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04 incêndio florestal

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  • 1. Incêndio Florestal CONTEÚDO PROGRAMÁTICOIncêndio em mata1. Partes do incêndio1.2. Combustíveis• Combustíveis leves ou de queima rápida• Combustíveis pesados ou de queima lenta• Combustíveis verdes1.3. Fatores de propagação de incêndios• Condições meteorológicas• Topografia do terreno1.4. Classificação dos incêndios em mata1.5. Métodos de combate• Ataque direto• Ataque indireto• Fogo de encontro1.6. Rescaldo1.7. Prescrições gerais1.8. Equipamento para o combate a fogo em mata• Equipamento de proteção individual• Equipamento de proteção coletiva
  • 2. Incêndio em mata •A destruição das matas por incêndio, além de causar danos materiais,prejudica o sistema ecológico e o clima. •A quase totalidade dos incêndios em matas ocorre pela ação humana,que, de forma inadvertida ou mesmo dolosa, provoca a devastação danatureza. Aliadas à ação do homem, as situações meteorológicas adversastambém contribuem para a ocorrência de incêndios, principalmente noperíodo de julho a outubro, devido à estiagem e às geadas. •A guarnição designada para o combate deve estar equipada com osmateriais específicos, estar tecnicamente treinada e possuir a necessáriacapacitação física. O sucesso da operação depende do conhecimento docomportamento do fogo e das peculiaridades da extinção deste tipo deincêndio.1. Partes do incêndio Para melhor compreensão e estudo, o incêndio em matas é dividido em partes. São elas: perímetro: é a borda do fogo. É o comprimento total das margens da área queimando ou queimada. O perímetro está sempre mudando, até a extinção do fogo. cabeça: é a parte do incêndio que se propaga com maior rapidez. A cabeça caminha no sentido do vento. É onde o fogo queima com maior intensidade. Controlá-la e prevenir a formação de uma nova cabeça é, geralmente, a questão-chave para o controle do fogo. dedo: faixa longa e estreita que se propaga rapidamente a partir do foco principal. Quando não controlado, dá origem a uma nova cabeça.
  • 3. costas ou retaguarda: parte do incêndio que se situa em posição oposta à cabeça.Queima com pouca intensidade. Pode se propagar contra o vento ou em declives.flancos: as duas laterais do fogo que separam a cabeça da retaguarda. A partir dosflancos, formam-se os dedos. Se houver mudança no vento, os flancos podem setransformar em uma nova cabeça.focos secundários: provocados por fagulhas que o vento leva além da cabeça ou pormateriais incandescentes que rolam em declives. Devem ser extintos rapidamentepara não se transformarem em novas cabeças e crescerem em tamanho.bolsa: área não queimada do perímetro. Normalmente espaço não queimado entre osdedos.ilha: pequena área, não queimada, dentro do perímetro.
  • 4. 1.2. CombustíveisSão divididos em combustíveis leves, pesados e verdes.Podem ainda ser classificados conforme as suas respectivas localizações.
  • 5. Combustíveis leves ou de queima rápida São os que queimam com maior facilidade, permitindo uma propagação rápida dofogo. Fornecem calor para que os combustíveis pesados entrem em combustão e paraque os combustíveis verdes sequem e queimem com facilidade. São exemplos de combustíveis leves: grama seca, folhas mortas, arbustos e gravetos. Combustíveis pesados ou de queima lentaSão os que queimam lentamente em decorrência do seu volume e da umidade queretêm.São mais difíceis de entrarem em combustão, porém, quando queimam, ardem porlongo período e sua extinção é mais trabalhosa. Troncos e galhos são exemplos decombustíveis pesados. Combustíveis verdesÉ a vegetação em crescimento. Não é de fácil combustão, porém, grande volume defogo pode secá-la rápida e favoravelmente para entrada em combustão.Certos vegetais, como eucalipto, pinheiro e cedro, possuem óleos em sua constituiçãoque, uma vez queimados, produzem grande volume de fogo. 1.3. Fatores de propagação de incêndiosO bombeiro deve estar atento a situações que possam aumentar a intensidade do fogoe modificar sua direção, fazendo as chamas crescerem subitamente e, até mesmo,voltarem-se para o local onde ele se encontra, tornando o combate perigoso. Estesfatores são:
  • 6. Condições meteorológicasTodos os aspectos do tempo têm efeito sobre o comportamento do fogo em mata.Alguns dos fatores que influenciam os incêndios florestais são: vento, temperatura eumidade.VentoQuanto mais forte for o vento, mais rápida será a propagação do incêndio. Isso porqueo vento traz consigo um suprimento adicional de oxigênio. Pode também levar fagulhasalém da linha do fogo e iniciar, com isto, focos secundários. Ventos mudam a direçãodo fogo rápida e inadvertidamente. Essas mudanças colocam em risco tanto asegurança no trabalho quanto o próprio controle do incêndio.Visto que o sol aquece o solo, o ar junto ao solo aquecido sobe. Assim, as correntes dear geralmente erguem-se pelos vales e aclives durante o dia. Durante à tarde e à noite,o solo se refresca e as correntes de ar invertem sua direção, descendo aos vales edeclives. Portanto, é importante verificar a direção do vento nos vales e declives paraque se planeje o ataque ao incêndio.Outro dos efeitos do vento no comportamento do fogo é que ele seca os combustíveis,fazendo com que queimem melhor e mais rapidamente.
  • 7. TemperaturaOs combustíveis pré-aquecidos pelo sol ardem com maior rapidez do que oscombustíveis frios. A temperatura do solo também influi na movimentação dascorrentes de ar. A temperatura tem influência direta sobre os bombeiros, tornando-osmais estafados e cansados para o combate.UmidadeA umidade em forma de vapor d’água está sempre presente no ar. A quantidade deumidade que está no ar afeta a quantidade que está no combustível. O conteúdo deumidade dos combustíveis é uma consideração importante no combate a incêndios,visto que os combustíveis leves são os que têm maior facilidade em umedecer.Úmidos, esses combustíveis queimam lentamente e não produzem calor suficientepara incendiar os combustíveis pesados, tornando mais lenta a propagação. Topografia do terrenoOs acidentes do terreno desempenham um papel importante na propagação do fogo e,ao contrário das condições meteorológicas, que variam frequentemente, o terreno é umfator constante.Deve-se levar em conta a topografia do terreno no combate a incêndios em matas.Aclivefogo queima com mais rapidez para cima, porque, no alto, as chamas encontram maiorquantidade de combustível, aliando-se aos gases quentes que produzem a convecção.DecliveO fogo é lento porque as correntes de convecção vão no sentido oposto aoscombustíveis, não os aquecendo.Em declives íngremes, troncos incandescentes podem rolar, causando riscos para osbombeiros, quer pelo impacto com o material, quer pela possibilidade que este tem deconduzir o fogo para a retaguarda dos bombeiros, colocando-os entre duas frentes.
  • 8. 1.4. Classificação dos incêndios em mataO sucesso da operação de extinção depende doconhecimento da classificação dos incêndios em mata. Aclassificação é feita de acordo com a localização doscombustíveis.Incêndio subterrâneoQuando há queima de combustíveis abaixo do solo, taiscomo húmus, raízes e turfa. Este tipo de incêndio énormalmente de combustão lenta e sem chamas, porém,de difícil extinção.Incêndio rasteiroQuando há queima de combustíveis de baixa estatura, taiscomo: vegetação rasteira, folhas e troncos caídos,arbustos, etc.Este é o tipo de incêndio que ocorre com maiorfreqüência, é conhecido também por incêndio desuperfície.Incêndio aéreoQuando há queima de combustíveis que estão acima dosolo, tais como galhos, folhas, musgos, etc. Este tipo deincêndio ocorre geralmente em dias de muito vento ebaixa umidade relativa do ar, e é conhecido também porincêndio de copas.Incêndio totalQuando temos todas as formas de incêndio acimadescritas.
  • 9. 1.5. Métodos de combatePara a extinção de incêndios em matas, há dois métodos que podem ser empregadosisoladamente ou em conjunto. Ataque diretoConsiste em combater diretamente as chamas no perímetrodo incêndio. Para isso, utilizam-se ferramentas agrícolas,abafadores e bombas costais.Dependendo do acesso e fonte de abastecimento, pode-seutilizar moto-bombas e viaturas de incêndio. O método deataque direto deve ser usado quando o fogo não é muitoviolento, permitindo que os bombeiros se aproximem dalinha de fogo e, também, quando o incêndio não está seespalhando rapidamente.AbafadorDeve ser aplicado sobre o fogo para extingui-lo, commovimentos de sobe e desce, sem ultrapassar a linha docorpo. Podem ser confeccionados de ramos verdes e tirasde mangueiras.Bomba costalEste equipamento possui, normalmente, reservatório de 20litros de água e esguicho. A água é recalcada quando obombeiro aciona manualmente o pistão.Ferramentas agrícolasSão ferramentas comuns, (tais como pá, enxada, enxadão,etc.), utilizadas principalmente para colocar terra sobre ofogo.
  • 10. Ataque aéreoFeito por avião com tanques especiais oucom helicópteros com bolsa de água.Ataque indiretoConsiste em combater o fogo a algumadistância do seu perímetro. Este método éutilizado quando o fogo é de grandeintensidade ou está se movendorapidamente.Neste método de combate, faz-se o aceiroou se utiliza de uma barreira natural, e, apartir da linha construída ou existente, faz-se o fogo de encontro.O aceiro visa extinguir o incêndio pelaretirada do material e deve sersuficientemente largo para evitar que ofogo se propague para o outro lado.Aceiros mais largos que o necessário,porém, significam desperdício de tempo eesforços que podem ser vitais em outrasfrentes.O aceiro é composto de duas áreas:raspada e tombada.
  • 11. Área raspadaConsiste em remover a vegetação até que a terra viva seja exposta. Para este serviçosão empregadas ferramentas manuais como enxadas, enxadões e ancinhos oumáquinas como trator de pá ou com rastelo. Deve-se, na medida do possível, evitar oencontro com vegetação de grande porte. Caso o encontro com esta vegetação nãopossa ser evitado, deve-se removê-la com o emprego de foice, machado ou moto-serra.Toda a vegetação retirada da área raspada, caso não esteja queimada, deve serremovida em direção à área a preservar, para, mais tarde, evitar uma grande carga deincêndio pela utilização do fogo de encontro.Área tombadaConsiste em se derrubar toda a vegetação em direção ao fogo, visando diminuir otamanho das chamas, evitando que elas ultrapassem a área raspada. Dificulta tambémo transporte de material incandescente pelo vento.Utilizam-se, nesta operação, foices, machados e moto-serras.Fogo de encontroTécnica utilizada após a execução do aceiro. Consiste em atear fogo na área tombadaem direção ao incêndio, visando alargar o aceiro.Quando se deixa o fogo queimar até o aceiro, há o perigo de o fogo pular a linha,devendo-se, sempre que possível, usar o fogo de encontro a partir do aceiro. A queimaa partir do aceiro deve ser feita tão logo este esteja construído e após ordem doComandante da Operação.Cuidados a serem tomados:• Nunca atear fogo em área maior do que seja possível controlar.• Atear fogo na direção do incêndio e contra o vento.
  • 12. • Ficar atento aos focos de incêndio que possam surgir dentro da área protegida.• Nunca deixar o fogo de encontro se espalhar pelas extremidades do aceiro.• Ter pessoal para controlar o fogo de encontro.• Onde for possível, usar o fogo de encontro a partir de uma barreira natural.• Se não houver condições seguras e certas de que o fogo de encontro resolverá,devido ao vento ou outros óbices, não executar este procedimento.1.6. RescaldoÉ quando se elimina todos os riscos de reignição do incêndio. É uma fase trabalhosa,porém, é a única maneira capaz de garantir que o incêndio foi extinto e que não temmais riscos de reignição.Procedimentos para o rescaldo:• Caminhar por todo o perímetro onde se deu o incêndio e ter certeza de que foi extinto.• Eliminar toda fonte de calor do perímetro do incêndio.• Se o rescaldo for trabalhoso, permitir que o combustível queime sob controle.• Ter certeza de que o aceiro está limpo.• Cortar ou apagar com água troncos que possam soltar faíscas além do aceiro.• Extinguir focos esparsos.• Espalhar todo o material incandescente que não puder ser extinto com água ou terrapara dentro do perímetro (se for o caso, enterrá-lo).• Colocar todo o combustível roliço em posição que não possa rolar e ultrapassar oaceiro.
  • 13. 1.7. Prescrições gerais• A extinção de incêndio em mata é um serviço perigoso e exaustivo e requer dobombeiro uma tenacidade acima do normal.• Toda operação de combate a incêndio deve ter um Posto de Comando onde hajacondições de comunicação, atendimento em primeiros socorros e viaturas paradeslocamentos rápidos, planejamento e controle da operação.• O incêndio em mata tem um comportamento genérico. Devido à temperatura e àumidade do ar, ele tem menos intensidade na madrugada e maior intensidade entre às10:00 e às 18:00 horas. Portanto, seria lógico intensificar o combate durante amadrugada. Porém, deve-se levar em conta a pouca visibilidade neste horário, o queafeta diretamente a segurança dos bombeiros. Só uma análise apurada sobre o tipo devegetação e terreno pode apontar qual o melhor horário para intensificar os trabalhos.Uma coisa é certa, o combate a incêndio em matas deve ser feito o mais rápidopossível e ininterruptamente até a sua total extinção.• O combate deve ser feito em equipes, não devendo nunca o bombeiro trabalharisolado. Cada equipe deve possuir rádio capaz de transmitir o andamento do serviço ereceber instruções do Comandante da Operação.• Ao se optar pelo ataque indireto, deve-se observar a existência de barreiras jáconstruídas (como estradas), que devem ser usadas como aceiros.• Ao usar a técnica de fogo de encontro, deve-se calcular o local onde os dois fogos vãose encontrar. Este local deve ser suficientemente distante da linha de aceiro, para evitarque a grande quantidade de fuligem produzida seja transportada pelo vento para trásdeste ponto, criando outros focos de incêndio.
  • 14. • Os bombeiros que vão trabalhar à noite devem chegar ao local do incêndio antes queescureça para reconhecer o terreno à luz do dia. Chegando ao local, devem,primeiramente, determinar o caminho para escapar, se for necessário.• O trabalho de extinção em matas é desgastante. O período em serviço não deveexceder 12 horas seguidas e o descanso não deve ser menor que 8 horas.• Os serviços de extinção só devem ser abandonados após rescaldo criterioso, ficandoa área queimada em observação para alerta imediato em caso de reignição.• As equipes de extinção devem ter apoio do serviço de meteorologia local e de vigias,que alertarão principalmente sobre as mudanças do vento.• O chefe de cada equipe deve ter constante e rigoroso controle do pessoal eequipamento.• Deve-se prever suficiente quantidade de suprimentos e equipamentos para o períodode combate. Deve-se, também, tomar cuidado quando se trabalha em local devegetação muito densa (que atrapalha a movimentação) e quando há grandequantidade de combustíveis entre o aceiro e o incêndio.• Em outros países, com tradição no combate a incêndio, existe um ditado indígena quediz: “O combatente deve ficar sempre com um pé no preto”, ou seja, com rota deescape pela área já queimada.
  • 15. 1.8. Equipamento para o combate a fogo em mataEquipamento de proteção individual1. Capacete2. Bandó (protetor posterior do pescoço)3. Óculos de proteção4. Capa5. Luvas6. BotasEquipamento de proteção coletivaRádiosFaca / facãoMaterial de primeiros socorros noPosto de ComandoAmbulância com pessoal habilitadoBinóculoApitoCordas (cabos)Cantis e reservatório d’água
  • 16. Cada grupo (equipe) normalmente deve ter no mínimo 3 e no máximo 12 elementos,cabendo ao chefe o controle de seu grupo.A verificação constante de efetivo e de equipamento deve ser prioritária.Para algumas operações deve-se destacar um vigia que fica longe, com rádio, apito ebinóculos, para evitar que os combatentes sejam envoltos pelo fogo.Deve-se garantir sempre a segurança individual e coletiva e identificar todas assituações para garantir o sucesso no combate ao incêndio florestal.É importante manter sempre contato com o Posto de Comando e elaborar, em todoataque, as rotas de fuga.Deve-se, também, zelar pelo cuidado, manutenção e bom uso das ferramentas decombate a incêndios em mata ( principalmente quando fora da época de fogo emmato, quando devem ser feitas as previsões de necessidade para preparação para operíodo crítico).
  • 17. TEL. DO CORPODE BOMBEIROS NO BRASIL 193

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