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Serviço de Informação para a Comunidade
 

Serviço de Informação para a Comunidade

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    Serviço de Informação para a Comunidade Serviço de Informação para a Comunidade Presentation Transcript

    • UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS CARIRI CURSO DE BIBLIOTECONOMIA ESTUDO DE COMUNIDADES E USUÁRIOS SERVIÇOS DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO PARA COMUNIDADES/USUÁRIOS Jonathas Carvalho [email_address]
    • Da noção de comunidade no mundo contemporâneo: fragmentos
      • Bauman (2003) tece algumas considerações sobre comunidade:
      • visão historicista que incita um misto de harmonia, saudosismo ou até mesmo ironia do termo comunidade;
      • seria um instrumento coletivo de ação em que um indivíduo pode contar com a boa vontade do outro;
    • Da noção de comunidade no mundo contemporâneo: fragmentos
      • o autor utiliza inclusive a metáfora de que se um indivíduo tropeçar e cair, o outro pode ajudar a ficar de pé novamente;
      • além do que haverá respeito entre os indivíduos, sem um julgamento antecipado e uma vontade intensa de prestar auxílio a um cidadão necessitado no seio da comunidade; e
      • Em palavras mais diretas, o autor afirma que a comunidade implicaria em uma condição que não estaria, especialmente nesse período contemporâneo, ao alcance do ser humano, sendo considerada essa acepção de comunidade um “paraíso perdido” ou um “paraíso a ser encontrado”.
    • Da noção de comunidade no mundo contemporâneo: fragmentos
      • Comunidade no sentido de individualidade
      • X
      • Comunidade no sentido de coletividade
    • Informação e comunidade: relações estreitas?
      • As comunidades precisam de instrumentos informacionais para conduzir suas atividades cotidianas, familiares culturais e profissionais, como bibliotecas e centros culturais.
      • Segundo Hobsbawm (1997) atualmente, a inflação semântica do termo comunidade mostra tendências das ciências do homem a esvaziá-lo de sua abordagem política.
      • Dessa forma, para a comunidade se encontrar e estabelecer uma parceria informacional direta é preciso que haja uma intencionalidade política e as relações interculturais.
    • Informação e comunidade: relações estreitas?
      • Na questão política entende-se a sua predominância sobre a comunidade a partir de que:
      • cada grupo conta sua própria história, da maneira como considera mais conveniente, concebendo diferentes narrativas cotidianas de vida que se afirmam no mundo do emprego, da família, da educação, dentre outros;
      • essa percepção política fragmenta a concepção coletiva da comunidade criando artifícios para que uns detenham mais “voz e vez” dentro da comunidade ratificando a idéia da auto-afirmação e da liberdade, o que não necessariamente se afirma para todos.
    • Informação e comunidade: relações estreitas?
      • Já o aspecto cultural é um tanto quanto mais complexo, haja vista que:
      • Toma por base as relações interculturais entre comunidades diferentes, com expectativas diferentes;
      • essa mescla relacional estimula mudanças comportamentais no seio das comunidades; e
      • Entretanto, essas relações interculturais podem ser educacionalmente produtivas quando as propostas dessas comunidades agem de comum acordo ou podem ser prejudiciais quando existe uma rivalidade que pode ocorrer por poder territorial, financeiro através, por exemplo, do tráfico de drogas.
    • Informação e comunidade: relações estreitas?
      • Nesses conflitos políticos e interculturais é que a presença de instrumentos de acesso à informação mais se fazem prementes.
      • A biblioteca pode ser considerada um dos principais instrumentos de ação sócio-informacional que pode instigar relações interculturais profícuas para os interesses majoritários da comunidade produzindo uma narrativa político-cotidiana coletiva e um tanto quanto emancipadora dos interesses eminentemente individuais.
    • Informação e comunidade: relações estreitas?
      • Para tanto complementam Costa e Andrade (1998, p. 2) a existência de uma biblioteca como instrumento informacional para a comunidade:
              • no mínimo, deverá corresponder a uma necessidade sentida e contar permanentemente com a motivação e interesse dos usuários imediatos - os componentes da comunidade, que mais adiante, como desejável, assumirão integralmente a biblioteca e outros órgãos que lhe dizem respeito, acompanhando o seu funcionamento, a origem, as características e utilização de recursos. Isto não invalida que a biblioteca receba, já em sua criação, a colaboração de lideranças externas, capazes de despertar a parceria e canalizar energias latentes então localizadas no lugarejo e ainda sem formas de expressão.
    • Usuários: das origens a realidade atual
      • Para Ferreira (apud SILVA, 2002), os usuários eram vistos apenas como um dos integrantes do sistema, mas não como a razão de ser dos serviços que lhes eram oferecidos, sem que suas preferências fossem ouvidas e atendidas.
      • Para Tavares (2005) o usuário em relação a unidade de informação é o principal agregador no processo de dar valor aos produtos e serviços informacionais, é ele quem identifica esse valor através das respostas obtidas nessa unidade frente às suas necessidades informacionais.
    • Usuários: das origens a realidade atual
      • De acordo com Guinchat (1994) o usuário é visto como sendo um elemento fundamental de todos os sistemas de informação, pois a única justificativa das atividades destes sistemas é a transferência de informações entre dois ou mais interlocutores distantes no espaço e no tempo.
    • Serviços de Referência e Informação: origem
      • 1876: Primeira conferência da ALA – American Library Association , Samuel Sweet Green apresenta a primeira proposta para o estabelecimento de um ‘serviço de referência formalizado nas bibliotecas (embora não use o termo Serviço de referência).
      • 1883: Acontece a primeira exposição de um bibliotecário em tempo integral para atender o Serviço de referência (SR) da Boston Public Library .
      • 1891: Aparece, pela primeira vez, o termo ‘ reference work’ (serviço de referência, como traduzido para o português), no índice da Library Journal (revista tradicional da área da Biblioteconomia, publicada até hoje). Nessa época surge o SR com a idéia que dele temos hoje.
      • (ALMEIDA JÚNIOR, 2003, p. 45)
    • Serviços de Informação e Referência: abrangência
      • Os serviços de informação e referência variam de acordo com as características e as finalidades das Unidades de Informação
      • Figueiredo (1992) alerta que o serviço de referência abrange todo o espectro que inclui desde uma vaga noção de auxílio aos leitores até um serviço de informação mais esotérico, muito abstrato e altamente especializado.
    • Serviços de Informação e Referência: propósito
      • “ Pode-se dizer que o propósito fundamental de todos os serviços de informação tem sido, e sempre será, reduzir o tempo necessário para que clientes / usuários específicos ganhem acesso à informação que necessitam” (SILVA, 2002, p. 199).
    • Serviços de Informação e Referência: tipos
      • É possível estabelecer uma divisão macro a partir dos serviços de Referência e Informação:
      • Serviço tradicional (físico/impresso)
      • Serviço Virtual
    • Serviços de Informação e Referência: tipos
      • Obviamente que os centros de informação possuem serviços específicos, conforme a demanda de sua comunidade de usuários e o tipo de instituição (biblioteca, arquivo, museu, entre outros), mas é possível identificar serviços gerais que podem contemplar a maioria das instituições informacionais.
      • Os serviços de informação e referência expostos a seguir têm por base o pensamento de Nice de Figueiredo (1996).
    • Serviços de Informação e Referência tradicional
      • 1) Provisão de documentos: Circulação, consulta, empréstimo entre bibliotecas, fornecimento de copias, entrega de material;
      • 2) Provisão de auxilio bibliográfico: Localização de material, verificação de referencias, levantamento bibliográfico em assuntos especializados;
      • 3) Serviço de alerta: Informais (exposições), Formais (lista de novas aquisições);
      • 4) Orientação ao usuário: Consulta orientada, cursos de instrução Bibliográfica e assuntos diversos.
    • Serviços de Informação e Referência virtual
      • 1) Provisão de Documentos – este serviço divide-se em duas alternativas: a provisão virtual e a provisão física (utilizando meios eletrônicos e/ou virtuais) conforme assinalado abaixo:
      • Pesquisa on line do acervo da biblioteca
      • Com os recursos provenientes dos computadores e das constantes inovações tecnológicas a consulta on line , permite ao usuário remoto conectado a internet, ter acesso ao acervo da Biblioteca.
      • Com os programas de instrução de como acessar e ou utilizar este acervo podem ser feitas na forma de tutoriais e manuais de acesso de forma virtual.
    • Serviços de Informação e Referência virtual
      • 2) Fornecimento de cópias on line - Criar links de sites ou instrumentos virtuais que contemplem as necessidades específicas dos usuários.
      • Por exemplo, no caso de ser uma biblioteca universitária é possível criar links de anais, teses, dissertações e periódicos eletrônicos e/ou que disponibilizam versões eletrônicas dos seus originais impressos.
      • Já no caso de ser uma biblioteca comunitária ou popular, é possível fazer uma lista de links de sites e instrumentos virtuais que tratem de questões essenciais como gestação, planejamento familiar, alimentação, emprego, entre outros.
    • Serviços de Informação e Referência virtual
      • 3) Serviço de alerta eletrônico:
      • Informais: divulgação de novos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, divulgação de cursos oferecidos bem como promoções, através de boletins informativos on line ou alerta eletrônico no site da biblioteca.
      • Formais: Lista de novas aquisições on line, lista de duplicatas, formulário on line para solicitação de novas aquisições, formulário on line para solicitação de duplicatas.
      • 4) Orientação ao usuário - esse segmento do serviço de referência e informação está ligado as atividades, tais como: indicação de vagas de emprego, cursos de capacitação (oferecidos pela instituição ou não), pesquisa escolar e/ou acadêmica, pesquisa na internet, entre outros. Alguns costumam chamar de serviço de informação utilitária.
    • Considerações finais
      • Serviços de Informação/Referência e a comunidade
      • É pertinente que os serviços de informação e referência oferecidos por um centro de informação tenham como foco principal o usuário.
      • Contudo, é crucial que esses serviços busquem agregar novos usuários, de modo que a comunidade possa participar do crescimento do centro de informação com suas idéias e sugestões.
    • Referências
      • ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca pública: avaliação de serviços. Londrina: Eduel, 2003.
      • BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
      • COSTA, Maria de Fátima Oliveira; ANDRADE, Ivone Bastos Bomfim. Necessidade de informação da comunidade do distrito de Taquara: uma experiência de extensão universitária, João Pessoa, Informação e Sociedade: estudos, v. 8, n. 1, 1998.
      • FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Serviços de referência & informação. São Paulo: Polis, 1992.
      • FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Textos avançados em referência & informação. SãoPaulo: Polis: Associação Paulista de Bibliotecários, 1996.
    • Referências
      • GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação. 2. ed. Corrigida e aumentada por Marie-France Blanquet. Brasília: IBICT, 1994.
      • HOSBSBAWM, Erik. A era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
      • SILVA, Chirley Cristiane Mineiro da; RADOS, Gregório Jean Varvakis. Gestão de serviços em bibliotecas: melhoria com foco no cliente. Revista ACB, Florianópolis, v.7, n.1/2, p.198-203, 2002.
      • TAVARES, P. C. Premissas para um enfoque abrangente e eficiente em estudos de usuários. In: CONGRESSO MUNDIAL DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE E BIBLIOTECAS, 9, 2005, Salvador. Anais ... Salvador, 2005. Disponível em: < www.icml9.org/.../Patricia%20Costa%20Tavares-152704.doc >. Acesso em: 20 mar. 2010.