O Império Brasileiro - Prof. Medeiros

17,046
-1

Published on

O Império Brasileiro - Prof. Medeiros - CSSG - Cuiabá-MT - www.historiasdomedeiros.blogspot.com

Published in: Education
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
17,046
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
17
Actions
Shares
0
Downloads
168
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

O Império Brasileiro - Prof. Medeiros

  1. 1. www.historiasdomedeiros.blogspot.com Aula 2015
  2. 2. Segundo Reinado Período Regencial Primeiro Reinado 1822 1889 1831 1840
  3. 3. Independência ou Morte de Pedro Américo, 1888.
  4. 4. A arqueóloga Valdirene Ambiel segura o crânio de dom Pedro I.
  5. 5. O Primeiro Reinado (1822-1831)
  6. 6. O Primeiro Reinado (1822-1831)  Pedro de Alcântara, Francisco, Antônio, João, Carlos, Xavier de Paula, Miguel, Rafael, Joaquim, José, Gonzaga, Pascoal, Cipriano, Serafim, de Bragança e Bourbon (1798-1834) foi coroado com o título D. Pedro I;  Briga pelo poder: grandes proprietários de terra (brasileiros) X imperador, a corte e grandes comerciantes (portugueses);
  7. 7. O Primeiro Reinado (1822-1831) A Guerra de Independência: Com a declaração de independência, tropas portuguesas resistiram no Pará, na Paraíba, no Piauí, no Maranhão, na Cisplatina e, principalmente, na Bahia. Com a ajuda de milícias estrangeiras, D. Pedro I conseguiu reprimir esses movimentos. Entrada do Exército Libertador de Prisciliano Silva.
  8. 8. A Guerra de Independência do Brasil Contexto Histórico: - O processo de independência do Brasil não foi pacífico. Após o 7 de setembro de 1822, ocorreram várias manifestações, em território nacional, contrárias à Independência. Este movimento de resistência era composto, principalmente, por militares portugueses que moravam no Brasil. - Dom Pedro I precisou reagir rapidamente para não colocar em risco a recém conquistada liberdade com relação a Portugal. Seu objetivo era expulsar do país as tropas portuguesas. Foi entre os anos de 1822 e 1825, que grande parte destes conflitos pós-independência ocorreram. - Como o Brasil não possuía um exército nacional, D. Pedro I precisou formar milícias e contratar militares ingleses e franceses para combater os movimentos de resistência à Independência. O comando ficou nas mãos de militares estrangeiros como, por exemplo: os britânicos Lord Cochrane e John Taylor, além do francês Pierre Labatut. Causas Principais: - Não reconhecimento da independência do Brasil por parte dos militares portugueses que moravam no Brasil. - Intenção dos portugueses em restaurar a colonização do Brasil. - Não aceitação da independência por parte de comerciantes e funcionários públicos portugueses que atuavam no Brasil. - Necessidade de D. Pedro de pacificar o país no pós-independência para colocar em vigor seu governo em todo território nacional. Desta forma, poderia fortalecer seu poder, consolidando-se como monarca brasileiro. Como Terminaram: - D. Pedro I saiu vitorioso nas guerras pela independência do Brasil. Muitos opositores, principalmente militares portugueses, foram presos e expulsos do Brasil. Em 1825, Portugal reconheceu a emancipação política do Brasil e o imperador brasileiro conseguiu manter a unidade territorial. Curiosidades: - As milícias estrangeiras contratadas por D. Pedro I contou, em algumas províncias brasileiras, com a ajuda de populares para expulsar os portugueses do Brasil. - Para contratar militares estrangeiros e comprar navios de guerra para as guerras de independência, D. Pedro I aumentou os impostos e contou com a doação de recursos de ricos agricultores brasileiros. Fonte: http://www.historiadobrasil.net/resumos/guerras_independencia.htm
  9. 9. • Reconhecimento externo da independência: - EUA (1824): Doutrina Monroe + mercados. - Portugal (1825): indenização de 2 milhões de libras + título de Imperador Honorário do Brasil, para D. João VI. - Inglaterra (1827): o Brasil assumiu a dívida portuguesa de 2 milhões de libras + renovação de tratados de 1810 (privilégios alfandegários) + fim do tráfico negreiro (não cumprido). • Dependência econômica: – Empréstimos e impostos.
  10. 10. A Noite da Agonia A história registrou como a “Noite da Agonia” as horas em que a Assembleia Constituinte resistiu à dissolução pelo Imperador Dom Pedro I, em 12 de novembro de 1823, alvorecer do Império.
  11. 11. A Constituição de 1824  Outorgada pelo Imperador;  Monarquia constitucional hereditária;  Quatro poderes: Moderador, Executivo, Legislativo e Judiciário;  Senadores com cargos vitalícios;  Voto indireto, masculino, aberto e censitário, baseado na renda dos eleitores. (Para votar era preciso ter renda anual de, pelo menos mil-réis, e para ser candidato a deputado, a renda mínima anual deveria ser de 400 mil-réis; para senador, de 800 mil-réis.);  País dividido em Províncias e com Presidentes nomeados pelo Imperador;  A Igreja Católica como “religião” oficial e submetida ao Estado (Regime do Padroado).
  12. 12. A Constituição de 1824  Outorgada pelo Imperador;  Monarquia constitucional hereditária;  Quatro poderes: Moderador, Executivo, Legislativo e Judiciário;  Senadores com cargos vitalícios;  Voto indireto, masculino, aberto e censitário, baseado na renda dos eleitores. (Para votar era preciso ter renda anual de, pelo menos mil-réis, e para ser candidato a deputado, a renda mínima anual deveria ser de 400 mil-réis; para senador, de 800 mil-réis.);  País dividido em Províncias e com Presidentes nomeados pelo Imperador;  A Igreja Católica como “religião” oficial e submetida ao Estado (Regime do Padroado).
  13. 13. A Confederação do Equador – 1824 – Pernambuco O D. Pedro I era muito autoritário e impopular, provocando uma revolta na capitania de Pernambuco: a Confederação do Equador. Após a imposição da Carta de 1824, a elite rural pernambucana e as camadas médias urbanas uniram-se e proclamaram-se independentes em relação ao Brasil, criando a República da Confederação do Equador.
  14. 14. A Confederação do Equador – 1824 – Pernambuco  Principais líderes: o jornalista Cipriano Barata e o frei Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca.  O desfecho: com a ajuda da Inglaterra, as tropas imperiais reprimiram o movimento com violência. Os principais líderes foram executados. Frei Caneca  Causas: o autoritarismo de D. Pedro I, a alta de impostos e a pobreza generalizada.
  15. 15. – Dificuldades financeiras (queda nas exportações, empréstimos, falta de um produto significativo e despesas militares). – Autoritarismo de D. Pedro I. – Críticas da imprensa. – Questão Sucessória (Portugal – 1826). • Medo da recolonização. – Guerra da Cisplatina (Uruguai – 1828). • Separação do Uruguai, 8 mil mortos e gastos inúteis. – Execução de Frei Caneca e assassinato do jornalista Libero Badaró. – Impopularidade de D. Pedro I. – Noite das Garrafadas (13/03/1831). A Crise do Primeiro Reinado
  16. 16. Com a situação cada vez mais radicalizada, o imperador decidiu fazer uma série de viagens pelas províncias, na tentativa de diminuir a oposição a seu governo. O primeiro destino, Ouro Preto, em Minas Gerais, foi um verdadeiro fracasso. D. Pedro I foi hostilizado pela população da cidade, que fechava as portas, em sinal de protesto, quando passava a comitiva imperial. Os portugueses residentes no Rio de Janeiro, então, decidiram fazer uma grande festa em apoio ao imperador, que retornava de Ouro Preto. A festividade lusitana, em contraste com o clima de acirramento político, o assassinato de Líbero Badaró e o autoritarismo do imperador, só agravaram a situação. Na noite do dia 13 de março de 1831, o conflito chegou às ruas quando brasileiros, de pedras e garrafas nas mãos, atacaram os portugueses. Foi a NOITE DAS GARRAFADAS. A Crise do Primeiro Reinado
  17. 17. O Fim do Primeiro Reinado  Dom Pedro I, ao tomar conhecimento do movimento de desordem que ocorria nas ruas, ordenou ao comandante do regimento de artilharia aquartelado nas proximidades do palácio imperial, que ele e a tropa fossem reunir-se aos seus camaradas, já que não era seu desejo que alguém se sacrificasse por sua causa. Pouco depois, no dia 7 de abril de 1831, redigiu o seu ato de abdicação: “Usando do direito que a Constituição me confere, declaro que hei mui voluntariamente abdico na pessoa do meu muito amado e prezado filho, o senhor Dom Pedro de Alcântara”.
  18. 18. O Período Regencial (1831-1840)  Conforme era previsto pela Constituição de 1824, pela impossibilidade do herdeiro assumir o trono, foi nomeado uma junta de regentes até que o monarca pudesse assumir;  Eram políticos (os regentes) que formavam o Legislativo e representavam a elite agrária brasileira;  A abdicação consolidou os ideais (“liberais”) que norteavam a luta pela independência.
  19. 19. O Período Regencial (1831-1840)  As Regências: * Regência Trina Provisória (Carneiro de Campos, Campos Vergueiro e Francisco de Lima e Silva); * Regência Trina Permanente (Bráulio Muniz, Costa Carvalho e Francisco de Lima e Silva); * Regência Una de Padre Diogo Feijó; * Regência Una de Pedro Araújo Lima.
  20. 20. O Período Regencial (1831-1840)
  21. 21. Alguns feitos (e características) desse período:  1831: Criação da Guarda Nacional;  1832: Aprovação do Código de Processo Criminal (ou Penal);  1834: Alteração da Constituição com o Ato Adicional;  Bipolarização política entre os representantes das classes ricas: liberais (federalização) e conservadores (centralização);  Instabilidade política, com movimentos separatistas regionais que colocaram em risco a unidade territorial. O Período Regencial (1831-1840)
  22. 22. A Guarda Nacional era uma tropa de elite, organizada em âmbito municipal, tendo como comandantes locais os próprios grandes proprietários. Assim, seu papel fundamental era o de mantenedora da ordem interna, entendendo-se por este termo o predomínio da elite e o sufocamento a qualquer foco de rebelião social.
  23. 23. O Ato Adicional de 1834:  Implantou a Regência Una, eletiva e temporária;  Suprimiu o Conselho de Estado;  Instituiu as Assembleias Legislativas Provinciais;  O Rio de Janeiro tornou-se um município neutro. O Período Regencial (1831-1840)
  24. 24. O Fim do Período Regencial: O Período Regencial (1831-1840) O Golpe da Maioridade aconteceu no dia 23 de Julho de 1840, com o apoio do Partido Liberal, pondo fim ao período regencial brasileiro. Os liberais agitaram o povo, que por sua vez pressionou o Senado a declarar o jovem Pedro II maior de idade aos 14 anos. Este golpe teve como principal objetivo dar o poder a Dom Pedro II, para que o inexperiente jovem rei cedesse aos caprichos dos liberais.
  25. 25. O BRASIL EM PÉ DE GUERRA! No Período Regencial, uma série de contradições tornaram tensas as relações entre o Rio de Janeiro e algumas províncias.
  26. 26. No geral, podemos afirmar que as REVOLTAS REGENCIAIS ocorreram provocadas pelas disputas políticas entre as elites locais, assim como, pelas condições sociais e econômicas de cada província, que passavam por um momento difícil, de grandes injustiças sociais. Revolta dos Malês (1835) Rusga (1834)
  27. 27. BALAIADA Contexto: Revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841, no interior da então província do Maranhão. Fatores: Durante o período regencial Brasileiro, o Maranhão, região exportadora de algodão, passava por uma grave crise econômica devido à forte concorrência com o algodão produzido pelos Estados Unidos. Além disso, a fome e a miséria assolavam a região e a falta de assistência da Regência deixou a classe média insatisfeita politicamente. Atores: Realizada por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros, essa revolta teve como principais atores o Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, Cosme Bento (liberto), Raimundo Gomes e como combatente à Balaiada, o Barão Caxias. Objetivos: Proclamação dos seus ideais republicanos; Fim da fome e da miséria na província do Maranhão; Redistribuição das terras (Reforma Agrária); Luta pela abolição da escravatura. Desfecho: O combate aos balaios foi bastante violento. O movimento de revolta foi contido em 1841. Cerca de 12 mil sertanejos e escravos morreram nos combates. Os revoltosos presos foram anistiados pelo imperador Dom Pedro II. A vitória sobre a Balaiada levou o Coronel Luís Alves de Lima e Silva a ser condecorado pelo imperador com um título de nobreza: Barão de Caxias.
  28. 28. CABANAGEM Contexto: Entre 1835 e 1840, na província do Grão-Pará. Fatores: No início do Período Regencial, a situação da população pobre do Grão-Pará era péssima. Mestiços e índios viviam na miséria total. Sem trabalho e sem condições adequadas de vida, os cabanos sofriam em suas pobres cabanas às margens dos rios. Esta situação provocou o sentimento de abandono com relação ao governo central e ao mesmo tempo, muita revolta. As lutas pela independência na província tiveram um caráter popular, além da libertação. No Pará existiam tradições de autonomia na Região do Grão-Pará, que estava ligado diretamente à Metrópole portuguesa, relacionando-se pouco com o resto do Brasil. Tais tradições fizeram com que os paraenses resistissem com frequência às imposições do Rio de Janeiro. Atores: Envolve os moradores pobres da cidade e dos vilarejos ribeirinhos (os cabanos): índios, ne- gros e mestiços. Na liderança houve representantes das várias vertentes sociais como: o padre Batista Campos, o jornalista Lavor Papagaio e o latifundiário Félix Malcher. Com o tempo, os governos cabanos seriam exercidos por lideranças populares, como Francisco Vinagre e Eduardo Angelim. Objetivos: Reivindicavam uma distribuição de terras e pediam à classe dominante, formada pelos grandes fazendeiros e comerciantes portugueses de Belém, o fim da escravidão. A pressão das massas sobre os governadores nomeados pelo Rio de Janeiro tornou-se cada vez maior. Então os cabanos tomam o poder e passam a controlar Belém. O objetivo principal era a conquista da independência da província do Grã-Pará. Os cabanos pretendiam obter melhores condições de vida (trabalho, moradia, terra, comida...). Já os fazendeiros e comerciantes, que lideraram a revolta, pretendiam obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província. Desfecho: O governo central enviou tropas para acabar com esse movimento. Vencidos na capital pelas forças do governo, os cabanos reorganizaram as massas rurais, continuaram lutando até 1840, quando pela violência e opressão, foram obrigadas a aceitar a pacificação. Para muitos historiadores, a Cabanagem, mesmo reprimida e, ao final, derrotada, foi uma revolta popular que passou da simples manifestação para uma ascensão efetiva ao poder.
  29. 29. Monumento à Cabanagem, projetado por Oscar Niemeyer, em 1985. Belém, Pará.
  30. 30. SABINADA Contexto: A revolta se estendeu entre os anos de 1837 e 1838. Ganhou este nome, pois seu líder foi o jornalista e médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira. Fatores: Os revoltosos eram contrários às imposições políticas e administrativas impostas pelo governo regencial. Estavam profundamente insatisfeitos com as nomeações de autoridades para o governo da Bahia, realizado pelo governo regencial. O estopim da revolta ocorreu quando o governo regencial decretou recrutamento militar obrigatório para combater a Guerra dos Farrapos, que ocorria no Sul do país. Atores: Foi uma revolta feita por militares, integrantes da classe média e rica da Bahia. O seu líder foi o jornalista e médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira. Objetivos: Os revoltosos queriam mais autonomia política e defendiam a instituição do federalismo republicano, sistema que daria mais autonomia política e administrativa as províncias. A Sabinada, liderada por Sabino Rocha Vieira, destacou-se pela visualização de um separatismo provisório, isto é, a República Bahiense existiria somente até a maioridade de D. Pedro II. Desfecho: A cidade de Salvador Foi cercada e retomada pelas tropas militares enviadas pelo governo central. Muita violência foi usada na repressão. Centenas de casa foram queimadas pelas forças militares do Governo Federal. Entre revoltosos e integrantes das forças do governo, ocorreram mais de 2 mil mortes durante a revolta. Mais de 3 mil revoltosos foram presos. Assim, em Março de 1838, terminava mais uma rebelião do período regencial. Francisco Sabino refugiou-se em Mato Grosso, foi morar em uma fazenda próxima a Cáceres, a fazenda Jacobina.
  31. 31. REVOLTA DOS MALÊS Contexto: Foi uma revolta que aconteceu na Bahia (1835) no período regencial e no início do século XIX. O movimento de 1835 é conhecido como Revolta dos Malês, por serem assim chamados os negros muçulmanos que o organizaram. A expressão malê vem de imalê, que na língua iorubá significa muçulmano. Fatores: A aversão à escravidão da população negra, que era de grande maioria na Bahia e à imposição do catolicismo aos negros, que tinham por constituição a religião Islâmica. Atores: Inspirados por escravos e libertos Islâmico-Haussás, Mandigas e outros grupos denominados genericamente de Malês, mas que contou também com a ampla participação de negros de origem Nagô, entre os quais Licutam, Dandara, Ahuna, Luiz Sanin, Manoel Galafate, são os principais líderes da revolta. Objetivos: O Malês propunha o fim do catolicismo (religião que lhe era imposta), o assassinato e confisco de bens de todos os brancos e mulatos e a implantação de uma monarquia islâmica, com a escravidão dos não muçulmanos (brancos, mulatos e negros). De acordo com o plano de taque, assinado por um escravo de nome Mala Abubaker, os revoltosos sairiam da Vitória (atual bairro da Barra em Salvador) “tomando a terra e matando toda a gente branca”. De lá rumariam para a Água de Meninos e depois para Itapacipe, onde se reuniriam do restante das forças. O passo seguinte seria a invasão dos engenhos do Recôncavo e a libertação com armas em punho. Desfecho: Os Malês lançavam-se à luta apesar de terem perdido a vantagem da surpresa e, ao serem derrotados, fugiram para o Recôncavo, atacando os coviais. Foram vencidos também nas áreas rurais e submetidos a severas punições. Os castigos físicos mais violentos recaíram sobre os libertos, pois os escravos eram valiosos bens de capital dos proprietários que passaram a vigiá-los mais atentamente.
  32. 32. RUSGA Contexto: Movimento Social ocorrido em Mato Grosso, no ano de 1834. Essa revolta aconteceu durante o Período Regencial. Fatores: Devido à instabilidade política presente no Império, duas sociedades ambicionavam a tomada do poder provincial. De um lado os políticos liberais defendiam a autonomia política dos provincianos e as reformas de antigas práticas. Do outro, os portugueses defendiam uma política centralizada e manutenção de privilégios, respectivamente pela “Sociedade dos Zelosos Indepen- dentes” e “Sociedade Filantrópica”. Além dos fatores sociais (miséria e desejo de expulsar os portugueses), houve os econômicos (domínio do comércio) e também os políticos (poder local). Atores: Liberais (“Sociedade dos Zelosos da Independência”) e conservadores (“Sociedade Filantrópica”). João Poupino Caldas (Líder Liberal); Antonio Luis Patrício da Silva Manso (Líder Conservador); o fazendeiro José Alves Ribeiro, o capitão da Guarda Nacional, José Jacinto de Carvalho, o bacharel Pascoal Domingues de Miranda, o professor de filosofia Braz Pereira Mendes e o vereador Bento Franco de Camargo; e populares. Objetivos: Inicialmente, possuía objetivos políticos moderados, mas assumiu caráter violento, pois os integrantes da Sociedade dos Zelosos da Independência desejavam tomar poder das mãos de seus adversários (os bicudos). “Bicudo” era um termo depreciativo dirigido aos portugueses que foi inspirado pelo nome do bandeirante Manuel de Campos Bicudo, primeiro homem branco que se fixou na região. Desfecho: Apesar de nenhum dos envolvidos sofrerem algum tipo de punição das autoridades, o clima de disputa política continuava a se desenvolver em Cuiabá. O último capítulo dessa revolta aconteceu em 1836, quando João Poupino Caldas, politicamente desprestigiado, resolveu deixar a Província. No dia de sua partida, um misterioso conspirador o alvejou pelas costas com uma bala de prata. Esse tipo de projétil era usado para matar alguém considerado traidor.
  33. 33. GUERRAS DOS FARRAPOS ou FARROUPILHA Contexto: A guerra iniciou em 1835, no Rio Grande do Sul, na época em que o Brasil era governado pelo regente Feijó, portanto ainda no Período Regencial, mas se estendeu por Santa Catarina e terminou apenas em 1845, já no Segundo Reinado. Fatores: O estopim para essa rebelião foi a grande diferença de ideais entre dois partidos: um que apoiava os republicanos (Liberais) e outro que dava apoio aos conservadores (Legalistas). O movimento teve causas políticas e econômicas, como os altos impostos nas charqueadas e a falta de uma política protecionista do produto, a escassez de moeda circulante no Rio Grande do Sul durante todo o período colonial e o pagamento das dívidas do governo central da província. Atores: Bento Gonçalves, Bento Manoel, Giuseppe Garibaldi, Anita Garibaldi, Vicente da Fontura, Pedro Boticário e David Canabarro. Objetivos: Pretendiam conquistar maior parcela de autonomia política e econômica, porém mantendo os vínculos com o império. Embora, durante o movimento, surgiu a ideia de separatismo, possuíam consciência que o mesmo poderia significar a perda do mercado brasileiro de charque. Eram a favor de um governo federativo e republicano. Desfecho: Em novembro de 1836 os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em 1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves assume a presidência da República de Piratini. Após três anos de batalha e várias derrotas, os “Farrapos” tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias (o Tratado do Poncho Verde). Com isso, em 1845 a rebelião foi finalizada.
  34. 34. Segundo Reinado Período Regencial Primeiro Reinado 1822 1831 1840 1889
  35. 35. 1840
  36. 36. O Segundo Reinado (1840-1889) Aproveitando o clima de instabilidade, os liberais (inclusive com votos de parte dos conservadores) aprovaram uma emenda constitucional que antecipava a maioridade do imperador Pedro II, então com 15 anos, para que ele pudesse assumir o trono. Este fato ficou conhecido como o Golpe da Maioridade. Disputas políticas entre conservadores e liberais.
  37. 37. O Segundo Reinado (1840-1889)  Ministério dos Irmãos: Martin Francisco An- drada, Antonio Carlos Andrada e outros liberais.  Novas eleições parlamentares: as “Eleições do Cacete”.  Continuidade da instabilidade, principalmente no sul: Farroupilha.  Reação conservadora, queda dos liberais e “regressismo” conservador.  Resposta Liberal: Revoltas Liberais em São Paulo (1842), Minas Gerais (1842) e Pernambuco (1848-1849).
  38. 38.  Revolução Praieira (1848-1849, em Pernambuco): os liberais, liderados pelo republicano Pedro Ivo da Silveira (e outros), queriam a expulsão dos portugueses e a nacionalização do comércio, a extinção do Poder Moderador, a liberdade de pensamento e o direito ao O Segundo Reinado (1840-1889) trabalho. Eram mudanças que afeta- riam as estruturas social e política vigentes no Brasil, assim a repressão imperial foi imediata.
  39. 39.  Com a chegada de Dom Pedro II ao trono, o Poder Moderador e o Conselho de Estado foram restaurados abrindo portas para uma nova fase de centralização política. No entanto, o novo governo imperial buscou reestruturar as regras do jogo político daquela época instaurando um sistema, em tese, inspirado no parlamentarismo britânico;  Parlamentarismo às avessas: O primeiro ministro e os demais ministros eram escolhidos pelo Imperador. O Segundo Reinado (1840-1889)
  40. 40.  Parlamentarismo às avessas: O primeiro ministro e os demais ministros eram escolhidos pelo Imperador; O Segundo Reinado (1840-1889) nomeia nomeia escolhe marca e comanda aprova
  41. 41.  O Presidente do Conselho de Ministros, Honório Hermeto Carneiro de Leão, o Marquês do Paraná, montou um gabine- te que incorporava ministros liberais e conservadores. O Segundo Reinado (1840-1889)  Foi o início da Era da Conciliação (1853- 1865): uma fase de relativa tranquilidade e estabilidade política, notadamente se comparada à efervescência do primeiro Reinado e da Regência.
  42. 42. V F F F V
  43. 43.  O Café: o principal produto de exportação brasileira do Segundo Reinado. O Segundo Reinado (1840-1889)
  44. 44. V F V
  45. 45. O Café no Oeste Paulista O café passou a ser cultivado em São Paulo devido ao esgotamento do solo do Rio de Janeiro, pois sua produção era extensiva e não mecanizada. O rico solo de terra roxa de São Paulo foi o lugar ideal para que o cultivo continuasse. Essa área não corresponde exatamente ao oeste geográfico de São Paulo. Seguindo a linha férrea da Companhia Paulista, ela estende- se de Campinas a Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Catanduva. Já pela estrada de ferro Mojiana, abrange de Campinas para Piraçununga, Casa Branca e Ribeirão Preto. A forma de produção do Oeste e do Vale era bastante semelhante no começo. O que acabou levando a cafeicultura para o oeste foi, essencialmente, a disponibilidade de terras, que permitiu uma maior expansão dos plantios, também praticados de forma extensiva. Os cafeicultores do Vale, por terem limites geográficos maiores, provocaram um maior esgotamento do solo, diminuindo a produtividade. Mas outros fatores também ajudaram para que a produção do Oeste Paulista se sobrepusesse à do Vale. As condições de solo e clima eram bem mais propícias para o café em São Paulo, aonde a planta chegava a ter cinco anos a mais de produtividade do que em outras regiões. Também o uso de uma tecnologia mais avançada foi muito importante para São Paulo. Através do arado e do despolpador – para descascar os grãos – aumentaram a eficiência da produção. Quanto à mão-de-obra, o Oeste também usou a escrava africana. Contudo, por se desenvolver um pouco mais tarde, praticamente quando o tráfico negreiro já havia sido proibido, buscou-se outra forma de trabalho. Vieram os imigrantes. Surgiu no Oeste Paulista, ainda, uma nova classe social, chamada de “Burguesia do café”. Esse nome foi dado porque nessa região começou a se desenvolver, no final do século XIX, uma economia capitalista. É importante ressaltarmos que os cafeicultores do Oeste não são mais “evoluídos” ou “modernos” que os do Vale. A época em que esses plantios se desenvolveram e as diferenças geográficas foram o que fizeram as diferenças entre as regiões. Adaptado de Rafael Menezes
  46. 46.  O começo da industrializa- ção no Brasil ocorreu somente no final do século XIX. O Segundo Reinado (1840-1889)  Fatores: lucros gerados pelo café, tarifa Alves Branco (1844), Lei Eusébio de Queirós (1850) e imigração (mão de obra barata). O começo da industrialização no país se deu quando cafeicultores começaram a investir parte dos lucros obtidos na exportação do café e também com as fábricas de tecidos, calçados e outros produtos mais simples, a mão de obra utilizada nestas fábricas eram em sua maioria formada por imigrantes italianos.
  47. 47.  A Questão Christie foi um incidente diplomático, envolven- do o Brasil e a Grã-Bretanha.  Fatores: insistência do Brasil O Segundo Reinado (1840-1889) William Dougal Christie em charge que o coloca no centro da crise diplomática entre Brasil e Inglaterra. em manter o tráfico negreiro, a Tarifa Alves Branco (1844), o saque do navio britânico Prince of Walles (1861) e a prisão de alguns marinheiros ingleses no Rio de Janeiro.  Desfecho: Ruptura diplomática entre o Brasil e a Grã-Bretanha. Em 1865, a questão foi intermediada por D. Leopoldo I (rei belga) e a Grã-Bretanha pediu desculpas formais ao Brasil.
  48. 48.  A Guerra do Paraguai. O Segundo Reinado (1840-1889)
  49. 49.  A Guerra do Paraguai. Entre 1864 e 1870, o Brasil envolveu-se na Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai. Por questões de fronteiras e para atender a interesses da Inglaterra, que não aceitava a independência econômica do Estado paraguaio, os quatro países entraram em guerra. O Paraguai foi derrotado e quase totalmente destruído; sua economia nunca mais se recuperou; O Segundo Reinado (1840-1889)
  50. 50. Solano Lopez, como sanguinário. Caricatura de Angelo Agostini na Revista Fluminense, 12 06 1869. O Paraguai foi arrasado fisicamente, economicamente e demograficamente.
  51. 51. A destruição causada pela guerra. Tela de Juan Blanes, 1880. Museu Nacional de Montevidéu, Uruguai.
  52. 52. Consequências da Guerra do Paraguai para o Brasil: → fortalecimento do Exército; → retorno da dependência com a Inglaterra; → Campanha Abolicionista/Republicana; → Fim do Império/Proclamação da República. O Segundo Reinado (1840-1889)
  53. 53.  A transição do trabalho escravo para o trabalho assalariado no Brasil: leis abolicionistas e imigração de europeus;  Leis abolicionistas: Lei Eusébio de Queirós (1850 – fim do tráfico negreiro); Lei do Ventre Livre (1871 – previa a libertação dos filhos de escravas nascidos a partir daquela data); Lei dos Sexagenários (1885 – decretava a liberdade para os escravos com mais de 60 anos de idade); Lei Áurea (1888 – extinguiu oficialmente a escravidão no Brasil). O Segundo Reinado (1840-1889)
  54. 54.  O Império entrou em crise: questão religiosa (campanha da Igreja Católica contra a intervenção do Estado); questão militar (embate entre o exército e o governo imperial, principalmente após a Guerra do Paraguai); e questão da abolição da escravidão (os escravocratas, que não receberam indenizações com a Lei Áurea, deixaram de apoiar o Império); O Segundo Reinado (1840-1889)
  55. 55. O Segundo Reinado (1840-1889) A Crise do Império  A Questão Escravista: o fim da escravidão provoca desgaste na relação Monarquia/Escravistas;  A Questão Religiosa: Padroado e Beneplácito X Maçonaria;  A Questão Militar: fortalecimento do Exército, o Positivismo (Benjamin Constant) e os atritos do Estado com os militares.
  56. 56. Benjamin Constant: Político e militar fluminense (18/10/1833- 22/1/1891). Um dos fundadores da República, é autor da divisa Ordem e Progresso da bandeira brasileira. É também um dos divulgadores do positivismo no Brasil. Benjamin Constant Botelho de Magalhães nasce em Niterói e em 1852 entra para o Exército. Estuda engenharia na Escola Central e astronomia no Observatório do Rio de Janeiro, na mesma época em que ensina matemática no Imperial Colégio Pedro II. Em 1887 funda o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana do qual se torna presidente. Em 9 de novembro de 1889 preside a sessão na qual os membros do Clube Militar decidem pela queda da monarquia. Após a proclamação da República assume a pasta da Guerra no governo provisório e, em 1890, é aclamado general-de-brigada em comício público. Nesse mesmo ano passa a chefiar o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Elabora reforma no ensino baseada nos princípios do positivismo, corrente filosófica que considerava a educação prática anuladora das tensões sociais. Morre no Rio de Janeiro.
  57. 57. Benjamin Constant: Político e militar fluminense (18/10/1833- 22/1/1891). Um dos fundadores da República, é autor da divisa Ordem e Progresso da bandeira brasileira. É também um dos divulgadores do positivismo no Brasil. Benjamin Constant Botelho de Magalhães nasce em Niterói e em 1852 entra para o Exército. Estuda engenharia na Escola Central e astronomia no Observatório do Rio de Janeiro, na mesma época em que ensina matemática no Imperial Colégio Pedro II. Em 1887 funda o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana do qual se torna presidente. Em 9 de novembro de 1889 preside a sessão na qual os membros do Clube Militar decidem pela queda da monarquia. Após a proclamação da República assume a pasta da Guerra no governo provisório e, em 1890, é aclamado general-de-brigada em comício público. Nesse mesmo ano passa a chefiar o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Elabora reforma no ensino baseada nos princípios do positivismo, corrente filosófica que considerava a educação prática anuladora das tensões sociais. Morre no Rio de Janeiro.
  58. 58. O Segundo Reinado (1840-1889) O Movimento Republicano “A proposta republicana ganhava espaço cada vez maior no país, ao mesmo tempo em que a Monarquia assumia um imagem retrógrada e incompatível com a nova realidade, inclusive internacional.”  O Manifesto Republicano;  A cisão dentro do Partido Liberal e a fundação do Partido Republicano Paulista (PRP);  O Federalismo (apoio das províncias);  O Apoio dos setores médios urbanos;  O Abolicionismo.
  59. 59. O Segundo Reinado (1840-1889) A Queda da Monarquia  A Monarquia em crise;  A propaganda republicana;  A aliança oligarquia cafeeira paulista e Exército;  A tentativa (fracassada) de Reforma da Monarquia com Visconde de Ouro Preto;  O Fim: o Golpe de Estado em 15 de Novembro de 1889.
  60. 60. Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, segundo imperador do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1825. Assumiu o trono em 18 de julho de 1841, aos 15 anos de idade, sob a tutela de José Bonifácio e depois do Marquês de Itanhaém. Em 1843, casou-se como a princesa napolitana Tereza Cristina Maria de Bourbon, com quem teve quatro filhos, dos quais sobreviveram as princesas Isabel e Leopoldina. D. Pedro II consolidou a soberania nacional e incentivou o progresso do país. Homem culto e avesso à política, protegeu artistas, escritores e cientistas, havendo mantido correspondência com vários deles ao longo de sua vida. Fez inúmeras viagens ao exterior, tendo trazido para o Brasil modernas tecnologias, tais como o telégrafo e o telefone, além do selo postal. Muito preocupado com a ecologia, construiu um jardim botânico em Manaus e reflorestou parte do maciço da Tijuca, no Rio de Janeiro, criando a floresta do mesmo nome. Deixou o país dois dias após a proclamação da República, em 17 de novembro de 1889, vindo a falecer dois anos depois em Paris, aos 66 anos, debilitado pela diabetes. Fonte: www.senado.gov.br
  61. 61. www.historiasdomedeiros.blogspot.com
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×