Deficiencia mental preconceito

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Deficiencia mental preconceito

  1. 1. DEFICIENCIA MENTAL<br />PRECONCEITO SOCIAL<br />
  2. 2. Conceito:<br />Deficiência mental é a designação que caracteriza os problemas que ocorrem no cérebro e levam a um baixo rendimento, mas que não afectam outras regiões ou áreas cerebrais.<br />
  3. 3. Quem pode ser considerado deficiente mental?<br />São todas as pessoas que tenham um QI (coeficiente de inteligência) abaixo de 70 e cujos sintomas tenham aparecido antes dos dezoitos anos.<br />Será o individuo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o processo regular de aprendizagem e que por isso tem necessidades educativas especiais.<br />NOTA: O QI é o resultado da multiplicação por cem do coeficiente obtido num teste psicométrica pela divisão da idade mental e pela idade cronológica.<br />
  4. 4. Graus de deficiência mental(Organização Mundial de Saúde)<br />
  5. 5. Profundo: dependentes de terceiros em quase todas as funções e actividades;<br />Grave: Apresentam problemas psicomotores, uma comunicação primária, necessitam de protecção e ajuda, dado que a sua autonomia é bastante pobre;<br />Moderado: com capacidade para adquirir hábitos de autonomia pessoal e social, podem aprender a comunicar mas têm certa dificuldade na expressão e compreensão oral;<br />Leve: são capazes de um grau de educação e chegar a realizar tarefas mais complexas.<br />
  6. 6. Causas e factores<br />Factores genéticos – actuam antes da gestação. A origem pode estar relacionada com a herança genética.<br /><ul><li>Existem 2 tipos de causas genéticas:
  7. 7. - geneopatias: alterações genéticas que produzem metabolopatias ou alterações do metabolismo;
  8. 8. - cromossopatias: são sindromas devido a anomalias ou alterações nos cromossomas;</li></ul>2. Factores pré-natais (extrínsecos):<br /> - desnutrição materna, doenças infecciosas, intoxicações, perturbações psíquicas, má assistência durante a gestação, entre outras.<br />
  9. 9. 3. Factores perinatais e neonatais – ocorrem durante o nascimento ou no recém-nascido:<br /> - infecções, má assistência e traumas no parto, prematuridade e baixo peso, icterícia grave no recém-nascido.<br />4. Factores pós-natais - ocorrem depois do parto:<br /> - desnutrição, infecções, convulsões, intoxicações, acidentes, asfixia.<br />
  10. 10. O PRECONCEITO<br />Depois desta breve introdução à deficiência mental, uma das implicações é o ‘preconceito social’ em relação a uma pessoa igual, mas diferente de nós.<br />O preconceito nas relações sociais da pessoa deficiente, no meu entender, é fruto da ignorância. <br />E a ignorância não é atributo dos pobres ou dos que têm menos estudos. É algo presente em todos os estratos sociais. <br />
  11. 11. Todos nós somos, uns mais, outros menos, preconceituosos. Isto está muitas vezes relacionado a algo com o qual jamais tivemos contacto directo.<br />A deficiência é vista como limitação ou incapacidade. Olhamos para os deficientes pelo que não têm e não pelo que eles são.<br />O sentimento de negação, que a sociedade tem, traz para essas pessoas consequências como exclusão, marginalização, descriminação, etc.<br />O comportamento negativo em relação à pessoa com deficiência acaba por reflectir um sentimento de que ‘é melhor não viver assim’.<br />
  12. 12. A ausência de conhecimento sobre a realidade leva-nos a discriminar.<br />Discriminação essa errada pois embora diferentes são pessoas reais, iguais a qualquer um de nós.<br />Essa discriminação passa pela própria família, escola, emprego e pelas relações sociais.<br />Do filme que vimos «I AM SAM» um dos temas retratados é precisamente a discriminação em relação à deficiência mental.<br />Uma pessoa que apesar da sua incapacidade tinha a sua casa, o seu emprego e que com o amor que tinha para dar, conseguiu criar um filho, dar-lhe toda a atenção, dedicação, carinho e educação.<br />Só quando o filho começou a frequentar a escola vieram os dilemas de poder ter a custódia da criança ou ter de a dar para adopção.<br />
  13. 13. Só porque atinge os 7 anos de idade e ultrapassa o coeficiente intelectual do pai, surge uma luta que o levou à barra do tribunal.<br />Lutar para continuar a cuidar da filha. Para ter consigo o bem que lhe era mais precioso. <br />Vemos então que pessoas absolutamente normais não conseguem sequer brincar com os filhos.<br />Afinal onde está a incapacidade?<br />Ter preconceito, discriminação por um ser com deficiência mental, quando este nos pode ensinar e demonstrar que não há limites para um deficiente quando existe AMOR.<br />

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