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CANTINFLAS ...

CANTINFLAS
É uma relíquia esse discurso realizado por este Sr. Cantinflas.
São passados 40 anos, e as palavras ali colocadas são tão atuais, o que mostra que o mundo, através dos seus representantes não aproveitaram nada, mas nada mesmo.
Acredito que seria muito importante, que alguns desses EMBAIXADORES, da ONU, pudessem rever esse discurso e fazer uma reflexão sobre as palavras nele contida.

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  • Senhores Ministros. Senhores representantes nesta Assembléia

Mario moreno Mario moreno Presentation Transcript

  • A alguém lhe ocorreu resgatar este discurso, proferido há 40 anos por Cantinflas, presumivelmente nas Nações Unidas, num filme no qual ele interpretou o papel de embaixador.
  • O discurso tem quarenta anos, mas, sem lhe retirar uma vírgula, poderia ser repetido em qualquer fórum político com absoluta e relevante pertinência.
  • Este foi o mesmo filósofo que formulou aquela pergunta crucial, pouco antes de se sentar para jogar dominó. "Vamos jogar como cavalheiros ou como o que somos?"
  • Esta é uma singela homenagem a um homem sensível e cheio de humor que o México legou a todos os seus irmãos latino- americanos ...
  • OBRIGADO, Mario Moreno, por tudo o que você nos deu! Apreciemos!
  • "Tive muita sorte em ser o último orador; coisa que me deixa muito feliz porque, como se diz, assim os encontro já cansados.
  • No entanto, sei que, apesar da insignificância do meu país que não tem poder militar, político, econômico e muito menos atômico, todos vocês esperam com interesse pelas minhas palavras, já que do meu voto depende o triunfo dos Verdes ou dos Colorados.
  • Ilustres representantes Estamos passando por um momento crucial em que a humanidade se depara com a própria humanidade. Estamos vivendo um momento histórico em que o homem científica e intelectualmente é um gigante, mas moralmente é um pigmeu.
  • A opinião mundial está tão profundamente dividida em dois lados aparentemente irreconciliáveis, que chegou-se ao caso singular de que apenas um voto.
  • O voto de um país fraco e pequeno pode fazer com que a balança penda de um lado ou de outro Estamos, por assim dizer, diante de uma grande gangorra: um lado está ocupado pelos Verdes e o outro, pelos Colorados.
  • E agora chego eu, que sendo peso pena, como alguém disse, conforme o lugar que eu me coloque, farei pender a balança. Façam-me o favor! ...
  • Vocês não acham que é muita responsabilidade para um único cidadão? Porque ademais, não considero justo que a metade da humanidade, seja ela qual for, fique condenada a viver sob um sistema político e econômico que não é do seu agrado, apenas porque um frívolo embaixador votou, ou que o obrigaram a votar, num ou noutro sentido.
  • Por isso, este que vos fala, seu amigo ... Eu ... não votarei em qualquer um dos lados (vozes de protesto.) E eu não vou votar em qualquer um dos lados por três razões:
  • Primeiro, porque mais uma vez, não parece justo que o único voto de um representante, que talvez sofra de uma doença hepática, decida o destino de uma centena de nações;
  • Em segundo lugar, porque estou convencido de que os procedimentos, mais uma vez, insisto, os procedimentos dos Colorados (países comunistas) são desastrosos (vozes de protesto dos Colorados);
  • E Terceiro! ... Porque estou convencido de que os procedimentos dos Verdes (os EUA) não são a melhor coisa que, se possa defender (agora protestam Os Verdes).
  • E se vocês não se calarem, eu não continuarei, e vocês vão ficar com a tentação de saber o que eu lhes tinha a dizer. Insisto que falo sobre os procedimentos e não de idéias ou doutrinas.
  • Para mim, todas as idéias são respeitáveis, ainda que sejam "idealistas" ou "idiotas", mesmo que eu não esteja de acordo com elas. O que pensa este homem, ou aquele outro, ou este aqui (apontando), ou aquele que além dos bigodinhos, não pensa nada, porque está dormindo, isso não impede de que todos sejamos muito bons amigos.
  • • Todos acreditamos que o nosso modo de ser, nossa maneira de viver, nossa maneira de pensar e até mesmo a nossa maneira de andar é a melhor; e o modelo tratamos de impor aos outros e se eles não aceitam, dizemos que são os tais ou quais e por mesquinharias entramos em disputa e contradição. • Vocês acham isto certo?
  • Tão fácil seria a co- existência se respeitássemos apenas o estilo de vida de todos. Há cem anos atrás, disse um dos mais humildes, mas maior do nosso continente: “O respeito ao direito dos outros é a paz" (aplausos).
  • Então, assim eu gosto ... não que me aplaudam, mas sim que reconheçam a sinceridade das minhas palavras.
  • Concordo com tudo o que disse o senhor representante da Salchichonia (alusão à Alemanha), com humildade, com a humildade dos não- sindicalizados devemos lutar para derrubar o muro que nos separa, o muro de incompreensão, o muro da desconfiança mútua, o muro do ódio. O dia em que fizermos isso, podemos dizer que nos descolamos da parede (risos).
  • Mas o muro de idéias, de modo algum, nunca!. O dia em que pensarmos e agirmos da mesma forma, deixaremos de ser homens para nos transformarmos em máquinas, em automatos.
  • Este é um grave erro de dos Colorados, o querer impor pela força suas idéias e sistema político e econômico, falam de liberdade humana, mas eu pergunto: Existem essas liberdades em seus próprios países?
  • Dizem defender os Direitos do Proletariado, mas os próprios trabalhadores não têm sequer o direito fundamental à greve. Falam da cultura universal disponível para as massas, mas encarceram seus escritores por atreverem-se a dizer a verdade. Falam da auto-determinação dos povos, mas ainda oprimem uma série de nações sem lhes dar a forma de governo que melhor lhes convenha.
  • Como podemos votar a favor de um sistema que fala da dignidade da pessoa e imediatamente atropela o mais sagrado da dignidade da pessoa humana que é a liberdade de consciência, eliminando ou pretendendo eliminar Deus por decreto?
  • Não, senhores representantes, eu não posso ficar com os “Colorados", ou melhor, com sua maneira de agir. Respeito a sua maneira de pensar, até mais do que eles, mas eu não posso dar meu voto para que seu sistema seja implantado pela força em todos os países do mundo (vozes de protesto)
  • Quem quiser ser Colorado que seja, mas que não pretendam cooptar aos demais! - (Os Colorados se levantam para sair da Assembléia). Um momento jovens !, Homens! Porque tão sensíveis?
  • Eu sei que é costume de vocês deixar essas reuniões ao ouvir algo que não seja do seu agrado, mas eu ainda não terminei, sentem- se, não sejam precipitados ... Eu ainda tenho que dizer algo sobre os Verdes. Não lhes agradaria ouvir?
  • Sentem-se (Bebe água e faz gargarejos, mas percebe que é Vodka). E agora, meus queridos colegas Verdes. Vocês, que disseram?:
  • "Já votou por nós?", não?, pois não, jovens, e não votarei por vocês porque vocês também tem muita culpa sobre o que acontece no mundo, vocês também são meio orgulhos, como se o mundo fosse vocês e que os outros tenham uma importância muito relativa, e apesar de falarem de paz, democracia e de coisas maravilhosas, às vezes pretendem impor suas vontades pela força, pela força do dinheiro.
  • Estou de acordo com vocês sobre que devemos lutar para o bem coletivo e individual, em combater a pobreza e resolver os enormes problemas de vestuário, habitação e sustento.
  • Mas o que eu discordo de vocês é a maneira de tentar resolver estes problemas, vocês também sucumbiram ao materialismo, e se esqueceram dos mais belos valores espirituais pensando somente no negócio, pouco a pouco foram convertendo-se em credores da humanidade e por isso a humanidade os vê com desconfiança.
  • No dia da abertura da Assembléia, o Embaixador do Lodaronia disse que o remédio para todos os nossos males é ter carros, geladeiras, televisores, Hum! ... e eu pergunto: Por que precisamos de carros, se não temos sequer sapatos?
  • Por que desejaríamos refrigeradores se não temos comida para colocar dentro deles? Por que precisaríamos de tanques e armas, se não temos escolas suficientes para nossos filhos? (Aplausos).
  • Devemos nos esforçar para que o homem pense na paz, mas não apenas movido pelo seu instinto de conservação, mas principalmente pelo direito que tem em superar-se e fazer do mundo uma morada de paz e tranquilidade cada vez mais digna da espécie humana e de seus elevados destinos.
  • Mas esta aspiração não será possível se não houver abundância para todos, felicidade e bem-estar coletivo e justiça social.
  • É verdade que está nas mãos dos poderosos países do planeta, Verdes e Colorados!, e nos ajudar, os fracos, mas não com presentes ou empréstimos, ou com alianças militares.
  • Ajude-nos pagando um preço justo, mais equitativo por nossas matérias-primas, ajude-nos partilhando conosco os seus notáveis avanços em ciência, e​​ tecnologia ... não para fabricar bombas, mas para acabar com a fome e a miséria (aplausos).
  • Ajude-nos respeitando nossos costumes, nossas crenças, nossa dignidade como seres humanos e nossa personalidade como nações, por menores e fracas que sejamos; pratiquem a tolerância e a verdadeira fraternidade que nós saberemos corresponder-lhes, mas parem imediatamente de nos tratar como peões no tabuleiro do xadrez da política internacional.
  • Reconheçam-nos como o que somos, não apenas como clientes ou como ratos de laboratório, senão, como seres humanos que sentimos, que sofremos, e choramos.
  • Senhores, há outra razão pela qual eu não posso dar o meu voto, faz exatamente 24 horas que apresentei minha renúncia ao cargo de embaixador do meu país, espero ter sido aceito.
  • Por conseguinte, eu não lhes falei como Excelência, mas como um simples cidadão, como um homem livre, como um homem comum, mas que, no entanto, acredita interpretar o máximo anseio de todos os homens na terra: o desejo de viver em paz, o desejo de ser livre, o desejo de legar aos nossos filhos e filhos dos nossos filhos um mundo melhor no qual prevaleça a boa vontade e a harmonia.
  • E que fácil seria, senhores, alcançar um mundo melhor em que todos os homens brancos, pretos, amarelos e pardos, pobres e ricos pudessem viver como irmãos.
  • Se não estivéssemos tão cegos, tão obstinados, tão orgulhosos. Se apenas regessemos nossas vidas pelas sublimes palavras, ditas há dois mil anos, por aquele humilde carpinteiro da Galiléia, simples, descalço, sem revestimentos ou condecorações:
  • "Amai-vos ... amai-vos uns aos outros" Mas infelizmente vocês entenderam mal, confundiram os termos ", " e o que fizeram?, “o que é que fazem? "Armai-vos uns contra os outros "....
  • Tenho dito ...".