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Monarquia/Implantação da República (6.º ano). As novas tecnologias são, para mim, e estaacção comprovou-o, mais uma das mu...
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História e Ensino Criativo Porto

  1. 1. História e Ensino CriativoEste é um documento de trabalho que visa a integração das reflexões finais do Cursode Formação: História e Ensino Criativo, para docentes do 2.º Ciclo do Ensino Básiconuma perspectiva colaborativa com vista a criar um documento reflexivo final em tornodos temas, assuntos e novas abordagens tratadas ao longo da acção de formação (2)realizada entre dia 22 e 29 de Janeiro de 2011.1. Cada formando deve continuar o documento de trabalho conjunto com o máximo deduas frases (duas linhas) e;2. Cada formando deve, no máximo de um parágrafo (3 a 5 linhas), partilhar a seguinteinformação:a) Ideia(s) para actividade em sala de aula ou em gestão de projecto que possa vir arealizar com os seus alunos ou no contexto de trabalho na escola (retiradas do trabalhorealizado durante a formação ou outro);b) Análise da importância da Criatividade e Novas Tecnologias no ensino de História eGeografia de Portugal para o 2.º Ciclo do Ensino Básico .No final de cada participação deverá sempre ser colocado o nome (primeiro e último)para identificação. Obrigado e bom trabalho!
  2. 2. Documento de TrabalhoNo contexto actual no ensino a criatividade revela-se necessária e urgente. É uma boavia para promover no aluno o acto de pensar, de pensar criticamente, constituindo-secontra corrente, por exemplo, ao ato passivo das horas passadas em frente à televisão.É ainda urgente porque libertadora do “eu” do aluno e do professor pois existem duaspartes interessadas no processo de ensino-aprendizagem: o aluno e o professor: paraque a satisfação seja mútua, nada melhor que a diversificação, a experimentação e ainovação. E criatividade é isto. A criatividade posta ao serviço da educação e daformação de crianças ,jovens e até adultos, prova que o conhecimento adquirido se vaipaulatinamente construíndo e deste modo consolidando, o que por vezes se torna maisdifícil ( ou mesmo) impossível quando aquilo que se faz com os alunos se resume a umdespejar de informação remetendo para estes a aquesição dos conhecimentos quemais tarde irão ser testados. Assim não podemos desejar nem sonhar com o «sucesso» tão desejado na nossa disciplina e claro que o conhecimento dos garotos ééfemero, compete-nos a nós como veiculos transmissores de conhecimentos ajuda-losa tornarem-se seres pensantes ,com metodologias criativas e com desafios, os nossosalunos caminham na direcção de um conhecimento sólido.Na minha actividade como docente de História e Geografia procuro em primeiro lugarcaptar o interesse dos alunos para os assuntos que vão ser estudados e e dentro dascondicionantes da faixa etária a que pertencem, levá-los a construir o pensamentohistórico. A partilha de ideias com outros colegas, a formação na área da didáctica e oempenho no desenvolvimento do gosto pela disciplina obrigam a pensar em novosprocessos tendo sempre em vista o envolvimento dos alunos na construção doconhecimento .Uma vez que o Programa de História e Geografia de Portugal não muda, cabe aodocente enveredar por uma abordagem diferente, criativa e adequada aos seus alunos.Neste sentido, o professor não deve deixar de tentar, e mesmo ousar, pôr em práticasoluções diferentes para problemas que são iguais e que se repetem frequentemente.Desta forma, tentamos preparar os alunos para serem cidadãos num futuro que nãoconhecemos, mas cujas ferramentas lhes transmitimos. No fundo, as aulas de História
  3. 3. e Geografia de Portugal devem despertar a criatividade nos alunos, pois assim elesestarão preparados para transformar o seu futuro e a sua realidade.A partir da perspectiva contextualizada do presente poderemos - e sempre - construiruma “nova” visão do passado, através do ângulo de interesses e vivências dos nossosalunos, de forma criativa (criando-os e recriando-os: projectando-os no passado e comeles questionar o futuro.A criatividade revela-se essencial para o processo de criação de algo novo. Esseprocesso nem sempre é fácil e contínuo, pois envolve a testagem de vários factores.Envolve, por vezes, o abandono ou alteração da ideia inicial. O produto final pode serbem diferente do que se tinha previsto inicialmente, mas julgo que é esse o grandedesafio do ensino actual: partir de algo (conteúdos programáticos / conhecimento), nãoter receio de ousar e de criar algo que seja original (imaginação / originalidade) e quenos surpreenda enquanto actores (quer professores, quer alunos, quer a própriacomunidade educativa) de uma História que se faz com recurso ao passado, presentee futuro. Este processo criativo faz-me lembrar uma frase de Cícero “nihil est simulinuentum et perfectum” (nada é, simultaneamente, criado e perfeito). É portanto,necessário um longo caminho desde a fase inicial até ao produto final.Ser professor de HGP é cada vez mais ser capaz de renovar estratégias e métodos deensino, para fazer frente a uma sociedade onde os conhecimentos se renovam minutoa minuto, devido aos progressos científicos e tecnológicos.Cabe a nós professores sercapaz de descobrir o aluno que temos e descobrir como levá-lo à descoberta de simesmo e das suas capacidades de criar evitando que ele caia na estagnação .Masserá que a “escola” que temos encoraja a nossa criatividade?Cabe-nos a nós professores, actores no sistema, abrir espaço, na nossa actividadelectiva, ao espírito crítico e à criatividade potenciando nos alunos capacidades de visãoestratégica e de conceptualização de soluções face aos problemas impostos por ummundo em permanente e acelerada mudança nos mais diversos domínios.( FilomenaSousa)Se permitir a “fossilização” da capacidade criativa dos meus alunos, bloqueando-lheshorizontes do imaginário simbólico, barrando-lhes a capacidade de serem sujeitoscognoscentes, despertos para o caminho do bem comum na acção e nos valores,então, não serei eu!O professor deve ter a sensibilidade para despertar ou descobrir em cada aluno aspotencialidades que este encerra de modo a que o ensino da História faça sentido e acriatividade é a ferramenta que o professor e o aluno têm disponível para construirconhecimento significativo.
  4. 4. Um desafio: dar espaço à criatividade nas nossas aulas, nos temas que abordamos,no saber que “construímos”. Através das Novas Tecnologias, um recurso, permitir quea criatividade flua, as aulas não tenham um registo “cinzento” e os alunos participem,criem, pesquisem, vivenciem os momentos da História e, no final, alguém diga: a aulajá acabou?Imaginação e criatividade para todos. Liberdade de pensar, sentir, reflectir e agir. Nasaulas, na escola e na sociedade. É tão bom sentirmos que os nossos alunos possamatravés das TIC irem mais longe, voar mais alto, reflectirem sobre o passado paraconstruirem o futuro. E se por acaso eles se perderem nesse caminho da imaginação,podemos sempre com um discurso lógico, chamá-los à terra, porque mesmo acriatividade tem o seu tempo. É nesta contagem que encontramos o tempo. O tempo da disciplina de HGP:tempo da História e tempo da aula, essencial para que façamos toda a diferença.Tempo que, muitas vezes, não temos ou aquele que está do nosso lado para podermosdar resposta aos nossos alunos, com actividades criativas, transformando as ideias,que surgem no seu estado original, em aprendizagens concretas e relevantes.Entretanto, nesse tempo, o de há milhares de anos e o da actualidade, o que está entreo verão e o outro verão, entre o primeiro e o último toque, entre a imaginação e oproduto final, há um Mundo que o professor deve explorar com toda a ousadia. É nesta “exploração do mundo” com toda a ousadia que reside a acçãoimprescindível do professor. A envolvência que deve gerar à sua volta, partilhandosaberes de um modo original, criativo, imaginativo e desafiador, sempre com oobjectivo de fazer conhecer a História, de modo a levar os alunos a conhecerem opassado, compreenderem o presente e quiçá,o futuro. O professor nunca deve terreceio do produto final que conseguiu com os seus alunos, pois foi fruto dessa suaousadia neste processo de ensino/aprendizagem, que se tornou concreto e relevante. Ter medo é bom. O temor põe-nos a pensar e pensando, criamos. A criatividadenão é por isso mais do que a capacidade de pegar em algo “familiar” aos docentes ediscentes e recrear em função das ferramentas disponíveis. E, no entanto, criar é fazer nascer algo novo e inédito. Partindo de existênciasou mesmo inovando desde o princípio, o ensino criativo conduz o aluno aoconhecimento através um caminho novo, coloca questões que não surgiriam de outraforma, oferece experiências que de outra forma não seriam possíveis. Mas, experimentar e tentar é cada vez mais importante. Transmitir oconhecimento através da criatividade não só motiva, como também promove
  5. 5. conhecimento.No entanto, esse conhecimento tem de ser repensado pelo docente paratransformar as práticas de sala de aula.Nada melhor que levar a conhecer a História deforma criativa, num mosaico onde todas as cores estejam presentes e no qualpossamos mexer, sem medo, para ensinar e aprender. Motivar...o que é motivar, senão despertar os sentidos mais profundos do serhumano, quiçá algures escondidos...e que necessitam de apenas um clic parasurgir...do nada! É este universo fascinante, desconhecido, esta curiosidade que nosleva ao conhecimento, logo à criatividade. Motivar, no sentido de determinar a motivação de, estimular e impulsionar, tarefanão menos criativa, fazendo despertar o gosto pelo representativo, girando essefantástico caleidoscópio que cada um pode criar, consolidando-o através de o explicar.E se arranjássemos uma casa para todos nós partilharmos ideias e trabalhos? Casada História Criativa?! Uma espécie de Clube de Poetas Vivos, numa visão de partilhade ideias e produtos da História Criativa.Vejo esta “Casa” como um poderoso aliado colocando a criatividade ao serviço dodesenvolvimento da competência “ Comunicação em História”, um dos “calcanharesde Aquiles dos nossos alunos!Despertar a curiosidade para conseguirmos chegar à criatividade. A criatividade é algode que todos precisamos até para encontrar caminhos ao longo da vida, vamosdetectando os obstáculos e assim os vamos ultrapassando, nas nossas aulas fazemoso mesmo só que os obstáculos transformam-se em oportunidades de aprendizagem.A criatividade é uma mistura, sem receita exacta, da curiosidade, das ideias, dointeresse, da imaginação, do conhecimento, dos recursos e das técnicas. Quandoprecedemos à referida mistura surge “um mundo novo”.Como Sócrates afirmava ser a Maiêutica, arte da pesquisa em comum, o professordeve centrar a sua actividade no estímulo e despertar o interesse pela pesquisa, sendoo aluno construtor das suas aprendizagens.Simplicidade. É a palavra que me ocorre quando penso em criatividade. Asmelhores criações são, muitas vezes, as mais simples. E quantas vezes nemprecisamos de recorrer ao que é absolutamente novidade. A partir de velhos etradicionais «ingredientes» podemos confecionar um prato absolutamenteinovador. É só deixar de lado velhas e rígidas estruturas de pensamento.
  6. 6. O processo criativo apresenta uma solução para um problema. A criatividade éimportante, mas o nosso objectivo é o conhecimento. O processo criativo implicaregras. É importante que o professor antes de ensinar saiba fazer. A maior partedas vezes limitamo-nos a adaptar a criação de outro. O resultado do processocriativo tem de ser algo novo no contexto em que se aplica e pode ou nãorequerer imaginação. Grandes imaginadores foram Julio Verne ou Lewis Carrol.Precisamos de imaginação como água no deserto aquando do processo criativo.Os alunos terão fases em que serão imaginativos e outras serão criativos. Oprocesso de aprendizagem requer uma base de trabalho que tem a ver com oconhecimento. É preciso darmos a base do conhecimento para depois os alunosserem criativos. Os nossos alunos nasceram na época da tecnologia e usam-nacomo nós usámos os lápis de cor para criar. Os alunos têm de saber partilharideias em grupo e não só expôr individualmente as ideias.Mais interessanteainda é partilhar os mesmos valores para a realização de um projecto. A gestãodo projecto implica que não nos sintamos sós no projecto escolar. Cerca de 90%dos projectos de sala de aula são esquecidos, não têm continuidade ou afixadospublicamente no placard da sala.A criatividade revela-se essencial diria mesmo, imprescindível para motivar osalunos para o Ensino/Aprendizagem. O professor tem que conseguir que a suaTurma o escute...Ao longo dos meus vinte e quatro anos de experiênciapedagógica, constato que cada vez é mais difícil consegui-lo... Assim sendo, éum desafio aliciante(pelo menos para mim) arranjar sempre novas maneiras,novos processos, de apresentar os conteúdos de História e Geografia dePortugal.Esta ação deu-me ideias excelentes e exequíveis que irei por em prática quandoos temas forem abordados.A criatividade pode e deve ser estimulada, para isso, poder-se-ia formar nasescolas, um Atelier das Ideias, onde alunos e professores de diferentes idadestivessem a liberdade de partilhar ideias e experiências. As aulas e as escolasficariam ainda mais coloridas!
  7. 7. História e ensino criativo!? Como ensinar o passado de forma criativa? Comcriatividade. Imaginação. No processo criativo, o professor terá de pensar na ideia,simples, sempre simples e no(s) outro(s), nos seus alunos, naquele(s) para quem oconhecimento final que pretende transmitir se transforme na sua cana de pesca, emferramenta para a vida. Ao longo do seu processo criativo, o professor terá de sercapaz de ir adequando as estratégias a utilizar e ser capaz de avaliar, com a distânciapossível, o sucesso ou insucesso do seu ensino criativo. Necessária muita reflexão porparte do professor! Difícil, mas apaixonante tarefa! Textos IndividuaisCriatividade dá trabalho, imaginar nem por isso, contudo o desafio lançado será umaoportunidade para acordar consciências..... e provar que estamos receptivos a desafios.Os nossos alunos precisam cada vez mais desse estimulo.A criatividade é o motor da história das civilizações. Ela não parte do nada, mas apresentasempre algo de novo. Desde a invenção da roda até ao aparecimento do primeiro automóvel,vão séculos de diferença, mas o processo criativo está lá: problema inicial, planeamento,construção, produto final, divulgação, aceitação geral.No contexto actual do ensino a criatividade revela-se absolutamente necessária. Durantemuitos anos o ensino preocupou-se em transmitir os conhecimentos que seriam assimiladospassivamente pelos alunos, que depois deveriam repeti-los nos momentos de avaliação. Estetipo de ensino expositivo, tradicional está hoje em dia ultrapassado. Mas continua a sermassivamente utilizado nas nossas escolas. Substituímos o quadro de giz, os acetatos e até otexto do manual (quem não se lembra das aulas passadas a ler os textos do manual, a copiaros apontamentos do quadro ou de acetatos...) pelo típico power-point expositivo, que os alunosse limitam a ler, a copiar... Isto é criatividade no ensino? Não. Nem para o professor, e muitomenos para os alunos. É preciso que os professores recorram à criatividade - criatividade essaque deve estar presente não só no método de ensinar, nos recursos utilizados, como também,sobretudo, na aprendizagem dos alunos. As crianças são extremamente criativas e a escolatende a castrar essa criatividade. Passados mais de trinta anos do 25 de Abril, urge reformar osmétodos de ensino que formatam os cidadãos, tornando-os seres passivos e alienados. Sequeremos formar cidadãos activos, empreendedores e conscientes, temos de promover umensino criativo, fornecendo as ferramentas básicas (onde não podem estar ausentes osconhecimentos) para os alunos desenvolverem o seu espírito crítico.Durante a formação fomos desafiados a conceber uma aula apenas com o recurso aos post-its.A nossa ideia foi utilizar os post-its para os alunos associarem datas, locais, acontecimentosrelativos a cada invasão francesa. A partir desta ideia-base elaboramos uma actividade de
  8. 8. consolidação da matéria dada, que passo a descrever: três alunos da turma seriam convidadosa vir para a frente e escolher um general (Junot, Soult ou Massena); seriam convidados aassociar essa personalidade à respectiva invasão (1ª, 2ª ou 3ª). Posteriormente seriadistribuído por cada aluno um post-it com datas (1807, 1809, 1810), locais (Castelo Branco,Lisboa, Porto, …), acontecimentos (batalha do Buçaco, batalha do Vimeiro, desastre da pontedas barcas...) e seriam convidados a colar nos colegas, associando a cada general. No fim daactividade, e corrigidos os erros, os três colegas elaborariam o relato da sua invasão. Núria Inácio Na verdade as aulas onde os alunos são chamados a intervir de uma forma mais criativa,permite que eles construam o saber de uma forma mais consistente, umas das minhasexperiências mais recentes esteve relacionada com a construção da Rosa - dos Ventos, leveiCD, antigos e sugeri que na aula seguinte cada um trouxesse os materiais que tivessem lá porcasa , o resultado foi surpreendente, desde palitos, lã, esparguete,cartão etc..... construíram-se, ficaram giras, e todos eles sabem os pontos cardeais e colaterais sem dificuldade.Aproveito para salientar que este tipo de actividades em certas turmas provocam grandedesgaste no professor .O meu grupo no entanto vai registar aqui a actividade desenvolvida nesta Acção que hojeterminou, e que foi fantástica pois a partilha de ideias e experiências é ,foi e será sempre umamais valia, e foi muito bem orientada.Aproveito para expressar a minha opinião quanto ao uso das Novas Tecnologias, não podemoscorrer o risco de banalizar o seu uso, se por um lado elas são uma importante ferramenta parao aluno e lhe permitem de uma forma rápida, simples e cómoda´aceder ao saber, sem dúvidaque lhe corta a capacidade de criar e sem criatividade o conhecimento torna-se monótono .Criatividade, algo muito complexo, pensava eu,só ao alcance de alguns eleitos, os Criativos.Nesta Acção,aprendi que também eu posso ser criativa, afinal é simples, basta parar, pensar,inovar, planear e concretizar.Cabe ao professor lançar as sementes que despertem a curiosidade dos alunos, depois asideias germinam, florescem e dão frutos.Na escola actual o uso das Novas Tecnologias éimportante, mas mais importante é levar o aluno a pensar, a construir a sua própriaaprendizagem, a ser curioso e por consequência Criativo. Durante a formação o grupo decidiu, recorrendo ao uso de post-its ,planificar uma actividadepara todos os alunos do segundo ciclo, para a comemorar o 25 de Abril. Pretendia-se que osalunos associassem palavras ligadas à Ditadura e à Democracia e assim consolidassem osconhecimentos previamente adquiridos.A ideia que passo a descrever, surgiu em contexto de grupo, durante a Ação de Formação edestina-se à planificação de uma Atividade no âmbito da comemoração do 25 de abril, usandocomo material post’its. Estes serão destribuídos pela turma que registará um palavra associadaao Estado Novo(Ditadura) ou à Democracia. De seguida é pedido a cada um dos alunos que sedirija até ao cenário onde se encontra uma rede ,estratégicamente colocada e enrolada queprocura dar a noção de Temporalidade e onde se encontra um grande cravo vermelho, como
  9. 9. que a estabelecer o Antes e o Depois deste Acontecimento histórico. Uma vez que se trata deuma Atividade de consolidação de conhecimentos, o professor, durante o processo dacolocação dos post-its verificará se estes estão a ser colocados nos locais correspondentes,caso aja alguns que se encontrem mal colocados o professor interpelará a turma no sentido decorrigir o que está errado, pois o que é fundamental neste processo é que os alunos tenhamaprendido.No que diz respeito à utilização das novas tecnologias e à criatividade na sala de aula sou deopinião de que são importantes, enquanto processo, como meio para atingir o meu/nossoobjetivo que é o de Ensinar, desenvolver nos alunos competências. Rejeito em absoluto oensino/aprendizagem passivo, do ”magister dixit” sou a favor de levar os alunos a construírema sua aprendizagem a torná-los proativos e neste sentido ser criativo e usar as novastecnologias é fundamental. A diversidade de contextos e de necessidades educativas exigem um permanenteesforço do professor para desenvolver diferentes metodologias de ensino. Hoje é quase umlugar-comum dizer que a educação escolar não se pode restringir à mera transmissão deconhecimentos específicos das disciplinas. A formação orientada para o desenvolvimento decompetências deve constituir o guião estruturador da ação educativa e criativa. A criatividade pode ser uma grande aliada para promover essa nova construção dosaber, onde a aprendizagem se centre na pessoa em formação e não na pessoa do formador.No contexto atual de escola/aprendizagem, o professor deve privilegiar a participação dosalunos na construção das suas aprendizagens, no balanço das mesmas e na definição doscaminhos para as melhorar e ampliar. Colocado o desafio de, com um conjunto de post-its, e apenas estes, “criar” uma aula,pusemos mãos à obra com entusiasmo e expectativa! A proposta despertou em nós grandecuriosidade, pois nunca ninguém tinha considerado planear uma aula única e exclusivamentecom esta ferramenta que, à primeira vista, só seria usada como lembrete. Começámos por trabalhar uma ideia que rapidamente foi abandonada por não serevelar KISS (keep idea simple and short). Passámos, seguidamente, à análise de outra ideia, assim concretizada: ● Conteúdo seleccionado: as Invasões Francesas (6º ano). ● Objectivo: Consolidar aprendizagens, desenvolvendo as competências específicas de comunicação dramatizada do conhecimento histórico e da compreensão histórica. ● Tempo: aula de 45 minutos. ● Recursos: post-its contendo os nomes dos generais, a ordem de cada acontecimento, as respectivas datas (anos), os itinerários, os nomes das batalhas e de monumentos evocativos. Descrição da Actividade:
  10. 10. § O professor selecciona, entre os alunos voluntários, os três “generais” das Invasões, dando a escolher os post-its respectivos e solicita-lhes a escolha do post-it relativo à correspondente invasão. Estes alunos colocam-se de frente para a turma e colam sobre si os dois post-its.§ O professor distribui o restante material pelos outros alunos.§ Cada aluno vem colar no respectivo “general” o seu post-it.§ Os generais trocam, entre si, os eventuais post-its intrusos e iniciam o reconto dramatizado da sua invasão baseada nos post-its, podendo acrescentar outras informações sobre o facto. No final da actividade, o professor e os alunos procedem à auto e hetero-avaliação oral. Nota: Uma vez que os três alunos «vestiram a pele de…», será natural e desejável a ocorrência de situações imaginativas e recreativas, com humor e de questões para que todos alunos participem activamente. A presença da História no currículo do Ensino Básico encontra a sua justificação maior no sentido que é através dela que o aluno constrói um visão global e organizada de uma sociedade complexa, plural e em permanente mudança. As metodologias experienciadas pelos alunos irão contribuir para a sua formação enquanto cidadãos mais ou menos activos. Nesta sociedade do conhecimento é essencial desenvolver nos jovens a capacidade de aceder, seleccionar, organizar e usar a informação para chegarem ao conhecimento, o que implica valorizar, no domínio educativo as “ferramentas digitais”. Porém, estas ferramentas, por si só, pouco valor têm se não forem convenientemente usadas. De facto, a sociedade do conhecimento é, por inerência, uma sociedade do pensamento e de interpretação. Nesta perspectiva é imperioso, mais do que nunca, apostar numa mudança das práticas pedagógicas, levando os alunos à identificação e resolução de problemas e ao pensamento crítico, na construção da sua formação global enquanto cidadãos interventivos na sociedade.( Filomena Sousa) A contribuição do meu grupo incidia sobre a comemoração do 25 de Abril. A partir de uma motivação, um trabalho em powerpoint realizado por alunos do ano lectivo anterior, criou-se uma dinamização na biblioteca. Foram criados materiais, uma rede de arame enrolada, simbolizando o tempo da ditadura e o surgimento da democracia, formando uma díade em que os alunos faziam a comparação entre os dois tempos, utilizando os post-its com conceitos essenciais. No final fazia-se o “Jogo da Forca”, identificando as palavras intrusas. As TIC devem ser equacionadas no ensino da História como uma ferramenta poderosa de motivação e organização dos conhecimentos. Mas o cerne de todas as actividades deve ser sempre a aprendizagem, a aquisição de conhecimentos, de forma estruturada e consistente, assegurando a prossecução dos estudos. Se não criamos nada de novo, mas usarmos de maneira diferente, o que já está criado, será criatividade?
  11. 11. Apresentação do trabalho “ Queda da Monarquia/ Implantação da República” A escolha deste tema deveu-se ao facto de dentro do grupo de trabalho termos colegasque leccionam os 2º e 3º ciclos e o conteúdo ser comum a ambos. A ideia subjacente aotrabalho foi “UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS”. Deste modo seleccionamos imagense, a partir dos conhecimentos prévios dos alunos, a actividade desenvolvia-se com a selecçãodas imagens correctas para um postit previamente legendado. A avaliação da actividade foifeita pelo preenchimento de um crucigrama que continha palavras/chave e a partir do vocábuloREGICÍDIO. O professor de História deve procurar elaborar os seus materiais e utilizar métodos detrabalho que conduzam a propostas criativas de ensino. Desse modo, poderá tornar a tarefa deeducar em algo que lhe dê prazer bem como aos seus alunos e assim ser capaz de modificar aforma de olhar o ensino da história. O professor deve ser experimentador e criador do saber e direccionar o seu trabalhopara o exercício da imaginação, da criatividade e da fantasia dos alunos na tentativa desolucionar problemas ou situações.Criatividade - Novas Tecnologias - Ensino da História e Geografia de Portugal: Estastecnologias em si contém um enorme potencial, capaz de impressionar ao permitirem ver osdiversos vestígios do passado em diferentes locais do país e do mundo, ao proporcionar avisualização do passado em ação (filmes), ao facultar o acesso a fontes de informação.Aproveitar essas tecnologias criativamente requer algum domínio das mesmas por parte doprofessor. A aptência na sua utilização, por parte dos alunos nascidos na era digital, poderásurpreender o professor. Emília MoreiraAs novas tecnologias podem funcionar, e apenas, como mais um instrumento - a forma para aveiculação da aprendizagem e do conhecimento no recurso à criatividade digital. Na procurade ir ao encontro dos nossos alunos - no actual contexto em que a utilização das novastecnologias se encontra cada vez mais generalizada e enraizada através de uma consciência eidentidade colectivas das novas gerações - como a forma “mais apetecível” de acesso emanuseamento de informação e do conhecimento. (Cristina Braga)As tecnologias de informação são importantes, mas temos que saber enquadrá-las, uma vezque elas são um meio e não um fim! O professor torna-se agora no estimulador da curiosidadedo aluno por querer conhecer, por pesquisar, por procurar informações pertinentes. Assim,
  12. 12. enquanto professores devemos reflectir nas seguintes questões: Como gerir a informação?Como usar este meio? Qual a sua credibilidade?As potencialidades do multimédia tornam-no um recurso muito importante, mas temos de terpresente que ensinar é sobretudo gerir informação e transformar informação em conhecimento.As novas tecnologias em articulação com uma boa proposta pedagógica facilitam a construçãodo conhecimento e, a par da fala humana, do livro, do giz ou do quadro poderão contribuir parao desenvolvimento da criatividade. (António Aloques)Proposta de Actividade Criativa:Trabalho desenvolvido pelo Grupo 1: Ana Bela, Ângela, Teresa, Filomena, Elisabete e Cristina.A ideia patente neste processo criativo consistiu em levar os alunos a procederem àinteriorização/apreensão do esquema da sociedade portuguesa do século XIII, através daassociação de imagens, conceitos e identificação das funções de cada grupo social.Esta ideia foi concretizada através da actividade “Prova que sabes...” - com o recurso a post-it’sonde o aluno encontrará imagens, conceitos e discriminação de funções, que deverá agruparpor classe social, construíndo assim a pirâmide social do século XIII.As Novas Tecnologias são o presente, serão certamente o futuro, mas aplicadas na Históriadesvendam o Passado.Para além desta actividade considero que a visita à exposição : “Às artes cidadãos”, no Museude Serralves, abriu novas perspectivas de abordar acontecimentos / temas em História. Levaros alunos a visitar esta exposição, que aborda conceitos como globalização, democracia,activismo, ideologia, memória, exílio, revolução, iconoclastia e comunidade, numa viagemdesde a Antiguidade Clássica até à destruição das Torres Gémeas.A própria forma de apresentação criativa das obras ( convidando à participação activa dovisitante na própria construção ) fez-me reflectir sobre as várias maneiras de tornar um públicopassivo num público activo, mesmo sem recurso às novas tecnologias.Isto leva - me a valorizar a criatividade como o factor mais importante para tornar situaçõesbanais em situações excepcionais - como pude observar em alguns vídeos do blog ( osdegraus do metro transformados em piano; o letreiro do invisual …).Assim também numa aula também deve a criatividade ser o factor mais usado para cativar osalunos , com ou sem recurso às novas tecnologias. esse é um recurso que , como foi mostradonuma das sessões da formação , ainda está por explorar ( o computador / internet , o uso dotelemóvel para escrever, para fotografar, para gravar aulas, etc ).esse será um dos desafios criativos que terei daqui para a frente. Todas as actividades realizadas e apresentadas foram muito interessantes esugestivas: Da viagem “Às artes!, cidadãos.” por Serralves, irei, na turma de 5.º ano, usar oglobo no subtema “A expansão marítima portuguesa”; e, proximamente, utilizarei os post-it’s nosubtema A Sociedade portuguesa nos séculos XIII e XIV (5.º ano) e Queda da
  13. 13. Monarquia/Implantação da República (6.º ano). As novas tecnologias são, para mim, e estaacção comprovou-o, mais uma das muitas ferramentas que temos ao dispor para motivar osalunos no seu processo de ensino aprendizagem.

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