CIF - perspectivas para fisioterapia

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CIF - perspectivas para fisioterapia

  1. 1. ARAUJO, Eduardo Santana de . Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde:perspectivas emergentes para a Fisioterapia. Fisioterapia em Evidência, v. 2, p. 40-46, 2010.Classificação Internacional de Funcionalidade,Incapacidade e Saúde: perspectivas emergentes para aFisioterapia.Eduardo Santana de AraujoRESUMOOs fisioterapeutas são profissionais intimamente ligados à funcionalidade humana. ACIF pode auxiliar na obtenção de dados epidemiológicos sobre funcionalidade eincapacidade de populações. As estatísticas mundiais que permitem comparações entrepaíses e continentes são baseadas em informações de mortalidade. Praticamente, todosos países usam as informações de morbidade para pagamento dos serviços de saúdeprestados. Estatísticas de morbidade permitem que se conheça melhor o que acontecena população. No entanto, são limitados, pois, a partir de um diagnóstico inicial, não épossível acompanhar o que acontece com a pessoa durante a evolução da doença. Paratanto, deve-se utilizar uma classificação capaz de permitir esse acompanhamento. Naprática clínica do fisioterapeuta, alguns aspectos têm especial importância, como é ocaso do diagnóstico. A partir deste, o fisioterapeuta determina os objetivos detratamento e os critérios de alta. Muitas vezes, os critérios de alta não estãorelacionados com a cura de determinada doença, pois, a doença não é o foco da atuaçãofisioterapêutica na grande maioria das vezes. O nome dado a este diagnóstico éDiagnóstico Cinesiológico-Funcional. A CIF é capaz de unificar a linguagemdiagnóstica em Fisioterapia e em outras áreas da Saúde Funcional, de forma a respeitaruma linguagem padronizada internacionalmente, criada pela Organização Mundial daSaúde. A Fisioterapia tem expectativas extremamente positivas e necessidadesiminentes com a adoção da CIF no Brasil e no mundo, tais como, identificação dosdiagnósticos cinesiológicos-funcionais por meio de um sistema de codificação einserção da CIF nos cursos de graduação e pós-graduação em Fisioterapia.
  2. 2. The Physiotherapists are professionals intimately linked to human functionality. TheICF can assist in achieving epidemiological data on functionality and inability topopulations. Global statistics that enable comparisons between countries and continentsare based on information from mortality. Practically, all countries use information ofmorbidity for payment incurred. For morbidity Statistics allow you to learn more aboutwhat happens in the population. However, these are limited because, from an initialdiagnosis, it is not possible to monitor what happens with the person during theevolution of the disease. For this purpose, a classification capable of allowing suchmonitoring is necessary. In the clinical practice of physiotherapist, some aspects areparticularly important, as is the case of diagnosis. From this, the physiotherapistdetermines the goals of treatment and the criteria for the end of the treatment. Often,the criteria is not the cure of disease, because this is not the focus of physiotherapistsactuation. The name given to this diagnosis is Functional/Kinesiologic Diagnosis. TheICF is able to unify the language in Physiotherapy and other Functional areas ofHealth, so that an internationally standardized language, created by the World HealthOrganization. The Physiotherapy has extremely positive expectations and imminentneeds with the adoption of ICF in Brazil and worldwide, such as identification ofdiagnostics through a coding system and inserting ICF undergraduate and postgraduatecourses of Physiotherapy.
  3. 3. INTRODUÇÃOO surgimento da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade eSaúde (CIF) tem uma estreita relação com um fato marcante da Epidemiologia noséculo passado: a transição epidemiológica e demográfica.Observando-se a história é possível identificar ainda que existe uma correlaçãodireta entre os processos de transição epidemiológica e demográfica (CHAIMOWICZ,1997). Em geral, as transformações demográficas, sociais e econômicas ocorrem emconjunto com mudanças ocorridas no tempo nos padrões de morte, morbidade einvalidez, que caracterizam uma população específica. Esta é a chamada transiçãoepidemiológica (OMRAM, 1971). O processo engloba três mudanças básicas:substituição das doenças transmissíveis por doenças não-transmissíveis e causasexternas; deslocamento da carga de morbi-mortalidade dos grupos mais jovens para osgrupos mais idosos; e transformação de uma situação em que predomina a mortalidadepara outra na qual a morbidade é dominante (SCHRAMM et al, 2004).O aumento da prevalência de doenças crônicas fez com que o diagnósticocinesiológico-funcional e das incapacidades ganhassem muita importância, pois, aqualidade de vida tende a ser um dos focos principais para se determinar o estado desaúde de uma população. Apenas com a utilização da Classificação Internacional deDoenças (CID-10) não é possível obter informações sobre isso. A intenção daOrganização Mundial de Saúde (OMS) é que o uso da Classificação Internacional deFuncionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) possa, em conjunto com outrasclassificações da Família de Classificações Internacionais da OMS, favorecer ummelhor entendimento sobre a saúde das populações, de acordo com as necessidadesatuais.O envelhecimento rápido da população brasileira a partir da década de 1960 fazcom que a sociedade se depare com um tipo de demanda por serviços de saúde e sociaisoutrora restrita aos países desenvolvidos. O Estado, ainda às voltas em estabelecer ocontrole das doenças transmissíveis e a redução da mortalidade infantil, não foi capaz
  4. 4. de desenvolver e aplicar estratégias para a efetiva prevenção e tratamento das doençascrônico-degenerativas e suas complicações, levando a uma perda de autonomia equalidade de vida (CHAIMOWICZ, 1997). Com o passar dos anos e a continuar nesteritmo, a qualidade de vida aqui passará a ser um dos fortes determinantes do estado desaúde da população.No entanto, o antigo processo linear, que colocava a doença como o único pontode partida para a geração de incapacidade e desvantagem não é mais tido comoverdadeiro. Segundo o modelo da CIF, a doença é vista apenas como um dos fatoresinfluenciadores da saúde e divide espaço com os fatores ambientais (incluindo ossociais) e com os fatores pessoais. Estes fatores do contexto, aos quais aqui se fazreferência, são: acesso aos serviços de saúde, a medicamentos, paz, habitação,educação, alimentação, renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social,equidade, entre outros. A principal debilidade do esquema teórico da transiçãoepidemiológica seria a de enfatizar a tecnologia como principal alternativainterveniente no curso da transição, desconsiderando o papel que as variáveiseconômicas e sociais desempenham neste processo (BARRETO e CARMO, 1995).Os fisioterapeutas são profissionais intimamente ligados à funcionalidadehumana. O uso da CIF em Fisioterapia pode auxiliar na obtenção de dadosepidemiológicos sobre funcionalidade e incapacidade de populações.CIF: SEU MODELO E IMPORTÂNCIA EPIDEMIOLÓGICAComo a CIF é uma classificação específica de funcionalidade e incapacidade, ascondições que passaram a existir devido à transição epidemiológica, estando elasdiretamente relacionadas com a presença de doença ou não, poderão ser identificadas emonitoradas. A Fisioterapia e as outras profissões da área de Saúde Funcional ganhamgrande importância no diagnóstico dos distúrbios cinesiológicos-funcionais eprevenção das incapacidades.Paralelamente, pode-se considerar que os fatores sociais, como determinantes dasaúde, também influenciam na incapacidade e na funcionalidade. Por sua vez, a CIFtambém é um instrumento capaz de identificar e monitorar estes fatores, por codificar aacessibilidade a diferentes tipos de serviços, por exemplo.
  5. 5. O que se considera “estado de saúde” de uma população é, atualmente, avaliadosob os aspectos de morbidade e mortalidade, através do uso da CID-10. Porém, anecessidade atual é de ir além de saber que doenças as pessoas têm e de que problemasas pessoas morrem. É necessário saber como as pessoas estão vivendo.As estatísticas mundiais que permitem comparações entre países e continentessão baseadas em informações de mortalidade. Praticamente, todos os países usam asinformações de morbidade para pagamento dos serviços de saúde prestados. Estatísticasde morbidade permitem que se conheça melhor o que acontece na população que temum agravo à saúde que não leve à morte. No entanto, os recursos utilizados no presentepara classificação de morbidades são limitados, pois, a partir de um diagnóstico inicial,ainda que o indivíduo viva mais da metade de sua vida com o mesmo diagnóstico, nãoé possível acompanhar o que acontece com a pessoa durante a evolução da doença.Para tanto, deve-se utilizar uma classificação capaz de permitir esse acompanhamento.Estudos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), no início dadécada de 80, revelaram muitas estatísticas nacionais sobre pessoas com deficiênciaque poderiam ajudar significativamente os planejadores e formuladores de políticasgovernamentais em sua preparação de programas voltados à deficiência. Até então, osdados disponíveis em vários países haviam sido sub-utilizados como um meio para sedesenvolver programas para pessoas com deficiência. De acordo com os peritos queexaminaram a disponibilidade dos dados, dois importantes problemas pareciam ser afalta de coordenação entre coletadores de dados e planejadores e a falta de treinamentopara analisar os dados existentes (SWANSON et al, 2003).Havia, então, muitas diferenças em como se expressar as deficiências nosdiversos países, o que torna impossível a comparação de dados. Uma classificação queconsiga padronizar a linguagem seria essencial para permitir a conquista deste tipo deinformação. A CIF unifica a linguagem clínica e epidemiológica e traz um padrão paraexpressar a funcionalidade e a incapacidade de indivíduos e de populações.Figura 1 – Interação entre os componentes da CIF.CONDIÇÃO DE SAÚDE (transtorno ou doença)
  6. 6. FUNÇÃO E ESTRUTURA ATIVIDADE PARTICIPAÇÃODO CORPO (deficiência) (limitação) (restrição)FATORES AMBIENTAIS FATORES PESSOAISAdaptação: OMS (2001).O modelo multidirecional, apresentado na Figura 1, reflete o pensamento para acodificação com a CIF. O modelo não tem um ponto de partida. O problema podeiniciar em qualquer um dos itens e gerar repercussões em qualquer outro ou nelepróprio. Fatores ambientais podem gerar alterações funcionais e estruturais, que podemgerar limitação da atividade. Uma alteração funcional pode gerar outra alteraçãofuncional e facilitar o aparecimento de doenças. O desenvolvimento destes problemas,mesmo se iguais, terão evolução diferente em diferentes pessoas, quando consideradosos fatores pessoais.Este modelo reflete um novo paradigma, diferente do antigo, que era baseadonum pensamento linear onde a doença (ou condição de saúde) era o ponto de partida,que gerava alterações funcionais ou estruturais, estas levavam às limitações deatividades o que levava às restrições da participação social (ou desvantagem).O novo modelo representa uma evolução para a formação do fisioterapeuta etambém para a evolução de sua prática clínica.A 54ª Assembléia da Organização Mundial de Saúde foi em maio de 2001,quando houve a aprovação deste novo modelo. O uso desta nova classificação foirecomendado para os países membros através da resolução “WHA54.21”. Estaresolução foi base para a publicação da Resolução COFFITO que adota a CIF nalinguagem para o Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos – RNHF.As classificações das áreas da saúde facilitam o levantamento, a consolidação, aanálise e interpretação de dados, a formação de bases nacionais consistentes e permitem
  7. 7. a comparação de informações de saúde sobre populações ao longo do tempo entreregiões e países (FARIAS, 2005).A CIF assume uma posição neutra em relação à etiologia, diferente da CID-10,de modo que os usuários podem desenvolver inferências causais utilizando métodos etécnicas adequados (OMS, 2003). De qualquer modo, a funcionalidade e aincapacidade podem estar associadas às doenças ou também serem decorrentes delas.Portanto, a CIF e a CID-10 são complementares, apesar de ser totalmente possível ouso individual de cada uma das classificações.A CIF é uma classificação hierarquizada e utiliza um sistema alfanumérico noqual as letras b, s, d e e são utilizadas para indicar, respectivamente, funções do corpo,estruturas do corpo, atividades e participação e fatores ambientais. Estas letras sãoseguidas por um código que começa com o número do capítulo (um dígito), seguidopelo segundo nível (dois dígitos), pelo terceiro nível (um dígito) e pelo quarto nível(um dígito). Estes níveis existem porque categorias mais amplas podem tersubcategorias mais detalhadas. Por exemplo, a categoria Mobilidade, que está dentro de“Atividades e Participação”, tem subcategorias como: andar, sentar-se e transportarobjetos. A um indivíduo podem ser atribuídos códigos de diferentes níveis, que podemser independentes ou estarem inter-relacionados.Os códigos só estão completos com a presença do “qualificador”, que indica amagnitude do nível de saúde (por exemplo, gravidade do problema). Os qualificadoressão representados por um ou mais números, colocados após o código e separados porum ponto. A utilização de qualquer código deve estar acompanhada de um qualificador.Sem ele, os códigos não têm significado. (OMS, 2003).Exemplo: Mudar exemplo!b450.3 – Tosse ineficaz..No exemplo acima, a letra b representa o componente de funções do corpo, onúmero 4 (primeiro nível) representa o capítulo 4 da parte de funções do corpo:“funções dos sistemas cardiovascular, hematológico, imunológico e respiratório”. Onúmero 50 (segundo nível) representa “funções respiratórias adicionais” (inclui tossir,espirrar e bocejar) e o número 3, que vem após o ponto, é o qualificador, que neste casosignifica “deficiência grave”.
  8. 8. O qualificador dá sentido ao código, indicando por exemplo, o grau de perdafuncional, estrutural ou o grau de perda da capacidade. Os qualificadores tambémpermitem que se classifiquem as barreiras e os facilitadores, mostrando o impacto dosfatores ambientais e sociais na função, quando o indivíduo tem alguma alteração doestado de saúde (SCHEIDERT, 2003). Diferentemente da classificação com a CID-10,que é uma classificação de doenças na qual, em geral, cada diagnóstico tem apenas umcódigo, na CIF, uma alteração funcional poderá ter vários códigos de cada parte daclassificação.DIAGNÓSTICO EM FISIOTERAPIANa prática clínica do fisioterapeuta, alguns aspectos têm especial importância,como é o caso do diagnóstico. É a partir deste que o fisioterapeuta poderá determinar osobjetivos de tratamento e os critérios de alta. Muitas vezes, os critérios de alta não estãorelacionados com a cura de determinada doença, pois, a doença não é o foco da atuaçãofisioterapêutica na grande maioria das vezes.O nome dado ao diagnóstico que deve ser feito pelo fisioterapeuta é DiagnósticoCinesiológico-Funcional, que diz respeito aos distúrbios de movimento e dafuncionalidade, de forma que estes problemas possam ser tratados pelos recursos daterapêutica física.Considerando que as alterações funcionais se inter-relacionam, o fisioterapeutasempre deve fazer mais de um diagnóstico num mesmo paciente. Portanto, um pacienteque será submetido ao tratamento cinesiológico poderá ter vários diagnósticoscinesiológicos-funcionais. Todos esses diagnósticos podem ser expressados através dalinguagem e estrutura da CIF.Os diagnósticos cinesiológicos-fucionais fazem parte de um dos itens domodelo multidirecional da CIF: funções e estruturas do corpo. Porém, além deidentificar os problemas funcionais do indivíduo, o fisioterapeuta deve avaliar quais sãoas limitações e restrições vivenciadas pelo paciente no seu dia-a-dia, de maneira acomplementar seu diagnóstico e conhecer a funcionalidade do paciente, termo maisamplo e abrangente do que alterações funcionais ou estruturais.A CIF, então, é capaz de unificar a linguagem diagnóstica em Fisioterapia e em
  9. 9. outras áreas da Saúde Funcional, de forma a respeitar uma linguagem padronizadainternacionalmente, criada pela Organização Mundial de Saúde.CONCLUSÕESA Fisioterapia tem expectativas extremamente positivas e necessidadesiminentes com a adoção da CIF no Brasil e no mundo.Perspectivas positivas:- Do ponto de vista epidemiológico, a CIF constitui um instrumento mais adequado doque a CID-10 no que se refere à permissão do conhecimento dos determinantes daincapacidade, fatores ambientais e sociais. Isto pode favorecer e facilitar a elaboraçãode medidas preventivas mais amplas e efetivas. Assim como, pode nortear osprofissionais da Saúde Funcional na determinação de condutas terapêuticas e doscritérios de alta. A CIF e seu modelo tornam-se importantes ferramentasepidemiológicas e clínicas direcionando o trabalho na prática da Fisioterapia;- Com o uso dos códigos da CIF e a inclusão destes em bancos de dadosepidemiológicos, o trabalho do fisioterapeuta poderá aparecer com mais clareza eobjetividade, mostrando a importância deste profissional para a sociedade;- O uso dos códigos ajudará a identificar as necessidades da população, principalmentede serviços de Saúde Funcional;- A compreensão da necessidade de contratação de profissionais de Fisioterapia noSistema Único de Saúde ficará facilitada com a utilização dos códigos e informaçõessobre a saúde funcional das populações;- A CIF poderá servir como base para o pagamento de serviços de Fisioterapia. Hoje,estes são erroneamente baseados em códigos da CID-10, mesmo a doença não sendo oobjeto de estudo do fisioterapeuta;- A CIF fornece uma linguagem padronizada para uso em pesquisas na área deFisioterapia e pode unificar a linguagem das medidas funcionais atualmente utilizadas;- A estrutura da classificação traz corpo para os diagnósticos cinesiológicos-funcionais,com uma linguagem universal e padronizada.
  10. 10. Necessidades iminentes:- Inserir o modelo da CIF e a aprendizagem de sua utilização nos cursos de graduação epós-graduação em Fisioterapia;- Treinar profissionais e professores sobre a utilização da CIF;- Utilizar a CIF separadamente da CID-10 em um primeiro momento, para que omodelo conceitual da CIF seja absorvido e aceito;- Unir dados da CIF com dados da CID-10 posteriormente para melhor compreensão doestado de saúde de populações.A adoção de um modelo único para expressão dos resultados de uma avaliaçãode funcionalidade e incapacidade permitirá ao fisioterapeuta considerar um perfilespecífico para cada indivíduo, tendo maiores artifícios para a construção de umprograma de tratamento centrado nas necessidades de cada um.Apesar de não ter sido criada para tal, a CIF e seu modelo trazem uma enormecontribuição para o crescimento, em todos os sentidos, da Fisioterapia no Brasil e nomundo.REFERÊNCIAS1. Batalha FMB. A formação do fisioterapeuta na UFRJ e a profissionalização daFisioterapia. Dissertação de Mestrado – Instituto de Medicina Social, UFRJ. Riode Janeiro; 2002.2. Barreto ML, Carmo E. Mudanças em padrões de morbi-mortalidade: conceitose métodos. In C Monteiro (org) velhos e novos males da saúde no Brasil.Hucitec. São Paulo, 1995; 17-30.3. Buchalla CM. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade eSaúde. Acta Fisiátrica. 2003; 10(1): 29-31.4. Chaimowiscz F. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século 21:problemas, projeções e alternativas. Revista de Saúde Pública 31(2): 184-200.5. Define DV, Feltrin MIZ. A Fisioterapia no Brasil. Atualização Brasileira deFisioterapia. 1986; 3(4): 22-4.6. Farias N, Buchala CM. A Classificação Internacional de Funcionalidade,Incapacidade e Saúde da Organização Mundial de Saúde: Conceitos, Usos ePerspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2005. 8(2): 187-93.7. Finger ME, Cieza A, Stoll J, Stucki G, Huber EO. Identification of interventioncategories for physical therapy, based on the International Classification ofFunctioning, Disability and Health: a Delphi exercise. Physical Therapy. 2006;86 (9): 1203-20.
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