Manual aterro sanitário
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Prática Educativa II

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    Manual aterro sanitário Manual aterro sanitário Document Transcript

    • Manual deOperaçãode AterrosSanitários
    • ApresentaçãoO Governo do Estado da Bahia está investindo recursos a fim de solucionar osprincipais problemas que atingem a população, tais como saúde, educação esaneamento visando, assim, melhorar a qualidade de vida dos cidadãos baianos.A SEPLANTEC - Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia, através daCONDER (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia), vemtrabalhando com o objetivo de melhorar a disposição final do lixo no Estado.Para que isso ocorra, entre outros processos, tem sido aplicada uma técnicabastante simples e eficiente: a implantação de aterros sanitários.Embora simples, esta técnica necessita de alguns cuidados em seu processooperacional para que sua eficiência seja maximizada. A operação incorreta doaterro sanitário pode lhe conferir características indesejáveis como a de umlixão, trazendo sérios riscos à saúde da população e ao meio ambiente.Com a finalidade de orientar sobre os processos utilizados noaterro sanitário de sua cidade, criamos o "Manual de Operaçãode Aterros Sanitários" em formato de cartilha, que visanortear, de maneira clara, todos os envolvidos no processode tratamento do lixo coletado, evitando assim possíveisfalhas capazes de comprometer a eficiência do trabalho.Para isto, contamos com o apoio do Sr. Resolva.“Serei seu parceiro nessa empreitada e estareisempre aqui para auxiliá-lo nesse trabalho tãoimportante: operar e monitorar o aterro comeficiência.”
    • 09Definição15Rotina Operacional29Tratamento do Chorume35Pessoal e Máquinas Ideais39Monitoramento47Manutenção
    • Definição O Aterro Sanitário é um equipamento projetado para receber e tratar o lixo produzido pelos habitantes de uma cidade, com base em estudos de engenharia, para reduzir ao máximo os impactos causados ao meio ambiente. Atualmente é uma das técnicas mais seguras e de mais baixo custo. Preferencialmente deve possuir uma vida útil superior a 10 anos, prevendo-se ainda o seu monitoramento por alguns anos após o seu fechamento. No processo de decomposição dos resíduos sólidos, ocorre a liberação de gases e líquidos (chorume ou percolado) muito poluentes, o que leva um projeto de aterro sanitário a exigir cuidados como impermeabilização do solo, implantação de sistemas de drenagem eficazes, entre outros, evitando uma possível contaminação da água, do solo e do ar. CORTE DA SEÇÃO DE UM ATERRO SANITÁRIO Grama OR SET LUÍDO Drenagem superficial CONC Drenagem de Gás EM OR SET UÇÃO Drenagem interna C EXE Célula de Lixo EM OR Camada de solo SET ARO P PRE de cobertura Saída do chorume para estação de tratamento Frente de trabalhoDefinição Lençol Freático Camada Impermeabilizante Dreno de chorume na base do aterro 9
    • O Aterro Sanitário tem várias vantagens, dentre elas: ATERRO LIXÃOAuto-suficiência como destinação finalAo contrário de outros métodos, como a incineração e a reciclagem, o aterro RECEPÇÃO DOS RESÍDUOSsanitário não apresenta resíduos no final do seu processo; Entrada restrita a veículos devidamente Sem qualquer controle de entrada de cadastrados, desde que contenham veículos e resíduos. apenas resíduos permitidos para aqueleBaixos custos aterro.Apesar do custo inicial ser alto, o aterro sanitário permite um controleoperacional, evitando gastos posteriores com meio ambiente; CONTROLE DE ENTRADAControle Pesagem, procedência, composição do Não dispõe de controle de pesagem,Todas as etapas são acompanhadas por técnicos capacitados. lixo, horário de entrada e de saída dos horário, procedência, etc. veículos são observados.Mas o grande vilão concorrente do aterro sanitário é o lixão que apresentapráticas inaceitáveis, como a deposição do lixo diretamente no solo, podendo IMPERMEABILIZAÇÃOacarretar enormes prejuízos para o meio ambiente e para a Antes da utilização da célula, o local é O lixo é depositado diretamente sobre a devidamente impermeabilizado seguindo camada de solo, podendo provocarsaúde pública. critérios que vão depender das danos ao meio ambiente e à saúde. características do solo e do clima. DEPOSIÇÃO A deposição deve ser feita seguindo Na maioria das vezes não há sequer um critérios técnicos definidos, tais como: trator de esteira para conformar o lixo. resíduos dispostos em camadas compactadas, com espessura controlada, frente de serviço reduzida, taludes com inclinação definida. DRENAGEM Possui dispositivos para captação e Não possui dispositivos para drenagem drenagem do líquido resultante da interna, possibilitando maior infiltração do decomposição dos resíduos (chorume), chorume na sua base ou o escoamento evitando a sua infiltração no local e o livre superficial sem qualquer controle. escoamento para os corpos receptores (riacho, rios, etc.). 11
    • ATERRO LIXÃO COBERTURA É feita diariamente com camada de A exposição do lixo permite a emissão de solo,reduzindo a produção de chorume fortes odores, o espalhamento de lixo (menor infiltração das águas de chuva) leve, além de atrair vetores de doenças impedindo que o vento carregue o lixo e (ratos, urubus, moscas, etc.). afastando vetores de doenças. ACESSIBILIDADE Acesso restrito às pessoas devidamente Além dos badameiros, adentram nos identificadas. O aterro deve ser bem lixões os animais por falta de cercamento cercado para impedir invasões. e fiscalização. IMPACTO VISUAL É amenizado com a construção de um Visual impactado, área degradada e "cinturão verde" com espécies nativas da desagradável aos nossos olhos. região que ainda serve de abrigo para predadores de alguns dos vetores. POLUIÇÃO DO AR L I X O C O M PA C TA D O E R E C O B E R T O Rotina Operacional SOLO IMPERMEÁVEL T R ATA M E N T O D O C H O R U M E CONTAMINAÇÃO DO SOLO12
    • Rotina Operacional TODO ATERRO TEM UMA ROTINA OPERACIONAL QUE DEVE SER OBEDECIDA. Recepção dos Resíduos ! Receber os caminhões previamente cadastrados; ! Identificar os transportadores; ! Registrar e verificar a procedência; ! Pesar e registrar toda a operação. Tem livre acesso ao Aterro Sanitário os seguintes resíduos sólidos: ! Resíduos domésticos; ! Entulhos; ! Podas; ! Resíduos de saúde; ! Resíduos industriais (SE AUTORIZADOS PELO C.R.A - Centro de Recursos Ambientais do Estado da Bahia)Rotina Operacional
    • Na balança será feito o controle da origem, qualidade e quantidade dos Disposição dos resíduosresíduos a serem dispostos no aterro. Os dados devem ser preenchidoscorretamente no "formulário para pesagem diária de veículos". RESÍDUOS DOMÉSTICOS São dispostos nas células os resíduos coletados nas residências, também englobando as coletas de pequenos estabelecimentos comerciais e de serviço como supermercados, restaurantes, lojas e outros considerados similares. No início da operação do aterro, a deposição se processa sobre o fundo da célula que deve estar preparado e impermeabilizado com camada de argila compactada. Caso seja utilizada a manta sintética sob a camada de argila, deve-se tomar cuidado para não danificá-la durante a operação.É através deste formulário que o município terá informações sobre a eficiênciade execução do sistema de limpeza urbana, permitindo uma melhor avaliaçãodas rotas, cumprimento de horário, etc.16
    • Descarga do lixo Espalhamento e Compactação do lixoO caminhão deve depositar o lixo na frente de serviço mediante presença do O lixo deve ser espalhado em rampa, numa proporção de 1na vertical para 3 nafiscal, para controle do tipo dos resíduos. horizontal (1:3). O trator de esteira deve compactar o lixo com movimentos repetidos de baixo para cima (3 a 5 vezes). ! É Interessante que no aterro se realize, eventualmente, um teste de densidade do lixo (peso específico) para ver se a compactação está sendo A diminuição da frente de trabalho bem feita. permite uma melhor manipulação do lixo, tornando o processo mais prático e eficiente. CAMADA DE LIXO BEM COMPACTADA MAIOR SEGURANÇA E EFICIÊNCIA DO ATERRO A COMPACTAÇÃO É FEITA COM MOVIMENTOS DE VAI E VEM É RECOMENDÁVEL LIMITAR A ÁREA DA DEPOSIÇÃO ALTURA LARGURA O ESPALHAMENTO É FEITO NUMA ÁREA DEMARCADA A DEPOSIÇÃO DEVE SER FEITA NO SOPÉ DO TALUDE18 19
    • Recobrimento do lixo Drenagem InternaNo final do dia, esse novo monte de lixo deverá receber uma cobertura de À medida que as camadas de lixo forem formando as células, será necessária aterra, espalhada em movimentos de baixo para cima. construção de drenos internos horizontais e verticais, os quais devem ser interligados para melhor eficiência na drenagem dos gases e chorume,Cobertura diária - com camada, preferencialmente, de argila de 15 a 20 cm gerados na decomposição do lixo.de espessura. Assim evita-se a presença de vetores como ratos, baratas e avese que o lixo se espalhe em dias de ventania. O metano é o gás produzido em maior volume dentre os gases liberados na decomposição do lixo, sendo explosivo e bastante volátil. Por isso, é comumCobertura final - uma vez esgotada a capacidade do aterro procede-se a controlar seu escapamento através da queima, a qual se apresenta invisível.cobertura final com 60 cm de espessura (sobre as superfícies que ficarãoexpostas permanentemente - bermas e taludes definitivos).Após o recobrimento, deve-se plantar a grama nos taludes definitivos e platôs, MÁ DRENAGEM DO CHORUME POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO DO SOLO E DOque servirá como proteção contra a erosão. Recomenda-se o lançamento de LENÇOL FREÁTICOuma camada de cascalho sobre as bermas, as quais serão submetidas aotráfego operacional. TUBO DE GÁS LIXO A COBERTURA FINAL É UMA PROTEÇÃO DEFINITIVA SAÍDA DE GASES DEVE SER MAIS ESPESSA E REVESTIDA COM GRAMA DRENOS INTERNOS A COBERTURA DIÁRIA BRITA É UMA PROTEÇÃO PROVISÓRIA BASTA UMA CAMADA MAIS FINA DE SOLO 60 cm 20 cm PASSAGEM DO CHORUME20 21
    • Drenagem Superficial Junto às frentes de trabalho, seja na área de empréstimo ou na de disposiçãoAs drenagens superficiais, previstas nos do lixo, é necessária a abertura de canaletas (drenagem provisória), para opatamares (canaletas e caixas de drenagem) afastamento das águas pluviais, permitindo a manutenção de boas condiçõese nos taludes (descidas de água), são de trabalho.instaladas ao final de cada camada dacélula. ! Todos os dispositivos de drenagem devem serÁGUA + LIXO - CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA mantidos desobstruídos para impedir a entrada de água no aterro, evitando a contaminação deA drenagem ineficiente das águas de chuva podeprovocar maior infiltração na célula, aumentando o um maior volume de água.volume de chorume gerado. Por isso, deve-se ! As águas de chuva coletadas dentro do aterroevitar ao máximo a entrada de chuva na área devem ser drenadas diretamente para osdas células.Caso a drenagem interna e aimpermeabilização da base sejam mal cursos dágua, a fim de evitar seu contatofeitas, pode haver a contaminação do com o chorume.solo e das águas subterrâneas. Infiltração da água no lixo Aumento do volume de chorume Contaminação do solo Contaminação da água22 23
    • ENTULHO E PODA DE ÁRVORES RESÍDUOS DE SAÚDE/ INDUSTRIAISSendo o entulho um resíduo inerte, não há sentido em depositá-lo nas célulasdo aterro. A depender de suas características, o entulho pode ter fins Em função da diversidade das suas características e especificidades, estesdiferentes: resíduos não são considerados neste manual, merecendo tratamento particular.MANUTENÇÃO No que diz respeito aos resíduos de saúde, as tecnologias usualmente PEDRE- MATERIAL DEDAS VIAS DE GULHOS ENTULHO TERRA COBERTURA recomendadas são as seguintes: ACESSO ! Incineração; ! Auto-clavagem; CENTRAL ! Micro-ondas; DE ENTULHO ! Tratamento químico; ! Disposição em vala séptica (vala confinada); ! Disposição em vala especial, de acordo com projeto do aterro sanitário.Entulho constituído de terraCaso seja aproveitável como material de cobertura, deve ser descarregado Quanto ao lixo industrial, não é permitido o acesso a resíduos de classe I. Nojunto à frente de trabalho do aterro. entanto, podem ser dispostos os resíduos de classe II (não inertes) e classe III (inertes), desde que uma autorização especial seja concedida pelo CRA e pelaEntulho granular CONDER.Cascalhos e pedregulhos , resultantes de escavações ou restos de demolições,isentos de materiais perfurantes e aproveitáveis na melhoria dos acessos Finalmente, convém lembrar que resíduos líquidos, como os de caminhõesprovisórios, serão armazenados no "pátio de estocagem de entulho limpa-fossa, não devem ser tolerados no aterro sanitário.aproveitável".Entulho em geralMaterial não aproveitável no aterro sanitário, deve ser disposto na vala paraentulho.Poda de árvoresDeverão ser depositadas no pátio previsto. Após a secagem e desfolhagem, omaterial lenhoso pode ser eventualmente aproveitado como lenha enquantoque as folhas podem ser transformadas em composto (processo decompostagem).24 25
    • Tratamento do Chorume A quantidade e qualidade do chorume, variam bastante de um aterro para outro, pois dependem de fatores como: ! Composição do lixo; ! Quantidade de resíduos dispostos; ! Forma de disposição (grau de compactação, cobertura, etc.); ! Índices de precipitação/evapotranspiração; ! Extensão da área ocupada pelo lixo; ! Tempo decorrido do início de disposição. Uma vez formado o chorume, líquido escuro e muito poluente, ele deve ser drenado e conduzido para um sistema de tratamento, antes de ser lançado no corpo dágua. Na operação do sistema de tratamento é necessário efetuar, de forma sistemática, a medição da vazão do chorume gerado, bem como a determinação da sua composição, antes e depois do tratamento.Tratamento do Chorume
    • As técnicas que se aplicam no tratamento do chorume se assemelham com as Procedimentos de operação e manutenção dautilizadas no tratamento de esgotos: lagoas anaeróbias, facultativas, reatores,digestores, etc. Para o Aterro Sanitário, utiliza-se com mais freqüência as Lagoa Anaeróbia e da Lagoa Facultativalagoas anaeróbias e facultativas, onde ocorre a remoção da carga orgânica dochorume, pela ação das bactérias. Após o tempo em que fica retido na lagoa(tempo de detenção) o líquido deve estar em condições de ser lançado nos DIÁRIOScorpos d’água sem risco de contaminação. ! Percorrer toda área delimitada do sistema de tratamento, procurando verificar o estado geral das lagoas, da grama dos taludes, a adequação dos níveis entre as lagoas, possíveis danificações no sistema de impermeabilização; ! Evitar qualquer início de erosão nos taludes; Ação das bactérias na remoção da carga orgânica. ! Manter as margens e os taludes sem vegetação; PERIÓDICOS Drenagem do Chorume ! Limpar os vertedores e encaixes com auxílio de um escovão, evitando, Líquido Tratado lançado no Corpo D’água assim, a proliferação de algas ou a criação de crostas; ! Recomenda-se, no período de inverno e de verão, uma avaliação da Lagoa de Estabilização espessura do lodo depositado no fundo da lagoa, através do uso de um varão de madeira graduado, a fim de avaliar a necessidade de limpeza da lagoa.30 31
    • Resolução dos Principais Problemas ODORES DESAGRADÁVEIS POSSÍVEIS CAUSAS POSSÍVEIS SOLUÇÕES Sobrecarga orgânica com redução Diminuir vazão do afluente do tempo de detenção Longos períodos de tempo nublado e Limpeza geral baixa temperatura Escuma ou nata deverá ser quebrada Presença de substâncias tóxicas com jatos de água ou destruída com rastelo e depois enterrada PROLIFERAÇÃO DE INSETOS POSSÍVEIS CAUSAS POSSÍVEIS SOLUÇÕES Sedimentos retirados das caixas Enterramento dos sedimentos retirados deixados expostos nas proximidades nas operações de limpeza do sistema Remoção dos vegetais Crescimento de vegetais aquáticos (sobrenadantes) nos taludes internos e capina e queima dos vegetais terrestres Manutenção deficiente dos diques Se possível, habitar a lagoa com peixes e demais dependências que se alimentem da larvas de mosquitos Pessoal e Máquinas32
    • Pessoal e Máquinas Para operar um Aterro Sanitário, são necessários homens, máquinas e equipamentos. Os operadores deverão ser capacitados com um treinamento para desenvolverem as atividades técnico-operacionais e/ou administrativas. MÃO DE OBRA ATRIBUIÇÕES ( M Í N I M A ) Engenheiro Civil/Sanitarista Coordena o funcionamento do Aterro Encarregado Geral Coordena a execução e manutenção das obras e serviços de campo Responsável pela operação das Operador de Máquinas máquinas pesadas Fiscalização, vistoria e liberação dos Fiscal caminhões de resíduos Pesagem de veículos coletores Balanceiro transportadores de lixo Auxílio a motoristas e operadores na Sinalizador frente de serviçoPessoal e Máquinas Vigia Vigilância e segurança no Aterro Servente Serviços diversos 35
    • As máquinas, como ferramentas fundamentais, executam as atividadesmecânicas.Trator de EsteiraÉ usado para disposição, compactação e cobertura do lixo, bem como paraabertura e manutenção de acessos provisórios e outros serviços eventuais.Retro-EscavadeiraÉ um equipamento fundamental para a abertura de drenos, podendo serutilizada também para escavação de solo para cobertura e para ocarregamento do caminhão basculante.Caminhão BasculanteÉ utilizado para o transporte do solo de cobertura e demais materiaisnecessários durante a operação. Monitoramento
    • Monitoramento A monitoragem consiste em avaliar a eficiência do aterro em relação a sua operação e ao controle ambiental. Monitoramento das Águas Superficiais Coleta de amostras em pontos a montante e a jusante do ponto onde é lançado o efluente da lagoa de estabilização numa freqüência a ser definida pela licença ambiental do aterro. Devem ser analisados, no mínimo, os seguintes parâmetros: pH, Condutividade, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) ou Demanda Química de Oxigênio (DQO), NO3 e coliformes fecais, procurando atender às exigências do licenciamento ambiental. Monitoramento do Lençol Freático O monitoramento do lençol freático será feito através da coleta de amostras nos poços (pelo menos dois) a serem instalados no aterro. Os parâmetros a serem estudados são os mesmos analisados para o monitoramento da águas superficiais podendo-se fazer, eventualmente, a análise para Chumbo, Cádmio, Ferro e Manganês.Monitoramento ! Detectada contaminação do lençol freático, informar a CONDER e ao CRA. 39
    • Monitoramento da Qualidade do Chorume Monitoramento dos Resíduos que adentram(efluente a tratar) e do efluente tratado no AterroO controle e monitoramento tem como finalidade conhecer a composição e Deve-se promover o quarteamento, com freqüência ou sempre que houverquantidade de efluentes de um aterro, para que se possa adotar os corretos dúvida quanto ao tipo e natureza do resíduo a ser disposto no aterro.reparos. Além disso, fornecerá dados sobre a eficiência ou não do sistema de Este método permite uma caracterização do lixo produzido na cidade.tratamento. Processo de QuarteamentoAs amostras de chorume devem ser coletadas no vertedor triangular (entradapara tratamento), enquanto que o efluente tratado deve ter suas amostrascoletadas junto à saída da lagoa de tratamento.As análises físico-químicas e bacteriológicas são as mesmas feitas para omonitoramento das águas superficiais devendo ser feita, eventualmente, aanálise de concentração de metais pesados presentes no chorume comoChumbo, Cádmio, Ferro, Manganês, Cromo e Bário. ¼ PARTE DO MONTANTE será novamente misturada e fracionada em 4 partes LIXO MISTURADO será fracionado em 4 partes ¼ PARTE DA FRAÇÃO será analisada a composição do lixo e sua gravimetria MADEIRA VIDRO PAPEL PLÁSTICO40 41
    • Monitoramento do Maciço e do Sistema Marcos Superficiaisde Drenagem Superficial Para o monitoramento do maciço são utilizados marcos superficiais (instaladosVerificar os seguintes aspectos: no aterro durante a fase de operação) juntamente com marcos fixos, irremovíveis, implantados fora da área do aterro (referência de nível e posição! Eventuais abatimentos no maciço do aterro e nos acessos; relativa).! Processos erosivos e danos no sistema de drenagem superficial, como quebra de tubulações e obstrução de canaletas. A partir daí são observados, por levantamento topográfico, os deslocamentos horizontais e verticais (recalques) dos marcos superficiais.São necessárias inspeções mensais em todos os platôs, taludes, bermas,terraços, pois são pontos possíveis de acúmulo de água na superfície doaterro. MARCO SUPERFICIAL! Não deixar acumular detritos nos dispositivos de drenagem! MARCO FIXO SÃO INSTALADOS MARCOS SUPERFICIAIS PARAMonitoramento do Sistema de exaustão CALCULAR O RECALQUE DO MACIÇO.e drenagem dos gasesÀ medida que o lixo vai sendo decomposto, ocorre a formação de gás, mas, só Piezômetrosocorrerá seu afloramento após algumas semanas de deposição de lixo. Aliberação de gás persistirá por alguns anos depois do fechamento do aterro, Através dos piezômetros pode-se avaliar os níveis de pressão no interior dasendo necessário seu monitoramento durante este período. Deve-se: massa dos resíduos depositados (maciço), exercidas pelo chorume e gás ali existentes.! Verificar se a queima está acontecendo (inspeção visual periódica)! Substituir os drenos quando apresentarem tendência para rompimento por O monitoramento constante deste instrumento, juntamente com os marcos superficiais, permite avaliar a estabilidade do maciço. excesso de temperatura ou desmoronamento por recalque do aterro. PluviômetroMonitoramento da Vazão de Chorume O índice pluviométrico, quando analisado juntamente com as leituras doRealizada diariamente e no mesmo horário, a leitura da vazão do chorume piezômetro e de vazão de chorume, permite avaliar a eficiência da drenagempermite uma análise da eficiência da drenagem subterrânea de chorume, superficial.assim como a da drenagem superficial de águas pluviais.42 43
    • Manutenção Sempre que se constatar algum problema no Aterro Sanitário, deverá ser corrigido rapidamente, de maneira a evitar o seu agravamento. Assim, é fundamental um serviço de manutenção eficaz. Entre outros, são previstos os seguintes tipos de manutenção: ! Manutenção do sistema viário; ! Paisagismo; ! Manutenção do sistema de drenagem de chorume; ! Manutenção das máquinas e equipamentos; ! Manutenção da limpeza geral da área; ! Manutenção do sistema de monitoramento geotécnico; ! Manutenção do sistema de drenagem superficial; ! Manutenção das cercas e portões.Manutenção 47
    • Manutenção do Sistema Viário Manutenção do Sistema de Drenagem de ChorumeDeverão ser desenvolvidos trabalhos de inspeção ao longo dos acessos (uma É importante que o sistema de drenagem do chorume esteja operandovez por semana). Caso seja detectado algum dano, executar imediatamente corretamente.os serviços necessários. Para que isso ocorra é preciso:Para permitir o trânsito de caminhões até a frente de trabalho, é necessário a ! Inspeções visuais periódicas no sistema de drenagem;implantação de acesso provisório sobre a área aterrada. Durante o períodochuvoso, especial cuidado deve ser dado à manutenção destes acessos, ! Remoção periódica do material depositado no fundo da caixa de passagem;procurando manter estoque suficiente de material granular, para a sua ! Avaliação dos recalques, identificação de eventuais deslizamentos nos sub-recomposição. aterros; ! Observar se o gás está sendo queimado.PaisagismoA cobertura vegetal sobre as células de lixo é importante para proteger o solo Manutenção das máquinas e equipamentosde erosões, pequenas rupturas nos taludes, etc. Deve-se, pois, atentar parasua manutenção. Realizar a limpeza dos equipamentos e máquinas ao fim de cada dia de trabalho e os possíveis reparos para conservá-los e garantir a eficiência doAlgumas medidas adotadas aterro. CAUSAS SOLUÇÃO Providenciar um espessamento Manutenção da limpeza geral da área Proximidade das raízes com o resíduo da camada final do aterro A administração deve promover a remoção dos materiais espalhados pelo Baixa taxa de nutrientes vento e, se necessário, usar cercas móveis. Com isso, evita-se transtornos e o Adição dos nutrientes na camada final comprometimento do aspecto estético da área.48 49
    • ! Quebra de Tubulações, canaletas etc.Manutenção do Sistema de Monitoramento Ocorre principalmente por depressões e erosões visto que em sua maioriaGeotécnico trabalham por gravidade. Deve-se vistoriar constantemente estes equipamentos para evitar a sua quebra; caso ocorra, deve-se reaterrar paraO sistema de monitoramento geotécnico deve ser mantido durante e após o corrigir as depressões e reexecutar a drenagem.encerramento das atividades de operação do aterro. ! Verificação do Estado das CanaletasCuidados a serem tomados: Verificar as condições de escoamento das canaletas (rachão, concreto, pedra etc.) mantendo-as sempre desobstruídas.! Proteção em volta dos instrumentos para que estes fiquem bem visíveis; ! Depressões em Taludes e Bermas! Evitar tráfego próximo destes instrumentos. Fazer inspeções mensais em todos os platôs, terraços, bermas, taludes, etc. a procura de possíveis danos. Se os mesmos ocorrerem, deve-se fazer umSe, mesmo com todos estes cuidados, ainda ocorrerem danos, providenciar reaterro para restaurar as condições anteriores, evitando, principalmente, oimediatamente o reparo ou troca (os piezômetros, por exemplo, não acúmulo de água na superfície do aterro.permitem reparo).Manutenção do Sistema de Drenagem Superficial Manutenção das Cercas e PortõesA manutenção do sistema de drenagem superficial consiste em seguir alguns Os portões e as cercas devem ser mantidos em perfeitas condições impedindopassos importantes: assim o acesso de pessoas não autorizadas e animais ao aterro sanitário.! Verificação do Estado das Tubulações e Caixas Observar os poços de visita das tubulações enterradas, as caixas que se localizam sobre depósito de lixo, a presença de corpos estranhos e possíveis erosões laterais. É importante ficar atento aos pontos de lançamento de água direto no solo, pois estes são focos potenciais de erosão.! Inversão no Sentido de Escoamento das Drenagens Eliminar as depressões muito violentas, através da execução de reaterros e a reexecução do sistema de drenagem, observando e aferindo o correto caimento. Essa medida pode não surtir efeito, sendo necessário medidas mais drásticas, como a execução de novos dispositivos de drenagem.50 51
    • Condições adversas - O que fazer? COMBATE A INCÊNDIOSOPERAÇÃO EM ÉPOCAS CHUVOSAS O combate a incêndios se inicia na prevenção!Principalmente no período chuvoso, deve- Elementos inflamáveis (madeira, combustíveis, papéis, etc.) devem serse ter um estoque de material de mantidos afastados dos que geram calor (cigarros acesos, lâmpadas, chamascobertura, de material granular para de maçaricos, etc.).dreno e de cascalho para possíveis Não surtindo efeito nas medidas de prevencão, algum acidente pode provocarreparos. um início de incêndio. Mas, antes de combatê-lo, deve-se desligar a entrada de força, ligar a emergência e evacuar a área. Os curiosos e pessoas de boa vontade só atrapalham.O aterro sanitário deve estarpreparado para enfrentar Um bom controle da drenagem dos gases e da suaqualquer situação. queima garante também a segurança do aterro sanitário. PROBLEMAS SOLUÇÃO Manutenção rigorosa do sistemaAcúmulo de água, poças, assoreamento, etc. de drenagem superficial Comprometimento dos trânsito e Manutenção das vias não pavimentadas. descarregamento dos caminhões. Fissura nas células provocando infiltração das águas superficiais e, consequente, Recomposição da camada de cobertura aumento da vazão de chorume52 53
    • É preciso identificar o tipo de incêndio para escolher o equipamento certo. Umerro na escolha pode piorar a situação. A partir de todas essas informações que lançamos neste TIPO DE MATERIAL MEDIDAS DE AGENTE INCÊNDIO COMBUSTÍVEL PREVENÇÃO EXTINTOR Manual podemos ver que, apesar de relativamente Fogo em materiais de Tecidos, simples, esse método de disposição final do lixo requer madeiras, Água, fácil combustão, a Retirada do calor papéis, fibras, espuma deixar resíduos etc. muitos cuidados para não acarretar grandes impactos no meio ambiente. Estando cientes disso, cabe a todos nós Retirada do comburente Graxas, Fogo em produtos que queimam somente em vernizes, tintas, (oxigênio). Neste tipo de Gás carbônico, seguir a rotina necessária para a operação eficiente do fogo não há formação pó químico, sua superfície, não gasolina, etc. de brasa, devendo-se espuma. deixando resíduos fazer o abafamento da aterro sanitário de nossa cidade. superfície. Motores, Fogo em transformado- Utilizar agente extintor Gás carbônico, Contamos com vocês para tornar esta grande obra um equipamentos res, quadros de que não conduza pó químico elétricos energizados distribuição, fios sob tensão, etc. eletricidade. seco. bem proveitoso para todos. Em caso de dúvidas, procurem os técnicos da CONDER. Retirada do Magnésio, comburente pelo Fogo em elementos Pó químico zircõnio, uso de pós especiais. pirofóricos especial. titânio, etc. Pode-se usar limalha de ferro.O Aterro deve possuir caixa de primeiros socorros, com material adequado e CONDERpessoal treinado. O pronto atendimento de acidentados de incêndio ou Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia Coordenaçãoexplosão pode significar a própria vida do atingido. PABX de Resíduos (71) 372-6700 Sólidos 372-6752 e-mail conder@bahia.ba.gov.br54
    • Glossário GOVERNO DO ESTADO DA BAHIAÁREA DE EMPRÉSTIMO - local onde se coleta o material MONTANTE - acima de um determinado ponto, num Governadorusado na cobertura do lixo (terra). corpo dágua. César BorgesBACTÉRIAS - microorganismos que se alimentam do lixo, PIEZÔMETRO - instrumento sensível que mede as pressões SECRETARIA DO PLANEJAMENTO,decompondo-o. dentro do lixo compactado e recoberto. CIÊNCIA E TECNOLOGIA - SEPLANTECBADAMEIROS - pessoas que catam os resíduos recicláveis PLATÔS parte plana superior [da última camada da célula]. SECRETÁRIO(latas, plásticos, etc.) para vender; catadores de lixo. Luiz Antonio Vasconcellos Carreira PLUVIÔMETRO - instrumento que mede a quantidade deBERMAS - parte superior das camadas de lixo que ficam água de chuva que cai. COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTOexpostas, objetivando aumentar a estabilidade do aterro URBANO DO ESTADO DA BAHIA - CONDER QUARTEAMENTO - método usado para se conhecer a DIRETOR PRESIDENTEe facilitar a manutenção e o monitoramento da célula. composição física do lixo que entra no aterro. Consiste em Mário de Paula Guimarães GordilhoCERCAS MÓVEIS - cercas provisórias colocadas próximo à dividir o lixo em quatro partes, sucessivamente, parafrente de trabalho, para evitar o espalhamento do lixo análise. COORDENAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOSpelo vento. Maria de Fátima Torreão Espinheira RASTELO - instrumento dentado próprio para juntarCHORUME - líquido de cor escura, odor desagradável e palhas.muito poluidor, resultante da decomposição dos GERÊNCIA DE RESÍDUOS SÓLIDOSresíduos. RECALQUES - adensamento da camada do maciço. José Maurício S. Fiúza RESÍDUOS INDUSTRIAIS - “são todos os resíduos (...)DEPRESSÕES - área muito baixa com relação às áreas EQUIPE TÉCNICA resultantes da atividade industrial e do tratamento do seusvizinhas. Ana Cristina da Purificação - Pedagoga efluentes, que por suas características apresentam perigo Carmelita Bizerra de Aguiar - ArquitetaEFLUENTE - líquido que flui, sai, após ter passado por à saúde humana e/ou ao meio ambiente, requerendo Cornélia Bresslau de Almeida - Arquitetaalgum processo. cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, João Carlos Pinheiro de Araújo - Economista transporte, armazenamento, tratamento e disposição.”EROSÕES - desgaste sofrido pelo solo devido a ações Lícia Rodrigues da Silveira - Administradora (ABNT:1985). São classificados em:externas (águas, vento, etc.). Classe I perigosos Maricides Santos de Mello - Socióloga Classe II não-inertes Osvaldo Mendes Filho - EngenheiroJUSANTE - abaixo de um determinado ponto, num corpo Classe III inertes Selenia Maria Granja - Geógrafadágua. Carolina Torres Menezes - Estagiária SOPÉ DO TALUDE - base da rampa. Denise Maria de Jesus Santos - EstagiáriaLAGOA DE ESTABILIZAÇÃO - lagoa onde o efluente SUB-ATERROS - camadas inferiores do maciço aterrado. Humberto Carvalhal Oliveira - Estagiário(chorume) é retido por um tempo suficiente para que Ville Vieira Coelho - Estagiárioseu tratamento ocorra com sucesso, sendo influenciado TALUDES - rampa [formada em aterros ou cortes, compelas condições climáticas. A depender da técnica, ela inclinação prevista]. PROJETO GRÁFICOpode ser do tipo anaeróbia, facultativa, aerada, etc. Vera Lúcia Santos Quadros - Coordenação VAZÃO - volume de líquido escoado numa unidade deMACIÇO - resíduo já aterrado tempo; escoamento, saída. Jonathas Sousa de Medeiros Éfren de Melo Ferreira - EstagiárioMONITORAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO - VETORES - animais que podem transmitir doenças (ratos,acompanhamento da evolução do aterro sanitário para moscas, urubus, etc.). FOTOGRAFIAavaliar não só o seu andamento como também a Gilberto Meloinfluência de sua implantação sobre o meio ambiente.