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A escola grícola da bahia
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  • 1. A ESCOLA AGRÍCOLA DA BAHIA E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AGRONOMIA NO BRASIL (1877-1930) AUTOR: NILTON DE ALMEIDA ARAÚJO – BOLSISTA DA CAPES ORIENTADOR : JOSÉ CARLOS BARRETO DE SANTANA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA/UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA Esta pesquisa visa contribuir para a investigação da história das ciências em nosso estado,analisando os profissionais envolvidos com a prática científica na Escola Agrícola da Bahia,especialmente estudantes e professores, sua atuação e formas de organização, produção edivulgação de seus trabalhos durante o período em que se localizou em São Bento das Lages, de1877 a 1930. Analisaremos as mudanças e permanências nas práticas, valores e métodos compartilhados esocialmente reconhecidos pelos praticantes deste novo campo científico-profissional que é aAgronomia, especialmente através da produção escrita de discentes e docentes da EAB a fim deidentificar as concepções teóricas e propostas pensadas e postuladas pelos mesmos, ou seja, atravésdesta crítica documental estabelecer quais as principais preocupações e propostas por eleselaboradas, constituindo um retrato mais minucioso possível do funcionamento das práticascientíficas e da própria agronomia e sua relação com as macrodimensões da vida social. Estudandoa trajetória dos egressos e professores da EAB contextualizando os modelos e conceitos por eleselaborados considerando os aspectos sociais, políticos, ideológicos, econômicos e epistemológicos,consideramos que sua criação se inscreve no processo de institucionalização das ciências no Brasil,transcorrido no século XIX. Ao mesmo tempo, a criação da EAB está também umbilicalmenteligada ao engendramento da hegemonia (cf. Gramsci, 1984) de uma fração de classe dominantebaiana com base no Recôncavo Baiano. A articulação entre os governos provincial, central e as elites açucareiras para superar aestagnação da lavoura do Recôncavo, na segunda metade do século XIX, fundamentou-se tambémnum discurso que tinha seu leitmotiv na ciência1 como ordenadora da realidade e viabilizadora daagricultura. É neste contexto histórico em que se constitui um novo sujeito no cenário científiconacional. São formados no Recôncavo baiano, entre Santo Amaro e São Francisco do Conde, osprimeiros profissionais de nível superior voltados especialmente para a agricultura no Brasil: osengenheiros agrônomos.1 O consórcio entre ciência e agricultura não é novidade na província como sinalizam outras iniciativas institucionais como o JardimBotânico da Bahia e a proposta de criação de uma Escola de Agricultura em 1812. Documento manuscrito a respeito da criação daDiretoria de Agricultura e Jardim Botânico da Cidade da Bahia, 1812, está no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, cx.764/pac.4/n.°168, segundo DENIS, Gilles. A Agronomia e a Naturalização de Vegetais Estrangeiros (Exóticos) na França do Fim doSéculo XVIII. in: ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria, MAIA, Carlos A. História da Ciência: o mapa do conhecimento – Rio deJaneiro/São Paulo: Expressão e Cultura/EDUSP, 1995, p.653-692
  • 2. Baiardi (2001) postula que o Imperial Instituto Bahiano de Agricultura (IIBA) teriacontribuído para o aumento das exportações de produtos agropecuários da Bahia, tanto quanto paraa diversificação e dinamização da agricultura de gêneros alimentícios para o mercado influindo, porconseguinte, na reversão da crise da economia agrário-exportadora e da crise do abastecimento,especialmente no período que tange à segunda metade do século XIX. O autor aborda as primeirasatividades do IIBA, em especial dos profissionais estrangeiros envolvidos com a consolidação dainstituição e a articulação entre governo imperial, provincial e elite local na promoção da atividadecientífica voltada para a agricultura. Considera a relevância da instituição não só no planoeconômico, mas também científico ao se constituir, neste lócus institucional, a gestação dacomunidade de ciências agrárias na Bahia. Destarte, sua análise busca rever o papel do IIBA nahistória das ciências como fundamental para o início da pesquisa agropecuária na Bahia. Diferentemente de Tourinho (1982), que afirma ter sido pouca a contribuição dos formadospela EAB para a agricultura da província, para Baiardi “um balanço cobrindo o período que vai de1875 a 1911, os 36 anos de maior atividade institucional, sugere que o IIBA produziu um acervo deconhecimentos técnico-científicos, o qual contribuiu para a expansão e consolidação no RecôncavoBaiano e adjacências das lavouras da cana-de-açúcar, fumo, café e algodão, tipicamente geradorasde commodities, e de mandioca, outros tubérculos e raízes, fruteiras, legumes diversos, bem comode atividades de produção animal, voltadas, majoritariamente, para o mercado interno” (p.82). Entretanto, além do IIBA, são criados Imperiais Institutos em Pernambuco (dezembro de1859), Sergipe (janeiro de 1860), Rio de Janeiro (junho de 1860) e Rio Grande do Sul (agosto de1861) (Capdeville, 1991, p. 42). Esta e outras referências documentais nos fizeram considerar que acriação dos Imperiais Institutos de Agricultura, e especialmente o IIBA se constituiu na basepolítica antecedente da elaboração de num movimento histórico particular da República, oruralismo brasileiro. O ruralismo foi, como o define Sônia Mendonça (1998), um movimentoocorrido entre 1880 e 1930, reunindo oligarquias agrárias organizadas na Sociedade Nacional deAgricultura (1901), e do MAIC - Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (1909), buscandose contrapor à hegemonia que São Paulo galvanizara após a queda do Império. Ora, já em meadosdo século XIX os mesmos estados que recriaram o MAIC - Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande doSul (a exceção seria Minas Gerais) - no princípio do século XX, inserem-se no movimento decriação dos Imperiais Institutos de Agricultura e a criação de um Ministério próprio para aagricultura, o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (MACOP), em 1860.Propomos, destarte, que a criação do MAIC tem suas raízes no mesmo movimento de criação doMACOP e dos Imperiais Institutos de Agricultura. Esta inter-relação não foi levantada por nenhumautor até nossa investigação.
  • 3. Nestas associações se faziam representar os grandes proprietários de terra, os comerciantes, acúpula do clero, a oficialidade das Forças Armadas e da Guarda Nacional e os políticos, e uma desuas principais metas é a criação de escolas de agricultura (TOURINHO, 1982; CAPDEVILLE,1991). A partir da listagem dos seus fundadores, e principalmente dos diplomados pela escolabaiana, é possível vislumbrar o IIBA e a EAB enquanto aparelhos privados de hegemonia de umafração da classe dominante baiana, as oligarquias do recôncavo2. Além de um perfil social comum,e terem sido criados sucessivamente, os laços entre os Imperiais Institutos carioca e baianochegam, dentre vários exemplos, ao ponto de o primeiro presidente efetivo do IIBA, AntonioCalmon du Pin e Almeida, ser irmão do primeiro presidente do Imperial Instituto Fluminense deAgricultura, Miguel Calmon du Pin e Almeida, o Marquês de Abrantes (cf. Domingues, p.209-213). Destarte, quando D. Pedro “fomentou, então, a instituição de associações de classe,convocando os elementos mais representativos da lavoura, comércio, indústria e capitalismo, para,entre outros assuntos, cuidarem da difusão do ensino agronômico” (BAHIA, 1934, p.9. Grifei), aação do monarca no que diz respeito à Bahia se direcionou a uma região com peculiaridadeshistóricas e econômicas: o recôncavo baiano3. Assim, acreditamos que a construção destahegemonia pelas elites do recôncavo também passou pela sua atenção à ciência, especialmente aagronomia. A EAB, como instituição pioneira na formação dos primeiros profissionais capacitados paraatuar especialmente na agricultura, se inscreve na busca de atualizar o Brasil ante os triunfos daCiência, que cada vez mais se especializava e inter-relacionava com a atividade econômica, numprocesso, acreditamos, semelhante ao que Figueirôa aponta na institucionalização da geologia nopaís (Figueirôa,1997). Temos, portanto, a confluência de demandas sociais, econômicas e políticasde uma fração de classe dominante na Bahia, junto a um novo perfil para a prática científica no país,marcada pela profissionalização. Entretanto, apesar das inovações teóricas e metodológicas pelasquais a historiografia das ciências recentemente vem passando no Brasil, especialmente a partir dadécada de 19804, registra-se o Instituto Agronômico de Campinas em 1887 (como em2 O predomínio de Salvador e do recôncavo na vida política baiana pode ser detectada na composição da Assembléia Provincial daBahia. Entre 1835 e 1889, de 780 deputados estudados por Katia Mattoso, “550 eram de Salvador, 116 do Recôncavo e 114 dointerior” – MATTOSO, K. p.276. Acerca das demais regiões como o Sul da Bahia, e a zona do Alto e Médio São Francisco, afirmaque “só se integraram tardiamente à economia baiana, libertando-se do domínio de Salvador, intensificando o intercâmbio com outrasprovíncias”3 Um outro exemplo da prevalência do recôncavo baiano no Império pode ser detectada através do roteiro das cidades visitadas porD. Pedro II em sua visita à província em 1859: Cachoeira, Itaparica, Nazaré, Jaguaripe, Santo Amaro, Vila de S. Francisco, S.Gonçalo dos Campos, S. Félix. Entrementes Najé, Coqueiro, Maragojipe, Muritiba e Ilha de Madre de Deus, e Feira de Santana. Aúltima se constituindo na exceção. (Bahia, Anais do APEB, vol.3 – 1918 & Tavares, Luís Henrique Dias, 1983).4 A partir desta revisão teórico-metodológica é que foi possível superar uma visão há muito cristalizada em obras clássicas como a deFernando de Azevedo, As ciências no Brasil, segundo o qual Brasil o mundo intelectual se restringia às letras, sem o complemento eo contrapeso das ciências (Azevedo, 1955). Em contraposição à visão de que a ciência brasileira começa apenas com asuniversidades, na década de 1930, podemos contrapor, no século XIX, “a criação, durante a permanência da Corte portuguesa no Riode Janeiro, de diversas instituições, muitas das quais atuantes ainda hoje, tais como as escolas médico-cirúrgicas da Bahia e do Rio deJaneiro, de 1808, que em 1832 se transformaram em faculdades de medicina; a Academia Real Militar, de 1810, que deu origem àEscola Central de 1858 e à Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1874; um horto, em 1808, depois Jardim Botânico do Rio de
  • 4. Schwartzmann, 2001) e ignora-se a Escola da Bahia, criada dez anos antes, ou no máximo, faz-sebreves referências (Malavolta In Ferri, Motoyama, 1979-1981; Capdeville, 1991) como a primeiraescola brasileira de agronomia de nível superior. Na medida em que este estudo se inscreve num recorte regional, também deve ser inscrito emtotalidades mais amplas. Assim, em que contexto social, político econômico é criada a EAB?Analisando os aspectos estruturais sociais e econômicos observamos uma convergência entre asexplicações de Fragoso (no âmbito da história econômica) e Capdeville (na seara da história dasciências). Para o primeiro a fartura de braços e terras da primeira metade do século XIX reforçava ocaráter extensivo da agricultura (Fragoso in Linhares, 1993, p.138), não havendo urgência eminovações técnicas ou tecnológicas. Para Capdeville, conforme escasseiam as terras e a mão de obraescrava, e por conseguinte reflui a produtividade, começou-se a apelar à ciência (1991). É nestaconjuntura que D. Pedro II criará os Imperiais Institutos de Agricultura e o MACOP. Se vislumbramos o conceito de ciência “como uma prática de produção de conhecimento eaplicação de resultados que se estabelece, através de indivíduos que o realizam, como sínteses desuas tradições formadoras, com características locais, em determinados meios sociais” (Dantes,1996), devemos, junto aos motivos apontados por Baiardi para a escolha da sede da instituição, nodinamismo econômico e o potencial dos solos de massapê (p.79) os fatores políticos, sociais eeconômicos. O fomento do governo imperial e as teorias e técnicas elaboradas na França, Alemanhae outros centros não se implantam num vazio, mas num contexto em que a articulação entre ciênciae agricultura já era uma demanda presente e articulada a partir de um grupo social definido, desdepelo menos 1832, com a Sociedade de Agricultura, Comércio e Indústria da Província da Bahia(SACIPBa), passando pelo IIBA e culminando na Sociedade Baiana de Agricultura (1903), entidadeassociada justamente à Sociedade Nacional de Agricultura, entidade organizadora do ruralismobrasileiro conforme Sônia Mendonça. Analisando as origens sociais e geográficas não só da diretoria do IIBA, mas também, eprincipalmente, dos estudantes da EAB, é possível vislumbrar estas instituições enquanto aparelhosprivados de hegemonia de uma fração das oligarquias rurais baianas. Compreendendo que ahegemonia primeiramente pressupõe a direção intelectual de uma dada fração sobre o conjunto dasdemais integrantes do bloco no poder e, em seguida, sobre os segmentos sociais dominados,,constituir-se como classe dirigente, frente às demais frações dominantes, tem como elementoestratégico a formação de seus quadros. Neste contexto histórico particular isto se desenrola sob odiscurso da luz da ciência, mas camuflando/dissimulando uma estrutura social eivada de interessesde classe. Assim, nossa abordagem tenta seguir trilhas que os trabalhos de Sônia Mendonça,Janeiro; em 1818, um museu de história natural, depois Museu Imperial e atual Museu Nacional da Universidade Federal do Rio deJaneiro” (Dantes, 2001, p.18).
  • 5. redimensionando suas formulações na medida em que nosso recorte cronológico recua no períodoimperial e especialmente por adotar a perspectiva da história social das ciências. Tourinho e Baiardi enfatizam sobremaneira a importância dos profissionais estrangeiros nasatividades de ensino e pesquisa. Mas um outro aspecto até então negligenciado diz respeito a EABapresentar, de 1877 a 1930 – logo, dentro do recorte temporal de Baiardi e Mendonça –, um grausignificativo de endogenia, com 33,3% de seus diretores e 36% de seu corpo docente composto porseus diplomados. Estes dados foram obtidos coligindo uma lista de teses feita a partir de 96amostras (donde constam não só dados sobre a filiação e origem geográfica dos estudantes5, comotambém o currículo cursado e professores das respectivas disciplinas) com as listas de estudantes,professores e diretores que constam nos anuários de 1934, 1936. Acrescentando-se a este dado aconstatação que, da nossa amostra de noventa e seis teses, compreendendo o período 1880-1930,identificam-se 70% dos diplomados pela EAB como oriundos do Recôncavo Baiano. Daí nossaproposição, a ser mais investigada, de que a criação do IIBA e especialmente da EAB envolve maisdo que a recuperação e consolidação da lavoura, mas a recuperação e consolidação de uma fraçãode classe dominante que se reproduz a si mesma. Muniz Barreto, Aragão, Bulcão, Calmon, Pires de Carvalho, Bittencourt, Costa Pinto sãosobrenomes que figuram na historiografia baiana no Império e mesmo no período colonial. Estasfamílias no decorrer do século XIX estão na direção da modernização da agricultura seja naSACIPBa (1832), no IIBA (1859) ou na SBA (1903), tendo no coração do recôncavo baiano suabase de articulação. Tal processo de modernização, com os mesmos agentes sociais à frente de suacondução, inscreve esta investigação num movimento mais amplo aonde esta fração de classedominante se forja como classe dirigente formando parte de seus quadros pela EAB, engendrando-se destarte a si mesma enquanto grupo que constrói sua hegemonia a nível local6 ao tempo em quese articula com outras elites regionais na luta por uma pasta ministerial especialmente para aagricultura, quer na década de 1860, quer mais adiante na primeira década do século XX. Mas de que forma os egressos de São Bento das Lages contribuíram para a institucionalizaçãoda agronomia na Bahia e no Brasil, conforme nossa hipótese? Os egressos da EAB estão5 O frontispício da tese seguia sempre a seguinte estrutura:: "Tese apresentada à Escola Agrícola da Bahia para ser perante a mesmapublicamente sustentada por (nome do aluno). Natural de (Estado e cidade). Filho legítimo de (nome do pai) e (nome da mãe) afimde obter o grau de Engenheiro Agrônomo", seguida do ano. Na página seguinte, uma lista com as disciplinas do currículo erespectivos professores dos quatro anos de curso, encabeçada pelo diretor e encerrada pelo secretário. Abaixo deste, a inscrição "AEscola não aprova nem reprova as opiniões emittidas nas teses que lhe são apresentadas". Outra página traz os "pontos desenvolvidosna tese", com o tema da dissertação e proposições, que se constituiam em assertivas a respeito das disciplinas cursadas.6 Miguel Calmon du Pin e Almeida sintetiza, por exemplo, este processo: titular do MAIC entre 1922-1926, BA. Eng.º pelaPolitécnica (RJ); secretário de Agricultura da Bahia (1902-1904);deputado federal em 3 mandatos; fundador da Federação daAssociações Comerciais do Brasil; vice-presidente da Liga de Defesa Nacional; integrante da Campanha Civilista, Ministro deViação e Obras Públicas (1907-1910); Senador (1927-1930); presidente da SNA (1921-1922); proprietário e usineiro” –p.120. Erasobrinho de um dos fundadores da Sociedade de Agricultura, Comércio e Indústria da Província da Bahia na década de 1830, e filhode um dos fundadores do Imperial Instituto Bahiano de Agricultura, Antonio Calmon du Pin e Almeida. Criaria o Boletim daSecretaria da Agricultura em 1903 e ainda foi professor da Escola Politécnica da Bahia (Bahia, 1903; Poliano, 1945; Mendonça,1998).
  • 6. envolvidos na criação e consolidação de instituições como Escola Politécnica da Bahia (ArlindoFragoso), Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária do Rio de Janeiro e InstitutoAgronômico de Campinas (Gustavo Dutra). Mas além de instituições de ensino e pesquisa, ospersonagens citados trabalharam também em instituições de poder, de definição de políticasgovernamentais na área agrícola. Gustavo Dutra, por exemplo, Secretário da Agricultura do Estadode São Paulo membro da Sociedade Nacional de Agricultura. Domingos Sérgio de Carvalho, alémde diretor da SNA, Secretário de Agricultura da Bahia, participou da formulação da lei deregulamentação da profissão de engenheiro agrônomo, e como lente do Museu Nacional foi oresponsável pelo projeto de transferência do mesmo do âmbito do Ministério da Justiça e dosNegócios Interiores para o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (Lopes, 1997, p. 228). A partir da trajetória destes diplomados, concluímos que a EAB contribui, através de seusquadros, para a institucionalização da agronomia na Bahia e no país. As investigações documentais até aqui apontam não apenas uma mesma fração da classedominante na condução do processo de implantação da ciência, como aponta para a formação de umnúcleo de personagens comuns que permanece em São Bento das Lages a despeito das mudanças deregime político (da monarquia para a República) e de estatuto da EAB (escola imperial de nívelsuperior – 1877/1904; instituto agrícola – 1904/1910; escola média federal – 1911/1916; escolasuperior estadual – 1920/1930) (BAHIA, 1934). A propósito da cronologia, esta pesquisa iniciadana graduação como bolsista PIBIC/CNPq/UEFS permitiu o estabelecimento desta cronologia. Oartigo de Baiardi não estabelece uma cronologia precisa, e a cronologia do trabalho de Tourinho é aseguinte: 1)1877-1904: Escola Agrícola da Bahia; 2)1904-1911 : bens revertidos ao Estado com onome de Instituto Agrícola da Bahia; 3)1911-1914: Escola Superior de Agricultura e MedicinaVeterinária [sic]; 4)1914-1916 – atividades paralisadas; 5)1916-1930 – ainda em São Bento dasLages; 6)1930-1943 – Cruz das Almas, onde atualmente funciona a Faculdade [sic] de Agronomiada UFBA (Tourinho, 1982, p.219). Quando falamos em História Social das Ciências trata-se de uma abordagem analisa práticas etomo como objeto operações através das quais o sentido é localmente produzido. Destarte, aexemplo de uma possibilidade já explorada pelos historiadores da cultura ou da religião, a históriasocial das ciências traz elementos de reflexão acerca da própria sociedade aonde esta ciência se faz,desenvolvendo uma interlocução obrigatória com a História geral lhe propondo leituras erepensando e enriquecendo suas categorias reciprocamente. Se para Kuhn (1978), a aceitação de um paradigma pode ser verificada com o surgimento dejornais, revistas especializadas, fundações de sociedades científicas, currículos de cursosuniversitários, citações, livros didáticos etc., não seria talvez adequada a categoria comunidadecientífica para um grupo que elaborou duas revistas – O AGRÔNOMO e CAMPOS E LAVRAS,
  • 7. Revista Mensal Lítero-Agronômica – e um boletim especializado, o BOLETIM DASECRETARIA DE AGRICULTURA? Ante os diversos conflitos identificados na trajetória doIIBA e da EAB, convergimos com Bourdieu (apud Ortiz, 1983) na sua crítica a Kuhn quanto a suaconcepção de ação da comunidade científica autônoma, insulada e auto-reprodutora, com cientistasneutros e interessados somente no progresso da sua disciplina, haja vista que oculta, mais do queelucida, a dinâmica das práticas científicas na sociedade moderna em geral, e no caso em recorte,em particular. E na medida em que o ensino da EAB é concebido em torno de dois pólos – o ensino superiore o ensino elementar – e os egressos da EAB buscam demarcar seu espaço frente aos outrosprofissionais, especialmente aos bacharéis, estudaremos a composição de um novo campocientífico, compreendido aqui como sistema de relações objetivas entre posições adquiridas no jogode uma luta concorrencial. O que está em disputa “o monopólio da autoridade científica definida, demaneira inseparável, como capacidade técnica e poder social; ou, se quisermos, o monopólio dacompetência científica, compreendida enquanto capacidade de falar e agir legitimamente (isto é, demaneira autorizada e com autoridade) que é socialmente outorgada a um agente determinado”(Bourdieu apud ORTIZ, 1983, p. 122-3). Assim, através da análise das teses para colação de grau e de concurso para cadeirapodemos vislumbrar como os conceitos de e sobre ciência foram formulados/reformulados, asescolhas temáticas feitas, as relações dos enunciados entre si, entre estes e os processos onde seinserem, de modo que poderemos perceber o que singulariza, o que a diferencia os engenheirosagrônomos, ou seja, qual o seu habitus. Legitimando o seu espaço profissional sobre a agricultura, desautorizando outros, regularesposturas como a de Genésio Sampaio Neves, em sua tese, “É preciso que este mesmo governo volte as vistas atrás e note que neste Estado ainda existe uma Escola Agrícola cujo fim é diplomar moços na ciência agronômica e não querer tirar barbaramente os cargos a que estes devem ser confiados para servir unicamente a meia dúzia de exploradores e especuladores políticos (NEVES, G. S.Adubos orgânicos e sua aplicação na agricultura. 1898. Grifei). Esta postura, independentemente do tema, mostra-se generalizado nas monografias da EAB,que evidenciam o embate dos agrônomos como profissionais que tem como questão central aafirmação de um novo espaço de poder para eles, detentores de um novo saber, do qual detém omonopólio do discurso autorizado, ou melhor dizendo, da competência para reabilitar a lavoura, Ese este é o lugar que os agrônomos diplomados pela EAB reservam para si, caberá à sua base delegitimação e sustentação, a ciência, o estatuto mais privilegiado, afinal
  • 8. “O agrônomo é rex naturae, que estudando os fenômenos da vegetação, dirige com suas leis, e as mais preconizadas, a agricultura; esta fonte de riqueza de onde emana a civilização dos povos. Sem ele a agricultura não é mais do que rotina” (Bahia, Manoel Francisco de Oliveira. Valor locativo do solo. Tese de 1890).A crítica aos políticos e à política em geral será uma das características que emergem dasdissertações. Segundo Mendonça discute sobre a agronomia em Ruralismo Brasileiro, “pretendia-seestabelecer uma diferença que, legitimando certas falas sobre a agricultura, deslegitima-se outrastantas, construindo-se uma oposição entre políticos e homens de ação, cabendo a estes o monopóliodo discurso autorizado posto que oriundo do conhecimento aplicado” (Mendonça, 1997), numatendência comum a outras profissões que se estabeleciam ao final do XIX como a medicina e aengenharia, conforme assinala L. Schwarcz em O Espetáculo das Raças (1993). Julgamos, assim,que a abordagem de Bourdieu é adequada a nosso objeto. A partir das teses verificamos dados referentes ao nome dos estudantes, dos professores, e dasdisciplinas ministradas coligidos com os anuários da EAB referentes aos anos de 1934 e 1936, e quetraz listas dos professores, técnicos e estudantes da Escola do período de 1875 a 1936. Além disto,constituem outro sinal de sintonia da EAB com o que ia pelo Brasil, para além do cientificismo,pois, como os cursos de medicina e engenharia, exigia-se aqui a apresentação de uma monografiaou tese, quer para a obtenção de diploma de nível superior, quer a ocupação de cargos docentes(Dantes, 1996, p.55). Encontramos cerca de noventa e seis teses de conclusão de curso e cinco paraconcurso de cadeira da EAB. Da análise deste acervo foi possível entrever a influência não de um, mas vários centros,como observa-se na diversificada origem dos exemplares. Há predominância de obras francesas,mas também um número significativo de produção alemã, inglesa, espanhola, portuguesa,holandesa, italiana etc. Esta hipótese sobre as diversas influências/referências para a EAB se refletenão apenas na biblioteca, mas também no conjunto de peças museológicas que sobreviveram naEscola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (EAGRUFBA). Sobre o acervo da biblioteca da EAGRUFBA, cabe frisar que este contém obras originais deautores clássicos no estabelecimento das ciências naturais no século XIX a exemplo de GeorgesCuvier7, Alexander von Humboldt8 e Louis Agassiz9, além da coleção de 1876 a 1930 dos Archivosdo Museu Nacional.7 Recherches sur les Ossemens Fossiles – Tome Quatrième, Iconographie du Réne Animal.TomeIII-Texte Explicatif, Le RègneAnimal Distribué D’a Près Son Organisation, Pour Servir De Base A L’Histoire Naturelle Des Animaux Et D’Introduction AL’Anatomie Comparée – Le Poissons, Leçons D’Anatomie Comparée – Tome Septième, Le Régne Animal Distribué D´Apres SonOrganisation-TomeIV-Crustacés, Arachnides et Partie des Insectes. De 1823, 1829-1844, 1840 e 1829 respectivamente. Todospublicados em Paris.8 Voyage de Humboldt et Bonpland. Premiéri Partie, Paris, 1807.9 Recherches sur les Poissons Fossiles Tome I, Neuchatel,1833
  • 9. No que diz respeito às fontes iconográficas, a EAGRUFBA possui até hoje quadros dosprofessores e diretores da EAB e membros do IIBA no seu Salão Nobre, às quais devem seracrescentadas fotos das dependências da escola presentes no periódico produzido pelos estudantesno período de gestão federal, a revista O AGRÔNOMO (1911-1912). Nos seis números (outubro de1911 a março de 1912) que foram localizados é possível encontrar também fotos das plantações(cacau, banana, cana etc.) dos instrumentos agrícolas, dos laboratórios, da biblioteca, da residênciado diretor, do museu de mineralogia e zoologia, do prédio da escola, plantações, etc. No arquivo morto da EAGRUFBA, recentemente disponibilizado, há fontes que esclarecerãoaspectos para os quais as teses se configuram como insuficientes. O cotidiano das atividades daEAB poderá ser mais eficazmente reconstituido a partir dos livros de atas da Congregação dosProfessores10 e os livros de exame11, serão de suma importância por nos permitirem analisar asconcepções e, principalmente, as compreensões e decisões dos docentes em suas mudançasinstitucionais e permanências de profissionais. Também no arquivo morto da EAGRUFBA, a correspondência externa e interna da diretoriada EAB (desde pelo menos 1886 a 1930) se constitui em fonte privilegiada ao permitir recompor oslaços institucionais e o cotidiano da sua gestão, inclusive com alguns egressos à frente da diretoria.A partir desta correspondência se identifica um contato constante e preponderante com órgãosestatais como o MACOP (depois MAIC), a Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (no quetange ao período posterior a 1904) e outras instituições como a Escola Superior de Agricultura eMedicina Veterinária do Rio de Janeiro (depois Escola Nacional de Agricultura - ENA), a EscolaSuperior Luís de Queiroz, o Museu Nacional, etc. Especialmente no que tange ao cotidiano de atividades da Escola, cobrindo particularmente operíodo em que funcionou a Escola Média Teórico-Prática, além de fontes supracitadas,trabalharemos com as abordagens da História oral, em entrevistas com ex-estudantes e funcionários,identificados a partir de matéria do jornal Correio da Bahia (Correio da Bahia, Repórter,11/01/2002 – Domingo, p.03). • Antonio Barreto dos Santos, 75 anos • Humberto Sturaro, 73 anos (filho de Raimundo Sturaro, da turma de 1930) • Francisco Inácio de Andrade • Francisco Horácio de Oliveira, 71 anos, ex-funcionário • Eduardo Júlio de Assis, 86 anos, “Seu Foboca” • José Floriano de Almeida, 75 anos • Orlando da Silva, “Orlando Alfaiate”, 84 anos, ex-funcionário10 Nos anos de1876-1883, 1887-1901, 1893-1895, 1895-1901, 1901-1907, 1907-1910, 1911-1912, 1920-1935
  • 10. Outra fonte a que dedicaremos especial atenção são os números do Boletim da Secretaria daAgricultura, Criado em 1904 por Miguel Calmon du Pin e Almeida, um ano após a criação daSecretaria de Agricultura do Estado e da Sociedade Baiana de Agricultura (SBA), reunidos nabiblioteca da EAGRUFBA. Este Boletim congregaria nomes envolvidos com a EAB, respaldando acomunidade que em torno dela gravitava a exemplo de Gustavo Dutra, Arlindo Fragoso, GregorBondar, Leo Zehntner, entre outros nomes. Diante dos elementos até aqui problematizados, consideramos a EAB não apenas comoprimeiro núcleo de profissionais especialmente voltados para a agricultura do país, a despeito desuas marchas e contramarchas. Esperamos contribuir com esforços historiográficos recentes não sópara a revisão de uma concepção ainda arraigada na academia brasileira, de que a ciência começana década de 1930 com as universidades. A EAB mostra a possibilidade da existência deste tipo deempreendimento além do centro-sul do país com qualidade e inscrita numa sociedade de classes.FONTES PRIMÁRIAS ESCRITASAcervo da Escola de Agronomia da UFBA (EAGRUFBA)BAHIA, Livro para Registro dos Diversos Títulos de Nomeações Imperiais . 1859 a 1867BAHIA, Livro de Atas do Imperial Instituto Bahiano de Agricultura. 1859-1904BAHIA, Livro da Inscrição dos Sócios que compõem o Imperial Instituto Bahiano. 1859EAB. Livros de atas da Congregação dos Professores 1876-1935EAB. Livros de exame. 1893-1936EAB. Teses de conclusão de curso. 1881-1926EAB. Teses de concurso. 1895O AGRONOMO – ORGAM DO CENTRO DE ESTUDANTES DA ESCOLA AGRICOLA DABAHIA. (1911-1912)CAMPOS E LAVRAS. Revista Mensal Lítero-Agronômica (1912)ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIABAHIA, Correspondências da Escola Agrícola (1865-1881) – Seção Colonial e Provincial. Guiado Império – 2.ª parte. Série Instrução Pública. Ensino Superior. Escola Agrícola – Maço 4044BAHIA, Correspondências do Imperial Instituto Bahiano de Agricultura (1859-1868) - SeçãoColonial e Provincial. Guia do Império – 2.ª parte. Agricultura. Instituto Bahiano de Agricultura –Maço 4589BAHIA, Documentação da Secretaria de Agricultura (1896-1931) – Arquivo Público do Estado daBahia, Seção Republicano. Secretaria de Agricultura.11 Nos seguintes períodos: 1893-1899, 1899-1905, 1907-1910, 1911-1914, 1927-1936
  • 11. REFERÊNCIASBAIARDI, Amilcar. “O Papel do Imperial Instituto de Agricultura na Formação da Comunidade deCiências Agrárias da Bahia, 1859-1930”. In Seminário Nacional de História da Ciência eTecnologia (7.: 1999: São Paulo) VII Reunião de Intercâmbios para a História e a Epistemologiadas Ciências Químicas e Biológicas. Anais/José Luiz Goldfarb & Márcia H. M. Ferraz (orgs.). SãoPaulo: EDUSP: EDUNESP: Imprensa Oficial do Estado: SBHC, 2001CAPDAVILLE, Guy. O ensino superior agrícola no Brasil – Viçosa: UFV, Impr. Univ. 1991DANTES, Maria Amélia M. (org.). Espaços da Ciência no Brasil: 1800-1930 – Rio de Janeiro::Editora Fiocruz, 2001DANTES, Maria Amélia Mascarenhas. “Relações Científicas Locais: Modelos Institucionais noFinal do Século XIX” In: ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria, MAIA, Carlos A. História daCiência: o mapa do conhecimento. Rio de Janeiro/São Paulo: Expressão e Cultura/EDUSP, 1995,p.923-931DOMINGUES, H. M. B. Ciência, um Caso de Política: as relações entre as ciências naturais e aagricultura no Brasil Império, 1995. Tese de doutorado, São Paulo:FFLCH-USPDIAS, André Luís Mattedi, SANTANA, José Carlos Barreto de. Linha de Pesquisa em História dasCiências no Brasil com ênfase na Bahia. Proposta de Linha de Pesquisa, Feira de Santana::DEXA/UEFS, 1999FRAGOSO, João Luis. “O Império Escravista e a República dos Plantadores. Parte A: EconomiaBrasileira no século XIX: mais que uma plantation escravista-exportadora” In: LINHARES, MariaYedda. História Geral do Brasil – Rio de Janeiro: Editora Campus, 1993FIGUEIRÔA, Sílvia F. de M. Um olhar sobre o passado: história das ciências na América Latina –Campinas, SP: Editora da UNICAMP; São Paulo: Imprensa Oficial, 2000FIGUEIRÔA, Sílvia F. M. As Ciências Geológicas no Brasil: uma história social e institucional,1875 – 1934. São Paulo: HUCITEC, 1997GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1984KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas /trad. Beatriz Boeira., 5ª ed. São Paulo::Perspectiva, 1978LOPES, M. Margaret. O Brasil descobre a pesquisa científica: os museus e as Ciências naturais noséculo XIX. São Paulo: HUCITEC, 1997MALAVOLTA, Eurípedes. “As Ciências Agrícolas no Brasil” In: FERRI, Mário Guimarães,MOTOYAMA, Shozo. História das Ciências no Brasil – São Paulo: EPU: EDUSP, 1979-1981MENDONÇA, Sonia Regina de. Agronomia e Poder no Brasil. – Rio de Janeiro: Vício de Leitura,1998.MENDONÇA, Sonia Regina de. O ruralismo brasileiro(1888-1931). São Paulo: Hucitec, 1997
  • 12. ORTIZ, Renato (org.). Pierre Bourdieu. – São Paulo: Ática, 1983PESTRE, Dominique. “Por uma nova História Social e Cultural das Ciências: novas definições,novos objetos, novas abordagens”. Cadernos IG/UNICAMP. Campinas, UNICAMP, v. 6, n. 1, p.1-56, 1996SANTANA, José Carlos Barreto de. Ciência e arte: Euclides da Cunha e as Ciências Naturais. SãoPaulo/Feira de Santana: HUCITEC/UEFS, 2001TOURINHO, Antonieta de Campos. A instrução agrícola e a crise da economia açucareira naSegunda metade do século XIX. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia e CiênciasHumanas, UFBA, 1982

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