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Apostila de cartografia
 

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    Apostila de cartografia Apostila de cartografia Document Transcript

    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com RESUMO DE CARTOGRAFIA COM EXERCÍCIOS E GABARITO MATERIAL COMPILADO A PARTIR DE CONTEÚDO DO IBGE E DE DIVERSOS VESTIBULARES NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIAELEMENTOS DE REPRESENTAÇÃOSendo uma carta ou mapa a representação, numa simples folha de papel, da superfícieterrestre, em dimensões reduzidas, é preciso associar os elementos representáveis à símbolose convenções.As convenções cartográficas abrangem símbolos que, atendendo às exigências da técnica, dodesenho e da reprodução fotográfica, representam, de modo mais expressivo, os diversosacidentes do terreno e objetos topográficos em geral. Elas permitem ressaltar esses acidentesdo terreno, de maneira proporcional à sua importância, principalmente sob o ponto de vistadas aplicações da carta.Outro aspecto importante é que, se o símbolo é indispensável é determinada em qualquer tipode representação cartográfica, a sua variedade ou a sua quantidade acha-se, sempre, emfunção da escala do mapa.É necessário observar, com o máximo rigor, as dimensões e a forma característica de cadasímbolo, a fim de se manter, sobretudo, a homogeneidade que deve predominar em todos ostrabalhos da mesma categoria.Quando a escala da carta permitir, os acidentes topográficos são representados de acordo coma grandeza real e as particularidades de suas naturezas. O símbolo é, ordinariamente, arepresentação mínima desses acidentes.A não ser o caso das plantas em escala muito grande, em que suas dimensões reais sãoreduzidas à escala (diminuindo e tornando mais simples a simbologia), à proporção que aescala diminui aumenta a quantidade de símbolos.Então, se uma carta ou mapa é a representação dos aspectos naturais e artificiais da superfícieda Terra, toda essa representação só pode ser convencional, isto é, através de pontos, círculos,traços, polígonos, cores, etc.Deve-se considerar também um outro fator, de caráter associativo, ou seja, relacionar oselementos a símbolos que sugiram a aparência do assunto como este é visto pelo observador,no terreno.A posição de uma legenda é escolhida de modo a não causar dúvidas quanto ao objeto a quese refere. Tratando-se de localidades, regiões, construções, obras públicas e objetoscongêneres, bem como acidentes orográficos isolados, o nome deve ser lançado, sem cobriroutros detalhes importantes. As inscrições marginais são lançadas paralelamente à borda sulda moldura da folha, exceto as saídas de estradas laterais.A carta ou mapa tem por objetivo a representação de duas dimensões, a primeira referente aoplano e a segunda à altitude. Desta forma, os símbolos e cores convencionais são de duasordens: planimétricos e altimétricos. 1
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com1 - PLANIMETRIAA representação planimétrica pode ser dividida em duas partes, de acordo com os elementosque cobrem a superfície do solo, ou sejam, físicos ou naturais e culturais ou artificiais.Os primeiros correpondem principalmente à hidrografia e vegetação, os segundos decorremda ocupação humana, sistema viário, construções, limites político ou administrativos etc.1.1 - HIDROGRAFIAA representação dos elementos hidrográficos é feita, sempre que possível, associando-seesses elementos a símbolos que caracterizem a água, tendo sido o azul a cor escolhida pararepresentar a hidrografia, alagados (mangue, brejo e área sujeita a inundação), etc.Figura 3.1 - Elementos hidrográficos (Carta topográfica esc. 1:100.000)1.2 - VEGETAÇÃOComo não poderia deixar de ser, a cor verde é universalmente usada para representar acobertura vegetal do solo. Na folha 1:50.000 por exemplo, as matas e florestas sãorepresentadas pelo verde claro. O cerrado e caatinga, o verde reticulado, e as culturaspermanentes e temporárias, outro tipo de simbologia, com toque Figura tivo (Figura 3.2)Figura 3.2 - Elementos de vegetação (Carta topográfica esc. 1:100.000) 2
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com1.3 - UNIDADES POLÍTICO-ADMINISTRATIVASO território brasileiro é subdividido em Unidades Político-Administrativas abrangendo osdiversos níveis de administração: Federal, Estadual e Municipal. A esta divisão denomina-seDivisão Político- Administrativa - DPA.Essas unidades são criadas através de legislação própria (lei federais, estaduais e municipais),na qual estão discriminadas sua denominação e informações que definem o perímetro daunidade.A Divisão Política-Administrativa é representada nas cartas e mapas por meio de linhasconvencionais (limites) correspondente a situação das Unidades da Federação e Municípiosno ano da edição do documento cartográfico. Consta no rodapé das cartas topográficas areferida divisão, em representação esquemática.Nas escalas pequenas, para a representação de áreas político-administrativas, ou áreas comlimites físicos (bacias) e operacionais (setores censitários, bairros, etc.), a forma usada pararealçar e diferenciar essas divisões é a impressão sob diversas cores.Nos mapas estaduais, por exemplo, divididos em municípios, a utilização de cores auxilia aidentificação, a forma e a extensão das áreas municipais. Pode-se utilizar também estreitastarjas, igualmente em cores, a partir da linha limite de cada área, tornando mais leve aapresentação. 3
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com- Grandes Regiões - Conjunto de Unidades da Federação com a finalidade básica deviabilizar a preparação e a divulgação de dados estatísticos. A última divisão regional,elaborada em 1970 e vigente até o momento atual, é constituída pelas regiões: Norte,Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste- Unidades da Federação: Estados, Territórios e Distrito Federal. São as Unidades de maiorhierarquia dentro da organização político-administrativa no Brasil, criadas através de leisemanadas no Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República.- Municípios: São as unidades de menor hierarquia dentro da organização político-administrativa do Brasil, criadas através de leis ordinárias das Assembléias Legislativas decada Unidade da Federação e sancionadas pelo Governador. No caso dos territórios, a criaçãodos municípios se dá através de lei da Presidência da República.- Distritos: São as unidades administrativas dos municípios. Têm sua criação norteadas pelasLeis Orgânicas dos Municípios.- Regiões Administrativas; Subdistritos e Zonas: São unidades administrativas municipais,normalmente estabelecidas nas grandes cidades, citadas através de leis ordinárias dasCâmaras Municipais e sancionadas pelo Prefeito.- Área Urbana: Área interna ao perímetro urbano de uma cidade ou vila, definida por leimunicipal.- Área Rural: Área de um município externa ao perímetro urbano.- Área Urbana Isolada: Área definida per lei municipal e separada da sede municipal oudistrital por área rural ou por um outro limite legal.- Setor Censitário: É a unidade territorial de coleta, formada por área contínua, situada emum único Quadro Urbano ou Rural, com dimensões e número de domicílio ou deestabelecimentos que permitam o levantamento das informações por um único agentecredenciado. Seus limites devem respeitar os limites territoriais legalmente definidos e osestabelecidos pelo IBGE para fins estatísticos.A atividade de atualizar a DPA em vigor consiste em transcrevê-la para o mapeamentotopográfico e censitário. Para documentar a DPA se constituiu o Arquivo Gráfico Municipal -AGM, que é composto pelas cartas, em escala topográfica, onde são lançados/representadosos limites segundo as leis de criação ou de alteração das Unidades Político Administrativas. 4
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com Figura 3.3 - Grandes Regiões do Brasil Figura 3.4 - Divisão Político-Administrativa1.4 - LOCALIDADESLocalidade é conceituada como sendo todo lugar do território nacional onde exista umaglomerado permanente de habitantes.Classificação e definição de tipos de Localidades:1 - Capital Federal - Localidade onde se situa a sede do Governo Federal com os seuspoderes executivo, legislativo e judiciário. 5
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com2 - Capital - Localidade onde se situa a sede do Governo de Unidade Política da Federação,excluído o Distrito Federal.3 - Cidade - Localidade com o mesmo nome do Município a que pertence (sede municipal) eonde está sediada a respectiva prefeitura, excluídos os municípios das capitais.4 - Vila - Localidade com o mesmo nome do Distrito a que pertence (sede distrital) e ondeestá sediada a autoridade distrital, excluídos os distritos das sedes municipais.5 - Aglomerado Rural - Localidade situada em área não definida legalmente como urbana ecaracterizada por um conjunto de edificações permanentes e adjacentes, formando áreacontinuamente construída, com arruamentos reconhecíveis e dispostos ao longo de uma viade comunicação.- Aglomerado Rural de extensão urbana - Localidade que tem as característicasdefinidoras de Aglomerado Rural e está localizada a menos de 1 Km de distância da áreaurbana de uma Cidade ou Vila. Constitui simples extensão da área urbana legalmentedefinida.5.2 - Aglomerado Rural isolado - Localidade que tem as características definidoras deAglomerado Rural e está localizada a uma distância igual ou superior a 1 Km da área urbanade uma Cidade, Vila ou de um Aglomerado Rural já definido como de extensão urbana.5.2.1 - Povoado - Localidade que tem a característica definidora de Aglomerado RuralIsolado e possui pelo menos 1 (um) estabelecimento comercial de bens de consumo frequentee 2 (dois) dos seguintes serviços ou equipamentos: 1 (um) estabelecimento de ensino de 1ºgrau em funcionamento regular, 1 (um) posto de saúde com atendimento regular e 1 (um)templo religioso de qualquer credo. Corresponde a um aglomerado sem caráter privado ouempresarial ou que não está vinculado a um único proprietário do solo, cujos moradoresexercem atividades econômicas quer primárias, terciárias ou, mesmo secundárias, na próprialocalidade ou fora dela.- Núcleo - Localidade que tem a característica definidora de Aglomerado Rural Isolado epossui caráter privado ou empresarial, estando vinculado a um único proprietário do solo(empresas agrícolas, indústrias, usinas, etc.).5.2.3 - Lugarejo - Localidade sem caráter privado ou empresarial que possui característicadefinidora de Aglomerado Rural Isolado e não dispõe, no todo ou em parte, dos serviços ouequipamentos enunciados para povoado.6 -Propriedade Rural - Todo lugar em que se encontre a sede de propriedade rural,excluídas as já classificadas como Núcleo.7 - Local - Todo lugar que não se enquadre em nenhum dos tipos referidos anteriormente eque possua nome pelo qual seja conhecido.8 - Aldeia - Localidade habitada por indígenas.São representadas, conforme a quantidade de habitantes em nº absolutos pelo seguinteesquema: 6
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comFigura 3.5 - Localidades (Carta topográfica esc. 1:250.000)Variando de acordo com a área, o centro urbano é representado pela forma generalizada dosquarteirões, que compõem a área urbanizada construída. A área edificada, que é representadana carta topográfica pela cor rosa, dá lugar, fora da área edificada, a pequenos símbolosquadrados em preto, representando o casario. Na realidade, um símbolo tanto poderepresentar uma casa como um grupo de casas, conforme a escala.Na carta topográfica, dentro da área edificada, é representado todo edifício de notávelsignificação local como prefeitura, escolas, igrejas, hospitais, etc., independentemente daescala.Conforme a escala, representa-se a área edificada por simbologia correspondente.Outras construções como barragem, ponte, aeroporto, farol, etc., têm símbolos especiaisquase sempre associativo. 7
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com Figura 3.6 (a, b, c, d) - Uma mesma localidade representada em várias escalas1.5 - ÁREAS ESPECIAISÁrea especial é a área legalmente definida subordinada a um órgão público ou privado,responsável pela sua manutenção, onde se objetiva a conservação ou preservação da fauna,flora ou de monumentos culturais, a preservação do meio ambiente e das comunidadesindígenas.Principais tipos de Áreas Especiais:- Parques Nacional, Estadual e Municipal- Reservas Ecológicas e Biológicas- Estações Ecológicas- Reservas Florestais ou Reservas de Recursos- Áreas de Relevante Interesse Ecológico- Áreas de Proteção Ambiental 8
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com- Áreas de Preservação Permanente- Monumentos Naturais e Culturais- Áreas, Colônias, Reservas, Parques e Terras Indígenas1.6 - SISTEMA VIÁRIONo caso particular das rodovias, sua representação em carta não traduz sua largura real umavez que a mesma rodovia deverá ser representada em todas as cartas topográficas desde aescala 1:250.000 até 1:25.000 com a utilização de uma convenção. Assim sendo, a rodoviaserá representada por símbolos que traduzem o seu tipo, independente de sua largura física.As rodovias são representadas por traços e/ou cores e são classificadas de acordo com otráfego e a pavimentação. Essa classificação é fornecida pelo DNER e DERs, seguindo oPlano Nacional de Viação (PNV).Uma ferrovia é definida como sendo qualquer tipo de estrada permanente, provida de trilhos,destinada ao transporte de passageiros ou carga. Devem ser representadas tantas informaçõesferroviárias quanto o permita a escala do mapa, devendo ser classificadas todas as linhasférreas principais. São representadas na cor preta e a distinção entre elas é feita quanto àbitola. São representados ainda, os caminhos e trilhas.As rodovias e ferrovias são classificadas da seguinte forma:Figura 3.7 - Vias de Circulação (Carta topográfica esc. 1:100.000)1.7 - LINHAS DE COMUNICAÇÃO E OUTROS ELEMENTOS PLANIMÉTRICOSAs linhas de comunicação resumem-se à linha telegráfica ou telefônica e às linhas de energiaelétrica (de alta ou baixa tensão). 9
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comNo rodapé das cartas topográficas constam ainda outros elementos:Figura 3.8 - Linhas de comunicação e outros elementos planimétricos(Carta topográfica esc. 1:100.000)1.8 - LINHAS DE LIMITEEm uma carta topográfica é de grande necessidade a representação das divisas interestaduaise intermunicipais, uma vez que são cartas de grande utilidade principalmente para uso rural.Na carta em 1:25.000 é possível a representação de divisas distritais, o que não acontece nasdemais escalas topográficas.Numa carta geográfica, a CIM, por exemplo, só há possibilidade do traçado dos limitesinternacionais e interestaduais.Conforme as áreas, são representadas certas unidades de expressão administrativa, cultural,etc., como reservas indígenas, parque nacionais e outros.Figura 3.9 - Linhas de Limites (Carta topográfica esc. 1:250.000)2 - ALTIMETRIA2.1 - ASPECTO DO RELEVOA cor da representação da altimetria do terreno na carta é, em geral, o sépia. A própriasimbologia que representa o modelado terrestre (as curvas de nível) é impressa nessa cor. Os 10
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comareais representados por meio de um pontilhado irregular também é impresso, em geral, nacor sépia.À medida que a escala diminui, acontece o mesmo com os detalhes, mas a correspondentesimbologia tende a ser tornar mais complexa. Por exemplo, na Carta Internacional do Mundoao Milionésimo (CIM), o relevo, além das curvas de nível, é representado por coreshipsométricas, as quais caracterizam as diversas faixas de altitudes.Também os oceanos além das cotas e curvas batimétricas, têm a sua profundidaderepresentada por faixas de cores batimétricas.Figura 3.10 - Escala de cores Hipsométrica e Batimétrica (CIM)A representação das montanhas sempre constituiu um sério problema cartográfico, aocontrário da relativa facilidade do delineamento dos detalhes horizontais do terreno.O relevo de uma determinada área pode ser representado das seguintes maneiras: curvas denível, perfis topográficos, relevo sombreado, cores hipsométricas, etc.As cartas topográficas apresentam pontos de controle vertical e pontos de controle vertical ehorizontal, cota comprovada e cota não comprovada, entre outros.Figura 3.11 - Elementos altimétricos (Carta topográfica esc. 1:100.000)Ponto Trigonométrico - Vértice de Figura cuja posição é determinada com o levantamentogeodésico. 11
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comReferência de nível - Ponto de controle vertical, estabelecido num marco de caráterpermanente, cuja altitude foi determinada em relação a um DATUM vertical . É em geralconstituído com o nome, o nº da RN, a altitude e o nome do órgão responsável.Ponto Astronômico - O que tem determinadas as latitudes, longitudes e o azimute de umadireção e que poderá ser de 1ª, 2ª ou 3ª ordens.Ponto Barométrico - Tem a altitude determinada através do uso de altímetro.Cota não-comprovada - Determinada por métodos de levantamento terrestre nãocomprovados. É igualmente uma altitude determinada por leitura fotogramétrica repetida.Cota comprovada - Altitude estabelecida no campo, através de nivelamento geométrico deprecisão, ou qualquer método que assegure a precisão obtida.2.2 - CURVAS DE NÍVELO método, por excelência, para representar o relevo terrestre, é o das curvas de nível,permitindo ao usuário, ter um valor aproximado da altitude em qualquer parte da carta.A curva de nível constitui uma linha imaginária do terreno, em que todos os pontos dereferida linha têm a mesma altitude, acima ou abaixo de uma determinada superfície dareferência, geralmente o nível médio do mar.Com a finalidade de ter a leitura facilitada, adota-se o sistema de apresentar dentro de ummesmo intervalo altimétrico, determinadas curvas, mediante um traço mais grosso. Taiscurvas são chamadas "mestras", assim como as outras, denominam-se "intermediárias".Existem ainda as curvas "auxiliares".Figura 3.12 - Curvas de Nível2.2.1 - PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:a) As curvas de nível tendem a ser quase que paralelas entre si.b) Todos os pontos de uma curva de nível se encontram na mesma elevação.c) Cada curva de nível fecha-se sempre sobre si mesma. 12
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comd) As curvas de nível nunca se cruzam, podendo se tocar em saltos dágua ou despenhadeiros.e) Em regra geral, as curvas de nível cruzam os cursos dágua em forma de "V", com ovértice apontando para a nascente.2.2.2 - FORMAS TOPOGRÁFICASA natureza da topografia do terreno determina as formas das curvas de nível. Assim, estasdevem expressar com toda fidelidade o tipo do terreno à ser representado.As curvas de nível vão indicar se o terreno é plano, ondulado, montanhoso ou se o mesmo éliso, íngreme ou de declive suave. 13
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com VISTA OBLÍQUA As curvas de nível com espaços pequenos entre si indicam uma pendente escarpada. VISTA DA CARTA As curvas de nível com espaços largos entre si indicam um declive suave. VISTA DE PERFIL As curvas de nível com espaço igual entre si indicam um declive uniforme.Figura 3.13 14
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com VISTA OBLÍQUA Uma pendente escarpada até o cume e mais suave até a base é uma pendente côncava VISTA DA CARTA Obs.: Note que as curvas de nível estão mais juntas na parte abrupta do declive e mais separadas na parte suave. VISTA DE PERFILFigura 3.14 – Formação côncava 15
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com VISTA OBLÍQUA Uma pendente suave até a base é uma pendente convexa. VISTA DA CARTA As curvas de nível estão mais separadas na parte suave, e mais juntas na parte mais inclinada do declive. VISTA DE PERFILFigura 3.15 – Formação convexa2.2.3 - REDE DE DRENAGEMA rede de drenagem controla a forma geral da topografia do terreno e serve de base para otraçado das curvas de nível. Desse modo, antes de se efetuar o traçado dessas curvas, deve-sedesenhar todo o sistema de drenagem da região, para que possa representar as mesmas.- Rio: Curso d’água natural que desagua em outro rio, lago ou mar. Os rios levam as águassuperficiais, realizando uma função de drenagem, ou seja, escoamento das águas. Seus cursosestendem-se do ponto mais alto (nascente ou montante) até o ponto mais baixo (foz oujusante), que pode corresponder ao nível do mar, de um lago ou de outro rio do qual éafluente. 16
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comDe acordo com a hierarquia e o regionalismo, os cursos d’água recebem diferentes nomesgenéricos: ribeirão, lajeado, córrego, sanga, arroio, igarapé, etc.- Talvegue: Canal de maior profundidade ao longo de um curso d’água.- Vale: Forma topográfica constituída e drenada por um curso d’água principal e suasvertentes.- Bacia Hidrográfica: "Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes".É resultante da reunião de dois ou mais vales, formando uma depressão no terreno, rodeadageralmente por elevações. Uma bacia se limita com outra pelo divisor de águas.Cabe ressaltar que esses limites não são fixos, deslocando-se em consequência das mutaçõessofridas pelo relevo.- Divisor de Águas: Materializa-se no terreno pela linha que passa pelos pontos maiselevados do terreno e ao longo do perfil mais alto entre eles, dividindo as águas de um e outrocurso d’água. É definido pela linha de cumeeira que separa as bacias.- Lago: Depressão do relevo coberta de água, geralmente alimentada por cursos d’água emananciais que variam em número, extensão e profundidade.- Morro: Elevação natural do terreno com altura de até 300 m aproximadamente.- Montanha: Grande elevação natural do terreno, com altura superior a 300 m, constituídapor uma ou mais elevações.- Serra: Cadeia de montanhas. Muitas vezes possui um nome geral para todo o conjunto enomes locais para alguns trechos.- Encosta ou vertente: Declividade apresentada pelo morro, montanha ou serra.- Pico: Ponto mais elevado de um morro, montanha ou serra.2.3 - EQUIDISTÂNCIANa representação cartográfica, sistematicamente, a equidistância entre uma determinadacurva e outra tem que ser constante.Equidistância é o espaçamento, ou seja, a distância vertical entre as curvas de nível. Essaequidistância varia de acordo com a escala da carta com o relevo e com a precisão dolevantamento.Só deve haver numa mesma escala, duas alterações quanto à equidistância. A primeira équando, numa área predominantemente plana, por exemplo a Amazônia, precisa-se ressaltarpequenas altitudes, que ali são de grande importância. Estas são as curvas auxiliares. Nosegundo caso, quando o detalhe é muito escarpado, deixa-se de representar uma curva ououtra porque além de sobrecarregar a área dificulta a leitura. 17
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comImprescindível na representação altimétrica em curvas de nível é a colocação dos valoresquantitativos das curvas mestras. ESCALA EQUIDISTÂNCIA CURVAS MESTRAS 1: 25.000 10 m 50 m 1: 50.000 20 m 100 m 1: 100.000 50 m 250 m 1: 250.000 100 m 500 m 1: 1.000.000 100 m 500 mOBS: 1) A curva mestra é a quinta (5ª) curva dentro da equidistância normal.2) Equidistância não significa a distância de uma curva em relação à outra, e sim a altitudeentre elas, ou seja, o desnível entre as curvas. Figura 3.16 - Identificação das Curvas mestras2.4 - CORES HIPSOMÉTRICASNos mapas em escalas pequenas, além das curvas de nível, adotam-se para facilitar oconhecimento geral do relevo, faixas de determinadas altitudes em diferentes cores, como overde, amarelo, laranja, sépia, rosa e branco.Para as cores batimétricas usa-se o azul, cujas tonalidades crescem no sentido daprofundidade (Figura 3.10).2.5 - RELEVO SOMBREADO 18
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comO sombreado executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade derepresentação do relevo.É executada, geralmente, à pistola e nanquim e é constituida de sombras contínuas sobrecertas vertentes dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas.Para executar-se o relevo sombreado, imagina-se uma fonte luminosa a noroeste, fazendo umângulo de 45º com o plano da carta, de forma que as sombras sobre as vertentes fiquemvoltadas para sudeste. Figura 3.17 - Representação do Relevo Sombreado2.6 - PERFIL TOPOGRÁFICOPerfil é a representação cartográfica de uma seção vertical da superfície terrestre.Inicialmente precisa-se conhecer as altitudes de um determinado nº de pontos e a distânciaentre eles.O primeiro passo, para o desenho de um perfil é traçar uma linha de corte, na direção onde sedeseja representa-lo. Em seguida, marcam-se todas as interseções das curvas de nível com alinha básica, as cotas de altitude, os rios, picos e outros pontos definidos. (fig 3.18) 19
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com2.6.1 - ESCALASTanto a escala horizontal como a vertical serão escolhidas em função do uso que se fará doperfil e da possibilidade de representa-lo (tamanho do papel disponível).A escala vertical deverá ser muito maior que a horizontal, do contrário, as variações ao longodo perfil dificilmente serão perceptíveis, por outro lado, sendo a escala vertical muito grandeo relevo ficaria demasiadamente exagerado, descaracterizando-o. A relação entre as escalashorizontal e vertical é conhecida como exagero vertical.Para uma boa representação do perfil, pode-se adotar para a escala vertical um nº 5 a 10 vezesmaior que a escala horizontal.Assim, se H = 50.000 e V = 10.000, o exagero vertical será igual a 5.2.6.2 - DESENHOEm um papel milimetrado traça-se uma linha básica e transfere-se com precisão os sinaispara essa linha.Levantam-se perpendiculares no princípio e no fim dessa linha e determina-se uma escalavertical.Quer seguindo-se as linhas vertical do milimetrado quer levantando-se perpendiculares dossinais da linha-base, marca-se a posição de cada ponto correspondente na escala vertical. Emseguida, todos os pontos serão unidos com uma linha, evitando-se traços retos.Alguns cuidados devem ser tomados na representação do perfil:- Iniciar e terminar com altitude exata.- Distinguir entre subida e descida quando existir duas curvas de igual valor.- Desenhar cuidadosamente o contorno dos picos, se achatados ou pontiagudos. 20
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com Figura 3.18 - Perfil topográfico 21
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comPROJEÇÕES CARTOGRÁFICASOs sistemas de projeções cartográficas foram desenvolvidos para dar uma solução aoproblema da transferência de uma imagem da superfície curva da esfera terrestre para umplano da carta, o que sempre vai acarretar deformações.Os sistemas de projeções constituem-se de uma fórmula matemática que transforma ascoordenadas geográficas, a partir de uma superfície esférica (elipsoidal), em coordenadasplanas, mantendo correspondência entre elas. O uso deste artifício geométrico das projeçõesconsegue reduzir as deformações, mas nunca eliminá-las.Os tipos de propriedades geométricas que caracterizam as projeções cartográficas, em suasrelações entre a esfera (Terra) e um plano, que é o mapa, são:a) Conformes – os ângulos são mantidos idênticos (na esfera e no plano) e as áreas sãodeformadas.b) Equivalentes – quando as áreas apresentam-se idênticas e os ângulos deformados.c) Afiláticas – quando as áreas e os ângulos apresentam-se deformados.Projeção de MercatorNesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos.Corresponde a um tipo cilíndrico pouco modificado. Nela as regiões polares aparecem muitoexageradas. Projeções de Mercator ou Cilíndrica Equatorial. 22
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comProjeção de PetersOutra projeção muito utilizada para planisférios é a de Arno Peters, que data de 1973. Suabase também é cilíndrica equivalente, e determina uma distribuição dos paralelos comintervalos decrescentes desde o Equador até os pólos, como podemos observar no mapa aseguir. Projeção Cilíndrica Equivalente de PetersAs retas perpendiculares aos paralelos e as linhas meridianas têm intervalos menores,resultando na representação das massas continentais, um significativo achatamento no sentidoLeste-Oeste e a deformação no sentido Norte-Sul, na faixa compreendida entre os paralelos60o Norte e Sul, e acima destes até os pólos, a impressão de alongamento da TerraProjeção ortográficaEla nos apresenta um hemisfério como se o víssemos a grande distância. Os paralelosmantêm seu paralelismo e os meridianos passam pelos pólos, como ocorre na esfera. Asterras próximas ao Equador aparecem com forma e áreas corretas, mas os pólos apresentammaior deformação. 23
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comProjeção cônicaNesta projeção os meridianos convergem para os pólos e os paralelos são arcos concêntricossituados a igual distância uns dos outros. São utilizados para mapas de países de latitudesmédias.Projeção de MollweideNesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. Sua área éproporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresentamgrande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentamgrandes distorções. 24
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comProjeção de Goode, que modifica a de MoolweideÉ uma projeção descontínua, pois tenta eliminar várias áreas oceânicas. Goode coloca osmeridianos centrais da projeção correspondendo aos meridianos quase centrais doscontinentes para lograr maior exatidão.Projeção de HolzelProjeção equivalente, seu contorno elipsoidal faz referência à forma aproximada da Terra quetem um ligeiro achatamento nos pólos. 25
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comProjeção Azimutal Equidistante Oblíqua Centrada na Cidade de São PauloNesta projeção, centrada em São Paulo, os ângulos azimutais são mantidos a partir da partecentral da projeção.Projeção Azimutal Equidistante PolarProjeção equidistante que tem os pólos em sua porção central. As maiores deformações estãoem suas áreas periféricas. 26
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comBIBLIOGRAFIAANDERSON, PAUL S. - Fundamentos para Fotointerpretação - SBC - 1982ANDRADE, DINARTE F. P. NUNES - Fotogrametria Básica IME - 1988ANDRADE, LUÍS ANTONIO DE - Proposta Metodológica para a Confecção de Carta-Imagem de Satélite Artigo da Quadricon Com. e Rep. LTDAApostila Introdução á Geodésia - Fundação IBGE - 1997BANKER, MUCIO PIRAGIBE RIBEIRO DE - Cartografia Noções Básicas DHN - 1965.Brasil em números, Rio de Janeiro, V.3, p.1 - 1994.BERALDO, PRIMO/SOARES, SERGIO MONTEIRO -GPS -Introdução e AplicaçõesPráticas - Brasília 1995.Cartografia e Aerolevantamento-Legislação - COCAR - 1981COELHO, ARNALDO GUIDO DE SOUZA, Uso Potencial dos sensores Remotos - RevistaBrasileira de Cartografia n° 10.Especificações e Normas Gerais para Levantamentos Geodésicos (Coletânea das NormasVigentes), Fundação IBGE - 1996GARCIA, GILBERTO J. - Sensoriamento Remoto, Princípios e Interpretação de Imagens,Ed. Nobel - 1982.Imagens ERTS... Suas possibilidades, Fundação IBGE - 1974.LIMA, MARIO IVAN CARDOSO DE - Manuais Técnicos em Geociências no 3 -Introdução à Interpretação Radargeológica, IBGE - 1995.Manual da Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo - CIM - Fundação IBGE - 1993Manual de Compilação de Cartas na esc. 1:250.000 ( minuta), Fundação IBGE, 1996Manual Técnico de Noções Básicas de Cartografia - Fundação IBGE - 1989Manual Técnico T 34-700 Convenções Cartográficas - Ministério do Exército - 1975Manuais Técnicos em Geocîencias no 2 - Manual de Normas, Especificações eprocedimentos Técnicos para a Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo, FundaçãoIBGE - 1993.Manuais Técnicos em Geocîencias no 3 - Introdução a Interpretação Radargeológica,Fundação IBGE - 1995.Manuais Técnicos em Geociências no 5, Manual de Geomorfologia, Fundação IBGE - 1995Manual do Instruendo - Arquivo Gráfico Municipal, Fundação IBGE - 1995Manual Técnico - Restituição Fotogramétrica Ministério do Exército - 1976Notas de Noções Básicas de Cartografia - SBC - 1986 27
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comEXERCÍCIOS(UNEMAT/MT) Questão 1: Através de uma conferência realizada nos E. U. A. em 1884,ficou estabelecido um sistema mundial de fusos horários.Sobre o assunto, é correto afirmar.A - O meridiano situado a 90º do meridiano de Greenwich denomina-se Linha Internacionalda Data e corresponde ao fuso que faz mudança da data.B - Existem 12 fusos horários situados a oeste de Greenwich e 12 fusos horários a leste deGreenwich.C - Pelo Brasil passam quatro fusos horários, sendo dois oceânicos e dois continentais, todosadiantados em relação ao fuso de Londres.D - A partir do meridiano de Greenwich, a cada 15º de latitude oeste aumenta 1 hora e paraleste diminuirá 1 hora.E - O 1º fuso horário brasileiro equivale ao 4º fuso horário a oeste do meridiano deGreenwich, com 60º de longitude oeste.(UNEMAT/MT) Questão 2:Fonte: MELHEM, Adas. Panorama Geografico do Brasil. São Paulo, 1988.Observe o mapa a partir da sua escala numérica, e da indicação dos principais paralelos doglobo e do meridiano de Greenwich, bem como do entendimento que você possui sobre osfusos horários, e analise as seguintes afirmações.I. Pode-se dizer que o Brasil possui terras em três dos quatro Hemisférios do globo:Ocidental, Setentrional e Meridional, enquanto que o país representado em negrito possuiterras apenas nos Hemisférios Setentrional e Oriental.II. Considerando que o extremo nordeste do Brasil, em linha reta, está distante no mapa em 2cm do extremo sudoeste do país, em negrito, pode-se afirmar que a distância real, em linhareta, entre esses dois pontos, é de 3710 Km.III. Um brasileiro que deseja conhecer as famosas pirâmides existentes no país, em negrito, aoseguir viagem, deverá adiantar o seu relógio, uma vez que, dado ao movimento de rotação daTerra, as horas adiantam sempre em 1 hora a cada fuso de 15º que atinge em direção a leste.IV. O Brasil possui terras nas Zonas Geotérmicas Tropical e Temperada do sul, enquanto queo país representado, em negrito, possui terras nas Zonas Tropical e Temperada do Norte. 28
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comAssinale a alternativa CORRETA.A - Somente I, II e III.B - Somente III e IV.C - Somente I e II.D - Todas estão corretas.E - Somente I, III e IV.(UESC/BA) Questão 3:A partir da análise do mapa e dos conhecimentos sobre linguagem cartográfica, coordenadasgeográficas, fusos horários e zonas térmicas, identifique as afirmativas verdadeiras.I. A projeção utilizada no mapa é a azimutal, por ser a ideal para representar grandes espaçossem deformações.II. A escala adotada no mapa é numérica e grande, o que possibilita a representação de todasuperfície do planeta.III. A África é o continente mais tórrido da Terra, a maior parte do seu território fica na zonaintertropical, e as chuvas são irregularmente distribuídas, com exceção da parte central, queapresenta elevados índices pluviométricos.IV. Os Estados Unidos estão localizados, totalmente, no Hemisfério Norte e em médiaslatitudes, a oeste da GMT.V. O Brasil está inteiramente situado nos hemisférios Sul e Ocidental, o que determina aocorrência de climas quentes e úmidos em todo seu território.A alternativa que indica todas as afirmativas verdadeiras é aA - I e III.B - II e V.C - III e IV.D - I, II e IV.E - II, III e V.(FRB/BA) Questão 4:O conceito da Cartografia, hoje aceito, sem maiores contestações, foi estabelecido em 1966pela Associação Cartográfica Internacional (ACI), e, posteriormente, ratificado pelaUNESCO, no mesmo ano: “A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos eoperações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observaçõesdiretas ou da análise de documentação, se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outrasformas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos esocioeconômicos, bem como a sua utilização.” 29
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comNOÇÕES básicas de Cartografia. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/manual_nocoes/introducao.html>.Acesso em: 16/09/2007.Sobre a cartografia e a sua importância na atualidade, é correto afirmar:A - A Terra, devido ao seu formato, pode ser representada em folha de papel (mapa) semapresentar distorções.B - A curva de nível constitui uma linha imaginária do terreno, em que todos os pontos dereferida linha têm a mesma altitude.C - Os meridianos são círculos máximos que, em consequência, cortam a Terra em duaspartes iguais de polo a polo, sendo o Equador seu ponto de origem.D - A projeção de Mercator, a mais utilizada, é aquela que contempla os países de uma formamais aproximada da realidade.E - A projeção de Peters, entrou em desuso, porque, entre todas as projeções, é a queapresenta mais distorções nas áreas representadas.(UEMS) Questão 5: Num mapa geográfico de escala não referida, a menor distância entreduas cidades é representada por 5cm.Sabendo-se que a distância real entre ambas é de 250Km, em linha reta, é correto concluir queo mapa foi desenhado na escala:A - 1 : 50B - 1 : 250.000C - 1 : 500.000D - 1 : 2.500.000E - 1 : 5.000.000(UEMS) Questão 6: Sobre a cartografia é incorreto afirmar que:A - o bom uso da linguagem cartográfica compreende a capacidade de entendimento dossímbolos utilizados na representação dos fenômenos geográficos.B - a indicação da escala utilizada é indispensável para a leitura adequada de produtoscartográficos.C - o traçado de curvas de nível, ou isoípsas, é um dos recursos cartográficos utilizados pararepresentar o relevo terrestre.D - na projeção cartográfica de Mercator, a superfície terrestre é representada sobre um coneimaginário.E - quanto menor a escala de uma representação cartográfica, menores serão os detalhes decada fenômeno representado.(UFSCAR/SP) Questão 7: 30
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comDurante os anos 1970, esse mapa era visto como uma reação simbólica dos paísessubdesenvolvidos – o Sul geoeconômico – contra a cartografia tradicional, em especial aprojeção de Mercator, que mostra o norte “acima” do sul e a Europa no centro. Mas essa ideialogo foi abandonada por falta de consistência. Analises as seguintes afirmativas sobre essaquestão:I. A projeção de Peters mostra a proporção exata de cada área sem distorcer os seus formatos.II. O impacto político–ideológico de se colocar o sul “acima” do norte é diminuído ouanulado pelo fato de que a imensa maioria dos países está no hemisfério norte, sendo o sulmais oceânico.III. Tanto faz colocar o norte ou o sul na parte de cima do mapa, pois a posição mais corretapara analisar um mapa é na horizontal, estando ele sobre uma mesa.IV. A Projeção de Peters é melhor para a navegação do que a de Mercator.As afirmativas corretas são:A - I e II.B - II e III.C - III e IV.D - I e IV.E - II e IV.(UFAM) Questão 8: Nos dias atuais, os produtos cartográficos como os mapas podem ter suasinformações constantemente atualizadas. Existem aparelhos como o GPS, Global PositioningSystem, ou Sistema de Posicionamento Global, que permitem a localização do homem, dosfenômenos geográficos e das distâncias em qualquer ponto do mundo. Estes instrumentos sãodirecionados por:A - satélitesB - submarinosC - sismógrafosD - curvímetrosE - clinômetros(URCA/CE) Questão 9: Examine as afirmações que se seguem sobre as projeçõescartográficas, quanto à sua veracidade (V) ou falsidade (F).( ) A projeção azimutal é acima de tudo uma projeção geopolítica. Ela expressa, comonenhuma outra, a visão do planeta sob a perspectiva do Estado.( ) No planisfério de Mercator, as terras da pequena Europa ficam ―valorizadas,enquanto as terras africanas e sul-americanas têm suas dimensões subestimadas.( ) O planisfério de Mercator é uma projeção cilíndrica de área igual, usada comopadrão nos livros e Atlas do mundo todo.( ) O planisfério de Peters, resulta de uma operação política e ideológica do terceiromundo, destinada a concorrer com a imagem tradicional e dominante do mundo.Assinale a alternativa que expressa correta e respectivamente, o preenchimento dosparênteses, de cima para baixo.A - V-F-V-FB - V-V-V-FC - F-F-V-VD - F-V-V-FE - V-V-F-V(UECE) Questão 10: Em se tratando de questões de natureza cartográfica, assinale o correto. 31
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comA - A realização de mapeamentos temáticos muito detalhados requer a utilização de produtosde sensoriamento remoto de alta resolução e com grandes escalas.B - Escalas como 1:1.000.000 e 1:500.000 são muito adequadas para a cartografia de detalhe,especialmente de áreas urbanas.C - O relevo, os solos e a vegetação são cartograficamente representados, nesta ordem, nosmapas geológicos, geomorfológicos e biogeográficos.D - Em um mapa, construído na escala 1:250.000, uma distância linear de 7,5 cm correspondea uma distância real de 18,75 km lineares.(UFC) Questão 11: Em se tratando de questões de natureza cartográfica, assinale o correto.A - A realização de mapeamentos temáticos muito detalhados requer a utilização de produtosde sensoriamento remoto de alta resolução e com grandes escalas.B - Escalas como 1:1.000.000 e 1:500.000 são muito adequadas para a cartografia de detalhe,especialmente de áreas urbanas.C - O relevo, os solos e a vegetação são cartograficamente representados, nesta ordem, nosmapas geológicos, geomorfológicos e biogeográficos.D - Em um mapa, construído na escala 1:250.000, uma distância linear de 7,5 cm correspondea uma distância real de 18,75 km lineares.(UFC) Questão 12: Escolha a alternativa que estabelece a relação correta entre escala gráfica,escala numérica e o tipo de uso cartográfico adequado. Considere cada intervalo da escalagráfica igual a 1cm.A-B-C-D-E- 32
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.com(UNIMONTES/MG) Questão 13: Observe a figura.Fonte: MOREIRA; SENE, 2004.A partir da projeção dos meridianos e paralelos geográficos, a forma cartográfica representadana figura é construída emA - um cilindro tangente à superfície de referência, desenvolvendo, a seguir, o cilindro numplano.B - uma esfera tangente à superfície de referência, desenvolvendo, a seguir, o globo numplano.C - um cone tangente à superfície de referência, desenvolvendo, a seguir, o cone num plano.D - qualquer ponto da superfície de referência por um pedaço de papel num plano.(UFG/GO) Questão 14: Para atingir o objetivo de ler e interpretar mapas, o leitor necessita deidentificar e analisar os elementos de representação cartográfica. Dentre eles, a escala cumpreum papel importante, visto que é a partir dela que se tem:A - a localização de um fenômeno na superfície terrestre.B - a apresentação da superfície esférica no plano.C - os diferentes fusos horários no globo.D - a identificação dos diferentes hemisférios terrestres.E - o nível de detalhe das informações apresentadas.(UFRRJ/RJ) Questão 15: Leia a reportagem abaixo:Chávez vai atrasar horário da Venezuela em 30 minutos“O presidente venezuelano Hugo Chávez vai atrasar os relógios do país em 30 minutos paraque a população tenha uma melhor distribuição do sol durante o dia. Desde que assumiu ogoverno, o líder de Estado já mudou o nome oficial da Venezuela e fez alterações na bandeiranacional.Segundo a agência Reuters, o novo horário passa a vigorar em setembro e fará com que aVenezuela faça parte de um fuso horário diferente, quatro horas e meia depois em relação à 33
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comhora de Greenwich (GMT). Atualmente, o país está em fuso quatro horas depois deGreenwich.O Ministro da Ciência e Tecnologia venezuelano, Hector Navarro, afirmou hoje que a medidavai ajudar as crianças da periferia, que precisam acordar muito cedo para ir à escola, e que aluminosidade natural será melhor aproveitada (sic) nas residências, o que deve reduzir osgastos com energia elétrica. Navarro também falou que o governo deve anunciar em breveoutras medidas que visam a promover ‘um melhor uso do tempo’.”Terra / Fábrica Web, 24 de Agosto, 2007.Disponível em: http://www.diariodanoticia.com.br/noticia.php?id=1792. Acesso em 05/09/07.A partir das informações apresentadas na notícia acima e por meio da observação do mapa aseguir, pode-se concluir que, em relação ao horário de Brasília, o território venezuelanopassará a ter:A - uma hora e meia a mais.B - uma hora e meia a menos.C - meia hora a mais.D - meia hora a menos.E - o mesmo horário.(UFAM) Questão 16: Leia as afirmativas que seguem e assinale a correta:A - A escala numérica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais.B - A escala 1:50.000 é maior que a escala de 1:250.000.C - Na escala de 1:500.000, a área representada foi reduzida 50 mil vezes.D - As escalas podem ser numéricas ou geográficas.E - Na escala de 1:100.000, 1 cm no mapa vale 100 km no terreno.(UEA/AM) Questão 17: O mapa é uma redução do espaço real. Para garantir fidelidade àsdimensões do espaço mapeado, é utilizada uma relação constante entre a distância real e adistância representada no mapa – a escala. 34
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comA distância em linha reta, no mapa, entre Manaus e Tabatinga é de 12 cm.Sabendo-se que a escala é de 1:10.000.000, a distância real entre as duas cidades é de:A - 12km.B - 120km.C - 1.200km.D - 12.000km.E - 120.000km.(UNEMAT/MT) Questão 18:Sobre a Cartografia, instrumento de leitura e representação da realidade evidenciada noespaço geográfico considere as seguintes proposições.I – A rede de paralelos e meridianos sobre o qual desenhamos um mapa constitui o quechamamos de projeção cartográfica, responsáveis por manter a distância, a forma e os ângulosda área representada.II – Na construção de um mapa, escala e legenda funcionam como elementos acessórios,necessários, portanto, apenas nos mapas gerais, cujas informações abordam conteúdosvariados como aspectos físico e sócio-econômicos.III – A aerofotogrametria, o sensoriamento remoto e o geoprocessamento são exemplos derecursos utilizados pela cartografia, e foram amplamente utilizados pela famosa Escola deSagres na época das grandes navegações.IV– Em um mapa cuja escala é de 1:100000, a realidade do espaço representado foi reduzida100 mil vezes, dessa forma, 1 cm no mapa equivale a 1 km na realidade.Analisando as proposições acima, pode-se afirmar que estão CORRETAS:A - I e IIB - I e IIIC - II e IVD - Apenas a IIIE - I e IV(UNEMAT/MT) Questão 19: Um investidor da bolsa de valores residente na cidade deTóquio (Japão), localizada no fuso horário de 135 E, lembrou, às 23:00 horas daquela cidade,que precisaria comprar soja no horário de pico do pregão da Bolsa de São Paulo, localizadano fuso de 45 W, pois, de acordo com as informações da meteorologia as condições de tempoque seguiria no Brasil, contribuiriam para a diminuição da oferta do produto e,conseqüentemente, elevaria sensivelmente os preços.Considerando os mecanismos geográficos dos diferentes fusos horários no planeta Terra,daria tempo para o investidor proceder a referida transação econômica?A - em função do movimento de Revolução da Terra, com giro de sul para norte registrava-senaquele mesmo instante 17 horas em São Paulo, portanto, tempo hábil para o investidorproceder tal operação financeira.B - em função do movimento de Rotação da Terra, com giro observado de leste para oeste,naquele mesmo instante registrava-se 11 horas em São Paulo, portanto, tempo hábil para oinvestidor proceder tal operação financeira.C - em função dos movimentos de Translação e Rotação da Terra aconteceremconcomitantemente, e possuírem a mesma característica quanto ao ângulo dos seusmovimentos, já se fazia noite nas duas cidades mencionadas.D - em função do movimento de Rotação da Terra, com giro de oeste para leste, naquelemesmo instante registrava-se 11 horas em São Paulo, portanto, tempo hábil para o investidorproceder a operação financeira. 35
    • ORG. PROF. JORGE JACOH FERREIRA jorge.jacoh@hotmail.comE - em função do movimento de Translação da Terra, com giro de norte para sul, registrava-senaquele mesmo instante 17 horas, portanto tempo hábil para o investidor proceder a operaçãofinanceira.(UEMS) Questão 20: Qual a distância real em linha reta entre a cidade A e a cidade B,sabendo-se que em um mapa de escala 1:1 500 000 essas duas cidades ficam a 3 cm uma daoutra?A - 150 kmB - 15 kmC - 450 kmD - 4500 kmE - 45 kmGABARITO: questão 1: B - questão 2: E - questão 3: C - questão 4: B - questão 5: E -questão 6: D - questão 7: B - questão 8: A - questão 9: E - questão 10: A - questão 11: A -questão 12: B - questão 13: A - questão 14: E - questão 15: B - questão 16: B - questão 17: C -questão 18: E - questão 19: D - questão 20: E 36