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“As muitas águas não podem apagar o amor”

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Estudo 13 - Os livros poéticos II - Cântico dos Cânticos - JUERP - EBD

Estudo 13 - Os livros poéticos II - Cântico dos Cânticos - JUERP - EBD

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  • 1. Os livros poéticos II O livro de Cântico dos CânticosO quinto livro dos cinco livros poéticos da Bíblia (Um dos livros sapienciais da Palavra de Deus)
  • 2. Introdução O título do livro queestudamos hoje, “Cântico dos Cânticos”, é umaexpressão superlativa que poderia ser traduzidamodernamente por “o mais belo dos cânticos”. Tem também o títuloreconhecido de “Cantares de Salomão”, em homenagem ao seu autorque a Bíblia registra como sendo o rei-sábio, Salomão.
  • 3. Segundo alguns comentaristas, o livro é umacoletânea de cantos populares de amor, usados talvez emfestas de casamento, em que noivo e noiva eramchamados, simbolicamente, de rei e de rainha, e que foram reunidos, formando uma espécie de drama poético.Para esses o livro é atribuído ao rei Salomão, reconhecido em Israel como o patrono daliteratura sapiencial. A forma final do livro, deve remontar ao século V ou IV a.C.
  • 4. Para muitos comentaristas fica difícil compreender, o enquadramento de um livro como este dentro do plano editorial da revelação de Deus. O fato é que o aspecto do amor conjugal, descrito aqui com toda sua carga desensualidade e prazer, aindaque de forma reverente, não tem similar em todo o registro bíblico. Parece-nos que, no plano doSenhor, faltava um livro que exaltasse o amor e a união entre o homem e a
  • 5. Como crentes em Cristo, o que podemos abstrair deste livro é que ele foi escrito para nos apresentar a visão de Deus sobre o amor íntimo, pessoal e mesmo carnal entre homem e mulher, criaturas dele, feitas uma para a outra, o relacionamentocentral e único que ele deu a toda a humanidade e que, por sua importância e significado mereceria também dele um destaque especial em sua
  • 6. As preocupações com esses aspectos da vida, que estavam presentes nas civilizações antigas, como já temosvisto, alcançavam também aqueles voltados para a relação homem-mulher, como algo especial. Um exemplo disto, é o Kama Sutra, um antigo texto indiano sobre o comportamento sexual humano, escrito talvez no Século IV a.C. Ele é considerado como um trabalho definitivo sobre o gozo dos sentidos na literatura sânscrita (Vatsyayana). Um outro exemplo é um poema persa de época e autordesconhecidos que relata como este relacionamento erasignificativo para eles: “Houve um tempo em que eu era um homem e ela, uma mulher. Mas, o nosso amorcresceu, até não existir mais nem ela, nem eu. Lembro-me, apenas, vagamente, que ambos éramos dois, e que o amor intrometendo-se, tornou-nos um só.”
  • 7. Este será então o quarto e último livro dos chamados poéticos (II) que estudamos neste 1T12, conforme vemos no Suplemento acima: Cântico dos Cânticos.
  • 8. Os livros poéticos II Cântico dos Cânticos Estudo 13 “As muitas águas não podem apagar o amor” A exaltação ao amor conjugal Texto bíblico C. dos Cânticos: 1 a 8 Texto áureo: Cântico dos Cânticos 8.7:“As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá- lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”.
  • 9. Explicação preliminar: Embora estejamos transcrevendo os textos dos 8 capítulos na íntegra, cada professor deverá destacar alguns versículos apenas, emfunção do maior ou menor tempo de que dispõe para o seu estudo com a classe. Os comentários adicionais que juntamos após cada capítulo, também têm que ser reduzidos pela mesma razão e também em face do melhorconhecimento que cada professor possui do nível social e cultural de sua classe em vista do tema em estudo.Algumas das frases ou pensamentos devem ser destacados apenas, pois os textos estão muito longos em virtude da peculiaridade especial do livro que estamos estudando.
  • 10. Identificando os personagens do capítulo 11. A declaração de amor da esposa:[1.2] Beije-me ele com os beijos da sua boca;porque melhor é o seu amor do que o vinho.[3] Suave é o cheiro dos teus perfumes; comoperfume derramado é o teu nome; por isso asdonzelas te amam. [4] Leva-me tu; correremosapós ti. O rei me introduziu nas suas recâmaras; em ti nos alegraremose nos regozijaremos; faremos menção do teu amor mais do que do vinho;com razão te amam. [5] Eu sou morena, mas formosa, ó filhas deJerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.[6] Não repareis em eu ser morena, porque o sol crestou-me a tez; osfilhos de minha mãe indignaram-se contra mim, e me puseram por guardade vinhas; a minha vinha, porém, não guardei. [7] Dize-me, ó tu, a quemama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes deitarpelo meio-dia; pois, por que razão seria eu como a que anda errantepelos rebanhos de teus companheiros?
  • 11. 2. A resposta ciumenta das demais esposas: [8] Se não o sabes, ó tu, a mais formosa entre as mulheres, vai seguindo as pisadas das ovelhas, e apascenta os teus cabritos junto às tendas dos pastores. 3. A declaração de amor do esposo: [9] A uma égua dos carros de Faraó eu te comparo, ó amada minha. [10] Formosas são as tuas faces entre as tuas tranças, e formoso o teu pescoço com os colares. [11] Nós tefaremos umas tranças de ouro, marchetadas de pontinhos de prata. 4. A esposa volta a declarar o seu amor:[12] Enquanto o rei se assentava à sua mesa, dava o meu nardo o seucheiro. [13] O meu amado é para mim como um saquitel de mirra, querepousa entre os meus seios. [14] O meu amado é para mim como umramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi. 5. O esposo volta a declarar o seu amor:[15] Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és formosa; os teusolhos são como pombas. 6. A esposa responde:[16] Eis que és formoso, ó amado meu, como amável és também; onosso leito é viçoso. [17] As traves da nossa casa são de cedro, e oscaibros de cipreste.
  • 12. 1. Comentários adicionais ao texto do capítulo 1: A beleza poética e romântica, nas declarações responsivas do texto, se deve ao fato de estarmos falando do rei mais sábio e mais poderoso daquela época (anos 960 a.C.), exaltando a felicidade e amor que o rei, como supremo mandatário, granjeava com os seus casamentos e a formação de sua família:"O meu amado é para mim, como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi. Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és formosa..." CC 1.14,15
  • 13. As declarações prosseguem no Capítulo 2 1. A esposa volta a declarar-se: [2.1] Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. 2. A homem responde: [2] Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas. 3. A mulher retruca com carinho:[3] Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amadoentre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra; e o seu frutoera doce ao meu paladar. [4]: Levou-me à sala do banquete, e o seuestandarte sobre mim era o amor. [5] Sustentai-me compassas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. [6] A suamão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita meabrace. [7] Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervasdo campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que ele oqueira. [8] A voz do meu amado! eis que vem aí, saltando sobre osmontes, pulando sobre os outeiros. [9] O meu amado é semelhante aogamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossaparede, olhando pelas janelas, lançando os olhos pelas grades. [10] Falao meu amado e me diz:
  • 14. Alguns destaques do Capítulo 2444 4. O esposo responde em forma de poema:[10] Levanta-te, amada minha, formosa minha, e vem.[11] Pois eis que já passou o inverno; a chuva cessou, ese foi; [12]: aparecem as flores na terra; já chegou otempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-seem nossa terra. [13] A figueira começa a dar os seusprimeiros figos; as vides estão em flor e exalam o seuaroma. Levanta-te, amada minha, formosa minha, e vem.[14] Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto dasladeiras, mostra-me o teu semblante faze-me ouvir a tua voz; porque atua voz é doce, e o teu semblante formoso.[15] Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas;pois as nossas vinhas estão em flor. 5. A esposa responde :[16] O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanhoentre os lírios. [17] Antes que refresque o dia, e fujam assombras, volta, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filhodos veados sobre os montes de Beter.
  • 15. Comentários adicionais ao texto do capítulo 2:As declarações de amor se sucedem de parte a parte e delas podemos destacar neste capítulo, o enlevo poético e amoroso dos amantes. Asimagens apresentadas, são próprias da época e comuns àquele tempo: "Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales... - declara a esposa. Ao que responde o esposo - Levanta-te, amada minha, formosaminha e vem... porque a tua voz é doce e o teu semblante formoso." CC 2.1,13,14
  • 16. As declarações prosseguem no Capítulo 3 1. A esposa anela pela presença do amado: [3.1] De noite, em meu leito, busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei- o, porém não o achei. [2] Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscareiaquele a quem ama a minha alma. Busquei-o, porém não o achei.[3] Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; eu lhesperguntei: Vistes, porventura, aquele a quem ama a minha alma?[4] Apenas me tinha apartado deles, quando achei aquele a quem amaa minha alma; detive-o, e não o deixei ir embora, até que ointroduzi na casa de minha mãe, na câmara daquela que meconcebeu.[5] Conjuro-vos, ó filhos de Jerusalém, pelas gazelas e cervas docampo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que ele oqueira.
  • 17. As declarações prosseguem no Capítulo 3 1. E eis que ele se aproxima:[6] Que é isso que sobe do deserto,como colunas de fumaça, perfumadode mirra, de incenso, e de todasorte de pós aromáticos do mercador?[7] Eis que é a liteira de Salomão;estão ao redor dela sessenta valentes, dos valentes de Israel,[8] todos armados de espadas, destros na guerra, cada um com asua espada à cinta, por causa dos temores noturnos.[9] O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano.[10] Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento depúrpura, o interior carinhosamente revestido pelas filhas deJerusalém.[11] Saí, ó filhas de Sião, e contemplai o rei Salomão com a coroade que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no dia do júbilodo seu coração.
  • 18. Comentários adicionais ao texto do capítulo 3:Poderíamos dizer que o livro de Cântico dosCânticos celebra o amor romântico e conjugal,algo de muito significado para os povos orientais eespecialmente o judeu que via na consecução carnalproduzida pelo casamento, a manifestação dabênção de Deus sobre a vida do casal com onascimento dos filhos e filhas. O realce que deve ser dado ao fato deste livroestar contido no cânon hebraico, advém exatamente deste fato, poishistoricamente para os homens judeus, a mulher, mesmo quando esposa, eratratada mais como serva, escrava, "objeto procriador", e não comoamada, desejada e indispensável para o seu esposo, pelo muito que a amava. O texto deste capítulo 3, chega a ser um tanto sensual ou carnal emdemasia, para alguns, no deslumbramento que a esposa demonstra pela volta do seu amado e como o aguarda para o encontro, sem dúvida sexual, de duas almas que se amam e se desejam mutuamente. Lembremos que isto estavaprevisto no plano de Deus, quando ainda no Jardim do Éden, ordenou aos nossos pais: "Crescei e multiplicai-vos... e serão uma só carne" Assim podemos entender: "De noite em meu leito, busquei aquele a quem ama a minha alma... quando o achei... não o deixei ir embora... até que o introduzi na câmara daquela que me concebeu." CC 3.1,4
  • 19. Alguns destaques do Capítulo 4 1. O noivo declara seu amor[4.1] Como és formosa, amada minha, eis queés formosa! os teus olhos são como pombas pordetrás do teu véu; o teu cabelo é como orebanho de cabras que descem pelas colinas de Gileade. [2] Os teusdentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem dolavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delasé desfilhada. [3] Os teus lábios são como um fio de escarlate, e a tuaboca é formosa; as tuas faces são como as metades de uma romã pordetrás do teu véu. [4] O teu pescoço é como a torre de Davi, edificadapara sala de armas; no qual pendem mil broquéis, todos escudos deguerreiros valentes. [5] Os teus seios são como dois filhos gêmeos dagazela, que se apascentam entre os lírios. [6] Antes que refresque odia e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro doincenso. [7] Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha.[8] Vem comigo do Líbano, noiva minha, vem comigo do Líbano. Olhadesde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desdeos covis dos leões, desde os montes dos leopardos. [9] Enlevaste-meo coração, minha irmã, noiva minha; enlevaste-me o coração comum dos teus olhares, com um dos colares do teu pescoço.
  • 20. Alguns destaques do Capítulo 4 [10] Quão doce é o teu amor, minha irmã, noiva minha! quanto melhor é o teu amor do que o vinho! e o aroma dos teus ungüentos do que o de toda sorte e especiarias! [11] Os teus lábios destilamo mel, noiva minha; mel e leite estão debaixo da tua língua, e ocheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.[12] Jardim fechadoé minha irmã, minha noiva, sim, jardim fechado, fonte selada. [13] Osteus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes; a henajuntamente com nardo, [14] o nardo, e o açafrão, o cálamo, e ocinamomo, com toda sorte de árvores de incenso; a mirra e o aloés,com todas as principais especiarias. [15] És fonte de jardim, poço deáguas vivas, correntes que manam do Líbano! [16] Levanta-te, ventonorte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, espalha os seusaromas. 2. a noiva responde ao noivo Entre o meu amado no seu jardim, e coma os seus frutos excelentes!
  • 21. Comentários adicionais ao texto do Capítulo 4 O livro de Cântico dos Cânticos surge no cânon bíblico para celebrar aquilo que seria o momento mais exponencial da vida humana, o clímax da união conjugal entre os dois sexos criados pelo Senhor, quando o amor os une e os faz viajar por sentimentos decarinhos, renúncia, dádivas, entregas, sem nada querer em troca, pois paraisto ela e ele foram feitos. A visão do autor é a do amor romântico entre noivos que colimam a união matrimonial ou de cônjuges que anseiam pelo encontro e pela intimidade conjugal. Sabemos que na cultura judaica havia todo um ritual sobre isto. O Antigo Testamento e mesmo o Novo Testamento nos dão a entender sobre os simbolismos e cuidados com que eles ornavam e celebravam o casamento. Era uma festa de 7 dias, com processionais da noiva e de suas amigas, do noivo e seus amigos e toda uma festividade se desenrolando com cânticos, comes e bebes. Jesus participou de um deles em Caná da Galiléia.Temos que lembrar sempre que as expressões poéticas e as imagens de retóricaaplicadas à atração sensual que têm um pelo outro, se não são comuns hoje emdia, pois os tempos são outros, expressam ainda o sentimento que une homem e mulher quando se sentem atraídos um pelo outro.
  • 22. Alguns destaques do Capítulo 5 [1. [5.1] Venho ao meu jardim, minha irmã, noiva minha, para colher a minha mirra com o meu bálsamo, para comer o meu favo com o meu mel, e beber o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. [2] Eudormia, mas o meu coração velava. Eis a voz do meu amado! Estábatendo: Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minhaimaculada; porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meuscabelos das gotas da noite. [3] Já despi a minha túnica; como atornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? [4]O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coraçãoestremeceu por amor dele. [5] Eu me levantei para abrir ao meuamado; e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavammirra sobre as aldravas da fechadura. [6] Eu abri ao meu amado, masele já se tinha retirado e ido embora. A minha alma tinha desfalecidoquando ele falara. Busquei-o, mas não o pude encontrar; chamei-o,porém ele não me respondeu. [7] Encontraram-me os guardas querondavam pela cidade; espancaram-me, feriram-me; tiraram-me omanto os guardas dos muros.
  • 23. Alguns destaques do Capítulo 5[8] Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, seencontrardes o meu amado, que lhe digais queestou enferma de amor. [9] Que é o teu amadomais do que outro amado, ó tu, a mais formosaentre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, paraque assim nos conjures? [10] O meu amado é cândido e rubicundo, oprimeiro entre dez mil. [11] A sua cabeça é como o ouro maisrefinado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. [12] Osseus olhos são como pombas junto às correntes das águas, lavados emleite, postos em engaste. [13] As suas faces são como um canteiro debálsamo, os montões de ervas aromáticas; e os seus lábios são comolírios que gotejam mirra. [14] Os seus braços são como cilindros deouro, guarnecidos de crisólitas; e o seu corpo é como obra demarfim, coberta de safiras. [15] As suas pernas como colunas demármore, colocadas sobre bases de ouro refinado; o seu semblantecomo o Líbano, excelente como os cedros. [16] O seu falar émuitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meuamado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.
  • 24. Comentários adicionais ao texto do capítulo 3:Estava faltando na Palavra de Deus um texto quecelebrasse o amor conjugal criado por Deus em Gênesis.Quando o Senhor ali disse que “serão uma só carne”,celebrando assim o casamento de Adão e Eva, ficoufaltando a festa, o banquete. O escritor do Gênesis,deu apenas início a uma celebração que seria marcantee permanente na Palavra de Deus: o casamento entre o homem e a mulher para a perpetuaçãoda espécie, sim, mas também para a consumação da vida sexual que ele o Senhor incutiunaturalmente em cada um dos seres por ele criados. Abraão e Sara... Moisés e Joquebede...Davi e Bete-Sabá, simbolizam este amor cristalizado na vida marital, conjugal e sexual.Salomão agora em seus Cânticos dos Cânticos escreve então, sobre esta festa. Se em Gênesis não existe a comemoração das bodas, aqui em Cântico dos Cânticos ela está presente em todo o livro. Uma celebração do amor conjugal, reconhecendo-o como fundamental e maravilhoso para a felicidade de sua criatura, o homem e a mulher... Existe em certos textos de Cântico dos Cânticos uma linguagem que poderíamos chamar mesmo de sensual ou erótica. Lembremo- nos que aos olhos de Deus o amor sexual não é pecado, desde que compartilhado entre dois seres que se amam e se unem pelo casamento. A beleza física do homem e da mulher, que se tornam atraentes entre os cônjuges é perfeitamente compreensível pelo Senhor como o próprio texto nos demonstra. Este amor heterossexual é o que o Senhor espera de suacriatura que, saudavelmente, ama o seu parceiro conjugal e não os desvios e descalabros que a homossexualidade tem buscado fazer prevalecer nos tempos presentes com as paradas degays e de lésbicas invadindo as cidades, num desvio comportamental, patológico e anormal sem igual, que a legislação moderna vem procurando abrigar e regulamentar.
  • 25. Alguns destaques do capítulo 6[6.1] Para onde foi o teu amado, ó tu, a mais formosaentre as mulheres? para onde se retirou o teu amadoa fim de que o busquemos juntamente contigo? [2] Omeu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros debálsamo, para apascentar o rebanho nos jardins e paracolher os lírios. [3] Eu sou do meu amado, e o meuamado é meu; ele apascenta o rebanho entre os lírios. [4] Formosa és, amadaminha, como Tirza, aprazível como Jerusalém, imponente como um exército combandeiras. [5] Desvia de mim os teus olhos, porque eles me perturbam. O teucabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de Gileade. [6] Osteus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e dasquais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delas é desfilhada. [7] As tuas facessão como as metades de uma romã, por detrás do teu véu. [8] Há sessentarainhas, oitenta concubinas, e virgens sem número. [9] Mas uma só é a minhapomba, a minha imaculada; ela e a única de sua mãe, a escolhida da que a deuà luz. As filhas viram-na e lhe chamaram bem-aventurada; viram-na as rainhase as concubinas, e louvaram-na. [10] Quem é esta que aparece como a alva dodia, formosa como a lua, brilhante como o sol, imponente como um exército combandeiras? [11] Desci ao jardim das nogueiras, para ver os renovos dovale, para ver se floresciam as vides e se as romanzeiras estavam em flor.[12] Antes de eu o sentir, pôs-me a minha alma nos carros do meu nobre povo.[13] Volta, volta, ó Sulamita; volta, volta, para que nós te vejamos. Por quequereis olhar para a Sulamita como para a dança de Maanaim?
  • 26. Comentários adicionais ao texto do Capítulo 6 Embora o livro seja escrito numa sociedade que aceitava a poligamia, especialmente numa casa real, e numa época em que o fato de ter mais de uma mulher em casa, e em classes diferenciadas para elas, pois existiam as esposas privilegiadas (as que advinham de castas sociais elevadas), as princesas que eram dadas em casamento por seus pais reis (para favorecer interesses do reino), as conselheiras(as mais velhas que serviam de orientadoras para as mais novas), as serviçais (quefaziam o trabalho da casa), as mais jovens ou mais atraentes (separadas para o atosexual com o senhor da casa), a verdade é que a mensagem nele contida em termosdo relacionamento que conta, é sempre único e exclusivo. Embora a atração sexualseja bem evidenciada no texto, como o instrumento motor para a unidadeconjugal, não há a interveniência de terceiras na relação do personagem principal (omeu amado), com a sua noiva, ou esposa, algumas vezes chamada de "irmã", parasimbolizar a unidade de ambos (a minha amada). Eles são um do outro. Uma dasinstituições sociais mais degradadas pela sociedade moderna dehoje, infelizmente, é a da existência do leito conjugal sem mácula. A fidelidadeconjugal é algo descartável aos olhos da mídia moderna. O casamento comoinstituição divina vem sofrendo os ataques mais cruéis do pecado, exatamentenaquele seu mais sublime e belo atributo: a fidelidade conjugal. A exclusividade queo texto a seguir nos transmite, é o espírito puro e santo que o Senhor Deus deseja eespera no matrimônio cristão. Foi para isto que ele nos criou. Foi com esta finalidadeque ele nos fez, homem e mulher. Para sermos um do outro, num vínculo permanentee indissolúvel.
  • 27. Alguns destaques do Capítulo 7[7.1] Quão formosos são os teus pés nas sandálias,ó filha de príncipe! Os contornos das tuas coxas sãocomo jóias, obra das mãos de artista. [2] O teu umbigocomo uma taça redonda, a que não falta bebida; o teuventre como montão de trigo, cercado de lírios. [3] Osteus seios são como dois filhos gêmeos da gazela. [4] O teu pescoço como atorre de marfim; os teus olhos como as piscinas de Hesbom, junto à porta deBate-Rabim; o teu nariz é como torre do Líbano, que olha para Damasco. [5] A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura; o rei está preso pelas tuas tranças. [6] Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! [7] Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus seios aos cachos de uvas. [8] Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; então sejam os teus seios como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs, [9] e os teus beijos como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes. [10] Eu sou do meu amado, e o seu amor é por mim. [11] Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. [12] Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as romanzeiras já estão em flor; ali te darei o meu amor. [13] As mandrágoras exalam perfume, e às nossas portas há toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu os guardei para ti, ó meu amado.
  • 28. Alguns destaques do Capítulo 8 [8.1] Ah! quem me dera que foras como meu irmão, que mamou os seios de minha mãe! quando eu te encontrasse lá fora, eu te beijaria; e não me desprezariam! [2] Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me instruirias; eu te daria a beber vinho aromático, o mosto das minhas romãs. [3] A sua mão esquerda estaria debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abraçaria.[4] Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o amor, até que ele o queira. [5] Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. [6] Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. [7] As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado. [8] Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos por nossa irmã, no dia em que ela for pedida em casamento? [9] Se ela for um muro, edificaremos sobre ela uma torrezinha de prata; e, se ela for umaporta, cercá-la-emos com tábuas de cedro. [10]: Eu era um muro, e os meus seios eram como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz. [11]: Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; arrendou essa vinha a uns guardas; e cada um lhedevia trazer pelo seu fruto mil peças de prata. [12] A minha vinha que me pertence está diante de mim; tu, ó Salomão, terás as mil peças de prata, e os que guardam o fruto terão duzentas. [13] Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos paraouvir a tua voz; faze-me, pois, também ouvi-la. [14] Vem depressa, amado meu, e faze- te semelhante ao gamo ou ao filho da gazela sobre os montes dos aromas.
  • 29. Comentários adicionais ao texto dos capítulo 7 e 8: Nestes dois últimos capítulos, nós temos a vida conjugal ou amorosa de dois seres que se amam e se entregam um ao outro, descrita de forma poéticae figurada, em imagens que ficam difícil para o nosso melhor entendimento, dada a distânciasocial, cultural e conjuntural que nos separa daquela época e daquele povo. O amor sexual é aquicelebrado: "Quão formosos são os teus pés... as tuas coxas... o teu umbigo... o teu ventre... os teusseios... o teu pescoço... os teus olhos... o teu nariz... a tua cabeça, os teus cabelos..." (7.1-5).Poderíamos mesmo afirmar que, não apenas celebrado, mas também consumado, pois toda a descriçãoque faz o rei de sua amada nestes versículos acima, é complementado por um texto que transmite osentimento de satisfação sexual que a unidade física entre ambos deve ter-lhe trazido: "Quãoformosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias" (7.6). O autor, tece nestes dois capítulos umaespécie de diálogo, em que um responde ao outro. O primeiro faz declarações de amor e de carinhoao segundo, que por sua vez lhe responde com a mesma intensidade. A linguagem é poética efigurada, mas deseja exprimir a intensidade e a beleza do sentimento que une o casal. Algumascomparações e alusões são feitas aos componentes da vida familiar como instrumentos para a solidezdeste amor: a mãe, o irmão, a irmã dando testemunho desta intimidade para sempre: "Põe-me comoselo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúmeé cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo; verdadeira labareda do Senhor". (8.6). Uma das coisas mais belas na comunhão fraterna do ser humano é a perenidade do amor conjugal. Pessoas que se amam e se casam e celebram bodas de prata, de ouro, de brilhante, vivendo juntas para sempre. É um amor que não acaba nunca. Muda em seus aspectos íntimos com a idade, com osfilhos, os netos, a velhice, mas não perde a sua intensidade nem a sua integridade, porque no plano de Deus, no dizer do escritor sacro do Cântico dos Cânticos: "as muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo” (8.7).
  • 30. CONCLUSÃO Livros com estes que estudamos neste trimestresão para serem lidos e estudados com um espírito crítico bem apurado, para que possamos retirar dos ensinamentos neles contidos as verdades que o Senhor quer nos mostrar. Leiamos versículo a versículo, paremos um pouco e fechemos os olhos. Indaguemo-nos então: O que este texto quer nos dizer? Isto chama-se reflexão! E é a isto que nos convidam os

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