Microeconomia

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  • Não é impossível entender estes conceitos muito fundamentais, mas apenas uma tarefa muito difícil. Esforçar-se não é uma actividade fácil, mas requerida. Estou muito preocupado em entender estas coisas, pois não me são de carácter lúdico, mas sim, académico. Eu gostaria de ter estes slides mas infelismente estão sob proteção do respectivo autor. Paciência, apesar de não ser uma resposta que fosse muito convincente, quando devia ser um conhecimento partilhado sem restrições, mas no entanto é preciso contentar-me com o que não depende de mim se não aliar-me para ganhar alguma coisa, conhecimento, formação, intelectualismo!!!

    Agradecia muito poder ter estes slides, sinceramente!!!
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  • 1. MICROECONOMIAA Produção e os Mercados josecruz.consultoria@gmail.com | 2012
  • 2. Teoria daProduçãoMICROECONOMIA
  • 3. Trade-offs - Eficiência e EquidadeAs pessoas enfrentam trade-offs.“Nada é de graça”. A tomada de decisões exige escolher um objectivo emdetrimento de outro.O trade-off clássico “Armas / Manteiga”: Quanto mais gastamos em defesa nacional(armas) menos poderemos gastar em bens de consumo (manteiga), tal como vimos no1º semestre, em Macroeconomia.Outro trade-off que a sociedade enfrenta é entre Eficiência e Equidade.Eficiência significa que se está a obter o máximo que se pode dos recursos escassos.Equidade significa que os benefícios resultantes estão a ser distribuídos com justiçaentre os membros da Sociedade.Por outras palavras: a Eficiência refere-se ao tamanho do “bolo” económico; aEquidade à maneira como o “bolo” é dividido. Muitas das vezes, na formulação daspolíticas governamentais, esses dois objectivos entram em conflito. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 4. “Armadilhas” vulgares na tomada de decisõesComo as pessoas enfrentam trade-offs, a tomada de decisões exige comparar oscustos e benefícios das diferentes alternativas.Uma armadilha decorre de se ignorem os custos implícitos (os que não têm a vercom pagamentos). Se se fizer a actividade x significa não poder fazer a actividade y.Então, o valor de fazer y é o Custo de Oportunidade de fazer x.O Custo de Oportunidade é o valor da melhor opção sacrificada numa decisão. É ovalor daquilo de que se abriu mão.O Custo de Oportunidade é o conceito mais preciso e completo de custo, aquelesque devemos usar quando tomamos as nossas próprias decisões.Muitas pessoas tomam más decisões porque tendem a ignorar o valor dessasoportunidades postas de lado. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 5. “Armadilhas” vulgares na tomada de decisõesMedir os custos e benefícios em proporção em vez de os medir em valores absolutosé um erro.Numa análise custo-benefício, ambos devem ser expressos em valores absolutos.Comparar percentagens não é uma forma adequada de avaliar decisões. Há quepensar em termos de Margem.O princípio do custo-benefício estabelece que os conceitos relevantes para escolherum nível de actividade são os Custos Marginais e os Benefícios Marginais. No entanto,muitos indivíduos tomam decisões com base em valores médios, por incapacidade emos distinguir.O custo de uma unidade adicional chama-se Custo Marginal da actividade; o benefíciode uma unidade adicional designa-se Benefício Marginal.A regra: devemos aumentar a actividade enquanto o seu Benefício Marginal exceder orespectivo Custo Marginal. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 6. Fronteira de Possibilidades de Produção (FPP)A FPP é um gráfico que mostra as várias combinações de dois bens que a economiatem possibilidade de produzir com os recursos e a tecnologia disponíveis.É a fronteira máxima que a economia pode produzir, dado que os recursosprodutivos são limitados. Mostra as alternativas de produção da sociedade,supondo os recursos plenamente empregues.Para produzir mais de um bem, a sociedade precisa de retirar recursos da produçãode outro bem.A Eficiência Produtiva verifica-se quando uma economia não pode produzir mais doque um bem sem que produza menos de um outro bem (a economia está sobre aFPP).“A substituição é a lei da vida numa economia de pleno emprego e a fronteira depossibilidades de produção representa o menu de escolhas da sociedade” (PaulSamuelson). MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 7. Fronteira de Possibilidades de Produção (FPP) MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 8. A Teoria da EmpresaA Teoria da Empresa trata:  Do modo pelo qual uma firma toma decisões de produção minimizadoras de custos.  Do modo pelo qual os custos de produção variam com o nível de produção.  Das características da oferta de mercado.  Dos problemas das actividades produtivas em geral. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 9. A ProduçãoPara os economistas a Produção - sendo um processo altamente estruturado,frequentemente mecanizado, através do qual se transformam matérias-primas emprodutos finais, com destino à venda – engloba actividades que normalmente não sãoconsideradas como tal.É importante realçar que o conceito de Produção não se reporta apenas aos bensfísicos, mas também a serviços, como transportes, comércio, actividades financeiras,etc.A Produção é definida com qualquer actividade que crie utilidade, no presente ou nofuturo.A Produção, portanto, consiste na utilização de recursos na transformação deprodutos para se tornarem mais úteis na forma, no espaço, na propriedade ou notempo e envolve o uso de conhecimento para aplicar energia nesse processo.A Produção depende dos factores produtivos utilizados (“inputs”) para obter umdeterminado volume de produção (“output”) e da tecnologia utilizada. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 10. Produto – Total, Médio e MarginalO Produto (Físico) Total é a quantidade total realizada de um produto, emunidades físicas.O Produto Marginal representa a variação no Produto Total devido a umavariação unitária no factor variável, com todos os outros factoresconstantes.O termo “marginal” significa “adicional”, pelo que resulta do aumento (oudiminuição) do produto decorrente de uma unidade adicional do factorvariável.O Produto Médio é definido como o Produto Total dividido pelaquantidade do Factor Variável utilizado para se atingir o nível de produção. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 11. Produção com um Factor Variável (Trabalho) Produção Observações: mensal por À esquerda de E: PMg > PM & PM crescente trabalhador À direita de E: PMg < PM & PM decrescente E: PMg = PM & PM máximo 30 Produto marginal E Produto médio 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Trabalho mensal MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 12. Produção com um Factor Variável (Trabalho) - Comentários Quando PMg = 0, PT encontra-se no seu nível máximo. Quando PMg > PM, PM é crescente. Quando PMg < PM, PM é decrescente. Quando PMg = PM, PM encontra-se no seu nível máximo. O Óptimo da Produção diz-nos como o produtor combinará os factores a fim de maximizar o produto para um custo total dado ou, alternativamente, como o produtor combinaria os factores para minimizar os custos de um produto. MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 13. Caso de estudo nº 1Quando, no início da década de 70, o preço da gasolina sofreu umincremento brusco, verificou-se que os táxis, que antes circulavam àprocura de passageiros, passaram a estar muito mais tempo parados naspraças.A circulação à procura de passageiros permite ao táxi realizar mais viagenscom passageiro do que quando está parado à espera que o procurem.Contudo, a circulação obriga-o a gastar gasolina. Para encontrar umpassageiro o táxi tem que gastar diferentes quantidade de gasolina ao longodo dia: relativamente pouca nas horas de maior movimento, maiorquantidade nas horas mortas.A produtividade marginal da gasolina é variável ao longo do dia: maiselevada na hora de ponta, mais reduzida nas horas mortas. Com o aumentodo preço da gasolina, muito dos táxis que circulavam em horas mortaspassaram a estacionar nas praças nessas horas. Economia da Empresa – 4ª edição – José Mata MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 14. Caso de estudo nº 2Suponha que no último minuto gasto no problema 1 do seu primeiro examede Economia ganhou 4 pontos adicionais, enquanto no último minuto gastono problema 2 ganhou 6 pontos adicionais. O número total que ganhounestas duas questões foi de 20 e 12 pontos, respectivamente e o tempototal que gastou em cada uma delas foi o mesmo. Como – se é que vale apena – deveria redistribuir o seu tempo entre as duas questões?A regra para a distribuição eficiente do tempo gasto em exames é a mesmaregra para a distribuição eficiente de qualquer recurso: a produtividademarginal do recurso deve ser a mesma para cada actividade.A partir da informação fornecida, a produtividade marginal do últimominuto gasto na questão 2 foi de 6 pontos, ou mais 2 pontos de que aprodutividade marginal do último minuto gasto na questão1.Apesar da produtividade média do seu tempo gasto na questão 1 ter sidosuperior ao da questão 2, teria obtido mais pontos se tivesse gasto menostempo na questão 1 e mais tempo na questão 2. Microeconomia e Comportamento – 6ª edição – Robert H. Frank MICROECONOMIA Teoria da Produção
  • 15. Custos deProduçãoMICROECONOMIA
  • 16. IntroduçãoCf. referido na abordagem à Teoria da Firma, na perspectiva do economista, há quedistinguir entre custos contabilísticos (custo explícitos, que sempre envolvem umdispêndio monetário) e custos de oportunidade (custos implícitos, estimados a partirdo que poderia ser ganho no melhor uso alternativo), medidos pela utilidade.Os custos de oportunidade não são contabilizados no balanço das empresas. P.ex.: O capital que permanece parado nas disponibilidades da empresa: o custo de oportunidade é o que a empresa poderia estar a ganhar se aplicasse esse capital no mercado financeiro; Quando a empresa funciona em instalações próprias, deve imputar um custo de oportunidade correspondente ao que pagaria se tivesse de arrendar um edifício.Os custos, tal como aparecem reflectidos nas contas da empresas, são insuficientespara a tomada de decisão. Para o economista, as curvas de custo devem considerar,para além dos custos contabilísticos, os custos de oportunidade (a remuneração queo proprietário da empresa poderia obter para o seu capital e o seu tempo, se osempregasse noutras actividades, p.ex.) reflectindo, assim, o custo económico. MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 17. Introdução Fonte: Introdução à Economia – 3ª edição – N. Gregory Mankiw Como os economistas Como os contabilistas vêem as Empresas vêem as Empresas Lucro Económico Lucro contabilístico CustosReceita Implícitos Receita Custo de oportunidade total Custos Custos Explícitos Explícitos MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 18. Custos Fixos e Custos VariáveisOs Custos Fixos (CF) correspondem à parcela dos custos totais que não dependemdo nível de produção (não são afectados por qualquer variação da quantidadeproduzida e são suportados mesmo quando a produção está inactiva).São os chamados “custos à cabeça”. P.ex.: a renda das instalações, as prestações dosempréstimos no curto prazo, a iluminação, etc.Os Custos Variáveis (CV) dependem da produção e, por isso, mudam à medida que aquantidade produzida varia. Representam as despesas realizadas com os factoresvariáveis de produção. P.ex.: os salários, os gastos na compra de matérias-primas, etc.Esta é uma distinção importante para a decisão de quanto produzir, pois numprocesso produtivo existem elementos que se podem mudar e ajustar (o número detrabalhadores, quantidade de matéria-prima, etc.), enquanto outros são muito maisrígidos (o número de máquinas ou a dimensão da fábrica, p.ex.). MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 19. Custo Fixo,Variável e Total Curva de Custo Total Custo Total 18.00 CT 16.00 14.00 12.00 10.00 8.00 CV 6.00 4.00 2.00 CF 0 2 4 6 8 10 12 14 Qt MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 20. Custos Médios e Custo Marginal Custos - Marginal e Médio Custos 3.00 2.50 CMg 2.00 1.50 CMe CVM 1.00 0.50 CFM 0 2 4 6 8 10 12 14 Qt MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 21. Curvas de CustosA Curva de Custos Médios (CMe) é em forma de “U”. Na essência, isso resulta docomportamento dos rendimentos marginais, como referido. Inicialmente, a curvatem uma zona decrescente, que corresponde a uma fase de rendimentos marginaiscrescentes. Quando a produção é muito baixa, um aumento dessa produção podefazer descer muito significativamente o custo atribuído a cada unidade.Por exemplo, o custo numa siderurgia de produzir só uma chapa de ferro éelevadíssimo, pois o alto-forno e os outros equipamentos têm todos o seu custoafectado a essa unidade. Se forem produzidas dez chapas, o custo médio de cada umafica muito mais baixo, pois (embora se gaste mais matéria-prima) todo o custo doequipamento vai ser distribuído agora por dez unidades.Mas, a partir de certa altura, produzir mais começa a sair cada vez mais caro(saturação, engarrafamento, etc.) e a curva cresce. Passou-se à fase dos rendimentosmarginais decrescentes, que, ao fim de certo tempo, faz subir CMe. Deste modo aCurva dos Custos Médios apresenta um padrão geral em U. A Curva dos CustosMarginais (CMg), fortemente ligada à dos custos médios, tem também um padrão emU, mas mais vincado, começando a crescer antes da CM. MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 22. Custo Total Médio – no curto e longo prazo Custo CMg LP CMe LP A Escala óptima Produção MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 23. Caso de estudo nº 1A proprietária de uma loja de comércio cuida pessoalmente do trabalhocontabilístico. De que forma poderemos medir o custo de oportunidade dessetrabalho?Os custos de oportunidade são calculados a partir da comparação entre o usocorrente do recurso e seus usos alternativos. O custo de oportunidade do trabalhocontabilístico é o tempo que deixa de ser gasto noutras actividades, como a gestãode um negócio ou a realização de actividades de lazer. O custo económico dotrabalho contabilístico é dado pelo maior valor monetário que poderia ser obtidoatravés de outras actividades. MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 24. Caso de estudo nº 2Como é que o desenho de uma mosca reduz os custos de manutenção de umaeroporto? Porque é que um fabricante de equipamento sanitário começou aimprimir a imagem de uma mosca no centro dos urinóis de cerâmica?A substituição do capital pelo trabalho por vezes é motivada não por uma alteraçãodos factores, mas sim pela introdução de ideias novas. No caso do Aeroporto deSchipol, em Amsterdam, para evitar os maus cheiros e a sujidade, apesar daslimpezas frequentes, a solução não foi intensificar os esforços de equipas demanutenção, mas sim adoptar esse tipo de urinóis, com uma mosca gravada nocentro. A sua teoria assentava no facto de que a presença deste faria com que osutilizadores fossem mais precisos na utilização das instalações. Qual foi o resultado?Instalações extremamente limpas e uma redução de 20 por cento nos custos delimpeza. Adaptado de “Microeconomia e Comportamento” – 6ª edição – Robert H. Frank MICROECONOMIA Custos de Produção
  • 25. Estruturasde MercadoMICROECONOMIA
  • 26. Os MercadosOs Mercados possibilitam a compradores e vendedores negociar e a transaccionar,para que possam repartir os possíveis ganhos da especialização e da troca de acordocom as vantagens comparativas.Os economistas vêem a Economia como um conjunto de mercados. Em cada umdeles os compradores e vendedores serão diferentes, dependendo do que estiver aser negociado. Há um mercado de computadores, um mercado de carros, um mercadode batatas, um mercado de acções, etc.Na economia de mercado as decisões são descentralizadas (cabem aos vendedores eaos compradores); os mercados tendem a ser eficientes (os consumidores, em regra,pagam preços por bens que reflectem aproximadamente os custos mínimos deprodução); as forças que dirigem os mercados em direcção ao equilíbrio – a tal ”mãoinvisível” de que falou Adam Smith – tendem a gerar maior estabilidade que todos osoutros mecanismos.O Sistema de Mercado, sendo o tipo de organização social de produção e distribuiçãoprevalecente, é um sistema social em que os preços dirigem a utilização dos recursos,em que, por consequência, os preços são utilizados para alocar recursos. MICROECONOMIA Estruturas de Mercado
  • 27. As Estruturas de Mercado Fonte: Introdução à Economia – 3ª edição – N. Gregory Mankiw Número de Empresas? Muitas firmas Tipo de Produtos? Uma Poucas Produtos empresa empresas Produtos diferenciados idênticos Monopólio Oligopólio Competição Competição Monopolística Perfeita• Água • Bolas de ténis • Romances • Trigo• Electricidade • Petróleo • Filmes • Leite MICROECONOMIA Estruturas de Mercado
  • 28. Quadro-síntese Concorrência perfeita Monopólio Oligopólio Concorrência Monopolística Muitos, de dimensão Muitos, mas menos que emQuanto ao nº de concorrentes Uma, de grande dimensão Poucos, de grande dimensão semelhante concorrência Bens homogéneos ouProdutos substitutos Bens homogéneos Inexistentes Alguma diferenciação diferenciadosBarreiras à entrada Inexistentes Intransponíveis Consideráveis Poucas Depende da interacçãoPoder de mercado Inexistente Considerável Depende da diferenciação estratégica Bolsa de produtos ou Publicidade e rivalidade pela Publicidade e rivalidade pelaMétodos de marketing Publicidade mercados tipo leilão qualidade qualidade Alguns mercados agrícolas eExemplo Electricidade Petróleo, Automóveis Computadores financeiros MICROECONOMIA Estruturas de Mercado
  • 29. MercadosCompetitivos MICROECONOMIA
  • 30. Mercados perfeitamente competitivosUm mercado perfeitamente competitivo possui as seguintes características:• Existem muitos compradores e vendedores no mercado, sem influência no preço (cada empresa é demasiado pequena para que possa influir no mercado; o preço de mercado é um dado; a decisão é a da quantidade a produzir).• Os bens oferecidos pelos vários vendedores são basicamente os mesmos.• As empresas podem entrar e sair livremente do mercado.Num mercado de concorrência perfeita estarão ausentes os sinais de rivalidade, umavez que há informação perfeita. Do lado dos vendedores não haverá motivação para apublicidade, não haverá necessidade de pesquisa de mercado e não haverádiferenciação, porque o produto é homogéneo. Do lado dos compradores, nenhumprecisará de procurar por um negócio melhor.O mercado de concorrência perfeita é o melhor exemplo do funcionamento doschamados “ajustes de mercado”. Alguns mercados agrícolas e o próprio mercado deacções são próximos desta estrutura. MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 31. Maximização do LucroO objectivo principal de uma empresa é a Maximização de Lucro.Devem salientar-se dois aspectos: a clarificação do termo “lucro” (em particular adistinção entre lucro económico e lucro contabilístico, já tratada em diversos slides) eos comportamentos específicos que conduzem a esse objectivo, como, p.ex., areacção das empresas a alterações nos factores produtivos ou nos preços dosprodutos, impostos e outros factores influenciadores do contexto em que actuam.Para maximizar o lucro a firma escolhe a quantidade de produto que iguala a receitamarginal ao custo marginal.Esta também é a quantidade onde o preço é igual ao custo marginal.Portanto, a curva de custo marginal de uma empresa é a sua curva de oferta. A curvade procura de uma empresa perfeitamente competitiva é horizontal. MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 32. Maximização do Lucro em Mercados Competitivos Custos e A empresa maximiza receita o lucro produzindo a Quantidade onde CMg o Custo Marginal iguala a Receita Marginal. CMg2 CTMP = RMg1 = RMg2 P = RM = RMg CVM CMg1 0 Q1 QMAX Q2 Quantidade MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 33. Resumo das Decisões de ProduçãoA maximização de lucro ocorre quando a receita marginal é igual ao custo marginal. RMg = CMg = P• Quando RMg > CMg, então, Q deve aumentar (cada unidade adicional produzida aumenta o lucro).• Quando RMg < CMg, então Q deve diminuir (cada unidade que deixa de ser fabricada aumenta o lucro).• Quando RMg = CMg, então o lucro é máximo. MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 34. Decisão de suspender a actividade (a curto prazo)A paralisação (temporária) de uma empresa refere-se à decisão de não produzir nadadurante algum período (no curto prazo), por causa da condição momentânea domercado.A saída (definitiva) refere-se à decisão (de longo prazo) de abandonar o mercado.As decisões – de curto e longo prazo – diferem porque a maioria das empresas nãose consegue libertar do custo fixo no curto prazo, mas pode consegui-lo no longoprazo. Ou seja, uma empresa que paralisa a sua actividade temporariamente ainda temde suportar os custos fixos; só quando abandona o mercado se liberta dos custosfixos e variáveis.A empresa decide paralisar se a receita da sua produção é menor que os custosvariáveis da produção, isto é, quando RT < CV  RT/Q < CV/Q  P < CVMEla poderá retomar no futuro se as condições mudarem de tal modo que o preçoexceda o custo variável médio, o ponto-chave da sua condição de encerramento.A parte da curva de custo marginal que se encontra acima da curva de custo variávelmédio é a oferta da firma no curto prazo. MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 35. Curva de Oferta de Curto Prazo das Empresas Competitivas Custos Curva de oferta Se P > CTM, a de curto prazo CMg empresa vai produzir com lucros. CTM Se P > CVM, a empresa vai continuar CVM a produção no curto prazo. A empresa paralisa a produção P < CVM 0 Qt MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 36. Empresa com Lucro Preço CMg CTM Lucro = (P – CTM) x Q P CTM P = RM = RMg Qt 0 Q (Quantidade que maximiza o lucro) MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 37. Empresa com Prejuízo Preço CMg CTM CTM P P = RM = RMg Prejuízo Qt 0 Q (Quantidade que minimiza o prejuízo) MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 38. Caso de estudo nº 2Porque é que as empresas se mantêm em actividade quando têm lucro zero?À primeira vista, pode parecer estranho que empresas competitivas tenham lucro zero no longoprazo. Afinal de contas, as pessoas abrem empresas para ter lucro.Para entender melhor a condição de lucro zero, lembre-se que o lucro é igual à receita totalmenos o custo total e que esse custo inclui os custos de oportunidade da empresa. Maisespecificamente, inclui o custo de oportunidade do tempo e dinheiro que o proprietário dedicaà empresa. No equilíbrio de lucro zero, a receita da empresa precisa de compensar osproprietários pelo tempo e dinheiro que gastam em mater a empresa.Suponhamos que um agricultor tenha precisado investir $ 1 milhão para a abrir a sua quinta eque esse valor pudesse, alternativamente, ter sido depositado num banco para render $ 50 milpor ano em juros. Também para iniciar o seu negócio, ele teve de abrir mão de outro empregoque lhe renderia $ 30 mil por ano. Então, o seu custo de oportunidade foi de $ 80 mil.Como se viu, aquando da introdução à Teoria da Produção, os economistas e os contabilistasmedem os custos de modo diferente. Na contabilidade são reconhecidos os custos queenvolvem meios financeiros, mas não considerados os custos (implícitos) de oportunidade deprodução. Neste exemplo, o lucro económico é zero, mas o lucro contabilístico é de $ 80 mil. Osuficiente para manter no negócio. Adaptado de “Introdução à Economia” – 3ª edição americana – N. Gregory Mankiw MICROECONOMIA Mercados Competitivos
  • 39. Competição vs. Monopólio Competição MonopólioSemelhançasObjectivo das empresas Maximizar o Lucro Maximizar o LucroRegra de Maximização do Lucro RMg = CMg RMg = CMgDiferençasNº de empresas Muitas UmaReceita Marginal RMg = P RMg < PPreço P = CMg P > CMgEntrada no longo prazo Sim NãoPode obter lucro económico no longo prazo? Não Sim MICROECONOMIA Mercados
  • 40. Referências bibliográficas• Byrns, Ralph T. e Stone, Gerald W. (1996) - Microeconomia - Makron Books• Frank, Robert H. (2006) - Microeconomia e Comportamento – 6ª ed. – McGraw-Hill• Mankiw, N. Gregory (2006) - Introdução à Economia – 3ª ed. americana – Thomson• Mata, José (2007) - Economia da Empresa – 4ª ed. – Fundação Calouste Gulbenkian• Samuelson Nordhaus (1999) - Economia, 16ª ed. - McGraw-Hill | 40 | MICROECONOMIA