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Código Eleitoral Anotado - TSE - 2012
 

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    Código Eleitoral Anotado - TSE - 2012 Código Eleitoral Anotado - TSE - 2012 Document Transcript

    • C d o lta nt o ói E ir A o d g eo l a eL gs ç oC mpe n a e i a ã o lme tr lC i Eiaóg lol doe r tC suãFelo ti e r niç da t oLdIliidee egia i nebd e lLd Pt s loeo ai Pí s i s ro oi d tcLd Eieea lõ ise s çLiç Cr tes ã oe a gl o ra a lNra d d po E o s i a eT m et s lS aS us T / J Tú ld S S / F m a o E TSRoç dTelã o U suo C 1 aei o 0 dçã Baí – 02 r l 21 sa i
    • © Tribunal Superior EleitoralSecretaria de Gestão da InformaçãoCoordenadoria de JurisprudênciaSAFS, Quadra 7, Lotes 1/270070-600 – Brasília/DFTelefone: (61) 3030-9229Fac-símile: (61) 3316-3359Atualização, anotações e revisão: Coordenadoria de JurisprudênciaEditoração: Coordenadoria de Editoração e PublicaçõesAs normas desta publicação tiveram abreviaturas, referências legislativas e grafias frequentespadronizadas de acordo com o estabelecido no Manual de Revisão e Padronização de Publica-ções do TSE. Brasil. Tribunal Superior Eleitoral. Código eleitoral anotado e legislação complementar. – 10. ed. – Brasília : Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2012. 1 v. ; 23 cm. 956 p. Conteúdo: Código eleitoral – Constituição Federal – Lei de Inelegibilidade – Lei dos Partidos Políticos – Lei das Eleições – Legislação correlata – Normas editadas pelo TSE – Súmulas do TSE/STJ/STF. ISBN 978-85-86611-87-2 1. Eleição – Legislação – Jurisprudência – Brasil. 2. Código eleitoral (1965) – Brasil. 3. Legislação eleitoral – Brasil. I. Título. CDDir 341.280981
    • Tribunal Superior Eleitoral Presidente Ministra Cármen Lúcia Vice-Presidente Ministro Marco Aurélio Mello Ministros Ministra Nancy Andrighi Ministro Gilson Dipp Ministro Marcelo Ribeiro Ministro Arnaldo Versiani Procurador-Geral EleitoralRoberto Monteiro Gurgel Santos
    • ApresentaçãoEsta 10ª edição do Código Eleitoral Anotado e Legislação Complementar, que chega agora àsmãos do leitor, foi organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral em estreita observância à Lein° 4.737/1965 e posteriores modificações, das quais se destacam a Lei n° 9.504/1997, queconstitui norma especial para as eleições, além das normas permanentes editadas pelo TSE emregulamentação à legislação eleitoral e partidária.Assim como na edição anterior, esta obra permanece em volume único a fim de melhor atenderàs necessidades do leitor.Destacam-se, ainda, o emprego de capa dura, fitas de cetim para marcação de páginas, cabe-çalho com identificação da norma e dos dispositivos constantes da página respectiva, além decores diferentes entre as normas e as notas de edição.Deve-se também mencionar algumas relevantes inovações e atualizações de conteúdo.A atualização da legislação disposta no código levou em conta as alterações expressas na legis-lação em vigor, em especial as efetuadas pelas emendas constitucionais nos 65/2010 a 68/2011,pela Lei n° 12.034/2009, pela Lei Complementar n° 135/2010 e pelas resoluções nos 23.268/2010,23.272/2010, 23.280/2010, 23.282/2010, 23.308/2010, 23.325/2010, 23.326/2010, 23.328/2010,23.332/2010 e 23.333/2010. Foram inseridos, ainda, novas portarias do TSE, provimentos daCGE, uma resolução do TCU e o Protocolo de Cooperação Técnica n° 3/2010.A CF/88 continua reproduzida na íntegra, mas o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias(ADCT) passou a figurar em página distinta para melhor visualização.Por questão de economicidade, as súmulas do TSE, do STJ e do STF passam, nesta edição, aconstar de forma corrida, sem que haja intercalação de páginas. Pelo mesmo motivo, as notascom redação original constam apenas da versão eletrônica do código. Foi procedida uma amplarevisão das abreviaturas.O índice alfabético-remissivo que constava nas versões passadas foi retirado até posterioratualização.Houve ampla revisão das redações das normas, tendo por base a ortografia dos textos publica-dos no Diário Oficial da União, no Diário da Justiça e no Diário da Justiça Eletrônico.Como novidade, há a seção Notas inaplicáveis às eleições de 2010, criada em decorrênciada decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou a Lei Complementar n° 135/2010inaplicável ao referido pleito.Aproximadamente 500 notas, novas ou atualizadas, foram incorporadas a esta edição, cujosobjetivos consistem em esclarecer o leitor sobre os dispositivos com os quais a redação originalda Lei no 4.737/1965 e a da legislação complementar se mostrem conflitantes, destacar normamodificada de forma indireta por disposições legais e retratar o entendimento jurisprudencialadotado pelo TSE (e residualmente pelo STF) sobre temas variados.O critério das notações baseia-se em dois tipos de convenção, sinalizados pelos seguintesmarcadores:
    • ƒƒ (quadrado) – A nota que se segue a este marcador refere-se sempre ao sentido geral do artigo, parágrafo, alínea ou inciso antecedente. Ex.:Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção mu-nicipal e ao juiz eleitoral da zona em que for inscrito. ƒƒ Res.-TSE n° 23.117/2009, art. 13, § 5°: comunicação apenas ao juiz da zona eleitoral em que inscrito o filiado na hipótese de inexistência de órgão municipal ou comprovada impossibilidade de localização do representante do partido político. 99 (ticado) – A nota que se segue a este marcador refere-se sempre ao sentido específico do termo ou da expressão grifada no artigo, parágrafo, alínea ou inciso antecedente. Ex.:Art. 379. Serão considerados de relevância os serviços prestados pelos mesários e componen-tes das juntas apuradoras. 99 V. segunda nota ao art. 36, caput, deste código.Outra novidade trazida nesta edição é o destaque em itálico dos dispositivos normativos queforam recepcionados ou não pela CF/88, que constem das notas desta publicação. Ex.:Art. 5° Não podem alistar-se eleitores:[...]I – os analfabetos; 99 CF/88, art. 14, § 1° , II, a: alistamento e voto facultativos aos analfabetos. Ac.-TSE n° 23.291/2004: este dispositivo não foi recepcionado pela CF/88.Com a edição desta obra, o Tribunal Superior Eleitoral reafirma o seu compromisso com o rigordas informações técnicas e a qualidade das publicações oferecidas ao leitor, ciente do seu papelna promoção e na consolidação da cidadania na sociedade brasileira.
    • Notas inaplicáveis às eleições de 2010Tendo em vista a precária aplicação às Elei- 3. Ac.-TSE, de 30.9.2010, no RO n° 254432:ções de 2010 das inovações legislativas intro- inadmissibilidade da retroação máximaduzidas na LC n° 64/90 pela LC n° 135/2010, do prazo de inelegibilidade trazido pelainúmeras decisões foram prolatadas pelo TSE LC n° 135/2010.com base nessas mudanças. 4. Ac.-TSE, de 30.9.2010, no RO n° 312894:A diretriz adotada na edição do Código a hipótese da alínea d do inciso I doEleitoral Anotado e Legislação Complementar art. 1° da LC n° 64/1990, modificada pelaautoriza apenas anotação de entendimentos LC n° 135/2010, refere-se exclusivamenteatuais. Por isso, em consonância com a decisão à representação de que trata o artigo 22do STF (Ac.-STF, de 23.3.2011, no RE n° 633.703, da Lei de Inelegibilidade.pendente de publicação até o fechamentodesta edição) que julgou inaplicável a LC – Art. 1°, I, e:n° 135/2010 às eleições de 2010, optou-se por 1. Ac.-TSE, de 5.10.2010, no AgR-ROnão anotar tais decisões no corpo legislativo n° 68.417: a inelegibilidade prevista nodo Código. item 10 da alínea e do art. 1° somenteEntretanto, com o objetivo de preservar a pode incidir após a publicação doinformação dessas decisões, consta desta acórdão condenatório; não impedimentoseção uma lista de julgados do TSE exarados de eventual ajuizamento de RCED.com base na LC n° 135/2010 e suas respectivas 2. Ac.-TSE, de 28.10.2010, no AgR-ROanotações de conteúdo, a saber: n° 417432: incidência da inelegibilidadeNotas da LC n° 64/1990: prevista no item 10 desta alínea quando o candidato tiver sido condenado, por– Parte introdutória: Ac.-TSE, de 10.6.2010, órgão judicial colegiado, pela práticana Cta n° 112026 e, de 17.6.2010, na Cta do crime capitulado no art. 1°, IV, do DLn° 114709: aplicabilidade da LC n° 135/2010 n° 201/1967.às eleições de 2010. 3. Ac.-TSE, de 13.10.2010, no AgR-RO– Art. 1°, I, d: n° 146124: incidência da inelegibilidade prevista no item 1 desta alínea quando1. Ac.-TSE, de 1°.10.2010, no RO n° 491960 o candidato tiver sido condenado, por e, de 8.2.2011, no AgR-RO n° 462727: órgão judicial colegiado, pela prática do o prazo de inelegibilidade de oito anos, crime previsto no art. 89, caput, da Lei das previsto nesta alínea, com a nova reda- Licitações. ção conferida pela LC n° 135/2010, não retroage para alcançar aqueles que, con- 4. Ac.-TSE, de 2.12.2010, no RO n° 169795: denados pela prática de abuso, tenham, “A interpretação doutrinária dada ao antes da entrada em vigor da nova lei, tribunal do júri considera que este órgão cumprido integralmente a sanção de judicial é colegiado.” (item 9). inelegibilidade de 3 (três) anos fixada por decisão judicial. 5. Ac.-TSE, de 30.9.2010, no AgR-RO n° 60998: “Tendo sido o candidato condenado, por2. Ac.-TSE, de 16.11.2010, no RO n° 60283: órgão judicial colegiado, pela prática de representação julgada procedente pela crime contra o patrimônio privado, inci- Justiça Eleitoral não alcança os que de, na espécie, a causa de inelegibilidade tenham contra si RCED. a que se refere o art. 1°, inciso I, alínea e, 2, da Lei Complementar n° 64/1990,
    • acrescentada pela Lei Complementar que rejeitou as contas estiver pendente n° 135/2010. [...].” de recurso ordinário com efeito suspen- sivo admitido pelo TCE.– Art. 1°, I, g: 7. Ac.-TSE, de 2.12.2010, no AgR-REspe1. Ac.-TSE, de 8.2.2011, no AgR-RO n° 90166: liminar em pedido de revisão n° 462727: compete ao Poder Legislativo concedida por Tribunal de Contas não o julgamento das contas do chefe do afasta a incidência desta alínea. Executivo, atuando o Tribunal de Contas como órgão auxiliar, na esfera opinativa – Art. 1°, I, h: (CF/88, art 71, I); na apreciação das contas do chefe do Executivo relativas a 1. Ac.-TSE, de 16.11.2010, no RO n° 60283: convênio, a competência dos tribunais a inelegibilidade da alínea h refere-se a de contas é de julgamento, e não todos os detentores de cargo na admi- opinativa (CF/88, art. 71, II); recebimento nistração pública, abrangendo, assim, de recurso de reconsideração interposto os agentes públicos ocupantes de cargo perante o TCU com efeito suspensivo eletivo. afasta o caráter definitivo da decisão da – Art. 1°, I, j: Corte de Contas e, por consequência, a inelegibilidade desta alínea. 1. Ac.-TSE, de 28.10.2010, no AgR-RO n° 78847: possibilidade de reconhecimento da ine-2. Ac.-TSE, de 14.12.2010, no AgR-RO legibilidade da alínea j, ainda que não n° 156633: não incidência da inelegibi- tenha havido a da alínea d, na mesma lidade prevista nesta alínea se a decisão AIJE. que rejeitou as contas estiver pendente de recurso ordinário com efeito suspen- 2. Ac.-TSE, de 5.10.2010, no AgR-RO n° 97917: sivo admitido pelo TCE. a incidência da inelegibilidade desta alí- nea pela condenação por captação ilícita3. Ac.-TSE, de 2.12.2010, no AgR-REspe de sufrágio independe de aplicação de n° 90166: liminar em pedido de revisão sanção de cassação do registro ou do di- concedida por Tribunal de Contas não ploma cumulativamente com a aplicação afasta a incidência desta alínea. de multa.4. Caracterização de irregularidade insanável 3. Ac.-TSE, de 29.9.2010 no AgR-RO apta a autorizar a rejeição das contas: n° 16863: ”As inelegibilidades da Lei Ac.-TSE, de 16.11.2010, no AgR-REspe Complementar n° 135/2010 incidem de n° 85412 (pagamento a vereadores acima imediato sobre todas as hipóteses nela de 5% da receita do município – art. 29, contempladas, ainda que o respectivo VII, da CF/88); Ac.-TSE, de 3.11.2010, no fato seja anterior à sua entrada em vigor, AgR-RO n° 323019 (dispensa indevida pois as causas de inelegibilidade devem de licitação para contratação de serviços ser aferidas no momento da formalização diversos e ausência de sua comprovação do pedido de registro da candidatura, para aquisição de gêneros alimentícios). não havendo, portanto, que se falar em5. Ac.-TSE, de 30.6.2011, no ED-AgR-RO retroatividade da lei. [...]. 4. Incide a causa n° 452298: o limite temporal para alegação de inelegibilidade prevista no art. 1°, I, j, de fato superveniente ao registro de da Lei Complementar n° 64/1990, acres- candidatura de que trata o § 10 do art. 11 da cida pela Lei Complementar n° 135/2010, Lei n° 9.504/1997 é a data da diplomação. em face de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que julgou procedente repre-6. Ac.-TSE, de 14.12.2010, no AgR-RO sentação, por captação ilícita de sufrágio, n° 156633: não incidência da inelegibi- alusiva às eleições de 2002, o que alcança lidade prevista nesta alínea se a decisão as eleições de 2010. [...].”
    • – Art. 1°, I, k: 3. Ac.-TSE, de 15.12.2010, no AgR-RO n° 381187: a incidência da inelegibilida-1. Ac.-TSE, de 26.10.2010, no RO n° 300722: de desta alínea pressupõe condenação não incidência da inelegibilidade desta do candidato à suspensão dos direitos alínea na hipótese de renúncia após a políticos por ato de improbidade admi- instalação de comissões parlamentares nistrativa que importe lesão ao patrimô- mistas de inquérito, quando inexistente nio público e enriquecimento ilícito. petição ou representação contra o re- nunciante capaz de autorizar a abertura 4. Ac.-TSE, de 1°.10.2010, no RO n° 406971: de processo. a inelegibilidade do item 1 desta alínea constitui uma consequência do fato ob-2. Ac.-TSE, de 2.3.2011, no RO n° 214807: jetivo da condenação criminal, não impli- incidência da inelegibilidade prevista cando retroatividade da lei ou violação à nesta alínea, quando remetido, previa- coisa julgada. mente à renúncia, relatório elaborado por comissão parlamentar mista de inquérito – Art. 1°, I, p: assentando a necessidade de abertura de processo disciplinar contra deputado. 1. Ac.-TSE, de 28.10.2010, no RO n° 148584: não incidência da causa de inelegibilida-– Art. 1°, I, l: de do art. 1°, I, p, da LC n° 64/1990 se o rito seguido tiver sido o do art. 96 da Lei1. Ac.-TSE, de 1°.10.2010, no RO n° 892476: n° 9.504/1997 e não o do art. 22 da Lei de incidência da inelegibilidade desta alínea Inelegibilidades. a candidato condenado à suspensão dos direitos políticos, em decisão colegiada Nota da Lei n° 9.504/1997: de Tribunal de Justiça, por ato doloso de improbidade administrativa, com lesão – Art. 11, § 10: ao patrimônio público e enriquecimento 1. Ac.-TSE, de 8.2.2011, no AgR-RO ilícito, apontando-se, ainda, a sua respon- n° 462727: “Nos termos do art. 11, § 10, sabilidade quanto aos fatos apurados. da Lei n° 9.504/1997, inserido pela Lei2. Ac.-TSE, de 26.10.2010, no AgR-RO n° 12.034/2009, a concessão da liminar, n° 499541: “A inelegibilidade não cons- ainda que posterior ao pedido de regis- titui pena, mas sim requisito a ser aferi- tro, é capaz de afastar a inelegibilidade do pela Justiça Eleitoral no momento do decorrente da rejeição de contas no exer- pedido de registro de candidatura. [...] cício de cargos públicos.” Como consequência de tal premissa, não 2. Ac.-TSE, de 5.10.2010, no AgR-RO se aplicam à inelegibilidade os princípios n° 68417: a inelegibilidade prevista constitucionais atinentes à eficácia da lei no item 10 da alínea e do art. 1° da LC penal no tempo, tampouco ocorre ante- n° 64/1990 somente pode incidir após cipação da sanção de suspensão dos di- a publicação do acórdão condenatório; reitos políticos, prevista para a condena- não impedimento de eventual ajuiza- ção com trânsito em julgado pela prática mento de RCED. de ato de improbidade administrativa.”.
    • Abreviaturas e SiglasAC Ação Cautelar*ADC Ação Declaratória de ConstitucionalidadeADCT Ato das Disposições Constitucionais TransitóriasADI Ação Direta de InconstitucionalidadeADI-MC Ação Direta de Inconstitucionalidade – Medida CautelarAc. AcórdãoADPF Arguição de Descumprimento de Preceito FundamentalAg Agravo de Instrumento*AI Agravo de Instrumento*AIME Ação de Impugnação de Mandato EletivoBE Boletim EleitoralBI Boletim InternoBTN Bônus do Tesouro Nacionalc.c. Combinado comCC Conflito de CompetênciaCC/2002 Código Civil – Lei n° 10.406/2002CE/65 Código Eleitoral – Lei n° 4.737/1965CF/46 Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1946CF/88 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988CGE Corregedoria-Geral EleitoralCLT Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-Lei n° 5.452/1943CNH Carteira Nacional de HabilitaçãoCNJ Conselho Nacional de JustiçaCNPJ Cadastro Nacional da Pessoa JurídicaCPC Código de Processo Civil – Lei n° 5.869/1973CPP Código de Processo Penal – Decreto-Lei n° 3.689/1941Cta ConsultaDec. Decreto ou DecisãoDJ Diário da JustiçaDL Decreto-LeiDLG Decreto LegislativoDOU Diário Oficial da União
    • EC Emenda ConstitucionalECR Emenda Constitucional de RevisãoELT Encaminhamento de Lista Tríplice*EOAB Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil – Lei n° 8.906/1994 Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de ValorizaçãoFundef dos Profissionais da EducaçãoGRU Guia de Recolhimento da UniãoHC Habeas CorpusHD Habeas DataIN Instrução NormativaIN-RFB Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil Instrução Normativa Conjunta – Secretaria da Receita Federal do Brasil/TribunalINC-RFB/TSE Superior EleitoralLC Lei ComplementarLoman Lei Orgânica da Magistratura – Lei Complementar n° 35/1979LOTCU Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União – Lei n° 8.443/1992LT Lista Tríplice*MC Medida Cautelar*MI Mandado de InjunçãoMP Medida ProvisóriaMS Mandado de SegurançaMSCOL Mandado de Segurança ColetivoNE Nota de ediçãoOAB Ordem dos Advogados do BrasilPA Processo AdministrativoPP Propaganda PartidáriaPet PetiçãoPort. PortariaProv. ProvimentoQO Questão de OrdemRcl ReclamaçãoRCED Recurso Contra Expedição de DiplomaRes. ResoluçãoREsp Recurso EspecialREspe Recurso Especial EleitoralRFB Receita Federal do BrasilRHC Recurso em Habeas Corpus
    • RISTF Regimento Interno do Supremo Tribunal FederalRITCU Regimento Interno do Tribunal de Contas da União – Res.-TCU n° 155/2002RITSE Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral – Res.-TSE n° 4.510/1952RMS Recurso em Mandado de SegurançaRp RepresentaçãoSRF Secretaria da Receita FederalSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaSTN Secretaria do Tesouro NacionalSúm. SúmulaSúv. Súmula vinculantes/n° Sem númeroTCU Tribunal de Contas da UniãoTCE Tribunal de Contas EstadualTRE Tribunal Regional EleitoralTSE Tribunal Superior EleitoralUfir Unidade Fiscal de ReferênciaV. Ver__________*A Res.-TSE n° 22.676/2007 passou a disciplinar as classes processuais no âmbito da Justiça Eleitoral,ocasionando duplicidade de classes e/ou siglas de algumas notas de edição, conforme a data em queproferida a decisão.
    • SumárioCódigo Eleitoral Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965........................................................................................................................................31 Institui o Código Eleitoral.Constituição Federal Artigos 1° ao 250....................................................................................................................................................................129 Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.....................................................................................................................245Lei de Inelegibilidade Lei Complementar n° 64, de 18 de maio de 1990...................................................................................................................277 Estabelece, de acordo com o art. 14, § 9°, da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências. Lei Complementar n° 135, de 4 de junho de 2010 (Lei da Ficha Limpa)..................................................................................297 Altera a Lei Complementar n° 64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9° do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.Lei dos Partidos Políticos Lei n° 9.096, de 19 de setembro de 1995...............................................................................................................................301 Dispõe sobre partidos políticos, regulamenta os arts. 17 e 14, § 3°, inciso V, da Constituição Federal. Lei n° 9.259, de 9 de janeiro de 1996.....................................................................................................................................325 Acrescenta parágrafo único ao art. 10, dispõe sobre a aplicação dos arts. 49, 56, incisos III e IV, e 57, inciso III, da Lei n° 9.096, de 19 de setembro de 1995, e dá nova redação ao § 1° do art. 1° da Lei n° 1.533, de 31 de dezembro de 1951.Lei das Eleições Lei n° 9.504, de 30 de setembro de 1997...............................................................................................................................329 Estabelece normas para as eleições.Legislação Correlata Lei Complementar n° 35, de 14 de março de 1979.................................................................................................................407 Dispõe sobre a Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Lei Complementar n° 75, de 20 de maio de 1993...................................................................................................................411 Dispõe sobre a organização, as atribuições e o estatuto do Ministério Público da União. Lei Complementar n° 78, de 30 de dezembro de 1993...........................................................................................................417 Disciplina a fixação do número de deputados, nos termos do art. 45, § 1°, da Constituição Federal.
    • Lei Complementar n° 80, de 12 de janeiro de 1994................................................................................................................419Organiza a Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos territórios e prescreve normas gerais parasua organização nos estados, e dá outras providências.Lei n° 1.207, de 25 de outubro de 1950..................................................................................................................................423Dispõe sobre o direito de reunião.Lei n° 4.410, de 24 de setembro de 1964...............................................................................................................................425Institui prioridade para os feitos eleitorais e dá outras providências.Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973...................................................................................................................................427Institui o Código de Processo Civil.Lei n° 6.091, de 15 de agosto de 1974....................................................................................................................................433Dispõe sobre o fornecimento gratuito de transporte, em dias de eleição, a eleitores residentes nas zonas rurais edá outras providências.Lei n° 6.236, de 18 de setembro de 1975...............................................................................................................................437Determina providências para cumprimento da obrigatoriedade do alistamento eleitoral.Lei n° 6.815, de 19 de agosto de 1980....................................................................................................................................439Define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, cria o Conselho Nacional de Imigração e dá outrasprovidências.Lei n° 6.996, de 7 de junho de 1982.......................................................................................................................................441Dispõe sobre a utilização de processamento eletrônico de dados nos serviços eleitorais e dá outras providências.Lei n° 6.999, de 7 de junho de 1982.......................................................................................................................................445Dispõe sobre a requisição de servidores públicos pela Justiça Eleitoral e dá outras providências.Lei n° 7.115, de 29 de agosto de 1983....................................................................................................................................447Dispõe sobre prova documental nos casos que indica, e dá outras providências.Lei n° 7.444, de 20 de dezembro de 1985...............................................................................................................................449Dispõe sobre a implantação do processamento eletrônico de dados no alistamento eleitoral e a revisão doeleitorado e dá outras providências.Lei n° 7.474, de 8 de maio de 1986........................................................................................................................................453Dispõe sobre medidas de segurança aos ex-presidentes da República, e dá outras providências.Lei n° 8.038, de 28 de maio de 1990.....................................................................................................................................455Institui normas procedimentais para os processos que especifica, perante o Superior Tribunal de Justiça e oSupremo Tribunal Federal.Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990...............................................................................................................................457Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicasfederais.Lei n° 8.350, de 28 de dezembro de 1991...............................................................................................................................461Dispõe sobre gratificações e representações na Justiça Eleitoral.Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992.......................................................................................................................................463Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício demandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outrasprovidências.
    • Lei n° 8.443, de 16 de julho de 1992......................................................................................................................................471Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União e dá outras providências.Lei n° 8.625, de 12 de fevereiro de 1993.................................................................................................................................475Institui a Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, dispõe sobre normas gerais para a organização doMinistério Público dos estados e dá outras providências.Lei n° 9.049, de 18 de maio de 1995......................................................................................................................................477Faculta o registro, nos documentos pessoais de identificação, das informações que especifica.Lei n° 9.265, de 12 de fevereiro de 1996.................................................................................................................................479Regulamenta o inciso LXXVII do art. 5° da Constituição, dispondo sobre a gratuidade dos atos necessários aoexercício da cidadania.Lei n° 9.709, de 18 de novembro de 1998..............................................................................................................................481Regulamenta a execução do disposto nos incisos I, II e III do art. 14 da Constituição Federal.Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002....................................................................................................................................483Dispõe sobre o cadastro informativo dos créditos não quitados de órgãos e entidades federais e dá outrasprovidências.Lei n° 10.609, de 20 de dezembro de 2002.............................................................................................................................485Dispõe sobre a instituição de equipe de transição pelo candidato eleito para o cargo de presidente da República,cria cargos em comissão, e dá outras providências.Lei n° 10.842, de 20 de fevereiro de 2004...............................................................................................................................487Cria e transforma cargos e funções nos quadros de pessoal dos tribunais regionais eleitorais, destinados às zonaseleitorais.Lei n° 11.143, de 26 de julho de 2005....................................................................................................................................489Dispõe sobre o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal, referido no art. 48, inciso XV, daConstituição Federal, e dá nova redação ao caput do art. 2° da Lei n° 8.350, de 28 de dezembro de1991.Lei n° 12.034, de 29 de setembro de 2009..............................................................................................................................491Altera as leis nos 9.096, de 19 de setembro de 1995 – Lei dos Partidos Políticos, 9.504, de 30 de setembro de1997, que estabelece normas para as eleições, e 4.737, de 15 de julho de 1965 – Código Eleitoral.Decreto n° 4.199, de 16 de abril de 2002................................................................................................................................493Dispõe sobre a prestação de informações institucionais relativas à administração pública federal a partidospolíticos, coligações e candidatos à Presidência da República até a data da divulgação oficial do resultado finaldas eleições.Decreto n° 5.296, de 2 de dezembro de 2004.........................................................................................................................495Regulamenta as leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoasque especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos paraa promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outrasprovidências.Decreto n° 5.331, de 4 de janeiro de 2005 .............................................................................................................................497Regulamenta o parágrafo único do art. 52 da Lei n° 9.096, de 19 de setembro de 1995, e o art. 99 da Lein° 9.504, de 30 de setembro de 1997, para os efeitos de compensação fiscal pela divulgação gratuita dapropaganda partidária ou eleitoral.
    • Decreto-Lei n° 201, de 27 de fevereiro de 1967......................................................................................................................499 Dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores, e dá outras providências.Normas Editadas pelo TSE Resolução n° 4.510, de 29 de setembro de 1952....................................................................................................................509 Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral. Resolução n° 7.651, de 24 de agosto de 1965........................................................................................................................539 Instruções fixando as atribuições dos corregedores da Justiça Eleitoral. Resolução n° 7.966, de 11 de outubro de 1966......................................................................................................................545 Instruções regulamentando o art. 242 do Código Eleitoral. Resolução n° 9.195, de 8 de maio de 1972.............................................................................................................................547 Instruções sobre o Estatuto da Igualdade. Resolução n° 9.407, de 14 de dezembro de 1972...................................................................................................................549 Aprova os formulários através dos quais deverão ser prestadas as informações a que se refere o art. 12 da Resolução n° 9.177. Resolução n° 9.641, de 29 de agosto de 1974........................................................................................................................553 Instruções sobre o fornecimento gratuito de transporte e alimentação, em dias de eleição, a eleitores residentes nas zonas rurais. Resolução n° 13.511, de 19 de dezembro de 1986.................................................................................................................557 Dispõe sobre o prazo de eficácia do comprovante de pedido de alistamento. Resolução n° 19.994, de 9 de outubro de 1997......................................................................................................................559 Estabelece normas para a criação e desmembramento de zonas eleitorais e dá outras providências. Resolução n° 20.034, de 27 de novembro de 1997.................................................................................................................561 Instruções para o acesso gratuito ao rádio e à televisão pelos partidos políticos. Resolução n° 20.505, de 16 de novembro de 1999.................................................................................................................567 Exercício da jurisdição eleitoral. Art. 32, parágrafo único, da Lei n° 4.737/1965. Critério objetivo para designação. Resolução n° 20.593, de 4 de abril de 2000............................................................................................................................569 Administrativo. Regulamentação do art. 1° da Lei n° 8.350, de 28 de dezembro de 1991. Sessões dos tribunais eleitorais. Gratificação de presença dos seus membros. Limites de pagamento. Resolução n° 20.843, de 14 de agosto de 2001......................................................................................................................571 Dispõe sobre o reembolso, aos oficiais de justiça, de despesas no cumprimento de mandados da Justiça Eleitoral. Resolução n° 20.958, de 18 de dezembro de 2001.................................................................................................................573 Instruções que regulam a investidura e o exercício dos membros dos tribunais eleitorais e o término dos respectivos mandatos. Resolução n° 21.008, de 5 de março de 2002.........................................................................................................................577 Dispõe sobre o voto dos eleitores portadores de deficiência. Resolução n° 21.009, de 5 de março de 2002.........................................................................................................................579 Estabelece normas relativas ao exercício da jurisdição eleitoral em primeiro grau.
    • Resolução n° 21.372, de 25 de março de 2003.......................................................................................................................581Estabelece rotina para realização de correições nas zonas eleitorais do país.Resolução n° 21.377, de 8 de abril de 2003............................................................................................................................585Revoga o § 10 do art. 47 da Resolução-TSE n° 19.406, de 5.12.1995 – instruções para fundação,organização, funcionamento e extinção dos partidos políticos.Disciplina os novos procedimentos a serem adotados, pela Secretaria de Informática do TSE, nos casos de fusãoou incorporação dos partidos políticos.Resolução n° 21.461, de 19 de agosto de 2003......................................................................................................................587Dispõe sobre o encaminhamento de lista tríplice organizada pelo Tribunal de Justiça ao Tribunal SuperiorEleitoral e altera o formulário Modelo 2 (Res. n° 9.407/1972).Resolução n° 21.477, de 28 de agosto de 2003......................................................................................................................589Dispõe sobre a formação do agravo de instrumento contra decisão que não admitir o processamento do recursoespecial.Resolução n° 21.538, de 14 de outubro de 2003....................................................................................................................591Dispõe sobre o alistamento e serviços eleitorais mediante processamento eletrônico de dados, a regularização desituação de eleitor, a administração e a manutenção do cadastro eleitoral, o sistema de alistamento eleitoral, arevisão do eleitorado e a fiscalização dos partidos políticos, entre outros.Resolução n° 21.667, de 18 de março de 2004.......................................................................................................................619Dispõe sobre a utilização do serviço de emissão de certidão de quitação eleitoral por meio da Internet e dáoutras providências.Resolução n° 21.711, de 6 de abril de 2004............................................................................................................................621Dispõe sobre a utilização de sistema de transmissão eletrônica de dados e imagens por fac-símile ou pelaInternet, para a prática de atos processuais no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral.Resolução n° 21.830, de 17 de junho de 2004........................................................................................................................625Dispõe sobre a publicação eletrônica dos despachos e das decisões do Tribunal Superior Eleitoral na Internet esobre o gerenciamento do Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos.Resolução n° 21.841, de 22 de junho de 2004........................................................................................................................627Disciplina a prestação de contas dos partidos políticos e a tomada de contas especial.Resolução n° 21.842, de 22 de junho de 2004........................................................................................................................641Dispõe sobre o afastamento de magistrados na Justiça Eleitoral do exercício dos cargos efetivos.Resolução n° 21.843, de 22 de junho de 2004........................................................................................................................643Dispõe sobre a requisição de força federal, de que trata o art. 23, inciso XIV, do Código Eleitoral, e sobre aaplicação do art. 2° do Decreto-Lei n° 1.064, de 24 de outubro de 1969.Resolução n° 21.875, de 5 de agosto de 2004........................................................................................................................645Regulamenta o recolhimento do percentual de participação de institutos ou fundações de pesquisa e dedoutrinação e educação política nas verbas do Fundo Partidário.Resolução n° 21.920, de 19 de setembro de 2004..................................................................................................................647Dispõe sobre o alistamento eleitoral e o voto dos cidadãos portadores de deficiência, cuja natureza e situaçãoimpossibilitem ou tornem extremamente oneroso o exercício de suas obrigações eleitorais.
    • Resolução n° 21.975, de 16 de dezembro de 2004.................................................................................................................649Disciplina o recolhimento e a cobrança das multas previstas no Código Eleitoral e leis conexas e a distribuiçãodo Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (Fundo Partidário).Resolução n° 22.108, de 18 de outubro de 2005....................................................................................................................653Comissão de Contas Eleitorais e Partidárias (Coep). Adoção. Modelos. Comunicação. Decisões. Desaprovaçãoe não apresentação de contas. Partidos políticos. Art. 29 da Res.-TSE n° 21.841. Utilização. Mensagemeletrônica. Uniformização. Procedimentos. Tribunais regionais e cartórios eleitorais. Proposta. Acolhimento.Resolução n° 22.121, de 1° de dezembro de 2005..................................................................................................................655Dispõe sobre as regras de adequação de institutos ou fundações de pesquisa e de doutrinação e educação políticade partidos políticos às normas estabelecidas no Código Civil de 2002.Resolução n° 22.166, de 9 de março de 2006.........................................................................................................................657Estabelece providências a serem adotadas em relação a inscrições identificadas como de pessoas falecidas,mediante cruzamento entre dados do cadastro eleitoral e registros de óbitos fornecidos pelo Instituto Nacionalde Seguridade Social (INSS).Resolução n° 22.503, de 19 de dezembro de 2006.................................................................................................................659Altera os artigos 2°, 3°, 4° e 5° da Resolução-TSE n° 20.034, de 27 de novembro de 1997 – Instruções parao acesso gratuito ao rádio e à televisão pelos partidos políticos.Resolução n° 22.607, de 18 de outubro de 2007....................................................................................................................661Dispõe sobre a residência do juiz eleitoral, nos termos dos arts. 93, VII, e 118, da Constituição Federal, doinciso V do art. 35, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, art. 32, do Código Eleitoral, e da Resoluçãon° 37, de 6 de junho de 2007, do Conselho Nacional de Justiça.Resolução n° 22.610, de 25 de outubro de 2007....................................................................................................................663O Tribunal Superior Eleitoral, no uso das atribuições que lhe confere o art. 23, XVIII, do Código Eleitoral, ena observância do que decidiu o Supremo Tribunal Federal nos mandados de segurança nos 26.602, 26.603e 26.604, resolve disciplinar o processo de perda de cargo eletivo, bem como de justificação de desfiliaçãopartidária.Resolução n° 22.621, de 30 de outubro de 2007....................................................................................................................667Acrescenta parágrafo único ao art. 2° da Res.-TSE n° 21.667, de 18.3.2004, e dá outras providências.Resolução n° 22.655, de 8 de novembro de 2007...................................................................................................................669Altera o art. 8° da Resolução-TSE n° 21.841, de 22 de junho de 2004, que disciplina a prestação de contasdos partidos políticos e a tomada de contas especial.Resolução n° 22.676, de 13 de dezembro de 2007.................................................................................................................671Dispõe sobre as classes processuais e as siglas dos registros processuais no âmbito da Justiça Eleitoral.Resolução n° 22.685, de 13 de dezembro de 2007.................................................................................................................675Estabelece normas para cessão de urnas e sistema de votação específico, por empréstimo, em eleiçõesparametrizadas.Resolução n° 22.747, de 27 de março de 2008.......................................................................................................................679Aprova instruções para aplicação do art. 98 da Lei n° 9.504/1997, que dispõe sobre dispensa do serviço pelodobro dos dias prestados à Justiça Eleitoral nos eventos relacionados à realização das eleições.Resolução n° 22.770, de 17 de abril de 2008..........................................................................................................................681Estabelece normas e procedimentos para a distribuição do arquivo de Registro Digital do Voto para fins defiscalização, conferência, auditoria, estudo e estatística.
    • Resolução n° 23.061, de 26 de maio de 2009.........................................................................................................................683Disciplina os procedimentos para a atualização do cadastro eleitoral, decorrente da implantação, emmunicípios previamente selecionados pelos tribunais regionais eleitorais, de nova sistemática de identificaçãodo eleitor, mediante incorporação de dados biométricos e fotografia, e dá outras providências.Resolução n° 23.088, de 30 de junho de 2009........................................................................................................................687Autoriza a expansão do projeto de modernização dos serviços eleitorais voltados ao pré-atendimento docidadão, via Internet, para requerimento de operações de alistamento, transferência e revisão.Resolução n° 23.117, de 20 de agosto de 2009......................................................................................................................689Dispõe sobre a filiação partidária, aprova nova sistemática destinada ao encaminhamento de dados pelospartidos à Justiça Eleitoral e dá outras providências.Resolução n° 23.172, de 27 de outubro de 2009....................................................................................................................695Dispõe sobre o Sistema de Composição de Acórdãos e Resoluções no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral edá outras providências.Resolução n° 23.184, de 10 de dezembro de 2009.................................................................................................................699Dispõe sobre os procedimentos cartorários de registro e autuação dos feitos, no âmbito da Justiça Eleitoral, edá outras providências.Resolução n° 23.185, de 10 de dezembro de 2009.................................................................................................................721Dispõe sobre a utilização do Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos e sobre a numeraçãoúnica de processos no âmbito da Justiça Eleitoral e dá outras providências.Resolução n° 23.255, de 29 de abril de 2010..........................................................................................................................725Dispõe sobre a requisição de servidores públicos pela Justiça Eleitoral, de que trata a Lei n° 6.999, de 7 dejunho de 1982.Resolução n° 23.268, de 20 de maio de 2010.........................................................................................................................729Dispõe sobre a Central do Eleitor no âmbito da Justiça Eleitoral.Resolução n° 23.272, de 1° de junho de 2010........................................................................................................................731Relação de devedores de multa. Sistemática de entrega aos partidos políticos. Circunscrição do pleito. Utilizaçãodo sistema Filiaweb. Aprovação.Resolução n° 23.280, de 22 de junho de 2010........................................................................................................................733Estabelece instruções para a marcação de eleições suplementares.Resolução n° 23.282, de 22 de junho de 2010........................................................................................................................735Disciplina a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos.Resolução n° 23.308, de 2 de agosto de 2010........................................................................................................................745Altera o § 3° do artigo 25 do Regimento Interno do Tribunal Superior Eleitoral, que dispõe sobre a lavraturade acórdãos e resoluções do Tribunal.Resolução n° 23.325, de 19 de agosto de 2010......................................................................................................................747Dispõe sobre comunicação eletrônica no âmbito das secretarias judiciárias dos tribunais eleitorais e entre estase os juízos eleitorais de primeiro grau de jurisdição e dá outras providências.Resolução n° 23.326, de 19 de agosto de 2010......................................................................................................................749Dispõe sobre as diretrizes para a tramitação de documentos e processos sigilosos no âmbito da JustiçaEleitoral.
    • Resolução n° 23.328, de 2 de agosto de 2010........................................................................................................................753Dispõe sobre os procedimentos de intimação dos partidos políticos e respectivos representantes no âmbito daJustiça Eleitoral.Resolução n° 23.332, de 28 de setembro de 2010..................................................................................................................755Dispõe sobre a realização de eleições suplementares em anos eleitorais.Resolução n° 23.333, de 20 de outubro de 2010....................................................................................................................757Altera o termo final do prazo para implantação do Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos(SADP) nos tribunais regionais e respectivos cartórios eleitorais.Portaria n° 129, de 30 de abril de 1996..................................................................................................................................761Portaria n° 331, de 4 de novembro de 2003...........................................................................................................................763Portaria n° 459, de 12 de novembro de 2004.........................................................................................................................765Portaria n° 288, de 9 de junho de 2005..................................................................................................................................767Estabelece normas e procedimentos visando à arrecadação, recolhimento e cobrança das multas previstas noCódigo Eleitoral e leis conexas, e à utilização da Guia de Recolhimento da União (GRU).Portaria n° 534, de 21 de setembro de 2006..........................................................................................................................789Portaria n° 98, de 20 de fevereiro de 2008.............................................................................................................................791Portaria n° 218, de 16 de abril de 2008..................................................................................................................................793Portaria n° 249, de 25 de abril de 2008 .................................................................................................................................795Portaria n° 254, de 7 de maio de 2010...................................................................................................................................797Portaria n° 275, de 14 de maio de 2010.................................................................................................................................799Portaria n° 358, de 23 de junho de 2010................................................................................................................................801Portaria n° 397, de 20 de julho de 2010.................................................................................................................................803Portaria n° 322, de 30 de junho de 2011................................................................................................................................805Portaria n° 410, de 19 de agosto de 2011...............................................................................................................................807Portaria n° 521, de 18 de outubro de 2011.............................................................................................................................809Instrução Normativa n° 6, de 17 de outubro de 2001.............................................................................................................813Estabelece procedimentos para a instrução prévia dos feitos de natureza administrativa.Instrução Normativa n° 3, de 21 de fevereiro de 2008 ...........................................................................................................815Instrução Normativa n° 1, de 3 de fevereiro de 2011..............................................................................................................817Instrução Normativa Conjunta n° 1.019, de 10 de março de 2010..........................................................................................823Dispõe sobre atos, perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), dos comitês financeiros de partidospolíticos e de candidatos a cargos eletivos, inclusive vices e suplentes.Portaria Conjunta n° 74, de 10 de janeiro de 2006.................................................................................................................829Dispõe sobre o intercâmbio de informações entre o Tribunal Superior Eleitoral e a Secretaria da ReceitaFederal e dá outras providências.Provimento-CGE n° 12, de 30 de outubro de 2001..................................................................................................................833Provimento-CGE n° 14, de 22 de novembro de 2001..............................................................................................................835
    • Provimento-CGE n° 5, de 23 de abril de 2002.........................................................................................................................839Recomenda observância de orientações que explicita, relativas à aplicação dos critérios concernentes ao rodízioeleitoral, estabelecidos na Res.-TSE n° 21.009, de 5 de março de 2002.Provimento-CGE n° 1, de 11 de março de 2003......................................................................................................................841Provimento-CGE n° 5, de 4 de dezembro de 2003..................................................................................................................843Dispõe sobre a utilização do Sistema de Acompanhamento de Revisões de Eleitorado.Provimento-CGE n° 6, de 19 de dezembro de 2003................................................................................................................845Aprova formulários e manuais utilizados pelos cartórios eleitorais e tabela de códigos FASE.Provimento-CGE n° 7, de 19 de dezembro de 2003................................................................................................................859Regulamenta os procedimentos relativos a regularização de inscrição cancelada e dá outras providências.Provimento-CGE n° 1, de 2 de março de 2004........................................................................................................................861Regulamenta os procedimentos relativos a regularização de inscrição cancelada por código FASE 469 e dáoutras providências.Provimento-CGE n° 5, de 24 de junho de 2004.......................................................................................................................863Dispõe sobre o alcance da aplicação das regras que envolvem o conceito de quitação eleitoral.Provimento-CGE n° 1, de 18 de fevereiro de 2005..................................................................................................................865Dispõe sobre a atualização de dados cadastrais relativos às zonas eleitorais.Provimento-CGE n° 3, de 25 de outubro de 2005....................................................................................................................867Aprova Tabela de Ocupações, em substituição ao Anexo IV do manual Instruções para Preenchimento doRAE e altera sua redação.Provimento-CGE n° 4, de 13 de dezembro de 2005................................................................................................................875Estabelece forma de controle de processamento de listas especiais.Provimento-CGE n° 6, de 25 de setembro de 2006.................................................................................................................877Disciplina o procedimento a ser observado para o acesso a dados do cadastro eleitoral.Provimento-CGE n° 4, de 17 de maio de 2007........................................................................................................................879Estabelece normas para a atualização das anotações de crimes eleitorais efetuadas no cadastro eleitoral.Provimento-CGE n° 6, de 11 de julho de 2007........................................................................................................................881Acrescenta parágrafo único ao art. 11 do Provimento-CGE n° 3/2003 e dá outras providências.Provimento-CGE n° 8, de 18 de outubro de 2007....................................................................................................................883Estabelece o procedimento a ser adotado relativamente ao tratamento dos registros de suspensão inativados pelocomando do código FASE 361.Provimento-CGE n° 10, de 20 de novembro de 2007..............................................................................................................885Disciplina o tratamento das operações de transferência ou revisão no Sistema ELO nos municípios submetidos arevisão de eleitorado, após ultrapassado o período destinado ao comparecimento dos eleitores para confirmaçãode domicílio.Provimento-CGE n° 6, de 30 de abril de 2008.........................................................................................................................887Estabelece padrões para registro de procedimentos no Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos(SADP) a serem observados no âmbito das zonas eleitorais.
    • Provimento-CGE n° 7, de 27 de maio de 2008........................................................................................................................889 Altera a tabela de registros de procedimentos no Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos (SADP) a serem observados no âmbito das zonas eleitorais e fixa os respectivos códigos. Provimento-CGE n° 11, de 23 de setembro de 2008...............................................................................................................891 Disciplina a prestação de informações sigilosas às corregedorias eleitorais sobre interceptação de comunicações telefônicas e de sistemas de informática e telemática. Provimento-CGE n° 13, de 21 de novembro de 2008..............................................................................................................893 Altera os anexos do Provimento-CGE n° 11/2008, que disciplina a prestação de informações sigilosas às corregedorias eleitorais sobre interceptação de comunicações telefônicas e de sistemas de informática e telemática. Provimento-CGE n° 6, de 19 de junho de 2009.......................................................................................................................895 Aprova as instruções para utilização dos códigos de Atualização da Situação do Eleitor (ASE). Provimento-CGE n° 2, de 9 de março de 2010........................................................................................................................905 Regulamenta a sistemática de entrega de relações de filiados pelos partidos políticos via Internet, aprova o cronograma de tratamento dos dados sobre filiação partidária fornecidos pelos partidos políticos em cumprimento ao disposto no art. 19 da Lei n° 9.096/1995 para o mês de abril de 2010 e dá outras providências. Provimento-CGE n° 3, de 29 de abril de 2010.........................................................................................................................909 Altera a tabela de registros de procedimentos no Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos (SADP) a serem observados no âmbito das zonas eleitorais, prevista nos provimentos-CGE nos 6 e 7/2008. Provimento-CGE n° 5, de 10 de junho de 2010.......................................................................................................................911 Estabelece procedimento para o cadastramento de usuários no Filiaweb com a finalidade exclusiva de acessar a relação de devedores de que trata o art. 11, § 9°, da Lei n° 9.504, de 30 de setembro de 1997. Provimento-CGE n° 9, de 16 de dezembro de 2010................................................................................................................913 Dispõe sobre a utilização do Sistema de Inspeções e Correições Eleitorais (Sicel). Provimento-CGE n° 9, de 10 de dezembro de 2011................................................................................................................925 Regulamenta o uso de funcionalidade do Sistema ELO destinada ao deferimento coletivo de Requerimentos de Alistamento Eleitoral (RAE). Provimento-CGE n° 17, de 13 de dezembro de 2011..............................................................................................................927 Define como de uso interno o espelho de consulta ao cadastro extraído do Sistema ELO e atribui às corregedorias regionais a definição da estratégia de identificação do servidor responsável pela entrega do título eleitoral nos cartórios. Provimento-CGE n° 18, de 13 de dezembro de 2011..............................................................................................................929 Regulamenta a utilização da Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos. Protocolo de Cooperação Técnica n° 3/2010...........................................................................................................................935Súmulas do TSE Súmula n° 1...........................................................................................................................................................................941 Súmula n° 2...........................................................................................................................................................................941 Súmula n° 3...........................................................................................................................................................................942 Súmula n° 4...........................................................................................................................................................................942 Súmula n° 5...........................................................................................................................................................................942
    • Súmula n° 6...........................................................................................................................................................................942 Súmula n° 7 (cancelada)........................................................................................................................................................943 Súmula n° 8 (cancelada)........................................................................................................................................................943 Súmula n° 9...........................................................................................................................................................................943 Súmula n° 10.........................................................................................................................................................................943 Súmula n° 11.........................................................................................................................................................................944 Súmula n° 12.........................................................................................................................................................................944 Súmula n° 13.........................................................................................................................................................................944 Súmula n° 14 (cancelada)......................................................................................................................................................945 Súmula n° 15.........................................................................................................................................................................945 Súmula n° 16 (revogada).......................................................................................................................................................945 Súmula n° 17 (cancelada)......................................................................................................................................................945 Súmula n° 18.........................................................................................................................................................................945 Súmula n° 19.........................................................................................................................................................................946 Súmula n° 20.........................................................................................................................................................................946 Súmula n° 21.........................................................................................................................................................................947Súmulas do STF Súmula n° 72.........................................................................................................................................................................949 Súmula n° 728.......................................................................................................................................................................949 Súmula Vinculante n° 18........................................................................................................................................................949Súmulas do STJ Súmula n° 192.......................................................................................................................................................................951 Súmula n° 368.......................................................................................................................................................................951 Súmula n° 374.......................................................................................................................................................................951Resolução do TCU Resolução-TCU n° 241, de 26 de janeiro de 2011....................................................................................................................955 Estabelece procedimentos para envio da relação de responsáveis que tiveram as contas julgadas irregulares à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral e dá outras providências.
    • Marcadores Código Eleitoral Constituição Federal Lei de Inelegibilidade Lei dos Partidos Políticos Eleições Lei das Lei das Eleições Legislação Correlata Normas Editadas pelo TSE Súmulas do TSE, STF e STJ Resolução do TCU
    • Código EleitoralParte Primeira – Introdução (arts. 1° a 11) Capítulo IV – Do Ato de Votar (arts. 146 a 152)Parte Segunda – Dos Órgãos da Justiça Eleitoral Capítulo V – Do Encerramento da Votação (arts. 153 a 157)(arts. 12 a 41) Título V – Da Apuração (arts. 158 a 233)Título I – Do Tribunal Superior (arts. 16 a 24) Capítulo I – Dos Órgãos Apuradores (art. 158)Título II – Dos Tribunais Regionais (arts. 25 a 31) Capítulo II – Da Apuração nas Juntas (arts. 159 a 196)Título III – Dos Juízes Eleitorais (arts. 32 a 35) Seção I – Disposições Preliminares (arts. 159 a 164)Título IV – Das Juntas Eleitorais (arts. 36 a 41) Seção II – Da Abertura da Urna (arts. 165 a 168) Seção III – Das Impugnações e dos Recursos (arts. 169 aParte Terceira – Do Alistamento (arts. 42 a 81) 172)Título I – Da Qualificação e Inscrição (arts. 42 a 51) Seção IV – Da Contagem dos Votos (arts. 173 a 187) Capítulo I – Da Segunda Via (arts. 52 a 54) Seção V – Da Contagem dos Votos pela Mesa Receptora Capítulo II – Da Transferência (arts. 55 a 61) (arts. 188 a 196) Capítulo III – Dos Preparadores (arts. 62 a 65) Capítulo III – Da Apuração nos Tribunais Regionais (arts. 197 Capítulo IV – Dos Delegados de Partido perante o a 204) Alistamento (art. 66) Capítulo IV – Da Apuração no Tribunal Superior (arts. 205 Capítulo V – Do Encerramento do Alistamento (arts. 67 a 70) a 214)Título II – Do Cancelamento e da Exclusão (arts. 71 a 81) Capítulo V – Dos Diplomas (arts. 215 a 218)Parte Quarta – Das Eleições (arts. 82 a 233) Capítulo VI – Das Nulidades da Votação (arts. 219 a 224)Título I – Do Sistema Eleitoral (arts. 82 a 86) Capítulo VII – Do Voto no Exterior (arts. 225 a 233) Capítulo I – Do Registro dos Candidatos (arts. 87 a 102) Parte Quinta – Disposições Várias (arts. 234 a 383) Capítulo II – Do Voto Secreto (art. 103) Título I – Das Garantias Eleitorais (arts. 234 a 239) Capítulo III – Da Cédula Oficial (art. 104) Título II – Da Propaganda Partidária (arts. 240 a 256) Capítulo IV – Da Representação Proporcional (arts. 105 a Título III – Dos Recursos (arts. 257 a 282) 113) Capítulo I – Disposições Preliminares (arts. 257 a 264)Título II – Dos Atos Preparatórios da Votação (arts. 114 a 116) Capítulo II – Dos Recursos perante as Juntas e Juízos Capítulo I – Das Seções Eleitorais (arts. 117 e 118) Eleitorais (arts. 265 a 267) Capítulo II – Das Mesas Receptoras (arts. 119 a 130) Capítulo III – Dos Recursos nos Tribunais Regionais (arts. Capítulo III – Da Fiscalização perante as Mesas Receptoras 268 a 279) (arts. 131 e 132) Capítulo IV – Dos Recursos no Tribunal Superior (arts. 280Título III – Do Material para Votação (arts. 133 e 134) a 282)Título IV – Da Votação (arts. 135 a 157) Título IV – Disposições Penais (arts. 283 a 364) Capítulo I – Dos Lugares da Votação (arts. 135 a 138) Capítulo I – Disposições Preliminares (arts. 283 a 288) Capítulo II – Da Polícia dos Trabalhos Eleitorais (arts. 139 a Capítulo II – Dos Crimes Eleitorais (arts. 289 a 354) 141) Capítulo III – Do Processo das Infrações (arts. 355 a 364) Capítulo III – Do Início da Votação (arts. 142 a 145) Título V – Disposições Gerais e Transitórias (arts. 365 a 383)
    • Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 Eleitoral Institui o Código Eleitoral. CódigoO Presidente da República. 18 anos. V., também, segunda nota ao art. 6°, caput, deste código.Faço saber que sanciono a seguinte Lei, apro-vada pelo Congresso Nacional, nos termos do Art. 5° Não podem alistar-se eleitores:art. 4°, caput, do Ato Institucional de 9 de abrilde 1964: ƒƒ CF/88, art. 14, § 2°: alistamento vedado aos estrangeiros e aos conscritos. Parte Primeira Introdução I – os analfabetos;Art. 1° Este código contém normas destina- 99 CF/88, art. 14, § 1°, II, a: alistamento edas a assegurar a organização e o exercício de voto facultativos aos analfabetos. Ac.-TSEdireitos políticos precipuamente os de votar e n° 23.291/2004: este dispositivo não foi recep- cionado pela CF/88.ser votado.Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral II – os que não saibam exprimir-se na línguaexpedirá instruções para sua fiel execução. nacional; ƒƒ V. Res.-TSE n° 23.274/2010: este dispositivo nãoArt. 2° Todo poder emana do povo e será foi recepcionado pela CF/88.exercido, em seu nome, por mandatários esco-lhidos, direta e secretamente, dentre candida- III – os que estejam privados, temporária outos indicados por partidos políticos nacionais, definitivamente, dos direitos políticos.ressalvada a eleição indireta nos casos previs-tos na Constituição e leis específicas. ƒƒ CF/88, art. 15: casos de perda ou de suspensão de direitos políticos. 99 CF/88, art. 1°, parágrafo único: poder exercido pelo povo, por meio de representantes eleitos Parágrafo único. Os militares são alistáveis ou diretamente. desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou suboficiais, 99 CF/88, art. 14, caput: voto direto e secreto; e sargentos ou alunos das escolas militares de art. 81, § 1°: caso de eleição pelo Congresso Nacional. ensino superior para formação de oficiais.Art. 3° Qualquer cidadão pode pretender ƒƒ CF/88, art. 14, § 2°: alistamento vedado ape-investidura em cargo eletivo, respeitadas as nas aos conscritos, durante o serviço militar obrigatório; e § 8°: condições de elegibilidadecondições constitucionais e legais de elegibili- do militar. Res.-TSE n° 15.850/1989: a palavradade e incompatibilidade. “conscritos” alcança também aqueles matri- 99 CF/88, art. 14, §§ 3° e 8°: condições de elegi- culados nos órgãos de formação de reserva bilidade. e os médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial 99 CF/88, art. 14, §§ 4°, 6° e 7°, e LC n° 64/1990, obrigatório. art. 1°, com as alterações dadas pela LC n° 135/2010: causas de inelegibilidade. Art. 6° O alistamento e o voto são obrigató- rios para os brasileiros de um e outro sexo,Art. 4° São eleitores os brasileiros maiores de salvo:18 anos que se alistarem na forma da lei. ƒƒ Lei n° 6.236/1975: “Determina providências 99 CF/88, art. 14, § 1°, II, c: admissão do alistamen- para cumprimento da obrigatoriedade do to facultativo aos maiores de 16 e menores de alistamento eleitoral”. 31
    • Art. 7° CÓDIGO ELEITORAL ƒƒ CF/88, art. 14, § 1°, I: alistamento e voto obriga- mínimo de 3% e o máximo de 10% desse valor tórios para os maiores de dezoito anos. CF/88, para arbitramento da multa pelo não exercício art. 14, § 1°, II: alistamento e voto facultativos do voto. A Unidade Fiscal de Referência (Ufir), para os analfabetos, para os maiores de se- instituída pela Lei n° 8.383/1991, foi extinta tenta anos e para os maiores de dezesseis e pela MP n° 1.973-67/2000, tendo sido sua menores de dezoito anos. última reedição (MP n° 2.176-79/2001) con- vertida na Lei n° 10.522/2002, e seu último I – quanto ao alistamento: valor é R$1,0641. a) os inválidos; ƒƒ V. art. 231 deste código. ƒƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°: alistamento ƒƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°, parágrafo eleitoral e voto obrigatórios para pessoas único: “Não estará sujeita a sanção a pessoa portadoras de deficiência. portadora de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento b) os maiores de setenta anos; das obrigações eleitorais, relativas ao alista- mento e ao exercício do voto”. c) os que se encontrem fora do País; § 1° Sem a prova de que votou na última elei- II – quanto ao voto: ção, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor: a) os enfermos; I – inscrever-se em concurso ou prova para b) os que se encontrem fora do seu domicílio; cargo ou função pública, investir-se ou c) os funcionários civis e os militares, em servi- empossar-se neles; ço que os impossibilite de votar. II – receber vencimentos, remuneração, salá- Art. 7° O eleitor que deixar de votar e não rio ou proventos de função ou emprego públi- se justificar perante o Juiz Eleitoral até trinta co, autárquico ou paraestatal, bem como fun- dias após a realização da eleição incorrerá na dações governamentais, empresas, institutos multa de três a dez por cento sobre o salário e sociedades de qualquer natureza, mantidas mínimo da região, imposta pelo Juiz Eleitoral e ou subvencionadas pelo governo ou que cobrada na forma prevista no art. 367. exerçam serviço público delegado, corres- pondentes ao segundo mês subseqüente ao ƒƒ Caput com redação dada pelo art. 2° da Lei da eleição; n° 4.961/1966. III – participar de concorrência pública ou 99 Lei n° 6.091/1974, arts. 7° e 16, e Res.-TSE administrativa da União, dos Estados, dos Ter- n° 21.538/2003, art. 80, § 1°: prazo de justifi- ritórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, cação ampliado para sessenta dias; no caso ou das respectivas autarquias; de eleitor que esteja no exterior no dia da eleição, prazo de trinta dias contados de seu IV – obter empréstimos nas autarquias, socie- retorno ao país. dades de economia mista, caixas econômicas 99 CF/88, art. 7°, IV: vedação da vinculação do federais ou estaduais, nos institutos e caixas salário mínimo para qualquer fim. V. Res.-TSE de previdência social, bem como em qualquer n° 21.538/2003, art. 85: “A base de cálculo para estabelecimento de crédito mantido pelo go- aplicação das multas previstas pelo Código verno, ou de cuja administração este participe, Eleitoral e leis conexas, bem como das de que e com essas entidades celebrar contratos; trata esta resolução, será o último valor fixado para a Ufir, multiplicado pelo fator 33,02, até V – obter passaporte ou carteira de que seja aprovado novo índice, em confor- identidade; midade com as regras de atualização dos débitos para com a União”. O § 4° do art. 80 VI – renovar matrícula em estabelecimento da resolução citada estabelece o percentual de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;32
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 8° Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 ƒƒ Lei n° 6.236/1975: matrícula de estudante. 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. 99 A Lei n° 5.143/1966, art. 15, aboliu o imposto doVII – praticar qualquer ato para o qual se selo. A IN-STN n° 2/2009: “Dispõe sobre a Guia Eleitoral Códigoexija quitação do serviço militar ou imposto de Recolhimento da União (GRU), e dá outrasde renda. providências”. A Res.-TSE n° 21.975/2004, que disciplina o recolhimento e a cobrança das§ 2° Os brasileiros natos ou naturalizados, multas previstas no Código Eleitoral e leismaiores de 18 anos, salvo os excetuados nos conexas e a distribuição do Fundo Especialarts. 5° e 6°, n° I, sem prova de estarem alista- de Assistência Financeira aos Partidos Políticosdos não poderão praticar os atos relacionados (Fundo Partidário), determina em seu art. 4°no parágrafo anterior. a utilização obrigatória da GRU para recolhi- mento das multas eleitorais e penalidades ƒƒ CF/88, art. 12, I: brasileiros natos. pecuniárias, assim como doações de pessoas físicas ou jurídicas. Port.-TSE n° 288/2005: ƒƒ V. quinta nota ao caput deste artigo. “Estabelece normas e procedimentos visando 99 V. segunda nota ao art. 6°, caput, deste código. à arrecadação, recolhimento e cobrança das multas previstas no Código Eleitoral e leis§ 3° Realizado o alistamento eleitoral pelo conexas, e à utilização da Guia de Recolhi-processo eletrônico de dados, será cancelada mento da União (GRU)”.a inscrição do eleitor que não votar em 3 (três) ƒƒ Res.-TSE n° 21.920/2004:eleições consecutivas, não pagar a multa ou Art. 1° [...]não se justificar no prazo de 6 (seis) meses, a Parágrafo único. Não estará sujeita a sançãocontar da data da última eleição a que deveria a pessoa portadora de deficiência que torneter comparecido. impossível ou demasiadamente oneroso o ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei cumprimento das obrigações eleitorais, re- n° 7.663/1988. lativas ao alistamento e ao exercício do voto. Art. 2° O juiz eleitoral, mediante requerimento ƒƒ Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 80, § 6°: eleitores de cidadão nas condições do parágrafo único excluídos do cancelamento. do art. 1° ou de seu representante legal ou procurador devidamente constituído, acom- ƒƒ Res.-TSE n os 20.729/2000, 20.733/2000 e panhado de documentação comprobatória 20.743/2000: a lei de anistia alcança exclu- da deficiência, poderá expedir, em favor do sivamente as multas, não anulando a falta à interessado, certidão de quitação eleitoral, eleição, mantida, portanto, a regra contida nos com prazo de validade indeterminado. arts. 7°, § 3°, e 71, V, deste código. [...] ƒƒ V. quinta nota ao caput deste artigo. Art. 3° A expedição da certidão a que se refere o caput do art. 2° não impede, a qualquer tem-Art. 8° O brasileiro nato que não se alistar até po, o alistamento eleitoral de seu beneficiário,os dezenove anos ou o naturalizado que não que não estará sujeito à penalidade previstase alistar até um ano depois de adquirida a no art. 8° do Código Eleitoral”.nacionalidade brasileira incorrerá na multa de Parágrafo único. Não se aplicará a pena aotrês a dez por cento sobre o valor do salário não alistado que requerer sua inscrição elei-mínimo da região, imposta pelo Juiz e cobrada toral até o centésimo primeiro dia anterior àno ato da inscrição eleitoral através de selo eleição subseqüente à data em que completarfederal inutilizado no próprio requerimento. dezenove anos. ƒƒ Caput com redação dada pelo art. 3° da Lei ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei n° 4.961/1966. n° 9.041/1995. 99 Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 16, parágrafo 99 Lei n° 9.504/1997, art. 91, caput: termo final do único: inaplicação da multa ao alistando que prazo para o eleitor requerer inscrição eleitoral deixou de ser analfabeto. ou transferência de domicílio. 33
    • Art. 9° CÓDIGO ELEITORAL Art. 9° Os responsáveis pela inobservância do § 2° Em qualquer das hipóteses, efetuado o disposto nos arts. 7° e 8° incorrerão na multa pagamento através de selos federais inutiliza- de 1 (um) a 3 (três) salários mínimos vigentes dos no próprio requerimento, o Juiz que reco- na Zona Eleitoral ou de suspensão disciplinar lheu a multa comunicará o fato ao da Zona de até 30 (trinta) dias. inscrição e fornecerá ao requerente compro- vante do pagamento. 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. 99 V. quarta nota ao art. 8°, caput, deste código. Art. 10. O Juiz Eleitoral fornecerá aos que não votarem por motivo justificado e aos ƒƒ Res.-TSE nos 21.538/2003, art. 82, e 20.497/1999: não alistados nos termos dos artigos 5° e 6°, expedição de certidão de quitação eleitoral n° I, documento que os isente das sanções por juízo de zona eleitoral diversa da inscrição legais. ao eleitor que estiver em débito e, também, ao que estiver quite com as obrigações eleitorais; ƒƒ Res.-TSE n° 21.920/2004, art. 1°, parágrafo úni- e Res.-TSE n° 21.667/2004: “Dispõe sobre a co: “Não estará sujeita a sanção a pessoa por- utilização do serviço de emissão de certidão tadora de deficiência que torne impossível ou de quitação eleitoral por meio da Internet e demasiadamente oneroso o cumprimento das dá outras providências”. obrigações eleitorais, relativas ao alistamento e ao exercício do voto”. O art. 2°, com redação Parte Segunda dada pela Res.-TSE n° 22.545/2007, dispõe: Dos Órgãos da Justiça Eleitoral “O juiz eleitoral, mediante requerimento de ƒƒ CF/88, art. 121: prescrição da organização cidadão nas condições do parágrafo único e competência dos tribunais, dos juízes de do art. 1° ou de seu representante legal ou direito e das juntas eleitorais por lei comple- procurador devidamente constituído, acom- mentar. Ac.-TSE n° 12.641/1996 e Res.-TSE panhado de documentação comprobatória nos 14.150/1994 e 18.504/1992: o Código Elei- da deficiência, poderá expedir, em favor do toral foi recepcionado como lei complementar. interessado, certidão de quitação eleitoral, com prazo de validade indeterminado”. Art. 12. São órgãos da Justiça Eleitoral: Art. 11. O eleitor que não votar e não pagar ƒƒ CF/88, art. 118. a multa, se se encontrar fora de sua Zona e necessitar de documento de quitação com a I – o Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Justiça Eleitoral, poderá efetuar o pagamento Capital da República e jurisdição em todo o perante o Juízo da Zona em que estiver. País; ƒƒ Res.-TSE n° 21.823/2004: admissibilidade, por II – um Tribunal Regional, na capital de cada aplicação analógica deste artigo, do “paga- Estado, no Distrito Federal e, mediante propos- mento, perante qualquer juízo eleitoral, dos ta do Tribunal Superior, na capital de Território; débitos decorrentes de sanções pecuniárias de natureza administrativa impostas com base 99 CF/88, art. 120, c.c. o art. 33, § 3°: instituição no Código Eleitoral e na Lei n° 9.504/1997, de órgãos judiciários nos territórios federais. ao qual deve preceder consulta ao juízo de origem sobre o quantum a ser exigido do III – Juntas Eleitorais; devedor”. IV – Juízes Eleitorais. § 1° A multa será cobrada no máximo previsto, salvo se o eleitor quiser aguardar que Art. 13. O número de Juízes dos Tribunais o Juiz da Zona em que se encontrar solicite Regionais não será reduzido, mas poderá ser informações sobre o arbitramento ao Juízo da elevado até nove, mediante proposta do Tri- inscrição. bunal Superior, e na forma por ele sugerida. ƒƒ V. art. 367, I, deste código e arts. 82 e 85 da ƒƒ CF/88, art. 96, II, a: proposta de alteração do Res.-TSE n° 21.538/2003. número de membros. CF/88, art. 120, § 1°:34
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 16 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 composição dos tribunais regionais. V., tam- § 4° No caso de recondução para o segundo bém, art. 25 deste código. biênio, observar-se-ão as mesmas formalida- des indispensáveis à primeira investidura. EleitoralArt. 14. Os Juízes dos Tribunais Eleitorais, Códigosalvo motivo justificado, servirão obrigatoria- ƒƒ Parágrafos 1° ao 4° acrescidos pelo art. 4° da Leimente por dois anos, e nunca por mais de dois n° 4.961/1966, sendo o § 4° correspondentebiênios consecutivos. ao primitivo parágrafo único. ƒƒ CF/88, art. 121, § 2°. Art. 15. Os substitutos dos membros efetivos dos Tribunais Eleitorais serão escolhidos, na ƒƒ Res.-TSE n° 20.958/2001: dispõe sobre mesma ocasião e pelo mesmo processo, em “Instruções que regulam a investidura e o número igual para cada categoria. exercício dos membros dos tribunais eleitorais e o término dos respectivos mandatos”: ƒƒ CF/88, art. 121, § 2°. essa resolução disciplina inteiramente o assunto tratado na Res.-TSE n° 9.177/1972. Res.-TSE n° 9.407/1972, alterada pela Res.-TSE Título I Do Tribunal Superior nos 20.896/2001 e 21.461/2003: aprova os formulários através dos quais deverão ser prestadas as informações a que se refere o Art. 16. Compõe-se o Tribunal Superior art. 12 da Res.-TSE n° 9.177/1972. Eleitoral:§ 1° Os biênios serão contados, ininterrupta- ƒƒ CF/88, art. 119, caput: composição mínima demente, sem o desconto de qualquer afasta- 7 (sete) membros. V., ainda, nota ao art. 23, VI,mento, nem mesmo o decorrente de licença, deste código.férias, ou licença especial, salvo no caso do I – mediante eleição, pelo voto secreto:§ 3°. a) de três Juízes, dentre os Ministros do Supre-§ 2° Os Juízes afastados por motivo de licen- mo Tribunal Federal; eça, férias e licença especial, de suas funçõesna Justiça comum, ficarão automaticamente ƒƒ CF/88, art. 119, I, a.afastados da Justiça Eleitoral pelo tempo cor-respondente, exceto quando, com períodos b) de dois Juízes, dentre os membros do Tribu-de férias coletivas, coincidir a realização de nal Federal de Recursos;eleição, apuração ou encerramento de alista-mento. 99 CF/88, art. 119, I, b: eleição dentre os ministros do Superior Tribunal de Justiça.§ 3° Da homologação da respectiva Conven-ção partidária, até a apuração final da eleição, II – por nomeação do Presidente da Repúbli-não poderão servir como Juízes nos Tribunais ca de dois dentre seis advogados de notávelEleitorais, ou como Juiz Eleitoral, o cônjuge, saber jurídico e idoneidade moral, indicadosparente consangüíneo legítimo ou ilegítimo, pelo Supremo Tribunal Federal.ou afim, até o segundo grau, de candidato a ƒƒ CF/88, art. 119, II.cargo eletivo registrado na circunscrição. ƒƒ Ac.-STF, de 6.10.94, na ADI-MC n° 1.127: ad- ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 95: juiz eleitoral como vogados membros da Justiça Eleitoral não parte em ação judicial. estão abrangidos pela proibição de exercício da advocacia contida no art. 28, II, da Lei ƒƒ Res.-TSE n° 22.825/2008: impedimento de n° 8.906/1994 (EOAB). membro de tribunal regional eleitoral para desempenhar função eleitoral perante cir- § 1° Não podem fazer parte do Tribunal cunscrição em que houver parentesco com Superior Eleitoral cidadãos que tenham candidato a cargo eletivo. entre si parentesco, ainda que por afinidade, até o quarto grau, seja o vínculo legítimo ou 35
    • Art. 17 CÓDIGO ELEITORAL ilegítimo, excluindo-se neste caso o que tiver IV – sempre que entender necessário. sido escolhido por último. § 3° Os provimentos emanados da Correge- § 2° A nomeação de que trata o inciso II deste doria-Geral, vinculam os Corregedores Regio- artigo não poderá recair em cidadão que nais, que lhes devem dar imediato e preciso ocupe cargo público de que seja demissível ad cumprimento. nutum; que seja diretor, proprietário ou sócio de empresa beneficiada com subvenção, Art. 18. Exercerá as funções de Procu- privilégio, isenção ou favor em virtude de rador-Geral, junto ao Tribunal Superior Elei- contrato com a administração pública; ou que toral, o Procurador-Geral da República, fun- exerça mandato de caráter político, federal, cionando, em suas faltas e impedimentos, seu estadual ou municipal. substituto legal. ƒƒ Incisos I e II e §§ 1° e 2° com redação dada pelo ƒƒ V. arts. 73 a 75 da LC n° 75/1993, que “dispõe art. 1° da Lei n° 7.191/1984. sobre a organização, as atribuições e o estatu- to do Ministério Público da União”. Art. 17. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá para seu Presidente um dos Ministros do Su- ƒƒ Ac.-TSE, de 19.10.2010, na Pet n° 337554: premo Tribunal Federal, cabendo ao outro a ilegitimidade de órgão regional do Ministério Vice-Presidência, e para Corregedor-Geral da Público Federal para atuar perante o TSE. Justiça Eleitoral um dos seus membros. Parágrafo único. O Procurador-Geral poderá 99 CF/88, art. 119, parágrafo único: eleição designar outros membros do Ministério Públi- do presidente e do vice-presidente; co da União, com exercício no Distrito Federal, eleição do corregedor-geral dentre os e sem prejuízo das respectivas funções, para ministros do Superior Tribunal de Justiça. auxiliá-lo junto ao Tribunal Superior Eleitoral, onde não poderão ter assento. § 1° As atribuições do Corregedor-Geral serão fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Art. 19. O Tribunal Superior delibera por maioria de votos, em sessão pública, com a ƒƒ Res.-TSE n° 7.651/1965: “Instruções que fixam presença da maioria de seus membros. as atribuições do corregedor-geral e dos corre- gedores regionais da Justiça Eleitoral”. Res.-TSE Parágrafo único. As decisões do Tribunal n° 21.329/2002: “Aprova a organização dos Superior, assim na interpretação do Código serviços da Corregedoria-Geral da Justiça Elei- Eleitoral em face da Constituição e cassação toral, define a competência das unidades e as de registro de partidos políticos, como sobre atribuições dos titulares de cargos e funções”. quaisquer recursos que importem anulação ƒƒ Res.-TSE n° 21.372/2003: “Estabelece rotina geral de eleições ou perda de diplomas, só po- para realização de correições nas zonas elei- derão ser tomadas com a presença de todos torais do país”. os seus membros. Se ocorrer impedimento de algum Juiz, será convocado o substituto ou o § 2° No desempenho de suas atribuições, respectivo suplente. o Corregedor-Geral se locomoverá para os Estados e Territórios nos seguintes casos: 99 Res.-TSE n° 19.740/1996: aplicabilidade deste parágrafo único aos TREs, à exceção apenas I – por determinação do Tribunal Superior do termo “respectivo”. Eleitoral; ƒƒ Ac.-TSE nos 16.684/2000 e 612/2004: possibi- lidade de julgamento com o quorum incom- II – a pedido dos Tribunais Regionais Eleito- pleto em caso de suspeição ou impedimento rais; do ministro titular da classe de advogado e impossibilidade jurídica de convocação de III – a requerimento de partido deferido pelo juiz substituto. Tribunal Superior Eleitoral;36
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 22 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 ƒƒ Ac.-TSE nos 19.561/2002, 5.282/2004 e Ac.-TSE, Art. 21. Os Tribunais e Juízes inferiores devem de 9.8.2007, no REspe n° 25.759: possibilidade dar imediato cumprimento às decisões, man- de provimento de recurso por decisão mo- dados, instruções e outros atos emanados do Eleitoral Código nocrática, com base no art. 36, § 7°, do RITSE, Tribunal Superior Eleitoral. mesmo que implique anulação de eleição ou perda de diploma, sujeitando-se eventual Art. 22. Compete ao Tribunal Superior: agravo regimental ao disposto neste artigo. I – processar e julgar originariamente: ƒƒ CF/88, art. 97: “Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros a) o registro e a cassação de registro de parti- do respectivo órgão especial poderão os tri- dos políticos, dos seus Diretórios Nacionais e bunais declarar a inconstitucionalidade de lei de candidatos a Presidência e Vice-Presidência ou ato normativo do poder público”. da República; 99 Súm.-STF n° 72/63: “No julgamento de questão ƒƒ Lei n° 9.096/1995, arts. 7° e 8°: aquisição da constitucional, vinculada a decisão do Tribunal personalidade jurídica mediante registro no Superior Eleitoral, não estão impedidos os Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas; ministros do Supremo Tribunal Federal que art. 9°: registro do estatuto no Tribunal Supe- ali tenham funcionado no mesmo processo, rior Eleitoral; art. 28: casos de cancelamento ou no processo originário”. do registro civil e do estatuto dos partidos 99 Ac.-TSE, de 25.10.2007, na MC n° 2.254; de políticos. 27.11.2007, no Ag n° 8.864 e, de 13.12.2007, ƒƒ LC n° 64/1990, art. 2°, parágrafo único, I: no RMS n° 526: inaplicabilidade do quorum arguição de inelegibilidade perante o Tribunal de deliberação previsto neste dispositivo aos Superior Eleitoral. tribunais regionais eleitorais. ƒƒ Ac.-TSE, de 23.10.2007, no ED-AgR-Ag n° 8.062: b) os conflitos de jurisdição entre Tribunais exigência de quorum completo inclusive “[...] Regionais e Juízes Eleitorais de Estados dife- na hipótese em que o agravo regimental rentes; busca, afinal, evitar a perda do diploma, ainda que inicialmente decidida no âmbito da Corte c) a suspeição ou impedimento aos seus de origem”. membros, ao Procurador-Geral e aos funcio- nários da sua Secretaria;Art. 20. Perante o Tribunal Superior, qual- d) os crimes eleitorais e os comuns que lhesquer interessado poderá argüir a suspeição forem conexos cometidos pelos seus própriosou impedimento dos seus membros, do Pro- Juízes e pelos Juízes dos Tribunais Regionais;curador-Geral ou de funcionários de sua Se-cretaria, nos casos previstos na lei processual ƒƒ CF/88, art. 102, I, c: competência do STFcivil ou penal e por motivo de parcialidade para processar e julgar, nas infrações penaispartidária, mediante o processo previsto em comuns e nos crimes de responsabilidade,regimento. os membros dos tribunais superiores; art. 105, I, a: competência do STJ para processar ƒƒ V. art. 14, § 3°, deste código e art. 95 da Lei e julgar, nos crimes comuns e nos de res- n° 9.504/1997: impedimento de juiz por pa- ponsabilidade, os membros dos tribunais rentesco ou que for parte em ação judicial que regionais eleitorais. envolva candidato. Ac.-TSE nos 13.098/1992, 15.239/1999, 19/2002 e 3.106/2002: admissibi- e) o habeas corpus ou mandado de segurança, lidade de exceção de suspeição de magistrado em matéria eleitoral, relativos a atos do para todo o processo eleitoral. Presidente da República, dos Ministros de Estado e dos Tribunais Regionais; ou, ainda,Parágrafo único. Será ilegítima a suspeição o habeas corpus, quando houver perigo de sequando o excipiente a provocar ou, depois de consumar a violência antes que o Juiz compe-manifestada a causa, praticar ato que importe tente possa prover sobre a impetração;aceitação do argüido. 37
    • Art. 22 CÓDIGO ELEITORAL 99 A Res. n° 132/1984, do Senado Federal, formulados por partido, candidato, Ministério suspendeu a locução “ou mandado Público ou parte legitimamente interessada; de segurança”. Entretanto, no Ac.-STF, de 7.4.1994, no RE n° 163.727, o STF deu-lhe ƒƒ Alínea com redação dada pelo art. 6° da Lei interpretação para restringir o seu alcance n° 4.961/1966. à verdadeira dimensão da declaração de inconstitucionalidade no Ac.-STF, de i) as reclamações contra os seus próprios 31.8.1983, no MS n° 20.409, que lhe deu Juízes que, no prazo de trinta dias a contar da causa, vale dizer, à hipótese de mandado de conclusão, não houverem julgado os feitos a segurança contra ato, de natureza eleitoral, eles distribuídos; do presidente da República, mantida a competência do TSE para as demais ƒƒ Alínea acrescida pelo art. 6° da Lei n° 4.961/1966. impetrações previstas neste inciso. CF/88, art. 102, I, d: competência do STF para processar ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 94, §§ 1° e 2°. e julgar mandado de segurança contra ato ƒƒ Dec. monocrática do Min. José Delgado na Rcl do presidente da República. CF/88, art. 105, n° 475, de 10.10.2007: a competência para o I, b: competência do STJ para processar e julgamento das reclamações desta espécie julgar mandado de segurança contra ato passou ao Conselho Nacional de Justiça, nos de ministro de Estado. CF/88, art. 105, I, h, in termos do art. 103-B, § 4°, III, da Constituição fine: competência da Justiça Eleitoral para o Federal. mandado de injunção. j) a ação rescisória, nos casos de inelegibili- ƒƒ LC n° 35/1979 (Loman), art. 21, VI: competência originária dos tribunais para julgar os manda- dade, desde que intentada dentro do prazo dos de segurança contra seus atos. Ac.-TSE de cento e vinte dias de decisão irrecorrível, nos 2.483/1999 e 3.175/2004: competência dos possibilitando-se o exercício do mandato eletivo tribunais regionais eleitorais tão somente para até o seu trânsito em julgado; julgar os pedidos de segurança contra atos inerentes à sua atividade-meio. V. primeira ƒƒ Alínea acrescida pelo art. 1° da LC n° 86/1996. nota ao art. 276, § 1°, deste código. 99 Ac.-STF, de 17.3.1999, na ADI n° 1.459: declara ƒƒ Ac.-TSE, de 7.6.2011, no HC n° 349682: incom- inconstitucionais o trecho grifado e a ex- petência do TSE para processar e para julgar pressão “aplicando-se, inclusive, às decisões habeas corpus impetrado contra sua decisão. havidas até cento e vinte dias anteriores à sua vigência”, constante do art. 2° da LC f) as reclamações relativas a obrigações im- n° 86/1996”. postas por lei aos partidos políticos, quanto à ƒƒ A LC n° 86/1996, ao introduzir a ação rescisória sua contabilidade e à apuração da origem dos no âmbito da Justiça Eleitoral, incumbiu seus recursos; somente ao TSE seu processo e julgamento, originariamente, contra seus próprios ƒƒ Lei n° 9.096/1995, art. 35, caput: exame pelo julgados. Nesse sentido, Ac.-TSE, de 5.5.2009, Tribunal Superior Eleitoral e pelos tribunais na AR n° 376; de 11.12.2008, na AR n° 339 e, regionais eleitorais da escrituração do parti- de 22.4.2008, na AR n° 262. do e apuração de qualquer ato que viole as prescrições legais ou estatutárias em matéria ƒƒ Ac.-TSE nos 106/2000 e 89/2001: TRE não é financeira. competente para o julgamento de ação resci- sória. Ac.-TSE n° 124/2001: cabimento de ação g) as impugnações à apuração do resultado rescisória contra decisão monocrática de juiz geral, proclamação dos eleitos e expedição do TSE; Ac.-TSE nos 19.617/2002 e 19.618/2002: de diploma na eleição de Presidente e Vice- cabimento de ação rescisória de julgado de Presidente da República; TRE em matéria não eleitoral, aplicando-se a legislação processual civil. h) os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos nos Tribunais Regionais den- II – julgar os recursos interpostos das tro de trinta dias da conclusão ao Relator, decisões dos Tribunais Regionais nos termos38
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 23 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965do art. 276 inclusive os que versarem matéria V – propor a criação de Tribunal Regional naadministrativa. sede de qualquer dos Territórios; Eleitoral Código 99 Incompetência do Tribunal Superior Eleitoral ƒƒ V. nota ao art. 12, II, deste código. para apreciar recurso contra decisão de na- tureza estritamente administrativa proferida VI – propor ao Poder Legislativo o aumento pelos tribunais regionais: Ac.-TSE, de 22.2.2007, do número dos Juízes de qualquer Tribunal nos REspe nos 25.416 e 25.434 (concessão de Eleitoral, indicando a forma desse aumento; auxílio-alimentação e auxílio-creche); Ac.-TSE, de 22.2.2007, no REspe n° 25.836 (alteração ƒƒ CF/88, art. 96, II, a: competência para alteração de função de confiança); Ac.-TSE nos 10/1996 do número de membros dos tribunais inferio- e 12.644/1997: competência do TSE para res. CF/88, art. 120, § 1°: ausência de previsão apreciar recurso contra decisão judicial de de aumento do número de membros dos Tribunal Regional sobre matéria administrativa tribunais regionais eleitorais, porquanto não não eleitoral. se refere à composição mínima. ƒƒ Ac.-TSE, de 4.11.2010, no AgR-REspe n° 340044: VII – fixar as datas para as eleições de Pre- não equiparação de recurso especial a recurso sidente e Vice-Presidente da República, Sena- ordinário em razão de o primeiro julgamento dores e Deputados Federais, quando não o do requerimento de registro de candidatura tiverem sido por lei; ter sido realizado por TRE. ƒƒ CF/88, arts. 28, caput; 29, I e II; 32, § 2°;Parágrafo único. As decisões do Tribunal e 77, caput; e Lei n° 9.504/1997, arts. 1°,Superior são irrecorríveis, salvo nos casos do caput; e 2°, § 1°: fixação de data para asart. 281. eleições presidenciais, federais, estaduais e municipais.Art. 23. Compete, ainda, privativamente, aoTribunal Superior: ƒƒ Lei n° 9.709/1998, art. 8°, I: competência da Justiça Eleitoral, nos limites de sua cir-I – elaborar o seu Regimento Interno; cunscrição, para fixar a data de plebiscito e referendo. Ac.-TSE n° 3.395/2005: legalidade ƒƒ CF/88, art. 96, I, a. de resolução do TSE que fixou data de referendo em dia diverso do previsto noII – organizar a sua Secretaria e a Corregedoria- DLG n° 780/2005, art. 2°.Geral, propondo ao Congresso Nacional acriação ou extinção dos cargos administrativos VIII – aprovar a divisão dos Estados eme a fixação dos respectivos vencimentos, Zonas Eleitorais ou a criação de novas Zonas;provendo-os na forma da lei; ƒƒ Res.-TSE n° 19.994/1997: “Estabelece normas ƒƒ CF/88, art. 96, I, b. para a criação e desmembramento de zonas eleitorais e dá outras providências”. Dec.-TSEIII – conceder aos seus membros licença e fé- s/n°, de 7.10.2003, na Pet n° 1.386: compe-rias, assim como afastamento do exercício dos tência do TSE para homologar divisão dacargos efetivos; circunscrição do estado em zonas eleitorais, bem como a criação de novas zonas, e com- ƒƒ CF/88, art. 96, I, f. petência do TRE para revisão de transferência de sede da zona.IV – aprovar o afastamento do exercício doscargos efetivos dos Juízes dos Tribunais Re- IX – expedir as instruções que julgar conve-gionais Eleitorais; nientes à execução deste Código; ƒƒ Res.-TSE n° 21.842/2004: “Dispõe sobre o afas- X – fixar a diária do Corregedor-Geral, dos tamento de magistrados na Justiça Eleitoral do Corregedores Regionais e auxiliares em dili- exercício dos cargos efetivos”. gência fora da sede; 39
    • Art. 23 CÓDIGO ELEITORAL XI – enviar ao Presidente da República a lista habilitado a formular consultas em nome do tríplice organizada pelos Tribunais de Justiça, partido político a que pertence. nos termos do art. 25; ƒƒ Ac.-TSE, de 20.9.2011, na Cta n° 182354: o par- XII – responder, sobre matéria eleitoral, às tido não precisa de instrumento de mandato com poderes específicos (art. 38, CPC) para o consultas que lhe forem feitas em tese por ajuizamento de consulta. autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político; XIII – autorizar a contagem dos votos pelas ƒƒ Ac.-TSE n° 23.404/2004: a consulta não tem Mesas Receptoras nos Estados em que essa caráter vinculante, mas pode servir de suporte providência for solicitada pelo Tribunal Regio- para as razões do julgador. nal respectivo; ƒƒ Res.-TSE n° 23.126/2009: consulta versando ƒƒ V. art. 188 deste código. sobre matéria administrativa recebida como processo administrativo, ainda que formulada XIV – requisitar força federal necessária ao por parte ilegítima, dada a relevância do tema. cumprimento da lei, de suas próprias decisões Res.-TSE n° 22.314/2006: conhecimento de ou das decisões dos Tribunais Regionais que consulta sobre assuntos administrativos não o solicitarem, e para garantir a votação e a eleitorais, dadas a relevância do tema e a apuração; economia processual. ƒƒ Inciso com redação dada pelo art. 7° da Lei ƒƒ Hipóteses de descabimento de consulta: n° 4.961/1966. Res.-TSE n os 23.135/2009, 23.113/2009 e 23.035/2009 (formulação em termos genéri- ƒƒ Ac.-TSE, de 1°.10.2010, no PA n° 321007: cos, de forma a impossibilitar o enfrentamento insuficiência do pronunciamento do secretário preciso da questão e dando margem a inter- de Segurança Pública para a requisição de pretações casuísticas); Res.-TSE n° 23.084/2009 forças federais. (questionamento com base em redação de ato normativo não mais vigente); Res.-TSE ƒƒ DL n° 1.064/1969, art. 2°: “O Departamento de n° 23.016/2009 (projeto de lei em tramitação, Polícia Federal ficará à disposição da Justiça pois ainda inexistente a norma no ordena- Eleitoral, sempre que houver de se realizar elei- mento jurídico); Res.-TSE nos 23.079/2009, ções, gerais ou parciais, em qualquer parte do 23.035/2009 e 22.914/2008 (matéria inter- território nacional”. Res.-TSE n° 14.623/1988: na corporis de partido político); Res.-TSE atribuições da Polícia Federal quando à nos 22.877/2008, 22.853/2008 e 22.488/2006 disposição da Justiça Eleitoral. (após iniciado o processo eleitoral, assim en- ƒƒ LC n° 97/1999, art. 15, § 1°: “Compete ao pre- tendido como as convenções partidárias para sidente da República a decisão do emprego escolha de candidatos, quando a resposta ao das Forças Armadas, por iniciativa própria questionamento incidir sobre fato abarcado ou em atendimento a pedido manifestado nesse período); Res.-TSE n° 22.391/2006 (ma- por quaisquer dos poderes constitucionais, téria processual). por intermédio dos presidentes do Supremo ƒƒ Legitimidade para formular consulta ao TSE: Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Res.-TSE n° 22.228/2006 (senador); Res.-TSE Câmara dos Deputados”. n° 22.247/2006 (deputado federal); Res.-TSE ƒƒ LC n° 97/1999, art. 15, § 7°, com redação dada n° 22.229/2006 (secretário-geral de comissão pelo art. 1° da LC n° 136/2010: a atuação do executiva nacional de partido político, como militar nas atividades de defesa civil a que se representante de órgão de direção nacional); refere este dispositivo é considerada atividade Res.-TSE n° 22.342/2006 (Defensoria Pública militar para os fins do art. 124 da CF/88. da União). ƒƒ Res.-TSE n° 18.504/1992: o poder de o ƒƒ Res.-TSE n os 22.828/2008 e 22.515/2007: TSE requisitar força federal prescinde da exigência de autorização específica ou do- intermediação do presidente do Supremo cumento que comprove estar o consulente Tribunal Federal. Essa decisão foi proferida na40
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 24 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 vigência da LC n° 69/1991 (revogada pela LC parte no processo eleitoral. Oficiando como n° 97/1999), que continha dispositivo de teor custos legis, o Ministério Público não pode idêntico ao do referido § 1°. Dec.-TSE s/n°, de intervir na qualidade de parte para postular Eleitoral Código 16.9.2008, no PA n° 20.007, e de 12.8.2008, interpretação incompatível com opinião antes no PA n° 19.908: prévia manifestação de manifestada, por aplicação do princípio da governador de estado, não vinculativa, para indivisibilidade e da preclusão lógica. deferimento de requisição de forças federais nas eleições de 2008, em respeito ao princípio I – assistir às sessões do Tribunal Superior e federativo e tendo em vista sua condição de tomar parte nas discussões; chefe das polícias civil e militar do estado. V., contudo, Dec.-TSE s/n°, de 30.9.2008, no PA ƒƒ Ac.-TSE n° 11.658/1990: o modo como se n° 20.082, e de 29.9.2008, no PA n° 20.051: dará a participação nas discussões é matéria dispensa de manifestação quanto aos pedidos que diz com o funcionamento dos tribunais formulados nas vésperas do pleito em virtude a quem cabe a prerrogativa de disciplinar do exíguo lapso temporal disponível. autonomamente. ƒƒ Res.-TSE n° 21.843/2004: “Dispõe sobre a II – exercer a ação pública e promovê-la até requisição de força federal, de que trata o final, em todos os feitos de competência origi- art. 23, inciso XIV, do Código Eleitoral, e sobre nária do Tribunal; a aplicação do art. 2° do DL n° 1.064/1969”. III – oficiar em todos os recursos encaminha-XV – organizar e divulgar a súmula de sua dos ao Tribunal;jurisprudência; ƒƒ RITSE, art. 13, c: compete ao procurador-geralXVI – requisitar funcionários da União e do “oficiar, no prazo de cinco dias, em todos osDistrito Federal quando o exigir o acúmulo recursos encaminhados ao Tribunal, e nosocasional do serviço de sua Secretaria; pedidos de mandado de segurança”. ƒƒ Lei n° 6.999/1982 e Res.-TSE n° 23.255/2010: ƒƒ Ac.-TSE, de 8.9.2011, nos ED-REspe n° 5410953: dispõem sobre a requisição de servidores inaplicabilidade deste inciso aos recursos já públicos pela Justiça Eleitoral. em tramitação no TSE.XVII – publicar um boletim eleitoral; ƒƒ Ac.-TSE n° 15.031/1997: desnecessidade de pronunciamento da Procuradoria-Geral nos 99 O Boletim Eleitoral foi substituído, em julho/1990, embargos de declaração. pela revista Jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (Res.-TSE n° 16.584/1990). IV – manifestar-se, por escrito ou oralmen- te, em todos os assuntos submetidos à deli-XVIII – tomar quaisquer outras providências beração do Tribunal, quando solicitada suaque julgar convenientes à execução da legis- audiência por qualquer dos Juízes, ou por ini-lação eleitoral. ciativa sua, se entender necessário; ƒƒ Res.-TSE n° 22.931/2008: a competência do V – defender a jurisdição do Tribunal; TSE para tomar as providências necessárias à execução da legislação eleitoral diz respeito VI – representar ao Tribunal sobre a fiel especificamente ao seu poder normativo, observância das leis eleitorais, especialmente não se enquadrando nessa hipótese controle quanto à sua aplicação uniforme em todo o prévio de ato ainda não editado. País;Art. 24. Compete ao Procurador-Geral, como VII – requisitar diligências, certidões e escla-chefe do Ministério Público Eleitoral: recimentos necessários ao desempenho de ƒƒ Ac.-TSE, de 29.6.2006, no REspe n° 25.970: pre- suas atribuições; ponderância da conduta de fiscal da lei sobre a legitimação do Parquet para intervir como VIII – expedir instruções aos órgãos do Mi- nistério Público junto aos Tribunais Regionais; 41
    • Art. 25 CÓDIGO ELEITORAL IX – acompanhar, quando solicitado, o Corre- ƒƒ Ac.-STF, de 29.11.1990, no MS n° 21.073 e, gedor-Geral, pessoalmente ou por intermédio de 19.6.1991, no MS n° 21.060: a OAB não de Procurador que designe, nas diligências a participa do procedimento de indicação de serem realizadas. advogados para composição de TRE. ƒƒ V. art. 18 deste código. ƒƒ V. segunda nota ao art. 16, II, deste código. ƒƒ Res.-TSE n° 22.222/2006 e Dec.-TSE s/n°, de Título II 17.8.2006, no ELT n° 468: “O mesmo advogado Dos Tribunais Regionais somente poderá ser indicado simultaneamen- te para o preenchimento de um cargo efetivo Art. 25. Os Tribunais Regionais Eleitorais e um de substituto”. compor-se-ão: § 1° A lista tríplice organizada pelo Tribunal I – mediante eleição, pelo voto secreto: de Justiça será enviada ao Tribunal Superior Eleitoral. a) de dois Juízes, dentre os Desembargadores do Tribunal de Justiça; e ƒƒ Res.-TSE n° 21.461/2003: “Dispõe sobre o enca- minhamento de lista tríplice organizada pelo b) de dois Juízes de Direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça ao Tribunal Superior Elei- Tribunal de Justiça; toral [...].” Res.-TSE n° 20.958/2001: “Instruções que regulam a investidura e o exercício dos II – do Juiz Federal e, havendo mais de um, membros dos tribunais eleitorais e o término do que for escolhido pelo Tribunal Federal de dos respectivos mandatos”. Os modelos de Recursos; e formulários para a prestação das informações que devem acompanhar a lista tríplice são 99 CF/88, art. 120, § 1°, II: de um juiz do Tribunal os aprovados pela Res.-TSE n° 9.407/1972, Regional Federal com sede na capital, ou, não alterada pelas Res.-TSE n os 20.896/2001 e havendo, de um juiz federal. 21.461/2003. III – por nomeação do Presidente da Repú- ƒƒ Dec.-TSE s/n°, de 1°.6.2004, na ELT n° 394: blica, de dois dentre seis cidadãos de notável inadmissibilidade de lista contendo apenas saber jurídico e idoneidade moral, indicados um nome. pelo Tribunal de Justiça. § 2° A lista não poderá conter nome de Ma- ƒƒ Incisos com redação dada pelo art. 2° da Lei gistrado aposentado ou de membro do Minis- n° 7.191/1984. tério Público. 99 CF/88, art. 120, § 1°, III: nomeação dentre seis ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 8° da advogados. Lei n° 4.961/1966. ƒƒ Res.-TSE nos 20.958/2001, art. 12, parágrafo ƒƒ Ac.-STF, de 15.12.1999, no RMS n° 23.123: este único, VI; e 21.461/2003, art. 1°: exigência de dispositivo foi recepcionado pela CF/88 e não 10 anos de prática profissional; art. 5°, desta úl- foi revogado pela Lei n° 7.191/1984. tima: dispensa da comprovação se já foi juiz de TRE. Ac.-STF, de 31.5.2005, no RMS n° 24.334 e, § 3° Recebidas as indicações o Tribunal Supe- de 29.11.2005, no RMS n° 24.232: a regra geral rior divulgará a lista através de edital, poden- prevista no art. 94 da Constituição – dez anos do os partidos, no prazo de cinco dias, impug- de efetiva atividade profissional – se aplica ná-la com fundamento em incompatibilidade. de forma complementar à regra do art. 120 da Constituição. Res.-TSE n° 21.644/2004: 99 Ac.-TSE, de 12.5.2011, na LT n° 351588: necessidade, ainda, de participação anual legitimidade ativa do Ministério Público para mínima em cinco atos privativos em causas impugnar advogado indicado em lista tríplice. ou questões distintas, nos termos do art. 5° do Regulamento Geral do EOAB. § 4° Se a impugnação for julgada procedente quanto a qualquer dos indicados, a lista será42
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 27 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965devolvida ao Tribunal de origem para comple- regionais eleitorais, afasta a incidência domentação. art. 102 da LC n° 35/1979 (Loman) nesse par- ticular. Res.-TSE nos 20.120/1998, 22.458/2006, Eleitoral Código§ 5° Não havendo impugnação, ou despre- e Ac.-TSE, de 15.8.2006, na AgR-RP n° 982:zada esta, o Tribunal Superior encaminhará a impossibilidade de reeleição de presidentelista ao Poder Executivo para a nomeação. de tribunal regional, nos termos do art. 102 da LC n° 35/1979 (Loman). V., ainda, Ac.-STF,§ 6° Não podem fazer parte do Tribunal Re- de 19.12.2006, na Rcl n° 4.587, que reformougional pessoas que tenham entre si parentes- o Ac.-TSE, de 15.8.2006, na AgR-RP n° 982 eco, ainda que por afinidade, até o 4° grau, seja Ac.-TSE, de 20.9.2011, no AgR-Rcl n° 121267:o vínculo legítimo ou ilegítimo, excluindo-se impossibilidade de alteração ou restrição, por qualquer norma infraconstitucional, da dura-neste caso a que tiver sido escolhida por úl- ção bienal de investidura e da possibilidadetimo. de recondução de juiz de TRE.§ 7° A nomeação de que trata o n° II deste ar- § 1° As atribuições do Corregedor Regionaltigo não poderá recair em cidadão que tenha serão fixadas pelo Tribunal Superior Eleito-qualquer das incompatibilidades menciona- ral e, em caráter supletivo ou complementar,das no art. 16, § 4°. pelo Tribunal Regional Eleitoral perante o qual ƒƒ O DL n° 441/1969 revogou os §§ 6° e 7° do servir. art. 25, passando os §§ 8° e 9° a constituir, ƒƒ V. notas ao art. 17, § 1°, deste código. respectivamente, os §§ 6° e 7°. ƒƒ A Lei n° 7.191/1984, ao alterar o art. 25, não § 2° No desempenho de suas atribuições o fez nenhuma referência aos parágrafos Corregedor Regional se locomoverá para as constantes do artigo modificado. Segundo Zonas Eleitorais nos seguintes casos: decisões do TSE (Res.-TSE nos 12.391/1985 e 18.318/1992, e Ac.-TSE n° 12.641/1996) e do I – por determinação do Tribunal Superior STF (Ac.-STF, de 15.12.1999, no RMS n° 23.123), Eleitoral ou do Tribunal Regional Eleitoral; os referidos parágrafos não foram revogados pela lei citada. II – a pedido dos Juízes Eleitorais; 99 A remissão ao § 4° do art. 16 deste código III – a requerimento de partido, deferido pelo refere-se a sua redação original. Com redação Tribunal Regional; dada pela Lei n° 7.191/1984, a matéria contida no § 4° do art. 16 passou a ser tratada no § 2°. IV – sempre que entender necessário.Art. 26. O Presidente e o Vice-Presidente do Art. 27. Servirá como Procurador RegionalTribunal Regional serão eleitos por este den- junto a cada Tribunal Regional Eleitoral o Pro-tre os três Desembargadores do Tribunal de curador da República no respectivo Estado, e,Justiça; o terceiro Desembargador será o Cor- onde houver mais de um, aquele que for de-regedor Regional da Justiça Eleitoral. signado pelo Procurador-Geral da República. 99 CF/88, art. 120, § 2°, c.c. o § 1°, I, a: eleição den- ƒƒ V. arts. 76 e 77 da LC n° 75/1993, que “Dispõe tre os dois desembargadores. Não havendo sobre a organização, as atribuições e o estatu- um terceiro magistrado do Tribunal de Justiça, to do Ministério Público da União”, e Ac.-TSE alguns tribunais regionais atribuem a função n° 309/1996: “As normas da Lei Orgânica do de corregedor ao vice-presidente, cumulativa- Ministério Público da União revogaram o mente, enquanto outros prescrevem a eleição art. 27 e seus parágrafos do Código Eleitoral, dentre os demais juízes que o compõem. porquanto regularam completamente a ma- téria”. V., ainda, a parte final da segunda nota ƒƒ Ac.-TSE n° 684/2004: a regra contida no ao § 4° deste artigo. art. 120, § 2°, da CF/88, no tocante ao crité- rio para eleição dos titulares dos cargos de ƒƒ Res.-TSE n° 22.458/2006: possibilidade de presidente e vice-presidente dos tribunais recondução de procuradores regionais 43
    • Art. 28 CÓDIGO ELEITORAL eleitorais por uma vez, a teor do art. 76, § 1°, ƒƒ V. quinta nota ao art. 19, parágrafo único, da LC n° 75/1993. deste código. § 1° No Distrito Federal, serão as funções ƒƒ Ac.-TSE, de 2.8.2011, no REspe n° 35.627: de Procurador Regional Eleitoral exercidas a duplicidade do voto do presidente do pelo Procurador-Geral da Justiça do Distrito regional no caso de empate conflita com o Federal. disposto neste artigo. ƒƒ V. primeira nota ao caput deste artigo: a função ƒƒ Ac.-TSE, de 4.5.2010, no REspe n° 36.151: exi- de procurador regional eleitoral será exercida gência do quorum previsto no caput, ainda por procurador regional da República. que regimento interno de TRE disponha de forma diversa. § 2° Substituirá o Procurador Regional, em suas faltas ou impedimentos, o seu substituto § 1° No caso de impedimento e não existindo legal. quorum, será o membro do Tribunal substituí- do por outro da mesma categoria, designado § 3° Compete aos Procuradores Regionais na forma prevista na Constituição. exercer, perante os Tribunais junto aos quais ƒƒ Res.-TSE n° 19.740/1996: “Juiz classe jurista. servirem, as atribuições do Procurador-Geral. Impedimento ou suspeição. Convocação do substituto da mesma categoria por ƒƒ LC n° 75/1993, art. 79, parágrafo único, e ordem de antigüidade, permanecendo Ac.-TSE n° 19.657/2004, dentre outras deci- o impedimento ou suspeição convoca-se sões: competência do procurador regional o remanescente. Aplicação do art. 19, pará- eleitoral para designar promotor eleitoral, por grafo único do CE”. indicação do procurador-geral de justiça, nas hipóteses de impedimento, recusa justificada ƒƒ Res.-TSE n° 22.469/2006: “Não há como con- ou inexistência de promotor que oficie peran- vocar substitutos representantes de classe te a zona eleitoral. diversa para complementação de quorum em Tribunal Regional Eleitoral, dado ser exigível § 4° Mediante prévia autorização do que tal ocorra entre membros da mesma Procurador-Geral, podendo os Procuradores classe, na esteira do estabelecido no art. 7° da Regionais requisitar, para auxiliá-los nas suas Res.-TSE n° 20.958/2001”. funções, membros do Ministério Público local, não tendo estes, porém, assento nas sessões § 2° Perante o Tribunal Regional, e com recur- do Tribunal. so voluntário para o Tribunal Superior qual- quer interessado poderá argüir a suspeição 99 O vocábulo “podendo” consta da redação dos seus membros, do Procurador Regional, original do dispositivo publicado no DOU. ou de funcionários da sua Secretaria, assim 99 LC n° 75/1993, art. 77, parágrafo único: como dos Juízes e escrivães eleitorais, nos ca- designação pelo procurador-geral eleito- sos previstos na lei processual civil e por mo- ral, por necessidade de serviço, de outros tivo de parcialidade partidária, mediante o membros do Ministério Público Federal para processo previsto em regimento. oficiar perante os tribunais regionais eleitorais. Res.-TSE n° 20.887/2001: admite a designação 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. de promotor de justiça para auxiliar o pro- curador regional, em caso de dificuldade de ƒƒ V. nota ao art. 20, caput, deste código. contar apenas com membros do Ministério Público Federal para desempenho das fun- § 3° No caso previsto no parágrafo anterior ções eleitorais. será observado o disposto no parágrafo único do art. 20. Art. 28. Os Tribunais Regionais deliberam por ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 9° da Lei maioria de votos, em sessão pública, com a n° 4.961/1966. presença da maioria de seus membros.44
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 30 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Art. 29. Compete aos Tribunais Regionais: grau de recurso, os denegados ou concedidos pelos Juízes Eleitorais; ou, ainda, o habeasI – processar e julgar originariamente: corpus, quando houver perigo de se consumar Eleitoral Código a violência antes que o Juiz competente possaa) o registro e o cancelamento do registro dos prover sobre a impetração;Diretórios Estaduais e Municipais de partidospolíticos, bem como de candidatos a Gover- f) as reclamações relativas a obrigações im-nador, Vice-Governadores, e membro do Con- postas por lei aos partidos políticos, quanto àgresso Nacional e das Assembléias Legislativas; sua contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos; ƒƒ LC n° 64/1990, art. 2°, parágrafo único, II: arguição de inelegibilidade perante os ƒƒ V. nota ao art. 22, I, f, deste código. tribunais regionais eleitorais. g) os pedidos de desaforamento dos feitos 99 Lei n° 9.096/1995, art. 10, parágrafo único: não decididos pelos Juízes Eleitorais em “O partido comunica à Justiça Eleitoral a trinta dias da sua conclusão para julgamento, constituição de seus órgãos de direção e formulados por partido, candidato, Ministério os nomes dos respectivos integrantes, bem Público ou parte legitimamente interessada, como as alterações que forem promovidas, sem prejuízo das sanções decorrentes do para anotação [...]”. Ac.-TSE n° 13.060/1996: excesso de prazo; “A finalidade dessa comunicação, entretanto, não é a de fazer existir o órgão de direção ou ƒƒ Alínea com redação dada pelo art. 10 da Lei permitir que participe do processo eleitoral n° 4.961/1966. [...]. A razão de ser, pois, é a publicidade, en- sejando, ainda, aos tribunais, verificar quem II – julgar os recursos interpostos: representa os partidos”. a) dos atos e das decisões proferidas pelosb) os conflitos de jurisdição entre Juízes Eleito- Juízes e Juntas Eleitorais;rais do respectivo Estado; b) das decisões dos Juízes Eleitorais que con-c) a suspeição ou impedimentos aos seus cederem ou denegarem habeas corpus oumembros, ao Procurador Regional e aos fun- mandado de segurança.cionários da sua Secretaria assim como aosJuízes e Escrivães Eleitorais; Parágrafo único. As decisões dos Tribunais Regionais são irrecorríveis, salvo nos casos do 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. art. 276. ƒƒ Ac.-TSE, de 30.5.2006, no MS n° 3.423: a exce- ção de suspeição deve ser dirigida, inicialmen- Art. 30. Compete, ainda, privativamente, aos te, ao juiz tido por suspeito pelo excipiente; Tribunais Regionais: acolhida pelo excepto, a ação há de ser submetida ao exame e julgamento de outro I – elaborar o seu Regimento Interno; magistrado; não acolhida, deve a exceção ser mandada ao Tribunal a que submetido ƒƒ CF/88, art. 96, I, a. o magistrado. II – organizar a sua Secretaria e a Correge-d) os crimes eleitorais cometidos pelos Juízes doria Regional, provendo-lhes os cargos naEleitorais; forma da lei, e propor ao Congresso Nacional, por intermédio do Tribunal Superior a criação ƒƒ CF/88, art. 96, III. ou supressão de cargos e a fixação dos respec- tivos vencimentos;e) o habeas corpus ou mandado de segurança,em matéria eleitoral, contra ato de autoridades ƒƒ CF/88, art. 96, I, b.que respondam perante os Tribunais deJustiça por crime de responsabilidade e, em ƒƒ Res.-TSE nos 21.902/2004 e 22.020/2005: não compete ao TSE homologar decisão de TRE 45
    • Art. 30 CÓDIGO ELEITORAL que aprova criação de escola judiciária no VIII – responder, sobre matéria eleitoral, às âmbito de sua jurisdição. consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública ou partido político; III – conceder aos seus membros e aos Juízes Eleitorais licença e férias, assim como afasta- ƒƒ V. inciso XII do art. 23 deste código: consulta mento do exercício dos cargos efetivos, sub- no âmbito do TSE. metendo, quanto àqueles, a decisão à aprova- ção do Tribunal Superior Eleitoral; IX – dividir a respectiva circunscrição em Zo- nas Eleitorais, submetendo esta divisão, assim ƒƒ CF/88, art. 96, I, f, e nota ao art. 23, IV, deste como a criação de novas Zonas, à aprovação código. do Tribunal Superior; IV – fixar a data das eleições de Governador ƒƒ V. nota ao art. 23, VIII, deste código. e Vice-Governador, Deputados Estaduais, Pre- feitos, Vice-Prefeitos, Vereadores e Juízes de X – aprovar a designação do ofício de Justiça Paz, quando não determinada por disposição que deva responder pela Escrivania Eleitoral constitucional ou legal; durante o biênio; ƒƒ CF/88, arts. 28 e 29, II, e Lei n° 9.504/1997, XI – (Revogado pela Lei n° 8.868/94.); arts. 1°, caput; 2°, § 1°; e 3°, § 2°: fixação de datas para eleição de governador e vice-governador XII – requisitar a força necessária ao cumpri- e de prefeito e vice-prefeito. mento de suas decisões e solicitar ao Tribunal Superior a requisição de força federal; ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 1°, caput: fixação de datas para eleição de senador, deputado 99 V. segunda a sexta notas ao art. 23, XIV, deste federal, deputado estadual, deputado distrital código. e vereador. XIII – autorizar, no Distrito Federal e nas ƒƒ CF/88, art. 32, § 2°: eleições de governador capitais dos Estados, ao seu Presidente e, no e vice-governador e de deputados distritais interior, aos Juízes Eleitorais, a requisição de coincidentes com as de governadores e funcionários federais, estaduais ou municipais deputados estaduais. para auxiliarem os Escrivães Eleitorais, quando ƒƒ CF/88, arts. 14, § 3°, VI, c, e 98, II: criação da o exigir o acúmulo ocasional do serviço; Justiça de Paz. 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. ƒƒ V. notas ao art. 23, VII, deste código. ƒƒ V. nota ao art. 23, XVI, deste código. V – constituir as Juntas Eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição; XIV – requisitar funcionários da União e, ainda, no Distrito Federal e em cada Estado VI – indicar ao Tribunal Superior as Zonas ou Território, funcionários dos respectivos Eleitorais ou Seções em que a contagem dos quadros administrativos, no caso de acúmulo votos deva ser feita pela Mesa Receptora; ocasional de serviço de suas Secretarias; ƒƒ V. art. 188 deste código. ƒƒ V. nota ao art. 23, XVI, deste código. ƒƒ V. art. 8°, parágrafo único, da Res.-TSE VII – apurar, com os resultados parciais n° 23.255/2010. enviados pelas Juntas Eleitorais, os resultados finais das eleições de Governador e Vice- XV – aplicar as penas disciplinares de adver- Governador, de membros do Congresso tência e de suspensão até 30 (trinta) dias aos Nacional e expedir os respectivos diplomas, Juízes Eleitorais; remetendo dentro do prazo de 10 (dez) dias após a diplomação, ao Tribunal Superior, XVI – cumprir e fazer cumprir as decisões e cópia das atas de seus trabalhos; instruções do Tribunal Superior;46
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 32 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965XVII – determinar, em caso de urgência, pro- membro do Ministério Público local que oficievidências para a execução da lei na respectiva perante o juízo incumbido do serviço eleitoralcircunscrição; na zona ou, nas hipóteses de sua inexistência, Eleitoral Código impedimento ou recusa justificada, o que forXVIII – organizar o fichário dos eleitores do designado pelo procurador regional eleitoral,Estado; por indicação do procurador-geral de justiça.XIX – suprimir os mapas parciais de apura- Art. 32. Cabe a jurisdição de cada uma dasção, mandando utilizar apenas os boletins e Zonas Eleitorais a um Juiz de Direito em efeti-os mapas totalizadores, desde que o menor vo exercício e, na falta deste, ao seu substitutonúmero de candidatos às eleições proporcio- legal que goze das prerrogativas do art. 95 danais justifique a supressão, observadas as se- Constituição.guintes normas: 99 Refere-se à CF/46; corresponde, entretanto,a) qualquer candidato ou partido poderá re- ao mesmo artigo da CF/88.querer ao Tribunal Regional que suprima a ƒƒ Ac.-TSE n° 19.260/2001: “O juiz de direitoexigência dos mapas parciais de apuração; substituto pode exercer as funções de juiz eleitoral, mesmo antes de adquirir a vitalicie-b) da decisão do Tribunal Regional qualquer dade, por força do que disposto no art. 22,candidato ou partido poderá, no prazo de três § 2°, da Loman.”. Ac.-TSE n° 15.277/1999: “A Leidias, recorrer para o Tribunal Superior, que de- Complementar n° 35 continua em vigor nacidirá em cinco dias; parte em que não haja incompatibilidade com a Constituição, como sucede com seu art. 22,c) a supressão dos mapas parciais de apuração § 2°. Assim, podem atuar como juízes eleitoraissó será admitida até seis meses antes da data os magistrados que, em virtude de não haverda eleição; decorrido o prazo previsto no art. 95, I, da Constituição, não gozam de vitaliciedade”.d) os boletins e mapas de apuração serão im-pressos pelos Tribunais Regionais, depois de ƒƒ LC n° 35/1979 (Loman), art. 11, caput e § 1°.aprovados pelo Tribunal Superior; ƒƒ Res.-TSE n° 22.607/2007: dispõe sobre a resi-e) o Tribunal Regional ouvirá os partidos na dência do juiz eleitoral.elaboração dos modelos dos boletins e ma-pas de apuração a fim de que estes atendam ƒƒ Res.-TSE n° 22.916/2008: impossibilidade deàs peculiaridades locais, encaminhando os juiz de direito, durante período de substituiçãomodelos que aprovar, acompanhados das de desembargador por convocação de Tribu- nal de Justiça, exercer o cargo de juiz eleitoral.sugestões ou impugnações formuladas pelospartidos, à decisão do Tribunal Superior. Parágrafo único. Onde houver mais de uma ƒƒ Inciso XIX e alíneas a a e acrescidos pelo art. 11 Vara, o Tribunal Regional designará aquela ou da Lei n° 4.961/1966. aquelas, a que incumbe o serviço eleitoral.Art. 31. Faltando num Território o Tribunal ƒƒ Res.-TSE n° 20.505/1999: sistema de rodízio na designação dos juízes ou varas para oRegional, ficará a respectiva circunscrição elei- exercício da jurisdição eleitoral; e Res.-TSEtoral sob a jurisdição do Tribunal Regional que n° 21.009/2002: “Estabelece normas relativaso Tribunal Superior designar. ao exercício da jurisdição eleitoral em primei- ro grau”; Prov.-CGE n° 5/2002: “Recomenda Título III observância de orientações que explicita, Dos Juízes Eleitorais relativas à aplicação dos critérios concernentes ao rodízio eleitoral, estabelecidos na Res.-TSE ƒƒ LC n° 75/1993, arts. 78 e 79: cabe ao promotor n° 21.009, de 5 de março de 2002”. eleitoral o exercício das funções eleitorais perante os juízes e juntas eleitorais; será ele o ƒƒ Ac.-TSE, de 15.9.2009, no RMS n° 579: fixação de critério para definir a jurisdição de zona 47
    • Art. 33 CÓDIGO ELEITORAL eleitoral cuja base territorial é abrangida por III – decidir habeas corpus e mandado de se- mais de um foro regional, qual seja, rodízio gurança, em matéria eleitoral, desde que essa entre todas as varas que atuam no território competência não esteja atribuída privativa- correspondente ao da zona eleitoral. mente à instância superior; Art. 33. Nas Zonas Eleitorais onde houver IV – fazer as diligências que julgar necessárias mais de uma serventia de Justiça, o Juiz in- à ordem e presteza do serviço eleitoral; dicará ao Tribunal Regional a que deve ter o anexo da Escrivania Eleitoral pelo prazo de V – tomar conhecimento das reclamações dois anos. que lhe forem feitas verbalmente ou por escri- to, reduzindo-as a termo, e determinando as § 1° Não poderá servir como Escrivão Eleitoral, providências que cada caso exigir; sob pena de demissão, o membro de Diretório de partido político, nem o candidato a cargo VI – indicar, para aprovação do Tribunal Re- eletivo, seu cônjuge e parente consangüíneo gional, a serventia de Justiça que deve ter o ou afim até o segundo grau. anexo da Escrivania Eleitoral; 99 Lei n° 10.842/2004, art. 4°, caput: as atribuições VII – (Revogado pela Lei n° 8.868/94.); da escrivania eleitoral passaram a ser exercidas privativamente pelo chefe de cartório eleitoral; VIII – dirigir os processos eleitorais e deter- art. 4°, § 1°: “Não poderá servir como chefe minar a inscrição e a exclusão de eleitores; de cartório eleitoral, sob pena de demissão, o membro de órgão de direção partidária, IX – expedir títulos eleitorais e conceder nem o candidato a cargo eletivo, seu cônju- transferência de eleitor; ge e parente consangüíneo ou afim até o 2° (segundo) grau”. X – dividir a Zona em Seções Eleitorais; § 2° O Escrivão Eleitoral, em suas faltas e impe- XI – mandar organizar, em ordem alfabética, dimentos, será substituído na forma prevista relação dos eleitores de cada Seção, para re- pela lei de organização judiciária local. messa à Mesa Receptora, juntamente com a 99 V. nota ao parágrafo anterior. pasta das folhas individuais de votação; 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. Art. 34. Os Juízes despacharão todos os dias na sede da sua Zona Eleitoral. XII – ordenar o registro e cassação do regis- tro dos candidatos aos cargos eletivos munici- Art. 35. Compete aos Juízes: pais e comunicá-los ao Tribunal Regional; I – cumprir e fazer cumprir as decisões e ƒƒ LC n° 64/1990, art. 2°, parágrafo único, III: determinações do Tribunal Superior e do arguição de inelegibilidade perante os juízes Regional; eleitorais. II – processar e julgar os crimes eleitorais e os XIII – designar, até 60 (sessenta) dias antes comuns que lhe forem conexos, ressalvada a das eleições os locais das Seções; competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais; XIV – nomear, 60 (sessenta) dias antes da eleição, em audiência pública anunciada com ƒƒ Ac.-STJ, de 11.6.2003, no CC n° 38.430: com- pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência, os petência do juízo da vara da infância e da membros das Mesas Receptoras; juventude, ou do juiz que exerce tal função na comarca, para processar e julgar ato infracional ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 63, § 2°: vedada a cometido por menor inimputável, ainda que nomeação, para presidente e mesários, de a infração seja equiparada a crime eleitoral. menores de 18 anos.48
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 37 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965XV – instruir os membros das Mesas Recepto- dobro dos dias prestados à Justiça Eleitoralras sobre as suas funções; nos eventos relacionados à realização das eleições”. Eleitoral CódigoXVI – providenciar para a solução das ocor-rências que se verificarem nas Mesas Recep- § 1° Os membros das Juntas Eleitorais serãotoras; nomeados 60 (sessenta) dias antes da eleição, depois de aprovação do Tribunal Regional,XVII – tomar todas as providências ao seu al- pelo Presidente deste, a quem cumpre tam-cance para evitar os atos viciosos das eleições; bém designar-lhes a sede.XVIII – fornecer aos que não votaram por § 2° Até 10 (dez) dias antes da nomeação, osmotivo justificado e aos não alistados, por dis- nomes das pessoas indicadas para compor aspensados do alistamento, um certificado que Juntas serão publicados no órgão oficial doos isente das sanções legais; Estado, podendo qualquer partido, no prazo de 3 (três) dias, em petição fundamentada, im- ƒƒ V. nota ao art. 10 deste código. pugnar as indicações.XIX – comunicar, até as 12 horas do dia se- § 3° Não podem ser nomeados membros dasguinte à realização da eleição, ao Tribunal Re- Juntas, escrutinadores ou auxiliares:gional e aos Delegados de partidos credencia-dos, o número de eleitores que votarem em ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 64: vedada a partici-cada uma das Seções da Zona sob sua jurisdi- pação de parentes em qualquer grau oução, bem como o total de votantes da Zona. de servidores da mesma repartição pública ou empresa privada na mesma mesa, turma ou junta eleitoral. Título IV Das Juntas Eleitorais I – os candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau, inclusive, e ƒƒ LC n° 75/1993, arts. 78 e 79: cabe ao promotor bem assim o cônjuge; eleitoral o exercício das funções eleitorais perante os juízes e juntas eleitorais; será ele o II – os membros de Diretórios de partidos po- membro do Ministério Público local que oficie líticos devidamente registrados e cujos nomes perante o juízo incumbido do serviço eleitoral na zona ou, nas hipóteses de sua inexistência, tenham sido oficialmente publicados; impedimento ou recusa justificada, o que for designado pelo procurador regional eleitoral, III – as autoridades e agentes policiais, bem por indicação do procurador-geral de justiça. como os funcionários no desempenho de car- gos de confiança do Executivo;Art. 36. Compor-se-ão as Juntas Eleitoraisde um Juiz de Direito, que será o Presidente, IV – os que pertencerem ao serviço eleitoral.e de 2 (dois) ou 4 (quatro) cidadãos de notóriaidoneidade. Art. 37. Poderão ser organizadas tantas Jun- tas quantas permitir o número de Juízes de ƒƒ LC n° 35/1979 (Loman), art. 11, § 2°. Direito que gozem das garantias do art. 95 da Constituição, mesmo que não sejam Juízes ƒƒ Lei n° 8.868/1994, art. 15: dispensa dos servido- Eleitorais. res públicos nomeados para compor as mesas receptoras ou juntas apuradoras pelo dobro ƒƒ LC n° 35/1979 (Loman), art. 23. dos dias de convocação. Lei n° 9.504/1997, art. 98: dispositivo de mesmo teor que, en- 99 Refere-se à CF/46; corresponde, entretanto, tretanto, utiliza a expressão “eleitores” em ao mesmo artigo da CF/88. substituição a “servidores públicos”. V., ainda, Res.-TSE n° 22.747/2008: “Aprova instruções Parágrafo único. Nas Zonas em que houver de para aplicação do art. 98 da Lei n° 9.504/1997, ser organizada mais de uma Junta, ou quando que dispõe sobre dispensa do serviço pelo estiver vago o cargo de Juiz Eleitoral ou estiver 49
    • Art. 38 CÓDIGO ELEITORAL este impedido, o Presidente do Tribunal Regio- IV – expedir diploma aos eleitos para cargos nal, com a aprovação deste, designará Juízes municipais. de Direito da mesma ou de outras Comarcas, para presidirem as Juntas Eleitorais. Parágrafo único. Nos Municípios onde houver mais de uma Junta Eleitoral, a expedição dos Art. 38. Ao Presidente da Junta é facultado diplomas será feita pela que for presidida pelo nomear, dentre cidadãos de notória idonei- Juiz Eleitoral mais antigo, à qual as demais dade, escrutinadores e auxiliares em número enviarão os documentos da eleição. capaz de atender à boa marcha dos trabalhos. Art. 41. Nas Zonas Eleitorais em que for au- § 1° É obrigatória essa nomeação sempre que torizada a contagem prévia dos votos pelas houver mais de dez urnas a apurar. Mesas Receptoras, compete à Junta Eleito- ral tomar as providências mencionadas no § 2° Na hipótese do desdobramento da Junta art. 195. em Turmas, o respectivo Presidente nomeará um escrutinador para servir como Secretário Parte Terceira Do Alistamento em cada Turma. ƒƒ Lei n° 6.996/1982: “Dispõe sobre a utilização § 3° Além dos Secretários a que se refere de processamento eletrônico de dados nos o parágrafo anterior será designado pelo serviços eleitorais e dá outras providências”. Presidente da Junta um escrutinador para Secretário-Geral competindo-lhe: ƒƒ Lei n° 7.444/1985: “Dispõe sobre a implantação do processamento eletrônico de dados no I – lavrar as atas; alistamento eleitoral e a revisão do eleitorado e dá outras providências”. II – tomar por termo ou protocolar os recursos, ƒƒ Res.-TSE n° 21.538/2003: “Dispõe sobre o neles funcionando como Escrivão; alistamento e serviços eleitorais mediante processamento eletrônico de dados, a regu- III – totalizar os votos apurados. larização de situação de eleitor, a administra- ção e a manutenção do cadastro eleitoral, o Art. 39. Até 30 (trinta) dias antes da eleição o sistema de alistamento eleitoral, a revisão do Presidente da Junta comunicará ao Presidente eleitorado e a fiscalização dos partidos políti- do Tribunal Regional as nomeações que houver cos, entre outros”. feito e divulgará a composição do órgão por edital publicado ou afixado, podendo qualquer ƒƒ Res.-TSE n° 21.920/2004: “Dispõe sobre o alistamento eleitoral e o voto dos cidadãos partido oferecer impugnação motivada no portadores de deficiência, cuja natureza e prazo de 3 (três) dias. situação impossibilitem ou tornem extrema- mente oneroso o exercício de suas obrigações Art. 40. Compete à Junta Eleitoral: eleitorais”. I – apurar, no prazo de 10 (dez) dias, as elei- ƒƒ V. notas ao art. 6°, caput, deste código. ções realizadas nas Zonas Eleitorais sob a sua jurisdição; ƒƒ Res.-TSE n° 23.088/2009: “Autoriza a expansão do projeto de modernização dos serviços ƒƒ V. nota ao art. 159, caput, deste código. eleitorais voltados ao pré-atendimento do cidadão, via Internet, para requerimento de II – resolver as impugnações e demais operações de alistamento, transferência e incidentes verificados durante os trabalhos da revisão”. Esse pré-atendimento foi implemen- contagem e da apuração; tado em caráter experimental pela Res.-TSE n° 22.754/2008. III – expedir os boletins de apuração mencio- ƒƒ Súm.-STJ n° 368/2008: “Compete à Justiça nados no art. 179; Comum Estadual processar e julgar os pedidos50
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 44 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 de retificação de dados cadastrais da Justiça ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 6°, II; e Lei n° 7.444/1985, Eleitoral”. art. 5°, § 2°, II. Eleitoral ƒƒ Res.-TSE n° 21.384/2003: inexigibilidade de Código Título I comprovação de quitação com o serviço Da Qualificação e Inscrição militar nas operações de transferência de domicílio, revisão de dados e segunda via, àArt. 42. O alistamento se faz mediante a qua- falta de previsão legal. Res.-TSE n° 22.097/2005:lificação e inscrição do eleitor. inexigibilidade do certificado de quitação do serviço militar daquele que completouParágrafo único. Para o efeito da inscrição, 18 anos para o qual ainda esteja em cursoé domicílio eleitoral o lugar de residência ou o prazo de apresentação ao órgão de alista-moradia do requerente, e, verificado ter o alis- mento militar.tando mais de uma, considerar-se-á domicílioqualquer delas. III – certidão de idade extraída do registro civil; ƒƒ Ac.-TSE nos 16.397/2000 e 18.124/2000: o con- ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 6°, IV; e Lei n° 7.444/1985, ceito de domicílio eleitoral não se confunde, art. 5°, § 2°, IV. necessariamente, com o de domicílio civil; aquele, mais flexível e elástico, identifica-se IV – instrumento público do qual se infira, por com a residência e o lugar onde o interessado direito ter o requerente idade superior a dezoi- tem vínculos (políticos, sociais, patrimoniais, to anos e do qual conste, também, os demais negócios). DL n° 201/1967, art. 7°, II: cassação elementos necessários à sua qualificação; do mandato de vereador quando fixar resi- dência fora do município. 99 V. nota ao art. 4° deste código.Art. 43. O alistando apresentará em Cartório ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 6°, V; e Lei n° 7.444/1985,ou local previamente designado, requerimen- art. 5°, § 2°, V.to em fórmula que obedecerá ao modelo apro-vado pelo Tribunal Superior. V – documento do qual se infira a naciona- lidade brasileira, originária ou adquirida, do ƒƒ Lei n° 7.444/1985: alistamento também por requerente. processamento eletrônico. 99 Lei n° 6.192/1974, que “Dispõe sobre restri- 99 Res.-TSE n° 21.538/2003, arts. 4° a 8°: para ções a brasileiros naturalizados, e dá outras alistamento eleitoral, transferência, revisão ou providências”: “Art. 1°. É vedada qualquer segunda via, será utilizado o Requerimento de distinção entre brasileiros natos e naturali- Alistamento Eleitoral (RAE). zados. [...] Art. 4°. Nos documentos públicos, a indicação da nacionalidade brasileiraArt. 44. O requerimento, acompanhado de alcançada mediante naturalização far-se-á3 (três) retratos, será instruído com um dos sem referência a esta circunstância”. CF/88,seguintes documentos, que não poderão ser art. 12, § 2°.supridos mediante justificação: ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 6°, VI; e Lei n° 7.444/1985, 99 Lei n° 7.444/1985, art. 5°, § 4°, c.c. o art. 1°, art. 5°, § 2°, VI. caput: dispensa de fotografias no alistamento ƒƒ Res.-TSE n° 21.385/2003: inexigibilidade de por processamento eletrônico. prova de opção pela nacionalidade brasileira para fins de alistamento eleitoral, não previstaI – carteira de identidade expedida pelo órgão na legislação pertinente.competente do Distrito Federal ou dos Estados; 99 Lei n° 6.996/1982, art. 6°, I; e Lei n° 7.444/1985, Parágrafo único. Será devolvido o requeri- art. 5°, § 2°, I. mento que não contenha os dados constan- tes do modelo oficial, na mesma ordem, e emII – certificado de quitação do serviço militar; caracteres inequívocos. 51
    • Art. 45 CÓDIGO ELEITORAL Art. 45. O Escrivão, o funcionário ou o Pre- bem como qualquer deles, se entregarem ao parador recebendo a fórmula e documentos eleitor o título cuja assinatura não for idêntica determinará que o alistando date e assine a à do requerimento de inscrição e do recibo ou petição e em ato contínuo atestará terem sido o fizerem a pessoa não autorizada por escrito. a data e a assinatura lançados na sua presen- ça; em seguida, tomará a assinatura do reque- ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 12 da rente na folha individual de votação e nas duas Lei n° 4.961/1966. vias do título eleitoral, dando recibo da peti- 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. ção e do documento. 99 V. segunda e terceira notas ao caput deste 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. artigo. 99 Lei n° 8.868/1994, art. 14: torna sem efeito a 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. menção ao preparador, ao revogar o inciso XI do art. 30 e o inciso VII do art. 35, além dos § 5° A restituição de qualquer documento arts. 62 a 65 e 294 deste código. não poderá ser feita antes de despachado o 99 Lei n° 7.444/1985, art. 5°, § 1°: no caso de pedido de alistamento pelo Juiz Eleitoral. analfabeto, será feita a impressão digital do polegar direito. § 6° Quinzenalmente o Juiz Eleitoral fará publicar pela imprensa, onde houver, ou por 99 V. nota ao § 9° deste artigo. editais, a lista dos pedidos de inscrição, men- cionando os deferidos, os indeferidos e os § 1° O requerimento será submetido ao des- convertidos em diligência, contando-se dessa pacho do Juiz nas 48 (quarenta e oito) horas publicação o prazo para os recursos a que se seguintes. refere o parágrafo seguinte. § 2° Poderá o Juiz se tiver dúvida quanto à § 7° Do despacho que indeferir o requerimen- identidade do requerente ou sobre qualquer to de inscrição caberá recurso interposto pelo outro requisito para o alistamento, converter alistando e do que o deferir poderá recorrer o julgamento em diligência para que o alis- qualquer Delegado de partido. tando esclareça ou complete a prova ou, se for necessário, compareça pessoalmente à ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 7°, § 1°: prazo de 5 dias sua presença. para interposição de recurso pelo alistando e de 10 dias pelo delegado de partido nos § 3° Se se tratar de qualquer omissão ou irre- casos de inscrição originária. Norma repetida na Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 17, § 1°. gularidade que possa ser sanada, fixará o Juiz para isso prazo razoável. § 8° Os recursos referidos no parágrafo an- terior serão julgados pelo Tribunal Regional § 4° Deferido o pedido, no prazo de cinco Eleitoral dentro de 5 (cinco) dias. dias, o título e o documento que instruiu o pe- dido serão entregues pelo Juiz, Escrivão, fun- § 9° Findo esse prazo, sem que o alistando cionário ou Preparador. A entrega far-se-á ao se manifeste, ou logo que seja desprovido próprio eleitor, mediante recibo, ou a quem o recurso em instância superior, o Juiz inuti- o eleitor autorizar por escrito o recebimento, lizará a folha individual de votação assinada cancelando-se o título cuja assinatura não for pelo requerente, a qual ficará fazendo par- idêntica à do requerimento de inscrição e à do te integrante do processo e não poderá, em recibo. qualquer tempo, ser substituída, nem dele O recibo será obrigatoriamente anexado ao retirada, sob pena de incorrer o responsável processo eleitoral, incorrendo o Juiz que não o nas sanções previstas no art. 293. fizer na multa de um a cinco salários mínimos 99 Lei n° 6.996/1982, art. 12, caput: substituição regionais, na qual incorrerão ainda o Escrivão, da folha individual de votação por listas de funcionário ou Preparador, se responsáveis,52
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 46 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 eleitores emitidas por computador no pro- apuração, ao respectivo Cartório, onde fica- cessamento eletrônico de dados. rão guardadas. Eleitoral§ 10. No caso de indeferimento do pedido, o Código ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 12, c.c. o art. 3°, I e II; eCartório devolverá ao requerente, mediante Lei n° 7.444/1985, art. 6°, caput e § 1°: substi-recibo, as fotografias e o documento com que tuição de formalidades com a implantação dohouver instruído o seu requerimento. processamento eletrônico de dados. ƒƒ V. nota ao art. 44, caput, deste código. 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código.§ 11. O título eleitoral e a folha individual § 3° O eleitor ficará vinculado permanente-de votação somente serão assinados pelo Juiz mente à Seção Eleitoral indicada no seu título,Eleitoral depois de preenchidos pelo Cartório salvo:e de deferido o pedido, sob as penas doartigo 293. I – se se transferir de Zona ou Município, hi- pótese em que deverá requerer transferência; ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 12 da Lei n° 4.961/1966. II – se, até 100 (cem) dias antes da eleição, pro- var, perante o Juiz Eleitoral, que mudou de re- 99 V. nota ao § 9° deste artigo. sidência dentro do mesmo Município, de um Distrito para outro ou para lugar muito distan-§ 12. É obrigatória a remessa ao Tribunal Re- te da Seção em que se acha inscrito, caso emgional da ficha do eleitor, após a expedição do que serão feitas na folha de votação e no títuloseu título. eleitoral, para esse fim exibido, as alterações correspondentes, devidamente autenticadas ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 13 da Lei pela autoridade judiciária. n° 4.961/1966. 99 V. nota ao art. 67 deste código.Art. 46. As folhas individuais de votação e ostítulos serão confeccionados de acordo com o § 4° O eleitor poderá, a qualquer tempo, re-modelo aprovado pelo Tribunal Superior Elei- querer ao Juiz Eleitoral a retificação de seutoral. título eleitoral ou de sua folha individual de vo- tação, quando neles constar erro evidente, ou 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. indicação de Seção diferente daquela a que 99 O modelo do título eleitoral é o aprovado pela devesse corresponder a residência indicada Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 22. no pedido de inscrição ou transferência.§ 1° Da folha individual de votação e do título ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 14 da Leieleitoral constará a indicação da Seção em n° 4.961/1966.que o eleitor tiver sido inscrito a qual será 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código.localizada dentro do distrito judiciário ouadministrativo de sua residência e o mais § 5° O título eleitoral servirá de prova de quepróximo dela, considerados a distância e os o eleitor está inscrito na Seção em que devemeios de transporte. votar. E, uma vez datado e assinado pelo Presi- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. dente da Mesa Receptora, servirá também de prova de haver o eleitor votado.§ 2° As folhas individuais de votação serão ƒƒ Primitivo § 4° renumerado para § 5° pelo art. 14conservadas em pastas, uma para cada Se- da Lei n° 4.961/1966.ção Eleitoral; remetidas, por ocasião daseleições, às Mesas Receptoras, serão por es- ƒƒ Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 54: comprovantetas encaminhadas com a urna e os demais de votação emitido por computador. V., ainda,documentos da eleição às Juntas Eleitorais, primeira nota ao art. 146, XIV, deste código.que as devolverão, findos os trabalhos da 53
    • Art. 47 CÓDIGO ELEITORAL Art. 47. As certidões de nascimento ou ca- da lei respectiva”. Lei n° 8.112/1990: “Art. 97. samento, quando destinadas ao alistamen- Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor to eleitoral, serão fornecidas gratuitamente, ausentar-se do serviço: [...] II – por 2 (dois) dias, segundo a ordem dos pedidos apresentados para se alistar como eleitor”. em Cartório pelos alistandos ou Delegados de partido. Art. 49. Os cegos alfabetizados pelo sistema Braille, que reunirem as demais condições de § 1° Os Cartórios de registro civil farão, ain- alistamento, podem qualificar-se mediante da, gratuitamente, o registro de nascimento, o preenchimento da fórmula impressa e a visando ao fornecimento de certidão aos alis- aposição do nome com as letras do referido tandos, desde que provem carência de recur- alfabeto. sos, ou aos Delegados de partido, para fins eleitorais. § 1° De forma idêntica serão assinadas a folha individual de votação e as vias do título. ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 2° da Lei n° 6.018/1974, com a consequente renume- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. ração dos §§ 1° a 3°. Os antigos parágrafos haviam sido acrescidos pelo art. 15 da Lei § 2° Esses atos serão feitos na presença tam- n° 4.961/1966. bém de funcionários de estabelecimento es- pecializado de amparo e proteção de cegos, ƒƒ Lei n° 9.534/1997: gratuidade do registro civil conhecedor do sistema Braille, que subscreve- de nascimento e da certidão respectiva. rá, com o Escrivão ou funcionário designado, a seguinte declaração a ser lançada no modelo ƒƒ V. art. 373 deste código. de requerimento: “Atestamos que a presente fórmula bem como a folha individual de vota- § 2° Em cada Cartório de registro civil haverá ção e vias do título foram subscritas pelo pró- um livro especial, aberto e rubricado pelo Juiz prio, em nossa presença”. Eleitoral, onde o cidadão, ou o Delegado de partido deixará expresso o pedido de certidão 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. para fins eleitorais, datando-o. 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. § 3° O Escrivão, dentro de quinze dias da data do pedido, concederá a certidão, ou justifica- Art. 50. O Juiz Eleitoral providenciará para rá, perante o Juiz Eleitoral, por que deixa de que se proceda ao alistamento nas próprias fazê-lo. sedes dos estabelecimentos de proteção aos cegos, marcando previamente, dia e hora § 4° A infração ao disposto neste artigo sujei- para tal fim, podendo se inscrever na Zona tará o Escrivão às penas do art. 293. Eleitoral correspondente todos os cegos do Município. ƒƒ Parágrafos 2° ao 4° acrescidos pelo art. 15 da Lei n° 4.961/1966, que os numerava como ƒƒ V. art. 136 deste código. §§ 1° a 3°. § 1° Os eleitores inscritos em tais condições Art. 48. O empregado mediante comunica- deverão ser localizados em uma mesma Seção ção com 48 (quarenta e oito) horas de ante- da respectiva Zona. cedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário e por tempo § 2° Se no alistamento realizado pela forma não excedente a 2 (dois) dias, para o fim de se prevista nos artigos anteriores, o número de alistar eleitor ou requerer transferência. eleitores não alcançar o mínimo exigido, este se completará com a inclusão de outros, ainda ƒƒ CLT: “Art. 473. O empregado poderá deixar de que não sejam cegos. comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: [...] V – até 2 (dois) dias consecutivos ou não, Art. 51. (Revogado pela Lei n° 7.914/89.) para o fim de se alistar eleitor, nos termos54
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 55 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 Capítulo I caso o eleitor haja solicitado essa providência, Da Segunda Via ou ficará em Cartório aguardando que o inte- ressado o procure. EleitoralArt. 52. No caso de perda ou extravio de seu Códigotítulo, requererá o eleitor ao Juiz do seu domi- § 4° O pedido de segunda via formulado noscílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da elei- termos deste artigo só poderá ser recebidoção, que lhe expeça segunda via. até 60 (sessenta) dias antes do pleito. ƒƒ V. nota ao art. 91-A da Lei n° 9.504/1997. Art. 54. O requerimento de segunda via, em qualquer das hipóteses, deverá ser assinado§ 1° O pedido de segunda via será apresen- sobre selos federais, correspondentes a 2%tado em Cartório, pessoalmente, pelo eleitor, (dois por cento) do salário mínimo da Zonainstruído o requerimento, no caso de inutili- Eleitoral de inscrição.zação ou dilaceração, com a primeira via dotítulo. 99 V. quarta nota ao art. 8°, caput, deste código.§ 2° No caso de perda ou extravio do título, o 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código.Juiz, após receber o requerimento de segundavia, fará publicar, pelo prazo de 5 (cinco) dias, Parágrafo único. Somente será expedida se-pela imprensa, onde houver, ou por editais, a gunda via ao eleitor que estiver quite com anotícia do extravio ou perda e do requerimen- Justiça Eleitoral, exigindo-se, para o que foito de segunda via, deferindo o pedido, findo multado e ainda não liquidou a dívida, o pré-este prazo, se não houver impugnação. vio pagamento, através de selo federal inutili- zado nos autos. ƒƒ V. parte final da segunda nota ao art. 57, § 2°, deste código. 99 V. quarta nota ao art. 8°, caput, deste código.Art. 53. Se o eleitor estiver fora do seu domi- Capítulo IIcílio eleitoral poderá requerer a segunda via Da Transferênciaao Juiz da Zona em que se encontrar, esclare- Art. 55. Em caso de mudança de domicílio,cendo se vai recebê-la na sua Zona ou na em cabe ao eleitor requerer ao Juiz do novo do-que requereu. micílio sua transferência, juntando o título ƒƒ V. art. 69, parágrafo único, deste código. anterior.§ 1° O requerimento, acompanhado de um § 1° A transferência só será admitida satisfei-novo título assinado pelo eleitor na presença tas as seguintes exigências:do Escrivão ou de funcionário designado e deuma fotografia, será encaminhado ao Juiz da I – entrada do requerimento no Cartório Elei-Zona do eleitor. toral do novo domicílio até 100 (cem) dias an- tes da data da eleição; 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. 99 V. nota ao art. 67 deste código. 99 V. nota ao art. 44, caput, deste código. II – transcorrência de pelo menos 1 (um) ano§ 2° Antes de processar o pedido, na forma da inscrição primitiva;prevista no artigo anterior, o Juiz determinaráque se confira a assinatura constante do novo 99 Lei n° 6.996/1982, art. 8°, II, e Res.-TSEtítulo com a da folha individual de votação ou n° 21.538/2003, art. 18, II. Ac.-TSE n° 4.762/2004: o prazo é contado da inscrição imediatamentedo requerimento de inscrição. anterior ao novo domicílio. 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. III – residência mínima de 3 (três) meses no§ 3° Deferido o pedido, o título será enviado novo domicílio, atestada pela autoridade poli-ao Juiz da Zona que remeteu o requerimento, cial ou provada por outros meios convincentes. 55
    • Art. 56 CÓDIGO ELEITORAL 99 Lei n° 6.996/1982, art. 8°, III: residência de- podendo os interessados impugná-lo no clarada, sob as penas da lei, pelo próprio prazo de dez dias. eleitor. Ac.-TSE n° 196/1993: este inciso III foi derrogado pelo art. 8°, III, da lei citada. Lei § 1° Certificado o cumprimento do disposto n° 7.115/1983, art. 1°, caput: “A declaração neste artigo, o pedido deverá ser desde logo destinada a fazer prova de vida, residência, decidido, devendo o despacho do Juiz ser pu- pobreza, dependência econômica, homoní- blicado pela mesma forma. mia ou bons antecedentes, quando firmada pelo próprio interessado ou por procurador ƒƒ Caput e § 1° com redação dada pelo art. 17 da bastante, e sob as penas da lei, presume-se Lei n° 4.961/1966. verdadeira”; e Res.-TSE n° 11.917/1984: as regras de direito probatório contidas na Lei § 2° Poderá recorrer para o Tribunal Regional n° 7.115/1983 são aplicáveis ao processo elei- Eleitoral, no prazo de 3 (três) dias, o eleitor toral, com exceção do processo penal eleitoral. que pediu a transferência, sendo-lhe a mesma negada, ou qualquer Delegado de partido, ƒƒ Ac.-TSE n° 16.397/2000: “O conceito de do- quando o pedido for deferido. micílio eleitoral não se confunde com o de domicílio do direito comum, regido pelo Di- ƒƒ Ac.-TSE nos 10.725/1989 e 19.141/2001, den- reito Civil. Mais flexível e elástico, identifica-se tre outros: reconhecimento de legitimidade com a residência e o lugar onde o interessado recursal a partido político de decisão que tem vínculos políticos e sociais”. No mesmo indefere transferência de eleitor. sentido, Ac.-TSE nos 21.829/2004 e 4.769/2004. ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 7°, § 1°: prazo de 5 dias § 2° O disposto nos incisos II e III do parágrafo para interposição de recurso pelo alistando e anterior não se aplica quando se tratar de trans- de 10 dias pelo delegado de partido nos casos ferência de título eleitoral de servidor público de inscrição originária ou de transferência. civil, militar, autárquico, ou de membro de sua Norma disposta nos arts. 17, § 1°, e 18, § 5°, da família, por motivo de remoção ou transferência. Res.-TSE n° 21.538/2003. Ac.-TSE n° 4.339/2003: “[...] o art. 7°, § 1°, da Lei n° 6.996/1982 não ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 16 da alterou o art. 57 do Código Eleitoral. Versam Lei n° 4.961/1966. os artigos institutos diferentes – inscrição e transferência eleitorais, respectivamente”. Art. 56. No caso de perda ou extravio do títu- Em sentido contrário, dec. monocráticas do lo anterior declarado esse fato na petição de corregedor-geral eleitoral, de 4.4.2006, no PA transferência, o Juiz do novo domicílio, como n° 19.536 e, de 19.3.2007, na Pet n° 1.817: “[...] ato preliminar, requisitará, por telegrama, a as disposições contidas nos arts. 17, § 1°, e 18, confirmação do alegado à Zona Eleitoral onde § 5°, da Res.-TSE n° 21.538/2003, aprovadas em consonância com o art. 7°, § 1°, da Lei o requerente se achava inscrito. n° 6.996/1982, legitimamente alteraram o procedimento do art. 57 do Código Eleitoral, § 1° O Juiz do antigo domicílio, no prazo de 5 compatibilizando-o com a sistemática de pres- (cinco) dias, responderá por ofício ou telegra- tação de serviços eleitorais introduzida com ma, esclarecendo se o interessado é realmente a implantação do processamento eletrônico eleitor, se a inscrição está em vigor, e, ainda, no alistamento eleitoral (Lei n° 7.444/1985), qual o número e a data da inscrição respectiva. ficando, por idênticas razões, parcialmente superado o disposto no § 2° do art. 52 do § 2° A informação mencionada no parágrafo mesmo código, relativamente à segunda via”. anterior, suprirá a falta do título extraviado, ou perdido, para o efeito da transferência, deven- § 3° Dentro de 5 (cinco) dias, o Tribunal Re- do fazer parte integrante do processo. gional Eleitoral decidirá do recurso interposto nos termos do parágrafo anterior. Art. 57. O requerimento de transferência de domicílio eleitoral será imediatamen- § 4° Só será expedido o novo título decorri- te publicado na imprensa oficial na capi- dos os prazos previstos neste artigo e respec- tal, e em Cartório nas demais localidades, tivos parágrafos.56
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 66 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Art. 58. Expedido o novo título o Juiz co- II – ordenará a retirada do fichário da segun-municará a transferência ao Tribunal Regio- da parte do título;nal competente, no prazo de 10 (dez) dias, Eleitoral Códigoenviando-lhe o título eleitoral, se houver, ou III – comunicará o cancelamento ao Tribunaldocumento a que se refere o § 1° do artigo 56. Regional a que estiver subordinado, que fará a devida anotação na ficha de seus arquivos;§ 1° Na mesma data comunicará ao Juiz daZona de origem a concessão da transferência IV – se o eleitor havia assinado ficha de re-e requisitará a folha individual de votação. gistro de partido, comunicará ao Juiz do novo domicílio e, ainda, ao Tribunal Regional, se a 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. transferência foi concedida para outro Estado.§ 2° Na nova folha individual de votação ficará Art. 60. O eleitor transferido não poderá vo-consignado, na coluna destinada a anotações, tar no novo domicílio eleitoral em eleição su-que a inscrição foi obtida por transferência, e, plementar à que tiver sido realizada antes dede acordo com os elementos constantes do sua transferência.título primitivo, qual o último pleito em que oeleitor transferido votou. Essa anotação cons- Art. 61. Somente será concedida transferênciatará, também, de seu título. ao eleitor que estiver quite com a Justiça Eleitoral. ƒƒ V. primeira nota ao art. 46, § 2°, deste código. § 1° Se o requerente não instruir o pedido de transferência com o título anterior, o Juiz do 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. novo domicílio, ao solicitar informação ao da§ 3° O processo de transferência só será Zona de origem, indagará se o eleitor está quitearquivado após o recebimento da folha com a Justiça Eleitoral, ou não o estando, qual aindividual de votação da Zona de origem, que importância da multa imposta e não paga.dele ficará constando, devidamente inutilizada, § 2° Instruído o pedido com o título, e veri-mediante aposição de carimbo a tinta vermelha. ficado que o eleitor não votou em eleição 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. anterior, o Juiz do novo domicílio solicitará in- formações sobre o valor da multa arbitrada na§ 4° No caso de transferência de Município Zona de origem, salvo se o eleitor não quiserou Distrito dentro da mesma Zona, deferido o aguardar a resposta, hipótese em que pagarápedido, o Juiz determinará a transposição da o máximo previsto.folha individual de votação para a pasta corres-pondente ao novo domicílio, a anotação de § 3° O pagamento da multa, em qualquer dasmudança no título eleitoral e comunicará ao hipóteses dos parágrafos anteriores, será co-Tribunal Regional para a necessária averbação municado ao Juízo de origem para as neces-na ficha do eleitor. sárias anotações. 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. Capítulo III Dos PreparadoresArt. 59. Na Zona de origem, recebida do Juiz Arts. 62 a 65. (Revogados pela Lei n° 8.868/94.)do novo domicílio a comunicação de transfe-rência, o Juiz tomará as seguintes providências: Capítulo IV Dos Delegados de PartidoI – determinará o cancelamento da inscrição perante o Alistamentodo transferido e a remessa dentro de trêsdias, da folha individual de votação ao Juiz Art. 66. É lícito aos partidos políticos, por seusrequisitante; Delegados: 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. ƒƒ Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 27, I: acompanha- mento, pelos partidos políticos, dos pedidos 57
    • Art. 67 CÓDIGO ELEITORAL de alistamento, transferência, segundas vias 99 Lei n° 9.504/1997, art. 91, caput: fixação em e quaisquer outros, até mesmo emissão e 150 dias. entrega de títulos eleitorais. Art. 68. Em audiência pública, que se realiza- I – acompanhar os processos de inscrição; rá às 14 (quatorze) horas do 69° (sexagésimo nono) dia anterior à eleição, o Juiz Eleitoral II – promover a exclusão de qualquer eleitor declarará encerrada a inscrição de eleitores na inscrito ilegalmente e assumir a defesa do respectiva Zona e proclamará o número dos eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida; inscritos até às 18 (dezoito) horas do dia ante- rior, o que comunicará incontinênti ao Tribunal III – examinar, sem perturbação do serviço Regional Eleitoral, por telegrama, e fará público e em presença dos servidores designados, em edital, imediatamente afixado no lugar pró- os documentos relativos ao alistamento prio do Juízo e divulgado pela imprensa, onde eleitoral, podendo deles tirar cópias ou fo- houver, declarando nele o nome do último tocópias. eleitor inscrito e o número do respectivo título, fornecendo aos Diretórios Municipais dos par- § 1° Perante o Juízo Eleitoral, cada partido po- tidos cópia autêntica desse edital. derá nomear 3 (três) Delegados. § 1° Na mesma data será encerrada a trans- ƒƒ Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 28, caput: manu- ferência de eleitores, devendo constar do te- tenção de dois delegados junto ao Tribunal Regional Eleitoral e de até três em cada zona legrama do Juiz Eleitoral ao Tribunal Regional eleitoral. Eleitoral, do edital e da cópia deste fornecida aos Diretórios Municipais dos partidos e da pu- § 2° Perante os Preparadores, cada partido blicação da imprensa, os nomes dos 10 (dez) poderá nomear até 2 (dois) Delegados, que últimos eleitores, cujos processos de transfe- assistam e fiscalizem os seus atos. rência estejam definitivamente ultimados e o número dos respectivos títulos eleitorais. 99 V. segunda nota ao art. 45, caput, deste código. § 2° O despacho de pedido de inscrição, § 3° Os Delegados a que se refere este artigo transferência, ou segunda via, proferido após serão registrados perante os Juízes Eleitorais, esgotado o prazo legal, sujeita o Juiz Eleitoral a requerimento do Presidente do Diretório às penas do art. 291. Municipal. Art. 69. Os títulos eleitorais resultantes dos § 4° O Delegado credenciado junto ao Tribu- pedidos de inscrição ou de transferência serão nal Regional Eleitoral poderá representar o entregues até 30 (trinta) dias antes da eleição. partido junto a qualquer Juízo ou Preparador do Estado, assim como o Delegado credencia- Parágrafo único. A segunda via poderá ser do perante o Tribunal Superior Eleitoral po- entregue ao eleitor até a véspera do pleito. derá representar o partido perante qualquer Tribunal Regional, Juízo ou Preparador. Art. 70. O alistamento reabrir-se-á em cada Zona logo que estejam concluídos os traba- ƒƒ Lei n° 9.096/1995, art. 11. lhos da sua Junta Eleitoral. 99 V. segunda nota ao art. 45, caput, deste código. Título II Capítulo V Do Cancelamento e da Exclusão Do Encerramento do Alistamento ƒƒ Ac.-TSE nos 643/2004, 646/2004 e 653/2004: necessidade de instauração de processo es- Art. 67. Nenhum requerimento de inscrição pecífico para cancelamento de transferência eleitoral ou de transferência será recebido dentro considerada fraudulenta, observando-se os dos 100 (cem) dias anteriores à data da eleição. princípios do contraditório e da ampla defesa.58
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 75 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Art. 71. São causas de cancelamento: Município, o Tribunal Regional poderá deter- minar a realização de correição e, provada aI – a infração dos arts. 5° e 42; fraude em proporção comprometedora, or- Eleitoral Código denará a revisão do eleitorado, obedecidas asII – a suspensão ou perda dos direitos instruções do Tribunal Superior e as recomen-políticos; dações que, subsidiariamente, baixar, com o cancelamento de ofício das inscrições corres- ƒƒ CF/88, art. 15: casos de perda ou suspensão pondentes aos títulos que não forem apresen- dos direitos políticos. tados à revisão.III – a pluralidade de inscrição; ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 19 da Lei n° 4.961/1966.IV – o falecimento do eleitor; ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 92: casos de revisão ƒƒ Res.-TSE n° 22.166/2006: “Estabelece providên- e de correição nas zonas eleitorais. Res.-TSE cias a serem adotadas em relação a inscrições n° 21.538/2003, arts. 58 a 76: hipóteses de identificadas como de pessoas falecidas, me- revisão do eleitorado e procedimento para diante cruzamento entre dados do cadastro sua efetivação; e Res.-TSE n° 21.372/2003: eleitoral e registros de óbitos fornecidos pelo “Estabelece rotina para realização de Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”. correições nas zonas eleitorais do país”.V – deixar de votar em 3 (três) eleições Art. 72. Durante o processo e até a exclusãoconsecutivas. pode o eleitor votar validamente. ƒƒ Inciso com redação dada pelo art. 2° da Lei ƒƒ V. nota ao art. 78, I, deste código. n° 7.663/1988. Parágrafo único. Tratando-se de inscrições ƒƒ V. art. 7°, § 3°, deste código. contra as quais hajam sido interpostos re- cursos das decisões que as deferiram, desde§ 1° A ocorrência de qualquer das causas enu- que tais recursos venham a ser providos pelomeradas neste artigo acarretará a exclusão do Tribunal Regional ou Tribunal Superior, serãoeleitor, que poderá ser promovida ex officio, a nulos os votos se o seu número for suficienterequerimento de Delegado de partido ou de para alterar qualquer representação partidáriaqualquer eleitor. ou classificação de candidato eleito pelo prin-§ 2° No caso de ser algum cidadão maior de cípio majoritário.18 (dezoito) anos privado temporária ou defi- ƒƒ V. art. 175, § 3°, deste código.nitivamente dos direitos políticos, a autorida-de que impuser essa pena providenciará para Art. 73. No caso de exclusão, a defesa podeque o fato seja comunicado ao Juiz Eleitoral ser feita pelo interessado, por outro eleitor ouou ao Tribunal Regional da circunscrição em por Delegado de partido.que residir o réu. Art. 74. A exclusão será mandada processar§ 3° Os oficiais de registro civil, sob as penas ex officio pelo Juiz Eleitoral, sempre que tiverdo art. 293, enviarão, até o dia 15 (quinze) de conhecimento de alguma das causas docada mês, ao Juiz Eleitoral da Zona em que ofi- cancelamento.ciarem, comunicação dos óbitos de cidadãosalistáveis, ocorridos no mês anterior, para can- Art. 75. O Tribunal Regional, tomando conhe-celamento das inscrições. cimento através de seu fichário, da inscrição do mesmo eleitor em mais de uma Zona sob ƒƒ V. art. 79 e nota ao art. 71, IV, deste código. sua jurisdição, comunicará o fato ao Juiz com- petente para o cancelamento, que de prefe-§ 4° Quando houver denúncia fundamenta- rência deverá recair:da de fraude no alistamento de uma Zona ou 59
    • Art. 76 CÓDIGO ELEITORAL 99 Res.-TSE n° 21.538/2003, art. 33, caput: bati- que inviabilize a regularização no cadastro, o mento ou cruzamento dos dados constantes eleitor não ficará sujeito às sanções pelo não do cadastro eletrônico realizado pelo TSE exercício do voto. em âmbito nacional; art. 89 da mesma re- solução: inutilização, a critério dos tribunais II – registrará a ocorrência na coluna de regionais, dos fichários manuais; e arts. 40, observações do livro de inscrição; 41 e 47: cancelamento da inscrição em caso de pluralidade. III – excluirá dos fichários as respectivas fichas, colecionando-as à parte; I – na inscrição que não corresponda ao do- micílio eleitoral; IV – anotará, de forma sistemática, os claros abertos na pasta de votação para o oportuno II – naquela cujo título não haja sido entre- preenchimento dos mesmos; gue ao eleitor; V – comunicará o cancelamento ao Tribunal III – naquela cujo título não haja sido utiliza- Regional para anotação no seu fichário. do para o exercício do voto na última eleição; Art. 79. No caso de exclusão por falecimento, IV – na mais antiga. tratando-se de caso notório, serão dispensa- das as formalidades previstas nos nos II e III do Art. 76. Qualquer irregularidade determinan- artigo 77. te de exclusão será comunicada por escrito e por iniciativa de qualquer interessado ao Juiz ƒƒ V. art. 71, § 3°, deste código, e nota ao inciso IV Eleitoral, que observará o processo estabeleci- do mesmo artigo. do no artigo seguinte. Art. 80. Da decisão do Juiz Eleitoral caberá Art. 77. O Juiz Eleitoral processará a exclusão recurso no prazo de 3 (três) dias, para o Tribunal pela forma seguinte: Regional, interposto pelo excluendo ou por Delegado de partido. I – mandará autuar a petição ou representa- ção com os documentos que a instruírem; ƒƒ Ac.-TSE n° 21.611/2004: cabe recurso também da sentença que mantém a inscrição eleitoral. II – fará publicar edital com prazo de 10 (dez) Ac.-TSE n° 21.644/2004: legitimidade do Minis- dias para ciência dos interessados, que pode- tério Público Eleitoral para o recurso de que rão contestar dentro de 5 (cinco) dias; trata este artigo e do delegado de partido para recorrer também na hipótese de manutenção III – concederá dilação probatória de 5 (cin- da inscrição eleitoral. co) a 10 (dez) dias, se requerida; Art. 81. Cessada a causa do cancelamento, IV – decidirá no prazo de 5 (cinco) dias. poderá o interessado requerer novamente a sua qualificação e inscrição. Art. 78. Determinado, por sentença, o can- Parte Quarta celamento, o Cartório tomará as seguintes Das Eleições providências: I – retirará, da respectiva pasta, a folha de vo- Título I tação, registrará a ocorrência no local próprio Do Sistema Eleitoral para anotações e juntá-la-á ao processo de cancelamento; Art. 82. O sufrágio é universal e direto; o voto, obrigatório e secreto. ƒƒ Res.-TSE n° 21.931/2004: admissibilidade da retirada do nome do eleitor da folha de Art. 83. Na eleição direta para o Senado Federal, votação, após a sentença de cancelamento, para Prefeito e Vice-Prefeito, adotar-se-á o ainda que haja recurso. Excluído em período princípio majoritário.60
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 88 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 ƒƒ Artigo com redação dada pelo art. 5° da Lei ƒƒ Ac.-TSE, de 8.9.2010, no REspe n° 64228: irre- n° 6.534/1978. levância do surgimento de fração, ainda que superior a 0,5% (meio por cento), em relação Eleitoral 99 CF/88, art. 77, § 2°, c.c. os arts. 28, caput, Código a quaisquer dos gêneros, se o partido político e 32, § 2°: eleição, ainda, para presidente e deixar de esgotar as possibilidades de indica- vice-presidente da República e para gover- ção de candidatos. nadores e vice-governadores de estado e do Distrito Federal. Parágrafo único. Nenhum registro será admi- tido fora do período de 6 (seis) meses antes daArt. 84. A eleição para a Câmara dos eleição.Deputados, Assembléias Legislativas e Câma-ras Municipais, obedecerá ao princípio da ƒƒ V. art. 93 deste código.representação proporcional na forma desta Lei. 99 Lei n° 9.504/1997, art. 8°, caput: escolha de ƒƒ CF/88, art. 32, §§ 2° e 3°, c.c. os arts. 27 e 45: elei- candidatos pelos partidos no período de 10 a ções, também, para a Câmara Legislativa do 30 de junho do ano em que se realizarem as Distrito Federal (deputados distritais); art. 33, eleições; art. 11, caput: prazo para pedido de § 3°: eleições para as câmaras territoriais. registro: até as 19 horas do dia 5 de julho do ano que se realizarem as eleições.Art. 85. A eleição para Deputados Federais,Senadores e suplentes, Presidente e Art. 88. Não é permitido registro de candida-Vice-Presidente da República, Governadores, to embora para cargos diferentes, por mais deVice-Governadores e Deputados Estaduais uma circunscrição ou para mais de um cargofar-se-á, simultaneamente, em todo o País. na mesma circunscrição. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 1°, parágrafo único, I: Parágrafo único. Nas eleições realizadas pelo eleição na mesma data, também, para gover- sistema proporcional o candidato deverá ser nador e vice-governador do Distrito Federal e filiado ao partido, na circunscrição em que deputados distritais. concorrer, pelo tempo que for fixado nos res- pectivos estatutos. ƒƒ V. primeira nota ao art. 23, VII, e as três primei- ras notas ao art. 30, IV, deste código. 99 Lei n° 9.096/1995, art. 18, e Lei n° 9.504/1997, art. 9°: prazo mínimo de um ano de filiaçãoArt. 86. Nas eleições presidenciais, a circuns- para eleições proporcionais e majoritárias. Leicrição será o País; nas eleições federais e esta- n° 9.096/1995, art. 20, caput: possibilidade de oduais, o Estado; e, nas municipais, o respectivo partido estabelecer no estatuto prazo mínimoMunicípio. superior a um ano. 99 Ac.-TSE, de 18.9.2008, no REspe n° 29.730: o ƒƒ Res.-TSE n os 19.978/1997, 19.988/1997, vocábulo jurisdição, inserido no art. 14, § 7°, 20.539/1999, 22.012/2005, 22.015/2005, da CF/88, que dispõe sobre inelegibilidade 22.095/2005 e Ac.-TSE, de 21.9.2006, no RO reflexa, deve ser interpretado no sentido do n° 993: prazo de filiação partidária igual ao termo circunscrição contido neste dispositivo, de desincompatibilização para magistrados, de forma a corresponder à área de atuação do membros dos tribunais de contas e do titular do Poder Executivo. Ministério Público. Res.-TSE n° 22.088/2005: servidor da Justiça Eleitoral deve se exonerar Capítulo I para cumprir o prazo legal de filiação partidá- Do Registro dos Candidatos ria, ainda que afastado do órgão de origem e pretenda concorrer em estado diverso de seuArt. 87. Somente podem concorrer às elei- domicílio profissional. Ac.-TSE n° 11.314/1990ções candidatos registrados por partidos. e Res.-TSE n° 21.787/2004: inexigência de ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 10, caput, e §§ 1° e 2°: prévia filiação partidária do militar da ativa, número de candidatos que cada partido ou co- bastando o pedido de registro de candida- ligação pode registrar; § 3°: percentual de vagas tura após escolha em convenção partidária. reservado para candidaturas de cada sexo. Res.-TSE n os 20.614/2000 e 20.615/2000: 61
    • Art. 89 CÓDIGO ELEITORAL militar da reserva deve se filiar em 48 horas, a suplente de deputado. V., também, art. 178 ao passar para a inatividade, quando esta deste código. ocorrer após o prazo limite de filiação parti- dária, mas antes da escolha em convenção. Art. 92. (Revogado pelo art. 107 da Lei Ac.-TSE, de 23.9.2004, no AgR-REspe n° n° 9.504/1997.) 22.941: necessidade de tempestiva filiação partidária de militar da reserva não remune- Art. 93. O prazo da entrada em Cartório ou rada. Ac.-TSE, de 19.10.2006, no RO n° 1.248: na Secretaria do Tribunal, conforme o caso, ausência de proibição da filiação partidária de requerimento de registro de candidato a aos defensores públicos, que podem exercer cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, atividade político-partidária, limitada à atua- às dezoito horas do nonagésimo dia anterior à ção junto à Justiça Eleitoral, sujeitando-se à data marcada para a eleição. regra geral de filiação (até um ano antes do pleito no qual pretendam concorrer). 99 V. segunda nota ao art. 87, parágrafo único, deste código. Art. 89. Serão registrados: § 1° Até o septuagésimo dia anterior à data I – no Tribunal Superior Eleitoral os candidatos marcada para a eleição, todos os requerimen- a Presidente e Vice-Presidente da República; tos devem estar julgados, inclusive os que ti- verem sido impugnados. II – nos Tribunais Regionais Eleitorais os candidatos a Senador, Deputado Federal, 99 LC n° 64/1990, art. 3°, caput: prazo para impug- Governador e Vice-Governador e Deputado nação de candidatura. Estadual; § 2° As Convenções partidárias para a escolha III – nos Juízos Eleitorais os candidatos a Ve- dos candidatos serão realizadas, no máximo, reador, Prefeito e Vice-Prefeito e Juiz de Paz. até dez dias antes do término do prazo do pedido de registro no Cartório Eleitoral ou na Art. 90. Somente poderão inscrever candida- Secretaria do Tribunal. tos os partidos que possuam Diretório devida- mente registrado na circunscrição em que se ƒƒ Caput e parágrafos com redação dada pelo art. realizar a eleição. 11 da Lei n° 6.978/1982, que não reproduziu o primitivo § 3°. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 4°: partidos políticos que poderão participar das eleições. 99 Lei n° 9.504/1997, art. 8°, caput: a escolha de candidato deverá ser feita no período de 10 Art. 91. O registro de candidatos a Presidente e a 30 de junho do ano em que se realizarem Vice-Presidente, Governador e Vice-Governador, as eleições. ou Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte a Art. 94. O registro pode ser promovido indicação de aliança de partidos. por Delegado de partido, autorizado em documento autêntico, inclusive telegrama ƒƒ V. nota ao art. 105, caput, deste código. de quem responda pela direção partidária e sempre com assinatura reconhecida por § 1° O registro de candidatos a Senador tabelião. far-se-á com o do suplente partidário. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 11, § 4°: requerimento de 99 CF/88, art. 46, § 3°: registro com dois suplentes. registro feito pelo próprio candidato. § 2° Nos Territórios far-se-á o registro do can- § 1° O requerimento de registro deverá ser didato a Deputado com o do suplente. instruído: 99 CF/88, art. 45, § 2°: fixação de quatro vagas ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 11, § 1°: documentos para deputados. Lei n° 9.504/1997: inexis- que instruirão o pedido de registro. tência de previsão de registro de candidato62
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 97 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965I – com a cópia autêntica da ata da Convenção ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 12, caput: variaçõesque houver feito a escolha do candidato, nominais indicadas para registro nas eleiçõesa qual deverá ser conferida com o original proporcionais. Eleitoral Códigona Secretaria do Tribunal ou no CartórioEleitoral; Art. 96. Será negado o registro a candidato que, pública ou ostensivamente, faça parte,II – com autorização do candidato, em do- ou seja adepto de partido político cujo regis-cumento com a assinatura reconhecida por tro tenha sido cassado com fundamento notabelião; artigo 141, § 13, da Constituição Federal.III – com certidão fornecida pelo Cartório 99 CF/88, art. 17, e Lei n° 9.096/1995, art. 2°: livre criação, fusão, incorporação e extinção deEleitoral da Zona de inscrição, em que conste partidos políticos. O art. 96 deste código já seque o registrando é eleitor; achava derrogado desde 1985, por força de emenda constitucional; da mesma forma, a ci-IV – com prova de filiação partidária, salvo para tação do dispositivo assinalada no art. 97, § 3°.os candidatos a Presidente e Vice-Presidente,Senador e respectivo suplente, Governador e 99 Refere-se à CF/46.Vice-Governador, Prefeito e Vice-Prefeito; ƒƒ Lei n° 9.096/1995, art. 28: casos de cancela- 99 CF/88, art. 14, § 3°, V: exigência de filiação para mento do registro dos partidos políticos. qualquer candidatura. V., também, notas ao art. 88, parágrafo único, deste código. Art. 97. Protocolado o requerimento de re- gistro, o Presidente do Tribunal ou o Juiz Elei-V – com folha corrida fornecida pelos Cartó- toral, no caso de eleição municipal ou distrital,rios competentes, para que se verifique se o fará publicar imediatamente edital para ciên-candidato está no gozo dos direitos políticos cia dos interessados.(arts. 132, III, e 135 da Constituição Federal); § 1° O edital será publicado na imprensa ofi- ƒƒ Inciso com redação dada pelo art. 20 da Lei cial, nas capitais, e afixado em Cartório, no lo- n° 4.961/1966. cal de costume, nas demais Zonas. 99 Refere-se à CF/46; corresponde aos arts. 14, § 3°, II, e 15 da CF/88. § 2° Do pedido de registro caberá, no prazo de 2 (dois) dias, a contar da publicação ou afi-VI – com declaração de bens, de que constem xação do edital, impugnação articulada pora origem e as mutações patrimoniais. parte de candidato ou de partido político. 99 Ac.-TSE, de 26.9.2006, no REspe n° 27.160: 99 LC n° 64/1990, art. 3°, caput: prazo de cinco o art. 11, § 1°, IV, da Lei n° 9.504/1997, revogou dias para impugnação e legitimidade de tacitamente a parte final deste inciso, passan- candidato, partido, coligação e do Ministério do a exigir apenas que o requerimento do Público. candidato se faça acompanhar, entre outros documentos, da declaração de seus bens, § 3° Poderá, também, qualquer eleitor, com sem indicar os valores atualizados e/ou as fundamento em inelegibilidade ou incompa- mutações patrimoniais. tibilidade do candidato ou na incidência des- te no art. 96, impugnar o pedido de registro,§ 2° A autorização do candidato pode ser diri- dentro do mesmo prazo, oferecendo prova dogida diretamente ao órgão ou Juiz competen- alegado.te para o registro. 99 V. nota ao § 2° deste artigo. Ac.-TSEArt. 95. O candidato poderá ser registrado nos 12.375/1992, 14.807/1996, 549/2002 esem o prenome, ou com o nome abreviado, 23.556/2004, dentre outros: ilegitimidade dedesde que a supressão não estabeleça dúvi- eleitor para impugnar registro de candidatura,das quanto à sua identidade. podendo, entretanto, apresentar notícia de inelegibilidade. 63
    • Art. 98 CÓDIGO ELEITORAL § 4° Havendo impugnação, o partido reque- desde que o outro partido e o candidato o rente do registro terá vista dos autos, por 2 consintam por escrito até 10 (dez) dias antes (dois) dias, para falar sobre a mesma, feita a da eleição, observadas as formalidades do respectiva intimação na forma do § 1°. art. 94. 99 LC n° 64/1990, art. 4°: prazo de sete dias 99 Lei n° 9.504/1997, art. 8°, caput: prazo para ce- para contestação pelo candidato, partido ou lebração de coligações partidárias; art. 6°, § 3°, coligação. I: na chapa da coligação, podem inscrever-se candidatos filiados a qualquer partido dela Art. 98. Os militares alistáveis são elegíveis, integrante. atendidas as seguintes condições: Parágrafo único. A falta de consentimento I – o militar que tiver menos de 5 (cinco) anos expresso acarretará a anulação do registro de serviço, será, ao se candidatar a cargo eleti- promovido, podendo o partido prejudicado vo, excluído do serviço ativo; requerê-la ou recorrer da resolução que orde- nar o registro. 99 CF/88, art. 14, § 8°, I: se o militar contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da ƒƒ V. nota ao caput deste artigo. atividade. Art. 100. Nas eleições realizadas pelo siste- II – o militar em atividade com 5 (cinco) ou ma proporcional, o Tribunal Superior Eleito- mais anos de serviço, ao se candidatar a cargo ral, até 6 (seis) meses antes do pleito, reserva- eletivo, será afastado, temporariamente, do rá para cada partido, por sorteio, em sessão serviço ativo, como agregado, para tratar de realizada com a presença dos Delegados de interesse particular; partido, uma série de números a partir de 100 (cem). 99 CF/88, art. 14, § 8°, II: se o militar contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 15: critérios para a autoridade superior. identificação numérica dos candidatos. Res.-TSE n° 20.229/1998: escolha dos números ƒƒ Lei n° 6.880/1980, art. 82, XIV, e § 4°: agregação facultada aos partidos políticos, observados os de militar por motivo de candidatura a cargo critérios da lei citada. eletivo. § 1° A sessão a que se refere o caput deste ar- III – o militar não excluído e que vier a ser tigo será anunciada aos partidos com antece- eleito, será, no ato da diplomação, transferido dência mínima de 5 (cinco) dias. para a reserva ou reformado (Emenda Consti- tucional n° 9, art. 3°). § 2° As Convenções partidárias para escolha dos candidatos sortearão, por sua vez, em 99 Refere-se à EC n° 9/1964. Correspondia ao cada Estado e Município, os números que de- art. 138, parágrafo único, c, da CF/46. V. CF/88, art. 14, § 8°, II. vam corresponder a cada candidato. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 15, § 2°: permissão dada ƒƒ V. art. 218 deste código. a deputado federal, estadual ou distrital ou a vereador para requerer novo número, inde- Parágrafo único. O Juízo ou Tribunal que de- pendentemente do referido sorteio. ferir o registro de militar candidato a cargo eletivo, comunicará imediatamente a decisão § 3° Nas eleições para Deputado Federal, se o à autoridade a que o mesmo estiver subor- número de partidos não for superior a 9 (nove), dinado, cabendo igual obrigação ao partido, a cada um corresponderá obrigatoriamente quando lançar a candidatura. uma centena, devendo a numeração dos candidatos ser sorteada a partir da unidade, Art. 99. Nas eleições majoritárias poderá para que ao primeiro candidato do primeiro qualquer partido registrar na mesma cir- partido corresponda o número 101 (cento e cunscrição candidato já por outro registrado,64
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 102 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965um), ao do segundo partido, 201 (duzentos e até 30 (trinta) dias antes do pleito, serãoum), e assim sucessivamente. confeccionadas novas cédulas, caso contrário serão utilizadas as já impressas, computando- Eleitoral Código§ 4° Concorrendo 10 (dez) ou mais partidos, se para o novo candidato os votos dados aoa cada um corresponderá uma centena a par- anteriormente registrado.tir de 1.101 (um mil cento e um), de maneiraque a todos os candidatos sejam atribuídos ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 13, § 2°: substituição emsempre 4 (quatro) algarismos, suprimindo-se caso de candidato pertencente a coligação.a numeração correspondente à série 2.001 99 Lei n° 9.504/1997, art. 13, § 3°: previsão expres-(dois mil e um) a 2.100 (dois mil e cem), para sa do prazo de 60 dias somente para eleiçãoreiniciá-la em 2.101 (dois mil cento e um), a proporcional.partir do décimo partido. ƒƒ Ac.-TSE, de 6.12.2007, no REspe n° 25.568:§ 5° Na mesma sessão, o Tribunal Superior “Observado o prazo de dez dias contado doEleitoral sorteará as séries correspondentes fato ou da decisão judicial que deu origem aoaos Deputados Estaduais e Vereadores, obser- respectivo pedido, é possível a substituiçãovando, no que couber, as normas constantes de candidato a cargo majoritário a qualquerdos parágrafos anteriores, e de maneira que a tempo antes da eleição (art. 101, § 2°, dotodos os candidatos, sejam atribuídos sempre Código Eleitoral) [...]”.números de 4 (quatro) algarismos. § 3° Considerar-se-á nulo o voto dado ao can- ƒƒ Caput e parágrafos com redação dada pelo didato que haja pedido o cancelamento de art. 1° da Lei n° 7.015/1982. sua inscrição, salvo na hipótese prevista no parágrafo anterior, in fine.Art. 101. Pode qualquer candidato requerer,em petição com firma reconhecida, o cancela- § 4° Nas eleições proporcionais, ocorrendo amento do registro do seu nome. hipótese prevista neste artigo, ao substituto será atribuído o número anteriormente dado ƒƒ Caput com redação dada pelo art. 1° da Lei ao candidato cujo registro foi cancelado. n° 6.553/1978. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 14: cancelamento do § 5° Em caso de morte, renúncia, inelegibili- registro de candidatos expulsos do partido. dade e preenchimento de vagas existentes nas respectivas chapas, tanto em eleições§ 1° Desse fato, o Presidente do Tribunal ou proporcionais quanto majoritárias, as subs-o Juiz, conforme o caso, dará ciência imediata tituições e indicações se processarão pelasao partido que tenha feito a inscrição, ao qual Comissões Executivas.ficará ressalvado o direito de substituir por ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Leioutro o nome cancelado, observadas todas as n° 6.553/1978.formalidades exigidas para o registro e desdeque o novo pedido seja apresentado até 60 ƒƒ LC n° 64/1990, art. 17: substituição de can-(sessenta) dias antes do pleito. didato inelegível. Lei n° 9.504/1997, art. 13, caput, e §§ 1° e 3°: hipóteses de substituição ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 13, §§ 1° e 3°: registro de candidato e prazo; art. 10, § 5°: preenchi- requerido até dez dias contados do fato ou da mento de vagas no caso de as convenções decisão judicial que deu origem à substituição; para escolha de candidatos não indicarem e efetivação condicionada à apresentação do o número máximo facultado a cada partido pedido até 60 dias antes do pleito. ou coligação. V., ainda, primeira nota ao § 2° deste artigo.§ 2° Nas eleições majoritárias, se o candidatovier a falecer ou renunciar dentro do período de Art. 102. Os registros efetuados pelo Tribunal60 (sessenta) dias mencionados no parágrafo Superior serão imediatamente comunicadosanterior, o partido poderá substituí-lo; se o aos Tribunais Regionais e por estes aos Juízesregistro do novo candidato estiver deferido Eleitorais. 65
    • Art. 103 CÓDIGO ELEITORAL Parágrafo único. Os Tribunais Regionais co- § 1° Os nomes dos candidatos para as elei- municarão também ao Tribunal Superior os ções majoritárias devem figurar na ordem de- registros efetuados por eles e pelos Juízes terminada por sorteio. Eleitorais. § 2° O sorteio será realizado após o ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 16: relação dos candi- deferimento do último pedido de registro, em datos às eleições majoritárias e proporcionais audiência presidida pelo Juiz ou Presidente a ser enviada pelos tribunais regionais ao do Tribunal, na presença dos candidatos e Tribunal Superior. Delegados de partido. Capítulo II Do Voto Secreto § 3° A realização da audiência será anunciada com 3 (três) dias de antecedência, no mesmo ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 59 a 62: sistema ele- dia em que for deferido o último pedido de re- trônico de votação e totalização dos votos. gistro, devendo os Delegados de partido ser Arts. 82 a 89: aplicáveis, juntamente com as intimados por ofício sob protocolo. regras dos arts. 103 e 104 deste código, ao sistema convencional. § 4° Havendo substituição de candidatos após o sorteio, o nome do novo candidato ƒƒ Ac.-TSE, de 2.9.2010, no PA n° 108906: cômpu- deverá figurar na cédula na seguinte ordem: to, na urna eletrônica, de um único voto, ainda que isso implique, em tese, o afastamento do sigilo. I – se forem apenas 2 (dois), em último lugar; Art. 103. O sigilo do voto é assegurado II – se forem 3 (três), em segundo lugar; mediante as seguintes providências: III – se forem mais de 3 (três), em penúltimo lugar; I – uso de cédulas oficiais em todas as elei- ções, de acordo com modelo aprovado pelo IV – se permanecer apenas 1 (um) candidato Tribunal Superior; e forem substituídos 2 (dois) ou mais, aque- le ficará em primeiro lugar, sendo realizado II – isolamento do eleitor em cabina indevas- novo sorteio em relação aos demais. sável para o só efeito de assinalar na cédula o candidato de sua escolha e, em seguida, § 5° Para as eleições realizadas pelo sistema fechá-la; proporcional a cédula conterá espaço para que o eleitor escreva o nome ou o número do III – verificação da autenticidade da cédula candidato de sua preferência e indique a sigla oficial à vista das rubricas; do partido. IV – emprego de urna que assegure a invio- labilidade do sufrágio e seja suficientemente § 6° As cédulas oficiais serão confeccionadas de maneira tal que, dobradas, resguardem ampla para que não se acumulem as cédulas o sigilo do voto, sem que seja necessário o na ordem em que forem introduzidas. emprego de cola para fechá-las. Capítulo III Da Cédula Oficial Capítulo IV Da Representação Proporcional ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 83 e parágrafos. Art. 105. Fica facultado a 2 (dois) ou mais par- Art. 104. As cédulas oficiais serão confeccio- tidos coligarem-se para o registro de candida- nadas e distribuídas exclusivamente pela Jus- tos comuns a Deputado Federal, Deputado tiça Eleitoral, devendo ser impressas em papel Estadual e Vereador. branco, opaco e pouco absorvente. A impres- ƒƒ CF/88, art. 17, § 1°, com redação dada pela EC são será em tinta preta, com tipos uniformes n° 52/2006: autonomia dos partidos políticos de letras. para adotar os critérios de escolha e o regime66
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 109 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 de suas coligações eleitorais. Lei n° 9.504/1997, Art. 108. Estarão eleitos tantos candidatos re- art. 6°: formação de coligações em eleições gistrados por um partido ou coligação quan- majoritárias e proporcionais. tos o respectivo quociente partidário indicar, Eleitoral Código na ordem da votação nominal que cada um§ 1° A deliberação sobre coligação caberá à tenha recebido.Convenção Regional de cada partido, quandose tratar de eleição para a Câmara dos Depu- ƒƒ Artigo com redação dada pelo art. 3° da Leitados e Assembléias Legislativas, e à Conven- n° 7.454/1985.ção Municipal, quando se tratar de eleiçãopara a Câmara de Vereadores, e será aprova- Art. 109. Os lugares não preenchidos comda mediante a votação favorável da maioria, a aplicação dos quocientes partidários serãopresentes 2/3 (dois terços) dos convencionais, distribuídos mediante observância das seguintesestabelecendo-se, na mesma oportunidade, regras:o número de candidatos que caberá a cadapartido. I – dividir-se-á o número de votos válidos atri- buídos a cada partido ou coligação de partido ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 7°: previsão de esta- pelo número de lugares por ele obtido, mais um, belecimento de normas sobre formação de cabendo ao partido ou coligação que apresen- coligação pelo estatuto do partido. tar a maior média um dos lugares a preencher;§ 2° Cada partido indicará em Convenção os II – repetir-se-á a operação para a distribui-seus candidatos e o registro será promovido ção de cada um dos lugares.em conjunto pela coligação. ƒƒ Res.-TSE n° 16.844/1990: para o cálculo da ƒƒ Caput e parágrafos com redação dada pelo média deverá ser considerada a fração, até a art. 3° da Lei n° 7.454/1985. 14ª casa decimal. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 6°, § 3°: normas a serem ƒƒ R e s . - T S E n ° 1 6 . 8 4 4 / 1 9 9 0 e A c . - T S E observadas quanto à escolha e ao registro de nos 11.778/1994 e 2.895/2001: no caso de candidatos em coligação e sua representação. empate na média entre dois ou mais partidos ou coligações, considerar-se-á o partido ou co-Art. 106. Determina-se o quociente eleitoral ligação com maior votação, não se aplicandodividindo-se o número de votos válidos o art. 110 do CE/65. Ac.-TSE n° 2.845/2001: noapurados pelo de lugares a preencher em caso de empate na média e no número decada circunscrição eleitoral, desprezada a votos, deve ser usado como terceiro critériofração se igual ou inferior a meio, equivalente de desempate o número de votos nominais.a um, se superior. § 1° O preenchimento dos lugares com que ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 5°: nas eleições propor- cada partido ou coligação for contemplado cionais, contam-se como votos válidos apenas far-se-á segundo a ordem de votação recebi- os votos dados aos candidatos regularmente da pelos seus candidatos. inscritos e às legendas partidárias. § 2° Só poderão concorrer à distribuição dosParágrafo único. (Revogado pelo art. 107 da lugares os partidos e coligações que tiveremLei n° 9.504/97.) obtido quociente eleitoral.Art. 107. Determina-se para cada partido ou ƒƒ Caput e parágrafos com redação dada pelocoligação o quociente partidário, dividindo-se art. 3° da Lei n° 7.454/1985.pelo quociente eleitoral o número de votosválidos dados sob a mesma legenda ou coli- ƒƒ Ac.-TSE, de 8.4.2010, no MS n° 3.554: recepçãogação de legendas, desprezada a fração. deste parágrafo pela CF/88 e inexistência de conflito com os arts. 1°, V, e parágrafo único; 3°, ƒƒ Artigo com redação dada pelo art. 3° da Lei I; 5°, LIV; 14, caput; e 45, caput, da CF/88, inter- n° 7.454/1985. pretados sistematicamente. “Não é absoluto, no que se refere à eficácia quantitativa, em um 67
    • Art. 110 CÓDIGO ELEITORAL sistema proporcional para o preenchimento Parágrafo único. Será punido nos termos do das cadeiras do Poder Legislativo, o princípio art. 293 o Juiz Eleitoral, o Escrivão Eleitoral, o da igualdade do voto.” Preparador ou o funcionário responsável pela transgressão do preceituado neste artigo ou Art. 110. Em caso de empate, haver-se-á por pela não-entrega do título pronto ao eleitor eleito o candidato mais idoso. que o procurar. Art. 111. Se nenhum partido ou coligação al- 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. cançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até serem preenchidos todos os luga- 99 V. segunda nota ao art. 45, caput, deste código. res, os candidatos mais votados. Art. 115. Os Juízes Eleitorais, sob pena de ƒƒ Artigo com redação dada pelo art. 3° da Lei responsabilidade, comunicarão ao Tribunal n° 7.454/1985. Regional, até 30 (trinta) dias antes de cada eleição, o número de eleitores alistados. Art. 112. Considerar-se-ão suplentes da representação partidária: Art. 116. A Justiça Eleitoral fará ampla divul- gação, através dos comunicados transmitidos 99 Lei n° 7.454/1985, art. 4°, in fine: o disposto em obediência ao disposto no art. 250, § 5°, neste artigo aplica-se também à coligação pelo rádio e televisão, bem assim por meio partidária. de cartazes afixados em lugares públicos, dos nomes dos candidatos registrados, com indi- I – os mais votados sob a mesma legenda e cação do partido a que pertençam, bem como não eleitos efetivos das listas dos respectivos do número sob que foram inscritos, no caso partidos; dos candidatos a Deputado e a Vereador. II – em caso de empate na votação, na ordem 99 O art. 250, § 5°, da redação original sofreu decrescente da idade. sucessivas renumerações até ser transfor- mado em § 2°, quando foi revogado pela Lei Art. 113. Na ocorrência de vaga, não haven- n° 9.504/1997. do suplente para preenchê-la, far-se-á eleição, salvo se faltarem menos de nove meses para ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 44 e 47 a 57: horário findar o período de mandato. gratuito de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. 99 CF/88, art. 56, § 2°: prazo de 15 meses para renovação de eleições por vacância, inclusive Capítulo I para senador; e art. 81, caput e § 1° (e suas Das Seções Eleitorais notas): eleição direta se faltarem mais de dois anos; e indireta se menos de dois anos Art. 117. As Seções Eleitorais, organizadas para findar o período de mandato, no caso à medida em que forem sendo deferidos os de vacância dos cargos de presidente e vice- pedidos de inscrição, não terão mais de 400 -presidente da República. (quatrocentos) eleitores nas capitais e de 300 (trezentos) nas demais localidades, nem Título II menos de 50 (cinqüenta) eleitores. Dos Atos Preparatórios da ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 11, caput: fixação, pelo Votação TSE, do número de eleitores por seção eleitoral de acordo com o número de cabinas; parágrafo Art. 114. Até 70 (setenta) dias antes da data único do art. 11: “Cada seção eleitoral terá, no marcada para a eleição, todos os que requere- mínimo, duas cabinas”. Res.-TSE n° 14.250/1988: rem inscrição como eleitor, ou transferência, “[...] Fixação do número de 250 eleitores por já devem estar devidamente qualificados e os cabina, nas seções das capitais, e de 200 nas respectivos títulos prontos para a entrega, se seções do interior, de acordo com o art. 11 da deferidos pelo Juiz Eleitoral. Lei n° 6.996/1982”. Lei n° 9.504/1997, art. 84, parágrafo único: fixação pela Justiça Eleitoral.68
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 120 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965§ 1° Em casos excepcionais, devidamente servidores da mesma repartição pública oujustificados, o Tribunal Regional poderá au- empresa privada na mesma mesa, turma outorizar que sejam ultrapassados os índices junta eleitoral. Eleitoral Códigoprevistos neste artigo, desde que essa pro-vidência venha facilitar o exercício do voto, I – os candidatos e seus parentes ainda queaproximando o eleitor do local designado por afinidade, até o segundo grau, inclusive, epara a votação. bem assim o cônjuge;§ 2° Se em Seção destinada aos cegos, o nú- II – os membros de Diretórios de partidosmero de eleitores não alcançar o mínimo exi- desde que exerçam função executiva;gido, este se completará com outros, aindaque não sejam cegos. III – as autoridades e agentes policiais, bem como funcionários no desempenho de cargosArt. 118. Os Juízes Eleitorais organizarão de confiança do Executivo;relação de eleitores de cada Seção, a qualserá remetida aos Presidentes das Mesas IV – os que pertencerem ao serviço eleitoral.Receptoras para facilitação do processo de § 2° Os Mesários serão nomeados, devotação. preferência entre os eleitores da própria ƒƒ V. art. 133, I, deste código. Seção, e, dentre estes, os diplomados em escola superior, os professores e os serventuários Capítulo II da Justiça. Das Mesas Receptoras ƒƒ Res.-TSE n° 22.098/2005: possibilidade deArt. 119. A cada Seção Eleitoral corresponde convocação de eleitor de zona eleitoral diversauma Mesa Receptora de votos. em caráter excepcional e com prévia autori- zação do juízo da inscrição, ainda que se trateArt. 120. Constituem a Mesa Receptora um de mesário voluntário.Presidente, um Primeiro e um Segundo Mesá-rios, dois Secretários e um suplente, nomea- 99 Res.-TSE n° 22.987/2008: a informação dados pelo Juiz Eleitoral sessenta dias antes da ocupação exercida pelo eleitor nas operaçõeseleição, em audiência pública, anunciada pelo de alistamento, revisão e transferência visamenos com cinco dias de antecedência. auxiliar a escolha e nomeação de mesários, nos termos da preferência definida neste ƒƒ Caput com redação dada pelo art. 22 da Lei dispositivo, e prescinde de prova. n° 4.961/1966. § 3° O Juiz Eleitoral mandará publicar no jor- ƒƒ V. segunda nota ao art. 36, caput, deste código. nal oficial, onde houver, e, não havendo, em Cartório, as nomeações que tiver feito, e inti- ƒƒ V. art. 123, § 3°, deste código e Res.-TSE mará os Mesários através dessa publicação, n° 21.726/2004: nomeação de mesário ad hoc para constituírem as Mesas no dia e lugares na hora da eleição somente no caso de faltar designados, às 7 horas. algum mesário já nomeado. ƒƒ Res.-TSE n° 22.411/2006: inexistência de am- § 4° Os motivos justos que tiverem os nomea- paro legal para dispensa de eleitor do serviço dos para recusar a nomeação, e que ficarão à eleitoral por motivo de crença religiosa. livre apreciação do Juiz Eleitoral, somente po- derão ser alegados até 5 (cinco) dias a contar§ 1° Não podem ser nomeados Presidentes e da nomeação, salvo se sobrevindos depoisMesários: desse prazo. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 63, § 2°, e 64: vedada § 5° Os nomeados que não declararem a exis- a nomeação, para presidente e mesários, de tência de qualquer dos impedimentos refe- menores de 18 anos e proibida a participa- ridos no § 1° incorrem na pena estabelecida ção de parentes em qualquer grau ou de pelo art. 310. 69
    • Art. 121 CÓDIGO ELEITORAL Art. 121. Da nomeação da Mesa Recepto- § 2° Não comparecendo o Presidente até às ra qualquer partido poderá reclamar ao Juiz sete horas e trinta minutos, assumirá a Presi- Eleitoral, no prazo de 2 (dois) dias, a contar da dência o Primeiro Mesário e, na sua falta ou audiência, devendo a decisão ser proferida em impedimento, o Segundo Mesário, um dos igual prazo. Secretários ou o suplente. 99 Lei n° 9.504/1997, art. 63, caput: prazo de 5 dias § 3° Poderá o Presidente, ou membro da e decisão em 48 horas. Mesa que assumir a Presidência, nomear ad hoc, dentre os eleitores presentes e obedeci- § 1° Da decisão do Juiz Eleitoral caberá recur- das as prescrições do § 1° do art. 120, os que so para o Tribunal Regional, interposto dentro forem necessários para completar a Mesa. de 3 (três) dias, devendo, dentro de igual pra- zo, ser resolvido. ƒƒ V. terceira nota ao art. 120, caput, deste código. § 2° Se o vício da constituição da Mesa Art. 124. O membro da Mesa Receptora que resultar da incompatibilidade prevista no n° I não comparecer no local, em dia e hora deter- do § 1° do art. 120, e o registro do candidato minados para a realização de eleição, sem jus- for posterior à nomeação do Mesário, o prazo ta causa apresentada ao Juiz Eleitoral até 30 para reclamação será contado da publicação (trinta) dias após, incorrerá na multa de 50% dos nomes dos candidatos registrados. Se (cinqüenta por cento) a 1 (um) salário mínimo resultar de qualquer das proibições dos nos II, vigente na Zona Eleitoral, cobrada mediante III e IV, e em virtude de fato superveniente, selo federal inutilizado no requerimento em o prazo se contará do ato da nomeação ou que for solicitado o arbitramento ou através eleição. de executivo fiscal. § 3° O partido que não houver reclamado 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, e quarta nota contra a composição da Mesa não poderá ao art. 8°, caput, deste código. argüir, sob esse fundamento, a nulidade da ƒƒ V. notas ao art. 344 deste código. Seção respectiva. ƒƒ Ac.-TSE, de 28.4.2009, no HC n° 638: “O não Art. 122. Os Juízes deverão instruir os Mesá- comparecimento de mesário no dia da vo- rios sobre o processo de eleição, em reuniões tação não configura o crime estabelecido no para esse fim convocadas com a necessária art. 344 do CE, pois prevista punição adminis- antecedência. trativa no art. 124 do referido diploma, o qual não contém ressalva quanto à possibilidade 99 V. primeira e segunda notas ao art. 98 da Lei de cumulação com sanção de natureza penal”. n° 9.504/1997. No mesmo sentido, Ac.-TSE n° 21/1998. Art. 123. Os Mesários substituirão o § 1° Se o arbitramento e pagamento da multa Presidente, de modo que haja sempre quem não for requerido pelo Mesário faltoso, a mul- responda pessoalmente pela ordem e regu- ta será arbitrada e cobrada na forma prevista laridade do processo eleitoral, e assinarão a no art. 367. ata da eleição. § 2° Se o faltoso for servidor público ou au- § 1° O Presidente deve estar presente ao ato tárquico, a pena será de suspensão até 15 de abertura e de encerramento da eleição, (quinze) dias. salvo força maior, comunicando o impedi- mento aos Mesários e Secretários, pelo me- § 3° As penas previstas neste artigo serão nos 24 (vinte e quatro) horas antes da aber- aplicadas em dobro se a Mesa Receptora dei- tura dos trabalhos, ou imediatamente, se o xar de funcionar por culpa dos faltosos. impedimento se der dentro desse prazo ou no curso da eleição. § 4° Será também aplicada em dobro observado o disposto nos §§ 1° e 2°, a pena ao membro da70
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 129 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Mesa que abandonar os trabalhos no decurso V – remeter à Junta Eleitoral todos os papéisda votação sem justa causa apresentada ao Juiz que tiverem sido utilizados durante a recep-até 3 (três) dias após a ocorrência. ção dos votos; Eleitoral CódigoArt. 125. Não se reunindo, por qualquer VI – autenticar, com a sua rubrica, as cédulasmotivo, a Mesa Receptora, poderão os eleitores oficiais e numerá-las nos termos das instru-pertencentes à respectiva Seção votar na Seção ções do Tribunal Superior Eleitoral;mais próxima, sob a jurisdição do mesmo Juiz,recolhendo-se os seus votos à urna da Seção em VII – assinar as fórmulas de observaçõesque deveriam votar, a qual será transportada dos Fiscais ou Delegados de partido, sobre aspara aquela em que tiverem de votar. votações;§ 1° As assinaturas dos eleitores serão reco- VIII – fiscalizar a distribuição das senhas e,lhidas nas folhas de votação da Seção a que verificando que não estão sendo distribuídaspertencerem, as quais, juntamente com as segundo a sua ordem numérica, recolher ascédulas oficiais e o material restante, acompa- de numeração intercalada, acaso retidas, asnharão a urna. quais não se poderão mais distribuir.§ 2° O transporte da urna e dos documentos IX – anotar o não-comparecimento do eleitorda Seção será providenciado pelo Presidente no verso da folha individual de votação.da Mesa, Mesário ou Secretário que compa-recer, ou pelo próprio Juiz, ou pessoa que ele ƒƒ Inciso acrescido pelo art. 23 da Lei n° 4.961/1966.designar para esse fim, acompanhando-a os 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código.Fiscais que o desejarem. Art. 128. Compete aos Secretários:Art. 126. Se no dia designado para o pleitodeixarem de se reunir todas as Mesas de um I – distribuir aos eleitores as senhas de entradaMunicípio, o Presidente do Tribunal Regional previamente rubricadas ou carimbadas segun-determinará dia para se realizar o mesmo, do a respectiva ordem numérica;instaurando-se inquérito para a apuraçãodas causas da irregularidade e punição dos II – lavrar a ata da eleição;responsáveis. III – cumprir as demais obrigações que lhesParágrafo único. Essa eleição deverá ser mar- forem atribuídas em instruções.cada dentro de 15 (quinze) dias, pelo menos,para se realizar no prazo máximo de 30 (trinta) Parágrafo único. As atribuições mencionadasdias. no n° I serão exercidas por um dos Secretários e os constantes dos nos II e III pelo outro.Art. 127. Compete ao Presidente da MesaReceptora, e, em sua falta, a quem o substituir: Art. 129. Nas eleições proporcionais os Presidentes das Mesas Receptoras deverãoI – receber os votos dos eleitores; zelar pela preservação das listas de candidatos afixadas dentro das cabinas indevassáveis,II – decidir imediatamente todas as dificulda- tomando imediatas providências para ades ou dúvidas que ocorrerem; colocação de nova lista no caso de inutilização total ou parcial.III – manter a ordem, para o que disporá deforça pública necessária; Parágrafo único. O eleitor que inutilizar ou arrebatar as listas afixadas nas cabinas inde-IV – comunicar ao Juiz Eleitoral, que provi- vassáveis ou nos edifícios onde funcionaremdenciará imediatamente as ocorrências cuja Mesas Receptoras, incorrerá nas penas dosolução deste dependerem; art. 297. 71
    • Art. 130 CÓDIGO ELEITORAL Art. 130. Nos estabelecimentos de interna- § 5° As credenciais que não forem encami- ção coletiva de hansenianos os membros das nhadas ao Cartório pelos Delegados de parti- Mesas Receptoras serão escolhidos de prefe- do, para os fins do parágrafo anterior, poderão rência entre os médicos e funcionários sadios ser apresentadas pelos próprios Fiscais para a do próprio estabelecimento. obtenção do visto do Juiz Eleitoral. ƒƒ Os arts. 51, 151 e 157, que dispunham sobre ƒƒ V. nota ao § 3° deste artigo. a utilização dos estabelecimentos menciona- dos, foram revogados pela Lei n° 7.914/1989. § 6° Se a credencial apresentada ao Presiden- te da Mesa Receptora não estiver autenticada Capítulo III na forma do § 4°, o Fiscal poderá funcionar Da Fiscalização perante as Mesas perante a Mesa, mas o seu voto não será ad- Receptoras mitido, a não ser na Seção em que seu nome Art. 131. Cada partido poderá nomear 2 estiver incluído. (dois) Delegados em cada Município e 2 (dois) ƒƒ Res.-TSE n° 15.602/1989: considerou revogado Fiscais junto a cada Mesa Receptora, funcio- este parágrafo pelo art. 12, § 1°, da Lei nando um de cada vez. n° 6.996/1982. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 65 e parágrafos: nomea- ção de delegados e fiscais de partido. § 7° O Fiscal de cada partido poderá ser substi- tuído por outro no curso dos trabalhos eleitorais. § 1° Quando o Município abranger mais de uma Zona Eleitoral cada partido poderá no- Art. 132. Pelas Mesas Receptoras serão admi- mear 2 (dois) Delegados junto a cada uma tidos a fiscalizar a votação, formular protestos delas. e fazer impugnações, inclusive sobre a identi- dade do eleitor, os candidatos registrados, os § 2° A escolha de Fiscal e Delegado de partido Delegados e os Fiscais dos partidos. não poderá recair em quem, por nomeação do ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 66: fiscalização, pelos Juiz Eleitoral, já faça parte da Mesa Receptora. partidos e pelas coligações, de todas as fa- ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 65, caput: a escolha não ses do processo de votação e apuração das poderá recair, também, em menor de 18 anos. eleições. § 3° As credenciais expedidas pelos partidos, Título III para os Fiscais, deverão ser visadas pelo Juiz Do Material para a Votação Eleitoral. Art. 133. Os Juízes Eleitorais enviarão ao Pre- 99 Lei n° 9.504/1997, art. 65, § 2°: expedição das sidente de cada Mesa Receptora, pelo menos credenciais, exclusivamente, pelos partidos 72 (setenta e duas) horas antes da eleição, o ou coligações. seguinte material: § 4° Para esse fim, o Delegado de partido I – relação dos eleitores da Seção, que pode- encaminhará as credenciais ao Cartório, junta- rá ser dispensada, no todo ou em parte, pelo mente com os títulos eleitorais dos Fiscais cre- respectivo Tribunal Regional Eleitoral em de- denciados, para que, verificado pelo Escrivão cisão fundamentada e aprovada pelo Tribunal que as inscrições correspondentes aos títulos Superior Eleitoral; estão em vigor e se referem aos nomeados, carimbe as credenciais e as apresente ao Juiz ƒƒ Inciso com redação dada pelo art. 17 da Lei para o visto. n° 6.055/1974. 99 V. nota ao art. 33, § 1°, deste código. ƒƒ V. art. 118 deste código. ƒƒ V. nota ao § 3° deste artigo. II – relações dos partidos e dos candidatos registrados, as quais deverão ser afixadas72
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 134 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965no recinto das Seções Eleitorais em lugar XII – modelo da ata a ser lavrada pela Mesavisível, e dentro das cabinas indevassáveis Receptora;as relações de candidatos a eleições Eleitoral Códigoproporcionais; XIII – material necessário para vedar, após a votação, a fenda da urna; ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 12, § 5°, I e II: “§ 5° A Justiça Eleitoral organizará e publicará, até XIV – um exemplar das instruções do Tribu- trinta dias antes da eleição, as seguintes nal Superior Eleitoral; relações, para uso na votação e apuração: I – a primeira, ordenada por partidos, com XV – material necessário à contagem dos a lista dos respectivos candidatos em ordem votos quando autorizada; numérica, com as três variações de nome correspondentes a cada um, na ordem XVI – outro qualquer material que o Tribunal escolhida pelo candidato; II – a segunda, Regional julgue necessário ao regular funcio- com o índice onomástico e organizada em namento da Mesa. ordem alfabética, nela constando o nome completo de cada candidato e cada variação ƒƒ Incisos VI a XVI renumerados pelo art. 24 da de nome, também em ordem alfabética, Lei n° 4.961/1966, em virtude da revogação seguidos da respectiva legenda e número.” do primitivo inciso VI. Res.-TSE n° 21.607/2004: organização apenas de lista de candidatos em ordem § 1° O material de que trata este artigo deverá alfabética, sem prejuízo de os cartórios ser remetido por protocolo ou pelo correio eleitorais manterem e divulgarem lista dos acompanhado de uma relação ao pé da qual candidatos organizada pelos números com o destinatário declarará o que recebeu e os quais concorrem. como o recebeu, e aporá sua assinatura.III – as folhas individuais de votação dos elei- § 2° Os Presidentes da Mesa que não tiveremtores da Seção, devidamente acondicionadas; recebido até 48 (quarenta e oito) horas antes 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. do pleito o referido material deverão diligen- ciar para o seu recebimento.IV – uma folha de votação para os eleitoresde outras Seções, devidamente rubricada; § 3° O Juiz Eleitoral, em dia e hora previa- mente designados, em presença dos FiscaisV – uma urna vazia, vedada pelo Juiz Eleitoral, e Delegados dos partidos, verificará, antes decom tiras de papel ou pano forte; fechar e lacrar as urnas, se estas estão com- pletamente vazias; fechadas, enviará umaVI – sobrecartas maiores para os votos im- das chaves, se houver, ao Presidente da Juntapugnados ou sobre os quais haja dúvida; Eleitoral e a da fenda, também se houver, ao Presidente da Mesa Receptora, juntamenteVII – cédulas oficiais; com a urna.VIII – sobrecartas especiais para remessa Art. 134. Nos estabelecimentos de interna-à Junta Eleitoral dos documentos relativos à ção coletiva para hansenianos serão sempreeleição; utilizadas urnas de lona.IX – senhas para serem distribuídas aos eleitores; ƒƒ V. nota ao art. 130 deste código.X – tinta, canetas, penas, lápis e papel, neces- Título IVsários aos trabalhos; Da VotaçãoXI – folhas apropriadas para impugnação e ƒƒ Lei n° 6.996/1982: utilização do processamentofolhas para observação de Fiscais de partidos; eletrônico de dados nos serviços eleitorais. 73
    • Art. 135 CÓDIGO ELEITORAL ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 59 a 62: sistema eletrô- Juízes Eleitorais, para orientá-los na escolha nico de votação e totalização de votos. dos locais de votação de mais fácil acesso para o eleitor deficiente físico. Capítulo I Dos Lugares da Votação ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei n° 10.226/2001. Art. 135. Funcionarão as Mesas Receptoras nos lugares designados pelos Juízes Eleitorais ƒƒ Dec. n° 5.296/2004, art. 21, parágrafo único: 60 (sessenta) dias antes da eleição, publican- “No caso do exercício do direito de voto, as ur- do-se a designação. nas das seções eleitorais devem ser adequadas ao uso com autonomia pelas pessoas portado- § 1° A publicação deverá conter a Seção com ras de deficiência ou com mobilidade reduzida a numeração ordinal e local em que deverá e estarem instaladas em local de votação funcionar, com a indicação da rua, número e plenamente acessível e com estacionamento qualquer outro elemento que facilite a locali- próximo”. Lei n° 10.098/2000: “Estabelece nor- zação pelo eleitor. mas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de § 2° Dar-se-á preferência aos edifícios públi- deficiência ou com mobilidade reduzida, e cos, recorrendo-se aos particulares se faltarem dá outras providências”, regulamentada pelo aqueles em número e condições adequadas. decreto citado e pelo Dec. n° 5.626/2005. ƒƒ Res.-TSE n° 22.411/2006: escolas particulares § 6°B (Vetado.) de comunidade religiosa podem ser designa- das como locais de votação. § 7° Da designação dos lugares de votação poderá qualquer partido reclamar ao Juiz Elei- § 3° A propriedade particular será obrigatória toral, dentro de três dias a contar da publica- e gratuitamente cedida para esse fim. ção, devendo a decisão ser proferida dentro de quarenta e oito horas. ƒƒ V. nota ao parágrafo anterior. § 8° Da decisão do Juiz Eleitoral caberá recur- § 4° É expressamente vedado o uso de pro- so para o Tribunal Regional, interposto dentro priedade pertencente a candidato, membro de três dias, devendo, no mesmo prazo, ser de Diretório de partido, Delegado de partido resolvido. ou autoridade policial, bem como dos respec- tivos cônjuges e parentes, consangüíneos ou ƒƒ Parágrafos 7° e 8° acrescidos pelo art. 25 da afins, até o 2° grau, inclusive. Lei n° 4.961/1966. § 5° Não poderão ser localizadas Seções Elei- § 9° Esgotados os prazos referidos nos §§ 7° e torais em fazenda, sítio ou qualquer proprie- 8° deste artigo, não mais poderá ser alegada, dade rural privada, mesmo existindo no local no processo eleitoral, a proibição contida em prédio público, incorrendo o Juiz nas penas seu § 5°. do art. 312, em caso de infringência. ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 25 da n° 6.336/1976. Lei n° 4.961/1966. Art. 136. Deverão ser instaladas Seções nas ƒƒ Lei n° 6.091/1974: fornecimento de transporte vilas e povoados, assim como nos estabeleci- e alimentação a eleitores em zonas rurais. mentos de internação coletiva, inclusive para cegos, e nos leprosários onde haja, pelo § 6° Os Tribunais Regionais, nas capitais, e menos, 50 (cinqüenta) eleitores. os Juízes Eleitorais, nas demais Zonas, farão ampla divulgação da localização das Seções. 99 V. arts. 50 e 130 deste código. § 6°A Os Tribunais Regionais Eleitorais Parágrafo único. A Mesa Receptora desig- deverão, a cada eleição, expedir instruções aos nada para qualquer dos estabelecimentos74
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 145 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965de internação coletiva deverá funcionar em aproximar-se do lugar da votação, ou nele pe-local indicado pelo respectivo diretor; o mes- netrar, sem ordem do Presidente da Mesa.mo critério será adotado para os estabele- Eleitoral Capítulo III Códigocimentos especializados para proteção doscegos. Do Início da Votação Art. 142. No dia marcado para a eleição, às 7Art. 137. Até 10 (dez) dias antes da eleição, (sete) horas, o Presidente da Mesa Receptora,pelo menos, comunicarão os Juízes Eleitorais os Mesários e os Secretários verificarão se noaos chefes das repartições públicas e aos pro- lugar designado estão em ordem o materialprietários, arrendatários ou administradores remetido pelo Juiz e a urna destinada a reco-das propriedades particulares, a resolução de lher os votos, bem como se estão presentes osque serão os respectivos edifícios, ou parte Fiscais de partido.deles, utilizados para o funcionamento dasMesas Receptoras. Art. 143. Às 8 (oito) horas, supridas as deficiências declarará o Presidente iniciadosArt. 138. No local destinado à votação, a os trabalhos, procedendo-se em seguida àMesa ficará em recinto separado do público; votação, que começará pelos candidatos eao lado haverá uma cabina indevassável onde eleitores presentes.os eleitores, à medida que comparecerem,possam assinalar a sua preferência na cédula. § 1° Os membros da Mesa e os Fiscais de partido deverão votar no correr da votação, 99 V. nota ao art. 117 deste código. depois que tiverem votado os eleitores queParágrafo único. O Juiz Eleitoral providen- já se encontravam presentes no momento daciará para que nos edifícios escolhidos sejam abertura dos trabalhos, ou no encerramentofeitas as necessárias adaptações. da votação. Capítulo II § 2° Observada a prioridade assegurada aos Da Polícia dos Trabalhos candidatos, têm preferência para votar o Juiz Eleitorais Eleitoral da Zona, seus auxiliares de serviço, os eleitores de idade avançada, os enfermos e asArt. 139. Ao Presidente da Mesa Receptora e mulheres grávidas.ao Juiz Eleitoral cabe a polícia dos trabalhoseleitorais. ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 26 da Lei n° 4.961/1966, com a consequente renu-Art. 140. Somente podem permanecer no re- meração do primitivo parágrafo único paracinto da Mesa Receptora os seus membros, os o atual § 1°.candidatos, um Fiscal, um Delegado de cadapartido e, durante o tempo necessário à vota- Art. 144. O recebimento dos votos começaráção, o eleitor. às 8 (oito) horas e terminará, salvo o disposto no art. 153, às 17 (dezessete) horas.§ 1° O Presidente da Mesa, que é, durante ostrabalhos, a autoridade superior, fará retirar Art. 145. O Presidente, Mesários, Secretários,do recinto ou do edifício quem não guardar suplentes e os Delegados e Fiscais de partidoa ordem e compostura devidas e estiver pra- votarão perante as Mesas em que servirem,ticando qualquer ato atentatório da liberdade sendo que os Delegados e Fiscais desde queeleitoral. a credencial esteja visada na forma do artigo 131, § 3°; quando eleitores de outras Seções,§ 2° Nenhuma autoridade estranha à Mesa seus votos serão tomados em separado.poderá intervir, sob pretexto algum, em seufuncionamento, salvo o Juiz Eleitoral. ƒƒ Caput com redação dada pelo art. 27 da Lei n° 4.961/1966.Art. 141. A força armada conservar-se-á a 99 V. nota ao art. 131, § 3°, deste código.cem metros da Seção Eleitoral e não poderá 75
    • Art. 146 CÓDIGO ELEITORAL 99 V. nota ao art. 147, § 3°, deste código. Lei nelas somente poderão votar se inscritos no n° 9.504/1997, art. 62, caput, e Res.-TSE Município; n° 20.686/2000: somente pode votar o eleitor cujo nome conste na folha de votação da VII – os candidatos a Prefeito, Vice-Prefeito respectiva seção eleitoral. e Vereador, em qualquer Seção de Município, desde que dele sejam eleitores; Parágrafo único. Com as cautelas constantes do art. 147, § 2°, poderão ainda votar fora da VIII – os militares, removidos ou transferidos respectiva Seção: dentro do período de 6 (seis) meses antes do pleito, poderão votar nas eleições para Presi- ƒƒ O art. 27 da Lei n° 4.961/1966 revogou os dente e Vice-Presidente da República na loca- primitivos §§ 1° e 3°, passando para parágrafo lidade em que estiverem servindo; único o antigo § 2°. ƒƒ V. terceira nota ao caput deste artigo. IX – os policiais militares em serviço. ƒƒ Inciso acrescido pelo art. 102 da Lei I – o Juiz Eleitoral, em qualquer Seção da Zona n° 9.504/1997. sob sua jurisdição, salvo em eleições munici- pais, nas quais poderá votar em qualquer Se- Capítulo IV ção do Município em que for eleitor; Do Ato de Votar II – o Presidente da República, o qual poderá Art. 146. Observar-se-á na votação o seguinte: votar em qualquer Seção Eleitoral do País, nas eleições presidenciais; em qualquer Seção I – o eleitor receberá, ao apresentar-se na do Estado em que for eleitor nas eleições Seção, e antes de penetrar no recinto da para Governador, Vice-Governador, Senador, Mesa, uma senha numerada, que o Secretário Deputado Federal e Estadual; em qualquer rubricará, no momento, depois de verificar Seção do Município em que estiver inscrito, nas pela relação dos eleitores da Seção, que o seu eleições para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador; nome consta da respectiva pasta; III – os candidatos à Presidência da Repúbli- II – no verso da senha o Secretário anotará o ca, em qualquer Seção Eleitoral do País, nas número de ordem da folha individual da pasta, eleições presidenciais, e, em qualquer Seção número esse que constará da relação enviada do Estado em que forem eleitores, nas elei- pelo Cartório à Mesa Receptora; ções de âmbito estadual; 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. IV – os Governadores, Vice-Governadores, III – admitido a penetrar no recinto da Mesa, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, segundo a ordem numérica das senhas, o em qualquer Seção do Estado, nas eleições de eleitor apresentará ao Presidente seu título, âmbito nacional e estadual; em qualquer Se- o qual poderá ser examinado por Fiscal ou ção do Município de que sejam eleitores, nas Delegado de partido, entregando, no mesmo eleições municipais; ato, a senha; V – os candidatos a Governador, Vice-Gover- IV – pelo número anotado no verso da senha, nador, Senador, Deputado Federal e Estadual, o Presidente, ou Mesário, localizará a folha in- em qualquer Seção do Estado de que sejam dividual de votação, que será confrontada com eleitores, nas eleições de âmbito nacional e o título e poderá também ser examinada por estadual; Fiscal ou Delegado de partido; VI – os Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereado- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. res, em qualquer Seção de Município que re- presentarem, desde que eleitores do Estado, V – achando-se em ordem o título e a folha sendo que, no caso de eleições municipais, individual e não havendo dúvida sobre a76
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 146 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965identidade do eleitor, o Presidente da Mesa 99 Ac.-TSE n° 15.143/1998: incompatibilidade doo convidará a lançar sua assinatura no verso voto em separado, na hipótese referida, com oda folha individual de votação; em seguida cadastro eletrônico, uma vez que as listas emi- Eleitoral Códigoentregar-lhe-á a cédula única rubricada no ato tidas são coincidentes com os assentamentospelo Presidente e Mesários e numerada de do cartório eleitoral.acordo com as instruções do Tribunal Supe- 99 V. primeira nota ao inciso V deste artigo.rior, instruindo-o sobre a forma de dobrá-la,fazendo-o passar à cabina indevassável, cuja VIII – verificada a ocorrência de que trata oporta ou cortina será cerrada em seguida; número anterior, a Junta Eleitoral, antes de 99 Lei n° 7.332/1985, art. 18, parágrafo único: caso encerrar os seus trabalhos, apurará a causa da de eleitor analfabeto. omissão. Se tiver havido culpa ou dolo, será aplicada ao responsável, na primeira hipótese, 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. a multa de até 2 (dois) salários mínimos, e, na segunda, a de suspensão até 30 (trinta) dias; ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 83, § 1°: duas cédulas distintas, uma para as eleições majoritárias e 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. outra para as eleições proporcionais; art. 84, caput: votação em momentos distintos. IX – na cabina indevassável, onde não poderá permanecer mais de um minuto, o eleitorVI – o eleitor será admitido a votar, ainda que indicará os candidatos de sua preferênciadeixe de exibir no ato da votação o seu título, e dobrará a cédula oficial, observadas asdesde que seja inscrito na Seção e conste da seguintes normas:respectiva pasta a sua folha individual de vo-tação; nesse caso, a prova de ter votado será 99 Lei n° 9.504/1997, art. 84, parágrafo único: ofeita mediante certidão que obterá posterior- tempo de votação será fixado pela Justiçamente, no Juízo competente; Eleitoral. 99 V. segunda nota ao art. 45, § 9°, deste código. a) assinalando com uma cruz, ou de modo que torne expressa a sua intenção, o quadrilátero ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 12, § 2°: admissão do correspondente ao candidato majoritário de eleitor a votar ainda que não esteja de posse sua preferência; do seu título, desde que seja inscrito na seção, conste da lista dos eleitores e exiba documen- b) escrevendo o nome, o prenome, ou o nú- to que comprove sua identidade. Res.-TSE mero do candidato de sua preferência nas n° 21.632/2004: inadmissibilidade de certidões eleições proporcionais; de nascimento ou casamento como prova de identidade de quem não apresentar título de ƒƒ Alínea com redação dada pelo art. 1° da Lei eleitor no momento da votação. V., também, n° 7.434/1985. nota ao art. 147, caput, deste código. c) escrevendo apenas a sigla do partido deVII – no caso da omissão da folha individual sua preferência, se pretender votar só nana respectiva pasta, verificada no ato da vo- legenda;tação, será o eleitor, ainda, admitido a votar,desde que exiba o seu título eleitoral e dele ƒƒ A alínea c havia sido revogada pelo art. 4° da Lei n° 6.989/1982 e foi restabelecida pelaconste que o portador é inscrito na Seção, Lei n° 7.332/1985, art. 20, que cita o art. 145sendo o seu voto, nesta hipótese, tomado em quando, na verdade, trata-se do art. 146.separado e colhida sua assinatura na folha devotação modelo 2 (dois). Como ato preliminar X – ao sair da cabina o eleitor depositará nada apuração do voto, averiguar-se-á se se tra- urna a cédula;ta de eleitor em condições de votar, inclusivese realmente pertence à Seção; XI – ao depositar a cédula na urna o eleitor deverá fazê-lo de maneira a mostrar a par- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. te rubricada à Mesa e aos Fiscais de partido, 77
    • Art. 147 CÓDIGO ELEITORAL para que verifiquem, sem nela tocar, se não foi 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. substituída; ƒƒ Res.-TSE n° 21.632/2004: certidões de nasci- XII – se a cédula oficial não for a mesma, será mento ou de casamento não são documentos o eleitor convidado a voltar à cabina indevas- hábeis para comprovar a identidade de quem sável e a trazer seu voto na cédula que rece- não apresentar título de eleitor no momento da votação. beu; se não quiser tornar à cabina ser-lhe-á recusado o direito de voto, anotando-se a § 1° A impugnação à identidade do eleitor, ocorrência na ata e ficando o eleitor retido formulada pelos membros da Mesa, Fiscais, pela Mesa, e à sua disposição, até o término Delegados, candidatos ou qualquer eleitor, da votação ou a devolução da cédula oficial já será apresentada verbalmente ou por escrito, rubricada e numerada; antes de ser o mesmo admitido a votar. XIII – se o eleitor, ao receber a cédula ou ao ƒƒ Ac.-TSE nos 14.998/1999, 19.205/2000 e Ac.-TSE, recolher-se à cabina de votação, verificar que de 6.3.2007, no REspe n° 25.556: “A impugna- a cédula se acha estragada ou, de qualquer ção relativa à identidade do eleitor deve ser modo, viciada ou assinalada ou se ele próprio, feita no momento da votação, sob pena de por imprudência, imprevidência ou ignorân- preclusão”. cia, a inutilizar, estragar ou assinalar errada- mente, poderá pedir uma outra ao Presidente § 2° Se persistir a dúvida ou for mantida a da Seção Eleitoral, restituindo, porém, a pri- impugnação, tomará o Presidente da Mesa as meira, a qual será imediatamente inutilizada à seguintes providências: vista dos presentes e sem quebra do sigilo do que o eleitor haja nela assinalado; ƒƒ V. art. 221, III, deste código. 99 Res.-TSE n° 20.638/2000 e instruções para XIV – introduzida a sobrecarta na urna, o Pre- as eleições: o presidente da mesa solicitará sidente da Mesa devolverá o título ao eleitor, a presença do juiz para decidir, ficando o depois de datá-lo e assiná-lo; em seguida ru- eleitor impedido de votar na urna eletrônica bricará, no local próprio, a folha individual de até decisão, dada a impossibilidade de voto votação. em separado. 99 Com a implantação do processamento I – escreverá numa sobrecarta branca o eletrônico de dados no alistamento eleito- seguinte: “Impugnado por F”; ral (Lei n° 7.444/1985), o TSE, pela Res.-TSE n° 12.547/1986, aprovou novo modelo do título, sendo uma das alterações a eliminação II – entregará ao eleitor a sobrecarta branca, do espaço reservado para o fim mencionado. para que ele, na presença da Mesa e dos Fis- O modelo em vigor é o aprovado pela Res.-TSE cais, nela coloque a cédula oficial que assina- n° 21.538/2003. lou, assim como o seu título, a folha de impug- nação e qualquer outro documento oferecido 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. pelo impugnante; Art. 147. O Presidente da Mesa dispensará III – determinará ao eleitor que feche a especial atenção à identidade de cada eleitor sobrecarta branca e a deposite na urna; admitido a votar. Existindo dúvida a respei- to, deverá exigir-lhe a exibição da respectiva IV – anotará a impugnação na ata. carteira, e, na falta desta, interrogá-lo sobre os dados constantes do título, ou da folha § 3° O voto em separado, por qualquer motivo, individual de votação, confrontando a assina- será sempre tomado na forma prevista no tura do mesmo com a feita na sua presença parágrafo anterior. pelo eleitor, e mencionando na ata a dúvida ƒƒ Ac.-TSE n° 15.143/1998: incompatibilidade, com suscitada. o cadastro eletrônico, do voto em separado, na hipótese de omissão do nome do eleitor78
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 154 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965 na folha de votação. Res.-TSE n° 20.686/2000: II – assinalar a cédula oficial, utilizando impossibilidade de voto em separado, nos locais também qualquer sistema; em que adotada urna eletrônica, com base no Eleitoral Código art. 62 da Lei n° 9.504/1997; nos locais onde III – usar qualquer elemento mecânico que for realizada a votação por cédulas, somente trouxer consigo, ou lhe for fornecido pela Mesa, poderá votar o eleitor cujo nome conste da e que lhe possibilite exercer o direito de voto. folha de votação. Res.-TSE n° 20.638/2000: impossibilidade de voto em separado na Art. 151. (Revogado pela Lei n° 7.914/89.) hipótese de dúvida ou impugnação quanto à identidade de eleitor, impedindo-o de votar Art. 152. Poderão ser utilizadas máquinas de na urna eletrônica até decisão do juiz eleitoral. votar, a critério e mediante regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral.Art. 148. O eleitor somente poderá votar naSeção Eleitoral em que estiver incluído o seu ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 59 a 62: votação enome. totalização dos votos por sistema eletrônico.§ 1° Essa exigência somente poderá ser dis- Capítulo Vpensada nos casos previstos no art. 145 e seus Do Encerramento da Votaçãoparágrafos. Art. 153. Às 17 (dezessete) horas, o Presiden- 99 V. primeira nota ao art. 145, parágrafo único, te fará entregar as senhas a todos os eleitores deste código. presentes e, em seguida, os convidará, em voz alta, a entregar à Mesa seus títulos, para que ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 62, caput, e Res.-TSE sejam admitidos a votar. n° 20.686/2000: somente pode votar o eleitor cujo nome conste na folha de votação da Parágrafo único. A votação continuará na respectiva seção eleitoral. ordem numérica das senhas, e o título será devolvido ao eleitor, logo que tenha votado.§ 2° Aos eleitores mencionados no art. 145não será permitido votar sem a exibição do Art. 154. Terminada a votação e declaradotítulo, e nas folhas de votação modelo 2 (dois), o seu encerramento pelo Presidente, tomaránas quais lançarão suas assinaturas, serão este as seguintes providências:sempre anotadas na coluna própria as Seçõesmencionadas nos títulos retidos. I – vedará a fenda de introdução da cédula na urna, de modo a cobri-la inteiramente com§ 3° Quando se tratar de candidato, o tiras de papel ou pano forte, rubricadas peloPresidente da Mesa Receptora verificará, pre- Presidente e Mesários e, facultativamente,viamente, se o nome figura na relação enviada pelos Fiscais presentes; separará todas as folhasà Seção, e quando se tratar de Fiscal de par- de votação correspondentes aos eleitorestido, se a credencial está devidamente visada faltosos e fará constar, no verso de cada umapelo Juiz Eleitoral. delas, na parte destinada à assinatura do ƒƒ Parágrafos 4° e 5° revogados pelo art. 29 da eleitor, a falta verificada, por meio de breve Lei n° 4.961/1966. registro, que autenticará com a sua assinatura. ƒƒ Inciso com redação dada pelo art. 31 da LeiArt. 149. Não será admitido recurso contra n° 4.961/1966.a votação, se não tiver havido impugnaçãoperante a Mesa Receptora, no ato da votação, II – encerrará, com a sua assinatura, a folhacontra as nulidades argüidas. de votação modelo 2 (dois), que poderá ser também assinada pelos Fiscais;Art. 150. O eleitor cego poderá: III – mandará lavrar, por um dos Secretários, aI – assinar a folha individual de votação em le- ata da eleição, preenchendo o modelo forne-tras de alfabeto comum ou do sistema Braille; cido pela Justiça Eleitoral, para que constem: 79
    • Art. 155 CÓDIGO ELEITORAL a) os nomes dos membros da Mesa que hajam VII – comunicará em ofício, ou impresso pró- comparecido, inclusive o suplente; prio, ao Juiz Eleitoral da Zona a realização da eleição, o número de eleitores que votaram e b) as substituições e nomeações feitas; a remessa da urna e dos documentos à Junta Eleitoral; c) os nomes dos Fiscais que hajam compareci- do e dos que se retiraram durante a votação; VIII – enviará em sobrecarta fechada uma das vias do recibo do correio à Junta Eleitoral d) a causa, se houver, do retardamento para o e a outra ao Tribunal Regional. começo da votação; § 1° Os Tribunais Regionais poderão prescre- e) o número, por extenso, dos eleitores da Se- ver outros meios de vedação das urnas. ção que compareceram e votaram e o número dos que deixaram de comparecer; § 2° No Distrito Federal e nas capitais dos Estados poderão os Tribunais Regionais f) o número, por extenso, de eleitores de ou- determinar normas diversas para a entrega tras Seções que hajam votado e cujos votos de urnas e papéis eleitorais, com as cautelas hajam sido recolhidos ao invólucro especial; destinadas a evitar violação ou extravio. g) o motivo de não haverem votado alguns Art. 155. O Presidente da Junta Eleitoral e as dos eleitores que compareceram; agências do correio tomarão as providências necessárias para o recebimento da urna e dos h) os protestos e as impugnações apresenta- documentos referidos no artigo anterior. dos pelos Fiscais, assim como as decisões so- bre eles proferidas, tudo em seu inteiro teor; § 1° Os Fiscais e Delegados de partidos têm i) a razão de interrupção da votação, se tiver direito de vigiar e acompanhar a urna desde o havido, e o tempo de interrupção; momento da eleição, durante a permanência nas agências do correio e até a entrega à Junta j) a ressalva das rasuras, emendas e entrelinhas Eleitoral. porventura existentes nas folhas de votação e na ata, ou a declaração de não existirem; § 2° A urna ficará permanentemente à vista dos interessados e sob a guarda de IV – mandará, em caso de insuficiência de pessoa designada pelo Presidente da Junta espaço no modelo destinado ao preenchi- Eleitoral. mento, prosseguir a ata em outra folha devi- damente rubricada por ele, Mesários e Fiscais Art. 156. Até às 12 (doze) horas do dia seguinte à realização da eleição, o Juiz Eleitoral que o desejarem, mencionando esse fato na é obrigado, sob pena de responsabilidade própria ata; e multa de 1 (um) a 2 (dois) salários mínimos, V – assinará a ata com os demais membros da a comunicar ao Tribunal Regional, e aos Mesa, Secretários e Fiscais que quiserem; Delegados de partido perante ele credenciados, o número de eleitores que votaram em cada VI – entregará a urna e os documentos do uma das Seções da Zona sob sua jurisdição, ato eleitoral ao Presidente da Junta ou à bem como o total de votantes da Zona. agência do correio mais próxima, ou a outra 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. vizinha que ofereça melhores condições de segurança e expedição, sob recibo em § 1° Se houver retardamento nas medidas triplicata com a indicação de hora, devendo referidas no art. 154, o Juiz Eleitoral, assim que aqueles documentos ser encerrados em receba o ofício constante desse dispositivo, sobrecartas rubricadas por ele e pelos Fiscais n° VII, fará a comunicação constante deste que o quiserem; artigo.80
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 161 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965§ 2° Essa comunicação será feita por via pos- § 2° Em caso de impossibilidade de obser-tal, em ofícios registrados de que o Juiz Eleito- vância do prazo previsto neste artigo, o fatoral guardará cópia no arquivo da Zona, acom- deverá ser imediatamente justificado perante Eleitoral Códigopanhada do recibo do correio. o Tribunal Regional, mencionando-se as horas ou dias necessários para o adiamento, que§ 3° Qualquer candidato, Delegado ou Fiscal não poderá exceder a cinco dias.de partido poderá obter, por certidão, o teorda comunicação a que se refere este artigo, ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 32 dasendo defeso ao Juiz Eleitoral recusá-la ou Lei n° 4.961/1966.procrastinar a sua entrega ao requerente. § 3° Esgotado o prazo e a prorrogação esti-Art. 157. (Revogado pela Lei n° 7.914/89.) pulada neste artigo, ou não tendo havido em tempo hábil o pedido de prorrogação, a respectiva Junta Eleitoral perde a competên- Título V Da Apuração cia para prosseguir na apuração, devendo o seu Presidente remeter, imediatamente, ao Capítulo I Tribunal Regional, todo o material relativo à Dos Órgãos Apuradores votação.Art. 158. A apuração compete: § 4° Ocorrendo a hipótese prevista no pará- grafo anterior, competirá ao Tribunal RegionalI – às Juntas Eleitorais quanto às eleições rea- fazer a apuração.lizadas na Zona sob sua jurisdição; § 5° Os membros da Junta Eleitoral respon-II – aos Tribunais Regionais a referente às sáveis pela inobservância injustificada doseleições para Governador, Vice-Governador, prazos fixados neste artigo estarão sujeitos àSenador, Deputado Federal e Estadual, de multa de dois a dez salários mínimos, aplicadaacordo com os resultados parciais enviados pelo Tribunal Regional.pelas Juntas Eleitorais; ƒƒ Parágrafos 3° ao 5° acrescidos pelo art. 32 da ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 13: criação de juntas Lei n° 4.961/1966. apuradoras regionais. 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código.III – ao Tribunal Superior Eleitoral nas elei-ções para Presidente e Vice-Presidente da Art. 160. Havendo conveniência, em razãoRepública, pelos resultados parciais remetidos do número de urnas a apurar, a Junta pode-pelos Tribunais Regionais. rá subdividir-se em Turmas, até o limite de 5 (cinco), todas presididas por algum dos seus Capítulo II componentes. Da Apuração nas Juntas Seção I Parágrafo único. As dúvidas que forem le- Disposições Preliminares vantadas em cada Turma serão decididas por maioria de votos dos membros da Junta.Art. 159. A apuração começará no dia seguin-te ao das eleições e, salvo motivo justificado, Art. 161. Cada partido poderá credenciar pe-deverá terminar dentro de 10 (dez) dias. rante as Juntas até 3 (três) Fiscais, que se reve- zem na fiscalização dos trabalhos. ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 14, caput: início e dura- ção da apuração. ƒƒ V. nota ao art. 162 deste código.§ 1° Iniciada a apuração, os trabalhos não se- § 1° Em caso de divisão da Junta em Turmas,rão interrompidos aos sábados, domingos e cada partido poderá credenciar até 3 (três)dias feriados, devendo a Junta funcionar das 8 Fiscais para cada Turma.(oito) às 18 (dezoito) horas, pelo menos. 81
    • Art. 162 CÓDIGO ELEITORAL § 2° Não será permitida, na Junta ou Turma, II – se a Mesa Receptora se constituiu a atuação de mais de 1 (um) Fiscal de cada legalmente; partido. III – se as folhas individuais de votação e as Art. 162. Cada partido poderá credenciar folhas modelo 2 (dois) são autênticas; mais de 1 (um) Delegado perante a Junta, mas no decorrer da apuração só funcionará 1 (um) 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. de cada vez. IV – se a eleição se realizou no dia, hora e lo- ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 87, caput: garantia cal designados e se a votação não foi encerra- aos fiscais e delegados, na apuração, de da antes das 17 (dezessete) horas; postarem-se a uma distância não superior a um metro da mesa. V – se foram infringidas as condições que resguardam o sigilo do voto; Art. 163. Iniciada a apuração da urna, não será a mesma interrompida, devendo ser ƒƒ V. segunda nota ao Capítulo II – Do Voto Secreto, concluída. localizada antes do art. 103 deste código. Parágrafo único. Em caso de interrupção por VI – se a Seção Eleitoral foi localizada com motivo de força maior, as cédulas e as folhas infração ao disposto nos §§ 4° e 5° do art. 135; de apuração serão recolhidas à urna e esta fe- chada e lacrada, o que constará da ata. VII – se foi recusada, sem fundamento legal, a fiscalização de partidos aos atos eleitorais; Art. 164. É vedada às Juntas Eleitorais a divul- gação, por qualquer meio, de expressões, fra- VIII – se votou eleitor excluído do alistamento, ses ou desenhos estranhos ao pleito, apostos sem ser o seu voto tomado em separado; ou contidos nas cédulas. 99 V. nota ao art. 147, § 3°, deste código. § 1° Aos membros, escrutinadores e auxilia- IX – se votou eleitor de outra Seção, a não ser res das Juntas que infringirem o disposto nes- nos casos expressamente admitidos; te artigo será aplicada a multa de 1 (um) a 2 (dois) salários mínimos vigentes na Zona Elei- X – se houve demora na entrega da urna e toral, cobrados através de executivo fiscal ou dos documentos conforme determina o n° VI da inutilização de selos federais no processo do art. 154; em que for arbitrada a multa. XI – se consta nas folhas individuais de vota- 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, e quarta nota ção dos eleitores faltosos o devido registro de ao art. 8°, caput, deste código. sua falta. § 2° Será considerada dívida líquida e certa, ƒƒ Inciso acrescido pelo art. 33 da Lei n° 4.961/1966. para efeito de cobrança, a que for arbitrada pelo Tribunal Regional e inscrita em livro pró- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. prio na Secretaria desse órgão. § 1° Se houver indício de violação da urna, ƒƒ V. art. 367 deste código. proceder-se-á da seguinte forma: Seção II I – antes da apuração, o Presidente da Junta Da Abertura da Urna indicará pessoa idônea para servir como peri- Art. 165. Antes de abrir cada urna a Junta to e examinar a urna com assistência do repre- verificará: sentante do Ministério Público; I – se há indício de violação da urna; II – se o perito concluir pela existência de vio- lação e o seu parecer for aceito pela Junta, o82
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 169 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Presidente desta comunicará a ocorrência ao a apuração em separado e recorrerá de ofícioTribunal Regional, para as providências de lei; para o Tribunal Regional. Eleitoral CódigoIII – se o perito e o representante do Minis- Art. 167. Resolvida a apuração da urna, deve-tério Público concluírem pela inexistência de rá a Junta inicialmente:violação, far-se-á a apuração; I – examinar as sobrecartas brancas contidasIV – se apenas o representante do Ministério na urna, anulando os votos referentes aos elei-Público entender que a urna foi violada, a Jun- tores que não podiam votar;ta decidirá, podendo aquele, se a decisão nãofor unânime, recorrer imediatamente para o II – misturar as cédulas oficiais dos que po-Tribunal Regional; diam votar com as demais existentes na urna.V – não poderão servir de peritos os referidos ƒƒ Incisos com redação dada pelo art. 35 da Leino art. 36, § 3°, n I a IV. os n° 4.961/1966, revogados os incisos III e IV.§ 2° As impugnações fundadas em violação Art. 168. As questões relativas à existência deda urna somente poderão ser apresentadas rasuras, emendas e entrelinhas nas folhas deaté a abertura desta. votação e na ata da eleição, somente poderão ser suscitadas na fase correspondente à aber-§ 3° Verificado qualquer dos casos dos nos II, tura das urnas.III, IV e V do artigo, a Junta anulará a votação, Seção IIIfará a apuração dos votos em separado e recor- Das Impugnações e dos Recursosrerá de ofício para o Tribunal Regional. 99 V. nota ao art. 147, § 3°, deste código. Art. 169. À medida que os votos forem sendo apurados, poderão os Fiscais e Delegados de§ 4° Nos casos dos nos VI, VII, VIII, IX e X, a Junta partido, assim como os candidatos, apresen-decidirá se a votação é válida, procedendo à tar impugnações que serão decididas de pla-apuração definitiva em caso afirmativo, ou na no pela Junta.forma do parágrafo anterior, se resolver pela ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 69, caput: impugnaçãonulidade da votação. perante o Tribunal Regional Eleitoral, quando não recebida pela junta.§ 5° A Junta deixará de apurar os votos daurna que não estiver acompanhada dos § 1° As Juntas decidirão por maioria de votosdocumentos legais e lavrará termo relativo ao as impugnações.fato, remetendo-a, com cópia da sua decisão,ao Tribunal Regional. § 2° De suas decisões cabe recurso imediato, interposto verbalmente ou por escrito, queArt. 166. Aberta a urna, a Junta verificará se deverá ser fundamentado no prazo de 48o número de cédulas oficiais corresponde ao (quarenta e oito) horas para que tenha segui-de votantes. mento.§ 1° A incoincidência entre o número de vo- ƒƒ Ac.-TSE n os 15.308/1998, 19.401/2001 etantes e o de cédulas oficiais encontradas na 21.393/2004: aplicação do prazo previstourna não constituirá motivo de nulidade da no art. 258 deste código para recurso contravotação, desde que não resulte de fraude decisão da junta eleitoral nas hipóteses de,comprovada. respectivamente, pedido de recontagem de votos, pedido de anulação da votação e ƒƒ Caput e § 1° com redação dada pelo art. 34 da retificação da ata geral de apuração. Lei n° 4.961/1966. § 3° O recurso, quando ocorrerem eleições si-§ 2° Se a Junta entender que a incoincidên- multâneas, indicará expressamente a eleiçãocia resulta de fraude, anulará a votação, fará a que se refere. 83
    • Art. 170 CÓDIGO ELEITORAL § 4° Os recursos serão instruídos de ofício, Tribunal Superior Eleitoral e na forma por ele com certidão da decisão recorrida; se inter- estabelecida. postos verbalmente, constará também da certidão o trecho correspondente do boletim. ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 11 da Lei n° 6.978/1982. ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 36 da Lei n° 4.961/1966. ƒƒ Lei n° 6.996/1982, art. 14, parágrafo único, c.c. o art. 1°: processamento eletrônico de cédulas ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 71, caput: instrução dos programadas para a apuração. recursos pelos partidos, pelas coligações e pelos candidatos. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 59 a 62: votação e totalização de votos por sistema eletrônico. Art. 170. As impugnações quanto à identidade do eleitor, apresentadas no ato da votação, Art. 174. As cédulas oficiais, à medida em serão resolvidas pelo confronto da assinatura que forem sendo abertas, serão examinadas tomada no verso da folha individual de votação e lidas em voz alta por um dos componentes com a existente no anverso; se o eleitor votou da Junta. em separado, no caso de omissão da folha § 1° Após fazer a declaração dos votos em individual na respectiva pasta, confrontando-se branco e antes de ser anunciado o seguinte, a assinatura da folha modelo 2 (dois) com a do será aposto na cédula, no lugar correspondente título eleitoral. à indicação do voto, um carimbo com a expres- 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. são “em branco”, além da rubrica do Presidente da Turma. 99 V. nota ao art. 147, § 3°, deste código. § 2° O mesmo processo será adaptado para Art. 171. Não será admitido recurso contra o voto nulo. a apuração, se não tiver havido impugnação perante a Junta, no ato da apuração, contra as § 3° Não poderá ser iniciada a apuração dos nulidades argüidas. votos da urna subseqüente, sob as penas do art. 345, sem que os votos em branco da an- ƒƒ V. art. 223 deste código. terior estejam todos registrados pela forma Art. 172. Sempre que houver recurso funda- referida no § 1°. do em contagem errônea de votos, vícios de § 4° As questões relativas às cédulas somente cédulas ou de sobrecartas para votos em sepa- poderão ser suscitadas nessa oportunidade. rado, deverão as cédulas ser conservadas em invólucro lacrado, que acompanhará o recur- ƒƒ O art. 38 da Lei n° 4.961/1966 transformou o so e deverá ser rubricado pelo Juiz Eleitoral, parágrafo único em § 3° e acrescentou os §§ 1° pelo recorrente e pelos Delegados de partido e 2°; e o art. 15 da Lei n° 6.055/1974 deu nova que o desejarem. redação ao § 1°, incluiu o § 2° e renumerou os §§ 2° e 3° para 3° e 4°. ƒƒ Parágrafo com redação dada pelo art. 37 da Lei n° 4.961/1966. Art. 175. Serão nulas as cédulas: 99 V. nota ao art. 147, § 3°, deste código. ƒƒ Os arts. 175 a 177 foram alterados pelos arts. 5° a 7° da Lei n° 6.989/1982; entretanto, o art. 20 Seção IV da Lei n° 7.332/1985 restabeleceu a redação Da Contagem dos Votos anterior. Art. 173. Resolvidas as impugnações a Junta I – que não corresponderem ao modelo oficial; passará a apurar os votos. II – que não estiverem devidamente auten- Parágrafo único. Na apuração, poderá ser ticadas; utilizado sistema eletrônico, a critério do84
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 176 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965III – que contiverem expressões, frases ou ƒƒ Ac.-TSE, de 1°.2.2011, no AgR-AI n° 11.326:sinais que possam identificar o voto. impossibilidade de contagem para a legenda dos votos dados ao candidato com o registro Eleitoral Código§ 1° Serão nulos os votos, em cada eleição indeferido à data da eleição, ainda que a de-majoritária: cisão no processo de registro só transite em julgado após o pleito.I – quando forem assinalados os nomes dedois ou mais candidatos para o mesmo cargo; § 4° O disposto no parágrafo anterior não se aplica quando a decisão de inelegibilidadeII – quando a assinalação estiver colocada ou de cancelamento de registro for proferidafora do quadrilátero próprio, desde que torne após a realização da eleição a que concorreu oduvidosa a manifestação da vontade do candidato alcançado pela sentença, caso emeleitor. que os votos serão contados para o partido pelo qual tiver sido feito o seu registro.§ 2° Serão nulos os votos, em cada eleiçãopelo sistema proporcional: ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei n° 7.179/1983.I – quando o candidato não for indicado, ƒƒ Ac.-TSE, de 30.6.2011, no MS n° 422341:através do nome ou do número, com clareza “o art. 175, § 4°, do CE foi revogado pelo art. 16-A,suficiente para distingui-lo de outro candida- parágrafo único, da Lei n° 9.504/1997”.to ao mesmo cargo, mas de outro partido, e oeleitor não indicar a legenda; ƒƒ Ac.-TSE n os 3.112/2003 e 13.185/1992 e Res.-TSE n° 20.865/2001: parágrafo aplicávelII – se o eleitor escrever o nome de mais de exclusivamente às eleições proporcionais.um candidato ao mesmo cargo, pertencentesa partidos diversos ou, indicando apenas os ƒƒ V. terceira nota ao parágrafo anterior.números, o fizer também de candidatos departidos diferentes; Art. 176. Contar-se-á o voto apenas para a legenda, nas eleições pelo sistema proporcional:III – se o eleitor, não manifestando preferên- ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 59, § 2°, e 60: cômputocia por candidato, ou o fazendo de modo que de votos para a legenda no sistema eletrôniconão se possa identificar o de sua preferência, de votação; art. 86: voto de legenda no sistemaescrever duas ou mais legendas diferentes no de votação convencional.espaço relativo à mesma eleição. I – se o eleitor escrever apenas a sigla§ 3° Serão nulos, para todos os efeitos, os partidária, não indicando o candidato de suavotos dados a candidatos inelegíveis ou não preferência;registrados. II – se o eleitor escrever o nome de mais de ƒƒ A Lei n° 4.961/1966, art. 39, revogou o primitivo § 2° deste artigo e renumerou os primitivos um candidato do mesmo partido; §§ 3° e 4° para 2° e 3°. III – se o eleitor, escrevendo apenas os ƒƒ V. art. 72, parágrafo único, deste código. números, indicar mais de um candidato do mesmo partido; ƒƒ Res.-TSE n° 22.992/2008: “[...] A Junta Eleitoral deve proclamar eleito o candidato que obtiver IV – se o eleitor não indicar o candidato a maioria dos votos válidos, não computados através do nome ou do número com clareza os votos nulos e os em branco. Todavia, não suficiente para distingui-lo de outro candidato há prejuízo de que nova proclamação seja do mesmo partido. feita em razão de superveniente deferimento do registro de candidato que se encontrava ƒƒ Caput e incisos com redação dada pelo art. 1° sub judice”. da Lei n° 8.037/1990. 85
    • Art. 177 CÓDIGO ELEITORAL Art. 177. Na contagem dos votos para as Art. 179. Concluída a contagem dos votos, a eleições realizadas pelo sistema proporcional Junta ou Turma deverá: observar-se-ão, ainda, as seguintes normas: I – transcrever nos mapas referentes à urna a I – a inversão, omissão ou erro de grafia do votação apurada; nome ou prenome não invalidará o voto, desde que seja possível a identificação do II – expedir boletim contendo o resultado da candidato; respectiva Seção, no qual serão consignados o número de votantes, a votação individual II – se o eleitor escrever o nome de um can- de cada candidato, os votos de cada legenda didato e o número correspondente a outro da partidária, os votos nulos e os em branco, bem mesma legenda ou não, contar-se-á o voto como recursos, se houver. para o candidato cujo nome foi escrito, bem como para a legenda a que pertence; ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 68, caput, e 87, § 6°: nome e número dos candidatos nos boletins III – se o eleitor escrever o nome ou o núme- de urna. ro de um candidato e a legenda de outro par- tido, contar-se-á o voto para o candidato cujo § 1° Os mapas, em todas as suas folhas, e os nome ou número foi escrito; boletins de apuração, serão assinados pelo Presidente e membros da Junta e pelos Fiscais IV – se o eleitor escrever o nome ou o número de partido que o desejarem. de um candidato a Deputado Federal na parte da cédula referente a Deputado Estadual ou § 2° O boletim a que se refere este artigo obe- vice-versa, o voto será contado para o candi- decerá a modelo aprovado pelo Tribunal Su- dato cujo nome ou número foi escrito; perior Eleitoral, podendo porém, na sua falta, ser substituído por qualquer outro expedido V – se o eleitor escrever o nome ou o número por Tribunal Regional ou pela própria Junta de candidatos em espaço da cédula que não Eleitoral. seja o correspondente ao cargo para o qual o ƒƒ V. nota ao inciso II deste artigo. candidato foi registrado, será o voto compu- tado para o candidato e respectiva legenda, § 3° Um dos exemplares do boletim de apu- conforme o registro. ração será imediatamente afixado na sede ƒƒ Caput e incisos com redação dada pelo art. 1° da Junta, em local que possa ser copiado por da Lei n° 8.037/1990. qualquer pessoa. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 85: votos dados a § 4° Cópia autenticada do boletim de apura- homônimos. ção será entregue a cada partido, por intermé- dio do Delegado ou Fiscal presente, mediante Art. 178. O voto dado ao candidato a recibo. Presidente da República entender-se-á dado também ao candidato a Vice-Presidente, assim ƒƒ Lei n° 9.504/1997, arts. 68, § 1°, e 87, § 2°: cópia como o dado aos candidatos a Governador, do boletim de urna aos partidos e coligações; Senador, Deputado Federal nos Territórios, arts. 68, § 2°, e 87, § 4°: caracterização de crime no caso de descumprimento. Prefeito e Juiz de Paz entender-se-á dado ao respectivo vice ou suplente. § 5° O boletim de apuração ou sua cópia au- 99 V. art. 91, § 2°, deste código. CF/88, art. 46, tenticada, com a assinatura do Juiz e pelo me- § 3°: voto abrangendo os dois suplentes de nos de um dos membros da Junta, fará prova senador. do resultado apurado, podendo ser apresen- tado ao Tribunal Regional, nas eleições fe- 99 CF/88, arts. 14, § 3°, VI, c, e 98, II: criação da derais e estaduais, sempre que o número de Justiça de Paz. votos constantes dos mapas recebidos pela86
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 184 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Comissão Apuradora não coincidir com os poderá ser deferida pelos Tribunais Regionais,nele consignados. em recurso interposto imediatamente após a apuração de cada urna. Eleitoral Código ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 87, § 5°: não poderão servir de prova os rascunhos ou qualquer ou- Parágrafo único. Em nenhuma outra hipóte- tro tipo de anotação fora dos boletins de urna. se poderá a Junta determinar a reabertura de urnas já apuradas para recontagem de votos.§ 6° O partido ou candidato poderá apre-sentar o boletim na oportunidade concedida Art. 182. Os títulos dos eleitores estranhos àpelo art. 200, quando terá vista do relatório da Seção serão separados, para remessa, depoisComissão Apuradora, ou antes, se durante os de terminados os trabalhos da Junta, ao Juiztrabalhos da Comissão tiver conhecimento da Eleitoral da Zona neles mencionada, a fim deincoincidência de qualquer resultado. que seja anotado na folha individual de vota- ção o voto dado em outra Seção.§ 7° Apresentado o boletim, será aberta vis-ta aos demais partidos, pelo prazo de 2 (dois) 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código.dias, os quais somente poderão contestar oerro indicado com a apresentação de boletim Parágrafo único. Se, ao ser feita a anotação,da mesma urna, revestido das mesmas forma- no confronto do título com a folha individual,lidades. se verificar incoincidência ou outro indício de fraude, serão autuados tais documentos e o§ 8° Se o boletim apresentado na contestação Juiz determinará as providências necessáriasconsignar outro resultado, coincidente ou não para apuração do fato e conseqüentes medi-com o que figurar no mapa enviado pela Jun- das legais.ta, a urna será requisitada e recontada pelopróprio Tribunal Regional, em sessão. 99 V. nota ao art. 45, § 9°, deste código. ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 88: casos de recontagem Art. 183. Concluída a apuração, e antes de se de urna. passar à subseqüente, as cédulas serão reco- lhidas à urna, sendo esta fechada e lacrada,§ 9° A não-expedição do boletim imediatamen- não podendo ser reaberta senão depois dete após a apuração de cada urna e antes de se transitada em julgado a diplomação, salvo nospassar à subseqüente, sob qualquer pretexto, casos de recontagem de votos.constitui o crime previsto no art. 313. 99 V. nota ao art. 179, § 8°, deste código.Art. 180. O disposto no artigo anterior e emtodos os seus parágrafos aplica-se às eleições Parágrafo único. O descumprimento domunicipais, observadas somente as seguintes disposto no presente artigo, sob qualqueralterações: pretexto, constitui o crime eleitoral previsto no art. 314.I – o boletim de apuração poderá ser apresen-tado à Junta até 3 (três) dias depois de totali- Art. 184. Terminada a apuração, a Juntazados os resultados, devendo os partidos ser remeterá ao Tribunal Regional, no prazocientificados, através de seus Delegados, da de vinte e quatro horas, todos os papéisdata em que começará a correr esse prazo; eleitorais referentes às eleições estaduais ou federais, acompanhados dos documentosII – apresentado o boletim, será observado referentes à apuração, juntamente com ao disposto nos §§ 7° e 8° do artigo anterior, ata geral dos seus trabalhos, na qual serãodevendo a recontagem ser procedida pela consignadas as votações apuradas paraprópria Junta. cada legenda e candidato e os votos não apurados, com a declaração dos motivos porArt. 181. Salvo nos casos mencionados nos que não o foram.artigos anteriores, a recontagem de votos só 87
    • Art. 185 CÓDIGO ELEITORAL § 1° Essa remessa será feita em invólucro fe- todas as urnas, a Junta resolverá as dúvidas chado, lacrado e rubricado pelos membros da não decididas, verificará o total dos votos apu- Junta, Delegados e Fiscais de partido, por via rados, inclusive os votos em branco, determi- postal, ou sob protocolo, conforme for mais nará o quociente eleitoral e os quocientes par- rápida e segura a chegada ao destino. tidários e proclamará os candidatos eleitos. § 2° Se a remessa dos papéis eleitorais de que ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 3°, caput: eleição do trata este artigo não se verificar no prazo nele candidato a prefeito que obtiver a maioria dos estabelecido, os membros da Junta estarão votos. CF/88, art. 29, II e III: exigência de alcance sujeitos à multa correspondente à metade da maioria absoluta de votos na eleição de prefeito nos municípios com mais de 200.000 do salário mínimo regional por dia de retarda- eleitores e posse no dia 1° de janeiro. mento. 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. § 1° O Presidente da Junta fará lavrar, por um dos Secretários, a ata geral concernente às § 3° Decorridos quinze dias sem que o eleições referidas neste artigo, da qual cons- Tribunal Regional tenha recebido os papéis tará o seguinte: referidos neste artigo ou comunicação de sua expedição, determinará ao Corregedor I – as Seções apuradas e o número de votos Regional ou Juiz Eleitoral mais próximo que apurados em cada urna; os faça apreender e enviar imediatamente, transferindo-se para o Tribunal Regional a II – as Seções anuladas, os motivos por que o foram e o número de votos não apurados; competência para decidir sobre os mesmos. ƒƒ Caput e § 1°, primitivamente parágrafo III – as Seções onde não houve eleição e os único, com redação dada pelo art. 42 da Lei motivos; n° 4.961/1966, que também acrescentou os §§ 2° e 3°. IV – as impugnações feitas, a solução que lhes foi dada e os recursos interpostos; Art. 185. Sessenta dias após o trânsito em julgado da diplomação de todos os candidatos V – a votação de cada legenda na eleição para eleitos nos pleitos eleitorais realizados Vereador; simultaneamente e prévia publicação de edital de convocação, as cédulas serão retiradas VI – o quociente eleitoral e os quocientes das urnas e imediatamente incineradas, na partidários; presença do Juiz Eleitoral e em ato público, vedado a qualquer pessoa, inclusive ao Juiz, o VII – a votação dos candidatos a Vereador, in- seu exame na ocasião da incineração. cluídos em cada lista registrada, na ordem da votação recebida; ƒƒ Artigo com redação dada pelo art. 16 da Lei n° 6.055/1974. VIII – a votação dos candidatos a Prefeito, Vice-Prefeito e a Juiz de Paz, na ordem da vo- Parágrafo único. Poderá ainda a Justiça tação recebida. Eleitoral, tomadas as medidas necessárias à garantia do sigilo, autorizar a reciclagem in- § 2° Cópia da ata geral da eleição municipal, dustrial das cédulas, em proveito do ensino devidamente autenticada pelo Juiz, será en- público de primeiro grau ou de instituições viada ao Tribunal Regional e ao Tribunal Su- beneficentes. perior Eleitoral. ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 1° da Lei Art. 187. Verificando a Junta Apuradora que n° 7.977/1989. os votos das Seções anuladas e daquelas cujos eleitores foram impedidos de votar, poderão Art. 186. Com relação às eleições municipais alterar a representação de qualquer partido e distritais, uma vez terminada a apuração de ou classificação de candidato eleito pelo88
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 194 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965princípio majoritário, nas eleições municipais, forma determinada para as demais, das Zonasfará imediata comunicação do fato ao Tribu- em que a contagem não foi autorizada.nal Regional, que marcará, se for o caso, dia Eleitoral Códigopara a renovação da votação naquelas Seções. Art. 191. Terminada a votação, o Presidente da Mesa tomará as providências mencionadas§ 1° Nas eleições suplementares municipais nas alíneas II, III, IV e V do art. 154.observar-se-á, no que couber, o disposto noart. 201. Art. 192. Lavrada e assinada a ata, o Presidente da Mesa, na presença dos demais ƒƒ Res.-TSE n° 23.280/2010: "Estabelece instruções membros, Fiscais e Delegados de partido, para a marcação de eleições suplementares." abrirá a urna e o invólucro e verificará se o número de cédulas oficiais coincide com o de§ 2° Essas eleições serão realizadas perante votantes.novas Mesas Receptoras, nomeadas pelo JuizEleitoral, e apuradas pela própria Junta que, § 1° Se não houver coincidência entre oconsiderando os anteriores e os novos resul- número de votantes e o de cédulas oficiaistados, confirmará ou invalidará os diplomas encontradas na urna e no invólucro, a Mesaque houver expedido. Receptora não fará a contagem dos votos.§ 3° Havendo renovação de eleições para os § 2° Ocorrendo a hipótese prevista no pará-cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, os diplomas grafo anterior, o Presidente da Mesa deter-somente serão expedidos depois de apuradas minará que as cédulas e as sobrecartas sejamas eleições suplementares. novamente recolhidas à urna e ao invólucro, os quais serão fechados e lacrados, proceden-§ 4° Nas eleições suplementares, quando se do, em seguida, na forma recomendada pelasreferirem a mandatos de representação pro- alíneas VI, VII e VIII do art. 154.porcional, a votação e a apuração far-se-ãoexclusivamente para as legendas registradas. Art. 193. Havendo coincidência entre o nú- mero de cédulas e o de votantes, deverá a ƒƒ Ac.-TSE n° 3.464/2003: não há incompatibi- Mesa, inicialmente, misturar as cédulas con- lidade deste dispositivo com a Constituição Federal de 1988. tidas nas sobrecartas brancas, da urna e do invólucro, com as demais. Seção VDa Contagem dos Votos pela Mesa § 1° Em seguida, proceder-se-á a abertura das Receptora cédulas e contagem dos votos, observando-se o disposto nos arts. 169 e seguintes, no queArt. 188. O Tribunal Superior Eleitoral pode- couber.rá autorizar a contagem de votos pelas MesasReceptoras, nos Estados em que o Tribunal § 2° Terminada a contagem dos votos, seráRegional indicar as Zonas ou Seções em que lavrada ata resumida, de acordo com mo-esse sistema deva ser adotado. delo aprovado pelo Tribunal Superior e da qual constarão apenas as impugnações aca- ƒƒ V. arts. 23, XIII, e 30, VI, deste código. so apresentadas, figurando os resultados no boletim que se incorporará à ata, e do qual seArt. 189. Os Mesários das Seções em que for dará cópia aos Fiscais dos partidos.efetuada a contagem dos votos serão nomea-dos escrutinadores da Junta. Art. 194. Após a lavratura da ata, que deverá ser assinada pelos membros da Mesa e FiscaisArt. 190. Não será efetuada a contagem dos e Delegados de partido, as cédulas e as so-votos pela Mesa se esta não se julgar suficien- brecartas serão recolhidas à urna, sendo estatemente garantida, ou se qualquer eleitor fechada, lacrada e entregue ao Juiz Eleitoralhouver votado sob impugnação, devendo pelo Presidente da Mesa ou por um dos Mesá-a Mesa, em um ou outro caso, proceder na rios, mediante recibo. 89
    • Art. 195 CÓDIGO ELEITORAL § 1° O Juiz Eleitoral poderá, havendo possi- em cada caso, as impugnações e demais bilidade, designar funcionários para recolher incidentes verificados durante os trabalhos. as urnas e demais documentos nos próprios locais da votação ou instalar postos e locais Capítulo III diversos para seu recebimento. Da Apuração nos Tribunais Regionais § 2° Os Fiscais e Delegados de partido podem Art. 197. Na apuração, compete ao Tribunal vigiar e acompanhar a urna desde o momento Regional: da eleição, durante a permanência nos postos arrecadadores e até a entrega à Junta. I – resolver as dúvidas não decididas e os recursos interpostos sobre as eleições federais Art. 195. Recebida a urna e documentos, a e estaduais e apurar as votações que haja Junta deverá: validado, em grau de recurso; I – examinar a sua regularidade, inclusive II – verificar o total dos votos apurados entre quanto ao funcionamento normal da Seção; os quais se incluem os em branco; II – rever o boletim de contagem de votos da ƒƒ Lei n° 9.504/1997, art. 5°. Mesa Receptora, a fim de verificar se está arit- meticamente certo, fazendo dele constar que, III – determinar os quocientes, eleitoral e par- conferido, nenhum erro foi encontrado; tidário, bem como a distribuição das sobras; III – abrir a urna e conferir os votos sempre IV – proclamar os eleitos e expedir os respec- que a contagem da Mesa Receptora não per- tivos diplomas; mitir o fechamento dos resultados; V – fazer a apuração parcial das eleições para IV – proceder à apuração se da ata da elei- Presidente e Vice-Presidente da República. ção constar impugnação de Fiscal, Delegado, candidato ou membro da própria Mesa em Art. 198. A apuração pelo Tribunal Regional relação ao resultado de contagem dos votos; começará no dia seguinte ao em que receber os primeiros resultados parciais das Juntas e V – resolver todas as impugnações constan- prosseguirá sem interrupção, inclusive nos tes da ata da eleição; sábados, domingos e feriados, de acordo com o horário previamente publicado, devendo VI – praticar todos os atos previstos na com- terminar 30 (trinta) dias depois da eleição. petência das Juntas Eleitorais. § 1° Ocorrendo motivos relevantes, expostos Art. 196. De acordo com as instruções re- com a necessária antecedência, o Tribunal cebidas a Junta Apuradora poderá reunir os Superior poderá conceder prorrogação desse membros das Mesas Receptoras e demais prazo, uma só vez e por quinze dias. componentes da Junta em local amplo e adequado no dia seguinte ao da eleição, em § 2° Se o Tribunal Regional não terminar a apu- horário previamente fixado, e a proceder à ração no prazo legal, seus membros estarão su- apuração na forma estabelecida nos arts. 159 jeitos à multa correspondente à metade do sa- e seguintes, de uma só vez ou em duas ou lário mínimo regional por dia de retardamento. mais etapas. ƒƒ O art. 43 da Lei n° 4.961/1966 substituiu o pri- Parágrafo único. Nesse caso cada partido mitivo parágrafo único pelos atuais §§ 1° e 2°. poderá credenciar um Fiscal para acompanhar 99 V. terceira nota ao art. 7°, caput, deste código. a apuração de cada urna, realizando-se esta sob a supervisão do Juiz e dos demais Art. 199. Antes de iniciar a apuração, o membros da Junta, aos quais caberá decidir, Tribunal Regional constituirá, com 3 (três) de90
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 201 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965seus membros, presidida por um destes, uma Art. 200. O relatório a que se refere o artigoComissão Apuradora. anterior ficará na Secretaria do Tribunal, pelo prazo de 3 (três) dias, para exame dos partidos Eleitoral Código§ 1° O Presidente da Comissão designará um e candidatos interessados, que poderão exa-funcionário do Tribunal para servir de Secretá- minar também os documentos em que ele serio e para auxiliarem os seus trabalhos, tantos baseou.outros quantos julgar necessários. § 1° Terminado o prazo supra, os partidos§ 2° De cada sessão da Comissão Apuradora poderão apresentar as suas reclamações,será lavrada ata resumida. dentro de 2 (dois) dias, sendo estas submetidas a parecer da Comissão Apuradora que, no§ 3° A Comissão Apuradora fará publicar no prazo de 3 (três) dias, apresentará aditamentoórgão oficial, diariamente, um boletim com a ao relatório com a proposta das modificaçõesindicação dos trabalhos realizados e do núme- que julgar procedentes, ou com a justificaçãoro de votos atribuídos a cada candidato. da improcedência das argüições.§ 4° Os trabalhos da Comissão Apuradora po- § 2° O Tribunal Regional, antes de aprovar oderão ser acompanhados por Delegados dos relatório da Comissão Apuradora e, em trêspartidos interessados, sem que, entretanto, dias improrrogáveis, julgará as impugnaçõesneles intervenham com protestos, impugna- e as reclamações não providas pela Comissãoções ou recursos. Apuradora, e, se as deferir, voltará o relatório à Comissão para que sejam feitas as alterações§ 5° Ao final dos trabalhos a Comissão Apu- resultantes da decisão.radora apresentará ao Tribunal Regional osmapas gerais da apuração e um relatório, que ƒƒ Parágrafo acrescido pelo art. 44 da Leimencione: n° 4.961/1966, com consequente renumera- ção do primitivo parágrafo único.I – o número de votos válidos e anulados emcada Junta Eleitoral, relativos a cada eleição; Art. 201. De posse do relatório referido no artigo anterior, reunir-se-á o Tribunal, no diaII – as Seções apuradas e os votos nulos e seguinte, para o conhecimento do total dosanulados de cada uma; votos apurados, e, em seguida, se verificar que os votos das Seções anuladas e daquelas cujosIII – as Seções anuladas, os motivos por que eleitores foram impedidos de votar, poderãoo foram e o número de votos anulados ou não alterar a representação de qualquer partidoapurados; ou classificação de candidato eleito pelo princípio majoritário, ordenará a realização deIV – as Seções onde não houve eleição e os novas eleições.motivos; Parágrafo único. As novas eleições obedece-V – as impugnações apresentadas às Juntas rão às seguintes normas:e como foram resolvidas por elas, assim comoos recursos que tenham sido interpostos; I – o Presidente do Tribunal fixará, imediata- mente, a data, para que se realizem dentro deVI – a votação de cada partido; 15 (quinze) dias, no mínimo, e de 30 (trinta) dias, no máximo, a contar do despacho queVII – a votação de cada candidato; a fixar, desde que não tenha havido recurso contra a anulação das Seções;VIII – o quociente eleitoral; II – somente serão admitidos a votar os elei-IX – os quocientes partidários; tores da Seção, que hajam comparecido à eleição anulada, e os de outras Seções que aliX – a distribuição das sobras. houverem votado; 91
    • Art. 202 CÓDIGO ELEITORAL III – nos casos de coação que haja impedido o X – os nomes dos suplentes, na ordem em comparecimento dos eleitores às urnas, no de que devem substituir ou suceder. encerramento da votação antes da hora legal, e quando a votação tiver sido realizada em § 1° Na mesma sessão, o Tribunal Regional pro- dia, hora e lugar diferentes dos designados, clamará os eleitos e os respectivos suplentes e poderão votar todos os eleitores da Seção e marcará a data para a expedição solene dos somente estes; diplomas em sessão pública, salvo quanto a Governador e Vice-Governador, se ocorrer a hi- IV – nas Zonas onde apenas uma Seção for pótese prevista na Emenda Constitucional n° 13. anulada, o Juiz Eleitoral respectivo presidirá a Mesa Receptora; se houver mais de uma 99 Refere-se à CF/46. CF/88, art. 28, in fine, c.c. o Seção anulada, o Presidente do Tribunal art. 77, § 3°: hipótese de eleição em segundo Regional designará os Juízes-Presidentes das turno. respectivas Mesas Receptoras; § 2° O Vice-Governador e o suplente de Se- V – as eleições realizar-se-ão nos mesmos lo- nador, considerar-se-ão eleitos em virtude da cais anteriormente designados, servindo os eleição do Governador e do Senador com os Mesários e Secretários que pelo Juiz forem no- quais se candidatarem. meados, com a antecedência de, pelo menos, 99 CF/88, art. 46, § 3°: dois suplentes. 5 (cinco) dias, salvo se a anulação for decreta- da por infração dos §§ 4° e 5° do art. 135; § 3° Os candidatos a Governador e Vice-Governador somente serão diplomados VI – as eleições assim realizadas serão apura- depois de realizadas as eleições suplementa- das pelo Tribunal Regional. res referentes a esses cargos. Art. 202. Da reunião do Tribunal Regional ƒƒ V. nota ao § 1° deste artigo. será lavrada ata geral, assinada pelos seus membros e da qual constarão: § 4° Um traslado da ata da sessão, autenti- cado com a assinatura de todos os membros I – as Seções apuradas e o número de votos do Tribunal que assinaram a ata original, será apurados em cada uma; remetida ao Presidente do Tribunal Superior. II – as Seções anuladas, as razões por que o § 5° O Tribunal Regional comunicará o resul- foram e o número de votos não apurados; tado da eleição ao Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa. III – as Seções onde não tenha havido eleição e os motivos; Art. 203. Sempre que forem realizadas elei- ções de âmbito estadual juntamente com IV – as impugnações apresentadas às Juntas eleições para Presidente e Vice-Presidente da Eleitorais e como foram resolvidas; República, o Tribunal Regional desdobrará os seus trabalhos de apuração, fazendo tanto V – as Seções em que se vai realizar ou reno- para aquelas como para esta, uma ata geral. var a eleição; § 1° A Comissão Apuradora deverá, também, VI – a votação obtida pelos partidos; apresentar relatórios distintos, um dos quais referente apenas às eleições presidenciais. VII – o quociente eleitoral e o partidário; § 2° Concluídos os trabalhos da apuração, o VIII – os nomes dos votados na ordem de- Tribunal Regional remeterá ao Tribunal Supe- crescente dos votos; rior os resultados parciais das eleições para IX – os nomes dos eleitos; Presidente e Vice-Presidente da República, acompanhados de todos os papéis que lhe digam respeito.92
    • CÓDIGO ELEITORAL Art. 208 Lei n° 4.737, de 15 de julho de 1965Art. 204. O Tribunal Regional julgando con- Capítulo IVveniente, poderá determinar que a totaliza- Da Apuração no Tribunalção dos resultados de cada urna seja realizada Superior Eleitoral Códigopela própria Comissão Apuradora. Art. 205. O Tribunal Superior fará a apuraçãoParágrafo único. Ocorrendo essa hipótese se- geral das eleições para Presidente e Vice-rão observadas as seguintes regras: Presidente da República pelos resultados verificados pelos Tribunais Regionais em cadaI – a decisão do Tribunal será comunicada, Estado.até 30 (trinta) dias antes da eleição aos JuízesEleitorais, aos Diretórios dos partidos e ao Art. 206. Antes da realização da eleição oTribunal Superior; Presidente do Tribunal sorteará, dentre os Juízes, o Relator de cada grupo de Estados,II – iniciada a apuração os Juízes Eleitorais ao qual serão distribuídos todos os recursosremeterão ao Tribunal Regional, diariamente, e documentos da eleição referentes aosob registro postal ou por portador, os mapas respectivo grupo.de todas as urnas apuradas no dia; Art. 207. Recebidos os resultados de cadaIII – os mapas serão acompanhados de ofício Estado, e julgados os recursos interpostos dassucinto, que esclareça apenas a que Seções decisões dos Tribunais Regionais, o Relatorcorrespondem e quantas ainda faltam para terá o prazo de 5 (cinco) dias para apresentarcompletar a apuração da Zona; seu relatório, com as conclusões seguintes:IV – havendo sido interposto recurso em rela- I – os totais dos votos válidos e nulos doção à urna correspondente aos mapas envia- Estado;dos, o Juiz fará constar do ofício, em seguida àindicação da Seção, entre parênteses, apenas II – os votos apurados pelo Tribunal Regionalesse esclarecimento: “houve recurso”; que devem ser anulados;V – a ata final da Junta não mencionará, no III – os votos anulados pelo Tribunal Regionalseu texto, a votação obtida pelos partidos e que devem ser computados como válidos;candidatos, a qual ficará constando dos bo- IV – a votação de cada candidato;letins de apuração do Juízo, que dela ficarãofazendo parte integrante; V – o resumo das decisões do Tribunal Re- gional sobre as dúvidas e impugnações, bemVI – cópia autenticada da ata, assinada por como dos recursos que hajam sido interpos-todos os que assinaram o original, será envia- tos para o Tribunal Superior, com as respec-da ao Tribunal Regional na forma prevista no tivas decisões e indicação das implicaçõesart. 184; sobre os resultados.VII – a Comissão Apuradora, à medida em Art. 208. O relatório referente a cada Estadoque for recebendo os mapas, passará a tota- ficará na Secretaria do Tribunal, pelo prazo delizar os votos, aguardando, porém, a chegada dois dias, para exame dos partidos e candida-da cópia autêntica da ata para encerrar a tota- tos interessados, que poderão examinar tam-lização referente a cada Zona; bém os documentos em que ele se baseou eVIII – no caso de extravio de mapa o Juiz apresentar alegações ou documentos sobre oEleitoral providenciará a remessa de 2ª via, relatório, no prazo de 2 (dois) dias.preenchida à vista dos Delegados de parti- Parágrafo único. Findo esse prazo, serão osdo especialmente convocados para esse fim autos conclusos ao Relator, que, dentro em 2e pelos resultados constantes do boletim de (dois) dias, os apresentará a julgamento, queapuração que deverá ficar arquivado no Juízo. será previamente anunciado. 93
    • Art. 209 CÓDIGO ELEITORAL Art. 209. Na sessão designada será o feito § 1° O Vice-Presidente considerar-se-á eleito chamado a julgamento de preferência a qual- em virtude da eleição do Presidente com o quer outro processo. qual se candidatar. § 1° Se o relatório tiver sido impugnado, os ƒƒ CF/88, art. 77, § 1°; e Lei n° 9.504/1997, art. 2°, partidos interessados poderão, no prazo de 15 § 4°: a eleição do presidente importará a do (quinze) minutos, sustentar oralmente as suas vice-presidente com ele registrado. conclusões. § 2° Na mesma sessão o Presidente do Tribu- § 2° Se do julgamento resultarem alterações nal Superior designará a data para a expedi- na apuração efetuada pelo Tribunal Regional, ção solene dos diplomas em sessão pública. o acórdão determinará que a Secretaria, den- tro em 5 (cinco) dias, levante as folhas de apu- Art. 212. Verificando que os votos das Seções ração parcial das Seções cujos resultados tive- anuladas e daquelas cujos eleitores foram im- rem sido alterados, bem como o mapa geral pedidos de votar, em todo o País, poderão alte- da respectiva circunscrição, de acordo com as rar a classificação de candidato, ordenará o Tri- alterações decorrentes do julgado, devendo o bunal Superior a realização de novas eleições. mapa, após o visto do Relator, ser publicado § 1° Essas eleições serão marcadas desde na Secretaria. logo pelo Presidente do Tribunal Superior e § 3° A esse mapa admitir-se-á, dentro em 48 terão lugar no primeiro domingo ou feriado (quarenta e oito) horas de sua publicação, im- que ocorrer após o 15° (décimo quinto) dia a pugnação fundada em erro de conta ou de contar da data do despacho, devendo ser ob- cálculo, decorrente da própria sentença. servado o disposto nos nos II a VI do parágrafo único do art. 201. Art. 210. Os mapas gerais d