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24                                        "Sem dúvida, na multidão havia aqueles que usariam da                           ...
25religiosas judaicas deram início à trama para destruí-lo (Lucas 6:1-11).       Jesus selecionou doze de seus discípulos ...
26                                          seus pés. Alguém poderia pensar que Simão, mais que                           ...
27       Jesus percorreu novamente as cidades da Galiléia operando diversos milagres efoi novamente rejeitado pelos nazare...
28                                         implacavelmente ele está lá, batendo à porta dos nossos                        ...
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374.2. A ressurreição e ascensão de Jesus.      A ascensão de Jesus é muito mais do que uma despedida. Ela significa arest...
38      A ascensão de Jesus aconteceu no Monte das Oliveiras, nas proximidades deBetânia. Ao ser elevado aos céus, Jesus e...
39os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar os pecados, mas paratrazer salvação aos que o aguardam." (...
40Nem tão pouco sabemos por que ele virá. Claro temos ideias e opiniões, mas o que maistemos é fé. Temos fé que ele tem mu...
41CONSIDERAÇÕES FINAIS        De todas as religiões que exaltam suas doutrinas e seus fundadores, somenteuma teve um “Cord...
42declarações de Deus como nosso Pai, mostrando seu cuidado e proteção para comnossas vidas. Essa citação das Sagradas Esc...
43                                         “Oração do abandono: Em tuas mãos, ó Deus, eu me                               ...
44REFERÊNCIASADRIANI, Murilo. História das Religiões. Trad. João Gama. Lisboa/Portugal: Edições70 Ltda., 1988.BIBLIA DE ES...
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PANORAMA HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DE JESUS NA TERRA: O AUTOR DE UMA NOVA ÉTICA

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O presente trabalho de pesquisa bibliográfica tem como objetivo refletir e analisar as informações sobre o surgimento histórico do homem que revolucionou a história da humanidade. Os historiadores do Cristianismo empenham-se por encontrar os indícios materiais que comprovariam a existência do homem chamado Jesus. Além da Bíblia, encontramos outras referências a Jesus em autores como Flavius Josephus, um historiador judeu do primeiro século. Figura paradigmática, Jesus é o homem mais falado da história. Sobre nenhum outro personagem se escreveu tantos livros, seja para desvendar sua personalidade, para interpretar seus ensinos ou para mencionar seus fatos notáveis. Nos dias atuais, marcados por tanta rigidez dos sentimentos, de violência e de desigualdades sociais marcantes caracterizando uma sociedade que atingiu alto nível de desenvolvimento tecnológico, mas que ainda se encontra encarcerada nos grilhões da indiferença, a mensagem do Cristo é emblemática para a edificação de um novo ser humano. A característica mais importante da ideia judaica de Deus é a de que o Deus supramundano, distante, é simultaneamente o Deus próximo, que segura em suas mãos poderosas o destino do mundo, de seu povo e de cada indivíduo. Essa ideia ganha contornos mais nítidos na fé em Deus como senhor história que a conduz segundo seu plano desde seu início até um determinado alvo. Para os cristãos, Jesus Cristo é a encarnação perfeita do mais perfeito conceito de ética, que ele revelou em todo o seu ministério, cujo ápice está na cruz do Gólgota.

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  1. 1. FACULDADE KURIOS FAK NÚCLE0 DE GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM FILOSOFIAPANORAMA HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DE JESUS NA TERRA: O AUTOR DE UMA NOVA ÉTICA Monografia de Graduação Jocilaine Moreira Batista do Vale Maranguape, CE, Brasil 2013
  2. 2. PANORAMA HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DE JESUS NA TERRA: O AUTOR DE UMA NOVA ÉTICA por Jocilaine Moreira Batista do Vale Monografia apresentada ao Curso de Graduação da Faculdade Kurios (Maranguape, CE), como requisito parcial para obtenção de grau de Graduada em Licenciatura Plena em Filosofia. Orientador: Prof. Ladghelson Santos Maranguape, CE, Brasil 2013
  3. 3. FACULDADE KURIOS FAK NÚCLE0 DE GRADUAÇÃO, PESQUISA E E XTENSÃO CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM FILOSOFIA A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova a Monografia de GraduaçãoPANORAMA HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DE JESUS NA TERRA: O AUTOR DE UMA NOVA ÉTICA elaborada por Jocilaine Moreira Batista do Vale como requisito parcial para a obtenção do grau de Graduada em Filosofia COMISSÃO EXAMINADORA: _____________________________________ Ladghelson Santos, Prof. (FAK) (Coordenador/Orientador) Maranguape, 26 de janeiro de 2013.
  4. 4. Ao meu pai (in memoriam), pela doce lembrança que acalentaminha vida e me faz prosseguir. À minha mãe Maria Alzenir,pelo incentivo na construção domeu ser e pela minha formação moral e intelectual. Ao meu esposo e aos meus filhos e nora, pela dedicação, compreensão, amor e tolerância.
  5. 5. Agradeço a Deus, amoroso PaiEterno, que me deu forças para conseguir vencer e alcançarmais um degrau na minha vida. Seu suporte em amor éverdadeiramente incondicional.
  6. 6. AGRADECIMENTOS Este é um agradecimento especial aos mestres com carinho e respeito por fazeremparte do processo de construção do projeto desafiador chamado Saber.“Há homens que lutam um dia e são bons. Há homens que lutam um ano e são melhores. Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda vida. Esses são imprescindíveis.” A vocês mestres, homens e mulheres imprescindíveis que transformaram aingenuidade em experiência, muito obrigada. Acróstico Consolidar idéias e reflexões Oportuniza a elaboração teórica Na formatação de uma ação lógica Social e democrática dos saberes construídos Tendenciosamente para formar um cidadão Responsabilidade de todos os profissionais da educação Unir conhecimento adquirido para expandi-lo Ciência e experiência apreendidas cotidianamente Alçando vôo pelo horizonte ilimitado do conhecimento Orientado pela bússola da humanização Construindo em parceria a cartilha Operacional que rege a Escola Ligando a comunidade institucional Entrelaçando-se com a comunidade geral Todos juntos numa grande e bela tapeçaria Investindo suas habilidades e competências Valorizando o produto final Artesões de uma nova era educacional. Jocilaine Moreira
  7. 7. "Como também nos elegeu nele antes da fundaçãodo mundo, para que fossemos santos eirrepreensíveis diante dele em caridade; e nospredestinou para filhos de adoção por Jesus Cristopara Si mesmo, segundo o beneplácito de suavontade, para louvor e glória da sua graça, pelaqual nos fez agradáveis a si no Amado. Emquem temos a redenção pelo seu sangue, aremissão das ofensas, segundo asriquezas de sua graça. (...) descobrindo-nos oministério da sua vontade, segundo o seubeneplácito, que propusera em si mesmo,de tornar a congregar em Cristo todas ascoisas, na dispensarão da plenitude dostempos, tanto as que estão nos céus comoas que estão na terra; nele, digo, em quemtambém fomos feitos herança, havendo sidopredestinados conforme o propósito daquele quefaz todas as coisas, segundo o conselho da suavontade." Efésios 1:4-7, 9-11
  8. 8. RESUMO Monografia de Graduação Programa de Graduação em Licenciatura Plena em Filosofia Faculdade Kurios – Maranguape, Ce PANORAMA HISTÓRICO DA TRAJETÓRIA DE JESUS NA TERRA: O AUTOR DE UMA NOVA ÉTICA AUTORA: JOCILAINE MOREIRA BATISTA DO VALE ORIENTADOR: LADGHELSON SANTOSO presente trabalho de pesquisa bibliográfica tem como objetivo refletir e analisar asinformações sobre o surgimento histórico do homem que revolucionou a história dahumanidade. Os historiadores do Cristianismo empenham-se por encontrar os indíciosmateriais que comprovariam a existência do homem chamado Jesus. Além da Bíblia,encontramos outras referências a Jesus em autores como Flavius Josephus, um historiadorjudeu do primeiro século. Figura paradigmática, Jesus é o homem mais falado da história.Sobre nenhum outro personagem se escreveu tantos livros, seja para desvendar suapersonalidade, para interpretar seus ensinos ou para mencionar seus fatos notáveis. Nos diasatuais, marcados por tanta rigidez dos sentimentos, de violência e de desigualdades sociaismarcantes, caracterizando uma sociedade que atingiu alto nível de desenvolvimentotecnológico, mas que ainda se encontra encarcerada nos grilhões da indiferença, a mensagemdo Cristo é emblemática para a edificação de um novo ser humano. A característica maisimportante da ideia judaica de Deus é a de que o Deus supra-humano, distante, ésimultaneamente o Deus próximo, que segura em suas mãos poderosas o destino do mundo,de seu povo e de cada indivíduo. Essa ideia ganha contornos mais nítidos na fé em Deus comosenhor da história que conduz segundo seu plano desde o início até um determinado alvo. Paraos cristãos, Jesus Cristo é a encarnação perfeita do mais perfeito conceito de ética, que elerevelou em todo o seu ministério, cujo ápice está na cruz do Gólgota.Palavras chave: Jesus, Historicidade, Cristianismo, Ética, Filosofia de vida.
  9. 9. ABSTRACT Monograph Undergraduate Program Undergraduate Full Degree in Philosophy Faculdade Kurios de MaranguapeTRAJETÓRIA OVERVIEW HISTORY OF JESUS ON EARTH: THE AUTHOR OF A NEW ETHICS AUTHOR: JOCILAINE MOREIRA BATISTA DO VALE ADVISER: LADGHELSON SANTOSThis work of literature aims to reflect and analyze information about the historical emergenceof the man who revolutionized the history of mankind. Historians of Christianity strive to findmaterial evidence that would prove the existence of the man called Jesus. Besides the Bible,we find references to other authors in Jesus as Flavius Josephus, a Jewish historian of the firstcentury. Paradigmatic figure, Jesus is the most talked about man in history. About no othercharacter has been written so many books, is to unveil his personality, to interpret histeachings or to mention his remarkable facts. Nowadays, marked by so many feelings ofstiffness, violence and social inequalities characterizing striking a society that has reached ahigh level of technological development, but that is still imprisoned in shackles ofindifference, the message of Christ is emblematic for building a new human being. The mostimportant feature of the Jewish idea of God is that God supramundane, distant, God issimultaneously the next, holding in his powerful hands the destiny of the world, its people andevery individual. This idea gets clearer edges faith in God as the story leads you according tohis plan from its inception to a particular target. For Christians, Jesus Christ is the mostperfect embodiment of the perfect concept of ethics, which he revealed in his entire ministry,whose apex is at the cross of Golgotha.Keywords: Jesus, Historicity, Christianity, Ethics, Philosophy of life.
  10. 10. SUMÁRIOINTRODUÇÃO.......................................................................................................................11CAPÍTULO I - CONDIÇÕES NECESSARIAS PARA RECEBER O MESSIAS...................................................................................................................................................131.1. O Mundo teria que estar em condições para receber o Messias..................................131.2. Preparação geográfica da terra que serviu de berço para receber o Messias:Palestina...................................................................................................................................14CAPÍTULO II – ORIGEM E PREPARAÇÃO PARA O MINISTÉRIO DECRISTO....................................................................................................................................162.1. A origem divina de Jesus.................................................................................................162.2. Os anos de preparação para o ministério.......................................................................18CAPÍTULO III – INÍCIO DO MINISTÉRIO DE JESUS..................................................223.1. Ministério de Jesus na Judeia.........................................................................................223.2. Ministério de Jesus na Galiléia.......................................................................................233.3. Ministério de Jesusna Pereia...........................................................................................29CAPÍTULO IV – RESGATANDO VIDAS PARA DEUS...................................................334.1. A semana da paixão de Cristo.........................................................................................334.2. A ressurreição e ascensão de Jesus.................................................................................374.3. O retorno triunfante de Jesus.........................................................................................38CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................41REFERÊNCIAS.....................................................................................................................44
  11. 11. 11INTRODUÇÃO No presente trabalho será abordado um resumo sistemático da trajetória de JesusCristo na terra começando pelas condições estabelecidas por Deus, desde o começo da quedado homem pelo pecado, a preparação do mundo social, político e econômico; ministériodidático e prático até chegar ao propósito maior da encarnação de Cristo: o resgate dahumanidade para o Pai, sendo Jesus o primogênito na formação da família de Deus. Mais de dois milênios depois do seu nascimento, Jesus Cristo não foi esquecido ejamais será. Ele ainda exerce urna atração universal. Isso é especialmente notável quando seconsidera a morte prematura de Jesus (aos 33 anos) e o tipo de morte que ele experimentou.Além de ser destinada a criminosos, escravos, dissidentes e rebeldes, a crucificação foiplanejada para ser a pena de morte mais dolorosa possível. A morte de Jesus foi umassassinato cruel, como lembram Richard Bauckhan e Trevor Hart, professores daUniversidade de St. Andrews, na Escócia, no livro "Ao Pé da Cruz": “Jesus era perigoso demais, provocativo demais e popular demais pare ser ignorado. O único meio de lidar com Ele era eliminá-lo. Isso implicaria negociações desagradáveis e pouco ortodoxas, nervos de aço e consciências maleáveis, mas era necessário para a segurança nacional e para o bem do povo. Jesus precisava morrer. Jesus teve a morte do mais abandonado para que o mais abandonado possa compartilhar de sua ressurreição.” (BAUCKHAN, p.55,91) No final do ano de 2000, dom Raymundo Damasceno Assis, secretário-geral daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), escreveu: "Não existisse Jesus, alguémteria de inventá-lo, tal a sua importância para a humanidade". Uma das paginas mais bem escritas sobre Jesus, infelizmente anônima, lembraque ele era filho de uma camponesa, nasceu numa vila pouco famosa e...
  12. 12. 12 “(...) nunca escreveu algum livro, nunca ocupou algum cargo, nunca possuiu casa própria, nunca cursou uma faculdade, nunca visitou alguma cidade grande, nunca viajou mais de 200 quilômetros do local de seu nascimento, numa fez alguma dessas coisas, que geralmente estão associados à grandeza. Entretanto, vinte séculos se passaram e Jesus permanece a figura central da raça humana e líder do progresso da humanidade. Todos os exércitos que já marcharam. Todos os navios que já navegaram. Todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram juntos, não influíram na vida do homem neste planeta quanto essa vida solitária." (AUTOR DESCONHECIDO) Deus criou o universo com um propósito: formar uma família. A história da trajetóriaem que o Senhor elabora seu plano divino, porém, nos revela a insistente arrogância dahumanidade em rejeitar o amor de Deus e seguir seu próprio caminho, que fatalmente terminaem tragédia e desespero. Todavia, Deus, não é detido por um mundo mau. Ele não ficasurpreso quando a nossa fé vacila ou ao ver a profundidade de nossos erros. Não podemossurpreender Deus com nossas crueldades. Ele sabe a condição do mundo, desde o princípioaté os dias de hoje, e mesmo assim o ama. E a demonstração maior do amor de Deus pelahumanidade foi pendurada numa cruz: “Jamais o obsceno se aproximou tanto do santo como no calvário. Jamais o bem no mundo se envolveu tanto com o mau como aconteceu na cruz. Nunca o que é reto se misturou a tal ponto com o que é errado, como quando Jesus foi suspenso entre o céu e a terra. Deus numa cruz. A humanidade em seu pior foco. A divindade no melhor." (LUCADO,1999, p. 130) A realização deste trabalho tem como objetivo mostrar, que, embora se tenhampassados milênios, o protagonista principal da história da humanidade continua a influenciar omundo, de forma tão relevante e maravilhosa, transformando vidas desamparadas edesesperadas, trazendo-as para junto de si, para juntos formar uma verdadeira comunidadefamiliar, no qual todos possam compartilhar de Seu amor: “Porque Deus amou o mundo detal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mastenha a vida eterna.” (João 3.16)
  13. 13. 13CAPÍTULO ICONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA RECEBER O MESSIAS1.1. O mundo teria que estar em condições para receber o Messias. O mundo precisaria estar devidamente preparado para a chegada do Redentor Senhorchamado Cristo Jesus. Todas as condições para este momento glorioso teriam que serdevidamente elaboradas, sim porque, Deus estava no comando do grande projeto:unificar todos os povos, em Jesus, para completar Sua obra salvadora de reconciliar ahumanidade com seu Criador. A história dessa preparação não foi produzida num vácuo, masapós longa saga das lidas de Deus com Israel. O conhecimento dessa história ajuda-nos ainterpretar com maior clareza os primeiros eventos bíblicos da era cristã. For exemplo, oensino acerca de Cristo na lei de Moisés, bem como a pessoa do Messias em relação com Davie com as promessas que foram feitas a ele. Para que Jesus pudesse vir ao mundo era preciso que houvesse um governo centralconsolidado. Isto aconteceu com a fundação de quatro reinos: babilônia, medo-persa, grego eromano. Cada um dando sua contribuição para a vinda do Messias. O estudo da cronologia - adeterminação de datas e a sequência apropriada dos acontecimentos - também é vital a umainterpretação adequada das Escrituras Sagradas. Exemplificando: os gregos e seu programa dehelenização lançaram a base para cultura da era do Novo Testamento. Muitos dos conflitos edas lutas existentes nos dias de Jesus e da Igreja foram consequências do governo deAlexandre e seus sucessores. Os romanos exerceram influência sabre a situaçãoimediata, ao mesmo tempo em que controlavam governo e as rédeas econômicas da nação,afetando as práticas culturais e religiosas da época. Entretanto, a paz entre os povos e raças, teria que estar em plena realização, para quedesse início a civilização e consequentemente a criação do comercio e da indústria. O Senhoralcançaria os confins da terra. O Senhor trabalhava para que a disseminação da suamensagem fosse lida e compreendida por todos os povos. A l íngua literáriaestabelecida foi o grego "Koine", esta deu origem a todas as demais línguascontemporâneas. Os homens precisavam conhecer o verdadeiro Deus, único e Senhor dossenhores. Todos precisavam sentir em seus corações um desejo ardente de algo melhor em suasvidas, e a satisfação desse anelo somente seria suprida por um Deus que os judeus tão bem
  14. 14. 14conheciam e reverenciavam. O entendimento dos costumes e práticas judaica ajuda-nos aentender os conflitos que Jesus enfrentou no seu ministério. Visto que os conflitos de Jesuscom os fariseus desempenham papel tão predominante nos Evangelhos, alguns sesurpreendem ao descobrir que muitas das facções e seitas do Judaísmo eram bem diferentesdos fariseus legalistas e tinham compreensão espiritual da Lei. Estava preparando o palco para a vinda do Messias, chamado Jesus Cristo. O apóstoloPaulo descreve esse acontecimento aos crentes da igreja em Gálatas: “Mas, quando chegou à plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos". (GL 4: 4,5)1.2. Preparação geográfica da terra que serviu de berço para receber o Messias:Palestina. A Palestina pode ser conhecida por vários nomes, tais como: Canaã - é o nome dofilho mais moço de Cão, filho de Noé - foi o pai de muitos povos, conhecidos como cananeus..As nações cananitas foram divididas entre os amoreus, felisteus, moabitas, midianitas,adonitas, amalequitas, edomeus, heveus e sidônios. Outro nome pelo qual foi chamada a Palestina fora Israel. Este nome se deu através daconquista da terra de Canaã por Israel. Com a morte do rei Salomão, Israel se divide em: Reinodo Sul - que permaneceu fiel a casa de Davi, comandados por Roboão, constituídas por duastribos, chamadas Judá e Benjamim. E o reino do Norte - comandados por Jeroboão, filho deSalmão, constituído por dez tribos, chamadas Efraim, Manasses, Rubem, Grade, Simão,Issacar, Zebulam, Neftai, Aser e Da. Todas consideradas nações cruéis. Posteriormente, a Palestina, então com o domínio e o cativeiro babilônico passa a serchamada de Judá ou Judéia. Em seguida passa pelo domínio do Império Grego -Romano, onde o reino é dividido, por ocasião da morte do seu imperador Herodes, o Grande.Essa divisão foi feita entre seus filhos: Arquelau ficou com a Judéia; Herodes Antipasficou com a Tetrarquia da Itureia e Traconitis. A Judéia e a Samaria foramincorporada a províncias da Síria e governada por procurador. Jesus começou seuministério público sob o governo de um desses procuradores romanos, chamado PôncioPilatos. Tal procurador declarou a crucificação do Messias, relatada no Livro do ApóstoloJoão. Por fim a Palestina é chamada pelo o seu próprio nome, desde os dias de Jesus Cristo
  15. 15. 15até os dias atuais. A Palestina possuía, na época da conquista pelos os israelitas, cerca de 601.730homens. No total geral, incluindo mulheres e crianças, cerca de 2.160.000 pessoas. Sua divisão física era constituída de cinco fatores: planície marítima, a parte baixa deSefelá; a Cordilheira Central; o Vale do Jordão e o planalto Oriental. Estas são as cidades que Jesus andou: Belém, Jerusalém, Jericó, Betânia e Efraim,todas na Judéia; Pereia e Sicar, em Samaria; Betsaida Julia, em Decapolis; Cesáreade Filipe, na Tetrarquia de Filipe; Tiro e Sidom, na Fenícia. Lugares considerados santos,que atualmente são visitados por milhares de pessoas em busca de passar pelo mesmocaminho que Jesus pisou, seguindo religiosamente seus passos. Alguns sofrendo com ovislumbre da rejeição que ele sofreu outros chorando por não terem compreendido asignificância dos seus ensinamentos, e ainda aqueles que com o coração contrito, emocionadoe cheio de alegria conseguem ver em cada percurso o sorriso do Mestre Amado. Porém, todasos que buscam conhecer essa rota, tem a plena convicção de que o Divino esteve entre nósnaquela época remota, e hoje, mais vivo do que nunca, conduz cada cristão aos braços do PaiEterno.
  16. 16. 16CAPÍTULO IIORIGEM E PREPARAÇÃO PARA O MINISTÉRIO DE CRISTO2.1. A origem divina de Jesus Cristo. Os Evangelhos são os grandes acervos da vida preexistente de Jesus na Terra.Eles relatam desde a origem da criação, onde ele já se encontrava com o Pai até oadvento da sua vinda e sua chegada ao mundo humano. São relatos da trajetória de Jesusaqui entre nós, mostrando sua divindade e seu projeto de resgate e salvação dahumanidade. No Novo Testamento encontramos a única fonte substancial do primeiro séculoque temos a respeito da vida de Jesus. A literatura judaica ou romana daquele tempoquase não o menciona. Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu umlivro sobre a história do judaísmo, procurando mostrar aos romanos que essa religiãorealmente não se distancia muito do estilo de vida grego ou romano. Disse ele: “Ora, havia por esse tempo Jesus, um homem sábio, se for legitimo chamá-lo de homem, p o i s e l e e r a u m o p e r a d o r d e o b r a s maravilhosas , um mestre de quem os homens recebem a verdade com prazer. Atraiu para si muitos dos judeus e muitos dos gentios, ele era o Cristo. E quando Pilatos, por sugestão dos principais h o men s d en tre n ó s, co nd eno u -o à cru z, o s q u e o a ma va m a princípio não o abandonaram; pois ele apareceu-lhes vivo de novo no terceiro dia; com forme haviam predito as profecias divinas, essas e dez mil outras coisas chamadas em virtude de seu nome, não se extinguiu até hoje.” (JOSEFPHUS, 1926, p. 233 ) Os quatro Evangelhos são nossas únicas fontes principais de informaçãoa respeito de Jesus Cristo. Não apresentam uma biografia de toda a sua vida, mas umquadro de sua pessoa e obra. Desde o seu nascimento até seu trigésimo ano,pouquíssima coisa se diz dele. Até mesmo o relato do seu ministério não é completo.Muito do que a Apóstolo João sabia e viu, por exemplo, ele deixou de registrar (João
  17. 17. 1721:25). O que está registrado muitas vezes se comprime em poucos versículos. Todos osEvangelhos dão consideravelmente maior cobertura aos eventos da última semana da vidade Cristo do que a qualquer outra coisa. De acordo com William White, ao se posicionar sobre o relato dos Evangelhos,afirma que: “Cada escritor desejou acentuar um aspecto um tanto diferente da pessoa e obra de Cristo; Os relatos variam nos pormenores. É evidente que os primeiros autores selecionavam os fatos que melhor se encaixavam em seus propósitos, e nem sempre observavam uma ordem estritamente cronológica." (WHITE, 1988, p. 102) Na realidade, esses livros sagrados são mais interpretações do que crônicas, masnão há motivo algum para duvidarmos de que tudo quanto declaram os autores sejatotalmente verdadeiro. Embora cada Evangelho tenha sido escrito para se firmar em seus própriosméritos, os quatro livros podem ser transformados numa “harmonia”, ou relato único, davida de Jesus Cristo. Ele viveu numa sociedade judaica orientada pelo AntigoTestamento e basicamente sob as influências da interpretação que os fariseus davam aLei. Os judeus dos dias de Jesus viviam na expectativa de grandes acontecimentos. Osromanos os oprimiam, mas eles estavam seguramente convictos de que o Messias viria,pois seria difícil, naquele tempo, encontrar um judeu que vivesse sem alguma forma deesperança. Alguns tinham verdadeira fé e aguardavam ansiosos a vinda do Messias queseria seu Salvador - eram Zacarias e Isabel. Simeão, Ana, José e Maria, relatadosnos livros dos apóstolos Lucas (cap. 1:5) e Mateus (cap. 1:18). Por volta do ano seis aC, aproximando-se o fim do reinado de Herodes em Israel, osacerdote Zacarias ministrava no templo em Jerusalém. Apareceu-lhe um anjo anunciandopara breve o nascimento do primeiro descendente da sua linhagem. Esse meninoprepararia o caminho para o Messias, pois o espírito e o poder de Elias repousaramsobre ele (Lucas 3:3-6). Três meses antes do nascimento de João, filho de Zacarias, o mesmo anjo(Gabriel) apareceu a Maria. Esta jovem era noiva de José, carpinteiro descendente do reiDavi (Isaias 11:1). O anjo disse a Maria que ela conceberia um filho por obra do
  18. 18. 18Espírito Santo, e que ela daria ao menino o nome de Jesus. Maria ficou assombrada aotomar conhecimento de que embora fosse virgem, teria um filho que era o verdadeiroFilho de Deus, o Messias esperado pelo seu povo. Não obstante, Maria aceitou amensagem com grande mansidão, contente por estar vivendo na vontade de Deus (Lucas1:38). O anjo também lhe disse que sua prima Isabel estava grávida, e Maria seapressou a partilhar o júbilo com ela. Ao encontrarem-se, Isabel saudou a Maria como amãe de seu Senhor. Maria irrompeu num cântico de louvor, um dos mais lindos detoda a Escritura Sagrada (O "Magnificat", Lucas 1:46-56). José, o marido prometido deMaria, ficou totalmente chocado com o que parecia ser o fruto de um terrível pecado.Ele resolveu abandoná-la secretamente. Então, em sonho, um anjo lhe apareceu eexplicou a situação e o instrui a aceitar Maria como esposa como estava planejado. Jesus vem ao mundo de uma forma milagrosamente sobrenatural, pois foraconcebido sem a intervenção humana. Sua natureza divina, entretanto, tomou a natureza e asubstância humana. Tudo isso aconteceu para que ele fosse visto como um homem e nãoum mito, para que tudo se cumprisse nele, o projeto de Deus desde o livro do Gênesis,desde o principio, que veio ao mundo para a salvação da humanidade. Nasce Jesus de Nazaré em Belém de Judá atestando a profecia de Miquéiasescrita em seu livro, que diz assim: "E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti sairá o que será Senhor em Israel e cu jas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5:2)2.2. Os anos de preparação para o ministério. A trajetória da vida de Jesus nos seus primeiros anos de ministério na terra foimarcada por eventos que respaldaram ainda mais as profecias acerca do Messias,enviado de Deus. O Novo Testamento conduz-nos ao clímax da obra redentora de Deus, porque nosapresenta o Messias, Jesus Cristo e nos fala do começo da sua igreja, Os escritores deMateus, Marcos, Lucas e João falam-nos do ministério de Jesus. Esses escritores foram
  19. 19. 19testemunhas oculares da vida do Mestre, ou registraram o que testemunhasoculares lhes contaram, todavia não escreveram sobre ele uma biografia completa.Tudo quanto registraram, realmente aconteceu, porém concentraram-se no ministério deJesus, e deixaram aqui e acolá algumas lacunas da vida do Divino Mestre. Vamos imaginar alguém escrevendo uma carta a um amigo para apresentar-lheuma pessoa importante. Estaria o autor da carta em condições de descrever tudo acercada vida dessa pessoa? Claro que não. Ele só poderia escrever acerca daquilo queconhecia, e provavelmente não tentaria, também, escrever tudo o que soubesse. Ele,com certeza, se concentraria no que, a seu ver, o amigo deseja e precisa conhecer. Os homens que escreveram os Evangelhos fizeram a mesma coisa. Eles tinhamem mira explicar a pessoa e a obra de Jesus, registrando o que ele fez e disse. E cadaautor apresenta uma perspectiva ligeiramente diferente acerca de Jesus e de suas obras. Osautores dos livros sagrados não tentaram relatar todos os eventos da meninice de Jesus,porque não era esse o motivo de escreverem os registros históricos. Nãoprocuraram, tampouco, registrar a vida cotidiana de1e. Eles se ativeram do que épertinente a salvação e ao discipulado. Depois que Jesus nasceu seu pai o levou ao tempo em Jerusalém para serconsagrado (Lucas 2:22-28). Começaram a prepará-lo para viver em “graça, diante deDeus e dos homens.” (Lucas 2:52) Quando Jesus chegou a idade de doze ou treze anos, ele fez uma visita especial aJerusalém. Ele assumiria então, seu papel na congregação judaica. Enquanto estava ali,Jesus conversou com os dirigentes religiosos sobre a fé judaica, ele revelouextraordinária compreensão do verdadeiro Deus, e suas respostas deixaram-nosadmirados. Mais tarde de volta para casa, os pais de Jesus notaram a sua ausência.Encontraram-no templo, ainda conversando com os especialistas judaicos. Vamos abrir um parêntese aqui nesse relato, pois essa passagem da bíblia nosmostra claramente o valor e a importância do Antigo Testamento, que muitas pessoas,erroneamente deixam de lado, ou simplesmente acham que não teriasignificância nenhuma, por se tratar de uma parte da Escritura Sagrada onde o homemestava debaixo do jugo da Lei, e Jesus nos trouxe com seus ensinamentos, - e por quenão dizer, com sua própria vida - o jugo da graça de Deus. Entretanto, temos que ter emmente que quando lemos o Antigo Testamento, estamos lendo a bíblia que Jesus lia eusava. Trata-se das orações que Jesus fazia, dos poemas que memorizava, dos
  20. 20. 20cânticos que entoava, das historias de ninar que ouvia quando criança, das profeciassobre as quais refletia. Quanto mais entendermos o Antigo Testamento, maisentenderemos Jesus. Como disse Martinho Lutero: “O Antigo Testamento é umtestamento de Cristo, que pediu que fosse aberto após sua morte e lido eproclamado em todos os lugares por intermédio dos evangelhos.” Há um autor maravilhoso que tão bem nos escreve sabre esse tema. DizPhilip Yancey sabre o Antigo Testamento: “O An tigo Testamen to retra ta o mundo co mo ele é, sem maquiagens. Em suas páginas encontramos histórias apaixonadas de amor e de ódio, histórias cruéis e assustadoras de estupro, esquartejamento, narrativas verídicas de tráfico de escravos, relatos francos sobre grande honra e sobre as cruéis traições da guerra. Nada bem ajeitado e ordenado. Crianças mimadas como Salomão e Sansão recebem dons sobrenaturais; um homem profundamente bom como Jo recebe catástrofe. Diante desses distúrbios, talvez você recue contrariado, ou então se afaste do Deus que teve alguma participação em cada um desses episódios. A qualidade maravilhosa do Antigo Testamento é que ele traz as respostas para esses questionamentos! Deus antecipa-se as nossas objeções e as inclui em seus escritos sagrados.” (YANCEY, 1999, p. 1; 12) Prosseguindo com a trajetória de Jesus, a bíblia se cala até o ponto em que nosapresenta os acontecimentos que deram início ao ministério divino, tendo o Mestre cercade trinta anos. Primeiro acontece o começo do ministério de João Batista, quando ele saido deserto e parte para as cidades ao longo do Rio Jordão em pregações eloqüentes,preparando o povo para receber o Messias (Lucas 3:3-9). Dizia ao povo que sevoltasse para Deus e começassem a obedecer-lhe. (João 1:29). João batizou Jesus, e aosair Jesus da água, Deus enviou o Espírito Santo em forma de pomba, que pousou sobreele. O Espírito Santo guiou Jesus ao deserto, e ali ele permaneceu sem alimentar-sedurante quarenta dias. Enquanto ele se encontrava nessa situação de enfraquecimento, odiabo veio e procurou tentá-lo de vários modos. Jesus recusou as propostas do sinistro eordenou que ele se retirasse. Então vieram anjos que o alimentaram e o confortaram.
  21. 21. 21Segue o Filho de Deus, dando continuidade ao projeto de salvação da raça humana. Jesus, o Grande Vitorioso está pronto para exercer o seu ministério público. EmCarfanaum procura homens para torná-los discípulos, e posteriormente, daremcontinuidade a sua obra. Como resultado do testemunho de João Batista, João e Andreforam para Jesus. Pedro tornou-se seguidor como resultado do testemunho de seuirmão, o quarto seguidor, Filipe, imediatamente obedeceu à convocação que Jesus lhefez. Filipe trouxe Natanael (Bartolomeu) a Cristo, quando Cristo demonstrou conhecer ospensamentos íntimos de Natanael, este também se uniu ao grupo. Logo depois Jesus viajou para Galiléia.
  22. 22. 22CAPÍTULO IIIINÍCIO DO MINISTÉRIO DE JESUS3.1. Ministério de Jesus na Judeia. Ao chegar à Galiléia, Jesus é convidado para comemorar o casamento de um deseus parentes junto com sua mãe Maria e seus irmãos. Nessa festa em Canã, acontece oprimeiro milagre registrado do Messias; ele transformou água em vinho. Este gestomostrou aos discípulos que ele tinha autoridade sobre a natureza. Após um breveministério em Cafarnaum, Jesus e seus seguidores foram a Jerusalém para celebração daPáscoa. Aqui mediante a purificação do templo, ele declarou publicamente terautoridade sobre a adoração dos homens. Neste ponto a narrativa de João parecediscordar dos Evangelhos sinóticos, os quais dizem que Jesus purificou o templo no fimde seu ministério. Crêem alguns estudiosos que ele fez isso em ambas as ocasiões. Noentender de outros, João relata o acontecimento numa seqüência diferente para acentuara autoridade de Jesus. Na ocasião da purificação do templo, Jesus pela primeira vezmenciona sua própria morte e ressurreição: “Destrui este santuário, e em três dias oreedificarei.”(João 2:19) Um dos dirigentes judeus, um fariseu por nome Nicodemos, procurou Jesus ànoite para conversar com ele acerca de questões espirituais. A bem conhecidaconversação entre eles concentrou-se na necessidade do novo nascimento (João 3). Os próximos seis meses encontraram Jesus servindo fora de Jerusalém, masainda na Judéia onde João Batista estava. Aos poucos as pessoas começaram a deixar deseguir João para seguir, ouvir e aprender as lições que Jesus tinha para lhes ensinar. Issodeixava os discípulos de João aborrecidos, mas não o próprio João; sem dúvida eleficava feliz com a popularidade do Messias (João 3:27-30). Chegando ao fim dessesmeses, João foi lançado na prisão pelo fato de denunciar Herodes Antipas por tomar aesposa de seu irmão Filipe. Talvez a prisão do Batista tenha impelido Jesus para a Galiléia a fim de ministrarali. De qualquer maneira, ele foi para lá.
  23. 23. 233.2. Ministério de Jesus na Galiléia. No caminho para a Galileia. Jesus passa pela a estrada de Samaria e para juntoao "Poço de Jacó", ali encontra uma mulher samaritana e pede-lhe um pouco dágua. Apartir daí inicia-se uma conversa maravilhosa entre os dois. Jesus fala para aquelamulher sobre a verdadeira fonte de água viva, que era ele próprio, e disse-lhe mais: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe dê nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe dê se tomará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.”(João 4: 13, 44) Evidentemente essa mulher e alguns dos seus concidadãos aceitaram a Jesuscomo o verdadeiro Messias e Salvador. Também, transformou-se na primeiramissionária de campo, pois anuncia para a cidade a chegada do Redentor. A primeira parada de Jesus em sua trajetória pela Galiléia foi em Canã. Aqui elecurou o filho de um nobre. O fervor do nobre persuadiu Jesus a entender seu pedido.Em Nazaré Jesus adorou na sinagoga no sábado. Aqui lhe pediram que lesse (emhebraico) e explicasse (talvez em aramaico) um trecho das Escrituras. A princípio seuscompatriotas se alegraram, mas depois ficaram irados quando perceberam que ele seproclamava o Messias. Levaram-no para fora da cidade a fim de o lançarem numprecipício, mas Jesus, "passando por entre eles, retirou-se." (Lucas 4:30) A seguir foi Jesus para Cafarnaum, que parece ser o seu quartel-general. Aquiele oficialmente chamou para companheiros de viagem os discípulos Pedro, Andre,Tiago e João, que parecem ter voltado a seus lares e ocupações. Jesus ensinava nasinagoga aos sábados e curou ali um endemoninhado. Também curou a sogra de Pedro.Subsequentemente reuniu-se uma multidão de gente enferma, "(...)e Ele os curava,impondo as mãos sobre cada um." (Lucas 4:40). Tudo o que Jesus falava e fazia era econtinua a ser um ensinamento notável para a vida dos discípulos e de quem estava porperto presenciando suas obras maravilhosas. Até os nossos dias Jesus continua a nosensinar os escritos feitos pelos autores dos Evangelhos, a base de toda a sua pregação: oamor incondicional ao próximo. Max Lucado, no seu livro intitulado "Um Dia na Vida de Jesus", diz:
  24. 24. 24 "Sem dúvida, na multidão havia aqueles que usariam da saúde novinha em folha para atacar outros. Jesus libertou línguas que um dia amaldiçoariam, deu visão a olhos que praticariam a inveja. curou mãos que matariam. Muitos daqueles que ele curou nunca iriam dizer "obrigado", mas mesmo assim ele os curou. A maioria estava preocupada em ser curada do que em ser santa. Alguns que pediram por pão hoje, clamariam por seu sangue alguns meses depois, mas ele os curou mesmo assim.” (LUCADO, 2002, p.38) Na fase seguinte do ministério de Jesus, ele encontrou grande aceitação entre opovo comum. Agora a missão de Jesus era ensinar, de modo que deu as costas àquelesque o queriam acorrentado a um único ponto do seu ministério: o de cura (Lucas 4:42-44). O povo aclamava seus milagres e ensinos. Uma típica manifestação do seu poder decura no decorrer desse circuito foi a cura de um leproso. Esse incidente sublinhou asubmissão de Jesus à Lei, sua compaixão pelos homens, e seu interesse em levar oshomens à salvação. De volta a Carfanaum, Jesus demonstrou sua autoridade de perdoar pecados aocurar um paralítico e convidar Mateus, um odiado publicano, para torna-se seu seguidor.Durante uma festa na casa de Mateus, escribas e fariseus criticaram a Jesus e a auto-indulgência dos seus discípulos. Jesus respondeu que eles se regozijavam na presençado Messias e não se deleitavam em indulgências. Jesus fez alusão a sua morte e ao lutoque a acompanharia. Mas prometeu que o luto teria curta duração, porque o espírito doevangelho não poderia limitar-se aos "odres velhos" do legalismo judaico. Durante esse período Jesus começou a enfrentar crescente hostilidade das altasautoridades judaicas. Estando em Jerusalém para uma das festas anuais dos judeus, elefoi atacado por haver curado um paralítico no sábado. Dessa forma ele afirmou suaautoridade sobre o sábado. E os judeus de imediato entenderam que se tratava de umareivindicação de autoridade divina. Jesus disse que ele conhecia a mente de Deus, queele julgaria o pecado, e ressuscitaria os mortos. Seus críticos salientaram, com todaindignação, que somente Deus poderia fazer tais coisas. De volta a Galiléia, continuou a controvérsia acerca do sábado ao defender osseus discípulos por colherem espigas nesse dia. Por fim, ele reivindicou ser o “Senhordo dia”. No sábado curou um homem que tinha a mão direita ressequida. As autoridades
  25. 25. 25religiosas judaicas deram início à trama para destruí-lo (Lucas 6:1-11). Jesus selecionou doze de seus discípulos que deveriam oficialmente levar avanteo seu ministério. A nomeação dos doze inaugurou um novo período no ministério deCristo, começando com o grande Sermão do Monte (Lucas 6:20-49). Aconteceram diversos incidentes nesse período. Talvez no mesmo dia em queproferiu o Sermão do Monte, Jesus curou o servo de um centurião. Este centurião eraum soldado romano, simpatizante da religião judaica e evidentemente aceitou a Jesuscomo o verdadeiro Messias. O servo foi curado "naquela mesma hora."(Mt 5:5-13) Em Carfanaum, cerca de 11km distante do local do Sermão do Monte, asmultidões continuaram a pressionar a Jesus. Para escapar a essa pressão, ele se dirigiu aNaim. Na entrada da cidade ele restaurou a vida do filho de uma viúva. Por esse tempovieram da parte de João Batista mensageiros para perguntar a Jesus se ele era realmenteo Messias. Ainda preso, João ficara perplexo com o curso do ministério de Jesus, eraum ministério pacífico e misericordioso em vez de dramático, conquistador e judicante.Jesus elogiou a João e denunciou as autoridades judaicas que se opuseram a ele,ressaltou que as cidades da Galiléia que ouviram o Batista não se arrependeram. Nãotinham verdadeiramente “vindo a ele.” (Lucas 7:18-35) Em uma cidade que Jesus visitou, ele foi ungido por uma mulher pecadora. Eleperdoou-lhe os pecados na presença de seu hospedeiro, Simão o fariseu. Sem ascostumeiras gentilezas. Sem o beijo da saudação. Sem providenciar que seus pés fossemlavados. Sem óleo para a cabeça, pois esse era o costume judaico. No seu livro "Um Amor que Vale a Pena", Max Lucado retrata essa cena assim: "Simão não fez nada para Jesus se sentir bem-vindo. No entanto, a mulher faz tudo o que Simão não fez. Não sabemos o nome dela. Somente conhecemos a sua reputação: uma pecadora. Mas provavelmente uma prostituta. Ela não tem convite para a festa e nem posição na comunidade. (...) Ela veio por Ele. Cada gesto seu é medido e cheio de significado. Ela encosta seu rosto nos pés Dele, ainda cobertos com a poeira do caminho. Não tem água, mas tem lágrimas. Não tem toalha, mas tem seus cabelos. Usa ambos para lavar os pés de Cristo. Abre um frasco de perfume, talvez a única coisa de valor que possuia, e aplica o perfume em
  26. 26. 26 seus pés. Alguém poderia pensar que Simão, mais que todas as pessoas, mostraria um amor como este. Não é ele o reverendo da igreja, o estudioso dos Escritos? Mas ele é rispido, distante. Outros certamente achariam que a mulher procuraria evitar Jesus. Não é ela a mulher da noite, a mulher vil da cidade? Mas ela não pode resistir a Ele. O "amor" de Simão é medido e mesquinho. Por outro lado, o amor dela é extravagante e arriscado.” (LUCADO, 2003. p. 4.5) Seguindo pelas cidades da Galiléia Jesus e os doze discípulos e algumasmulheres devotas: Maria Madalena, Joana, Susana e "muitas outras. Foi nessa viajemque ele curou um endemoninhado. E os fariseus o acusaram de estar associado com odiabo. Ele acentuou a bem-aventurança dos que "(...) ouvem a palavra de Deus epratica.” (Lucas 8:21). Nesse mesmo dia entrou num barco de onde proferiu muitasparábolas. A parábola era a principal ferramenta de ensino de Jesus, que tanto revelavacomo ocultava as verdades que ele desejava comunicar. Sem dúvida ele repetia este eoutros ditos em diferentes contextos, da mesma maneira que os pregadores de hojerepetem seus sermões e ilustrações. Depois da pregação do barco, Jesus atravessou o mar da Galiléia, chegando àpraia ocidental. Antes de partir, dois homens se aproximaram dele e manifestaramdesejo de tornarem-se seus discípulos. Cada um, porém, fez seu pedido de modo irreal eindigno, e Jesus os censurou. Enquanto atravessavam o mar, a vida de Jesus foi ameaçada por uma violentatempestade. Ele dormia sobre uma almofada na popa do barco, de modo que osdiscípulos o acordaram. De imediato ele acalmou a tempestade. Os discipulosexclamaram: "Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?"(Lucas 8:25). No outro lado da Galiléia, Jesus encontrou-se com um endemoninhado eexpulsou dele os demônios que entraram numa manada de porcos, os quaisimediatamente se atiraram ao mar e morreram. Quando os moradores da cidade saíramao encontro de Cristo, viram o endemoninhado vestido e em perfeito juízo. Cheios desurpresa, rogaram a Jesus que se retirasse dali. Foi o que ele fez depois de haver enviadoo homem a contar aos amigos sobre o Messias (Mateus 8:28). Jesus operou mais doismilagres ao voltar para Carfanaum: ressuscitou a filha de Jairo e curou uma mulher quetinha uma hemorragia quando ela tocou a orla de seu manto (Mateus 9:18).
  27. 27. 27 Jesus percorreu novamente as cidades da Galiléia operando diversos milagres efoi novamente rejeitado pelos nazarenos. Jesus ansiava por conseguir maistrabalhadores para ceifar a colheita espiritual. Ele discipulou seus apóstolos de dois emdois a fim de chamar as cidades de Israel ao arrependimento, concedendo-lhes poder decurarem enfermos e expelir demônios. Nesse ponto, temos o registro sobre a morte deJoão Batista, Herodes Antipas hesitou muito tempo antes de mandar matar a João,porque ele temia o povo, mas sua concupiscência falou mais alto. A consciência culpadade Herodes levou-o a indagar se Jesus era o João ressurreto. Sofrendo com a morte de João, rodeado pelas multidões, e exausto do trabalho,Jesus reuniu os “Doze” e cruzaram o mar da Galiléia. Mas as multidões chegaram láantes dele, e Jesus ensinou as massas o dia todo. A sessão chegou ao climax quandoJesus alimentou toda a multidão (5.000 homens) dividindo e multiplicando cinco pães edois peixes (Mateus 14:13-21). Imediatamente após o milagre, Jesus colocou os dozeapóstolos no barco e os mandou atravessar de volta o mar da Galiléia, muito embora seestivesse formando uma tempestade. Ele retirou-se para as montanhas a fim de escapardas multidões excessivamente entusiastas, que desejavam por força fazê-lo rei. Elesproclamavam que Jesus era rei. Jesus ouviu essas vozes, eram sons que emanavasedução, a mais perigosa das sensações que alguém pode enfrentar: o poder. Entretanto,ele também ouviu mais alguém. E quando Jesus o ouviu, ele o buscou: preferiu ficarsozinho com o verdadeiro Deus a ficar junto à multidão de pessoas equivocadas. Lucado faz um paralelo entre essa passagem e a nossa vida atual ele dizpoeticamente: "A lógica não disse a Jesus para despedir a multidão. A sabedoria convencional não lhe disse para virar as costas ao exército desejoso. Não, não era uma voz fora que Jesus ouviu, era uma voz interna. A marca da ovelha era o que lhe tornava capaz de ouvir a voz do Pastor. A marca de um discípulo é a sua capacidade de ouvir a voz do Mestre. E não há um momento em que Jesus não esteja falando. Nenhum sequer. Não existe um lugar em que Jesus não esteve presente. Nunca haverá um quarto muito escuro... um saguão muito envolvente... um escritório muito sofisticado... Sempre marcando presença, que sempre nos acompanha,
  28. 28. 28 implacavelmente ele está lá, batendo à porta dos nossos corações, com toda gentileza, esperando ser convidado a entrar. Poucos ouvem essa voz. Um número menor ainda abre essa porta.” (LUCADO, 2002, p. 72) Três horas depois da meia-noite, os discípulos foram apanhados. Mas quando odesastre parecia certo, Jesus veio andando em sua direção por sobre as águas. Depoisque ele acalmou os temores dos discípulos, Pedro perguntou se Jesus lhe permitia ir aoseu encontro. No meio do caminho, Pedro perdeu a coragem e começou a afundar. Jesustomou-o pela mão e o conduziu de volta ao barco. As águas se acalmaramimediatamente. Em Carfanaum Jesus começou a curar os enfermos que acudiam a ele vindos detodas as partes. Logo chegou a multidão que tinha sido alimentada. Encontrando Jesusna sinagoga, ouviram-no explicar que ele era o verdadeiro pão da vida que veio do céu.Ele, agora se defrontava com a aceitação da autoridade desse ensino, explicado emtermos de comer a carne de Jesus e beber seu sangue. Isso escandalizou muito deles e seretiram. Jesus perguntou aos seus companheiros se eles também queriam retira-se. Estapergunta deu lugar à conhecida confissão de Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tutens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus.” (João6:69) Depois desse discurso sobre o pão da vida, Jesus deixou o ensino público e sedevotou a instrução dos discípulos. As autoridades judaicas ressentiram-se do fato deJesus rejeitar as cerimônias religiosas deles e de atrever-se a censurar-lhes asreivindicações de autoridade. Jesus ia de um lugar para outro, evitando expor-se empúblico, mas nem sempre conseguia fazê-lo. Na área de Tiro e Sidom ele curou a filhade uma gentia, e em Decápolis curou a muitos que as multidões lhe trazia. Alimentou4.000 pessoas multiplicando pães e alguns peixes (Mateus 15:32-39). De volta à região de Carfanaum. Novamente se viu sitiado pelas autoridadesreligiosas. Para escapar, ele atravessou de barco o mar da Galiléia. A caminho, advertiuseus discípulos acerca dos fariseus, dos saduceus e de Herodes. Em Betsaida, Jesuscurou um cego. Depois ele e os discípulos viajaram para o norte, para a região deCesaréia de Filipe, onde Pedro confessou que Jesus era o Messias, o Cristo, o Filho deDeus vivo. Jesus replicou que a fé que Pedro revelara fazia dele uma pedra, e que eleconstruiria sua igreja sobre essa pedra - isto é: a fé como a que Pedro tinha (Mateus
  29. 29. 296:13-20). A esta altura Jesus disse que seu sofrimento, morte e ressurreição estavampróximas. Cerca de uma semana mais tarde, Jesus tomou a Pedro, Tiago e João e levou-osa uma montanha, revelando-lhes sua glória celestial (a Transfiguração). Diante dosolhos deles, conversou com Moisés e com Elias (Lucas 9:28-36). Ao pé da montanhaJesus curou um rapaz possesso de demônio, a quem os discípulos não poderiamsocorrer. Jesus pagou o imposto do templo com dinheiro provido de modo miraculoso. Acaminho de Carfanaum. ministrou aos discípulos ensinando à verdadeira natureza dagrandeza e do perdão. São essas as parábolas que Jesus usou para os seus ensinamentos:a parábola do rico insensato; do servo vigilante; do semeador; do trigo e do joio: dogrão de mostarda: do tesouro escondido; da perda de grande valor: da rede (palavra deDeus) e o mar (as pessoas). Passados muitos meses. Jesus foi a Jerusalém para celebrar a festa dosTabernáculos. Ele se recusara a ir com sua família, porém mais tarde fez a viajem emparticular. Em Jerusalém dividiam-se as opiniões do povo a respeito de Jesus.Publicamente ele afirmou ter sido enviado do Pai e ser o Messias, o Salvador do mundo.As autoridades religiosas superiores enviaram oficiais para prender Jesus, mas ele osimpressionou de tal maneira que não puderam cumprir a tarefa. Então as autoridadesprocuraram desacreditá-lo fazendo-o violar a Lei. Mas não tiveram êxito. Trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério e ele voltou o incidente por completo contra eles(Lucas 11:16). Durante esse período Nicodemos tentou acalmar o ódio do Sinédrio (o supremoconcílio das autoridades religiosas judaicas). Mas enquanto estava em Jerusalém, Jesuscurou um cego no sábado. Essa cura provocou grande controvérsia e o homem foiexpulso da sinagoga. Jesus encontrou-se com o homem que o reconheceu como oMessias. Jesus profere o famoso discurso sobre o Bom Pastor (João 10:1-21).3.3. Ministério de Jesus na Pareia. Decorreram cerca de dois meses enquanto Jesus voltou à Galiléia, foi, talvez,nessa ocasião que ele enviou 70 discípulos às cidades de Israel para declarar que oReino estava próximo e que Jesus era o Messias (Lucas 10). Jesus tentou passar pela
  30. 30. 30Samaria a caminho de Jerusalém, mas o povo rejeitou. Assim, ele cruzou o Jordão eviajou através da Peréia. A certa altura um homem perguntou a Jesus o que precisavafazer para herdar a vida eterna. Jesus desse-lhe que amasse a Deus e ao próximo. Ohomem, então pergunta: "Quem é o meu próximo?"(Lucas 10:29). Jesus responde comuma parábola, a famosa parábola do Bom Samaritado. Jesus continua seus ensinamentos por meio de parábolas, tais como: a parábolada figueira estéril; das bodas de casamento; da ovelha e da dracma perdida; do filhopródigo; do rico e Lázaro - muitos estudiosos consideram-na como um fato real; aparábola do credor; do fariseu e do publicano; dos trabalhadores e da vinha; a paráboladas dez minas, onde os servos recebem o mesmo dom, porém são remuneradosconforme o seu esforço em servir. Durante essa viajem Jesus operou muitos milagres, como a cura de uma mulherenferma e de um hidrópico, efetuadas no sábado. Os milagres no sábado provocavamainda mais a hostilidade dos fariseus. Então a cena se transfere para a Judéia. Nessa ocasião, talvez, Jesus tenhavisitado Betânia e o lar de Maria e Marta. Maria assentava-se aos pés de Jesus enquantoMarta preparava a refeição. Marta queixou-se da ociosidade da irmã, porém Jesusrespondeu assim: "Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas:todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe serátirada.” (Lucas 10:41,42) Em Jerusalém, na festa anual da Dedicação, Jesus declarou-se abertamente oMessias. Para os judeus essa declaração era uma blasfêmia, e de novo tentaram agarra-lo. Então Jesus se retirou para Betábara, do outro lado do Jordão. Mas a oposição dasautoridades religiosas continuou a crescer. Os párias da sociedade congregavam-se ao redor dele para ouvir seusensinamentos. Ele ensinava antes de tudo por parábolas. Em particular, Jesus explicavaaos seus discípulos eleitos o verdadeiro significado de suas parábolas e tambémcontinuava a dar-lhes treinamento especial. Certo dia Jesus recebeu um recado urgentedo lar de Maria e Marta: Lázaro, irmão delas, estava mortalmente enfermo. QuandoJesus chegou a Betânia. Lázaro já havia morrido e estava sepultado fazia quatro dias.Mas Jesus o levantou do túmulo. Este milagre aumentou a determinação das autoridadesreligiosas de livrar-se dele (João 11:1-46). Jesus afastou-se de novo das multidões por algum tempo. Então voltou o rosto
  31. 31. 31para Jerusalém e para a morte (João 11:54-57). A respeito desse episódio, Charles H. Dodd, no seu livro “Interpretação doQuarto Evangelho", diz: “Os anúncios velados da morte próxima do Cristo como um evento teológico (como sua elevação, como o ato do dar sua carne pela vida do mundo) eram seguidos do relato de ações públicas dos inimigos ameaçando sua vida: com isso ficou claro que, enquanto por um lado sua morte é um ato livre de sacrifício de si próprio, por outro lado, é o assalto do poder das trevas contra a Luz. Do mesmo modo aqui, Cristo irá para a Judéia a fim de oferecer sua vida, para que Lázaro possa ressuscitar dos mortos: e o efeito da ação é provocar uma sentença de morte contra ele. A sentença ditada em termos que para os evangelistas são altamente significantes. O Sumo Sacerdote diz: "É conveniente para vós que um só homem morra polo povo”, e ao dizer isso inconscientemente estava exercendo o dom profético que pertencia ao seu ofício sagrado, pois ele estava declarando veladamente a verdade de que Cristo iria morrer "para reunir em um corpo os filhos de Deus que estão dispersos”. Essa referência faz alusão ao discurso do Bom Pastor.” (DODD, 1973, p. 476) O caminho para Jerusalém foi marcado por milagres, ensino e confronto com osfariseus. Durante a viajem, diversos pais trouxeram seus filhinhos a Jesus para que eleos abençoasse. Jesus insistiu com "certo homem de posição" para que abandonasse suasriquezas e o seguisse (Lucas 18:31-34). Como antecipação desse evento, ele descreveuas recompensas do reino e instruiu aos discípulos a serem sevos do seu povo. Nasvizinhanças, Jesus curou alguns cegos, dentre os quais estava Bartimeu, que reconheceuJesus como sendo o Messias (Marcos 10:46-52). Hospedou-se no lar do publicanoZaqueu, que também recebeu a salvação mediante a fé em Cristo. Depois de todos esses ensinamentos maravilhosos, de todas as manifestaçõesmiraculosas e de vários outros prodígios, os discípulos colocam em ação seu grandeegoísmo humano ao quererem saber quem iria se sentar com Jesus no trono da glória.Jesus então, respondeu: “Vocês beberam o cálice que estou bebendo e serão batizados
  32. 32. 32com o batismo com que estou sendo batizado, mas assentar-se a minha direita ou aminha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem aqueles para quemforam preparados.” (Marcos 10:39) Em Betânia na casa de Simão, o leproso, Jesus fora ungido pela terceira vez. Eleestava sendo preparado para o grande momento de sua vida. Na cruz do Calvário Jesusresgataria, com um alto preço - preço de sangue - a humanidade inteira, até mesmoaqueles que o rejeitaram. Esse cântico belíssimo chamado “Calvário” do Pr. Allison Ambrósio expressaem poesia aquele momento glorioso: "Ao monte do Calvário caminhou Levava sobre si a dura cruz. E alguns se perguntavam: Quem é ele? Era Jesus Levava sabre si a minha dor, todos os meus pecados também. Não entendo como eu fazendo tanto mal, Sou merecedor assim de tanto bem. O Calvário é quem melhor pode contar. Sobre o maior prova do amor de Deus, Mandando seu filho amado pra morrer por mim. Pra me dar direito então de ir ao céu. Levava sobre si o seu rancor, Levava sabre si a minha cruz, E no monte, do Calvário a sepultou por mim. Ele morreu pra eu poder viver Ele sofreu pra eu poder sorrir E ao morrer Ele atraiu a muitos para si.” (AMBRÓSIO, 1999)
  33. 33. 33CAPITULO IVRESGATANDO VIDAS PARA DEUS4.1. A semana da paixão de Cristo Inicia-se a preparação para a consumação da obra estabelecida pelo Senhor, paraa salvação da humanidade. Jesus prediz os últimos acontecimentos, as últimasinstruções são dadas aos seus discípulos. Institui uma ceia para que fosse realizada emsua memória, era como se fosse um marco, um memorial a ser lembrado sempre pelo osseus seguidores. Jesus chorou e clamou por Jerusalém, onde tão poucos souberam dar overdadeiro valor a sua vinda quando encarnado na terra, nem tão pouco souberam sebeneficiar dos seus ensinamentos, e muito menos do sacrifício vicário na cruz ao dar asua própria vida por eles. Porém deixou bem claro para todos que não era o fim da suahistória. Ele voltaria em glória, triunfante como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Jesus ensina aos escribas e fariseus, e a todo Israel, o grande e soberanomandamento, para que todos o seguissem, não somente com palavras, mas com açõesfeitas com amor verdadeiro. O mais importante é esse: “Ouve ó Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor éo Único Senhor. Ame o Senhor, a seu Deus de todo a coração de toda a sua alma, detodo o seu entendimento e de todas as suas forças. O segundo é este: Ame ao seupróximo como a si mesmo. Não existe mandamentos maior do que estes." ( Marcos12:29-31) Jesus ensina aos discípulos sobre as coisas que haverão de vir após a sua morte eressurreição. Fala-lhes sabre a destruição do templo, sobre os acontecimentos nos finsdos dias e os sinais que antecedem esses dias. Exorta aos seus seguidores para ficaremem constante vigilância, orando para não serem pegos de surpresa (referência a paráboladas dez virgens). Jesus passou a quarta-feira descansando em Betânia. Na quinta-feira anoite ele comeu a Páscoa com seus discípulos (Mateus 26:17-30). Ele enviara Pedro eJoão para encontrar o local onde tomariam a refeição. A festa envolvia sacrificar umcordeiro no templo e comê-lo assentados ao redor da família. Jesus disse a dois dosdiscípulos que entrassem e seguissem um homem com um cântaro, eles os conduziriam
  34. 34. 34a casa cujo dono já havia preparado uma sala para esse fim. Judas Escariotes deixou a refeição para finalizar o acordo, feito anteriormente comos fariseus no Sinédrio, para trair Jesus. Jesus advertiu aos discípulos restantes de quenaquela noite perderiam a fé nele. Mas Pedro assegurou-lhe sua lealdade. Jesus,respondendo ao arrogante discípulo, disse-lhe que ele o negaria, não somente uma, mastrês vezes, antes que o galo cantasse ao amanhecer. Jesus e os discípulos deixaram o Cenáculo e foram para o Jardim do Getsemani.Enquanto Jesus agonizava em oração os discípulos dormiam. Em seu livro "Um Amor que Vale a Pena", Max Lucado conjectura sobre ospensamentos de Jesus. Ele diz o seguinte: "A qualquer momento Jesus poderia ter dito: “Chega! Já chega! Vou para casa.” Mas Ele não o fez, porque Ele é amor. E "amor... tudo suporta.”(Co 13:4-7). Ele suportou a distância. E mais ainda, suportou a oposição. (...) Por que Ele não desistiu? Porque o amor por seus filhos era maior que a dor da jornada. Ele veio para nos encontrar. O nosso mundo estava desmoronando. Por isso ele veio. Você estava morto, morto no pecado. Por isso Ele veio. Ele o ama. Esta é a razão da sua vinda. (...) E o amor de Cristo tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta(1 Co 13:7)." (LUCADO, 2003,p. 171,174) Três vezes Jesus vai ao encontro dos discípulos, e os encontra dormindo,enquanto o momento de sua prisão e o começo do seu "calvário" está tão próxima.Finalmente ele acalmou a sua alma e estava pronto para enfrentar a morte e tudo oquanto ela significava (Mateus 26:36-46). Neste ponto Judas chegou com umacompanhia de homens armados. Ele identificou Jesus para os soldados com um beijo. Jesus foi levado a julgamento perante as autoridades religiosas e as civis. Ojulgamento religioso foi ilegalmente convocado durante a noite, mas confirmou suadecisão após o romper do dia. Mesmo assim toda questão era um simulacro de injustiça(Lucas 22:66-71). O julgamento civil ocorreu sexta feira de manhã perante Pilatos, que não viunenhuma ameaça ou crime em Jesus. Remeteu Cristo a Herodes, que zombou dele e odevolveu a Pilatos (Lucas 23:7-11). O oficial romano esperava libertar Jesus porexigência do povo, mas a multidão gritou-lhe que soltasse a Barrabás (salteador e
  35. 35. 35homicida). Insistiram com Pilatos para que crucificasse Jesus. Pilatos propôs açoitar aCristo e libertá-lo para apaziguar a multidão; infligiu sobre ele outras zombarias ecastigos. Mas de novo a multidão (a mesma que o aclamara como rei) gritava:"Crucifica-o!”. Por fim, Pilatos cedeu ao apelo enlouquecido da turba e enviou Jesus amorte. No meio de todo esse tumulto, Jesus manteve a calma e a compostura (Mateus27:11-31). Quando Pilatos, presunçosamente, disse a Jesus que tinha autoridade tantopara libertá-lo como para crucificá-lo, Jesus o corrige de modo corajoso: "Não teriasnenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima.” (João 19:11) É preciso ficar claro que a morte de Jesus não foi um acidente de percurso, nemum mero assassinato, nem um final trágico, nem uma derrota vergonhosa. A morte deJesus não esta envolta em mistério, não é algo inexplicável a vista de seu poder e deseus recursos. Os quatro Evangelhos deixam bem claro que Jesus era “imprendível” e"imatável", isto é, ninguém tinha o direito nem o poder de lhe tirar a vida. Jesus mesmodeclarou isso enfaticamente: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou porminha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e do tornar a recebê-la, pois foi isso oque o meu Pai me mandou fazer.” (João 10:18) A morte de Jesus foi voluntária, premeditada e anunciada. Embora malhada emsangue, suor e lágrimas, embora árdua e sofrida, embora extremamente dolorosa e queJesus continuasse morto, pois ele tinha todo o poder sobre a morte. Ele mostrou issopelo menos em três ocasiões: Quando devolveu à vida a filha de Jairo, que haviaacabado de morrer; quando devolveu a vida ao filho da viúva de Naim, cujo corpoestava sendo levado para o cemitério; e quando devolveu a vida ao irmão de Maria eMarta. Agora era a vez de o próprio Jesus tomar a viver e sair do túmulo. Várias vezes Jesus avisou que passaria pessoalmente pela experiência da morte.Mas todas as vezes que anunciava a própria morte, ele anunciava também a suaressurreição. Certa vez, Jesus fez uma comparação com a experiência de Jonas. Assimcomo esse profeta esteve três dias e três noites na barriga de um grande peixe e depoisfoi vomitado numa praia, assim ele próprio estaria no interior da terra por três dias e trêsnoites e depois sairia de lá. O lugar dos mortos é o cemitério. Mas quando o morto torna a viver, o lugar delejá não é o cemitério. Foi isso que os anjos disseram as mulheres quando elas foramperfumar o corpo de Jesus naquele domingo bem cedo: "Por que vocês estãoprocurando entre os mortos quem está vivo?" (Lc 24:56)
  36. 36. 36 A partir daquele momento, Jesus se apresentou vivo com muitas e valiosasprovas. Esse acontecimento mudou totalmente todos os discípulos por toda a vida. No amanhecer daquele domingo Pedro e João receberam a noticia: "Levaram ocorpo de Jesus!" Maria foi rápida, tanto em seu anúncio quanto em sua opinião. Elapensou que os inimigos de Jesus haviam roubado o corpo. No mesmo instante os doisdiscípulos correram até o sepulcro. João chegou primeiro e viu algo que o deixouestático a entrada. Ele viu somente os lençóis que cobria o corpo do Mestre. Viutambém que o "lenço que tinha estado sobre sua cabeça, não estava com os lençóis, masenrolado, num lugar a parte". O original grego proporciona uma útil percepção desseacontecimento extraordinário. João emprega o termo "enrolado". Este lenço do funeralnão havia sido tirado da cabeça e lançado fora. Ele estava enrolado cuidadosamente emum lugar a parte. Max Lucado, no seu livro “Ele Escolheu os Cravos", nos remete a uma reflexãosobre essa passagem bíblica. Ele escreve o seguinte: "Através dos trapos da morte, João viu o poder da vida. Não é estranho que Deus use algo triste como vestes do funeral para transformar uma vida? Mas Deus é afeito a tal modo de agir: Em suas mãos jarros vazios de vinho tornam-se símbolos de poder. A moeda de uma viúva tomou-se símbolo de generosidade. Uma simples manjedoura em Belém é o seu símbolo da devoção. E um instrumento de morte é o símbolo do seu amor. Ficaríamos surpresos por Ele utilizar as vestes da morte como um símbolo da vida?” (LUCADO, 2002, p. 118) Quarenta dias depois que se apresentou vivo com muitas provas incontestáveis,Jesus foi elevado às alturas a vista de seus discípulos (Marcos 16:19). A esseacontecimento histórico dá-se o nome de ascensão. Ele marca o termino da missãovisível de Jesus, quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.14). Jesus é oPão que desceu do céu (João 6:33) e que, depois de morto e ressuscitado, retorna ao céu(João 2017). A ascensão põe fim à convivência objetiva e familiar de Jesus com osdiscípulos até seu regresso no final dos tempos. No intervalo entre a ascensão e asegunda vinda de Jesus, a comunhão daqueles que crê com ele é subjetiva.
  37. 37. 374.2. A ressurreição e ascensão de Jesus. A ascensão de Jesus é muito mais do que uma despedida. Ela significa arestauração da glória que o Filho de Deus tinha antes da encarnação. No momento daascensão, "Deus o exaltou a mais alta posição e lhe deu o nome que esta acima de todonome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo daterra, e toda língua confesse que Jesus Cisto é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”(Fp 2:9-11) É isso que declara o evangelista: "O Senhor Jesus foi elevado aos céus eassentou-se a direita de Deus.” (Mc. 16:19) Assentar-se a direita do Pai e ocupar a posição de Rei dos reis e Senhor dossenhores. Depois da ascensão de Jesus, é muito fácil entender o Salmo 110, atribuído aDavi (Mt 22:44), que diz assim: “O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te a minhadireita, ate que eu ponha os teus inimigos debaixo de teus pés.” A ascensão é o cumprimento dessa profecia inconsciente de Davi, pois ele faloupelo Espírito, como o próprio Jesus admitiu. Os escritores do Novo Testamentoentenderam que o ato de sentar-se a direita de Deus significa a exaltação máxima deJesus. Em seu discurso no dia de Pentecostes, Pedro declara: "Este Jesus, a quemcrucificaram Deus o fez Senhor e Cristo." (At. 2:36). Ao se referir à ascensão, Pauloescreve que Jesus esta "muito acima de todo governo e autoridade na que há de vir."(Ef 1:21) Essa exaltação de Jesus não é estática, mas dinâmica. O fim dos tempos viráquando Jesus "(...) entregar o Reino de Deus, o Pai, depois de ter destruído tododomínio, autoridade e poder." (I Co 15:24). “A redenção não estava completa, até quetodos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés.” (I Co 15:25). Esses inimigosnão são inimigos físicos, mas poderes espirituais e invisíveis da maldade. A morte é"(...) o último inimigo a ser destruído." (I Co 15:26). Os inimigos cananeus "entendiama morte como um deus, cujo lábio inferior era toda a terra e o superior o céu, de modo aengolir tudo" (Bíblia de Genebra). E por essa razão que Bildade se refere à morte como"o rei dos terrores.” (João 18:14) Jesus não está assentado no pó nem no chão, por falta de trono, como aconteceucom a Babilônia (Is 47:1), mas a direita da Majestade nos mais altos céus.
  38. 38. 38 A ascensão de Jesus aconteceu no Monte das Oliveiras, nas proximidades deBetânia. Ao ser elevado aos céus, Jesus estava com as mãos erguidas para abençoar oscircunstantes. Deus sente-se bem conosco. Ele também está longe de sua família, porémprometeu voltar. Ele não esta ausente escrevendo um livro, mas a história. Nós nãoconhecemos todos os detalhes de Deus. O que fazer nesse meio tempo, enquanto ele nãovolta? Confiar. O último capítulo será concluído e o Senhor baterá a porta. Até que issoaconteça, diz Jesus: "Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus: creiam emmim... voltarei e os levarei para mim.” (João 14:1.3) Porque Deus faria tanto esforço em resgatar-nos? Que utilidade temos para ele?Ele deve ter suas razões, pois há mais de dois mil anos entrou nas águas turvas domundo a procura de seus filhos. E a todos quanto permitirem sua aproximação, eleinvoca seus direitos e sela o seu nome. Tudo o que temos que fazer é confiar e clamar: "Maranata. ora vem Senhor pra bem perto de mim. E que o tempo nos conserve sempre assim. Num vínculo de doce comunhão." (Maranata - Allison Ambrosio)4.3 – O retorno triunfante de Jesus. Os profetas do Velho Testamento anunciavam ora o sofrimento, ora a glória doMessias que havia de vir. Foi a respeito dessa salvação que os profetas que falaram dagraça destinada a humanidade investigaram e examinaram, procurando saber o tempo eas circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quandolhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam aqueles sofrimentos.A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para todos,quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhespregaram o evangelho pelo Espírito Santo. A respeito da volta do Senhor, foi proferidopor dois anjos no momento da ascensão de Jesus Cristo: “Galileus, porque vocês estãoolhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará damesma forma como o viram subir". (Atos 1:11) O único texto que menciona o número ordinal para se referir a "Parusia" (voltagloriosa de Jesus Cristo) está na Epistola aos Hebreus: “(...) assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar
  39. 39. 39os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar os pecados, mas paratrazer salvação aos que o aguardam." (Hebreus 9:28) A penúltima frase da Bíblia Sagrada confirma a promessa do segundo advento deJesus: "Sim, venho em breve!” (Apocalipse 22:20). Três pontos sobre a doutrina da segunda vinda são absolutamente claros.Primeiro, a volta de Jesus será evidente, sem ambiguidade, visível a todos. O Senhormesmo explica: “Assim como relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assimserá a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:27). A mensagem apocalíptica afirmaque ele “(...) vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que otranspassaram." (Apocalipse 1:7) Segundo, a volta de Jesus será: “Com poder e muita gloria." (Mateus 24:30). Elenão levará sobre si as nossas iniquidades. Não será oprimido nem afligido, nem levadoao matadouro. Terceiro, a volta de Jesus será em dia e hora que ninguém sabe. Ele mesmoavisou: “O Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam." (Mateus24:36). No último livro da Bíblia, lê-se esta declaração pessoal e enfática: “Eis quevenho como ladrão!" (Apocalipse 16:15) Tudo que disse o Senhor pode ser resumido na palavra confiar. Ele cita duasvezes: "Que os corações de vocês não fiquem aflitos. Vocês confiam em Deus; agoraconfiem em mim.” (João 14:1) Não fiquemos, então, perturbados quanto ao retorno de Cristo, nem ansiosos porcoisas que não podemos compreender. Assuntos como o milênio e o anticristo é umdesafio a nossa capacidade de entendimento, porém não é para nos impressionarmosnem tão pouco ficarmos divididos. Para o cristão o retorno de Jesus Cristo não é umenigma a ser resolvido nem um código a ser descoberto, mas um dia que deve seraguardado com grande expectativa. Jesus quer que confiemos nele e que não fiquemos aflitos. Por isso nos asseguroucom essas verdades: - Eu tenho um lugar bem amplo para vocês: "Existem muitas moradas lá ondemeu Pai mora." (João 14:2) - É verdade! Eu voltarei! Eu levarei você comigo: “Voltarei e os levarei paramim, para que vocês estejam onde eu estiver." (João 14:3) É isto o que Jesus fará. Não sabemos quando ele virá nem como se chegará a nós.
  40. 40. 40Nem tão pouco sabemos por que ele virá. Claro temos ideias e opiniões, mas o que maistemos é fé. Temos fé que ele tem muitos lugares e que preparou um amplo lugar paratodos que nele crê. Max Lucado relata em seu livro "Quando Cristo Voltar" as seguintes referênciasa cerca da volta de Jesus: “Chegará o dia que Ele nos libertará. A prova de suas palavras foi dada quando a pedra rolou e seu corpo ressurgiu. Ele sabe que um dia este mundo estremecerá uma vez mais e, num piscar de olhos, como relâmpago que corta o céu, de um lado para o outro. Ele voltará. Todos o verão. Você e eu veremos. Os corpos forçarão as lápides da tumba e surgirão do fundo dos abismos. A terra tremerá, os céus se enrolarão qual pergaminho e os homens se esconderão em cavernas. Não os que O conhecem, não teremos medo algum". (LUCADO, 1999, p.44). A igreja é qual a noiva à espera do noivo. De repente ela ouvirá um grito: "Onoivo se aproxima! Saiam para encontra-lo!” (Mateus 25:6). Enquanto ele não chega,tanto a igreja - representada pelo povo de Deus - como o Espírito Santo faz esta pequenaoração litúrgica: “Vem Senhor Jesus!" (Apocalipse 22:20)
  41. 41. 41CONSIDERAÇÕES FINAIS De todas as religiões que exaltam suas doutrinas e seus fundadores, somenteuma teve um “Cordeiro Imolado” que morreu para dar vida aos homens, uma vidaeterna. Ele pagou uma divida que não era sua, um preço foi-lhe cobrado, um preçomuito alto, um preço de sangue. Somente uma religião teve um Senhor que ressuscitoudentre os mortos e hoje vivo está. Somente uma religião tem um Deus vivo e poderososoberano entre os reis. Aquele que liberta, transforma e salva as almas que estãoperdidas e desamparadas. O Cristianismo não é, entretanto, uma religião ligada a rituaismecanizados, é um ideal, é a história das nossas vidas, é o plano de Deus para ahumanidade. E tudo se converge para Jesus. A história existe por causa dele. Tudo,desde o princípio foi voltado para ele e terminará nele. Porém, Jesus nos presenteoucom uma dádiva maravilhosa. Ele tornou-nos participantes e co-herdeiros do projeto deDeus. Sabe qual é a jóia mais preciosa e brilhante da encarnação de Jesus? Algunspodem pensar que foi o fato dele ter vivido em um corpo, por curiosidade, para sabercomo é a condição humana; outros preferem pensar (e graças por isso) que quando Deusentrou no tempo e na terra tornando-se homem, Ele, que era ilimitado, tornou-selimitado. Prisioneiro na carne. Restrito a músculos e pálpebras cansadas. Aquele quetrocou a coroa celestial pela coroa de espinhos fez tudo isso por nós: "Sabendo que nãofoi com coisas corruptíveis. como prata ou ouro, que foste resgatado da vossa vãmaneira de viver que, por tradição recebestes dos vossos pais, mas com preciososangue do Cristo, como de um cordeiro imolado e incontaminado, o qual na verdade,em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado,nestes últimos tempos por amor de vós.”(1Pedro 1:18-20) Quanto mais meditamos na história de Jesus Cristo, mais temos que dar graças aDeus por nos ter amado em primeiro lugar, por ter nos escolhido para fazer parte do seuprojeto, por ter nos adotado como sua família. A Bíblia Sagrada traz luz sobre a questão que envolve o plano de Deus. Eladeixa claro que o grande propósito de Deus é formar para si uma família, em que Ele é oPai e nós seus filhos e filhas amados. Por todo o Antigo Testamento vemos constantes
  42. 42. 42declarações de Deus como nosso Pai, mostrando seu cuidado e proteção para comnossas vidas. Essa citação das Sagradas Escrituras é uma das mais belas: “Haverá umamãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho quegerou: Embora ela possa esquecê-lo, Eu não me esquecerei de você! Veja, Eu graveivocê, nas palmas das minhas mãos: Seus muros estão sempre diante do mim.” (1saías49:15-16) O ser humano, porém, desde o início tratou esse plano com desdém, preferindoseguir seus próprios caminhos, independente de Deus. O Senhor tentou formar essafamília a partir de Abraão e do povo de Israel (Gn 1:12). Mas outra vez seu anseio nãofoi correspondido. O povo judeu se ensimesmou, tornou-se um povo egoísta e deu ascostas para Deus, esquecendo-se de seu propósito, transformando tudo em desgraça.Mesmo assim, Deus continuou a insistir em investir no ser humano. Não abandonou seuprojeto. Pelo contrário, entregou-se a uma super operação de resgate dispondo-se apagar um preço absurdamente elevado para atingir seu objetivo. Jesus veio proclamar, falar, trazer a mais alvissareira notícia que o mundo játeve: que Deus não o abandonou. Cristo veio anunciar que os pobres podem dizer: “Sourico!"; que os cegos podem dizer: " Eu vejo!"; e que os cativos e presos serão postos emliberdade e que esta liberdade seria, não apenas espiritual, como também, social, morale econômica. A força do ministério de Cristo consistia em anunciar liberdade e vida. Ricardo Gondim relata em seu livro “Artesões de Uma nova História" oseguinte: “Deus procura homens e mulheres que, como verdadeiros artesões, não meçam esforços para tecer em parceria com Ele uma nova realidade, uma nova história.” (GONDIM, 2001, p.22) Estamos sensíveis para ouvir o palpitar do coração de Deus? Entendemosrealmente a encarnação do Divino? Estamos dispostos a ouvir o clamor de Cristo nacruz? Estamos preparados para dar as nossas vidas para que os desejos de Deus secumpram? Deus continua buscando em cada homem, em cada mulher um coraçãoconstrangido pelo seu amor e assim reconciliar-se com ele e completar sua obra.
  43. 43. 43 “Oração do abandono: Em tuas mãos, ó Deus, eu me abandono. Vira a revira esta argila como barro nas mãos do oleiro. Dá-lhe forma e depois a esmigalha como se esmigalhou a vida de João, meu irmão. Manda, ordena, que queres que eu faça? Elogiado e humilhado, perseguido, incompreendido, caluniado, consolado, sofredor, inútil para tudo, me resta se não dizer a exemplo, de tua mãe: faça-se em mim segundo a tua palavra. Dá-me o amor por excelência, o amor da cruz, não da cruz heróica que poderia nutrir o amor próprio; mas o da cruz vulgar, que carrego com repugnância, daquele que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, nos mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente e na aridez, no silêncio do coração. Então somente Tu saberás que te amo, embora eu mesmo nada saiba. Mais isto basta." (SANTINI, Momentos de amor com Deus) O ensino moral de Jesus, por ser simultaneamente fundamentado na obediênciada fé (convicção) face à transcendência do Reino e criatividade responsável na invençãopessoal de um caminho de seguimento e imitação do Senhor vem apoiar a percepção deque convicção e responsabilidade reciprocamente se completam e se exigem. Não há amenor contradição, nem pode haver, entre a atitude de submissão radical na fé e oassumir o protagonismo de, em liberdade cristã, conduzir a própria vida, visto que oprojeto divino a que se adere é o da salvação, libertação e realização dos seres humanos,e ficaria mutilado, e até desfigurado, se não incluísse a colaboração humana, oempenho consciente, se apenas o tivessem que acolher passivamente e não oconstruíssem. A fecundidade da proposta ética de Jesus situa-se, pois, no ter centrado avida moral na verdade da sua referência ao divino, de lhe ter estabelecido um sentido,uma meta, e um estatuto de liberdade, uma via aberta e, ao mesmo tempo, balizada peloseu exemplo, expresso nos alicerces do amor, ou seja um caminho, um meio.
  44. 44. 44REFERÊNCIASADRIANI, Murilo. História das Religiões. Trad. João Gama. Lisboa/Portugal: Edições70 Ltda., 1988.BIBLIA DE ESTUDO PENTENCOSTAL - Antigo e Novo Testamento - Tradução deJoão Ferreira de Almeida. Editor geral Donald C. Stamps, Florida: Editora CPAD,1995.BIBLIA SAGRADA - Nova Versão Internacional - Tradução da Comissão deTradução da Sociedade Bíblica Internacional, São Paulo, 1993.BULTIMANN, Rudolf. Jesus – Tradução Nélio Shneider. São Paulo: EditoraTeológica, 2005.COHEN, Armando Chaves. Vida Terrena de Jesus. Rio de Janeiro: Editora CasaPubli¬cadora das Assembleias de Deus, 1981.COLEMAN, William L. Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, Belo HorizonteEdi¬bora Betania. 1991.COSTELLA, D. O fundamento epistemológico do ensino religioso. In: JUNQUEIRA,S.; WAGNER, R. (Orgs.). O Ensino Religioso no Brasil. Curitiba: Champagnat, 2004.CUNHA, Luiz Antonio. Educação, Estado e Democracia no Brasil. São Paulo,Cortez, Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, Brasília, Flacso do Brasil,2º Ed., 1995.DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova - Tradução Lucy Yamakami.HansUdo Fuchs, Robinson Malkomes - Sao Paulo: Editora Vida Nova,2001.DODD, Charles H. A Interpretação do Quarto Evangelho - Tradução de JoseRaimundo Vidal - São Paulo: Editora Teoltigica, 2003.DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia - Tradução João Bentes — São Paulo:Editora Vida Nova, 1995.ELIADE, M. O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.FERRATER MORA, J. F. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Loyola, 2001.FOUREZ, G. A construção das ciências. Introdução à Filosofia e à Ética dasCiências. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.GUNDRY, Robert H. Panorama do Novo Testamento - Tradução João Bentes - SãoPaulo: Editora Vida Nova, 1978.

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