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1 livro de metodologia da pesquisa

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    1   livro de metodologia da pesquisa 1 livro de metodologia da pesquisa Document Transcript

    • 1 Júlio César da Silva Corrêa Marilia de Melo CostaMetodologia da Pesquisa I e II
    • 2 Júlio César da Silva Corrêa1 Marilia de Melo Costa2 Revisado pela Profª Ddª Isabel R. Blaskovsky. IEPA. Belém, 2012.1 Graduado em Pedagogia com Hab. Adm. Escolar pela UNAMA; Especialista em Psicopedagogia e EducaçãoInclusiva pela UCB; Especialista em Educação Ambiental. Escrevente Datilografo SEDUC de 1987a2000; Diretorda Escola Liberdade Para Aprender 1997/1999; Consultor Pedagógico Creche Escola Espaço Criativo – Serrados Carajás; Consultor Pedagógico CEMED Belém; Secretário Acadêmico do Curso Bacharelado em Musica daUEPA/Conservatório Carlos Gomes, Coordenador Pedagógico Colégio Elite em Barcarena PA, Coordenador /Diretor Pedagógico Colégio Elite de Belém, Prof. Tutor do Curso de Pós-Graduação em Gestão Escolar,Psicopedagogia e Educação Inclusivada UCB, Prof. Tutor Curso de Pedagogia da ULBRA 2006/2010; Prof. doCurso de Graduação em Pedagogia – Instituto Ômega de Educação para os Polos Ipixuna, Santana do Capim,Aurora do Pará e São Domingos do Capim. Membro da Ordem Pachakuty – OPUC.2 Graduada em Letras/Inglês pela UFPA; Especialista em Gestão Escolar pela UCB; Mestra em Linguística pelaUFPA; Doutoranda em Linguística pela USP; Professora de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental e Médiodo Colégio Elite em Barcarena e Belém.
    • 3Apresentação A nossa intenção com este livro texto não é realizar um check-up ou triagem dasmetodologias nem dos tipos existentes de pesquisa, mas sim de oportunizar aos graduandosde Pedagogia, Licenciatura em Letras, Sociologia e afins condições básicas para iniciarem suabusca do conhecimento e da (re)construção deste a partir do ato de pesquisar. Assim, o presente livro texto tem a pretensão de subsidiar e instrumentalizar o aprendizacadêmico na escolha da metodologia adequada a seu problema de investigação, bem comode possibilitar a feitura dos trabalhos acadêmicos seguindo as normas da Associação Brasileirade Normas Técnicas – ABNT, que toma por base as normas estabelecidas pela OrganizaçãoInternacional de Normalização – (International Organization for Standardization – ISO), estandoeste na graduação ou pós-graduação. Vale ressaltar que a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – foi fundadaem 1940 e é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a basenecessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro, instrumentalizando o pesquisador na(re)construção do conhecimento cientifico. Neste sentido, o pesquisador pode ser comparado a um médico, que na visão deVernon Coleman (2007) deveria pesquisar no intuito de oferecer a seu paciente o melhortratamento unindo o melhor que a medicina, seja tradicional, seja alternativa, tem para oferecerde melhor. “Escolha o melhor e descarte o resto” (COLEMAN, 2007, p.7), assim deve ser oiniciante na pesquisa. E o orientador deverá indicar os passos que devem ser percorridos, massempre deixar o aprendiz livre para questionar e criar o conhecimento científico. O presente material apresenta-se dividido em três capítulos. No primeiro capítulo,intitulado Conhecimento e Ciência, discorremos acerca do conhecimento, dos tipos depesquisas realizadas nas ciências humanas e sociais e de como se dá o “fazer ciência”. Nosegundo, Projeto de Pesquisa: construção passo a passo, conceituamos e apresentamosdois modelos de projetos de pesquisa. No terceiro e último capitulo, Textos Científicos: tipose apresentação normativa evidenciamos as regras contidas na ABNT e como realizarcitações em um texto de cunho científico. O aprendiz no “fazer ciência” pode a partir de este material lançar-se na (re)construçãodo conhecimento científico e na elaboração de trabalhos acadêmicos exigidos no espaço-tempo de sala de aula.
    • 41. CONHECIMENTO E CIÊNCIA1.1 - Discutindo acerca do Conhecimento A sociedade em que vivemos, segundo Giddens (1991), é a sociedadeda informação e do consumo, e a máxima de Bacon (apud. Correa; Aviz, 2002),“saber é poder”, ainda é uma verdade inconteste. Nossa sociedade hojevaloriza o conhecimento. Segundo Prestes (2003) conhecimento pode serconceituado como a apreensão intelectual de um fato ou de uma verdade,como o domínio – teórico ou prático – de um assunto, uma arte, uma ciência,uma técnica, dentre outros.1.1.1 - Tipos de conhecimento:- Conhecimento do Senso Comum ou Popular: podemos afirmar que é oconhecimento espontâneo e natural, ou seja, aquele adquirido por intermédioda experiência de vida este é assistemático, acrítico, sensitivo, superficial(LAKATOS apud CORREA; AVIZ, 2002) O conhecimento popular se baseia em opiniões não comprovadas ou resultantes apenas das expressões do dia-a-dia. É valorativo ( fundamentado em emoções e em estados de animo), ametódico, assistemático, acrítico e impreciso (PRESTES, 2003, p17) Neste sentido, o conhecimento denominado de senso comum ou popularpode ser considerado como sendo prático, estando diretamente relacionado aocotidiano das ações humanas. Podemos citar como exemplo algumassituações da Amazônia Paraense: criança quando fura o pé em prego para nãoinflamar, é só colocar cebola na ponta do prego, mulher grávida não colocachave no bolso pois o bebê nasce com a marca da chave na cabeça.- Conhecimento Filosófico: o conhecimento filosófico encontra-seintimamente ligado pelo uso da razão pura, no sentido de questionar osproblemas humanos habilitando o ser humano a realizar a distinção entre ocerto e o errado. Neste sentido, “o método utilizado na construção desse tipode conhecimento é racional, no qual predomina o processo dedutivo queprecede a experiência, não exigindo confirmação experimental, mas apenascoerência lógica” (PRESTES, 2003, p.21).
    • 5 O conhecimento filosófico baseia-se no idealismo e no materialismo,originados respectivamente no pensamento de Platão e Aristóteles. Valeressaltar, que a filosofia (conhecimento filosófico), antes de mais nada, tem afinalidade de compreender a realidade e fornecer conteúdos reflexivos elógicos das mudanças e transformações dessa sociedade, em outras palavras,filosofar; e este ato engendra a reflexão critica da sociedade, da política e daeducação dentre outros. Trujillo (1974) afirma que as hipóteses filosóficas baseiam-se naexperiência, conseqüentemente esse conhecimento surge da experiência e nãoda experimentação.- Conhecimento Religioso: denominado de Teológico ou mítico, oconhecimento religioso parte da premissa de que as verdades de que trata sãoinfalíveis ou indiscutíveis (verdades acabadas), pois trazem em seu bojorevelações de divindade(s) (ação sobrenatural). A aceitação do conhecimentoreligioso se constitui em um ato de fé, haja vista a visão sistemática do mundo,que é discutida como resultado da ação divina (do criador), cujas evidênciasnão se colocam em discussão, tampouco procuram-se verificar. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução das espécies, particularmente do homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, as posições dos teólogos fundamentam-se, nos ensinamentos de textos sagrados; de outro, os cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar) suas hipóteses. (MARCONI e LAKATOS, 2005, p79). Neste sentido, a verdade de um Cristão Católico será diferente da de umProtestante, que por sua vez se diferencia da de um Evangélico. Assim sendo,as grandes religiões do mundo: Cristianismo, Hinduismo, Budismo, Judaísmo,Islamismo dentre outros apresentaram verdades diferentes e incontestes porque vão ao encontro das verdades contidas em seus textos sagrados.- Conhecimento Artístico: Segundo Prestes (2003), este conhecimentobaseia-se na intuição, produzindo emoções, tendo como objetivo maior o sentire não o pensar.- Conhecimento Científico: É todo conhecimento sistematizado ecomprovado. Sua ocorrência evidentemente opõe-se aos demaisconhecimentos citados acima, pois, segundo Marconi e Lakatos (2005, p.80), oconhecimento cientifico “constitui-se em conhecimento falível, em virtude de
    • 6não ser definitivo, absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamenteexato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular oacervo de teoria existente” Para Koche (1997), o conhecimento científico surge da necessidade dohomem de não assumir mais uma postura meramente passiva, de testemunhados fenômenos, sem poder de ação ou controle. Assim cabe ao homem,utilizando seu potencial de raciocínio, propor uma forma sistemática, metódicae crítica da sua função de zelar pelo estar no mundo e com o mundo,compreendê-lo, explicá-lo e dominá-lo. Os tipos de conhecimentos listados acima engendram o “fazer ciência”no espaço-tempo de sala de aula na academia, propondo discussão detemáticas do dia-a-dia social, ou, ainda, apontando soluções ou minimizaçõesde problemas de uma determinada realidade.1.2 - O Fazer Ciência: pesquisa, métodos e instrumentos Para que possamos entender ou fomentar a pesquisa no espaço-tempode sala de aula, ou ainda, fomentar ensino-pesquisa-extensão, tríade base daacademia, temos que entrever o conceito de ciência. Em sentido amplo, a palavra ciência pode significar, simplesmente, conhecimento, qualquer tipo de saber. Em sentido restrito, ciência não se refere a qualquer tipo de conhecimento, mas aquele que aprende ou registra os fatos, demonstra-os por suas causas constitutivas ou determinantes (PRESTES, 2003, p.23) Sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente correlatadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar (MARCONI; LAKATOS, 2005, p.80) A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação (TRUJILLO,1974, p8) Os autores apontam para um tipo de conhecimento, que tem comobase a identificação das operações mentais e técnicas que possibilitem suaverificação/reprodução, ou seja, possibilitem pesquisar o fato, fenômeno ousituação, conseqüentemente fazer ciência. A ciência é construída e mediada por conhecimentos de diferentes áreasdo saber humano, logo, podemos definir ciência como um conjunto deconhecimentos, objetivo, racional, sistemático geral, verificável e falível. A priori
    • 7a ciência busca chegar à veracidade dos fatos. Neste sentido, caracteriza-sepela verificação; neste ponto diferencia-se dos outros tipos de conhecimentos. Para Kuhn (1996), a ciência reúne em sua trajetória histórica fatos,teorias e métodos que fazem parte de seu arcabouço teórico, em que o ato depesquisar ou investigar é a base do conhecimento científico, sendo cada passosistematizado. Pesquisar “é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e críticoque permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis em qualquercampo do conhecimento” (ANDER-EGG apud CORREA; AVIZ, 2002, p.17).Assim, pesquisar é indagar, investigar, inquirir, tendo como objetivo a obtençãode respostas mediante a utilização de métodos científicos. Podemos definir método como o caminho para se chegar a determinadofim, e método científico como o conjunto de procedimentos intelectuais etécnicos adotados para se atingir o conhecimento. As ciências possuem os seguintes componentes em seu bojo: A) Objetivo ou Finalidade: preocupação em distinguir a característica comum as leis gerais que regem determinados eventos; B) Função: aperfeiçoamento, através do crescente acervo de conhecimentos, da relação do homem com o seu mundo; C) Objeto: subdividido em: - Material: aquilo que se pretende estudar, analisar, interpretar ou verificar, de modo geral; - Formal: o enfoque especial, em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto material. ( MARCONI; LAKATOS, 2005, p 80-81) A ciência, em decorrência de seus componentes, promove em seuinterior classificação e divisa. Em decorrência da diversidade de fenômenosque se deseja estudar ou explicar, surgiram e surgem novos ramos de estudo eciências específicas. A classificação e a divisão da ciência levam em consideração: objeto deestudo e diferença de enunciados e metodologia empregada. Para um melhorentendimento dessa divisão, organizamos essa divisão no organogramaabaixo.
    • 8Organograma nº. 01 – Classificação e Divisão da Ciência Ciências Formais Factuais Lógica Matemática Naturais sociais Física Antropologia Cultural Química Direito Biologia e Economia outras Política Psicologia Social Sociologia e outras Fonte: Adaptado de Prestes (2003) e Marconi e Lakatos (2005). O organograma propicia ao iniciante no vôo do ato de (re)produzirconhecimento uma visão panorâmica da ciência e assim a possibilidade deescolha do ramo do saber científico que deseja adentrar e investigar. Valeressaltar que as ciências formais são as que se preocupam com osenunciados, com os estudos das idéias, ao passo que as factuais voltam-separa o estudo dos fatos, tratando de objetos empíricos, de coisas e deprocessos. É também possível classificar as ciências em conformidade com a suafinalidade. Neste sentido, elas podem ser organizadas em básicas, aplicadasou técnicas: a primeira tem como finalidade aumentar o conhecimento acercadas leis que regem a natureza, enquanto a segunda engloba as ciências quepretendem compreender fenômenos específicos, objetivando uma maiorutilidade prática; e a terceira e última engloba ciências direcionadas à produçãohumana ou à melhoria da qualidade de vida (PRESTES, 2003).
    • 91.2.1 Pesquisa e Métodos no “Fazer Ciência” A ciência encontra-se intimamente ligada à pesquisa, aos métodosutilizados na construção ou constatação de um fenômeno ou fato observado,estudado e investigado. Segundo Tozoni-Reis (2006, p.7) pesquisa significa“investigação e estudo, minudentes e sistemáticos, com fim descobrir ouestabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer doconhecimento”, ou ainda, “designa conjunto de atividades que tem comofinalidade descobrir novos conhecimentos, seja em que área ou em que nívelfor” (PRESTES, 2003, p.24). Assim, a pesquisa científica é investigação realizada de forma minuciosacom a finalidade de obter conhecimento específico e estruturado acerca de umdeterminado assunto ou problema, resultado de observação direta ou indiretade fatos, do registro de variáveis presumidas relevantes para futuras análises. O ato de pesquisar ou de promover uma pesquisa é um processoreflexivo, sistemático, controlado e crítico que conduz o pesquisador àdescoberta de novos fatos (conhecimentos) e à percepção de relaçõesestabelecidas entre as condições que determinam o surgimento ou ausênciadesses fatos. Mas, para se realizar uma pesquisa, temos que, antes de mais nada,escolher um método a seguir. A palavra método provém do latim methodus,methodos que quer dizer estudo metódico de uma ciência, caminho, procura,investigação. Toda pesquisa será construída passo a passo por intermédio dométodo escolhido. Outro termo que engendra a pesquisa científica é a palavraepistemologia que significa estudo da ciência – do grego episthme =conhecimento, ciência, e logoV = estudo, discurso). É utilizada com duplosentido: para indicar o estudo da origem e do valor do conhecimento humanoem geral (e neste sentido é sinônimo de gnosiologia ou crítica); ou paradesignar o estudo das ciências físicas e humanas), dos princípios sobre o qualse fundam, dos critérios de verificação e de verdade, do valor dos sistemascientíficos.
    • 10 Há três enfoques de pesquisa em Ciências Sociais: o Positivismo, aFenomenologia e o Marxismo. Os autores Horn; Diez (2005) sintetizaram aspressupostos básicos de cada enfoque, e apresentaremos os maisimportantes.- Positivismo: Foi fundado por Auguste Comte tendo como base a “Lei dosTrês Estados” que marcou o desenvolvimento do pensar humano: teológico,metafísico e positivo. Os nomes de Littré, Spencer e Mill também são ligadosao Positivismo.  Características principais: - (...) considerar a realidade como formada por partes isoladas, de fatos atômicos, segundo a expressão de Russell & Witgenstein (Atomismo Lógico); - O positivismo não aceita outra realidade que não sejam os fatos, fatos que possam ser observados; - um dos traços mais característicos do positivismo está representado por uma rejeição ao conhecimento metafísico, à metafísica; - Precisamente foi o positivismo lógico que formulou o celebre principio da verificação (demonstração da verdade). Segundo este princípio, será verdadeiro aquilo que é empiricamente verificável, isto é, toda afirmação sobre o mundo deve ser confrontada com dado; - O positivismo estabeleceu distinção muito clara entre o valor e fato. Os fatos eram objeto da ciência. Os valores, como não eram “dados brutos”, e apenas expressões culturais, ficavam de fora do interesse do pesquisador positivista, nunca podiam constituir-se num conhecimento cientifico. (HORN; DIEZ,2005, p. 41-44)- Fenomenologia: A fenomenologia é o estudo das essências, de todos osproblemas, tendo como representantes Husserl, Heidegger, Sartre, Merleau-Ponty, dentre outros.  Características principais: - Trata-se de descrever, e não de explicar nem de analisar; (p49) - Questionabilidade do conhecimento; - a fenomenologia exalta a interpretação do mundo que surge intencionalmente à nossa consciência. Por isso, na pesquisa, eleva o ator, com suas percepções dos fenômenos, sobre o observador positivista. (HORN; DIEZ, 2005, p. 49-55)- Marxismo, materialismo dialético e histórico: tem como fundador KarlMarx, seguido por Engels. A idéia do Marxismo compreende precisamente trêsaspectos principais: o materialismo dialético, o materialismo histórico e aeconomia política.
    • 11  Características principais: - O materialismo dialético é a base filosófica do marxismo e como tal realiza a tentativa de buscar explicações coerentes, lógicas e racionais para os fenômenos da natureza, da sociedade e do pensamento; - talvez uma das idéias mais originais do materialismo dialético seja a de haver ressaltado, na teoria do conhecimento, a importância da prática social como critério de verdade; - materialismo histórico é a ciência filosófica do marxismo que estuda as leis sociológicas que caracterizam a vida da sociedade, de sua evolução histórica e da prática social dos homens, no desenvolvimento da humanidade (HORN; DIEZ, 2005, p. 58 -60) Os três enfoques supracitados dão base à pesquisa em CiênciasSociais, dando originalidade à investigação, e subsidiando o pesquisador cominstrumentos e técnicas diferenciadas.1.2.2 – Tipos ou Modalidades de Pesquisa A pesquisa segundo Prestes (2003) pode ser classificada emconformidade com o objetivo, com forma de estudo, ou ainda, em decorrênciade seu objeto de estudo. Neste sentido nós temos:  Pesquisa quanto aos objetivos: Pesquisa Teórica: a pesquisa teórica é aquela que se dedica a estudarteorias; Pesquisa Metodológica: a pesquisa metodológica preocupa-se emestudar os modos de se fazer ciência; Pesquisa Empírica: a pesquisa empírica é aquela dedicada a codificar olado mensurável da realidade; Pesquisa Prática, Pesquisa-ação ou Pesquisa-ação-participante: estamodalidade de pesquisa é aquela voltada para a intervenção de uma realidadesocial, ocorrendo uma interação efetiva e ampla entre pesquisadores epesquisados. Assim seu objeto de estudo se constitui pela situação social epelos problemas de naturezas diversas encontrados em tal situação, buscando-se resolver, minimizar, esclarecer a realidade observada (investigada). Levando para o campo educacional esta modalidade de pesquisa,segundo Tozoni-Reis (2006) a metodologia da pesquisa-ação-participantearticula, radicalmente, a produção de conhecimentos com ação educativa, istoé, por um lado investiga, produz conhecimentos sobre a realidade a ser
    • 12estudada e, por outro lado, realiza concomitantemente um processo educativopara o enfrentamento desta realidade. Outro fator importante a ser lembradoque este tipo de pesquisa engendra a pesquisa qualitativa.  Pesquisa quanto à forma de investigação: Pesquisa Exploratória: este tipo de pesquisa configura-se como a queacontece na fase preliminar, o que antecede o planejamento formal estruturadodo trabalho de pesquisa. Ela tem como objetivo inventariar mais informaçõesacerca do assunto que será estudado, facilitar a delimitação do tema que serápesquisado, orientar na fixação dos objetivos e no elencamento das hipóteses,ou ainda, viabilizar um novo enfoque para o estudo do assunto da investigação. Pesquisa Descritiva: Neste tipo de pesquisa o pesquisador observa,descreve, analisa, classifica e interpreta os fatos sem sua interferência, logo opesquisador investiga os fenômenos do mundo físico e humano sem omanipular. Pesquisa Explicativa: este tipo de pesquisa é mais densa, pois extrapolao registro, da análise, da classificação e da interpretação do fenômenoestudado (em estudo). Procura identificar os fatores determinantes dofenômeno, tendo como objetivo o conhecimento profundo da realidadeestudada.  Pesquisa quanto ao Objeto: Pesquisa Bibliográfica: este tipo de pesquisa pode ser realizadoindependentemente ou como parte de qualquer outra pesquisa. Para seefetivar uma pesquisa do tipo bibliográfica, o pesquisador faz um levantamentodos temas e tipos de abordagens já trabalhados por outros estudiosos,assimilando e explorando os aspectos já estudados e publicados, tornando-serelevante levantar e selecionar materiais (fonte bibliográfica) tais como: livros,jornais, revistas, material on line, internet, panfletos, fita de vídeo, DVDs, dentreoutras fontes de registro. Esta modalidade de pesquisa é muito comum na área de ciências humanas e sociais, dada a natureza do estatuto epistemológico que compõe esta área. Seu objetivo é buscar compreender as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado tema-problema ou recorte, considerando-se a produção já existente (HORN ; DIEZ, 2005, p.73)
    • 13 Na pesquisa bibliográfica, embora seja uma modalidade muito particular de pesquisa, não vamos “ouvir” entrevistados nem observar situações vividas, mas “ouvir”, conversar e debater com os autores através de seus escritos. (TOZONII-REIS, 2006, p.30) Pesquisa Experimental ou de Laboratório: neste tipo de pesquisa, quedifere dos citados acima, o pesquisador manipula uma ou mais variáveisindependentes (causas) sob um controle adequado, com finalidade de observare interpretar as reações e as modificações ocorridas no objeto de estudo. Valedizer que o pesquisador interfere diretamente na situação ou fato de estudo. Experimentar ou realizar experimentos significa exercer positivo controle sobre as condições presumivelmente relevantes, relativas a determinado evento; significa reproduzir, repetir fenômenos dentro de um plano de modificações sistemáticas das variáveis independentes, relativamente a determinado evento, com objetivo de descobrir as condições antecedentes responsáveis pelo evento subseqüente, ou efeito, ou variável dependente assumida como objeto de pesquisa (RUIZ, 1982, p.52) Pesquisa de Campo: é desenvolvida principalmente nas CiênciasSociais. Neste tipo de pesquisa o pesquisador lança mão de questionários comperguntas fechadas ou abertas, entrevistas estruturadas ou semi-estruturadas,diário de campo, protocolos verbais, captura de imagens dentre outras. Napesquisa de campo o pesquisador investiga o pesquisado em seu meio. Tem como finalidade recolher, registrar, ordenar e comparar dadoscoletados em campo de investigação. É comum este tipo de pesquisa serutilizada em Sociologia, Psicologia, política, Economia e Antropologia. Tozoni-Reis (2006), cita também outro tipo de pesquisa que não seenquadra na classificação acima, que é a pesquisa documental, em que afonte de coleta dos dados se dará em um documento que pode ser: histórico,institucional, associativo, oficial dentre outros. Ainda temos Pesquisa do Tipo Histórica e História Oral que engendrainstrumentos e técnicas especificas em sua construção. Alguns autoresapontam a pesquisa histórica partindo da Documental, ou ainda, sendoratificada com a Oral (THOMPSON,1992). Para reconstruir a memória ou a história, o historiador pode lançar mãoda fotografia (imagem), podendo ser preto e branco ou colorida esta é a“materialização da experiência vivida, doce lembrança do passado, memóriasde uma trajetória de vida, flagrantes sensacionais, ou ainda, mensagemcodificada em signos tudo isso ou nada disso a fotografia pode ser” (MAUAD,
    • 141997, p.314). A fotografia marca uma cultura de um determinado momento dahistória, seja ela individual seja coletiva, é um documento material que revela avida material de algum lugar do passado, para o historiador a fotografia deveser ponto de análise minuciosa que busca relação e interpretação da realidadeinvestigada. Vale dizer que o historiador possui além de fontes documentais e vivaoutro recurso que são, segundo Jacques Lê Goff (apud MAUAD, 1997), asfontes não–verbais: pinturas, móveis, indumentárias, fotografias, filmes dentreoutros. Todo este universo de significação cultura material denomina-se deiconografia, e auxilia na construção da história oral. Ambas possibilitam aformação de memórias coletivas. Podemos afirmar que a pesquisa, seja ela em qual ramo doconhecimento ou modalidade que for realizada, auxilia na mudança qualitativae quantitativa da realidade social em qual se insere. Como exemplo depesquisa que revela a realidade, podemos citar a avaliação realizada no EnsinoBásico brasileiro que revelou que apenas 0,5% das escolas de 1ª a 4ª séries doEnsino Fundamental possuem nota acima de 5,0. Isso corresponde a 166 das55 mil instituições de ensino do País, e apenas cinco das aprovadasencontram-se na Região Norte e Nordeste, os estados de Pernambuco eAmazonas não têm nenhuma escola bem avaliada. Vale enfatizar que o estudoé oficial, medido pelo Índice de Desenvolvimento da educação – IDEB –Parâmetro da ONU em diversos paises. (RANGEL, 2007) Outro dado de pesquisa que podemos citar como modificador deparadigma social foi o descoberto pela equipe do cientista americano AlanTempleton (biólogo) que afirmou que não há raças entre os humanos, pois asdiferenças genéticas entre humanos de diferentes etnias são insignificantespara serem tidas como diferença de raças, indo de encontro à visão tida nocontexto social de pretos, brancos e amarelos. A ciência levará anos paraderrubar este paradigma do universo social que diferencia e posteriormentediscrimina Em minha primeira visita ao Brasil em 1976, eu descobri que a classificação racial usada pelos brasileiros não era a mesma usada nos Estados unidos; que a mesma pessoa poderia ser classificada de forma bem diferente em dois paises (...) Aquela experiência me ensinou então que o conceito de raça não é necessariamente biológico (TEMPLETON apud NORTON,1998, p.2)
    • 15 Assim, a pratica da pesquisa arraigada como prática do desenvolvimentoe produção do conhecimento no espaço-tempo de sala de aula seja naacademia seja na Educação Básica, deve ser encarada como vínculo primeirodo processo de ensino-aprendizagem. Outro fator que deve ser levado em consideração no momento dapesquisa é a abordagem que o pesquisador pretende escolher no momento dafeitura da mesma. Neste sentido temos:Pesquisa Quantitativa: A pesquisa quantitativa é um método de pesquisasocial que utiliza técnicas estatísticas, e normalmente implica a construção deinquéritos via questionário em que se contactam muitas pessoas. A pesquisasquantitativas são mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explícitas econscientes dos entrevistados (público alvo). Temos como exemplo deste tipo de abordagem as pesquisas realizadasdentro do universo político no intuito de prever intenções de votos de umdeterminado político ou partido, no lançamento de um novo produto – produçãode marketing, no censo populacional, dentre outros. A pesquisa quantitativa trabalha com amostra, ou seja, parcela de umapopulação, que deve ser representativa das características deste universo comum mínimo de discrepâncias; e também com amostragem, que vem a ser atécnica utilizada para obtenção de amostras representativas com amostragemde uma determinada realidade.Pesquisa Qualitativa: a abordagem qualitativa surge no final do século XIX,diante da indagação dos cientistas sociais se o método de investigaçãoutilizado nas ciências físicas e naturais com sua visão positivista poderiarealmente dar conta de estudar os fenômenos humanos e sociais. Günther(2006) citando Dilthey que afirma que “explicamos a natureza, compreendemosa vida mental” (p.212), Hofstätter aponta essa compreensão como sendo pontode partida para diferenciar a pesquisa qualitativa da pesquisa quantitativa. Dilthey, que era historiador, foi um dos primeiros a fazer esse tipo de indagação e a buscar uma metodologia diferente para ciências sociais, argumentando que os fenômenos humanos e sociais são muitos complexos e dinâmicos, o que torna quase impossível o estabelecimento de leis gerias como na Física ou na Biologia (...) sugere que a investigação dos problemas
    • 16 sociais utilize como abordagem metodológica a hermenêutica, que se preocupa com a interpretação dos significados contidos num texto ( entendido num sentido muito amplo), levando em conta cada mensagem desse texto e suas inter-relações. Weber também contribuiu de forma importante para a configuração da perspectiva qualitativa de pesquisa ao destacar a compreensão (verstehen) como o objetivo que diferencia a ciência social da ciência física. Segundo ele, o foco da investigação deve se centrar na compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas ações. Como Dilthey, ele argumentar que para compreender esses significados é necessário colocá- los dentro de um contexto. (HORN; DIEZ, 2005, p.76). Assim, a idéia de investigar um fenômeno sob o ponto de vistaqualitativo é transpor as barreiras explicativas da visão positivista de conhecer,os estudiosos das ciências humanas e sociais denominam a idéia de Dilthey eWeber como sendo idealista – subjetivista, ou ainda, de naturalística e, claro,de qualitativa. A abordagem qualitativa tem suas raízes teóricas na Fenomenologia, emque se encontram presentes as idéias do interacionismo simbólico – termocriado por Herbert Blumer em 1969, da etnometodologia e da etnografia. Afenomenologia enfatiza os aspectos subjetivos do comportamento humanopermitindo a penetração no cotidiano desses, entrevendo/entendendo quais ossentidos/significação que atribuem a seu universo de vida, podendo assimperceber a realidade socialmente construída. A etnometodologia é uma corrente da Sociologia que tem como um dosrepresentantes mais significativos Harold Garfinkel. A etnometodologia ”não serefere ao método que o investigador utiliza, mas ao campo de investigação. É oestudo de como os indivíduos compreendem e estruturam o seu dia-a-dia”(HORN; DIEZ, 2005, p.78). Neste caso, o pesquisador investiga os métodosque os pesquisados utilizam para entender e construir as realidades que oscercam. A etnografia tem como principal preocupação o significado que asações e os eventos têm para um determinado grupo social investigado.Etimologicamente falando, a etnografia significa descrição cultural. Para osantropólogos, a etnografia assume dois sentidos: 1 - um conjunto de técnicasque eles usam para coletar dados sobre os valores, os hábitos, as crenças, aspráticas e os comportamentos de um grupo social; e 2 - um relato escritoresultante do emprego dessas técnicas (HORN; DIEZ, 2005, p.84).
    • 17 Temos ainda mais dois tipos de pesquisa qualitativa, que são: Estudo de Caso – enfatiza a pesquisa ou conhecimento do particular, o pesquisador seleciona uma determinada realidade para estudo; e Pesquisa- ação/pesquisa-ação-participante – caracteriza-se por um estudo/investigação científica de problemas com o intuito de corrigi-los, (re)orientá-los por intermédio de seu estudo. Bressan (2007), com base em outros autores conceitua o método Estudo de Caso como sendo: (...) não é uma técnica específica. É um meio de organizar dados sociais preservando o caráter unitário do objeto social estudado" (GOODE; HATT, 1969, p.422). De outra forma, TULL (1976, p 323) afirma que "um estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação particular".YIN (1989, p. 23) afirma que "o estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas (BRESSAN, 2007, p.5). Vale ainda enfatizar que na abordagem qualitativa a fonte direta dedados é o ambiente natural, constituindo-se o investigador em instrumentoprincipal: os investigadores introduzem-se em campo em períodos de tempolongos – como fez o antropólogo cultural Bronislaw Malinowski que o foi primeiroa passar longos períodos de tempo numa aldeia nativa (observação direta) eestabeleceu as bases da antropologia interpretativa com dados colhidos emcampo - de posse de instrumentos de gravação de vídeo e áudio e sempreacompanhados de um bloco de notas para realização de anotações (diário decampo). (BOGDAN; BIKLEN, 1994). Para melhor entendimento da diferença entre as abordagens qualitativae quantitativa podemos tecer algumas conclusões acerca da abordagemqualitativa: - O estudo e interpretação dos fenômenos sociais tem como objetivo os significados que os sujeitos estabelecem em seu contexto; - Os dados são coletados no contexto em que ocorre o fenômeno; - A análise dos dados colhidos é realizada de preferência concomitantemente ainda com o pesquisador em campo; - As investigações ou estudos apresentam-se quase sempre de forma descritiva, com enfoque na compreensão e interpretação à luz dos significados dos próprios sujeitos e de outras referências afins da literatura;
    • 18- Na pesquisa qualitativa a priori o pesquisador não estabelece teorias pré-concebidas que venham a explicar o fenômeno antes da análise e dainterpretação dos dados;- Na investigação qualitativa deve ocorre uma interação perfeita entrepesquisador-pesquisado em decorrência da entrevista e da observaçãoparticipante, que são técnicas primordiais no desenvolvimento da abordagemqualitativa de pesquisa;- O pesquisador qualitativo não pode desprezar a utilização dos dadosquantitativos e a união deste com os qualitativos.1.2.3 – Técnicas e Instrumentos de Pesquisa Para que se possa realizar uma pesquisa em ciências humanas esociais ou áreas afins, o pesquisador deverá saber escolher e aplicar a técnicae os instrumentos na coleta de dados de sua investigação. Mas vale lembrarque em uma investigação a criatividade do pesquisador deve ser levada emconsideração o tempo todo. Minayo (1998) denomina essa criatividade de“sopro criativo do pesquisador”. Vale lembrar ao pesquisador que há um rigor acadêmico que deve serseguido na execução de uma pesquisa, principalmente quando essa é na áreaeducacional, pois cada tipo de pesquisa exige uma literatura especializada,bem como técnicas e instrumentos específicos que vão contribuir para aprodução de conhecimentos científicos. Para Tozoni-Reis (2006), o primeiro passo é leitura, análise einterpretação de textos que vão auxiliar o pesquisador na execução dainvestigação, seja ela de que modalidade ou tipo de pesquisa for, e esse passoexige habilidade, disciplina e competência. A leitura deve ser encarada comouma técnica de pesquisa. Para tanto, faz-se necessário sistematizá-la em suaexecução. A leitura, a análise e a interpretação de textos como leitura analítica einterpretativa de métodos de estudos tem como objetivo: - Fornecer uma compreensão global do significado das idéias dos autores; - Treinar a compreensão e a interpretação critica; - Treinar o desenvolvimento do raciocínio lógico; - Fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários, no estudo dirigido, no estudo individual e em grupos, na
    • 19 confecção de resumos, resenhas, sumários etc. (SEVERINO apud TOZONI- REIS, 2006, p.42) A leitura de textos de cunho teórico que vão ao encontro da investigaçãorealizada dará ao pesquisador uma visão mais abrangente do problemainvestigado. Severino (1985) nos chama a atenção para que na posterior leiturade textos teóricos, o pesquisador realize uma síntese pessoal da leitura feita,propondo assim uma análise reflexiva do texto, dando-lhe uma interpretaçãosob sua ótica. A técnica de Observação: Observação não-participante eobservação participante. A observação é uma das técnicas mais utilizadas napesquisa de campo, mas faz-se necessário que o pesquisador sistematize suaobservação, ou seja, antes de ir a campo para realizar a observação opesquisador deve listar os comportamentos a serem observados, dentre outrasobservações que fará em campo, como forma de não se perder nos seusregistros. Segundo Prestes (2003), na observação não participante o pesquisadornão interfere na realidade observada, toma o sentido de ser apenas umtelespectador que registra os fatos e procedimentos observados, enquanto naobservação participante o pesquisador participa da realidade estudada deforma natural, havendo um acolhimento do pesquisador no grupo oucomunidade observada. A entrevista como técnica / método de pesquisa de campo exige umroteiro previamente sistematizado para que quando o pesquisador esteja diantede seu entrevistado não ocorram erros e nem tampouco deixe-se de perguntarinformações importantes para a investigação. Outro fator importante, é a escolha do aparelho que será usado nagravação da voz, imagem, imagem-voz do entrevistado onde a marca,tamanho, cor e também como será o registro: VHS, DVD, CD, fita casseteetc... A entrevista pode ser entrevista estruturada é aquela que possuiperguntas fechadas a serem feitas aos entrevistados, tornando-se assim umquestionário (instrumento de pesquisa em anexo modelo). Em contrapartida,na entrevista semi-estruturada o pesquisador faz apenas um roteiro de
    • 20entrevista a ser apresentado ao entrevistado, conseqüentemente estabeleceum dialogo entre o pesquisador e o entrevistado. Barros; Lehfeld (apud CORRÊA, 2005) nos chama a atenção para o fatode que não há um único método para realizar determinada investigação. Ametodologia reflete as condições históricas do momento em que oconhecimento foi construído. Assim o pesquisador pode lançar mão dametodologia que melhor se adapte ao seu problema de estudo. Neste sentido Bunge (apud PRESTES, 2003), nos remete a seguinteobservação: seja qual for o método cientifico utilizado, a pesquisa deve seguiras etapas: a) descobrimento do problema ou lacuna em um conjunto de conhecimentos; b) colocação precisa do problema ou, ainda, a recolocação de um velho problema à luz de novos conhecimentos; c) procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes do problema (dados empíricos, teorias, aparelhos de medição, técnica de medição etc.); d) tentativa de uma solução (exata ou aproximada) do problema com auxilio de instrumento (conceitual ou empírico) disponível; e) investigação da conseqüência da solução obtida; f) prova (comprovação da solução, isto é, confronto da solução com a totalidade das teorias e das informações empíricas pertinentes); g) correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta. (BUNGE apud PRESTES, 2003, p.29) As colocações de Bunge denotam os critérios rigorosos que opesquisador deve assumir no momento de promover a sua pesquisa, seja emqualquer campo do conhecimento científico. Vale ressaltar que há pesquisasem que há a necessidade de capturar imagens (fotos) como forma de ilustrar ocampo de investigação. Essa prática é muito utilizada em trabalhosantropológicos. Outros métodos que engendram o “fazer ciência” são os métodos:indutivo – é aquele que se utiliza a indução, processo mental em que,partindo-se de dados particulares, devidamente constatados, pode-se inferiruma verdade geral ou universal não contidas nas partes examinadas – ededutivo – a racionalização ou combinação de idéias em sentido interpretativotem mais valor que a experimentação caso a caso, ou seja, utiliza-se adedução, raciocínio que caminha do geral para o particular.
    • 212 PROJETO DE PESQUISA: CONSTRUÇÃO PASSO A PASSO É claro que para ser realizar uma pesquisa de cunho científico temosque, antes de tudo, programar, esquematizar, planejar e isto se fazemconstruindo um projeto de pesquisa, que dará os contornos da (re)produção doproblema que queremos investigar. No projeto, elenca-se o problema que se deseja investigar, justifica-seesse problema, elaboram-se os objetivos que deverão ser atingidos naexecução da investigação, faz-se uma discussão prévia - base teórica - dealguns estudos que existam sobre o tema que será abordado, fecha-se ametodologia, detalhando-se os instrumentos que farão parte da pesquisa emonta-se um cronograma de execução. O pesquisador não pode ser esquecerque a feitura do projeto deve seguir rigorosamente as normas técnicas daAssociação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. O projeto de pesquisa inicia-se com: a) a caracterização do problema (que fazer?) delineado em dimensões técnicas e operacionais viáveis, delimitadas e objetivas; b) o estabelecimento de um conjunto de afirmações conjeturais (hipótese) sobre a relação existente entre as variáveis, na forma de supostas e plausíveis respostas ao problema ou de explicações do fenômeno- problema, em proposições que podem ser testadas, nunca demonstradas ou provadas, a partir de dados e observações levantadas pelo pesquisador para servir como setas indicadoras da definição de objetivos, isto é, respostas de para que fazer? (objetivo geral) e para quem fazer? (objetivos específicos); c) esses objetivos serão atingidos mediante a execução de ações planejadas e desenvolvidas conforme uma metodologia científica que responde o como fazer?, de forma consistente com os cenários da pesquisa, os recursos disponíveis para sua execução e a finalidade ou aplicação esperada dos resultados.(TEIXEIRA, 2007, p.3) Na feitura do projeto de pesquisa alguns elementos são obrigatórios eoutros não, também há casos de determinadas instituições adaptarem oucriarem um modelo de projeto para sua instituição. Assim nós iremosrepresentar aqui na íntegra os elementos exigidos por cada autor na feitura deprojeto de pesquisa.Projeto de Pesquisa – Modelo nº 01a) Dados de identificação, contendo:- Titulo (subtítulo) da pesquisa (ainda que em caráter provisório);- Tema;
    • 22- área de conhecimento;- Subárea (consultar convenção CNPq – http://www.cnpq.br);-Órgão responsável *;- Órgão executor *;- Órgão financiador*;- Órgão interveniente (caso haja)*;- Duração da pesquisa;- Local de realização (da pesquisa);- Custo do projeto*;- Coordenador do projeto* (ou orientador, se for o caso), com suascredencias;- Pesquisador(es), com suas credenciais*;b) Resumo (informativo);c) Justificativa: motivos de ordem teórica que levam à realização da pesquisa,envolvendo a delimitação espacial e temporal do problema (dificuldadeproposta que exige delimitação precisa, a fim de que se proponha umasolução, através de métodos e técnicas de pesquisa), bem como a descriçãoda situação ou realidade a ser pesquisada;d) Embasamento teórico, ou revisão bibliográfica, ou revisão da literatura;e) Delimitação do problema;- Objetivos: geral – delimitação clara do que o pesquisador pretende conseguiratravés de sua indagação; e específicos – derivados do objetivo geral,apresentam as distintas ações que se devem desenvolver para atingir oobjetivo geral. Podem ser imediatos (os que se quer alcançar até o termino dapesquisa) e mediatos (os que se pretende alcançar em um prazo maior, que seestende mesmo após a pesquisa terminada);- Hipóteses: suposições provisórias que servem para tentar explicar oproblema;- Variáveis: elementos ou características que variam em um determinadofenômeno;f) Procedimentos,- Amostragem,
    • 23 - população: totalidade de indivíduos (não necessariamente sereshumanos, podem ser objetos, por exemplo) que possuem as mesmascaracterísticas para um determinado estudo; - amostra: uma parte da população, selecionada de acordo com regra ouplano.- Instrumentos, - descrição dos instrumentos: caracterização dos objetos utilizados paracoleta de dados, como questionários, entrevistas, etc. - aplicação dos instrumentos: detalhamentos sobre o modo como serãoempregados os instrumentos e quem fará.- Levantamento e análise dos dados: modo como serão coletados einterpretados os dados;- Tratamento dos dados: procedimentos para tabulação (processo pelo qualse apresentam os dados obtidos em tabelas);g) Cronograma: indicação do tempo necessário para a realização de cadaetapa da pesquisa;h) Referências.OBS.: Os itens com assinalados com asteriscos (*) se referem a projetosinstitucionais, sendo desnecessários em projetos relativos a investigações queresultam em trabalhos de conclusão de cursos, monografias, dissertações outeses.Fonte: PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A Pesquisa e a Construção doConhecimento Cientifico: do planejamento aos textos, da escola à academia.São Paulo: Rêspel, 2003, p. 36-37Projeto de Pesquisa – Modelo nº 02 Todo projeto de pesquisa possui capa com identificação do autor einstituição, curso e área de conhecimento a qual se destina, mas, como jáenfatizamos, há diferenciações de itens exigidos, neste caso iremos nosrespaldar nos autores Horn & Diez (2005) que ao nosso ver são mais didáticosna explicação da elaboração de um projeto de pesquisa. Um projeto de pesquisa é uma espécie de carta de intenção, de explicação da proposta do estudo que se pretende realizar; é o esboço que permite prever o lançamento para diante de uma busca teórica que se constitui em condição para qualquer nível de pós-graduação. Assim, configura-se como
    • 24 o planejamento da pesquisa, enquanto a monografia é a sistematização (relatório) do processo e resultado da investigação. (HORN; DIEZ, 2005, p.69)Titulo: nome da pesquisa que será realizada.Tema: Esse item descreverá o objeto de estudo. Deverá evidenciar qual apesquisa pretendida, elucidando o assunto a abordar, delimitando-o segundo odesígnio de um curso lato senso. Além disso, o tema deve ser redigido comobjetividade, exprimindo globalmente a proposta. Dessa forma o tema é maisextenso do que o titulo, pois seu mister é esclarecer a intenção do estudo comosinopse prévia da monografia.Problematização: Problematizar é especificar um ponto para ser resolvido,aquilo que significa contenda, desavença, discussão ou conflito em relação àtemática escolhida; portanto, é uma questão, um enunciado que interrogasobre como chegar a uma boa conclusão. Neste sentido, a problematização –antônimo da solução – descreve o aspecto negativo que a realidade mostra, epara modificá-lo resolvendo-o ou minorando-o, busca-se respaldo acadêmicoatravés de um aprofundamento teórico.Justificativa: É constituída pela argumentação sobre a relevância do estudo.Destarte, na justificativa retomam-se problematização e objetivo geral,mostrando a importância da abordagem para encontrar o rumo pensado comosolução da questão identificada.Objetivo Geral: De modo lato, o objetivo geral manifesta o rumo doconhecimento acadêmico desejado, abraçando pesquisa e monografia comoproposta ampla.Objetivos específicos: Para o cumprimento do objetivo geral, os específicosdevem manifestar as etapas previstas para complementar a finalidadealmejada. Deve-se planejar um objetivo para cada segmento – capítulo, parteou seção – da monografia.Objetivo: Manifesta-se objetivo como rumo do estudo, ou seja, doconhecimento acadêmico desejado. Uma vez que é “Projeto de Monografia”,seu objetivo deve refletir-se ao saber. Por isso são adequados os termospesquisar, estudar, perquirir, investigar, inquirir, indagar, questionar, esclarecer,explicar, etc no lugar de melhorar o desempenho do aluno, alfabetizar, formarou educar.
    • 25Revisão de literatura (ou suporte teórico): Neste item – que posteriormenteserá ampliado e aperfeiçoado para construir o corpo de texto da monografia –deve-se elucidar a temática segundo os vários autores, relacionando-os. Umarevisão bem elaborada mostra as visões das autoridades sobre o assunto, asconvergências e divergências dessas visões, como se fosse uma mesaredonda – a simulação de um colóquio entre os teóricos aos quais se teveacesso.Metodologia: O sentido da metodologia é facilitar o cumprimento dosobjetivos. É preciso descrevê-la, esclarecendo quais os caminhos escolhidospara o estudo e sua sistematização, ou seja, projetando as possibilidades datravessia pretendida. A opção metodológica decorre do prisma sob o qual seobserva o objeto e respalda a pesquisa. Assim, para uma pesquisa de campo,deve-se elucidar, com fundamentação teórica, sobre o universo que lhe épertinente, os critérios de amostragem, os instrumentos de pesquisa, etc. Umapesquisa documental deve prever as diversas fontes, categorizando-assegundo autores específicos.Cronograma: Este, em forma de texto ou tabela, consiste no planejamento dasetapas de trabalho necessárias à construção do texto monográfico, distribuídasno tempo previsto para o estudo. Assim, é uma previsão do agenciamento dastarefas que permitirá alcançar os objetivos propostos, desde a escolha temáticaaté a redação final.Referências: Todos os autores ou documentos aqui listados devem ter sidoevocados no texto. Da mesma forma, todos os autores citados no texto devemestar aqui referenciados.Fonte: HORN, Geraldo Balduino & DIEZ, Carmem Lúcia F. Metodologia daPesquisa. Curitiba: IESDE, 2005, p 69 -71 Tonzoni-Reis (2006) acrescenta ao projeto de pesquisa o itemhipótese(s) que vem logo após a formulação do problema (problematização). Aautora conceitua hipóteses como sendo “indagações a serem respondidas nainvestigação, isto é, são respostas provisórias aos problemas de pesquisa etêm como função principal nortear as investigações” (p64).
    • 26 Luna (1999) afirma que qualquer que seja o referencial teórico oumetodologia empregada na pesquisa, essa deverá apresentar os seguintesrequisitos básicos: 1- a formulação de um problema de pesquisa, isto é, de um conjunto de perguntas que se pretende responder, e cujas respostas mostrem-se novas e relevantes teóricas e/ou socialmente; 2- a determinação das informações necessárias para encaminhar as respostas às perguntas feitas; 3- a seleção das melhores fontes dessas informações; 4- a definição de um conjunto de ações que produzam essas informações; 5- a seleção de um sistema para o tratamento dessas informações; 6- o uso de um sistema teórico para interpretação delas; 7- a produção de respostas às perguntas formuladas pelo problema; 8- a indicação do grau de confiabilidade das respostas obtidas( ou seja, por que aquelas respostas, nas condições da pesquisa, são as melhores respostas possíveis ?); 9- finalmente, a indicação da generalidade dos resultados, isto é, a extensão dos resultados obtidos; na medida em que a pesquisa foi realizada sob determinadas condições, a generalidade procura indicar 9 quanto possível) até que ponto, sendo alteradas as condições, podem-se esperar resultados semelhantes.(LUNA,1999, p. 16-17) O autor nos dá condições de entender a dinâmica que envolve apesquisa ou ato de pesquisar, pois traz à tona uma reflexão acerca: doproblema que será investigado, da metodologia que será utilizada na produçãoda investigação, e ainda, se os resultados obtidos são satisfatórios. Daí anecessidade de planejar as ações que envolveram a pesquisa em si. Planejarsignifica projetar, elaborar um projeto de pesquisa. Outro ponto vista que deve ser levado em consideração na feitura deuma pesquisa, seja na graduação, seja na pós-graduação, por um estudante(aprendiz), faz-se presente em dois aspectos fundamentais: 1º - o tópico da pesquisa deve cair diretamente no âmbito cultural de sua graduação (secundariamente no da especialização); 2º - o assunto deve surgir da pratica quotidiana que o pesquisador realiza como profissional. (TRIVIÑOS, 1987, p.93) Quando se elabora um projeto de pesquisa deve-se pensar em suaaplicabilidade e em sua viabilidade, logo não há como pesquisar algo a quenão se tem acesso ou conhecimento de causa, ou ainda, realizar uma pesquisapartindo sem nenhuma base teórica que refute a necessidade de investigação.Outro fator que deve também ser considerado na feitura da pesquisa é queenfoque o pesquisador (estudantes – aprendizes) deseja seguir em suainvestigação. Enfoque Positivista
    • 27 Tema: O Fracasso Escolar Delimitação do Problema: O fracasso escolar nas escolas estaduais de 1º grau da cidade de Porto Alegre, RS. Formulação do Problema: Existem relações entre o fracasso escolar das escola estaduais de 1º grau da cidade de Porto Alegre – RS – e o nível sócio – econômico da família, escolaridade dos pais, lugar onde está situada a escola, centro ou periferia, sexo dos educandos, anos de magistério dos professores e grau de formação profissional dos mesmos? Enfoque Fenomenológico Tema: O Fracasso escolar Delimitação do problema: O fracasso escolar nas escolas estaduais de 1º da cidade de Porto Alegre,RS. Formulação do Problema: Quais são as causas, segundo a percepção dos alunos repetentes, dos pais e dos professores, do fracasso escolar e o significado que este tem para a vida dos estudantes que fracassaram, segundo estes mesmos, os pais e os educadores das escolas de 1º grau da cidade de Porto Alegre – RS? Enfoque Dialético Tema: O Fracasso Escolar Delimitação do Problema: O fracasso escolar nas escolas estaduais de 1º grau da cidade de Porto Alegre – RS Formulação do Problema: Quais são os aspectos do desenvolvimento do fracasso escolar a nível local, regional e nacional e suas relações com o processo da educação e da comunidade nacional e como se apresentam as contradições, primordialmente, em relação ao currículo, formação e desempenho profissional dos professores e a situação de lugar da escola, centro ou periferia, dos alunos que fracassam, e especificadamente nas escolas estaduais de 1º grau de Porto Alegre – RS ? (TRIVINOS,1987, p. 96-97) As colocações de Trivinos (1987) elucidam e norteiam a escolha e aelaboração de um projeto de pesquisa na área de ciências humanas e sociais,em que encontram-se mais pesquisas de cunho dialético do que positivista efenomenológico (GAMBOA, 1999). Vale lembras aos aprendizes do fazer ciência, que há casos que osresultados de pesquisa viabiliza a feitura de um projeto de intervençãopedagógica ( no caso de ambiente os situações que envolva a aprendizagem)e intervenção social, mas vale ressaltar que também a casos que a feitura deprojetos de intervenção vai ao encontro da solução ou minimização deproblemas que fazem parte do cotidiano educativo ou social. Neste sentido oprojeto contem as seguintes partes:  Corpo do Projeto:  Capa – contendo a identificação dos autores e titulo do projeto  Identificação: titulo, autor(es), biografia do autor(es), local e endereço completo, período de execução, legalidade – qual a legislação que
    • 28 ampara a execução do mesmo, no caso de pessoa jurídica CNPJ dentre outros documentos, parceiros – quando há parceria com instituições publicas e particulares nomes de todos e endereço, publico alvo; Introdução: fazer um pequeno preâmbulo acerca do projeto e sua viabilidade junto a comunidade alvo; Justificativa / Problema: deixar bem claro como surgiu a idéia da feitura do projeto e qual a sua utilidade junto a comunidade escolar, do bairro X, da instituição Y, é bom colocar dados oficiais ( resultados de pesquisas de cunho qualitativo ou quantitativo do MEC, IBGE, Fundação Getulio Vargas, Fundação Airton Sena dentre outros ) que venham comprovar a elaboração e aplicação do projeto; Objetivos: geral e específicos que se pretende alcançar na execução do projeto junto a clientela alvo; Metas: qual o objetivo do projeto a curto e a longo prazo; Suporte Teórico: é importante discorrer sobre a problemática que se deseja intervir e a possível solução ou minimização do mesmo, para que se saiba da intimidade do(s) autor(es) no tratamento do problema; Metodologia: o autor(es) deve(m) expor os passos de execução do projeto de forma didática, para que se entenda sua operacionalização; Recursos Materiais e de Serviços : aqui deve-se dividir em recursos: financeiros, didáticos, serviços, material de expediente etc..., contendo planilha de custo a ser gasto do inicio ao fim do projeto; Cronograma de Execução; Avaliação: o autor(es) deve(m) construir um ou vários instrumentos de avaliação do projeto como um todo como forma de registro de sua aplicabilidade junto a clientela alvo; Referencial: livros, periódicos dentre outros materiais utilizados na elaboração do projeto em alguns caso monta-se um portfolio do projeto.
    • 293 TEXTOS CIENTÍFICOS: TIPOS E APRESENTAÇÃO NORMATIVA. O “fazer ciência” no espaço-tempo da academia engloba algunsaspectos normativos que auxiliam o aprendiz a (re)produzir conhecimentoscientíficos. Neste intuito nos respaldamos em Rother & Braga (2001), Pestes(2003), Conduru & Moreira (2004), Rangel et al (2005), Horn & Diez (2005),Corrêa & Aviz (2006), Tozoni-Reis (2006), Normalização de TrabalhosAcadêmicos (2006) e Teixeira (2007).3.1 - Tipos de textos científicosFichamento: É a transcrição dos trechos mais importantes de um livro.Sugere-se para se fazer um fichamento ler pelo menos duas vezes o livro paramarcar o que for mais importante, buscando destacar sua essência, seuobjetivo principal. Após a leitura, deve-se transcrever os trechos marcadossem, contudo, alterar nenhuma palavra. Os trechos marcados devem sercopiados exatamente como o autor escreveu. O fichamento é utilizado na construção de textos científicos, pois permiteque o pesquisador faça o levantamento de bibliografias e de autores quediscutem sua temática de investigação, conseqüentemente montando umacervo bibliográfico. A apresentação do fichamento é feita em ficha de leitura.Resenha: A resenha compõe o grupo de metodologias de estudo adotadas naacademia para assegurar as idéias contidas em uma obra acompanhada deuma análise sobre a mesma. Definir o autor e analisar suas idéias sãocondições necessárias para se elaborar uma resenha. O cabeçalho de umaresenha deve estar contido na parte superior da página.Resumo – O resumo se constitui da mesma maneira do fichamento, e trazsomente as idéias do autor do livro. Porém, no resumo deve-se escrever comas próprias palavras as idéias do autor de forma sucinta. Temos o resumoinformativo que tem a finalidade de difundir informações contidas em livros,artigos ou outros documentos dando condições ao possível leitor a visão geraldo livro, do relatório de pesquisa dentre outros.
    • 30Artigo científico – Este instrumento é utilizado na e pela academia, eapresenta também um referencial científico por conter alguns pré-requisitosnecessários que asseguram a cientificidade da argumentação utilizadas nomesmo. Por este motivo, o artigo é indicado para ser utilizado em revistas eperiódicos especializados. Em sua construção o mesmo segue os seguintespré-requisitos:1- Tema / título;2- Nome do autor(es) do artigo;3- Resumo e palavras – chave em português e inglês (abstract);4- Na primeira página faz-se uma nota de rodapé indicando a procedência doartigo e identificando as credencias do autor(es) do artigo;5- O texto do artigo é seguido e contém introdução à temática que serádiscutida, desenvolvimento dessa temática e conclusão. Pode o texto serseparado com sub-itens é obrigatório embasamento teórico com citaçõescurtas ou longas seguindo as normas de citação da ABNT;6- No final do texto, fazem-se referências do material bibliográfico utilizado,seguindo as normas da ABNT.Paper: É um pequeno artigo científico, embora não apresente subdivisões,constituindo-se em um texto unitário que não deve ultrapassar dez páginas.Destina-se à apresentação e à comunicação em congressos, simpósios,reuniões científicas dentre outros, sujeitos à aceitação por julgamento.Ensaio: Neste o(s) autor(es) desenvolve(m) uma proposta pessoal (visão)sobre um determinado assunto, partindo de pressupostos já existentes no meiocientifico. A finalidade é de expressar a independência com relação ao assuntodiscutido na elaboração.Relatório técnico-científico: É um tipo de relatório (documento) que relataformalmente os resultados obtidos ou progressos alcançados em uma pesquisaou que descreve a situação de uma questão técnico-científica dessa pesquisa.Dissertação: Destina-se à obtenção do titulo de mestre, tendo como principalcaracterística o aprofundamento, a sistematização de conhecimentos já
    • 31apresentados e argumentados com imparcialidade; o tratamento e ofechamento de uma questão cientifica.Tese: Uma tese deve identificar, situar, tratar e fechar, de maneiraaprofundada, uma questão cientifica inédita. Destina-se à obtenção do tituloacadêmico de doutor.Monografia: É um texto resultante de uma pesquisa científica, uma monografiatraz a identificação, o posicionamento, o tratamento e o fechamento de umtema (problema) discutido com embasamento teórico aprofundado. Suaprodução é orientada por um professor (orientador) com o título acima de seuorientado, ou seja, na graduação o professor deverá no mínimo ter o titulo deespecialista na área de discussão do trabalho que será orientado, na pós-graduação (especialização) o titulo de mestre, no mestrado, doutor, nodoutorado pós-doutorado, para que assim o orientador possa contribuir nafeitura e formação da pesquisa de seu orientando. Nos cursos de graduação é comum de se utilizar o termo trabalho deconclusão de curso – TCC, que se entrega no final do curso, sendo um pré-requisito para a obtenção do grau de Pedagogia, Licenciado Pleno em Letras,Bacharel em Ciências Sociais – com ênfase em Sociologia dentre outras áreasdo conhecimento cientifico.Portfólio: O portfolio é uma seqüência estruturada e sistematizada de imagens(fotos), figuras, gráficos, tabelas, idéias, textos. Deve ser constituído apenaspor um foco (ciência) para que haja uma vinculação e uma seqüência lógicaentre as partes (textos e etc) nele contidas. O portfólio apresenta a seguinteestrutura: considerações iniciais, desenvolvimento e considerações finais.3.2 - Apresentação Gráfica de Textos Científicos Formação Básica3.2.1 - Impressão
    • 32 O papel de impressão das monografias de conclusão de curso e demaistrabalhos acadêmicos deve ter o tamanho 210x297mm (modelo A4), ser brancoe apresentar boa qualidade de absorção da tinta. Há casos de cursos(universidades) que aceitam outra cor de papel em tom claro (papel tipo vergê) A impressão deve ser feita somente em um dos lados do papel, comexceção da folha de rosto cujo verso deve conter a Ficha Catalográfica. Aimpressão do texto principal deve ser feita em tinta preta, podendo seremempregados tons de cinza na formatação dos títulos; outras cores, mormenteas mais vivas, devem ser de uso restrito às eventuais ilustrações, fotos etabelas contidas no texto. Toda tabela, ilustração, figuras, fotos (imagens) devem conter título,serem numeradas e conter fonte bibliográfica, no caso de pesquisa de campocita-se o locus de investigação e o período de realização. As tabelasapresentarão numeração seqüencial desde a primeira até a ultima contida notexto científico. Vale lembrar ao pesquisador iniciante que as possíveisilustrações que utilizem em seu texto (tabela, gráfico, foto, figura dentre outras)precisam de numeração especifica. Exemplo: caso o texto contenha 5 tabelas,durante o texto todo a contagem irá até cinco, é claro, as fotos em numero de 7são numeradas de forma independentemente, logo terão a numeração atésete.- Listas de gráficos, ilustrações etc. As listas são sumário elementos que não os títulos dos capítulos, taiscomo gráficos, mapas, tabelas, ilustrações etc; evidentemente, a necessidadede uma lista vai estar condicionada à existência desses componentes.3.2.2 - Encadernação A encadernação serve para facilitar o manuseio e a conservação daslaudas da monografia e deve ser feita, preferencialmente, com mola espiral ecom o emprego de capas plásticas, sendo a primeira branca e transparente, ea última, preta e opaca, ou ainda, encadernação em capa dura (tipo livro)quase sempre solicitada em cursos de pós-graduação. Depois de aprovada a monografia, o aluno deverá depositar um volumeda versão definitiva em disquete ou CD no formato Word e entregar junto com
    • 33o material impresso e encadernado à coordenação de curso ou ao professororientador que a encaminhará à biblioteca da instituição.3.2.3 - Margens Adotam-se as seguintes margens-padrão na visualização daconfiguração da página do Word: lado esquerdo 3cm, lado superior 3cm, ladodireito 2cm e lado inferior 2cm. No caso da fonte deve ser utilizada, para ocorpo da monografia (ou qualquer outro trabalho científico), as fontes TimesNew Roman ou Arial , estilo normal, tamanho 12.- Espaçamento Usar preferencialmente espaço 1,5. O fim de uma seção e o cabeçalhoda próxima são separados por 2 espaços de 1,5 entrelinhas. As citações demais de 3 linhas, as notas de rodapé, as referências, as legendas dasilustrações e tabelas, a ficha catalográfica, a natureza do trabalho, objetivo, onome da instituição a que é submetida, a área de concentração devem serdigitadas em espaço simples. As referências, que ficam no final do trabalhodevem ser separadas entre si por dois espaços simples.3.2.4 - Paginação As páginas são contadas a partir da folha de rosto, mas não sãonumeradas. As numerações começam a partir do inicio do texto, ou seja, daIntrodução ou Considerações Iniciais e sempre começando com um númeroímpar. Os números da paginação ficam no canto superior do lado direito dafolha em algarismos arábicos. Referências, anexos, apêndices, glossário eíndice devem ser incluídos na numeração seqüencial das páginas do textoprincipal, ou seja, as páginas que compõem o trabalho seguem duasnumerações:- os elementos pré-textuais recebem numeração em algarismos romanos,colocada no centro da margem inferior das páginas. Tal contagem é iniciadacom a folha de rosto, mas esta, por questão de estética, não recebe número;- o texto principal recebe numeração em algarismos arábicos, colocada namargem superior direita (junto ao cabeçalho, se houver). A numeração iráaparecer a partir das Considerações Iniciais (introdução).
    • 34- Numeração Progressiva- Capítulos e Seções A divisão da monografia em capítulos, seções, dentre outras, tem porobjetivo facilitar a identificação de partes do texto integral, quer para despertara atenção do leitor para a idéia central do trabalho, quer para facilitar a sualocalização. Sendo assim, não existem regras fixas para sua determinação – divide-se um texto em capítulos (apresentação em negrito, fonte 14) e sub-capítulos(apresentação em negrito, fonte normal do texto - 12) quando o autor entendernecessário, conforme perceba que o tema mereça destaque. Não se nomeiamcomo capítulos a introdução e a conclusão. As seções são classificadas como:Seções primárias: Principais divisões de um texto (denominadas “capítulos”) esão formatadas em caixa alta, negritadas. Por serem as principais divisões deum texto, devem iniciar em páginas diferentes. As seções primárias podem ser divididas em seções secundárias; assecundárias, em terciárias; as terciárias, em quaternárias, etc.Seções secundárias: divisão do texto de uma seção primária. São formatadasem caixa alta sem negrito.Seções terciárias: divisão do texto de uma seção secundária. São formatadasem caixa baixa com negrito.Seções quaternárias: divisão do texto de uma seção terciária. São formatadasem caixa baixa sem negrito.Seções quinárias: divisão do texto de uma seção quaternária. São formatadasem caixa baixa com negrito. Os títulos dos capítulos e de suas seções (tantas quantas houver) sãoapresentados em parágrafos com alinhamento justificado, espaçamento entrelinhas simples, com recuo especial de deslocamento, fontes e espaçosvariados conforme seu nível, recebendo numeração em algarismos arábicos.3.2.5 - No tocante ao uso de aspas, negrito, itálico e sublinhado1- o emprego de aspas para destacar transcrições de textos;
    • 352- o uso do itálico para destacar palavras ou frases em língua estrangeira;3- o emprego do negrito para destacar o nome de uma monografia ou um deum capítulo ou subtítulo, bem como palavras de efeito e expressões principaiscontidas em um parágrafo;4- o uso do estilo sublinhado somente para destacar links (vínculos)empregados em informática.3.2.6 - No caso dos parágrafos- Normal: o parágrafo normal deve apresentar a seguinte formatação:- citação no corpo do texto As citações de fontes de consulta com até 3 linhas hão de ser lançadasno mesmo parágrafo em que são referidas e são identificadas por aspas, semalteração na dimensão e na apresentação da fonte. No final da citação coloca-se a fonte bibliográfica da citação utilizada. Exemplo: (CORRÊA & COSTA,2007, p. 22), coloca-se a pagina da citação, pois esta se encontra com parte dotexto idêntico ao do autor. Sendo as citações mais longas, acima de 3 linhas, não devem serinseridas no texto normal, mas destacadas em parágrafo especial, em fonte ouponto menor que a do parágrafo normal (fonte 10), com recuo de 4cm do textonormal e no final da citação identificar a fonte bibliográfica (autor (es), ano:página).- notas de rodapé Empregam-se notas de rodapé para a inclusão de textos e explicaçõesde importância não essencial para a compreensão do texto principal, remissõesa outras partes do trabalho (referências cruzadas), advertências, bem comopara indicações bibliográficas, transcrições e idéias contidas em outrostrabalhos. A citação em nota de rodapé apresentará numeração seqüencial desdea primeira até a última, com apresentação da fonte bibliográfica, com fonte 10 eespaçamento simples.
    • 363.2.7 - Títulos Título é a designação que se põe no começo da monografia de suaspartes, capítulos e seções, e que indica o tema-objeto do texto a seguir,servindo para facilitar a identificação do trabalho ou de parte dele.- Título da monografia O título da monografia é inserido na folha de rosto, na seguinteformatação:  Parágrafo: centralizado verticalmente; espaçamento entre linhas: um e meio sem recuos;  Fonte: tamanho 16 ou 14, negrito, todas maiúsculas e subtítulo quando houver em letra minúscula. O título da monografia, evidentemente, não recebe qualquer numeração,pois é único.3.2.8 - Estrutura da Monografia (como sugerida pela ABNT paraapresentação de Trabalhos acadêmicos e científicos)Quadro nº 01 - Elementos Pré-Textuais Proteção externa, que reveste o trabalho, geralmente padronizada pelos cursos / universidades, ou seja, a capa deve ser do mesmo tamanho das páginas do corpo do trabalho (A4),Capa (obr.) de plástico transparente branco, para melhor proteger o documento e para permitir ao leitor a visualização da folha de rosto. Uma capa também deve ser posta após a última página do trabalho, com o mesmo escopo de proteção e manuseio; esta, todavia, deve ser de cor escura, de preferência preta, e opaca.Lombada (op.) Informações externas do autor, título.Folha de rosto (obr.) Contêm elementos essenciais ao trabalho: título e subtítulo da obra; autor; cidade e ano.Ficha Catalográfica Contêm todas as informações da folha de rosto juntamente com nome da instituição, tipo de trabalho acadêmico, código de(verso da folha de rosto) catalogação, etc.Errata (op.) Elemento eventual, é uma lista das folhas e linhas, onde ocorreram erros seguidas das devidas correçõesFolha de Aprovação (obr.) Contêm os elementos da folha de rosto; data de aprovação e nome dos membros da banca examinadora.Dedicatória (op.) Contêm o oferecimento do trabalho a determinada pessoa ou pessoas, a critério do autor.
    • 37Agradecimentos (op.) O autor faz agradecimentos a pessoas e/ou instituições;Epígrafe (op.) O autor inclui uma citação ou pensamento;Resumo Nacional (obr.) É a apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de maior interesse e importância;Resumo Estrangeiro (obr.) É a versão do resumo em português para um idioma internacional (inglês – Abstract, em francês – Resumée,...)Lista de ilustrações (op.) Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (quadros, fotografias, gráficos, etc.)Lista de Tabelas (op.) Elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto.Lista de abreviaturas e Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglassiglas (op.) utilizadas notexto.Lista de símbolos (op.) Elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com o devido significado.Sumário (obr.) Inclui as seções e partes em que se divide o trabalho, facilita consulta ao documento.Fonte: Teixeira (2007) e Normalização e Estrutura de Trabalhos Científicos (2006: p.8)Quadro nº 02 - Elementos TextuaisIntrodução ou Parte inicial do texto, que apresenta os objetivos da obra, oConsiderações iniciais método de trabalho ou de pesquisa, etc. Recomenda-se uma breve descrição das partes de que se comporá o desenvolvimento.Desenvolvimento ( Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada dodiscussão da temática em tema enfocado. O desenvolvimento do trabalho, divisível emcapítulos e seções) capítulos, é a parte principal da monografia. É ali que o autor faz uma retrospectiva da situação problemática, como ela vem sendo tratada pela comunidade científica (doutrina, jurisprudência etc.), elabora sua crítica e apresenta suas teses, explicando, detalhadamente, suas conclusões. No corpo do texto principal, podem ser inseridos elementos gráficos, fotos, ilustrações etc., desde que sejam essenciais para a sua compreensão; caso contrário, estes devem ser inseridos como anexos.Conclusão ou Parte final do texto, contendo as considerações finais deConsiderações Finais impressão do pesquisador. A conclusão da monografia destina- se à memorização e fixação das principais partes do trabalho ou à articulação delas com o propósito inicial da pesquisa. É usual que o autor faça uma síntese das conclusões parciais a que chegou, podendo apresentá-las por meio de tópicos concisos.Fonte: Teixeira (2007) e Normalização e Estrutura de Trabalhos Científicos (2006:p9)
    • 38Quadro nº 03 - Elementos Pós-Textuais Relação das pesquisas realizadas sobre o tema abordado em ordem alfabética. Em caso de repetição de nomes de autoresReferências ou de monografias com edições diferentes, o texto repetido deve ser substituído por um travessão de 5 espaços seguido de um ponto:Glossário (op.) Lista em ordem alfabética de palavras pouco conhecidas com os seus devidos significados. Matéria adicional, acrescentada no fim da monografia a título de esclarecimento, que pode servir de apoio ao mesmo:Apêndices (op.) questionário de pesquisa, roteiro de entrevista etc...Anexos (op.) Material adicional no final do texto. Relação detalhada no final do trabalho incluindo as listas de autor, título ou assunto. Normalmente os índices somente sãoÍndices (op.) empregados em trabalhos de maior corpo, com mais de 50 laudas.Fonte: Teixeira (2007) e Normalização e Estrutura de Trabalhos Científicos (2006, p.9)3.2.9 - Citações em Documentos É a forma de fazer menção em um texto de uma informação colhida emoutra fonte (livro, periódico, jornal, vídeo, etc.). Os dados da publicação citadadevem identificar a obra de modo a facilitar sua localização. As citações podemaparecer no texto, ou em notas de rodapé. As regras gerais de apresentaçãosão:- Quando a citação for no corpo do texto, o sobrenome do autor, a instituiçãoresponsável ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas eminúsculas e, quando estiverem entre parênteses, as letras são maiúsculas;- Quando a citação for direta, é preciso especificar, após a autoria, o anoseguido de vírgula e a página da citação. Na citação indireta a indicação dapágina é opcional;- As citações diretas de até três linhas devem vir entre aspas duplas no texto.As aspas simples indicam citação dentro de outra citação;- As citações diretas, no texto, com mais de três linhas, devem ser destacadascom recuo de 4 cm de margem esquerda com letra menor que o texto e sem asaspas;
    • 39- Quando os dados obtidos forem por informação verbal (palestras, debates,entrevistas) é preciso informar entre parênteses a expressão “informaçãoverbal”, mencionando-se os dados disponíveis em nota de rodapé.Citações Diretas São transcrições extraídas do texto consultado, respeitando-se ascaracterísticas formais. Exemplos: Para Bogdan & Biklen (1994, p. 30), a “investigação qualitativa a fontedireta de dados é o ambiente natural, constituindo o investigador o instrumentoprincipal“. Bronislaw Malinowski foi o primeiro antropólogo cultural a passar longosperíodos de tempo numa aldeia nativa – observação direta” (BOGDAN ;BIKLEN,1994, p.25) As experiências educacionais de pessoas de todas as idades( bem como todo o tipo de materiais que contribuam para aumentar o nosso conhecimento relativo a essas experiências), tanto em contexto escolar como exteriores à escola, podem construir objeto de estudo. A investigação qualitativa em educação assume muitas formas e é conduzida em múltiplos contextos. (BOGDAN; BIKLEN,1994, p.16).Citações Indiretas Texto baseado na obra do autor consultado, reproduzindo-se idéias einformações do documento, sem, entretanto, transcrever as próprias palavrasdo autor. Exemplos: Para Vianna (1976, p. 27), a alocação de que a hegemonia nasce nasfábricas pode ser confrontada com o conceito de Marx de “submissão real dotrabalhador ao capital”. Moreno (1997) nos mostra que a origem desses núcleos de interessepode ser encontrada na cultura grega clássica.Citação de Citação Transcrição direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso aooriginal, ou seja, retirada de fonte citada pelo autor da obra consultada. Épreciso indicar o autor da citação, seguido da data e página da obra original, aexpressão latina “apud”, o nome do autor consultado, a data e página da obraonde consta a citação. Exemplo:
    • 40 [...] Autonomia não é apenas a liberdade de se fazer o que se quer, mas a responsabilidade em decidir sobre seu próprio comportamento, identificando e assumindo seus direitos e deveres, incorporando o relacionamento social como recíproco. Os princípios e valores morais ganham assim importância para o desenvolvimento da autonomia. (NOGUEIRA, 1998, p. 23 apud SOUTO, 2002, p. 13) Segundo Gomide (apud COSTA, 2004, p. 16) “não é uma habilidade quetodo mundo tem, é preciso gostar de pesquisar e de ler, ser curioso eespeculativo”.Citação Em Notas de Rodapé Aparecem no pé da página do próprio texto. As notas são numeradasseqüencialmente em algarismos arábicos, sobrescrito (acima da linha). Otamanho da letra e a entrelinha são menores que o texto. Exemplos:“No processo ensino-aprendizagem os professores devem estimular seusaprendizes a leitura”. 3_________________3 Entrevista de Corrêa e Costa, transcrita do Jornal o Abelhudo, n. 277, p. 45.“[...] cada aprendiz possui sua forma de apreender particular. Assim ametodologia docente deve se adaptar a necessidade do mesmo ou da turma”.(CORRÊA e MELO, 2006, p. 7).4__________________4 CORRÊA, J.C. e COSTA, M. M. Contornos da Didática Critica. Belém: EMA / OPUC, 2006.- Citação Enfatizando Trechos Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los indicando estaalteração com a expressão “grifo nosso” entre parênteses após a chamadada citação, ou “grifo do autor”, caso o destaque já faça parte da obraconsultada. Exemplos:“Nos dias atuais a internet é uma aliada no processo de pesquisa escolar: ogrande problema é a superabundância de informações nela vinculada”.(CORRÊA; SANTOS, 2005, p. 82, grifo nosso). As bibliotecas como elementos do sistema educacional necessitam participar ativamente deste processo, buscando caminhos inovativos e criativos para apoiar a aprendizagem a distância e principalmente oferecer aos estudantes que optarem por essa modalidade de ensino oportunidades iguais de acesso às fontes informacionais como oferecidos aos estudantes
    • 41 do ensino presencial. (BLATTMANN 2001, apud SOUTO, 2002, p. 16, grifo do autor)3.2.10 - Elaboração de Referências É a representação dos documentos efetivamente citados no trabalho.Fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções paratranscrição e apresentação da informação originada do documento e de outrasfontes de informação.1. Livro- um autor LEÃO, Carneiro. Panorama Sociológico do Brasil. Rio de Janeiro: INEP, 1958- dois autores MARCONI, Marina de A. e LAKATOS, Eva M. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 6ªed. São Paulo: Atlas, 2005. BOGDAN, Robert e BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e aos métodos. (Trad.) Maria João Alvarez et al. Porto – Portugal: Porto,1994.- mais de dois autores ANDERY, M. A. et al. Para compreender a ciência - uma perspectiva histórica. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1988. RANGEL et al. Orientações Para Produção do trabalho de Conclusão de Curso. 2ªed. Curitiba: IESDE, 2005.- coletânea de vários autores COSTA, M. de M. (Org). Linguagem oral e escrita sob a perspectiva holística: sala de aula em discussão. Belém: EMA, 2001. CORREA, Julio C. (Coord.). Caminhos e Descaminhos da Ação do Mestre aprendiz em sala de aula. Belém: EMA, 20012. Capitulo de Livro SAFFIOTI, Heleieth I. B. Estar ou Ser Sociólogo In: BARREIRA, César (Org.). A Sociologia No Tempo: memória, imaginação e utopia.São Paulo: Cortez, 2003. p 146 - 170
    • 423. Folheto FERREIRA, Mário. Manual de Xadrez Para Iniciantes. Belém, Gráfica Elite, 2004. 50f.4. Folder UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ. Biblioteca Central: atividades. Belém, 2002.1 folder.5. Catálogo MUSEU DA IMIGRAÇÂO (São Paulo, SP). Catalogo. São Paulo, 1997. 16p6. Trabalhos Acadêmicos COSTA, Carlos F.C. da S. A Construção do Conhecimento Construtivista – Interdisciplinar na Educação Infantil. 1997. 70f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Universidade da Amazônia, Belém, 1997. MACIEL, Carlos Alberto Batista. Rito, poder e socialização nos programas de atendimento aos meninos e meninas de rua. 2000. 112f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Departamento de Antropologia, Universidade Federal do Pará, Belém, 2000. JUSTO G. Z. Biodisponibilidade e Atividade Antineoplástica de Novo Modificador da Resposta Biológica, 1996. 218p. Tese ( Doutorado em Química Orgânica) – Departamento de Química Orgânica, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.7. Trabalhos Apresentados em Eventos- Considerados no todo CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS, 11., 2004, Fortaleza.
    • 43Anais... Fortaleza: CFESS, 2004. 368p.- Considerados em parte PETRELE JUNIOR, Miguel. Pesca na Amazônia. In: SEMINARIO INTERNACIONAL SOBRE O MEIO AMBIENTE, POBREZA E DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA, 5, 1993, Belém. Anais... Belém: Governo do Pará, 1992. p. 72-78.8. Publicação Periódica- Revista no todo CAMINHOS DA TERRA. São Paulo: Peixes, 2006. Mensal. ISSN 0104 – 1541.- Artigo de Revista  Assinado GÜNTHER, Hartmut. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta É a Questão?. Psicologia: Teoria e Pesquisa. vol. 22, nº. 2, p. 201-210. mai. / ago. 2006. GENTILI, P. A Indisciplina Como Aliada. Nova Escola, São Paulo, nº.149,p16-19, jan./fev.,2002.  Não Assinado VICIO liberado. Veja, São Paulo, nº.1710, p. 75-76, 25 jul.2001.- Artigo de Jornal  Assinado PALACIOS, Fernando. O Retrocesso Anunciado. O Liberal,Belém, 7 ago. 2003. Atualidades,p.4 ALMEIDA, Jaqueline. Violência está diretamente ligada à falta de perspectivas dos Jovens.O Liberal. Belém, 05 fev.007. Policia, p.6OBS.: Segue as mesmas regras de citação livro no caso de mais de um autor.  Não Assinado
    • 44 BIOSSEGURANÇA mudou após Rio 92. Correio do Povo, Porto Alegre, 30 jan.2002. Geral, p6.9. Documento Jurídico - Constituição BRASIL.Constituição da Republica Federativa do Brasil. Senado Federal. Brasília,1998. BRASIL. Lei 8.069/90. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, 1990.- Emenda Constitucional BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 45, de 30 de dezembro de 2004. São Paulo: Saraiva, 2005.- Legislação BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. LEX: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 60, p. 3719-3739, dez. 1996.- Medida Provisória BRASIL. Medida provisória nº 1.569-9, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, 14 dez. de 1997. Seção 1. p. 29514.10. Documentos em Meios Eletrônicos CHAGAS, Anivaldo T. Questionário na Pesquisa Cientifica. Disponível em ;http://www.fecap.br/adm_online/art11/anival.htm.Acessado: 10/06/07.11. Evento em Meio Eletrônico SOUSA, Thiago Lincka de. Biblioterapia: divulgando o profissional da informação. In:ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 28., 2005, Belém. Anais... Belém: [s.n], 2005. Disponível em:<http://www2.ufpa.br/enebd/home.htm>.Acesso em: 20 fev. 2006.12. Textos Recebidos Por E-Mail
    • 45 CORRÊA,J. A Arte de Educar Crianças (mensagem pessoal). Mensagem recebida por < Correa-julio2004@ig.com.br> em 15jul.2007.13. Internet – paginaMEIO ambiente. Disponível em: < http://www.meioambientehp.hpg.ig.com.br/>.Acesso em :24 fev.2005.14. CD-Rom / DVD / Fita de Vídeo BALDASSARINE JUNIOR, Sérgio. A arte na pré-história e na antiguidade. São Paulo: SBJ Produções, 1997. v.1. (Educação Artística Brasileira e Universal). 1 DVD. VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n. 2, 1994. 1 CD-ROM. MARAVILHAS da natureza. Produção de Readr’s Digest. (S.I.,1998?) videocassete (70min), VHS, son.,color. ( As Grandes Maravilhas do Mundo)15. FilmesFilme Longa metragem A MÚMIA. Direção: Stephen Sommers. Produção: James Jacks e Sean Daniel. Interpretes: Brendan Frase; Rachel Weisz; John Hannah; Arnold Vosloo e outros. Roteiro: Lloyd Fonvielle, Kevin Jarre e Stephen Sommers. Los Angeles: universal, c1999. 1 bobina cinematográfica (124 mim), son.,leg.,color.,35mm.Filme Longa metragem em DVD BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção; Miichael Delley. Itérpretes: Harrison Ford; Rutger Haver; Sean Young; Edward James Olmos e outros. Roteiro: Hampton Faacher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles: Warner Brothers, c1991. 1 DVD (117 min), widescreem, color. Produzido por Warmer Vídeo Home. Baseado na Novela “ Do androids dream of eletric sheep ?” de Philip K. Dick.16. Entrevista SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Nomes. Título da entrevista. Meio de divulgação.Local, data. Nota de entrevista.17. Dicionário
    • 46 CARVALHO, J. Mesquita. Dicionário Prático da Língua Nacional.5ªed.São Paulo:Globo,1955.18. Documentos Iconográficos.- Fotografia em papel: CARDOSO, C. Pedra de Itapuca, 1989. 3 fotografia, color. 18cm x 24cm- Fotografia publicada em jornal ( periódicos) GUERRA, C. Brincadeira Criminosa, Zero Hora, Porto Alegre, 7dez.2001. p80. 1 fotografia, color LOBATO, Paulo. O Açaí. Nosso Pará: sabores selvagens. Belém, v.7, p94, dez.2000. 1 foto, color. 12cm x 29cm.- Pintura a Óleo FAHRION, J. Nu com Curvas,1955. 1 original de arte, óleo sobre tela, 77,6cm x 62,5cm. Acervo do museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.19. Documento sonoro e musical- Coleção de CD com vários compositores e interpretes: BRAVO! Manaus: Som Livre, p2001. 3CD (s. duração total)- CD com um interprete e vários compositores CHAVES, R. Ricardo Chaves ao Vivo. Direção artística: Jorge Davison. Produção: Ricardo Chaves. Barueri: Globo BMG, p 1998. 1 CD (ca. 51min 3s)- LP (Long Play) com um interprete e vários compositores KLEYTON E KLEDIR. Kleyton e Kledir. Direção artística: Mazola. Produção: Kleyton, Kledir e Wellington Luiz. (São Paulo): Ariola, p 1983. 1 disco sonoro (39 min 6s), 33 1/3 rpm, estereo.,12 pol.- Somente faixa de LP e CD RETAMAZO, J.H; FERREIRA, E. Poncho Molhado. Interpretes: Os Serranos. In.: OS SERRANOS. Isto é... Direção e produção: Airton dos Anjos. Direção musical e arranjos: Os Serranos. São Paulo:
    • 47 Chantecler, p 1988. 1 disco sonoro (s.duração total), 33 1/3 rpm, estéreo., 12 pol. Lado B, faixa 2 (4min 39 s). ONASSIS, P; BARBOSA, S. Clareia. Interprete: Ricardo Chaves. In.: CHAVES, R. Ricardo Chaves ao Vivo. Barueri: Globo BMG, p.1998. 1CD. Faixa 12.- Partitura FOURÉ, Gabriel. Dolly: 06 original pieces. New York: International Music Company, (19 ___?). 1 partitura (41p.). Piano. VILLA-LOBOS, H. Coleção de Quartetos Modernos: cordas. Rio de Janeiro: (s.n.), 1916. 1 partitura (23 p.). Violoncelo. Vale ressaltar, ao principiante na metodologia da pesquisa que hámateriais impressos que não possuem local ou editora neste caso deve-seproceder da seguinte forma:- Quando a cidade não consta no documento e é identificada em outra fonte,esta é colocada entre colchetes, assim utiliza-se a expressão sine loco deforma abreviada [s. l.]- Quando não há editora utiliza-se a expressão sine nomine de forma abreviadaentre colchetes [s. n.]Exemplo: CORRÊA, Júlio César da Silva. Introdução a Metodologia da Pesquisa. [s. l.]: Absoluto, 2007. COSTA, Marilia de Melo. Introdução a Metodologia da Pesquisa. Belém- Pa: [s. n.], 2007. Assinalamos aqui as citações (tipos) mais utilizadas em trabalhosacadêmicos (monografia, dissertação, teses, publicações em periódicos etc...),pois ainda há outras formas de citar mas agora cabe ao principiante napesquisa buscar informações que venham contribuir em sua busca doconhecer.
    • 485- CONSIDERAÇÕES FINAIS Todos os anos, centenas de alunos terminam o Ensino Médio e passama fazer parte dos quadros discentes das universidades, públicas e particulares.Em quase cem por cento dos casos, esses alunos nunca ouviram falar emMetodologia do Trabalho Científico, esta é mais uma lacuna do processoensino-aprendizagem seja de escolas publicas ou particulares. A consequênciase dá quando este se vê diante de algo que nunca viu no decorrer de suaescolaridade, logo não consegue absorver o saber fazer pesquisa, ou seja, sesentir um pesquisador. Concomitante a isso, nos quadros das universidades já consta quealunos que não conhecem as minudências, as regras, e o contentamento de seenvolver em pesquisa. Nosso objetivo foi mostrar a esses alunos (graduandos ou pós-graduandos), incipientes na arte do trabalho científico, os caminhos iniciaispara o domínio dessa arte. A pesquisa científica, a produção e a reprodução deconhecimento, as regras para a publicação desse conhecimento visto e revisto,os passos para a realização do “saber fazer” nos interessavam sobremaneira. E nossa contribuição para esses alunos é esta: essa publicação. Comopesquisadores e professores e cidadãos, nos sentimos na obrigação deorganizar, sistematizar e explicitar caminhos que levem ao surgimento denovos pesquisadores sejam esses jovens universitários ou não. Queremos queeste livro texto se torne um manual. Não porque contém regras, mas porquecontém elucidações, pistas, conhecimento sobre conhecimento. Nossaintenção é que isto se torne um tira duvidas, e que seja consultado sempre quenecessário. E que seja necessário sempre. Temos aqui os passos básicos para o pesquisador iniciante emetodologia que cabe a todos os pesquisadores, iniciantes ou não. Uma última consideração, realmente final: façam uso deste material.Que ele seja o andaime de suas pesquisas e os ajude a construir mais e maisconhecimento.
    • 49ReferênciasANDERY, M. A. et al. Para compreender a ciência - uma perspectiva histórica. Riode Janeiro: Espaço e Tempo, 1988.BLALOCK, H. M. Introdução à pesquisa social. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em Educação: umaintrodução à teoria e aos métodos.(Trad.) Maria João Alvarez et al. Porto – Portugal:Porto,1994.BRANDÃO, C. R. Pesquisa participante. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1982.BRUYNE, P. et al. Dinâmica da pesquisa em ciências sociais. Rio de Janeiro:Francisco Alves, 1977.BRESSAN, Flávio. O Estudo de Caso Tem Que Mostrar SuficientesEvidencias. Disponível:http://www.fecap.br/adm_online/art11/flavio.htm.Acessado:22/07/2007CARVALHO, A. D. de. Epistemologia das ciências da educação. 2. ed. Porto:Afrontamento, 1988.CHAGAS, Anivaldo T. R. Questionário na Pesquisa Cientifica. Disponível:http://www.fecap.br/adm_online/art11/anival.htm. Acessado:10/06/07.CONDURU, Marise T. & MOREIRA, Maria da Conceição R. Produção Cientifica naUniversidade: normas para apresentação. Belém. ADUEPA, 2005.COLEMAN, Vernon. O Seu Corpo Sabe. Disponível: WWW.taps.org.br.Acessado:05/07/2007.DEMO, Pedro. Pesquisa e construção do conhecimento: metodologia científica nocaminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva S.A., 1983.FAZENDA, Ivani (Org.). Metodologia da pesquisa educacional. 7. ed. São Paulo:Cortez, 2001.GAMBOA, Silvio A. Sanchez. A Dialética na Pesquisa em educação. In.: FAZENDA,Ivani (Org,) Metodologia da Pesquisa Educacional. 5ª ed. São Paulo: Cortez,1999.GÜNTHER, Hartmut. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta É aQuestão?. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol. 22 n. 2, p. 201-210, mai./ago. 2006.GODOY, Norton. Somos Todos Um Só. Disponível em:http.www.zaz.com.br/Istoé/ciência/132038.nun.Acessado: 14/11/1998.HORN, Geraldo Balduino & DIEZ, Carmem Lúcia F. Metodologia da Pesquisa.Curitiba:IESDE,2005. pp 69 -71KAPLAN, A. A conduta na pesquisa. São Paulo: Herder, 1969.
    • 50KERLINGER, F. N. Metodologia da pesquisa em ciências sociais. São Paulo: EPU,EDUSP, 1980.KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica. 20. ed. Petrópolis: Vozes,2002.LE VEN, Michel Marie et al.História oral de Vida: o instante da entrevista.In:SIMSON,Olga Rodrigues de Morais Von ( org.) Os Desafios Contemporâneos daHistória Oral.São Paulo: UNICAMP,1997.LUNA, Sergio Vasconcelos. Planejamento de Pesquisa. São Paulo: EDUC, 1999.LUCKESI, C. et al. Fazer universidade: uma proposta metodológica. São Paulo:Cortez, 1984.MAUAD, Ana Maria.História,Iconografia e Memória. In.: SIMSON,Olga Rodrigues deMorais Von ( org.) Os Desafios Contemporâneos da História Oral.São Paulo:UNICAMP,1997.MARCONI, Marina de Andrade & LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos deMetodologia Cientifica. 6ªed. São Paulo: Atlas,2005.NORMALIZAÇÃO E ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADEMICOS. Belém –Pa.:UNAMA, 2006.O QUE É EPISTEMOLOGIA. Disponível em:http://www.rsmar.hpg.ig.com.br/005/txt003.html.Acessado:2008/2003.PESQUISA QUALITATIVA. http://www.pesquisaquantitativa.com.br/pesquisa-quantitativa.htm. Acesso em : 15/04/2006PESQUISAQUALITATIVA. Disponível:http://www.ibope.com.br.Acesso:17/07/07.PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A Pesquisa e a Construção do ConhecimentoCientifico: do planejamento aos textos, da escola à academia.São Paulo: Rêspel,2003. p 36-37POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, EDUSP, 1975.RANGEL, Natalia. Ensino Básico é Reprovado no Brasil - A Semana.Isto É.nº1965,ano 30, p.20-22, 27 de junho,2007.RANGEL et al. Orientações Para Produção do trabalho de Conclusão de Curso.2ªed. Curitiba: IESDE,2005.RUIZ, J. A. Metodologia Cientifica: guia para eficiência nos estudos. SãoPaulo:Atlas,1982.RUMMEL, F. J. Introdução aos procedimentos de pesquisa em educação. PortoAlegre: Globo, 1972.RICOEUR, P. Interpretação e ideologias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.SALVADOR, A. D. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica - elaboração erelatório de estudos científicos. Porto Alegre: Sulina, l971.
    • 51SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Cientifico. São Paulo: Cortez,1985SCHRADER, A. Introdução à pesquisa social empírica. Porto Alegre: Globo, 1974.SIEGEL, S. Estatística não-paramétrica. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, Ltda,1975.THOMPSON,Paul.A Voz do Passado: história oral.Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1992TONOZI – REIS, Marilia F. de C. Metodologia da Pesquisa. Curitiba:IESDE, 2005._____________. Metodologia da Pesquisa. Curitiba,IESDE,2006.TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à Pesquisa em Ciências Sociais. SãoPaulo:Atlas, 1987.TRUJILLO, Alonso Ferrari. Metodologia da Ciência. 2ª ed.Rio de janeiro:Kennedy,1974.TEIXEIRA, Gilberto. O Que É Pesquisa. Disponível:www.serprofessoruniversitario.pro.br.Acessado:07/07/07.
    • 52 Anexos Modelos de Trabalhos CientíficosFichamento Henrique. Administração escolar: introdução crítica. 10ed. São Paulo: PARO, Vitor Cortez, 2001. “O que venho procurando fazer é abordar a administração em seus elementos mais simples e abstratos, os quais tem validade para toda forma de organização social”. (p.31)Fonte: AVIZ, Márcia A. e CORRÊA, Júlio C. da S. Introdução a Metodologia da Pesquisa.Belém.SUPEX / UNAMA, 2003ResumoPARO, Vitor Henrique. Administração escolar: introdução crítica. 10.ed. São Paulo:Cortez, 2001. Aborda elementos abstratos e simples da administração para que seja válido em outras formas de organização social.Fonte: AVIZ, Márcia A. e CORRÊA, Júlio C. da S. Introdução a Metodologia da Pesquisa.Belém.SUPEX / UNAMA, 2003ResenhaModelo nº 01PARO, Vitor Henrique. Administração escolar: introdução crítica. 10ed. São Paulo:Cortez, 2001. “O que venho procurando fazer é abordar a administração em seus elementos mais simples e abstratos, os quais tem validade para toda forma de organização sócia”(p.31) “A tomada de consciência política reveste-se, assim, de importância fundamental para a participação dos componentes da classe operária no processo de criação de um novo sistema hegemônico “(p. 99) Após a seqüência dos parágrafos faz-se a análise da obra.Fonte: AVIZ, Márcia A. e CORRÊA, Júlio C. da S. Introdução a Metodologia da Pesquisa.Belém.SUPEX / UNAMA, 2003
    • 53Modelo nº 02 PARO, Vitor Henrique. Administração escolar: introdução crítica. 10.ed. São Paulo: Cortez, 2001. Segundo PARO (2001), o que venho procurando fazer é abordar a administração em seus elementos mais simples e abstratos, os quais tem validade para toda forma de organização social, observa-se então que o autor procura adequar a administração aos vários setores sociais (...)
    • 54PROJETO DE PESQUISA – MODELO 1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA ADRIANA DA CUNHA SIQUEIRA JULIO CÉSAR DA SILVA CORRÊA LUCILA SOARES GONÇALVES Homossexualidade Masculina Frente ao Preconceito e Discriminação Promovendo a evasão no espaço – tempo escolar Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de especialização em Psicopedagogia, Universidade Castelo Branco – parceria IESDE / ELITE. Orientado pela Tutoria. Belém – Pará 2006.
    • 551-Titulo:Homossexualidade Masculina Frente ao Preconceito e Discriminação: promovendo aevasão no espaço – tempo escolar2- Tema: Discorreremos acerca da homossexualidade masculina no espaço-tempocomo sendo um dos motivos que levam um aluno a evadir da sala de aula no EnsinoMédio.3- Problema: Temos 21 anos de exercício no magistério do Ensino Fundamental e Médio, edurante todo este tempo percebemos que os alunos que apresentavam serhomossexuais, ou ainda, que chegavam assumir perante os colegas de turma suasexualidade, quase sempre não concluíam seus estudos ou levavam o dobro dotempo necessário para terminar, mas não apresentavam dificuldade deaprendizagem. O fato é que as “brincadeiras” e as cobranças por parte tanto do alunadocomo do corpo docente era grande, ou seja, discriminação e preconceito tomavamproporções absurdas que ocasionava ao nosso ver a evasão do aluno, sóretornando depois que X ou Y pessoa já não faziam parte do universo escolar. Neste sentido, a investigação pretende responder as seguintes indagações:- Qual(s) o(s) efeito(s) que atos homofônicos provocam processo ensino –aprendizagem?- Atos de preconceitos e discriminação estimulam a evasão escolar?- O que leva o jovem ter atos de discriminação e preconceito diante do serhomossexual( homofobia)?4- Justificativa: As relações de afetividade estabelecidas no espaço – tempo escolarpromovem a estabilidade do processo ensino – aprendizagem, e até certo ponto a
    • 56continuação do alunado no espaço escolar, é o que a experiência de anos nos dá aperceber. No Ensino Médio, o aluno encontra-se aproximadamente entre 14 a 16 anosde idade, período em que as relações afetivas tomam novos significados. O ficar épratica do jovem desta idade, e conseqüentemente a atividade sexual fica maisintensa e quase sempre perceptível aos olhos dos colegas. Quando um aluno se faz perceber que se sente atraído por alguém do mesmosexo, no caso menino, as coisas complicam no universo social a discriminação e opreconceito tomam proporções alarmantes, e produz feridas profundas naquele queassume sua homossexualidade, ou ainda, somente a suspeita faz com que o mesmoseja alvo de sérias brincadeiras e chacotas bem desagradáveis. O fato é que com o passar do tempo o aluno vem a abandonar o espaçoescolar por não encontrar apoio nos atores que promovem a dinâmica da escola(gestor escolar, serviço técnico e professor). A ausência de apoio podemos atribuir àignorância de dados científicos acerca da homossexualidade, ao pré-conceito, aopreconceito dentre outros. Assim, acreditamos que o referido projeto poderá subsidiar um novo olharpara o fato da homossexualidade na escola, dando à todos o direito de fato de seincluir no universo social.5- Objetivos:Geral - Promover uma analise critica da aceitabilidade ou não da homossexualidademasculina no espaço – tempo escolar do Ensino Médio, e qual o reflexo dadiscriminação e preconceito na permanência / conclusão dos estudos.EspecíficosConhecer as dificuldades de aceitação da homossexualidade masculina no espaço– tempo escolar do Ensino Médio;Identificar atos de discriminação e preconceito de alunos, professores , técnicos egestor da escola com relação ao aluno homossexual;Reconhecer quais os motivos que levam o aluno homossexual a abandonar osestudos.
    • 576- Suporte Teórico: O homem vive dramas profundos de identidade, a mulher se depara comnovas formas de se expressar no papel feminino e a sociedade se escandaliza ereage chocada ao descobrir o que é classificado como perversão sexual. Todosesses são temas presentes na história do cotidiano e, mesmo com a "liberação" daprática sexual que encontra facilidades no mapeamento das cidades grandes, ondeas pessoas sabem onde comprar drogas e onde encontrar garotos e garotas deprograma para uma noite de prazer, há tabus que permanecem e que jogam oshomens ao fundo do poço dos conflitos quando sexo entre iguais ainda permanececomo uma prática negativa. A homossexualidade, se é que não existe em todas as sociedades humanase animais, é uma experiência muito recorrente. Mas, como todos os comportamentoshumanos, é normatizado pela sociedade e profundamente influenciado pela cultura.Por essa razão, manifesta-se de formas diferentes, é vista de modo bastantediferente nas diversas sociedades estudadas, e varia de época para época. A comparação de diversos contextos sócio-culturais mostra que, além dafreqüência da homossexualidade variar de sociedade para sociedade, em algumaspode ser mais encontrada no sexo masculino, em outras pode ser mais visível entrepessoas do sexo feminino. Em algumas sociedades é muito estigmatizada e ohomossexual é objeto de discriminações, zombarias e de atrocidades, que podemlevar à sua morte, por suicídio ou por homicídio. Em outras sociedades, se não éencorajada ou desejada, tende a ser olhada com certa naturalidade.(FERRETTI,1998) A homossexualidade segundo Corrêa (2004), define-se pela atraçãoemocional, sexual e estética por pessoas do mesmo sexo. O termo homossexual foicriado em 1869 pelo escritor e jornalista austro-húngaro Karoly Maria Kertbeny.Deriva do gr. homos, que significa "semelhante", "igual". Em 1870, um texto deWestphal intitulado "As Sensações Sexuais Contrárias" definiu a homossexualidadeem termos psiquiátricos como um desvio sexual, uma inversão do masculino e dofeminino, em suma, uma espécie de loucura. A partir de então, no ramo daSexologia, a homossexualidade foi descrita como uma das formas emblemáticas dadegeneração. Nos códigos penais, surgiram leis que proibiam as relações entrepessoas do mesmo sexo. Alguns historiadores da ciência afirmam que a
    • 58homossexualidade é uma invenção recente, um termo que busca dar um nomepseudo-científico para uma forma de amor socialmente perseguida de formasistemática a partir de fins do século XIX. A partir dos movimentos de liberação homossexual e, sobretudo após oincidente de Stonewall em Nova York, em junho de 1969, emergiu o termo gay comomeio para apagar o teor psiquiátrico por trás da palavra homossexual. Assim, gay éum termo politizado e menos estigmatizador. Um homem homossexual costuma serchamado de gay, enquanto uma mulher, é chamada de lésbica. Embora algumasvezes gay seja usado como denominador comum entre homens e mulhereshomossexuais e bissexuais, tal uso têm sido constantemente rejeitado por implicarna invisibilidade ante a lesbianidade e à bissexualidade. Desde os Estudos de Kinsey, em 1949( apud CORRÊA,2004) que sepopularizou a afirmação de que 10% da população humana teria uma orientaçãohomossexual. No entanto, outros estudos indicaram valores diferentes, tais como 4%e 14%. A principal razão para a dificuldade na obtenção de um valor credível está nofacto de muitos homossexuais continuarem a esconder a sua orientação sexual pormotivos diversos, além de ser difícil classificar e quantificar de forma científica o graude homossexualidade / heterossexualidade de alguém. Mas, mesmo tendo todo um arcabouço de trabalhos acerca da temáticahomossexualidade, ainda hoje jovens sofrem preconceitos e muitos abandonam oespaço escolar, tornando-se vitima de toda uma ignorância da tolerância do permitirque o outro viva a sua sexualidade.7- Metodologia: A temática em questão nos imputa a necessidade de realizarmos umapesquisa do tipo pesquisa-ação, onde esta produz conhecimento com os dados dainvestigação realizada ao mesmo tempo que viabiliza um novo olhar educativoacerca do objeto da pesquisa ( CORRÊA; AVIZ, 2003; TONOZI – REIS, 2006) Teremos como lócus de investigação uma Escola de Ensino Médio da RedePública Estadual de Ensino, de porte médio, sito no Centro Comercial de Belém, nosturnos manhã, tarde e noite, pois estes turnos apresentam clientela diferenciadas. A coleta de dados envolverá os seguintes atores: 1 gestor escolar; 1supervisor escolar; 1 orientador educacional; professores das disciplinas: 3 LínguaPortuguesa, 2 Ensino das Artes, 2 Filosofia, 3 Sociologia, 1 Biologia, 1 Geografia e 3
    • 59História. 5 alunos da 1ª série, 5 alunos da 2ª série e 5 alunos da 3ª série (perfazendo 15 por turno). Os professores e serviço administrativo e técnico daescola é comum a todos os turnos. A investigação percorrerá os seguintes passos metodológicos:- levantamento bibliográfico acerca do tema;- fichamento do material bibliográfico;- Visita no lócus de pesquisa;- aplicação de questionário ( alunos, professores e técnicos);- Entrevista semi-estruturada;- tabulação dos dados de campo;- feitura do texto do TCC.8- Cronograma de Atividades período de agosto a maio levantamento bibliográfico acerca do temafichamento do material bibliográfico visita no lócus de pesquisa aplicação de questionário (alunos,professores e técnicos) entrevista semi – estruturada tabulação dos dados de campo redação do texto final do TCC.9- ReferenciasCECCARELLI, Paulo Roberto.Sexo, Eterno Enigma. Revista Troppo. Disponível:http://www.oliberal.com.br/troppo/entrevista.html. Acessado: 10/10/06CORRÊA, Júlio C. da S. e AVIZ, Márcia A. Iniciação a Metodologia Cientifica. Belém. SUPEX/UNAMA, 2003.FERRETTI, M. Homossexualidade um olhar antropológico: Pesquisa em Foco: UFMA. v.6, n.8,jul./dez. 1998, p.121-127.MILLOT, Catherine. Felicidade e Tirania do Sexo. Folha de São Paulo. Caderno Mais, 10 jan, 1999.SALUALAGGIO, Verônica de F, Educação Sexual. Curitiba; IESDE, 2006.TOZONI-REIS, Marilia F. de C. Metodologia da Pesquisa. Curitiba: IESDE,2006.