessário rever velhos métodos que já não satisfaziam às exigências da novasociedade brasileira. Os noticiários se tornaram mais ágeis e atrativos, uma vezque o telespectador poderia já ter visto a notícia nos sites de internet. A relação entre o telejornal e seu público, que antes de dava somente nohorário de exibição, foi ampliada com a possibilidade de contato através dociberespaço. A internet se tornou, ao mesmo tempo aliada e concorrente dotelejornalismo. 14
  15. 15. As novas tecnologias transformaram o telejornal no modelo que vemoshoje, mais interativo, mais pessoal, mas ainda ligado a certos valorestradicionais e submetido aos interesses políticos e organizacionais dasemissoras. A trajetória do telejornalismo no Brasil pode ser resumida em cincoperíodos distintos, desde o improviso típico da década de 50, passando peloretrocesso causado pela censura durante a ditadura militar nas décadas de 60e 70, a padronização e consagração da identidade telejornalística brasileira nadécada de 80, a década de 90 e o surgimento de novas possibilidades detransmissão de notícia e, finalmente, chegando aos anos 2000 que sãomarcados pelo dinamismo e interatividade dos telenoticiários. 15
  16. 16. 3. O JORNAL NACIONAL O Jornal Nacional é um telejornal transmitido pela Rede Globo deTelevisão. Atualmente o JN vai ao ar de segunda a sábado, entre 20 e 21horas. Está entre os programas mais vistos na televisão brasileira e éreferência de telejornalismo no país, por sua história, credibilidade e audiência. O programa também é reconhecido por seu pioneirismo. Foi o primeirotelejornal a ser transmitido em todo Brasil, o primeiro a apresentar reportagensem cores e utilizar o som direto. Fo também o primeiro a fazer transmissõesexternas ao vivo, o primeiro a fazer transmissões internacionais ao vivo, em1994. Apresentando características emblemáticas, como seu cenário, seusapresentadores, sua estrutura e sua linguagem, o Jornal Nacional passou afazer parte da sociedade brasileira. É reconhecido internacionalmente por suascapacidades jornalísticas, porém é reconhecido principalmente no territórionacional como o melhor telejornal brasileiro. 3.1. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO JORNAL NACIONAL. Em 1º de setembro de 1969 foi ao ar o primeiro telejornal transmitido emrede nacional no Brasil, líder de audiência e referência na imprensa nacional, oJornal Nacional. Era gerado na sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, eretransmitido para todas as emissoras da rede, que se localizavam em váriospontos do país. Essa primeira edição foi apresentada pelos jornalistas Cid Moreira eHilton Gomes que anunciavam “o Jornal Nacional, da Rede Globo, um serviçode notícias integrando o Brasil Novo”. O JN foi o primeiro a apresentar reportagens em cores e a usar somdireto, o que o diferenciava dos outros telejornais já existentes. Isso fez Cid 16
  17. 17. Moreira encerrar a primeira edição com uma frase de efeito: “É o Brasil ao vivoaí na sua casa. Boa Noite.” O estilo da linguagem utilizada, a narrativa, aestrutura e a figura de repórter de vídeo eram de inspirações de telejornaisnorte-americanos. O primeiro slogan utilizado pelo Jornal Nacional, “a notícia unindo seismilhões de brasileiros”, demonstra uma função que vai além de noticiar fatos, oobjetivo de realmente unir toda a nação brasileira. Assim, as notícias e matériadeveriam ser de interesse geral e não regional. Em 1964 se instaura a ditadura militar no Brasil, que só teria fim em1985. Nove meses antes da estréia do programa, em dezembro de 1968 foidecretado o AI-5, enrijecendo a censura. Portanto o Jornal Nacional surge emum momento crítico do jornalismo. Porém, o conceito de um jornal queenglobasse toda a nação era agradável ao governo militar, o qual queriaconstruir a imagem de país forte, grande e unificado. Ao longo do tempo, o Jornal Nacional adquire mais adeptos etelespectadores, aumentando a audiência. De acordo com Chystus, “a Globoatingiu seu objetivo de tornar-se um modelo para o telejornalismo brasileiro –mais que isso, tornou-se o modelo único no país de linguagem completamentediversa” (Chystus apud Mendes, 2006:15). Em 1977 o Jornal Nacional consegue as primeiras imagens ao vivo dolado de fora do estúdio, utilizando pela primeira vez equipamentos portáteis.Uma transmissão ao vivo internacional só aconteceu em 1991, no conflito doGolfo. E em 1994 a Copa do Mundo é ancorada ao vivo do país-sede, osEstado Unidos. Um grande passo na história do telejornalismo brasileiro dadoem 17 anos. No ano de 2000 a transmissão do Jornal Nacional passa a ser feitadiretamente da redação, que é usada como cenário o que pode seremblemático. Em 2001, ano do ataque ao World Trade Center, o JN foi indicado para oPrêmio Emmy por sua cobertura dos atentados do 11 de setembro. Naqueledia, sete em cada dez famílias brasileiras estavam sintonizadas no telejornal. Éainda neste ano que acontece a estréia da página online do programa,marcando o encontro do telejornalismo com a era digital. 17
  18. 18. Cinco anos depois, mais um marco na história do telejornalismoenvolvendo o JN: o primeiro brasileiro, Marcos Pontes, viaja até o espaço e oprograma o entrevista em um link direto com a Estação Espacial Internacional. Hoje o Jornal Nacional além de um telejornal poderia também serclassificado com um webjornal ou mobilejornal, devido ao alcance doprograma. A televisão chega à internet e o celular carregando consigo otelejornalismo e o JN. Com 42 anos de existência, o Jornal Nacional manteve alta suaaudiência, sendo referência na imprensa nacional, transmitindo valores eunindo a nação brasileira em torno da televisão, diariamente às 20 horas e 30minutos. Com um histórico de pioneirismo e exclusividade, o programa seguecomo destaque na televisão brasileira e da vida da população. 3.2. ESTILO, ESTRUTURA E NARRATIVA DO JORNAL NACIONAL. O Jornal Nacional, como um telejornal de destaque, assim se caracterizadevido à sua constante e elevada audiência que, por sua vez, é alcançadaatravés da identificação que existe entre a população e o programa. SegundoGomes, “o programa se relaciona com a sua audiência a partir da construçãode um estilo, que o identifica e que o diferencia dos demais” (Gomes apudMendes, 2006:16). O estilo, que causa a identificação, é composto por características comoa temática, o formato, a estrutura, o cenário, os apresentadores, a linguagem,entre outros. A temática e a estrutura do jornal nacional, como já dito, receberaminfluências dos telejornais norte-americanos, e apesar de pequenos ajustes noformato o JN desde seu surgimento segue a mesma linha. O jornal sempreabordou os assuntos obedecendo a uma escala, como se estivessem emtópicos: notícias pontuais, política, economia, esportes, sociedade, ciência,serviços (previsão do tempo, cotação da bolsa de valores...), etc., nãonecessariamente em ordem, nem abordando sempre todos esses temas.Atualmente, o programa ainda apresenta notícias por tema, mas não obedece 18
  19. 19. escala, os assuntos são aleatórios. As notícias mais importantes ainda sãoapresentadas primeiro. Para Camacho, “A TV Globo faz um telejornal programado para ser o líder do gênero no país com base em pesquisas rigorosas. De acordo com essas pesquisas, o telespectador brasileiro, que é diferente do americano, gosta de noticiários em linguagem simples, com apresentadores fixos e baseados principalmente em reportagens de serviço, comportamento, saúde, meio ambiente, além de ciência e tecnologia. Isso chama mais a atenção do que assuntos tidos como sérios por telespectadores educados.” O formato do Jornal Nacional se manteve praticamente o mesmo: doisapresentadores, atrás de uma bancada lêem e comentam notícias, apresentamreportagens externas realizadas pelos jornalistas, ao vivo ou não. O programaé composto de notícias curtas, e tempo de duração do telejornal é de nomáximo meia hora e a divisão é baseada em blocos, começando com notíciasde impacto e terminando com assuntos leves. Existe a constante presença de comentários e depoimentos deespecialistas e a sustentação por números, dados estatísticos e gráficos, o queacrescenta ao formato do telejornal uma característica didática. O programa se diferencia de outros telejornais, segundo Gomes (2005)porque repórteres frequentemente gravam as notícias e as reportagens doslocais de acontecimento. Esses repórteres são chamados de “enviadosespeciais”. Isso só possível devido à capacidade econômica e tecnológica daTV Globo. A idéia de onipresença do JN acrescenta efeito de credibilidade aojornal. O Jornal Nacional, que atualmente tem trinta minutos de duração, éestruturado em três ou mais blocos, de aproximadamente dez minutos. Essesvalores podem variar para mais de acordo com a relevância das notícias dodia. Por exemplo, no dia 11 de março de 2011, data em que aconteceu oTerremoto No primeiro bloco, os apresentadores começam com a data do dia eentão anunciam as manchetes das notícias das quais tratarão ao longo doprograma, com a música tema do programa tocando ao fundo. Ao fim daapresentação das manchetes, os apresentadores miram a tela de forma fixa e 19
  20. 20. convocam o público: veja agora, no Jornal Nacional. Esse pequeno textoevidencia a estratégia de aproximação com o público. Após a vinheta, um dos apresentadores inicia a apresentação dasnotícias com o famoso e emblemático “boa noite”, que é repetido com maiorênfase ao fim da edição. Emblemático, pois acentua mais uma vez aaproximação entre o jornal e os telespectadores. Apresentam-se, portanto,importantes componentes da identificação entre público e programa. O cenário, a partir de 2000, é composto por uma bancada em umaespécie de mezanino dentro da redação do programa. Segundo o site doprograma, que descreve a trajetória do Jornal Nacional, em 2000 “O jornal sai do estúdio e passa a ser apresentado de dentro da redação. O telespectador pode ver a equipe envolvida na realização do telejornal, tanto na abertura quanto no início e fim de cada bloco. Um conceito que leva para dentro da casa do público a própria redação do Jornal Nacional”. Sendo o cenário a própria redação do jornal, é gerada a sensação deaproximação do telespectador com o programa e causa efeito de credibilidadeao jornal, já que a redação é o local onde está sendo recebida, escrita e geradaa notícia. O telespectador, assistindo a isso tem a percepção de que a notícia éverdadeira. Além disso, os apresentadores ficam acima da redação, causando efeitode que eles estão acima da produção da notícia. Ao fundo, um mapa-múndi emtrês dimensões – que a partir de 2010, passa a se movimentar com o uso detecnologia digital. Porém, a tecnologia digital aparece desde o início da década:imagens aparecem ao lado dos apresentadores, representando o tema do qualtrata a notícia. Para isso, faz-se utilização do efeito Chroma-key, uma espéciede projeção. Os papéis que serviam de roteiro e guia para os apresentadores,são substituídos por computadores. Ao final da edição em que esse cenário éutilizado pela primeira vez, William Bonner, atual apresentador comenta sobreo novo cenário que “Esse 26 de abril foi um dia especial no jornal nacional, o dia em que nós passamos a apresentar as principais noticias do Brasil e do mundo aqui, o ambiente da nossa redação de jornalismo. E este novo cenário chegou como um 20
  21. 21. presente, porque nesse 26 de abril de 2000 nós estamos comemorando o aniversário de um parceria, os 35 anos da TV globo, os 35 anos da Globo com você.” Para comemorar os 40 anos do programa no ar, o cenário ganhainovações, acompanhando as evoluções tecnológicas. No fundo da redação,uma série de televisões de tela plana apresenta imagens relacionadas àsreportagens. O mapa-múndi ganha movimento e os computadores sãotrocados por edições mais recentes. O JN sempre foi apresentado por uma dupla de âncoras. Cid Moreira eHilton Gomes foram os primeiros. Cid Moreira e Sérgio Chapelin formaram adupla que por mais tempo apresentou o programa. Posteriormente, assumiramWilliam Bonner e Lillian Witte Fibe, que por sua vez passou a bancada paraFátima Bernardes, formou-se então o casal mais conhecido do telejornalismo,Willian Bonner e Fátima Bernardes, que estão até hoje no comando daapresentação. A escolha de Fátima no lugar de Lilian configuraria umareedição do "casal telejornal" Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, que por muitotempo foi marca registrada da TV Manchete. Willian e Fátima já eram casados quando assumiram juntos aapresentação do programa. Isso gera efeito de um jornal feito por uma famíliapara outra família, a brasileira, contribuindo para a identificação entre público eprograma. Gomes conclui que “O exemplo de casal feliz, bonito e bem sucedido é uma peça fundamental na composição do território limpo, discreto, quase asséptico do programa. Durante todo jornal, Fátima e Bonner permanecem sentados em suas bancadas, quase não gesticulam e nem falam entre si. O casal ‘não chama atenção’, porque ali o espaço de protagonista parece ser reservado apenas para a ‘notícia’.” (Gomes apud Mendes, 2006:19). Por muito tempo não houve comunicação entre os apresentadores emfrente às câmeras. Porém, com o passar do tempo e com a grande aprovaçãodo público – por ser um jornal de família – agora são feitos comentários, hátrocas olhares, há mais naturalidade na apresentação das notícias. Isso 21
  22. 22. poderia afetar a imparcialidade imposta ao jornal e até mesmo a credibilidadedo programa. O JN encerrou o ano de 2010 com a pior audiência de sua história. Issopoderia ser atribuído às mudanças que vêem ocorrendo atualmente noprograma, como a naturalidade mais presente na apresentação. Porém aprincipal causa é dada às novelas que antecede e procede ao telejornal naprogramação da TV Globo. Essa acusação é possível já que o índice deaudiência do programa varia de acordo com o índice das novelas. É comumaumentar o número de telespectadores do jornal quando o fim de uma novelaestá próximo. O que aconteceu em 2010 e em muitos outros anos foi umaoscilação no número de público das novelas que desestabilizou a índice doprograma. 3.3. A LINGUAGEM DO JORNAL NACIONAL Outro fator do programa que vem se alterando ao longo de sua jornada,é a linguagem utilizada. Por ser um jornal, a linguagem se mantém formal,porém o Jornal Nacional sempre buscou um tom coloquial e de fácilentendimento, se afastando dos clássicos telejornalísticos. De acordo com Mendes (2006), a linguagem do telejornalismo é híbrida,pois pretende ser coloquial como a fala, mas precisa e clara como a escrita.Dado que o formato do JN sempre foi constituído de apresentadores que liamas notícias em frente à câmera, trata-se de um texto escrito para ser falado. Além da linguagem oral – simples e clara – que abrange de certa formaa linguagem escrita – formal – existe a linguagem visual, composta pelasimagens utilizadas para apresentar a notícia e das expressões faciais dosapresentadores. Todas essas informações se misturam na apresentação dasnotícias e formam a linguagem telejornalística da qual se utiliza o programa. A linguagem verbal utilizada pelos apresentadores é livre de sotaques,porém existem expressões coloquiais que podem ser identificadas comocaracterísticas da região Sudeste. Algumas pesquisas afirmam que moradoresda região nordeste do Brasil preferem assistir ao Jornal Nacional ao jornalregional, no qual os apresentadores possuem sotaque característico dessa 22
  23. 23. região. Isso demonstra que a credibilidade do programa acaba por englobarsuas características, inclusive o sotaque, o modo de falar e os termosutilizados. Realizando uma comparação entre as edições do JN de 2001 comedições de 2011 é possível perceber que houve um movimento na linguagemutilizada. Em 2001, a presença de expressões ou palavras coloquiais era rara,principalmente na fala dos apresentadores dentro de estúdio. Com pouco maisde freqüência aparecia coloquialismos na linguagem de repórteres queapresentavam notícias externas ao vivo. Um exemplo é a fala de uma repórterno dia 11 de setembro de 2001 sobre a queda de um terceiro prédio em NovaIorque. Ela apresentava a notícia ao vivo de Nova Iorque e ao dizer o horárioda queda do terceiro prédio informa que “foi no finalzinho da tarde”. Porém emtoda a edição essa é uma das poucas expressões coloquiais. Toda alinguagem utilizada na edição é de caráter formal. Nas edições atuais a informalidade tem maior presença. Entre asnotícias existem comentários dos apresentadores de caráter extremamentecoloquial. E mesmo na narração das notícias a freqüência de expressõescoloquiais é maior. Um exemplo é a conversa que se desenvolve entre WilliamBonner e o repórter Roberto Kovalick na edição do dia 11 de março de 2011,dia em que aconteceu o Terremoto do Japão. Ao final do primeiro bloco,Bonner introduz seu pensamento da seguinte maneira: “Kovalick, a gente tavaacompanhando aqui atentamente as suas duas reportagens...”. A substituiçãodo pronome nós pela expressão a gente indica claramente a informalidade dotexto falado. Outro exemplo demonstrando ainda mais nitidamente ocoloquialismo na linguagem dos apresentadores é uso do termo bolada na falade Fátima Bernardes sobre impostos, na edição de cinco de maio de 2011 . “OJornal Nacional mostrou ontem que a soma dos impostos pagos por todos osbrasileiros este ano já passou de meio trilhão”, anuncia William Bonner. EFátima complementa: “Nessa bolada, entra o Imposto de Renda na fonte”. 23
  24. 24. 3.4. ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA DO JORNAL NACIONAL A língua em toda grande civilização é suporte da dinâmica social, se fazpresente nas relações diárias, com os meios de comunicação, com os livros,com a cultura e com a ciência. O estudo da língua se liga à sociologia quandovista como uma manifestação da vida em sociedade abrindo um novo campode estudo, a sociolinguista. Como afirma Pretti, “Entre sociedade e língua, de fato, não há uma relação de mera casualidade. Desde que nascemos, um mundo de signos linguísticos nos cerca, e suas inúmeras possibilidades comunicativas começam a tornar-se reais a partir o momento em que, pela imitação e associação, começamos a formular nossas mensagens” (Pretti, 2005:11) Dentro da sociolingüística teremos o dialeto social que trata da fala deuma dada comunidade, restrita por operações de forças sociais aosrepresentantes de um grupo específico, seja étnico, religioso, econômico oueducacional. Não devemos cometer o erro de condicionar diretamente a língua aosfatores culturais ou étnicos, embora se reconheça que pode haver uma ligaçãoentre eles. A verdade é que a pesquisa nas línguas das comunidades maiscivilizadas levaria a conclusões contraditórias: de um lado a existência evidentede certas influências, em particular do fator cultural, mas de outro aimpossibilidade. Porem os métodos de estudos são complexos, várias são as tentativasde classificação dos fatores extralingüísticos, que influenciam na maneira defalar. Charles Bally (apud Preti, 2005) ressalta a atuação do meio como fatorextralingüístico na criação de um tipo especial de expressão. Assim o meiocompreenderia os estados, isto é, as condições de vida do indivíduo, ou seja,sua classe social, sua cultura, educação que recebeu, tradições, religião,princípios morais, ocupações cientificas e artísticas. Desse modo a influênciageográfica é deixada de segundo plano tornando a influência da sociedade queo cerca muito mais relevante na sua fala. 24
  25. 25. Mas tudo isso se complica ainda mais quando percebemos que dentrode uma sociedade aparentemente homogênea, seres da mesma classe sociale da mesma idade, se diferenciam linguisticamente. Um fator que tem alterado a percepção linguística das pessoas é apropaganda, que inteligentemente tem se aproveitado dessas variações paraatingirem seus objetivos, colaborando para que o “erro” na língua seja aceitopelas comunidades como uma variante válida, desmistificando a linguagem-padrão. Um dos fatores que influenciam nessa diversificação da linguística é avariedade geográfica que conduz a uma oposição fundamental: linguagemurbana/linguagem rural. A primeira cada vez mais próxima da linguagemcomum, pela ação decisiva que recebe dos fatores culturais (escola, meios decomunicação de massa, literatura). A segunda mais conservadora e isolada,extinguindo-se gradualmente com a chegada da civilização. Outro fator são as variedades socioculturais podem ser influenciadas pormotivos ligados diretamente ao falante (ou ao grupo a que pertence), ou asituação ou a ambos. Em um jornal de forma generalizada a linguagem empregada é a culta,mas no Jornal Nacional teremos algo que transcende um pouco isso, sendoutilizada não apenas a linguagem culta, mas também livre de qualquervariedade linguística. O Brasil por ser um país extremamente heterogêneo trará ao telejornal anecessidade de uma linguagem que não se aproxime das variedadesgeográficas regionais, de faixas etárias, de classe social e étnicas. Portanto oJornal Nacional visará atingir todos os públicos de maneira igual, e passando amesma informação para todos por meio desta linguagem que se preocupa emser neutra a qualquer variedade. Assim, o JN se torna uma autoridade natransmissão de notícias, ganhando credibilidade que, por sua vez, torna asnotícias e as ideias, transmitidas pelo programa, uma regra e uma verdade. Com certeza esta é uma das grandes chaves do sucesso do JornalNacional: conseguir ser unanimidade em meio a um público extremamenteheterogêneo e com contradições tão evidentes. Mesmo que a interpretação de 25
  26. 26. um indivíduo seja alterada por sua falta de práxis e aprendizado, esta noticia iráconcluir sua busca por um receptor de qualquer maneira. 26
  27. 27. 4. AS TRAGÉDIAS ANALISADAS 4. 1. HISTÓRICO DO ATAQUE TERRORISTA AO WORLD TRADECENTER Eventos que mudaram completamente o rumo da história mundial, comconsequências sociais, políticas e econômicas, os ataques terroristas de 11 desetembro de 2001 chocaram o planeta devido a sua brutalidade e enormenúmero de vítimas. Foram 2996 mortos, a primeira vez na história em queterroristas seqüestram aviões para usá-los como mísseis. Símbolos dahegemonia econômica e militar dos Estados Unidos foram destruídos e arelativa paz reinante desde o final da Guerra Fria posta a prova. Às 8h45min, em Nova Iorque, um avião que fora seqüestrado se chocoucontra uma das torres do World Trade Center. Dezoito minutos depois, paratornar pior o que já parecia inacreditável, outro avião se chocou contra a outratorre. Aproximadamente duas horas depois, elas desabaram. As imagens,transmitidas ao vivo para o mundo todo, mostraram o pânico e o horror dapopulação local. Além desses, mais dois Boeings haviam sido sequestrados,um deles atingiu o Pentágono, base da inteligência militar norte-americana; ooutro caiu na Pensilvânia, numa área inabitada. Imediatamente após os atentados, foi dada a ordem de cancelar todosos vôos em território estadunidense e todos os aviões em percurso na hora doataque foram obrigados a pousar. Os vôos internacionais foram redirecionadospara outros países, a maioria para o Canadá. Os ataques foram atribuídos ao grupo Al Qaeda, que em árabe significa“A base” ou “A fundação”, um dos grupos terroristas mais perigosos do mundoque acredita que todos os países mulçumanos deveriam obedecer a um únicolíder e a lei deveria ser unificada seguindo os princípios ensinados pelo Corão(Marguilies, 2003). A expansão imperialista dos Estados Unidos e sua conseqüente grandeinfluência no Oriente Médio, tanto política, econômica e culturalmente, fez comque nascesse um sentimento de revolta entre os fundamentalistas islâmicos. Ainfluência cultural estadunidense e o seu modo de vida secular foram vistos 27
  28. 28. como contrários aos princípios ensinados no Corão e por isso afastam osseguidores do Islã. (Marguilies, 2003) Esses fundamentalistas fazem uso dainterpretação do Jihad como Guerra Santa para justificar atos extremos nadefesa do islamismo. Ainda, o apoio norte-americano a Israel, no constante conflito entreisraelitas e palestinos, intensificou o ódio do povo palestino, tendo em vista queum aliado de seu inimigo, também é seu inimigo. Assim sendo, os EstadosUnidos por muitos eram considerados o grande vilão, que corrompia a culturamulçumana e contestava os ensinamentos de seu livro sagrado. Portanto, nãoé de se surpreender a grande comemoração ocorrida nas ruas da Palestinaimediatamente após o atentado de 11 de setembro. Foi um grande golpe contraos defensores de Israel. O principal mentor dos atentados foi Osama Bin Laden. Osama lutoucom as tropas afegãs contra a invasão soviética na década de 80, e, na época,os mulçumanos tiveram apoio dos norte-americanos, que interessados emconter o avanço comunista, financiaram e forneceram armamentos às tropasafegãs. Mulçumanos de todo o oriente médio se juntaram para lutar noAfeganistão, essa união fez com que os fundamentalistas islâmicos sesentissem confiantes para lutar contra o secularismo ocidental. “Agora que osmulçumanos tinham uma guerrilha armada, dinheiro e treinamento para apoiá-la, a mensagem do fundamentalismo Islâmico poderia ser passada para outraspartes do mundo.” (Langley, 2006:35) Osama, nos anos seguintes a guerra contra os soviéticos, se propôs areunir homens engajados nessa defesa do Islã. Até 1996, permaneceu noSudão, onde conseguiu acumular dinheiro trabalhando legalmente no ramo daconstrução enquanto trabalhava paralelamente em estabelecer seu grupo deIslâmicos militantes, que futuramente seriam reconhecidos mundialmente como“Al Qaeda”. (Burke, 2003) Em 1996, Osama se mudou para o Afeganistão, onde começou a sefocar principalmente em seus planos contra o ocidente que culminariam nosatentados de 11 de setembro. Os atentados desencadearam a “Guerra ao Terror”, política adotadapelo então presidente americano George W. Bush para combater o terrorismo, 28
  29. 29. capturar Osama Bin Laden e depor o governo Taliban, que para os norte-americanos, apoiava as ações da Al Qaeda. No dia 1 de maio de 2011, umaoperação especial do exército norte-americano encontrou o esconderijo de BinLaden no Paquistão e o executou e jogou seu corpo ao mar. 4. 2. HISTÓRICO DO TERREMOTO DO JAPÃO DE 2011 4. 2. 1. Definições 4. 2. 1. 1. Terremoto Terremoto ou abalo sísmico é um deslocamento repentino da superfícieda Terra, resultante da ruptura de uma porção rochosa. A ruptura causa umaliberação de uma enorma quantidade de energia sob a forma de ondassísmicas e a principal causa dessa brusca ruptura deriva da movimentação dasplacas tectônicas, que leva a um aumento constante da pressão até tal pressãoser liberada em forma de ondas sísmicas. Os terremotos geralmente sãomedidos na Escala Richter, que atribui um número para designar a quantidadede energia liberada pelo terremoto, e foi criada em 1935 pelos sismólogosCharles Francis Richter e Beno Gutenberg. Inicialmente a escala foi graduadaapenas de 0 a 9, mas hoje em dia sabe-se que não existe um limite superior.Terremotos denominados “micro”, ou seja, com uma medição menor que 2graus na escala Richter, ocorrem em uma frequência de mais de 8000 por dia,enquanto terremotos de grau 9 a 9,9 ocorrem em uma média de 1 a cada 20anos. Ainda não foram registrados terremotos na faixa maior que 10 graus naescala Richter. O terremoto mais forte resgistrado até hoje foi de 22 de maio de1960 no Chile, o qual a medições chegaram a 9,5 graus na escala Richter. Os locais de onde se originam os terremotos são chamados deepicentros, que variam em distância e profundidade. As consequências dosterremotos podem ser tanto de ordem geofísica, como falhas na superfícieterrestre, tsunamis e alterações na rotação terrestre, como de ordem social eeconômica, como um grande número de vítimas fatais e prejuízos ecônomicos. 29
  30. 30. 4. 2. 1. 2. Tsunami Tsunami, palavra de origem japonesa que significa “onda do porto”, oumaremoto é um conjunto de ondas que deslocam uma enorme quantidade deágua, ocorrendo principalmente em oceanos. A principal causa dos tsunamissão eventos geológicos, principalmente o terremoto. Porém há outras maneirasde se produzir um tsunami, como erupções vulcânicas, explosão subamarinas,deslizamentos de terre, entre outros. Seu grau de devastação é altíssimodevido as enormes quantidades de água e energia envolvidos. A maior concentração de tsunamis fica nas costas banhadas peloOceano Pacífico, onde se registram 80% dos tsunamis em todo mundo. Asondas do tsunami podem percorrer milhares de quilômetros, atingindovelocidades de até 700 km/h e mais de 10 m de altura. A principalcaracterística física que difere as ondas normais das tsunamis é o seucomprimento de onda, que chega até 100 km, enquanto em ondas normais ocomprimento de onda fica por volta de 150 m. 4. 2. 1. 3. Radioatividade A radioatividade é um fenômeno de ordem tanto natural quanto artificial,no qual o núcleo de certos elementos químicos emitem radiação, que é um tipode propagação de energia, de forma espontânea. Essa propriedade desteselementos podem ser tanto benéfica, como nos casos de tramentos dedoenças com radioatividade e aparelhos de raio-x, quanto maléfica, como nocaso de vazamento de material radioativo de usinas nucleares. Há vários tiposde radiação, como as partículas alfa, beta e gama, e as características maisimportantes dela são: a capacidade de ser absorvida e capacidade deatravessar objetos. Os efeitos da radioatividade no ser humano podem ser observados tantoa curto quanto a longo prazo. A curto prazo, o homem em contato com aradioatividade pode sofrer de distúrbios gastrointestinais, catarata e perde decabelo e células sanguíneas. A longo prazo são observados problemas comodiversos tipos de câncer, deficiências congênitas, leucemia e infertilidade 30
  31. 31. 4. 2. 2. O terremoto e tsunami do Japão de 2011 Em 11 de março de 2011, as 05:46 UTC (14:46 no horário local), umterremoto de magnitude 8,9 atingiu o Japão, cujo epicentro foi a 160 km dacosta leste da província de Miyagi e a 373 km da capital Tóquio e com umaprofundidade de de 24 km. Este terremoto foi considerado o mais forte a atingiro Japão e o sétimo mais forte da história mundial. O terremoto com epicentro em alto mar, gerou alerta de tsunamis emvárias outras partes do mundo, como o Chile e a costa oeste dos EUA. Asondas de tsunami que atingiram o Japão alcançaram mais de 10 metros dealtura e percorreu mais de 10 km. As filmagens feitas do tsunami mostram seugrande poder de devastação, no qual carros e casas eram levados pela água.Várias instalações fabris tiveram focos de incêndio após o terremoto Uma das mais graves consequências do terremoto foi o acidentenuclear ocorrido na Central Nuclear de Fukushima I. A tsunami derivada dosismo danificou o sistema de refrigeração dos reatores nuclearessuperaquecendo-os e culminando em uma explosão gerada pelo aumentoexcessivo da pressão interna. Com o perigo de vazamento de materialradioativo, houve um alerta de evacuação em um raio de aproximadamente 10km da usina. Dentro da Escala Internacional de Acidentes Nucleares (INES), oacidente foi classificado como de nível 7, o nível mais alto dentro dessa escala,equivalente ao Acidente Nuclear de Chernobyl. Em um raio de 50 km forammedidos níveis especvialmente perigosos de radioatividade e toda a produçãolocal de alimentos foi banida do mercado. A quantidade de isótopos radioativosdo iodo e do césio lançados pela explosão é de magnitude próxima a doAcidente Nuclear de Chernobyl e também houve a detecção de plutônio no solopróximo a usina. O nível de radiação dentro da usina chegou a ser 1000 vezesmaior do que o permitido e também houve vazamento de material radiotivopara o mar, com níveis de radioativade até 100 vezes maiores que o permitido. A primeira divulgação da Polícia Nacional do Japão contabilizouapenas 60 mortos e 56 desaparecidos, mas os números após um mês da 31
  32. 32. tragédia chegam a 13.116 mortos e 14.377 desaparecidos, segundo a PolíciaNacional do Japão. O número de desabrigados chega a 140 mil pessoas. O plano de reconstrução do Japão, proposto pelo governo japonês eempresas, foi estimado em 455,12 bilhões de reais. A primeira etapa do planoconsiste no trabalho de remoção dos escombros, auxílio aos desabrigados,construção de 70 mil casas e reconstrução da economia local, e o custo totalavaliado desta primeira etapa é de mais de 75 bilhões de reais, mas algunspolíticos japoneses falam em 186 bilhões de reais. O jornal Asahi Shimbun analisou dados divulgados pela polícia eapontou que mais da metade das pessoas que morreram no tsunami tinha maisde 65 anos. Este dado mostra a velocidade e surpresa com que o tsunamiatingiu o país, não havendo tempo para os idosos se locomoverem. Dados geofísicos de empresas como a Geonet apontam que esteterremoto descolocou o Japão em 4 metros para o leste, além de ter deslocadoo eixo terrestre em 16,9 centímetros e acelerado em 1,8 milhonésimo desegundo o movimento de rotação terrestre. 32
  33. 33. 5. PESQUISA E ANÁLISE SOBRE A TEORIA DOS VALORES NOTÍCIA:ANÁLISE DAS EDIÇÕES DO JORNAL NACIONAL Existem no jornalismo diversas teorias que classificam os fatos a seremnoticiados com o intuito de determinar se aquele acontecimento irá despertarou não o interesse da audiência. Tais teorias são chamadas de Valor Notíciaou Critério de Noticialbilidade e coincidem com a maioria das redações decomunicação social. O valor notícia é um conceito subjetivo que tenta se aproximar dosvalores institucionalizados anteriormente pelo inconsciente coletivo daaudiência. Dessa forma, o fato noticiado surge como um legitimador de talinconsciente, contribuindo positivamente para a veiculação do objetojornalístico. Nesta monografia, faremos uso da tipologia do valor notíciadesenvolvida em 1965, pelos sociólogos Johan Goltung e Mari Holboe Huge.Inicialmente, a teoria de divide em três critérios, a saber, Impacto, Empatia daAudiência e Pragmatismo da Cobertura. Cada um deles se subdivide em outrostópicos mais específicos, totalizando 12 critérios. Existem no jornalismo diversas teorias que classificam os fatos a seremnoticiados com o intuito de determinar se aquele acontecimento irá despertarou não o interesse da audiência. Tais teorias são chamadas de Valor Notíciaou Critério de Noticialbilidade e coincidem com a maioria das redações decomunicação social. • DE ACORDO COM O IMPACTO Amplitude - Quanto maior o número de pessoas envolvidas maior aprobabilidade de o evento ser noticiado. Frequência - Quanto menor for a duração do evento menor aprobabilidade de ser relatado em notícia. Acontecimentos rotineiros podem sernoticiados se tiverem interesse para um grande número de pessoas. Negatividade - Notícias negativas são mais atraentes que as positivas.Entre as más notícias há uma certa hierarquia de preferência do público.Eventos envolvendo morte tem grande impacto junto à audiência. As mortes 33
  34. 34. por assassinato são as que mais atraem interesse. A morte pessoas influentestambém têm grande poder de atração da audiência. Caráter inesperado - Eventos inesperados têm mais impacto do queeventos agendados ou previstos. Clareza - Eventos cujas implicações sejam claras atraem mais aaudiência do que eventos com mais de uma interpretação, ou cuja compreesãoexija conhecimentos acerca dos antecedentes ou contexto desse mesmoevento. • DE ACORDO COM A EMPATIA COM A AUDIÊNCIA Personalização - Eventos que possam ser retratados como ações deindivíduos atraem um maior interesse midiático pela notícia em questão. Significado - O critério está relacionado com a proximidade geográfica ecultural que a ocorrência possa ou não ter para o leitor. Notícias sobreacontecimentos, pessoas e interesses mais próximos da audiência terão ummaior significado para a mesma. Referência a países de elite - Eventos relacionadas a países maispoderosos têm maior destaque do que eventos relativos a países de menorexpressão política e econômica. Referência a pessoas que integram a elite - Eventos que envolvampessoas de grande poder aquisitivo, influentes ou famosas recebem uma maiorcobertura noticiosa • DE ACORDO COM O PRAGMATISMO DA COBERTURA Consonância - Segundo o critério da consonância, os jornalistas têmesquemas mentais em que prevêem que determinado acontecimento pode vir aocorrer. Esta previsão tem a ver com a experiência e rotina do jornalista queescolhe o que é noticiável em consonância com aquilo que tenha antevisto.Assim se uma ocorrência corresponder às expectativas do jornalista terámaiores probabilidades de ser publicada. Continuidade - Depois de ser publicada, o evento adquire uma certainércia. Como a história já foi tornada pública existe uma maior clareza acercada mesma e, consequentemente, menor interesse. 34
  35. 35. Composição - A estruturação dos fatos noticiosos por seções, cadernosou blocos deve ser equilibrada. Assim a importância de um evento nãodepende apenas do seu valor-notícia, mas também do seu valor face a outroseventos. 5. 1. ANÁLISE DA EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL DE 11 DESETEMBRO DE 2001 DENTRO DOS PARÂMETROS DA TEORIA DOSVALORES NOTÍCIA 5. 1. 1. De Acordo com o Impacto 5. 1. 1. 1. Amplitude A cobertura dos Ataques Terroristas de 11 de setembro cabemperfeitamente no critério da amplitude. Confirmou-se o número de 2.751mortes, sendo uma causada por doença pulmonar, anos depois da tragédia,devido à inalação da poeira que tomou conta do local. O princípio morto-quilômero, no qual divide-se o número de vítimasfatais por quilômetro de extensão atingido totaliza 3,43 vítimas por quilômetro². 5. 1. 1. 2. Frequência O tempo estimado entre a colisão do primeiro avião Boeing com a TorreSul e a queda da Torre Norte, período que compreende ainda a queda daTorre Sul e a colisão de um segundo Boeing com a Torre Norte, é de 86minutos ou 1 hora e 26 minutos aproximadamente. O fato em si, ao contráriodos desdobramentos posteriores e de suas implicações políticas, teve umaduração relativamente curta, o que o tornou fácil de ser noticiado e transmitidoaos telespectadores, não exigindo grandes reflexões para ser assimilado pelaaudiência. O Jornal Nacional, com intuito de “ilustrar” o ocorrido, exibiu umacompilação dos momentos mais impactantes, as colisões e as quedas dastorres, o que tornou a veiculação da notícia ainda mais simples e objetiva. 35
  36. 36. 5. 1. 1. 3. Negatividade Por falta de informações confiáveis, o número exato de vítimas fataisnão foi citado na edição analisada. Foi informado o número de possíveisatingidos, entre pessoas dentro dos edifícios e transeuntes dos arredores,totalizando 20 mil pessoas envolvidas, feridas ou não. Posteriormente, órgãosoficiais divulgaram o número de 2.750 vítimas fatais imediatas e uma vítimafatal posterior. 5. 1. 1. 4. Caráter Inesperado Não há dúvida de que um ataque terrorista é algo inesperado. Na ediçãodo JN anlisada, é exibido um trecho que mostra a reação do então presidentedos Estados Unidos, George W. Bush, ao receber a informação de que “o paísestava sob ataque”. Apesar de, naquele momento, não haverem, ainda, provasda autoria dos ataques, Osama Bin Laden, autor de outro ataque terrorista astorres do World Trade Center em 1993, foi anunciado como suspeito empotencial. Posteriormente a autoria foi confirmada pelo próprio terroristasaudita, em vídeo divulgado numa rede de TV afegã. A legitimidade do vídeode confissão é, até hoje, questionada. 5. 1. 1. 5. Clareza Para a população não norte americana, devido a descontextualizaçãopolítica, imediatamente após a divulgação da ocorrência do atentado, houveuma lacuna de incoompreensão e surpresa. É notável a preocupação daredação do Jornal Nacional em contextualizar a audiência brasileira. O critérioda clareza é mais um argumento que fundamenta a necessidade do governonorte americano em apontar um culpado o mais rápido fosse possível. Oscidadãos daquele país estavam sedentos por esclarecimentos. 5. 1. 2. De acordo com a empatia com a audiência 36
  37. 37. 5. 1. 2. 1. Personalização Durante a análise da edição foi possível notar, não apenas por parte dosmeios de comunicação, mas também do governo americano, a necessdiade deencontrar o autor dos atentados. Osama Bin Laden foi considerado suspeitoem potencial e todas as informações veiculadas posteriormente contribuirampara legitimar tal versão. No quarto bloco da edição do Jornal Nacional, aoinstante 5’25, a correspondente Zuleide Silva chega a noticiar que um grupochamado Exército Vermelho Japonês assumira a responsabilidade pelosataques a um jornal da Jordânia, porém o envolvimento de Osama Bin Laden jáhavia sido encorporado pela opinião pública fazendo com que a supostaconfissão do grupo japonês fosse tratada com ínfima importância. No instante4’55 do mesmo bloco, a correspondente chega a dizer que tanto a CIA(Agência Central e Inteligência) quanto o FBI (Departamento Federal deInvestigação) não tinham nenhuma pista concreta sobre quem seria oresponsável pelos ataques, que a atribuição deste a Osama Bin Laden ocorreraatravés de meios não oficiais e justifica: “Apenas o bilionário saudita (OsamaBin Laden) teria ousadia e recursos suficientes para organizar uma série deatentados como este”. A personalização é tamanha que o nome de Osama BinLaden chega a ser mencionado sete vezes durante a edição, mas o grupoliderado pelo terrorista e real autor dos ataques, a Al Quaeda, não é citado umavez sequer. Tudo isso indica a parcialidade da cobertura jornalística, semprefavorável a posição norte americana. 5. 1. 2. 2. Significado Fica bastante claro que a edição do JN foi inteira estruturada de forma acriar uma identificação do telespectador brasileiro com as pessoas presentesno momento da colisão das torrres. No primeiro bloco são entrevistados quatrobrasileiros, seus respectivos nomes e profissões são exibidos na tela e umanarração em off faz uma breve contextualização de quem são, totalizando 60segundos da edição. No mesmo bloco, são mostradas cinco pessoas falando 37
  38. 38. em inglês e aparentemente norte americanas, seus nomes não sãomencionados e suas aparições, juntas, totalizam apenas 20 segundos daedição. 5. 1. 2. 3. Referência a países de elite O consolidado poder político e econômico dos Estados Unidosnão é novidade para os meios de comunicação, tampouco para a audiêmcia. Aedição do Jornal Nacional é recheada de expressões que reafirmam essaposição. “A maior potência do planeta é alvejada pelo terror.” “No mais importante centro financeiro do mundo, uma torrequeima depois de ser atingida por um avião.” “Um acidente tão inimaginável, que imediatamente chamou aatenção de todo o planeta.” “O maior ataque terrorista da história da humanidade” Todos os anúncios acima foram feitos pelos apresentadoresWilliam Bonner e Fátima Bernardes antes que o telejornal completasse umminuto de exibição. 5. 1. 3. De acordo com o pragmatismo da cobertura midiática 5. 1. 3. 1. Consonância Em qualquer telejornal os editores chefes estãoinstrinsecamente subordinados aos interesses das emissoras, as quais detêmo poder de escolher o que irá ser noticiado ou não, e, quais fatos terãodestaque na programação. Na cobertura jornalística não é raro se notar parcialidadedurante a exibição dos fatos. Na edição analisada, a linha editorial se mostraclaramente favorável a causa norte americana, sempre insistindo em mantê-los na posição de vítimas do atentado, e apesar de nem sempre terem seus 38
  39. 39. nomes citados na na barra de informação, os norte americanos tem rosto, voze opinião. Já a cultura árabe é irresponsavelmente generalizada e restritaao estereótipo de vilã da situação. São mostratos como uma massa de opiniãohomogênea e sequer são inseridos num contexto político econômico. Aos 15’05 do primeiro bloco, quando o apresentador WilliamBonner informa a ocorrência de bombardeios em Cabul, capital do Afeganistãoas imagens são estratégicamente mostradas a partir de um ponto distantedando a impressão de que o bomabardeio aconteceu num deserto e não tevevítimas, o que não corresponde a realidade. Logo depois, nesse mesmo bloco é possível notar umamudandaça na tonalidade da fala da repórter Zileide Silva ao afirmar que osEstados Unidos não tiveram qualquer participação nos bombardeios. 5. 1. 3. 2. Continuidade A cobertura jornalistica dos atentado de 11 de setembro,mesmo com abrangência e e implicações políticas extraordinárias,gradativamente obteve menos interesse do público, e, apesar do elevado rítimode divulgação de informações imediatamente após sua ocorrência, nassemanas seguintes passou a ocupar cada vez menos espaço na programaçãodo Jornal Nacional. Recentemente, os ataques voltaram à tona na mídia, devido acaptura e assassinato do terrorista Osama Bin Laden em 1 de maio de 2011,pelas forças armadas norte americanas. 5. 1. 3. 3. Composição Praticamente toda a edição do dia 11 de setembro de 2001 doJornal Nacional foi dedicada a noticiar os atentados terroristas ao World TradeCenter. As demais notícias foram compiladas e exibidas no quarto bloco emmenos de cinco minutos (quatro minutos e 35 segundos precisamente). 39
  40. 40. 5. 2. ANÁLISE DA EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL DE 11 DEMARÇO DE 2011 DENTRO DOS PARÂMETROS DA TEORIA DOS VALORESNOTÍCIA 5. 2. 1. De Acordo com o Impacto 5. 2. 1. 1. Amplitude No caso da tragédia japonesa, os números são impressionantes: o abalomarcado em 8,9 graus na escala Richter (o sétimo maior da história), seguidopor ondas de altura superior a 10 metros, provocaram mais de 11 mil mortos(6.692 em Miyagi, 3.264 em Iwate e 990 em Fukushima), quase 18 mildesaparecidos e 200 mil refugiados, o que configura a pior crise do Japão apósa Segunda Guerra Mundial. Houveram também pelo menos 18 mil casasdestruídas e mais de 130 mil edifícios danificados. Esses dados confirmam acerteza de noticiação do fato, prireiramente, pelo número altíssimo de mortos,além da proximidade da destruição à capital do país, Tóquio, onde houverampequenos abalos posteriores ao principal terremoto. Os primeiros números sãodivulgados logo na primeira matéria da série de reportagens a respeito doterremoto exibidas pelo Jornal Nacional, e gradativamente atualizados ereportados pelos jornalistas, para reforçar a amplitude da notícia e prender aatenção do leitor. 5. 2. 1. 2. Frequência No quesito frequência, ocorre um paradoxo. O tempo de duração doterremoto foi relativamente curto, geralmente de 1 a 2 minutos. Além dossismógrafos terem apontado o terremoto um minuto antes dele acontecer, umalerta de tsunami foi enviado a toda a costa do nordeste japonês, com intervalode mais de uma hora, incluindo 50 países e territórios banhados pelo oceanopacífico, dentre eles, o Havaí e a costa oeste das Américas. Visto isso, tem-seuma sequência: um evento que ocorreu em minutos (terremoto) deu uma brexade uma hora para outro evento instantâneo (tsunami). 40
  41. 41. Na edição do JN, assim como no 11 de semtembro, ocorreu umacompilação com as imagens mais marcantes da tragédia, que podem serfacilmente compreendias pelo telespectador, porém, a parte da frequência dofato, incluindo seus desdobramentos, o que se sobressaiu nessa cobertura, foia amplitude. 5. 2. 1. 3. Negatividade Este critério de valor notícia se encaixa perfeitamente à notícia japonesa.Foi uma notícia catastrófica, que envolveu muitas mortes e destruição. Nessecaso, pelo fato do ocorrido ter uma amplitude enorme, como citado acima, asensibilidade do espectador ficou ainda mais apurada, do que uma possívelmorte por assassinato, ou até mesmo a morte de uma personalidade, comovale salientar a atenção dada à morte de Michael Jackson em 2009. Durante oprimeiro dia de noticiação do fato pelo Jornal Nacional, os apresentadores jáenfatizavam a negatividade do fato, como forma de impactar, e atrair ainda otelespectador a exibição da notícia. Logo na introdução ao assunto, WillianBonner diz que vilarejos inteiros foram devastados pelo tsunami, seguido porFátima Bernardes que reitera dizendo: ‘não é possível saber quantos NÃOconseguiram escapar’. E durante a reportagem seguinte a essas falas o autordela, Roberto Kovalic, inicia sua narração dizendo: ‘Uma imagemimpressionante’, e ao longo das imagens ele narra: ‘bairros inteiros nessaregião foram varridos em minutos’, além de durante toda a exibição há arepetição do termo ‘mais devastação’. 5. 2. 1. 4. Caráter Inesperado Apesar de os japoneses terem previsto que após o terremoto, haveriarisco de tsunami, e por isso, mandaram alertas de evacuação das áreas derisco, o estrago causado pelas ondas, jamais seria esperado com a proporçãoque teve. Além do próprio terremoto, que mesmo em meio a tanta tecnologianão pode ser detectado com antecedência necessária, a força do maremoto, eem consequência a destruição e o vazamento nuclear, trazendo dúvidas e 41
  42. 42. receios quanto a proporção da radiação, foram fatos totalmente inesperados,que só culminaram no aumento da noticiabilidade. 5. 2. 1. 5. Clareza O terremoto é um fator claro a todos, independente da cultura, pois anoticiabilidade não mudou nada acerca dos terremotos anteriores de maisimpacto no Chile e Haiti. Desde o primeiro dia de exibição da noticia, havia umamatéria exclusiva, para explicar os componentes de um terremoto e de umtsunami, no caso japonês, chegando até, a explicitarem a origem do termo‘tsunami’. Fica claro, que apesar dos diferentes caminhos após o ocorrido, sejapolítico, economico ou humano, o obejtivo é voltar a estabilidade anterior, logo,aos olhos da maioria do publico que absorve apenas o fato em ambito geral,pouco procura mais de uma interpretação para o que a noticia traz pronto. E,como dito acima, que as causas naturais independem de antecedentes (porpossuirem carater inesperado), e o contexto do país é apresentado onecessário pelo Jornal Nacional, durante o processo de noticiação, o quedefine a clareza da noticia. 5. 2. 2. De acordo com a empatia com a audiência 5. 2. 2. 1. Personalização No caso da tragédia japonesa a personalização é uma questãopolêmica. Apesar da tragédia ter tido uma causa natural, e poder ser explicadapela ciência, durante as entrevistas que envolviam a construção do trabalho,inumeros relatos apontaram culpados para o ocorrido. Dentre os mais citadosestá o homem, com suas impiedosas ações à natureza, seguido por Deuscomo autor da tragédia, forma de castigar e homem, e, por fim, a próprianatureza, que personificada, teria manifestado sua insatisfação perante àexploração humana. Porém durante a cobertura jornalística do telejornal, asinformações são dadas de forma extremamente impessoal, e assim, não 42
  43. 43. pendem para um culpado, apenas descrevem os fatos, como ocorreram,através de resgates históricos e explicações científicas. 5. 2. 2. 2. Significado Mais de 20.000 km separam Brasil e Japão, porém além de todos osveículos que noticiaram a tragédia, o Jornal Nacional, foi até o bairro daLiberdade, em São Paulo, para aproximar ao máximo o sofrimento da nação, àótica brasileira. Por concentrar mais da metade dos descentes diretos dejaponeses no Brasil (no total são 1,5 mi) em São Paulo, a equipe no Jornal, foiaté lá, para procurar casos específicos de famílias aflitas que possuemparentes no Japão, atrás de informações e situação do ente. Além de SãoPaulo, a equipe mostra famílias do Paraná, Belo Horizonte e Belém que estãona mesma situação de desespero atrás de noticias de seus familiares. Ointeressante é que durante essa especificação de pessoas, acontece a análisede casos bem pessoais ocorridos com esses parentes, que reduzem o todo dofato, e mostram as consequencias da tragédia para as pessoas narradas,deixando de lado os prejuízos da nação, ou seja, o apelo emotivo é extremonessa abordagem da notícia, e garante a audiência e empatia do publicoexpectador. Ainda na busca da comoção de quem assiste, na edição de 11 demarço, a equipe se desloca à Londrina, no Paraná, com o objetivo de mostraruma festa de comemoração da colonia japonesa, que aconteciasimultaneamente aos efeitos colaterais do maremoto. O correspondente WilsonKirsche narra mais uma vez os casos das famílias em busca de notícias deseus parentes brasileiros. Essa busca por empatia se extende pelas próximasedições. 5. 2. 2. 3. Referência A psicologia de noticiabilidade chega e ser irônica. Dez anos depois doatentado terrorista nos Estados Unidos, em que foi usado essa referência apaíses de elite, novamente, o critério não muda nada. O Japão ocupa no 43
  44. 44. cenário mundial o posto de um país exemplo. Referência em tecnologia,expectativa de vida, organização, determinação, grande poder político edestaque econômico apesar de sua situação geográfica. Na edição não hágrande sensacionalismo para exaltar a potência do país, como foi no caso dosnorte-americanos, mas o que a edição não deixa de citar é a ajuda que osjaponeses receberão dos países de elite, como do próprio Estados Unidos,para se reconstruir. Propositalmente isso é exposto para mostrar ao expectadoros jogos políticos e econômicos por trás das boas ações e dimensionar aimportância do fato, pelo envonvimento de países importantes no caso. Sobre oJapão apenas é dito: ‘Mesmo num dos países mais desenvolvidos do mundo,ainda há muitas informações desencontradas ou não confirmadas’. 5. 2. 2. 4. Referência a pessoas que integram a elite Não houve uma história específica, mas durante a reportagem é citado oparlamento japonês que estava em reunião no momento do terremoto, e areação do primeiro ministro, Naoto Kan, perante ao tremor, que foi deixar olocal. Reapareceu tempo depois em declaração para tranquilizar a população. 5. 2. 3. De acordo com o pragmatismo da cobertura midiática 5. 2. 3. 1. Consonância Podem-se citar dois exemplos a respeito dessa previsibilade jornalística.O primeiro, mais óbvio, que são os desdobramentos políticos, econômicos ehumanos da tragédia num olhar mais apurado, informado e experiente, quepode vir a revelar ao jornalista fatos na iminência de explodir, assim,aumentando sua noticiabilidade. O segundo exemplo, mais aplicável, é o doreator nuclear de Fukushima, que no primeiro dia de exibição da tragédia peloJN, no dia 11 de março, teve pouco destaque, e a possível previsibilidade dojornalista em relação a esse assunto, rendeu que o fato tivesse ganhado umdestaque proporcionalmente maior nos dias seguintes da cobertura. 44
  45. 45. 5. 2. 3. 2. Continuidade O fato era autossuficiente. Devido as suas vertentes inevitáveis, não foinecessário que surgissem novidades, era preciso apenas acompanhar oprocesso de reconstrução das províncias japonesas, dia após dia. Ointeressante é que as reportagens sobre o assunto vão diminuindo dia apósdia, sendo substituida por outras, como aponta a definição de continuidade. Nodia da tragédia dez repostagens foram exibidas, no segundo dia caem paranove, no terceiro para sete. Atrelado ao conceito de consonância no quarto diade exibição voltam a ser dez reportagens, quase que exclusivamente tratandodo reator e da usina nuclear. No quinto dia são cinco reportagens, no sexto,seis; uma semana depois da tragédia, apenas três notícias e a patir do dia 19de março, com a visita de Michele e Barack Obama ao Brasil, as reportagensse diluem por completo. A partir do dia 21 de março aparecem uma ou duasreportagens sobre o assunto, dividindo espaço com os conflitos no OrienteMédio, e as enchentes espalhadas pelo Brasil, devido as fortes chuvas deverão, e no dia 31 de março o jornal passa sem exibir absolutamente sobre oassunto. O ponto é que o país continua a passar por dificuldades derecuperação, mas o caso ja caiu no esquecido, ofuscado por acontecimentosmais noticiáveis. 5. 2. 3. 3. Composição Este é um tópico que democratiza a noticiabilidade. Pois é justo queapesar do terremoto e do tsunami terem sido acontecimentos extremamentemarcantes, existem outras coisas acontecendo ao redor do mundo, quetambém possuem valor notícia para serem publicadas ou expostas. Trazendoesse contexto para o Jornal Nacional, o conceito fica ainda mais aplicável, setratando do telejornal de maior audiência no país, exibido em horário nobre.Não é coerente que o Jornal fique num mesmo acontecimento por muitos dias,deixando de lado outros acontecimentos. Isso abrange a questão da audiência,desencadeada pelo desinteresse do espectador, que deve, e quer se manterinformado sobre todos os assuntos. 45
  46. 46. 6. ANÁLISE DO DISCURSO 6. 1. ATAQUES AO WORLD TRADE CENTER E AO PENTÁGONO:ORDEM DAS REPORTAGENS Imagens que aparecem ao lado nos apresentadores na bancada:mapa dos Estados Unidos com a demarcação de uma mira de uma arma(simulação da nação americana sob ataque), torres do World Trade Centeratingidas e labaredas de fogo, foto de Jader Barbalho, senador brasileiro àépoca da edição e de Gustavo Kuerten, tenista brasileiro. 1) Correspondente Edney Silvestre: explicação cronológica da sucessão dos choques dos aviões, os depoimentos de pessoas desesperadas e esbaforidas, o desespero demonstrado com imagens de pessoas se jogando dos prédios em chamas, as indagações a respeito do primeiro choque e a confirmação com o segundo, a confirmação daquilo de que mais tinha medo: aquilo era sim proposital, mas ainda não se tinha certeza da autoria, não se dava um tom de atentado terrorista, a sucessão das quedas das torres, as dificuldades da polícia e dos bombeiros. Em entrevista de especialista brasileiro fazendo turismo em Nova York, aparece a especulação, não oficial, de que o choque dos aviões não teria sido capaz de derrubar as torres, chegando a suspeitar da existência de bombas de implosão. Mas é quando a reportagem toma outra guinada e demonstra como o choque e o fogo teriam sido capazes de enfraquecer as estruturas dos prédios. E no final, o histórico de atentados em território americano; 2) Apresentador William Bonner: da bancada, Bonner relata os dados principais sobre o WTC, os dados sobre sua construção, localização e dependências, o número de pessoas que ali trabalhavam. Mostra-se um infográfico sobre as localizações geográficas na região sul da ilha de Manhattan, onde estavam as torres. Na conclusão, retoma-se o ataque ao seu estacionamento em fevereiro de 1993. Nessa oportunidade é feita, pela primeira vez, menção ao “terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden”, de acordo com as palavras de Bonner; 46
  47. 47. 3) Correspondente Fernando Silva Pinto: agora começa-se a tratar do choque do avião no Pentágono, em Washington D.C. Para entender as dimensões do fato, começa-se pela explicação da engenharia do prédio, sua função e seu funcionamento, ou seja, como seus funcionários trabalham, a estratégia de evacuação e o início da compreensão do significado dos atentados, como notamos pela frase do correspondente: ”Não só a violência do ataque e a tragédia que ele provoca assustam os americanos. A simbologia é muito forte também. O coração das forças armadas foi atingido. A capital desse país é muito mais vulnerável do que os cidadãos podiam imaginar.” Diante desse clima de imprevisto, aparece o discurso do “de medo e incerteza” e, ainda mais, um discurso que perduraria ainda por muito mais tempo: o discurso de que, a partir de então, era necessário que se fizesse justiça. Que se fizesse justiça americana. Só não se sabia ainda justiça contra quem.4) Correspondente Zileide Silva: de Nova York, a repórter traz o sentimento da população novaiorquina, que, pela reportagem, era de incredulidade em relação à vulnerabilidade da qual os norte-americanos não esperavam jamais sofrer. Fala-se sobre os detalhes sobre os aviões seqüestrados, que vetores dos atentados. Eram dois da American Airlines: o que ia de Boston a Los Angeles e se chocou com a primeira torre e o que ia de Washington D.C. a Los Angeles e atingiu o Pentágono, e dois da United Airlines: um que partiu de Boston em direção a Los Angeles e atingiu a segunda torre e outro, que caiu na Pensilvânia. Aparece o relato gravado, via celular, de uma das passageiras de um dos voos: “Estamos sendo sequestrados e os sequestradores estão com facas ou punhais”. E a reportagem acaba com a situação dos aeroportos nos Estados Unidos, as tentativas de proteção do território norteamericano e o fechamento do prédio da ONU, da NASA e dos parques da Disney na Flórida;5) Correspondente Heloísa Villela: de Nova York, a repórter traça o perfil do saudita Osama Bin Laden e fala de seu envolvimento com os atentados a embaixadas norte-americanas na África, na Arábia Saudita 47
  48. 48. e a um Destroyer americano. Na reportagem, aparecem imagens do terrorista nos arquivos da emissora, além de imagens do atentado ao edifício do governo de Oklahoma, cujo principal suspeito era Bin Laden, até se comprovar que o autor do atentado era, na realidade, um norte- americano. Com imagens feitas no Peru, onde encontrava-se Collin Powell, secretário de Estado norte -americano, é mostrada sua declaração, em que diz: “Eles podem destruir edifício e matar pessoas, mas nunca matarão a democracia”. E sobre esse discurso que a ideia de justiça feita pelos norte-americanos começa a ser construída e defendida;6) Apresentador William Bonner: da bancada, Bonner comenta o bombardeio noturno a Cabul, capital do Afeganistão, e esclarece que tal bombardeio não fazia parte da resposta militar norte-americana, havendo suspeitas de que a autoria pertencesse à oposição ao Talebã em território afegão. Enquanto Bonner narra, aparecem imagens noturnas fornecidas pela CNN. Como toda imagem de guerra ou ataque aéreo durante a noite, a imagem servia sequer para ilustrar;7) Correspondente Zileide Silva: ao vivo, dos escritórios da Rede Globo em Nova York, Zileide confirma o não envolvimento dos Estados Unidos nos ataques a Cabul, a que Bonner se referira. Zileide anuncia a queda de um prédio, vizinho ao World Trade Center, que, de acordo com o que ela diz, com “as torres e outros cinco edifícios formavam o principal complexo econômico aqui de Nova York”. Fala-se sobre os escombros e as buscas por vítimas e por sobreviventes, além da indefinição do número de vítimas e da suspeita de que o número de mortos possa chegar a dezena de milhares;8) Correspondente Arnaldo Duran: de Nova York, o correspondente fala de como foi o dia do presidente George W. Bush. O presidente recebera a notícia enquanto participava de atividade em sala escolar, fizera um pronunciamento e uma oração à população, diz voltar à capital, mas, depois de ficar desaparecido durante boa parte do dia, reaparece em uma base militar no estado de Luisiana, fizera um discurso em que enfatizava a ideia de liberdade atacada, de caça aos responsáveis e de 48
  49. 49. aplicação se esforços sem medidas e, finalmente, reaparece em Washington no fim do dia. Duran também fala do dia da primeira-dama Laura Bush, que, após um pronunciamento em defesa da garantia de segurança às crianças de seu país, também teve seu paradeiro e o de suas filhas não revelado pela Inteligência Americana;9) Apresentadora Fátima Bernardes: da bancada, Fátima discursa sobre a derrubada do que o Jornal Nacional decidiu chamar de uma “verdade incontestável. Até hoje o mundo considerava o sistema de segurança americano, praticamente, inviolável.” e narra o plano de defesa e de segurança que os Estados Unidos haviam traçado em maio daquele ano. Em tal plano, ficava estabelecido que Irã, Iraque e Coreia do Norte seriam os novos inimigos. Além disso, Fátima relata a palavra de especialistas sobre a conjuntura política e estratégica norte-americana a partir de então, além de ressaltar como ficava a situação aérea norte- americana, uma vez que, esperando ser atacados por mísseis, o ataque de aviões comerciais não estava previsto pela segurança da potência;10) Correspondente Jorge Pontual: de Nova York, Pontual trata da situação da cidade e define “o clima em toda a cidade era de guerra”. Desde o trânsito até a circulação de pessoas que tentavam se refugiar. As imagens demonstram as tentativas da Polícia em organizar a situação; os bancos e as Bolsas de Valores fechadas; as escolas, que retiveram as crianças; as comparações que as pessoas nas ruas faziam com o ataque japonês à base norte-americana a Pearl Harbor. Pelas falas das pessoas, transmitia-se o sentimento das pessoas de ver Nova York como sua casa. Pela reportagem também cruzam relatos do espírito de cooperação dos policiais e das filas nos bancos de sangue. Pontual também mostra o caso das pessoas que não conseguiam chegar a suas casas por falta de transporte; o caso dos sobreviventes que conseguiram abandonar as torres a tempo de se salvarem;o caso dos que acharam que o tremor dos choques dos aviões eram um terremoto. Nos depoimentos, aparece a compaixão dos sobreviventes pelos amigos que morreram, além da entrevista com um norte- americano que fala português e conta o que viu. Aparecem imagens de 49

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