História e histórias de loucura
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História e histórias de loucura

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História e histórias de loucura Presentation Transcript

  • 1. HISTÓRIAS DE LOUCOSDe motivação e significadodesconhecido é importante aassociação do Homem, nosso objectode trabalho, com a espiral tida comoimagem da vida identificando-se nostempos mais recentes com a cogniçãohumana.Gravura sobre rocha (rocha 72 doCachão do Algarve, Vila Velha deRódão) datada do neolítico-calcolítico.
  • 2. HISTÓRIAS DE LOUCOS Egito antigo: Livro dos corações (papiro Eber: 1552 a.c.) Religiosidade: o mundo dos mortos Tratamento mágico-religioso ou cirúrgico (técnica de trepanação) Sono do templo ou incubação: Imhotep (2600 a.c.)
  • 3. HISTÓRIAS DE LOUCOS Hipócrates (469 – 379 a.C.)O cérebro como sede da alma( Teoria dos humores: Bilis amarela, negra, sangue e linfa.)( Temperamentos: colérico; melancólico; sanguíneo e fleumático)(Tratamento: Drenagem humores em excesso: sangria, purgativose dieta) “...do cérebro, e apenas do cérebro, surgem nossos prazeres, alegrias...bem como nossas tristezas, dor, pesar e lágrimas. É este mesmo órgão que nos torna loucos ou delirantes, influencia-nos com terror e medo, traz a insónia...e a ansiedade despropositada”.
  • 4. HISTÓRIAS DE LOUCOSAristóteles (384 -322 a.C.) - Coração era o centro da alma e das emoções. - Não fazia a distinção entre nervos e tendões. - O cérebro resfriava o sangue oriundo do coração.
  • 5. HISTÓRIAS DE LOUCOS Galeno ( 130-200d.C.): Médico grego e aImpério Romano figura mais importante na medicina romana.  Controle da IgrejaIdade Média  Imaginação = realidade  O demónio e a Inquisição: possessão  Doença moral, orações  Os loucos vagantes e a nau  dos insensatos: exclusão  Bedlam
  • 6. HISTÓRIAS DE LOUCOS
  • 7. HISTÓRIAS DE LOUCOS ILUMINISMO Descartes: dualismo corpo x espírito: Res extensa x res cogitans Humanismo: declínio do controle da Igreja – monarquia e burguesia Doença mental: surgimento da Psiquiatria Pinel
  • 8. HISTÓRIAS DE LOUCOS PhilippePinel (1745-1826) Fundador da Psiquiatria Moderna- Deixaram de ser encarados como violentos e intratáveis- Considerados como seres humanos- Confere à loucura um estatuto científico- Libertou das correntes os internados em Bicêtre (1793) e Salpêtrière (1795)- Classifica as doenças em quatro categorias: melancolia, demência, idiotismo e mania
  • 9. HISTÓRIAS DE LOUCOS
  • 10. HISTÓRIAS DE LOUCOSFrench psychiatrist Philippe Pinel (1745-1826) releasing lunatics from their chains at the Salpêtrière asylum in Paris in 1795
  • 11. HISTÓRIAS DE LOUCOS EVOLUÇÃODAPSIQUIATRIA–DA ANTIGUIDADE AO SÉCULO XVIII CIVILIZAÇÕES PRIMITIVAS IDADE MÉDIA Conceitos mágicos e sobrenaturais Regressão do pensamento Influência de Espíritos Influência da Igreja Tratamentos RudimentaresANTIGA GRÉCIA - HIPÓCRATES RENASCIMENTOQuatro humores corporais Visão Humanista Copérnico,Importância da hereditariedade Paracelso, Johann Meyer, São JoãoRituais de Purificação de Deus, São Vicente de Paula
  • 12. HISTÓRIAS DE LOUCOS. A loucura como problema em Portugal a partir do Sec. XIX. Crendices, superstições, bruxas, esconjuros. Psiquiatria com ideias do humanitarismo iluminista da Revolução Francesa. 1848 1º Hospital Especializado (+ 50 anos depois de Pinel)
  • 13. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1539 Padre Fernando Gouveia (Hospital de Todos-os-Santos). 1755 Terramoto de Lisboa. 1763 Reconstrução do Hospital do Rossio com enfermarias para o doente mental (S.João de Deus). 1775 Transferência para Hospital S. José (enfermarias de S.Teotónio e S. Eufémia)
  • 14. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1841 - SCM + HSJ - transferência de doentes para Rilhafoles. 1842 - Real Decreto da Rainha Hospital de Alienados fosse para Rilhafoles. Bernardino António Gomes - faz estudo da situação na Europa, propondo: - construção de 2 hospitais para curáveis em Lisboa e Porto - instalação de 1 asilo no Centro do País. António Maria Ribeiro, Rilhafoles reunia condições: - fora do centro da cidade - posição mais elevada - exposição a nascente e água potável
  • 15. HISTÓRIAS DE LOUCOS. SCM em conflito com classe médica. 1849 - Colégio Militar para Mafra e doentes para Rilhafoles
  • 16. HISTÓRIAS DE LOUCOS . 1883 - Hospital de Conde Ferreira. 1878 - Censo realizada na população Portuguesa: - População Total: 4 160 315 - Alienados e Idiotas: 9 106 - 8 363 do continente - 574 dos Açores - 169 da Madeira
  • 17. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1866 - Hospital de Rilhafoles começa a apresentar sinais de decadência. 1892 - Miguel Bombarda - termina com processos inquisitórios de contenção dos doentes - institui regimes de ocupação regrada em trabalhos agrícolas - idealiza o hospital onde se conjuga: = assistência = ensino = investigação = acção social
  • 18. HISTÓRIAS DE LOUCOS. António de Sena - projecto de Organização do Serviço de Alienados. 1889 - 1ª Lei Orgânica (Lei de Sena). António de Sena - doença mental como história natural, movimento regressivo do Homem defende higiene e profilaxia das doenças mentais recomenda medidas eugénicas assistência um dever social e hospital como instrumento económico. Internamento lugar natural da loucura e de abolição, com 2 funções sociais - defende e protege sociedade da loucura - ajusta o indivíduo à ideologia da produtividade
  • 19. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1910 - Magalhães Lemos e Júlio de Matos - assistência psiquiátrica - ensino - psiquiatria forense - cultura objectiva da ciência psiquiátrica Lei de 5 de Abril de 1896 - decisão de irresponsabilidade: “...a cujas conclusões afirmativas ou negativas de loucura confirma valor de sentenças definitivas e enapeláveis.”
  • 20. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1942 - inaugurado Hospital Júlio de Matos I - ruptura no curso evolutivo do tratamento do doente mental II - mudança de atitude social e cultural perante a doença mental. Continua a não se realizar a verdadeira revolução psiquiátrica: - encarar a loucura como doença - adoptar atitudes humanas para alivio e ajuda
  • 21. HISTÓRIAS DE LOUCOS 1946 –Hospital Sobral CId
  • 22. HISTÓRIAS DE LOUCOS 1945 – Manicómio de Sena1953 – Hospital Magalhães Lemos
  • 23. Formação de Enfermagem de Saúde Mental 1º Período ou fase embrionária (1873 a 1950)Até meados do século XIX, as Enfermeiras eram mulheres formadas porordens religiosas, idosas, fracas, mal formadas, e incapazes de darseguimento às instruções.requisitos, “ser sóbria, honesta, sincera, digna de confiança, pontual,calma e arrumada, limpa e asseada, paciente, alegre e bondosa” e,possuir uma lista de princípios nomeadamente, cuidados de higiene econforto, saber aplicar os tratamentos prescritos, observação dacondição física do paciente.Miguel Bombarda médico, director do Hospital de Rilhafoles, afirmou anecessidade de “adestrar” aqueles que estavam incumbidos de executaras prescrições dos médicos.
  • 24. Formação de Enfermagem de Saúde Mental 1º Período ou fase embrionária (1873 a 1950)O primeiro curso, começou a funcionar nos Hospitais da Universidade deCoimbra, em Outubro de 1881, considerada a primeira escola deenfermeiros em Portugal1885 Tomás de Carvalho, Enfermeiro-Mor do Hospital Real de São José,solicitou autorização ao governo para abertura de uma escola paraenfermeiros, dando início ao ensino profissional.28 de Janeiro de 1886, foi criada a primeira escola para o ensino deenfermagem em Portugal.Em 1887, abre o curso de enfermeiras regido por Artur Ravara
  • 25. Formação de Enfermagem de Saúde Mental 1º Período ou fase embrionária (1873 a 1950)A primeira formação de Enfermagem de Saúde Mental ocorreu em 1911no Hospital Conde de Ferreira e, mais tarde no Hospital MiguelBombarda, em 1942, ligado à abertura do Hospital Júlio de Matos.O curso designado Estágio de Enfermagem Psiquiátrica, destinava-sea todos aqueles que exerciam a profissão de enfermeiro(a) ou que játivessem trabalhado em manicómios, ou clínicas oficiais ou particularesde saúde mental.E 1943/1945, no hospital Júlio de Matos, tem início o primeiro Curso deEnfermagem Psiquiátrica com a duração de dois anos, contrariamenteao que acontecia no Hospital Miguel Bombarda que era de seis meses.
  • 26. Formação de Enfermagem de Saúde Mental 2º Período ou fase empírico-científica (1951 a 1969)Transformações, quer a nível da organização estrutural, quer dehierarquias e formação profissional visíveis nos seus diplomasAs habilitações literárias requeridas para a frequência do curso deEnfermagem psiquiátrica eram, até 1942, a 4ª classe.
  • 27. Formação de Enfermagem de Saúde Mental 3º Período ou fase Pró – Científica (1970 a 1984)Primeiro Curso de Especialização em Enfermagem de SaúdeMental e Psiquiatria, em Lisboa, Porto e Coimbra 4º Período: de 1985 à actualidade
  • 28. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1945 - Lei nº 2006 - acção profilática - acção terapêutica - acção pedagógica. Base II, define como incumbência do Estado - orientar, coordenar e fiscalizar - estimular e favorecer as iniciativas particulares na assistência - criar e manter os serviços considerados necessários
  • 29. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1945 - Decreto-lei nº 34 502 1. Divide país em 3 zonas 2. Regulamenta a - formação e admissão de pessoal - admissão e alta dos doentes. 1958 - decreto-lei nº 41 759 1. Completa estrutura fixada pela Lei nº 2006 2. Cria o Instituto de Assistência Psiquiátrica (I.A.P.)
  • 30. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1963 - Lei nº 2118 - Bases para a promoção da saúde mental § privilegia a SAÚDE e não a doença. 1964 - Decreto-lei 42 106 - cria os Centro de Saúde Mental. Fica por regulamentar o tratamento e internamento compulsivos
  • 31. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1988 - 2ª fase da Reforma Centro de Saúde Mental - filosofia de cuidados assistenciais. Objectivos- desenvolvimento de cuidados na comunidade- fomentar este tipo de cuidados junto de outros técnicos de saúde- criar e desenvolver unidades de Saúde Mental nos hospitais gerais- desenvolver programas de reabilitação- desenvolver novos modelos de financiamento e realocação de recursos- desenvolver programas de formação e educação dos técnicos- desenvolvimento de um sistema nacional de informação
  • 32. HISTÓRIAS DE LOUCOS. 1993 - Decreto-lei 345/93 - fusão entre Direcção Geral dos Cuidados de Primários DIRECÇÃO e GERAL Direcção Geral dos Hospitais SAÚDE. Constituição de Grupos de Trabalho- Revisão da Lei de Saúde Mental - Articulação com Ordens religiosas- Psiquiatria forense - DSPSM/Segurança Social- Reabilitação psiquiátrica - Formação
  • 33. HISTÓRIAS DE LOUCOS DPSM Dec. Lei 413/71 Lei 2118/63 27 Setembro Dec. Lei 3 Abril Dec. Lei 127/92 41759/58 3 Junho 25 Junho Despacho PrincípiosLei 2006/45 de Saúde 407/98 3 Maio Centros Pública 18 Junho Saúde Lei 36/98 IAP Mental 24 Junho Nova Lei Saúde Resolução Plano Mental Conselho NacionalPromoção do Ministros SaúdeTratamento Dec. Lei 8/2010 49/2008 Mentalde Doenças Equipas Cuidados 28 Janeiro 2007/2016em Regime Integrados deAmbulatório Saúde Mental desinstitucionalização doentes mentais
  • 34. HISTÓRIAS DE LOUCOSTeoria heredo-degenerativa ASILOPsiquiatria Clínica HOSPITAL PSIQUIÁTRICOPsiquiatria Dinâmica COMUNIDADE TERAPÊUTICAPsiquiatria Social SAÚDE MENTAL COMUNITÁRIA