Teoria evolucionaria

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  • 1. TEORIA EVOLUCIONÁRIA TEORIA NEO-SCHUMPETERIANA
  • 2.  
  • 3. MODELO HOMEM ECONOMISTA HERBERT SIMON A ORGANIZAÇÃO É UM SISTEMA DE DECISÕES. TODAS AS PESSOAS, EM TODOS OS NÍVEIS ORGANIZACIONAIS ESTÃO CONTINUAMENTE TOMANDO DECISÕES RELACIONADAS OU NÃO COM O SEU TRABALHO. TODA DECISÃO ENVOLVE SEIS ELEMENTOS: TOMADOR DE DECISÃO, OBJETIVOS, PREFERÊNCIAS (CRITÉRIOS), ESTRATÉGIA (CURSO DE AÇÃO), SITUAÇÃO (ASPECTOS DO AMBIENTE), RESULTADO.
  • 4. A INFORMAÇÃO DO DECISOR SOBRE SEU AMBIENTE É MUITO MENOR QUE UMA APROXIMAÇÃO DO MEIO REAL (SIMON, 1959, P. 272). O MUNDO PERCEBIDO É MUITO DIFERENTE DO MUNDO “REAL” E ESTA DIFERENÇA ENVOLVE OMISSÕES E DISTORÇÕES E TEM ORIGEM NA PERCEPÇÃO E NA “INFERÊNCIA”.
  • 5. SIMON SUGERE UM CONCEITO AMPLO DE RACIONALIDADE LIMITADA QUE ABRANGE: (I) A BUSCA DE SOLUÇÕES SATISFATÓRIAS AO INVÉS DE OTIMIZADORAS; (II) A SUBSTITUIÇÃO DE OBJETIVOS ABSTRATOS E GLOBAIS POR SUB OBJETIVOS TANGÍVEIS, CUJO CONSEGUIMENTO PODE SER OBSERVADO E MENSURADO E (III) A DIVISÃO DA TAREFA DO PROCESSO DECISÓRIO ENTRE MUITOS ESPECIALISTAS, COORDENANDO SEU TRABALHO ATRAVÉS DE UMA ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES DE AUTORIDADE.
  • 6.  
  • 7. O PRIMEIRO FUNDAMENTO EVOLUCIONISTA É VER O Comportamento individual Como um guia adequado para entender o Comportamento das organizações. As ações individuais Têm conseqüências Sobre as organizações
  • 8. PARA SCHUMPETER, O ESTUDO DA ECONOMIA PASSAVA NECESSARIAMENTE PELO ESTUDO DAS MUDANÇAS. PARA ELE, SISTEMAS ECONÔMICOS NUNCA ATINGEM O EQUILÍBRIO.
  • 9.  
  • 10. SCHUMPETER DESTACA RELAÇÃO ENTRE A INOVAÇÃO, A CRIAÇÃO DE NOVOS MERCADOS E A AÇÃO DE EMPREENDEDOR. “ É, CONTUDO, O PRODUTOR QUE, VIA DE REGRA, INICIA A MUDANÇA ECONÔMICA, E OS CONSUMIDORES, SE NECESSÁRIO, SÃO POR ELE ‘EDUCADOS’; ENSINADOS A DESEJAR NOVAS COISAS, OU COISAS QUE DIFEREM DE ALGUMA FORMA DAQUELAS QUE TÊM O HÁBITO DE CONSUMIR”.
  • 11. DAÍ A PRESCREVER A “DESTRUIÇÃO CRIADORA”, OU SEJA, A SUBSTITUIÇÃO DE ANTIGOS PRODUTOS E HÁBITOS DE CONSUMIR POR NOVOS, FOI UM PASSO QUE SCHUMPETER RAPIDAMENTE DEU AO DESCREVER O PROCESSO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.
  • 12. À MEDIDA QUE AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS OU AS MODIFICAÇÕES INTRODUZIDAS NOS PRODUTOS ANTIGOS SÃO ABSORVIDAS PELO MERCADO E SEU CONSUMO SE GENERALIZA, A TAXA DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA DIMINUI E TEM INÍCIO UM PROCESSO RECESSIVO COM A REDUÇÃO DOS INVESTIMENTOS E A BAIXA DA OFERTA DE EMPREGO. A ALTERNÂNCIA ENTRE PROSPERIDADE E RECESSÃO, ISTO É, A DESCONTINUIDADE NO AUMENTO DE PRODUÇÃO, É VISTA POR SCHUMPETER, DENTRO DO CONTEXTO DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, COMO UM OBSTÁCULO PERIÓDICO E TRANSITÓRIO NO CURSO NORMAL DE EXPANSÃO DA RENDA NACIONAL, DA RENDA PER CAPITA E DO CONSUMO.
  • 13. A GRANDE CONTRIBUIÇÃO DE SCHUMPETER FOI ESTABELECER A CORRELAÇÃO ENTRE: NÍVEL DE INVESTIMENTO INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS TRANSFORMADAS EM PRODUTOS PARA O MERCADO INCORPORAÇÃO DA NOVIDADE AOS HÁBITOS DE CONSUMO DA POPULAÇÃO.
  • 14. O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA ECONOMIA: CONFLITO ENTRE OS RECURSOS LIMITADOS NECESSIDADES ILIMITÁVEIS = ESCASSEZ DOS RECURSOS DE PRODUÇÃO. ESTUDO DA INOVAÇÃO, DA CONCORRÊNCIA A PARTIR DA GERAÇÃO E DIFUSÃO DE INOVAÇÕES, E DA CONSEQÜENTE TRANSFORMAÇÃO DAS FIRMAS E ESTRUTURAS DE MERCADO.
  • 15.
    • INOVAÇÃO É BALIZADA POR DOIS ELEMENTOS-CHAVE:
    • A NECESSIDADE DE CONSIDERAR O PROCESSO DE GERAÇÃO E DIFUSÃO DE INOVAÇÕES COMO UM PROCESSO ESTOCÁVEL, NO QUAL AGENTES HETEROGÊNEOS TOMAM DECISÕES NUM AMBIENTE DE INCERTEZA;
    • II) A NECESSIDADE DE CONSIDERAR O PROCESSO COMPETITIVO COMO CARACTERIZADO PELO DESEQUILÍBRIO E POR UMA CONSIDERÁVEL COMPLEXIDADE E DIVERSIDADE INSTITUCIONAL.
  • 16.  
  • 17.  
  • 18. P raxeology (ciência da ação humana) de Mises postula que a ação individual propositada funciona como um pré-requisito para se explicar todo o comportamento, incluindo-se, o comportamento econômico. external internal practice present praxeology
  • 19. OS ECONOMISTAS NEOSCHUMPETERIANOS, TAMBÉM DENOMINADOS EVOLUCIONÁRIOS, ESTUDAM O PROCESSO DE MUDANÇA TECNOLÓGICA IMPULSIONADO PELAS ROTINAS DE INOVAÇÃO INTERNALIZADAS PELAS FIRMAS, JUSTAMENTE PARA COMPREENDER A RAIZ DO CRESCIMENTO ECONÔMICO NOS PAÍSES CAPITALISTAS.
  • 20.
    • EXISTEM CINCO CATEGORÍAS PARA CLASSIFICAR A INOVACÃO:
    • A FABRICAÇÃO DE UM NOVO BEM;
    • 2) A IMPLANTACÃO DE UMA FORMA DE PRODUÇÃO ORIGINAL;
    • 3) NOVOS ENFOQUES PARA A PRODUÇÃO;
    • 4) A INCORPORACÃO DE NOVAS FONTES DE MATERIAS PRIMAS;
    • 5) A TRANSFORMACÃO DAS CONDIÇÕES DE MERCADO.
  • 21.
    • EVOLUCIONÁRIO
      • VEM DA BIOLOGIA NO SENTIDO DE QUE HOUVE UM BIG BANG – EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES.
      • NA BIOLOGIA O AMBIENTE NATURAL É IMPORTANTE PARA A SOBREVIVÊNCIA DAS ESPÉCIES.
      • AQUI O AMBIENTE DE MERCADO OFERECE UMA DEFINIÇÃO DE SUCESSO PARA AS FIRMAS E TAMBÉM DEPENDE DA HABILIDADE DELAS DE SOBREVIVER E CRESCER.
  • 22.
      • AS FIRMAS INDIVIDUAIS MANTÊM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE EXISTÊNCIA, MAS A SUA FORMA DE SOBREVIVÊNCIA PODE MUDAR O QUE, NO CONJUNTO, PODE IMPLICAR MUDANÇA NO AGREGADO DA ECONOMIA.
  • 23.
      • A REALIDADE DAS FIRMAS NÃO É VISTA COMO DECORRENTE DE SOLUÇÕES ENCONTRADAS NUM MOMENTO DADO DE FORMA ESTÁTICA E SIM DE FORMA DINÂMICA A PARTIR DAS SUAS CONDIÇÕES PASSADAS.
  • 24.
    • OS MODELOS EVOLUCIONARIOS
    • HÁ TOTAL REJEIÇÃO DO COMPORTAMENTO MAXIMIZADOR.
      • O PRODUTOR NÃO AGE DE FORMA RACIONAL COM TODOS OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PREVIAMENTE ADQUIRIDOS DO QUE DEVE FAZER NA FIRMA.
    • NA VERDADE O COMPORTAMENTO DA FIRMA É DADO POR UMA ROTINA .
  • 25.
    • ROTINA
      • SÃO ROTINAS TÉCNICAS DE COMO FAZER TODAS AS COISAS CORRENTES DA PRODUÇÃO, CONTRATAÇÃO, VENDAS, P&D, PUBLICIDADE, ESTRATÉGIAS, ETC.
      • ISSO TEM RELAÇÃO COM O GENE NA MEDIDA EM QUE A FIRMA SE COMPORTA HOJE EM FUNÇÃO DAS SUAS DECISÕES OU MODOS DE FAZER DO PASSADO.
  • 26.
    • MAS NEM TODOS OS COMPORTAMENTOS SÃO ROTINEIROS.
      • NÃO SIGNIFICA QUE SEMPRE SE FAÇA A MESMA COISA, MAS, SIM QUE HÁ FIRMAS TÊM UM MECANISMO DE TOMADA DE DECISÃO COM BASE NO MOMENTO E/OU AMBIENTE ATUAL.
    • TRATA-SE DO QUE É CONHECIDO COMO REGULAR E PREVISÍVEL SOBRE O COMPORTAMENTO EMPRESARIAL.
  • 27. AO MESMO TEMPO, NÃO SIGNIFICA QUE A FIRMA SEJA TOTALMENTE PREVISÍVEL E SIM QUE HÁ ELEMENTOS ESTOCÁSTICOS QUE SÃO DIFÍCEIS DE SEREM PREVISTOS.
  • 28.
    • TRÊS CLASSES DE ROTINAS
    • CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS QUE SE REFERE AO CONJUNTO DE ATIVOS (FABRICAS ESTOQUES, MAQUINAS ETC.).
      • ESSES ELEMENTOS GOVERNAM O COMPORTAMENTO DE CURTO PRAZO.
  • 29.
    • 2. ROTINAS RELACIONADAS À DECISÃO DE CRESCER NO LONGO PRAZO E, PORTANTO, INVESTIR EM NOVA CAPACIDADE.
      • FIRMAS LUCRATIVAS CRESCEM E AS NÃO LUCRATIVAS MÍNGUAM.
      • A PROSPERIDADE OU FRAQUEZA É UM REFLEXO DOS SEUS GENES.
  • 30.
    • 3 ROTINAS DE REVISÃO DO COMPORTAMENTO DA FIRMA QUE PODE IR DESDE POSSUIR UMA DIVISÃO DE ANÁLISE DE MERCADO E TUDO MAIS ATÉ PESSOAS QUE EM DETERMINADO MOMENTO PARAM PARA PENSAR O QUE A FIRMA ESTÁ FAZENDO.
      • ESSAS AÇÕES IMPLICAM MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO DAS AÇÕES.
  • 31.
    • FUNDAMENTAL:
      • A ROTINA NÃO DEVE SER VISTA COMO INÉRCIA NAS DECISÕES
      • E SIM QUE
        • AS FIRMAS POSSUEM ALGUMAS REGRAS DE COMPORTAMENTO MOLDADAS PELO SEU PASSADO.
  • 32.
    • O momento
    • +
    • As rotinas
    • = (levam a)
    • Decisões que devem ser vista com BUSCAS de soluções ou situações momentaneamente adequadas.
    • Logo, a busca é determinada pela rotina.
  • 33.
    • NESSE SENTIDO,
      • OS PROCESSOS DINÂMICOS DO PASSADO,
      • O PADRÃO DE COMPORTAMENTO DA FIRMA E
      • OS RESULTADOS DE MERCADO AO LONGO DO TEMPO.
    DETERMINAM
  • 34.  
  • 35. NA MEDIDA EM QUE AS FIRMAS BUSCAM, SELECIONAM AÇÕES. HÁ BUSCA E SELEÇÃO.
  • 36. PREVER MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO DAS FIRMAS NESSAS SITUAÇÕES TORNA-SE UMA TAREFA EXTREMAMENTE DIFÍCIL, NA MEDIDA EM QUE AS ESTRATÉGIAS ADOTADAS PELAS MESMAS ADQUIREM MUITAS VEZES UM CARÁTER CRIATIVO E INUSITADO, O QUAL PODEMOS DENOMINAR DE ELEMENTO RANDÔMICO. (ALEATÓRIO)
  • 37. CARACTERÍSTICAS 1 HÁ HETEROGENEIDADE ENTRE OS AGENTES, POIS ASSUME-SE QUE, MESMO DIANTE DE INFORMAÇÕES E SITUAÇÕES IDÊNTICAS, AS ESCOLHAS PODERÃO SER DIFERENTES. ASSIM, ENTENDE-SE QUE ALGUNS TOMARÃO DECISÕES DE COMPORTAMENTO E ASSUMIRÃO ROTINAS QUE SE MOSTRARÃO MELHORES QUE OUTRAS.
  • 38. 2 PROCESSO DE SELEÇÃO: (NELSON; WINTER, 1982, P. 9). O MECANISMO DE SELEÇÃO DAS FIRMAS OCORRE EM ANALOGIA COM A BIOLOGIA, LEMBRANDO O SENTIDO DARWINISTA DE EVOLUÇÃO. COMO NA BIOLOGIA, AS ALTERAÇÕES NA TAXA DE CRESCIMENTO DA ENTIDADE, PARA PROSPERIDADE OU ADVERSIDADE, REFLETEM OS SEUS “GENES”, OU SEJA, AS ROTINAS.
  • 39.
    • 3 A DEPENDÊNCIA DA TRAJETÓRIA, ALGUMAS FIRMAS INOVADORAS ACABEM POR SE BENEFICIAR DO LUCRO EXTRAORDINÁRIO CONSEGUIDO, PODENDO TORNAR-SE MAIS APTAS NO DESENVOLVIMENTO DE OUTRAS INOVAÇÕES.
    • A APRENDIZAGEM PODE GERAR UMA DEPENDÊNCIA DA TRAJETÓRIA DE TRÊS FORMAS (DOSI, 1997, P. 1539):
    • NO PADRÃO TECNOLÓGICO APRENDIDO PELO AGENTE;
    • II) NAS REGRAS COMPORTAMENTAIS DOS AGENTES;
    • III) NA PROPRIEDADE COLETIVA QUE DIZ RESPEITO A TAXAS AGREGADAS DE CRESCIMENTO, DE LUCRO, CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO, ETC ..
    • UMA VEZ ALCANÇADA NOVA POSIÇÃO OU NOVO PATAMAR NO PROCESSO DA TRAJETORIA, NÃO EXISTE POSSIBILIDADE DE VOLTAR A SITUAÇÃO ANTERIOR. IRREVERSIBILIDADE.
  • 40. PARA OS EVOLUCIONÁRIOS O COMPORTAMENTO DA FIRMA ENVOLVE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRONIZADOS E AS REGRAS DE DECISÃO REFLETEM ESSAS ROTINAS HISTORICAMENTE CONSTRUÍDAS QUE GOVERNAM AS AÇÕES. ESTA EXPLICAÇÃO PARA O COMPORTAMENTO DA FIRMA TEM CONSEQÜÊNCIAS IMPORTANTES QUANTO À ANÁLISE DA AGREGAÇÃO DE INDIVÍDUOS, COMO EM FIRMAS.
  • 41.  
  • 42.  
  • 43.
    • RESUMINDO ....
    • NELSON & WINTER 
    • CRESCIMENTO DA INOVAÇÃO, ENDÓGENO (DENTRO PARA FORA)
    • TEMPO HISTÓRICO - E LUGAR
    • AGÊNCIA HUMANA
    • REGRAS VERSUS CAPACIDADES
  • 44. “ NÃO É O MAIS FORTE DA ESPÉCIE QUE SOBREVIVE, NEM O MAIS INTELIGENTE; MAS SIM, O QUE MELHOR SE ADAPTA ÀS MUDANÇAS.” (CHARLES DARWIN)