RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR
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    RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR Document Transcript

    • RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR Silvia Janaina Silveira Gomes∗RESUMOO presente artigo tem por objetivo analisar a relação ensino-aprendizagem na educação àdistância no contexto do ensino superior. Tendo em vista que a EaD constitui-se umimportante recurso para as pessoas que necessitam obter uma graduação, mas não tem tempopara frequentar aulas presenciais por conta, principalmente, do trabalho, faz-se necessário quese analise como ocorre o ensino e a aprendizagem em cursos à distância. Numa pesquisabibliográfica de cunho buscou-se compreender o contexto da relação de ensino eaprendizagem na educação à distância. Assim, foi evidenciado que não há déficits diretos naqualidade da aprendizagem quando o aluno realmente se dispõe a estudar – ainda que tenhatempo limitado para isso – e ausência do contato com o professor não se constitui umempecilho para a ocorrência da aprendizagem.Palavras-chave: Educação à Distância. Relação Ensino-Aprendizagem. Ensino Superior.INTRODUÇÃO A educação à distância (EaD) se constitui uma modalidade de ensino que tem sidobuscada por um número cada vez maior de pessoas que almejam concluir uma graduação, masnão dispõem de tempo para frequentar uma universidade cujo sistema de ensino é presencial.Assim, o sonho de concluir o nível superior tornou-se, para as pessoas que por conta dotrabalho e do ritmo acelerado de vida não podem frequentar uma faculdade presencial, umimportante recurso para alcançar seu desejo. No entanto, a crescente procura pela EaD tem suscitado inúmeros debates acerca darelação ensino-aprendizagem num ambiente onde não há a presença direta de um professor eas aulas não acontecem diariamente. Neste contexto, onde se vê a necessidade que as pessoasque não podem frequentar cursos presenciais tem de estudar e o impasse em relação ao Pedagoga licenciada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB. Pós-graduanda em Mídias naEducação (UESB). Professora da rede municipal de ensino de Itororó-BA. Ano: 2011.E-mail para contato: naiajana@hotmail.com
    • aprendizado nessa modalidade de ensino, como se estrutura a relação ensino-aprendizagem naeducação à distância no contexto do ensino superior?EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA O mundo contemporâneo demanda novas formas de ensinar, e conseqüentemente deaprender, que sejam capazes de moldar-se às inovações nos modos de vida que emergem nocotidiano das sociedades. Desse modo, a prática educativa teve que se adequar àsnecessidades das pessoas que não dispõem de tempo para frequentar uma universidade comsistema de ensino presencial. De acordo com Moran (2002), a educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, na qual alunos e professores estão separados espaciale/ou temporalmente. É, desse modo, ensino-aprendizagem onde educadores e educandos nãoestão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados portecnologias de comunicação. O método de educação à distância propicia, assim, por intermédio do uso detecnologias, tais como a televisão e o computador, um ensino onde o ambiente de uma sala deaula convencional é reproduzido num âmbito onde professores e alunos tem o contatomediado por mídias e as aulas não ocorrendo em todos os dias da semana; dessa forma, odireito à educação é estendido às pessoas que, por conta principalmente do trabalho,encontravam-se à margem do sistema educacional. De acordo com Moore (1996 apud VIEIRA; LOPES, 2006), o diferencial da educaçãoà distância está em propiciar ao educando a escolha do próprio local e horário de estudo. Aprobabilidade de se gerar produtos customizados, ajustados e adaptados às necessidades dosclientes, possibilitam ganhos em tempo e adequação no atendimento as demandas específicas,que não estejam contempladas a contento em estruturas educacionais tradicionais. Neste contexto a educação à distância se constitui uma forma de proporcionar àquelesque não podem frequentar uma instituição de ensino superior com aulas presenciais, aoportunidade de cursarem uma graduação e assim, poderem atuar no mercado de trabalho,
    • estando melhor preparados para o exercício de suas funções e com a chance de obteremmelhores remunerações. Pode-se justificar a existência da educação à distância a partir da ideia de Peters (2001,p. 196) que acredita nas exigências contemporâneas de uma valorização do estudo na idade adulta. Na criação de formas alternativas adicionais de estudo. Na consideração do estudo como elemento integrante da vida e da atividade profissional, pois, em geral, esse modo de estudo é realizado paralelamente à vida privada e à atividade profissional, integrando a vida pessoal, profissional, tempo livre e alguns casos com a aposentadoria, valendo citar que estes não se excluem mutuamente, mas se complementam. Assim, a educação à distância oferece às pessoas que não podem frequentar umauniversidade regular, a oportunidade de estudar, concluir uma graduação e adquirirconhecimentos válidos tanto para suas vidas como para o mercado de trabalho.ENSINO E APRENDIZAGEM À DISTÂNCIA A educação à distância é uma modalidade de ensino onde a aprendizagem é mediadapor tecnologias de comunicação; logo, a atuação docente dá-se de forma não presencial o quenão implica prejuízos à prática educativa, pois, a relação ensino-aprendizagem, nãoacontecendo de modo presencial, implica maior responsabilidade e atenção de ambos ossujeitos da prática educativa – professor e aluno. O contato entre educador e educando em sala de aula não determina a ocorrência daaprendizagem; assim, o que concorre para que o aprendizado ocorra não é a presença doprofessor no local onde acontece a aula, mas a forma como este se posiciona como mediadorentre o conhecimento e os alunos. Segundo Pretti (2002, p.68), a estrutura da educação à distância é mais complexa, às vezes, que um sistema tradicional presencial, visto que exige não só a preparação de material didático específico, mas também a integração de “multimeios” e a presença de especialistas nesta modalidade. O sistema de acompanhamento e avaliação do aluno requer, também, um tratamento especial. Isso significa um atendimento de expressiva qualidade. Nesta conjuntura, o ensino à distância não gera déficits de aprendizagem pelo fato denão haver contato direto entre professores e alunos, pois, de acordo com Freire (2005) ensinar
    • não se constitui uma transferência de conhecimento, mas a criação de condições para suaocorrência; logo, o que determina a aprendizagem não é a presença direta do educador noambiente educacional, mas os métodos utilizados e a forma como são criadas as condiçõespara que ela ocorra. No âmbito da educação à distância a relação educativa se define como uma práticacomunicacional, na qual os agentes da educação aparecem como mediadores doconhecimento; isso possibilita que se criem novas formas de aprender a aprender em espaçosde aprendizagem colaborativos. Neste contexto, no ambiente da educação à distância, professor e aluno são encaradoscomo parceiros idôneos do processo de aprendizagem, o que possibilita as trocas individuais ea construção de grupos que interagem e, ao mesmo tempo, constroem conhecimentos.PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Haja vista o objetivo de analisar a relação ensino-aprendizagem na educação àdistância no contexto do ensino superior, optou-se por desenvolver uma pesquisa qualitativaque, de acordo com Chizotti (1991), possibilita evidenciar o grau de complexidade dosfenômenos singulares e suas contradições e o caráter imprevisível e original das relaçõesinterpessoais. Nesta perspectiva, a pesquisa qualitativa é uma fonte direta de dados no ambientenatural na qual o pesquisador se constitui no principal instrumento, interessando-se mais peloprocesso do que pelos resultados, examinando os dados de maneira indutiva e privilegiando osignificado (BOGDAN; BIKLEN, 1994).CONCLUSÕES É fato que ainda há muitas especulações acerca da educação à distância, como hátambém dúvidas no que tange à aprendizagem dos alunos inseridos nessa modalidade de
    • ensino. Muitas pessoas acreditam que a ausência do professor possibilita um ensino de baixaqualidade e, conseqüentemente, uma aprendizagem aquém do desejado. No entanto, foipossível perceber, a partir da realização dessa pesquisa, que a relação ensino-aprendizagemem um ambiente de educação à distância ocorre de modo satisfatório; não há prejuízos noensino e nem tão pouco na aprendizagem. Acredita-se que a aprendizagem resulta da mediação do professor entre oconhecimento e o aluno e isso foi evidenciado no âmbito da EaD. O fato de o educador nãoter contato direto com o educando não inviabiliza a prática educativa e nem causa déficit deaprendizagem nos acadêmicos. As metodologias utilizadas pelo professor no ensino à distância são capazes dedespertar o interesse dos graduandos e de propiciar-lhes a construção do conhecimento, cadacom seu ritmo e tempo próprios, tal como ocorre no ensino presencial. Assim, não se evidenciou nenhum entrave para a aprendizagem no ambiente daeducação à distância; pelo contrário, foi possível perceber que a utilização de novastecnologias proporciona maior desejo de construir conhecimentos, desperta a atenção ebeneficia a ação educativa. Tendo em vista o avanço tecnológico e a necessidade de propiciar o direito à educaçãoa todas as pessoas, é preciso que a prática educativa evolua e se transforme para atender àsnovas demandas sociais e trabalhistas, de modo que seja capaz de abranger todos osindivíduos que, cedo ou tarde, decidem – ou tem a oportunidade – de cursar o ensino superior.REFERÊNCIASBOGDAN, Roberto; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em educação.Portugal: Porto Editora, 1994.CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 1991.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 31 ed.São Paulo: Paz e Terra, 2005.
    • MORAN, José Manuel. O que é educação à distância. 2002. Disponível emwww.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm Acesso em 04/12/2010.PETERS, Otto. Didática do ensino a distância: Experiências e estágios da discussão numavisão internacional. Tradução de Ilson Kayser. Rio Grande do Sul: Unisinos, 2001.PRETTI, Orestes. Fundamentos e políticas em educação à distância. Curitiba: IBPEX,2002.TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisaqualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.VIEIRA, Ehuinder Fernandes; LOPES, Maria Angela Soares. A Educação a Distância e asFerramentas de Aprendizagem. 2006. Disponível emhttp://www.humus.com.br/news_novembroa.htm Acesso em 05/12/2010.