Tratado de Terapiade Vidas Passadas   Volume Único    Hugo Lapa
1ᵃ edição - 2012                   2
Observação importante:        Este material é o resultado de um esforçoque tem como principal objetivo divulgar o estudote...
Contato com Hugo LapaTelefone: (11) 9502 2176E-mail: lapapsi@gmail.comBlog: http://hugolapa.wordpress.comSite: www.terapia...
Certa vez perguntaram ao Dalai Lama:"O que o surpreende mais na humanidade?"Ele respondeu:"Os homens perdem a saúde para j...
DedicatóriaEste tratado é dedicado ao nosso queridoMorris Netherton, o primeiro sistematizador da Terapia de VidasPassadas...
Agradecimentos          Agradeço a minha esposa Camila pelo grande incentivo queme deu durante a elaboração desta obra e p...
ÍNDICECapítulo 1 – Introdução     -------------------------------------------------- 16A Terapia de Vidas PassadasAs Contr...
O TempoA Memória ExtracerebralOs Arquivos AkashicosO Continente Perdido da AtlântidaO Continente Perdido de Mu (Lemúria)Ca...
A AcupunturaA Astrologia KármicaO ClearingCapítulo 10 – Os Tipos de Regressão    ----------------------------- 222A Anális...
A Família de AlmasAs Almas GêmeasO Povo da LuzAs DoençasA CargaAs Marcas de NascençaAs Marcas de Nascença ExperimentaisOs ...
O AlgozO SalvadorO ObservadorO PerpetradorCapítulo 15 - As Explicações Alternativas        ----------------------- 409O Ma...
A Possessão AnimalOs ImplantesO VampirismoO UmbralOs DemôniosMaya (A Ilusão Cósmica)Capítulo 19 - Os Extraterrestres      ...
A Terapia da Catarse e Terapia do InsightCapítulo 23 - Técnicas de Indução      --------------------------------- 566O Rel...
Edith FioreBrian WeissMorey BersteinMorris NethertonBibliografia                   15
Capítulo 1                  Introdução à Terapia                   de Vidas Passadas         Definição e Aspectos Gerais  ...
ências externas ao cliente de “presenças” espirituais. Há muitasevidências clínicas de que boa parte dos problemas enfrent...
pêutico, não é isso o que se busca. Por outro lado, a TVP nada tem aver com religiões e os terapeutas são unânimes em decl...
que será evocada. No entanto, existem terapeutas no Brasil quetrabalham com grávidas e relatam que, em sua experiência, nu...
Deficiências mentais, retardamento: O indivíduo com retardo men-tal, pela sua própria condição, não está apto a realizar u...
dissimular, esconder de si mesma, reprimir e até esquecer por com-pleto – pode, ao menos em tese, levar a pessoa ao surto ...
mental utilizada pela maior parte dos terapeutas de regressão. Estasó ocorre em alguns indivíduos e mesmo assim a pessoa p...
pode ser descarregado e conscientizado pelo cliente. Assim, essaideia da culpa pós-tratamento em vidas de algoz não possui...
você. Então, naturalmente, você verá dentro dos limites do seu pró-prio desejo‖.É preciso equilibrar a pessoa antes de faz...
foi a etapa considerada “científica” do magnetismo ou da Hipnose. Aterceira fase chamaremos de “História Recente”, que se ...
técnicas diretas de estados de êxtase através do despertar das capa-cidades latentes do espírito humano. A grande figura i...
ção, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada doeu.           Com esse mesmo coração resoluto eu procurava...
Esse texto é uma coleção de aforismos e está dividido emquatro partes. A obra não faz qualquer referência a ritualismos ou...
no livro ―Yoga Sutras of Patanjali with the Exposition of Vyasa‖ asdissoluções das impressões latentes são o caminho para ...
todos os dias; como a essência, ele vem do desconhecido e para odesconhecido retorna. O fogo nunca se perde e nunca se des...
práticas psicoespirituais de meditação, algo semelhante ao que se fazmodernamente com a ajuda dos profissionais médicos e ...
existências passadas, através da imensidão do tempo... Regressa aopassado! Fixa tua mente e lê o teu passado.‖           S...
Na mitologia grega, lembramos quase automaticamente dafigura da medusa. Tratava-se de um ser sobrenatural, um mostroctônic...
embora não haja nenhum registro documental que aponte nessadireção, se o uso do “sono terapêutico” era utilizado em larga ...
“trocar de pele”, ou a romper a casca da ignorância, do materialismoou da ilusão do ego, ou a fazer a transição de um esta...
discípulo conseguia vencer a natureza fragmentária de sua mente epassava a assumir o controle de sua energia e seu psiquis...
acontecimentos da vida, regendo nosso corpo, nossa mente e nossodestino.           Existem duas formas de se evoluir, dese...
e mortes sucessivos, confirmando assim a crença na reencarnação.Sua filosofia pode ter sido influenciada pelas suas record...
reencarnação. Pesquisas mostram que o catarismo possuía umconjunto de práticas rigorosas que previam, dentre outras coisas...
era universal, sutil, gravitacional e poderia ser encontrado comoemanação dos planetas, das estrelas, da lua, de todos os ...
rismo atraía seguidores prestigiados, inclusive ganhara o respeito daRainha Maria Antonieta. Vários centros de cura mesmér...
car se o Reiki poderia ter um efeito em ratos independente da fé deuma pessoa. No caso da pesquisa com ratos, efeito place...
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Tratado de terapia de vidas passadas

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Esta obra, pioneira no Brasil, aborda os principais aspectos da Terapia de Vidas Passadas.

Cada vez mais essa revolucionária forma de terapia vem sendo reconhecida por profissionais de saúde, psicólogos e médicos, e vem recebendo uma adesão maciça do público em geral.

O livro faz um resumo da teoria e da prática da TVP. Foi escrito numa estilo simples e agradável de ler. Qualquer pessoa pode se beneficiar de sua leitura e encontrar um significado para muitas de suas experiências de vida, inexplicáveis pela Psicologia, Medicina e a pela ciência convencional.

A dimensão espiritual do homem, assim como seus sentidos interiores, são desvelados e explicados em detalhes, a fim de tornar mais clara sua compreensão.

Published in: Spiritual
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Tratado de terapia de vidas passadas

  1. 1. Tratado de Terapiade Vidas Passadas Volume Único Hugo Lapa
  2. 2. 1ᵃ edição - 2012 2
  3. 3. Observação importante: Este material é o resultado de um esforçoque tem como principal objetivo divulgar o estudoteórico da Terapia de Vidas Passadas. A totalidadedas informações aqui contidas poderá ser utilizadalivremente em cursos de formação para terapeutasde regressão e também como informativo para apropagação da Terapia de Vidas Passadas junto aopúblico em geral. Seu conteúdo está devidamente protegidopela lei dos direitos autorais. Qualquer citação departes desse texto deve obrigatoriamente conter aindicação da fonte. O infrator estará sujeito à pena-lidade conforme a legislação brasileira. O conteúdo aqui exposto não pode ser con-siderado suficiente para a formação de um profis-sional de terapia de vidas passadas. Este Tratadodeve ser encarado apenas como um manual teóricodo nosso campo de estudos, e não como materialque basta para a certificação do terapeuta. De igualforma, não há possibilidade de que as informaçõesaqui contidas possam servir para o ensino das téc-nicas terapêuticas hipnóticas, regressivas ou psí-quicas, pois estas só podem ser aprendidas emcursos regulares e oficiais de formação. Este material não foi escrito numa sequên-cia de ideias. Isso significa que a leitura dos primei-ros capítulos não é pré-requisito para entendimentodos subsequentes. O leitor pode sentir-se à vontadepara ir a qualquer ponto que seja de seu interesse. Desejamos a todos uma leitura edificante!Que todos possam encontrar o objetivo máximo daexistência: a natureza divina eternamente presenteno interior de cada um. 3
  4. 4. Contato com Hugo LapaTelefone: (11) 9502 2176E-mail: lapapsi@gmail.comBlog: http://hugolapa.wordpress.comSite: www.terapiadevidaspassadas.netFacebook:http://www.facebook.com/profile.php?id=100001215440079&ref=tsTwitter: @HugoLapaMsn: hugolapatvp@hotmail.comSkype: Hugo-lapaEntre em minha lista de discussão sobre TVP:terapiadevidaspassadastvp@yahoogrupos.com.br 4
  5. 5. Certa vez perguntaram ao Dalai Lama:"O que o surpreende mais na humanidade?"Ele respondeu:"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro edepois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, eacabam por não viver nem no presente e nem no futuro...Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tives-sem vivido.""Para ser grande, sê inteiroNada teu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa.Põe quanto és no mínimo que fazes.Assim, em cada lago,a lua inteira brilha,Porque alta vive."(Poeta e Místico Fernando Pessoa)“Sede vós mesmos vossa própria bandeira e vosso próprio refúgio.Não confieis a nenhum refúgio exterior a vós. Apegai-vos fortementeà Verdade. Que ela seja vossa bandeira e vosso refúgio. Aqueles queforem eles próprios sua bandeira e seu refúgio, que não se confiarema nenhum refúgio exterior a eles, que, apegados à Verdade, a tenhamcomo bandeira e refúgio, atingirão a meta suprema.” (Buda)“A fonte corre cantandoDa nascente para o mar,Serve e luta no percursoPara ser pura ao chegar...”(Chico Xaver; Emmanuel)“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazeruma história nova.”(Mahatma Gandhi)“Felizes os mansos, porque possuirão a terra.6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.7 Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia.8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos deDeus.” (Jesus) 5
  6. 6. DedicatóriaEste tratado é dedicado ao nosso queridoMorris Netherton, o primeiro sistematizador da Terapia de VidasPassadas. 6
  7. 7. Agradecimentos Agradeço a minha esposa Camila pelo grande incentivo queme deu durante a elaboração desta obra e pela disposição em criaras condições para que ela pudesse ser escrita. No cerne de seuesforço está a certeza de que a Terapia de Vidas Passadas é uminstrumento eficaz para o aperfeiçoamento e a purificação da huma-nidade. 7
  8. 8. ÍNDICECapítulo 1 – Introdução -------------------------------------------------- 16A Terapia de Vidas PassadasAs ContraindicaçõesAs Distorções da Terapia de Vidas PassadasA História da Terapia de Vidas PassadasCapítulo 2 – As Leis Naturais -------------------------------------- 67A ReencarnaçãoA MetempsicoseO Conceito Annata BudistaO Karma ou Lei de Causa e EfeitoO Karma ColetivoO Karma BumerangueO Livre arbítrioA Evolução EspiritualO DharmaO Princípio HolonômicoA SincronicidadeA CoincidênciaCapítulo 3 - As Correntes Espirituais ---------------------------- 106O EspiritismoA TeosofiaBudismo Tibetano (O Livro Tibetano dos Mortos)As Ordens IniciáticasCapítulo 4 - A Ciência --------------------------------------------- 120Considerações sobre o Saber CientíficoO EmpirismoCapítulo 5 - A Hipnose ------------------------------------------- 130O Mesmerismo de Franz Anton MesmerA HipnoseO TranseA Amnésia pós-hipnóticaA Hipnose RegressivaA Hipnose EricksonianaAs Ondas cerebraisCapítulo 6 - Tempo, Memória e História Oculta ------------- 141 8
  9. 9. O TempoA Memória ExtracerebralOs Arquivos AkashicosO Continente Perdido da AtlântidaO Continente Perdido de Mu (Lemúria)Capítulo 7 – O Psiquismo Humano ------------------------------- 153O EgoA PersonalidadeO InconscienteO CaráterA AptidãoAs EmoçõesOs SkandhasOs SonhosO COEXCapítulo 8 – A Anatomia Sutil ----------------------------------- 172A Anatomia SutilO EspíritoA AlmaO Eu SuperiorO Corpo AstralO Cordão de PrataO Corpo EtéricoO Corpo FísicoA AuraOs ChakrasOs NadisOs Átomos PermanentesCapítulo 9 – As Terapias dos Estados Incomuns ------------- 190Os Estados IncomunsO Isolamento SensorialA Terapia PrimalA Respiração HolotrópicaTreinamento AutógenoEMDRMétodo Silva de Controle MentalA Psicologia TranspessoalA PsicossínteseO PsicotranseO RenascimentoA PsicorregressãoA Captação Psíquica 9
  10. 10. A AcupunturaA Astrologia KármicaO ClearingCapítulo 10 – Os Tipos de Regressão ----------------------------- 222A Análise de Vidas PassadasA RegressãoA Regressão espontâneaA Regressão em grupoA Regressão SimbólicaA Regressão à vida animalA Regressão à vida mineralA Regressão em EspíritosA Regressão a vidas felizesRegressão a vidas paralelasProgressão a vidas futurasA AutorregressãoOutros tipos de vidasVida imediatamente anterior à atualVidas de drenagemVida mais espiritualVida ExtraterrestreVida mais insignificante e simplesA AutorregressãoCapítulo 11 – As Fases da Regressão ---------------------------- 252O Roteiro Kármico (ou Plano de Vida)Os Senhores do KarmaA Vida intrauterinaO NascimentoA DescidaO AbortoA MorteA Morte conscienteA Revisão de vidaO SuicídioA Experiência de Quase-MorteO KamalokaO BardoO DevachanO EntrevidasA Metaconsciência de Joel WhitonCapítulo 12 - A Influência das Vidas Passadas --------------- 301A Personalidade de vida passadaO Véu do Esquecimento 10
  11. 11. A Família de AlmasAs Almas GêmeasO Povo da LuzAs DoençasA CargaAs Marcas de NascençaAs Marcas de Nascença ExperimentaisOs SamskarasO SpotOs Opostos PsíquicosO Padrão e ContrapadrãoO EngramaO ComplexoA Ressonância SimbólicaA Repercussão kármicaO TraumaO HangoverA AlienaçãoO Postulado de caráterA Pseudo-ObsessãoInversão de PapelOs Votos de Fidelidade ou CompromissoO Pacto de SangueO Voto de CelibatoO Voto de PobrezaO Voto de SilêncioA HomossexualidadeAs Habilidades de Vidas PassadasA Iniciação EspiritualOs Padrões de EvoluçãoOs ArquétiposCapítulo 13 - Vida Afetiva e Familiar ------------------------------- 371O Amor de Vidas PassadasA Dependência EmocionalOs Conflitos FamiliaresO Reconhecimento de FamiliaresA Nossa Missão com a FamíliaO CiúmeA CulpaRelações de Poder FamiliarSacrifício pelo outroAversão e RaivaFamiliar EsponjaCapítulo 14 - Os Papéis de Vidas Passadas -------------------- 406A Vítima 11
  12. 12. O AlgozO SalvadorO ObservadorO PerpetradorCapítulo 15 - As Explicações Alternativas ----------------------- 409O MaterialismoO Coletivismo PsíquicoO CriacionismoO TraducionismoA Transferência PsíquicaA FraudeA CriptomnésiaA Memória GenéticaO Efeito PlaceboA FantasiaCapítulo 16 - A Parapsicologia -------------------------------------- 423Os Poderes PsíquicosO Treinamento de TemploA TelepatiaA PrecogniçãoA GlossolaliaO MédiumA Experiência fora do corpoCapítulo 17 - A Psicopatologia -------------------------------------- 433A PsicopatologiaA DepressãoO Transtorno de PânicoA FobiaA Adicção às DrogasA ParanóiaO Transtorno Dissociativo de IdentidadeObsessões e CompulsõesO RacismoCapítulo 18 - A Influência Espiritual ------------------------------- 464O MestreOs AnjosOs DevasOs ElementaisObsessão espiritualA IncorporaçãoA Possessão Espiritual 12
  13. 13. A Possessão AnimalOs ImplantesO VampirismoO UmbralOs DemôniosMaya (A Ilusão Cósmica)Capítulo 19 - Os Extraterrestres ------------------------------------ 491Os ExtraterrestresOs ExiladosA AbduçãoCapítulo 20 - A Magia --------------------------------------------------- 502A Influência PsíquicaA MagiaA Magia NegraCapítulo 21 - O Terapeuta de Regressão ------------------------- 510A Ética do TerapeutaA Relação TerapêuticaA EmpatiaA Equipe Espiritual do TerapeutaA IntuiçãoComo encontrar um bom terapeutaCapítulo 22 - O início da sessão ------------------------------------ 521A Influência das Vidas PassadasA Questão da CobrançaTempo da sessãoRegistrar as sessõesA questão do barulhoPosição para a regressãoIngestão de substânciasIdentificação do transeA Iluminação do localA Música de fundoA AnamneseA InduçãoO ComandoA Experiência TranspessoalO Ponto de entradaAs PontesO BloqueioA CatarseO Insight 13
  14. 14. A Terapia da Catarse e Terapia do InsightCapítulo 23 - Técnicas de Indução --------------------------------- 566O RelaxamentoO Relaxamento ProgressivoVisualização CriativaA Concentração em pontos específicos e nos chakrasA Focalização no sintoma ou problemaA Verbalização e repetição do conteúdoA Regressão por meio de objetosAs Mind MachinesA Cinesiologia AplicadaCapítulo 24 - Técnicas de Condução e Tratamento ---------- 585O AnfiteatroA Consciência ElípticaA DissociaçãoA Imagem de FilmeA Visão de PássaroAs Imagens CatatímicasOs Estados de EgoAtravessar o ProblemaO HomingA Exploração da AuraA Exploração VerbalO Tratamento das “presenças” espirituaisA AncoragemA Técnica ISISO Resgate da AlmaA Terapia da Pré-CriaçãoA Transação KármicaA Viagem XamânicaA Reprogramação do Roteiro KármicoO PerdãoCapítulo 25 - Terapia de Vidas Passadas com Crianças ---- 616As Crianças e suas Vidas PassadasA Terapia de Vidas Passadas InfantilO Amigo InvisívelCapítulo 26 - Personalidades ---------------------------------------- 626Sigmund FreudHans TendamHelen WambachRoger Woolger 14
  15. 15. Edith FioreBrian WeissMorey BersteinMorris NethertonBibliografia 15
  16. 16. Capítulo 1 Introdução à Terapia de Vidas Passadas Definição e Aspectos Gerais A Terapia de Vidas Passadas (TVP) é uma abordagem te-rapêutica, ainda não vinculada à Psicologia e à Medicina, que temcomo hipótese fundamental a realidade do renascimento sucessivo,ou a teoria da reencarnação. A Terapia de Vidas Passadas usa técnicas semelhantes àHipnose regressiva, que tem como meta regressar no tempo até osprimeiros períodos da vida atual – como infância, nascimento e vidaintrauterina. A TVP, por sua vez, declara ser possível conduzir o serhumano a estados de consciência anteriores ao nascimento físico e afase intra-uterina; estados que transcendem a perspectiva de suapersonalidade atual. A TVP deriva seu nome da experiência de re-gressar à vidas passadas, tendo como objetivo o tratamento de outrasexistências, para o alívio de sintomas físicos e psíquicos. A Terapia de Vidas Passadas trabalha com o pressupostode que muitas experiências originárias de encarnações passadaspodem ter criado marcas profundas em nosso psiquismo. Essasmarcas podem ter sua gênese em momentos determinados durante avida ou no momento da morte. Com a amnésia pós-nascimento davida seguinte, nossa memória fica velada, mas as repercussõesdecorrentes das marcas deixadas de vidas passadas continuamressoando em nosso ser, gerando múltiplos e variados problemas,como dores, fobias, traumas, angústia, ansiedade, sintomas físicos eemocionais. Os dois pilares do tratamento da Terapia de Vidas Passa-das ou TVP são a catarse e o insight. Catarse é a descarga de ener-gias emocionais e psíquicas não elaboradas e não digeridas do pas-sado recente ou remoto. Insight é uma compreensão súbita e inefávelde uma grande verdade sobre nós mesmos, uma percepção panorâ-mica de nossa condição, algo que muda radicalmente nossa visão deperspectiva. Tanto a catarse como o insight são fundamentais paraque ocorra o alívio dos sintomas e o autoconhecimento. A Terapia de Vidas Passadas é considerada por muitoscomo uma modalidade expandida da Terapia de Regressão. Porém,vai um pouco além disso. A TVP trata das personalidades do nossopassado encarnatório, trata de nossos complexos ou subpersonalida-des (parte dissociadas do eu atual) e também pode tratar entidadesobsessoras ou possessoras. Alguns autores chamam essas consci- 16
  17. 17. ências externas ao cliente de “presenças” espirituais. Há muitasevidências clínicas de que boa parte dos problemas enfrentados peloser humano sejam reforçados e alimentados pelas “más companhias”espirituais. O Objetivo da TVP não é apenas conhecer intelectualmentenosso passado além da vida atual. Durante a regressão, entramosnum processo mais profundo que nos permite atravessar novamenteuma situação, revivenciar, reatualizar os eventos passados e senti-loscom grande intensidade, sem, no entanto, perder a referências denossa mente objetiva atual e nos mantendo conscientes durante todoo processo. Diz-se que a intensidade da experiência, seja ela física,emocional ou psíquica, é proporcional ao efeito terapêutico. Essarevivência é como um psicodrama, ou seja, uma retomada do dramainicial reproduzido pelo nosso psiquismo. A TVP pode tratar diversas fases de nossa vida ou vidaspassadas. A fase adulta, a adolescência, a infância, o nascimento, afase intrauterina, o plano de vida, o espaço entrevidas, as vidas pas-sadas, a morte na vida passada, dentre outras possibilidades. Éinteressante mencionar como os hipnotizadores que trabalham com aregressão de idade (sem a hipótese das vidas passadas), muitasvezes ouvem relatos dos seus clientes que aparentam ser reminis-cências de vidas passadas. Mesmo quando encontramos uma aparente causa da quei-xa do paciente em algum evento da vida atual, como, por exemplo, ainfância, ainda existe a chance de esse acontecimento ter uma ori-gem ainda anterior à infância desta vida. É possível que apanhar decinto na vida atual possa evocar emoções fortíssimas de uma vida deescravo, quando apanhávamos de chicote. Assim, dizemos queexistem algumas situações traumáticas da vida atual que são reesti-muladores de traumas ainda mais antigos. O paciente que se submete à TVP não precisa ter qualquercrença em reencarnação nem em vida após a morte. Pode mesmoser cético ou agnóstico, não ter qualquer crença religiosa. Mesmoassim os efeitos terapêuticos se fazem presentes. Ou seja, a TVPfunciona independente das crenças dos indivíduos. Por outro lado, aTVP é uma terapia mais curta do que as psicoterapias convencionais,mas cada sessão regressiva é mais intensa do que as sessões depsicologia clínica. Sobre a rapidez da TVP, o psiquiatra Denis Kelsey disseque, comparando seu trabalho (como terapeuta de regressão a vidaspassadas e como psiquiatra) com o trabalho de seus colegas, eleafirmou que "Em um período máximo de doze horas de terapia deregressão, eu posso realizar aquilo que um psicanalista demorariatrês anos." As palavras de Denis Kelsey refletem a observação demuitos terapeutas que trabalham diariamente com a TVP. Trata-se deuma terapia rápida e eficiente na maioria dos casos. A Terapia de Vidas Passadas não tem como foco de traba-lho a produção de evidências que venham a comprovar a reencarna-ção. Embora isso seja uma consequência natural do processo tera- 17
  18. 18. pêutico, não é isso o que se busca. Por outro lado, a TVP nada tem aver com religiões e os terapeutas são unânimes em declarar que aTVP não herdou conceitos religiosos de nenhuma corrente mística ouconfessional, embora existam paralelos muito significativos entre aTVP e certos princípios de algumas correntes religiosas. É precisodizer que dificilmente uma pessoa conseguirá, através da TVP, acomprovação da realidade das vidas passadas; aqueles que entramna terapia com esse objetivo, podem não a estar buscando pelomotivo correto. As pessoas procuram a regressão pelos mais variados mo-tivos. Há uma ideia falsa que circula em alguns meios espiritualistasde que a maioria das pessoas procura a TVP por curiosidade, masesse equívoco é facilmente contestável pela experiência diária dosterapeutas que acolhem as mais diferentes queixas. Há um percen-tual extremamente reduzido de indivíduos que buscam a TVP apenaspor curiosidade ou para saber quem eram no passado. Uma pesquisarealizada em 1988 por instituições americanas, sendo conduzida porterapeutas como Rabia Clark (1995), Garritt Oppenheim (1990), HansTen Dam (1993) e Shakuntala Modi (1998) revelaram que existemalguns motivos mais comuns da procura por esse tipo de terapia.Esses motivos são: 1) Medos e fobias 2) Problemas de relacionamento 3) Depressões 4) Sintomas físicos sem explicação médica ou que não res- pondem a nenhum tratamento medicamentoso. 5) Problemas sexuais 6) Vícios 7) Obesidade e transtornos alimentares. Não me estenderei muito nessa introdução, até por que osmais variados aspectos da TVP estarão descritos com detalhes naspáginas que se seguem nesta obra. Desejamos que sua leitura sejarica, profunda e inspiradora, pois o objetivo da TVP é elevar o homema sua real identidade: a de Homem Primordial, criado a imagem esemelhança de Deus, num vínculo indissociável com o Universo. As Contraindicações As Contraindicações se referem a casos onde a Terapia deVidas Passadas não pode ser realizada. Os terapeutas não aconse-lham a realização da Terapia de Vidas Passadas em alguns casosespeciais, como segue:Gravidez: a energia despedida em momentos de catarse forte podeinfluenciar o feto de várias formas. Há ainda o agravante do espíritoque espera à reencarnação ser uma das pessoas envolvidas na vida 18
  19. 19. que será evocada. No entanto, existem terapeutas no Brasil quetrabalham com grávidas e relatam que, em sua experiência, nuncativeram qualquer problema nos atendimentos.Psicose e pré-psicose: Uma das principais razões para se evitar aregressão em psicóticos e pré-psicóticos é a ausência de uma estru-tura de ego bem formada. Outra justificativa citada pela literatura epelos terapeutas é a incapacidade do psicótico em concentrar suaatenção nos procedimentos terapêuticos, nos comandos e na tramaresgatada de sua memória. Diz-se que alguns psicóticos e esquizo-frênicos não conseguem manter o foco de sua consciência num dadoaspecto por muito tempo, perdendo-se em seguida numa rede deassociações mentais aparentemente desconexas. ―Num surto psicó-tico não é geralmente possível uma concentração suficiente paraobter uma entrada em transe hipnótico e, portanto, a terapia regres-siva não pode ser tentada‖, diz Lívio Túlio Picherle no livro “Terapiade Vida Passada”. De qualquer modo, há pesquisas na literatura queapontam para a possibilidade de tratamento do psicótico ou esquizo-frênico com a regressão.Problemas Cardíacos: Pessoas com problemas cardíacos acentua-dos não devem realizar a TVP. Esse impedimento se justifica no fatode que, durante a TVP, muitos núcleos traumáticos serão remexidos,muita emoção virá à tona e o cardíaco pode ter complicações nessemomento. Uma forte taquicardia pode levar a pessoa a algum preju-ízo. É aconselhável somente aceitar pessoas com descompensaçõescardíacas com autorização médica em laudo.Surdez: Infelizmente, o surdo não pode acompanhar a fala do tera-peuta de olhos abertos. A comunicação através da linguagem dossinais também não é possível. Por isso, coloca-se a surdez, nãocomo contraindicação, mas como impossibilidade ao tratamentoregressivo.Epilepsia: Há perigo de um ataque epilético durante a regressão, oqual o terapeuta pode não estar apto a lidar. No caso de ocorrer umataque epilético, deve-se ligar imediatamente ao hospital e solicitarajuda especializada.Asma: A asma só deve ser realizada quando o cliente possuir oaparelho de contenção da crise. Caso contrário, durante a TVP acrise pode vir à tona e provocar sérios problemas à pessoa.Pressão Alta: Com as emoções ao extremo, indivíduos com esseproblema podem ter um aumento significativo da pressão, o que podeacarretar problemas clínicos diversos. Da mesma forma que nosproblemas cardíacos, um atestado médico poderá ser solicitado peloterapeuta ao médico. 19
  20. 20. Deficiências mentais, retardamento: O indivíduo com retardo men-tal, pela sua própria condição, não está apto a realizar uma regressãoterapêutica. Pessoas com problemas degenerativos cerebrais, comoMal de Alzheimer, infelizmente também estão incapacitadas de pas-sar pelo processo.Pós-prandial: período que sucede refeições copiosas ou “pesadas”.De acordo com alguns terapeutas, aumenta-se o risco de transtornosgastrointestinais ao cliente. As Distorções Da Terapia de Vidas Passadas A Terapia de Vidas Passadas, infelizmente, ainda é muitoincompreendida pelo público em geral. Por isso, é importante men-cionar as mais comuns distorções que ocorrem na percepção dopúblico perante a TVP. Muitos utilizam a palavra “mito” como signifi-cando falso, mentiroso, irreal - “os mitos da TVP” - mas a palavra mitonão possui o sentido que comumente lhe emprestam. Assim, certasideias falsas ou destituídas de embasamento sobre as técnicas re-gressivas podem atrapalhar muitas pessoas necessitadas de trata-mento. As principais ideias distorcidas são as seguintes:Posso ficar preso ao passado ou a uma vida passada: Essa éuma distorção muito comum, mas é totalmente irreal. Ninguém podeficar preso ao passado pelo simples motivo de que ninguém se des-loca ao passado. A pessoa em regressão não quebra a barreira dotempo físico, mas apenas acessa arquivos de memória não digeridosou traumáticos que permanecem até o momento presente. O quepode ocorrer é o cliente ficar tão relaxado após o tratamento de seupassado; tão desprendido de várias cargas passadas que o molesta-vam, que ele pode apresentar certa dificuldade de retornar e perderaquele estado “nirvânico”. Lívio Túlio Picherle comenta no livro ―Psi-coterapias e Estados de Transe‖ que, em 25 anos de prática de Hip-nose e regressão, nunca seus atendidos demoraram mais de 5 minu-tos para retornar à consciência objetiva. Além disso, as pessoas jáestão, de certa forma, presas a muitas experiências passadas. O quea Terapia de Vidas Passadas realiza é retirar as pessoas dessepassado e fazê-las viver mais plenamente no presente. De qualquerforma, se por acaso uma pessoa tiver dificuldade em retornar doestado regressivo, o máximo que pode ocorrer é a passagem doestado regressivo para o estado de sono, adormecendo e acordandonaturalmente algum tempo depois, não resultando desse processoqualquer dano ao psiquismo.Reviver uma vida passada pode fazer a pessoa surtar ou enlou-quecer: Se uma pessoa tem uma pré-disposição à loucura, qualquerevento ou acontecimento de sua vida que provoque um estado emo-cional mais forte – levando-a a conteúdos psíquicos que ela deseja 20
  21. 21. dissimular, esconder de si mesma, reprimir e até esquecer por com-pleto – pode, ao menos em tese, levar a pessoa ao surto e à loucura.Qualquer coisa em nossa vida pode provocar um surto quando temosessa pré-disposição. No entanto, a loucura, enquanto estrutura psi-cológica, já estava presente na constituição do indivíduo. A possibili-dade do surto já existia dentro da pessoa em estado potencial, e aomenor estímulo, esse depósito de emoções poderia ser ativado aqualquer momento, levando a pessoa a um possível “surto” de maiorou menor intensidade. Aqui estamos nos referindo, obviamente, aosurto psicótico. Lembrando que o termo surto psicótico pressupõesempre um desequilíbrio com o poder de provocar uma desestrutura-ção da organização psíquica. Trata-se de um episódio que marcauma dissociação na estruturas psíquica, e não o despertar de umatorrente de emoções que ficam mal assimiladas pelo ego. Um surto é,na maioria das vezes, temporário e tem algumas característicasprincipais como um comportamento paranóide, alucinações, confusãomental, dissociação, emoções confusionais e delírios. Assim, nãopodemos dizer que foi a TVP ou qualquer técnica associada queprovocou aquele estado de loucura, mas sim a estrutura ou constitui-ção própria da pessoa. Porém, os terapeutas de regressão devemficar sempre atentos a indivíduos que demonstrem a uma clara condi-ção de pré-psicose, e esses sujeitos devem ser encaminhados àLogoterapia, às terapias de reestruturação psíquica e à avaliação depsiquiatras e psicólogos. De qualquer forma, o autor deste tratadodesconhece qualquer caso em que a regressão tenha levado umapessoa ao surto. Essa parece ser mais uma ideia criada por pessoasque não se deram ao trabalho de pesquisar e não têm qualquer expe-riência na área.Posso dizer ou fazer coisas que não quero: Esse é outra distorçãomuito comum, mas que não encontra qualquer base na realidade. Ospesquisadores do Hipnotismo sempre procuram desconstruir essaideia de que a pessoa fica submetida ao domínio do terapeuta e éenfraquecida em sua vontade consciente. Ninguém vai expor durantea TVP nada do que não deseje. Vários experimentos já foram realiza-dos a esse respeito e já está amplamente demonstrado que isso nãopassa de uma falsa noção sobre a Hipnose e a regressão. Porém,todos os conteúdos de vidas passadas que interfiram de algum modona harmonia da vida presente devem ser atravessados, revistos epurificados, para se atingir os almejados objetivos terapêuticos.Ficarei inconsciente e não me lembrarei de nada depois: Nastécnicas de indução com Hipnose ativa, relaxamento e outras técni-cas de concentração verbal, emocional, somática e de visualizações,a pessoa mantém total consciência de todo o processo, mas mergu-lha num estado mais profundo que a permite acessar dados além dolimiar da vida atual. Assim, geralmente as pessoas permanecemconscientes e recordam de toda a vida. São muito raros os casos dachamada “amnésia pós-hipnótica” dentro das técnicas de indução 21
  22. 22. mental utilizada pela maior parte dos terapeutas de regressão. Estasó ocorre em alguns indivíduos e mesmo assim a pessoa precisaentrar num estado de transe mais profundo.A maior parte das pessoas que fazem regressão diz ter sidopessoas famosas: Essa é uma noção tão difundida quanto irreal ecentenas de vezes já demonstrou ser algo sem qualquer sentido. Aspesquisas empíricas de Helen Wambach e centenas de terapeutasrespeitados ao redor do mundo sugerem que a maioria das pessoasem regressão se depara com existências simples e comuns, porvezes até chatas e sem graça. Raríssimos são os casos em que nospercebemos como alguém famoso, tal como um ícone da História.Porém, no caso disso ocorrer, não se pode descartar a hipótese dosujeito ter acessado uma memória coletiva da humanidade.A TVP é uma técnica perigosa: Não há qualquer perigo em serealizar uma regressão com um profissional capacitado e bem for-mado. Sempre faço a analogia da rua onde passam os carros. Seuma pessoa atravessa a rua sem olhar para os lados, há o perigo desermos atropelados por um carro. Mas se olhamos para os doislados, nos certificamos de que nenhum veículo está vindo e entãopassarmos de um lado a outro, não pode existir qualquer perigo. NaTVP ocorre a mesma coisa. Quando um profissional é bem formado eexperiente, não há qualquer possibilidade de riscos ao atendido.Mesmo quando algumas pessoas passam mal após a regressão, issopode ser uma catarse, ou seja, pode fazer parte da descarga deenergias próprias de todo processo de desintoxicação mental e emo-cional. Porém, esse processo de descarga das energias pós-regres-são tem uma duração média de 2 a 4 dias e depois desse período,tudo volta ao normal e a pessoa sente-se melhor.Conhecer uma vida de algoz pode causar culpa ou remorso: Emalguns meios espiritualistas costuma-se afirmar equivocadamente queconhecer vidas de algoz pode causar culpa ou remorso. Se faço umaregressão e me vejo fazendo mal a pessoas que me são caras (comoparentes e amigos), eu poderia desenvolver um sentimento de culpaapós essa percepção, situação que atrapalharia para sempre a minharelação com essa pessoa. Não há nada mais falso do que essa ideia.É preciso deixar claro que, no caso de uma ou várias vidas de algoz,a culpa ou o remorso já existe na pessoa antes de fazer a TVP. Apessoa sente uma culpa inconsciente perante as pessoas que elaferiu ou provocou sofrimento no passado atual ou encarnatório. Aculpa está presente antes da realização do tratamento e o que acon-tece após a regressão terapêutica é o tratamento, diminuição ou aremissão completa dessa culpa. Muitas pessoas supõem que conhe-cer eventos traumáticos ativa novamente as emoções originais dotrauma. Isso é verdadeiro por um lado, porém, trazer à tona as emo-ções envolvidas no trauma é uma condição definitiva para a sua cura.Após a revivência ou reatualização do trauma, ele desaparece, pois 22
  23. 23. pode ser descarregado e conscientizado pelo cliente. Assim, essaideia da culpa pós-tratamento em vidas de algoz não possui nenhumabase empírica e só é difundida por pessoas que desconhecem com-pletamente a TVP.A TVP só deve ser procurada em último caso: É verdade que, emcasos de doença física, devemos procurar em primeiro lugar umaajuda médica e realizar um diagnóstico, com seu conseqüente trata-mento. Porém, nada impede que a pessoa busque paralelamente ede forma complementar ao tratamento médico um tratamento psicoló-gico e espiritual como a Terapia de Vidas Passadas. Por outro lado,muitas pessoas passam anos recorrendo a tratamentos médic os epsicológicos caros e prolongados, quando já poderiam optar porencararem seu problema sob um prisma novo e amplificado. Essaideia equivocada parece supor que a TVP, por ser um tratamentomais forte e intenso, só deve ser procurada em circunstâncias extre-mas, igualmente fortes e intensas. ―Como já estou muito mal, nadapode me fazer piorar. O que vier a partir de agora é ganho‖ pensamalguns. A TVP só é forte por que nos coloca frente a frente com o quesomos. A intensidade da experiência é diretamente proporcional àintensidade do problema que já está presente dentro do indivíduo.Por isso, um problema mais forte, pede uma intervenção de nívelmais profundo e capaz de penetrar mais diretamente na raiz do pro-blema.Procurar a TVP em último caso é sem dúvida um erro que só atrasa otratamento das vidas e prolonga o sofrimento dos indivíduos. Deze-nas de pessoas já comentaram comigo que, em apenas algumassessões de regressão, já tinham conquistado mais resultados do queem anos de tratamentos convencionais. Então, qual o motivo de adiarum método que tem se mostrando eficaz ao longo das últimas trêsdécadas?Os espíritos de luz podem bloquear o processo quando a pessoanão está preparada: Não há nenhuma referência mais contundentena bibliografia que indique tal possibilidade. O que os autores costu-mam enfatizar é sobre os mecanismos de defesa do ego, que blo-queiam a passagem de certas informações que poderiam desestrutu-rar a pessoa. Quando isso ocorre, não é nenhum mestre ou espíritode luz que bloqueia, mas a própria pessoa que criou uma barreiranatural protetora. Mas no caso de supor que os espíritos de luz pos-sam bloquear o processo, eles não farão nada mais do que a própriapessoa já fez ou faria com os recursos de suas defesas naturais.Assim, não parece haver qualquer possibilidade do espírito de luzfazer algo que a própria pessoa já faz.Certa vez estava conduzindo uma regressão e o cliente perguntou aoseu mestre: ―posso ver as verdades a meu respeito? Isso me seráconcedido?‖ O mestre respondeu: ―Você pode ver tudo o que vocêquiser, a questão é que você não quer conhecer muitas coisas sobre 23
  24. 24. você. Então, naturalmente, você verá dentro dos limites do seu pró-prio desejo‖.É preciso equilibrar a pessoa antes de fazer a regressão a vidaspassadas: Esse é outro erro corrente. Se a terapia de vidas passa-das necessitasse de um equilíbrio ou uma harmonização antes de serrealizada, não seria ela mesma uma forma de terapia, mas necessita-ria de outra terapêutica prévia que lhe desse sustentação. Mas narealidade, é a própria TVP que realiza esse equilíbrio e essa susten-tação.Algumas pessoas conservam esse equívoco por acreditar que a TVPpode representar certos riscos, o que já vimos ser falso. A TVP servejustamente para a conquista do equilíbrio e da harmonia do psi-quismo. Além disso, qual forma de psicoterapia convencional dariabase para se tratar as vidas passadas se nenhuma delas faz dasencarnações anteriores seu objeto de tratamento?Na TVP, geralmente as vidas passadas mais brandas e menos gra-ves vem primeiro, como defende Roger Woolger. Provavelmentenosso psiquismo vai liberando os conteúdos mais leves para que nosacostumemos com o processo. Logo depois, emergem os conteúdosmais arraigados, porém igualmente com mais poder transformador.Assim, quanto mais adiantado estiver o tratamento, mais a pessoaconseguiu penetrar, remexer e purificar seu lado obscuro de vidaspassadas. A História da Terapia de Vidas Passadas Para que se possa contar a História da Terapia de VidasPassadas é necessário dividi-la em três fases distintas: a primeira é afase pré-mesmerismo, quando a regressão era usada nos templosantigos e nas religiões. A segunda é a fase pós-mesmer, quando omagnetismo animal foi descoberto na Europa. A terceira fase teveinício após o lançamento do livro do psicólogo clínico americanoMorris Netherton, “Past Live Therapy”, considerado o primeiro codifi-cador da terapia de regressão a vida passadas. Netherton foi o pri-meiro pesquisador que deu um formato a TVP, criando os principaisconceitos, estabelecendo uma linha de atuação definida e criandouma distinção entre a técnica de hipnose regressiva e a técnica doque ficou então conhecido como terapia de vidas passadas. Decidimos denominar cada uma das fases da seguinte for-ma: Em primeiro lugar, chamaremos de “História antiga” a fase emque o transe, o êxtase e a regressão eram usados nos templos porsacerdotes, religiosos, magos, místicos, iniciados, dentre outros. Essemomento histórico é muito vasto, e pode ser considerado como todasas referências que se apresentaram na História antes de Mes mercriar o Magnetismo animal, ou Mesmerismo. Isso ocorreu antes dofinal do século XVIII. A outra fase chamaremos de “História Moder-na”, que começou depois da definição do método mesmérico. Essa 24
  25. 25. foi a etapa considerada “científica” do magnetismo ou da Hipnose. Aterceira fase chamaremos de “História Recente”, que se deu após aformulação do método de Morris Netherton, onde foram estabelecidasos princípios e o método da Terapia de Vidas Passadas como éconhecida até os dias atuais. Por esse motivo, é preciso ter em mente que a TVP, tal co-mo era praticada na antiguidade, pouco se assemelhava a terapia devidas passadas da forma como é praticada pelos médicos, psicólogose terapeutas nos dias de hoje. As sociedades pré-industriais, feudaisou tribais conheciam métodos diversos de indução ao êxtase espiritu-al, mas nenhum destes pode ser comparado a TVP tal como foi for-mulada por Morris Netherton. Quando muito, os antigos praticavamtécnicas que lembravam a Hipnose da época de Mesmer e depois. Dequalquer forma, é preciso considerar que as técnicas arcaicas doêxtase detêm o potencial de ativar memórias ocultas, e quando esseprocesso é conduzido de uma forma organizada, o efeito pode ser decura e libertação. Um bom exemplo são algumas formas de medita-ção onde, em consequência do desenvolvimento e aprofundamentodo estado meditativo, as reminiscências de vidas passadas podemser experimentadas e assimiladas. Neste contexto, o efeito terapêuti-co não é central, mas é apenas um dos seus benefícios. Esses tam-bém podem ser filosóficos, metafísicos, religiosos, de harmonizaçãoespiritual, autoconhecimento, dentre outros. Por esse motivo, não podemos denominar certas práticas,mesmo que envolvam o resgate de vidas passadas, de terapia deregressão a vidas passadas, pois esta possui uma série de caracte-rísticas que a distinguem das técnicas arcaicas dos antigos. Isso sefaz claro pelo motivo de que, nessa época, o conhecimento era as-sistemático (sem a formulação de um sistema) e a finalidade religiosaera preponderante, enquanto os resultados terapêuticos (que sãocaracterísticas centrais da TVP) ficavam sempre em segundo plano.Para os antigos, não havia essa divisão que hoje se faz entre o êx-tase místico que busca o contato com o divino e a cura de uma do-ença: ambos estão interligados e um não poderia ocorrer sem o outro.A função do ritual, o êxtase, o desdobramento da alma, o conheci-mento das regiões celestiais e a comunhão mística com o divino eramos pilares que norteavam a maior parte dos ritos na antiguidade. Começaremos então citando algumas referências históricasdo êxtase religioso ou místico onde o indivíduo abria as portas doinconsciente e suas vidas passadas podiam lhe ser reveladas. História Antiga Buscaremos nossa primeira referência no oriente, berço damística profunda contemplativa e fonte de duas das cinco maioresreligiões do planeta, o Budismo e o Hinduísmo. O Budismo teve seuimpulso inicial nas palavras originais de Buda, compiladas por seusdiscípulos, conservadas e passadas adiante nas escrituras sagradas.No Hinduísmo, temos a prática milenar da Yoga, um conjunto de 25
  26. 26. técnicas diretas de estados de êxtase através do despertar das capa-cidades latentes do espírito humano. A grande figura inicial da Yoga ésem dúvida o sábio Patânjali, considerado o primeiro codificador daYoga; o indivíduo que organizou um conhecimento de práticas queaté então se encontravam dispersas por toda a Índia arcaica. Já nos referimos a essas palavras originais de Buda no Tra-tado volume 1, mas pelo valor deste texto, devemos insistir aqui emseus pontos fundamentais, que são: 1) a percepção de Buda de suas vidas passadas; 2) a percepção de Buda das relações de causa e efeito, oresultado de cada ato humano em regresso a si mesmo e, 3) a percepção de Buda sobre as condensações da mente,os cancros, ou samskaras em sânscrito, as feridas mentais, formadaspor impressões gravadas no plano mental e emocional, moderna-mente denominados de “complexos” por Jung, que funcionam comogrilhões para a consciência aprisionando-a ao mundo de maya (ilu-são). Um dos relatos mais antigos que sobreviveram até os diasde hoje, é, provavelmente, a referência à regressão de memóriaespontânea realizada por Sidharta Gautama, o Buda, quando estavameditando durante seis anos e tentando encontrar a verdade dalibertação dos sofrimentos. A explicação de Buda sobre esse estadonos informa não apenas sobre uma regressão espontânea em si, mastambém sobre uma clara percepção dos mecanismos que sustentamo retorno das ações e reações do mundo, que produzem nascimentose mortes, e, também muito importante, uma percepção de como sepode vencer, superar, libertar-se dessas correntes mentais. Desdeessa época, Buda havia redescoberto o grande mecanismo da ―rodade samsara‖ e qual seria o caminho para se sair dela, uma extraordi-nária lucidez que até hoje serve de base ou princípio para a libertaçãodos samskaras de vidas passadas no trabalho dos próprios terapeu-tas de regressão. Vejamos essa incrível experiência mística de Buda: ―Com o coração assim resoluto, assim aclarado e purifi-cado, limpo e purgado de coisas impuras, manso e apto a servir, firmee imutável – foi assim que adeqüei meu coração ao conhecimento deminhas existências passadas – um só nascimento, depois dois … [eassim sucessivamente até] … cem mil nascimentos, muitas eras dedesintegração do mundo, muitas eras de sua reintegração, e nova-mente muitas eras de sua desintegração e de sua reintegração. Nestaou naquela existência passada, lembrava-me de meu nome, meu clã,minha casta, meu regime alimentar, minhas alegrias e sofrimentos, eduração da minha vida. Depois passei a outras existências subse-qüentes nas quais tais e tais eram meus nomes e assim por diante.Depois passei à minha vida atual. E assim recordei-me de minhasdiversas existências passadas em todos os detalhes e características.Este, Brâmane, foi o primeiro conhecimento que alcancei na primeiravigília daquela noite – a dissipação da ignorância e a conquista doconhecimento, a dissipação da escuridão e a conquista da ilumina- 26
  27. 27. ção, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada doeu. Com esse mesmo coração resoluto eu procurava agora en-tender a partida de outros seres, deste local, e seu reaparecimentoalhures. Com o Olho Celestial, que é puro e em muito transcende avisão humana, vi criaturas no ato de partir deste local e reapareceralhures – criaturas nobres e abjetas, agradáveis ou abomináveis àvista, bem-aventuradas ou desgraçadas; todas elas colhendo o quesemearam. Havia seres comprometidos com o mal em suas ações,palavras e pensamentos, que denegriram o Sublime; foram vítimas desua falsa perspectiva; na dissolução do corpo após a morte, essesseres reapareciam em estado de sofrimento, infortúnio e adversidade,e no purgatório. Por outro lado, havia também seres afeiçoados aobem em suas ações, palavras e pensamentos, que não denegriam oSublime; tinham a perspectiva correta e recebiam a justa recom-pensa; na dissolução do corpo após a morte, reapareciam em estadode bem-aventurança no céu. Tudo isso vi com o Olho Celestial; eeste, brâmane, foi o segundo conhecimento que alcancei na segundavigília daquela noite – a dissipação da ignorância e a conquista doconhecimento, a dissipação da escuridão e a conquista da ilumina-ção, como convinha à minha vida estrênua e fervorosa, purgada doeu. Com o mesmo coração resoluto eu procurava agora o co-nhecimento de como erradicar os samskaras. Compreendi o malcorretamente e em toda sua extensão, a origem do mal, a cessaçãodo mal e o caminho que leva a cessação do mal. Compreendi corre-tamente e em toda a sua extensão o que eram os samskaras, suaorigem, cessação, e o caminho que leva a sua cessação. Quandopercebi isso e quando vi isso, meu coração libertou-se do samskarados sentidos, do samskara do retorno à existência e do samskara daignorância; e assim liberto, veio-me o conhecimento de minha Salva-ção na convicção de que cessara o ciclo dos renascimentos; vivi naplenitude da virtude; minha tarefa está terminada; aquilo que fui nãosou mais. Este, Brâmane, foi o terceiro conhecimento que alcancei naterceira vigília daquela noite – a dissipação da escuridão e a con-quista da iluminação, como convinha à minha vida estrênua e ferv o-rosa, purgada do eu.‖ (“Majjhima-nikaya”, VI [“Bhaya-bherava-sutta”]) Tradução para o inglês de Lord Chalmers, Futher Dialoguesof the Buddha, I (Londresm 1926), pp. 15-17. Além dessa experiência de Buda antes de consolidar o es-tado nirvânico de iluminação espiritual, encontramos um trecho de umlivro de Yoga chamado de ―Yoga Sutras‖ de Patanjali. Como já dis-semos, Patanjali foi o primeiro compilador das técnicas de Yoga. Nãoexistem informações adicionais históricas sobre esse personagem,que alguns chegam até mesmo a considerá-lo como mítico. De qual-quer forma, é provável que Patanjali tenha sido o autor do primeirotratado conhecido que organizou a Yoga com um formato mais oumenos definido. 27
  28. 28. Esse texto é uma coleção de aforismos e está dividido emquatro partes. A obra não faz qualquer referência a ritualismos ou asacrifícios, muito comuns à Índia antiga - rompendo assim com umacaracterística da tradição hindu pré-clássica - e trata de definir eensinar apenas as técnicas mais básicas do Yoga. Na terceira parte,em que são abordados os ―siddhis‖, ou poderes supranormais, Pa-tanjali dá indicações precisas de como cada praticante pode desen-volver cada um dos siddhis descritos por ele. Já falamos sobre ossiddhis no Tratado volume 2, e por esse motivo, não nos deteremosmais nesse ponto. Vamos mencionar apenas a parte onde se fala dodesenvolvimento de percepções sobre as existências prévias. É naterceira parte, (Livro III), no aforismo 18, onde vemos uma exposiçãosobre como se pode adquirir o conhecimento do que patanjali chamade ―nascimentos prévios‖ na tradução para o português. Esse afo-rismo diz o seguinte: 18 Pela realização das impressões latentes, o conheci- mento dos nascimentos prévios é adquirido. Essa foi a primeira vez na história escrita e oficial em quefoi apresentado uma espécie de técnica ou uma metodologia definidapara se recordar de nossas vidas passadas. Observamos que a ideiade um método específico capaz de trazer à tona reminiscências dopassado anterior ao nascimento físico é bastante antiga. Patanjaliescreveu o Yoga Sutras, provavelmente, em 150 antes de Cristo.Porém, alguns autores consideram-no anterior. A técnica conhecida nas tradições orientais, em especial atradição Hindu e yogue, para se reativar as impressões latentes devidas passadas é chamada de prati prasav sadhana, em sânscrito,que significa basicamente “tomar o nascimento novamente”, ou seja,“renascimento”. A prática do prati prasav vem sendo experimentadohá séculos ou talvez milênios pelos yogues. Ela parece ter sido bas-tante conhecida na Índia arcaica. Consiste essencialmente em remon-tar no tempo psicológico a fases anteriores de nossa existência atuale das existências prévias, a fim de que se possa atingir a origem dealguma impressão latente e dessa forma esgotá-la e pôr-lhe um fim. Na tradição hindu há duas visões gerais sobre o tempopassado e sua natureza: a primeira é que passado, presente e futuroexistem todos no eterno agora, sendo o momento presente o instanteem que se vive na eternidade. Quando nossa mente está dispersanos termos da memória do passado e da expectativa do futuro, entãonão estamos vivendo na eternidade, mas nos fragmentos esparsos docampo temporal. A outra visão declara que nós somos como umreflexo de tudo aquilo que vivemos em nosso passado. Essa segundavisão é a perspectiva mental que permite a acumulação do karmapassado. O karma sobrevive em nós em estado potencial e tem suaraiz nas impressões latentes da consciência, os cancros ou samska-ras, dessa ou de vidas passadas, que devem ser buscados em suaorigem e liberados em seguida. De acordo com Swami Veda Bharati, 28
  29. 29. no livro ―Yoga Sutras of Patanjali with the Exposition of Vyasa‖ asdissoluções das impressões latentes são o caminho para se atingir osdiferentes graus de samadhi (estado de consciência de união com oreal). A prática do prati prasav vem sendo experimentado há séculosou talvez milênios pelos yogues. Esse retorno em busca da origem das impressões latentes,as sementes primordiais do karma, os conteúdos mentais, podem serdissolvidos de dois modos distintos: 1) através da prática da medita-ção, onde se atinge uma consciência mais integral e nossa mente seabre para todo o campo mental de impressões latentes da consciên-cia; é quando um yogue ou místico recorda, em perspectiva, todos osseus nascimentos prévios. 2) através da prática do prati prasav s a-dhana, que consiste em remontar as origens de uma impressãolatente em particular, situar-se nessa origem e vencer esse samskaradentro dele mesmo, obtendo-se assim a libertação dele e de suainfluência sobre nós. Essa segunda via é hoje muito semelhante aoque se faz na terapia de vidas passadas. Não é apenas Patanjali que menciona a recordação de e-xistências anteriores na tradição Hindu. Além dele, há também outrascitações sobre a capacidade de recordar-se de prévias existências noBhagavad Gita, porém sem o recurso de um método. Nessa obra,considerada uma pérola da literatura espiritual de todos os tempos,Krishna chega a aludir em várias partes do texto a respeito da reali-dade de outras existências, e chega a dizer que ele próprio lembrava-se de suas vidas passadas. Arjuna: ―Tu, Senhor, nasceste muito depois de Vivasvan (odeus do sol); como, pois, devo entender que foste tu a revelar estadoutrina?‖ Krishna: ―Muitas vezes já nascemos, eu e tu; mas tu, óvencedor, esqueceste os teus nascimentos; eu, porém, conheçotodos os meus. Após dizer isso, Krishna acrescenta: “Toda vez que aordem morre e a desordem impera, torno a nascer em tempo opor-tuno – assim exige a Lei.‖ (Bhagavad Gitá Cap: IV; 4, 5 e 7) Em seu diálogo com Arjuna, Krishna deixa claro que possuia lembrança de todas as suas vidas passadas, uma característicacomum que pode ser encontrada em todos os grandes avatares. Oconhecimento das vidas passadas por parte dos mestres espirituais,como no caso de Buda e Krishna, parece ser uma constante e atémesmo uma pré-condição para a iluminação espiritual. Tanto é assimque Buda recordou-se de suas existências pretéritas antes de atingira iluminação. Além de Krishna, Agni também ―conhece todos os seusnascimentos anteriores‖ (visva veda janima, Rig Veja, VI, 15, 13) ―e éonisciente‖ (visvavit, Rig Veda, III, 29, 7). agni significa “fogo”, masnão se trata apenas do fogo físico, mas também do fogo no sentidoda renovação periódica da natureza, o fogo do renascimento cíclico.Diz-se que Agni é eternamente jovem, pois o fogo vem do “nada” epara o “nada” retorna, assim como a alma. O fogo pode ser aceso 29
  30. 30. todos os dias; como a essência, ele vem do desconhecido e para odesconhecido retorna. O fogo nunca se perde e nunca se destrói,como a alma, pois sua essência não pertence a este mundo. De qualquer forma, para a tradição oriental, incluindo o Bu-dismo e o Hinduísmo, a capacidade de lembrar-se de vidas passadasnão é um fim em si mesmo, mas apenas um conhecimento que podecontribuir no caminho espiritual. Porém, para se chegar ao estado deperfeição, é preciso ativar a memória de todos os nascimentos pré-vios, mas não só isso: é preciso restabelecer a memória do tempoprimordial, ou seja, do Tempo além do tempo. Isso implica em, deuma sucessão temporal encaminhar-se para a eternidade; aqui de-vemos entender a eternidade não como um tempo infinito, bilhões outrilhões de anos, mas como um estado além de qualquer tempora-lidade. Essa noção fica patente no diálogo de Buda com os brâma-nes de sua época. Os brâmanes (líderes da casta sacerdotal doHinduísmo), por terem o conhecimento de algumas de suas existên-cias prévias, acreditavam que o mundo era estável e sempre o mes-mo. Como eles viram apenas algumas de suas vidas, pensavam queo mundo sempre lhes aparecera com uma forma definida, e a partirdessa experiência especulavam sobre o funcionamento univer sal domundo. Mas o Buda, que tinha o conhecimento de todas as suasexistências, podia ver além do tempo, uma percepção total que osbrâmanes e pessoas comuns, que vislumbraram algumas de suasvidas, ainda não possuíam. Mircea Eliade afirma que Buda se lembrava de todas as su-as vidas passadas, enquanto os arhats se lembravam apenas de umnúmero considerável de vidas, mas não de todas. Além de Buda,alguns de seus discípulos, como ananda e outros, eram chamados dejarissara (“aqueles que recordam seus nascimentos”). Se Buda e Krishna lembraram de fato de suas vidas passa-das, seria possível que Jesus também tivesse essas recordações?Pela altitude do espírito do Cristo, é bem provável que sim. Masparece que Jesus jamais mencionou o conhecimento de suas pró-prias existências passadas, pelo menos nada consta nos evangelhoscanônicos sobre isso. No entanto, ele era capaz de revelar as vidaspassadas de outras pessoas, como fez no caso de João Batista, nafamosa passagem de Mateus 17,12-13. Nessa passagem, Jesus falaque "Elias já veio, e não o reconheceram". "Então, os discípulosentenderam que lhes falara a respeito de João Batista". Jesus estavafalando de João Batista e deu a entender que João Batista havia sidoElias numa outra encarnação, mas que ninguém o havia reconhecido,posto que Elias, no passado, estava agora no corpo de João Batista.Então, se Jesus conseguia saber das existências prévias de outraspessoas, provavelmente também conhecia as suas próprias vidas. Assim, observamos que o oriente místico possui muito bemassentado em seus pilares a ideia do renascimento cíclico. E o maisimportante: a possibilidade de sua recordação, seja espontânea ouprovocada por técnicas específicas, como no caso da Yoga e de 30
  31. 31. práticas psicoespirituais de meditação, algo semelhante ao que se fazmodernamente com a ajuda dos profissionais médicos e psicólogosda terapia de regressão, mas com algumas diferenças significativas. Vale ressaltar que a Índia não é integralmente reencarna-cionista nos dias de hoje e tampouco o foi no passado. É verdade queuma boa parte dos indianos acredita em reencarnação, mas as no-ções que o povo indiano possui sobre esse tema são diferentes umasdas outras, até mesmo contraditórias. Não há um consenso bemdefinido, uma teoria muito bem organizada e codificada do seja areencarnação. Os textos clássicos sagrados do Hinduísmo citam aideia do renascimento sucessivo, mas não formulam uma teoriauniforme sobre ela. Além disso, na Índia muitos camponeses jamais ouviram f a-lar da ideia do renascimento. Por outro lado, muitas escolas budistaschegam até mesmo a negar o renascimento, e fazem isso tomandopor base a ideia de annata, o não-eu, que já citamos no Tratadovolume 1. Se não existe um eu, uma individualidade, ou uma almaque renasce, então fica difícil acreditar num retorno cíclico a essa vidade uma pessoa. Se não há uma alma, ou um espírito, o que reencar-na? Na falta de uma explicação sobre isso, há um ceticismo sobre orenascimento, principalmente a ideia da reencarnação tal como épropagada no ocidente. Alguns budistas acreditam que não é umaalma que reencarna, mas sim o karma do indivíduo, a sua memória,ou mesmo um “fluxo de consciência”. Isso serve para ilustrar o fato deque, apesar dos cânones das religiões orientais darem sustento anoção reencarnacionista, há muita diversidade de ideias a esse res-peito, além da diferença notória que há entre o renascimento orientale o princípio da reencarnação dentro do Espiritualismo moderno. A História do oriente é extremamente vasta e muita coisa foiperdida ao longo dos séculos. Mas alguns escritores modernos seempenharam em desvendar a mística sagrada do oriente e trouxeramao ocidente alguns resquícios de uma sabedoria transcendente perdi-da na noite dos tempos. Um exemplo disso é o livro de Glycia Modes-ta de Arroxellas Galvão, cujo pseudônimo era Chiang Sing, umajornalista e escritora brasileira que visitou vários países, como China,Senegal, Tibete, Índia, Japão, Egito. Mas foi provavelmente no Tibetonde ela teve suas mais extraordinárias experiências com a tradiçãosecreta do Budismo. Dentre várias situações que viveu no Tibet, Chiang Sing re-latou a seguinte experiência: após ser convidada por um dos lamas,ela entrou numa parte de um dos mosteiros. Viu famosas pinturas deBudas. Depois encontrou-se com uma mulher de idade indefinível eesta lhe disse ―Há vários ciclos que estávamos à tua espera, peque-nina irmã! Os pés do deus do destino foram lentos em conduzir-te...Mas chegou o tempo, não é mesmo?‖ Sing nada entendeu das pala-vras da mulher. Então, o Lama pegou sua mão direita e murmurouuma oração mágica desconhecida. Sing sentiu que estava se afas-tando de si mesma, viu uma névoa e cores diferentes. Então o Lamadisse ―Em nome de todos os Budas eu te confiro o poder de lembrar 31
  32. 32. existências passadas, através da imensidão do tempo... Regressa aopassado! Fixa tua mente e lê o teu passado.‖ Sing conta que, após essas palavras ―Visões se desenrola-ram ante meus olhos assombrados. Não sabia se estava acordada ousonhando. Vi-me como uma princesa chinesa, vestida com sedasmacias e jóias raras. Senti como se fosse uma vestal de um temploperdido nas montanhas. E toda uma encarnação de 4.000 anos atrásfoi recordada. (...) Tive uma visão das pirâmides... Vi o templo dodeus Amon... E logo, como se eu fosse um sacerdote desse templo‖.―Depois, vi um templo da deusa Kali, a mãe dos mundos, às margensdo rio Ganges. Um grupo de bailarinas sagradas dançava diante daestátua da deusa... E uma delas era eu. A visão desapareceu. Outrapesada névoa passou antes meus olhos. Vi uma terra muito estranhacom pessoas de pele cor de cobre avermelhada... Numa colina, ummenino apascentava cabras. E, de repente, o menino era eu!‖ ―Estásna velha Atlântida - disse uma voz – agora volta!‖ O lama explicou-lhe que ela teve a oportunidade de ver vá-rias de suas vidas passadas, uma delas no continente perdido daAtlântida. Disse também que ela não encarnou novamente desde quefoi vestal no templo e isso foi há 4.000 anos. Ou seja, Sing passou4.000 anos no período entrevidas e isso ocorreu por que ela traiu osvotos de castidade e por conta disso acabou sendo amaldiçoada.Uma forte magia negra se abatia sobre ela, mas naquele momento oLama havia quebrado aquela maldição. Essa experiência de Singindica que a regressão de memória era usada no Tibet há muitotempo, provavelmente muitos séculos e realizada por processosmísticos desconhecidos. Na antiguidade, além da Índia e Tibet, havia muitos santuá-rios que ficaram posteriormente conhecidos como ―templos de sono‖.O epíteto “sono” nada tem a ver com dormir, mas com um estadoprofundo de consciência que lembrava o sono físico, assim como oestado hipnótico lembra o estado do adormecer. Há indícios da exi s-tência de templos como esse na Grécia, Roma, Egito, Oriente Médioe Índia. Nos templos do sono, os indivíduos eram colocados numestado alterado de consciência, o “sono dos mistérios”. Isso era feitocomo forma de abrir um canal do homem com os deuses. Naquelaépoca não havia terapeutas; todo o processo do sono místico eraconduzido pela figura do “mistagogo”, o mestre dos mistérios, o inic i-ador da Grécia antiga, aquele que ensinava as cerimônias religiosas eos ritos. Esse é o correspondente do que no Egito se chama de “hie-rofante”, o mestre da iniciação espiritual. O que ficou atualmente conhecido como o “sono mágico”existe desde épocas imemoriais. Livio Túlio Picherle afirma que ―Oshebreus, os astecas, os índios americanos Chippewas e os Arauca-nos do Sul do Chile sabiam induzir o ―sono mágico‖ e outras formasde transes grupais e individuais. Podiam produzir analgesia, gravarsugestões pós-hipnóticas e curar dores físicas ou patologias psíqui-cas‖. 32
  33. 33. Na mitologia grega, lembramos quase automaticamente dafigura da medusa. Tratava-se de um ser sobrenatural, um mostroctônico, ou seja, um ser do mundo subterrâneo, que vivia nas profun-dezas da terra. Possuía cobras no lugar de seus cabelos. Aquelesque olhassem diretamente para ela se transformariam imediatamenteem pedra. Ela fascinava os homens com sua aparência para colocá-los a sua mercê. Esse pode ser um símbolo do poder que o olharmagnético de alguns indivíduos exerce sobre algumas pessoas maissensíveis. Essa capacidade é explorada na Hipnose com o método dafixação do olhar, e também da fascinação, técnicas de indução hipnó-tica, porém quase nunca são utilizadas na TVP. Outro exemplo defascinação exercida por um ser lendário é o poder do canto de umasereia. Reza a lenda que as sereias podem afundar embarcaçõesfascinando os homens com seu canto suave e hipnótico. No Egito antigo, existem indícios da utilização do transe te-rapêutico em alguns documentos históricos. No papiro de Erbs, porexemplo, podemos ler informações sobre os antigos sacerdotes dostemplos que dominavam a técnica da indução e dos estados nãoordinários com finalidades de alívio da dor e cura de males físicos epsíquicos. Esse documento contém aproximadamente 700 fórmulasmágicas de cura e muitas receitas de medicamentos que eram usa-dos na época, além de uma descrição do sistema circulatório quemuito se assemelha a descobertas recentes da medicina. Dentre suasfórmulas mágicas, há técnicas para se expulsar os maus espíritoscausadores de doenças físicas e mentais. Dizemos doenças mentaisporque também consta no papiro a descrição de alguns transtornosmentais, como depressão e demência. Esse papiro é um dos mais antigos do mundo e nos dá umaideia remota de como era praticada a medicina egípcia por volta doano 1550 A.C. em seus vários aspectos. Porém, alguns autores,como Jennifer Gordetsky, acreditam que esse papiro tenha sidocopiado de documentos ainda mais antigos, que remontam o ano de3.400 A.C., bem antes do que se acredita. Para se ter uma ideia daimportância desse registro, doenças como diabete e vitiligo já seencontravam descritas nesse pergaminho, assim como o uso medici-nal do alho, que hoje é amplamente aceito. Neste documento, encontra-se uma passagem onde o sa-cerdote egípcio colocava suas mãos sobre a cabeça de um homem,recitava fórmulas mágicas, com o uso de sons sagrados, e a cura domal era obtida. Essa é uma das primeiras, senão a primeira referênciahistórica do uso da indução ao transe de que se tem notícia. Pelosnossos estudos com a terapia de vidas passadas sabemos que, umavez em estado alterado, o sujeito pode entrar naturalmente em re-gressão e percorrer várias de suas vidas passadas. Durante a históriado magnetismo e da hipnose, podem ser encontrados muitos casosonde os sujeitos hipnotizados regressaram espontaneamente a umaou várias vidas passadas. Se isso ocorria sem uma intenção na Euro-pa, também deveria ocorrer na antiguidade, quando o “sono dosmistérios” era abundantemente induzido nos templos. Neste sentido, 33
  34. 34. embora não haja nenhum registro documental que aponte nessadireção, se o uso do “sono terapêutico” era utilizado em larga escalano Egito e em outros países, é muito provável que a regressão avidas passadas também já fosse conhecida e até mesmo aplicadacom finalidades curativas. No livro ―O Sono do Templo: o sono hipnótico das escolasde mistério do Egito‖ a autora Gabriele Quinque explica sobre o sonomisterioso provocado nos templos sagrados: ―No autêntico sono dosmistérios faz-se com que o corpo da pessoa adormeça, mas fiqueespiritualmente acordada. O mistagogo libera a força da imaginaçãodo seu protegido na câmara secreta da identificação do eu e levaessa imaginação, que tem o peso de uma pena, para os espaçossutis da estrutura da consciência, aos quais normalmente não se temacesso. Em épocas antigas, tratava-se de uma viagem astral extra-corpórea; atualmente é um estado afastado da realidade predomi-nante semelhante ao dos sonhos lúcidos, nos quais a visão da pes-soa se abre para o seu interior. Seu espírito vai buscar os valiosostesouros na profundeza úmida primordial da alma.‖ Outro exemplo de utilização do sono dos mistérios era du-rante o cerimonial de iniciação espiritual. Já falamos sobre a iniciaçãono Tratado volume um. Mas nesse momento pode ser importanteabordar mais alguns de seus aspectos, de uma forma mais resumida,para que nos seja possível desenvolver uma compreensão maisampla do sagrado sono iniciático e sua relação com a terapia de vidaspassadas. Sabemos que, no antigo Egito, as iniciações aconteciamdentro das pirâmides. Ao contrário do que se pensa, as pirâmidesjamais foram locais para se guardar as tumbas dos faraós. Essa tesedemonstra apenas a incapacidade dos arqueólogos e historiadoresde compreender os profundos princípios da iniciação templária. Apirâmide forma a geometria ideal para a canalização de níveis eleva-dos de energias sutis. A forma piramidal é a mais perfeita para seentrar em contato com os planos superiores. Dentro desse climavibratório adequado, ocorreram num período de vários milênios,provavelmente 9.000 anos, a iniciação dos mistérios em milhares oumesmo milhões de candidatos. A iniciação espiritual, como já disse-mos, são ritos de morte e nascimento: a morte para o eu físico dapersonalidade, o velho homem, e o nascimento de um novo homem,regenerado, sutilizado e espiritualizado. Como disse Jesus ―Na verdade, na verdade te digo que a-quele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus‖ (João3:3). Algumas pessoas acreditam que essa passagem fala apenas dareencarnação, mas seu significado mais profundo nos remete aosegundo nascimento, o nascimento iniciático, o nascimento da vidaespiritual regenerada. Essas iniciações podem ocorrer nos templos,sendo provocadas pelos mestres (mistagogos, hierofantes, etc) du-rante um ritual específico programado para ativar uma transformaçãointerior, ou podem ocorrer naturalmente, quando a pessoa já se en-contra preparada para um novo nascimento; quando ela está apta a 34
  35. 35. “trocar de pele”, ou a romper a casca da ignorância, do materialismoou da ilusão do ego, ou a fazer a transição de um estado a outro,como a lagarta se torna borboleta, entendendo aqui o símbolo dasasas como um símbolo da ascensão ou do “vôo da consciência” àsalturas espirituais. Na mais famosa iniciação do antigo Egito, o candidato eracolocado num sarcófago e, por meio da indução ao “sono dos misté-rios”, que era produzido por recursos místicos especiais, e não ape-nas por hipnose sugestiva, ele entrava no processo iniciático. Nesseprocesso, o objetivo é fazer o iniciando entrar em contato consigomesmo e experimentar, de uma vez só, uma parte do seu karmaacumulado; parte essa que ainda o estaria impedindo de subir a umnível espiritual mais adiantado. Então, o candidato era colocadodiante da sua grande dificuldade: se tivesse medo de ser desprezado,logo apareciam em sua consciência as cenas em que foi objeto dedesprezo; se tivesse um trauma de abuso sexual, cenas de abusoatravessavam com toda intensidade a sua consciência; se tivessequalquer outro bloqueio, essas barreiras eram rompidas e determina-das circunstâncias lhe vinham a mente com toda a realidade. Ou seja,tudo aquilo que ele possuía dentro de si como conteúdo mental emdesequilíbrio lhe era apresentado, em toda a vivacidade, por meio decenas e experiências que ele vivia como se elas de fato estivessemocorrendo. Se tivesse medo de enfrentar uma pessoa, essa pessoalhe apareceria; se tivesse medo de cobras, centenas de cobras pode-riam passar por ele; se tivesse ódio de uma pessoa que muito oprejudicou, essa pessoa se faria presente para “assombrá-lo” até queele fosse capaz de perdoá-la e transcender seu ódio. O que ele deti-nha dentro de si, como uma impureza, imperfeição de caráter, açõesnegativas ou qualquer conteúdo mental sujo, pecaminoso, sórdido,limitante etc aparecia a ele dotado de intenso realismo. O objetivo da iniciação era descobrir se o discípulo iria su-cumbir às tentações de sua materialidade e de suas tendências psí-quicas, ou se conseguiria colocar a vida espiritual e o plano divinocomo prioridade. Caso tivesse superado as provas, nada mais pode-ria abalá-lo dentro do nível que foi vencido, tornando-se assim um serrenascido que superou uma parte de suas imperfeições. Como exis-tiam vários níveis de iniciação, cada um deles buscava transcenderos grilhões de um degrau da grande escada da consciência, e seiniciava uma preparação para outras etapas mais elevadas. Por contado estado de “sono” iniciático, ou estado alterado de consciênciaprofundo, tudo que visse lhe pareceria muito real, como se estivessede fato ocorrendo com ele. Então, assim que essas visões assaltavam sua consciência,com um conteúdo reprimido ou inconsciente, ele deveria enfrentar ascenas e finalmente vencer esses conteúdos mentais desarmônicos.Isso não era nada fácil para o candidato, mas quanto maior a dificul-dade vencida, maior o mérito atingido e também maior o benefícioespiritual conquistado. As correntes mentais que fluem de formaantagônica no psiquismo começavam a fluir numa mesma direção; o 35
  36. 36. discípulo conseguia vencer a natureza fragmentária de sua mente epassava a assumir o controle de sua energia e seu psiquismo. Alémdisso, após vencer as provas, ele conquistava poderes incomuns erecebia um influxo espiritual elevado, que o fazia renascer em váriosplanos, mental, emocional e até físico, com a recuperação da saúde ebem estar. Na realidade, esse aspecto da iniciação dos mistérios mos-trava o enfrentamento de uma realidade puramente psíquica do indi-víduo, algo que muito se assemelha ao que hoje se faz nos con-sultórios de terapia de regressão a vidas passadas. Por outro lado,esse processo continha certos aspectos que obviamente transcen-dem o que acontece num consultório, pois existem leis mais profun-das envolvidas e a presença e orientação de verdadeiros MestresRealizados. Iniciações como essa também são comparadas com oestado do bardo, o estado descrito da vida após a morte da tradiçãotibetana (falamos sobre o bardo e o Livro dos Mortos Tibetano noTratado volume 1). A grande chave da iniciação é essa: tudo aquilo que sepassa em nosso plano mental, em forma de tendências, pensamen-tos, sentimentos, crenças, enfim, todo nosso conteúdo psíquico, umdia se tornará manifesto na Terra; se transformará em expressão nomundo. Isso significa que, de alguma forma, esses conteúdos vãopassar do plano da consciência para o plano da ação e da experiên-cia no mundo. Do mundo subjetivo se traduz ao mundo objetivo. Omental passa para o físico, em forma de acontecimentos e experiên-cias terrenas. Em suma, o que nos ocorre no exterior nada mais é doque uma exteriorização do que já ocorreu ou ocorre em nosso interior.A grande vantagem da iniciação é antecipar a manifestação dessesconteúdos, experimentá-los, desgastá-los e vencê-los no própriomundo interior, antes que se materializem como circunstâncias davida, formando o cenário e o contexto de nossa existência. Esseprocesso abrevia nossa caminhada e nos dá a oportunidade sagradade vencer dentro da consciência aquilo que invariavelmente, de formainequívoca, se materializará na Terra. ―Em essência, você experimentaria seu própria karma pes-soal desde o início de sua primeira encarnação. Em lugar de deixá-losurgir em seu futuro você teria a oportunidade de experimentá-lo emsonhos que lhe pareceriam reais. Assim, a iniciação era um processode descer as profundezas da alma para confrontar tudo o que nãofosse de Deus.” (Joshua David Stone) Neste ponto começa a ficarmais clara a relação estreita entre a iniciação dos mistérios e a tera-pia de vidas passadas. Antes que o karma de nossas vidas passadastome forma no mundo exterior, com o regresso de nossas ações,podemos tratá-lo durante a regressão e harmonizar nossos conteúdosmentais. Por isso dissemos que a TVP é uma terapia iniciática. Outambém pode ocorrer o contrário: após a manifestação dos conteúdosmentais criando os arredores de nossa existência, por meio de técni-cas específicas, visitando nosso passado kármico, é possível trans-mutar o karma e anular os efeitos que ele teria sobre o rumo dos 36
  37. 37. acontecimentos da vida, regendo nosso corpo, nossa mente e nossodestino. Existem duas formas de se evoluir, desenvolver-se espiri-tual ou ascender. O primeiro é deixando que o karma se manifeste nomundo e que nós o enfrentemos no campo da existência material,através de provas, expiações, sofrimentos, desafios, experiências,doenças, limitações, deformidades, confusão, brigas, medo, angústia,etc. Essa é a via natural, a via da experiência no campo da existência.A segunda forma é a via iniciática, que abrange todo esse processoque nós descrevemos nas linhas precedentes; são recursos queprovocam crises de despertar, provas de experiência de nossa pró-pria realidade interior, antes mesmo que elas ocorram no mundo damaterialidade, no campo de experiências da vida humana. Infelizmente, a maioria das pessoas prefere a primeira via,o caminho natural, e espera que seu karma e seus conteúdos mentaisconscientes ou inconscientes se concretizem no mundo. Como jádissemos, a terapia de vidas passadas também é uma forma de seresolver nosso karma antes que ele se manifeste ou, caso as liçõesainda não tenham sido bem assimiladas, antes que ele volte a serepetir. Dizemos “repetir” porque sabemos que tudo aquilo que nãofor bem compreendido e assimilado tende a ser reeditado em nossavida. O mesmo problema aparece com uma nova roupagem no futuro,caso as lições e aprendizados não tenham sido devidamente entendi-dos. Por outro lado, a maioria dos indivíduos do nosso tempo aguardaaté que o karma aperte e cause sofrimento, para só depois procurarharmonizar seu material psíquico desarmônico e seu karma passadoatravés da regressão. Dessa forma, compreendemos como o trata-mento kármico de nossas vidas passadas estava presente, de umaforma ou de outra, nas antigas iniciações dos mistérios e se configuracomo uma parte importante da História dos estados não ordinários deconsciência e da regressão a vidas passadas. Após o declínio da sociedade Egípcia, até onde sabemoshá pouquíssimas referências sobre o uso dos estados incomuns quepodem evocar vidas passadas. É certo que os estados de transe e osestados alterados foram abundantemente utilizados ao longo dosséculos. Porém, infelizmente, há pouquíssimo material histórico des-critivo a esse respeito. É preciso lembrar que estamos falando sem-pre de estados de consciência que detêm um potencial terapêutico, enão apenas os ritos religiosos que envolvem práticas de adoração àdivindade ou contato com espíritos (embora em algum momento ounível estes também possam ter efeitos terapêuticos). Porém, aqui nosinteressa trazer à tona alguns resquícios de uma história tão ampla eainda muito pouco conhecida do público. Na Grécia antiga, conhecemos a figura do filósofo Empédo-cles. Esse filósofo dizia que existiam apenas quatro princípios nanatureza, ar, água, terra e fogo. Dizia que o amor une todas as coi-sas, enquanto o ódio separa. Afirmava também que tudo faz parte deum todo e que esse todo se renovava em ciclos. Ensinava o filósofoque a vida humana se desenrolava numa série imensa de nascimento 37
  38. 38. e mortes sucessivos, confirmando assim a crença na reencarnação.Sua filosofia pode ter sido influenciada pelas suas recordações dopassado. Suas recordações incluíam a lembrança de ter sido rapaz emoca em vidas passadas. Outro filósofo que acreditava e defendia areencarnação foi Pitágoras. Diz-se que Pitágoras se lembrava de trêsde suas vidas passadas. Parece que suas recordações indicavamque ele havia sido Hermotine, Euphorbe e um dos Argonautas. Ainda na Grécia antiga, dizem que Heráclito também eraum reencarnacionista e acreditava nas vidas sucessivas. A filosofiadesse grande pensador indica de forma clara os elementos essenci-ais do renascimento cíclico. Heráclito já mencionava que na naturezatudo se move, tudo flui, tudo está sempre numa corrente, tal como umrio, sendo impossível algo estar completamente ausente de movi-mento. E o mais importante, o grande fluir da vida é sempre umaconsequência da alternância entre os contrários. Segundo o filósofo,não pode existir vida sem antagonismo e o ser profundo das coisas éuma unidade de opostos. Porém, para Heráclito, essa contradiçãosempre se harmoniza de acordo com as leis da vida. A mesma ideiaserve de base para a compreensão do renascimento cíclico, ondevida e morte se unem num fluir infinito de contrários que sempreencontra uma harmonia na unidade da existência. Nada há maispróximo da reencarnação do que o pensamento de que a ideia davida e morte sucessiva e a constante renovação da natureza. Na antiguidade romana, sabemos que o imperador Juliano,o apóstata, que governou Roma por 20 meses, afirmava ter recorda-ções de suas vidas passadas. Ele dizia ter sido ninguém menos queAlexandre, o Grande. Avançando vários séculos após os templos do sono e as i-niciações espirituais, chegamos à idade média, a época que ficouconhecida como a idade das trevas. Nessa época o sistema feudalimpunha um modo de vida extremamente precário à população, comquase nenhuma chance de progressão de classe social. Havia ape-nas três classes, a nobreza, o clero e o povo. A Igreja dominava acultura e definia os valores e normas morais a serem seguidas, assimcomo determinava a filosofia, a ciência e as crenças vigentes. Dentro desse cenário, havia pouquíssima chance de um es-tudo mais aprofundado dos estados de transe. No entanto, como osestados incomuns fazem parte da natureza humana, eles se expres-sam de uma forma ou de outra, dentro da cadeia de significantes dacultura de uma época. Na idade média, os senhores do êxtase foramos santos católicos, reconhecidos ou não reconhecidos em sua santi-dade. Mas nada sobre vidas passadas foi mencionado nessa época,a não ser com os cátaros ou albigenses, os cristãos místicos, queacreditavam na reencarnação e possuíam ensinamentos divergentesaos da Igreja Romana. A expansão dos cátaros ocorreu rapidamente e atingiu oseu auge no final do século XI. Logo eles foram considerados heréti-cos pela Igreja Romana e acabaram sendo inteiramente exterminadospor recusarem-se a abrir mão de suas crenças, sendo uma delas a 38
  39. 39. reencarnação. Pesquisas mostram que o catarismo possuía umconjunto de práticas rigorosas que previam, dentre outras coisas, arenúncia de si mesmo em favor do outro, o vegetarianismo, o jejumperiódico, a resistência ao sofrimento do corpo e uma vida de po-breza. Uma informação interessante sobre o catarismo é que oscátaros acreditavam que esse mundo, impuro e imperfeito, havia sidocriado não por Deus, mas pelo Diabo. Segundo os cátaros, Deus criaos mundos felizes e elevados, mas só o diabo pode criar os mundoscorrompidos como esse em que vivemos. Ainda na Idade Média, e um pouco antes dos cátaros, noséculo X D.C., Avicena, um grande médico e filósofo árabe, já men-cionava o poder que a mente e a imaginação poderiam conferir ao serhumano. Certa vez Avicena disse o seguinte: "A imaginação podefascinar e modificar o corpo de um homem, tornando-o doente ourestaurando-lhe a saúde". Suas palavras confirmam muitas desco-bertas da psicoterapia atual, em especial as que lidam com os esta-dos incomuns dentro da imaginação ativa ou visualização criativa. História Moderna Começaremos agora a descrever a história moderna da Te-rapia de Vidas Passadas. Podemos localizar seu início temporal naspesquisas iniciais de uma figura genial chamada de Franz AntonMesmer. Ao longo de sua vida, Mesmer foi chamado de bruxo, char-latão, louco, mágico, prestidigitador, por alguns; e de gênio, inovador,revolucionário e benfeitor da humanidade por outros. O mesmo acon-tece com a maior parte das personalidades ilustres que estiveram àfrente de seu tempo e só tiveram seu trabalho reconhecido décadasdepois, ou mesmo mais de um século ou nos séculos posteriores. Mesmer nasceu em 1734. Formou-se em medicina e escre-veu uma tese em 1766 sobre a influência dos planetas sobre os sereshumanos. Foi maçom e freqüentou a mesma loja que o jovem Mozartem Viena na época. Era também astrólogo, alquimista e um estudiosovoraz das ciências ocultas. Não era nem perto de um médico conven-cional. No início de sua carreira, começou a tratar seus pacientes como magnetismo irradiado por imãs, uma prática que não era rara emsua época. Foi então que, refletindo sobre isso, começou a deduzirque, se o corpo humano também é dotado de magnetismo (já queabsorve o magnetismo do imã), por que não usar o magnetismohumano para tratamento de doenças? Mesmer então se pôs a aplicarconstantemente suas mãos sobre as pessoas e a imaginar que esta-va emitindo uma espécie mais sutil de magnetismo, diferente domagnetismo mineral. Mesmer denominou essa energia de “magne-tismo animal”. Futuramente, seu método seria chamado de “Mesme-rismo”, em homenagem ao criador (ou redescobridor) da técnica domagnetismo. Dizem que Mesmer teria baseado suas pesquisas do mag-netismo animal nas obras de Paracelso, Van Helmont, Robert Fludd,Maxwell e do Padre Kircher. Ele acreditava que esse fluido magnético 39
  40. 40. era universal, sutil, gravitacional e poderia ser encontrado comoemanação dos planetas, das estrelas, da lua, de todos os corposcelestes e também dos seres humanos. Tratava-se de um remédioinvisível, imponderável, mas não menos capaz de produzir efeitosterapêuticos em diversas pessoas. Esse magnetismo foi chamado de“agente geral” e teria uma influência sobre a saúde e a doença hu-mana. Esse fluido se manifesta sobre várias formas, sendo as maiscomuns a eletricidade, o magnetismo, a gravidade, o magnetismoanimal, etc. Algumas pessoas possuem-no mais fortemente que outras,por isso elas seriam mais “magnéticas” em sua forma de agir. Épossível a transferência direta desse fluido de uma pessoa a outra e apartir dessa emanação, modificar e harmonizar o fluido positivo enegativo que existe em todas as pessoas (para Mesmer, a desarmo-nia do fluido positivo e negativo seria a causa das doenças). Mesmerusava não apenas a transferência do fluido magnético pelas mãos,mas também por objetos, água, vaso, e até árvores. Bastaria queuma pessoa ou um grupo de pessoas entrassem em contato comuma árvore para serem beneficiadas com esse magnetismo. Neste caso, Mesmer já falava sobre a possibilidade de se“carregar” objetos, impregnar-lhes de energias magnéticas e fazercom que elas fossem posteriormente assimiladas por indivíduosnecessitados de uma corrente do magnetismo em seu corpo. A teoria de Mesmer é obviamente muito próxima de algu-mas ideias ancestrais de povos tribais e orientais que falam a respeitode um maná universal, como na Oceania, na Índia (com o prana), naChina (t´chi) no Japão (ki), dentre vários outros. A crença num fluidomístico de natureza divina e desconhecida remonta aos primórdios dahumanidade e talvez à pré-história. A cura pela imposição de mãossempre foi uma constante em algumas religiões. O prestígio de Mesmer logo de espalhou pela Europa, pri-meiramente em Viena, onde residia, e depois em Paris, onde a altaclasse da sociedade européia o procurava para experimentar umpouco da nova e polêmica terapia mesmeriana. Mas não eram ape-nas os cidadãos abastados que tinham o privilégio de se submeteremao mesmerismo. Apesar de Mesmer ter sido acusado, durante toda asua vida, de interesseiro, charlatão, megalomaníaco, sabe-se que elededicava boa parte do seu tempo para atender os pobres de formagratuita, o que irritava ainda mais os críticos sedentos na tentativa deencontrar seus erros e desmerecê-lo em público. É verdade queMesmer tinha, de fato, um jeito muito pouco ortodoxo de expor seusmétodos. Fazia apresentações públicas de forma muito extravagantee teatral, o que lhe conferiu um rótulo de egocêntrico e pedante. Masessa sua atitude se dava, acreditam alguns autores, para explorar ofator sugestivo de suas curas, já se aproximando do fenômeno quesurgiria posteriormente com Puysegur e Braid, com o advento daHipnose. Mesmer atraiu muitos seguidores, fez muitos discípulos emParis e logo a terapia mesmérica foi difundida pela Europa. O mesme- 40
  41. 41. rismo atraía seguidores prestigiados, inclusive ganhara o respeito daRainha Maria Antonieta. Vários centros de cura mesmérica começa-ram a abrir em diversas partes de Paris e nos arredores. Rapida-mente os médicos ortodoxos da época começaram a sentir-se amea-çados pela nova terapia. Por esse motivo, as autoridades resolveramavaliar mais de perto o pretenso sucesso do magnetismo animal. Foi então que duas comissões de cientistas da época foramdesignadas para testar e dar um veredicto sobre a eficácia de suascuras. Estavam presentes na comissão cientistas como Lavoisier,Bejamin Franklin, o Dr. Guillotin (inventor da guilhotina), o astrônomoBailly, dentre outros. Com a impossibilidade de negarem as curasefetuadas por Mesmer (devido ao imenso registro de curas guardadopor Mesmer), a comissão optou por considerar que os efeitos domagnetismo animal não provinham de um magnetismo real, maseram tão somente o efeito da “imaginação” das pessoas. Poucossabem disso, mas esse veredicto não foi unânime. O botânico Jus-sieu publicou um relatório separado dos seus colegas e apresentou-se contrário as conclusões da comissão, asseverando que, de acordocom sua análise, existia de fato um agente desconhecido atuando nascuras pelo magnetismo animal. Não se pode negar que a imaginação é um componenteimportante em todas as curas magnéticas. No entanto, diversaspesquisas atuais sugerem que o magnetismo animal ou humano nãoé apenas efeito da sugestão, posto que ele funciona também emanimais e vegetais. O Dr. Bernard Grad produziu pesquisas científicassobre a capacidade de cura do magnetismo que emana das mãos decuradores. Uma dessas experiências foi com sementes de cevada.Dentro da pesquisa, Grad verificou que as sementes de cevada queeram tratadas por curadores magnéticos cresciam mais rapidamentedo que outras sementes que não haviam se submetido ao magne-tismo humano. Em outra pesquisa, Grad deu água pura para pacientespsiquiátricos segurarem durante certo tempo. Essa mesma água foijogada na areia em que as sementes de cevada cresciam. Gradobservou que o crescimento da cevada foi sensivelmente menor doque a cevada que havia sido tratada com água normal e bem menordo que a cevada tratada pelo magnetizador. Em outra experiência,Grad fez uma análise da composição química da água e descobriuque, após a magnetização da mesma, ocorreu uma alteração físicamensurável na diminuição da tensão das pontes de hidrogênio. Numapesquisa realizada com ratos, Grad provocou a doença conhecidacomo bócio nos animais e pediu ao famoso curador Oskar Stabanypara que pegasse em todos os ratos de um grupo durante 15 minutostodos os dias, por 40 dias. Os ratos do outro grupo não foram pegosou tratados pelo curador. O resultado foi que os ratos que tiveramcontato com Stabany apresentaram uma proporção mais baixa deaumento da tireóide. Há ainda uma pesquisa muito interessante, conduzida naUSP, pelo psicobiólogo Ricardo Monezi. A pesquisa procurava verifi- 41
  42. 42. car se o Reiki poderia ter um efeito em ratos independente da fé deuma pessoa. No caso da pesquisa com ratos, efeito placebo é iso-lado, pois esses animais não possuem crenças, fé e nem empatiapelos curadores. Monezi fez uma pesquisa parecida com as experi-ências de Grad, dividiu três grupos de ratos e provocou tumores emtodos eles. No primeiro grupo, nenhum tratamento foi feito; no se-gundo grupo, Monezi fez uma intervenção com luva e chamou de“controle-luva” (a luva posta sobre os ratos poderia talvez ter o efeitode fazer os roedores se sentirem cuidados e, por isso, desenvolveramalgum tipo de melhora); e no terceiro grupo aplicou o Reiki. Após osacrifício dos animais, os pesquisadores procuraram medir a respostaimunológica dos animais aos três tipos de tratamento. No grupo quefoi tratado com Reiki a análise revelou que o sistema imunológicoestava operando com o dobro da capacidade dos outros dois gruposque não haviam recebido o tratamento com Reiki. Esse experimento,realizado com rigor científico, mostrou que o Reiki funciona indepen-dente do efeito da sugestão e contribui para o fortalecimento dosistema de defesas do organismo. Todas essas experiências suge-rem que a existência das energias sutis dos seres humanos não é ummito e que elas ultrapassam o efeito da sugestão, indicando queMesmer estava correto desde o final do século XVIII. Uma informação interessante sobre Mesmer e que nos re-mete a uma técnica muito usada nas regressões de memória a vidaatual e a vidas passadas é a de que, segundo Mesmer, o caminho dacura dos sintomas passa necessariamente por uma espécie de “crise”ou de variadas e sucessivas crises. Mesmer dizia que, antes desobrevir a cura, era preciso “purgar o mal”, e isso se fazia pelo con-curso de uma crise onde se colocava todo o mal da doença para fora,de forma expressiva. A incrível intuição de Mesmer e suas constantesobservações o haviam levado a compreender a importância da ca-tarse no processo de cura muito antes de Freud. Muitos não possuemessa informação, mas Mesmer também se valia da prática da catarsepara obter os resultados terapêuticos. Os detratores de Mesmer, noentanto, acusaram-no de “fabricar crises” e de provocar efeitos con-vulsivos em pessoas como parte de seu show particular. Mas paraaqueles que compreendem o valor da catarse no caminho da cura ésimples perceber o quanto é necessário expressar as desarmoniasexistentes em nosso interior, desvelando as impurezas de nossoinconsciente, para depois obter o alívio dos sintomas. Portanto, acatarse já existia na época de Mesmer, e era representada pelascrises com as quais ele criava as condições para que a cura fosseestabelecida. Após o Mesmerismo, o ponto mais marcante da História daTerapia de Vidas Passadas foi a descoberta ou redescoberta daHipnose por Armand Marie Jacques de Chastenet, ou apenas Mar-quês de Puysegur. Puysegur foi discípulo fiel de Mesmer e atendiacom o magnetismo animal até que um acontecimento inesperadomudou completamente o rumo do seu trabalho. Certo dia, ele estavaatendendo um jovem camponês, cujo nome era Victor Race, que 42

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