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Apostila Administração de Pequenas e Médias Empresas - FAQUI Faculdade de Quirinópolis

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    • FACULDADE QUIRINÓPOLISAdministração de Pequenas e MédiasEmpresasEMPREENDEDORISMO &PLANO DE NEGÓCIOS
    • A ) DISCIPLINA: Administração de Pequenas e Médias EmpresasCARGA HORÁRIA: 3 aulas / semanaPROFESSOR: José Carlos de Sousa JúniorB ) OBJETIVOS Fornecer os conhecimentos necessários à criação e gestão de negócios. Estimular a criatividade e a capacidade de identificar oportunidades denegócios.C ) PROGRAMA Introdução, o empreendedorismo, o empreendedorismo no brasil,definição de empreendedor, perfil do empreendedor, o empreendedor e asempresas de pequena dimensão, o ciclo de vida das organizações, asforças competitivas e as estratégias genéricas. O Plano de NegóciosD ) METODOLOGIA Exposições comentadas Debates e trocas de experiências Experiências de empreendedores Apresentação de trabalhos acadêmicos2
    •  Análise de filmesÍ N D I C E1 Introdução2 O Empreendedorismo3 O Empreendedorismo no Brasil4 Definição de Empreendedor5 Perfil do Empreendedor6 O Empreendedor e as Empresas de Pequena Dimensão7 O Ciclo de Vida das Organizações8 As Cinco Forças Competitivas9 As Estratégias Genéricas10 O Plano de Negócios10.1 Sumário Executivo10.2 Histórico da Empresa10.2.1 Visão10.2.2 Missão10.2.3 Dados da Empresa10.3 Produtos e Serviços da Empresa10.4 Pontos Fortes e Fracos da Empresa10.5 Perfil do Cliente3
    • 11 Referências Bibliográficas1. IntroduçãoO conceito de empreendedorismo tem sido muito difundido no Brasil nos últimos anos,intensificando-se no final da década de 1990. Inúmeros motivos podem ser atrelados apopularidade e o repentino crescimento do termo empreendedorismo, recebendo atençãoespecial por parte do governo e de segmentos sociais. Sem dúvidas, o principal deles é apreocupação com empresas duradouras e a necessidade de redução da taxa de mortalidadede empresas de pequena dimensão.Empresas de pequena dimensão (Micro, Pequena e Média), no nosso país,representam para a economia nacional um papel fundamental, por assegurarem odesenvolvimento e a estabilidade da nação. No Brasil, este segmento da economia écomposto por 3,5 milhões de empresas, representando 98,3% do total de empresasregistradas e respondendo por 20,4% do Produto Interno Bruto e 58,4% da mão-de-obra dopaís. O crescimento do setor alcança taxas de 10% ao ano e se deve, entre outros fatores àcomplexidade da sociedade, às mudanças estruturais nas industrias, à falência do setorpúblico e estatal e a própria mentalidade do brasileiro que o leva a tentar a ser "dono dopróprio nariz".No entanto, é sabido que no Brasil, parcela significativa das empresas depequena dimensão têm vida curta. Mais de 80% dessas empresas não ultrapassam oprimeiro ano de vida. Isto representa um brutal desperdício de energia e recursos,reduzindo o poder de consumo e gerando desconforto social de milhares deempreendedores do país.Nos últimos anos, depois de várias tentativas de estabilização da economia e daimposição advinda do fenômeno globalização, um número incalculável de empresas tiveram4
    • de procurar alternativas para aumentar a competitividade, reduzir custos, enfim, manter-seno mercado. Uma das conseqüências imediatas das mudanças que vem ocorrendo nocenário econômico foi o aumento no índice de desemprego, assim, com poucas alternativas,os ex-funcionários dessas empresas, começaram criar seu próprio negócio, muitas vezescom economias advindas das demissões.Quem São as Micro e Pequenas EmpresasAtualmente, há pelo menos três definições utilizadas para limitar o que seria uma pequenaou micro empresa.A definição, mais comum e mais utilizada, é a que está na Lei Geral para Micro e PequenasEmpresas.De acordo com essa lei, que foi promulgada em dezembro de 2006, as micro empresas sãoas que possuem um faturamento anual de, no máximo, R$ 240 mil por ano. As pequenasdevem faturar entre R$ 240.000,01 e R$ 2,4 milhões anualmente para ser enquadradas.Definição 2 - SebraeA entidade limita as micro às que empregam até nove pessoas no caso do comércio eserviços, ou até 19, no caso dos setores industrial ou de construção.Já as pequenas são definidas como as que empregam de 10 a 49 pessoas, no caso decomércio e serviços, e 20 a 99 pessoas, no caso de indústria e empresas de construção.Conceito 3 - órgãos federais como BNDES (outro parâmetro para a concessão decréditos)Microempresa deve ter receita bruta anual de até R$ 1,2 milhão;Pequenas empresas, superior a R$ 1,2 milhão e inferior a R$ 10,5 milhões.(Os parâmetros do BNDES foram estabelecidos em cima dos parâmetros de criação doMercosul)5
    • Além da definição legal das Micro e Pequenas Empresas (MPE), é importante ter em mentequal o perfil desse micro ou pequeno empresário, que é cada vez mais importante naestrutura capitalista atual. Genericamente, seu nome é o empreendedor.As MPEs no BrasilNo Brasil, surgem cerca de 460 mil novas empresas por ano. A grande maioria é de micro epequenas empresas. As áreas de serviços e comércio são as com maior concentração destetipo de empresa. Cerca de 80% das MPEs trabalham nesses setores. Essa profusão deempresas se deve a vários fatores, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro ePequenas Empresas (Sebrae).Desde os anos 90, grandes empresas instaladas no Brasil, acompanhando uma tendênciamundial, incentivaram o processo de terceirização de áreas que não são consideradasessenciais para o seu negócio. Assim, começaram a surgir empresas de segurançapatrimonial, de limpeza geral. Além disso, outras empresas menores, tentando fugir dosencargos trabalhistas altíssimos do País (um funcionário chega a custar 120% a mais queseu salário mensal), optaram por dispensar seus funcionários e contratar micro e pequenasempresas. O Estatuto da Micro e Pequena do Brasil, de 1998, já começou a facilitar essapolítica empresarial.Além disso, o desemprego brasileiro, que historicamente gira em torno de 14% - segundo ametodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contribuiu para quesurgissem mais MPEs. Apesar do sonho do seu próprio negócio ser um dos discursos maiscomuns entre assalariados brasileiros, ser empreendedor (seja micro ou pequeno) é umaatividade que ainda tem vários percalços no caminho.Morte PrecoceUm dos principais problemas das pequenas e micro empresas brasileiras é a sua vida curta.Levantamento do Sebrae, feito entre 2000 e 2002, mostra que metade das micro e pequenasempresas fecha as portas com menos de dois anos de existência. A mesma entidadelevantou o que seriam as principais razões, segundo os próprios empresários, para tal. A6
    • falta de capital de giro foi apontado como o principal problema por 24,1% dos entrevistados,seguido dos impostos elevados (16%), falta de clientes (8%) e concorrência (7%).Foi olhando esses números que o governo federal criou primeiro o Simples e depois o SuperSimples, que prevê a unificação e diminuição de impostos. Afinal, a mesma pesquisa doSebrae mostra que 25% das empresas que param suas atividades não dão baixa nos seusatos constitutivos, ou seja, não fecha legalmente sua empresa porque consideram os custosaltos. Outras 19% das MPEs não fecham por causa do tamanho da burocracia. A Lei Geralpara Micro e Pequenas Empresas promete desburocratizar parte do processo. Assim, oEstado brasileiro, que tem incentivado este tipo de empresa, começa a mudar algumascoisas para facilitar a vida dos empreendedores, seja ajudando eles a participar de licitaçõespúblicas, seja ampliando e facilitando suas linhas de créditos.Fontes: SEBRAE, LEI GERAL1.1 Por que o Ensino do Empreendedorismo ?Razão 1 – A alta taxa de mortalidade infantil da empresas. No mundo das empresasemergentes, a regra é falir, e não ter sucesso. De cada três empresas criadas, duas fechamas portas. As pequenas empresas fecham mais: 99% das falências são de empresaspequenas. Se alguns têm sucesso sem qualquer suporte, a maioria fracassa, muitas vezesdesnecessariamente. A criação de empresas é um problema de crescimento econômico.Razão 2 – Neste final de século as relações de trabalho estão mudando. O emprego dá lugara novas formas de participação. Na verdade as empresas precisam de profissionais quetenham uma visão global do processo, que saibam identificar e satisfazer as necessidadesdo cliente. A tradição do nosso ensino, de formar empregados nos níveis universitário eprofissionalizante, não é mais compatível com a organização da economia mundial.Razão 3 – Exige-se hoje, mesmo para aqueles que são empregados, um alto grau de“Empreeendedorismo”. As empresas precisam de colaboradores que, além de dominar a7
    • tecnologia, conheçam também o negócio, saibam perceber e atender as necessidades docliente, possam identificar oportunidades, buscar e gerenciar os recursos para viabilizá-las.Razão 4 – A metodologia do ensino tradicional não é adequada para formarempreendedores.Razão 5 – As nossas instituições de ensino estão distanciadas das, empresas, órgãosgovernamentais, dos financiadores, das associações de classe, entidades das quais opequeno empreendedor depende para sobreviver. As relações entre universidade empresaainda são incipientes no Brasil.Razão 6 – Cultura. Os valores do nosso ensino não sinalizam para o empreendedorismo.Razão 7 – A percepção da importância da Pequena e Média Empresa para odesenvolvimento econômico ainda é insuficiente.Razão 8 – Predomina no ensino universitário e profissionalizante, a cultura da “grandeempresa”. Não há o hábito de se falar da pequena empresa.Razão 9 – Ética. Por sua grande influência na sociedade e na economia, é fundamental queos empreendedores - como qualquer cidadão – sejam guiados por princípios e valoresnobres.Razão 10 – Cidadania. O empreendedor deve ser alguém com alto comprometimento com omeio ambiente e com a comunidade, com forte consciência social.2. O EmpreendedorismoO mundo tem passado por inúmeras transformações em curto período de tempo,principalmente no século XX, com o advento de invenções que revolucionaram o estilo devida das pessoas. Estas invenções são fruto da inovação, de algo inédito ou mesmo de uma8
    • nova visão de como utilizar as coisas que já existem, mas que ninguém anteriormente ousouolhar de outra maneira.No entanto, por trás destas inovações existem pessoas ou mesmo equipes com um conjuntode características especiais, visionárias que questionam, arriscam, que querem algodiferente, que fazem as coisas acontecerem: que empreendem.Os empreendedores são pessoas diferenciadas, que possuem motivação singular,apaixonadas pelo que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem serreconhecidas e admiradas, referenciadas e imitadas, querem deixar um legado. Uma vez queos empreendedores estão revolucionando o mundo, seu comportamento e o próprioprocesso empreendedor devem ser estudados e entendidos. O empreendedor pode serocupante de qualquer função dentro das organizações, mas será foco de estudo nestadisciplina aqueles que criam novos negócios.Alguns conceitos administrativos foram predominantes durante períodos do século passado.Isso, em decorrência de contextos sócios-políticos, culturais, de desenvolvimento tecnológicoe consolidação do capitalismo. Atualmente, não existe um movimento predominante, masacredita-se que o empreendedorismo irá cada vez mais mudar as formas de se fazernegócios no mundo.O papel do empreendedor sempre foi de fundamental importância na sociedade, mas suaintensificação deu-se somente nas últimas décadas em decorrência do avanço tecnológico,que requer um número cada vez maior de empreendedores. A economia e os meios deprodução também se intensificaram de forma que hoje existe a necessidade deconhecimentos formais, ao oposto do conhecimento empírico, como era no passado. Assim,a ênfase no empreendedorismo surge muito mais como conseqüência das mudançastecnológicas e sua rapidez, não sendo apenas mais um modismo. Além disso, a competiçãoeconômica, também tem forçado empresários a adotar paradigmas diferentes que eram nopassado.9
    • O momento atual pode ser denominado era do empreendedorismo, por ser osempreendedores que estão eliminando barreiras culturais e comerciais, encurtandodistâncias, renovando os conceitos econômicos, globalizando, criando novas relações detrabalho, quebrando paradigmas e gerando riquezas para a sociedade.O empreendedorismo tem sido o alvo das políticas públicas, na maioria dos países,crescendo em proporções maiores a partir de 1990. No Brasil, o empreendedorismo tambémtem sido tratado com maior importância, seguindo o exemplo do que ocorreu em paísesdesenvolvidos como os Estados Unidos, onde os empreendedores são consideradosgrandes propulsores da economia. Nesse país, a conjunção do intenso dinamismoempresarial e do rápido crescimento da economia aliados aos baixos índices de desempregoe às baixas taxas de inflação, aparentemente apontam para o empreendedorismo comosendo o principal responsável para o crescimento econômico, criando empregos eprosperidade.3. O Empreendedorismo no BrasilO movimento do empreendedorismo começou a ser difundido na sociedade Brasileira a partirda década de 90, com o surgimento de entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio àsMicro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Sociedade Brasileira para Exportação de Softwares(Softex). Nos períodos anteriores, os ambientes políticos e econômicos do país não eramfavoráveis e havia pouca oferta de informação para auxiliá-los na jornada empreendedora.No entanto, graças a inúmeros programas e ações visando a formação de empreendedores,o Brasil, entrou no novo milênio com todo o potencial para desenvolver um dos maioresprogramas de ensino de empreendedorismo de todo mundo, comparável apenas aos dosEstados Unidos, onde mais de 1.100 escolas ensinam empreendedorismo.De acordo com o relatório executivo de 2.000 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM,2000), o Brasil aparece como o país que possui a melhor relação entre o número de10
    • habitantes adultos que começam um novo negócio e o total dessa população: 1 em cada 8adultos.Esses dados podem mostrar, que mesmo não ocorrendo da mesma forma que em paísesdesenvolvidos, o empreendedorismo tem exercido fundamental importância na economia danação.4. Definição de EmpreendedorDas diversas definições encontradas para o empreendedor, algumas merecem destaque eserão citadas a seguir.Segundo PETER DRUCKER (1987), os empreendedores estão sempre buscando amudança, reagem a ela e a exploram como sendo uma oportunidade, nem semprevista pelos demais. São pessoas que criam algo novo, diferente, mudam outransformam valores, não restringindo o seu empreendimento a instituiçõesexclusivamente econômicas. São essencialmente inovadores, com capacidade paraconviver com riscos e incertezas envolvidas nas decisões.No entanto, o espírito empreendedor não é característica da personalidade uma vez quequalquer indivíduo que necessite tomar uma decisão pode aprender a se comportar de formaempreendedora.O empreendedor é o responsável pela criação de novos produtos e mercados quesuperariam os anteriores, por apresentarem vantagens, como maior eficiência e menor custo.Ou ainda, o empreendedor é todo indivíduo que, estando na qualidade de principal tomadordas decisões envolvidas, consegue formar novo negócio ou desenvolver negócios jáexistentes, elevando substancialmente seu valor patrimonial, várias vezes acima da médiaesperada das empresas congêneres no mesmo período e no mesmo contexto sócio-político-11
    • econômico, tendo granjeado com isto alto prestígio perante a maioria das pessoas queconhecem esta empresa ou tem relacionamentos com ela.O empreendedor é descrito também como um indivíduo com bastante iniciativa, agressivopara negócios, eterno farejador de oportunidades, ansiosos em ser patrão (e mais ainda emdeixar de ser empregado) que se lança naquilo que gosta de fazer, sendo dinâmico einquieto. Comenta também, que o empreendedor é geralmente alguém dotado de muitasidéias, vocação para o risco (até determinado limite de seu empreendimento), algunsimpulsionados pelo lucro imediato, outros pelo prazer de criar, de fazer explodir seupotencial, porém, todos excitados em administrar seu próprio destino.Segundo FARREL (1993), o empreendedor é aquele que aprende a utilizar uma estratégiade fazer as coisas de maneira simples, básica, mas sem nunca deixar de fazê-las.Além disso, aponta que os empreendedores são movidos pela visão focada em produtos eclientes, o que dá ao verdadeiro empreendedor uma espécie de orgulho pessoal por aquiloque faz. Comenta também que, a necessidade estaria na origem do espírito empreendedor,levando à criação de algo novo, à edificação de um negócio, ou a um comportamentocompetitivo, mesmo por parte de um subordinado.Para DOLABELA (1999), os empreendedores são considerados motor da economia,agente de mudanças. Indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades denegócios, montam e coordenam novas combinações de recursos para extrair osmaiores benefícios de suas inovações.O empreendedor também pode ser definido, como aquele que cria um equilíbrio,encontrando uma posição clara e positiva em um ambiente de caos e turbulência, ou seja,identifica oportunidades na ordem presente."Um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões." FILION(1991)12
    • O empreendedor é um ser social, produto do meio em que vive, fenômeno regional, ou seja,existem cidades, regiões e países mais empreendedores que outros. Assim, desfaz-se a tesede que empreendedorismo é fruto de herança genética, ou seja, é possível que as pessoasaprendam a ser empreendedoras. O empreendedorismo pode ser considerado também umfenômeno cultural, ou seja, é fruto de hábitos, práticas e valores das pessoas.Existem famílias mais empreendedoras do que outras, assim como cidades, regiões epaíses, o que comprova a teoria que empreendedores nascem por influência do meio em quevivem. Pesquisas indicam que as famílias de empreendedores têm maiores chances de gerarnovos empreendedores e que empreendedores de sucesso quase sempre têm um modelo,alguém a quem admiram e imitam.O espírito empreendedor está diretamente relacionado com a satisfação de necessidades,disposição para enfrentar crises, com a exploração de oportunidade ou simplesmente pelacuriosidade ou mero acaso, mas independente da causa percebe-se a capacidade de inovarcomo instrumento específico e integrado ao espírito empreendedor.Empreendedores não nascem feitos, não são fabricados e nem são pequenos gênios. Elesacontecem em função das circunstâncias. Seu objetivo final não é tornar-se milionário, asrealizações são suas metas. Não possuem um caráter indefinido, não estão prontos a passarpor cima das leis, nem estão à espreita de um “trouxa” para tirar vantagem. Sua análise derisco é relativa; eles consideram mais arriscado deixar seu futuro nas mãos de outraspessoas. Ser empreendedor não significa abrir um negócio, mas se tornar competitivo.Empreendedores são pessoas que perseguem o benefício, trabalham individual ecoletivamente. Podem ser definidos como indivíduos que inovam, identificam e criamoportunidades de negócios, montam e coordenam novas combinações de recursos (funçõesde produção), para extrair os melhores benefícios de suas inovações num meio incerto.13
    • O empreendedorismo em termos acadêmicos é um campo muito recente, o que fazcom que haja muitas diferenças e disparidades a respeito das exatas definições.Porém, pode-se perceber que há consenso entre os estudiosos de que, o quedistingue o empreendedor das outras pessoas é a maneira como este percebe amudança e lida com as oportunidades, a presença da iniciativa para criar um negócionovo, paixão pelo que faz aliada a utilização de recursos disponíveis de forma criativa,transformando o ambiente social e econômico onde vive e finalmente a presença deuma grande facilidade para assumir riscos e possibilidade de fracasso.A partir do reconhecimento de que são os empreendedores os maiores propulsores dodesenvolvimento econômico da maioria dos países, o empreendedorismo passou a ganharespaço no meio acadêmico. THIMMONS (1994) afirma que o empreendedorismo é umarevolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que foi a Revolução Industrial para oséculo 20.5. Perfil do EmpreendedorO indivíduo considerado empreendedor é de fundamental importância para o êxito de umanova empresa. Inúmeros aspectos envolvem a figura do empreendedor e sua relação com aempresa, não existindo um protótipo de empreendedor ou mesmo de personalidadeempreendedora. Porém, uma forma bastante usada de focalizar as características ou traçosde personalidade esperados dos empreendedores é a partir do estabelecimento de um perfilempreendedor.Assim, pode-se definir o perfil como a descrição de uma pessoa em traços mais ou menosrápidos. Existem dois tipos de perfil: o perfil ideal e o perfil real. O perfil ideal é umaabstração formada a partir das exigências de novas interpretações das abordagensadministrativas já existentes e também da necessidade de compreensão dos novos camposdo conhecimento humano. Já o perfil real engloba o perfil ideal, juntamente com ascaracterísticas pessoais e a influência do meio.14
    • No ambiente empresarial existe uma grande variedade de atributos envolvendo oempreendedor. Tudo depende do nível de empreendedorismo do proprietário, da natureza eamplitude do trabalho do empreendedor, do tipo de atividade do empreendimento, entreoutros.Nos estudos sobre empreendedorismo, estabelecer perfil é uma prática valorizada edisseminada, na qual geralmente os perfis são positivamente associados ao êxito dosempreendedores. Há muita concordância entre os cientistas sobre as características dosempreendedores de sucesso: traço de personalidade, atitudes e comportamentos quecontribuem para alcançar o êxito nos negócios. Alguns estudos comprovam que toda pessoaé fruto de uma relação constante entre talentos e características que herdou e os váriosmeios que freqüentou durante a vida.O contato com o ambiente familiar, da escola, de amigos, do trabalho e da sociedadepossibilita o desenvolvimento de algumas características de personalidade e talentos e aomesmo tempo pode bloquear ou enfraquecer outros. Esse processo ocorre ao longo da vidados indivíduos através das circunstâncias que se depara e que fazem parte de sua história.De modo geral as principais características dos empreendedores podem ser agrupadas em:necessidades, valores, conhecimentos e habilidades.5.1 NecessidadesSurgem quando é rompido o estado de equilíbrio interno do indivíduo, causando um estadode tensão, insatisfação e desconforto, influenciando o comportamento. As necessidadespodem ser satisfeitas, frustradas ou compensadas. Em relação ao empreendedor asnecessidades relevantes são:a) Necessidade de Aprovação - conquistar posição social, respeito, status,prestígio, reconhecimento;15
    • b) Necessidade de Independência - autonomia, iniciativa e organização emrelação à própria vida;c) Necessidade de Desenvolvimento Pessoal - desenvolver, testar e aperfeiçoaras capacidades pessoais;d) Necessidade de Segurança - proteção contra os perigos reais e imaginários,físicos ou psicológicos. Auto-preservação; ee) Necessidade de Auto-Realização - maximizar o próprio potencial, realizar o quese é capaz, vencer desafios.5.2 ValoresSão definidos como conjunto de crenças, preferências, aversões, predisposições internas ejulgamentos que caracterizam a visão de mundo do indivíduo. Eles constituem o grupo deelementos culturais que mais contribui para o desenvolvimento das característicasindividuais.O conceito de valores humanos faz referência entre o principal e o secundário, entre oessencial e o acidental, entre o desejável e o indesejável, entre o significante e oinsignificante. EMPINOTT (1984) sugere a seguinte tipologia:a) Valores Existenciais – dizem respeito à vida nos aspectos referentes àsdimensões de saúde, alimentação, lazer, trabalho, remuneração, economiaetc.;b) Valores Estéticos – são aqueles relacionados com a sensibilidade, desde oselementos sensoriais ligados aos cinco sentidos até aspectos relacionados coma arte;16
    • c) Valores Intelectuais – são aqueles ligados ao intelecto, à inteligência. É atravésdeles que se processa a leitura da realidade;d) Valores Morais – são os valores relacionados aos princípios, normas e padrõesorientadores de conduta na vida em sociedade; ee) Valores Religiosos – são os valores relacionados à profissão de fé.5.3 ConhecimentosSão as representações do que o indivíduo sabe sobre si e sobre o ambiente em que estáinserido. Resultam dos sucessivos processos de aprendizagem ao longo do tempo,modificando-se permanentemente e provocando mudanças no comportamento. Osconhecimentos pertinentes ao comportamento do empreendedor são:a) Conhecimento dos Aspectos Técnicos Relacionados ao Negócio - é oconhecimento relativo aos atributos dos produtos ou serviços que a empresa iráoferecer bem como aos processos relacionados;b) Conhecimentos adquiridos por meio da experiência na área comercial;c) Escolaridade - o nível educacional deve ser minimamente relacionado àsexigências do empreendimento;d) Formação Complementar - atividade permanente para acompanhar acomplexidade crescente das exigências do mercado e da sociedade; ee) Vivências com Situações Novas - realização de viagens, mudanças,desenvolvimento de novos projetos ou produtos etc.17
    • 5.4 HabilidadesSão definidas como o conjunto de facilidades para utilizar as capacidades e traduzem-se emações realizadas a partir do conhecimento. São adquiridas quando, ao reviver situaçõessimilares, o indivíduo incorpora a resposta e um método para emiti-la. Sua aquisição afetadiretamente o comportamento, e as principais habilidades relativas ao empreendedor são:a) Identificação de Novas Oportunidades – pensar de forma criativa e inovadora.Lograr a percepção de situações, potencialidades e nuances que a maioria dasoutras pessoas não percebe;b) Valoração de Oportunidades – habilidade de atribuir valor às oportunidadesidentificadas;c) Comunicação Persuasiva – habilidade de convencer os outros sobre apertinência de uma idéia;d) Negociação – habilidade de tornar produtivo os relacionamentos interpessoaispertinentes ao empreendimento;e) Aquisição de Informações – habilidade de coletar, reunir e agrupar de maneiraprodutiva as informações pertinentes ao empreendimento; ef) Resolução de Problemas – habilidade para, utilizando sistematicamente acapacidade mental, encontrar respostas adequadas para os desafios eobstáculos característicos de um empreendimento.Dentro da concepção adotada para o modelo, a interação dos elementos se dá tendo asnecessidades como os motivos, os valores como filtros e os conhecimentos e habilidadescomo instrumentos do comportamento. Assim, de forma simplificada, uma necessidade afetao estado de equilíbrio do indivíduo que, ao determinar os cursos de ação para retomar o18
    • equilíbrio, sofre a restrição de seu elenco de valores, decide e utiliza seus conhecimentos ehabilidades para a ação.Na realidade não se trata de um processo linear, pois os conhecimentos e habilidades jáestão presentes no desenvolvimento de alternativas, antes da decisão, e o poder de restriçãodos valores depende do tipo de necessidade e da intensidade da tensão por ela gerada.A questão relevante é que parece não haver dúvidas que as pessoas comportam-semuito mais segundo seu sistema de valores do que o contrário (KOTEY e MEREDITH:1997).Partindo do pressuposto que as bases do modelo estão corretas, considera-se que épossível intervir em alguns desses elementos comportamentais, particularmente nosconhecimentos e habilidades para, de acordo com um diagnóstico integrado a outroselementos organizacionais (cultura, história, contexto), corrigir distorções do comportamentodo empreendedor que afetem a efetividade da empresa, ou mesmo sua sobrevivência.LEZANA e CAMILOTTI (1999) afirmam: “É importante ressaltar que do conjunto decaracterísticas comportamentais as habilidades podem ser desenvolvidas, oconhecimento e os valores podem ser adquiridos”.Além disso, o comportamento das pessoas evolui à medida que acumulam experiências eaprendem, notadamente o do empreendedor, cujo comportamento deverá evoluir paraadequar-se a cada etapa da evolução do seu negócio. Embora as características pessoaisdos que dirigem uma empresa sejam essenciais, também é possível que as pessoascresçam e aprendam e ainda possam evoluir junto com o empreendimento.19
    • 6. O Empreendedor e as Empresas de PequenaDimensãoÉ certo que as empresas são criadas por empreendedores. É certo também, que empresasde pequena dimensão são os empreendimentos mais usuais de empreendedores, pelafacilidade de instalação. Assim, não há como estudar a figura do indivíduo tido comoempreendedor, sem contemplar sua maior realização: a empresa.Há muitas maneiras de se definir uma pequena empresa. De acordo com LOPES DE SÁ(1984), é aquela que tem uma pequena estrutura e um funcionamento singelo. Geralmente arelação entre o dono, seus empregados e os bens faz-se de maneira direta, além disso, asdecisões, providências e execução de medidas para a realização dos negócios estão nasmãos do empreendedor/proprietário.Outra definição para pequena empresa é a partir de critérios funcionais: são aquelas que oproprietário gerente controla pessoalmente toda a empresa, pois o tamanho ainda não ditouuma estrutura administrativa substancialmente descentralizada.Existem diversas formas para definir o que são pequenas empresas, lembrando que aadoção de uma fórmula global para agrupá-las pode criar distorções, sugerindo assim,o termo alternativo: empresa de pequena dimensão, incluindo organizaçõesempresariais que independente do número de funcionários ou faturamento possuemcaracterísticas peculiares.Os principais atributos que são geralmente associados às empresas de pequena dimensão:De modo característico, uma empresa de pequena dimensão é aquela que é (1) ativamenteadministrada por seus proprietários, (2) fortemente personalizada, (3) predominantementelocal no que se refere a seu campo de atuação no mercado, (4) de um tamanho20
    • relativamente pequeno em seu setor e (5) majoritariamente dependente de uma fonte internade capital para financiar seu crescimento.As empresas de pequena dimensão são geralmente "organizações de uma só cabeça",organizações onde a necessidade de auto-suficiência do dirigente para fazer tudo é muitoacentuada, e a dependência do dirigente é bem marcada. Nesta situação, a estruturaorganizacional mais comum é a chamada "estrutura simples", que de acordo comMINTZBERG (1996), não se refere a uma estrutura onde existam departamentos ou divisõesque exigem a descentralização da tomada de decisão. Bem ao contrário, ela se caracterizaexatamente por aquilo que ela não é elaborada.Sobre a estrutura simples das empresas de pequena dimensão, MINTZBERG (1996),identifica outros elementos comuns: a coordenação é efetuada predominantemente pelasupervisão direta, o poder tende a ser centralizado nas mãos do dirigente e a gestão dasoperações internas está geralmente sob o controle de apenas algumas pessoas, além dodirigente. A tomada de decisões é flexível, o que está relacionado à rapidez de resposta àsmudanças do contexto de mercado que é facilitada pela centralização do poder. As decisõesestratégicas, administrativas e operacionais são coordenadas de maneira estrita porque umsó indivíduo é capaz de manter o controle sobre elas.Grande número de autores insiste na falta de recursos como uma das características debase das empresas de pequena dimensão. Isto é causado pela observação empíricaconstantemente feita de que quanto menor é a empresa, mais ela é dependente do seuproprietário. A capacidade de auto-suficiência do proprietário-dirigente aparentementediminui à medida que sua organização cresce, se descentraliza e torna-se complexa.Indubitavelmente, nos últimos dez anos as empresas de pequena dimensão semultiplicaram, conquistaram eficiência e se transformaram num dos sólidos pilares daeconomia nacional.21
    • Os milhões de pequenos negócios que vêm surgindo não deixam dúvidas da pujança dosetor. Embora as estatísticas disponíveis sejam imprecisas e defasadas no tempo, osregistros nas juntas comerciais mostram a criação de aproximadamente 5,2 milhões denovas empresas no país no período compreendido entre 1989 e 1998, levando emconsideração somente as formalmente registradas. No entanto, boa parte dessa legião nãosobreviveu ao segundo ano de vida já que a taxa de mortalidade das pequenas é calculadaentre 70% e 80%. Na Itália, esse mesmo índice é calculado em 13% e nos Estados Unidos,oscila entre 10% e 20%.Contudo, na conta final de diferentes entidades que estudam o segmento, existe no Brasil,atualmente entre 3 milhões e 3,5 milhões de negócios em operações, a grande maioria depequeno porte.“O brasileiro é um empreendedor nato, mas peca pela paixão e por fazer apenas o quegosta, desperdiçando assim, energia e dinheiro. O famoso jogo de cintura do brasileiroé o responsável pelos baixos resultados práticos de sua disposição empreendedora.Ele tem uma certa irresponsabilidade nata, cria negócios sem muito critério, sem muitaanálise ou previsão sobre se vai ou não poder sustentá-los dali a algum tempo. Ascoisas são feitas meio que no vamos que vamos.” (BERGAMASO, 2001)7. O Ciclo de Vida das OrganizaçõesO uso de metáforas, embora constitua uma abordagem parcial, é comum quando sepretende entender e explicar como as organizações funcionam. As mais conhecidas são ametáfora orgânica, que relaciona semelhanças entre as organizações e os organismosbiológicos, e a metáfora mecânica, que equipara suas características básicas às dasmáquinas, esta última tratando-as como sistemas fechados e aquela concebendo-as comosistemas abertos.22
    • O conceito de Ciclo de Vida das Organizações (CVO) baseia-se no pressuposto que, assimcomo os seres vivos, as organizações percorrem um ciclo vital, padrão e relativamenteprevisível, que vai do nascimento à morte, passando por etapas evolutivas comcaracterísticas bem definidas.Do ponto de vista gerencial, o que é relevante no conceito de CVO, é que ele permite, entreoutros aspectos, identificar falhas típicas de gerência e de ocorrência de problemas em cadafase da existência organizacional. Isto se torna possível porque, de maneira geral, as fasesdescritas nos diversos modelos de CVO encontrados na literatura apresentam, cada um aseu modo e com ênfases diferentes, uma configuração única entre elementos dossubsistemas contextual e estrutural das organizações. Isto é, cada fase consiste em umaconfiguração diferente entre elementos: idade; tamanho; taxa de crescimento;atividades críticas; desafios; estrutura organizacional; formalização; centralização; ediferenciação vertical.O ciclo de vida das organizações compreende cinco fases comuns à maioria dosmodelos pesquisados: nascimento, crescimento, maturidade, rejuvenescimento edeclínio. Os autores afirmam que cada fase representa partes integrantes entre variáveis deambiente, estratégia, estrutura e métodos de decisão, e que crescimento organizacional eincremento da complexidade ambiental resultam em que cada fase é significativamentediferente de todas as outras fases ao longo destas cinco classes de variáveis.Comparativamente aos outros modelos específicos, o número de fatores relevantes éelevado: idade; número de empregados; crescimento das vendas; tamanho (relativamenteaos concorrentes); concentração da propriedade; influência dos stakeholders; dinamismo,hostilidade e heterogeneidade do ambiente; extensão e freqüência da inovação;diversificação; expansão geográfica; orientação de Marketing; bases da organização;perspectiva gerencial; sofisticação dos sistemas de informação; avaliação de desempenho;planejamento da ação; prospecção ambiental; controles formais; comunicações internascentralização de poder; delegação das decisões rotineiras; tecnocratização; disponibilidadede recursos; diferenciação e estilo de tomada de decisão.23
    • 7.1 Idéia e OportunidadeNão saber distinguir uma idéia de uma oportunidade de negócios é uma das grandescausas do insucesso. A confusão entre idéia e oportunidade é muito comum entre osempreendedores iniciantes. Identificar e agarrar uma oportunidade de negócios é umadas grandes virtudes do empreendedor de sucesso. Atrás de uma oportunidadesempre existe uma idéia, mas nem toda idéia é uma oportunidade. Somente umestudo de viabilidade, que pode ser feito através de um Plano de Negócios, indicará opotencial de uma idéia transformar-se em um bom negócio. É preciso ficar claro que nãoexiste uma “receita de bolo” para descobrir ou agarrar uma oportunidade.Fontes de Idéias:a) Franquiasb) Feiras e Exposiçõesc) Empregos Anterioresd) A observação do que se passa em volta, na ruae) Experiência adquirida enquanto consumidorf) ImitaçãoFatores que afetam a oportunidade:a) Sazonalidadeb) Efeitos da situação econômicac) Ciclo de vida do setord) Grau de disponibilidade de insumose) Lucratividadef) Grau de Imunidade à concorrênciag) Potencial de lucro e crescimento24
    • 8. As Cinco Forças CompetitivasPara a criação e gestão de um negócio é necessário que o empreendedor conheça as regrasda concorrência que determinam a atratividade de um segmento específico (padarias,farmácias, bares e restaurantes, desenvolvimento de softwares, manutenção de hardwareetc). Michael Porter (1986) definiu que em qualquer ramo de atividade as regras daconcorrência estão englobadas em cinco forças competitivas: a entrada de novosconcorrentes, a ameaça de substitutos, o poder de negociação dos compradores, opoder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes existentes.Veja a figura abaixo:Figura 1 – Forças que Dirigem a Concorrência nas Empresas25NovosEntrantesConcorrentesnoSetor /RivalidadeProdutosSubstitutosFornecedoresCompradores /Clientes
    • A atratividade e o comportamento de um setor não são funções somente de suascaracterísticas econômicas e tecnológicas, mas também da posição competitiva relativa aosetor que representa. Através de ações estratégicas, uma empresa pode influenciar as cincoforças e assim modelar a estrutura do setor como um todo, e conseqüentemente alterar aatratividade de uma empresa para melhor ou para pior.A estratégia pode ser uma resposta ao meio ambiente, mas também pode tentarmodelar este meio ambiente a seu favor. As cinco forças competitivas modificam-secom o tempo e como influenciam diretamente os preços, custos e investimentosnecessários, acabam determinando a rentabilidade do negócio.A habilidade de uma empresa em lidar com as cinco forças melhor que seus rivais promove aobtenção de uma vantagem competitiva (diferencial em relação à concorrência) sustentável,que é a base para se conseguir um desempenho acima da média dos concorrentes por umlongo prazo.Determinantes daRivalidadeBarreiras de Entrada aosNovos EntrantesDeterminantes do Poder doFornecedorCrescimento do setor;Custos fixos ou dearmazenamento;Excesso de capacidade deprodução crônica;Diferença de produtos;Identidade de marca;Custos de mudança;Concentração e equilíbrio;Complexidade informacional;Diversidade de concorrentes;Interesses empresariais; eEconomias de escala;Diferenças de produtospatenteados;Identidade de marca;Custos de mudança;Exigências de capital;Acesso à distribuição;Vantagens de custoabsoluto;Curva de aprendizagem;Acesso a insumosnecessários;Diferenciação de insumos;Custos de mudança dosfornecedores e das empresasna indústria;Presença de insumossubstitutos;Concentração de fornecedores;Importância do volume para ofornecedor;Custo relativo a compras totaisna indústria;Impacto de insumos sobre26
    • Barreiras de saída. Projeto de produtos debaixo custo;Política governamental; eRetaliação esperada.custo ou diferenciação; eAmeaça de integração parafrente em relação à ameaça deintegração para trás pelasempresas na indústria.Determinantes do Poder do Comprador Determinantes da Ameaça deSubstituiçãoAlavancagem de Negociação;Concentração de compradores versusconcentração de empresas;Volume do comprador;Custos de mudança do comprador em relação aoscustos de mudança da empresa;Informação do comprador;Possibilidade de integração para trás;Produtos substitutos;Preço/compras totais;Diferenças dos produtos;Identidade de marca;Impacto sobre qualidade/desempenho;Lucros do comprador; eIncentivos dos tomadores de decisão.Desempenho do preço relativo dossubstitutos;Custo de mudança; ePropensão do comprador a substituir.Caberá ao empreendedor averiguar minuciosamente as fontes de cada uma das forças queatuam na competitividade de seu setor específico. O conhecimento destas fontes realçam ospontos fortes e os pontos fracos importantes de uma empresa, “ ... inspiram seuposicionamento no setor, iluminam as áreas em que as mudanças estratégicas talvez27
    • proporcionem o maior retorno financeiro e identificam os pontos em que as tendênciassetoriais são mais significativas, em termos de oportunidades ou ameaças”, Porter (1999). Oestudo de cada elemento da estrutura do setor pode mostrar quais são as forçascompetitivas de maior importância na criação e gestão do negócio.9. As Estratégias GenéricasAo enfrentar as cinco forças competitivas, existem três estratégias genéricas potencialmentebem sucedidas para superar as outras empresas em determinado setor que são: Liderançano Custo Total, Diferenciação e Enfoque.a) Liderança no Custo Total – exige a construção agressiva de instalações emescala eficiente, uma obsessão pela redução dos custos, um controle rígido doscustos e das despesas gerais. Custo baixo em relação ao concorrente torna-seo tema central de toda a estratégia, embora a qualidade, a assistência e outrasáreas não podem ser ignoradas.b) Diferenciação – tem como objetivo diferenciar o produto ou serviço oferecidopela empresa, criando algo que seja considerado único no âmbito daconcorrência. A diferenciação, se for alcançada, é uma estratégia viável paraobter retornos acima da média em um setor porque ela cria uma posiçãodefensável para enfrentar as cinco forças competitivas.c) Enfoque – consiste em enfocar determinado grupo comprador ou um mercadogeográfico. A estratégia repousa na premissa de que a empresa é capaz deatingir seu alvo estratégico mais efetiva e eficientemente do que osconcorrentes.A estratégia genérica especifica o método fundamental para a vantagem competitiva queuma empresa esteja buscando, e fornece o contexto para a tomada de ações em cada área28
    • funcional (recursos humanos, engenharia, finanças, projetos, processos, controles,contabilidade, marketing, manutenção, compras, vendas, logística etc). Uma outra reflexãoimportante diz respeito ao fato de que uma empresa ser a líder no seu segmento,necessariamente não garante a ela uma rentabilidade, dependendo isto de o fato daestrutura industrial do setor compensar, ou não, a liderança.10. O Plano de NegóciosO Plano de Negócios (Business Plan) é um instrumento de planejamento que já se tornoupré-requisito para captação de recursos junto a investidores, instituições financeiras,participação em projetos, rodas de negócios; mas principalmente, é um instrumento quepermite a todos que lêem um aprofundamento no conhecimento da empresa.Qualquer empreendedor intenciona ter um Plano de Negócios que arrancará aplausos dequem for ler, seja um investidor ou um leigo no assunto. Para tanto será necessário pensarno planejamento e estruturação de novas idéias que deverão ser confeccionados nosmoldes do Plano de Negócios que irá contemplar todas as variáveis de nosso negócio.O Plano de Negócios não deve deixar a desejar em nenhum aspecto e o quanto maiscompleto estiver maior será sua probabilidade de emplacar no mercado. Uma pessoa deidéias diferencia-se das demais pelo modo de pensar e vislumbrar coisas inéditas que vãoalém do limite da imaginação. Devemos considerar que as grandes transformações nomundo real e no mundo virtual surgiram de pessoas com idéias que fizeram o máximo paracolocá-las em prática, ou seja, primeiro colocaram no papel.O critério principal para alavancarmos nossas idéias confeccionando um Plano de Negóciosdeverá ser avaliado em todos os aspectos e requisitos necessários e um dos maisimportantes é a inovação que seu Plano de Negócios irá apresentar. O mercado estásaturado para idéias e empresas que não inovam e simplesmente repetem o lógico. Nestecaso é necessário reinventar a roda! Sair do habitual e traduzir a criatividade. Esse é oFOCO !!!29
    • Lição número 1 - Você deve sempre analisar os concorrentes antes de pensar naconfecção do Plano de Negócios e procurar colocar diferenciais em seu produto ouserviço de forma a oferecer atrativos que façam com que as pessoas optem por ele,buscando sempre o seu produto ou serviço como referencial.Ob.: Para o bom andamento de nossas atividades, é importante que você tenha uma cópiade um Plano de Negócios disponível no Livro “O Segredo de Luísa”, de FernandoDOLABELA, Editora Cultura (páginas 267 a 308). Caso você tenha interesse em adquirir olivro, ele pode ser encontrado em qualquer livraria ao preço de R$ 25,00. O mesmo tambémpode ser encontrado na biblioteca da Faculdade.10.1Sumário ExecutivoO Sumário Executivo (SE) é o documento que irá despertar o interesse inicial do investidor,demonstrando um panorama geral dos aspectos mais importantes que irão compor seuPlano de Negócios. O Sumário Executivo será o primeiro material a ser analisado pelopotencial investidor e que poderá ser o fator de exclusão de seu negócio. Caso seu SE nãoesteja completo e interessante para o tomador de decisão, nem o seu Plano de Negóciosserá lido.Não existem mistérios, por isso, atenção e cuidado na execução de seu SE, que deve serclaro, objetivo e coerente, sem adjetivos e hipérboles: como um “grande negócio” ou“negócio super interessante”. O SE é fator importante para que o investidor tenha uma breveidéia de seu negócio e irá destacar seu produto e serviço, o valor para o cliente , o mercadode atuação da empresa, as fontes de financiamento, o retorno sobre o investimento. Tudoisso de maneira resumida (no máximo quatro laudas) e menos detalhada em relação aoPlano de Negócios.Por fim, você deverá utilizar no seu SE uma linguagem clara e dados verdadeiros, citando afonte de onde os obteve. Idéias bem colocadas e explicadas de maneira sintética,30
    • demonstrando que você e sua organização possuem conhecimento profundo pelo negócio.Estrutura: Forneça um breve resumo dos pontos chave que serão abordados em seu Planode Negócios.Faça um teste dando o seu sumário executivo para que um leigo no assunto leia, caso elecompreenda o que você deseja passar, a idéia principal de seu negócio, seu sumário teráprovavelmente alcançado o objetivo. Escreva de forma breve o seu ponto de vista sobre osproblemas, necessidades e soluções ou recomendações. Prenda a atenção de seus leitoresdemonstrando que conhece seus pontos de vista, referenciando rapidamente a cada umdeles. Brevemente descreva os objetivos de sua proposta e como planeja atingi-los. Deixeclaro como seu plano pode beneficiar a organização. Explique como vai avaliar aimplementação de seu plano. Como você vai mensurar o quanto foi ou não bem sucedido?Vale ressaltar que o Sumário Executivo irá compor seu Plano de Negócios e você poderáposicioná-lo nas primeiras páginas ou entregar previamente em separado ao investidor.“Se desejam ter o que fazer no futuro, precisam ser capazes de demonstrar demaneira clara, precisa e convincente como podem agregar valor. A resposta, aliás, aúnica: ter um projeto. Não qualquer Projeto, mas sim um que se inclua naquilo que eue meus colegas batizamos de “Grandes Projetos”: Projetos que agregam valor, quesão importantes, que fazem diferença, que deixam um legado, que transformam vocênuma estrela.” Por Tom Peters Revista Você S.A Agosto/9910.2 Histórico da EmpresaDevem ser citados os principais acontecimentos e situações que fazem e fizeram parte dahistória de sua empresa desde a fundação até os dias de hoje.a) Constituição da empresa - Deve-se fazer um relato sobre o ocorrido na constituição daempresa citando os sócios fundadores, suas experiências e atividades curriculares,formação profissional e acadêmica.31
    • b) Data de Fundação - As datas de fundação da empresa devem ser citadas conforme osregistros legais. Este fator não deve ser desconsiderado, pois investidores buscam acredibilidade e o histórico da empresa.c) Localização - Toda empresa deve possuir uma sede com a sua não será diferente.Cite aqui quais os endereços por onde já passou e sua localização atual.d) Produtos - Citar os produtos que a empresa já desenvolveu, comercializou e os quetrabalham atualmente.e) Tecnologia – Comentar a tecnologia utilizada para desenvolvimento da empresa e ouprodutos e serviços.f) Experiência - Breve relato da experiência da empresa; comentar os progressos daempresa.g) Clientes - Citar os principais clientes e os projetos que foram desenvolvidos para estesclientes.10.2.1 - VisãoAtravés da visão você irá descrever o negócio da empresa e o desafio estratégico. Pode serentendido como o macro objetivo ou meta da empresa e onde ela pretende chegar. Aliderança no mercado latino americano no segmento onde atua, presença marcante nomercado global, ou seja a visão de onde e como sua empresa estará posicionada nomercado nos próximos anos. Deve-se planejar para obter a visão e otimizar recursos eesforços para alcançá-la dentro do prazo estipulado. Lembre sempre da pergunta: Paraonde você e sua empresa estarão caminhando?Ex: A Empresa Intervalo Produções é uma empresa da área de mídia digital que atua nodesenvolvimento de projetos publicitários e fornece serviços de entretenimento através do32
    • website www.kadike.com.br para o público infantil global, contando com versões traduzidaspara diversos idiomas. A intenção Kadike é justamente investir nas oportunidades oferecidasneste segmento de mercado no universo in e out e juntamente no comércio eletrônicoatravés do website. O website www.kadike.com.br pretende atender e especializar omercado de entretenimento do público infantil primeiramente na América Latina eposteriormente em todos os continentes. O número de consumidores organizados permitiráganhos de escala em número de acessos, consumo de produtos e banners veiculados aowebsite, além de brincadeiras patrocinadas.10.2.2 - MissãoDescrever a missão da empresa é tarefa importante para determinar o que é o seu negócio eo que ele pretende oferecer em produtos e serviços, para quem oferece, para que, onde estápresente, a responsabilidade social da empresa para se alcançar a visão.É importante que todos os envolvidos no processo de sua organização estejamcomprometidos, conheçam e entendam a missão da organização e saibam explicar paraqualquer questionador o conceito desta missão. Evite que sua missão seja muito restrita oumuito ampla fazendo com que ela seja específica e realista. Mantenha o foco do seunegócio para definir a missão.Ex: O website www.kadike.com.br será no Brasil dedicado exclusivamente a geração deentretenimento, conteúdo educacional-cultural e comercialização de produtos on e offline demaneira simultânea para o público na faixa etária dos quatro aos dez anos de idade. Suamissão é tornar-se centro de referência em informações, entretenimento e comércioeletrônico on e offline e servir como um instrumento de apoio a educação. Seu objetivocomercial e de conteúdo enfoca três áreas de atuação: educação, entretenimento ecomércio de produtos sob medida.10.2.3 - Dados da Empresa33
    • Descrevendo os dados de sua empresa você estará passando maior credibilidade emostrando que sua empresa pode ser encontrada realmente, não é apenas um projeto deempresa. É importante a citação e descrição dos dados da empresa para quem estejaapreciando seu PLANO DE NEGÓCIOS.Quadro demonstrativo dos dados da empresaRazão social:Nome fantasia:CNPJ:Área de atuação:Endereço sede:Cidade: Estado:País:Telefone: Fax:Email:Home-page:Caso você ainda não possua uma empresa registrada procure a Junta Comercial de suacidade e providencie os documentos necessários para abertura, registro e legalização de suaempresa que poderá ser até uma ME (micro empresa) .Quadro de composição do capital social da EmpresaSócio Quotas CargoSócio A - Nº de quotas -Sócio B - Nº de quotas -Não deixe de citar a Responsabilidade Gerencial e Equipe de gerentes, lembre-se que aspessoas que gerenciam sua empresa são fator chave para o sucesso de seu negócio.Demonstrar o quadro que compõe a equipe de dirigentes e gerentes da empresa .Cargo Nome ResponsabilidadeDiretor Financeiro Administrativa e FinanceiraDiretor de Marketing Planejamento e ComercializaçãoGerente de Projetos Desenvolvimento de ProjetosGerente de RH Gestão de RH- Anexar breve currículo dos dirigentes e equipe gerencial da empresa (no anexo).34
    • - Descrever estrutura funcional dos profissionais que fazem parte da empresa.Deve-se determinar quem e como são cuidados e tratados os aspectos jurídicos e contábeisda empresa?Corpo Jurídico – Um bom corpo jurídico para tratar dos direitos e situações judiciaisindesejáveis que sua empresa poderá enfrentar podem evitar sérios aborrecimentos e futurasperdas financeiras.Especialista Contábil – Um contador será responsável por todas obrigações tributárias etambém poderá cuidar de seus demonstrativos financeiros orientando-o na melhor maneirade proceder.10.3Produtos e Serviços da EmpresaEm sua maioria, os produtos são físicos, e podem ser oferecidos a um mercado paraaquisição, atenção, utilização ou consumo e que possa satisfazer um desejo ounecessidade. Serviços de negócios são suprimentos que não compõem o produto acabadode nenhuma forma e em geral incluem atividades, benefícios ou satisfações que sãooferecidos para venda. Produtos - Descrição resumida da finalidade e características do produto. Serviços - Breve descrição dos serviços oferecidos. Experiência - Não esqueça de relatar a experiência de sua empresa nodesenvolvimento e comercialização desses produtos e serviços.10.4 Pontos Fortes e Fracos da Empresa35
    • O seu produto ou serviço deverá ser produzido evitando os pontos fracos e sendoaprimorado para que os pontos fortes se destaquem.Apresentar um quadro com os pontos fortes e fracos da empresa, considerando os seguintesaspectos:Fatores Pontos Fortes Pontos FracosConfiabilidadeTempo de atuação no Mercado.Número de representantes nopaís e fora do país.Empresa emergente /Empresa de pequenoporte.CredibilidadeNúmero de clientes que jáutilizam o produto. Referênciasde especialistas.Pouco conhecido nomercado global.PreçoRelação qualidade/preço émaior no país. O Custobenefício que ele oferece.Conhece parcialmente ospreços no mercado global.TecnologiaCitar se sua empresa utiliza astecnologias mais avançadaspara desenvolvimento deprodutos, ou a tecnologiautilizada para produção.Em função do rápidoavanço da tecnologia, ociclo de vida do produto ébaixo.10.5 Perfil do ClienteAntes de qualquer coisa você deve conhecer o perfil de seus clientes para poder oferecerprodutos e serviços de acordo com as reais necessidades de seus clientes, semprebuscando a satisfação plena. Os clientes tornam-se a cada dia que passa mais exigentes,fator gerador de competitividade entre as empresas que estarão posicionando-se paraconquistar este cliente. O espaço está aberto só para os melhores produtos e serviços queserão adquiridos visando atender suas necessidades.36
    •  Perfil do Cliente – Descrição de seus clientes. Você deve conhecer muito bema quem estará oferecendo seus produtos e serviços. Este é o FOCO! Clientes - Quem são os clientes da empresa: consumidor final, empresas ,pequenos escritórios, etc. Características - Características do cliente da empresa. Faixa etária, poderde compra, renda mensal, profissão, etc. Localização - Onde estão os clientes, a sua localização geográfica. Se oseu mercado é regional, nacional ou global você deverá especificar.11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASDOLABELA, Fernando. O Segredo de Luísa, São Paulo, Cultura, 1999.DRUCKER, P.F. Inovação e Espírito Empreendedor: Prática e Princípios. São Paulo,Pioneira, 1998.FILION, Louis J. & DOLABELA, Fernando. Boa Idéia! E Agora? São Paulo, Cultura, 2000.PORTER, Michael E.. Estratégia Competitiva, Rio de Janeiro, Campus, 1986.TODESCHI, Luiz Guilherme. O Primeiro Manual do BPS - Business Plan de Sucesso. Riode Janeiro, Imprensa Web, 2001.37