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Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pelo Brasil   metas da saude
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Material disponibilizado no curso Objetivos e Desenvolvimento do Milênio pela Escola de Administração Fazendária- ESAF - 2012

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Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pelo Brasil   metas da saude Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pelo Brasil metas da saude Presentation Transcript

  • Alcance dos ODMs pelo Brasil – Metas da Saúde Dr. Jarbas Barbosa Secretário de Vigilância em Saúde Ministério da SaúdeBrasília-DF, 25 de abril de 2012
  • Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - ODMObjetivo 1 • Erradicar a extrema pobreza e a fomeObjetivo 2 • Universalizar a educação primáriaObjetivo 3 • Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia dasmulheresObjetivo 4 • Reduzir a mortalidade na infânciaObjetivo 5 • Melhorar a saúde maternaObjetivo 6 • Combater o HIV/aids, a malária e outras doençasObjetivo 7 • Garantir a sustentabilidade ambientalObjetivo 8 • Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
  • OBJETIVO 4. REDUZIR A MORTALIDADENA INFÂNCIAMeta 5:Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade decrianças com menos de 5 anos de idade
  • ODM 4INDICADORES • Taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos • Taxa de mortalidade infantil • Proporção de crianças de até um ano vacinadas contra o sarampo
  • Taxa de Mortalidade na infância (por mil nv). Brasil e regiões, 1990 a 2010* 100 Brasil TMI – 2010*: 19,3 90 óbitos em menores Norte 80 de 5 anos de idade Óbitos por mil NV Nordeste 70 por mil n.v. 60 50 Meta ODM: 40 17,9 óbitos em 30 menores de 5 anos de idade por mil n.v. 20 10 META Queda (1990 - 2010) 0 = 64,3% 20… 1993 1990 1991 1992 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS* 2010 é preliminar
  • Taxa de Mortalidade Infantil (por mil nv). Brasil e regiões, 1990 a 2010* 100 Brasil 90 Norte TMI 2010: 16,4* Nordeste 80 Sudeste óbitos infantis por Óbitos infantis por mil NV 70 Sul mil n.v. Centro-Oeste Projeção até 2015 60 Meta ODM: 50 15,7 óbitos infantis 40 por mil n.v. 30 20 Queda (1990 - 2010) 10 META = 65% 0 1990 1995 2000 2005 2010*Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS* 2010 é preliminar
  • Incidência anual do sarampo e estratégias de controle. Brasil, 1967 - 2011 100 100 1986 90 90 80 80 % Cobertura Vacinal 70 Plano de Eliminação do 70Incidência por 100.000 hab Sarampo 1ª Campanha Nacional Campanha Nacional 60 de Vacinação contra 60 a Rubéola de 12 a 39 50 1ª Campanha de anos 50 Seguimento 4ª Campanha de 40 2ª Campanha de Seguimento 40 Seguimento 30 3ª Campanha de 30 Seguimento 20 PES 20 10 10 0 0 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 Incidencia Cobertura Vacinal (%) *2010 – 68 casos RS, PA e PB Fonte: UVRI/CGDT/DEVIT/SVS/MS.
  • Principais políticas e intervenções• Rede Cegonha (2011)• Vigilância do Óbito Infantil e fetal (2010)• Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil Nordeste e na Amazônia Legal (2009 e 2010)• Políticas e Ações Voltadas para a Atenção à Saúde da Criança: Rede Norte- Nordeste de Saúde Perinatal, Método Canguru, Rede Amamenta Brasil, iniciativa Hospital Amigo da Criança, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.• Fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações – PNI• Expansão e qualificação da Estratégia de Saúde da Família
  • ODM 5: MELHORAR A SAÚDE MATERNAMETA 5: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a razãode mortalidade materna;META 6A: promover, na rede do Sistema Único de Saúde(SUS), cobertura universal por ações de saúde sexual ereprodutiva até 2015META 6B: até 2015, ter detido o crescimento da mortalidadepor câncer de mama e de colo de útero, invertendo atendência atual 9
  • ODM 5INDICADORES: • Razão de mortalidade materna • Proporção de partos assistidos por profissional de saúde qualificado (utilizado como proxy a proporção de partos hospitalares e profissionais)
  • Razão de Mortalidade Materna (por 100 mil nv), estimações pelo Ministério da Saúde. Brasil, 1990 a 2010 160 143 140 141 RMM-corrigida RMM - 2010: 68 120 113 RMM-corrigida/suavizada óbitos maternos por 97 100 100 mil n.v. 76 77 80 69 66 80 60 71 70 68 Meta ODM: 35 óbitos maternos 40 por 100 mil n.v. 20 0 Queda (1990 - 2010) ≈ 50% 1991 1990 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 1990 1996 2001 2009 2010 Fator de Correção 2,5 2 1,4 1,18 1,16Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS* A RMM de 2010 são preliminares
  • Razão de mortalidade materna por causas obstétricas diretas eindiretas (por 100 mil nascidos vivos). Brasil, 1990, 2000 e 2010* Causas diretas • Hipertensão gestacional • Hemorragia • Infecção puerperal • Aborto Causas Indiretas • Doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS
  • Razão de mortalidade materna por causas específicas de morte (por 100 mil nascidos vivos). Brasil, 1990, 2000 e 2010* Em 2010, as cinco primeiras causas de óbito materno são: 1. Hipertensão gestacional (RMM:13,8/100milNV) 2. Hemorragia (RMM: 7,9/100milNV) 3. Infecção puerperal (RMM:4,4/100milNV) 4. Doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério (RMM:4,2/100milNV) 5. Aborto (RMM:3/100milNV) No período de 1990 a 2010, diminuiu o risco de morrer por: • Hipertensão (-66,1%); • Hemorragia (-69,2%); • Infecção puerperal (-60,3%); • Doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério (-42,7%) • Aborto (-81,9%)Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS
  • Distribuição percentual de mulheres em idade fértil(MIF) usando algum método anticoncepcional.Brasil, 1986, 1996 e 2006 1986* 1996** 2006** 80 67.8 70 60 55.4 50 43.5 % 40 30 20 10 0 Uso Atual de anticoncepcionais: Mulheres em idade fértil (MIF) fazendo uso de algum método anticoncepcional Fonte: PNSMIPF 1986, PNDS 1996 e PNDS 2006. (*) População alvo de 15 a 44 anos. 14 (**) População alvo de 15 a 49 anos.
  • Taxa de mortalidade por câncer de mama e de colo deútero entre mulheres de 30 a 69 anos (por 100 milmulheres). Brasil, 1990, 2000 e 2010 1990 2000 2010 25 Risco de morrer por Óbitos por 100.000 mulheres 20.3 20 17.4 17.7 câncer de mama cresceu 15 discretamente, enqua nto houve 10 8.7 9.0 8.4 estabilidade do risco de morrer por câncer 5 de colo de útero 0 Cáncer de mama Cáncer de colo de útero Fonte: CGIAE/DASIS/SVS/MS 15
  • Mortalidade por câncer em mulheres, Brasil e EUATaxa de Mortalidade por câncer em mulheres. Brasil, 1980-2010 Cancer Death Rates* Among Women, US,1930-2005
  • Mortalidade por câncer em mulheres nas capitais e interior. Brasil, 1980 a 2009 Capitais Interior
  • Principais políticas e intervenções• Rede Cegonha (2011)• Vigilância do Óbito materno (2008)• Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil no Nordeste e na Amazônia Legal (2009 e 2010)• Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM)• Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2004)• Política Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos (2005)• Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU
  • ODM 6- COMBATER O HIV/AIDS, AMALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS• META 7: até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual;• META 7A: alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem.• META 8: até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começando a inverter a tendência atual• META 8A: até 2015, ter reduzido a incidência da malária e da tuberculose• META 8B (Substituição): eliminação da Hanseníase enquanto problema de saúde pública 19
  • Meta 7: Até 2015, ter detido a propagação doHIV/Aids e começado a inverter a tendência atual Indicadores relacionados: • 0,6% da população brasileiras pode estar infectada pelo HIV/aids • 45,7% da população de 15 anos e mais usa preservativo em todas as relações sexuais com parceiro casual, sendo 36% dos usuários de drogas e 50% dos HSH • 52% das trabalhadoras do sexo usaram preservativos em todas as relações sexuais com clientes • 57% da população brasileira tem conhecimento correto das principais formas de transmissão do HIV, sendo que 96% sabem que o preservativo é a melhor forma de evitar a transmissão.
  • Meta 7: Até 2015, ter detido a propagação doHIV/Aids e começado a inverter a tendência atual Número de casos de aids(1) e razão de sexos, segundo ano de diagnóstico. Brasil, 1987 a 2009. 25000 9,0 22500 20000 17500 6,5 6,0 Número de casos 15000 5,4 4,7 12500 3,9 10000 3,4 3,2 2,7 7500 2,4 2,0 1,9 1,8 1,7 1,6 5000 1,5 1,5 1,5 1,4 1,5 1,5 1,5 1,6 2500 0 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano de diagnóstico Masculino Feminino Razão de sexos (M:F)
  • Meta 7: Até 2015, ter detido a propagação doHIV/Aids e começado a inverter a tendência atual Taxa de incidência de aids(1) (por 100.000 hab.) em menores de cinco anos de idade, segundo região de residência por ano de diagnóstico. Brasil, 1997 a 2009 14,0 12,0 Taxa de incidência 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Ano de diagnóstico Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
  • Meta 7A: Alcançar, até 2010, o acesso universal aotratamento de HIV/Aids para todas as pessoas quenecessitem Indicadores relacionados: • 217 mil portadores de HIV/aids recebem medicamentos ARV Atividades relacionadas: • O Ministério da Saúde garante acesso universal aos antirretrovirais desde 1996 • No Brasil, nenhum paciente tem necessidade de pagar pelo tratamento da aids • São disponibilizados 20 ARV em 38 apresentações farmacêuticas, incluindo 4 medicamentos de regaste para pacientes multifalhados • São gastos aproximadamente 700 milhões de reais por ano para aquisição dos ARV • A rede de referência para tratamento de aids no Brasil conta com mais de 700 serviços
  • META 8: até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual META 8A: até 2015, ter reduzido a incidência da malária e da tuberculose Resultados: • Redução de casos em 50% em 2010 e 75% em 2015 • Redução de óbitos em 50% em 2010 e quase zero em 2015Fontes: http://www.un.org/millenniumgoals, http://www.rollbackmalaria.org
  • Casos de Malária – Meta, Resultado e Tendência 700,000.0 600,000.0 500,000.0 400,000.0 300,000.0 200,000.0 100,000.0 0.0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Notificações ODM Linear (Notificações)Fonte: SINAN/SVS/MS
  • Óbitos de Malária – Meta, Resultado e Tendência 300 250 200 150 100 50 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Óbitos ODM Linear (Óbitos)Fonte: SIM-CGIAE/DASIS/SVS/MS* 2010 é preliminar
  • Distribuição da Malária, 2000 vs 2010 IPA da Amazônia - 2000 IPA do Brasil - 2010Fonte de dados: SISMAL, SIVEP-Malária e SINANBaixo risco: IPA <10, Médio risco: 10 ≤ IPA <50, Alto risco: IPA ≥ 50
  • Ações Relevantes para o Controlede Malária• Fortalecimento da gestão local – Ajuste das ações à situação epidemiológica local – Supervisão sistematizada das atividades• Garantia de acesso ao diagnóstico e tratamento – Controle de qualidade do diagnóstico – Abastecimento da rede com antimaláricos – Integração com a rede de atenção básica• Controle vetorial* direcionado pela vigilância• Mobilização social* Borrifação residual intradomiciliar e Mosquiteiros Impregnados comInseticida de Longa Duração
  • META 8: até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual META 8A: até 2015, ter reduzido a incidência da malária e da tuberculose Resultados: • Redução da incidência de casos em 50% até 2015 • Redução de óbitos em 50% até 2015Fontes: http://www.un.org/millenniumgoals,http://www.rollbackmalaria.org
  • Tendência da taxa de mortalidade por TBestimada, 1990 a 2010, e projeção até 2015. Segundo o Relatório da OMS 2011 para o controle da tuberculose, o país alcançou a meta da redução de 50% da mortalidade por TB em 2011Fonte: Global tuberculosis control: WHO report 2011.
  • Taxa de Incidência estimada, 1990 a 2010. Em verde atendência da incidência de TB e em vermelho a taxade incidência dos pacientes com TB HIV+ Segundo o Relatório da OMS 2011 para o controle da tuberculose, o Brasil está entre os 10 países de alta carga (22) que apresentam tendência de queda para a taxa de incidênciaFonte: Global tuberculosis control: WHO report 2011.
  • Ações Relevantes para o Controle daTuberculose Acesso ao diagnóstico e tratamento • Fortalecimento laboratorial no controle da TB (controle de qualidade e ampliação do acesso à cultura) • Descentralização das ações de TB para a Atenção Básica/Primária • Mudança do esquema terapêutico com inclusão da 4ª droga (etambutol) e apresentação farmacêutica em dose fixa combinada • Ações para populações vulneráveis
  • META 8B:Eliminação da hanseníase enquanto problema de saúdepública Coeficientes de prevalência em hanseníase Brasil, 2003 a 2011* 6,00 5,70 5,40 5,10 4,80 4,50 4,20 Taxa por 10.000/ habitantes 3,90 3,60 3,30 3,00 2,70 2,40 2,10 1,80 1,50 1,20 0,90 0,60 0,30 0,00 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011* Prevalência 4,52 1,71 1,48 1,41 2,11 2,06 1,99 1,56 1,44 Fonte: Sinan/SVS-MS *Dados prelim inares disponíveis em 08/03/2012
  • META 8B:Eliminação da hanseníase enquanto problema de saúdepública Coeficientes de prevalência de Hanseníase por estado. Brasil, 2010*
  • META 8B: Eliminação da hanseníase enquanto problema de saúde pública Coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos Brasil e regiões, 1994 a 2010 30.00 Redução de Coeficiente por 100.000 habitantes 25.00 8,9% no coeficiente < 15 20.00 anos de 15.00 2010, em relação a 2008 10.00 * Em 2007 não há dados 5.00 válidos. 0.00 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste BrasilFonte:Sinan/SVS-MS Dados disponíveis em 05/05/2011
  • Ações Relevantes para o Controle da Hanseníase• Publicação da Portaria nº 2.556/2011: autoriza repasse de incentivo financeiro adicional, por adesão, a municípios e Distrito Federal, para qualificação das ações de vigilância epidemiológica; - 97% dos municípios prioritários aderiram, correspondendo a 248 municípios que receberão R$ 16.360.000,00;• Programado para setembro a “Campanha de mobilização para diagnóstico e tratamento da hanseníase, tracoma e geohelmintíases”;• Desenvolvimento do Plano Nacional de Prevenção de Incapacidades e Reabilitação – PIR;• Elaboração do Plano de Eliminação Hanseníase e Enfrentamento das Doenças em Eliminação;
  • Em conclusão• Vamos cumprir todas as metas, exceto para Mortalidade Materna, entretanto...• Papel da Atenção Primária• Perspectivas• O que falta nos ODMs?