1                PLANEAMENTO E                  GESTÃO DE                  PROJECTIOS                     HNA Coimbra,Març...
CAP. I       Planeamento, Instrumento de      Desenvolvimento e de Mudança                  Social   1 – Cultura de projec...
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3 – MIMETISMO OU CÓPIA CONFORMEPROJECTOS IMPOSTOS DO EXTERIOR SEM TEMPO PARA A  EXPLORAÇÃO DA SINGULARIDADE DA SITUAÇÃOINT...
4 – NARCISISMO OU AUTO-SUFICIÊNCIA , POR   NEGAÇÃO DO LAÇO SOCIALCADA PROJECTO, CADA AUTOR QUE O ENCARNA, TENDE A  SER AUT...
5 – OBSESSÃO TECNICISTAO PROJECTO ESTÁ ENVOLVIDO NUM COMPLEXO PROCESSO  DE TECNICAS DE ELABORAÇÃO, EXECUÇÕES, SEQUÊNCIAS, ...
6 – SUBMISSÃO TECNOLÓGICAO PROJECTO APRESENTA-SE COMO UM CONCEITO FLUIDO ,  APTO PARA GERIR A COMPLEXIDADE.O PROJECTO PODE...
7 – UTOPIA OU DISCURSO AUTO-JUSTIFICADORQUANDO O PROJECTO DEIXA DE SE APOIAR SOBRE UMA UTOPIA  CONCRETA REGULADORA DA ACÇÃ...
1.2 – Planeamento e Gestão do  DesenvolvimentoLefèvre, Patrick (Dir.) (2006). Guide du management stratégique des   organi...
MUDARÉ GERIR CONTRADIÇÕES, MAS É SOBRETUDO  PODER FAZER ESCOLHAS E DECIDIR.POR ISSO, CONVÉM RELEMBRAR AOS ACTORES  QUE TÊM...
É NECESSÁRIO COLOCAR-SE EM QUESTÃO,  DESENVOLVER UM OLHAR CRÍTICO E  PODER ELABORAR DIAGNÓSTICOS DAS  ORGANIZAÇÕES.É NESTE...
A crescente valorização do papel das ciências  sociais nas sociedades contemporâneas, no  que respeita à análise das mudan...
ASPECTOS A CONSIDERAR NESSA REDEFINIÇÃO:É NECESSÁRIO…1 . ASSUMIR A COMUNIDADE DE BASE COMO  PONTO DE REFERÊNCIA REAL E DIR...
2 – ASSUMIR OS FACTORES ESTRUTURAIS  QUE A CONFIGURAM E DETERMINAM, PELO  QUE SIGNIFICAM NAS SUAS MÚLTIPLAS E  RECÍPROCAS ...
REFORMULAÇÃO DOSPARAMETROS DA ACÇÃOACÇÃO COLECTIVA: PASSAR DO INDIVIDUAL AO COLECTIVOACÇÃO PREVENTIVA: PASSAR DO TERAPÊUTI...
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QUE CONCEPÇÃO DE DESENVOLVIMENTO?NEGAÇÃO DA VISÃO FUNCIONALISTA E HIERARQUICA DO  DESENVOLVIMENTO.Conferência de Copenhaga...
PILARES DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL     1 – ERRADICAÇÃO DA POBREZA     2 – INTEGRAÇÃO SOCIAL COM         JUSTIÇA E EQUIDADE ...
O PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL  É UM INSTRUMENTO DE DEFINIÇÃO CONJUNTA E  NEGOCIADA DE OBJECTIVOS PRIORITÁRIOS PARA A  ...
TAIS CARACTERÍSTICAS COLOCAM EM RELEVO A  DIMENSÃO INSTRUMENTAL E ESTRATÉGICA DO  PLANEAMENTO.INTERESSA, POR ISSO ANALISAR...
2 – Intencionalidade e  instrumentação do  planeamento social2.1 - Planeamento e  Racionalidade                ANÁLISE DE ...
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1 cultura de projecto

  1. 1. 1 PLANEAMENTO E GESTÃO DE PROJECTIOS HNA Coimbra,Março de 2008
  2. 2. CAP. I Planeamento, Instrumento de Desenvolvimento e de Mudança Social 1 – Cultura de projecto: do conceito ao paradigmaBoutinet, Jean-Pierre (1996). Antroplogia do Projecto. Lisboa: Instituto Piaget, 7-13. 2
  3. 3. 1.1 – A centralidade do Projecto na sociedade contemporânea CULTURA DE PROJECTO - MENTALIDADE DA SOCIEDADE PÓS-INDUSTRIAL - PROFUSÃO DE CONDUTAS ANTECIPATÓRIAS PROXIMAS DA OBSTINAÇÃO PROJECTIVA - ESTRATÉGIA DE LEGITIMAÇÃO 3
  4. 4. DERIVAÇÕES PATOLÓGICAS(USO INDEVIDO DOS PROCESSOS DE IDEALIZAÇÃO)1- DESILUSÃO OU IMPOSIÇÃO PARADOXAL2 – HIPOMANIA OU OBSOLESCÊNCIA DO TEMPO3 – MIMETISMO OU CÓPIA CONFORME4 – NARCISISMO OU AUTO-SUFICIÊNCIA , POR NEGAÇÃO DO LAÇO SOCIAL5 – OBSESSÃO TECNICISTA6 – SUBMISSÃO TECNOLÓGICA7 – UTOPIA OU DISCURSO AUTO-JUSTIFICADOR 4
  5. 5. 1- DESILUSÃO OU IMPOSIÇÃO PARADOXALEMPURRA AQUELES QUE NÃO TÊM MEIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PROJECTO CRIANDO RISCOS DE ILUSÃO E CONSEQUENTEMENTE DE DESILUSÃO FACE A UM FUTURO ARTIFICIALMENTE IDEALIZADO, CONDUZINDO AO TÉDIO, A UMA SURDA REVOLTA.Trata-se de uma criatividade problemática, programada por medida e do exterior, com resultados enganadores.Exemplos: Projectos de orientação escolar ou inserção profissional de pessoas com reconversão problemática, que, devido a especificidades da sua história pessoal ou limitadas possibilidades contextuais, dificilmente alcançarão meios para realizar esses projectos. 5
  6. 6. 2 – HIPOMANIA OU OBSOLESCÊNCIA DO TEMPOA MANIA DO PROJECTO ARRASTA-NOS PARA UM FLUXO INCESSANTE DE INICIATIVAS ATRAVÉS DE UMA FUGA PARA O INEXISTENTE, PROVOCANDO UMA DESVALORIZAÇÃO DA ACÇÃO QUE SE DEIXA ANIQUILAR PELO ACTIVISMOO QUE CONTA É A CAPACIDADE PARA ESBOÇAR NOVOS EMPREENDIMENTOS, NÃO A COERÊNCIA E PERTINÊNCIA DA INICIATIVARENOVAÇÃO DE PROJECTOS GESTÃO POR PROJECTOS 6
  7. 7. 3 – MIMETISMO OU CÓPIA CONFORMEPROJECTOS IMPOSTOS DO EXTERIOR SEM TEMPO PARA A EXPLORAÇÃO DA SINGULARIDADE DA SITUAÇÃOINTRODUÇÃO DE ELEMENTOS ESTRANHOS À REALIDADE, REDUZINDO O PROJECTO A UMA CÓPIA CONFORME A UMA OBRIGAÇÃO ADMINISTRATIVA PROJECTOS INTER-MUTÁVEIS 7
  8. 8. 4 – NARCISISMO OU AUTO-SUFICIÊNCIA , POR NEGAÇÃO DO LAÇO SOCIALCADA PROJECTO, CADA AUTOR QUE O ENCARNA, TENDE A SER AUTO-SUFICIENTE, AUTONOMO EM RELAÇÃO AO AMBIENTE SOCIAL, PRESTANDO APENAS CONTAS ÀS INSTÂNCIAS DE AVALIAÇÃO. TRADUZ UMA CRISE DO LAÇO SOCIAL 8
  9. 9. 5 – OBSESSÃO TECNICISTAO PROJECTO ESTÁ ENVOLVIDO NUM COMPLEXO PROCESSO DE TECNICAS DE ELABORAÇÃO, EXECUÇÕES, SEQUÊNCIAS, GRELHAS DE AVALIAÇÃO, UTILIZAÇÃO DE ORGANIGRAMAS, DE QUADROS DE DUPLA ENTRADA.A IMAGINAÇÃO CRIATIVA É SUBMETIDA A UM CONJUNTO DE PROCEDIMENTOS QUE TENDE A CAMUFULAR A GESTÃO DA INCERTEZA, INERENTE A TODA A CONDUTA DE PROJECTO INOVADORA 9
  10. 10. 6 – SUBMISSÃO TECNOLÓGICAO PROJECTO APRESENTA-SE COMO UM CONCEITO FLUIDO , APTO PARA GERIR A COMPLEXIDADE.O PROJECTO PODE REDUZIR-SE A UM PROCESSO PLANIFICADO, DESAPOSSADO DA SUA NATUREZA HUMANA: EM NOME DA EFICÁCIA IMEDIATA, SUBMETE-SE O FAZER REALIZADO AO DIZER ANUNCIADO.TRATA-SE DE UMA DERIVAÇÃO TOTALITÁRIA:“TODO O PROJECTO É UMA FORMA CAMUFLADA DE ESCRAVIDÃO” 10
  11. 11. 7 – UTOPIA OU DISCURSO AUTO-JUSTIFICADORQUANDO O PROJECTO DEIXA DE SE APOIAR SOBRE UMA UTOPIA CONCRETA REGULADORA DA ACÇÃO E SE TRANSFORMA EM ABSTRAÇÃO.REDUZ-SE A UM DISCURSO IDEOLÓGICO DE DEFESA DE UM LUGAR SOCIAL (RECORRENDO A DE CARTAS REFERÊNCIA, EM BUSCA DE LEGITIMIDADE) E NÃO UMA INTENÇÃO INSPIRADORA. 11
  12. 12. 1.2 – Planeamento e Gestão do DesenvolvimentoLefèvre, Patrick (Dir.) (2006). Guide du management stratégique des organisations sociales et médico-sociales. Associations et Fondations. Établissements et Services. Administrations et Collectivités. Paris : Dunod, 183.Marchioni, Marco (1991). Mudança Social. Novos problemas de Hoje. Participação e Desenvolvimento. Intervenção Social, nº 5, 37- 41IDS (2002). Plano de Desenvolvimento Social. Núcleo da Rede Social. Departamento de Investigação e Desenvolvimento. 12
  13. 13. MUDARÉ GERIR CONTRADIÇÕES, MAS É SOBRETUDO PODER FAZER ESCOLHAS E DECIDIR.POR ISSO, CONVÉM RELEMBRAR AOS ACTORES QUE TÊM DE ESTABELECER UM EQUILÍBRIO, NA VIDA DOS SERVIÇOS E DAS ESTRUTURAS, ENTRE AS NOÇÕES DE ESTABILIDADE E DE INOVAÇÃO, DE PERMANÊNCIA E DE MOBILIDADEAS PROBLEMÁTICAS SÃO DIVERSAS E TÊM IMPLICAÇÕES NO FUTURO DAS ORGANIZAÇÕES E NAS ESTRUTURAS HUMANAS E TÉCNICAS. 13
  14. 14. É NECESSÁRIO COLOCAR-SE EM QUESTÃO, DESENVOLVER UM OLHAR CRÍTICO E PODER ELABORAR DIAGNÓSTICOS DAS ORGANIZAÇÕES.É NESTE SENTIDO QUE OS PROJECTOS CONSTITUEM AJUDAS PARTICULARMENTE EFICAZES NA CONDUÇÃO E ANIMAÇÃO DA MUDANÇA. 14
  15. 15. A crescente valorização do papel das ciências sociais nas sociedades contemporâneas, no que respeita à análise das mudanças e suas consequências imediatas a nível dos indivíduos, dos grupos e das comunidades, tem conduzido a uma maior intervenção nas dinâmicas do diagnóstico, planeamento e intervenção no plano social e político.É necessário redefinir o marco de referência da acção das profissões sociais. 15
  16. 16. ASPECTOS A CONSIDERAR NESSA REDEFINIÇÃO:É NECESSÁRIO…1 . ASSUMIR A COMUNIDADE DE BASE COMO PONTO DE REFERÊNCIA REAL E DIRECTO DAS INTERVENÇÕES, PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS E PROGRAMAS SOCIAIS. 16
  17. 17. 2 – ASSUMIR OS FACTORES ESTRUTURAIS QUE A CONFIGURAM E DETERMINAM, PELO QUE SIGNIFICAM NAS SUAS MÚLTIPLAS E RECÍPROCAS INTER-DEPENDÊNCIAS E INTER-RELAÇÕES: TERRITÓRIO POPULAÇÃO NECESSIDADES RECURSOS 17
  18. 18. REFORMULAÇÃO DOSPARAMETROS DA ACÇÃOACÇÃO COLECTIVA: PASSAR DO INDIVIDUAL AO COLECTIVOACÇÃO PREVENTIVA: PASSAR DO TERAPÊUTICO AO PREVENTIVOATITUDE NÃO IMEDIATA: PASSAR DA ACÇÃO SOCIAL SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS A UMA ACÇÃO SOCIAL TAMBÉM SOBRE AS CAUSAS.ACÇÃO NO TERRENO: SAÍR DA SECRETÁRIA E DOS GABINETES 18
  19. 19. 3 – INVESTIR NO CONHECIMENTO DOS FACTORES EXPLICATIVOS DOS PROBLEMAS SOCIAIS, COMO PRESSUPOSTO DE UMA INTERVENÇÃO GLOBAL, INTENCIONAL, PARTICIPATIVA E EFICAZ.4 – ASSUMIR O SEU PAPEL DE MEDIAÇÃO NOS PROCESSOS DE MUDANÇA E DE DESENVOLVIMENTO 19
  20. 20. QUE CONCEPÇÃO DE DESENVOLVIMENTO?NEGAÇÃO DA VISÃO FUNCIONALISTA E HIERARQUICA DO DESENVOLVIMENTO.Conferência de Copenhaga (1995) – Cimeira Mundial do Desenvolvimento humano (ONU)NECESSIDADE DE UMA PROFUNDA ALTERAÇÃO DAS POLÍTICAS E COMPORTAMENTO DE FORMA A CONTRARIAR O ENFASE EXCESSIVO NO CRESCIMENTO ECONÓMICO, A PERSISTÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS E O CRESCIMENTO DE SITUAÇÕES DE MISÉRIA E EXCLUSÃO 20
  21. 21. PILARES DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL 1 – ERRADICAÇÃO DA POBREZA 2 – INTEGRAÇÃO SOCIAL COM JUSTIÇA E EQUIDADE SOCIALPRESSUPOSTOSDESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVELTRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO EM TODOS OS SECTORES 21
  22. 22. O PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL É UM INSTRUMENTO DE DEFINIÇÃO CONJUNTA E NEGOCIADA DE OBJECTIVOS PRIORITÁRIOS PARA A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL LOCAL. TEM EFEITOS CORRECTIVOS E PREVENTIVOS. TRAÇA O RETRATO DE UMA SITUAÇÃO DESEJÁVEL MAS TAMBÉM REALISTA, E INCLUI ETAPAS E ESTRATÉGIAS. ORIENTA AS RESPOSTAS ÀS NECESSIDADES INDIVIDUAIS E COLECTIVAS. SERVE DE ENQUADRAMENTO DE INTERVENÇÕES PARA A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL INSERE-SE NUM PROCESSO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO QUE PROCURA DAR RESPOSTAS ÀS TRANSFORMAÇÕES QUE OCORREM NAS SOCIEDADES MODERNAS. 22
  23. 23. TAIS CARACTERÍSTICAS COLOCAM EM RELEVO A DIMENSÃO INSTRUMENTAL E ESTRATÉGICA DO PLANEAMENTO.INTERESSA, POR ISSO ANALISAR A SUA COMPONENTE RACIONAL, POLÍTICA E TÉCNICA. 23
  24. 24. 2 – Intencionalidade e instrumentação do planeamento social2.1 - Planeamento e Racionalidade ANÁLISE DE UM2.2 – Planeamento e TEXTO Processo Político Baptista, Myrian Veras (2000). Planeamento2.3 – Planeamento e Social. Intencionalidade e instrumentação. S. Processo Técnico- Paulo: Veras Editora. Político 24

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