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Caracteristicas genericas da engenharia social
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Caracteristicas genericas da engenharia social

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  • 1. CARACTERISTICAS GENERICAS DA ENGENHARIA SOCIAL Helena Neves Almeida
  • 2. PARA UMA CONCEPTUALIZAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIALO conceito de DESENVOLVIMENTO SOCIAL não possui uma filiação linear. Ele alimenta-se de diversas fontes, modela-se em função de múltiplos factores, responde a situações variadas.
  • 3. • NÃO SE TRATA DO TERMINUS DE UM PROCESSO DE INTERVENÇÃO SOCIAL• NA SUA EMERGÊNCIA E IMPULSIONAMENTO PARTICIPAM DIVERSAS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO• NELE COABITAM DIFERENTES CORRENTES IDEOLÓGICAS COMO O CATOLICISMO SOCIAL, O SOCIALISMO AUTO- GESTIONÁRIO, O TECNICISMO SOCIAL, O NEOLIBERALISMO.
  • 4. • NESTA GENEALOGIA DESTACAM-SE TRÊS LINHAS QUE INSPIRAM DIFERENTES MODOS DE COLOCAR OS PROBLEMAS E DE OS TRATAR: O DESENVOLVIMENTO DO TERCEIRO MUNDO O DESENVOLVIMENTO LOCAL AS NOVAS PRÁTICAS NO CAMPO DA ACÇÃO SOCIAL.
  • 5. • O DESENVOLVIMENTO DO TERCEIRO MUNDO• A HISTÓRIA DO SUBDESENVOLVIMENTO É INDISSOCIAVEL DA HISTÓRIA DA COLONIZAÇÃO/DESCOLONIZAÇÃO, DA SUA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA E PROCURA DA SUA AUTONOMIA.
  • 6. • O DESENVOLVIMENTO LOCAL• O DESENVOLVIMENTO LOCAL EMERGIU DA NECESSIDADE EM CONFRONTAR OS RISCOS DA DESERTIFICAÇÃO ECONÓMICA, DEMOGRÁFICA E SOCIAL DAS REGIÕES RURAIS SACRIFICADAS PELOS PLANOS DE REORDENAMENTO DO TERRITÓRIO EM BENEFÍCIO DOS POLOS INDUSTRIAIS E PROGRAMAS DE URBANIZAÇÃO.
  • 7. AS NOVAS PRÁTICAS NO CAMPO DA ACÇÃO SOCIAL• NOVOS DESAFIOS:• 1 - DESENVOLVER UMA ABORDAGEM GLOBAL AOS PROBLEMAS• 2 - PROPÔR MODELOS DE INTERVENÇÃO QUE ASSEGUREM A PARTICIPAÇÃO DOS HABITANTES DE UMA ZONA TERRITORIAL E UTENTES DOS SERVIÇOS
  • 8. O DESENVOLVIMENTO SOCIAL ESTÁ EM CONSTRUÇÃO…
  • 9. FUNDAMENTOS DA EMERGÊNCIA DE POLÍUMA NOVA POLÍTICA
  • 10. 1 - PASSAGEM DE UMA POLÍTICACENTRALIZADA DE GESTÃO A UMA POLÍTICA CONTRACTUAL DE INCITAÇÃO• ENCORAJAM-SE POLÍTICAS DE ACÇÃO CONCERTADA FUNDADAS EM PROCEDIMENTOS CONTRATUAIS• O ESTADO E AS COLECTIVIDADES LOCAIS REALIZAM OPERAÇÕES CONCERTADAS QUE ESTABELECEM OS DIREITOS E DEVERES DE CADA UM, OS OBJECTIVOS E OS MEIOS PARA OS ATINGIR.
  • 11. 2 - PASSAGEM DE PROCEDIMENTOSESPECIALIZADOS A PROCEDIMENTOS DEACÇÃO CONCERTADA• OS PROCEDIMENTOS RÍGIDOS SÃO SUBSTITUÍDOS POR PROCEDIMENTOS FUNDADOS NO INTERPARTENARIADO, A LÓGICA DO PROJECTO E A CONTRATUALIZAÇÃO.
  • 12. 3 - PASSAGEM DE UMA GESTÃO BUROCRÁTICA A UMA GESTÃO EMPRESARIAL DA VIDA LOCAL• PARALELAMENTE Á GESTÃO PATRIMONIAL APARECE UMA NOVA CONCEPÇÃO CENTRADA NA ANIMAÇÃO, NA MOBILIZAÇÃO DE PARCERIAS, NA PROCURA DE SOLUÇÕES PRAGMÁTICAS.• OS PROBLEMAS SOCIAIS SÃO CONCEBIDOS COMO PROBLEMAS ECONÓMICOS DEVIDO AO CUSTO FINANCEIRO QUE REPRESENTAM.• O DESENVOLVIMENTO SOCIAL APARECE COMO UM MEIO PARA MELHORAR A EFICÁCIA DOS MEIOS CONSAGRADOS Á ACÇÃO SOCIAL.
  • 13. 4 - A RECOMPOSIÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE O CAMPO ECONÓMICO E OS PROBLEMAS SOCIAIS4.1 - A DESCENTRALIZAÇÃO CONFRONTA AS COLECTIVIDADES LOCAIS COM O ASSUMIR DAS DESPESAS SOCIAIS E LEVA- AS A CONSIDERAR O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO COMO UM ELEMENTO DA SUA POLÍTICA SOCIAL:• A REVALORIZAÇÃO DE UM BAIRRO PASSA NECESSÁRIAMENTE PELA RECONSTITUIÇÃO DO TECIDO ECONÓMICO;• O DESEMPREGO E O EMPREGO CONSTITUEM OS ELEMENTOS CENTRAIS DOS PROBLEMAS SOCIAIS;• O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO PERMITE DESTACAR RECURSOS PARA FAZER FACE ÀS DESPESAS MUNICIPAIS;• A INSERÇÃO PROFISSIONAL É UM ELEMENTO PRIORITÁRIO DA INSERÇÃO SOCIAL.
  • 14. 4 - A RECOMPOSIÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE O CAMPO ECONÓMICO E OS PROBLEMAS SOCIAIS4.2 - A ACÇÃO SOCIAL COMEÇA A SER PERCEBIDA COMO UM INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO. A AUSÊNCIA DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO DOS PROBLEMAS SOCIAIS ENTRAVA O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, CULTURAL E URBANO.
  • 15. O QUE É AENGENHARIA SOCIAL?
  • 16. A ENGENHARIA SOCIALÉ CONCEBIDA COMOUMA NOVA POLÍTICA ,UM NOVO CAMPO DE COMPETÊNCIAS
  • 17. 1 - PRESSUPÕE A ARTICULAÇÃO DE 3 LÓGICAS :• A SÓCIO-ECONÓMICA• A POLÍTICA E• A TÉCNICA
  • 18. 2 – TRADUZ NOVAS ABORDAGENS DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E APRESENTA DUAS ORIENTAÇÕES:A - UM NOVO MODO DE GESTÃO DA VIDA SOCIAL LOCAL QUE NECESSITA• DE UMA TRANSFORMAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES E• IMPLICA A INSTITUIÇÃO DE NOVAS RELAÇÕES ENTRE OS GRUPOS SOCIAIS E OS DIFERENTES ORGANISMOS ENCARREGUES DE GERIR A VIDA SOCIAL (MUNICÍPIOS, ASSOCIAÇÕES, INSTITUIÇÕES SOCIAIS, EQUIPAMENTOS COLECTIVOS,...)
  • 19. • B - UMA METODOLOGIA BASEADA NA NOÇÃO DE PROJECTO QUE EXIGE A CAPACIDADE• DE REALIZAR UM DIAGNÓSTICO GLOBAL DE UMA SITUAÇÃO COMPLEXA,• DE DEFINIR OS OBJECTIVOS,• DE MOBILIZAR OS MEIOS,• DE DESENVOLVER ESTRATÉGIAS DE ACÇÃO.
  • 20. 3 - A ENGENHARIA SOCIAL APOIA-SE EM CONHECIMENTOS MULTIDISCIPLINARES: • ECONOMIA • SOCIOLOGIA • PSICOSOCIOLOGIA • DIREITO • GESTÃO • SERVIÇO SOCIAL
  • 21. • 4 - A ENGENHARIA SOCIAL TEM UM NECESSIDADE PERMANENTE DE ARTICULAÇÃO ENTRE A ANÁLISE E A ACÇÃO
  • 22. MUDANÇA SOCIAL E GESTÃO DAS INSTITUIÇÕES1 - COMO ADAPTAR A GESTÃO DASORGANIZAÇÕES EXISTENTES PARA QUE ELAS SETORNEM SUPORTES DE DESENVOLVIMENTOSOCIAL, EVITANDO AS RESISTÊNCIAS ÀMUDANÇA?• A ESPECIALIZAÇÃO REFORÇA OS PROCESSOS DE EXCLUSÃO E DE SEGREGAÇÃO2 - COMO INVENTAR NOVAS FORMAS DE GESTÃO QUE ENVOLVAM OD DIFERENTES ACTORES IMPLICADOS NO PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL? • A ACÇAÕ CONCERTADA EXIGE COORDENAÇÃO A NÍVEL LOCAL E MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS • QUE PAPEL, QUE LUGAR E QUE PODER TÊM OS GRUPOS SOCIAIS NA CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO?
  • 23. AS RELAÇÕES SOCIAIS SÃO RELAÇÕESMEDIATIZADAS POR ORGANIZAÇÕES QUEOCUPAM O VAZIO SOCIAL MAS CUJASCAPACIDADES DE INTERVENÇÃO SOBRE ASOCIEDADE SÃO LIMITADAS (cobrem populaçõesabstractas, grupos nominais cuja existência éestruturada pelo seu funcionamento mas os grupossociais escapam-lhes).AS RELAÇÕES ENTRE OS INDIVÍDUOS E OSGRUPOS APENAS SE PODEM DESENVOLVER NUMESPAÇO E TEMPO DEFINIDO PELAS INSTITUIÇÕESQUE REGEM A VIDA SOCIAL.ESSAS RELAÇÕES SÃO CODIFICADAS E OSINDIVÍDUOS DEVEM ADAPTAR-SE ÁS NORMAS DOSEQUIPAMENTPS (HORÁRIOS, ACTIVIDADES,…)
  • 24. ASSISTE-SE A UM DUPLO MOVIMENTOINSTITUCIONALIZAÇÃO SOCIALIZAÇÃO DAS DAS RELAÇÕES INSTITUIÇÕES SOCIAIS OS EQUIPAMENTOS COLECTIVOS TORNAM-SE POLOS DE INSERÇÃO SOCIAL CUJA GESTÃOTEM CONSEQUÊNCIAS NA VIDA DOS UTENTES E CONTRIBUEM PARA MODELAR A IDENTIDADE SOCIAL DOS INDIVÍDUOS
  • 25. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS E A SOCIALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES CONSEQUÊNCIAS1 – A OBJECTIVAÇÃO• AS RELAÇÕES ENTRE AS INSTITUIÇÕES E OS UTENTES RARAMENTE FUNCIONAM ASSENTES NUM MODO RELACIONAL• AS INSTITUIÇÕES APENAS CONSIDERAM AS PROCURAS SOCIAIS QUE SE EXPRIMEM NO QUADRO DOS DISPOSITIVOS, PROCEDIMENTOS E CÓDIGOS EM VIGOR
  • 26. 2 – A INVERSÃO DOS TERMOS DA OFERTA E DA PROCURA• A OFERTA INSTITUCIONALIZADA ESTRUTURA A PROCURA SOCIAL• AS INSTITUIÇÕES CAPTAM A PROCURA SOCIAL TRADUZINDO-A NUMA LINGUAGEM ESPECIALIZADA SUBMETIDA À SUA LÓGICA INTERNA DE FUNCIONAMENTO
  • 27. 3 – A NORMALIZAÇÃO INSTITUCIONAL DO ESPAÇO E DAS ACTIVIDADES SOCIAIS• OS GESTORES FIXAM AS REGRAS DO JOGO SOCIAL, DECIDEM SOBRE A UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO, AS ACTIVIDADES PROPOSTAS PELOS EQUIPAMENTOS COLECTIVOS, REGRAS DE ADMISSÃO E MODALIDADES DE FUNCIONAMENTO, O QUE CONTRIBUI PARA A EXCLUSÃO SOCIAL DOS UTENTES QUE FOGEM AO ESTABELECIDO.
  • 28. 4 – A INDIVIDUALIZAÇÃO• AS INSTITUIÇÕES APREENDEM OS SUJEITOS DE FORMA PARCELAR, REDUZINDO A POPULAÇÃO A UMA DIMENSÃO ESPECÍFICA, PRODUZINDO UMA LEITURA PARCIAL DA COMUNIDADE SOCIAL
  • 29. 5 - A APROPRIAÇÃO E EXCLUSÃO SOCIAL• AS INSTITUIÇÕES TENDEM A APROPRIAR-SE DO PÚBLICO, DO TERRITÓRIO, DO SINTOMA QUE SE PROPÕE GERIR.
  • 30. RELAÇÃO ENTRE OS ACTORES NA GESTÃO DE SERVIÇOS SEM FINS LUCRATIVOS SISTEMA SISTEMA EXTERNO INTERNO Fornecedores de Transformadores recursos: de recursos:SISTEMACOLECTOR DE colectividades locais, directores eRECURSOS administrações, administradores de fundações, associações e de promotores sociais, instituições, associações responsáveis locais da rede institucional, responsáveis de equipamentos colectivos e de serviços públicos Utilizadores de Produtores de serviços: serviços:SISTEMAPRODUTOR DE habitantes, grupos técnicos eSERVIÇOS sociais num dado profissionais do território, utentes dos terreno serviços colectivos, (trabalhadores sócios aderentes de sociais, professores, associações locais. médicos, animadores, psicólogos, agentes comunitários, pessoal dos serviços públicos
  • 31. FLUXO DE PODER ENTRE OS DIFERENTES ACTORES SECTOR PRIVADO COLECTIVIDADES ESTADO LOCAIS FORNECEDORES DE RECURSOS O poder da Direcção depende da sua capacidade de utilizar os rec. externosPoder de Tutela, Jurídico eFinanceiro ADMINISTRAÇÃO Poder ligado ao estatuto permanente TRANSFORMADORES DE RECURSOS DIRECÇÃO Poder hierárquico Poder ligado à configuração da tecnicidade profissional PRODUTORES DE SERVIÇOS Produção de dependência institucional ou relacional Problemas de acessibilidade UTILIZADORES OU UTENTES
  • 32. DA ANÁLISE DO ESQUEMA SOBRESSAIEM OS SEGUINTES ASPECTOS:- O CARÁCTER HIERARQUICO E LINEARENTRE OS DIFERENTES ACTORES.- AS LÓGICAS POR VEZESCONTRADITÓRIAS QUE CIRCUNSCREVEMAS INSTITUIÇÕES (A PROCURA DE SUBVENÇÕES,PROCEDIMENTOS DE FUNCIONAMENTO E REGRAS DECONTROLE E A PRODUÇÃO DE SERVIÇOS, ARESPOSTA ÀS PROCURAS, AS PROPOSTAS DESOLUÇÃO).- A DESCONEXÃO ENTRE O SISTEMACOLECTOR DE RECURSOS E O SISTEMAPRODUTOR DE SERVIÇOS.- A SOBREDETERMINAÇÃO DO FUNCIONAMENTOINTERNO PELA DEPENDÊNCIA EM RELAÇÃO AOSFORNECEDORES DE RECURSOS QUECONDICIONAM A VIDA DA ORGANIZAÇÃO.
  • 33. GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIALGestão tradicionalOs sistemas de gestão tradicional engendram uma dupla ruptura: _ entre o sistema interno e externo através de uma tendência para a internalização do poder; _ entre o investimento que se faz para juntar recursos e aquele que é feito para responder à procura dos utentes. Estes dois efeitos combinam-se para excluir os utilizadores do sistema de gestão.É necessário inventar novos modos derepresentação e de organização.
  • 34. NOVOS MODOS DE REPRESENTAÇÃO E DE ORGANIZAÇÃOOrientados segundo 4 pressupostos:1 – Mais democracia através de laços criados entre osgrupos sociais e os seus representantes, e umarepresentação mais directa dos seus utentes;2 – Apoios à expressão colectiva aberta por oposição àexpressão individualizada e normalizada que predomina narelação com as instituições;3 – Modos de comunicação diferenciados adaptados ácultura própria de cada grupo;4 – Formas de informação activas que melhorem asrelações entre os actores por oposição à informação desentido único que induz a passividade.
  • 35. GESTÃO DODESENVOLVIMENTO SOCIAL TR FR PS US É PRECISO PENSAR UM SISTEMA DE GESTÃO ONDE OS UTILIZADORES SE TRANSFORMEM EMTRANSFORMADORES DE RECURSOS (NA DEFINIÇÃODOS OBJECTIVOS E AVALIAÇÃO DA ACÇÃO DOSPRODUTORES DE SERVIÇOS)
  • 36. NAS ÁREAS URBANAS AS INSTITUIÇÕESCONFRONTAM-SE MAIS COM DIFICULDADES NOPLANO DA COORDENAÇÃO DAS ACÇÕES, DA SUAADAPTAÇÃO AOS PROBLEMAS DE GRUPOSESPECÍFICOS, DA ABORDAGEM NORMATIVA DOSPROBLEMAS, DO QUE NO SEU ENVOLVIMENTO NAPROCURA DE SOLUÇÕES PARA ESSES PROBLEMAS.TAL FACTO FAZ COM QUE SEJA PRIORITÁRIOPROPOR SISTEMAS DE GESTÃO QUE SEJAM ELESPRÓPRIOS SUPORTES DO DESENVOLVIMENTOSOCIAL.
  • 37. PRINCIPIOS DE GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL1 - DESENVOLVIMENTO DE PROJECTOS DE ACÇÃOGLOBAL PARTINDO DA ANÁLISE GLOBAL DASITUAÇÃO DE UM DADO BAIRRO OU ZONA EIMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJECTO DE ACÇÃO:ANÁLISE GOBAL DA SITUAÇÃO: COMPREENDER OSELEMENTOS ESTRUTURANTES DAS RELAÇÕES SOCIAIS,IDENTIFICAR AS LIGAÇÕES ENTRE OS PROBLEMAS DESAÚDE, EDUCAÇÃO, POBREZA E OS PROBLEMAS DEURBANIZAÇÃO, DE GESTÃO E DEMANUTENÇÃO/CONSERVAÇÃO DA HABITAÇÃO.IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJECTO DE ACÇÃO: QUEINCIDA SOBRE OS ELEMENTOS QUE PRODUZEM A ANOMIA,A SEGREGAÇÃO, A DOMINAÇÃO, AGINDO SOBRE ASCAUSAS E NÃO APENAS SOBRE OS SINTOMAS, E QUE LUTECONTRA A BUROCRATIZAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DEASSISTÊNCIA, A ABSTRACÇÃO DE PROCEDIMENTOS, ODISTANCIAMENTO DOS CENTROS DE DECISÃO.
  • 38. 2- VALORIZAÇÃO DAS POTENCIALIDADES ATRAVÉSDE UMA ACÇÃO TERRITORIALIZADA, ISTO ÉCIRCUNSCRITA A UM TERRITÓRIO A QUECORRESPONDA UMA IDENTIDADE GEOGRÁFICA OUURBANA, REDES DE SOLIDARIEDADE, A FIM DEFAVORECER A CONSTITUIÇÃO DE UMA IDENTIDADESOCIAL LOCAL.
  • 39. 3 - CRIAÇÃO DE UMA DINÂMICA SOCIAL,ASSOCIANDO ACTORES ECONÓMICOS,CONDÓMINOS, HABITANTES, LOCATÁRIOS, UTENTESDE EQUIPAMENTOS DE FORMA A ROMPER COM AASSITÊNCIA, SOBREPOSIÇÃO E TECNOCRATIZAÇÃODOS DISPOSITIVOS.ISTO EXIGE PRÁTICAS DE ANIMAÇÃO E DEINTERVENÇÃO DE PROFISSIONAIS QUEESTABELEÇAM A MEDIAÇÃO ENTRE ASINSTITUIÇÕES E OS HABITANTES.
  • 40. 4 - OPERACIONALIZAÇÃO DE DISPOSITIVOS DEACÇÃO CONCERTADA O QUE IMPLICA CRIARCONDIÇÕES DE UMA INTERVENÇÃO QUE FAVOREÇAA ABERTURA DAS INSTITUIÇÕES, UMACONCERTAÇÃO PERMANENTE DE INTERVENTORESDO CAMPO DA ACÇÃO SOCIAL, DA EDUCAÇAO, DAPOLÍTICA E DA ECONOMIA, PROFISSIONAIS EINSTITUIÇÕES COM LÓGICAS DE ACÇÃODIFERENTES ORIENTADORAS DE NOVAS PRÁTICAS
  • 41. 5 - IMPLICAÇÃO DAS POPULAÇÕES ABRANGIDAS,PRINCÍPIO QUE DECORRE TANTO DODISTANCIAMENTO IDEOLÓGICO E SOCIAL ENTRE OSACTORES INSTITUCIONAIS E AS POPULAÇÕES DEMENORES CONDIÇÕES SOCIO-ECONÓMICAS, COMODA COMPLEXIDADE DOS PROBLEMAS A RESOLVERE DOS PROCESSOS DE DECISÃO.
  • 42. MUDANÇA NOS MODOS DE GESTÃO1 - A RELAÇÃO COM OS HABITANTES CONSTITUI O MOTORESSENCIAL DESSA MUDANÇA • A ESTRATÉGIA CONSISTE EM CONFIAR PROGRESSIVAMENTE TAREFAS DE GESTÃO, EM TRANSFORMAR A INERCIA E A VIOLÊNCIA REACCIONAL, INVESTINDO NA ORGANIZAÇÃO DO SEU QUADRO DE VIDA2 - A PROGRESSIVIDADE É FUNDAMENTAL. • INICIA-SE COM TAREFAS SIMPLES REALISTAS E VISÍVEIS, E DEPOIS CADA VEZ MAIS COMPLEXAS E GLOBAIS. • A TRANSFORMAÇÃO DOS COMPORTAMENTOS E DA RELAÇÃO COM AS INSTITUIÇÕES NECESSITA DE TEMPO.3 - A RELAÇÃO COM OS HABITANTES É CONTRATUALIZADA • TORNA-SE NECESSÁRIA UMA NEGOCIAÇÃO PERMANENTE PARA FIXAR OBJECTIVOS CLAROS, O CRONOGRAMA E OS ENVOLVIMENTOS NECESSÁRIOS.4 - TODA A TRANSFERÊNCIA DE TAREFAS DE GESTÃO ÉACOMPANHADA POR ACÇÕES DE FORMAÇÃO. • A TRANSFERÊNCIA DE COMPETÊNCIAS EXIGE UMA APRENDIZAGEM.
  • 43. ESTA MUDANÇA COLOCA ENFASE NO SABER-FAZER NAS COMPETÊNCIAS DOS ENGENHEIROS SOCIAS
  • 44. ESTA MUDANÇA COLOCA ENFASE NO SABER FAZER DOS ENGENHEIROS SOCIAIS AS COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DOS ENGENHEIROS SOCIAISNO CRUZAMENTO DA POLÍTICA E DA TÉCNICA, A ENGENHARIASOCIAL CONSTITUI UM NOVO CAMPO DE COMPETÊNCIAS PARA OSPROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA VIDA SOCIAL1 - REALIZAR DIAGNÓSTICOS2 - TRADUZIR HIPÓTESES COGNITIVAS EM HIPÓTESES OPERACIONAIS3 - TRANSFORMAR OS ORGANISMOS DE QUE SÃO RESPONSÁVEIS EIMPLICÁ-LOS EM DISPOSITIVOS DE ACÇÃO CONCERTADA AFIM DECRIAR UMA SINERGIA ENTRE OS RESPECTIVOS MEIOS4 - ELABORAR UM PROJECTO E UM PROGRAMA COM OS DIFERENTESACTORES, TENDO CADA UM A SUA LINGUAGEM, SEUS HÁBITOS ELÓGICAS5 - ENCONTAR APOIOS TÉCNICOS PARA DESENVOLVER ACÇÕES QUECONCILIEM OS CONSTRANGIMENTOS DE GESTÃO COM O ALCANCEDOS OBJECTIVOS SOCIAIS DE LUTA CONTRA A SEGREGAÇÃO E AEXCLUSÃO, REDUÇÃO DE DESIGUALDADES,...6 - ANIMAR EQUIPAS OPERACIONAIS CONSTITUÍDAS PORPROFISSIONAIS DIFERENTES E PREPARÁ-LOS PARA TRABALHAR EMCONJUNTO7 - AVALIAR SITUAÇÕES CRÍTICAS E OS RESULTADOS DAS ACÇÕESEMPREENDIDAS