Do cartaz da Bauhaus ao cartaz contemporâneo - Estética em Publicidade
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Do cartaz da Bauhaus ao cartaz contemporâneo - Estética em Publicidade

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Trabalho de Estética em Publicidade, orientado pelo Prof. Dr. Victor Aquino, pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo.

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Do cartaz da Bauhaus ao cartaz contemporâneo - Estética em Publicidade Document Transcript

  • 1. Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e ArtesDepartamento de Relações Públicas, Turismo e PropagandaDO CARTAZ DA BAUHAUS AO CARTAZ CONTEMPORÂNEO Trabalho de Estética em Publicidade Professor Doutor Victor Aquino Clara Fagundes e Souza Guilherme IegawaSugio Isabela PagliariBrun José Vinicius Diniz Lopes Julia Isabel Miranda Travaglini São Paulo, 2011
  • 2. Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e Artes Departamento de Relações Públicas, Turismo e Propaganda Clara Fagundes e Souza Guilherme IegawaSugio Isabela PagliariBrun José Vinicius Diniz Lopes Julia Isabel Miranda Travaglini DO CARTAZ DA BAUHAUS AO CARTAZ CONTEMPORÂNEOTrabalho apresentado à disciplina de Estética em Publicidade, ministrada peloProf. Dr. Victor Aquino, como parte do requisito para composição da nota final referente ao primeiro semestre do ano de 2011. São Paulo, 2011
  • 3. INTRODUÇÃO Com este trabalho, pretende-se estabelecer uma comparação entre ocartaz Bauhaus e o cartaz contemporâneo, tendo em vista as inúmerasinfluências do primeiro sobreo segundo. As características bauhausianas estãopresentes, até hoje, nas produções artísticas como cartazes, sites, projetosarquitetônicos e tipografia. É importante notar, ao decorrer do texto, aextemporaneidade da escola de artes Bauhaus, que teve seus princípios defuncionalidade, geometrização, minimalismo, cores primárias, fortes evibrantes, além do notável estilo arquitetônico, ecoados ao longo do tempo, tãomarcantes na arte atual. A seguir, uma exposição do histórico da escola alemã,do surgimento do cartaz e da sua função comunicacional e artística iráconfigurar o tema proposto: ―Do cartaz Bauhaus ao cartaz contemporâneo‖.
  • 4. BREVE HISTÓRICO DA BAUHAUS A Bauhaus estabeleceu conceitos do design funcionalista e da didáticadesta nova atividade. Nenhuma outra instituição teve tão forte impacto nodesign e na tipografia do século XX. No ano de 1919, o alemão Walter Gropius fundiu duas escolasexistentes na cidade de Weimar, a Escola de Artes e Ofícios, do belga Henrivan de Velde, com a escola Belas-Artes, do alemão Hermann Muthesius, ecriou a Staatliches Bauhaus (Casa Estatal de Construção). A Bauhaus, como passou a ser conhecida, contribuiu de formasignificativa para a definição do papel do designer. Fundada com a missão depromover a união entre a arte e a técnica, apresentou nos seus primeiros anosde funcionamento uma orientação mais individualista, valorizando a expressãopessoal do artista na concepção do produto. Neste período, a escola começoua ocupar-se da produção de modelos de produtos para a indústria,consolidando a linguagem estética que caracteriza a Bauhaus até os dias dehoje, chamada por Maldonado ―funcionalismo técnico- formalista‖. Um dos primeiros movimentos da Bauhaus foi o ArtsandCrafts, deWilliam Morris, que defendia o artesanato como alternativa à mecanização e àprodução em massa industrial e queria acabar com a distinção entre artesão eartista. Foi na Alemanha destruída pela I Guerra Mundial e frente ao desafio dareconstrução da economia do país que Gropius, tomando por base aexperiência do DeutscherWerkbund, uma associação fundada com o objetivode para incentivar as relações entre os artistas modernos, os artesãosqualificados e a indústria, retoma a questão do artesanato e da produçãoindustrial, cuja padronização poderia vir a aniquilar o talento artístico individual. Mais que uma escola, fundou um centro de cultura que tinha comoobjetivo a integração do ensino à indústria, superando a oposição entretrabalho manual e intelectual, arte e artesanato, arte e indústria e funcionandocomo um laboratório de ideias em relação à arquitetura, artes plásticas, artesgráficas e desenho de móveis e objetos domésticos, procurando conciliar oartesanato e o avanço tecnológico.
  • 5. Considerado um aliado da arte e da técnica, o artesanato é visto comuma função pedagógica, como um aprendizado pelo fazer, abrindo-se para umprograma que prevê o conhecimento de todos os instrumentos de trabalho e detodo o processo produtivo, desde a compreensão dos materiais, observaçãodas formas e texturas da natureza, até o projeto e execução dos objetos. A Bauhaus combatia a arte pela arte e estimulava a livre criação com afinalidade de ressaltar a personalidade do homem. Mais importante que formarum profissional, segundo Gropius, era formar homens ligados aos fenômenosculturais e sociais mais expressivos do mundo moderno. Por isso, entreprofessores e alunos havia liberdade de criação, mas dentro de convicçõesfilosóficas comuns. O ensino era suficientemente elástico, com a participação, na pesquisaconjunta, de artistas, mestres de oficinas e alunos. Para Gropius, a unidadearquitetônica só podia ser obtida pela tarefa coletiva, que incluía os maisdiferentes tipos de criação, como a pintura, a música, a dança, a fotografia e oteatro. De tal maneira a filosofia da Bauhaus impregnou seus membros que,sem demora, definiu-se um estilo em seus produtos despidos de ornamentos,funcionais e econômicos, cujos protótipos saíam de suas Oficinas para aexecução em série na indústria. O estilo Bauhaus era fruto do pensamento dosprofessores, recrutados, sem discriminação de nacionalidade, entre membrosdos movimentos abstrato e cubista. No início da Bauhaus, Gropius baseou-se principalmente em trêsmestres: o pintor americano LyonelFeininger, o escultor e gravador alemãoGerhard Marcks e o pintor suíço JohannesItten. A eles se juntaram depoisartistas da categoria de OskarSchlemmer, Paul Klee, WassiliKandinski, LászlóMoholy-Nagy e Ludwig Mies van der Rohe. Em 1925, Josef Albers e MarcelBreuer passaram a fazer parte do grupo. Ameaçada ao fim pelos conservadores por causa de suas inovações, aescola mudou-se em 1925 para Dessau, onde ficou até o começo do nazismo.Gropius projetou e construiu um conjunto de prédios que eram, em si mesmos,um manifesto de arquitetura moderna e uma das mais extraordinárias obras dadécada de 1920 para abrigar a Bauhaus.
  • 6. Em 1932, com a chegada dos nazistas ao poder em Dessau, a Bauhaustransferiu-se para Berlim, onde continuou a funcionar até seu fechamentodefinitivo em 1933. As possibilidades da vanguarda alemã, com isso, fecharam-se também, mas o ensino inovador da Bauhaus já havia se difundido a essaaltura nos principais centros de arte. Tal difusão tornou-se ainda maior quandoos grandes mestres da escola, devido às perseguições nazistas, passaram aemigrar, principalmente para os Estados Unidos e a Inglaterra.O ENSINO NA BAUHAUS A Bauhaus tinha como principal estrutura em seu sistema educacionalum curso preliminar obrigatório para todos os alunos — o Vorkus. O aprendizado conquistado pela prática era o que buscava este curso;através de estudos, fazia-se com que os alunos desenvolvessem - na prática -exploração e combinação de formas, cores e materiais. Só depois de passar por todo o processo do Vorkus, o aluno seespecializaria numa oficina específica. Em suas várias fases, a Bauhaus tentouunir técnica e arte através da prática e da experimentação. Mais tarde,introduziu a estruturação de metodologias de projetos. Buscou uma integração da Arquitetura ao Design, projetando omobiliário como componente integrante da arquitetura. Considerada a fonte do design moderno, foi uma referência estética paraprodução industrial moderna. Desenvolveu e aprimorou nos seus laboratóriosprotótipos de produtos adequados à produção em massa. Apesar de todas as críticas que sofreu, foi um marco de extremaimportância para a história do design, tendo em vista que foi a primeira escolaa utilizar-se de métodos educacionais exclusivamente adequados ao designindustrial.
  • 7. MANISFESTO DA BAUHAUS O fim último de toda a atividade plástica é a construção. Adorná-la era,outrora, a tarefa mais nobre das artes plásticas, componentes inseparáveis damagna arquitetura. Hoje elas se encontram numa situação de auto-suficiênciasingular, da qual só se libertarão através da consciente atuação conjunta ecoordenada de todos os profissionais. Arquitetos, pintores e escultores devemnovamente chegar a conhecer e compreender a estrutura multiforme daconstrução em seu todo e em suas partes; só então suas obras estarão outravez plenas de espírito arquitetônico que se perdeu na arte de salão. As antigas escolas de arte foram incapazes de criar essa unidade, ecomo poderiam, visto ser a arte coisa que não se ensina? Elas devem voltar aser oficinas. Esse mundo de desenhistas e artistas deve, por fim, tornar aorientar-se para a construção. Quando o jovem que sente amor pela atividadeplástica começar como antigamente, pela aprendizagem de um ofício, o"artista" improdutivo não ficará condenado futuramente ao incompleto exercícioda arte, uma vez que sua habilidade fica conservada para a atividadeartesanal, onde pode prestar excelentes serviços. Arquitetos, escultores, pintores, todos devemos retornar ao artesanato,pois não existe "arte por profissão". Não há nenhuma diferença essencial entreartista e artesão, o artista é uma elevação do artesão, a graça divina, em rarosmomentos de luz que estão além de sua vontade, faz florescerinconscientemente obras de arte, entretanto, a base do "saber fazer" éindispensável para todo artista. Aí se encontra a fonte de criação artística. Formemos, portanto, uma nova corporação de artesãos, sem aarrogância exclusivista que criava um muro de orgulho entre artesãos eartistas. Desejemos, inventemos, criemos juntos a nova construção do futuro,que enfeixará tudo numa única forma: arquitetura, escultura e pintura que, feitapor milhões de mãos de artesãos, se alçará um dia aos céus, como símbolocristalino de uma nova fé vindoura.Walter Gropius Weimar, Abril de 1919
  • 8. CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA BAUHAUS A Bauhaus passou por duas fases, a primeira mais expressionista e asegunda mais funcionalista, obtendo uma diversificação de obras muito grande. A escola teve características como: geometrização, onde o uso deformas geométricas nos cartazes até os moveis eram corriqueiros por valorizara simplicidade e a funcionalidade; utilização de cores vibrantes e vivas, emvirtude das diferentes sensações que produziam ao ser humano; minimalismo,já que a ideia era retirar tudo que fosse desnecessário na peça, facilitando odesenvolvimento e o custo da produção em massa; funcionalidade, era a leida escola, jamais deveria ser sacrificada de forma a obter uma forma maisagradável, o importante era ser funcional e barato; tipografia, característicamarcante da Bauhaus, sendo centro de estudos tipográficos muito valiosos,haja vista a importância das letras na construção de um cartaz. A Arquitetura teve grande destaque, pois Walter Gropius era umarquiteto e, assim, a Bauhaus focava esta área da arte. Cada espaço dentro doprédio da escola corresponde a uma área de criação. Os níveis de luz eventilação foram estudados para proporcionar o melhor ambiente. Percebe-seaqui a funcionalidade, um traço tão marcante da Bauhaus.A HISTÓRIA DO CARTAZ O cartaz, tal como se conhece hoje, surge juntamente com a litografia,desenvolvida por AloysSenefelder. Essa técnica foi criada para que aimpressão se tornasse mais barata, fazendo do cartaz um meio decomunicação em massa. Suas principais características são a fácilidentificação, textos curtos, diretos e impactantes, legíveis a certa distância ecom unicidade. Em 1816, Paris ganha sua primeira impressora litográfica,abrindo caminho para os cartazes publicitários. Jules Chéret se destaca ao serum dos primeiros a criar cartazes de caráter artístico utilizando o modeloimagem e texto curto, proporcionando uma leitura rápida e percepção damensagem claramente, com sedução e impacto emocional. A utilização detintas resistentes à chuva e o desenvolvimento da cromolitografia permite aafixação de cartazes maiores nas ruas.
  • 9. Durante a segunda metade do século XIX, aparecem encomendas porparte das companhias ferroviárias, destacando-se a PLM (Paris-Lião-Mediterrâneo). Hugo d’Alesi utiliza imagens sedutoras, com paisagensdeslumbrantes, céu azul e mulheres lindas para convidar ao veraneio aquelesque podiam pagar. Por ser acessível apenas a uma pequena elite, tais imagenstraziam evasão e exotismo às pessoas. Outro grande destaque da época foiHenri de Toulouse Lautrec, que trouxe a vida boêmia de Paris e suasapresentações teatrais aos olhos da sociedade. No início do século XX, influenciado pela ArtNoveau, Alphonse Muchapinta belas mulheres de cabelos longos e ondulados, com a presençaconstante de flores e traços orgânicos, revelando uma liberdade estética eousadia criativas características do estilo. Após a Primeira Guerra Mundial, aforma e a cor são valorizadas por Roger Broders e Jean-Gabriel Domergue aoretratarem temas mais simbólicos com mensagens mais diretas. Broders sedestaca ao pintar as estações de veraneio de Côte d’Azur e Domergue inovacom suas pin-ups sensuais. Com o advento dos movimentos que contestavam o modo de produçãocapitalista, surgem também os cartazes de propaganda ideológica ou política,como é o caso da URSS, e mais recentemente, China e Cuba. Tais cartazesprocuram evidenciar suas crenças em outros modelos de sociedade,mostrando melhorias de vida da população e o culto aos seus líderes. Tambémse destacam, durante os anos 20 e 30, a escola de design Bauhaus, que serácitada mais à frente, a revista De Stijl, o Futurismo e o Cubismo, retratandoprodutos comerciais e eventos sociais. Adolphe MouronCassandre destacou-se na produção de cartazes depublicidade, sobretudo aqueles ligados às viagens de luxo, que estavam namoda no período do ArtDeco. Os seus trabalhos obtiveram grande sucesso etiveram influência sobre os artistas da época. Seu estilo de desenho éelegante, apresentando abstração geométrica, vastos planos de cores, comimagens em perfeita integração com as palavras.Mais recentemente, nos anos 50, 60 e 70 tem-se, também retratando eventos,festivais e exposições, Picasso, Matisse e Chagall, além de Andy Warhol, RenéMagritte e Roy Lichtenstein, com a pop-art, refletindo os movimentos político-sociais da época.
  • 10. O CARTAZ NA BAUHAUS Um dos principais desenvolvimentos artísticos da escola Bauhaus foi ocartaz. O cartaz tem basicamente a função de propaganda, que no caso daBauhaus era para divulgar exposições e a própria escola. Mas o que colocou ocartaz da Bauhaus como uma referência na propaganda foi a sua marcanteestética. Três conceitos regem o cartaz: ordem, simplicidade e clareza nasinformações. O forte uso do contraste dá destaque às informações nelecontidas, como, por exemplo, colocar um texto com a coloração tipográficapreta em uma caixa laranja e com um fundo branco. Outro recurso que destacae divide as informações é utilizar palavras em sentido diferentes, como, porexemplo, formando um angulo de noventa graus entre elas. A mesmafinalidade também é empregada na distribuição da informação em blocos. Há outras características que também são muito marcantes no cartaz daBauhaus, como o uso de formas geométricas, uma tipografia inovadora egeométrica, muito particular. Cores fortes, principalmente as primárias são asmais utilizadas. Os títulos dos cartazes geralmente são escritos em caixa alta,bem como referências à República de Weimar e o nome da escola Bauhaus. As características gerais da Bauhaus se aplicam aos cartazes dessaescola. Tanto o minimalismo, as cores intensas se destacando em um fundoclaro, a geometrização tanto da tipografia quanto dos vetores. Todos essesaspectos contribuem para o funcionalismo do cartaz, que ao contar com essascaracterísticas realiza a propagação da informação com maior facilidade. Alguns artistas da Bauhaus que desenharam cartazes foram HebertBayer, Fritz Schleifer, Franz Ehrlich e Dimensionen.HEBERT BAYER HebertBeyer foi o artista que desenhou o catálogo da exposição daBauhaus de 1923. Artista gráfico, ilustrador, diretor de arte, fotógrafo,infografista, docente na Bauhaus, pioneiro do Modernismo no design europeu enorte-america, Hebert Bayer nasceu na Áustria e foi estudante da Bauhaus de1921 até 1923, onde estudou sob a direção de Kandinsky e Moholy-Nagy.
  • 11. Em 1925, Walter Gropius, na sua função de director da Bauhaus,convidou-o a dirigir a Oficina de Tipografia e Publicidade; assim, Bayer passoua integrar o corpo docente da Bauhaus. Bayer pensou poder superar os limites impostos pelo vai-vem dasmodas; para tal, subordinou o seu desenho de letras a leis supostamente―atemporais‖ e ―objetivas‖. Em 1928, Bayer deixou a Bauhaus para seguir uma carreira dedesigner freelance. Desmobilizou o seu rigor e purismo, para poder vender oseu trabalho. Em 1933, a Fundição Berthold encomendou-lhe uma tipografia parauso comercial. Para esta encomenda, Bayer apresentou a sua sturmblond,mas numa variante já «vestida», ou seja: com serifas, e bastantecondensada. Houve poucos clientes do exterior interessados no design moderno ena tipografia feitos na escola Bauhaus. O sucesso comercial das ideias e dosprotótipos da Bauhaus – se é que houve um tal sucesso – só começou aesboçar-se no fim dos anos 20. Esta aceitação aumentou nos primeiros anosda década de 30 – para ser brutalmente interrompida pela barbárie nazi.Uma excepção foi a revista die neuelinie. Herbert Bayer foi director artístico da revistafemininaHarpersBazaar no final da década de 1920-1930. Trabalhoutambém para a revista Fortune, nos EUA, realizando excelentes ilustrações einfográficas. Bayer trabalhou com Walter Gropius em Berlin, onde tinha o seuatelier após ter saído de Dessau. Josef Albers, outro docente da Bauhaus, emigrou para os E.U.A. já em1933; Herbert Bayer chegou a Nova Iorque em 1938, para finalizar ospreparativos da exposição Bauhaus 1919-1928. Bayer desenhou a exposição no MOMA a e realizou o catálogo. Esteevento lançou as bases da energia vanguardista que impulsionou o designnorte-americano a partir dos anos 40.
  • 12. Nos EUA foi consultor da empresa J. Walter Thompson e daDorlandInternational. A partir de 1946 esteve activo como professorno AspenInstitute Colorado. Herbert Bayer, depois de trabalhar ainda longos30 anos como artista plástico e gráfico nos EUA, fez o legado da sua obra aoDenver ArtMuseum.DO CARTAZ DA BAUHAUS AO CARTAZ CONTEMPORÂNEO A escola Bauhaus perpetuou alguns ideias que se mantêm até aatualidade, tanto na arquitetura, quanto no design: a redefinição do espaçourbano, o funcionalismo minimalista e a tese de que beleza e utilidade sãosinônimos. O cartaz da Bauhaus, especificamente, influencia intensamente aestética de cartazes publicitários, cartazes de filmes, embalagens de produtose outros impressos da publicidade. Muito da produção atual da publicidade contemporânea em cartazes éconstruída a partir dos pilares básicos dos cartazes da Bauhaus: cores fortes,geometrização, minimalismo. A utilização de um espectro maior de cores e deoutras tipografias são pontos de diferença, porém ainda se utiliza muito adivisão por blocos e a disposição diferenciada das palavras. Destacando-se astipografias desenvolvidas na Bauhaus, muitas das quais não chegaram a sermassificadas, pode-se notar que estas, ainda hoje, são encontradas emcartazes políticos, de filmes, eventos e capas de álbuns musicais.ARTISTAS QUE SE UTILIZAM DE INSPIRAÇÕES BAUHAUSIANABrand Paul O reconhecido designer gráfico norte-americano Brand Paul utilizou emsuas obras, como cartazes, logos e embalagens certa inspiração bauhausiana.Olly Moss
  • 13. O artista gráfico Olly Moss reformulou alguns cartazes de filmeshollywoodianos, dando aspectos bauhausianos a eles.Camiseta A marca de camisetas Camiseteria também utilizou de inspiraçãoBauhausiana. Esses e outros cartazes atuais com inspiração bauhausiana estão emanexo.
  • 14. ANEXOSFigura 1 - Cartaz da exposição de 1923 da BauhausFigura 2 - Edição da Revista Bauhaus – Segundo trimestre de 1928
  • 15. Figura 3 - Cartaz de Fritz SchleiferFigura 4 - Bauhaus Dessau - Franz EhrlichFigura 5 - Capa do Catálogo de produtos da Bauhaus, desenhada porHerbert Bayer.
  • 16. Figura 6 - Edição da Revista Bauhaus 1923Figura 7 - Cartaz de Hebert Beyer
  • 17. Figura 8 - Cartaz de Hebert BeyerFigura9 - Herbert Bayer, 50 jahre Bauhaus, Austellung, 1968
  • 18. Figura 10 - Cartaz de Rudolf BaschantFigura 11 - Cartaz de Fritz SchleiferFigura 12 - Reprodução do livro BAUHAUS, Judith Carmel-Arthur,desenho de László Moholy-Nagy, de 1923
  • 19. Figura 13 - Revista BAZAAR capa desenhada por HebertBeyerFigura 14 - Cartaz da Utopia Music Festival – 2011Figura 15 - Cartaz do evento "A Publicidade em debate", realizado pelaFaculdade Cantareira – 2010
  • 20. Figura 16 - Cartaz do filme Justin BieberNeverSay Never - 2011Figura 17 - Cartaz do filme Justin BieberNeverSay Never - 2011Figura 18 -Anúncio publicitário da marca Brother Company
  • 21. Figura 19 - Cartaz do evento Enterro da Gata - 2008Figura 20 - Anúncio publicitário da marca NescaféFigura 21 - Anúncio publicitário da marca Mc Donalds
  • 22. Figura 22 - Cartazes do artista Olly MossFigura 23 - Cartaz do artista Brand Paul
  • 23. REFERÊNCIASBauhaus – archivemuseumfürgestalt: starseite<http://www.bauhaus.de>,acessado em 20 de maio de 2011.Willkommen in der Bauhausstardt<http://www.bauhausstadt.de>, acessado em20 de maio de 2011.Stiftung Bauhaus Dessau<http://www.bauhaus-dessau.de>, acessado em 20de maio de 2011.DROSTE, Magdalena. Bauhaus. 2002.Vídeo ABCsof Bauhaus <http://www.youtube.com/watch?v=3_c6AlBBCCI>,acessado em 20 de maio de 2011.