Pré projecto de investigação

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  • Estou trabalhando no meu pre projecto, agradeceria pela sua ajuda com este seu trabalho. pedru.franciscu@gmail.com
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  • ola jorge, tudo bem. eu comecei a pouco a fazer o meu pre-projecto de final de curso, seria possivel abilitares a opcao de download ou enviares um mail(eudson.bambo@bci.co.mz/gmail.com)? achei o seu tema interessante e gostaria de ler mais
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Pré projecto de investigação

  1. 1. Unidade Curricular: Metodologias de Investigação em Educação Pré-projecto de investigação A web rádio enquantoinstrumento para a inclusão Jorge Teixeira Mestrando em Ciências da Educação – Especialização em Informática Educacional
  2. 2. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoDomínio e tema da investigaçãoNa sociedade actual, dado o seu estado de desenvolvimento, emergem novas relações com o saber,com as tecnologias e com o mundo, que conduzem à necessidade de redefinir as relações entre aspessoas e de repensar a produção de conhecimento. O mote passa pela apropriação de informaçõese produção de conhecimento em aprendizagens colaborativas. Os conhecimentos construídosisoladamente perdem espaço, por isso a formação pessoal aposta no entrelaçamento de significadoscriados pela relação do indivíduo com o mundo, com as pessoas, com as coisas… ainda que virtuais.O contexto contemporâneo é marcado pela presença das tecnologias da informação e comunicação,o que potencia a circulação de informações, a comunicação, novas formas de trabalhar, de nosrelacionarmos, de aprender e de construir conhecimento. A comunicação é uma das maisimportantes actividades do nosso tempo. A união da educação com a comunicação mediada pelastecnologias da informação atinge um grande potencial na transformação social, no sentido da plenacidadania, propiciando, com isso, visão de conjunto.Hoje o processo educativo (alargado às vertentes sociais, culturais e económicas) precisacompreender e acompanhar as transformações sociais estabelecidas pelas novas tecnologias dainformação e da comunicação, contribuindo não só com a inclusão digital, mas formando pessoasautónomas, capazes de aproveitar a tecnologia e as possibilidades por ela oferecidas.Contudo, quando falamos de inclusão, pressupõe-se a existência de uma exclusão, à qual devemosprestar a máxima atenção e cuidado. Hoje os níveis de inclusão e exclusão sociais possuem comoagravantes os sistemas tecnológicos, impulsionados pelas convergências mediáticas que surgemcomo ferramentas para facilitar a vida e o convívio humano, mas que também podem ser encaradascomo determinantes no processo de exclusão social.A inserção de excluídos digitais passa pela adopção de políticas que visam o seu conhecimento auto-sustentável de forma colaborativa e gradual, incluindo a possibilidade de, digitalmente, potenciar abusca da reflexão de âmbito local e mundial sobre as condições de vida, o conhecimento, asconstantes mudanças sociais e o pensamento crítico da actualidade, apostando na diminuição dasdesigualdades sociais e concebendo a oportunidade de criar, produzir, transformar e procurarinformações com amplo conhecimento tecnológico, conduzindo a uma busca da reflexão essencialao mundo contemporâneo.Neste contexto a rádio é, sem sombra de dúvida, o veículo mais dinâmico, abrangente edemocrático que, aliado com a cibercultura, se transforma num recurso importantíssimo, precursordas mais diversas actividades, enquadradas em diversos campos de actuação. Resultante de umprocesso evolutivo dos media (do formato convencional para o formato online), a rádio vem sendocada vez mais utilizada como uma interface interactiva e colaborativa na formação de umapedagogia crítica da sociedade, potenciando a criação de novos processos de produção deconteúdos voltados para o desenvolvimento do indivíduo em todas as suas dimensões.Tendo em conta a carência social e tecnológica de diversos públicos-alvo, inseridos em contextos ecomunidades desfavorecidas, surge a necessidade de os inserir numa plena cidadania (social,cultural, económica e tecnológica) optimizando a busca do conhecimento através de actividades queproduzem reflexão sobre e com o uso das novas tecnologias.Além da capacitação digital, devem surgir nesse contexto actividades com a missão de alfabetizardigitalmente aqueles que se encontram à margem da sociedade. Porém, alfabetizar não se trata detornar as pessoas capazes de utilizar as ferramentas informáticas, trata-se de torná-las aptas aproduzir conteúdos para esse meio e incorporá-los no dia-a-dia.Jorge Teixeira 2
  3. 3. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoA internet enquanto elemento de recriação e propagação de conteúdos, capacita os media aactuarem como nunca antes, livres de padrões pré-concebidos, livres de concessões e amarrasestruturais. A internet transforma a rádio num meio livre de produção de conteúdos e torna os seusprofissionais “militantes” da inclusão digital. Trata-se de mais tentativa de democratização do acessoao ensino e à cultura, tentando contribuir para a diminuição das assimetrias sociais e culturais,propiciada pelas novas tecnologias da informação e da comunicação, principalmente quando aliadaa um media soberano - a Internet.Assim podemos identificar no presente pré-projecto de investigação “O contributo das TIC naaprendizagem ao longo da vida” como domínio (ou área) e “A web rádio enquanto instrumento paraa inclusão social” como o tema (ou assunto) alvo de investigação.Definição da problemática em estudoFace a uma, cada vez mais, abrangente e marcante sociedade da informação surgem novos desafiosmas também graves ameaças à equidade e equilíbrio sociais.Vivemos em plena sociedade da informação ou conhecimento, caracterizada pela globalização dainformação, pela existência de um novo modelo cultural sustentado numa permanente mudança(sobretudo em termos tecnológicos) e onde os interesses económicos e políticos se cruzam eassumindo cada vez mais importância face a aspectos culturais e sociais. Para Hargreaves (2004) asociedade do conhecimento depende das escolas como um todo para tornar-se uma sociedadeaprendente criativa e solidária. Contudo, em vez de promover a criatividade económica e aintegração social, muitas escolas ainda se envolvem na regulamentação de rotinas padrão,descontextualizadas à nossa actualidade. A “solução” passaria por privilegiar um sistema educativocapaz de desenvolver e lidar com a criatividade e a flexibilidade na forma como são tratados osalunos e os professores (que recuperariam o estatuto de profissionais altamente qualificados) comoprofissionais da sociedade do conhecimento. Assim, as escolas e os professores não podem e nemdevem renunciar às suas responsabilidades de promover as oportunidades, o envolvimento e ainclusão dos jovens no mundo altamente especializado do conhecimento, da comunicação, dainformação e da inovação.Na mesma tónica, Cobo (2009) estabelece uma relação entre educação e criatividade e consideraque, na era da informação e do conhecimento, mais importante que a capacidade de retenção dedados é o desenvolvimento de habilidades para relacionar conteúdos, adaptá-los e aplicá-los emdiferentes contextos, sendo uma das exigências mais importantes que se identificam para aeducação actual a capacidade de estimular a criatividade (enquanto ferramenta que responde deforma adequada às exigências da empregabilidade, competitividade e inovação do nosso tempo) ede se desenvolver adequadamente face ao crescente volume de informação e conhecimento que seproduzem diariamente. Uma educação que estimula a criatividade enriquece-se com a capacidadeconstante de questionar (ainda que não exista uma resposta única), sendo que a imaginação e acriatividade estimulam nos estudantes a percepção da ideia de “aprender a aprender”, contribuindopara que os habitantes da sociedade do conhecimento se adaptem às aceleradas transformaçõessócio tecnológicas do presente e do futuro imediato. Nesta premissa sustenta-se a ideia de que aeducação se enriquece ao estimular a capacidade de criatividade e inovação dos educandos,estreitamente vinculada à prática de questionar, aprender a partir de problemas reais e, ao mesmotempo, compreender que o erro também é uma das partes essenciais do processo educativo.Jorge Teixeira 3
  4. 4. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoTambém neste domínio, no desenvolvimento da criatividade, as tecnologias da informação ecomunicação, além de permitirem o desenvolvimento de competências tecnológicas nosaprendentes, convertem-se em fortes aliados nos actuais processos de aprendizagem.Mesmo que se admitirmos que na educação dos nossos jovens estas alterações estejam eminentestratando-se apenas de uma questão de tempo, se transpormos a questão para os tradicionaismétodos de aprendizagem ao longo da vida de adultos em idade activa e sabendo que se estão arealizar inúmeros esforços no sentido de qualificar e trabalhar a inclusão de indivíduos ecomunidades em contextos educativos, sociais, culturais e económicos desfavoráveis a tarefa nãoserá assim tão acessível.Na comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e SocialEuropeu e ao Comité das Regiões sobre a Iniciativa Uma Agenda Digital1 para a Europa (2010)reconhece-se que “a Europa padece de uma escassez crescente de qualificações profissionais emmatéria de TIC e de um défice de literacia digital. Estas deficiências estão a excluir muitos cidadãosda sociedade e da economia digitais e travam o efeito multiplicador que a utilização das TIC pode terno crescimento da produtividade”, sendo que “a era digital deve ser sinónimo de responsabilizaçãoe de emancipação; a origem social ou as qualificações não devem constituir um obstáculo ao acessoa este potencial”.O superar desta clivagem digital pode ajudar os membros dos grupos sociais desfavorecidos naparticipação em equidade na sociedade digital, usufruindo de serviços que lhes interessamdirectamente como os da educação, da administração pública, da saúde e da (sub)cultura. Permite-lhes inclusive ultrapassar a sua desvantagem através de uma maior possibilidade de inserção nomercado de trabalho. A competência em matéria digital é, por conseguinte, uma das oitocompetências essenciais2 que qualquer pessoa deverá possuir numa sociedade baseada noconhecimento. Além disso, é essencial promover amplamente os princípios de uma utilização segurada Internet.Neste sentido urge determinar em que medida a adopção e operacionalização de uma web rádio, nafunção de novo instrumento didáctico, pode estimular a inclusão social, cultural, económica eeducacional de grupos desfavorecidos, incluindo no processo de aprendizagem ao longo da vida umanova metodologia pedagógica que agrega as TIC e aposta em reduzir o fosso digital dos grupos-alvoface ao desejado nível de equidade de acesso democrático à Internet, aos seus serviços e às TIC.Linhas de orientação / questões que guiarão a investigaçãoA investigação pretende documentar e clarificar a relação entre as competências-chave para umainclusão digital e os estímulos, dela decorrentes, para uma inclusão social, cultural, económica eeducacional de grupos desfavorecidos, necessárias a um saudável desenvolvimento pessoal e socialem todas as suas dimensões.Assim a investigação procurará responder a questões como:1 A Agenda Digital para a Europa constitui uma das sete iniciativas emblemáticas da estratégia Europa 2020 e visa definir oimportante papel que a utilização das tecnologias da informação e das comunicações (TIC) terá de desempenhar se aEuropa quiser ver as suas ambições para 2020 coroadas de sucesso: um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo2 In Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida - Quadro de Referência Europeu (2006).Jorge Teixeira 4
  5. 5. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusão • De que forma uma nova visão das TIC pode promover a aprendizagem e desenvolver novas estratégias de aprendizagem ao longo da vida? • De que forma a adopção e produção de uma web rádio pode proporcionar uma aprendizagem aberta e à distância e os recursos educativos abertos? • De que forma a adopção e produção de uma web rádio pode estimular a inclusão social, cultural, económica e educacional de grupos desfavorecidos? • De que forma a adopção e produção de uma web rádio pode reduzir o fosso digital dos grupos-alvo através da operacionalização das capacidades de envolvimento, de agregação e motivação de pessoas e grupos, beneficiando da relação entre produção de conteúdos e de utilização das TIC com os meios de comunicação radiofónicos? • De que forma a inclusão digital atenua as assimetrias educativas, sociais, culturais e económicas de grupos e comunidades desfavorecidas?Metodologia a privilegiar.Dada a dificuldade de relacionar variáveis, a impossibilidade de constituir um grupo de controlo e decontrolar fenómenos ou estabelecer relações casuais, pretende-se realizar uma investigação do tipodescritivo de forma a descrever fenómenos, identificar variáveis e inventariar factos. A opção pelametodologia descritiva tem em conta que, dada a natureza das questões colocadas, se aponte paraum objecto de estudo que abarca preferencialmente uma natureza descritiva e interpretativa.Segundo Bogdan e Biklen (1994) a abordagem qualitativa constitui "...uma metodologia deinvestigação que enfatiza a descrição, a indução, a teoria fundamentada e o estudo das percepçõespessoais".De forma a conferir credibilidade à investigação as descrições a efectuar devem incluir odelineamento físico, social e cultural do contexto de estudo; definir o papel do investigador;descrever o quadro de referência conceptual; descrever de forma exaustiva os métodos de recolhade análise de dados; definir e operacionalizar os conceitos.As descrições devem ainda mostrar o grau em que as conclusões representam a realidade quedescrevem e avaliar se os construtos elaborados pelo investigador representam ou medem aexperiência humana. Estas irão necessitar de uma prolongada permanência do investigador noterreno; da existência de técnicas de recolha de dados; de uma observação participante e de umaauto-reflexão do investigador. Deverá ainda contemplar a comparabilidade (grau de comparaçãocom outros estudos) e a traductabilidade (grau em que quadros de referência são fáceis de entendere utilizáveis por outros investigadores).Dados os tipos de métodos de investigação qualitativos formalmente aceites, e de forma a melhorresponder às questões formuladas e ao estudo da problemática em apreço, deve-se privilegiar o daInvestigação-Acção uma vez que privilegia uma metodologia activa e com aspectos de índole práticaa atingir, como é o caso, pretendendo-se atingir processos/programas de mudança, onde o saber e amudança social se constroem em paralelo. Trata-se de uma investigação que de forma contínuadeve respeitar e ponderar os feedbacks das suas várias fases: planificação, acção, observação ereflexão, num processo cíclico, requerendo o envolvimento de outros que não apenas oinvestigador, neste caso os elementos das comunidades e públicos-alvo e as instituições que comJorge Teixeira 5
  6. 6. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoeles trabalham, tratando-se de uma investigação-intervenção participativa com o objectivo deproduzir conhecimento, modificar a realidade e transformar os actores.Para além da metodologia qualitativa, o presente estudo não pode descurar a abordagemquantitativa, essencial para uma leitura de enquadramento e de resultados.Local, população, amostra ou sujeitos a estudarJovens, adultos e idosos residentes no concelho de Almada (cerca de uma centena) em situações deexclusão social, cultural, económica e educacional, sinalizados pelas seguintes entidades/projectos: • Projecto de Intervenção Precoce de Almada (sede no Agrupamento de Escolas Comandante Conceição e Silva); • Escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária): Agrupamento de Escolas do Monte da Caparica, Agrupamento de Escolas da Trafaria, Agrupamento de Escolas Miradouro de Alfazina e Escola Secundária com 3º ciclo de Monte da Caparica; • Formandos dos Cursos PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação) do Agrupamento de Escolas Romeu Correia, da Escola Secundária Monte da Caparica e do Agrupamento de Escolas Professor Ruy Luís Gomes; • Alma Alentejana - Associação para o Desenvolvimento, Cooperação e Solidariedade Social; • Centros Locais de Apoio à Integração do Imigrante de Almada; • Associação dos Imigrantes do Concelho de Almada (AICA); • Centros Novas Oportunidades do concelho de Almada: Escola Secundária do Monte da Caparica, Escola Secundária de Cacilhas – Tejo e Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Anselmo Andrade.Técnicas de recolha de dados a privilegiarDe forma a obter as descrições atrás referidas da forma mais fidedigna quanto possível, deve-seproceder a um levantamento inicial de dados através de revisão literatura, pesquisa de documentos(livros, investigações e legislação adequada e enquadrando a problemática) e privilegiarem-se oscontactos directos com os sujeitos a investigar e com as entidades que lhes dão suporte.Destes contactos com os sujeitos e com as instituições devem resultar uma negociação para escolheros métodos e instrumentos de recolha de dados. Para além das técnicas documentais anteriormentereferidas, devem contemplar-se também técnicas não-documentais relevantes e que se enquadramno espírito da investigação (entrevistas semi-estruturadas e de profundidade e questionários apenasaplicáveis a parte da população) e na obtenção de descrições e dados coerentes como a observaçãoindirecta e pela observação directa participante de forma a apreender a visão/interpretação darealidade de uma forma mais activa. A observação não se centra exclusivamente no domínio pessoale comunitário dos sujeitos, mas também na sua autonomia na realização das tarefas de produção deconteúdos radiofónicos e na manipulação das TIC enquanto elemento facilitador da realização dasactividades.Jorge Teixeira 6
  7. 7. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoTécnicas de análise de dados.Pelos instrumentos seleccionados para a recolha dos dados denota-se a predominância doqualitativo ao obterem-se dados colectivos e em cuja análise e interpretação dos dados se deveenvolver todos os participantes. Os resultados dela decorrentes devem ser utilizados de uma formadirecta pela comunidade que os executa e aplica. A credibilidade da investigação depende dosresultados positivos obtidos na comunidade envolvida.Assim o tratamento de dados deve reger-se de análises de conteúdos com o objectivo deestabelecer unidades de registo, de significado ou temáticas (segmentos de frase semanticamenterelevantes) ou de ocorrência ou concomitância (palavras cuja ocorrência é relevante decontabilização frequente).A análise de conteúdos deve fasear-se em vários momentos: 1. Leitura atenta dos textos, procura dos referentes-chave, redução das proposições (elimina equivalentes e sinónimos), preparação temática (elimina paráfrases, conotação, mantém sentido do texto, proposições em frases simples); 2. Codificação (códigos não superiores a 50). Leitura da totalidade do texto separando palavras-chave; isolamento das proposições a ser analisadas; codificação de cada proposição agrupadas por referente-chave; 3. Análise e interpretação dos dados.A análise e interpretação dos dados resultará do estudo das relações existentes entre os váriosfactores e objecto de estudo; da busca de significado a partir dos dados obtidos e da representaçãodos dados.Fases da investigação e sua distribuição ao longo do tempo.Tendo em conta que a Investigação-Acção considera o processo de investigação como uma espiral,interactivo e focado num problema, onde ciclos de planificação, acção, observação e reflexão sesucedem, torna-se particularmente difícil realizar um cronograma que planeia o faseamento desteestudo. Contudo, podem-se identificar as seguintes fases como cruciais para a realização destainvestigação, representando apenas um 1º ciclo:Etapa 1 - Preparação do projecto: Pesquisa / Planeamento / Enquadramento (Fase de planificação)Nesta fase realizar-se-á a leitura de textos, a selecção e resumo de textos apontados comoreferências bibliográficas e de textos de enquadramento / historial a incorporar no trabalho.Além do planeamento detalhado do estudo a realizar, pretende-se definir o problema e definirprojecto, possibilitando ainda medir diversas situações e indicadores que possam ajudar aoplaneamento e execução do projecto.As acções abaixo indicadas visam a melhoria da investigação e das leituras, bem como aidentificação de conceitos e possíveis indicadores de análise. 1. Pesquisa / Planeamento / Enquadramento. 2. Reuniões com as entidades/projectos parceiros.Jorge Teixeira 7
  8. 8. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusão 3. Identificação dos sujeitos em risco de exclusão. 4. Conhecimento/interacção inicial com os sujeitos. 5. Escolha/negociação dos métodos e instrumentos de recolha de dados.Etapa 2 – Implementar e observar (Fase de acção)Nesta fase iniciar-se-á a componente prática do projecto/investigação envolvendo todos osintervenientes para que se comecem a produzir evidências.Antes de se efectuar a recolha de dados, os instrumentos a utilizar serão testados de modo aassegurar a sua fiabilidade, grau de adequação e de precisão. Depois deste passo inicial proceder-se-á à recolha das informações.A aplicação dos instrumentos de recolha de dados em várias sub-fases desta etapa prende-se com anecessidade de observar e medir possíveis consequências (positivas e/ou negativas) decorrentes daimplementação de algumas acções-chave no decurso do projecto/investigação. 6. Formação de técnicos. 7. Formação dos sujeitos. 8. Aplicação dos instrumentos de recolha de dados. 9. Produção de conteúdos. 10. Aplicação dos instrumentos de recolha de dados 11. Publicação de conteúdos. 12. Aplicação dos instrumentos de recolha de dados. 13. Transmissão web da rádio. 14. Aplicação dos instrumentos de recolha de dados.Etapa 3 – Fase de reflexãoNesta fase pretende-se a análise e problematização dos dados recolhidos (sendo possível areformulação das perguntas de partida (quer nas entrevistas e questionários), das observaçõesefectuadas como também das acções desenvolvidas / a desenvolver.É necessário também construir um modelo que, precisando as relações entre os conceitos, as suasdimensões e indicadores, procure responder o mais satisfatoriamente às questões formuladas.Efectuar-se-ão comparações dos resultados esperados com os resultados observados, procurando-seum significado para as possíveis divergências.Trata-se, de avaliar a forma como as acções implementadas contribuíram para o objectivo proposto:a diminuição dos índices de exclusão de indivíduos / comunidades em contextos desfavoráveis.Poder-se-á chegar à conclusão de que é necessário parar (entenda-se deixar fluir os trabalhos e nãoter mais participação directa que influencie o envolvimento dos sujeitos investigados) ou seguir paraum segundo ciclo (que volta a envolver as etapas de planificação, acção e reflexão). 15. Análise, tratamento e interpretação dos dados. 16. Divulgação de resultados intermédios. 17. Utilização dos resultados / Autonomia dos sujeitos. 18. Credibilidade do trabalho / Qualidade dos conteúdos transmitidos vs. Atitudes de inserção dos sujeitos estudados. 19. Resultados / Descrições finais. 20. Redacção da dissertação (incluindo possíveis reformulações e conclusões). 21. Conclusões e recomendações (elaboração das conclusões, apresentação dos resultados e das possíveis recomendações).Jorge Teixeira 8
  9. 9. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusão Nota: As setas indicam dependência de actividade anterior.Jorge Teixeira 9
  10. 10. Pré-projecto de investigação - A web rádio enquanto instrumento para a inclusãoReferências bibliográficasApontamentos da Unidade Curricular Metodologias de Investigação em Educação. Mestrado em Ciências da Educação – Universidade Católica Portuguesa. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://learning.porto.ucp.pt/webapps/portal/frameset.jsp?tab_tab_group_id=_2_1&url=%2Fwe bapps%2Fblackboard%2Fexecute%2Flauncher%3Ftype%3DCourse%26id%3D_16031_1%26url%3 DÁvila, Patrícia (2005). A literacia dos adultos: Competências-chave na sociedade do conhecimento, Tese submetida como requisito para obtenção do grau de Doutor em Sociologia. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://repositorio- iul.iscte.pt/bitstream/10071/577/1/A%20literacia%20dos%20adultos_Patr%C3%ADcia%20%C3% 81vila.pdfBogdan, R., & Biklen, S. (1994). Investigação Qualitativa em Educação. Uma Introdução à Teoria e aos Métodos. Colecção Ciências da Educação. Porto: Porto Editora.Cobo, Juan Cristóbal (2009). Conocimiento, creatividad y software libre: una oportunidad para la educación en la sociedad actual. UOC Papers. N.º 8. UOC. Consultado em 09 de Fevereiro de 2011 em http://www.uoc.edu/uocpapers/8/dt/esp/cobo.pdfComissão Europeia (2010). Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões - Uma Agenda Digital para a Europa. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://eur- lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:52010DC0245R%2801%29:EN:NOTComissão Europeia (2010). Comunicação da Comissão - Europa 2020: Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2010:2020:FIN:PT:PDFComissão Europeia (2007). Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida - Quadro de referência europeu. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://ec.europa.eu/dgs/education_culture/publ/pdf/ll-learning/keycomp_pt.pdfFernandes, Arménio Martins (2006). Projecto SER MAIS - Educação Para a Sexualidade Online. Dissertação submetida à Faculdade de Ciências da Universidade do Porto para a obtenção do grau de Mestre em Educação Multimédia. Consultado em 02 de Abril de 2011 em http://nautilus.fis.uc.pt/cec/teses/armenio/TESE_Armenio/TESE_Armenio/_vti_cnf/TESE_Armeni o_web/Quivy, R., & Campenhoudt, L. (1992). Manual de Investigação em Ciências Sociais (pp. 234-275). Lisboa: Gradiva.Vala, J. (1986). A análise de conteúdo. In A. Silva e J. Pinto (Ed.), Metodologia das Ciências Sociais (pp. 101-128). Porto: Edições Afrontamento.Jorge Teixeira 10

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