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Saúde Pública IVIntensivo MS 2012   Doenças transmissíveis II
Prof. Ismael CostaISMAC@GLOBO.COMWWW.BLOGPROFISMAEL.BLOGSPOT.COM
DST´S        By Ismael Costa   3
Abordagem sindrômica  •  Para propiciar o diagnóstico precoce e tratamento imediato,    propõe-se o uso de abordagem sindr...
Síndromes clínicas principais                                                                                    Transmiss...
Ações essenciais complementares:        • Aconselhar e oferecer sorologias anti-HIV, VDRL,          hepatite B e C se disp...
• Oferecer preservativos, orientando sobre as técnicas de uso; e  • Encorajar o paciente a comunicar a todos os seus parce...
Síndrome da úlcera genital (EXCLUÍDO                                   HERPES GENITAL)        •         Presença de lesão ...
12/10/2012   By Ismael Costa ismac@globo.com   10
Síndrome do corrimento uretral em                                homem  •      Presença de corrimento uretral verificado c...
12/10/2012   By Ismael Costa ismac@globo.com   12
Síndrome do corrimento cervical    •        Presença de mucopus cervical associado ou não à           hiperemia, friabilid...
12/10/2012   By Ismael Costa ismac@globo.com   15
by Ismael Costa   16
Clue Cells      by Ismael Costa   17
SÍFILIS (EXCLUÍDA A FORMA                           PRIMÁRIA)     •         Presença de sifílides papulosas disseminadas  ...
HERPES GENITAL (APENAS O                      PRIMEIRO EPISÓDIO):   •           Evidência de pequenas lesões ulcerativas n...
Condiloma Acuminado        •          Presença de lesão vegetante característica,                 confirmada ou não por bi...
HPV    •   Infecção clínica pelo HPV na genitália (com lesão macroscópica)    •     Na forma clínica condilomatosa, as les...
HPV  •   Conduta para os parceiros sexuais - HPV  •   Os parceiros sexuais de pacientes com condilomas devem ser buscados,...
DIP  •   É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismos do trato      genital inferior, espontânea ou devi...
12/10/2012                      By Ismael Costa ismac@globo.com                                                           ...
HEPATITES VIRAIS              By Ismael Costa   26
Descrição    •      As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes      agentes etiológicos, com tropismo primá...
Modo de Transmissão  •   Transmissão fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de    transmissão ligado a condições de sane...
Agentes etiológicos    • Do ponto de vista clínico e epidemiológico os agentes      etiológicos mais relevantes são os vír...
SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
Susceptibilidade e imunidade      • A suscetibilidade varia de acordo com o        agente etiológico. Existem disponíveis,...
Susceptibilidade e imunidade      •   Para hepatite A – são suscetíveis à infecção pelo VHA os indivíduos          sorolog...
Susceptibilidade e imunidade    •   Para a hepatite C – o indivíduo infectado pelo vírus C apresenta        sorologia anti...
Aspectos clínicos e                laboratoriais  •    Manifestações clínicas: Após entrar em contato com o vírus da    he...
•   Fase aguda (hepatite aguda): No nosso meio, a maioria dos casos de hepatite      aguda sintomática deve-se aos vírus A...
• Fase de convalescença – período que se segue ao desaparecimento      da icterícia, quando retorna progressivamente a sen...
• Portador assintomático – indivíduos com infecção crônica que não     apresentam manifestações clínicas, que têm replicaç...
By Ismael Costa   38
Marcadores sorológicos – Hep A    •   Anti-HAV IgM- É o primeiro marcador a ser solicitado na suspeita clínica        de i...
Marcadores sorológicos – Hep B    •   Marcadores de triagem da infecção    •   HBsAg e Anti-HBc Total    •   São marcadore...
Marcadores HEP B - continuação  •   Acompanhamento:  •   Anti-HBc IgM- Marcador de infecção recente, encontrado no soro at...
HBsAg +       AntiHBc + IgM ou IgG   HBeAg +                                         AntiHBs +  AntiHBe +
Marcadores Hep C    •   › Anti-HCV (anticorpo contra o VHC) – é o marcador de triagem para a        hepatite C e indica co...
Marcadores Hep D    •   são marcadores de triagem para hepatite D: HBsAg, anti-HBc total e anti-    •   HDV total.    •   ...
Marcadores Hep E    • › Anti-HEV IgM (marcador de infecção aguda) – anticorpo      específico para hepatite E encontrado n...
Tratamento    • Hepatite aguda- Não existe tratamento específico para as      formas agudas.        Se necessário, apenas ...
Tratamento    •   Hepatite crônica    •   Uma parcela dos casos de hepatite crônica necessitará de tratamento,        cuja...
Prognóstico  •   Hepatite A – geralmente após 3 meses o paciente já está recuperado. A      forma fulminante, apesar de ra...
Prognóstico  •   Hepatite D  •   Na superinfecção, o índice de cronicidade é significativamente maior      (80%), se compa...
Aspectos epidemiológicos    • No Brasil, a maioria dos casos de hepatite aguda sintomática se      deve aos vírus A e B (n...
Aspectos epidemiológicos   • Em relação ao HBV, alguns estudos do final da década de 80 e início de     90 sugeriram uma t...
• Quanto à hepatite C, ainda não existem estudos capazes de      estabelecer sua real prevalência no país.    • A hepatite...
Notificação      • É doença incluída na lista de notificação        compulsória e, portanto, todos os casos        suspeit...
Notificação    • Cicatriz sorológica    • Indivíduos com marcadores sorológicos de infecção passada,      porém curados no...
Medidas de controle  • Em relação à fonte de infecção: Água para consumo humano,    Alimentos, Profissionais da área da sa...
• Imunoglobulina humana anti-hepatite B:• A imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB) é  indicada para pessoas n...
Conduta de vacinação contra hepatite B para              profissionais de saúde.    • A transmissão do VHB após exposição ...
By Ismael Costa   60
AIDS    •    É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do        sistema imunológico do indivíduo infectado pelo ...
Período de latência: 3 a 10                    anos (média 6 anos) Período de incubação. 5 a 30 dias                      ...
Agente etiológico    • É um vírus RNA. Retrovírus denominado Vírus      da Imunodeficiência Humana (HIV), com 2      tipos...
Modo de transmissão    •   Sexual, sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho, no curso da        gravidez, durante o...
Suscetibilidade e vulnerabilidade    • A suscetibilidade é geral tendo em vista os vários modos de      transmissão e tran...
•   Período de latência - É o período compreendido entre a infecção pelo      HIV e os sintomas e sinais que caracterizam ...
• Transmissão ocasionada por acidente com material      biológico, sem a utilização de equipamentos de proteção      indiv...
Diagnóstico pós-exposição  •   Todas as amostras de soro ou plasma devem ser submetidas inicialmente a um      imunoensaio...
Aspectos epidemiológicos   •   Na primeira metade da década de 80, a epidemia de HIV/aids manteve-se       basicamente res...
Notificação    • Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao      Ministério da Saúde.    • Definição de caso ...
Doenças indicativas de AIDS -             definitivo•   Candidose       de     traqueia,    •   linfoma primário do cérebr...
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CRITÉRIO RIO DE JANEIRO CARACASSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
Medidas de controle   • Prevenção da transmissão sexual ; Prevenção da transmissão     sangüínea (transfusão de sangue): T...
Profilaxia pós exposiçãoSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
Observações    • * Estudos sobre exposicao sexual e transmissao vertical      sugerem que individuos com carga viral < 1.5...
Observações  • *** Sorologias negativas indicam que nao ha risco de transmissao do    HIV. A possibilidade de soroconversa...
Observações    •   Quando indicada, a PEP devera ser iniciada o mais rapidamente possivel,        de preferencia nas prime...
Observações    • Durante o acompanhamento, o profissional de saude      acidentado deve ser orientado a evitar a transmiss...
Tratamento  Atualmente, são 19 medicamentos divididos em quatro classes:  • inibidores de transcriptase reversa análogos d...
Síndrome lipodistrófica     Foram observados também alguns eventos indesejáveis associados à      utilização de terapia a...
QUESTÕES
Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes...
Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes...
Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes...
Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes...
Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espec...
Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espec...
Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espec...
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A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição s...
A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição s...
A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição s...
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Ministério da saúde 2008O MS vem empenhando esforços no sentido de implantar a PolíticaNacional para Prevenção, Diagnóstic...
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12_     De acordo com dados do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, até 1995, as taxas de incidência de AIDS no Brasil ...
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17-Considerando o Manual de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST/MS analise as afirmativas eresponda (V) verdadeiro e ...
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18-Um usuário com queixas de úlcera genital, adenopatia regional nãosupurativa, indolor e múltipla foi atendido no Program...
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19-As hepatites virais têm grande importância para a saúde públicaem virtude do número de indivíduos acometidos e das comp...
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20-Itá/SC-2011A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas: infecção aguda, faseassintomática, fase sint...
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Sintomas Mononucleose    - febre (no início), entre 38 e 39°C.    - inflamação na garganta (dor de garganta)    - dores de...
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DST´s Hepatites AIDS
DST´s Hepatites AIDS
DST´s Hepatites AIDS
DST´s Hepatites AIDS
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  1. 1. Saúde Pública IVIntensivo MS 2012 Doenças transmissíveis II
  2. 2. Prof. Ismael CostaISMAC@GLOBO.COMWWW.BLOGPROFISMAEL.BLOGSPOT.COM
  3. 3. DST´S By Ismael Costa 3
  4. 4. Abordagem sindrômica • Para propiciar o diagnóstico precoce e tratamento imediato, propõe-se o uso de abordagem sindrômica, que se baseia em fluxogramas de conduta. • A literatura mostra que os fluxogramas para úlceras genitais e corrimentos uretrais são bastante eficientes. Entretanto, não se observa o mesmo desempenho para corrimentos vaginal e cervical. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 4SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  5. 5. Síndromes clínicas principais TransmissãoSíndrome DST Agente Tipo Curável Sexual Sífilis Treponema Pallidum Bactéria Sim Sim Cancro Mole Haemophilus Ducrey Bactéria Sim Sim Úlceras Herpes genital Herpes simplex 2 (HSV 2) Vírus Sim Não Donovanose Klebsiella Granulomatis Bactéria Sim Sim Linfogranuloma Chlamydia Trachomatis Bactéria Sim Sim Múltiplos - Ex: Vaginose bacteriana Bactéria Não Sim Gardnerella Vaginallis Candida Albicans e Candidíase algumas espécies não- Fungo Não SimCorrimento albicans Gonorréia Neisseria Gonorrhoeae Bactéria Sim Sim Clamídia Chlamydia Trachomatis Bactéria Sim Sim Tricomoníase Trichomonas Vaginallis Protozoário Sim Sim Papilomavirus Hominis Verrugas Condiloma acuminado Vírus Sim Não (HPV) 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 5
  6. 6. Ações essenciais complementares: • Aconselhar e oferecer sorologias anti-HIV, VDRL, hepatite B e C se disponíveis • Vacinar contra hepatite B, se a idade for < 30 anos (restrito por disponibilidade da vacina) • Enfatizar a adesão ao tratamento • Orientar para que a pessoa conclua o tratamento mesmo se os sintomas ou sinais tiverem desaparecidos; • Interromper as relações sexuais até a conclusão do tratamento e o desaparecimento dos sintomas; 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 6SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  7. 7. • Oferecer preservativos, orientando sobre as técnicas de uso; e • Encorajar o paciente a comunicar a todos os seus parceiros(as) sexuais do último mês, para que possam ser atendidos e tratados. Fornecer ao paciente cartões de convocação para parceiros(as) devidamente preenchidos. • Notificar o caso no formulário apropriado. • Marcar o retorno para conhecimento dos resultados dos exames solicitados e para o controle de cura em 7 dias. • Recomendar o retorno ao serviço de saúde se voltar a ter problemas genitais. • Após a cura, usar preservativo em todas as relações sexuais, caso não exista o desejo de engravidar, ou adotar outras formas de sexo mais seguro; 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 7SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  8. 8. Síndrome da úlcera genital (EXCLUÍDO HERPES GENITAL) • Presença de lesão anogenital ulcerada, de origem não traumática, excluída a evidência clínica ou antecedente de pequenas lesões vesiculosas, em homem ou mulher, associada ou não à bacterioscopia pelo Gram (com presença de bacilos Gram negativos sugestivos de H. ducreyi) e/ou Treponema pallidum “em campo escuro” positiva, ou sorologia reagente para sífilis. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 8SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  9. 9. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 10
  10. 10. Síndrome do corrimento uretral em homem • Presença de corrimento uretral verificado com o prepúcio retraído ou após compressão da base do pênis em direção à glande (“ordenha”), associado ou não à bacterioscopia com diplococos Gram negativos intracelulares ou cultura positiva para Neisseria gonorrhoeae e/ou exame ELISA ou imunofluorescência direta reagente ou captura híbrida ou reação de polimerase em cadeia (PCR) positiva para clamídia. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 11SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  11. 11. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 12
  12. 12. Síndrome do corrimento cervical • Presença de mucopus cervical associado ou não à hiperemia, friabilidade ou colpite, verificada obrigatoriamente ao exame com espéculo vaginal. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 14SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  13. 13. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 15
  14. 14. by Ismael Costa 16
  15. 15. Clue Cells by Ismael Costa 17
  16. 16. SÍFILIS (EXCLUÍDA A FORMA PRIMÁRIA) • Presença de sifílides papulosas disseminadas (principalmente palmo-plantares), e/ou condiloma plano, acompanhados ou não por poliadenomegalia, e sorologia positiva (sífilis secundária); ou sorologia positiva em portador assintomático de sífilis (sífilis latente); ou presença de lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas), neurológicas (demência), cardiovasculares (aneurismas) ou articulares (artropatia de Charcot) e sorologia positiva (sífilis terciária). 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 19SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  17. 17. HERPES GENITAL (APENAS O PRIMEIRO EPISÓDIO): • Evidência de pequenas lesões ulcerativas na região anogenital, que foram precedidas por lesões vesiculosas isoladas ou agrupadas em “cacho”, sobre base eritematosa, cujo aparecimento, por sua vez, foi precedido de ardor ou prurido, associado ou não à presença de células gigantes com inclusões intranucleares de diagnóstico citológico Tzanck ao exame microscópico direto do líquido vesiculoso. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 20SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  18. 18. Condiloma Acuminado • Presença de lesão vegetante característica, confirmada ou não por biópsia. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 21SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  19. 19. HPV • Infecção clínica pelo HPV na genitália (com lesão macroscópica) • Na forma clínica condilomatosa, as lesões podem ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas e de tamanho variável, localizando-se, mais freqüentemente, no homem, na glande, sulco bálano-prepucial e região perianal, e na mulher, na vulva, períneo, região perianal, vagina e colo. Menos freqüentemente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea. Dependendo do tamanho e localização anatômica, podem ser dolorosos, friáveis e/ou pruriginosos. • De transmissão sexual, vertical (mãe-filho) ou raramente por fômites, não é conhecido o tempo que o vírus pode permanecer quiescente e que fatores são responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Pode permanecer por muitos anos no estado latente. A recidiva das lesões do HPV está mais provavelmente relacionada à ativação de “reservatórios” de vírus do que à reinfecção pelo parceiro sexual. By Ismael CostaSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS 22
  20. 20. HPV • Conduta para os parceiros sexuais - HPV • Os parceiros sexuais de pacientes com condilomas devem ser buscados, uma vez que poderão se beneficiar de exame clínico para avaliação da presença de condilomas não suspeitados, ou de outras DST, e pela avaliação de lesões sub clínicas como NIP. • Como o tratamento de condilomas não elimina o HPV, os pacientes e seus parceiros devem ser cientificados de que podem ser infectantes, mesmo na ausência de lesões visíveis. O uso de preservativos pode reduzir, o risco de transmissão para parceiros não infectados. • Gestantes: Na gestação, as lesões condilomatosas poderão atingir grandes proporções, seja pelo aumento da vascularização, seja pelas alterações hormonais e imunológicas que ocorrem nesse período. Como as lesões durante a gestação podem proliferar e tornarem-se friáveis, muitos especialistas indicam a sua remoção, se possível, na 1ª metade da gestação. By Ismael CostaSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS 23
  21. 21. DIP • É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismos do trato genital inferior, espontânea ou devida à manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem etc.), comprometendo endométrio (endometrite), trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite). • A DIP é um processo agudo, salvo nos casos em que é provocada por microorganismos, como os causadores da tuberculose, actinomicose e outros. Os agentes mais comuns são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis, seguindo-se o Micoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum, Streptococus β Hemolítico grupo A, anaeróbios (em especial o Bacterioides fragilis) e outros aeróbios. São infecções freqüentemente polimicrobianas, com envolvimento de bactérias anaeróbias e facultativas, sendo 90% originárias de agentes sexualmente transmissíveis. By Ismael CostaSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS 24
  22. 22. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 25SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  23. 23. HEPATITES VIRAIS By Ismael Costa 26
  24. 24. Descrição • As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos, com tropismo primário pelo fígado, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. • A distribuição das hepatites virais é universal, sendo que a magnitude varia de região para região, de acordo com os diferentes agentes etiológicos. No Brasil, esta variação também ocorre.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  25. 25. Modo de Transmissão • Transmissão fecal-oral (HAV e HEV) tem seu mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. • A transmissão percutânea (inoculação acidental) ou parenteral (transfusão) dos vírus A e E é muito rara, devido ao curto período de viremia dos mesmos. • O segundo grupo (HBV, HCV, e HDV) possui diversos mecanismos de transmissão, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  26. 26. Agentes etiológicos • Do ponto de vista clínico e epidemiológico os agentes etiológicos mais relevantes são os vírus A, B, C, D e E. Dentre esses, o vírus da hepatite B (VHB) é o único de genoma DNA e pertence à família Hepadnaviridae. Os demais possuem genoma RNA e estão em diferentes famílias, a saber: Picornaviridae – vírus da hepatite A (VHA), Flaviviridae – vírus da hepatite C (VHC), Deltaviridae – vírus da hepatite D (VHD) e Caliciviridae – vírus da hepatite E (VHE).SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  27. 27. SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  28. 28. Susceptibilidade e imunidade • A suscetibilidade varia de acordo com o agente etiológico. Existem disponíveis, no momento, vacinas contra a hepatite A e contra a hepatite B.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  29. 29. Susceptibilidade e imunidade • Para hepatite A – são suscetíveis à infecção pelo VHA os indivíduos sorologicamente negativos para o anti-HAV IgG. A imunidade é duradoura e específica e pode ser adquirida pela infecção com o vírus ou pela vacina, sendo indistinguíveis ao perfil sorológico. • Para hepatite B – são suscetíveis à infecção pelo VHB os indivíduos com perfil sorológico HBsAg, anti-HBc e anti-HBs negativos, concomitantemente. A imunidade adquirida naturalmente é estabelecida pela presença do anti-HBc IgG e anti-HBs reagentes. Eventualmente, o anti-HBc pode ser o único indicador da imunidade natural detectável, pois, com o tempo, os níveis de anti- HBs podem tornar-se indetectáveis. A vacina contra a hepatite B induz à formação do anti-HBs isoladamente.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  30. 30. Susceptibilidade e imunidade • Para a hepatite C – o indivíduo infectado pelo vírus C apresenta sorologia anti-HCV reagente por um período indefinido; porém esse padrão não distingue se houve resolução da infecção ou se o indivíduo tornou-se portador crônico. Podem ocorrer imunidades passiva e transitória, que protegem o bebê, pela passagem de anticorpos maternos durante a gestação. • Para a hepatite D – como o VHD é defectivo e necessita do antígeno de superfície do VHB para causar infecção e se replicar, os indivíduos suscetíveis a hepatite B também o são para D. Assim, há situações em que os suscetíveis à infecção pelo VHB com perfil sorológico HBsAg, anti- HBc e anti-HBs negativos, concomitantemente possuem o risco de sofrerem a infecção simultânea por ambos os vírus. De outro modo, existem aqueles indivíduos que se encontram infectados cronicamente pelo VHB, principalmente residentes de regiões de alta endemicidade (como o Norte do Brasil), e que se constituem suscetíveis ao VHDSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  31. 31. Aspectos clínicos e laboratoriais • Manifestações clínicas: Após entrar em contato com o vírus da hepatite o indivíduo pode desenvolver um quadro de hepatite aguda, podendo apresentar formas clínicas oligo/assintomática ou sintomática. • oligo/assintomática: as manifestações clínicas estão ausentes ou são bastante leves e atípicas, simulando um quadro gripal. • sintomática. a apresentação é típica, com os sinais e sintomas característicos da hepatite como febre, icterícia e colúria.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  32. 32. • Fase aguda (hepatite aguda): No nosso meio, a maioria dos casos de hepatite aguda sintomática deve-se aos vírus A e B (na região Norte a co-infecção HBV/HDV também é importante causa de hepatite aguda sintomática). • O vírus C costuma apresentar uma fase aguda oligo/assintomática, de modo que responde por apenas pequena parte das hepatites agudas sintomáticas. • Período prodrômico ou pré-ictérico – é o período após a fase de incubação do agente etiológico e anterior ao aparecimento da icterícia. Os sintomas são inespecíficos como anorexia, náuseas, vômitos, diarréia (ou raramente constipação), febre baixa, cefaléia, mal-estar, astenia e fadiga, aversão ao paladar e/ou olfato, mialgia, fotofobia, desconforto no hipocôndrio direito, urticária, artralgia ou artrite e exantema papular ou maculopapular. • Fase ictérica – com o aparecimento da icterícia, em geral há diminuição dos sintomas prodrômicos. Existe hepatomegalia dolorosa, com ocasional esplenomegalia.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  33. 33. • Fase de convalescença – período que se segue ao desaparecimento da icterícia, quando retorna progressivamente a sensação de bem- estar. A recuperação completa ocorre após algumas semanas, mas a fraqueza e o cansaço podem persistir por vários meses. • Fase crônica (hepatite crônica): Casos nos quais o agente etiológico permanece no hospedeiro após seis meses do início da infecção. • Os vírus A e E não cronificam, embora o HAV possa produzir casos que se arrastam por vários meses. • Os vírus B, C e D são aqueles que têm a possibilidade de cronificar. Os indivíduos com infecção crônica funcionam como reservatórios do respectivo vírus, tendo importância epidemiológica por serem os principais responsáveis pela perpetuação da transmissão.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  34. 34. • Portador assintomático – indivíduos com infecção crônica que não apresentam manifestações clínicas, que têm replicação viral baixa ou ausente e que não apresentam evidências de alterações graves à histologia hepática. • Hepatite crônica – indivíduos com infecção crônica que apresentam sinais histológicos de atividade da doença (inflamação, com ou sem deposição de fibrose) e que do ponto de vista virológico caracterizam- se pela presença de marcadores de replicação viral. Apresentam maior propensão para uma evolução desfavorável, com desenvolvimento de cirrose e suas complicações. • Hepatite fulminante: Este termo é utilizado para designar a insuficiência hepática no curso de uma hepatite aguda.. A mortalidade é elevada (40% e 80% dos casos).SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  35. 35. By Ismael Costa 38
  36. 36. Marcadores sorológicos – Hep A • Anti-HAV IgM- É o primeiro marcador a ser solicitado na suspeita clínica de infecção pelo vírus da hepatite A. Constitui o anticorpo específico para a hepatite A, sendo encontrado no soro de todos os indivíduos infectados recentemente. É o marcador da fase aguda da infecção. Torna-se positivo no início do quadro clínico, desaparecendo após três meses. • Anti-HAV IgG- Este é o anticorpo indicativo de infecção passada, em relação ao vírus da hepatite A. Está presente na fase de convalescença e na resposta vacinal; persiste indefinidamente. • Anti-HAV Total- O Anti-HAV Total determina a presença de anticorpos tanto da classe IgM quanto da classe IgG. Por isso, ao receber como resultado o Anti-HAV Total REAGENTE, é importante solicitar o Anti-HAV IgM para definir se o indivíduo se encontra na fase aguda da doençaSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  37. 37. Marcadores sorológicos – Hep B • Marcadores de triagem da infecção • HBsAg e Anti-HBc Total • São marcadores que devem ser solicitados na suspeita de infecção pelo vírus da hepatite B. • Marcadores de acompanhamento da infecção • HBsAg- Primeiro marcador sorológico a aparecer na infecção aguda, em torno de quatro semanas após a exposição ao vírus, declinando a níveis indetectáveis em até 24 semanas. • Anti-HBc Total- É utilizado na triagem para a hepatite B por detectar tanto o anticorpo IgG quanto o anticorpo IgM. O Anti-HBc Total determina a presença de anticorpos tanto da classe IgM quanto da classe IgG. Por isso, diante do Anti-HBc Total REAGENTE, é importante definir se esse resultado é devido aos altos títulos de IgG (imunidade por infecção passada) ou aos altos títulos de IgM (fase aguda).SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  38. 38. Marcadores HEP B - continuação • Acompanhamento: • Anti-HBc IgM- Marcador de infecção recente, encontrado no soro até 32 semanas após a infecção. No entanto, esse marcador pode estar presente na fase crônica quando ocorrer re-agudização da infecção. • Anti-HBc IgG- É o marcador de infecção passada que caracteriza o contato prévio com o vírus, permanecendo por toda a vida nos indivíduos que tiveram infecção pelo vírus da hepatite B. • HBeAg- Caracteriza a fase de replicação viral e, quando reagente, indica alta infecciosidade. • Anti-HBe- Surge após o desaparecimento do HBeAg e indica o fim da fase de replicação viral. • Anti-HBs- Anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B. É o único anticorpo que confere imunidade contra o VHB.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  39. 39. HBsAg + AntiHBc + IgM ou IgG HBeAg + AntiHBs + AntiHBe +
  40. 40. Marcadores Hep C • › Anti-HCV (anticorpo contra o VHC) – é o marcador de triagem para a hepatite C e indica contato prévio com o vírus. • São considerados casos de hepatite C aguda aqueles que apresentarem soroconversão do anti-HCV documentada (anti-HCV não reagente no momento da exposição e que converteram para anti-HCV reagente na segunda dosagem, realizada com intervalo de 90 dias) e detecção do HCV-RNA por biologia molecular – qualitativo – realizada por volta de 90 dias após o inicio dos sintomas ou da data de exposição. • › HCV-RNA (RNA do HCV) – é utilizado para confirmar a infecção pelo VHC em casos agudos e crônicos, monitorar a resposta ao tratamento e para confirmar resultados sorológicos indeterminados, em especial em pacientes imunossuprimidos. Pode ser detectado entre uma a duas semanas após a infecção.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  41. 41. Marcadores Hep D • são marcadores de triagem para hepatite D: HBsAg, anti-HBc total e anti- • HDV total. • › Anti-HDV total – determina a presença de anticorpos tanto da classe IgM quanto da classe IgG contra o VHD, por isso ao receber como resultado o anti-HDV total reagente é importante definir se o resultado é devido aos altos títulos de IgG (Imunidade por infecção passada ou imunidade por resposta vacinal) ou pelos altos títulos de IgM (fase aguda). • Desse modo, observam-se as seguintes formas de ocorrência: • -Superinfecção: infecção pelo vírus delta em um portador crônico do HBV; • -Coinfecção: infecção simultânea pelo HBV e delta em indivíduo suscetível.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  42. 42. Marcadores Hep E • › Anti-HEV IgM (marcador de infecção aguda) – anticorpo específico para hepatite E encontrado no soro de todos os indivíduos infectados recentemente. Torna-se positivo no início do quadro clínico desaparecendo após três meses. • › Anti-HEV IgG (marcador de infecção passada) – anticorpo indicativo de infecção passada pelo vírus da hepatite E. Está presente na fase de convalescência e persiste indefinidamente. •SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  43. 43. Tratamento • Hepatite aguda- Não existe tratamento específico para as formas agudas. Se necessário, apenas tratamento sintomático para náuseas, vômitos e prurido. Como norma geral, recomenda-se repouso relativo até a normalização das aminotransferases. Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior beneficio é ser mais agradável ao paladar do paciente anorético. • A única restrição está relacionada à ingestão de álcool, que deve ser suspensa por, no mínimo, 6 meses.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  44. 44. Tratamento • Hepatite crônica • Uma parcela dos casos de hepatite crônica necessitará de tratamento, cuja indicação baseia-se no grau de acometimento hepático observado por exame anatomopatológico do tecido hepático obtido por biópsia. Pacientes com aminotransferases normais merecem ser avaliados com exames de biologia molecular, pois pode haver lesão hepática, mesmo sem alteração daquelas enzimas. • As formas crônicas da hepatite B, C e D têm diretrizes clínico-terapêuticas definidas por meio de portarias do Ministério da Saúde. Devido à alta complexidade do tratamento, acompanhamento e manejo dos efeitos colaterais, ele deve ser realizado em serviços especializados (média ou alta complexidade do SUS.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  45. 45. Prognóstico • Hepatite A – geralmente após 3 meses o paciente já está recuperado. A forma fulminante, apesar de rara (menos que 1% dos casos), apresenta prognóstico ruim. O quadro clínico é mais intenso à medida que aumenta a idade do paciente. • Hepatite B – a hepatite aguda B normalmente tem bom prognóstico: o indivíduo resolve a infecção e fica livre dos vírus em cerca de 90% a 95% dos casos. As exceções ocorrem nos casos de hepatite fulminante (<1% dos casos), hepatite B na criança (90% de chance de cronificação em menores de 1 ano e 20% a 50% para aquelas que se infectaram entre 1 e 5 anos de idade) e pacientes com algum tipo de imunodeficiência. • Hepatite C – a cronificação ocorre em 60% a 90% dos casos, dos quais, em média, um quarto a um terço evolui para formas histológicas graves num período de 20 anos. Este quadro crônico pode ter evolução para cirrose e hepatocarcinoma, fazendo com que o HCV seja, hoje em dia, responsável pela maioria dos transplantes hepáticos no ocidente.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  46. 46. Prognóstico • Hepatite D • Na superinfecção, o índice de cronicidade é significativamente maior (80%), se comparado ao que ocorre na coinfecção (3%). Na coinfecção, pode haver uma taxa maior de casos de hepatite fulminante. Já a superinfecção determina, muitas vezes, uma evolução mais rápida para cirrose. • Hepatite E • Não há relato de evolução para a cronicidade ou viremia persistente. Em gestantes, porém, a hepatite é mais grave e pode apresentar formas fulminantes. A taxa de mortalidade em gestantes pode chegar a 25%, especialmente no 3° trimestre, podendo ocorrer, em qualquer período da gestação, abortos e mortes intrauterinas.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  47. 47. Aspectos epidemiológicos • No Brasil, a maioria dos casos de hepatite aguda sintomática se deve aos vírus A e B (na região Norte, a coinfecção HBV/HDV também é importante causa de hepatite aguda sintomática). • O vírus C costuma apresentar uma fase aguda oligo/assintomática, de modo que ele responde por apenas uma pequena parte das hepatites agudas sintomáticas. • A hepatite A apresenta alta prevalência nos países com precárias condições sanitárias e socioeconômicas. • Para o Brasil, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) estima que ocorram 130 casos novos/ano por 100.000 habitantes e que mais de 90% da população maior de 20 anos tenham tido exposição ao vírus.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  48. 48. Aspectos epidemiológicos • Em relação ao HBV, alguns estudos do final da década de 80 e início de 90 sugeriram uma tendência crescente do HBV em direção à região Sul/Norte, descrevendo três padrões de distribuição da hepatite B: alta endemicidade, presente na região Amazônica, alguns locais do Espírito Santo e oeste de Santa Catarina; endemicidade intermediária, nas regiões Nordeste, Centro-oeste e Sudeste; e baixa endemicidade, na região Sul do país. • Tendências- redução da endemicidade na região norte, Na região Sul, a região oeste de Santa Catarina apresenta prevalência moderada e o oeste do Paraná, alta endemicidade. Toda a região Sudeste apresenta baixa endemicidade, com exceção do sul do Espírito Santo e do nordeste de Minas Gerais, onde ainda são encontradas altas prevalências. A região Centro-oeste é de baixa endemicidade, com exceção do norte do Mato Grosso, com prevalência moderada. O Nordeste, como um todo, está em situação de baixa endemicidade.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  49. 49. • Quanto à hepatite C, ainda não existem estudos capazes de estabelecer sua real prevalência no país. • A hepatite delta concentra-se na Amazônica Ocidental, que apresenta uma das maiores incidências desse agente no mundo. No Acre, a prevalência de anti-delta foi de 1,3%. Nas regiões Sudeste, Nordeste e na Amazônia Oriental, a infecção está ausente. • Em relação ao HEV, apesar do país apresentar condições sanitárias deficientes em muitas regiões, ainda não foi descrita nenhuma epidemia. Alguns casos isolados têm sido notificados, demonstrando que há circulação desse vírus no país.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  50. 50. Notificação • É doença incluída na lista de notificação compulsória e, portanto, todos os casos suspeitos de hepatites virais devem ser notificados na ficha do Sinan.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  51. 51. Notificação • Cicatriz sorológica • Indivíduos com marcadores sorológicos de infecção passada, porém curados no momento da investigação, deverão ser notificados e classificados como cicatriz sorológica: • Hepatite A – anti-HAV IgM não reagente e anti-HAV IgG ou total reagente; • Hepatite B – anti-HBc total e anti-HBs reagentes; • Hepatite C – anti-HCV reagente e HCV-RNA não detectável; • Hepatite D – anti-HBc total, anti-HBs e anti-HDV total reagentes.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  52. 52. Medidas de controle • Em relação à fonte de infecção: Água para consumo humano, Alimentos, Profissionais da área da saúde, Manicures/pedicures e podólogos, Portadores, Comunicantes, Usuário de drogas injetáveis e inaláveis, Filhos de mães HBsAg positivas, Aleitamento materno. • IMUNIZAÇÃO: • Hepatite A (CRIE) – Indicado para hepatopatias, ou condições de imunossupressão. • Hepatite B – Vacina do PNI. A revacinação é feita em caso de falha da imunização (títulos protetores < de 10UI/ml), que acontece em 5% a 10% dos casos.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  53. 53. • Imunoglobulina humana anti-hepatite B:• A imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB) é indicada para pessoas não vacinadas após exposição ao vírus da hepatite B.
  54. 54. Conduta de vacinação contra hepatite B para profissionais de saúde. • A transmissão do VHB após exposição a sangue ou líquidos corporais em hospitais representa um risco importante para o profissional de saúde, variando de 6% a 30% na dependência da natureza dessas exposições. • Estes profissionais podem ser vacinados contra a Hepatite B sem fazer teste sorológico prévio. Recomenda-se a sorologia um a dois meses após a última dose do esquema vacinal, para verificar se houve resposta satisfatória à vacina (Anti-HBs > 10UI/mL) para todos esses profissionais.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS 59
  55. 55. By Ismael Costa 60
  56. 56. AIDS • É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 4 fases: • Fase aguda • Infecção assintomática • Fase sintomática inicial • AIDS (Doenças oportunistas)SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  57. 57. Período de latência: 3 a 10 anos (média 6 anos) Período de incubação. 5 a 30 dias Fase FaseInfeccção inicial Fase aguda sintomática Aids assintomática inicial Janela imunológica: 6 a 12 sem (média 2 meses)
  58. 58. Agente etiológico • É um vírus RNA. Retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2. Bastante hábeis no meio externo, estes vírus são inativados por uma variedade de agentes físicos (calor) e químicos (hipoclorito de sódio, glutaraldeído). • Reservatório - O homem.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  59. 59. Modo de transmissão • Sexual, sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou após o parto) e pelo leite materno. • São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos; utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis); gravidez em mulher infectada pelo HIV; e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. • Período de incubação O tempo entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas, na fase aguda, é de 5 a 30 dias. O período de latência clínica, após a infecção aguda, até o desenvolvimento da imunodeficiência é longo, em média de 6 anos.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  60. 60. Suscetibilidade e vulnerabilidade • A suscetibilidade é geral tendo em vista os vários modos de transmissão e transmissibilidade. • Vulnerabilidade para os não infectados significa ter pouco, ou nenhum controle, sobre o risco de adquirir o HIV e, • Vulnerabilidade para os infectados, ter pouco ou nenhum acesso a cuidado e suportes apropriados.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  61. 61. • Período de latência - É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (aids). Sem o uso dos anti-retrovirais, as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos, dependendo da via de infecção. • Período de transmissibilidade - O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infecção, sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia principalmente na infecção aguda e doença. avançada. Além dos estádios clínicos acima mencionados, os processos infecciosos e inflamatórios favorecem a transmissão do HIV. Cite-se, em primeiro lugar, a presença das doenças sexualmente transmissíveis – DST. • As que cursam com úlcera – como a sífilis, o herpes genital e o cancro mole – estão associadas com o aumento no risco de infecção pelo HIV cerca de 8 a 18 vezes mais. Durante a gestação há maior concentração do HIV no fluido cérvico-vaginal, o que potencialmente aumenta o risco de transmissão sexual desse vírus.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  62. 62. • Transmissão ocasionada por acidente com material biológico, sem a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) – durante a manipulação com instrumentos perfurocortantes contaminados com sangue e secreções de pacientes portadores do HIV, por profissionais da área da saúde. • Estima-se que o risco médio de contrair o HIV após uma exposição percutânea ao sangue contaminado seja de aproximadamente 0,3%. Nos casos de exposição de mucosas, de aproximadamente 0,1%.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  63. 63. Diagnóstico pós-exposição • Todas as amostras de soro ou plasma devem ser submetidas inicialmente a um imunoensaio, denominado ELISA (Teste 1), na etapa denominada triagem sorológica (Etapa I). As amostras com resultados reagentes ou inconclusivos, nesse primeiro imunoensaio, deverão ser submetidas a uma etapa de confirmação sorológica, composta de um segundo imunoensaio (diferente do primeiro na sua constituição antigênica ou princípio metodológico) e testes confirmatórios, tais como a imunofluorescência indireta, Imunoblot ou Western blot (Etapa II ou III). • O diagnóstico será confirmado por meio da realização de um teste de triagem para detecção de anti-HIV-1 e anti-HIV-2 e pelo menos um teste confirmatório.Em caso de resultado positivo, uma nova amostra deverá ser coletada para confirmar a positividade da primeira amostra. • Em casos especiais, na impossibilidade de realização de diagnóstico laboratorial convencional, o diagnóstico também pode ser realizado utilizando-se o algoritmo de testes rápidos.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  64. 64. Aspectos epidemiológicos • Na primeira metade da década de 80, a epidemia de HIV/aids manteve-se basicamente restrita às regiões metropolitanas do Sudeste e Sul do país, sendo suas principais vias de transmissão: sexual, entre homens que fazem sexo com homens; sangüínea, por transfusão de sangue e hemoderivados; e pelo uso de drogas injetáveis mediante o compartilhamento de seringas. • Nos últimos anos da década de 80 e início dos anos 90, a epidemia assumiu outro perfil. A transmissão heterossexual passou a ser a principal via de transmissão do HIV, a qual vem apresentando maior tendência de crescimento em anos recentes, acompanhada de uma expressiva participação das mulheres na dinâmica da epidemia. Observa-se ainda, nos últimos anos, um processo de interiorização e pauperização da epidemia, que tendo se iniciado nos estratos sociais de maior escolaridade, atualmente, avança nos de menor escolaridade. •SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  65. 65. Notificação • Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde. • Definição de caso - Entende-se por caso de aids o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário, com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes a doenças oportunísticas (infecções e neoplasias).SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  66. 66. Doenças indicativas de AIDS - definitivo• Candidose de traqueia, • linfoma primário do cérebro (em brônquios ou pulmões; qualquer idade);• câncer cervical invasivo; • linfoma não-Hodgkin de células B (fenótipo imunológico desconhecido)• criptococose extrapulmonar; e outros linfomas dos seguintes tipos• criptosporidiose intestinal histológicos: linfoma maligno de crônica (período superior a 1 células grandes ou pequenas não mês); clivadas (tipo Burkitt ou não-Burkitt) e• histoplasmose disseminada linfoma maligno imunoblásticosem (localizado em quaisquer outra especificação (termos análogos: órgãos e não exclusivamente sarcoma imunoblástico, linfoma nos pulmões ou linfonodos maligno de células grandes ou linfoma cervicais ou hilares; ou em um imunoblástico); desses órgãos associado a • sepse recorrente por Salmonella (não qualquer outra localização); tifóide); reativação de doença de• isosporidiose intestinal crônica Chagas (meningoencefalite e/ou (período superior a 1 mês); miocardite).
  67. 67. Doenças indicativas de AIDS - presuntivo• Candidose do esôfago; • pneumonia por Pneumocystis• citomegalovirose (em carinii; qualquer outro local que • toxoplasmose cerebral; não sejam fígado, baço e • micobacteriose disseminada linfonodos); (exceto tuberculose ou hanseníase• herpes simples - em órgãos outros que não os mucocutâneo (período pulmões, pele ou linfonodos superior a 1 mês); cervicais ou hilares; ou em um• leucoencefalopatia desses órgãos associado a multifocal progressiva; qualquer outra localização).
  68. 68. CRITÉRIO RIO DE JANEIRO CARACASSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  69. 69. Medidas de controle • Prevenção da transmissão sexual ; Prevenção da transmissão sangüínea (transfusão de sangue): Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. • O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia), sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor, mas não inativado por irradiação ou raios gama; • Prevenção da transmissão perinatal - É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas, que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  70. 70. Profilaxia pós exposiçãoSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  71. 71. Observações • * Estudos sobre exposicao sexual e transmissao vertical sugerem que individuos com carga viral < 1.500 copias/mL apresentam um risco muito reduzido de transmissao do HIV. Em exposicoes envolvendo paciente-fonte sabidamente positivo e com baixa carga viral, pode-se optar pelo esquema basico de PEP. • ** Considerar: indica que a PEP e opcional e deve ser baseada na analise individualizada da exposicao, devendo a decisao ser tomada entre o acidentado e o medico assistente.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  72. 72. Observações • *** Sorologias negativas indicam que nao ha risco de transmissao do HIV. A possibilidade de soroconversao recente (“janela imunologica”), diante de sorologia negativa sem a presenca de sintomas de infeccao aguda, e extremamente rara, mas deve ser avaliada no atendimento ao acidentado. • **** Quando indicada, a PEP deve ser iniciada com o esquema basico de dois antirretrovirais, ate que os resultados dos exames laboratoriais sejam conhecidos, acarretando modificacao ou suspensao do esquema, de acordo com o resultado da sorologia do paciente-fonte. • ***** Quando o paciente-fonte e desconhecido, o uso de PEP deve ser decidido individualmente, considerando-se o tipo de exposicao e a probabilidade clinica e epidemiologica de infeccao pelo HIV.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  73. 73. Observações • Quando indicada, a PEP devera ser iniciada o mais rapidamente possivel, de preferencia nas primeiras duas horas após o acidente. • Estudos estabeleceram que a PEP nao e efetiva quando indicada apos decorridas mais de 72 horas da exposicao. A duração da QP é de 28 dias. • O acompanhamento sorologico indicado de rotina deve ser feito independentemente do uso de PEP e inclui a pesquisa de anti-HIV (EIA/ELISA) no momento do acidente, seis semanas, tres e seis meses apos a exposicao. Excepcionalmente, a avaliacao sorologica devera ser repetida apos 12 meses. Nessa situacao incluem-se casos que envolvem pacientes fonte coinfectados pelo HIV/ VHC. • Recomenda-se a utilização de testes imunoenzimáticos convencionais para testagem do profissional acidentado. A utilização de testes rápidos anti-HIV aplica-se ao paciente-fonteSAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  74. 74. Observações • Durante o acompanhamento, o profissional de saude acidentado deve ser orientado a evitar a transmissao secundaria do HIV. • Mulheres que estejam amamentando devem ser esclarecidas sobre os riscos potenciais de transmissao do HIV pelo leite materno e sobre a possibilidade de efeitos adversos para o lactente em decorrencia do uso de antirretrovirais: em tais situacoes, deve-se orienta-las para a interrupcao da amamentacao.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  75. 75. Tratamento Atualmente, são 19 medicamentos divididos em quatro classes: • inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos: atuam na enzima transcriptase reversa, incorporando-se à cadeia de DNA que o vírus cria. Tornam essa cadeia defeituosa, impedindo que o vírus se reproduza; Ex: Abacavir, Didanosina, Estavudina, Lamivudina(3TC), Zidovudina(AZT). • inibidores de transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos: bloqueiam diretamente a ação da enzima, sua multiplicação e o desenvolvimento da infestação no organismo; Ex: Efavirenz , Nevirapina . • inibidores de protease: impedem a produção de novas cópias de células infectadas com HIV; Ex: Amprenavir, Indinavir, Ritonavir, Ritonavir + Lopinavir (Kaletra). • inibidores de fusão: impedem a entrada do vírus na célula. Ex: Enfuvirtida (T-20)SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  76. 76. Síndrome lipodistrófica  Foram observados também alguns eventos indesejáveis associados à utilização de terapia antirretroviral: sintomas gastrointestinais, neurológicos, hematológicos e, mais recentemente, as dislipidemias (elevação de colesterol e triglicerídeos) e a lipodistrofia ou síndrome lipodistrófica.  As alterações corporais observadas na síndrome lipodistrófica estão relacionadas com a redistribuição da gordura corporal, devido à perda da gordura periférica e ao acúmulo de gordura central. Essa síndrome compreende:  Lipoatrofia periférica (membros superiores, inferiores, nádegas e face) e/ou;  Acúmulo de gordura central (abdome, mamas, região dorso- cervical) e/ou;  Alterações do metabolismo lipídico e/ou glicídico. 12/10/2012 By Ismael Costa ismac@globo.com 88SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  77. 77. QUESTÕES
  78. 78. Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes de diversosriscos à saúde, sobretudo os biológicos, expondo trabalhadores dediversas categorias a doenças infectocontagiosas, seja por meio deprocedimentos invasivos ou não, julgue os itens seguintes, relativosà exposição a riscos biológicos.1 Recomenda-se que os antirretrovirais sejam ingeridos até cincodias após a exposição ocupacional.2 Ainda não existe nenhuma medida específica para redução dorisco de transmissão pós-exposição ao vírus HCV.3 Na profilaxia para exposição ocupacional ao vírus HIV, estáindicado o uso de nevirapina.
  79. 79. Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes de diversosriscos à saúde, sobretudo os biológicos, expondo trabalhadores dediversas categorias a doenças infectocontagiosas, seja por meio deprocedimentos invasivos ou não, julgue os itens seguintes, relativosà exposição a riscos biológicos.1 Recomenda-se que os antirretrovirais sejam ingeridos até cincodias após a exposição ocupacional.2 Ainda não existe nenhuma medida específica para redução dorisco de transmissão pós-exposição ao vírus HCV.3 Na profilaxia para exposição ocupacional ao vírus HIV, estáindicado o uso de nevirapina.
  80. 80. Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes de diversosriscos à saúde, sobretudo os biológicos, expondo trabalhadores dediversas categorias a doenças infectocontagiosas, seja por meio deprocedimentos invasivos ou não, julgue os itens seguintes, relativosà exposição a riscos biológicos.1 Recomenda-se que os antirretrovirais sejam ingeridos até cincodias após a exposição ocupacional.2 Ainda não existe nenhuma medida específica para redução dorisco de transmissão pós-exposição ao vírus HCV.3 Na profilaxia para exposição ocupacional ao vírus HIV, estáindicado o uso de nevirapina.
  81. 81. Correios 2011Tendo em vista que, devido à natureza das atividades nelesdesenvolvidas, os hospitais são considerados fontes de diversosriscos à saúde, sobretudo os biológicos, expondo trabalhadores dediversas categorias a doenças infectocontagiosas, seja por meio deprocedimentos invasivos ou não, julgue os itens seguintes, relativosà exposição a riscos biológicos.1 Recomenda-se que os antirretrovirais sejam ingeridos até cincodias após a exposição ocupacional.2 Ainda não existe nenhuma medida específica para redução dorisco de transmissão pós-exposição ao vírus HCV.3 Na profilaxia para exposição ocupacional ao vírus HIV, estáindicado o uso de nevirapina.
  82. 82. Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espectro de doenças associadas à infecçãopelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), julgue os próximos itens.4 O indivíduo pode contrair o HIV-1 ou linfócitos T CD4+ por meio delíquidos corporais de relações sexuais desprotegidas, mediante aexposição sanguínea, durante o parto ou pela amamentação.5 Na profilaxia recomendada para a postexposure prophylaxis (PEP), inclui-se o tratamento com inibidores da transcriptase reserva, estavudina edidanosina, devendo ser iniciado após12 horas de ocorrência da exposição humana ao agente infeccioso.6 Entre as manifestações respiratórias na infecção por HIV e na AIDS,destacam-se falta de ar, dispneia, tosse, dor no tórax e febre, associadas adiversas infecções oportunistas.
  83. 83. Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espectro de doenças associadas à infecçãopelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), julgue os próximos itens.4 O indivíduo pode contrair o HIV-1 ou linfócitos T CD4+ por meio delíquidos corporais de relações sexuais desprotegidas, mediante aexposição sanguínea, durante o parto ou pela amamentação.5 Na profilaxia recomendada para a postexposure prophylaxis (PEP), inclui-se o tratamento com inibidores da transcriptase reserva, estavudina edidanosina, devendo ser iniciado após12 horas de ocorrência da exposição humana ao agente infeccioso.6 Entre as manifestações respiratórias na infecção por HIV e na AIDS,destacam-se falta de ar, dispneia, tosse, dor no tórax e febre, associadas adiversas infecções oportunistas.
  84. 84. Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espectro de doenças associadas à infecçãopelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), julgue os próximos itens.4 O indivíduo pode contrair o HIV-1 ou linfócitos T CD4+ por meio delíquidos corporais de relações sexuais desprotegidas, mediante aexposição sanguínea, durante o parto ou pela amamentação.5 Na profilaxia recomendada para a postexposure prophylaxis (PEP),inclui-se o tratamento com inibidores da transcriptase reserva,estavudina e didanosina, devendo ser iniciado após 12 horas deocorrência da exposição humana ao agente infeccioso.6 Entre as manifestações respiratórias na infecção por HIV e na AIDS,destacam-se falta de ar, dispneia, tosse, dor no tórax e febre, associadas adiversas infecções oportunistas.
  85. 85. Governo Sergipe 2008Com relação à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), definidacomo forma mais grave de um espectro de doenças associadas à infecçãopelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), julgue os próximos itens.4 O indivíduo pode contrair o HIV-1 ou linfócitos T CD4+ por meio delíquidos corporais de relações sexuais desprotegidas, mediante aexposição sanguínea, durante o parto ou pela amamentação.5 Na profilaxia recomendada para a postexposure prophylaxis (PEP),inclui-se o tratamento com inibidores da transcriptase reserva,estavudina e didanosina, devendo ser iniciado após 12 horas deocorrência da exposição humana ao agente infeccioso.6 Entre as manifestações respiratórias na infecção por HIV e na AIDS,destacam-se falta de ar, dispneia, tosse, dor no tórax e febre, associadasa diversas infecções oportunistas.
  86. 86. A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição significativade doenças que até pouco tempo causavam a morte de muitaspessoas. Acerca desse assunto, julgue os itens de 7 e 8.7 Profissionais de saúde expostos ao vírus da hepatite B devemtomar precauções especiais para evitar a transmissão secundária dovírus. Durante o período que segue a exposição, estão impedidos dedoar sangue, assim como devem adotar práticas sexuais seguras einterromper o aleitamento materno.8 Considerando-se que o modo de transmissão de uma doençainfluencia as expectativas de sua erradicação, qualquer moléstiatransmitida pelo ciclo fecal-oral pode ser evitada com aimplementação e o gerenciamento de medidas de saneamentobásico e de higiene.
  87. 87. A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição significativade doenças que até pouco tempo causavam a morte de muitaspessoas. Acerca desse assunto, julgue os itens de 7 e 8.7 Profissionais de saúde expostos ao vírus da hepatite B devemtomar precauções especiais para evitar a transmissão secundária dovírus. Durante o período que segue a exposição, estão impedidos dedoar sangue, assim como devem adotar práticas sexuais seguras einterromper o aleitamento materno.8 Considerando-se que o modo de transmissão de uma doençainfluencia as expectativas de sua erradicação, qualquer moléstiatransmitida pelo ciclo fecal-oral pode ser evitada com aimplementação e o gerenciamento de medidas de saneamentobásico e de higiene.
  88. 88. A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição significativade doenças que até pouco tempo causavam a morte de muitaspessoas. Acerca desse assunto, julgue os itens de 7 e 8.7 Profissionais de saúde expostos ao vírus da hepatite B devemtomar precauções especiais para evitar a transmissão secundáriado vírus. Durante o período que segue a exposição, estãoimpedidos de doar sangue, assim como devem adotar práticassexuais seguras e interromper o aleitamento materno.8 Considerando-se que o modo de transmissão de uma doençainfluencia as expectativas de sua erradicação, qualquer moléstiatransmitida pelo ciclo fecal-oral pode ser evitada com aimplementação e o gerenciamento de medidas de saneamentobásico e de higiene.
  89. 89. A cobertura vacinal, associada ao avanço científico e tecnológico,contribui efetivamente para a prevenção e a diminuição significativade doenças que até pouco tempo causavam a morte de muitaspessoas. Acerca desse assunto, julgue os itens de 7 e 8.7 Profissionais de saúde expostos ao vírus da hepatite B devemtomar precauções especiais para evitar a transmissão secundáriado vírus. Durante o período que segue a exposição, estãoimpedidos de doar sangue, assim como devem adotar práticassexuais seguras e interromper o aleitamento materno.8 Considerando-se que o modo de transmissão de uma doençainfluencia as expectativas de sua erradicação, qualquer moléstiatransmitida pelo ciclo fecal-oral pode ser evitada com aimplementação e o gerenciamento de medidas de saneamentobásico e de higiene.
  90. 90. Ministério da saúde 2008O MS vem empenhando esforços no sentido de implantar a PolíticaNacional para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento de DST, HIV e AIDS ede incentivar ações sustentáveis nessa área. A respeito de tal política,julgue os itens seguintes.9__ O objetivo dessa política é reduzir a incidência de HIV e melhorar aqualidade de vida dos portadores do vírus HIV e dos que contraíram AIDS.10__ No que se refere ao tratamento de DST/AIDS, constitui meta para ospróximos cinco anos a instituição de obrigatoriedade de acesso universal egratuito aos medicamentos antiretrovirais no sistema público de saúde doBrasil.11__ Inclui-se, entre as estratégias do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, no que concerne à política de diagnóstico, a promoção, noscentros de testagem e aconselhamento, do aconselhamento, pré e pós-teste, a pessoas que desejem fazer a testagem anti-HIV.
  91. 91. Ministério da saúde 2008O MS vem empenhando esforços no sentido de implantar a PolíticaNacional para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento de DST, HIV e AIDS ede incentivar ações sustentáveis nessa área. A respeito de tal política,julgue os itens seguintes.9__ O objetivo dessa política é reduzir a incidência de HIV e melhorar aqualidade de vida dos portadores do vírus HIV e dos que contraíramAIDS.10__ No que se refere ao tratamento de DST/AIDS, constitui meta para ospróximos cinco anos a instituição de obrigatoriedade de acesso universal egratuito aos medicamentos antiretrovirais no sistema público de saúde doBrasil.11__ Inclui-se, entre as estratégias do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, no que concerne à política de diagnóstico, a promoção, noscentros de testagem e aconselhamento, do aconselhamento, pré e pós-teste, a pessoas que desejem fazer a testagem anti-HIV.
  92. 92. Ministério da saúde 2008O MS vem empenhando esforços no sentido de implantar a PolíticaNacional para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento de DST, HIV e AIDS ede incentivar ações sustentáveis nessa área. A respeito de tal política,julgue os itens seguintes.9__ O objetivo dessa política é reduzir a incidência de HIV e melhorar aqualidade de vida dos portadores do vírus HIV e dos que contraíramAIDS.10__ No que se refere ao tratamento de DST/AIDS, constitui meta paraos próximos cinco anos a instituição de obrigatoriedade de acessouniversal e gratuito aos medicamentos antiretrovirais no sistema públicode saúde do Brasil.11__ Inclui-se, entre as estratégias do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, no que concerne à política de diagnóstico, a promoção, noscentros de testagem e aconselhamento, do aconselhamento, pré e pós-teste, a pessoas que desejem fazer a testagem anti-HIV.
  93. 93. Ministério da saúde 2008O MS vem empenhando esforços no sentido de implantar a PolíticaNacional para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento de DST, HIV e AIDS ede incentivar ações sustentáveis nessa área. A respeito de tal política,julgue os itens seguintes.9__ O objetivo dessa política é reduzir a incidência de HIV e melhorar aqualidade de vida dos portadores do vírus HIV e dos que contraíramAIDS.10__ No que se refere ao tratamento de DST/AIDS, constitui meta paraos próximos cinco anos a instituição de obrigatoriedade de acessouniversal e gratuito aos medicamentos antiretrovirais no sistema públicode saúde do Brasil.11__ Inclui-se, entre as estratégias do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, no que concerne à política de diagnóstico, a promoção, noscentros de testagem e aconselhamento, do aconselhamento, pré e pós-teste, a pessoas que desejem fazer a testagem anti-HIV.
  94. 94. 12_ De acordo com dados do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, até 1995, as taxas de incidência de AIDS no Brasil —número de casos novos da doença dividido pelo número dehabitantes — foram crescentes, mas, em anos recentes, vem-seregistrando, em todas as regiões do país, tendência à estabilizaçãodas taxas de incidência dessa síndrome.13_ Entre as estratégias dessa política, destaca-se a criação deincentivos financeiros no âmbito do programa nacional de combateao HIV, à AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis, umamodalidade de financiamento pelos mecanismos regulares do SUS,com repasse automático do FNS aos fundos estaduais e municipaisde saúde.
  95. 95. 12_ De acordo com dados do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, até 1995, as taxas de incidência de AIDS no Brasil —número de casos novos da doença dividido pelo número dehabitantes — foram crescentes, mas, em anos recentes, vem-seregistrando, em todas as regiões do país, tendência à estabilizaçãodas taxas de incidência dessa síndrome.13_ Entre as estratégias dessa política, destaca-se a criação deincentivos financeiros no âmbito do programa nacional de combateao HIV, à AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis, umamodalidade de financiamento pelos mecanismos regulares do SUS,com repasse automático do FNS aos fundos estaduais e municipaisde saúde.
  96. 96. 12_ De acordo com dados do Programa Nacional de Combate aDST/AIDS, até 1995, as taxas de incidência de AIDS no Brasil —número de casos novos da doença dividido pelo número dehabitantes — foram crescentes, mas, em anos recentes, vem-seregistrando, em todas as regiões do país, tendência à estabilizaçãodas taxas de incidência dessa síndrome.13_ Entre as estratégias dessa política, destaca-se a criação deincentivos financeiros no âmbito do programa nacional decombate ao HIV, à AIDS e a outras doenças sexualmentetransmissíveis, uma modalidade de financiamento pelosmecanismos regulares do SUS, com repasse automático do FNS aosfundos estaduais e municipais de saúde.
  97. 97. Polícia civil PA 200714-Um homem de 27 anos de idade iniciou quadro de infecçãorespiratória alta, branda, com febre baixa e anorexia. Na evolução doquadro, observou-se a existência de fadiga, náuseas e pirose, associadas aicterícia e urina de cor escura. Foi diagnosticada hepatite infecciosa agudapor vírus A. Nessa situação, os cuidados de enfermagem incluema) orientar o paciente a iniciar atividade física moderada e oferecer-lhe uma dieta nutritiva.b) administrar medicamentos que melhorem a função hepática do paciente e avaliar rigorosamente a sua freqüência cardíaca.c) recomendar ao paciente a abstinência sexual ou o uso de preservativos e o não compartilhamento ou reutilização de seringas ou agulhas.d) recomendar ao paciente refeições freqüentes e pequenas e monitorar-lhe cuidadosamente o balanço hídrico.
  98. 98. Polícia civil PA 200714-Um homem de 27 anos de idade iniciou quadro de infecçãorespiratória alta, branda, com febre baixa e anorexia. Na evolução doquadro, observou-se a existência de fadiga, náuseas e pirose, associadas aicterícia e urina de cor escura. Foi diagnosticada hepatite infecciosa agudapor vírus A. Nessa situação, os cuidados de enfermagem incluema) orientar o paciente a iniciar atividade física moderada e oferecer-lhe uma dieta nutritiva.b) administrar medicamentos que melhorem a função hepática do paciente e avaliar rigorosamente a sua freqüência cardíaca.c) recomendar ao paciente a abstinência sexual ou o uso de preservativos e o não compartilhamento ou reutilização de seringas ou agulhas.d) recomendar ao paciente refeições freqüentes e pequenas e monitorar-lhe cuidadosamente o balanço hídrico.
  99. 99. Vitória 200715- Em consulta ginecológica, uma mulher de 26 anos de idadeapresentou queixas de dor e prurido genital. Ao exame, foramobservadas lesões exofíticas verrucosas de tamanho variável nasregiões da vulva e períneo. O quadro clínico descrito nesse casohipotético sugere uma doença infecciosa conhecida pora) cervicite mucopurulenta.b) pediculose pubiana.c) uretrite gonocócica.d) linfogranuloma venéreo.e) condiloma acuminado.
  100. 100. Vitória 200715- Em consulta ginecológica, uma mulher de 26 anos de idadeapresentou queixas de dor e prurido genital. Ao exame, foramobservadas lesões exofíticas verrucosas de tamanho variável nasregiões da vulva e períneo. O quadro clínico descrito nesse casohipotético sugere uma doença infecciosa conhecida pora) cervicite mucopurulenta.b) pediculose pubiana.c) uretrite gonocócica.d) linfogranuloma venéreo.e) condiloma acuminado.
  101. 101. CIMESPAR/PR –Enferneiro-201116-São fatores correlacionados à Doença Inflamatória Pélvica (DIP),EXCETO(A) DST prévias ou atuais, pacientes portadoras de infecção por clamídia,micoplasmas e/ou gonococos na cérvice uterina apresentam um riscoaumentado de DIP.(B) ter múltiplos parceiros sexuais ou parceiro recente, em mulheres commais de um parceiro ou cujo parceiro tenha mais de uma parceira(C) climatério e idade maior que 50 anos, a diminuição da taxa dehormônios causa alterações no endométrio que predispõem a DIP.(D) usar método anticoncepcional, o dispositivo intrauterino (DIU) poderepresentar um risco três a cinco vezes maior para o desenvolvimento deuma DIP se a paciente for portadora de cervicite.(E) já ter tido DIP, pacientes com salpingite prévia têm uma chanceaumentada em 23% de desenvolver um novo episódio infeccioso.
  102. 102. CIMESPAR/PR –Enferneiro-201116-São fatores correlacionados à Doença Inflamatória Pélvica (DIP),EXCETO(A) DST prévias ou atuais, pacientes portadoras de infecção por clamídia,micoplasmas e/ou gonococos na cérvice uterina apresentam um riscoaumentado de DIP.(B) ter múltiplos parceiros sexuais ou parceiro recente, em mulheres commais de um parceiro ou cujo parceiro tenha mais de uma parceira(C) climatério e idade maior que 50 anos, a diminuição da taxa dehormônios causa alterações no endométrio que predispõem a DIP.(D) usar método anticoncepcional, o dispositivo intrauterino (DIU) poderepresentar um risco três a cinco vezes maior para o desenvolvimento deuma DIP se a paciente for portadora de cervicite.(E) já ter tido DIP, pacientes com salpingite prévia têm uma chanceaumentada em 23% de desenvolver um novo episódio infeccioso.
  103. 103. 17-Considerando o Manual de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST/MS analise as afirmativas eresponda (V) verdadeiro e (F) falso. (Capela – 2010)( ) A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal, não se trata deinfecção de transmissão sexual, apenas pode ser desencadeada pela relação sexual em mulherespredispostas, ao terem contato com sêmen de pH elevado.( ) A Candidíase vulvovaginal, é uma infecção da vulva e vagina, causada por um fungo comensal quehabita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva. Cerca de 80 a 90% dos casos são devidos à Cândidaalbicans ede 10 a 20% a outras espécies chamadas não- albicans (C. tropicalis, C.glabrata, C. krusei, C.parapsilosis);( ) Tricomoníase é uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado) tendocomo reservatório a cérvice uterina, a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual.Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.( ) Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismosdo trato genital inferior. É um processo agudo, salvo nos casos em que é provocada pormicroorganismos, como os causadores da tuberculose, actinomicose e outros. Os agentes maiscomuns são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis.( ) Linfogranuloma venéreo é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual,caracterizada pela presença de bubão oral, com período de incubação entre 8 e 20 dias.A sequência correta é:(A) F, F, V, V, F;(B) V, V, V, V, F;(C) V, F, F, F, V;(D) F, V, F, F, V.
  104. 104. 17-Considerando o Manual de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST/MS analise as afirmativas eresponda (V) verdadeiro e (F) falso. (Capela – 2010)( ) A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal, não se trata deinfecção de transmissão sexual, apenas pode ser desencadeada pela relação sexual em mulherespredispostas, ao terem contato com sêmen de pH elevado.( ) A Candidíase vulvovaginal, é uma infecção da vulva e vagina, causada por um fungo comensal quehabita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva. Cerca de 80 a 90% dos casos são devidos à Cândidaalbicans ede 10 a 20% a outras espécies chamadas não- albicans (C. tropicalis, C.glabrata, C. krusei, C.parapsilosis);( ) Tricomoníase é uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado) tendocomo reservatório a cérvice uterina, a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual.Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.( ) Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismosdo trato genital inferior. É um processo agudo, salvo nos casos em que é provocada pormicroorganismos, como os causadores da tuberculose, actinomicose e outros. Os agentes maiscomuns são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis.( ) Linfogranuloma venéreo é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual,caracterizada pela presença de bubão oral, com período de incubação entre 8 e 20 dias.A sequência correta é:(A) F, F, V, V, F;(B) V, V, V, V, F;(C) V, F, F, F, V;(D) F, V, F, F, V.
  105. 105. 18-Um usuário com queixas de úlcera genital, adenopatia regional nãosupurativa, indolor e múltipla foi atendido no Programa de DoençasSexualmente Transmissíveis (DST) de uma unidade básica de saúde. Oprofissional de saúde que o atendeu realizou a anamnese e o exame físico,no qual se evidenciaram lesões vesiculosas no sulco bálano-prepucial,presentes há mais de 04 semanas. Nesse caso, e seguindo asrecomendações do Programa Nacional de DST/Aids, a conduta doprofissional seria tratar: (PM-Pará-2010)(A) Sífilis e Cancro Mole, fazer biópsia mais tratamento para Donovanose.(B) Herpes Genital e Linfogranuloma Venéreo, além de indicar tratamentopara Cancro Mole.(C) Donovanose e Linfogranuloma Venéreo, além de solicitar sorologiapara Sífilis.(D) Herpes Genital e Cancro Mole, além de fazer biópsia e indicartratamento para Sífilis.
  106. 106. 18-Um usuário com queixas de úlcera genital, adenopatia regional nãosupurativa, indolor e múltipla foi atendido no Programa de DoençasSexualmente Transmissíveis (DST) de uma unidade básica de saúde. Oprofissional de saúde que o atendeu realizou a anamnese e o exame físico,no qual se evidenciaram lesões vesiculosas no sulco bálano-prepucial,presentes há mais de 04 semanas. Nesse caso, e seguindo asrecomendações do Programa Nacional de DST/Aids, a conduta doprofissional seria tratar: (PM-Pará-2010)(A) Sífilis e Cancro Mole, fazer biópsia mais tratamento paraDonovanose.(B) Herpes Genital e Linfogranuloma Venéreo, além de indicar tratamentopara Cancro Mole.(C) Donovanose e Linfogranuloma Venéreo, além de solicitar sorologiapara Sífilis.(D) Herpes Genital e Cancro Mole, além de fazer biópsia e indicartratamento para Sífilis.
  107. 107. 19-As hepatites virais têm grande importância para a saúde públicaem virtude do número de indivíduos acometidos e das complicaçõesresultantes das formas aguda e crônica da infecção. Sãoconsiderados marcadores de triagem para Hepatite B: (Espec. saúdePública – 2010)(A) HBeAg e Anti-HBe(B) HBeAg e Anti-HBc(C) HBsAg e Anti-HBe(D) HBsAg e Anti-HBc
  108. 108. 19-As hepatites virais têm grande importância para a saúde públicaem virtude do número de indivíduos acometidos e das complicaçõesresultantes das formas aguda e crônica da infecção. Sãoconsiderados marcadores de triagem para Hepatite B: (Espec. saúdePública – 2010)(A) HBeAg e Anti-HBe(B) HBeAg e Anti-HBc(C) HBsAg e Anti-HBe(D) HBsAg e Anti-HBc
  109. 109. 20-Itá/SC-2011A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas: infecção aguda, faseassintomática, fase sintomática inicial e AIDS. Sendo assim , analise os itens abaixo:I-A infecção aguda ocorre em cerca de 50 a 90% dos pacientes. O tempo de exposição e ossintomas são de 5 a 30 dias. As manifestações podem variar desde um quadro gripal atéuma síndrome , que se assemelha a uma mononucleose.II-Na fase assintomática o estado clínico básico é mínimo ou inexistente, a avaliação dacarga viral e TCD4+ devem ser realizadas,idealmente, a cada seis meses, pelo serviçoespecializado.III-Na fase sintomática inicial, o portador do HIV pode apresentar sinais e sintomasinespecíficos como: sudorese noturna, fadiga , emagrecimento, cefaléia e astenia.IV-Uma vez instalada a AIDS, as pessoas portadoras do HIV, apresentam sinais e sintomasde processos oportunistas, representados principalmente por doenças como pneumoniase meningites, tumores e linfomas e alterações neurológicas induzidas pelo HIV.Podemos afirmar que estão corrtetos os itens:a) I, III e IV.b) II e III.c) II, III e IV.d) I, II, III e IVe) I e IV
  110. 110. 20-Itá/SC-2011A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas: infecção aguda, faseassintomática, fase sintomática inicial e AIDS. Sendo assim , analise os itens abaixo:I-A infecção aguda ocorre em cerca de 50 a 90% dos pacientes. O tempo de exposição e ossintomas são de 5 a 30 dias. As manifestações podem variar desde um quadro gripal atéuma síndrome , que se assemelha a uma mononucleose.II-Na fase assintomática o estado clínico básico é mínimo ou inexistente, a avaliação dacarga viral e TCD4+ devem ser realizadas,idealmente, a cada seis meses, pelo serviçoespecializado.III-Na fase sintomática inicial, o portador do HIV pode apresentar sinais e sintomasinespecíficos como: sudorese noturna, fadiga , emagrecimento, cefaléia e astenia.IV-Uma vez instalada a AIDS, as pessoas portadoras do HIV, apresentam sinais e sintomasde processos oportunistas, representados principalmente por doenças como pneumoniase meningites, tumores e linfomas e alterações neurológicas induzidas pelo HIV.Podemos afirmar que estão corrtetos os itens:a) I, III e IV.b) II e III.c) II, III e IV.d) I, II, III e IVe) I e IV
  111. 111. Sintomas Mononucleose - febre (no início), entre 38 e 39°C. - inflamação na garganta (dor de garganta) - dores de cabeça - uma fadiga intensa (astenia) - inflamação das amídalas, frequentemente cobertas de uma camada acinzentada. - gânglios no pescoço, inchaço nas axilas, virilha e baço. Isso pode levar a uma dificuldade da deglutição e até da respiração. Além disso, o inchaço dos gânglios do baço pode provocar uma sensibilidade do abdômen.SAÚDE PÚBLICA, ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM, SUS
  112. 112. Prof. Ismael CostaISMAC@GLOBO.COMWWW.BLOGPROFISMAEL.BLOGSPOT.COM
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