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“Nossas vendas foram muitodifíceis, e como tal nósapreciávamos cada projetoque conseguiamos vender.”Nossa companhia começo...
9Coletivon°1 ano 1{...como diz o ditado “não é umbom negócio se você realmentenão precisa dele, em primeirolugar”, ou seja...
É sempre muito bom e muito mais fácil trabalhare ter uma vida nos negócios com clientes eempregados que nós gostamos. Em u...
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Por mais que nossos cônjuges muitas vezes detestemisso, eu e meuparceiro de negócios temos uma ética detrabalho. Trabalham...
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Houve inúmeras oportunidades em que nós fomosconvidados a fazer algo que estava além de nossascapacidades. Estas situações...
15Coletivon°1 ano 1Houve inúmeras oportunidades em que nós fomos convidados afazer algo que estava além de nossas capacida...
16“existem profissões maisdanosas que o Design industrial,porém somente muito poucas”(Papanek,1972).“A missão do designer ...
Qualéopapelsocialdodesign?Individuo17Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Como ponto de partida desta discussão,consideramosconveni...
As decisões envolvidas no processo de Design se localizamnum campo criado entre a realidade atual das pessoas e arealidade...
19Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Dependendo dadiretriz que tomemos seremoslevados a dar pontos de partida completamentedifere...
Em busca de identidade e dignidadePara Gui Bonsiepe, que analisa o processo naregião, nesta fase o designer latino america...
21Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Nessa década rica em reflexões, outroproblema que entrou em pauta foi o daidentidade do Desi...
Mas não há somente fatores positivos a se destacar na históriarecente do Design: existem questionamentos ainda semresposta...
23Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Sobre a formação acadêmicaA escolha de como e a partir de quecritérios um designer vai exerc...
A prática profissionalResta o questionamento da realabrangência do Design: é, de fato,acessível a todos?Se o ensino do Des...
25Treinamentos/Livrosn°1 ano 1sempre que pertinente, os códigos culturais genuínos de nossanação (Escorel, 2000). As empre...
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27 EspecialLadoD:criaçãoeconstruçãoEspecialn°1 ano 127Especialn°1 ano 1Nessa primeira edição, fizemos essamatéria especial...
28ConceitoO universo do Design é muito abrangente e o Lado D veiopara mostrar um lado não muito explorado desse universo.U...
29Especialn°1 ano 1LogoApós definirmos este conceito sobre nossamarca, começamos a montar o nosso logo.De vários estudos, ...
30Escolha das matériasPara os artigos da nossa revista, nós procuramos artigos pensando o máximo possível em poder auxilia...
31Especialn°1 ano 1Cara e corpoMesmo sendo uma revista na qual falará de um assunto,visto como algo corporativo, totalment...
32Nossa GestãoPodemos dizer que sendo que o nosso tema é Gestão e empreendedorismo,isto meio que nos influênciou um pouco ...
33Especialn°1 ano 1Traçamos certas metas e objetivos tambémpor meio da tabela para não estarmos nosesquecendo os prazo.Uma...
34Espelho da revistaCAPA EDITORIAL SUMÁRIO1º ARTIGO 1º ARTIGO 1º ARTIGO1º ARTIGO 1º ARTIGO 2º ARTIGO2º ARTIGO 2º ARTIGO 2º...
35Especialn°1 ano 1Considerações finaisCom este projeto elaborado, concluímos que a área do design tem seampliado cada vez...
36DICAS E TREINAMENTOS / LIVROSNessa seção é a oportunidade de você leitor conhecer novos livros onde irão fazer com que v...
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Esta revista foi elaborada no 1º semestre de 2013 no curso de Design da Universidade Presbiteriana Mackenzie buscando falar de um lado não muito abordado no design que é Gestão e Empreendedorismo. Buscamos mostrar essas duas coisas de formas muito diferentes e flexíveis na revista!!

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  1. 1. 3 EspecialLadoD:criaçãoeconstruçãoEspecialn°1 ano 1Uma revista sobregestão de design ?Por que alguém decidira publicar uma revista de gestão em de-sign gráfico? O que essas pessoas tem em mente?Bom caro leitor, eu lhe retorno a pergunta. Quantas revistas combela imagens e boas referências de design gráfico já existem? Porque publicar mais uma? Quais dificuldades você sente no seu diaa dia ao trabalhar com design gráfico? Você se sente plenamentepreparado para negociar com administradores, publicitários emarqueteiros? Você consegue gerir um projeto? Você consegueliderar uma equipe de designers? Você sabe como contratar oudemitir um designer?Então, pra finalizar mais uma pergunta, Por que NÃO um revistade gestão de design?Nessa edição inaugural pensamos em colocar matérias que sir-vam de complemento a sua formação profissional e que ajudemno seu cotidiano profissional de designer gráfico, seja você umuniversitário que acabou de ingressar no mercado de trabalhoou um profissional experiente que lidera uma equipe ou umescritório de design.Colocamos também a reflexão máxima da profissão nessaedição publicando o artigo “Função social do Design gráfico” e amanifestação dos nossos direitos de designers.Esperamos que vocês sintam o mesmo prazer de diagramar essarevista ao começar a ler suas matérias.Equipe lado D
  2. 2. 4Escolhendo umagráfica20Gestão geralDificilmente o designertrabalha sozinho. Ele possuiuma rede de fornecedoresque colaboram diretamentepara o sucesso de ummaterial. Mas, quais são oscritérios mais importantesao escolher uma gráfica?ColetivoFormando umescritório de design“Eu estava assustado quandocomeçamos a montar nossoescritório.A possibilidade dedar errado era muito grande.Nós já tivemos uma pequenaexperiência em ter umestúdio. Quando Eric Shelkiee eu planejamos a SmashLAB,tudo o que tínhamos era umcomputador para cada um epraticamente $200 para umservidor temporário.”7Empresa de designgráfico de Goiâniaconquista mercadoCasesCriada por três jovensamigos – Douglas de Castro,Renato Reno Pereira eVictorOliveira - a Bicicleta SemFreio é uma empresa na áreade design gráfico, ilustração,animação e direção de arte.16ReflexãoQual a função do design nasociedade ?55“A missão do designer gráfico, a necessidade dequestionamento da ordem vigente e o papel dodesigner como um formador de opinião com umdiscurso ativo na produção de contribuiçõessignificativas à sociedade.” (Holland, 2001).
  3. 3. 5 EspecialLadoD:criaçãoeconstruçãoEspecialn°1 ano 1IndivíduoLado D: Criaçãoe Construção30Gestão pessoalMaking Off da revista em quese trata de todo o processode criação e construçãoda revista. Neste artigo falasobre todos os conceitos queabordamos para a elaboração.Dicas para portfolio44Gestão de CarreiraPara a maioria dosprofissionais de hojeem dia, apenas um bomcurrículo basta. Mas paranós, publicitários, designers,fotógrafos, ilustradores,qualquer profissionalrelacionado a criação, énecessário um bom portfólio.E para se destacar entreos milhares que existem, éfundamental saber as regrasbásicas.ConhecimentosLivros e a afins40Nessa seção é a oportunidadede você leitor conhecer novoslivros onde irão fazer com quevocê veja15 Dicas paragerenciar melhor oseu tempo50Gestão pessoalSalve, salve criativos deplantão. Esse post é paraaquelas pessoas que sempresofrem com falta de tempo.Siga as dicas abaixo e ajusteo seu tempo.
  4. 4. 6CRIANDO UMESCRITÓRIO DE DESIGNPor Eric KarjaluotoTraduzido por Heitor Rissato“Eu estava assustado quando começamos a montar nosso escritório.A possibilidade de dar errado era muito grande. Nós já tivemos umapequena experiência em ter um estúdio. Quando Eric Shelkie e euplanejamos a SmashLAB, tudo o que tínhamos era um computadorpara cada um e praticamente $200 para um servidor temporário.”
  5. 5. ColetivoMontandoumEscritóriodeDesign7Coletivon°1 ano 1Pelo que eu sei e entendo este não é um jeito muito comum de começarum negócio. Frank Palmer do DDB Canadá foi um ótimo companheiro pragente. Ele tem nos guiado nestes anos e tem estado disposto em compartilharseus pensamentos e suas ideias conosco sobre tudo que ele já passou esobre seus conhecimentos. Quando ele começou na área de negócios, eletinha aproximadamente $5,000, uma nova hipoteca e um bebê a caminho.Talvez exista algo para ser dito, para não ficar assustado, você certamente dáo seu melhor então estraga tudo, principalmente quando há tanto dinheirometido no meio.Esse mês de Maio de 2013 marcou seis anos de negócios doSmashLAB. Nós ainda somos pequenos, mas agora nós estamos mais estáveis.Nossas vendas dobraram ano passado, nosso trabalho continua melhorando eo nosso novo escritório também melhorou. Nós não somos uma Pentagramda vida, mas estamos muito felizes e satisfeitos com o nosso trabalho.Nos anos que passamos muitos erros foram cometidos, porém, creio quetambém tivemos nossos acertos. Apesar de depender das circunstânciase situações variáveis, minha esperança é que essas esperiências adquiridasajudem projetos futuros e sejam úteis para qualquer um que queira começarseu próprio estúdio de design. Nossas vendas dobraram ano passado,nosso trabalho continua melhorandoe o nosso novo escritório cresceu.
  6. 6. “Nossas vendas foram muitodifíceis, e como tal nósapreciávamos cada projetoque conseguiamos vender.”Nossa companhia começou em 2000. Váriascompanhias ficam chocadas e poucas queremgastar suas economias em web, ou emqualquer outra coisa relacionada a design.Inicialmente nós ficamos situados em umacidade de 70 mil habitantes, uma região emque muitas empresas de negócios foramforçadas a fecharem suas portas por não teremclientes o suficiente e não conseguirem venderseus projetos. Nossas vendas também forammuito difíceis, e como tal nós apreciávamoscada projeto que conseguíamos vender.Isto nos ensinou como as coisas podem serdifíceis e que você não pode apenas esperarpela sorte. Foi árduo e eu sentia pena paracom os estúdios que esperavam que $100.000apenas caíssem em seus colos. Nós devemossempre estar preparados para um declínio.Parte do porquê isto não interferiu tantonos nossos negócios, foi porque nós nãoprecisávamos ter um escritório tão grandee tão luxuoso do que já tínhamos. Nós nãofizemos grandes empréstimos no bancopara gastarem coisas que não dariam lucroem nosso investimento. Rapidamenteaprendemos que dívidas de cartão dedébito sempre serão constantes e queempréstimos bancários geralmente roubamas oportunidades futuras. Por fim nós nuncagostamos muito da ideia de outra pessoapoder dizer ou determinar o que nóspoderíamos ou que nós não poderíamos fazercom a nossa companhia.{NUNCA ACHE QUEVAI SER FÁCILO BANCONUNCA SERÁNOSSO AMIGO
  7. 7. 9Coletivon°1 ano 1{...como diz o ditado “não é umbom negócio se você realmentenão precisa dele, em primeirolugar”, ou seja, não adiantamuito investir em produtospara negócios que talvez nãoprecisemos futuramente.Quando você não tem muito dinheiro e existem uma sériede coisas a fim de executar em seus negócios, você aprendea se virar e a correr atrás para coseguir o que é necessário.Você pode começar um negócio quase sem capital. Enquantoisso verifique leilões, ou classificados. Podem-se encontrarbastantes coisa por um bom preço e salvar um pouco a suaeconomia, mas como diz o ditado “não é um bom negócio sevocê realmente não precisa dele, em primeiro lugar”, ou seja,não adianta muito investir em produtos para negócios quetalvez não precisemos futuramente.BARATO ÉGERALMENTEBOMsmashLABProcesso de criação de anming dosmashLAB. Todas as fotos no fundo dessaspáginas são do smashLAB, um estúdiofocado em design estratégico e interativoque atende grandes marcas no Canadá,como a WWF.
  8. 8. É sempre muito bom e muito mais fácil trabalhare ter uma vida nos negócios com clientes eempregados que nós gostamos. Em um nível,nós olhamos para as pessoas que são boas noque fazem e com quem podemos facilmentecompartilhar informações e ideias. Em outronível, nós gostamos de nos envolver compessoas que nos proporcionem uma boaconversa e interação. Nos primeiros anos,fizemos a opção de cortar alguns clientes/colaboradores com um ótimo potencial, masque não tínhamos uma boa comunicação. Naépoca, eu temia que estivéssemos perdendooportunidades. Nós não estávamos.TRABALHANDOCOM PESSOASQUE GOSTAMOSEstúdio MY.SDuas irmãs e uma amiga de infanciatrabalhando junto em ilustraçõespadronagem e design de espaço.Com 3 anos de existência o estúdiojá atendeu clientes como mtv, vivoe o canal boomerang.
  9. 9. 11Coletivon°1 ano 1Eu sou terrível quando se trata de focar em uma única coisa.Eu queria fazer um pouco de tudo. Nos últimos seis anos,eu tinha pelo menos uma dúzia de ideias diferentes para asempresas ou projetos que devíamos considerar. Felizmente,tanto o meu pai e meu parceiro de negócios continuavam metrazendo das minhas fantasias de volta à Terra. Como meu paisempre diz “Você têm ótimas ideias para os negócios, porémé bom realizar um único trabalho primeiro para depois pensarnos outros.” Com o tempo eu melhorei nisto. Paciência é umavirtude para os negócios. Você apenas tem que manter o focoe dar um tempo para sua companhia e ideias amadurecerem,dando mais atenção aos projetos presentes.FOCO!FOCO!FOCO!“Você têm ótimas ideias para osnegócios, porém é bom realizar umúnico trabalho primeiro para depoispensar nos outros.”{
  10. 10. Por mais que nossos cônjuges muitas vezes detestemisso, eu e meuparceiro de negócios temos uma ética detrabalho. Trabalhamos nos fins de semana, noites e feriados.Trabalhamos na véspera de Natal, e muitas vezes fazemoscoisas até no dia de Natal. Nós não ficamos de ressaca no AnoNovo, pelo fato de estarmos trabalhando. Quando estamosdoentes, estamos trabalhando.Quando estamos tristes,estamos trabalhando. Eu muitas vezes tenho notado de que arazão pela qual estamos tendo sucesso nos negócios seria pelofato de que enquanto todos estão dormindo, nós estamostrabalhando. Eu não estou defendo uma vida desequilibrada,no entanto, as maiorias das empresas em seus primeiroscinco anos são como recém-nascidos em que exigem umaquantidade desproporcional de atenção.SEMFÉRIAS EFERIADOS“Eu muitas vezes tenho notadode que a razão pela qual estamostendo sucesso nos negócios seriapelo fato de que enquanto todosestão dormindo, nós estamostrabalhando.”{
  11. 11. 13Coletivon°1 ano 1Parte do que nos ajudou a gerenciar tarefasde forma eficiente, foi o nosso esforço paraconstruir processos/métodos estáveis eflexíveis. No início eles eram exaustivose trabalhosos, mas com o tempo, nós osmelhoramos, deixando-os mais simples eintuitivos. Temos métodos padronizados parausarmos em projetos de criação de identidade.A parte boa é que, quando você encontra umprocesso que funciona, todo mundo do estúdiopode utilizar os mesmos métodos e obter osmesmos ganhos de eficiência de tempo e bonsresultados.Além disso, ele nos deixa com maistempo para se concentrar na criação.EM BUSCADO MELHORMÉTODOLembro-me de um momento cerca de seismeses atrás, quando eu estava lendo meuse-mails, respondendo mensagens instantânease tinha um telefone em cada uma das minhasmãos com uma pessoa diferente em cadalinha. Naquele momento alguém tambémbatia na minha porta. Parece um poucomelodramático, mas é verdade. Um estúdiocomo a nossa tem demandas infinitas, quemuitas vezes se aglutinam precisamente nestemomento. Enviamos e-mails pelo Outlook,os arquivamos, fazemos lotes de notas tudoisso extensivamente. Montamos alarmes e atémesmo, às vezes, alarmes duplos para estaremnos lembrando de reuniões importantes. Comtudo isso, aprendemos que nós apenas temosque nos manter no topo e sempre com otrabalho bem feito.Planejar é muito bom, mas nada pior do queuma paralisia devido a um planejamento.Por isso, nós começamos a acreditar queé melhor nos planejar com espaço paramudanças. Conheci muitos empresários quefizeram “n” planejamentos, mas que não seencaixavam com a realidade de cada um. Umbom planejamento tem funcionado melhorpara nós do que um planejamento muitoespecífico e engessado.TAREFAS DEGESTÃO,ORGANIZE-SE!COMECE ALGO,VEJA COMOVAI E REVISEBR/BAUENRodrigo Francisco(esq.uerda) e BrazPina(direita) são sócios do escritório BR/BAUEN que é conhecido mundialmentepor suas identidades visuais com conceitossólidos, e funcionalistas. Seu trabalho ganhoureconhecimento aós entrarem para obehance, rede social para profissões criativas,onde ficaram famosos e em um ano foramselecionados várias vezes com destaque e járeceberam prêmios.
  12. 12. Houve inúmeras oportunidades em que nós fomosconvidados a fazer algo que estava além de nossascapacidades. Estas situações, muitas vezes, tem nos feitocrescer, mas também tem nos feito ter tremendos fracassos.Sempre pensei nestas oportunidades com muito cuidado,a fim de determinar se estávamos aprendendo habilidadesnovas ou não. Em nosso primeiro ano, um projeto de cem mildólares veio até nós. É claro que não estávamos preparados,por isso o recusamos. Com o tempo os clientes, sabendoque nossa empresa cumpre cada promessa que é feita, têmtido mais credibilidade em nossa empresa e também têmfeito vários deles (que já haviam solicitado algum serviçonosso) pedirem um segundo serviço, graças a essa firmezaque nós damos de cumprir prazos e o que foi combinado.Na SmashLab, muitos comentam que nós subimos através de designers rudese oportunistas. Na verdade houve altos e baixos, mas muitas vezes eu sentiacomo se nada estivesse acontecendo, mas estava, um exemplo era de várioscontratos que não se concretizavam. Nós vimos muitos designers “iniciantes”ou não muito bons na área se “agarrarem” a contratos nos quais eram maisadequados e que encaixavam-se a eles, mas tudo isso me fazia sentir de queisso não levaria a lugar nenhum, que não dariam frutos. E no momento em queisto acontecia, nós decidimos apenas continuar fazendo o que era preciso nanossa empresa, que era continuar trabalhando duro e sempre ir além. Se vocêé apaixonado por design, você já tem metade do desejo necessário para criarum estúdio de design bem sucedido. Se você gosta de negócios e pretendeadministrar por conta própria , fique atento, sempre é bom fazer parceriacom alguém dessa área, tente pensar nisto com um pouco mais de seriedadepara não haver problemas na hora da papelada. Se seu objetivo não é ter umestúdio e sim em ser um designer que trabalha para alguém, honestamente, ashoras da sua vida serão bem melhores. Criar um negócio não é fácil. Se vocêestá indo para o exterior, desejo-lhe o melhor, você vai aprender muitas coisassobre negócios e até mesmo sobre a vida, que também é essencial para secriar uma boa empresa de design.CUMPRACOM OCOMBINADOAPENASCONTINUEA TRABALHAR
  13. 13. 15Coletivon°1 ano 1Houve inúmeras oportunidades em que nós fomos convidados afazer algo que estava além de nossas capacidades. Estas situações,muitas vezes, tem nos feito crescer, mas também tem nos feito tertremendos fracassos.Eric KarjaluotoÉ designer, palestrante,escritor e pintorformado. Ele é sócio-fundador do smashLAB,uma agência de estratégiainterativa localizada emVancouver, Canadá.
  14. 14. 16“existem profissões maisdanosas que o Design industrial,porém somente muito poucas”(Papanek,1972).“A missão do designer gráfico, anecessidade de questionamento daordem vigente e o papel do designercomoum formador de opinião comum discurso ativo na produção decontribuições significativas àsociedade.” (Holland, 2001).Este artigo explora o campo do Design Gráfico brasileiropercorrendo sua trajetória, formação acadêmicae prática profissional. Nossa intenção é costurar adiscussão sempre mostrando associações com o quealguns chamam de Design Social (ou Design SocialmenteOrientado) aqui apresentado e argumentado comosendo Design de Comunicações Visuais. Apontamosno decorrer deste histórico, sempre que possível,pontos de convergência e divergência de ideias entre asconcepções hegemônicas do Design e o papel social dodesigner gráfico.Qual o papelsocial do Designer? Por Bianca Martinsprimordialmente comunicar atravésde mensagens visuais, ou seja,toda peça desta natureza nasce danecessidade de transmitir umamensagem específica.Design Gráfico
  15. 15. Qualéopapelsocialdodesign?Individuo17Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Como ponto de partida desta discussão,consideramosconvenienteexpor7°Congressode Pesquisa & Desenvolvimento em Designquais são as concepções que neste artigopropomos como objetivos do Design Gráfico.Desta maneira, acreditamos que a definição e denominaçãomais apropriadas para esta área são as aportadas por JorgeFrascara quando se refere ao “Design de ComunicaçõesVisuais”, já que neste caso estão presentes três elementosnecessários para definir uma atividade: um método: Design;um objetivo: Comunicação e um campo: o Visual” (Frascara,1988, 21). Entendemos que ao analisar uma peça de designgráfico é importante considerar que a sofisticação visualdeve estar associada a uma comunicação eficaz. Ao fazer talafirmativa, queremos dizer que o estilo exerce uma função quedeve estar vinculada às exigências do projeto.Nesta abordagem o designer planeja essencialmente um evento,um ato com determinada duração, no qual o destinatário(ousuário) co-atua com o design, produzindo a comunicação.O objetivo do designer de comunicações visuais é, então,estruturar o Design de situações comunicacionais. Tais situaçõesse destinam a afetar o conhecimento, as titudes, as opiniões e ocomportamento das pessoas. É a partir do usuário, que ocupaposição central neste tipo de projeto, que o designer deve fazersuas escolhas, ficando os pressupostos estéticos universais e osde ordem pessoal deslocados neste quadro.Nesta concepção devemos pensarnuma ação mais do que num objeto.Naperspectivaaquiapresentada,arazãodeserdeuma peça de Design Gráfico é primordialmentecomunicar através de mensagens visuais, ou seja,toda peça desta natureza nasce da necessidadede transmitir uma mensagem específica.
  16. 16. As decisões envolvidas no processo de Design se localizamnum campo criado entre a realidade atual das pessoas e arealidade que se deseja concretizar após a interação destaspessoas com as mensagens (Frascara, 1997).Podemos ampliar os conceitos desta concepção para outrasáreas que abarcam um processo de Design Gráfico natentativa de evidenciar as funções de afetar o conhecimento, ocomportamento, as opiniões ou a conduta das pessoas. Destaforma, verificamos que a propaganda política procura influirna opinião e nas ações das pessoas, enquanto os sinais detrânsito modificam o comportamento dos que deles se utilizamorganizando o fluxo de veículos, cabendo aos materiais didáticosatuar sobre o conhecimento, otimizando a tarefa educativa, eaos símbolos de segurança na indústria afetar a conduta dosoperários, visando reduzir os acidentes de trabalho. Procuramosalargar a visão normalmente percebida desta profissão, que temsua imagem atual subjugada ao sistema comercial.Numa tentativa de esboçar um histórico do Design, Souza(1997) argumenta que as mudanças ideológicas, sociais, culturaise políticas aportadas pelas revoluções francesa e americana eas facilidades produtivas oferecidas pela Revolução Industrial,de certa forma fizeram com que as pessoas da idade Modernapassassem a conceber o mundo como um espaço a serconquistado, como um provedor disponível e fonte inesgotávelde recursos para a concretização de seus sonhos e obras.O Design moderno (e aqui incluímos o Design Gráficomoderno) é fruto das intensas mudanças sociais e produtivasdesta época. A própria figurado “designer”, tal como hojeconcebemos, emerge do processo produtivo a partir danecessidade de aliar os conhecimentos da arte e da técnicapara configurar e adaptar, com mais eficácia, os produtos paraa fabricação em série.Mapeando o terreno“A própria figurado “designer”, tal como hoje concebemos,emerge do processo produtivo a partir da necessidade dealiar os conhecimentos da arte e da técnica para configurare adaptar, com mais eficácia, os produtos para a fabricaçãoem série.”
  17. 17. 19Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Dependendo dadiretriz que tomemos seremoslevados a dar pontos de partida completamentediferentes ao Design Gráfico nacional. Umacorrente comprometida com o Modernismocostuma relacionar o surgimento do Designno Brasil aos desdobramentos desta épocacom as experimentações do Instituto deArte Contemporânea do MASP em 1951 e ainauguração da Escola Superior de DesenhoIndustrial (ESDI) em 1963. O termo Designsó se aplicaria às situações posteriores aestes marcos. Em contrapartida, outra linhade pensamento argumenta que o que se deunesta fase, mais precisamente, foi uma ruptura:Surgiu a consciência do Design como conceito,profissão e ideologia, sendo equivocado pensarque o Design propriamente dito (atividadeprojetual relacionada à produção e ao consumoem larga escala) tenha surgido nesta época(Cardoso, 2005; Cunha Lima, E. L., Cunha Lima,2003). Ao negarmos a existência de um Designbrasileiro anterior aos anos 1960 tambémestamos recusando as linguagens e soluçõesprojetuais que não derivem de uma matrizestrangeira reconhecida (construtivismo, DeStijl, Bauhaus, Ulm), negando aquelas existentesno Brasil no século dezenove, e que sãorepresentativas de uma tradição brasileira ricae variada que assimilou e conciliou influênciasdíspares no longo processo histórico deformação da identidade nacional, desde o fimdo período colonial (Cardoso, 2005).O aumento da produção e daconcorrênciaentre os produtos gerou a necessidade deinformar sobre eles e sobre suas diferenças,estimulando estratégias persuasivaspara levar ao consumo preferencial dedeterminados produtos. Neste campo, odesign dos bens de consumo e o designde objetos gráficos (embalagens, revistas,anúncios, cartazes)contribuíram paraestimular a compra e avenda da produçãoindustrial.Como conseqüência de importantes fatoresdeordem econômica e social criou-se umadrão de uso dos bens naturais sem freios,que associamos com o consumismo.Poroutro lado, com o senrolar de interaçõessociais complexas e, grosso modo, atravésdeestratégias persuasivas, argumenta-se queos trabalhadores das cidades passaram a crerque suas necessidades (simbólicas, individuais,sociais, etc.) seriam satisfeitas através doconsumo. Reforçando esta idéia, a venda daforça de trabalho terminou por conferir aoindivíduo, através do salário, a condição deconsumidor.Este quadro se acentua na Pós-modernidadecom a descrença nas metanarrativas, com avalorização do individualismo, com a buscapela identidade pessoal e também com aidéia de que tudo pode ser mediado por seuvalor de troca (Lyotard, 1989). O indivíduopassou a participar de um contexto capitalistaonde consumir representa comunicar,conferindo às grandes marcas internacionaisa possibilidade de construir parte importantede sua identidade pessoal (Klein, 2001).“O indivíduo passou a participar de um contexto capitalista ondeconsumir representa comunicar, conferindo às grandes marcasinternacionais a possibilidade de construir parte importante desua identidade pessoal (Klein, 2001).”Trajetória do DesignGráfico brasileiro: umatradição autêntica
  18. 18. Em busca de identidade e dignidadePara Gui Bonsiepe, que analisa o processo naregião, nesta fase o designer latino americanoteve uma atuação secundária, cosmética, seminfluir decisivamente na produção industrial(Bonsiepe: 11, 1997). No entanto, nocenário internacional dominam as temáticasdo discurso projetual sobre a produtividade,a racionalização e a padronização nocaso europeu, enquanto nos EUA pós-guerra, intensificam-se as estratégias deconsumo, com o styling, propondo, em vezda durabilidade, a rápidasubstituição dosmodelos por outros mais atuais.Este excesso de produtos inunda os mercadosmundiais, levando a uma crítica radical àsociedade de consumo. Em vários discursosnota-se esperança de uma alternativa deDesign, uma nova cultura de produtos epossibilidades nas economias planificadas.Vislumbra-se uma sociedade que poderiadesenvolver uma outra cultura material dentrode um mundo de consumo, porém não deconsumismo.Como reação surgem movimentos de contra-cultura que valorizam experimentações gráficasem xerox e colagens de fotografias que no Brasilse misturaram com os protestos contra o regimeditatorial implantado em 1964, exemplificadospelo jornal O Pasquim. Se na Califórnia dos anos1960-70 surge um movimento hippie pregandopaz e amor produzindo cartazes psicodélicosresgatando fontes e ornamentos Art Nouveau(Farias, 2001), no Brasil temos o Tropicalismo deGil e Caetano com capas de discos nesta mesmalinha. O Design racionalista recua aproximando-seda cultura popular.As reações no próprio campo do Design Gráficotornam-se explícitas no manifesto First Things First(First things first, quer dizer: aquilo que tem queser feito, na ordem de prioridade, de importânciade cada coisa.) liderado pelo designer inglêsKen Garland em 1964. O documento levantavaquestões como a missão do designer gráfico, anecessidade de questionamento da ordem vigentee o papel do designer como um formador deopinião com um discurso ativo na produção decontribuições significativas à sociedade (Holland,2001).Bonsiepe argumenta que foi nos anos 1970 queo tema da ‘tecnologia apropriada’ entrou nodiscurso projetual e pela primeira vez foi criticadaa idéia da “Boa Forma” e do “Bom Design”herdadas do racionalismo modernista. Partindoda crítica à “teoria da dependência”, argumentou-se em favor de um Design próprio: o contrastesócio-econômico entre os países centrais e osperiféricos levou a questionar a validade deinterpretações do Design radicadas nas economiasindustrialmente avançadas. Não era só o PIB quepermitia classificar os países em dois grandesgrupos, mas também o efeito corrosivo daindustrialização, caracterizado principalmente peloabismo entre uma minoria orientada ao modelode consumo dos países centrais e uma maioriamarginalizada, vegetando num nível mínimo desubsistência (Bonsiepe, 1997).Estas profundas fissuras nas sociedadesperiféricas conferem ao debate do Designna periferia uma inevitável dimensão política.Para os países periféricos os problemas doDesign revestem-se de um forte caráter sócio-político que se sobrepõe às questõestécnico-profissionais do campo, mesmo que grandeparte de nossos profissionais não tenha estavisão.Outra importante voz que se fez ouvir nestaépoca foi a do designer Victor Papanek, queem 1972 publicou seu polêmico livro Designfor the Real World, no qual fez a famosadeclaração de que “existem profissões maisdanosas que o Design industrial, porémsomente muito poucas” (Papanek, 1972).Usando o exemplo de um escritório deconcepção de projetos orientado para o setorsocial, Papanek proporciona longas listas deprodutos que tratam de necessidades destesetor. Entre estes, estão a assistência ao ensinode todas as classes incluindo projetos quevisam transferir conhecimentos e habilidadesa pessoas com dificuldades de aprendizageme auxílio a incapacitados físicos; treinamentopara pessoas de baixa renda que tentamprogredir profissionalmente; dispositivosde diagnóstico médico, equipamento dehospitais e ferramentas dentais; equipamento emobiliário para hospitais mentais; dispositivosde segurança para o lar e para o trabalhoe dispositivos que tratam de problemasde contaminação. Alguns destes produtos,particularmente equipamentos médico-hospitalares, já são bastante estudados etambém produzidos, porém existem muitosoutros que não estão em linha de produçãoporque não foi identificado um produtorinteressado que viabilize sua inserção nomercado. Ao contrário de Ken Garland, o textode Papanek alcançou uma audiência extensa,trazendo a questão para discussão entre osdesigners brasileiros.O surgimento moderno doconceito de designer nopaís, portanto se dá numcontexto onde temos porum lado o ensino e poroutro um grande surtodesenvolvimentista brasileiro.“Em vários discursos nota-seesperança de uma alternativade Design, uma nova cultura deprodutos e possibilidades naseconomias planificadas.”
  19. 19. 21Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Nessa década rica em reflexões, outroproblema que entrou em pauta foi o daidentidade do Design. Contraditoriamente, aomesmo tempo em que se nota uma procuraapaixonada pela identidade do Design nacional,as referências projetuais, tanto na área gráficaquanto na deprodutos permaneciam sendo(e talvez ainda permaneça) os produtosdos países centrais. A falta de know-howtécnico sobre processos de fabricaçãocontribuía para o risco de um design de poucaqualidade.Como aponta Bonsiepe, há um eloentreidentidade e dignidade já que a buscade identidade é motivada pelo desejo deautonomia, ou seja, pela busca pelo podere pela capacidade de determinar o própriofuturo (Bonsiepe, 1997).No final dos anos 1980, ocorreu no Brasil adiscussão intensa e apaixonada sobre a adoçãoda denominação Design para a profissão,substituindo os termos Desenho Industrial,Comunicação Visual ou Programação Visualem vigência nos vinte anos anteriores. Maisdo que uma escolha pura e simples, a questãomobilizou os designers que se dividiram emdiscussões acaloradas, nas quais um dos temascentrais era a identidade nacional do Designde um lado e do outro o interesse de adotaruma identidade internacional, linha que acabouvencendo a disputa. Esta década viu o inícioda informatização dos meios projetuais nospaíses centrais, ocasionando mudanças formaisque dominaram o cenário das discussõesdos profissionais. O refinamento formale a experimentação com novos materiaistrouxeram de volta a questão do estilo, ondeos objetos e expressões de Design foramelevados a artigos de culto.Nos anos 1990 aparecem no cenário globalquestões relativas à compatibilidade ambientale ao desenvolvimento sustentável. Temos umretorno à questão da tecnologia apropriadae às preocupações com o desenvolvimentoorientado às necessidades dos países. Estesfatores se refletem no ideal de Gestão deDesign: valorização da viabilidade técnica efinanceira local e a adequação de materiaisvisando a sustentabilidade ambiental. Aofinal da década, este conceito se aprimora ehoje a Gestão de Design perpassa a própriaquestão da forma, de viabilidade de produçãosustentável de produtos ou de comunicaçõesvisuais, englobando a manutenção da imagemda empresa. Alguns autores argumentam queos escritórios de Design devem vender visão,estratégia e posicionamento de empresas. É aprópria concepção do designer como consultor,e do Design como Business. A informatizaçãoultrapassou as fronteiras tornando possívelao designer dos países periféricos o acessoaos mesmos meios de projetação de seuscolegas dos países ricos. Uma nova atenção amanifestações urbanas de cunho popular trouxepara o Design elitizado da década anterior umcontato com referências advindas da culturabrasileira, processo que pôs em marcha novasdiscussões sobre a identidade do Designnacional. Neste quadro, as pesquisas acadêmicassobre a história do Design brasileiro tambémvêm contribuindo para matizar o conhecimentoe os limites sensíveis do campo.Teve grande influência na determinação do conjuntode projetos a serem desenvolvidos nas escolas deDesign de produto sendo igualmente discutido eestudado nos cursos de arquitetura.
  20. 20. Mas não há somente fatores positivos a se destacar na históriarecente do Design: existem questionamentos ainda semresposta quanto à sua missão, quanto à existência de uma Teoriado Design, quanto à determinação de seu campo de ação (adespeito de sua onipresença na vida cotidiana) e à questãoenfatizada neste artigo que se refere ao seu papel social.Atualmente, o Design Gráfico conseguiu seconsolidar perante a sociedade brasileiracomo fator que proporciona eficiência àcomunicação se caracterizando como umdiferencial competitivo entre empresas.
  21. 21. 23Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Sobre a formação acadêmicaA escolha de como e a partir de quecritérios um designer vai exercera profissão está condicionada àconduta ética, pessoal e particularde cada profissional.Esta é uma questão que todos enfrentam ao entrar nomercado, em qualquer campo de ação. No caso do designer,no entanto, sua formação é empobrecida pela falta de visão dapossível contribuição que seu saber poderia oferecer para amelhoria das condições de vida de seus semelhantes.Mas abordar tal assunto não é tarefa simples. Talvez algunsproblemas da formação brasileira em Design possam ser maisbem esboçados ao analisarmos o conteúdo acadêmico atravésda ênfase dada aos ‘núcleos temáticos’ (oferecidos pelasDiretrizes Educacionais para o Ensino Universitário de Designda Comissão de Especialistas em Design da Secretaria deEducação Superior do MEC – CEEDesign 1999). Os ‘núcleostemáticos’ são: Fundamentação, Planejamento e Configuração,Sistemas de Utilização, Sistemas de Produção.Neste conjunto estão notavelmente marginalizados osassuntos que tratam do contexto histórico, social e culturalde cada localidade (Martins, 2003). Esse fato ajuda a explicara falta de compromisso do profissional sobre o seu papel nasociedade. Desconhecendo os problemas de seu contextosocial, um profissional que dedicou alguns anos de sua vida àconstrução de uma carreira não é preparado para aplicar osconhecimentos metodológicos, produtivos e sua capacidadede afetar o conhecimento das pessoas para proporcionarbenefícios efetivos a seus usuários.E que usuário seria este? Pouco se estuda ou se conheceo âmbito do usuário, o que depende de conhecimentossobre estudos das relações psicológicas, ergonômicas ecomportamentais que estão presentes na ocasião onde umusuário interage com um objeto de Design. Centrando aimagem do usuário na sua própria imagem, o designer sai parao campo de trabalho munido de uma visão narcisista de seupúblico, despreparado para encontrar o outro, o diferentedele. Sabemos que numa economia de mercado, o Designencontra um extenso campo de trabalho justamente em suaativação, porém limitando-nos a responder exclusivamentea estes requerimentos, faríamos com que o designer gráficooperasse exclusivamente num terreno delineado por interessescomerciais de curto prazo.Como nossa discussão aqui pretende ir além da análise daformação de um designer responsável e cidadão chegando até aesfera que discute como um designer pode, de fato, desenvolvertrabalhos que estejam direcionados a tentar amenizar algunsproblemas agudos da sociedade brasileira, não se pode deixarde apontar que, no Brasil, a pressão do mercado de consumo- onde se insere a grandíssima parte da prática profissional - jáé tão condicionante do futuro do aluno de Design que não lheresta alternativa senão trabalhar nesse campo.Trata-se de um problema complexo e reconhecemosque o designer gráfico sozinho não pode mudar estasituação. A discussão transcende esta questão já que serianecessário encontrar setores onde exista uma demandaque possa “patrocinar” um trabalho voltado à solução deproblemas comunicacionais das populações desfavorecidas,tais como a produção de material didático, estratégias paraabordar acidentes de trânsito, problemas de saúde, violênciaou a divulgação de informações que facilitem o acesso docidadão a seus benefícios concedidos por lei.Defendemos aqui que o lugar em potencial para realizareste tipo de trabalho e/ou pesquisa é dentro das própriasuniversidades. Além de mencionar a importância das linhas depesquisa, acreditamos que uma formação, em qualquer que sejaseu nível, deve ocupar-se principalmente de formar cidadãos.Desta maneira, cremos que umimportante passo seria dado se durantea formação fossem oferecidos conteúdosque abordassem a relevância do papeldo Design para sociedade, já que estesprofissionais serão capacitados paratrabalhar em campos onde (também)se pode tentar encarar as necessidadesurgentes da vida humana.
  22. 22. A prática profissionalResta o questionamento da realabrangência do Design: é, de fato,acessível a todos?Se o ensino do Design é cheio de percalços, não menos oé sua prática profissional. Alguns podem argumentar que oDesign é uma atividade elitista por natureza, já que com osdesdobramentos da industrialização no século dezenove, apenasuma pequena parcela da população foi beneficiada com objetosbem projetados. Porém, é inegável que progressivamente apopulação passou a ter acesso a estes bens tendo aatividade do Design se consagrado como mediadoranata entre projeto, fabricação e usuário. Restaoquestionamento da real abrangência do Design: é, defato, acessível a todos?Nos últimos anos, a área de atuação do Design noBrasil tem se modificado bastante com o acirramentoentre os mercados nas mudanças trazidas pelaglobalização. Assim, o Design Gráfico atual tema característica de ser bastante dependente dospré-requisitos do marketing e da publicidade. Poroutro lado, os designers ainda não estão sendouniversalmente empregados pelo serviço público,por exemplo, onde poderiam atuar em áreas que sãooperadas por não especialistas. Ao contrário, em paísescentrais onde o Design já se incorporou ao cotidianocomo disciplina de projeto e planejamento e seu papelcomo metodologia para abordagem de problemas temaumentado, a pressão para que seja utilizado comoinstrumento de venda tende a ser contrabalançada porum uso mais consciente de suas possibilidades.O cliente por muitas vezes costuma recomendar que sesiga determinado modelo já previamente reconhecido,testado e aceito – geralmente nos países centrais –demonstrando seus vícios culturais e pouca confiança nacapacidade de leitura simbólica do usuário. O resultadoé que acabamos empurrando para o mercado umavasta gama de produtos pasteurizados, demasiadamentesemelhantes: falta-nos segurança para incorporar,
  23. 23. 25Treinamentos/Livrosn°1 ano 1sempre que pertinente, os códigos culturais genuínos de nossanação (Escorel, 2000). As empresas não costumam investir napesquisa nem mesmo nos testes dos protótipos. Se de um ladoa explicação pode ser o uso do modelo consagrado, por outroé justo reconhecer que não recebem incentivos governamentaispara aventurar-se em novas abordagens, a exemplo de outrospaíses.Acrescentamos ainda, o já comentado imediatismo dosapelos comerciais: os trabalhos geralmente são para ontem.De certa forma, temos que admitir que esta característicaacabou ampliando o escopo de nossa ação profissional, poréma um alto custo: não há tempo nem dinheiro para pesquisar etestar soluções mais adequadas para as necessidades de umdeterminado grupo de usuários. Assim, às vezes, sabemos comodesenvolver um projeto eficiente, porém não existe tempo hábilpara executá-lo. Esta questão costuma ser complicada para odesigner, caracterizando-se como um dilema ético, porque estáno limiar de sua responsabilidade social como profissional.ConclusãoVoltemos à questão: o Design: é, de fato, acessível atodos?No decorrer desta trajetória do Design Gráfico brasileiro,pudemos analisar diferentes questões que contribuem paraum esvaziamento das preocupações em aportar projetosou pesquisas significativas que proponham soluções para osproblemas de nossa sociedade, encontrando um verdadeiropapel social do designer gráfico.Falta-nos compreender que a primordial missão doDesign Gráfico é comunicar visualmente – fator quenos leva a ter responsabilidade sobre o quê, para quem ecomo estamos comunicando.Torna-se cada vez mais importante o domínio de conhecimentosrelativos às raízes nacionais do Design valorizando a culturabrasileira numa tentativa de resgate contínuo de nossa dignidade,o que se materializa em temáticas de fundamentação emaspectos socioculturais e históricos. Temos, no campo do ensino,a importação e difusão de modelos pedagógicos que ignoramquais as demandas da sociedade brasileira com relação à atuaçãodos profissionais. Por outro lado, verificamos que a valorizaçãode maneirismos estéticos se dá muitas vezes em detrimento daefetividade da comunicação.Finalmente, podemos responder à questão com uma afirmativa,desde que consideremos principalmente o Design Gráfico voltadopara as necessidades do comércio e da indústria e que o público aatingir com estas mensagens seja o de ‘consumidores’. Em algunssetores de ordem cultural podemos notar um avanço, destacando-se a indústria editorial.Mas se tivermos como objetivo ir além, contribuindo para a saúde,educação e qualidade de vida dos brasileiros, temos que reconhecerque o caminho ainda não foi devidamente palmilhado. E pior ainda,a menos que ocorram mudanças urgentes na formação profissional,é possível que os designers gráficos não estejam preparados paraatender a este desafio, para o qual nem ao menos estão alertados.Cabe, portanto, como propusemos no decorrer deste artigo, umaatribuição importante às universidades, estudando e propondosoluções para estes problemas e divulgando-as entre os jovens natentativa de consolidar o papel social do Design.Sou graduada em Design pela UFRJ (1999),Mestre em Design pela PUC-Rio (2007) bolsistaCNPq da mesma instituição e Especialistaem “Enseñanza y Aprendizaje de Las ArtesVisuales” - Universidad de Sevilla (2004). SouCoordenadora da Graduação em DesignGráfico do INSTITUTO INFNET ondeministro as disciplinas Fundamentos do Design,Percepção Visual, Semiótica e Produção Gráficae Metodologia do Design; Na mesma instituiçãotambém oriento Projetos de Conclusão deCurso. Trabalho há 12 anos com DesignInstrucional e Editorial. Em minha produçãoacadêmica procuro abordar os temas queconstituem minhas áreas de expertise: Semióticaaplicada ao Design, Design Instrucional, Designda Informação, ensino-aprendizagem, mídia-educação, teoria e metodologias do Design.
  24. 24. 26
  25. 25. 27 EspecialLadoD:criaçãoeconstruçãoEspecialn°1 ano 127Especialn°1 ano 1Nessa primeira edição, fizemos essamatéria especial explicando o nossoconceito e a diagramação da revista,em detalhes.Por Jéssica venâncio e Heitor RIssato
  26. 26. 28ConceitoO universo do Design é muito abrangente e o Lado D veiopara mostrar um lado não muito explorado desse universo.Um lado muitas vezes esquecido e que acaba gerando muitasdores de cabeça para muitos Designers. Falar de gestão podeser um tanto cansativo e chato, mas e quando isso é voltadopara sua área? Conhecer designers empreendedores, negóciosque deram ou não certo, métodos e dicas de como fazero seu negócio funcionar... De designers para designers: arevista foi elaborada de uma forma criativa e pensada desdeo projeto gráfico até seu conteúdo levando em consideraçãoos interesses, gosto e sonhos de todo Designer. Com o focoem estudantes de design e designers recém-formados , queestão entrando no mercado profissional agora, tambémqueremos que aqueles que já estão na área a algum tempopossam se beneficiar e aprender com nossa revista. Temoscomo responsabilidade mostrar ao designer como funcionaesse mundo de negócios e fazer com que desperte o interessedo lado empreendedor. Fazendo com que cada vez mais, nósdesigner saibamos nos posicionar e ganhar espaço no mercado.Lado DDe vários nomes que vieram no brainstorm como, M.E.G. (Minha EmpresaGráfica) ou M.A.D.E. (Mente Aberta Design), o escolhido foi Lado D. Maspor quê? Como explicamos no conceito, gestão e empreendedorismo nãoé um assunto muito abordado no mundo dos designers, para isso queremosmostrar esse outro lado, o lado D do Design.Como base no conceito de falar de gestão de Designers para Designer , nóstraçamos alguns valores para revista, como algo didático, inovador, flexível,refelxivo e carismático. Nossa marca também faz referência do mundo damúsica, pois trabalhamos a ideia em cima do conceito do disco de vinil, porpossuir dois lados. O lado A com as musicas mais populares, que “lincados”ao design está referido a revistas de ilustrações e projetos gráficos que sãopopulares no mercado. Já no lado B, onde trocamos o B por D de Design,são aquelas musicas mais desconhecidas, mais Undergrounds, como o nossotema, um outro lado do Design, o Lado D.
  27. 27. 29Especialn°1 ano 1LogoApós definirmos este conceito sobre nossamarca, começamos a montar o nosso logo.De vários estudos, todos estavam semprefaltando alguma coisa. Me lembro que oprimeiro, os professores diziam que não tinhauma harmonia em si.Enfim trabalhamos, trabalhamos etrabalhamos em cima do logo até resultarneste último que ainda sim nos deu certosproblemas como o “a” da palavra lado queantes parecia “o”, fazendo com que todoslessem Iodo D e depois o tracking que nãoestava ajustado, fazendo com que algunslessem L e ado. Ajustamos tudo e finalmentetivemos um bom resultado, que é a marcaque nós estamos utilizando agora. Comosímbolo, fizemos junto ao logotipo um circulopreto que é a representação do vinil e umaabreviação de Lado D que seria o LD.{
  28. 28. 30Escolha das matériasPara os artigos da nossa revista, nós procuramos artigos pensando o máximo possível em poder auxiliar aquelesque ainda não estão muito refinados nesta área de negócios. Por isso escolhemos artigos como “Como construirseu estúdio de design” que tratará de explicar e dizer os pontos positivos e negativos de ter um escritório,“Escolhendo uma gráfica” que tratará de ajudar o designer a saber que gráfica é mais apropriada e seus motivos,“Direitos do designer”, “15 dicas para gerenciar melhor seu tempo” para se trabalhar melhor seu dia a dia notrabalho, “Dicas para portfólio” para que o leitor consiga chegar aonde quer. Temos também cases , como porexemplo os designers que arriscaram em melhorar nesta área como “Empresa de design em Goiânia conquistao mercado” e por fim “Qual a função do design na sociedade” que fica como artigo principal da nossa revista, naparte reflexiva, para que nós designers entendamos qual é o nosso papel neste mundo tão complexo.Indivíduo e ColetivoDentro de nossa revista nós dividimos em duas partes principais.Um que se chamamava Zoom In e que agora passou a se nomearIndivíduo, no qual trata de abordar questões sobre gestão pessoaldo designer e certos tópicos que se possa trabalhar no individualsomente e o outro que se chamava Zoom Out e que passou a serchamado de Coletivo que abordará situações mais em grupo naárea de negócios e que também mostra como lidar com cada um.Haverão artigos bons e explicativos em ambos os casos. Paraestar ligado com ambos os casos, no artigo principal o colocamosna parte de Reflexão que vale tanto para o coletivo como para oindividual estarem refletindo.
  29. 29. 31Especialn°1 ano 1Cara e corpoMesmo sendo uma revista na qual falará de um assunto,visto como algo corporativo, totalmente racional, sério evisto com desgosto por alguns designers, nós realizamosnossa revista de forma bem flexível, com um pouco defuncionalismo e um pouco de desconstrutivismo, em quetrabalharemos muito com imagem e cores trabalhando juntoao texto e com um grid modular. Estamos nos baseando emrevistas como a IdN, a ADG, a Business Punk, e outras, parachegar num bom nível de felxibilidade.Nossa revista terá o formato de um quadrado com asmedidas de 25x25 cm, pois considerando nosso público-alvoque são designers profissionais já formados e aqueles queainda estão estudando, pensamos em fazer uma revista maispara estúdios, escritórios e locais do gênero em que elespoderão lendo o nosso conteúdo com calma. Não pensamosem fazer uma revista para ser lida na rua, em locais públicoscomo ônibus, pois a área de negócios precisa ser entendida etrabalhada com atenção. Também pensamos neste formato,pois discos de vinil se encaixam em documentos quadrados,e sendo que uma de nossas referências foi este ponto, oformato mais apropriado seria quadrado em dimensõespróximas a do vinil, porém adaptado apra poder ser levadonuma mochila ou pasta comum.Testes: fotos em preto e branco tiradas de nossostestes para a elaboração do trabalho.
  30. 30. 32Nossa GestãoPodemos dizer que sendo que o nosso tema é Gestão e empreendedorismo,isto meio que nos influênciou um pouco mais a poder se voltar mais paraesse lado. O que queremos dizer? em toda a elaboração da revista nós temosnos organizado por meio de divisão de tarefas, datas, uma organização nossa.Utilizando o Google Docs, criamos uma tabela na qual separamos etapa poretapa da revista e como estava sendo o processo por meio de legendasNeste processo de organização também abrimos espaço para os artigos queescolheríamos na revista, neste local colocamos vários e vários que achamos muitointeressantes, porém precisávamos descartar alguns para colocar a quantidadecerta no projeto, sendo assim decidimos avaliar cada artigo com notas de 0 a 10para saber qual seria a melhor para a revista. (Os sinais “X” e “2” representam queo artigo foi escolhido e que foi escolhido para a segunda revista, respectivamente.)
  31. 31. 33Especialn°1 ano 1Traçamos certas metas e objetivos tambémpor meio da tabela para não estarmos nosesquecendo os prazo.Uma coisa interessante nisso tudo é a área de referências quefizemos, este tópico era o espaço em que sempre que alguém dogrupo achava algo interessante em sites de portfóilios ou imagens,este colocava o link do site para os outros componestes do grupoestarem vendo também e participarem de talvez uma nova ideiaque aquela referência poderia nos trazer para o projeto.Pode-se dizer que toda esta organização nos ajudou muito pararealizar esta revista, pois sempre que alguém do grupo ficava comdúvidas de suas tarefas ou sobre a meta a ser alcançada, bastavaapenas consultar a tabela para poder já estar por dentro dasituação e poder começar a trabalhar novamente. Esta é uma daspartes da gestão que é muito importante, essa clareza de ideias.Por isso estamos muito felizes em poder estar comprovando queo lado da gestão é importante para o design, para todos.Pode-se dizer quetoda esta organizaçãonos ajudou muito pararealizar esta revista.
  32. 32. 34Espelho da revistaCAPA EDITORIAL SUMÁRIO1º ARTIGO 1º ARTIGO 1º ARTIGO1º ARTIGO 1º ARTIGO 2º ARTIGO2º ARTIGO 2º ARTIGO 2º ARTIGO
  33. 33. 35Especialn°1 ano 1Considerações finaisCom este projeto elaborado, concluímos que a área do design tem seampliado cada vez mais no mercado, porém muitos dos que fazem partenão estão tão prontos para negociar com um cliente como alguém quefez, por exemplo, marketing, estaria. Se passassemos a se aprofundarmais em gestão, estaríamos avançando mais um passo e com certezateríamos mais sucesso em vendas de projetos. Isto vale tanto paraaqueles que têm seu escritório próprio de design como para aquelesque trabalham em grandes empresas, pois gestão e empreendedorismodeve fazer parte de nossas vidas. Essa revista é só o começo.2º ARTIGO3º ARTIGO 3º ARTIGO 3º ARTIGO3º ARTIGO 3º ARTIGO DICASDICAS2º ARTIGO 2º ARTIGO
  34. 34. 36DICAS E TREINAMENTOS / LIVROSNessa seção é a oportunidade de você leitor conhecer novos livros onde irão fazer com que você vejacom outros olhos a questão - Design / e também treinamentos no Brasil e no mundo.Gestão Estratégica do DesignComo um Ótimo Design Fará as PessoasAmarem sua Empresa Design como focoestratégico nas empresas, este é o temacentral deste instigante e inovador livro.Agora mais que nunca, a gestão do designtorna-se um aliado estratégico para osucesso das empresas. Ser focado em designnão significa fazer produtos maravilhosos,simplesmente. O livro mostra como implantarum ótimo design em sua cultura comercial.O design de experiências centrado no clienteé a chave para transformar as empresas.GRID - Construção e DesconstruçãoLeitura fundamental para profissionais e estudantes naárea de projeto, tanto no design como na arquitetura,este livro põe em foco o princípio unificador dogrid e o valor de outros tipos de idéias, oferecendoanálises atentas e consistentes sobre toda espécie demanifestações visuais.O volume foi organizado em duas partes, “Construindo”e “Desconstruindo” o grid. Em cada uma delas, umcapítulo de extrema concisão histórica fundamenta oscomentários com exemplos concretos. O autor comentatambém formas de comunicação dispostas tanto noespaço tridimensional quanto no universo virtual dasmídias eletrônicas.Design para Quem Nao e DesignerA presente obra tem como intuito dar noções básicasde planejamento visual, com isso seus trabalhos ficarãocom estética e aparência melhores. Indicado aquelaspessoas que não dispõem de muito tempo para estudarprofundamente o tema.
  35. 35. Treinamentos/Livros37Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Pensar com TiposEllen Lupton, autora de Pensar com tipos (Cosac Naify, 2006), e JenniferCole Philips, revisitam o bê-a-bá do design, enfocando temas como:ponto, linha, plano, ritmo, equilíbrio, modularidade, tempo e movimento,à luz das mudanças tecnológicas e da sociedade global. Neste guia concisoe visualmente inspirador, as autoras partem de trabalhos de estudantes eexemplos-chave da prática profissional contemporânea que vão desdea criação de marcas, impressos e sinalizações à elaboração de páginas dainternet e design em movimento, para mostrar a importância doequilíbrio entre habilidade técnica e pensamento visual crítico. Segundoas autoras: “Nós o criamos porque não víamos nada assim à disposiçãoBriefing: a gestão do DesignHá quem pense que a criatividade não possa serformalizada, normalizada ou descrita. Este é um dosmotivos pelos quais designers ainda hoje relutamem produzir um briefing antes de começar seustrabalhos, assim como as empresas acreditam queisto seja uma perda de tempo. Este livro auxiliaprofissionais a entenderem a importância do briefinge como produzi-lo de maneira eficaz. Escrito baseadona experiência profissional do autor, é fácil identificarparalelos com o cotidiano das empresas e dosdesigners. Para os estudantes, o livro é uma forma defamiliarizá-los com o briefing, para que eles entremno mercado de trabalho conscientes da importânciadesde planejamento prévio que, muitas vezes, éTipografia & Design GráficoExcelente manual para designers em formação,e uma obra de consulta essencial para osprofissionais que procuram novas perspectivasno seu trabalho. Joaquim da Fonseca relata asorigens da produção de impressos, refletindosobre as infinitas possibilidades da produçãográfica na atualidade.
  36. 36. Estão abertas – até 15 de fevereiro – as inscriçõespara a 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico,em 36 subcategorias dentro de 8 categorias(Impressos Editoriais, Impressos Promocionais,Digital, Identidade & Branding, Embalagens,Espacial, Fronteiras eTipografia).Corrigindo o hiato criado pela não realizaçãoda Bienal em 2011,serão aceitos projetosdesenvolvidos entre Janeiro de 2009 e dezembrode2012, mantendo a média de 300 projetos porbiênio: desta forma, o objetivo desta Bienal éreunir cerca de 600 trabalhos,compondo amaior e mais ampla seleção de projetos dedesign brasileiro de todos os tempos.O Concurso é dividido em cinco categorias:• Espaços e Interiores;• Industrial ou Produtos;• Gráfico;• Moda e Têxtil;• DigitalA data limite de aceitação dos projetos será dia6 de junho de 2013 às 17:00 horas (horário daEspanha). Podem participar estudantesuniversitários maiores de 18 anos que estejamregularmente matriculados em instituição deensino superior ligada à rede universia.Os 50 projetos mais votados pelos internautasserão expostos durante o outono de 2013 emMadri. Entre eles os jurados elegerão o ganhadore os cinco segundos colocados. A premiaçãoserá de 5.000 euros para o vencedor e 2.500euros para cada um dos cinco selecionados parao 2º prêmio.O Concurso é dividido em cinco categorias:• Espaços e Interiores;• Industrial ou Produtos;• Gráfico;• Moda e Têxtil;• DigitalA data limite de aceitação dos projetos será dia 6 dejunho de 2013 às 17:00 horas (horário da Espanha).Podem participar estudantes universitários maioresde 18 anos que estejam regularmente matriculadosem instituição de ensino superior ligada à redeuniversia.Os 50 projetos mais votados pelos internautasserão expostos durante o outono de 2013 emMadri. Entre eles os jurados elegerão o ganhadore os cinco segundos colocados. A premiação seráde 5.000 euros para o vencedor e 2.500 euros paracada um dos cinco selecionados para o 2º prêmio.DICAS E TREINAMENTOS / EVENTOS
  37. 37. Treinamentos/Livros39Treinamentos/Livrosn°1 ano 1Inscrições abertasO Prêmio Grandes Cases de Embalagem, da revistaEmbalagemMarca, visa incentivar e valorizar a buscada excelência nas embalagens brasileiras, premiandoaquelas que se destacarem pela otimização doconjunto de seus elementos ou, isoladamente, deum ou mais deles que tenham peso decisivo paraa obtenção de resultados positivos para a empresausuária e para o consumidor final.As embalagens são analisadas sob a ótica dosbenefícios que trazem para a indústria usuária,fornecedores, consumidores finais e o meioambiente.• Redução de materiais• Produtividade em linha• Redução de custos• Inovação• Agregação de valor• Design• Impacto ambiental• Desempenho no ponto de venda• ConveniênciaInscrições abertasO Prêmio Grandes Cases de Embalagem, da revistaEmbalagemMarca, visa incentivar e valorizar a buscada excelência nas embalagens brasileiras, premiandoaquelas que se destacarem pela otimização doconjunto de seus elementos ou, isoladamente, deum ou mais deles que tenham peso decisivo paraa obtenção de resultados positivos para a empresausuária e para o consumidor final.As embalagens são analisadas sob a ótica dosbenefícios que trazem para a indústria usuária,fornecedores, consumidores finais e o meioambiente.• Redução de materiais• Produtividade em linha• Redução de custos• Inovação• Agregação de valor• Design• Impacto ambiental• Desempenho no ponto de venda• ConveniênciaA DESMA, uma rede de formação inicial em nível dedoutorado da University of Gothenburg, na Suécia,está recrutando 12 pesquisadores em estágio inicialna área de Gestão de Design. O programa começaem Setembro e tem duração de três anos (a adiçãode um quarto ano, para completar um PhD, serádiscutida separadamente).Nesta rede de pesquisa estão inclusas a; AaltoUniversity in Helsinki, Finlândia; Politecnico diMilano, Itália e Imperial College, Reino Unido, alémde quatro consultorias de design européias e quatroorganizações de serviço.As candidaturas podem ser enviadas até o dia 15 demarço para o e-mail applications-desma@hdk.gu.se;para mais informações acesse o site da DESMA. Orequerimento é que os candidatos tenham mestradoem Design ou Negócios e experiência profissional.
  38. 38. Na próxima ediçãoVerdi Design !

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