Anais

Anais
Presidente da República
Dilma Vana Rousseff
Ministro da Educação
Aloizio Mercadante Oliva

Secretário da Educação Superior...
Comissão Organizadora do 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais
Organização Geral e Tesouraria

Profa. Dra. Ana Hortê...
Revisores ad hoc dos Trabalhos Científicos Submetidos

Dra. Ana Cardoso Clemente Filha Ferreira de Paula (IFMG – BAMBUÍ)

...
19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais – Anais
É uma publicação da Comissão Organizadora do 19º Seminário Mineiro de ...
Anais do 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais
Organização/ Ana Hortência Fonsêca Castro; autores TORTELOTE, A.C.;
T...
Apresentação

O 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais é um evento anual e itinerante, idealizado
na Universidade Fed...
Realização:

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS - UFSJ

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA - UFSJ...
PROGRAMAÇÃO - 1ª OPÇÃO
Dia 29/11/2013 – Sexta-feira
14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material ...
PROGRAMAÇÃO - 2ª OPÇÃO
Dia 29/11/2013 – Sexta feira
14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material ...
PROGRAMAÇÃO - 3ª OPÇÃO
Dia 29/11/2013 – Sexta feira
14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material ...
Minicursos:
Minicurso 1: Plantas medicinais brasileiras: identificação e utilização – Pesquisadora M.Sc.
Andréia Fonseca S...
SUMÁRIO

ÍNDICE E DENSIDADE DE ESTÔMATOS EM FOLHAS DE Byrsonima intermedia A. Juss.
(MALPIGHIACEAE) .........................
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH EM ANIMAIS TRATADOS
COM EXTRATO DE Nasturtium officinale ................
AVALIAÇÃO DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS NO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS - MG ..................
Resumos
Anatomia, Morfologia,
Sistemática e Fisiologia Vegetal
ÍNDICE E DENSIDADE DE ESTÔMATOS EM FOLHAS DE Byrsonima intermedia A. Juss.
(MALPIGHIACEAE)
Ariana Campos Tortelote1*; Thai...
GERMINAÇÃO IN VITRO DE Bauhinia holophylla (Bong.) Steud. (FABACEAE: CERCIDEAE)
Myriam Almeida Barbosa¹*; Ana Hortência Fo...
CALOGÊNESE EM SEGMENTOS CAULINARES DE Handroanthus serratifolius CULTIVADOS
IN VITRO
Ana Cristina de Souza1*; Renato Paiva...
CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA DAS FOLHAS DE Astronium fraxinifolium Schott. ex
Spreng (Anacardiaceae)
Vinícius de Carvalho Oliv...
EFEITO DO NITRATO DE PRATA NO CRESCIMENTO IN VITRO DE BROTAÇÕES DE
BARBATIMÃO
Mayara Caroline Carvalho Pinto1*, Renato Pai...
EFEITO DO NITRATO DE PRATA NA INIBIÇÃO IN VITRO DE CALOS EM EXPLANTES
CAULINARES DE BARBATIMÃO
Mayara Caroline Carvalho Pi...
ESTUDO FARMACOBOTÂNICO DAS FOLHAS DE Serjania marginata Casar (CIPÓ-UVA)
Elson Rogerio Tavares Filho1*; Lucas Batista Souz...
INIBIÇÃO DA AÇÃO DO ETILENO NO ENRAIZAMENTO IN VITRO DE BARBATIMÃO
(Stryphnodendron adstringens)
Mayara Caroline Carvalho ...
EFEITOS DO 2,4-D E BAP NA INDUÇÃO DE CALOS EM Bauhinia holophylla (Bong.) Steud.
(FABACEAE: CERCIDEAE)
Sarah Ribeiro Furta...
Atividade Biológica de Plantas
Medicinais
AVALIAÇÃO DE MUTAGENICIDADE DE DUAS PLANTAS MEDICINAIS DO CERRADO
MINEIRO
Nathália Maria de Oliveira Rosa¹*; Thaís Paiva P...
AVALIAÇÃO ANTIMICOBACTERIANA, ANTIFÚNGICA, ANTILEISHMANIA E DETERMINAÇÃO
DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA DE Talinum pate...
AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO EXTRATO E DAS
FRAÇÕES OBTIDAS DO FRUTO MADURO DE Solanum sp.
Mel...
ESTUDO FARMACOGNÓSTICO DE Talinum patens (L.) WILLD (TALINACEAE): ATIVIDADE
ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS E FRAÇÕES PROVENIEN...
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS CULTIVADAS NO
BRASIL
Matheus Coutinho Costa Ferreira1*; Raquel Mar...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS DE Ocotea odorifera
(VELLOZO) ROHWER
Júlia Moraes Rogatto1*; Matheus Cou...
AÇÃO DAS FRAÇÕES CLOROFÓRMICA DA PLANTA DO GÊNERO Andira NA ATIVIDADE
GELATINOLÍTICA DE METALOPROTEINASES
Leonardo Gomes M...
DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA (CIM) DE EXTRATOS DE Litchi
chinensis Sonn. (Sapindaceae)
Marisa de Oliveir...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS EXTRATOS DE Raphanus sativus L.
var. oleiferus Metzg (Brassicaceae)
Ana Flávia d...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANALGÉSICA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE
Raphanus sativus var. oleifera Metzg.
Bruno Faria de Paul...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE
Raphanus sativus var. oleifera Metzg.
Bruno Faria ...
AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH EM ANIMAIS TRATADOS
COM EXTRATO DE Nasturtium officinale
Aline Apareci...
ÓLEO ESSENCIAL DE Ageratum fastigiatum REDUZ, IN VITRO, A EXPRESSÃO DA
CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA TNF-ALFA EM LINFÓCITOS AT...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FÚNGICA E CITOTOXICIDADE DOS EXTRATOS
HIDROETANÓLICOS DAS FOLHAS E RAÍZES DE Leonotis nepetifolia (...
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO BRUTO DE FOLHAS E RAÍZES DE BRAÚNA
(Schinopsis brasiliensis Engl.)
Daniela Martins Nev...
EXTRATO EM ACETATO DE ETILA DE Cordia verbenacea REDUZ A EXPRESSÃO DA
CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA IFN-γ E A PROLIFERAÇÃO DE ...
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE INIBIDORES DE PROTEASE DE
SEMENTES DE Chenopodium quinoa
Michel Alves Amaral*1; D...
INFLUÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO ORAL DE EXTRATO ETANÓLICO DE FLORES DE
Pyrostegia venusta NO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EH...
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Anais 19smpm

  1. 1. Anais Anais
  2. 2. Presidente da República Dilma Vana Rousseff Ministro da Educação Aloizio Mercadante Oliva Secretário da Educação Superior Amaro Henrique Pessoa Lins Reitora Valéria Heloísa Kemp Vice-Reitor Sérgio Augusto Araújo da Gama Cerqueira Pró-Reitor de Administração: José Tarcísio Assunção Pró-Reitor de Ensino de Graduação: Marcelo Pereira de Andrade Pró-Reitor Adjunto de Ensino de Graduação: Márcio Falcão Santos Barroso Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: André Luiz Mota Pró-Reitor Adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação: Afonso de Alencastro Graça Filho Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários: Paulo Henrique Caetano Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento: Cláudio Sérgio Teixeira de Souza Pró-Reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas: Adriana Amorim da Silva Pró-Reitor de Assuntos Estudantis: Dimas José de Resende
  3. 3. Comissão Organizadora do 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais Organização Geral e Tesouraria Profa. Dra. Ana Hortência Fonseca Castro (Curso de Farmácia e Programas de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas e Biotecnologia) Comitê Científico Profa. M.Sc. Ana Gabriela Reis Solano (Curso de Farmácia) Logística Profa. Dra. Adriana Cristina Soares (Curso de Farmácia e Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas) Secretaria do Evento Profa. Dra. Luciana Alves Rodrigues dos S. Lima (Curso de Farmácia, Programas de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas e Biotecnologia) Prof. Dr. Joaquim Maurício Duarte-Almeida (Curso de Farmácia e Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas) Arte e Divulgação M.Sc. Mairon César Coimbra (Técnico do Laboratório de Farmacobotânica e Plantas Medicinais/CCO e Mestre em Biotecnologia)
  4. 4. Revisores ad hoc dos Trabalhos Científicos Submetidos Dra. Ana Cardoso Clemente Filha Ferreira de Paula (IFMG – BAMBUÍ) M.Sc. Ana Gabriela Reis Solano (UFSJ) M.Sc. Julino Assunção Rodrigues Soares Neto (UNIFESP) M.Sc. Fernanda Fonseca (PUC – MG) Dra. Elzíria de Aguiar Nunan (UFMG) Dra. Viviane Martins Rebello dos Santos (UFOP) Dra. Roberta Carvalho de Figueiredo (UFMG) Dr. Rupert Barros de Freitas (FUNCESI) Dr. Geraldo Alves da Silva (UNIFAL – MG) Dra. Fernanda Carlota Nery (UFSJ) M.Sc. Mairon Cesar Coimbra (UFSJ) Dr. Marcelo Aparecido da Silva (UNIFAL – MG) M.Sc. Andréia Fonseca Silva (EPAMIG) Dra. Jaqueline Maria Siqueira Ferreira (UFSJ) Dra. Vânia Helena Techio (UFLA)
  5. 5. 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais – Anais É uma publicação da Comissão Organizadora do 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais Universidade Federal de São João del-Rei Campus Centro-Oeste Dona Lindu Av. Sebastião Gonçalves Coelho, 400 – Chanadour Divinópolis – MG CEP: 35501296 Internet: www.smpm.com.br E-mail: 19smpm@gmail.com
  6. 6. Anais do 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais Organização/ Ana Hortência Fonsêca Castro; autores TORTELOTE, A.C.; TEIXEIRA ,T.R...[et al.]. Universidade Federal de São João del Rei – Campus Centro Oeste – Dona LIndu. Divinópolis, 2013. 81p. 1. Resumos de Trabalhos Científicos. I Título.
  7. 7. Apresentação O 19º Seminário Mineiro de Plantas Medicinais é um evento anual e itinerante, idealizado na Universidade Federal de Viçosa. Em edições anteriores foi realizado em universidades como Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade de Alfenas, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Universidade do Estado de Minas Gerais, campus Ituiutaba, Instituto Federal de Minas Gerais, campus Bambuí, entre outras. O evento apresenta significante relevância para o Estado de Minas Gerais e em sua 19ª edição permitirá a atualização do conhecimento técnico-científico, o resgate do conhecimento popular sobre plantas medicinais e a integração de pesquisadores, estudantes (graduação e pósgraduação) e profissionais das áreas de Saúde, Ciências Biológicas e Ciências Agrárias, raizeiros, produtores rurais e agentes de movimentos pastorais e de ONGs envolvidos com a prática do uso de plantas medicinais. O evento, de caráter pedagógico, científico e cultural será constituído por palestras, minicursos e mesas redondas, direcionadas a dois segmentos específicos: científico e técnico, visando à discussão de temas relevantes para o aprimoramento dos profissionais das áreas de saúde, biológicas e agrárias. O seminário contará ainda com a apresentação de trabalhos científicos e com a presença de palestrantes da UNIFESP, UFMG, UFV, UFLA, UFSJ e EPAMIG.
  8. 8. Realização: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS - UFSJ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA - UFSJ GRUPO DE ATUAÇÃO DOCENTE – PRODUTOS NATURAIS - UFSJ Apoio:
  9. 9. PROGRAMAÇÃO - 1ª OPÇÃO Dia 29/11/2013 – Sexta-feira 14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material (Área de Convivência CCO) 16h00min – 17h30min: Palestra: Fitoterapia – Prof. Dr. Ricardo Tabach (CEBRID/UNIFESP/SP) – Anfiteatro CCO 17h30min – 18h00min: Sessão cultural (Área de Convivência - CCO) 18h00min – 18h30min: Lanche (Coffee break) 18h30min – 19h00min: Abertura oficial do evento (Anfiteatro CCO). 19h00min – 20h30min: Conferência Magna: As dez plantas medicinais mais utilizadas na medicina – Prof. Dr. Elisaldo Luiz de Araujo Carlini (CEBRID/UNIFESP/SP) – Anfiteatro CCO Dia 30/11/2013 – Sábado 08h00min – 12h00min: Minicursos: 09h30min – 10h00min: Lanche (Coffee break) 10h00min - 12h00min: Continuação Minicursos. 12h00min – 14h00min: Almoço. 13h30min – 15h30min: Mesa redonda: Tema: Atualidades e perspectivas em pesquisas com produtos naturais – Anfiteatro CCO Prof. Dr. Steiner de Franca Côrtes (UFMG) Desenvolvimento de novas drogas no sistema cardiovascular derivadas de produtos naturais; Prof. Dr. João Paulo Viana Leite (UFV) Bioprospecção de produtos naturais bioativos da Mata Atlântica; Prof. Dr. Thiago Roberto Lima Romero (UFMG) Desenvolvimento de novas drogas analgésicas derivadas de produtos naturais. 16h00min – 17h00min: Sessão de pôsteres/apresentação de trabalhos (Área de Convivência CCO) 17h00min – 18h00min: Encerramento e entrega de certificados de menção honrosa (Área de Convivência - CCO)
  10. 10. PROGRAMAÇÃO - 2ª OPÇÃO Dia 29/11/2013 – Sexta feira 14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material (Área de Convivência CCO) 16h00min – 17h30min: Palestra 3: Etnobotânica como ferramenta para a busca de novos medicamentos de origem natural – Pesquisadora M.Sc. Andréia Fonseca Silva (EPAMIG) – sala 201A 17h30min – 18h00min Sessão cultural (Área de Convivência - CCO) 18h00min – 18h30min: Lanche (Coffee break) 18h30min – 19h00min Abertura oficial do evento (Anfiteatro CCO). 19h00min – 20h30min: Conferência Magna: As dez plantas medicinais mais utilizadas na medicina – Prof. Dr. Elisaldo Luiz de Araujo Carlini (CEBRID/UNIFESP/SP) – Anfiteatro CCO Dia 30/11/2013 – Sábado 08h00min – 12h00min: Minicursos 09h30min – 10h00min: Lanche (Coffee break) 10h00min - 12h00min: Continuação Minicursos 12h00min – 14h00min: Almoço 13h30min – 15h30min: Palestra: Metabolômica: Uma ferramenta para a busca de novos fármacos a partir de produtos naturais – Profa. Dra. Lúcia Pinheiro Santos Pimenta (UFMG) – Sala 201A 16h00min – 17h00min: Sessão de pôsteres/apresentação de trabalhos (Área de Convivência CCO) 17h00min – 18h00min: Encerramento e entrega de certificados de menção honrosa (Área de Convivência - CCO)
  11. 11. PROGRAMAÇÃO - 3ª OPÇÃO Dia 29/11/2013 – Sexta feira 14h00min – 16h00min: Recepção dos participantes e entrega de material (Área de Convivência CCO) 16h00min – 17h30min: Palestra: Farmácia Caseira / Preparo de Plantas Medicinais – Profa. Dra. Suzan Kelly Vilela Bertolucci (UFLA) – Sala 301A 17h30min – 18h00min: Sessão cultural (Área de Convivência - CCO) 18h00min – 18h30min: Lanche (Coffee break) 18h30min – 19h00min: Abertura oficial do evento (Anfiteatro CCO). 19h00min – 20h30min: Conferência Magna: As dez plantas medicinais mais utilizadas na medicina – Prof. Dr. Elisaldo Luiz de Araujo Carlini (CEBRID/UNIFESP/SP) – Anfiteatro CCO Dia 30/11/2013 – Sábado 08h00min – 12h00min: Minicursos 09h30min – 10h00min: Lanche (Coffee break) 10h00min - 12h00min: Continuação Minicursos 12h00min – 14h00min: Almoço 13h30min – 15h30min: Palestra: Prof. Dr. João Máximo de Siqueira (UFSJ) – Medicamentos fitoterápicos: alerta sobre adulterações e cuidados na utilização – Sala 301A 16h00min – 17h00min: Sessão de pôsteres/apresentação de trabalhos (Área de Convivência CCO) 17h00min – 18h00min: Encerramento e entrega de certificados de menção honrosa (Área de Convivência - CCO)
  12. 12. Minicursos: Minicurso 1: Plantas medicinais brasileiras: identificação e utilização – Pesquisadora M.Sc. Andréia Fonseca Silva (EPAMIG) – Sala 201A; Minicurso 2: Avaliação da qualidade de plantas medicinais e fitoterápicos - Prof. Dr. João Paulo Viana Leite (UFV) – Sala 202A; Minicurso 3: Estratégias para o isolamento de produtos naturais – Profa. Dra. Lúcia Pinheiro Santos Pimenta (UFMG) – Sala 203A; Minicurso 4: Fitocosméticos – Profa. Dra. Ana Júlia Pereira Santinho Gomes (UFSJ) – Sala 204A; Minicurso 5: Avaliação da atividade antitumoral de plantas medicinais – Profa. Dra. Flávia Carmo Horta Pinto (UFSJ) – Sala 301A; Minicurso 6: Avaliação da atividade farmacológica de produtos naturais – Prof. Dr. Ricardo Tabach (CEBRID/UNIFESP/SP) – Sala 302A.
  13. 13. SUMÁRIO ÍNDICE E DENSIDADE DE ESTÔMATOS EM FOLHAS DE Byrsonima intermedia A. Juss. (MALPIGHIACEAE) ...................................................................................................................... 18 GERMINAÇÃO IN VITRO DE Bauhinia holophylla (Bong.) Steud. (FABACEAE: CERCIDEAE) ... 19 CALOGÊNESE EM SEGMENTOS CAULINARES DE Handroanthus serratifolius CULTIVADOS IN VITRO........................................................................................................................................... 20 CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA DAS FOLHAS DE Astronium fraxinifolium Schott. ex Spreng (Anacardiaceae) ........................................................................................................................... 21 EFEITO DO NITRATO DE PRATA NO CRESCIMENTO IN VITRO DE BROTAÇÕES DE BARBATIMÃO .............................................................................................................................. 22 EFEITO DO NITRATO DE PRATA NA INIBIÇÃO IN VITRO DE CALOS EM EXPLANTES CAULINARES DE BARBATIMÃO ................................................................................................. 23 ESTUDO FARMACOBOTÂNICO DAS FOLHAS DE Serjania marginata Casar (CIPÓ-UVA) ....... 24 INIBIÇÃO DA AÇÃO DO ETILENO NO ENRAIZAMENTO IN VITRO DE BARBATIMÃO (Stryphnodendron adstringens) ..................................................................................................... 25 EFEITOS DO 2,4-D E BAP NA INDUÇÃO DE CALOS EM Bauhinia holophylla (Bong.) Steud. (FABACEAE: CERCIDEAE) .......................................................................................................... 26 AVALIAÇÃO DE MUTAGENICIDADE DE DUAS PLANTAS MEDICINAIS DO CERRADO MINEIRO ...................................................................................................................................... 28 AVALIAÇÃO ANTIMICOBACTERIANA, ANTIFÚNGICA, ANTILEISHMANIA E DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA DE Talinum patens (L.) WILL (TALINACEAE)......... 29 AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO EXTRATO E DAS FRAÇÕES OBTIDAS DO FRUTO MADURO DE Solanum sp. ..................................................... 30 ESTUDO FARMACOGNÓSTICO DE Talinum patens (L.) WILLD (TALINACEAE): ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS E FRAÇÕES PROVENIENTES DAS FOLHAS .................... 31 ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS CULTIVADAS NO BRASIL ......................................................................................................................................... 32 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS DE Ocotea odorifera (VELLOZO) ROHWER .................................................................................................................. 33 AÇÃO DAS FRAÇÕES CLOROFÓRMICA DA PLANTA DO GÊNERO Andira NA ATIVIDADE GELATINOLÍTICA DE METALOPROTEINASES .......................................................................... 34 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA (CIM) DE EXTRATOS DE Litchi chinensis Sonn. (Sapindaceae)..................................................................................................... 35 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS EXTRATOS DE Raphanus sativus L. var. oleiferus Metzg (Brassicaceae) ..................................................................................................... 36 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANALGÉSICA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE Raphanus sativus var. oleifera Metzg. ........................................................................................................... 37 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE Raphanus sativus var. oleifera Metzg. .......................................................................................... 38
  14. 14. AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH EM ANIMAIS TRATADOS COM EXTRATO DE Nasturtium officinale ..................................................................................... 39 ÓLEO ESSENCIAL DE Ageratum fastigiatum REDUZ, IN VITRO, A EXPRESSÃO DA CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA TNF-ALFA EM LINFÓCITOS ATIVADOS ................................................. 40 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FÚNGICA E CITOTOXICIDADE DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICOS DAS FOLHAS E RAÍZES DE Leonotis nepetifolia (L.) BR.......................... 41 ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO BRUTO DE FOLHAS E RAÍZES DE BRAÚNA (Schinopsis brasiliensis Engl.)....................................................................................................... 42 EXTRATO EM ACETATO DE ETILA DE Cordia verbenacea REDUZ A EXPRESSÃO DA CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA IFN-γ E A PROLIFERAÇÃO DE LINFÓCITOS, IN VITRO....... 43 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE INIBIDORES DE PROTEASE DE SEMENTES DE Chenopodium quinoa.......................................................................................... 44 INFLUÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO ORAL DE EXTRATO ETANÓLICO DE FLORES DE Pyrostegia venusta NO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH ............................. 45 EFEITO DO EXTRATO ETANÓLICO DE PARTES AÉREAS DE Pseudobrickellia brasiliensis (SPRENG) R. M. KING & H. ROB. SOBRE A PRODUÇÃO DE CITOCINAS, IN VITRO .............. 46 AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH EM ANIMAIS TRATADOS COM EXTRATO DE Rosmarinus officinalis .................................................................................. 47 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE "PHOLIA NEGRA": FÓRMULA MAGISTRAL EMAGRECEDORA A BASE DE ERVA-MATE (Ilex paraguariensis A. St. Hil.) ............................. 49 PADRONIZAÇÃO DA DROGA VEGETAL DAS FOLHAS DE Raphanus sativus var. oleiferus Metzg. (NABO FORRAGEIRO) ..................................................................................................... 50 LEVANTAMENTO DE PLANTAS MEDICINAIS COMERCIALIZADAS POR RAIZEIROS DO MERCADO MUNICIPAL CENTRAL DE MONTES CLAROS, MG ................................................. 52 TOXICIDADE DE PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS POR USUÁRIOS DAS UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS- MG .......................................................................... 53 DESAFIOS NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: UMA REFLEXÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS BIOTECNOLÓGICAS A PARTIR DE PLANTAS MEDICINAIS ................................................................................................................................. 54 IDENTIFICAÇÃO E PLANTIO DE PLANTAS MEDICINAIS NA HORTA URBANA DA COHAB EM LAVRAS, MINAS GERAIS ............................................................................................................ 55 PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS POR PACIENTES DIABÉTICOS NA POPULAÇÃO DE DIVINÓPOLIS/MG ........................................................................................................................ 56 PLANTAS MEDICINAIS EMPREGADAS NO TRATAMENTO DE CÓLICAS INFANTIS E SUAS RESTRIÇÕES .............................................................................................................................. 57 AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS PARA O TRATAMENTO DE GRIPE E RESFRIADO POR USUÁRIOS DAS UNIDADES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS/MG ........................................................................................................................ 58 ERVAS CIDREIRAS: É FÁCIL DIFERENCIAR? ........................................................................... 59 AVALIAÇÃO DO USO RACIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS COM EFEITO CALMANTE PELA POPULAÇÃO DE DIVINÓPOLIS-MG ........................................................................................... 60 AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS POR GESTANTES CADASTRADAS EM UNIDADES DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS-MG ............................................ 61
  15. 15. AVALIAÇÃO DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS NO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS - MG ......................................................... 62 AVALIAÇÃO DE FENOIS, FLAVONOIDES E TANINOS TOTAIS EM Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze (RUBIACEAE) ................................................................................................................... 64 TRIAGEM VIRTUAL INVERSA DE COMPOSTOS NATURAIS UTILIZANDO O OUR OWN MOLECULAR TARGETS DATA BANK (OOMT) ........................................................................... 65 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO ETANÓLICO E DAS FRAÇÕES OBTIDAS DO FRUTO MADURO DE Solanum sp ........................................................................ 66 TRIAGEM FITOQUÍMICA E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO ETANÓLICO DE Tibouchina granulosa ........................................................................................ 67 ALCALÓIDE TROPÂNICO EM Erythroxylum suberosum A. St.-Hil. (ERYTHROXYLACEAE) ...... 68 ISOLAMENTO DE ALCALÓIDES APORFÍNICOS DE Duguetia furfuraceae E TENTATVA DE COMPLEXAÇÃO COM COBRE ................................................................................................... 69 TRIAGEM FITOQUÍMICA PRELIMINAR E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO DE EXTRATOS DE Costus spicatus ................................................................................. 70 EXTRAÇÃO DO ÓLEO ESSENCIAL DA CITRONELA (Cymbopogon cf. winterianus G.) E PREPARO DE REPELENTES ...................................................................................................... 71 ESTUDO DO EXTRATO E ÓLEO ESSENCIAL DO TOMILHO (Thymus cf. vulgaris L.) E PREPARO DE TALCO MEDICINAL ............................................................................................. 72 DETERMINAÇÃO DO TEOR DE FENÓIS TOTAIS E FLAVONOIDES EM EXTRATOS DE Litchi chinensis Sonn. (SAPINDACEAE) ................................................................................................ 73 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO ETANÓLICO E DAS FRAÇÕES OBTIDAS DAS FOLHAS DE Solanum lycocarpum ....................................................................... 74 DETERMINAÇÃO DOS TEORES DE FLAVONOIDES TOTAIS NO EXTRATO ETANÓLICO E NAS FRAÇÕES OBTIDAS DAS FOLHAS DE Solanum lycocarpum............................................. 75 TRIAGEM FITOQUÍMICA E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO HEXÂNICO DOS FRUTOS VERDES DE Solanum lycocarpum A. St. Hil. (SOLANACEAE) ..................................... 76 FENÓIS TOTAIS, FLAVONOIDES TOTAIS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Raphanus sativus L. var. oleiferus Metzg (Brassicaceae) .......................................................................................... 77 MODELAGEM MOLECULAR E ANÁLISE QUIMIOMÉTRICA DE ACETOGENINAS DE Annona cornifolia COM ATIVIDADE ANTIOXIDANTE ............................................................................... 78 QUANTIFICAÇÃO DO TEOR DE FLAVONOIDES, FENÓIS TOTAIS E CORRELAÇÃO COM ATIVIDADE ANTIRRADICALAR DOS EXTRATOS DAS FOLHAS E RAÍZES DE Leonotis nepetifolia (L) ................................................................................................................................ 79 VARIAÇÃO QUANTITATIVA SAZONAL DE CONSTITUINTES DO ÓLEO ESSENCIAL DE Pseudobrickellia brasiliensis (ASTERACEAE) .............................................................................. 80 ANÁLISES FITOQUÍMICAS E ATIVIDADE CAPTORA DE RADICAIS LIVRES EM Pyrostegia venusta (Bignoniaceae) ................................................................................................................ 81 AVALIAÇÃO IN SILICO DE ALCALÓIDES OBTIDOS POR TRIAGEM VIRTUAL CONTRA A NS5 MTASE DO VÍRUS DA DENGUE ................................................................................................. 82
  16. 16. Resumos
  17. 17. Anatomia, Morfologia, Sistemática e Fisiologia Vegetal
  18. 18. ÍNDICE E DENSIDADE DE ESTÔMATOS EM FOLHAS DE Byrsonima intermedia A. Juss. (MALPIGHIACEAE) Ariana Campos Tortelote1*; Thaiz Rodrigues Teixeira1; Mairon César Coimbra1; Ana Hortência Fonseca Castro1 1 Universidade Federal de São João del-Rei. *autor correspondente: arianatortelote@hotmail.com Palavras-chave: B. intermedia, Planta medicinal, Estômatos. RESUMO Os estômatos são anexos epidérmicos importantes para a fotossíntese, pois regulam os processos de trocas gasosas. O murici pequeno (B. intermedia) é um arbusto ramificado nativo do Cerrado brasileiro, que apresenta propriedades nutritivas e medicinais, sendo suas folhas utilizadas no tratamento de úlceras, infecções de pele, como diurético e antiasmático e a casca do caule é utilizada como adstringente em diarréias e disenterias e no tratamento de feridas e infecções de pele. Este trabalho teve como objetivo avaliar o diâmetro, índice e densidade de estômatos nas diferentes regiões da folha de B. intermedia. Folhas completamente expandidas foram coletadas, fixadas em FAA (formaldeído: álcool etílico: ácido acético) e empregadas na obtenção dos cortes anatômicos à mão livre. O total de 50 folhas foram utilizadas na confecção dos cortes, sendo separadas em 5 indivíduos cada um contendo 10 folhas. Para a determinação do índice e densidade de estômatos 30 campos de cada região (ápice, meio e base) foram utilizados, totalizando 450 campos. Dessa forma, para medir os diâmetros foi escolhido um estômato de cada campo, resultando em 450 estômatos. Por meio de secções paradérmicas avaliou-se o tipo, o diâmetro e a quantidade de estômatos no ápice, meio e base da folha. A partir dos dados obtidos calculou-se o índice (I) e a densidade (D) de estômatos pelas seguintes expressões: I(%)=ES/(ES+CE)x100 e D(est./mm2)=ES/A, respectivamente, onde ES representa o número de estômatos, CE o número de celular epidérmicas e A a área da foto em mm 2. Através das observações das secções paradérmicas verificou-se que a folha é hipostomática, com estômatos do tipo paracítico. Não houve diferença significativa entre a densidade estomática, diâmetros equatorial e polar dos estômatos entre as diferentes regiões da folha (p>0,05). Os estômatos apresentaram diâmetro polar e equatorial médios de 30 µm e 26 µm, respectivamente. Em relação ao índice estomático, valores mais elevados foram encontrados na região mediana (18,85 ± 0,71 %, p <0,05), com diferença significativa entre a região do ápice (16,63 ± 1,05 %), porém sem diferença significativa entre a região da base (17,68 ± 1,25 %). Os resultados obtidos poderão auxiliar na elucidação futura da relação entre as trocas gasosas e a estrutura foliar de B. intermedia. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 18
  19. 19. GERMINAÇÃO IN VITRO DE Bauhinia holophylla (Bong.) Steud. (FABACEAE: CERCIDEAE) Myriam Almeida Barbosa¹*; Ana Hortência Fonseca Castro¹; Matheus Reis Martins¹; Andréia Fonseca Silva²; Mairon César Coimbra¹. ¹Universidade Federal de São João del-Rei; ²Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). *autor correspondente: myriambarbosa@gmail.com Palavras-chave: Bauhinia holophylla, Germinação in vitro, Explantes, Meios MS e WPM, Mudas assépticas. RESUMO Bauhinia L. é um gênero pantropical, com aproximadamente 300 espécies. Bauhinia holophylla ou unha-de-vaca é uma espécie arbustiva, que ocorre em matas de galeria e ciliares e no Cerrado, sendo muito utilizada na medicina popular. Sua propagação ocorre por meio de sementes, que apresentam dormência tegumentar. A cultura de células e tecidos vegetais é uma técnica útil para produção de mudas assépticas, que podem ser utilizadas como fontes de explantes para a produção de agregados celulares (calos) e metabólitos bioativos. Esse trabalho teve como objetivo estabelecer uma metodologia para a produção de plântulas de B. holophylla a partir da germinação in vitro de sementes em diferentes meios de cultivo e diferentes concentrações de sais. Frutos foram coletados em Ijaci (MG), em maio de 2013. As sementes foram tratadas com Captan 5%, por dez minutos e armazenadas em câmera fria a 4 ºC. As sementes foram tratadas com hipoclorito de sódio 25% (v/v), por dez minutos, lavadas em água destilada autoclavada, em câmara de fluxo laminar. As sementes foram inoculadas em 10 mL dos meios MS e WPM completos e com a metade da concentração de sais, contendo 100 mL L-1 de Derosal 500 SC, suplementados com 30 g L-1 de sacarose e solidificados com ágar, na proporção de 7 g L-1, sendo o pH ajustado para 5,7±0,1. A incubação ocorreu em sala de crescimento, à temperatura de 27±2 ºC, fotoperíodo de 16 horas e radiação de 40 mmol m-2s-1. Após vinte e um dias, avaliou-se as porcentagem de germinação, contaminação e oxidação, desenvolvimento da parte aérea, número de folíolos e valores de matéria fresca e seca dos folíolos. Os resultados demonstram que a contaminação média ficou em torno de 12% e não houve oxidação das sementes e dos meios. Maiores porcentagens de germinação ocorreram nos meios MS completo e com a metade da concentração de sais, as quais ficaram em torno de 94%, e nos meios WPM a porcentagem média foi de 76%. Plântulas crescidas em meios MS e WPM com a metade da concentração de sais apresentaram maior comprimento da parte aérea. Maior número de folíolos (3,7 folíolos em média) ocorreu em meio MS, independente da concentração de sais. Maiores valores de matéria fresca de folhas foram observadas em meio MS completo. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 19
  20. 20. CALOGÊNESE EM SEGMENTOS CAULINARES DE Handroanthus serratifolius CULTIVADOS IN VITRO Ana Cristina de Souza1*; Renato Paiva1; Luciano Coutinho Silva1; Paulo Augusto Almeida Santos1; Camila Vitória Nunes de Faria1. 1 Universidade Federal de Lavras. *autor correspondente: acstina@yahoo.com.br Palavras-chave: Ipê-amarelo, Espécie nativa, Segmento nodal, Cultivo in vitro, Espécie medicinal. RESUMO Handroanthus serratifolius, conhecida como ipê-amarelo, pertence à família Bignoniaceae. Possui interesse econômico madeireiro, ornamental e medicinal. O uso das cascas dessas plantas na medicina popular é sob a forma de chá, com ação antinfecciosa, antifúngica, diurética, adstringente e no tratamento contra alguns tipos câncer, de lúpus, doença de Parkinson, psoríase e alergias. Os resultados de análise fitoquímica registram como, componentes da madeira naftoquinonas, principalmente o lapachol, o lapachenol, a quercetina e ácido hidroxibenzóico. A cultura de tecidos é uma eficiente alternativa para a propagação de plantas nativas medicinais e a calogênese pode ser induzida a partir de segmentos foliares, caulinares, raízes, entre outros, podendo visar à produção de metabólitos secundários para fins farmacêuticos. O presente trabalho teve como objetivo estudar a influência da citocinina 6-benzilaminopurina (BAP) na calogênese em segmentos caulinares de ipê-amarelo. Plantas oriundas da germinação in vitro foram utilizadas como fonte de explantes. Em câmara de fluxo laminar, segmentos nodais de brotações já estabelecidas in vitro foram inoculados na posição vertical em meio WPM contendo 0,09 M de sacarose, 0,6% de ágar e diferentes concentrações de BAP (0, 2, 4 e 8 µM). O pH do meio foi ajustado para 5,8 antes da esterilização. Após a inoculação os explantes foram mantidos em sala de crescimento em fotoperíodo de 16h e temperatura de 25 ± 2 °C. Após 30 dias de cultivo, a porcentagem de calos foi avaliada e os dados submetidos à ANAVA. Foram observadas diferenças significativas para a porcentagem de calos com média geral de 79%. O uso de 2 e 4 µM de BAP promoveu a formação de calos em 100% das brotações de Handroanthus serratifolius. O uso da citocinina BAP é essencial para a formação de calos em segmentos caulinares de ipê amarelo. Apoio Financeiro: CAPES, CNPq e FAPEMIG. 20
  21. 21. CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA DAS FOLHAS DE Astronium fraxinifolium Schott. ex Spreng (Anacardiaceae) Vinícius de Carvalho Oliveira¹*; Ana Flávia da Silva¹; Elson Rogério Tavares Filho¹; Geraldo Alves da Silva¹; Marcelo Aparecido da Silva¹. ¹Universidade Federal de Alfenas. *autor correspondente: vinicius_iscarvaio@hotmail.com Palavras-chave: Astronium fraxinifolium, Anacardiaceae, Anatomia vegetal. RESUMO Astronium fraxinifolium, é uma espécie pertencente à família Anacardiaceae, conhecida comumente como Gonçalo-Alves. Suas folhas, quando maceradas manualmente, exalam o cheiro característico de manga verde e quando as árvores estão floridas, perdem todas as suas folhas. A espécie é uma árvore rústica de médio porte, nativa do cerrado brasileiro. As folhas assumem coloração diferente ao longo do ano e são usadas na medicina popular para o tratamento de diarréias e de inflamações gástricas e vaginais. O presente trabalho trata à obtenção de informação anatômica da folha da espécie vegetal que possuem importância tanto botânica quanto farmacêutica. A caracterização anatômica consistiu na análise microscópica da região da nervura central e do mesofilo foliar, visando à observação dos principais tecidos vegetais. Foram confeccionadas lâminas permanentes com cortes histológicos do material inclusos em blocos de resina, obtidos em micrótomo de mesa, fixadas e coradas com toluidina e safranina. As folhas são compostas pinadas, imparipenadas de 7 a 13 folíolos, dispostas nos ramos de forma alternada espiralada. A nervura marginal inconspícua, sem nervura intramarginal. Na análise microscópica o mesofilo é do tipo heterogêneo assimétrico ou bifacial, constituído de uma camada de parênquima paliçádico ocupando de 50 a 60% do mesofilo. Presença de tricomas unicelulares, presença de feixes marginais e inclusões de oxalato de cálcio do tipo cristal prismático. Na nervura principal observa-se a epiderme, parênquima fundamental e colênquima anelar. Há presença de cristais prismáticos e 5 a 7 feixes vasculares, sendo um maior na região abaxial e outro mediano na região adaxial. Os feixes são constituídos de xilema e floema com presença de drusas e cristais prismáticos e grandes cavidades secretoras. Os feixes vasculares apresentam fibras perivasculares. Assim, o estudo anatômico de Astronium fraxinifolium fornece subsídios que contribuem para sua identificação e avaliação taxonômica, permitindo a diferenciação inclusive entre espécies botanicamente próximas. Portanto, os parâmetros anatômicos possibilitam o controle botânico de qualidade dos insumos farmacêuticos auxiliando a autenticidade das plantas medicinais e de seus adulterantes.. Apoio Financeiro: Fapemig, CNPq. UNIFAL-MG e Biota-Fapesp . 21
  22. 22. EFEITO DO NITRATO DE PRATA NO CRESCIMENTO IN VITRO DE BROTAÇÕES DE BARBATIMÃO Mayara Caroline Carvalho Pinto1*, Renato Paiva1, Luciano Coutinho Silva1, Cibele Merched Gallo1, Camila Vitória Nunes de Faria1 1 Universidade Federal de Lavras. *autor correspondente: mayaracarvalho91@gmail.com Palavras-chave: Etileno, Micropropagação, Espécie nativa, Espécie medicinal. RESUMO O barbatimão (Stryphnodendron adstringens) é uma espécie arbórea que ocorre com frequência no Cerrado e apresenta propriedades medicinais. O extrativismo predatório desta espécie contribui significativamente para a diminuição das populações naturais, fato agravado pela irregularidade no processo de germinação devido à dormência tegumentar de suas sementes e pelo lento desenvolvimento das mudas no campo. O etileno é um hormônio que pode exercer forte influência no crescimento das brotações e substâncias como a prata exerce uma atividade específica na inibição da ação deste hormônio. O objetivo deste trabalho foi testar o efeito do nitrato de prata (AgNO3) no crescimento de explantes de barbatimão. Em câmara de fluxo laminar, explantes com 4-5 cm de comprimento e contendo três gemas laterais foram inoculados em meio MS suplementado com 0,09 M de sacarose, 0,55% de agar, 5 μM de ácido indol acético (AIA) e contendo diferentes concentrações de AgNO3 (0; 0,1; 1 e 10 μM). O pH do meio foi ajustado para 5,8 antes da esterilização. Para cada tratamento foram utilizadas cinco repetições, sendo cada repetição composta por cinco tubos de ensaio, onde cada tubo continha uma única brotação. Os explantes foram mantidos por 21 dias em sala de crescimento, sendo a primeira semana no escuro e as outras duas com fotoperíodo de 16 h e temperatura de 25±2 °C. Após esse período foram analisados a porcentagem de crescimento das brotações e o aumento do número de gemas. Os resultados foram submetidos a ANOVA e foi realizada o teste de regressão. A inibição da ação do etileno pelo AgNO3 promoveu um efeito positivo significativo com relação ao crescimento (p=0,0013) e número de gemas (p=0,0044). A maior porcentagem de crescimento das brotações (42,6%) foi obtida na concentração de 10 μM de AgNO 3 e maior indução de gemas (1,4) na concentração de 1 μM de AgNO3. A inibição da ação do etileno exerce efeito positivo no crescimento in vitro de brotações. Apoio Financeiro: CAPES, FAPEMIG e CNPq. 22
  23. 23. EFEITO DO NITRATO DE PRATA NA INIBIÇÃO IN VITRO DE CALOS EM EXPLANTES CAULINARES DE BARBATIMÃO Mayara Caroline Carvalho Pinto1; Renato Paiva1; Luciano Coutinho Silva1; Cibele Merched Gallo1*; Camila Vitória Nunes de Faria1. 1 Universidade Federal de Lavras. *autor correspondente: mayaracarvalho91@gmail.com Palavras-chave: Etileno, Calogênese, Micropropagação, Espécie nativa, Espécie medicinal. RESUMO O barbatimão (Stryphnodendron adstringens) é uma espécie típica do Cerrado brasileiro e apresenta propriedades medicinais. O extrativismo predatório desta espécie aumenta a cada ano e as populações naturais estão em constante diminuição, sendo este fato agravado pela irregularidade no processo natural de germinação e pelo lento desenvolvimento das mudas no campo. O etileno é um hormônio gasoso que pode provocar distúrbios celulares desencadeando uma proliferação indesejada de células promovendo a calogênese. Por outro lado, a prata é uma substância que atua especificamente na inibição da ação deste hormônio por se ligar no sítio ativo da proteína a qual se liga o etileno. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi testar o efeito do nitrato de prata (AgNO3) na inibição da formação de calos em explantes caulinares de barbatimão. Em câmara de fluxo laminar, brotações de barbatimão estabelecidos in vitro com comprimento de 2-3 cm, foram inoculados em meio MS suplementado com 0,09 M de sacarose, 0,55% de agar, 5 μM de ácido indol acético (AIA) e contendo diferentes concentrações de AgNO3 (0; 0,1; 1 e 10 μM). O pH do meio foi ajustado para 5,8 antes da esterilização. Para cada tratamento foram utilizadas cinco repetições, sendo cada repetição composta por cinco tubos de ensaio, onde cada tubo continha uma única brotação. Após a inoculação os explantes foram mantidos por 20 dias em sala de crescimento, sendo a primeira semana no escuro e as outras duas em fotoperíodo de 16 h e temperatura de 25±2 °C. Após esse período foi avaliado o efeito do nitrato de prata na inibição da calogênese na base dos explantes. Os dados foram submetidos à ANOVA e análise de regressão. Foi observada uma diferença significativa (p<0,0001) com relação à inibição da calogênese em função das concentrações de AgNO3. Na ausência de AgNO3 foi observada a formação de calos em 95% dos explantes e na concentração de 10 µM de AgNO 3 a total inibição da calogênese. Desta forma, foi confirmada a ação do etileno na calogênese em brotações de barbatimão. O uso de AgNO3 é eficiente para inibição do etileno e consequentemente da formação de calos em explantes de barbatimão.. Apoio Financeiro: CAPES, FAPEMIG e CNPq. 23
  24. 24. ESTUDO FARMACOBOTÂNICO DAS FOLHAS DE Serjania marginata Casar (CIPÓ-UVA) Elson Rogerio Tavares Filho1*; Lucas Batista Souza1; Marcelo Aparecido da Silva1; Geraldo Alves da Silva1; Ana Flávia da Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas *autor correspondente: elsimtavares@yahoo.com.br Palavras-chave: Serjania marginata Casar, Cipó-uva, Estudo farmacobotânico, Planta medicinal. RESUMO O Ministério da Saúde divulgou recentemente uma lista contendo 71 plantas medicinais que poderão ser usadas como medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram selecionadas plantas com potencial para serem usadas contra diabetes, dor, artrites, úlceras, hipertensão, inflamações entre outras patologias. Entretanto, sabe-se que a qualidade das plantas medicinais e aromáticas é condicionada a todo o processo produtivo, desde a identificação botânica, os tratos culturais, a relação planta-solo-clima (edafoclimáticas), a colheita e póscolheita. O trabalho tem como objetivo apresentar características anatômicas e estruturais em folhas de Serjania marginata. As folhas de S. marginata foram coletadas de uma população mínima de cinco indivíduos. Obtiveram-se cerca de vinte folhas, saudáveis, adultas e inteiras. O armazenamento imediato das amostras após a coleta foi feito por meio de frascos contento o fixador FAA70, depois de transcorrido o período de fixação, o material vegetal foi armazenado em etanol 70%. As folhas foram, então, incluídas em blocos de historesina (glicolmetacrilato) LEICA ®, e seccionadas com auxílio de micrótomo rotatório, produzindo-se lâminas com cortes de 8 µm corados com azul de toluidina 1% observadas em microscópio óptico. A caracterização anatômica consistiu na análise microscópica da região da nervura central e do mesófilo foliar, visando a observação dos principais tecidos vegetais. Foi analisado mesófilo do tipo heterogêneo assimétrico ou bifacial com epiderme unisseriada, recoberta por cutícula tanto na face abaxial quanto adaxial. Na face adaxial foi observada a presença de parênquima paliçádico (correspondente a cerca de 30%~40% do mesófilo foliar) uni ou bisseriado, com a presença de idioblastos. Na face abaxial foi observado parênquima lacunoso, e a presença de anexos do tipo tricomas multicelulares na epiderme abaxial. Na região da nervura central observou-se epiderme uniseriada, colênquima anelar apresentando de três a cinco camadas na face abaxial e parênquima fundamental com inclusões de oxalato de cálcio do tipo drusas. Possui cerca de oito feixes vasculares colaterais próximos e aparentando se tratar apenas dois feixes (abaxial e adaxial), porém preenchidos com parênquima, porém os feixes vasculares da face abaxial apresentam-se maiores que os adaxiais, as fibras perivasculares se mostram continuas contornando os feixes vasculares. O floema apresenta inclusões de oxalato de cálcio do tipo drusas e cristais prismáticos. Os resultados obtidos conferem novas informações á respeito da caracterização farmacobotânica das folhas de S. Marginata Casar. Apoio Financeiro: FAPEMIG/UNIFAL/BIOTA-FAPESP/CNPQ. 24
  25. 25. INIBIÇÃO DA AÇÃO DO ETILENO NO ENRAIZAMENTO IN VITRO DE BARBATIMÃO (Stryphnodendron adstringens) Mayara Caroline Carvalho Pinto1*; Renato Paiva1; Luciano Coutinho Silva1; Camila Vitória Nunes de Faria1; Rodrigo Therezan de Freitas1. 1 Universidade Federal de Lavras. *autor correspondente: mayaracarvalho91@gmail.com Palavras-chave: Hormônio vegetal, Rizogênese, Micropropagação, Espécie nativa, Espécie medicinal. RESUMO O barbatimão (Stryphnodendron adstringens) é uma espécie arbórea, de ocorrência no Cerrado brasileiro e apresenta grande valor medicinal. O chá das cascas desta espécie tem propriedades adstringentes. A espécie apresenta irregularidade no processo de germinação devido à dormência tegumentar e lento desenvolvimento de mudas em campo. O etileno é um hormônio gasoso que pode influenciar o processo de enraizamento adventício. Já o íon prata (Ag +), é um elemento que atua especificamente na inibição da ação deste hormônio por se ligar no sítio ativo da proteína a qual se liga o etileno. O objetivo deste trabalho foi testar o efeito do nitrato de prata (AgNO3), como sendo um composto doador do íon Ag+, no enraizamento in vitro de explantes de barbatimão. Em câmara de fluxo laminar, explantes com 3-4 cm de comprimento e contendo a gema apical foram inoculados em meio MS suplementado com 0,09 M de sacarose, 0,55% de ágar, 5 μM de ácido indol acético (AIA) e contendo diferentes concentrações de AgNO3 (0; 0,1; 1 e 10 μM). O pH do meio foi ajustado para 5,8 antes da esterilização. Para cada tratamento foram utilizadas cinco repetições, sendo cada repetição composta de cinco tubos de ensaio, onde cada tubo continha uma única brotação. Após a inoculação, os explantes foram mantidos em sala de crescimento, sendo a primeira semana no escuro e as outras duas com fotoperíodo de 16 h e temperatura de 25±2 °C e após 21 dias foi analisado o número e o comprimento das raízes. Os resultados foram submetidos à ANAVA e as médias analisadas por regressão. A inibição da ação do etileno influenciou o crescimento das raízes. Foi observada uma diferença significativa (p=0,0017) com relação ao tamanho das raízes em função das concentrações de AgNO3. Quanto ao número de raízes, não houve diferenças estatísticas entre os tratamentos. Os explantes tratados com 10 μM de AgNO3 apresentaram as maiores raízes (1,2 cm). O hormônio etileno influencia negativamente no crescimento de raízes adventícias de barbatimão. Apoio Financeiro: CAPES, CNPq e FAPEMIG. 25
  26. 26. EFEITOS DO 2,4-D E BAP NA INDUÇÃO DE CALOS EM Bauhinia holophylla (Bong.) Steud. (FABACEAE: CERCIDEAE) Sarah Ribeiro Furtado Pereira1*; Fernanda Marinez De Sousa1; Matheus Reis Martins1; Andréia Fonseca Silva2; Ana Hortência Fonseca Castro1. 1 Universidade Federal de São João del-Rei; Gerais (EPAMIG). 2 Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas *autor correspondente: sarinha_rybeiro@hotmail.com Palavras-chave: Bauhinia holophylla, Calogênese, 2,4-D, BAP. RESUMO A obtenção de metabólitos secundários a partir de culturas de calos e de células em suspensão constitui uma importante estratégia biotecnológica. Plantas do gênero Bauhinia, também conhecidas como pata-de-vaca são muito usadas na medicina popular, devido à presença de lactonas, flavonoides, terpenoides, esteroides, triterpenos, taninos e quinonas. Com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes concentrações de 2,4-D e BAP na indução de calos em Bauhinia holophylla, segmentos foliares obtidos de plântulas germinadas in vitro foram inoculados em meio MS, suplementado com 30 g L-1 de sacarose e pH 5,8, solidificado com 7 g L-1 de agar, acrescidos de 2,4-D (0; 4,52; 9,05; 18,10 μM) e BAP (0; 4,44; 8,88; 17,75 μM) e incubados na presença e ausência de luz. Aos 21 dias após a inoculação, avaliou-se o número de calos e a percentagem da área do explante coberta por calo. Os resultados evidenciaram que não houve a indução de calos na ausência dos reguladores empregados. A calogênese ocorreu onze dias após a inoculação, em meios com diferentes concentrações de 2,4-D, na ausência de luz e de BAP, na presença e ausência de luz. Na presença de luz e BAP houve um aumento do número de calos, com o aumento das concentrações do regulador, os quais ocuparam 50% da área do explante. Na ausência de luz e presença de 2,4-D observou-se a formação de calos em todas as concentrações testadas, sendo que em 9,05 μM e 18,10 μM de 2,4-D, a área do explante ocupada por calo foi de 75% e 100%, respectivamente. Nos tratamentos com BAP e ausência de luz houve considerável redução na quantidade de calos, com o aumento das concentrações testadas, onde os explantes apresentaram 100% de sua área ocupada por calos com 4,44 μM de BAP no meio. Apoio Financeiro: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). 26
  27. 27. Atividade Biológica de Plantas Medicinais
  28. 28. AVALIAÇÃO DE MUTAGENICIDADE DE DUAS PLANTAS MEDICINAIS DO CERRADO MINEIRO Nathália Maria de Oliveira Rosa¹*; Thaís Paiva Porto¹; Kamilla Monteiro Santos¹; Rosy Iara Maciel de Azambuja Ribeiro¹; Fábio Vieira dos Santos¹. 1 Universidade Federal de São João del-Rei *autor correspondente: nathaliamrosa@yahoo.com.br Palavras-chave:Mutagenicidade, Teste de Ames,Plantas medicinais. RESUMO A utilização das plantas como medicamento provavelmente é uma prática tão antiga quanto o aparecimento das sociedades humanas, sendo essa forma de tratamento muito importante em muitas regiões, inclusive no Brasil. Porém, o risco associado à utilização dessas plantas como medicamentos não são bem compreendidos. Astronium fraxinifolium (Gonçalo Alves) é utilizada na medicina popular como cicatrizante e anti-inflamatório, enquanto Vernonia polyanthes (Assapeixe) como diurético e expectorante. Este estudo teve como objetivo avaliar e identificar agentes capazes de induzir mutações gênicas pontuais de duas espécies do bioma cerrado popularmente utilizadas na medicina tradicional. Para a análise da mutagenicidade foi realizado o teste de Ames por incorporação direta em placa por 48 horas a 37 °C utilizando linhagens TA98 e TA100 de Salmonella typhimurium na ausência e presença de ativação metabólica. Para a realização dos testes foram utilizadas diferentes concentrações dos extratos hidroalcoólicos das espécies A. fraxinifolium (1,39 mg; 2,9 mg; 5,81 mg; 8,72 mg; 11,63 mg) e V. polyanthes (0,6 mg; 1,25 mg; 2,51 mg; 3,76 mg; 5,02 mg). O extrato hidroalcoólico de A. fraxinifolium apresentou indícios de mutagenicidade (Razão de mutagenicidade = 1,63) na linhagem TA98 sem ativação metabólica e foi mutagênico na mesma linhagem, porém com ativação metabólica. Na linhagem TA100, este extrato não apresentou nenhum indício de mutagenicidade. Nos estudos com o extrato da espécie V. polyanthes na linhagem TA98 sem ativação metabólica verificou-se ação mutagênica. Porém, com a ativação metabólica foram observados somente indícios de mutagenicidade (Razão de mutagenicidade = 1,85). Na linhagem TA100, o extrato teve ação mutagênica somente com a ativação metabólica. Os dados aqui apresentados sugerem que essas espécies de plantas podem apresentar compostos capazes de induzir danos diretos e indiretos no DNA, podendo levar a adição ou deleção de nucleotídeos e substituição de pares de bases, o que pode vir a representar riscos aos usuários de tais espécies em tratamentos medicinais. Apoio Financeiro:CNPq e FAPEMIG. 28
  29. 29. AVALIAÇÃO ANTIMICOBACTERIANA, ANTIFÚNGICA, ANTILEISHMANIA E DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA DE Talinum patens (L.) WILL (TALINACEAE) Luis Felipe Cunha dos Reis1*; Cláudio Daniel Cerdeira1; Mario Henrique Souza Simões1; Jeferson Junior da Silva1; Geraldo Alves da Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas. *autor correspondente: luis_cunhaz@yahoo.com.br Palavras-chave: Talinum patens, Mycobacterium tuberculosis, Atividade antifúngica. RESUMO Talinum patens (L.) Willd é uma planta encontrada no Brasil, pertencente à família Talinaceae. Apesar da complexidade, a triagem de produtos naturais é essencial para a descoberta de novos fármacos, e a bioprospecção de plantas vem crescendo no campo medicinal. Isto se torna evidente especialmente na busca de novos antimicrobianos, seja para superar a multi-resistência dos microorganismos ou melhorar o tratamento de doenças infecciosas que mostram limitada alternativa terapêutica como, por exemplo, Mycobacterium tuberculosis - agente causal da tuberculose, Candida albicans – patógeno nosocomial oportunista – e Leishmania spp. - agentes causadores da Leishmaniose. Em face desta ameaça à saúde pública, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a bioatividade in vitro de T. patens contra L. amazonensis; M. tuberculosis ATCC 27294 - cepa H37Ra – e Mycobacterium bovis ATCC 27289 - cepa BCG -; e C. albicans ATCC 10231. O extrato hidroalcoólico a partir das folhas de T. patens foi obtido através de percolação com etanol 70%. Em seguida, este foi sucessivamente fracionado pelos seguintes solventes: hexano, acetato de etila e n-BuOH, rendendo respectivamente as frações HX, AE, e BuOH. A atividade antimicobacteriana foi avaliada de acordo com o documento M24A2 (CLSI, 2008) e a atividade antifúngica de acordo com os documentos M44A2 (CLSI, 2009) e M27A3 (CLSI, 2008). Os extratos das folhas de T. patens não apresentaram atividade inibitória contra o M. tuberculosis, M. bovis e L. amazonensis. As frações HX e AE apresentaram atividade contra C. albicans com a Concentração Inibitória Mínima (CIM) de 31,2 e 130 µg/mL respectivamente. Além disso, foram identificadas por triagem fitoquímica esteróides na fração HX e esteróides e saponinas na fração AE. Portanto, as frações HX e AE das folhas de T. patens mostraram uma boa atividade antifúngica, o que deve orientar estudos posteriores na busca de possíveis compostos efetivos na terapêutica de doenças causadas por C. albicans. Apoio Financeiro: CAPES. 29
  30. 30. AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DO EXTRATO E DAS FRAÇÕES OBTIDAS DO FRUTO MADURO DE Solanum sp. Melissa Grazielle Morais1*; Guilherme Augusto Ferreira da Costa1; Álan Alex Aleixo1; Jaqueline Maria Siqueira Ferreira1; Luciana Alves Rodrigues dos Santos Lima1. 1 Universidade Federal de São João del-Rei. *autor correspondente: melissabiomedica@gmail.com Palavras-chave: Lysteria monocytogenes, Solanum, citotoxicidade, antimicrobiana. RESUMO O Brasil apresenta uma rica biodiversidade, onde diversas espécies vegetais são alvos de constantes pesquisas, quanto à citotoxicidade sobre células eucariontes, bem quanto às propriedades antimicrobianas. Deste modo, o presente trabalho visa avaliar a citotoxicidade do extrato etanólico e das frações obtidas dos frutos maduros de Solanum sp. sobre a linhagem celular de fibroblastos de rim de macaco (LLC-MK2), bem como a atividade antimicrobiana frente à bactéria Gram-positiva Lysteria monocytogenes (ATCC 15315). Os frutos maduros de Solanum sp. foram coletados, secados, triturados em moinho de facas, extraídos por percolação em etanol PA. e o extrato etanólico foi fracionado por partição, obtendo-se as frações hexânica, diclorometânica, acetatoetílica e hidroetanólica. A citotoxicidade do extrato etanólico e frações sobre a linhagem celular LLC-MK2, foi determinada pelo ensaio colorimétrico do MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio) e determinada a concentração efetiva capaz de reduzir 50% da viabilidade celular (CC50). A atividade antimicrobiana do extrato etanólico e das frações foi determinada pela atividade bacteriostática que caracteriza-se como a concentração inibitória mínima (CIM) utilizando-se o método microdiluição em caldo e a atividade bactericida de acordo com a concentração bactericida mínima (CBM) por microdiluição em ágar. Dentre as amostras avaliadas, a fração hexânica apresentou menor citotoxicidade com CC50 maior que 400 mg/ml e as frações diclorometânica e acetatoetílica, baixa citotoxicidade com CC50 de 161 e 190 mg/ml respectivamente, enquanto o extrato etanólico e fração hidroetanólica moderada citotoxicidade, com CC50 de 59 e 51 mg/ml respectivamente. A bactéria Listeria monocytogenes foi sensível ao extrato etanólico e frações, especialmente em relação à fração diclorometânica que apresentou CIM de 31 mg/ml e CBM de 250 mg/ml. O extrato etanólico apresentou CIM e CBM de 250 mg/ml, e a fração hexânica de 1000 mg/ml. Os resultados mostram que os frutos de Solanum sp. são fonte de substâncias antimicrobianas que podem ser futuramente isoladas e utilizadas como protótipos na síntese de novos antibióticos, tendo em vista maior especificidade sobre células procariontes e menores efeitos tóxicos sobre às células eucariontes. Apoio Financeiro: FAPEMIG/UFSJ e CNPq. 30
  31. 31. ESTUDO FARMACOGNÓSTICO DE Talinum patens (L.) WILLD (TALINACEAE): ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS E FRAÇÕES PROVENIENTES DAS FOLHAS Luis Felipe Cunha dos Reis1*; Cláudio Daniel Cerdeira1; Bruno Faria de Paula1; Jorge Kleber Chavasco1; Geraldo Alves da Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas. *autor correspondente: luis_cunhaz@yahoo.com.br Palavras-chave: Talinum patens, Atividade antibacteriana, CIM. RESUMO O uso indiscriminado de antimicrobianos tem permitido a seleção de microrganismos resistentes, além da escassez de novos antimicrobianos implementados de forma efetiva na prática clínica. Isto se reflete em doenças infecciosas por bactérias que têm como desfecho altas taxas de morbidade e mortalidade em todo mundo. Os produtos naturais têm sido uma valiosa fonte de novos compostos com possíveis alvos originais de ação antimicrobiana, na corrida para superar a resistência cruzada de microorganismos e encontrar alternativas terapêuticas. Entre os patógenos que mostram grande problema para a saúde pública estão Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Serratia marcescens, Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis e, adicionalmente, estes micro-organismos têm preocupado devido à resistência aos antimicrobianos em uso. Diante deste problema, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antibacteriana in vitro de Talinum patens (L.) Willd (Talinaceae) do Brasil. Extratos hidroalcoólicos das folhas foram obtidos através de percolação com etanol 70%, em seguida, as frações foram obtidas por meio de extração com hexano, acetato de etila, e n-Butanol, originando, respectivamente, as frações: HX, AE, e BuOH. A atividade antibacteriana contra as cepas padrões de S. aureus ATCC 6538, E. coli ATCC 25922, S. marcescens (LMI – UNIFAL), P. aeruginosa ATCC 27853, P. mirabilis ATCC 25922 e Enterobacter aerogenes (LMI - UNIFAL) foi avaliada através da determinação da concentração inibitória mínima (CIM), pelo método de microdiluição em caldo, de acordo com o documento M7A6 (CLSI, 2003). Além disso, a triagem fitoquímica de T. patens foi avaliada. O extrato bruto das folhas inibiu in vitro o crescimento de S. marcescens com CIM de 250 µg/ml. As frações HX e AE foram ativas contra S. aureus, E. coli, S. marcescens, P. aeruginosa, P. mirabilis, e E. aerogenes com valores de CIM variando de 31,2 a 500 µg/ml. Entretanto, a fração BuOH não apresentou atividade. Quanto aos fitoconstituintes, o extrato bruto mostrou a presença de esteroides, saponinas e taninos. Além disso, foi verificada a presença de esteroides na fração HX e esteróides e saponinas na fração AE. Portanto, o extrato bruto da folha contra S. marcescens, e as frações HX e AE mostraram uma boa atividade antibacteriana in vitro e novos estudos devem ser realizados para a busca de novos antimicrobianos. Apoio Financeiro: CAPES. 31
  32. 32. ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS CULTIVADAS NO BRASIL Matheus Coutinho Costa Ferreira1*; Raquel Maria Lima Lemes1; Juliana de Freitas Teixeira1; Mariana de Sousa Alvarenga1 1 Universidade Federal de Alfenas. *autor correspondente: coutinho305@hotmail.com Palavras-chave: Óleos essenciais, Atividade antimicrobiana, Concentração inibitória mínima. RESUMO Países com grande biodiversidade como o Brasil possuem muitas plantas usadas popularmente, tendo muitas dessas um potencial antimicrobiano ainda não pesquisado. A busca de novos produtos que atuem sobre bactérias e fungos tornou-se importante devido à crescente resistência aos antimicrobianos clássicos. Portanto, pesquisou-se a atividade antimicrobiana dos óleos essenciais de Ocimum basilicum (manjericão), Origanum vulgare (orégano), Citrus aurantifolia (limão tahiti), Myristica fragrans (noz-moscada), Mentha piperita (hortelã-pimenta) e Eucalyptus globulus (eucalipto), obtidos de Ferquima Ltda. Usaram-se oito micro-organismos padrão (Proteus mirabilis ATCC-25933, Trichosporon asahii CBS-2479, Bacillus cereus ATCC-11778, Geotrichum candidum NRRL-Y-552, Micrococcus luteus ATCC-10240, Staphylococcus aureus ATCC-6538, Salmonella typhimurium ATCC-14028 e Candida albicans ATCC-10231) para essa avaliação. A concentração inibitória mínima (CIM) foi definida pela técnica de microdiluição, seguindo a metodologia CLSI, com algumas adaptações. Os micro-organismos, previamente mantidos em Ágar Nutriente, foram usados para preparo do inóculo em salina estéril, em escala 0,5 de McFarland e posteriormente diluídos a 104 UFC.mL-1. Prepararam-se soluções-mãe dos óleos essenciais com dimetilsulfóxido (4 mg/mL), diluídas posteriormente em caldo Roswell Park Memorial Institute 1640 (RPMI-1640) obtendo concentrações finais entre 1,0 e 0,0156 mg/mL. Poços contendo dimetilsulfóxido, RPMI e RPMI mais micro-organismos foram empregados como controle de ausência de interferência, controle negativo e positivo, respectivamente. Incubaram-se as placas a 35 oC por até 48h. Definiu-se a CIM como a menor concentração de óleo que inibiu a turbidez visível a olho nu, em leituras de 24 e 48h. Os principais resultados obtidos foram: CIM de 0,25 mg/mL (24h) e 0,5 mg/mL (48h) para B. cereus e 0,25 mg/mL (24h) e 1,0 mg/mL (48h) para S. aureus com o óleo essencial de limão; CIM de 0,250 mg/mL (24/48h) para P. mirabilis e S. typhimurium com o óleo de noz-moscada; CIM de 0,125 mg/mL (24/48h) para P. mirabilis com o óleo de manjericão; CIM de 0,125 mg/mL (24/48h) para B. cereus e G. candidum com o óleo de orégano; CIM de 0,125 mg/mL (24/48h) para C. albicans com óleo de hortelã-pimenta; CIM de 0,25 mg/mL (24/48h) para S. typhimurium com o óleo de eucalipto. Observa-se que plantas cultivadas no Brasil, como as testadas, têm diferentes espectros de ação antimicrobiana. 32
  33. 33. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS DE Ocotea odorifera (VELLOZO) ROHWER Júlia Moraes Rogatto1*; Matheus Coutinho Costa Ferreira1; Rafaela Mayumi Ono1; Daniela Cristina de Macedo Vieira2. Jorge Kleber Chavasco1 1 Universidade Federal de Alfenas; 2Faculdade Pitágoras. *autor correspondente: ju_rogatto@hotmail.com Palavras-chave: Ocotea odorifera, Sassafrás, Atividade antibacteriana. RESUMO O Brasil possui uma alta biodiversidade, tanto de ecossistemas como de espécies. Várias espécies vegetais são utilizadas na medicina popular, porém, pouco se conhece sobre seu potencial medicamentoso. Sabendo-se que a resistência dos micro-organismos aos antimicrobianos está crescendo e a descoberta de novos agentes terapêuticos é limitada, torna-se importante a busca por novos medicamentos originados de plantas nativas como Ocotea odorifera (sassafrás). Neste trabalho, realizou-se a avaliação da atividade antibacteriana de extratos de caule, folha e casca do caule dessa espécie, usando-se etanol a 70% como liquido extrator. Após fragmentação das partes da planta, fez-se a extração por maceração com agitação diária por sete dias. O extrato foi concentrado em rotaevaporador e liofilizado. A concentração foi ajustada em 50 mg/mL. A avaliação da atividade antibacteriana e a determinação da concentração inibitória mínima (CIM) foram realizadas por meio das técnicas de difusão em ágar e microdiluição em caldo, respectivamente. Os micro-organismos testados foram Bacillus subtilis ATCC 6633, Micrococcus luteus ATCC 9341, Staphylococcus aureus ATCC 6538, Enterococcus faecalis LMI (UNIFAL), Escherichia coli ATCC 25922 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853. Após inoculação da suspensão bacteriana no Ágar Mueller Hinton, adicionou-se nos poços, 40 μL do extrato da folha, caule e casca do caule de Ocotea odorifera. Após incubação de 24h, em estufa bacteriológica a 37 ºC, mediu-se o halo de inibição do crescimento bacteriano em volta dos poços contendo os extratos. Observou-se a formação de halos de inibição para as bactérias Grampositivas com exceção do E. faecalis, que não apresentou halos assim como as bactérias Gram negativas. O tamanho dos halos para as bactérias Gram positivas variou de 10 mm para B. subtilis a 20 mm de diâmetro para Micrococcus luteus. Na determinação da CIM, verificou-se que para S. aureus os valores de CIM variaram de 0,781 a 3,125 mg/mL; para B. subtilis a CIM variou de 1,563 a 6,250 mg/mL e para Micrococcus luteus os valores variaram de 0,100 a 6,250 mg/mL. Nas concentrações utilizadas não foram detectados valores de CIM para as bactérias Gram negativas. Os resultados das duas técnicas foram semelhantes, com exceção de E. faecalis que apresentou valores de CIM de 1,563 a 6,250 mg/mL e mostrou-se resistente ao teste de difusão em ágar. O extrato da casca do caule foi o mais efetivo. Os resultados obtidos permitem concluir que os extratos testados apresentam-se promissores para a obtenção de novas substâncias com atividade antimicrobiana, principalmente sobre bactérias Gram positivas. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 33
  34. 34. AÇÃO DAS FRAÇÕES CLOROFÓRMICA DA PLANTA DO GÊNERO Andira NA ATIVIDADE GELATINOLÍTICA DE METALOPROTEINASES Leonardo Gomes Matos1*. 1 Universidade Federal de São João del-Rei. *autor correspondente: leogomes_matos@yahoo.com.br Palavras-chave: Metaloproteinases, Andira, neoplasias. RESUMO As metaloproteinases de matriz (MMPs) são expressas em tecidos normais, tendo como principal função a degradação da matriz extracelular, degradando diretamente as proteínas dessa matriz. As MMPs 2 e 9 (gelatinases) tem como substrato preferencial o colágeno, constituinte da membrana basal e da matriz extracelular (MEC) participando também de processos patológicos, como a carcinogênese. Assim, a busca por substâncias que inibem as MMPs pode ter aplicação terapêutica. O presente estudo teve com objetivo testar o efeito das 50 frações clorofórmica da planta do gênero Andira na inibição das gelatinases. A ação inibitória das frações clorofórmica da planta Andira sp sobre a atividade das gelatinases foram avaliadas em ensaios zimográficos. Cada poço do gel foi carregado com 3,5 μg/mL de proteína salivar e 5 μg/mL da fração do extrato. Os géis foram lavados em 2.5% Triton X-100 (v/v) e incubados a 37 ºC durante 12 horas em tampão contendo 10 mM CaCl2, 0.15 M NaCl, e 50 mM Tris (pH 7.5). A atividade proteolítica foi estimulada por incubação no tampão de ativação (TA), enquanto que a capacidade inibitória dos extratos foi mensurada com a incubação do gel em cada extrato (0.01g) junto com o TA e a saliva. Após a corrida, os géis foram subseqüentemente corados (0.25% Comassie blue G-250, 30% etanol, e 10% acido acético, por 1 h, sob suave agitação) e descorados (30% etanol, 10% ácido acético, por 2 horas). Imagens digitais dos géis foram obtidas pelo programa Image Lpix® (Loccus Biotecnologia®). As bandas de degradação das gelatinases foram detectadas por uma zona clara, contra o fundo azul escuro. O tamanho e a intensidade de cor observada em cada banda comparando com o padrão foram utilizados como base para predizer o efeito inibitório. A partir da análise do gel foi possível observar que as frações que promoveram maior inibição destas enzimas foram às frações 35 e 44/46. Os constituintes presentes nas frações 35 e 44/46 da partição clorofórmica são potencialmente efetivas na inibição da atividade gelatinolítica, sendo necessários outros testes para a identificação das substâncias presentes nestas frações, que promovem o efeito inibitório das gelatinases. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 34
  35. 35. DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA (CIM) DE EXTRATOS DE Litchi chinensis Sonn. (Sapindaceae) Marisa de Oliveira Lopes1*; Ana Flávia da Silva1; Diego Pinto de Oliveira1; Bruno Faria de Paula1; Geraldo Alves-da-Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas *autor correspondente: marisa.lopes@unifal-mg.edu.br Palavras-chave: Lichia, Atividade antimicrobiana, Concentração inibitória mínima, Plantas medicinais. RESUMO A necessidade de estudos à procura de novos medicamentos através das plantas medicinais é tão relevante quanto à preocupação com a resistência dos microrganismos ao arsenal de fármacos atuais. A espécie Litchi chinensis Sonn., popularmente conhecida como lichieira, é originária da China, sendo considerada uma espécie medicinal em muitos países, em especial, pela medicina tradicional chinesa. No Brasil é conhecida por seu fruto, a lichia. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana de extratos secos de raiz, caule e folhas desta espécie. Esta atividade foi testada contra fungos e bactérias mantidos no Laboratório de Microbiologia e Imunologia Básicas da Universidade Federal de Alfenas, pelo método da microdiluição em caldo, seguindo a metodologia proposta no documento M27-A3 (Clinical and Laboratory Standards Institute). Os extratos secos foram obtidos no Laboratório de Plantas Medicinais da Universidade Federal de Alfenas, através de material vegetal colhido no município de Alfenas-MG. Após separação, os órgãos vegetais foram secos em estufa com circulação de ar a 45 ºC e pulverizados em moinho de facas. Foi então realizada a extração por meio de percolação simples utilizando mistura hidroetanólica 70%. Os extratos foram reduzidos através de rotaevaporação e secos por liofilização. As microplacas foram preparadas utilizando caldo Mueller-Hinton (100 µL) para bactérias e caldo Mueller-Hinton adicionado de 2% de glicose para as leveduras. Uma alíquota 100 µL das soluções dos extratos (25 mg/mL) foi adicionada ao primeiro poço e a partir deste, foram realizadas diluições de modo a obter as concentrações de 12,5 mg/mL até 0,025 mg/mL. A suspensão de microrganismos, preparadas de acordo com a turvação correspondente ao tubo 0,5 da Escala MacFarland foi inoculada nos poços. Após as placas serem incubadas a 37°C por 24 horas para as bactérias e 48 horas para as leveduras, foram realizadas as leituras, sendo que a CIM foi determinada como a menor concentração na qual não houve turvação. Foi observado que o extrato de folhas apresentou a melhor atividade antimicrobiana, demonstrado pelos menores valores de CIM. Sendo que, para as bactérias Gram-positivas (Bacillus subtilis, Bacillus cereus, Micrococcus luteus, Enterococcus faecalis e Staphylococcus aureus) os resultados variaram entre 0,025 mg/mL e 0,4 mg/mL e para a bactéria Gram-negativa Proteus mirabilis a concentração foi de 0,05 mg/mL. Não foi observada atividade contra as duas leveduras testadas: Candida albicans e Sacharomyces cerevisae. Os resultados obtidos neste estudo sugerem que a espécie Litchi chinensis Sonn. contém compostos bioativos com potencial atividade antimicrobiana. Apoio financeiro: CNPq, FAPEMIG, CAPES, UNIFAL-MG. 35
  36. 36. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS EXTRATOS DE Raphanus sativus L. var. oleiferus Metzg (Brassicaceae) Ana Flávia da Silva1*, Marisa de Oliveira Lopes1, Diego Pinto de Oliveira1, Bruno Faria de Paula1, Geraldo Alves da Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas. *autor correspondente: afsfarma@hotmail.com Palavras-chave: Nabo forrageiro, Propriedades medicinais, Baccilus subtilis, Bacillus cereus. RESUMO A necessidade de se encontrar novos compostos que possam combater microrganismos patogênicos tem incentivado a busca de novos fármacos. Como os vegetais são uma excelente fonte para a busca de novas drogas, as plantas têm se tornado objeto de estudo no que concerne às suas propriedades medicinais. Raphanus sativus L. var. oleiferus (nabo forrageiro) é uma variedade do rabanete pouco estudada, porém estudos relacionados à família e à espécie da planta indicam a possibilidade de importantes atividades biológicas. Diferentes partes do rabanete comum (folhas, sementes e raízes) são utilizadas por curadores tradicionais do sul da Ásia para o tratamento de desordens gastrointestinal, biliar, hepática, urinária, respiratória e cardiovascular. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana pelo método de difusão em ágar dos extratos do nabo forrageiro. Folhas, caules e raízes de Raphanus sativus L. var. oleifera foram coletados no município de Alfenas-MG, submetidos à secagem e pulverizados. Foram obtidos extratos hidroetanólicos 70% v/v, que foram concentrados em rotavapor e a água foi retirada por liofilização, obtendo-se os extratos secos. A partir destes, foram preparadas soluções aquosas na concentração de 50 mg/mL para realização dos testes. Foram utilizados dois fungos (Candida albicans e Saccharomyces cerevisae), cinco bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Micrococcus luteus, Enterococcus faecalis, Bacillus cereus, Bacillus subtilis), cinco bactérias Gram-negativas (Escherichia coli, Salmonella tiphymurium, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Serratia marcescens). Foram preparadas suspensões microbianas em soro fisiológico com turvação correspondente ao tubo 0,5 da Escala de Mac Farland. Estas suspensões foram inoculadas na superfície do ágar e os extratos foram colocados em poços previamente feitos com um tubo de metal. Utilizou-se como controle positivo o antibiótico cloranfenicol e como controle negativo a água destilada. O extrato das folhas na concentração de 50 mg/mL revelou atividade antimicrobiana contra Micrococcus luteus, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Bacillus subtilis e Bacillus cereus. Os extratos das folhas, caule e raiz nas concentrações de 50 mg/mL não foram ativos contra as bactérias Gramnegativas e os fungos. O estudo antimicrobiano revelou importante atividade antimicrobiana do extrato das folhas do nabo forrageiro contra as bactérias Gram-positivas. A ausência de atividade antimicrobiana dos extratos contra bactérias Gram-negativas e fungos, provavelmente, deve-se a atuação de compostos bioativos dos extratos na parede dos microrganismos. A parede celular dos microrganismos Gram-positivos é uma estrutura relativamente simples, enquanto que as bactérias Gram-negativas e os fungos possuem parede celular mais complexa, razão pela qual apresentarem maior resistência aos antibióticos. Apoio Financeiro: CNPq, FAPEMIG e CAPES. 36
  37. 37. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANALGÉSICA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE Raphanus sativus var. oleifera Metzg. Bruno Faria de Paula*; Ana Flavia da Silva; Marisa de Oliveira Lopes; Luis Felipe Cunha dos Reis; Geraldo Alves da Silva. *autor correspondente: brunofariapaula@hotmail.com Palavras-chave: Nabo forrageiro, Raphanus sativus var. Oleifera, atividade analgésica. RESUMO O nabo forrageiro (Raphanus sativus var. oleiferus Metzg.), pertencente à família Brassicaceae, é uma planta anual, herbácea, ereta, muito ramificada e que pode atingir de 100 a 180 cm de altura. A maioria dos estudos é relacionada ao rabanete (Raphanus sativus L.). Na medicina tradicional, os rabanetes são usados para tratar a tosse, o câncer, a coqueluche, o desconforto gástrico, a dispepsia, a artrite, os cálculos biliares e as pedras nos rins. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar o potencial fitoterápico dos extratos hidroetanólico das folhas do nabo forrageiro na nocicepção. A indução da dor foi realizada de acordo com o método de Hunskaar et al. (1985). Foram utilizados seis grupos de camundongos (n=8). Estes foram tratados com indometacina (10 mg/Kg, v.o) e morfina (10 mg/kg, i.p.), como fármacos de referência. Foram administrados via oral os extratos nas doses de 30, 100 e 300 mg/Kg, 1 hora antes da injeção de formalina (20 µL), o agente inflamatório, a qual será aplicada na região plantar da pata direita traseira dos camundongos. Os animais controle receberam Carboximetilcelulose (CMC) 10 mL/kg por via oral. Imediatamente a aplicação da formalina, os animais foram colocados em observação e o tempo despendido lambendo a pata foi cronometrado durante os 5 minutos iniciais (1° fase) e no intervalo de 20-30 minutos (2° fase). A análise estatística foi realizada pelo método ANOVA seguida pelo pós-teste Newman-Kells. A atividade do extrato na 1ª fase abaixou o tempo de lambida de 46,33±8,5 segundos no grupo controle para 16,25±4,7 segundos no grupo tratado com a dose de 300 mg/Kg (p<0.05). Na 2º fase, o extrato reduziu de 144,22±14,1 segundos para 62±6,65 e 70,88±11,6 segundos nas doses de 100 e 300 mg/Kg (p<0.001) respectivamente, quando comparados com o grupo controle. A ação da morfina se faz tanto na 1° e 2° fase devido a sua ação no sistema nervoso central. No entanto, a 2ª fase é caracterizada pelo surgimento de um processo inflamatório local, onde são produzidos mediadores da inflamação. Estes são inibidos por fármacos anti-inflamatórios como a indometacina. Provavelmente, a diminuição do tempo da lambida da pata induzida pela formalina deve-se à inibição da biossíntese de mediadores da inflamação como a ciclooxigenase e consequentemente das prostaglandinas. Verificou-se que o extrato possui componentes que podem estar relacionados ao efeito analgésico (1° fase) e anti-inflamatório (2° fase) nas diferentes concentrações do extrato, podendo constituir um potencial agente fitoterapêutico. Apoio Financeiro: CNPq, FAPEMIG, CAPES, UNIFAL-MG. 37
  38. 38. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICO DE Raphanus sativus var. oleifera Metzg. Bruno Faria de Paula*; Lidiane Orlandi; Luis Felipe Cunha dos Reis; Laís Caliman Mattedi; Geraldo Alves da Silva. *autor correspondente: brunofariapaula@hotmail.com Palavras-chave: Nabo forrageiro, Raphanus sativus var. Oleifera, atividade anti-inflamatória. RESUMO O nabo forrageiro (Raphanus sativus var. oleiferus Metzg.), pertencente à família Brassicaceae, é uma planta anual, alógama, herbácea, ereta, muito ramificada e que pode atingir de 100 a 180 cm de altura. A maioria dos estudos é relacionada ao rabanete (Raphanus sativus L.). Na medicina tradicional, os rabanetes são usados para tratar a tosse, o câncer, a coqueluche, o desconforto gástrico, as doenças do fígado, a obstipação, a dispepsia, as doenças da vesícula biliar, a artrite, os cálculos biliares e as pedras nos rins. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar o potencial do extrato das folhas do nabo forrageiro (Raphanus sativus var. oleifera) na atividade antiinflamatória. O edema de pata foi induzido pela injeção de carragenina (2% p/v) em salina estéril e administrada na região subplantar da pata direita de camundongos (n = 8). Os camundongos foram tratados oralmente com indometacina 10 mg/Kg (fármaco de referência) e extrato nas doses de 30, 100 e 300 mg/kg. Transcorrido 60 minutos da administração, foi induzido o edema pela injeção de carragenina (40 µL), aplicada na região plantar da pata direita dos camundongos. Como controle, foi usada salina estéril aplicada na pata direita. Após uma, duas, três e quatro horas da administração da carragenina e do controle, cada pata do animal foi imersa até a região tíbio-társica com o uso do pletismógrafo. A medida do edema foi feita pela diferença entre o volume deslocado da pata direita e o volume basal. A técnica foi baseada no método descrito por Carvalho (1998). A análise estatística foi realizada pelo método ANOVA seguida pelo pós-teste Newman-Kells. O aumento do volume do edema foi verificado no decorrer das quatro horas, com relação aos tratamentos salina x carragenina. Foi observado que após 4 horas da injeção de carragenina houve uma diminuição do edema nos animais pré-tratados com extrato (0,014 ± 0,003 mL, p<0,001; 0,021 ± 0,01 mL, p<0,01; e 0,013 ± 0,003 mL, p<0,001, respectivamente, para as doses de 30, 100 e 300 mg/kg), quando comparados ao grupo controle (0,05 ± 0,01 mL). A inflamação deve-se ao deslocamento de mediadores inflamatórios para o local da agressão. Foi observado que a atividade antiedematogênica do extrato testado parece ser dependente da dose. Assim, o extrato mostrou possuir componentes com ação antiinflamatória, como foi demonstrado no método empregado, podendo constituir um potencial agente fitoterapêutico. Apoio Financeiro: CNPq, FAPEMIG, CAPES, UNIFAL-MG. 38
  39. 39. AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH EM ANIMAIS TRATADOS COM EXTRATO DE Nasturtium officinale Aline Aparecida Saldanha1*; Débora Aparecida Souza1; Gisele Rodrigues da Silva1; Rosy Iara Maciel de Azambuja Ribeiro1; Flávia Carmo Horta Pinto1. 1 Universidade Federal de São João del-Rei. *autor correspondente: alineaparecidasaldanha@yahoo.com.br Palavras-chave: Tumor de Ehrlich, Nasturtium officinale, agrião. RESUMO Nas últimas décadas ocorreu um grande aumento no número de estudos relacionados com a atividade biológica de substâncias naturais derivadas de plantas medicinais. Em particular, a descoberta de produtos naturais com ação específica para certos tipos de tumores seria útil na quimioprevenção e na quimioterapia do câncer. Nasturtium officinale, conhecida popularmente como agrião, é um vegetal crucífero que apresenta uma alta concentração de compostos com reconhecida capacidade antitumoral em diversas linhagens de cânceres. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da administração oral de Nasturtium officinale no crescimento e desenvolvimento tumoral in vivo. Camundongos Swiss foram separados em três grupos, A, B e C (n=6). Os animais do grupo A ingeriram água, durante todo o experimento, sendo, portanto o grupo controle. Os animais do grupo B, a partir do 1º dia, receberam diariamente, por gavagem, 0,05 ml de solução aquosa de Nasturtium officinale (25 mg/ml), durante todo o experimento. Os animais do grupo C, no 21º dia, iniciaram a ingestão diária, por gavagem, de 0,05 ml da dessa solução de Nasturtium officinale (25 mg/ml), até o final do experimento. Após 21 dias, todos os camundongos foram inoculados subcutaneamente no coxim plantar esquerdo com 2x106 células do tumor de Ehrlich (0,05 ml). O desenvolvimento tumoral foi avaliado pela mensuração da espessura das patas, com auxílio de um paquímetro digital, em três tempos por semana, até o 42º dia, quando os animais foram sacrificados e suas patas retiradas para análise histopatológica. A partir do 10º dia após a inoculação do tumor, os animais dos grupos B e C mostraram uma supressão do crescimento tumoral em relação aos animais do grupo A (ANOVA, p<0,05). Nas análises histopatológicas, o grupo A apresentou extensas áreas homogêneas e eosinofilicas de necrose, enquanto que os animais dos grupos B e C apresentaram menor área de necrose, localizadas preferencialmente na derme profunda. Não foram observadas diferenças na morfologia das células tumorais entre os grupos, sendo visualizado estroma delicado, grande pleomorfismo, alto grau de anaplasia e nucléolos evidentes. Os efeitos encontrados na ingestão de agrião se devem possivelmente a presença de compostos como isotiocianatos, vitamina A, beta-carotenóides e fibras, os quais atuando em conjunto, apresentaram um potencial antitumoral. Esses resultados, em particular, reforçam que a ingestão de vegetais crucíferos pode estar associada à supressão do crescimento tumoral. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 39
  40. 40. ÓLEO ESSENCIAL DE Ageratum fastigiatum REDUZ, IN VITRO, A EXPRESSÃO DA CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA TNF-ALFA EM LINFÓCITOS ATIVADOS Bethânia Alves de Avelar-Freitas1*; Josué Augusto Teodoro dos Santos1; Cristiane Fernanda Fuzer Grael1; Luiz Elídio Gregório1; Gustavo Eustáquio Alvim Brito-Melo1. 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri *autor correspondente: bethania.avelar@yahoo.com.br Palavras-chave: Ageratum fastigiatum, Anti-inflamatório, Citocinas. RESUMO Ageratum fastigiatum (Gardner) R. M. King & H. Rob, conhecida popularmente como "matapasto", pertencente à família Asteraceae é utilizada na medicina popular como anti-inflamatório e analgésico. Apesar disso, pouco se sabe sobre seu potencial em alterar parâmetros do processo inflamatório. O objetivo deste estudo foi caracterizar quimicamente as substâncias presentes no óleo essencial de A. fastigiatum (OEAF) e avaliar a freqüência de células produtoras de TNF-alfa, IFN-gama e IL-10 em linfócitos do sangue periférico humano tratados com OEAF estimulados e não estimulados com PMA (acetato de forbol miristato). As concentrações não tóxicas de OEAF foram avaliadas nos leucócitos do sangue periférico e pela técnica de exclusão com azul de tripan. Para avaliação da atividade anti-inflamatória in vitro foram realizadas culturas celulares do sangue periférico estimuladas e não estimuladas com PMA na presença e na ausência do extrato. Após 4 horas de incubação, as células foram marcadas com anticorpos monoclonais específicos para as citocinas anti-inflamatórias IFN-γ, TNF-α e IL-10 seguida de avaliação por citometria de fluxo. A análise química foi realizada por cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de massas CG-EM. A análise por CG-EM revelou que os compostos majoritários do OEAF foram α-pineno (7,51%), limoneno (5,9%), trans-cariofileno (2,04%), α-humoleno (3,52%), óxido de cariofileno (13,59%), 1,2 epóxido humuleno (8,41%) e 1,6-humulanodien-3-ol (17,71%). De acordo com os resultados, OEAF nas concentrações 5x10-3 e 1x10-2 μL/mL não alteraram a viabilidade dos leucócitos quando comparados ao grupo controle. Ambas as concentrações reduziram o percentual de linfócitos que produziram TNF-alfa. O TNF-alfa é uma citocina que ativa o endotélio, favorecendo a migração de leucócitos para o sítio da inflamação. Não foram observadas alterações quanto ao percentual de linfócitos positivos para IFN-gama e IL-10. Os resultados sugerem que parte da atividade anti-inflamatória atribuída à A. fastigiatum é devida ação dos constituintes presentes na planta que reduzem a citocina pró-inflamatória TNF-alfa. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 40
  41. 41. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE FÚNGICA E CITOTOXICIDADE DOS EXTRATOS HIDROETANÓLICOS DAS FOLHAS E RAÍZES DE Leonotis nepetifolia (L.) BR Diego Pinto de Oliveira1*; Marisa de Oliveira Lopes1; Roberta Ribeiro de Carvalho1; Amanda Latércia Dias Tranches1; Marcelo Aparecido da Silva1. 1 Universidade Federal de Alfenas *autor correspondente: diegodivi2006@hotmail.com Palavras-chave: Leonotis nepetifolia, Candida sp., Citotoxicidade, Plantas medicinais RESUMO A terapia antifúngica encontra cada vez mais dificuldades de ser executada com êxito, devido a fatores que envolvem a resistência dos fungos. Sendo que a descoberta de novos medicamentos ocorre em menor tempo do que o desenvolvimento de resistência por parte desses. O que leva a necessidade de pesquisa de moléculas com atividades promissoras frente a cepas cada vez mais resistentes aos antifúngicos existentes, onde se enquadram os produtos naturais. A espécie Leonotis nepetifolia, conhecida popularmente como cordão-de-frade é amplamente distribuída no território nacional e utilizada com diversas finalidades terapêuticas, estudos a cerda de sua atividade biológica demonstram potencial antimicrobiano como antifúngico. O presente estudo visa avaliar a atividade antifúngica dos extratos hidroetanólicos das folhas e raízes de L. nepetifolia e sua citotoxicidade. O material vegetal foi obtido na região de Gaspar Lopes, distrito de Alfenas. Foram separadas as folhas e raízes da planta e as mesmas foram secadas, trituradas, percoladas e liofilizadas. A avaliação antifúngica foi realizada pelo teste de microdiluição em placa de acordo com o CLSI (2008) para Candida: Candida albicans ATCC 10231, Candida krusei ATCC 6258, Candida glabrata ATCC 90030, Candida parapsilosis ATCC 22019, Candida tropicalis ATCC 750. A citotoxicidade foi avaliada por modelo murino em macrófagos de camundongos. Os extratos foram capazes de inibir o crescimento de 50% e 100% da população de fungos sendo a IC50 variou de 80 a 125 µg/mL para o extrato das folhas e de 5 a 500 µg/mL para os extratos das raízes, essa variação ocorreu de acordo com a cepa testada. A concentração citotóxica foi de 161,03 µg/mL para o extrato das folhas e de 99,02 µg/mL para o extrato das raízes. O extrato das folhas foi ativo em concentrações mais seguras quando comparado ao extrato das raízes, uma vez que a IC50 foi menor que a CC50 para todas as cepas, fato não observado no extrato das raízes. Além disso, verificou-se atividade relevante dos extratos dependente da concentração. Frente a estes resultados, verifica-se que ambos os extratos apresentaram expressiva atividade perante aos fungos avaliados, e que o extrato da folha mostrou ser menos citotóxico que o extrato das raízes. Apoio Financeiro: CNPq, FAPEMIG, CAPES, UNIFAL-MG. 41
  42. 42. ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO BRUTO DE FOLHAS E RAÍZES DE BRAÚNA (Schinopsis brasiliensis Engl.) Daniela Martins Neves1; Ramon Costa Rocha1; Guilherme Araújo Lacerda1,2*; Priscila Maria Andrade de Prince1. 1 Faculdades Integradas do Norte de Minas; 2Universidade Estadual de Montes Claros. *autor correspondente: guilhermebiologia@yahoo.com.br Palavras-chave: Plantas medicinais; Cerrado; Terapêutica. RESUMO No decorrer das últimas décadas, o desenvolvimento de fármacos eficientes no combate a infecções bacterianas revolucionou o tratamento médico, ocasionando a redução drástica da mortalidade causada por doenças microbianas. Por outro lado, a disseminação do uso de antibióticos, lamentavelmente, fez com que as bactérias também desenvolvessem defesas relativas aos agentes antibacterianos, com o consequente aparecimento de resistência. O presente estudo teve como objetivo verificar se os extratos brutos metanólicos obtidos das folhas e raiz de Schinopsis brasiliensis Engl. contém propriedades capazes de inibir o crescimento de bactérias Gram-positivas como Staphylococcus aureus, Enterococos durans e Gram-negativas como Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, assim como determinar a CIM dos mesmos a partir da utilização da técnica do REMA. Foram preparadas suspensões bacterianas compatíveis com a escala 0,5 de MacFarland, resultando em uma suspensão de 1-2 x 108 UFC/mL. Da escala 0,5 de MacFarland, foi realizada uma diluição de 1:100 em caldo BHI. O extrato obtido das folhas da S. brasiliensis Engl. apresentou CIM maior que 250 μg/mL, demonstrando, dessa forma, atividade antibacteriana contra o S. aureus, E. coli, P. aeruginosa e E. durans. Por outro lado, o extrato da raiz de S. brasiliensis Engl. apresentou CIM igual a 250 μg/mL para S. aureus, demonstrando atividade antibacteriana moderada (CIM de 100 a 500μg/mL). Os resultados obtidos nesse trabalho permitem concluir que independente se da raiz ou do caule o extrato metanólico da Braúna possui atividade antibacteriana principalmente para S. aureus. Apoio Financeiro: SOEBRAS - Sociedade Educativa do Brasil. 42
  43. 43. EXTRATO EM ACETATO DE ETILA DE Cordia verbenacea REDUZ A EXPRESSÃO DA CITOCINA PRÓ-INFLAMATÓRIA IFN-γ E A PROLIFERAÇÃO DE LINFÓCITOS, IN VITRO Michaelle Geralda dos Santos1*; Lucas de Abreu Costa1; Luiz Elídio Gregório1; Cristiane F. Fuzer Grael1; Gustavo E. Brito Alvim de Melo1. 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri *autor correspondente: michaellesantos@bol.com.br Palavras-chave: Cordia verbenacea, Citocinas, Proliferação. RESUMO A Cordia verbenacea é uma planta nativa brasileira utilizada popularmente como anti-inflamatória. Embora essa atividade tenha sido demonstrada previamente, os mecanismos moleculares ainda não estão completamente compreendidos. De maneira semelhante, poucos estudos relataram o potencial citotóxico dessa planta. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a toxicidade do extrato em acetato de etila de C. verbenácea (ACECV) sobre hemácias e células mononucleares do sangue periférico (PBMC) humano como etapa inicial do estudo da atividade anti-inflamatória, seguido da avaliação do seu potencial imunomodulador sobre citocinas pró-inflamatórias e sobre a proliferação de linfócitos, in vitro. A atividade hemolítica foi avaliada por espectrofotometria e a viabilidade de PBMC na presença do extrato ACECV foi avaliada pelo método de exclusão com Azul de Tripan após culturas de 24 horas e de cinco dias. Além disso, concentrações não tóxicas do extrato ACECV foram adicionadas a culturas estimuladas com miristato acetato de forbol (PMA) para a análise da inibição de citocinas pró-inflamatórias e analisadas por citometria de fluxo. Para avaliar o efeito do extrato ACECV sobre a proliferação de linfócitos, concentrações não tóxicas do extrato foram adicionadas a PBMC estimuladas com o mitógeno fitohemaglutinina (PHA) e analisadas também por citometria de fluxo. De acordo com os resultados, o extrato ACECV não apresentou atividade hemolítica nas concentrações iguais ou menores que 50 μg/mL e a toxicidade sobre PBMC foi demonstrada na concentração de 100 μg/mL para a cultura de 24 horas, sendo que após cinco dias de cultura, o extrato foi tóxico em concentrações iguais ou maiores que 25 μg/mL, quando comparadas às culturas controle. O extrato na concentração de 50 μg/ml também reduziu o percentual de linfócitos IFN-γ+ quando comparado às culturas celulares submetidas a adição de PMA isoladamente. Além disso, o extrato inibiu a proliferação de linfócitos nas concentrações de 12,5; 6,25 e 3,125 μg/ml, quando comparado às culturas estimuladas somente com PHA. Os dados apresentados aqui sugerem que o efeito anti-inflamatorio observado no uso de Cordia verbenacea pode ser, em parte, explicado pelo efeito inibidor das citocinas do tipo 1 e sobre a resposta proliferativa de linfócitos. Apoio Financeiro: Fapemig, Capes. 43
  44. 44. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE INIBIDORES DE PROTEASE DE SEMENTES DE Chenopodium quinoa Michel Alves Amaral*1; Davia Guimarães Pompeu1; Paulo Afonso Granjeiro1; José Antônio da Silva1; Juliana Teixeira de Magalhães1. 1 Universidade Federal de São João del-Rei *autor correspondente: michel.amaral.mg@gmail.com Palavras-chave: Chenopodium quinoa, Atividade microbiana, Inibidores de protease. RESUMO A planta Chenopodium quinoa é originária da Cordilheira dos Andes. Trabalhos vêm demonstrando o êxito de sua introdução no cerrado brasileiro. Os inibidores de protease, presentes geralmente como proteínas de reserva em sementes, alteram a conformação das enzimas proteolíticas, ocasionando a inibição de suas atividades. Apesar da importância em tentar elucidar o papel fisiológico dos inibidores de protease nas plantas, o interesse maior está na sua aplicabilidade na saúde e na indústria, uma vez que vários estudos têm demonstrado a sua atividade edematogênica, antitumoral e antimicrobiana. Desta forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial antimicrobiano dos inibidores de protease da Chenopodium quinoa contra bactérias Gram positivas, negativas e leveduras. As sementes de Chenopodium quinoa foram trituradas e sua farinha submetida à agitação em NaCl 0,1 M para extração de suas proteínas. O sobrenadante resultante da extração foi submetido a duas etapas de cromatografia líquida. O primeiro, Cromatografia Líquida de Exclusão Molecular, usando Bicarbonato de Amônio 0,2 M como fase móvel e o segundo, Cromatografia Líquida de Troca Iônica, tendo como tampão de equilíbrio Tris-HCl 20 mM pH 8,0 e como tampão de eluição Tris-HCl 20 mM pH 8,0 mais NaCl 500 mM. As frações obtidas em cada etapa foram testadas pelo teste de hemoaglutinação, e, as que apresentaram atividade hemoaglutinante foram liofilizadas e submetidas à etapa seguinte. Concomitantemente, foram realizados procedimentos eletroforéticos (SDS PAGE e Eletroforese Nativa), a fim de determinar o grau de pureza após cada etapa. Três concentrações do inibidor de protease, lectina, foram testadas (100, 250 e 500 μg/ml) sobre os microorganismos Escherichia coli ATCC 11229, Pseudomonas aeruginosa ATCC 25619, Proteus vulgaris ATCC 13315, Salmonella enterica ATCC 10708, Staphylococcus aureus ATCC 29213, Enterococcus faecallis ATCC 19433, Candida albicans ATCC 14053, Candida glabrata ATCC 2001, Candida krusei ATCC 34135 e Candida tropicalis ATCC 28707. Como controle negativo utilizou-se o tampão (Tris-HCl). Os microorganismos foram preparados para uma concentração de 105 células segundo a escala de MacFarland e, em seguida, inoculados com um swab em placas de Petri contendo Ágar Mueller-Hinton e Ágar yeast malt para bactérias e leveduras, respectivamente. Cerca de10 μl dos inibidores de proteases foram adicionados na superfície do ágar. As placas ficaram incubadas por 24 horas a 37°C. Halos de inibição foram observados somente para as bactérias Escherichia coli ATCC 11229, Pseudomonas aeruginosa ATCC 25619 e Salmonella enterica ATCC 10708. Este é um estudo inicial, cujos resultados são promissores para futuros estudos da eficiência inibitória em modelos biológicos. Apoio Financeiro: CNPQ, FAPEMIG, UFSJ. 44
  45. 45. INFLUÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO ORAL DE EXTRATO ETANÓLICO DE FLORES DE Pyrostegia venusta NO CRESCIMENTO DO TUMOR SÓLIDO DE EHRLICH Phelipe Gabriel dos Santos Santana¹*; Poliane Moreira Costa¹; Luciana Alves Rodrigues dos Santos Lima1; Ana Hortência Castro¹; Gisele Rodrigues da Silva1; Flávia Carmo Horta Pinto¹. 1 Universidade Federal de São João del-Rei. *autor correspondente: g.phelipe@yahoo.com.br Palavras-chave: Tumor de Ehrlich, Pyrostegia venusta, histopatologia. RESUMO Pyrostegia venusta é uma espécie pertencente à família Bignoniaceae, nativa do cerrado brasileiro e popularmente conhecida como “cipó-de-são-joão”. Embora ornamentais, essas espécies têm algumas propriedades medicinais, com evidências de seu potencial anticarcinogênico. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito do extrato etanólico obtido de flores da P. venusta no crescimento do tumor sólido de Ehrlich. Um total de 18 camundongos fêmeas Swiss, com dois meses de idade, foram divididos em 3 grupos de 6 animais cada: grupos A, B e C. Os animais do grupo A receberam água purificada (grupo controle). A partir do primeiro dia, os animais do grupo B receberam uma dose diária de 100 mg/kg do extrato etanólico de P. venusta por gavagem. A partir do 30º dia, os animais do grupo C passaram a receber, por gavagem, dose diária de 100 mg/kg do mesmo extrato etanólico. Além disso, no 30º dia foram inoculadas no coxim plantar de todos os camundongos, por via subcutânea, 2x106 células tumorais de Ehrlich (0,05 mL). O crescimento tumoral foi avaliado por medição da espessura da pata, por meio de um paquímetro digital. No 60º dia, os animais foram sacrificados; as patas e os linfonodos poplíteos foram recolhidos para análise histológica. A partir do 16º dia após a inoculação do tumor, os animais do grupo B (preventivo), que iniciaram a ingestão do extrato antes da inoculação do tumor, apresentaram uma supressão do crescimento tumoral em relação aos animais dos grupos A e C (ANOVA, p<0,05). Os animais do grupo C, que iniciaram a ingestão do extrato depois da inoculação do tumor, apresentaram, a partir da primeira semana, um acentuado crescimento tumoral. A análise histopatológica da pata dos camundongos do grupo A, B e C mostrou células tumorais com estroma delicado, pleomorfismo, nucléolos evidentes e citoplasma escasso. Houve metástase nos linfonodos poplíteos de todos os animais. A ingestão do extrato de P. venusta antes da inoculação do tumor mostrou uma capacidade quimiopreventiva, onde o crescimento do tumor foi, possivelmente, controlado pela maioria dos compostos presentes no extrato (alantoína, β-sitosterol e hesperidina), o que pode estar relacionado à atividade antitumoral, com destaque ao potencial antigenotóxico e antioxidante. Apoio Financeiro: FAPEMIG. 45

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