Bibliometria, Cienciometria, Webometria E Informetria

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Bibliometria, Cienciometria, Webometria E Informetria

  1. 1. Universidade Federal do Ceará Campus Cariri Curso de Biblioteconomia Métodos Quantitativos em Biblioteconomia e CI: Bibliometria, Cienciometria, Webometria, informetria
  2. 2. Conceito de Métodos Quantitativos <ul><li>São métodos baseados na &quot;utilização de técnicas estatísticas&quot; e, ainda, em &quot;aplicação da matemática à sociologia“ considerando em caráter especial o resultado de contagens e medições. (GOODE E HATT, 1969). </li></ul>
  3. 3. Tipos de Métodos Quantitativos na Biblioteconomia e CI <ul><li>Bibliometria </li></ul><ul><li>Cienciometria </li></ul><ul><li>Webometria </li></ul><ul><li>Informetria </li></ul>
  4. 4. Bibliometria: origens <ul><li>Para Edson Nery da Fonseca quem utilizou pela primeira vez o termo Bibliometria foi Paul Otlet. </li></ul><ul><li>Porém, Pritchard popularizou o uso da palavra 'bibliometria', quando sugeriu que esta deveria substituir o termo 'bibliografia estatística', que vinha sendo utilizado desde a menção feita em 1922 por Edward Wyndham Hulme em uma conferência na Universidade de Cambridge, reportando-se a um estudo pioneiro de Cole & Eales de 1917, referente à análise estatística de uma bibliografia de Anatomia Comparada. </li></ul>
  5. 5. Bibliometria: conceito <ul><li>Paul Otlet afirma que a Bibliometria pode ser definida como a parte da Bibliografia que se ocupa da medida ou da quantidade aplicada ao livro (Aritmética ou Matemática bibliológica). </li></ul><ul><li>Fonseca, 1986 (Org.) </li></ul>
  6. 6. Leis bibliométricas <ul><li>As principais leis bibliométricas são: </li></ul><ul><li>Lei de Lotka (produtividade científica de autores); </li></ul><ul><li>Lei de Bradford, (produtividade de periódicos) e </li></ul><ul><li>Leis de Zipf (freqüência de palavras). </li></ul>
  7. 7. Leis bibliométricas <ul><li>Lei de Lotka </li></ul><ul><li>Estabeleceu os fundamentos da lei do quadrado inverso, afirmando que o número de autores que fazem n contribuições em um determinado campo científico é aproximadamente 1/ n 2 daqueles que fazem uma só contribuição e que a proporção daqueles que fazem uma única contribuição é de mais ou menos 60%. </li></ul>
  8. 8. Leis bibliométricas <ul><li>A Lei de Lotka ou Lei do Quadrado Inverso considera que alguns pesquisadores, supostamente de maior prestígio em uma determinada área do conhecimento, produzem muito e muitos pesquisadores, supostamente de menor prestígio, produzem pouco. </li></ul><ul><li>A Lei de Lotka é dividida nas seguintes contagens como pode ser visto a seguir: </li></ul>
  9. 9. Leis bibliométricas <ul><li>A contagem direta, quando somente os autores “seniores” ou principais (os autores nomeados em primeiro lugar) são creditados com a contribuição e os autores secundários (colaboradores) são ignorados; </li></ul><ul><li>A contagem completa, quando cada autor (principal e/o secundário) é creditado com uma contribuição; e </li></ul><ul><li>A contagem ajustada, quando cada autor (principal e/o secundário) é creditado com uma fração ou uma porção da contribuição total, isto é, se houver cinco autores de um único artigo, cada um seria creditado com um quinto da contribuição. </li></ul><ul><li>(ALVARADO, 2002). </li></ul>
  10. 10. Leis bibliométricas <ul><li>Vlachy (1974 apud ALVARADO 2002) encontrou algumas divergências relativas a Lei do Quadrado Inverso, dentre as quais podem ser citadas: </li></ul><ul><li>a) a inclusão de co-autores pode produzir um valor do expoente n diferente de um que exclui os colaboradores, isto é, daquele que só inclui autores principais. </li></ul><ul><li>b) o número de pares observados incluídos no cálculo do valor de n (calculado pelo método dos mínimos quadrados) pode produzir um valor do expoente n também diferente. Sugere-se que a queda da reta de regressão seja calculada sem a inclusão dos grandes produtores. </li></ul>
  11. 11. Leis bibliométricas <ul><li>c) a estimação do parâmetro c pode variar segundo a fórmula utilizada para calculá-la; </li></ul><ul><li>d) em muitos trabalhos, não se usou um teste estatístico do grau de ajustamento dos dados que assegurasse que a distribuição dos dados observados seja significativamente diferente da distribuição teórica esperada. </li></ul><ul><li>e) variações no período coberto pela literatura em estudo parecem produzir também resultados diferentes. </li></ul>
  12. 12. Leis bibliométricas <ul><li>Lei de Bradford sugere que: </li></ul><ul><li>a) na medida em que os primeiros artigos sobre um novo assunto são escritos, eles são submetidos a uma pequena seleção, por periódicos apropriados; </li></ul><ul><li>b) se aceitos, esses periódicos atraem mais e mais artigos, no decorrer do desenvolvimento da área de assunto. </li></ul>
  13. 13. Leis bibliométricas <ul><li>c) Ao mesmo tempo, outros periódicos publicam seus primeiros artigos sobre o assunto. </li></ul><ul><li>d) Se o assunto continua a se desenvolver, emerge eventualmente um núcleo de periódicos, que corresponde aos periódicos mais produtivos em termos de artigos, sobre o tal assunto. </li></ul><ul><li>Brookes, (1969 apud GUEDES E BORSCHIVER 2009). </li></ul>
  14. 14. Leis bibliométricas <ul><li>Leis de Zipf </li></ul><ul><li>Primeira Lei </li></ul><ul><li>Num texto longo leva-se em consideração a lista de frequência de palavras. Porém, essa lei se aplica somente a palavras de alta freqüência de ocorrência, em um texto. </li></ul><ul><li>A palavra de maior freqüência de ocorrência tem ordem de série 1, a de segunda maior freqüência de ocorrência, ordem de serie 2 e, assim, sucessivamente. </li></ul>
  15. 15. Leis bibliométricas <ul><li>Primeira Lei de Zipf </li></ul><ul><li>Zipf observou, também, que o produto da ordem de série (r) de uma palavra, pela sua freqüência de ocorrência (f) era aproximadamente constante (c). Enunciou assim que: </li></ul><ul><li>r . f = c </li></ul>
  16. 16. Leis bibliométricas <ul><li>Segunda Lei de Zipf </li></ul><ul><li>A Segunda Lei de Zipf enuncia que, em um determinado texto, várias palavras de baixa freqüência de ocorrência (alta ordem de série) têm a mesma freqüência. </li></ul><ul><li>Parte da literatura, dedicada a esse tema, tem se referido a essa segunda lei como a Lei de Zipf-Booth. </li></ul><ul><li>(GUEDES E BORSCHIVER, 2009) </li></ul>
  17. 17. Cienciometria <ul><li>A cienciometria surgiu na antiga URSS e Europa Oriental e foi empregado especialmente na Hungria. </li></ul><ul><li>As primeiras definições consideravam a cienciometria como &quot;a medição do processo informático&quot;, onde o termo &quot;informático&quot; significava &quot;a disciplina do conhecimento que estuda a estrutura e as propriedades da informação científica e as leis do processo de comunicação&quot; (Mikhilov et al, apud Spinak, 1996). </li></ul>
  18. 18. Cienciometria <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>É o estudo dos aspectos quantitativos da ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica. </li></ul><ul><li>Pode ser entendida como um segmento da sociologia da ciência, sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas. </li></ul><ul><li>Envolve estudos quantitativos das atividades científicas, incluindo a publicação e, portanto, sobrepondo-se à bibliometria. </li></ul><ul><li>( MACIAS-CHAPULA,1998, p.134) </li></ul>
  19. 19. Cienciometria <ul><li>Para Tague-Sutckiffe (1992 apud Vanti 2002) a cienciometria estuda: </li></ul><ul><li>Por meio de indicadores quantitativos, uma determinada disciplina da ciência. </li></ul><ul><li>Estes indicadores quantitativos são utilizados dentro de uma área do conhecimento, por exemplo, mediante a análise de publicações, com aplicação no desenvolvimento de políticas científicas. </li></ul><ul><li>E também tenta medir os incrementos de produção e produtividade de uma disciplina, de um grupo de pesquisadores de uma área, a fim de delinear o crescimento de determinado ramo do conhecimento. </li></ul>
  20. 20. Informetria <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>É o estudo dos aspectos quantitativos da informação em qualquer formato, e não apenas registros catalográficos ou bibliografias, referente a qualquer grupo social, e não apenas aos cientistas. </li></ul><ul><li>A informetria pode incorporar, utilizar e ampliar os muitos estudos de avaliação da informação que estão fora dos limites da bibliometria e cienciometria. </li></ul><ul><li>(MACIAS-CHAPULA, 1998, p.134) </li></ul>
  21. 21. Informetria <ul><li>De acordo com Wormell (1998 apud Vanti 2002): </li></ul><ul><li>&quot;... a informetria é um subcampo emergente da ciência da informação, baseada na combinação de técnicas avançadas de recuperação da informação com estudos quantitativos dos fluxos da informação &quot;. </li></ul><ul><li>Para Wolfram (1992 apud Vanti 2002): </li></ul><ul><li>A informetria encontra sua utilidade na administração de coleções em bibliotecas, no desenvolvimento de políticas científicas e pode ajudar na tomada de decisões em relação ao desenho e manutenção de sistemas de recuperação de informação. </li></ul>
  22. 22. Webometria <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>A webometrics ou webometria consiste, na aplicação de métodos informétricos à World Wide Web. </li></ul><ul><li>Cronin & McKim (1996 apud Vanti 2002) destaca que a Web está se tornando, cada vez mais, um importante meio de comunicação para a ciência e a academia, pelo qual é lógico que os estudos quantitativos se estendam também a este ambiente. </li></ul>
  23. 23. Webometria <ul><li>Entre as medições que podem ser realizadas no campo da webometria, encontra-se, por exemplo: </li></ul><ul><li>aquela que diz respeito à freqüência de distribuição das páginas no ciberespaço . Esta medição aponta para o estudo ou análise comparativa da presença dos diversos países na rede, das proporções de páginas pessoais, comerciais e institucionais. </li></ul>
  24. 24. Webometria <ul><li>Smith (1999 apud Vanti 2002) afirma que os instrumentos fundamentais para a realização de estudos webométricos têm sido os motores de busca, que permitem trabalhar com grandes volumes de informação. </li></ul><ul><li>Motores de busca como o Alta Vista , Yahoo , Hotbot ou Google , entre tantos outros, facilitam as tarefas de quantificação e avaliação dos fluxos de intercâmbio de dados e informação na Web. </li></ul>
  25. 25. Técnicas de aplicações bibliométricas, cienciométricas, informétricas e webométricas <ul><li>identificar as tendências e o crescimento do conhecimento em uma área; </li></ul><ul><li>identificar as revistas do núcleo de uma disciplina; </li></ul><ul><li>mensurar a cobertura das revistas secundárias; </li></ul><ul><li>identificar os usuários de uma disciplina; </li></ul>
  26. 26. Técnicas de aplicações bibliométricas, cienciométricas, informétricas e webométricas <ul><li>prever as tendências de publicação; </li></ul><ul><li>estudar a dispersão e a obsolescência da literatura científica; </li></ul><ul><li>prever a produtividade de autores individuais, organizações e países; </li></ul><ul><li>medir o grau e padrões de colaboração entre autores; </li></ul>
  27. 27. Técnicas de aplicações bibliométricas, cienciométricas, informétricas e webométricas <ul><li>analisar os processos de citação e co-citação; </li></ul><ul><li>determinar o desempenho dos sistemas de recuperação da informação; </li></ul><ul><li>avaliar os aspectos estatísticos da linguagem, das palavras e das frases; </li></ul><ul><li>avaliar a circulação e uso de documentos em um centro de documentação; </li></ul><ul><li>medir o crescimento de determinadas áreas e o surgimento de novos temas. </li></ul>
  28. 28. Referências <ul><li>Alvarado, Rubén Urbizagástegui. A Lei de Lotka na bibliometria brasileira. Ci. Inf ., Brasília, v. 31, n. 2, p. 14-20, maio/ago. 2002 </li></ul><ul><li>FONSECA, Edson Nery (Org.). Bibliometria : teoria e prática. São Paulo: Cultrix: Editora da Universidade de São Paulo, 1986. </li></ul><ul><li>GOODE, W.J. & HATT, P,F. Alguns problemas na análise qualitativa e na análise do caso. In :_____. Métodos em pesquisa social . 3. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969. cap. 19, p. 398-433. </li></ul><ul><li>GUEDES, Vânia L. S., BORSCHIVER, Suzana. Bibliometria: uma ferramenta estatística para a gestão da informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de comunicação e de avaliação científica e tecnológica. Disponível em: http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/VaniaLSGuedes.pdf . Acesso em: 05/11/2009 </li></ul>
  29. 29. Referências <ul><li>MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva nacional e internacional. Ciência da Informação , Brasília, v. 27, n. 2, p. 134-140, maio/ago. 1998 </li></ul><ul><li>SPINAK, E. Diccionario enciclopédico de bibliometría, cienciometría e informetría . Montevideo, 1996. 245 p. </li></ul><ul><li>VANTI,Nadia Aurora Peres. Da bibliometria à webometria : uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento. Ci. Inf.,  v.31,  n. 2, Brasília, Mai/Ago. 2002 </li></ul>

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