Rochas e solos

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  • Talk about the difference between the clay-size particle or clay minerals.
  • Mention sieve analysis and hydrometer analysis for different size of soils There is not distinguish for silt and clay in the USCS system.
  • Wet sieving: According to the British standard, dry sieving may be carried out only on materials for which this procedure gives the same results as the wet-sieving procedure. This means that it is applicable only to clean granular materials, which usually implies clean sandy or gravelly soils-that is, soils containing negligible amounts of particles of silt or clay size. Normally the wet-sieving procedure (section 4.6.4) should be followed for all soils (Head, 1992).
  • Effective size (D10): This parameter is the diameter in the particle-size distribution curve corresponding to 10% finer. The effective size of a granular soil is a good measure to estimate the hydraulic conductivity an ddrainage through soils.
  • Rochas e solos

    1. 1. ROCHAS E SOLOS 1
    2. 2. AS ROCHASAgregado de um ou mais minerais, que é impossível de escavarmanualmente, que necessite de explosivo para o seu desmonte.As rochas são de três tipos principais: ígneas, magmáticas (de magma) ouprimárias (de primeira geração), sedimentares (de sedimentos) ousecundárias (de segunda geração) e metamórficas (de metamorfismo) outerceárias (de terceira geração). 2
    3. 3. 3
    4. 4. 4
    5. 5. ROCHAS ÍGNEAS, MAGMÁTICAS OU PRIMÁRIASA fusão do material do manto e da crosta terrestre dá origem a um líquidodenominado MAGMA. O resfriamento e a solidificação do magma formam asrochas MÁGMÁTICAS.Estas rochas mantêm as marcas das condições em que se formaram. Se, porexemplo, elas têm todos os minerais bem cristalizados, do mesmo tamanho,isto indica que o magma se consolidou no interior da Terra, dando tempo paraos minerais crescerem de modo uniforme.As rochas ígneas que se consolidam no interior da Terra chamam-seINTRUSIVAS ou PLUTÔNICAS. O granito é uma delas.Quando os minerais encontrados na rocha são muito pequenos - nem chegama formar cristais – significa que o magma se resfriou subitamente. Istoacontece, por exemplo, quando o magma extravasa no fundo do mar. Eleresfria tão rapidamente que os cristais não têm tempo de crescer. As rochasígneas que se formam na superfície da Terra são chamadas EXTRUSIVAS ouVULCÂNICAS. Um exemplo típico é o basalto (rocha encontrada em CampoGrande (MS). 5
    6. 6. ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIASÀ medida que os sedimentos erodidos de outros tipos de rochas (partículassólidas que são carreadas pelos agentes geológicos - água corrente, asgeleiras, os ventos e os fluxos gravitacionais) vão se acumulando nasdepressões, chamadas de BACIAS SEDIMENTARES, eles vão secompactando, transformando-se nas rochas SEDIMENTARES.Elas se formam, geralmente, na superfície, a temperaturas e pressões muitobaixas. As rochas sedimentares podem indicar os ambientes nos quais elasforam depositadas.Assim, os arenitos (rochas encontradas em Campo Grande-MS) podem serindicativos, por exemplo, de desertos ou praias; os folhelhos– rochasargilosas folheadas – de pântanos ou mares calmos e, os conglomerados, derios ou geleiras.Outros tipos de rochas sedimentares, principalmente oscalcários (encontrados na Serra da Bodoquena e Bonito-MS), são formadospela precipitação de elementos químicos dissolvidos nas águas, ou porconchas e esqueletos de organismos que se depositam uns sobre os outros. 6
    7. 7. ROCHAS SEDIMENTARES OU SECUNDÁRIAS INTEMPERISMO ROCHA ÍGNEA SOLO RESIDUAL EROSÃO + TRANSPORTE + DEPOSIÇÃO SOLO RESIDUAL SEDIMENTO LITIFICAÇÃO SEDIMENTO ROCHA SEDIMENTAR 7
    8. 8. AS ROCHAS METAMÓRFICASSão formadas a partir de modificações de rochas ígneas, sedimentares oude outras rochas metamórficas, pelo aumento da temperatura e da pressão,porém sem chegarem a se fundir.Isso ocorre, por exemplo, em regiões de choque de placas, onde as rochassão comprimidas ou em regiões em que massas de magma entram emcontato com outras rochas, transformando-se por aquecimento.As rochas metamórficas mais comuns são os gnaisses, os xistos e osquartzitos (Serra da Bodoquena-MS), cada uma delas, por suas própriascaracterísticas, pode indicar as condições de temperatura e pressão nasquais se formaram. 8
    9. 9. LEITURA COMPLEMENTAR: A MAGNITUDE DO TEMPOGEOLÓGICOA quantidade real de tempo geológico decorrido, visto que e tremendamente grande, significa pouco, semqualquer base de comparação. Para este fim, têm sido inventados numerosos esquemas nos quais, eventosgeológicos chaves são localizados proporcionalmente, em unidades de comprimento ou tempo atuais, de modoa tornar o tempo geológico um tanto mais compreensível.Uma forma de tornar compreensível o tempo geológico é comprimir todos os 4,5 bilhões de anos do tempogeológico em um só ano.Nesta escala, as rochas mais antigas reconhecidas datam de março. Os seres vivos apareceram inicialmentenos mares em maio. As plantas e animais terrestres surgiram no final de novembro e os pântanos, amplamenteespalhados que formaram os depósitos de carvão, “floresceram” durante cerca de quatro dias no início dedezembro. Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26, mais oumenos na época que as montanhas rochosas se elevaram inicialmente. Criaturas humanóides apareceram emalgum momento da noite de 31 de dezembro (o homem só teria aparecido quando faltasse dois minutos para ameia- noite do último dia do ano). Capas de gelo continentais começaram a regredir da área dos grandes lagose do norte da Europa a cerca de 1 minuto e 15 segundos antes da meia-noite do dia 31. Roma governou omundo ocidental por 5 segundos, das 23h: 59mim: 45s até às 23h: 59mim: 50s. Colombo descobriu a América 3segundos antes da meia-noite, e a ciência da geologia nasceu com os escritos de James Hutton exatamente hámais que 1 segundo antes do final de nosso movimentado ano dos anos.Os especialistas interessados na idade total da Terra comumente consideram o princípio quando a Terraalcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra seformou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicial. Na verdade, as evidências atualmentedisponíveis sugerem que nenhuma rocha permaneceu do primeiro bilhão de anos, mais ou menos, da história daTerra. Antes do princípio, processos cósmicos desconhecidos estavam produzindo a matéria, como aconhecemos hoje, para a Terra e para o nosso sistema solar. Este intervalo incluímos no tempo cósmico. É otempo, desde o início da Terra, que constitui propriamente o tempo geológico. 9
    10. 10. A TRANSFORMAÇÃO DA ROCHA EM SOLOAÇÃO FÍSICADecomposição - Dilatação térmica - Ação do gelo - Expansão coloidalEfeitos secundários• Redução das dimensões dos fragmentos e aumento da área das superfícies de ataque;• Permitem-se a composição química.AÇÃO QUÍMICAOxidação – Carbonatação – Hidrólise – Hidratação – Dissolução -Reconstituição químicaEfeitos secundários• Alteração quase completa das propriedades físicas e químicas comaumento sensível de volumeBIOLÓGICOAção de cunha das raízes - Ação dos ácidos orgânicos - Ação de animaisEfeitos secundários• Combinação de efeitos físicos e químicos 10
    11. 11. PROCESSO BÁSICO DE ATUAÇÃO DA DECOMPOSIÇÃOQUÍMICA Á G U A D A C H U V A - P R E S E N Ç A D E C O 2 ( G á s C a r b ô n ic o ) D IS S O LV ID O N A Á G U A O R IG IN A O Á C ID O C A R B O N IC O ( H 2 C O 3 ) 11
    12. 12. 12
    13. 13. 13
    14. 14. 14
    15. 15. 15
    16. 16. Propriedades Físicas dos Solos 16
    17. 17. Principais análises1. Textura2. Tamanho de Grão e Distribuição Granulométrica3. Forma da Partícula4. Análise Granulométrica 17
    18. 18. Origem e Formação dos Solos SOLO é o material que recobre a crosta terrestre, acima ou abaixo do mar, resultante do intemperismo das rochas podendo ou não conter matéria orgânica. Classificação quanto a origem geológica Solo Residual⇒ que permanecem no local da decomposiÁão da rochaSolo Transportado⇒ que foram levados ao seulocal atual por alguns agentes de transporte. 18
    19. 19. Perfil Geotécnico típico de Solo Residual 19
    20. 20. Solos Orgânicos (não estão nos residuais)• São aqueles que contem uma quantidade apreciávelde matéria orgânicadecorrente de decomposição deorigem vegetal ou animal, em vários estados dedecomposição.• Cor escura e odor característico. Solos Lateríticos• Tem na sua constituição argilosminerais de caulinitaeapresentam elevada concentração de ferro e alumínionaforma de óxidos e hidróxidos conferindo uma coloraçãovermelha. São geralmente não saturados e com um elevadoíndice de vazios.• Quando compactados apresentam uma boa capacidadesuporte. 20
    21. 21. Depósitos lateríticos – Minério de Ferro 21
    22. 22. 22
    23. 23. 23
    24. 24. Composição mineralógica das partículas Solos Granulares: Provenientes do intemperismo físico.• São formados por minerais primários Silicatos (quartzo, feldspato, mica) Solos Argilosos: Provenientes do intemperismo químico.Obs: O conhecimento da composição mineralógica dos solos granulares é deimportância secundária para o Engenheiro Geotécnico. Nos solos granulares ocomportamento mecânico e hidráulico será definido pela densidade relativa.• São formados por minerais secundários.Obs: O conhecimento da composição química dos argilos-minerais éimportante pois dele decorre as propriedades de plasticidade eexpansibilidade. 24
    25. 25. Formas das Partículas Arredondadas ESFÉRICA (areias) AngularesLAMELARES(argilas) FIBRILARES (argilas) Caulinita Ilita 25
    26. 26. Forma da PartículaSolos Arredondada Subarredondadagranulares Subangular Angular • Importante para solos granulares (Holtz and Kovacs, 1981) • Partículas angulares → maior atrito • Partículas arredondadas → menor atrito 26
    27. 27. Formas das Partículas 27
    28. 28. Textura dos solosA textura de um solo é sua aparência ou “sensação aotoque” e depende dos tamanhos relativos e formas daspartículas, bem como da faixa ou distribuição dessestamanhos. Solos granulares: Solos finos: Pedregulhos Areias Siltes Argilas 0.075 mm (USCS) USCS: Unified Soil Classification 0.06 mm (BS) BS: British Standard Peneiramento Sedimentação 28
    29. 29. Tamanho de Grão e DistribuiÁão Granulométrica 29
    30. 30. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/NBR 6502/95) – Terminologia - Rochas e Solos. Bloco de rocha – Fragmentos de rocha com diâmetro superior a 1,0 m.Matacão – Fragmentos de rocha com uma dimensão compreendida entre 20 cm e 1,0 m.Pedregulho – Solos formados por minerais ou partículas de rocha, com diâmetrocompreendido entre 2,0 e 60,0 mm. Quando arredondados ou semi-arredondados, sãodenominados cascalhos ou seixos.Areia – Solo não coesivo e não plástico formado por minerais ou partículas de rochas comdiâmetros compreendidos entre 0,06 mm e 2,0 mm. As areias de acordo com o diâmetroclassificam-se em: areia fina (0,06 mm a 0,2 mm), areia média (0,2 mm a 0,6 mm) e areiagrossa (0,6 mm a 2,0 mm).Silte – Solo que apresenta baixa ou nenhuma plasticidade, baixa resistência quando secoao ar. É formado por partículas com diâmetros compreendidos entre 0,002 mm e 0,06 mm.Argila – Solo de graduação fina constituída por partículas com dimensões menores que0,002 mm. Apresentam características marcantes de plasticidade; quando suficientementeúmido, moldam-se facilmente em diferentes formas, quando secas apresenta coesãosuficiente para construir torrões dificilmente desagregáveis por pressão dos dedos.Caracteriza-se pela sua plasticidade, textura e consistência em seu estado e umidadenaturais. 30
    31. 31. Tamanho de Grão Pedreguho Argila Areia SilteUSCS 4.75 0.075BS 2.0 0.06 0.002 USCS: Unified Soil Classification BS: British StandardUnit: mm 31
    32. 32. IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS - ENSAIOS • Análise Granulométrica; • Índice de Consistência. Distribuição GranulométricaA curva granulométrica é a representação gráfica das dimensões daspartículas que contém um determinado solo e das proporções em quese encontra. 32
    33. 33. DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA•Ensaios Solos granulares: Solos finos: Pedregulho Areia Silte Argila 0.075 mm (USCS) 0.06 mm (BS) (Hong Kong) (Head, 1992) Peneiramento Sedimentação 33
    34. 34. CURVA GRANULOMÉTRICA 34
    35. 35. GRADUAÇÃO DOS SOLOS Um solo bem graduado apresenta uma distribuição proporcional dotamanho de partículas, de forma que os espaços deixados pelas partículasmaiores sejam ocupados pelos menores. Neste caso os grãos menores"cabem" exatamente dentro dos vazios formados pelos grãos maiores e,portanto, são solos que quando bem compactados podem atingir massasespecíficas muito altas e conseqüentemente elevadas resistências. 35
    36. 36. CONSIDERAÇÕES GERAIS • Por meio da análise granulométrica verificou-se que a maior partedos solos naturais contêm grãos representativos de duas ou mais frações,• Solos uniformes grossos ou muito grossos são comuns, mas solosuniformes muito finos ou coloidais são encontrados muito raramente.• Todas as argilas contêm constituintes finos, muito finos e coloidais ealgumas argilas contêm mesmo partículas grossas;• Os solos granulares são perfeitamente identificáveis por meio de suascurvas granulométricas. Isto é, areias e pedregulhos de iguais curvasgranulométricas comportam-se, na prática, semelhantemente.• Para os solos "finos” somente a curva granulométrica não é suficientepara prever seu comportamento. Toma-se também necessário que seconheça a forma das partículas, que por sua vez depende da constituiçãomineralógica. Portanto, podem ser encontrados siltes, argilas e materiaisargilosos de mesma curva granulométrica cujos comportamentos não sejamsemelhantes. 36
    37. 37. LIGAÇÕES ENTRE PARTÍCULAS GROSSEIRAS - ATRITO Grãos Grosseiros (areias): ligação através do "atrito físico” e o "atritofictício" (falsa coesão) proveniente do entrosamento de suas partículas. Nos solosnão existe uma superfície nítida de contato e sim uma infinidade de contatospontuais.Coesão Aparente ou falsa coesão: Efeito da pressão capilar na água intersticial,quando o solo sofre um esforço de ruptura. Os grãos tendem a se moverem unsem relação aos outros e, então, formam-se meniscos capilares entre seus pontosde contato. Os grãos são atraídos uns contra os outros pelo efeito da tensãosuperficial que age ao longo da linha de contato entre o grão sólido e o filme deágua. 37
    38. 38. LIGAÇÕES ENTRE PARTÍCULAS FINAS COESÃO VERDADEIRA Grãos Finos (argilas): Ligação através da existência de um cimento natural aglutinando os grãos de solo entre sí, ou ligação através da coesão verdadeira. Ambas acontecem mesmo que sobre a estrutura de solo não atua nenhuma pressão externa.Coesão verdadeira: Eventual ligação entre os grãos exercidos pelopotencial atrativo de natureza molecular ou coloidal que é responsável pelaformação da camada de água adsorvida (água adesiva) envolvendo osgrãos, (contribui para o aumento da ligação entre os grãos).A água, em contato com a superfície de uma partícula adere a ela, com talforça que se torna “sólida”, formando uma película com a mesma cargaeletrostática que ela. Essa força de adesão, nas menores partículas deargila pode atingir a ordem de grandeza de vinte toneladas por centímetroquadrado. Em contato com a água adesiva de outra partícula, passam a agirforças intermoleculares e tensões de superfície, e as películas se “colam”com força inversamente proporcional ao diâmetro das partículas e àdistancia entre seus pontos mais próximos (pontos de contato). 38
    39. 39. LIGAÇÕES ENTRE PARTÍCULAS FINAS COESÃO VERDADEIRA A coesão é tanto maior quanto menores forem os diâmetros daspartículas e maior o seu grau de “achatamento”. Em linguagem popular, é o“grudar” ou “colar” entre partículas. Observe que só existe coesão (entrepartículas muito pequenas) havendo água, que muita água diminui a coesãoe pouca água a aumenta. 39
    40. 40. ESTADOS DE CONSIST NCIA – SOLOS ARGILOSOS Todo solo argiloso dependendo do seu teor de umidade poderáapresentar características iguais às de um líquido ou de um sólido. Entreestes dois estados limites, o solo passará ainda por outros dois estados, oplástico e semi-sólido. O conjunto destes estados, que depende do teor deumidade, chama-se Estados de Consistência. • Estado líquido – propriedades e aparência de uma suspensão; • Estado plástico – propriedade de plasticidade; • Estado semi-sólido – aparência de sólido, porém sofre variações de volume quando secado; • Estado sólido – não ocorre mais variação de volume pela secagem. Segundo a consistÍncia as argilas classificam-se: Muito mole, se escorre entre os dedos, quando apertada nas mãos; Mole, se pode ser facilmente moldada pelos dedos; Média, se pode ser moldada pelos dedos; Rija, se requer grande esforço para ser moldada pelos dedos; Dura, se não pode ser moldada, e quando submetida à grande esforço os torrões desagregam-se. 40
    41. 41. PLASTICIDADE – SOLOS ARGILOSOSÉ a propriedade de certos sólidos serem moldados sem variação devolume. É um estado circunstancial. Nos solos, a forma lamelar de seusgrãos permite um deslocamento relativo das partículas, semnecessidade de variação de volume. Depende do teor de umidade.Alguns autores definem a plasticidade como a propriedade que um solotem de experimentar deformações rápidas, sem que ocorra variaçãovolumétrica apreciável e ruptura.Quanto à Plasticidade as argilaspodem ser Gordas (muito plásticas) ouMagras (pouco plásticas). 41
    42. 42. ESTRUTURA DOS SOLOS Nos solos formados por pedregulhos e areias as forças intervenientes na formação de estruturas são muitas bem conhecidas, visíveis à olho nu e seus efeitos são relativamente simples de qualificar.Nos solos formados por siltes e argilas, as forças que intervém nosprocessos de estruturação são de caráter muito mais complexo e asestruturas resultantes só podem ser parcialmente verificadas pormétodos indiretos, relativamente complexos e ainda em plenodesenvolvimento.Tradicionalmente se tem considerado como básicas para os solos reaisas estruturas:SIMPLES;ALVEOLAR;FLOCULENTA. 42
    43. 43. ESTRUTURA SIMPLES Produzida por forças da gravidade, que influenciam claramente na disposição das partículas.Típicas de pedregulhos e areias, cujas partículas se dispõemapoiando-se diretamente umas sobre as outras e cada partícula possuemvários pontos de apoio.O comportamento mecânico e hidráulico desse tipo de estrutura é definidopela compacidade da camada e pela orientação das partículas.A compacidade se refere ao grau de acomodaÁão alcançadapelas partículas do solo, deixando mais ou menos vazios entre elas.Em solos muito compactos, as partículas sólidas tem um alto grau deacomodação e a capacidade de deformação sob carga do conjunto serápequena.Em solos pouco compactos o grau de acomodação é menor e, porconseqüência as capacidades de deformação, serão maiores. 43
    44. 44. ESTRUTURA SIMPLES 44
    45. 45. ESTRUTURA ALVEOLAR Estrutura típica de grãos de pequeno tamanho ( diâmetro ≤0,02 mm), que se depositam em um meio contínuo, normalmente água e,algumas vezes, ar.Nestas partículas, a gravidade exerce um efeito que faz com que tendam a sesedimentar, mas dada sua pequena massa a partícula, antes de chegar aofundo do depósito, toca a outra partícula já depositada; a força de aderênciadesenvolvida entre ambas (coesão), pode neutralizar o peso, fazendo comque a partícula seja detida antes de completar seu percurso.Assim elas poderão chegar a formar uma tela, com quantidade importante devazios, a modo de um painel. 45
    46. 46. ESTRUTURA ALVEOLAR 46
    47. 47. ESTRUTURA FLOCULADA Quando no processo de sedimentação, duas partículas de diâmetrosmenores que 0,02 mm chegam a se tocar, se aderem com força e sesedimentam juntas; outras partículas podem unir-se ao grupo, formando umgrumo, com estrutura similar a um painel de grandes dimensões, muito frágile solta, cujo volume sólido pode não representar mais de 5 a 10%.A estrutura mencionada é denominada de floculenta, ou algumas vezes,alveolar de ordem superior.As partículas menores que 0,0002 mm já são consideradas colóides, quepodem permanecer em suspensão indefinidamente, pois nelas o peso exercepouca influência em comparação com as forças elétricas desenvolvidas entreas partículas carregadas negativamente; quando duas destas partículastendem a se aproximar, suas cargas exercem uma repulsão que as afastanovamente; as vibrações moleculares da água impedem que as partículas seprecipitem; o resultado é um movimento característico em rápido zig-zag,conhecido como movimento browniano. Por esse mecanismo, as partículascoloidais do solo em suspensão não se sedimentam jamais. 47
    48. 48. ESTRUTURA FLOCULADA As cargas elétricas das partículas coloidais podem neutralizar-se sob ainfluência da adição de íons de carga positiva oposta.Em um eletrólito, os ácidos clorídricos, quando se dissociam em águaoriginam íons positivos e negativos (Cl- e H+). Pelo efeito dos íons H+ emsolução, os colóides neutralizam suas cargas e chocam entre si, mantendounidos pelas forças de aderência que se desenvolvem.Desta maneira podem começar a formar flocos de massa maior.Os flocos se unem entre si para formar painéis, que se depositamconjuntamente, formando novos painéis ao tocar o fundoNa água do mar, os sais contidos atuam como eletrólito, gerando omecanismo descrito.Nas águas naturais a dissociação normal de algumas moléculas (H+, OH-)que sempre são geradas e as presenças de sais, levam ao mesmo efeito.Conforme aumenta o peso devido a sedimentação contínua, as capasinferiores expulsam a água aumentado a consolidação e resistência. 48
    49. 49. ESTRUTURA FLOCULADA 49
    50. 50. ESTRUTURAS COMPOSTAS. Considera-se que as estruturas anteriores raramente se apresentam“puras” na natureza, pois a sedimentação compreende partículas de todosos tamanhos e tipos.Existem formações definidas por um esqueleto constituído por grãosgrossos e massas coloidais de flocos que proporcionam união entre elas efornecem condições que permitem a sedimentação de partículas grossas efinas simultaneamente.Isto ocorre freqüentemente na água do mar ou lagos, com conteúdoapreciável de sais, donde o efeito floculante dos sais coexiste com oarraste de ventos, correntes de água, etc.O processo de acúmulo de sedimentos acima de um certo nível faz comque as camadas inferiores se consolidem sob o peso das sobrejacentes; aspartículas mais grossas se aproximam fazendo com que a argila floculadaao tocar o fundo diminua de volume, aumentando sua resistência. 50
    51. 51. ESTRUTURAS COMPOSTAS 51
    52. 52. ESTRUTURA EM “CASTELO DE CARTAS”” Proposta de alguns investigadores (Goldschmidt e Lambe) temsugerido uma interpretação diferente sobre a gênese de uma estruturafloculenta e a estrutura resultante entre si.Segundo estas idéias a forma lamelar típica dos minerais de argila éfundamental no resultado da estruturação dos solos finos.Caulinitas, ilitas e montmorilonitas possuem comprimentos iguais das suaslarguras; suas espessuras variam de 1/100 destas dimensões.Montmorilonitas, a 1/10 das dimensões.Ilitas uma posição intermediária.Com estes dados é possível estimar a superfície específica destaspartículas (metro quadrado de área superficial por grama de peso)conduzem à dedução que a ação das forças superficiais é fator queintervém na estruturação, chegando a ser determinante. 52
    53. 53. ESTRUTURA EM “CASTELO DE CARTAS” Além disso, nas investigações de referência permitiu notar que,embora a partícula do solo tenha carga negativa parece certo que nassuas arestas exista uma concentração de carga positiva que faz com queessa zona localizada se atraia com outra superfície qualquer de umapartícula vizinha.Tomando isto como consideração, os investigadores mencionadospropuseram para as argilas uma estrutura tal como a que mostra a figuraabaixo, na qual se denominou “castelo de cartas”. 53
    54. 54. ESTRUTURA DISPERSA Algumas investigações posteriores têm indicado que uma hipóteseestrutural do tipo de “castelo de cartas”, na qual as partículas têm contatosmútuos, talvez não seja a mais estável no que poderia se pensar.Qualquer perturbação que possa existir, tende em geral a diminuir osângulos entre as diferentes lamelas do material, atuando entre as partículaspressões osmóticas inversamente proporcional aoespaçamento entre elas.As pressões osmóticas tendem a fazercom que as partículas se separem eassumam uma posição tal como mostradona figura.Em (a) e (b) desta figura mostra-se omecanismo pelo qual a pressão osmóticatende a atuar, para chegar a uma condiçãomais uniforme da separação das partículasMostra-se em (c) a estrutura na condiçãofinal. 54
    55. 55. IDENTIFICAÇÃO VISUAL E TÁCTIL DO SOLOA medida que um solo vai sendo coletado, ele passa por uma identificaçãovisual e táctil no campo que é ,eventualmente, repetida em laboratório visandouma confirmação. Deve-se identificar e anotar:1) Ocorrência, ou não, de material estranho ao solo (raízes, pequenasconchas, matérias orgânicas, etc.);2) A cor natural da amostra (obs: variegada=várias cores);3) Teor de umidade;4) em solos granulares, minerais reconhecíveis;5) Odores estranhos;6) Granulometria.Com excessão da granulometria todas as outras observações são imediatas.Além da necessidade de água corrente, a aparelhagem utilizada no ensaio é amais simples possível: bisnaga de borracha; proveta; recipiente de vidro;almofariz de porcelana e mão de borracha. 55
    56. 56. TESTES MANUAIS1-) Teste visual e táctil1.1) Areias: São àsperas ao tato, quando misturada com água. Quandosecas, suas partículas são visíveis a olho nu e permitem, muita vezes, oreconhecimento de minerais.1.2) Siltes: Quando secos são menos àsperos que a areia, mas perceptíveisao tato.1.3) Argilas: Quando secas tem uma sensação de farinha ao tato. Comágua, tem a semelhança de uma pasta de sabão escorregadia.2-) Teste de sujar as mãosEsfregar uma pasta de solo com água na palma da mão, colocando-se emseguida sob água corrente:2.1) Areias: Lava-se facilmente.2.2) Sltes: Leve fricção após tempo de fluxo de água superior ao anterior.2.3) Argilas: Rigorosa fricção após longo tempo de fluxo de água. 56
    57. 57. TESTES MANUAIS3-) Teste de desagregaÁão do solo submersoColocar torrão em recipiente com água, sem deixar totalmente submerso:3.1) Areias: Não formam torrões.3.2) Siltes: Rápida desagregação.3.3) Argilas: Lenta desagregação.4-) Teste de resistÍncia à secoApertar entre os dedos torrões de solo seco.4.1) Areias: Nenhuma resistência.4.2) Siltes: Média resistência.4.3) Argilas: Grande resistência. 57
    58. 58. TESTES MANUAIS5-) Teste de dispersão em águaSolo desagregado em proveta com água, agitar o conjunto e observar otempo de deposição das partículas:5.1) Areias: 15-30 segundos.5.2) Siltes: 30-60 segundos.5.3) Argilas: horas.6-) Mobilidade da água intersticial (Shaking teste)Misturar solo com água até a obtenção de uma bola, macia, mas nãopegajosa; colocar a amostra na palma da mão e sacudir com a outra mão,através de batidas vigorosas; a água pode, ou não (reação negativa),aparecer na superfície (que ficará úmida e brilhante); caso a reação sejapositiva, apertar a amostra entre os dedos:6.1) Areias: Água desaparece rápidamente.6.2) Argilas: Água desaparece lentamente. 58

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