Aurora Boreal

4,958 views
4,664 views

Published on

Trabalho acadêmico apresentado a Disciplina de Física para obtenção parcial de nota no curso de Eletrotécnica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia.

Published in: Education, Technology
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
4,958
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
60
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Aurora Boreal

  1. 1. Céu<br />Pegando<br />Fogo<br />Trabalho Realizado por:<br />JadiVentin<br />Manuela Oliveira<br />Michele Gomes<br />
  2. 2. Fúria<br />Divina?<br />Na antiguidade, quando o imenso véu colorido irrompia a noite, era sinal de uma fúria divina ,um prenúncio de alguma catástrofes ou guerras, em outras palavras:castigo certo. O terror se espalhava entre os espectadores. Aquilo só podia ser coisa de Deus. Ou do diabo. E Logo as primeiras pessoas começaram a tentar desvendar este mistério e começaram a surgir as primeiras teorias.<br />
  3. 3. Espíritos?<br />Para os índios as luzes do norte eram como espíritos humanos dançantes, fantasmas dos seus inimigos que, querendo vingança, tentavam voltar. <br />Havia quem acreditasse que eram espíritos jogando bola com crânios humanos e andassem armados para enfrentá-los.Já para os Esquimós as luzes representavam o espírito da floresta e dos seus animais. <br />
  4. 4. Galileu Galilei<br />Aos poucos o segredo do fenômeno foi sendo desvendado e em vez de fúria divina, descobriram um outro tipo de fúria... Em 1621, um homem que investigava o movimento dos astros começou a explicar o que antes apenas apavorava a humanidade. Já que, por algum motivo que ele não suspeitava, a luminosidade noturna quase sempre ocorria no norte da Europa, ele começou batizando o fenômeno de &quot;aurora boreal”.<br />
  5. 5. Aurora Boreal<br />Em referência à deusa romana do amanhecer: aurora e ao seu filho Bóreas, que representante dos ventos nortes. A expressão que ele inventou é usada por muita gente até hoje. Mas não é a mais correta.<br />No século seguinte, o navegante inglês James Cook, descobridor da Austrália, presenciaria no Oceano Índico a aurora de Galileu, mas na direção do pólo sul. Chamou-a de aurora austral. A partir daí, ficou claro que ela não pertencia exclusivamente ao norte, mas às duas regiões polares do planeta. Veio daí o nome aurora polar.<br />
  6. 6. Edmond Halley<br />Um sujeito que entrou para a história na cauda de um cometa, o astrônomo Edmond Halley foi o primeiro a ligar a ocorrência das auroras polares ao campo magnético terrestre. <br />
  7. 7. Fúria<br />Do<br />Sol<br />No entanto, foi apenas no fim do século XVIII que outro pesquisador, o americano Elias Loomis, daria um passo decisivo para transformar o mistério da aurora em ciência, ao investigar a atividade solar. Ele percebeu que ao ocorrer uma erupção solar 20 a 40 horas mais tarde tinha-se notícia de uma espetacular aurora em regiões próximas ao norte do Canadá e dentro do círculo polar ártico. <br />Mas que relação pode existir entre uma erupção solar, auroras polares ocorrendo dois dias depois (a 149 milhões de quilômetros de distância do Sol) e, o campo magnético terrestre? <br />
  8. 8. Vento Solar<br />Essa relação é dada pelo vento solar, uma descoberta que ainda não completou meio século. No fim da década de 50, os cientistas perceberam que, além de luz e calor, o Sol também emite grandes quantidades de matéria, ou, mais exatamente, prótons e elétrons, Deu-se o nome de vento solar a este fluxo de prótons e elétrons carregados eletricamente.<br />
  9. 9. Erupção Solar<br />Ele é ininterrupto, mas quando há uma erupção solar toma-se mais violento.<br />
  10. 10. Quando o vento solar entra em contato com o campo magnético terrestre, parte das partículas é atraída para onde existe maior atividade magnética, ou seja, nos pólos.<br />
  11. 11. Com o movimento de rotação da Terra, formam-se nestas regiões linhas de magnetismos em forma de espiral. É ali que as partículas vindas do Sol serão aceleradas. Em contato com o oxigênio e nitrogênio livres na alta atmosfera, as partículas aceleradas emitem luz, como se estivessem num tubo de lâmpada fluorescente.<br />
  12. 12. Fenômeno<br />Natural...<br />...ou não<br />As auroras Boreais não são fenômenos exclusivamente naturais, elas podem ser provocadas por outros motivos.<br />
  13. 13. Aurora<br />Artificial<br />Formadas através de explosões nucleares em altas camadas da atmosfera (em torno de 400 km). Tal fenômeno foi demonstrado pela aurora artificial criada pelo teste nuclear americano: Starfish Prime, em 1962. Nessa ocasião o céu da região do Oceano Pacífico oi iluminado pela aurora por mais de sete minutos. Tal efeito foi previsto pelo cientista Nicholas Christofilos, que havia trabalhado em outros projetos sobre explosões nucleares.<br />
  14. 14. Auroras<br />Viajadas<br />Tanto Júpiter quanto Saturno também possuem campos magnéticos muito mais fortes que os terráqueos e ambos possuem grandes cintos de radiação. O efeito da aurora polar vem sendo observado em ambos, mais claramente com o telescópio Hubble.<br />Tais auroras parecem ser originadas do vento solar. Por outro lado, as luas de Júpiter, em especial, também são fontes poderosas de auroras. Elas são formadas a partir de correntes elétricas pelo campo magnético, geradas pelo mecanismo de dínamo relativo ao movimento entre a rotação do planeta e a translação de sua lua. Particularmente, Júpiter possuivulcões ativos e ionosfera.<br />Como as terrestres, as auroras de Saturno criam regiões ovais totais ou parciais em torno do pólo magnético. Por outro lado, as auroras daquele planeta costumam durar por dias, diferente das terrestres que duram por alguns minutos somente. Evidênciasmostram que a emissão de luz nas auroras de Saturno contam com a participação da emissão de átomos de hidrogênio.<br />Uma aurora foi recentemente detectada em Marte por uma sonda espacial  durante suas observações do planeta em 2004, com resultados publicados no ano seguinte. Marte possui um campo magnético mais fraco que o terrestre, e até então pensava-se que a falta de um campo magnético forte tornaria tal efeito impossível. Foi percebido que o sistema de auroras de Marte é bastante parecido com o da Terra, sendo comparável às nossas tempestades de baixa e média intensidade.<br />
  15. 15. Auroras<br />Coloridas<br />As auroras boreais mais comuns têm uma cor verde-amarelada, e resultam do choque com átomos de oxigênio a alturas de entre 90 e 150 quilômetros. Também as auroras vermelhas, que ocasionalmente aparecem acima das verdes, são produzidas pelos átomos de oxigênio, enquanto que as azuis se devem aos íons das moléculas de hidrogênio. As auroras boreais produzem-se tanto no Inverno como no Verão, mas são invisíveis à luz de dia e, por isso, não se vêm no Verão. As épocas em que há mais probabilidades de vê-las são de Setembro à Outubro e de Fevereiro à Março, a partir das 9 da noite, sendo que a melhor hora é por volta das 23:30.<br />
  16. 16. Auroras<br />Famosas<br />As especulações sobre as auroras boreais não são exclusividades dos povos antigos. Hollywood também já criou várias lendas em volta das místicas auroras boreais. Uma aurora boreal causou uma anomalia temporária no filme AltaFrequencia, com Dennis Quaid. Como resultado, um filho conseguiu comunicar-se com seu pai por rádio amador trinta anos no passado e alterou a curso da história. As auroras boreais também fazem sucesso em filmes infantis como HappyFeet e Irmão Urso. Ou Resgate Abaixo de Zero, onde cachorros ficam perdidos na Antártica seguindo uma aurora boreal.(vídeo do filme Resgate Abaixo de Zero)<br />
  17. 17. Sons?<br />Através da história as pessoas vêm escrevendo e falando sobre sons associados às imagens da aurora. Um explorador dinamarquês mencionou tal efeito em 1932 enquanto descrevia tradições folclóricas dos esquimós da Grelândia. Os mesmos sons no mesmo contexto já haviam sido mencionados por um antropólogo canadenseem 1916. <br />Público Cornélio, um historiador da Roma antiga, escreveu em sua obra Germânia,que os habitantes da Germânia aclamavam escutá-los da mesma maneira.<br />Atualmente várias pessoas continuam reportando tais sons, ainda que suas gravações nunca tenham sido publicadas, e que existam problemas científicos com a idéia de sons originados de auroras serem ouvidos. A energia das auroras e outros fatores tornam improváveis que sons atinjam o solo, e a coincidência dos sons com as mudanças visíveis da aurora conflitam com o tempo de propagação necessário para que o som possa ser ouvido.<br />
  18. 18. Alô, Aurora?<br />001-303-4973235<br />Sempre a cem quilômetros das nossas cabeças, no mínimo. A distância é providencial, pois a formação da aurora polar libera energia da ordem de um milhão de watts (o que produz, no pico, a Usina de Sobradinho, no rio São Francisco). Mesmo assim, de longe, elas provocam tempestades magnéticas tão fortes que costumam afetar os rádio - transmissões, o movimento das bússolas, a ação de radares e até mesmo a rota de alguns satélites.Parece coisa de doido mas, nos Estados Unidos, existe um serviço para astrônomos amadores que informa a ocorrência de erupção solar. Para quem estiver realmente disposto a conhecer ao vivo o panorama oferecido por estas páginas, o mapa da mina é esta espécie de &quot;Disque Aurora&quot;: 001-303-497 3235. É o SpaceEnvironmentalService Center, que fica no estado do Colorado.<br />
  19. 19. Auroras<br />do<br />Amor<br />Enquanto se sabe tão pouco sobre a influência das tempestades magnéticas no metabolismo humano, algumas agências de turismo japonesas continuam vendendo viagens pelo Círculo.<br />Enquanto se sabe tão pouco sobre a influência das tempestades magnéticas no metabolismo humano, algumas agências de turismo japonesas continuam vendendo viagens pelo Círculo.Polar Ártico para casais que não conseguem ter filhos. Dizem que fazer amor debaixo de uma aurora polar aumenta a chance de concepção. Nada de científico. Talvez seja puro magnetismo.<br />

×