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Parnaso trilha do po+ºo verde
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Parnaso trilha do po+ºo verde

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  • 1. GUIA DIDÁTICOGUIA DIDÁTICOGUIA DIDÁTICOGUIA DIDÁTICOGUIA DIDÁTICO Guapimirim Trilha do Poço Verde Guapimirim Trilha do Poço Verde Guapimirim Trilha do Poço Verde Guapimirim Trilha do Poço Verde Guapimirim Trilha do Poço Verde Camila Paiva Carlos André Mandarino Deborah Antunes Deivid Couto dos Anjos Rebeca Castro Stephanye Almeida
  • 2. 2 Guia Didático: PARQUE NACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS GUAPIMIRIM TRILHA DO POÇO VERDE UERJ/ FFP São Gonçalo 2009 Camila Paiva Carlos André Mandarino Deborah Antunes Deivid Couto dos Anjos Rebeca Castro Stephanye Almeida
  • 3. 3 SUMÁRIO Objetivos........................................................................... 4 História da Instituição......................................................... 6 Clima.................................................................................... 10 Flora..................................................................................... 13 Fauna................................................................................... 17 Hidrografia........................................................................... 20 Atrativos............................................................................... 23 Ação Educativa..................................................................... 28 Projeto Cenário Verde................................................ 29 Projeto Boa Vizinhança.............................................. 32 Conhecendo a Instituição: Preparando a visita...................... 35 Conhecendo a Instituição: Realizando a visita....................... 38 Conhecendo a Instituição: Retornando da visita.................... 40 Referências Bibliográficas...................................................... 42 Anexo.................................................................................. 44
  • 4. OBJETIVOSOBJETIVOSOBJETIVOSOBJETIVOSOBJETIVOS 4
  • 5. O objetivo deste guia didático é auxiliar professores a complementar conteúdos sobre ecologia e biodiversidade, dados em sala de aula, apresentando uma alternativa de trabalho na trilha do Poço Verde da Sede Guapimirim do Parque Nacional Serra dos Órgãos. OBJETIVOS 5
  • 6. HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO 6
  • 7. Criado em 30 de novembro de 1939, o PARNASO é o terceiro parque mais antigo do país. Esta primeira geração de parques brasileiros reflete a chegada ao Brasil de uma preocupação mundial com a degradação dos ambientes naturais. No início do Século XX, já era grande a preocupação, principalmente dos países industrializados, em defender seus ambientes naturais. Foram criadas áreas protegidas para a flora e a fauna, resguardando não só a vida dos ecossistemas e dos mananciais de água, mas também as belezas cênicas dos monumentos naturais. Dentro desse espírito, nascem no país os três primeiros Parques Nacionais: o de Itatiaia, em 1937, e os de Iguaçu e da Serra dos Órgãos, em 1939. Em 25 de setembro de 1938, o Jornal do Commercio publicava a seguinte nota, que teria sido uma primeira sugestão de criação do parque: “converter as cabeceiras dos rios que correm para baixada Fluminense, para Teresópolis e para o município de Petrópolis, abrangendo as montanhas elevadas e os picos altaneiros que disputam com as 'Agulhas Negras' de Itatiaia e os vértices agudos da Serra de Caparaó, as primazias de pontos culminantes de nosso caro Brasil, de onde se destacam o inconfundível 'Dedo de Deus', a 'Pedra Açu', o 'Campo das Antas', num belíssimo Parque Nacional que nada ficaria devendo às mais adiantadas criações desse gênero.” O PARNASO foi criado no governo Getúlio Vargas, pelo Decreto-Lei nº 1822, de 30 de novembro de 1939, com uma área aproximada de 9.000 hectares, abrangendo parte dos municípios de Magé, Petrópolis e Teresópolis. Mais tarde, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos teve sua área delimitada com 10.527 hectares (105 km²), através do Decreto nº 90.023, de 2 de agosto de 1984. O HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO 7
  • 8. município de Guapimirim foi criado na década de 1990, emancipado de Magé. O PARNASO recebeu grande infra-estrutura na década de 1940 e era freqüentemente visitado por embaixadores e autoridades da República. Instalações como a piscina natural, os prédios da administração, depósitos, garagem, residências funcionais e os quatro abrigos da Trilha do Sino foram construídos nesta época. O PARNASO chegou a ter cerca de 250 funcionários, incluindo extravagâncias como garçons servindo de smoking nos abrigos da montanha. A partir da década de 1960, após a transferência da capital federal para Brasília, o parque enfrentou um período de decadência, com escassez de recursos para manutenção e depreciação da estrutura. Neste período foram perdidos os abrigos e várias residências funcionais. A partir de 1980, foi iniciado um esforço para reerguer o parque, incluindo a publicação do Plano de Manejo, o decreto da definição do limite e compra de terras para regularização da situação fundiária. A década de 1990 foi um período de recuperação da estrutura física, com restauração dos prédios antigos, construção do Centro de Operações, Casa do Montanhista, transformação do Abrigo Paquequer na Pousada Refúgio do Parque, implantação do auditório “O Guarani” e do Centro de Visitantes. O início do século XXI é de desafios na área de conservação e manejo do parque. O PARNASO vem consolidando sua posição de referência nacional em gestão da pesquisa científica e inicia estudos para ampliação do parque e atualização do Plano de Manejo. A unidade está dividida em três regiões distintas; a sede principal em Teresópolis, a parte baixa em Guapimirim e na outra ponta a entrada via Petrópolis. A região abordada neste guia será a região de Guapimirim, que contém uma área de preservação com 14.340 ha, criada em 1984, sendo 9.457 ha terrestres, abrangendo parte dos municípios 8
  • 9. de Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo. Tem a finalidade de preservar os mangues e as águas do recôncavo da Baía de Guanabara, junto à foz dos rios que drenam do interior da região. Abriga a Baía do Rio Guapimirim, que corta aAPA, num percurso de 7Km, até chegar na Baía de Guanabara. É administrada pelo IBAMA e possui manguezal, campo inundável (brejo e várzeas) e diversos rios. 9
  • 10. CLIMACLIMACLIMACLIMACLIMA 10
  • 11. A região da Serra dos Órgãos está inserida no domínio morfo-climático Tropical Atlântico. O clima do Parque é tropical superúmido (com 80 a 90% de umidade relativa do ar), com média anual variando de 13º a 23º C (atingindo valores de 38ºC a 5ºC negativos nas partes mais altas) e variação pluviométrica de 1.700 a 3.600mm, com concentração de chuvas no verão (dezembro a março) e período de seca no inverno (junho a agosto). O Clima é do tipo tropical de altitude, com uma curta estação seca. A dinâmica das massas de ar na região se caracteriza pelo domínio da Massa Tropical Atlântica na maior parte do ano. Esta massa apresenta umidade e temperatura relativamente altas. Durante o ano ocorrem entradas da Massa Polar Antártica, de característica seca e fria. Quando da entrada desta massa, há um impacto com a Massa Polar Atlântica e a geração de grandes eventos de precipitação característicos do Estado do Rio de Janeiro e que geram muitos problemas de deslizamentos em Teresópolis e Petrópolis Outro fator a afetar a distribuição da precipitação é a altitude. Ao atingirem as áreas mais elevadas, as massas de ar úmidas encontram um ambiente mais frio, onde a umidade tende a se condensar e precipitar. Devido à proximidade com o mar, o maciço torna-se uma barreira para a entrada das massas de ar vindas do Atlântico. A umidade destas massas faz as vertentes deste maciço voltadas para o oceano, mais úmidas que aquelas voltadas para o continente. Isto ocorre porque as massas de ar tendem a perder umidade ao se encontrarem com o maciço, gerando chuvas orográficas, ventos úmidos ou névoa. Portanto, ao atingirem as vertentes opostas, as massas de ar vindas doAtlântico já perderam CLIMA 11
  • 12. boa parte de sua umidade, tornando estas vertentes, em geral, mais secas e mais suscetíveis à ocorrência de incêndios. 12
  • 13. FLORAFLORAFLORAFLORAFLORA 13
  • 14. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos situa-se no domínio da Mata Atlântica e, por este ter sido reconhecido como um dos biomas mais críticos para a conservação da biodiversidade global, o PARNASO foi declarado pela UNESCO Reserva da Biosfera, em 1991. A Serra dos Órgãos foi classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como de extrema relevância para a conservação da flora. Localizado na região fitoecológica fluminense classificada como Floresta Ombrófila Densa, o Parque é contemplado por um generoso regime de chuvas, em torno de 1.500mm anuais, um dos fatores decisivos para a perene exuberância de sua vegetação e para a riqueza das espécies que abrigam, muitas das quais exclusivas desse ecossistema. . As coberturas florestais variam de acordo com as cotas altimétricas: Até 500 metros - as encostas de baixa altitude são cobertas pela floresta pluvial submontanha, com a presença de árvores de até 30 metros de altura, ocorrendo espécies como a palmeira juçara, da qual é extraído o palmito, a pindobinha, a samambaiaçu, e outras, como o murici, o baguaçu, o jacatirão, a faveira e a embaúba. Entre 500 e 1.500 metros - nesta faixa latitudinal a vegetação é classificada como floresta montana. Esta é a formação que possui maior estratificação vegetal entre as diferentes fisionomias da mata atlântica. A estrutura dessa mata possui variações dependentes das condições específicas de cada área, mas em muitas formações as maiores árvores atingem até 40 metros, e o dossel superior FLORA 14
  • 15. (conjunto contínuo de copas de árvores) encontra-se entre 25 e 30 metros. 15 O estrato arbóreo é dominado por grandes árvores, como o jequitibá- rosa, o ouriceiro, a canela e a canela- santa, que tinge de amarelo a supremacia do verde. Os troncos e os galhos das árvores são cobertos de epífitas. O estrato herbáceo é povoado por begônias, orquídeas, bromélias e gramíneas. Acimade1.500metros- matas n e b u l a r e s , f r e q ü e n t e m e n t e encobertas por nuvens. Classificadas como floresta pluvial alto-montana. A formação florestal é dominante, de porte arbóreo com cerca de 5 a 10 metros. O sub-bosque desta mata é dominado por significativa diversidade de espécies arbustivas. As bordas de afloramentos são tomadas por pteridófitas e briófitas de diversas Foto: Orquidea Amarela Foto: Epfitismo espécies. É grande a concentração de epífitas, como bromélias e orquídeas. O número de espécies endêmicas nesta faixa altitudinal é bastante elevado. Acima de 2.000 metros- o Campo das Antas, a 2.134 metros de altitude, próximo à Pedra do Sino, ponto culminante do Parque, é um dos únicos exemplos fitogeográficos do Estado do Rio de
  • 16. Janeiro do subtipo Refúgio Ecológico Alto-Montana, também conhecido como Campo de Altitude, com um grupamento vegetal herbáceo-arbustivo aberto, que se desenvolve sobre os afloramentos rochosos. Por estar na parte mais alta (áreas de contribuição, de onde água e solo descem para outros locais, mas que nada recebem, a não ser da atmosfera), a vegetação possui aspecto seco, o solo é raso e a radiação solar é intensa. Estudos encontraram 347 espécies vegetais nesse ambiente, das quais 66 endêmicas desse ecossistema. São comuns as também formações ligeiramente mais fechadas, dominadas por espécies herbáceas rupícolas e adensamentos de pequenos arbustos lenhosos, e também vastas áreas recobertas por campos. Estas formações são dominadas por espécies das famílias das orquídeas e bromélias, além de gramíneas e ciperáceas. Ainda quanto à vegetação, o Campo deAltitude pode ser subdividido em região dos picos; região de vegetação graminosa; região de charcos; região de depressão; região de capões e região de rochas descobertas 16
  • 17. FAUNAFAUNAFAUNAFAUNAFAUNA 17
  • 18. Afauna do Parque Nacional da Serra dos Órgãos é bastante diversa e rica. Já foram registradas 462 espécies de aves, 83 de mamíferos e 101 de anfíbios, além de muitas espécies endêmicas e ameaçadas. O parque abriga cerca de 20% das espécies de vertebrados terrestres do país em apenas 0,001% do território brasileiro. Entre os mamíferos, como em toda a Mata Atlântica, predominam os de pequeno porte. Além da estrutura fechada da floresta favorecer animais pequenos, os grandes mamíferos sofreram historicamente forte pressão de caça e as áreas protegidas são insuficientes para animais que necessitam de grandes áreas para se alimentar e reproduzir, como a onça-pintada (Panthera onca). A proteção que os animais recebem no PARNASO, onde a pressão de caça é menor e a presença humana controlada, faz com que a área abrigue diversas espécies endêmicas e/ou ameaçadas, como o papagaio-do-peito-roxo e o macaco muriqui (saiba mais no o Programa Muriqui). A grande variação altitudinal em uma área relativamente pequena cria alta diversidade de ambientes e de fauna também. Entre os invertebrados a diversidade é altíssima e certamente existem muitas espécies ainda não descritas pela ciência protegidas no PARNASO. Um estudo com opiliões (animais queliceriformes semelhantes a aranhas), indicou a Serra dos Órgãos como área de maior diversidade para o grupo no Brasil. São pelo menos 120 espécies ameaçadas de extinção. Entre as aves, a jacutinga e o chanchão. Entre os primatas, o muriqui , o maior macaco das Américas, está na lista de espécies mais ameaçadas do Planeta. FAUNA 18
  • 19. Entre as muitas espécies que ocorrem no PARNASO podemos destacar: 19 Aves: são 462 espécies registradas, entre as quais se destacam os passeriformes- azulão, canário da terra, melro, pintassilgo, coleiro, trinca-ferro, pichochó, tiê- sangue, tizil, tico-tico, bem-te-vi, além de várias espécies de sabiás e sanhaços; outros - gavião-carijó periquitos, maitaca, macuco, juriti, jacuaçu, capoeira, araçari-banana, guaxo, anu, além de diversas espécies de tucanos, pica-paus, gaviões e andorinhas.Mamíferos: são Foto: Tiê-sangue 83 espécies, entre as quais destacam-se: primatas- macaco-da- meia-noite, sagüi, macaco-prego, barbado e muriqui; carnívoros- cachorro-do-mato, jaguarundi, mão-pelada, japurá, furão-grande, suçuarana, jaguatirica, gato-maracajá, quati, furão e irara,; roedores-rato bolinha, caxinguelê, cutia, paca; outros- gambá, cuíca, ouriço, preguiça, tamanduá-mirim, queixada, tatu e muitos outros. Répteis e Anfíbios: são 83 espécies de répteis e 101 espécies de anfíbios registradas, o que coloca o PARNASO como uma das áreas de maior diversidade no mundo para este grupo. Entre elas destacam-se o sapo-pulga (menor anfíbio do mundo), sapo-intanha, perereca-masurpial, perereca-verde, sapo-martelo, pererequinha, teiú, cobra- cipó, jararacussu, jararaca, coral- verdadeira, coral-falsa, cobra-do-lodo, cobra-verde, cágados, e jabutis. Foto: Cobra coral-falsa
  • 20. HIDROGRAFIAHIDROGRAFIAHIDROGRAFIAHIDROGRAFIAHIDROGRAFIA 20
  • 21. O PARNASO protege mananciais que drenam para as duas principais bacias hidrográficas fluminenses, a do Paraíba do Sul e a da Baía de Guanabara. Do alto da Serra dos Órgãos atravessam todo o território do Parque córregos, riachos e rios, que cumprem importante papel no abastecimento de água e na vida econômica, além de compor o cenário natural e preservar os ecossistemas da região. Os rios Soberbo, Bananal, Sossego, Inhomirim, Magé, Santo Aleixo, Iconha e Corujas, deságuam na Baía de Guanabara. Os rios que nascem no PARNASO e deságuam na Guanabara são os últimos que apresentam condições aceitáveis de conservação, passando pelos manguezais preservados pela APA Guapimirim. Todos os rios da vertente continental do PARNASO são contribuintes da Bacia do Rio Paraíba do Sul. O Paquequer, que inspirou José de Alencar em "O Guarani", e seu afluente Beija-Flor fornecem água para a cidade de Teresópolis e deságuam no Rio Preto, afluente do Piabanha. Os rios do Jacó, Bonfim e Caxambu (Grande e Pequeno) nascem no parque e banham o município de Petrópolis, também desaguando no Piabanha. Parte da água de Petrópolis é captada na Caxambú e no Bonfim. O Paquequer nasce no Rancho Frio, no sopé do Nariz do Frade, e o Beija-Flor, na falda do Papudo, descendo pela vertente voltada para o norte e, após cursos de 5 km, se unem. O Rio Iconha nasce na Pedra do Sino, enquanto os rios Soberbo e Corujas têm cabeceiras na Serra dasAndorinhas, acima da MataAzul. O Parque tem ainda cachoeiras famosas, como as duas Véu de Noiva, sendo a de Petrópolis a mais famosa, com 42 metros de queda. A outra queda, de mesmo nome, está situada na Sede Teresópolis, na trilha da Pedra do Sino. Durante o verão chuvoso, o volume dos rios aumenta rapidamente, produzindo o fenômeno chamado de "cabeça- HIDROGRAFIA 21
  • 22. d'água" ou "tromba-d'água", principalmente no Rio Soberbo. Isto ocorre em função das nuvens baixas, carregadas de chuva, que se chocam com os cumes da serra e se precipitam. Em razão do acentuado desnível das encostas, a água desce em grande velocidade, atingindo o pé da serra, provocando acidentes e mortes, algumas vezes. 22
  • 23. ATRATIVOSATRATIVOSATRATIVOSATRATIVOSATRATIVOS 23
  • 24. O grande atrativo da Sede Guapimirim do PARNASO é o rio Soberbo, com suas inúmeras cachoeiras e poços aprazíveis. Além das belezas cênicas e da natureza exuberante da Mata Atlântica, com visão privilegiada do Morro do Escalavrado, a Sede Guapimirim oferece ao visitante muitas opções de passeios em trilhas, além de infra-estrutura de estacionamento, camping, áreas para piquenique, sanitários e telefone público. Outro destaque da Sede Guapimirim são os prédios e ruínas históricas. ATRATIVOS 24 O Centro de Visitantes von Martius da Sede Guapimirim está instalado em casarão do século X I X , r e s t a u r a d o p a r a a p r e s e r v a ç ã o d e s u a s características originais. O casarão pertenceu à antiga Fazenda Barreira do Soberbo, sendo seu proprietário durante o Império o médico Henrique José Dias, que seFoto: Centro de Visitantes Museu von Martius dedicou ao plantio das árvores quineiras.O histórico casarão abriga exposição permanente com fotos e informações sobre o parque, uma maquete de toda a área do PARNASO, além de interessante coleção de exemplares das obras do botânico Von Martius, material especializado sobre meio ambiente, videoteca e um auditório para realização de cursos, palestras e seminários, equipado com TV e vídeo e com capacidade para 40 pessoas.
  • 25. Datada de 1713, esta histórica construção está situada em uma pequena ilha fluvial entre dois braços do rio Soberbo. Construída em estilo barroco, o prédio é tombado pelo INEPAC e é um importante remanescente histórico do período de ocupação colonial do recôncavo da Guanabara.A capela é aberta quinzenalmente para a realização 25 Junto à histórica capela é possível desfrutar de um bom banho neste poço com cachoeira forte de missas e visitas (segundo e quarto sábados do mês). Poço da Capela Capela de Nsa. Sra. da Conceição do Soberbo Poço do Sossego Mais um recanto aprazível com um belo poço e cachoeira. O poço é sombreado por árvores repletas de bromélias e orquídeas. O acesso mais resguardado justifica o nome deste poço que recebe sol poucas horas por dia.
  • 26. Junto às ruínas dos pilares de uma antiga ponte da estrada real encontra-se um agradável poço de águas quase sempre calmas de fácil acesso. É possível parar veículos a cerca de 20 m do rio. 26 Principal atrativo natural da Sede Guapimirim, o Poço Verde é um conjunto de cachoeiras, corredeiras, poços artificiais e naturais do Rio Soberbo. Ótimo local para banho, localizado a 20 minutos de caminhada do Centro de Visitantes. Poço Verde Poço da Ponte Velha Poço da Preguiça Mais um recanto aprazível com um belo poço e cachoeira. O poço é sombreado por árvores repletas de bromélias e orquídeas. O acesso mais resguardado justifica o nome deste poço que recebe sol poucas horas por dia.
  • 27. Em parceria com o Museu Nacional do Rio de Janeiro e a Prefeitura Municipal de Guapimirim, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos está desenvolvendo na sua Sede Guapimirim, o Projeto "As Ruínas da Sede Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos: Memória Cultural e Histórica do Rio de Janeiro”, onde se acredita tenha existido um sistema de produção econômica (plantio, colheita e processamento) da Quina calysaia, usada para combater a malária. A Fazenda Barreira do Soberbo, onde hoje funciona o Centro de Visitantes da Sede, pertenceu a Henrique Dias, e recebeu apoio financeiro do Império, em 1844, para o cultivo da quina, de onde é extraído o quinino, utilizado para combater a malária. Em 1876, o Imperador D. Pedro II veio pessoalmente avaliar a produção, que abastecia o Exército Brasileiro, durante a Guerra do Paraguai. Em 1880, registravam- se 12.000 pés de quina e 10.000 mudas em viveiros. Já foi descoberto um muro que parece ter pertencido à estrutura de contenção ou de secagem da quina ou ainda ao reservatório de água. Os estudos indicam que a tecnologia de construção deve ser da mesma época das construções da Floresta da Tijuca. Uma das canaletas de pedra pesquisadas teria como funções coletar e canalizar águas da parte mais alta da propriedade até a área onde a quina era moída para extração do seu princípio ativo. 27 Ruínas Arqueológicas Foto:Ruínas arqueológicas
  • 28. AÇÃO EDUCATIVA AÇÃO EDUCATIVA AÇÃO EDUCATIVA AÇÃO EDUCATIVA AÇÃO EDUCATIVA 28
  • 29. A Educação Ambiental desenvolvida pelo PARNASO tem como preceitos a participação cidadã na gestão do meio ambiente, entendido como bem de uso comum dos brasileiros, essencial à sadia qualidade de vida da população. O Parque não tem apenas como intuito transmitir informações sobre o meio ambiente, mas sim promover uma educação ambiental que problematize os conflitos, problemas e potencialidades ambientais no contexto de cada comunidade, contribuindo para a construção coletiva de uma percepção crítica e ação transformadora da realidade de degradação ambiental e injustiça socioambiental que hoje se observa. As diversas ações desenvolvidas pelo Setor de Educação Ambiental do PARNASO estão organizadas em dois projetos: o Projeto Cenário Verde, voltado para a educação ambiental formal e para os visitantes, que envolve visitas escolares, produção de material didático e informativo e capacitação de professores; e o Projeto Boa Vizinhança, voltado para educação ambiental não formal, que envolve capacitação para a gestão ambiental, fortalecimento do Conselho Consultivo do PARNASO, eventos educativos nas comunidades do entorno e para a população em geral (incluindo prevenção e combate a incêndios florestais e campanhas contra o tráfico de animais silvestres). O Projeto Cenário Verde possui três linhas de ação: 1ªLinhadeAção: Produçãodematerialeducativo Esta linha foi originalmente desenvolvida pela equipe do PARNASO em parceria com o CECIP, tendo como objetivos principais resgatar, por meio das imagens e da linguagem de 29 AÇÃO EDUCATIVA ProjetoCenárioVerde
  • 30. animação do vídeo, algumas vivências possíveis em trilhas do Parque Nacional; oferecer ao professor apoio metodológico que possa orientá-lo sobre o trabalho a ser feito a partir de uma incursão desse tipo; e propor a solução de questões postas na relação homem-natureza, por meio de jogos e brincadeiras. O material produzido resultou de uma oficina participativa realizada em 2001 com a presença de representantes de segmentos da sociedade de Teresópolis e Guapimirim. A partir desse trabalho, foram produzidos dois vídeos, com as respectivas cartilhas e manuais de apoio: “Aventura na Mata”, para alunos de 1º ao 5º ano (dois vídeos, publicação em estilo de almanaque para os alunos, encartados com o mapa da trilha; publicação orientadora do trabalho pedagógico do professor e jogo educativo) e “Os Rios Nascem no Céu”, para estudantes de 6º ao 9º ano. 2ª Linha de Ação: Capacitação de professores das escolas do entorno O envolvimento dos professores das escolas do entorno do PARNASO é uma estratégia fundamental para reduzir a pressão destas comunidades sobre o Parque e conquistar aliados para a conservação de um patrimônio natural que é de todos. Neste sentido, a 2ª Linha deAção do Projeto Cenário Verde inclui quatro cursos de capacitação para as escolas localizadas no entorno do PARNASO. Os cursos são desenvolvidos em parceria com a ONG Conhecer para Conservar e contam com financiamento do Ministério do Meio Ambiente, através do programa PDA Mata Atlântica no âmbito do projeto “Centro de referência em Biodiversidade da Serra dos Órgãos: uma aliança entre educação, turismo e conservação”. 3ª Linha de Ação: Trilhas interpretativas e folhetos informativos Esta linha é voltada para a sensibilização dos visitantes que procuram o PARNASO como alternativa de lazer, ecoturismo e 30
  • 31. contato com a natureza. Cinco trilhas da Sede Teresópolis e quatro da Sede Guapimirim têm placas com informações gerais sobre extensão e nível de dificuldade e cada placa trabalha um tema ambiental relacionado às características locais de forma suave e em linguagem acessível: relação cidade-floresta, matas ciliares, sucessão ecológica, entre outros temas. 31 P a r a a T r a v e s s i a Petrópolis-Teresópolis foi preparado um folheto com orientações sobre conduta consciente em ambientes naturais e informações sobre áreas de camping e fontes de água, além de conceitos ecológicos. Foto: Informativo da Trilha Poço Verde O projeto foi desenvolvido por consultores e pela equipe do parque e financiado através da conversão de multas ambientais. O PARNASO conta ainda com o folheto do Guia Phillips, produzido pela editora Horizonte Geográfico, que traz informações gerais para o visitante. Outros materiais informativos deverão ser desenvolvidos em língua inglesa e envolvendo outros conteúdos. OrientaçõesparaVisitasEscolares O PARNASO, dentro do Projeto Cenário Verde, recebe visitas de escolas interessadas em aprofundar os conteúdos trabalhados em sala de aula através de experiências práticas no campo. As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, nas sedes Teresópolis, Guapimirim ou Petrópolis (Bonfim). Pretendemos que a visita escolar ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos não seja meramente um passeio ao ar livre, mas a oportunidade da experiência e observação direta de um meio ambiente sadio e equilibrado que estimule a compreensão dos problemas ambientais do país e da comunidade em que se insere
  • 32. a escola, bem como o papel de todos os cidadãos de participação ativa na política nacional de preservação ambiental. Para atingir esses resultados, leia as orientações para as escolas que planejamvisitaroParque. Na sede Guapimirim, o grupo pode conhecer o Museu Von Martius e as trilhas e poços do Parque, além de assistir a vídeos educativos. 32 O Parque Nacional da Serra dos Órgãos protege áreas de 4 municípios: Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, com população total de cerca de 700 mil habitantes.Apressão que esta população exerce sobre o PARNASO e seus recursos naturais em geral é muito grande, tanto nas áreas urbanas quanto nas regiões rurais. Visando reduzir essa pressão, que chamamos de “pressão antrópica”, desenvolvemos o projeto Boa Vizinhança, que busca criar espaços de interlocução com as comunidades do entorno do Parque de forma a resolver conflitos, construir acordos e desenvolver potencialidades ambientais da região. O Projeto Boa Vizinhança reúne todas as ações de educação ambiental não formal do PARNASO e tem como objetivo geral estreitar as relações das comunidades vizinhas com o Parque, através de ações de educação ambiental que contribuam para o desenvolvimento de uma percepção crítica sobre os problemas ambientais presentes em cada comunidade, a construção de valores voltados para a preservação do meio ambiente e a participação ativa na busca da melhoria da qualidade de vida destes grupos. 1ª Linha de Ação: Estruturação do Conselho Consultivo A primeira ação do projeto BOA VIZINHANÇA foi a ampla mobilização das comunidades do entorno do PARNASO visando à reestruturação e fortalecimento do Conselho Consultivo do ProjetoCenárioVerde
  • 33. PARNASO, dentro de um processo participativo. Este processo teve início em dezembro de 2004 e foi concluído em junho de 2005, quando o CONPARNASO (Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra dos Órgãos), já reestruturado, definiu seu Regimento Interno e Plano deAção. O conselho Consultivo do PARNASO é o órgão que garante a efetiva participação da comunidade na gestão da Unidade de Conservação, sendo o espaço adequado para discussão e negociação de conflitos de interesse entre os diversos setores relacionados ao Parque. Atualmente, o CONPARNASO está fortalecido e atuante, reunindo-se periodicamente e contribuindo para a gestão do Parque. As reuniões do conselho são públicas, mas somente os conselheiros possuem direito a voto. Caso você deseje participar mais ativamente das atividades do conselho, procure uma instituição conselheira que possa representar seus interesses e converse com eles diretamente. 2 ª L i n h a d e A ç ã o : D i a g n ó s t i c o s o c i o a m b i e n t a l A segunda ação do projeto BOA VIZINHANÇA consistiu na realização de um diagnóstico socioambiental das comunidades do entorno do PARNASO, visando à elaboração de um banco de dados de informações socioambientais que venha a subsidiar as ações de gestão do Parque, sejam ações do IBAMA ou do próprio CONPARNASO. O diagnóstico socioambiental foi realizado utilizando-se a metodologia DARP (diagnóstico ambiental rápido participativo) durante o processo de mobilização das comunidades do entorno do Parque para a reestruturação de seu conselho consultivo. 3ª Linha deAção – Eventos educativos "Natureza em Festa" O projeto BOA VIZINHANÇA iniciou em 2006 sua terceira linha de ação: a realização de eventos de educação ambiental nas comunidades do entorno do Parque. Com o apoio do Centro de Referência em Biodiversidade da Serra 33
  • 34. dos Órgãos, projeto realizado pela ONG Conhecer para Conservar com financiamento do PDA/MMA, os eventos “Natureza em Festa” estão sendo planejados e organizados em conjunto com as lideranças de cada comunidade, e tem como objetivo promover o debate sobre os problemas ambientais desses locais, sensibilizando seus moradores para a qualidade ambiental da região. 34
  • 35. Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA 35
  • 36. A visita a sede Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no município de Guapimirim, funciona de 3ª feira a domingo das 8:00h às 17:00h. Para agendar visitas escolares é necessário enviar ofício da escola ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos, indicando a data, horário e sede da visita, o número de alunos, série e faixa etária, o nome do professor responsável e o objetivo pedagógico da visita. É também importante indicar um número de telefone para retorno. Os ofícios de agendamento de visitas escolares deverão ser enviados para o fax (21) 2152-1103. 36 Conhecendo a Instituição: PREPARANDO A VISITA Antes de visitar, é importante conhecer as Regras de Uso Público do PARNASO, bem como algumas normas de conduta consciente em áreas protegidas (segue nos anexos). Também sugerimos que o professor aborde com os alunos temas relacionados à Ecologia, como a sucessão ecológica, diversidade ecológica, ações humanas que influenciam o meio (já que a trilha localiza-se próximo a BR 116, que corta a reserva) e as conseqüências deste impacto, entre outros que podem ser observados e analisados no Foto: Trilha Poço Verde caminho. O local dispõe de um amplo estacionamento, possuindo vaga inclusive para ônibus. São encontrados banheiros que podem ser usados por visitantes. Não existe dentro do parque ou na região, locais para comprar ou realizar lanches, sendo assim
  • 37. recomendado que cada aluno leve ao local alimentos e bebidas.Para a caminhada na trilha, uma roupa confortável e tênis são indicados, além de protetor solar e repelente. Já a roupa de banho é optativa, já que o final da caminhada é marcado pelo encontro do Poço Verde. A caminhada em direção ao Poço Verde é recomendada para alunos que não precisam ser vigiados a todo tempo, devido a existência de partes escorregadias e de difícil acesso, como pedras e descidas bruscas. A trilha possui 520 metros de comprimento e o tempo médio de ida e volta é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos. 37 Foto: Vista da Trilha Poço Verde
  • 38. Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA 38
  • 39. Na entrada do parque, é possível visitar uma sub-sede que é o antigo casarão da fazenda que outrora existia em suas redondezas. No início da trilha deve-se lembrar dos materiais que serão necessários para o desenvolvimento da visita, como sacos pra recolhimento de lixo encontrado na trilha, máquina fotográfica, prancheta e lápis. O professor poderá esquematizar e entregar um roteiro para serem observados e anotados pelos alunos os fatos que serão destacados e discutidos ao longo da caminhada. 39 Conhecendo a Instituição: REALIZANDO A VISITA Esse material ajudará o aluno no desenvolvimento e na conclusão do relatório final que deverá ser entregue em sala. Na trilha, o professor p o d e r á t r a t a r d e t e m a s importantes da Ecologia e da Biodiversidade, como: diversidade de espécies, ecossistemas, biomas (falando da riqueza da Mata Atlântica), sistema deFoto: Placa de alerta presente na trilha ciclagem de matérias (como a decomposição vista na serrapilheira), ciclos biogeoquímicos, relações ecológicas (como epifitismo de bromélias nas árvores), interferência humana (como percepção da poluição sonora), lixo na trilha, processos erosivos intensificados, a necessidade e a importância da manutenção das Unidades de Conservação, dentre muitos outros. Não se pode esquecer de contemplar a beleza cênica do local, aproveitando do maravilhoso refugio tranqüilo. Chegando ao Poço Verde a turma poderá parar para lanchar e antes do regresso tomar um banho merecido na cachoeira, ressaltando o cuidado que se deve ter com as trombas d'água em determinadas épocas do ano, que vitimam algumas pessoas.
  • 40. Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA 40
  • 41. No regresso da visita, o professor poderá trabalhar em sala com discussões e debates entre os alunos. Estes destacarão os pontos considerados mais importantes. Uso de revistas e artigos que evidenciem a importância das unidades de conservação e da biodiversidade são exemplos de materiais que poderão ser utilizados para este fim. A turma poderá ser dividida em grupos, que trabalharão as questões que foram discutidas e analisadas, mais os fatos observados na visita ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos para a execução de um relatório que será apresentado a turma e o professor. 41 Conhecendo a Instituição: RETORNANDO DA VISITA Foto: Poço Verde
  • 42. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 42
  • 43. Parque Nacional Serra dos Órgãos. Ministério do Meio Ambiente - Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade. Disponível em: < http://www.icmbio.gov.br/parnaso/ > Acesso em: 10 de julho de 2009 às 13h15min. ISSA, E. Parque Nacional Serra dos Órgãos – RJ. Expedição Parques Nacionais do Brasil. Disponível em: <http://expedicaoparquesnacionais.com.br/brasil/diario-de- bordo/parque-nacional-da-serra-dos-orgaos-rj/> Acesso em: 10 de julho de 2009 às 13h30min. 43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 44. ANEXOANEXOANEXOANEXOANEXO 44
  • 45. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, que tem como principal objetivo preservar a biodiversidade, a paisagem excepcional e os ecossistemas presentes neste trecho da Mata Atlântica na Serra do Mar, possibilitando atividades de recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é dividido em zonas com diferentes restrições de uso: as zonas de uso intensivo são as que têm menos restrições a atividades de visitação; as zonas de uso extensivo e zonas primitivas têm regras específicas de uso e capacidade máxima de visitantes estabelecida; e as zonas intangíveis, que não permitem acesso aos visitantes e são voltadas exclusivamente para preservação da biodiversidade. Todas as áreas do Parque oferecem riscos aos visitantes. Pedras escorregadias, animais peçonhentos, “cabeças d´água”, choque térmico, afogamento, entre outros, são possíveis acidentes para os quais os visitantes devem estar sempre atentos. Os visitantes são responsáveis pela própria segurança, devendo observar e respeitar os avisos, orientações e normas apresentados neste documento. As Zonas de Uso Intensivo do PARNASO incluem: Sede Teresópolis – toda a área entre a portaria e a Barragem do Beija- flor, incluindo a piscina, os bosques Santa Helena e da Colina, o Centro de Visitantes, a Estrada da Barragem, o camping, e as trilhas da Primavera e Suspensa. Sede Guapimirim – toda a área entre a portaria e a Capela, incluindo a estrada, o Centro de Visitantes, as áreas de camping, quiosque, trilhas e cachoeiras sinalizadas. Sede Petrópolis – todo o trecho entre a portaria e o Poço do Paraíso. 45 ANEXO REGRAS DE USO PÚBLICO NO PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS
  • 46. As Zonas de Uso Extensivo incluem: Todo o percurso da travessia, incluindo as trilhas que dão acesso à Pedra do Sino e à Pedra doAçu; e as trilhas Mozart Catão e Cartão Postal, na SedeTeresópolis. As Zonas Primitivas incluem: Trilhas de acesso ao Dedo de Deus, Dedo de Nossa Senhora, Escalavrado, Cavalo Branco, em Guapimirim; trilhas de acesso aos Portais de Hercules, Eco e Solidão, Cubaio, Mamute, Complexo Bandeira-Falso Açu, Pedras Soltas, Glória e Alicate, com acesso pela trilha da Travessia; trilhas de acesso às vias de escalada Italianos e Coruja. O Parque está aberto à visitação todos os dias da semana. O horário de entrada é de 8h às 17h, devendo ser observados os seguintes horários especiais: É permitida a entrada de 6h às 8h e de 17h às 22h para acesso às trilhas de montanha e áreas de camping, mediante a aquisição antecipada de ingresso. Os visitantes hospedados nas áreas de camping ou na pousada podem entrar no Parque até meia noite, apresentando o recibo de hospedagem na portaria, salvo em situações excepcionais previamente autorizadas pela administração. Durante o horário de verão o Parque Nacional da Serra dos Órgãos terá o seu horário de saída de visitantes estendido até as 18:00 h, podendo ser estabelecido outro horário a critério da administração da UC. Para o abastecimento dos serviços prestados pelos concessionários da UC, os veículos entrarão pelo Portão Japuíba, em horário diferenciado da visitação, a ser definido nos contratos de concessão. O ingresso adquirido em uma das sedes dará direito a acesso às outras sedes no mesmo dia. Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ 46 NORMAS DE USO PÚBLICO NAS ÁREAS DE VISITAÇÃO
  • 47. Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Os visitantes hospedados nas áreas de camping ou na pousada que desejarem visitar as trilhas de montanha deverão seguir todos os procedimentos normais, efetuando pagamento de taxas e, quando couber, preenchendo termo de responsabilidade. É proibido fazer marcações ou pichações em pedras, árvores ou qualquer outra estrutura do Parque, exceto quando necessário para realização de pesquisa e com autorização prévia da administração da unidade. É proibido andar fora das trilhas, abrir e utilizar atalhos. Não será permitida a circulação de bicicletas nas trilhas. Não é permitido alimentar os animais silvestres. Não é permitido usar aparelhos de som no interior do Parque ou produzir sons e estampidos que incomodem os outros visitantes e alterem os hábitos dos animais silvestres. Nas áreas de camping e alojamento, entre 22h e 8h deve ser observado o horário de silêncio. Não é permitido o uso de produtos de higiene (sabonete, xampu, detergente etc.), bronzeadores ou o consumo de comidas e bebidas dentro da piscina natural, rios ou poços de banho. Na ausência de guarda-vidas não é permitido nadar na parte funda, demarcada pela raia de segurança da piscina natural, localizada na SedeTeresópolis. Todo o lixo produzido deve ser colocado nas latas de lixo disponíveis na área de uso público ou recolhido em sacos plásticos e trazido de volta das trilhas. Não é permitido fazer churrasco na área do PARNASO. A velocidade máxima nas vias internas é 30 km/h. São proibidas a caça, a pesca, a coleta e a apanha de espécimes da fauna e da flora, em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas que objetivem o manejo de espécies exóticas após avaliação e aquelas com finalidades científicas devidamente autorizadas. É proibido introduzir (soltar ou plantar) qualquer espécie de animal ou vegetal no Parque. Não é permitida a entrada e permanência de animais domésticos 47
  • 48. ou exóticos (cães, gatos etc.), exceto nos casos previstos na Lei Federal Nº. 11.126, de 27 de junho de 2005 (cães-guia). Manifestações religiosas praticadas dentro dos limites do Parque não podem fazer uso de fogo ou deixar qualquer resíduo, sendo proibido o uso de qualquer aparelho sonoro. O consumo de bebida alcoólica e de quaisquer outras substâncias consideradas entorpecentes no interior do Parque é proibido. É proibido entrar no Parque portando armas, facões, tinta spray, aparelho de som ou outros objetos incompatíveis com a conduta consciente em unidades de conservação, salvo quando autorizados previamente pela administração da unidade. Os fiscais e vigilantes poderão solicitar a abertura de bolsas e mochilas e impedir a entrada de tais objetos. Ÿ Ÿ Ÿ 48