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  • 1. Unidade Didática 5 - Ambientes de Aprendizagem e Colaboração 11 TECNOLOGIA EDUCACIONAL E TUTORIA Originalmente o termo Tecnologia Educacional foi concebido para uso em fins educativos na chamada revolução das comunicações, como os meios audiovisuais e posteriormente os computadores. Em um sentido mais amplo, o termo foi estendido como o modo sistemático de conceber, aplicar e avaliar o conjunto de processos de ensino- aprendizagem levando em consideração os recursos técnicos e humanos e as interações entre eles, buscando uma forma de educação mais efetiva. Em certo sentido pode-se colocar um processo de Aprendizagem Mediada pela Tecnologia (AMT), onde os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou os sistemas de gerenciamento de cursos/aprendizagem (LMS) são peças notáveis. 11.1 O TUTOR E OS RECURSOS TECNOLÓGICOS O professor tutor De maneira geral, os conhecimentos necessários ao tutor não são diferentes dos que precisa ter um bom docente. Esse necessita entender a estrutura do assunto que ensina, os princípios da sua organização conceitual e os princípios das novas idéias produtoras de conhecimento na área. Sua formação teórica sobre o âmbito pedagógico-didático deverá ser atualizada com a formação na prática dos espaços tutoriais. A diferença entre o docente e o tutor é institucional, o que leva a conseqüências pedagógicas importantes. As intervenções do tutor na Educação a Distância, demarcadas em um quadro institucional diferente distinguem-se em função de três dimensões de análise (LITWIN, 2001, p.102), conforme está na seqüência. • tempo – o tutor deverá ter a habilidade de aproveitar bem o seu tempo, sempre escasso. Ao contrário do docente, o tutor não sabe se o aluno assistirá à próxima tutoria ou se voltará a entrar em contato para consultá-lo; por esse motivo aumentam o compromisso e o risco da sua tarefa. • oportunidade – em uma situação presencial, o docente sabe que o aluno retornará; que caso este não encontre uma resposta que o satisfaça, perguntará de novo ao docente ou a seus colegas. Entretanto, o tutor não tem essa certeza. Tem de oferecer a resposta específica quando tem a oportunidade de fazer isso, porque não sabe se voltará a ter. • risco – aparece como conseqüência de privilegiar a dimensão tempo e de não aproveitar as oportunidades. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com uma compreensão parcial, que pode se converter em uma construção errônea sem que o tutor tenha a oportunidade de
  • 2. adverti-lo. “O tutor deve aproveitar a oportunidade para oaprofundamento do tema e promover processos de reconstrução,começando por assinalar uma contradição” (LITWIN, 2001).Neste contexto, e reiterando aspectos já vistos neste curso, os tutoresdesenvolvem diversos papéis em um sistema de EaD. O tutor lida comuma realidade diversificada e em permanente mutação sob umacomplementaridade de papéis que tornam a sua atividade exigente emultifacetada. Atuando em ambiente de formação à distância, érequisito que o tutor seja competente e eficaz utilizador das ferramentasda comunicação à distância.Os papéis do tutor têm dimensões pedagógica, gerencial, técnica esocial como já visto neste curso. Pode-se considerar, então, que o tutorpode atuar segundo uma combinação dos seguintes papéis (DELTACONSULTORES, 2000):• gestor - o tutor assegura a implementação, acompanhamento econtrole da formação;• formador - o tutor assegura direta ou indiretamente a transferênciade conhecimentos e o desenvolvimento de conhecimentos, capacidadese atitudes em formandos;• mediador - o tutor serve de facilitador e catalisador do processo dedesenvolvimento de competências em formandos;• orientador - o tutor assegura o diagnóstico de necessidades, propõepercursos formativos, analisa com o formando a sua atuação edesenvolvimento e propõe medidas de melhoria e aperfeiçoamento;• avaliador - o tutor assegura a avaliação da formação - contínua efinal.Como gestorDadas às características do ambiente de EaD, como gestor, o tutor atuaparte de seu tempo de modo isolado, mas utilizando recursos deferramentas de comunicação (como o e-mail, por exemplo). Isto exigecapacidade de atuação e eficácia na organização, condução de situaçõesformativas.As funções e tarefas que se enquadram na gestão e administração daformação de alunos de EaD: análise e levantamento de necessidades deformação, manutenção de calendário de atividades, organização eprogramação de sessões de tutoria (sessões de chat e os assuntosplanejados e relevantes, por exemplo), organização de turmas econtrole de presença, e entrega de atividades. Este conjunto de funçõespode ser desenvolvido sob uma plataforma de gerenciamento de cursospara EaD (LMS).É importante o tutor conhecer bem os seus alunos tutorados, nas suasdiferentes características pessoais, acadêmicas e profissionais. Outrosaspectos relevantes são: quanto à capacidade de uso de recursos deinformática e de comunicação; aspirações e receios, interesses eexpectativas; autonomia e resistência ao stress e isolamento;constrangimentos e fatores de inibição à aprendizagem.
  • 3. Como formadorSe o tutor de EaD for encarado como um formador (ou educador), entãodeverá conhecer o conteúdo objeto de formação, pois fará parte da suaatividade a transmissão de conhecimentos, o desenvolvimento decapacidades ou a modificação de atitudes. Neste caso, o tutor formadordeve ser coadjuvado por uma equipe que lhe assegure apoio técnico(especialistas de conteúdo) e a reserva de competência.Como formador, o tutor poderá ser orientado para a concepção demateriais complementares como manuais, hipertextos, FAQs (FrequentlyAsked Questions - arquivo com as perguntas e respostas maisfreqüentes, ou a contribuição ocasional em fóruns de discussão emtempo real (online) ou não.Com o desenvolvimento das tecnologias, redes e acessos detelecomunicações e, em particular, com a crescente acessibilidade aosserviços globais é comum o sentimento de que o papel do tutor, e dequalquer educador, está mudando profundamente. Existe crescentecapacidade de ação através dos recursos tecnológicos das redes(ambientes virtuais de aprendizagem e/ou LMS) e o tutor/educador nãoé a fonte única de informação e formação. O formador pode, comrecurso a ferramentas de comunicação, atender necessidades formativasde formandos remotos (distantes geograficamente) e, simultaneamente,pode atender essas necessidades em horários mais adequados aoformando. O formador pode disponibilizar recursos formativos, podeconjugar e utilizar recursos multimídia, hipertextos, simulações,... empacotes formativos com mais impacto e mais eficazes.Como mediadorNo entanto, o formando com recurso de acesso às redes detelecomunicações, em particular utilizando a Internet, pode obter ainformação e formação que necessita, quando necessita e pela ordem eno horário que mais lhe convém, sem necessariamente seguir a que lheé sugerida pelo formador. Neste sentido o tutor deve atuar mais comoum mediador do que como uma fonte de saber e conhecimento. O tutordeve construir os percursos formativos que considera mais adequados acada aluno, mas não pode garantir que o aluno os siga.O tutor, como formador e mediador, deverá então acompanhar aatuação do formando, avaliar os resultados obtidos face ao objetivodefinido e controlar e propor medidas de melhoria de resultados. Assim,ganha importância a avaliação, o acompanhamento e o aconselhamentodo aluno. Se o tutor define e negocia os objetivos e metas, então estaráem condições para avaliar de modo contínuo a atuação do aluno,procurando sempre estabelecer a ponte entre as competências que oaluno adquiriu e as que se pretende que ele atinja.Como orientadorA tutoria envolve um processo de ligação próxima entre o tutor e oaluno tutorado. Ele deve se caracterizar por sintonia de objetivos,articulação, confiança, respeito mútuo, entendimento dos papéis decada um e por complementaridade de atividades (DELTACONSULTORES, 2000). A visão complementar - de um lado a atividade
  • 4. do tutor e do outro a atividade do tutorado - deve ser requisito àconsecução dos objetivos pedagógicos. Para que tal seja possível exige-se um planejamento detalhado de atividades a executar e umentendimento e aceitação de parte a parte dos objetivos, calendários,pontos de acompanhamento e controle, etc. Deste modo ficaestabelecida uma forma de "contrato" entre o tutor e o tutorado.O tutor poderá dominar em maior ou menor grau o conteúdo do curso.Trata-se de uma questão interessante, pois não tem uma soluçãodefinitiva, ou seja, depende da organização/instituição que oferece aformação, das características do curso (maior ou menor especialização,área técnica, ...), das responsabilidades instituídas aos formadores e deoutros fatores de base organizativa ou pedagógica. O tutor nãonecessitará conhecer tudo sobre o curso em que atua. O fundamental éque perguntas dos alunos não sejam deixadas sem respostas, seja pelotutor diretamente (tutor enquanto formador), seja pelo materialpedagógico interativo ou ainda por uma segunda linha de reserva decompetência, ou seja, especialistas de conteúdo ou da matéria de quetrata o curso.Um tutor eficaz deve, no entanto, exibir um comportamento conducentea um clima de aproveitamento ou de sucesso para o formando:autoconfiança e segurança da área técnica e funções em que atua,capaz de estabelecer um diálogo construtivo, motivador, e um adequadograu de empatia com o formando, profissionalmente honesto ededicado.Como avaliadorOs tutores devem ser responsáveis pela avaliação dos alunos comoparte da sua atividade normal de tutoria. Esta medida é ainda maiseficaz no contexto da formação à distância pela responsabilidadeacrescida que transporta para o tutor e, por conseguinte, maisadequada aos objetivos formativos estabelecidos. Em contexto deformação à distância, diferentes técnicas pedagógicas em articulaçãocom as tecnologias da comunicação podem ser utilizadas de formaindependente ou complementar para conseguir acompanhar o aluno.Trata-se mais de conhecer/analisar o que se está passando de modo a,em cada momento, poder atuar no sentido da antecipação dedificuldades e problemas, sugerir caminhos mais adequados ou maisrápidos ou soluções para problemas.Para apoio na avaliação de forma continuada, as ferramentas quesurgem são: questões colocadas pelo tutor por correio eletrônico(diretamente no corpo da mensagem ou como arquivos anexados) aoformando; contribuição e participação em fóruns online; resultados emtestes online com respostas arquivadas no servidor do sistema desuporte; participação em sessões de conferência escrita (online, porexemplo, chat; ou off-line, por exemplo, listas ou grupos de discussão);áudio ou vídeoconferências (telefone ou rede Internet); para além dasatividades presenciais em grupo (sessões presenciais síncronas outrabalhos de grupo) ou individuais.As atividades requeridas ao aluno (exercícios, estudos de caso,trabalhos,...) podem ser "encomendadas" quer por e-mail em casosconcretos, quer afixadas previamente no site do curso, quer em sessão
  • 5. do curso sob uma plataforma de formação à distância (a que o alunopoderá aceder por leitura com o browser ou por download). Do mesmomodo é corrente o aluno transferir o trabalho efetuado utilizando e-mailou transferência de arquivo (ftp = File Transfer Protocol) (neste casocarga ou upload). Posteriormente o trabalho poderá ser apreciado(avaliação) pelo tutor e/ou demais colegas. Novamente ganhaimportância o enquadramento da "abertura" da formação à distância: oformando tem ou pode ter acesso a inúmeras fontes de informação e, nolimite, poderá ter acesso a outros recursos mais completos ou maisprofundos que os que lhe disponibilizaram, daí a necessidade deobjetividade acrescida no estabelecimento dos objetivos, programa eprocedimentos a seguir durante a formação.Por fim, a auto-avaliação constitui um dos pilares de uma práticaformativa centrada no aluno pelo que o envolvimento e a participaçãoativa deste nas atividades de avaliação são necessários e encorajados.Em contexto de formação a distância é muito útil estabelecer um"percurso guiado" com "marcos" que formador/tutor e o aluno vãoseguindo e em que se assinalam as metas e objetivos a cumprir. Estespercursos de desenvolvimento pessoal podem ser registrados eevidenciados online de modo a tornar totalmente transparente oacompanhamento e avaliação. Anote em sua Agenda É fundamental a reação do tutor ao resultado das atividades realizadas pelo aluno, seja em casos de comportamento e resultados positivos (sob a forma de felicitação, empatia, reforço, crítica, cumprimento, aplauso,...) quer em caso de comportamento e resultados negativos ou aquém do objetivo (sugestão de percursos alternativos ou complementares, críticas, sugestões, explicação e resolução de dúvidas, etc.).11.2 COMPETÊNCIAS PARA A TUTORIAA tutoria é o método mais utilizado para efetivar a interação pedagógica,e é de grande importância na avaliação do sistema de ensino adistância. Os tutores comunicam-se com seus alunos por meio deencontros programados durante o planejamento do curso. O contatocom o aluno começa pelo conhecimento da estrutura do curso, e épreciso que seja realizado com freqüência, de forma rápida e eficaz. Aeficiência de suas orientações pode resolver o problema de evasão nodecorrer do processo.Existem significativas diferenças entre o professor-autor e o professor-tutor, embora ambos sejam profissionais virtuais. O professor-autordesenvolve o teor do curso, escreve e produz o conteúdo e atua naorganização dos textos e na estruturação do material. É preciso que eleconheça as possibilidades e ferramentas do ambiente, pois deveráinteragir com a equipe de desenvolvimento para entender a
  • 6. potencialidade dos recursos a serem utilizados e elaborar o desenho detexto e do conteúdo do curso, de forma a contemplar todas essaspotencialidades (MAIA, 2002).Após a conclusão do conteúdo pelo professor-autor, entra em ação oprofessor-tutor cujo papel é o de promover a interação e orelacionamento dos participantes. Uma série de habilidades ecompetências é a ele necessária (MAIA, 2002, p.13), conformedelineado a seguir.• competência tecnológica - domínio técnico suficiente para atuarcom naturalidade, agilidade e aptidão no ambiente que está utilizando. Épreciso ser um usuário dos recursos de rede, conhecer sites de busca epesquisa, usar e-mails, conhecer a netiqueta, participar de listas efóruns de discussão, ter sido mediador em algum grupo (e-group). Otutor deve ter um bom equipamento e recursos tecnológicos atualizados,inclusive com "plug-ins" de áudio e vídeo instalados, além de uma boaconexão com a Web. O tutor deve ter participado de pelo menos umcurso de capacitação para tutoria ou de um curso online;preferencialmente, utilizando o mesmo ambiente em que estarádesenvolvendo sua tutoria;• competências sociais e profissionais - deve ter capacidade degerenciar equipes e administrar talentos, habilidade de criar e manter ointeresse do grupo pelo tema, ser motivador e empenhado. É provávelque o grupo seja bastante heterogêneo, formado por pessoas de regiõesdistintas, com vivências bastante diferenciadas, com culturas einteresses diversos, o que exigirá do tutor uma habilidade gerencial depessoas extremamente eficientes. Deve ter domínio sobre o conteúdo dotexto e do assunto, a fim de ser capaz de esclarecer possíveis dúvidasreferentes ao tema abordado pelo autor, conhecer os sites internos eexternos, a bibliografia recomendada, as atividades e eventosrelacionados ao assunto. A tutoria deve agregar valor ao curso.O tutor deve deixar claras as regras do curso; ser capaz de comunicar-se textualmente, com clareza, não deixando margem para questões ecolocações dúbias que venham a prejudicar a aprendizagem.Além disso, a tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar oensino-aprendizagem. Ao estabelecer o contato com o aluno, o tutorcomplementa sua tarefa docente transmitida através do materialdidático, dos grupos de discussão, listas, correio-eletrônico, chats e deoutros mecanismos de comunicação. Assim, torna-se possível traçar umperfil completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve, do seuinteresse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso. O apoiotutorial realiza, portanto, a intercomunicação dos elementos (professor-tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma funçãotríplice: orientação, docência e avaliação.11.3 EVOLUÇÃO DOS MODELOS TECNOPEDAGÓGICOSOs modelos pedagógicos de Educação a Distância repousam sobre algunspressupostos básicos como a individualização e a autonomia do estudante.As potencialidades das atuais tecnologias síncronas e assíncronas ampliaram
  • 7. também o caráter social da aprendizagem, valorizando as trocas e ascolaborações e favorecendo a construção de verdadeiras comunidadesvirtuais.Em essência, existe uma centena de modelos pedagógicos baseados emteorias e concepções de aprendizagem e correntes pedagógicas, elaboradossituacionalmente, de acordo com a demanda do triângulo pedagógico(saber-conhecimento X professor-autor X aprendiz), pois cada instituiçãodefine sua política pedagógica e os instrumentos para avançar nasestratégias educativas (SILVA, 2000). No caso da modalidade de EaD, épreciso considerar sobretudo a via tecnológica de tratamento pedagógico e a“entrega” do conteúdo.Considerando ambientes de aprendizagem à distância mais abertos como osportais de aprendizagem, campos virtuais e plataformas de formação, épossível implementar modelos pedagógicos mais diversificados e evoluídos.Paquette (2000 apud SILVA, 2000) faz referência a seis modelostecnopedagógicos que uma plataforma de formação deve manter, integrar ecombinar:• classe tecnológica – modelo tradicional que reúne um conjunto detecnologias instaladas e utilizadas de maneira permanente. Assim,computadores ligados em rede e acesso a Internet, equipamentos deprojeção para apresentações e navegação, softwares e sistema devideoconferência integrada podem ser instalados nas estações de trabalho;"links" bidirecionais na sala são suficientes para assistir a apresentações depessoas situadas à distância. A classe é aberta às informações do exterior,mas não necessariamente distribuída em vários locais;• classe distribuída – constitui-se de uma classe tecnológica virtual divididaem vários locais, distantes e equipados com sistema de videoconferência euma variedade de periféricos ligados ao computador (câmeras, microfones,câmera documentos, leitor de CD, etc.). Os eventos de aprendizagem sedesenvolvem em tempo real, animados por um professor que utiliza umavariedade de instrumentos de apresentação da informação. Implica presençasimultânea dos estudantes em outras salas ligadas por telecomunicaçõescom a sala geradora;• hipermídia distribuída – com a Internet, proliferam cursos hipermídiasobre a Web. A aprendizagem se dá de forma autônoma pelo aprendiz egeralmente sem intervenção de um formador e não necessariamente pormeio da colaboração entre aprendizes. Não há exigência de lugar ou tempoimposto pelo modelo de formação. Cada aprendiz acessa conteúdos pré-fabricados multimidiatizados. O material pedagógico pode ser inteiramentelocal (CD ROM ou instalado no posto de trabalho) ou on line via Internet, ouainda de forma híbrida (local e on line);• formação on line – utiliza a Internet, mas de maneira diferenciada. Égerado por um professor que faz a apresentação e coordena as interaçõesde modo assíncrono com um grupo de aprendizes. Estes podem progredirem seu ritmo, interagir entre si e com os materiais pedagógicos de acordocom etapas definidas pelo professor, por quem todas as atividades sãoacompanhadas. Nesse modelo, as ferramentas tecnológicas principais sãoassíncronas como fóruns de discussão, correio eletrônico, transferência dearquivos para entrega e avaliação dos trabalhos;• comunidade de prática – como na formação on line, utiliza ferramentasassíncronas e também síncronas. O que caracteriza esse modelo é a troca deinformações e a discussão entre um grupo de especialistas em torno de umtrabalho em comum. A figura do professor é substituída pela do coordenador
  • 8. (animador) de rede que assume um papel semelhante ao de animador degrupo presencial. Diferente do papel do professor, o coordenador nãopossui, necessariamente, as informações dos participantes, mas dispõe detécnicas para facilitar as relações. Paquette (2000 apud SILVA, 2000)assinala que esse modelo é particularmente bem adaptado em formaçãoprofissional continuada, quando se pretende aprender a utilizar tecnologiasda informação, e em cursos universitários a distância, como nos casos emque vários módulos tomam a forma de oficinas em torno de uma tarefa aexecutar ou no aprofundamento de uma prática;• suporte ao desempenho – (eletronic performance support systems –EPSS) são sistemas informatizados centrados sobre uma tarefa de trabalhode maneira diferenciada. A formação é individual, vez que se desenvolve emestreita relação com as atividades de trabalho, seja durante essa atividade,quando o aprendiz tem necessidade de formação para avançar na tarefa,seja depois dela para aprofundar questões postas no exercício da tarefa,seja antes da tarefa, por necessidade de uma formação suplementar. Essesistema integra-se estreitamente naqueles informatizados da organização,principalmente nas bases de dados institucionais. Neles se acrescentamdiversos módulos de formação formais, ajuda a tarefa, FAQs mantidos porum gestor ou especialista de conteúdo, agentes conselheiros inteligentes.Enfim, o usuário obtém informações just in time em função das tarefas aresolver. A aprendizagem é vista como um processo de tratamento dainformação.Comunidades Virtuais de PráticaEntende-se por comunidade um grupo de sujeitos que estabelecem relaçõesinterdependentes, dentro de uma formação social complexa, em suascaracterísticas específicas e individualizantes. Considera-se comunidadevirtual de aprendizagem (CVP) em redes eletrônicas de comunicaçãointerativa, o conjunto de pessoas organizado em torno de um projetomútuo. São constituídas a partir de interesses comuns de conhecimento,metas compartilhadas e valores de troca, estabelecidos em um processocooperativo.Segundo Paloff e Pratt (2002), as especificidades das comunidades virtuaisde aprendizagem seguem os seguintes pressupostos:• destinar-se a interesses comuns a todos os sujeitos participantes dacomunidade;• ênfase no trabalho em equipe;• a comunidade deve centrar sua dinâmica nos objetivos a seremalcançados;• todos os sujeitos têm o mesmo direito de participação;• as normas, valores e comportamentos são definidos na própriacomunidade;• o educador assume o papel de orientador e animador da comunidade;• a aprendizagem é cooperativa/colaborativa;• o sujeito assume o papel ativo na construção do seu conhecimento deacordo com tema da comunidade;• interação permanente.As CVPs surgiram com a possibilidade ampla da conexão de computares emrede, com o advento da Internet. O sujeito não é mais o usuário isolado emfrente à máquina. As relações sociais são sustentadas também pelocomputador conectado. Com isso, foi ressignificado o conceito sobre a
  • 9. habilidade do computador de construir novas comunidades.Este novo conceito de comunidade causou grandes mudanças,principalmente no que se refere à educação. As comunidades virtuais deaprendizagem priorizam a interação social, a aprendizagem colaborativa e otrabalho cooperativo. Nesta perspectiva, a própria comunidade se legitima,por constituir-se a partir de afinidades de interesses, de conhecimentos, deprojetos mútuos e valores de troca, estabelecidos no processo decooperação.A comunidade virtual de aprendizagem oportuniza uma aprendizagem ativa,onde o indivíduo tem papel principal na construção de seu conhecimento,quando este cria significados por meio de vivências, exploração,manipulação e interação.ReferênciasLITWIN, E. Educação a Distância: temas para debate de uma novaagenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.MAIA, C. Guia Brasileiro de Educação a Distância. São Paulo: Esfera,2002.PALLOFF, R., PRATT, K. Construindo comunidades de aprendizagem nociberespaço. Porto Alegre: Artmed, 2002.SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000. 230p.