Cidades Mortas - 3ª A - 2011

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Cidades Mortas - 3ª A - 2011

  1. 1. E.E PROF. IRENE DIAS RIBEIRO CIDADES MORTAS MONTEIRO LOBATO LETICIA DA SILVA ALEXANDRE NATALIA ALEXANDRE RIBEIRO TAÍSSA FOCOSI JOAO PAULO GARCIA 3ª SÉRIE A - 2011
  2. 2. MONTEIRO LOBATO <ul><li>José Bento Monteiro Lobato nasceu a 18 de abril de 1882 —mas jurava de pé junto ter nascido em 1884— na cidade de Taubaté. Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato, ele foi, além de inventor e maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, um dos personagens mais interessantes da história recente desse país. </li></ul>
  3. 3. Obras Completas de Monteiro Lobato <ul><li>Urupês; </li></ul><ul><li>Cidades Mortas; </li></ul><ul><li>Negrinha; </li></ul><ul><li>Idéias de Jeca Tatu; </li></ul><ul><li>A Onda Verde e o Presidente Negro; </li></ul><ul><li>Na Antevéspera; </li></ul><ul><li>O Escândalo do Petróleo e Ferro; </li></ul>Literatura Geral
  4. 4. <ul><li>Mr. Slang e o Brasil e o Problema Vital; </li></ul><ul><li>America; </li></ul><ul><li>Mundo da Lua e Miscelânea; </li></ul><ul><li>A Barca de Gleyre – 1° Tomo; </li></ul><ul><li>A Barca de Gleyre – 2° Tomo; </li></ul><ul><li>Prefácios e Entrevistas; </li></ul>
  5. 5. Literatura Infantil <ul><li>Reinações de Narizinho; </li></ul><ul><li>Viagem ao Céu e o Saci; </li></ul><ul><li>Caçadas de Pedrinho e Hans Staden; </li></ul><ul><li>Historia do Mundo para as Crianças; </li></ul><ul><li>Memórias da Emilia e Peter Pan; </li></ul><ul><li>Emilia no Pais da Gramática e Aritmética da </li></ul><ul><li>Emilia ; </li></ul><ul><li>Geografia de Dona Benta; </li></ul><ul><li>Serões de Dona Benta e Historia das Invenções ; </li></ul>
  6. 6. <ul><li>D.Quixote das Crianças; </li></ul><ul><li>O Poço do Visconde; </li></ul><ul><li>Historias de Tia Nastácia; </li></ul><ul><li>O Picapau Amarelo e A Reforma da Natureza; </li></ul><ul><li>O Minotauro; </li></ul><ul><li>A Chave do Tamanho; </li></ul><ul><li>Fabulas e Historias Diversas; </li></ul><ul><li>Os Doze Trabalhos de Hércules – 1° Tomo; </li></ul><ul><li>Os Doze Trabalhos de Hércules – 2° Tomo; </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Monteiro Lobato morreu, vitimado por um derrame, às 4 horas da madrugada do dia 4 de julho de 1948, deixando um legado de personagens que ficarão para sempre impregnados nas retinas de todos aqueles que tiveram e que terão contato com as histórias do Jeca Tatu, do Saci, da Cuca, da boneca Emília, do Visconde de Sabugosa, da Narizinho, do Pedrinho, da Tia Nastácia, da Dona Benta, entre outros tantos que habitam as obras deste que foi conhecido como &quot;O Furacão da Botocúndia&quot;. </li></ul>
  8. 9. Enredo <ul><li>Cidades mortas, publicado em 1919, reúne 25 contos, entre escritos de juventude e textos posteriores. Neles, Monteiro Lobato retrata de forma crítica e bem-humorada, os costumes provincianos dos povoados do interior do Brasil onde o poder é invariavelmente dividido entre o coronel fanfarrão e o vigário que faz acrósticos em latim. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Depois da prosperidade promovida pela onda verde dos cafezais, só resta a esses lugarejos decadentes a nostalgia das grandezas de outrora: </li></ul><ul><li>“ Ali tudo foi, nada é. Não se conjugam verbos nos presente. Tudo é pretérito”. Assim se refere Monteiro Lobato a essas cidades no conto de abertura do livro; </li></ul>
  10. 11. Personagens <ul><li>No entanto, seus personagens são típicos brasileiros, envolvidos em situações engraçadas, vivendo acontecimentos cômicos que quebram a monotonia da vida de Oblivion e Itaoca, cidades onde o tempo parou. </li></ul><ul><li>Com objetividade, clareza, espírito jocoso e pitoresco Monteiro Lobato foi um “criador sempre feliz em observar seus personagens caminhando com suas próprias pernas, segundo suas próprias cabeças. Cidades Mortas é uma fotografia: o real visto pela lente lobatiana”. </li></ul>
  11. 12. Tempo <ul><li>O tempo é uma mistura entre o cronológico e o psicológico, porque o tempo em que as pessoas passam contando coisas é marcado, mas a atmosfera que predomina é a de um tempo que não escoa daí a interiorização dele. Ex: Tempo Cronológico - ‘ Duas horas depois percebeu que o homem tinha perdido a conta’; e ‘Ela funciona em dia na semana durante trinta e sete segundos’; Tempo Psicológico: ‘Estou perdendo um tempo desgraçado’ e ‘Era sexta feira’; e ‘Outro dia consegui terminar’ </li></ul>
  12. 13. Espaço <ul><li>Numa espécie de crônica ou ensaio, num tom entre irônico e saudosista, Lobato delineia o espaço de sua obra: O Norte Paulista do Vale do Paraíba. </li></ul><ul><li>‘‘ onde tudo foi nada é. Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito.’’ </li></ul><ul><li>É portanto num cenário de decadência representado por ruas ermas, casarões em ruínas e armazéns desertos, que o livro introduz o leitor, fazendo-o acompanhar de um ponto de vista irônico figuras igualmente decadentes de homens e mulheres. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Itaoca é uma cidadezinha qualquer do interior paulista onde o escritor ambienta suas historias; nela aparecem casas de tapera, ruas mal iluminadas, políticos corruptos, patriotas, ignorância, miséria, e representa todas as cidadezinhas que Lobato viu se afundarem no vale do Paraíba. </li></ul><ul><li>“ Umas tantas cidades moribundas arrastam um viver decrépito, gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas dantes.” </li></ul>
  14. 15. Foco Narrativo <ul><li>O Foco Narrativo é centrado na primeira pessoa, o narrador é também personagem do relato, fator importante para que a narração seja próxima, estimada como uma “confidencia”. </li></ul>
  15. 16. Estilo <ul><li>Em Cidades Mortas nota-se a liberdade de vocabulário, e emprego de expressões que caracterizam aquelas cidades como “velha avó entrevada”, que “foi rica um dia e hoje é quieta”. São “história sobre gente medíocre, sonolenta, vivendo um sossego que é como o frio nas regiões árticas: uma permanente.” </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Em vários contos emprega onomatopéias </li></ul><ul><li>“ E toca: blem, blem, belelém...” </li></ul><ul><li>“ - um, dois, três: glug! Rodou, esôfago abaixo...” </li></ul><ul><li>“ - Dlin, dlin, dlin!... está aberta a sessão” “Novo psst!” </li></ul><ul><li>“ - Logo em seguida, porém, toc, toc, toc...”?“ </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Cria palavras e expressões – neologismos </li></ul><ul><li>“ Lucas amou-a em regra e sonetou-a inteira dos cabelos aos pés </li></ul><ul><li>“ ... o promotor fala e refala;” </li></ul><ul><li>“ ... Um manotaço de unha na cara... </li></ul><ul><li>“ ... todo o rodapé dos jornais e albertizou-se durante meia hora. </li></ul><ul><li>“ ...É feia, é desengraçada, é inelegante, é magérrima” “Diz e rediz.” </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Emprega gírias e palavras da época, e do interior, hoje em desuso. </li></ul><ul><li>“ - Mamãe, o carrinho e vem vindo!” </li></ul><ul><li>“ - Salvam-na a botica (a farmácia) e o jogo”. </li></ul><ul><li>“ - deitou o sojeito no chão”- “o povo pedia o paiaço...”. </li></ul><ul><li>“ - os filhos vinheram...” </li></ul><ul><li>“ - Mas parece que o sujeitinho levou tábuas...” (foi recusado) </li></ul>
  19. 20. <ul><li>“ Se ele quiser vinte e três mil-réis...” </li></ul><ul><li>“ Ela não deseste da porca.” </li></ul><ul><li>“ É, a tese é catita;” </li></ul><ul><li>“ Os home! ... não há de ter um descansinho na semana?” </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Faz algumas considerações com provérbios </li></ul><ul><li>“ Impossível negar as vantagens sociais da música”. </li></ul><ul><li>“ Ladrão é quem furta um, quem pega mil é barão.” </li></ul><ul><li>“ O segredo de todas as vitórias está em ser um homem do seu tempo...” </li></ul><ul><li>“ Cada roca tem seu fuso”. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Com humor, compõe alguns nomes de personagens. </li></ul><ul><li>“ Dona Fafá, dona Fifi, dona Fufu”. </li></ul><ul><li>“ Três filhas: Bibi, Babá, Bubu”. </li></ul><ul><li>“ Só Adão, o macaco lesado...”- “Eva, a macaca ilesa,” </li></ul><ul><li>“ - Parzinho jeitoso, a Miloca e o Lulu, não?” </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Monteiro Lobato - que ironia – um escritor de luz própria, independente, arrojado e por tanto tempo incompreendido e até mesmo boicotado. </li></ul><ul><li>“ Isso acontece com aqueles que, como ele, estão muito à frente de sue tempo”. </li></ul>
  23. 24. Verossimilhança <ul><li>O leitor terá ai um quadro bem nítido de S. Paulo de antes de 1930, um S. Paulo tão diferente do de nossos dias, mas que, apesar disso, ainda guarda tantos aspectos anacrônicos de um tempo que passou. Prova que muito ainda há por fazer afim de atualizar e modernizar efetivamente nossas instituições políticas, econômicas e sociais. </li></ul>
  24. 25. Movimento literário <ul><li>Com o início do século XX, surgem autores dispostos a olhar de frente para o Brasil e a fazer de suas obras um espaço de exploração das muitas facetas sociais, ate então ignoradas pela literatura. </li></ul><ul><li>Além da dificuldade de reunir os autores do período sob uma mesma perspectiva estética, também se pode identificar em suas obras traços de algumas escolas do final XIX. </li></ul>
  25. 26. <ul><li>Esses dois aspectos fazem com que a critica especializada opte por considerar esse momento não uma escola literária, mas como um período de transição em que novas tendências foram delineadas. Por essa razão, o período que se inicia com a publicação em 1902, de Os Sertões( Euclides da Cunha) e conclui-se em 1922 com a realização da semana de arte moderna, passou a ser designada como “Pré-Modernismo”. </li></ul><ul><li>‘ O foco dessa escola é construir um Brasil Literário.’ </li></ul>
  26. 27. Conclusão <ul><li>A intenção do autor é penetrar nessas vidas e fazer uma critica, embora elegante e sutil, mas a vezes, é saudosista, quando resgata acontecimentos trazidos de sua infância feliz. Alguns contos tem desfecho surpreendentes, outras questionam valores de moralidade e o comportamento na sociedade. Polemico e criticado por suas idéias políticas e culturais, Lobato mostrou-se um inovador no plano de linguagem, pois acreditava que a imposição das regras contrariava a lei da evolução. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>‘ Que é a língua dum país? È a mais bela obra coletiva desse pais.’ </li></ul><ul><li>“ Defendia a idéia de que procura, como o crescimento da criança, com a senilidade.” </li></ul><ul><li>Monteiro Lobato com objetividade, clareza, espírito jocoso e pitoresco foi um criado sempre feliz em observar seus personagens caminhando com suas próprias pernas, segundo suas próprias cabeças. </li></ul>
  28. 29. Fim! <ul><li>Taíssa Focosi </li></ul><ul><li>Natalia A. Ribeiro </li></ul><ul><li>Letícia S. Alexandre </li></ul><ul><li>João Paulo Garcia </li></ul><ul><li>3°A’ Prof° Maria Inês </li></ul>

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