Jacob Renesmee - Sol Da Minha VidaÍndice(Cap. 1) PROLOGO(Cap. 2) Planos para o futuro(Cap. 3) Preparativos para mudança(Ca...
Depois da batalha contra os Volturis, a vida se tornou feliz para a família Cullennovamente e tudo parecia ter voltado um ...
Notas do capítuloEssa fic está passando por edição.                                     Planos para o futuro        Os Vol...
horas insistiam em não passar tornando tudo insuportável para mim. Era o momento emque aproveitava para ficar com Bella, a...
garganta. Ela não discutiria com uma criança, de aparentemente 6 anos, e mesmo queela tentasse Jake tomaria as minhas dore...
–Não!! Como assim? Não podemos!! E Jake? Não! Por favor...       Jake falou com um tom mais nervoso dessa vez:        – Vo...
– EU NÃO VOU!!!!!!!!!!!!!! VOOOUUUU FICAAARRRR COMJAAAAKKKEEEEEE!!       Minha mãe olhou arrasada para mim e disse: - Quer...
– Tenho uma proposta. – Disse arqueando uma das sobrancelhas e fitou afamília, esperando uma reação as suas palavras.     ...
– Como pode aceitar, Edward? Você vai permitir esse cachorro morandoconosco? - Rosali continuou irritada, protestando e es...
com os outros membros da família. E terá os mesmos direitos e deveres. – Continuoufalando de forma polida. - Depois que to...
– Eu não poderia ficar tranqüilo sabendo que uma dessas criaturas poderia tefazer mal. Eu ficaria muito preocupado e por i...
perguntava os seus motivos e apenas não conseguia encaixar as coisas. Ele dizia quererme proteger, mas eu já estava proteg...
Alice, Rosali e minha mãe Bella ficaram para preparar a minha festa deaniversário. Minha tia maluquinha, Alice, adorava fe...
parecidas e mais ainda as pessoas. Todos me tratavam com tanto amor, que eraimpossível não amar estar com aquelas pessoas....
– Eu fui tão feliz nessa casa.. .Tantas lembranças boas...        Eu ficava emocionada com as palavras da minha doce avó e...
No dia seguinte chegaram Peter, Charlotte, Alistair, Charles, Makenna, Amun,Kebi, Benjami, Tia, Maggie, Siobhan, Liam. E e...
corri para os seus braços, agarrei-me o mais forte o possível em seu pescoço e beijei oseu rosto moreno estonteante. Fiz a...
Enquanto girava nos braços de Edward novamente, pude ver Leah entrando nosalão e não gostei muito, mas fiquei na minha. Nã...
–Ela compõe? - Alguém que não consegui identificar perguntou cético.       –Ela compõe tão bem quanto o Pai. - Respondeu m...
Deitei em minha cama sabendo que em pouco tempo aquele não seria mais omeu quarto. Já sentia saudade de tudo. Mas sabia qu...
– Mãe! Eu vou caçar e não quero comida humana. - Resmunguei fazendo umacareta. Sabia que ela não me deixaria sair sem come...
– Ele vai morar conosco, mas o trato é de que faça a faculdade. Assim ele nãoterá muito tempo livre para ficar com ela. Os...
Quando voltamos para casa, meu pai o chamou para conversar em particular. Osdois saíram para a floresta, para ficarem a um...
“Como ele podia está feliz? Que esperança era aquela em seu rosto ao olharpara mim? Como uma pessoa podia se sentir triste...
[...]        Chegamos a casa e todos já estavam prontos para ir, em seus carros nosesperando para ir embora. Minha mãe abr...
(Cap. 5) Nova vida        Nova vida        A viagem foi longa e eu já estava cansada de ficar naquele carro sem nada paraf...
grandes prateleiras, uma linda cama branca com uma mesa de cabeceira de cada lado eluminárias para clarear o ambiente. Ain...
A cidade era pequena e quase não víamos casas nas pelo caminho e a nossa casaficava ainda mais longe do centro, afastada c...
era tão conhecido e peculiar, que fez meu coração ficar mais apertado e a dor merasgava por dentro.        – Nesse!! Ele s...
Não posso dizer que minha vida estava fácil, pois eu ficava em casa o dia inteirocom Esme enquanto os outros estavam na Un...
Eles tentavam arrumar alguma distração para mim, levavam-me para passearnas outras cidades, Emmett me ensinava lutar, caçá...
– Eu não bebo. Obrigado. Ele balançou a cabeça e sorriu timidamente.        –Vai ter uma festa na irmandade na semana que ...
– Seu cachorro desgraçado. Rosali dizia       – O que aconteceu? Alice estava mais calma e ponderada.       Jake não disse...
Eu estava eu eufórica pela possibilidade de ir para La Push!, o lugar que euamava. Eu pensei em meus amigos, meu avó, a mi...
– Jake!! Traga ela inteira. Dizia Bella.         – Se ela cair, se machucar, se for atropelada, se uma bomba explodir, um ...
– Com quantos anos? Perguntou Seth.        – Meus pais disseram que tenho 15 anos agora. Respondi timidamente.        – Ja...
– Não esquece que se algo acontecer seu pai me mata! Ele terminou.         – OK ! Eu assenti.        A água estava fria, m...
Sol da minha vida
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  1. 1. Jacob Renesmee - Sol Da Minha VidaÍndice(Cap. 1) PROLOGO(Cap. 2) Planos para o futuro(Cap. 3) Preparativos para mudança(Cap. 4) Despedidas(Cap. 5) Nova vida(Cap. 6) Apaixonada(Cap. 7) Desconforto(Cap. 8) De volta a Forks.(Cap. 9) Confusões(Cap. 10) Declaração(Cap. 11) O Namoro(Cap. 12) Sedução(Cap. 13) Conflitos(Cap. 14) Eu nunca soube dizer o quanto te amo(Cap. 15) Novos talentos(Cap. 16) Curta lua de mel(Cap. 17) PVO Jacob - Bônus(Cap. 18) Preparativos para luta(Cap. 19) Mercenários(Cap. 20) Revelação - PVO NESSE(Cap. 21) Revelação - PVO JAKE(Cap. 22) Colin(Cap. 23) Pânico(Cap. 24) A luta(Cap. 25) O parto – PVO NESSE(Cap. 26) O PARTO - PVO JAKE(Cap. 27) A impressão!(Cap. 28) O tempo não cura o desejo de vingança.(Cap. 29) Cap final - O amanhã é para sempre(Cap. 1) PROLOGO PRÓLOGO
  2. 2. Depois da batalha contra os Volturis, a vida se tornou feliz para a família Cullennovamente e tudo parecia ter voltado um normal. Eles tinham uma preocupação amenos, mas sabiam que o crescimento acelerado de Renesmee continuaria por algumtempo. Seria necessário apenas sete anos, segundo o único híbrido que conheceram paraela ser uma adolescente. As coisas não eram tão simples como pensavam, mesmo semos Volturis. Não poderiam continuar mais tempo naquela pequena cidade. Era precisopartir o mais rápido possível. Já haviam feito isso muitas vezes, mas agora existia umproblema: “Jacob Black”. Bella não queria partir o coração de seu melhor amigo novamente e apesar desaber que precisavam ir embora o mais depressa possível, relutava contra a idéia etentava adiar a partida eminente. Sabia, no entanto, que logo precisavam ir... “Aquilodoeria o coração se ela ainda o tivesse batendo quente e pulsante em sei peito”. E agora? Será que Jake viveria sem Renesmee? Como ele receberia essanotícia? Ele seria capaz de abrir mão da sua vida para ir atrás do seu pequeno universo?Inimigos mortais poderiam viver sem conflitos? A ligação do imprinting, ou amor,como muitos acreditavam, seria capaz de fazê-lo suportar a perda dos amigos, lar e suaprópria família? Essa é uma história de renúncia, lutas e conflitos. Acima de tudo, é uma grandeestória de amor. Um amor que é capaz de tudo o que for necessário para apenas estarjunto ao ser amado. Um amor desprendido de interesses, paciente, cuidadoso e acima detudo gentil. E para quem não ficou feliz com o final de Jacob Black, Irá se surpreendercom as surpresas que o destino reservou para ele. “Sol da minha vida é uma estória que vai fazer você se emocionar”Notas finais do capítuloEssa é a minha primeira fanfic, por isso peço perdão se não agradar.É possível lutarcontra o inevitável? Um grande amor poderia ser evitado? Seria possível resistir a umamor tão incondicional, capaz de abrir mão de tudo em pró da amada? Ele sobreviveriaao conflito e diferenças entre as espécies?Essas são as repostas que as fanfics trazempara os apaixonados pelo do Twilight. Essa é a minha primeira fanfic, motivada pelainconformidade do término da saga e do fim de seus personagens. Que mostrará umahistória de conflito, renuncia lutas e amor!! Uma aventura emocionante que irá prendera atenção dos leitores, à medida que a trama se desenvolve e os personagensamadurecem. Espero que gostem!!PS: Essa fanfic não é recomendada para menores de16 anos, pois possui algumas passagens consideradas impróprias.(Cap. 2) Planos para o futuro
  3. 3. Notas do capítuloEssa fic está passando por edição. Planos para o futuro Os Volturis foram embora e finalmente o pesadelo parecia ter passado. Era horade fazer planos para o nosso futuro. Quase todos em minha família concordavam quenão poderíamos ficar muito tempo em Forks, pois era muito perigoso manter a farsa.Para todos os efeitos as pessoas achavam que meus pais e meus tios haviam se mudadopara estudar na universidade Dartmouth. Assim não poderiam ser vistos na cidade. “Porquanto tempo conseguiriam ficar incógnita em Forks?” Essa era a pergunta que meupai, Edward, e meu avô, Carlisle, faziam constantemente. Por outro, lado minha mãe,Bella, se via em um eterno dilema: “Não podemos deixar Charlie e Jake para trás!” Eladizia enfaticamente. Todos conheciam os riscos de permanecer ali. Alguém poderia ver minha mãeou um dos irmãos Cullens e questionar sobre a sua presença. Qualquer pessoa queconheceu Isabella Swan notaria a diferença existente na nova Bella. Sua pele muitobranca, os olhos cor âmbar, os cabelos cor de cobre e mais volumosos. Ela virou umaverdadeira top model depois da transformação. Era difícil não perceber a diferença daBella sem sal para a nova mulher. Todos diziam. Isso sem falar em meu avô Carlisle,que teve que abrir mão do que mais amava. Ele não podia mais trabalhar como médiconaquela região onde todos o conheciam. “Como explicaria a sua eterna juventude?Tudo aquilo era perigoso demais para nós. O segredo precisava ser mantido paracontinuarmos em paz. Os nossos inimigos precisavam de uma pequena brecha paraatacar novamente e nós não podíamos dar a oportunidade. Todos concordavam, apesarde eu ser muito jovem para compreender a totalidade do que diziam. Eu crescia em ritmo acelerado, a minha mente já era de uma pessoa adulta, pormais que tentassem esconder as coisas de mim, estava sempre atenta aosacontecimentos da casa. Assim como os outros membros da família, sempre tive ótimaaudição e conseguia ouvir bem, mesmo quando cochichavam. Assim procuravaexpressar as minhas opiniões, como uma pessoa completamente independente, mesmosendo uma pirralha, principalmente quando se tratava do meu futuro. Havia uma parteem mim que queria ser uma eterna criança, passando os meus dias sendo mimada pormeu pai, minha mãe, Rosali, Jake, Seth e o restante da família. Isso era extremamentedivertido para mim e via com orgulho as disputas de Jake e da minha tia Rosali para mealimentar, quando estabeleciam uma espécie de competição. Ela dava sempre aimpressão que arrancaria a cabeça dele fora. Eu realmente gostava das disputas. Aquilome divertia bastante. Por outro lado, outra parte de mim queria apenas crescer. Ansiavapor mais liberdade e poder de escolha. Não queria ser apenas a garotinha indefesa dafamília. E tanta proteção acabava por me irritar. Eu amava muito Jake e não queria ficar um dia longe dele. Quando ele tinha quecumprir com as suas obrigações de Alfa, eu ficava muito ansiosa para vê-lo novamente.Não sei se comentei, mas além de ser uma híbrida, em uma família de vampiros, meumelhor amigo era o Alfa de uma matilha de lobos transmorfos. Era uma amizade nadaortodoxa, levando-se em consideração que lobos e vampiros são espécimes inimigas.Nas ocasiões em que Jake ia cumprir com suas obrigações o tempo parecia parar. As
  4. 4. horas insistiam em não passar tornando tudo insuportável para mim. Era o momento emque aproveitava para ficar com Bella, a minha doce mãe, quando eu podia sentir o seucalor, passar horas no seu colo, sentir o seu cheiro, brincar com os seus cabelos, fazê-laver imagens coloridas e agradáveis. Ela olhava para mim com verdadeira adoração,parecia que via a imagem de uma verdadeira santa. Aquilo me fazia sentir a pessoa maisamada e importante do mundo. Às vezes eu me sentia diferente pelo que era. Até malquando pensava não ser completamente humana. Minha mãe, no entanto, fazia com queme sentisse normal. Era muito reconfortante. Edward, meu pai, era lindo e irresistível. Sua voz aveludada, o seu cheiroadocicado, rosto esplendido, e os olhos... Tudo nele era inacreditavelmente incrível. Eramuito fácil entender a adoração que minha mãe sentia por ele. Além dos seus atributosfísicos ele era extremamente altruísta, conservador, inteligente e amável. O problemanessa perfeição toda era somente o defeito... “Seu gênio era extremamente difícil”. Issoera irrelevante levando em consideração que ele era extremamente adorável. Quandoolhava para mim ou se referia a mim, podia-se ver a veneração que tinha em seusolhos... “Mais até do que por minha mãe”. Sua voz era de reverência ao grande milagrequando ele fala o meu nome. Maior até o de ter encontrado Bella depois de cem anos devida. Acho que se ele pudesse chorar o faria sempre que me olhava. À noite meus pais me levavam para o nosso chalé, para terem um pouco mais deprivacidade. Privacidade em uma família de vampiros era algo que ninguém podia sedar ao privilégio, levando-se em consideração os dons da família e a audição aguçada.Por isso meus pais preferiam o chalé, onde podiam passar as noites se amando. Às vezesacordava a noite e ouvia o grande amor que tinham um pelo outro, em forma degemidos, sussurros e rosnados. Confesso que aquilo era constrangedor e chegava aaguçar a minha curiosidade. Naquela época eu não sabia nada sobre sexo. Nada émaneira de falar. É claro! Uma criatura que cresceu no meu ritmo lia muito e nessasleituras aprendia “coisas”. Entretanto, apesar do conhecimento, a minha sabedoria eramuito pequena devido a falta de experiência. Assim, ao ouvir os barulhos no quarto dosmeus pais, sentia-me extremamente curiosa sobre “o que” ocorria, e principalmente“como” ocorria. Além da minha família de vampiros e dos meus amigos lobos, ainda tinha o meuavô Charlie, que não compreendia muito bem as coisas que aconteciam, como eucrescia tão rápido e como era tão incrivelmente inteligente. Ele havia feito a escolha desaber a menor quantidade de detalhes possíveis. Mas às vezes tentava encaixar as peçaspara entender a minha ligação com Bella, pois não era humanamente possível ela ser defato a minha mãe. Apesar disso, algo dizia para ele que ela era. Sempre que Jake ouminha mãe me levavam para vê-lo, havia a surpresa sem sues olhos. Era evidente adescrença, em seu olhar, em relação ao meu crescimento e inteligência. Mesmo assimnão questionava as coisas estranhas que aconteciam porque esse foi o acordo que fizeracom Jake e com meus pais. Ele achava que eu era a sobrinha adotada de Edward, massempre procurava semelhanças minhas com Bella. Dizia que eu tinha os seus olhos e osseus cachos, além de ser totalmente descoordenada como ela. Sabia, no entanto, que eramelhor para não procurar explicações lógicas. Apesar de meu pai não gostar muito, Jake sempre me levava para La Push ondeeu me divertia com seus irmãos lobos, com Claire, Emily, Rachael, Kim, Sue e Billy.Todos eram muito amáveis comigo, exceto Leah que parecia ter algo engasgado na
  5. 5. garganta. Ela não discutiria com uma criança, de aparentemente 6 anos, e mesmo queela tentasse Jake tomaria as minhas dores. Mesmo assim tinha a plena certeza da suarepulsa por mim. Era mais claro do que a água. Seu olhar zangado às vezes me davamedo. Minha vida era quase perfeita afinal. Tinha todos junto a mim e era feliz, amada,mimada. Além de ter todo conforto, amor, felicidade... e Jake. “O que uma criançapoderia precisar para ser feliz?” Aquela aparente tranqüilidade começou a passarpoucos dias antes de eu completar 1 ano, sete anos aparentemente, quando ouvi umaconversa entre Edward e Jake: –Jacob, temos que conversar. - Disse meu pai com os braços cruzados. A vozparecia apreensiva e triste, enquanto minha mãe estava com uma expressão de dor eangústia. Fiquei atenta a conversa. Sabia que pelas expressões era algo muito sério. Meucoração bateu forte naquele momento e fui tomada por uma estranha angustia. Era aprimeira vez que tinha aquela sensação de perda. –O que está ocorrendo, Edward? - Perguntou Jake com tom apreensivo. Eu oconhecia bem para saber que algo estava o rasgando por dentro. Vê-lo naquela maneirame doeu ainda mais. Queria fazer algo para tomar aquela dor. Apesar disso me mantiveincógnita para ouvir o resto da conversa. Sabia que se me descobrisse estaria ferrada. – Ness vai completar sete anos e as pessoas vão começar a desconfiar que háalgo errado. - Disse meu pai, tentando encontrar a palavra certa para explicar a situação.Ele olhou para minha mãe de forma tão estranha. Acho que sabia como ela estava sesentindo. Ela tinha a mesma expressão de dor de Jake. Eles eram amigos há muitotempo e muito cúmplices. Se havia algo que odiava era fazer o amigo sofrer. – Se você se refere a Charlie e as pessoas em La Push, pode ficar tranqüilo.Todos sabem o suficiente. - Jake respondeu na defensiva. Sua voz estava mais rouca doque normal. Parecia sussurrar enquanto falava. Percebi o esforço que fazia para nãoperder o controle. – Você não está entendendo. Já estamos há mais tempo que deveríamos emForks. Não podemos nem ir até a cidade. Para todos os efeitos estamos todos nafaculdade. – Meu pai fez uma pausa e depois continuou. - Está muito perigoso! -Afirmou com uma voz triste. – O que você quer dizer, Edward? Seja claro, por favor! - Ordenou Jakeaumentando o volume da sua voz enquanto arqueava uma das sobrancelhas. Tive acerteza de que ele já sabia o que estava acontecendo. O que meu pai estava tentandodizer... “Iríamos partir de Forks.” – Nós vamos embora! - Disse minha com uma voz quase chorosa. Acho que seela pudesse chorar as lágrimas estariam rolando pelo seu rosto naquele momento. Euestava no canto da sala, escondida, mas meu pai podia ouvir o desespero nos meuspensamentos. Percebi como aquilo o fez sofrer. Ele não queria que me sentisse daquelejeito. Se pudesse faria algo para evitar aquilo, mas não tinha como fazer nada. Sofriamuito por isso.
  6. 6. –Não!! Como assim? Não podemos!! E Jake? Não! Por favor... Jake falou com um tom mais nervoso dessa vez: – Vocês sabem que não vou agüentar ficar longe dela. - A sua voz pareciachorosa e eu pude ver as lágrimas se formando no canto de seus olhos. Chorei ao ouviras suas palavras. Era desesperador. A dor me corroia por dentro. Não conseguia me verlonge dele. Imaginar acordar um dia sem ver o seu sorriso. Não ter mais as suas brigascom Rosalie. Não poder montar em seu logo e correr pela floresta. Era desesperadorpensar em tudo aquilo. Algo dentro de mim começou a se romper quando ele disse quenão podia agüentar ficar longe de mim. – O que significa isso? Não conseguir ficar longe de mim? Eu não entendo!! Naquela hora tentei não raciocinar e só me concentrar na conversa. Eles estavamdecidindo sobre a minha vida no final das contas. Precisava saber o que aconteceriadaquele momento em diante. – Temos que ir. Não podemos mais ficar. Sei que estávamos matando você maisuma vez Jacob, mas não há alternativa agora. – Minha mãe praticamente gritava. Cadapalavra estava rasgando-a por dentro. Tinha certeza disso e acho que Jake tambémsabia. Mesmo assim ele não conseguia evitar o sofrimento. Eu cheguei a ficar sem ar aover sua face. Pude ver o rosto de Jake cheio de lágrimas agora. Parecia um menino naquelemomento. Tive tanta vontade de colocar sua cabeça em meu colo e fazê-lo se acalmar.Ele se sentou no sofá, colocou a cabeça nos joelhos e ficou pensativo por algunsmomentos... “Algo me dizia que ele estava morrendo por dentro” De repente, os outros membros da família entraram na sala e pude ver aexpressão de tristeza em cada um deles, exceto Tia Rosali, é claro, que parecia muitosatisfeita com a situação. Eles ficaram observando sem falar nada. Era notória que nãogostavam de provocar aquela dor em Jake. Eles o tinham como membro da família.Estavam acostumados com a sua presença constante dia e noite na casa. Meus avós otratavam como filho, meus tios e meu pai como irmão, Alice fazia dele um boneco. Elatentava mudar o seu modo de vestir, pelo menos tentava quando ele deixava. Minha mãetinha uma relação de amizade, mas havia muito mais atrás de seus sentimentos. Naquelaépoca não conseguia entender bem o que era. Todos sofriam com aquela situação. Achoque mesmo Rosalie não gostava do modo como conduziam aquilo, apesar de não deixaraquilo claro em nenhum momento. Alguns segundos passaram, eu não consegui refletir sobre tudo aquilo, estavadesorientada demais para pensar logicamente. Dirigi-me para perto de Jake, sentei nochão, coloquei a cabeça na sua perna e deixeis as lágrimas descerem pelo meu rosto,sentindo muita dor rasgando o meu peito, como se parte da minha própria vida estivessesendo arrancada de mim. Nunca pensei que pudesse sentir tanta dor até aquelemomento. Foi a primeira vez que me senti daquele jeito. E um grito saiu pela minhaboca sem mesmo me dar conta do que fazia.
  7. 7. – EU NÃO VOU!!!!!!!!!!!!!! VOOOUUUU FICAAARRRR COMJAAAAKKKEEEEEE!! Minha mãe olhou arrasada para mim e disse: - Querida, você não pode ficar.Temos que ir embora. É preciso partir... - Quase gaguejando quando dizia. Ela tentou seaproximar, ma seu estendi a mão para impedir. Não queria ninguém naquele momentoque não fosse Jake. Nem mesmo o calor da minha mãe me confortaria. Estavasangrando por dentro. – Isso é necessário!!! - Ela terminou arrasada Eu chorava compulsivamente quando Jake me abraçou e desmoronou sem pudorpela presença da minha família. Naquele momento parecíamos duas crianças chorando.Eu sentia os seus braços me apertando, como se não quisesse me deixar partir. O seucorpo estava mais quente do que o normal. Tive a impressão que ele lutava para não setransformar. Mesmo com todo aquele calor, poderia ficar em seus braços para sempre.Era o único lugar em que me sentia confortável. – Quando? - Perguntou Jake com a voz engasgada pelo choro – Depois da festa de aniversário. - Respondeu meu pai virando-se de costas. Suaexpressão era de profunda dor. Parecia que alguém estava o torturando naquelemomento. Acho que ouvir os meus pensamentos desesperados não ajudou muitonaquele momento. Jake me beijou na testa e depois me afastou dele delicadamente. Saiu sem falarmais uma palavra, deixando-me desconsolada. Sai correndo da sala e fui para o meu quarto, onde poderia chorar sem os olhoscríticos da família e passar pela minha dor sozinha. Não queria ninguém me consolando.A última coisa que precisava era ouvir a palavra: “coitadinha”. Eu estava deitada na minha cama, com as lágrimas ainda rolando pelo meurosto, o coração rasgando, falta de ar e um desespero que estava me deixando louca,quando ouvi a sua voz e senti o seu cheiro. Desci as escadas correndo e me atirei nosseus braços. – Oi Ness! - Ele falava enquanto eu o abraçava tão forte que parecia que eu iriaquebrar. Sentia que ele era parte de mim e tinha que aproveitar as ultima horas com omeu melhor amigo. Mesmo com os olhares de desaprovação da minha família. Eu sabiaque eles não aprovavam tanta aproximação. Principalmente meu pai, que se mostravaciumento. Depois de alguns segundos Jake falou: –Olá! Tenho que conversar com vocês! – Disse com tom cerimonioso. Era atéestranho vê-lo falar daquela maneira. Normalmente era mais descontraído, mas eracompreensível levando-se em consideração o que estava ocorrendo. – Pode falar, Jacob. - Disse Carlisle.
  8. 8. – Tenho uma proposta. – Disse arqueando uma das sobrancelhas e fitou afamília, esperando uma reação as suas palavras. – Estamos dispostos a ouvir e chegar a uma solução. - Disse meu pai. Acho queele já havia lido os pensamentos de Jake, pela cara que fez naquele momento. Mas nãoera mal educado para não o deixar falar para a família. Eu queria muito ter o seu domnaquele momento. Estava me corroendo por dentro de tanta curiosidade. – Vocês vão e se estabelecem... Depois eu vou e arrumo lugar próximo a devocês. - Jake falou me apertando mais forte em seus braços, como se tivesse mede deme soltar e eu sumir dali. Acho que a sua vontade era a de fugir comigo naquelemomento. Mas ele não era burro para tentar escapar de um monte de vampiros. Setivesse sozinho ainda teria alguma chance. Comigo de contrapeso aquilo era quase queimpossível. –Como assim? Você vai embora conosco? Vai abandonar a sua matilha? –Minha mãe perguntou assustada. Acho que nem ela imaginava que ele fosse capaz deum ato daquele. Ela já sofria muito por ele, apesar de não ter como ajudar, nunca achouque fosse tomar aquela atitude. Ela sabia como ele era ligado aos irmãos da matilha e asua família. Principalmente como amava aquela reserva. Nem eu acreditei quando disseaquelas palavras. – Sim, eu vou! Já conversei com Sam e os outros... Todos concordaram. - Jakefez uma pausa e respirou fundo enquanto a sala permanecia em silêncio. Uns olhandopara os outros sem terem o que dizer. “Como poderiam se opor diante de talproposta?” Ninguém abriria mão da vida como ele estava fazendo. Era um gesto maisdo que louvável da parte dele, considerando que não éramos nem parentes. “O queaquilo significava?” eu me perguntei naquele momento. Meu pai me olhou atônitonaquele momento. – Eu virei para casa nos fins de semana para visitá-los, até a hora de voltarmospara Forks. Talvez em 6 ou 7 anos... Quando Ness parar de crescer. - Ele concluiu aindarespirando rápido. Estava completamente decidido. Tive a certeza disse pela formacomo falava. E conhecendo o bem, como conhecia, sabia que não mudaria de idéia pornada nesse mundo. Mesmo que minha família não o aceitasse, ele iria atrás de nós deuma forma ou de outra. O silêncio foi insuportável, mas tia Rosali tratou de quebrá-lo com seus gritoshistéricos. – NÃO!! NÃOO!!! ISSO É ABSURDO. – Ela estava muito brava. Sabia que acausa era perdida, mas não deixaria de lutar. Estava convencida que logo o deixaríamospara trás e agora ele iria junto conosco. – Cale a boca, Rosi! Isso não é decisão sua. - Disse Esme irritada. Ela amavaJake como um filho. Mesmo com a diferença de raças, procurava não fazer distinção eamava cozinhar para ele. Virou uma ótima cozinheira por conta disso. Não gostavaquando Rosalie o tratava como um cão sarnento. Alias ninguém gostava, nem mesmoEmmett para dizer a verdade.
  9. 9. – Como pode aceitar, Edward? Você vai permitir esse cachorro morandoconosco? - Rosali continuou irritada, protestando e esbravejando o quanto podia.Fuzilava Jake com os olhos. Acho que se ela pudesse, teria o matado naquele momento. –Carlisle? Como pode? - Ela completou. Olhou para o resto da família,procurando apoio, mas não teve nenhum. Ninguém se opôs. – Você está certo disso? - Perguntou Carlisle com um tom inquisitivo. Ele semantinha calmo como sempre, mas podia perceber a sua inquietação. Meu avô sempreprocurou fazer o melhor para a família. E naquele momento, o melhor era me fazerfeliz. Só que a isso tinha que manter perto de Jake. Mesmo que inconcebível a relaçãoentre raças, ele, assim como os demais, excluindo Rosalie, passavam por cima dasdiferenças pelo meu bem. – Sim, estou certo! Eu não tenho alternativa. - Jake disse com uma voz calma eserena. Carlisle pediu uns minutos para a família se reunir e discutir a questão em outrocômodo da casa. Enquanto Jake e eu fomos para fora de casa. Ficamos nos olhandocalmamente por alguns momentos, sem precisar falar nada porque sabíamos exatamenteo que o outro estava pensando. Era estranho aquela ligação que tínhamos. De certaforma até reconfortante para os dois. – Eu não vou deixar você, pirralha! - Ele riu encantadoramente. Pela primeiravez o vi descontraído. Nem parecia o mesmo de momentos antes. O sorriso iluminavatodo o rosto e o deixava mais bonito. Fazia meu coração se encher de calor. Naquelaépoca Jake já era o meu sol particular. – Eu também não quero ficar longe de você, Jake. Você é meu melhor amigo...É quase o meu irmão. - Eu disse inocentemente. De certa forma era verdade. Não haviamalícia em meus pensamentos naquela época. Eu o via apenas como um irmão. Talvezaté mais. Havia uma ligação mais forte do que poderia explicar. Ele mexia nos meus cabelos quando Esme nos chamou: – Jacob! Nesse! Precisamos de vocês. – Disse com tom urgente e assentimoscom a cabeça. Nós entramos e ficamos ouvimos Carlisle falar sobre os planos para o nossofuturo. Tudo parecia extremamente simples a primeira vista. Eu desconfiava queteríamos problemas, mas não diria nada para ninguém, exceto meu pai, que podia ouviros meus pensamentos. Isso era outra coisa. Ficaria apenas entre nós. – Nós nos mudaremos para uma cidade no Canadá, que não ficaria muitodistante de Forks, Jake e Ness serão nossos novos filhos adotivos. – Disse comnaturalidade. – Você terá que concordar em morar conosco, já que está abrindo mão da suavida para ficar com a nossa família. Não permitirei que passe nenhum tipo denecessidade e custearei seus estudos e sua estadia. Você irá para a Universidade, junto
  10. 10. com os outros membros da família. E terá os mesmos direitos e deveres. – Continuoufalando de forma polida. - Depois que todos terminarem de cursar a Universidade, eNess estiver aparentando uma adolescente de 16 anos, voltaremos para Forks e nosinstalaremos novamente. – Ness começará na escola na High schooll de Forks e todos já terão umaprofissão, sendo capazes de passar por adultos de 25 e 30 anos, com seu próprio negóciode fachada. Jake balançou a cabeça em sinal de positivo e disse: - Concordo com tudo o quevocês quiserem, mesmo que tenha que me humilhar e se sustentado por sanguessugas,desde que não fique longe de Ness. – Você tem certeza disso? - Perguntou Carlisle, olhando inquisitivamenteenquanto franzia o cenho. Ele sabia do que Jake estava abrindo mão...”O seu orgulho”.Não queria lhe impor nada, mas não o deixaria passar privações por causa da família. – Absoluta!! - Ele respondeu sinceramente. Se estava fingindo, fez muito bem.Não notei qualquer sinal de hesitação em sua voz ou expressões. Estava ciente dos seusatos. Eu não entendia bem como alguém era capaz de tantos sacrifícios. Mesmo assimagradecia por não permitir ficar longe dele. Acho até que foi egoísmo meu. Sei que foi.“Mas como pensar diferente? Sem Jake acho que morreria de solidão e de frio.” – Jake, Você vai abandonar a matilha? Você não pode!! - Eu falei olhando emseus olhos. Tentei deixar o meu egocentrismo de lado. Ser altruísta como meus pais.Acho que ele percebeu que não estava sendo tão sincera como tentava parecer. Fuimuito mimada desde que nasci e agir em pró da felicidade dos outros não era o meuforte. Normalmente as pessoas faziam isso por mim. Não o contrario. Não erafingimento. Eu me preocupava com ele sem a sua matilha. De verdade! Eu mepreocupava. No entanto, acho, que minhas palavras não o convenceram. – Eu já conversei com Sam e acertamos tudo. Eu virei para La Push nos fins desemanas e nós ficaremos conectados quando eu estiver na forma de lobo. – Disse daforma calma. Sabia que por dentro ele estava sangrando. Nunca havia se afastado dosseus. Ele tinha uma escolha e obviamente eu estava em primeiro lugar. Senti-mepéssima com aquilo. – Você vai abandonar tudo por mim? - Eu sabia que era egoísmo da minha partedesejar isso, mas eu queria entender os motivos dele. Só queria entender porque eramais importante do que os seus irmãos, família e o lugar que amava. – Quando você nasceu... - Ele suspirou olhando para mim. Havia um brilhodiferente em seus olhos. Não consegui identificar exatamente o que era. Ele me olhavacomo se fosse o mais precioso diamante. – Eu prometi que protegeria você de todos os perigos. Esse mundo é cheio decriaturas estranhas vampiros e lobisomens, acho que bruxas e feiticeiros... Além dosassassinos italianos. - Ele riu para mim de forma zombeteira. Sabia que ele se referiaaos Volturis. Ele sempre se preocupava com um possível ataque. Quando estávamos nafloresta, qualquer barulho o deixava alarmado.
  11. 11. – Eu não poderia ficar tranqüilo sabendo que uma dessas criaturas poderia tefazer mal. Eu ficaria muito preocupado e por isso prefiro manter você na minha vista. -Ele terminou como se aquilo fosse natural. – Jake, Eu sinto muito por obrigá-lo a isso. – Minha mãe disse olhandotristemente para ele. Ela sabia como seria para ele abrir mão de tudo. Ela fez a suaescolha e sabia o que aquilo significaria. Não queria vê-lo se arrepender por se associarsua espécime. – Não se angustie, Bella. Eu sempre soube que um dia isso aconteceria. - Elerespondeu olhando para ela. Houve uma cumplicidade estranha naquele olhar. Elessempre faziam isso. Pareciam conversar apenas com o olhar. Não sabia o que aquilosignificava. Apenas achava estranho que meu pai não ficasse bravo com os dois. Àsvezes ele era extremamente ciumento quando se tratava de Jake. – Eu já te fiz tanto mal e agora... – Minha mãe não completou a frase. Acho queestava chorando por dentro. Quis entender o que ela quis dizer com “ Eu já te fiz tantomal” Sabia que havia segredos entre minha mãe e Jake. Odiava aquilo. Realmenteodiava. Era possessiva em relação a ele e saber que havia uma ligação entre os dois,uma cumplicidade que ninguém me explicava direito me deixava ciumenta. Ele a olhavacomo se disse que não precisava falar mais nada. Era estranho quando fazia isso. E aome ver suplicante, começava a falar para que eu compreendesse o que passava. Eu mesentia uma idiota. – Você sabe que eu sempre te amei, Bella. Eu nunca quis ficar longe de você.Mas agora isso é inevitável para mim. Não há outra forma... – Ele hesitou olhando orapara mim e ora para ela. - Eu não tenho escolha. Eu não tenho escolha... O que queria dizer com aquilo? Será que algum dia meexplicaria essas coisas? – Eu sempre quis que fossemos uma família, mas não queria que vocêabandonasse tudo. - Ele sussurrou angustiada. – Eu não estou abandonando nada. – Ele respondeu exasperado. - Estouseguindo a minha vida!! Não se lamente por mim. - Ele ficou olhando para ela,enquanto eu e o resto da família olhávamos para ele com pesar. – Ness, você toca uma música para mim? - Jake pediu quebrando aquele climapesado. Abriu um sorriso e fingiu que nada demais acontecia. Mas eu sabia que pordentro ele estava chorando. Acho que todos sabiam na verdade. Ele sabia fingir bemquando queria. – É claro, Sr Black. - Eu ri para ele enquanto me dirigia para o piano. Estavacom coração desolado. Mesmo assim decidi tocar a música com toda a minha alma.Sabia que ele adorava me ouvir tocar. Era o mínimo que podia fazer diante daquelesacrifício. Ele renunciava a vida que tinha para ficar ao meu lado. Jurou me proteger detudo e de todos. “Mas quem protegeria o seu coração?” Eu queria fazer isso. Juro quequeria. “Mas como poderia dar a ele algo que se igualasse a tudo que deixava paratrás? Era um grande sacrifício para qualquer um. Até mesmo difícil de entender. Eu me
  12. 12. perguntava os seus motivos e apenas não conseguia encaixar as coisas. Ele dizia quererme proteger, mas eu já estava protegida. Minha família era mais do que capaz disso.“Então qual motivo de tanta insistência?” Naquela noite eu fui dormir pensando em tudo que minha mãe e Jake falaram.Tentei entender o significado daquelas palavras. O que ela quis dizer? Como ela o fez sofrer? O que significava aquilo tudo? Porque ele precisava me proteger se eu tinha uma família de 8 vampiros? Eu sou egoístademais a ponto de o permitir aquela loucura?Sim! Eu sou! Algo dentro de mim gritava para fazê-lo ver as conseqüências dos seus atos.Queria mostrar a ele que não poderia abrir mão de sua vida por mim. Outra parte,entretanto, dizia para continuar a ser egoísta e mimada. Afirmava que eu nãosobreviveria sem meu “Sol particular”. Pela primeira vez na vida eu vivi um grandeconflito interno. Minha mente, tão prematura, lutava entre a razão e a emoção. No fundoeu só queria ser uma criança, sem preocupações ou aborrecimentos. Queria manter avida confortável que tinha. Meu coração doía tanto, que era difícil esconder de meuspais a minha aflição. Mesmo a minha mãe, que não podia ler mentes, via em minhasexpressões a totalidade da minha angústia. “Como sobreviver a todas essas mudanças, quando se é apenas uma criançacrescendo rápido?” Eu queria obrigar o meu corpo a não crescer. Era tão desesperador viver comtodos esses conflitos. Mas um dia eu pretendia entender o que tudo aquilo significava.Estava pensando sobre aqueles fatos quando cai no sono.(Cap. 3) Preparativos para mudança Preparativos para mudança Meu pai e meus avós viajaram para preparar a nossa chegada na casa nova. Umamudança normalmente leva tempo e com o tipo de vida a que nós, os Cullens,estávamos acostumados, seria preciso alguns dias para escolher e prepararem a novacasa. Não é muito fácil nos dias de hoje encontrar um local grande o suficiente para umafamília de dez pessoas, e que fosse totalmente reservado. Quando digo reservado, eu merefiro a um lugar escondido no meio do nada e com uma grande floresta. Era realmentenecessário ter uma floresta para caçarmos e Jacob ter a liberdade na sua transformação.Ele não poderia perder a comunicação com a sua matilha. Minha avó precisaria dealguns dias para decorar a casa, mesmo fazendo isso com a rapidez. Não me entendamal, acontece que dona Esme é uma pessoa muito perfeccionista e os detalhes contammuito para ela. Decorar a casa, para ela, é uma atividade que requer tempo, apesar deuma tarefa corriqueira. Com esse intuito, eles viajaram alguns dias antes paraHoneymoon Bay, uma reserva florestal perto de Kenora no Canadá.
  13. 13. Alice, Rosali e minha mãe Bella ficaram para preparar a minha festa deaniversário. Minha tia maluquinha, Alice, adorava festas e mesmo com a aversão queminha mãe demonstrava em ocasiões de festividade, aquele seria um acontecimentopara a nossa família porque era o meu aniversário. Também seria o momento em quereceberíamos os nossos velhos amigos, os mesmos que estiveram ao nosso lado noconfronto contra os Volturis, e os nossos quase parentes de La Push. Quando eu digo“quase parentes” estou levando em consideração que a família e os amigos de Jake setornaram parte importante em minha vida, assim eu os considero como membros dafamília. Minha mãe, por mais incrível que possa parecer, estava bastante animada comessa coisa de festa e se ofereceu para ajudar Alice, apesar da sua falta de talento e gosto.Sim! Nesse quesito sempre foi uma grande negação. Se deixasse por conta dela, seriaum verdadeiro horror, assim dizia Alice. Rosali e ela tentavam dá opiniões, mas Aliceparecia saber bem o que queria e o mais importante, o que faria. Não dando muitoespaço para elas e muito menos ouvidos aos conselhos que davam a respeito dadecoração. Minha baixinha sempre foi muito decidida. Emmett e Jasper estavam resolvendo as questões legais para os Cullens e Jakecursarem uma Universidade Kenora. Precisavam falsificar alguns documentos e fazeralguns subornos, por isso não se envolviam o muito com a coisa da festa. Eventualmente a família saia junta para caçar. Os vampiros, assim como oshíbridos, podem viver alguns dias sem sangue, mas isso acaba causando uma espécie deabstinência, o que torna mais difícil a vida de vegetarianos e a resistência ao sanguehumano. Para a segurança de todos, mesmo sem sede, é sempre bom estar alimentado.Isso evita algum eventual acidente de percurso. Nós nos alimentamos de sangue animal,coisa que não me é muito atraente, e justamente por isso, para tornar o ato de me“alimentar” mais interessante, Jake sempre fazia as excursões conosco. Ele sabia queas competições que fazíamos tornavam a caçada mais convidativa para mim. E mesmonão gostando muito de caçar com Emmett, Rosali e Jasper se exibindo, ele fingia quenão prestava atenção. Assim as coisas ficavam divertidas para nós dois. Sei que para eleera um grande sacrifício. Ainda é nos dias de hoje, entretanto o seu coração é tãograndioso que esse sempre foi e sempre será, com certeza, o menor dos sacrifícios quefez por mim. É claro que eu sempre trapaceava e ele deixava isso ocorrer. Sabia que eu nãogostava muito de perder, assim sempre dava um jeito para eu ganhar. Eu me sentiamaravilhada com as minhas conquistas. Hoje sei que ele faz de propósito, mas na épocaera apenas uma criança e a sua generosidade me deixava envaidecida. Minha mãeparecia encantada com isso e se maravilhava com a sua paciência comigo. Acho que eununca teria um amigo como ele se não fosse por ela. Os dois tinham uma ligaçãoespontânea. Às vezes pareciam conversar apenas com o olhar. Tudo o que Jake fez pormim foi em parte por causa dela. Naquele momento eu não entendia bem as coisas,mesmo assim era grata a ela pelo amigo que tinha. Para fugir do estresse que Alice, Rosali e minha mãe ficavam por causa dospreparativos da minha festa, eu aproveitava o máximo de tempo com os meus amigoslobos, Charlie e os humanos de La Push. Eu sempre amei a reserva e lá me sentia emcasa. Todo aquele verde, o ar puro, a beleza das praias, as casinhas de madeira tão
  14. 14. parecidas e mais ainda as pessoas. Todos me tratavam com tanto amor, que eraimpossível não amar estar com aquelas pessoas. Minha mãe já não se importava tantode Jake e eu andando para todos os cantos juntos. Já não implicava ou proibia, porqueela sabia que não iríamos nos separar nunca. Essa era a certeza que eu tinha e que memantinha feliz. Mas houve um tempo em que ela se mostrava relutante. Percebia acareta que ela fazia e o desconserto do meu pai. Os dois não gostavam muito. Acho quetinham medo das pessoas descobrirem o meu segredo e me tratarem mal. Se elasoubesse como eu me sentia bem lá e como os meus lobinhos me amavam... Jake às vezes parecia triste por deixar a sua matilha e seu velho pai, apesar delenão ter planos para ficar completamente ausente. Sabia que teria os finais de semana emanteria contato permanente com o Sam e com os outros lobos. Mesmo assim eraevidente a tristeza que tentava esconder de mim. Às vezes eu podia ver, quando ele nãose dava conta da minha presença, os seus olhos distantes cheios de água. Aquilorealmente me cortava o coração e me fazia sentir como a pior pessoa do mundo. Nãoqueria ser tão egoísta a ponto de arrastá-lo comigo, mas também não conseguiria viversem ele. Era tão doloroso pensar nesse tipo de coisa. Uma criança, mesmo com o meuamplo conhecimento, não tem muito maturidade para trabalhar algumas coisas em seucoração. Acaba sendo levada apenas pela emoção e deixando o sentimento dos outros delado. Quando me dava conta disso, sofria de verdade por ele. Mas não fui altruísta,como meus pais, para pedir que ficasse. Sem ele eu não suportaria. O sorriso que eu tanto amava e que fazia meu dia se iluminar, que era a suacaracterística marcante, os dentes brancos, as maças do rosto arredondadoproeminentes, a covinha no queixo, os lábios carnudos e o olhar zombeteiro... Tudoaquilo parecia sumir da sua face, deixando uma máscara de tristeza, que me fazia sentirculpada por existir, culpada por fazê-lo ser meu eterno protetor, culpada por permitirque abandonasse tudo o que ele amava. Era muito egoísta para lhe dizer que ficasse.Egoísta!! A acusação sempre na minha mente. Aproveitamos o máximo de tempo em La Push e não nos preocupávamos com otempo. Afinal era insuportável ver minha tia louca arrumando as coisas para a festa.Pior ainda era ver o desespero da minha mãe diante de tantas coisas a fazer. E eu estavaimpressionada em como ela estava agüentando aquela situação, porque primeiro eratotalmente contra festas e segunda quase morria com as sandices da de Alice... Querdizer, isso se pudesse morrer. É claro. Não me preocupava muito com isso. Sabia queiria sobreviver mais alguns dias de Alice Cullen completamente surtada. A minhaduvida era: “Será que eu sobreviveria? “ Eu procurava não pensar ... Só fugir com meuJake. Faltavam apenas dois dias e todos já estavam em casa mantendo um clima demelancolia e saudosismo. Afinal viveram tanto tempo naquela casa e naquele momentoteriam que ir embora. Eu percebia as expressões amuadas dos meus tios e da minhamãe, principalmente. Acho que o único inconveniente em ser imortal é não poder ficarmuito tempo em um lugar. Todos aprenderam a viver como nômades. Entretanto,demonstravam clara afeição por Forks e La Push. Ainda havia um novo fator: Ness.Todos sabiam o quando eu amava aquele lugar e como seria a mudança e adaptaçãopara mim. Obviamente estavam preocupados com isso. Minha avó, desde o momentoem que retornou, parecia muito mais triste do que os outros por abandonar o seu lar. Esempre resmungava:
  15. 15. – Eu fui tão feliz nessa casa.. .Tantas lembranças boas... Eu ficava emocionada com as palavras da minha doce avó e com certo pesarpela sua tristeza, mas meu pai dizia que isso passaria logo. [...] Os primeiros convidados começaram a chegar dois dias antes da festa: Kachiri,Senna, Zafrina, Eleazar, Carmem, Kate, Tanya. Era estranho para eles, porque tínhamosnos vistos há apenas 6 meses atrás, e de um lindo bebê eu havia me transformado emuma criança grande de aparentemente sete anos. Zafrina quase não me reconheceu,Tanya parecia extasiada de felicidade, Carmem e Kate eram só amores para mim. Eu mesentia mais mimada do que nunca. Era o centro do universo. Paparicada e requisitadapor todos, para o desgosto de Jake que não tinham mais a exclusividade sobre mim. Fazia questão de mostrar como fui feliz naqueles meses. Nenhum deles pareciaacreditar no meu desenvolvimento tão rápido. Naqueles dias, eu brincava com os meuspoderes, descobertos por Eleazar, e aprendia que eu tinha mais do que imaginava comKate e Zafrina. Mas minha mãe ficava apavorada me vendo testar os meus novos doscom elas. Tinha medo que isso pudesse se espalhar. Não queria que as pessoassoubessem o quão talentosa era. Sabia que seria uma ótima “peça” para os Voulturis sedescobrissem o meu potencial. Conseguia mostrar as pessoas às imagens, boas ou ruins,que eu quisesse sem tocar nas pessoas. Aprendi a desenvolver o dom mental muitoparecido como Jane, Alec, e Zafrina. Além de ser um escudos, para proteger a mim equem quisesse, era um espelho, refletindo os poderes que recebia de outras pessoas. Issoajudaria em um contra ataque. Se alguém quisesse me fazer sofrer, como Jane, eupoderia devolver o golpe com o dobro da força. Isso seria bem divertido para mim.Adoraria fazer aquela presunçosa provar do próprio veneno. Também era capaz dequebrar qualquer escudo e testava isso com Bella. Por todas essas razões, minha pobremãezinha, morria de medo que isso se espalhasse. Eu seria uma arma letal nas mãos daspessoas erradas, se é que me entende. E Zafrina me ensinou alguns truques para mostrar imagens tenebrosas para osmeus oponentes. Também achava que isso seria bem útil em uma luta. Mataria umapessoa de medo em dois tempos. Só não sabia por que esses poderes não funcionavamcom meu pai. Eu gostaria de um pouco de privacidade com os meus pensamentos. Sepudesse evitá-lo de ler os meus pensamentos seria o céu, mas não conseguia fazer e eleadorava isso. Sempre sabia o que estava pensando antes mesmo de eu me dar conta. Erabem perspicaz e bisbilhoteiro. Eu odiava isso. Jake ficava muito tenso vendo treinos dos meus poderes com meus amigos. Elaachava que eu poderia me machucar com os ataques de Zafrina, Kate e Eleazar. Eutentava assegurar que não havia perigo. Ele, no entanto, sempre trincava os dentesquando começávamos com as brincadeiras. Podia sentir os tremores pelo seu corpo.Tinha medo de perder o controle e se transformar em algum momento. Queria ter acapacidade de ler os seus pensamentos para saber o que pensava realmente daquilo.Qual o motivo de tanto medo. Mas justamente o poder que queria eu não tinha. Para aminha mais completa infelicidade... “Bem que meu pai poderia ter sido generoso nesseponto”.
  16. 16. No dia seguinte chegaram Peter, Charlotte, Alistair, Charles, Makenna, Amun,Kebi, Benjami, Tia, Maggie, Siobhan, Liam. E eu também repassei para eles todosaqueles meses de felicidade, participando-os do meu crescimento, usando meus novospoderes. E eles pareciam não acreditar em todo o que eu os mostrava. Estava quase na hora da festa, os outros convidados ainda não haviam chegado,mas uma figura misteriosa pareceu na porta e entregou um pacote para Esme. Todos queestávamos entusiasmadas e felizes com meu aniversário ficaram tensos de repente comaquela figura. Acho que perceberam imediatamente do que se tratava. Ela entregou aomeu pai e todos ficaram observando. Havia um clima de suspense no ar. Nem mesmoJasper conseguiu amenizar a situação. Foi complicado até mesmo para ele controlartanta tensão. – Os Volturis enviaram um presente para você, querida! - A sua voz eraperturbadora, mas tentava ser aveludada. Meu pai não deixaria que nada estragasse aminha festa. Tentou fazer o máximo para suar casual. Todos olhavam inquisitivamentequando ele me passou o pacote e um bilhete: – Estamos felizes por esse dia tão especial, Renesmee. Desejamos toda afelicidade do mundo. Esperamos vê-la em breve. - Eu li alto e um frio percorreu a minhaespinha. Um pensamento sombrio percorreu o meu ser: Eles não desistiram de mim! Eutinha certeza que não. Por mais que tudo parecesse bem naquele momento, era umclaro aviso que eles voltariam para me ver e averiguar os meus poderes. Eles sabiamque sendo filha de vampiros tão talentosos, eu teria algum dom útil a oferecer. Sesoubessem realmente a minha capacidade, acho que não teriam desistido da luta. Tivemuito medo naquele momento. Vi minha mãe olhar apavorada para meu pai. Fingi nãoperceber nada e não deixei transparecer os meus temores, apesar de saber que meu paiouvir o que estava pensando. Abri o embrulho sem pressa. Era uma linda boneca. Poderia dizer que era a maislinda que eu já havia visto. Seu rosto era de porcelana e todos os detalhes eramperfeitos. Mas apesar da beleza do presente, não gostei de tê-lo recebido. Preferia nãotê-lo ali. Queria me desfazer imediatamente. Estava tensa demais com aquele aviso.Mesmo assim abri um sorriso para quebrar aquele clima de tensão. – Ela é muito linda!! Olha só mãe como é delicada e perfeita!! – Tentei parecerempolgada. Sabia que não acreditariam, mas não custava nada tentar. Todos riam e achavam graça da minha ingenuidade. Mas meu pai, que podia leros meus pensamentos, soube que estava chateada, com medo e me sentindo ameaçadapelos Volturis: – Malditos assassinos, italianos!! O que querem? Me assustar? Mas isso nãovai acontecer!! De repente minha visão se iluminou quando ele entrou na sala de formadeslumbrante e amável. Além de uma beleza natural, sua roupa era impecável e nemparecia àquele cara com calça jeans rascadas, peitos de fora e cabelos desarrumados.Não havia não ninguém tão lindo, tão formoso, tão adorável quanto meu Jake. Eu nemme dei conta que a sala estava cheia de convidados me olhando atentamente quando
  17. 17. corri para os seus braços, agarrei-me o mais forte o possível em seu pescoço e beijei oseu rosto moreno estonteante. Fiz aquilo com a maior naturalidade, mas acho que osamigos vampiros não gostaram muito da cena... ”E daí? Quem liga para a opinião dosoutros?” – Jake, você está lindo! - Disse sem reparar a cara de horror, vergonha edesaprovação dos meus pais. Os nossos amigos vampiros olhavam incrédulos e eu podiaouvir os sussurros: – Isso não é saudável! – Ela é só uma criança! – Como Edward permite isso! –Ele é um cachorro! Nesse momento eu fiquei envergonhada e minhas bochechas ficaram vermelhar. – Odeio ter herdade essa característica humana da minha mãe! -Pensei e merecompus para cumprimentar os demais convidados que vieram com Jake. Atrás deleestavam Quil, Embry, Sue, Emily, Sam, Billy, Seth, Paul, Rachel, Kimi, Jared, Colin,Clair e meu adorável avô Charlie. Conforme iam se apresentando, eu os recebia commuito amor e muito feliz por estarem ali compartilhando comigo aquela festa. Eles eramimportantes para mim e por mais que o lado vampiro não gostasse da presença doslobos, não abriria mão por causa de coisas bobas. Era apenas uma noite. Uma festa etodos tinham que se comportar educadamente e aceitar as diferenças. Todos pareciam espantados com a decoração que Tia Alice fizera e podia ouviros elogios: –Nossa eles sabem mesmo dá uma festa!! – Emily falou –Está tudo tão perfeito!! – Foi a vez de Sue. Eu estava extasiada de felicidade era tudo perfeito. “Alguém poderia ser maisfeliz do que eu naquele momento? Ali estavam todas as pessoas que amava.” Eu estava nos braços do meu adorável e lindo pai, dançando alegremente,girando pelo salão com muita desenvoltura. Ao contrário da minha mãe, não tinha amenor vergonha de dançar. Depois dele dancei com todos os homens... Humanos,lobisomens e vampiros. Não parava quieta um minuto se quer. Era a atração da festa etirei proveito disso. “Mas sabe o que mais gostei?” Foram os braços fortes de Jake meconduzindo na pista de dança. Eu me sentia tão confortável em seus braços. Erasimplesmente perfeito Tanya perguntava a Esme: - De quem essa menina puxou esse ânimo todo? – A Bella acha que essa alegria saltitante é da sua mãe Renêe. – Minha avórespondeu.
  18. 18. Enquanto girava nos braços de Edward novamente, pude ver Leah entrando nosalão e não gostei muito, mas fiquei na minha. Não arrumaria briga com ela na minhafesta. Certamente os vampiros tomariam partido e os lobos não permitiriam que elalevasse a pior. Sabia que era melhor me comportar mesmo a contra gosto. Ela puxou Jake para dançar e ele foi envergonhado. Para mão fazer desfeita, euacredito, ele a pegou pela mão e de repente eles estavam muito juntos na pista de dança.Ela estava com a cabeça no seu ombro, olhando para mim com cara de desdém. Aquilofez surgir uma fúria em mim, que subiu para a minha cabeça. Quando dei por mim,havia mostrado os destes rugindo muito alto para ela. Todos, vampiros e lobos, secolocaram em posição de ataque. Mas Jake estava calmo e deu uma ordem para Leahsair. Meu pai me segurava e sussurrava no meu ouvido para que me acalmasse. Sabiaque se me soltasse, voaria no pescoço dela. Isso era o que realmente queria. Queriaarrebentar aquela cadela. – QUEM AQUELA CADELA PENSA QUE É PARA RIR DA MINHA CARA?PARA ME ENCARAR DESSE JEITO? EU VOU ARRANCAR OS OLHOS DELA PAI? –Gritava em minha mente. Queria gritar alto, mas me controlei. –Calma, Ness! Tudo bem! Ela já foi. – Meu pai sussurrava no meu ouvido, paradisfarçar enquanto todos olhavam para nós. Estavam perplexos com a cena. Acho quemninguém esperava que ocorresse. Veja bem, eu só tinha sete anos e já me comportava deforma possessiva. Ele era “meu” e acho que aquilo ficou claro para todos. Mesmo semsaber, dei a maior mancada da minha vida. Meu tio Emmett deu uma risada divertida: - Tão pequena e já é tão geniosaquanto à mãe! Rrsrsrs – Ele gargalhou. Acho que para quebrar o clima de tensão. Meutio sempre foi muito brincalhão e aquilo talvez ajudasse a descontrair as coisas. Todos na sala riam, achando a piada engraçada ou fingindo achar, para quebraro clima que havia ficado no ar depois que Leah se retirou da festa. Mas eu ainda estavavermelha de raiva e se não fossem os humanos... “Eu teria arrancado o pescoço dela”. Só Charlie olhava com desconfiança e dizia: -Como pode se tão parecida comBella? Tão geniosa e temperamental. – Franziu o cenho e ficou pensativo. Ele ficavacada vez mais desconfiado. – É a convivência, Charlie. – Meu pai respondia rindo. As conversas paralelas se formavam e todos já pareciam ter esquecido aqueleinconveniente. Eu estava mais calma e meu pai já não me segurava mais. Até conseguiarir das piadas que faziam. Acho que foi quando percebeu que tudo tinha acabado, pelomenos parecia, que Jake veio para mim. Avaliou o meu rosto e depois falou: –Ness, Por que você não toca para nós a sua última composição? - Seu sorrisoera irradiante e iluminava todo seu rosto. Às vezes eu tinha a impressão que ele estavaolhando para um diamante ou algo precioso. Meu coração se aquecia quando faziaaquilo. Sentia-me realmente especial. Tudo em minha volta se iluminava. Era um domque só ele tinha... “Até hoje ele consegue fazer com que me sinta dessa forma”.
  19. 19. –Ela compõe? - Alguém que não consegui identificar perguntou cético. –Ela compõe tão bem quanto o Pai. - Respondeu minha mãe muito orgulhosa. Eu comecei a dedilhar as teclas do piano, tocando uma canção que compus parao meu Jake. Deixei toda a emoção fluir. Fechei os olhos e me lembrei de como mesentia quando me agarrava aos pelos do lobo marrom avermelhado e era conduzidaatravés da floresta. O vento em meus cabelos, o cheiro das criaturas, os barulhos quepara muitos seria imperceptível e os rosnados do “meu lobo”. E o mais importante,como eu me sentia iluminada quando estava com ele. Como o seu sorriso tinha o poderde aquecer o meu coração e o meu corpo. Quando terminei todos aplaudiam incrédulos do que tinham ouvido. –Como se chama essa canção? - Perguntou Kate. – Se chama Sol da minha vida - Eu respondi olhando para Jake, quandonovamente todos me olhavam espantados sem entender o porquê. Para mim era algomuito natural. Veja bem, eu não via Jake como “homem”. Ele era apenas o amigo queme fazia feliz. Que tornava os meus dias mais alegres, mais fáceis e estava sempre meprotegendo e mimando. Não me imaginava um dia sem ele. Era impossível pensar navida sem Jake. Para os outros, entretanto, era estranho uma criança sentir tamanhaveneração por um “homem”. Mesmo que nisso não houvesse maldade nenhuma. – Mãe, estou com sono! - Eu resmunguei. – Vou levar você para o quarto, querida. – Minha mãe disse docemente. Jakeveio até mim e deu um beijo na minha testa dizendo: – Durma bem! Não se esquece que amanhã vamos caçar. Então descanse,querida. – Seus olhos negros brilhavam com tanta intensidade. Pareciam duas perolasnegras. Eu o olhei e me senti confortável. Dei um abraço apertado e me despedi detodos antes de sair. Fui para o meu quarto muito cansada. Enquanto minha mãe arrumava a cama,trocava de roupa pensando em como seria a minha nova vida. Como tudo mudaria emuma casa nova longe de tudo e de todos. Tentei afastar os pensamentos e perguntei aminha mãe: –Vocês vão para o chalé hoje ou dormirão aqui? – Vamos ficar aqui querida. Temos convidados. – Ela respondeu docementeenquanto terminava a tarefa. – Te amo, mãe!! –Te amo, Renesmee. – Ela beijou a minha testa antes de me cobrir comedredom e partir.
  20. 20. Deitei em minha cama sabendo que em pouco tempo aquele não seria mais omeu quarto. Já sentia saudade de tudo. Mas sabia que por mais difícil fosse à mudança,tudo ficaria bem enquanto eu tivesse o meu “sol particular” ao meu lado.(Cap. 4) Despedidas Despedidas No dia seguinte acordei cedo e bastante eufórica para a minha caçada com oJake. Tomei banho apressadamente, escolhi uma calça jeans e um suéter escuro, penteeios cabelos, escovei os dentes e desci as escadas correndo. Queria que aquela caçada fosse perfeita, afinal seria a nossa última na PenínsulaOlímpica. Depois disso, tudo seria diferente para nós. Estaríamos em uma nova cidade,morando em uma nova casa, convivendo com os conflitos... Pelo menos tentando. Queria registrar tudo o que pudesse a respeito daquele lugar que amava. Ocheiro das árvores, dos pequenos animais, da terra molhada, dá água salgada do mar, abrisa suave do vento ao entardecer, o som maravilhoso da cachoeira que descia furiosasobre as pedras... Guardar todas as recordações e sensações que ele me fazia sentia eraalgo muito precioso para mim. Sabia o quão difícil seria não poder correr por aquelasterras. Não visitar os meus lugares favoritos e encontrar as pessoas de quem gostava. Jáme sentia saudosa de tudo aquilo e meus olhos ficavam marejados d’água só de pensarno tempo que ficaria longe de Forks e La Push. –Bom dia, mãe! - Disse para ela ainda no topo da escada. –Bom dia querida! – Ela respondeu com um enorme sorriso. Era maravilhosover aquela expressão de felicidade em seu rosto. Ao menos ela tentava se mostrar feliz.No fundo eu sabia o quanto aquilo era difícil para ela. Preferi não comentar o assunto.Faria tudo para que aquela manhã fosse maravilhosa para todos nós. Não ficariachorando antes da partida. Só aproveitaria o meu dia. – Está pronta para a caçada? – Ela me perguntou. – Estou! O Jake já chegou? - Perguntei sem disfarçar a minha ansiedade. Estavaacostumada a encontrá-lo sempre que acordava. Mas dadas as circunstâncias, ele deviaestar arrumando as coisas para a partida e se despedindo dos seus. –Ainda não! Enquanto isso vá tomar café. – Ela respondeu enquanto eu desciaas escadas. Deu um beijo doce em meu rosto. Sentia o toque frio de sua pele em minhaface.
  21. 21. – Mãe! Eu vou caçar e não quero comida humana. - Resmunguei fazendo umacareta. Sabia que ela não me deixaria sair sem comer ou beber nada. Meus pais faziamquestão de que eu me alimentasse de comida humana mesmo antes de uma caçada.Apesar de saberem que aquele tipo de comida não me apetecia nem um pouco. Erahorrível comê-las e fingir que gostava. Quase nunca conseguia convencer ninguém deque estava gostando da coisa gosmenta e insossa. Para mim era uma verdadeira tortura,mas eles queriam que minha natureza humana prevalecesse sobre a vampiresca. –Só um pouco! Você vai precisar de energia, mocinha. – Disse de formaexigente. A expressão em seu rosto não deixava dúvida que aquilo era uma ordem. Nãoaceitaria rebeldia quanto aquilo. Mesmo que quisesse debater sobre o assunto, que eraalgo que normalmente costumava fazer, aquilo não estava em discussão. E por nãoquerer atrasar a caçada, resolvi me dar por vencida. Antes mesmo de chegar já podia ouvir as conversas. Vampiros costumam falarbaixinho. Não há a necessidade de falar alto devido a super audição. E eu, com os donsrecebidos dos meus pais, podia ouvir-los muito bem qualquer mesmo de longe. Assimouvi meu pai conversando com Tanya, Kate, Carmem e os demais. – Quando vocês vão? - Perguntou Tanya com tom de curiosidade. – Amanhã. - Ele respondeu. – Esse cachorro vai com vocês? - Dessa vez foi Carmem tentando entender osentido disso daquilo. Sua voz parecia irritada ao falar. Certamente não tinha noção daligação de Jake com a minha família. Algo, ao meu ver, até compreensível, apesar denão justificar a forma arrogante e depreciativa como o mencionou. Aquilo me fez sentirmuita raiva. Tive que me controlar naquele momento. – Sim, ele vai. – Meu pai respondeu com tom casual. Ele provavelmente estavaouvindo os pensamentos de todos e preferiu não advertir ninguém sobre a forma comose dirigiam a Jake. Sempre foi muito diplomático e usuária essa capacidade para nãodeixar ocorrer nenhum conflito com os convidados. – Isso é no mínimo estranho, Edward! Vocês vão morar com um lobisomem? -Kate criticou. – Não! Ele que vai morar conosco. - Ele respondeu rindo. – É “amigo” dafamília e não existe nada estranho nisso. – Continuou cordial. – Você já viu como ela olha para ele, Edward? Viu como ela se colocou naposição de fêmea quando atacou àquela garota? - Tanya questionou. Eu parei na porta efiquei em silêncio ouvindo as conversas. – Ela é só uma criança e não tem maldade na cabeça. E ele não pensa nela dessaforma, pois eu já teria o matado. - Ele respondeu as críticas dela ponderando aspalavras. Sabia que eu estava ouvindo.
  22. 22. – Ele vai morar conosco, mas o trato é de que faça a faculdade. Assim ele nãoterá muito tempo livre para ficar com ela. Os dois se verão apenas algumas horas todosos dias. - Um frio percorreu a minha espinha com uma parte da conversa! “Ele mataria Jake? Por que? Nós não ficaríamos juntos. O que tudo aquilosignificava?” De repente Jake chegou e me deu um beijo na testa, tirando a minhaconcentração da conversa na cozinha. Eu sempre me sentia confortável nos braços deJake e os beijos carinhosos me faziam sentir maravilhosa. Minhas bochechascomeçaram queimar. Sabia que deveriam estar vermelhas naquele momento. Ainda fiquei parada uns momentos, pensando naquilo. –Vamos, Ness? - Jake chamou. –Vamos! - Respondi. –Esperem por mim! – Minha mãe gritou do topo da escada. Ela foi ao quartofazer algo quando desci e estava voltando. Fiquei aliviada por não tocar no assunto dacomida novamente. Quando entramos na cozinha, ele cumprimentou todos e depois meperguntou? – O que você quer caçar hoje? –Leão da montanha! - Exclamei docemente. –Você é igualzinha ao seu pai! - Riu para mim enquanto meu pai olhava para elezangado com alguma coisa que ele havia pensado. Jake adorava irritar o meu “pobre”pai e se fazer de inocente. Sabia que às vezes era debochado e insuportável. Pensava“coisas” que deixavam meu pai aborrecido e às vezes o faziam perder a cabeça. Minha mãe se lembrou do meu café e me obrigou a comer algo antes de sair.Pensei que me safaria daquela, mas não teve jeito. Depois do meu “breve” desjejumsaímos com ela logo atrás de nós. O nosso dia de caça foi muito divertido. Como sempre fizemos a nossa velhacompetição. Para mim o ato da caçada era mais do que necessidade de alimentação.Meu amigo sempre fez com que fosse um jogo divertido e estimulante. Minha mãeachava graça quando eu trapaceava e Jake agia como uma criança disputando comigo.Ele sempre me deixava ganhar, apesar de disfarçar. Hoje sei que fazia issopropositalmente, mas na época era maravilhosa a sensação de vitória que só ele podiame proporcionar. Nós corremos durante horas, procurando meu apetitoso leão da montanha.Quando o achamos, disputamos por ele e Jake me deixou ganhar e ficar com o prêmio,contentando-se com alguns herbívoros. Era gloriosa a disputa por alimento e o prêmiofinal mesmo que não tivesse muita sede naquele momento.
  23. 23. Quando voltamos para casa, meu pai o chamou para conversar em particular. Osdois saíram para a floresta, para ficarem a uma distância inaudível, acredito eu, e teremalgum tempo a sós. A minha curiosidade era enorme. Daria tudo para ser umamosquinha para ouvir o que os dois falavam. Pelos olhares do meu pai e de Jake, sabiaque nenhum deles tocaria no assunto comigo quando voltassem. Tive que ficar curiosa,pensando no que teriam falado. Fazendo várias conjecturas que não me levaram a nada.Só descobri o teor daquela conversa anos depois. Depois disso Jake se despediu de mim e foi La Push. Ele ainda tinha que sedespedir do seu pai, dos seus amigos, e da irmã. Fiquei imaginando como tudo isso seriadifícil para ele. Ainda me sentia muito mal por fazer isso com sua vida. Ao mesmotempo, eu era egoísta demais para pedir que ele ficasse. Não agüentaria partir sem elepor mais que tivesse a exata noção do meu egoísmo. Eu não queria e não podia ficar sem ele. Tudo o que vivemos, todas as nossasconversas, as nossas competições, os nossos momentos eram o suficientes para me tornaa pessoa mais egocêntrica do mundo quando se tratava em ficar ao lado de Jake. O meumelhor amigo... O meu irmão. Simplesmente não podia me dar ao luxo de partir semele. –Pai? - Chamei. -Posso ir com o Jake? - Pedi manhosa. –Pode! - Ele assentiu. –Até logo então. - Respondi! –Jake! Jake! Espere! E vou com você! - Corri para alcançá-lo saltitante.Também queria me despedir dos meus amigos e estar com naquele momento. Sabia oquão difícil seria dizer “Até breve”. Subimos na moto do Jake e ele dirigiu rapidamente para La Push. Enquantopassávamos pela estrada, vendo as casas conhecidas, as pessoas e a paisagem tãofamiliar, eu senti saudade daquele lugar que fez parte da minha curta vida. Meu coraçãoapertou e meus olhos encheram de lágrimas. Tive que me segurar para não chorar... Nãoainda. Não podia deixá-lo me ver naquele estado. Precisava ser forte. Sabia disso. Quando chegamos à pequena casa de Jake, todos já estavam esperando para adespedida de seu amigo, irmão e líder. Foram muitos os abraços, as lamentações e osseus olhos cheios lágrimas vendo a concretização da partida na sua frente. Eu estavacomo coração cortado pela sua tristeza, mas ao mesmo tempo tinha medo que eledesistisse de ir comigo. Eu realmente era egoísta!! Eu pensei enquanto olhava para asexpressões tristes e o pranto nos seus olhos. Ver seu pai arrasado, a irmã com olharperdido e os amigos desanimados com a perda do líder. Eu pude presenciar tudo emprimeira mão. A dor dele era a minha dor. Simplesmente não tinha como explicar quemeu coração sentia tão quebrado quanto o dele. Ali me dei conta que não haviainterferido não apenas na vida de Jake, mas na de todos. Sempre carregaria aquele pesona minha consciência... Sempre. Havia algo mais que a tristeza em seus olhos negros. Uma esperança, oufelicidade, que eu não conseguia entender.
  24. 24. “Como ele podia está feliz? Que esperança era aquela em seu rosto ao olharpara mim? Como uma pessoa podia se sentir triste e ao mesmo tempo feliz eesperançosa?” Jake pegou a sua mochila, colocou-a nas costas e me chamou: –Vamos, Ness! - O seu olhar cálido e carinhoso estava focado em mim. O brilhonos seus olhos eram intensos demais naquele momento. Parecia que estava vendo umaverdadeira jóia. Ali, mesmo sem entender, tive a certeza de que não houve nenhum tipode hesitação. Ele fazia tudo consciente e não tinha dúvida quanto a seguir a minhafamília. Era mais do que dedicação. “O que aquilo significava?” – Os outros estão nos esperando e temos que nos apressar. - Seguroudelicadamente a minha mão e me puxou para fora com ele. Eu já havia abraçado ebeijado todos, mas queria continuar com eles. Queria ver o riso de Seth e o jeitoengraçado como ele me abraçava e me jogava para o ar. Acho que de todos ali era o quemais sentiria saudade. Jake não me deixou mais tempo, para pensar no que estávamosdeixando para trás. Provavelmente sabia que eu também estava rasgando por dentro.Queria evitar mais dor. Ele olhou para o pai e seus irmão e disse: – Eu venho todo fim de semana. – Sua voz rouca era praticamente um sussurronaquele momento. - Seis anos passam rápido... Cuidem-se. – Virou-se, colocou-me namoto, depois subiu e deu partida. Fomos para a minha casa e no caminho ouvia a sua respiração forte e frenética.O seu coração batia forte e quando um soluço saiu da sua boca, eu tive certeza... Estavachorando. Eu senti remorso por fazê-lo passar por isso. Eu o queria perto de mim, mas nãoqueria que ele sofresse. Isso me fazia sofrer também. “O que eu poderia fazer? Será que eu poderia dizer para ele ficar?” Pensavavárias coisas ao mesmo tempo. – Jake, você quer mesmo ir conosco? Tem certeza? Você... Você... – Já estavachorando também quando ele parou a moto no acostamento. Não queria mais vê-losofrer. Não suportava mais ver e sentir a sua dor. Sentia meu coração sangrando pordentro a cada momento.– Pode me visitar... Ele desceu da moto e se virou para mim. O seu abraço foi muito forte naquelemomento e o seu calor conseguir me confortar. Ao mesmo um pouco. – Pequena, essa é a única certeza que tenho. Eu irei com vocês até o final domundo. – Beijou o topo da minha cabeça e ficamos abraçados até eu conseguir parar dechorar.
  25. 25. [...] Chegamos a casa e todos já estavam prontos para ir, em seus carros nosesperando para ir embora. Minha mãe abraçou Jake e perguntou enquanto se olhavampor alguns momentos: – Você tem certeza? – Acho que se ela pudesse estaria chorando também. Mascomo todos sabem, vampiros não podem chorar. –Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida. Está ao lado de vocês é tudoque eu preciso para viver. - Ele sorriu para ela. Os dois trocaram um olhar decumplicidade. Os dois eram confidentes, amigos, parceiros e se consideravam doisirmão. Eu me lembro que eles tinham uma sintonia tão grande, que seus pensamentospareciam conectados muitas das vezes. Eram muito diferentes em algumas coisas, masmuito parecidos em outras. Fizeram novamente a coisas que eu odiava. Não suportava ojeito que tinham de conversar com os olhos. Queria saber do que se tratava. Nenhumdos dois me contaria certamente. Meu pai às vezes parecia ter ciúme dessa cumplicidade. Entretanto entendia osentimento fraterno que unia os dois. Depois que eu nasci os laços ficaram maisapertados. Toda família dizia para mim, quando questionava esse estranhorelacionamento, que apenas se sentiam irmãos. Mas eu sabia que havia algo mais... Essefoi o segredo que guardaram grande parte da minha vida. Só hoje entendo o real motivodessa relação. Uma vez eu ouvi minha mãe dizer que ele a salvou de todas as formas que umapessoa poderia fazer. Que ele tinha sido o seu porto seguro, o seu sol, o seu protetor emum tempo que vivia numa estranha escuridão. Queria entender o significado daquilo,mas Jake prometeu me explicar quando eu tivesse maturidade para entender. Sempre acoisa da idade. Ninguém me considerava adulta para contar os segredos. Esperavam queeu crescesse para revelar os mistérios que envolviam a família e principalmente arelação de Jake com minha mãe. Aquilo me irritava bastante. Eu às vezes sentia ciúmes da cumplicidade dos dois. Por ele não ter esse tipo derelação comigo. Queria que a nossa amizade fosse assim. Perfeita. Queria me conectarcom ele, como eles pareciam conectados de alguma forma. Conversar com o olhar,entender os gestos sem precisar dizer nada. Ela era a minha mãe e nutria uma adoraçãotão profunda pelo meu pai. Era absurdo pensar nos dois de outra forma. Não imaginavaminha mãe e Jake tendo uma relação romântica, mas era estranha a forma como secomportavam em alguns momentos. A única explicação que encontrava para os meussentimentos era ciúme... Só não sabia se era mais dela do que de. Depois daquela estranha conversa e olhares significativos, todos foram para seuveículo e partimos para a nossa nova vida. A única coisa que pedia e esperava do futuro, era que pudesse ser feliz no novolar onde recomeçaríamos tudo. A certeza que isso poderia acontecer, era o meu melhoramigo que seguiria conosco, abrindo mão da sua própria vida em pró da minhafelicidade.
  26. 26. (Cap. 5) Nova vida Nova vida A viagem foi longa e eu já estava cansada de ficar naquele carro sem nada parafazer. E Bella ficava fazendo cafuné na minha cabeça, tentando me fazer dormir deforma inútil enquanto eu resmungava o tempo todo. – Por que não fomos correndo? – Chegaríamos mais rápido! – Não queremos levantar suspeitas, Renesmee! Edward respondeupacientemente. –Tudo bem! Eu agüento isso! Resmunguei novamente. Quando chegamos a casa, eu fiquei admirada pelo tamanho e beleza vista porfora. Aquilo não era só uma casa e mais parecia um castelo, daqueles que eu viaquando fazia um tur pela Europa, utilizando o Google earth. –Nossa! Nossa! É.... É... É linda!!! Eu falei admirada. – Espere só até ver o seu quarto. Disse minha vó Esme. Eu corri pela imensa sala muito clara, com três grandes sofás, um piano, umalareira, uma prateleira, quadros no estilo impressionista. E Tudo estava tão bemdecorado, como Esme sempre fazia com impressionante bom gosto. A casa tinha um grande escritório, um biblioteca, uma sala de cinema, umacozinha era pequena, mas bem decorada, uma lavanderia, uma grande sala de jantar, umsalão de festa ainda maior que os outros cômodos. E quanto eu vi aquele salão de festas,imaginei o que Alice aprontaria ali durante os próximos anos e um frio percorreu aminha espinha. Subimos as escadas para ver os quartos e eu fiquei admirada com a quantidadede quartos que havia no segundo andar da casa: eram 15 ao todo. Fui para o meu quarto e fiquei encantada com a decoração, que me fazia sentiruma verdadeira princesa em seu castelo encantado. Onde tudo era muito claro e o tomde branco se contrastava com os de rosa do papel de parede. Havia um closet enorme sópara mim, uma mesa com computador, em todos nas paredes havia bonecas e ursos em
  27. 27. grandes prateleiras, uma linda cama branca com uma mesa de cabeceira de cada lado eluminárias para clarear o ambiente. Ainda havia uma janela que dava uma vista parafrente da casa e eu poderia ver aquele impecável jardim todos os dias. O meu banheiroera grande, claro e tinha uma enorme hidromassagem no centro, um grande espelhoacima do balcão cheio de produtos. Tudo lindo e perfeito para mim e eu estava agradecida pelo bom gosto da minhaavó. Fui para o quarto de Jake e vi que ele estava muito triste. –Jake! Você está arrependido de ter vindo para cá? Eu perguntei. – Não! Nunca! Só estou estranhando essa casa muito grande... Esse quantotambém não me deixa a vontade. –Jake! Olha as fotos nas paredes! Eu tentava parecer alegre, para distraí-lo desua tristeza. – Todos os seus irmãos, seu pai e os seus amigos! Olha as minhas fotos! Comoestou diferente nessa!! Você não acha? – Você está crescendo rápido e ficando uma mocinha. Ele sorriu do jeito que eusempre amava. Enquanto eu falava das fotos, Edward entrou e pediu licença para conversar emparticular com Jake. E eu fiquei um pouco aborrecida, mas haveria muito tempo para euver as fotos e ficar com Jake. Eu sai para ver o quarto de Bella e Edward, mas do corredor eu pude ouvir aconversa: – Jake! Nada de ficar sem blusas ou se transformar na frente da Nesse! Ela estácrescendo e os seus hormônios parecem está acelerados. – O que você prometeu está de pé? Edward falava tão rapidamente, que se eunão tivesse uma super audição não ouviria e entenderia o ter da conversa. – Está Edward! Pode ficar tranqüilo. Jake assentiu. Eu fiquei me perguntando que conversa era aquele? Que promessa era essa?Mas eu estava tão entusiasmada coma casa que não me preocupei com isso por algumtempo. Tudo era muito novo para mim e eu queria conhecer cada detalhe da casa, osquartos dos meus tios e avós, a cozinha e o resto da casa. Jake e saímos de moto, para fazer um reconhecimento da cidade, e de inicio eunão gostei muito.
  28. 28. A cidade era pequena e quase não víamos casas nas pelo caminho e a nossa casaficava ainda mais longe do centro, afastada convenientemente das outras casas e dequalquer sinal de civilização. Além disso, o caminho para a cidade era cercado debosques, que facilitariam as minhas pequenas competições com o meu melhor amigolobo. A arquitetura da cidade me lembrava as das cidades do interior da Itália, quemeus pais me mostravam pela internet e prometiam me levar algum dia para conhecer. As pessoas eram pouco simpáticas e isso seria bom para minha família, pois nãomanteríamos laços de amizade naquele bizarro lugar. Então não teríamos querepresentar uma peça de teatro para as outras pessoas. E isso me deixava aliviada etranqüila, porque teríamos um pouco de liberdade nela pequena cidade provinciana. A universidade onde meus pais, tios e Jake estudariam ficava em uma cidadevizinha e não demoraria mais de 20 minutos para chegar lá de carro ou moto, então acasa ficava estrategicamente localizada para facilitar que freqüentassem a universidade,sem precisarem se instalar em repúblicas. Outra coisa propicia nesse lugar, era que chovia a maior parte do tempo enevava alguns meses no ano, assim minha família não precisaria se esconder. Então aatmosfera, a cidade, a localização e o clima eram totalmente favoráveis para a nossanova vida, eu tive a certeza disso enquanto passeava com Jake. Quando chegamos à casa todos nos esperavam para uma pequena comemoração,mas a cara do Jake não era muito boa. E claramente podia-se ver em seus olhos atristeza e o desconforto. –Desculpem! Estou cansado e vou dormir. Ele falou tão baixo que malpodíamos ouvir. Ele me deu um beijo na testa, antes de subir as escadas em direção ao seuquarto. E eu me sentia muito mal pela infelicidade de Jake. Eu estava extremamenteculpada, mas eu tinha que disfarçar isso para que minha família não percebesse que euestava afetada pelo estado de Jake. Eu tocava o piano, de repente uma tristeza percorreu o meu corpo novamentequando comecei a tocar a canção que compus para Jake: Sol da minha vida! Meus olhos se encheram de lágrimas e eu me culpava pela tristeza dele naquelemomento. A dor nos seus olhos na despedida em La Push, as suas lágrimas na moto, atristeza dele no quarto. De repente meus pensamentos foram invadidos. – Nesse! Não é culpa sua. Ele vai demorar a se acostumar com a casa, com olugar, e com a falta dos irmãos. Mas ele está feliz por está protegendo você. Edward seintrometeu nos meus pensamentos. Eu não respondi nada e as palavras de Edward confortavam o meu coração,quando de repente escutei o uivo de um lobo, que mais parecia um choro. Aquele choro
  29. 29. era tão conhecido e peculiar, que fez meu coração ficar mais apertado e a dor merasgava por dentro. – Nesse!! Ele só está falando com os seus irmãos. Dê esse tempo a ele! Edwardfalou novamente. Eu fui para o meu quarto, liguei o meu computador e fiquei navegando pelainternet. E quando eu já estava com sono, fui até o quarto de Edward e Bella para beijá-los antes de dormir: – Poderiam não fazer tanto barulho a noite? Eu pedi olhando para as expressõesassustadas deles. Aquela pergunta deixou Edward sem graça, mas ele respondeu franzindo a testa: – As paredes dos quartos dos casais são a prova de som. Ele começou a falarolhando para mim e se virando as vezes para Bella. –Esme se preocupou com a sua sanidade e com os questionamentos de Jake. Elefalou quase gaguejando. –Ah ta. Tchau! Eu sorri e fui para o meu quarto. Fui para o quarto de Jake,com a intenção de dá boa noite para ele, e o encontreilendo. – Pensei que já estivesse dormindo? Ele perguntou curioso para mim. –Não consegui. Estou muito triste e não consegui dormir. Respondi olhando nosseus olhos. –Por que você está triste? Ele quis saber. –Porque você está! Eu ri. –Eu não estou! Só preciso me acostumar. Ele afirmou sorrindo para mim. –Ta!! Eu vou dormir então. Boa noite Jake! Eu falei depois que dei um beijo noseu rosto quente e perfeito. Nesse momento, ele me abraçou apertado e ficamos assim por alguns segundos. – Jake! Eu te amo! Você á mais que um amigo! Você é meu irmão agora. – Eu te amo mais! Ele agora falava com um sorriso espontâneo e glorioso, quenem de perto lembrava o anterior. ......
  30. 30. Não posso dizer que minha vida estava fácil, pois eu ficava em casa o dia inteirocom Esme enquanto os outros estavam na Universidade. Todavia isso era bom para omeu intelecto, pois tinha tempo para estudar, fazer novas composições, viajar peloGoogle earth e conhecer novos países, aprendia novos idiomas. Mas o pior de tudo, issoera que Edward chegava da Universidade para me dá aulas particulares. Acredita nisso?Eu estudava o dia inteiro e quando ele chegava ainda tinha que me ensinar mais. O melhor disso, era que eu passava muito tempo com ele. E meu jovem paiparecia um irmão mais velho e protetor e aproveitava o Maximo das aulas para meroubar da companhia de Jake. Eu também me divertia com as histórias que Alice e Rosali contavam dafaculdade de moda, dos contos de terror que Emmett me contava, mostrava para Bellatudo o que havia aprendido naquele dia. E depois disso ainda ficava brincando com Jake: Xadrez, dominó etc. E elesempre trazia uns jogos divertidos, que saberia que eu adoraria jogar e ganhar dele. Bella achava injusto que ele sempre deixava eu ganhar, mas eu me aproveitavadisso, assim como nas nossas caçadas, e me divertia muito com ele. E por algummilagre ele parecia gostar disso também. Durante a noite Jake quase não dormia, ficava estudando para se sair bem nasprovas. E acredite se puder, eu o ajudava a estudar e até fazia os seus trabalhos, apesarde Edward não aprovar nada disso. – Você não tem vergonha de deixar Nesse fazer as suas tarefas? Edward viviaresmungando. Ele tinha muita dificuldade com algumas matérias e eu o ajudava. E para isso euestudava as suas matérias durante o dia, aprendendo o máximo de cálculo, química,física e outras, para ensiná-lo durante a noite. Ele sempre dizia que eu parecia ter várias faculdades, mestrados e doutorados. Eapesar de eu não ter contado nada para ele, já estava estudando algumas teses dedoutorados. Edward achava divertido, às vezes, quando eu fingia aprender para ajudá-lo,mas como ele lia a minha mente, sabia que já tinha estudado tudo durante o dia só paraajudá-lo. Mas ele não podia reclamar, porque fazia a mesma coisa com Bella!! Quandopercebia que ela estava com dificuldade em alguma matéria, aprendia só para ensiná-la. Nos fins de semana Jake viajava sozinho, para La Push. E eu ficava morrendode saudade e contando as horas para ele voltar para casa. Eu sempre pedia para ir com ele, mas como meus pais não queriam queninguém me visse não me deixam ir com ele, deixando-me irritada todo final desemana.
  31. 31. Eles tentavam arrumar alguma distração para mim, levavam-me para passearnas outras cidades, Emmett me ensinava lutar, caçávamos, fomos para a Disney umasduas vezes, visitávamos a família de Tanya em Denali. Em resumo, todo fim de semanainventavam alguma distração para eu não ficar reclamando a falta de Jake.(Cap. 6) Apaixonada Apaixonada A vida parecia feliz e o tempo passou rápido naquela nossa nova vida. A cadadia eu notava as mudanças em meu corpo e rosto. E a cada dia eu sentia que estavaficando adulta e todos diziam que eu estava uma mocinha. Se eles soubessem o quantoessa palavra me irritava!! Eu me perguntava quando pararia de crescer, quando o meu metabolismo iriaestabilizar, pois apesar de ter visto Nual e ouvido a sua história, eu sempre pensava quepoderia ser diferente comigo e eu poderia ficar uma velha em pouco tempo. E isso meapavorava muitas vezes. Agora eu me encontrava com uma aparência 15 anos, pelo menos era isso queCarlisle afirmava, e só faltava mais um ano para voltarmos para Forks, de acordo com otrato que fizeram com Jake. Mas o tempo agora parecia não ajudar muito, já não agüentava mais aquela vidade mesmice que eu tinha desde meus sete anos. Era sempre a mesma coisa, era tão chatoe entediante para mim que estava cansada disso tudo. Um dia Jake me levou para passear com ele e fomos fazer compras na cidadevizinha. Tínhamos planejado ir para o cinema e passar algum tempo juntos andandopelo shopping. Afinal eu estava precisando de roupas novas, mais ainda de novos ares,de novas caras, de mudar um pouco a rotina. Quando estávamos no shopping, encontramos uma “amiga” de Jake e ele nosapresentou. –Oi Jake! Como você está? –Bem Sharon! Essa é Nesse, a minha sobrinha. – Oi Nesse tudo bem? – Tudo! E você? – Jake! Talvez pudéssemos sair qualquer dia para tomar uma cerveja? O queacha? Ela estava entusiasmada olhando para ele e ignorando a minha presença.
  32. 32. – Eu não bebo. Obrigado. Ele balançou a cabeça e sorriu timidamente. –Vai ter uma festa na irmandade na semana que vem. Bem, você não gostaria deir comigo? – Infelizmente não estarei na cidade. – Nos vemos depois na aula Sharon? Jake estava despachando aquela garotaeducadamente. – Tá. Eu gostaria muito de conversar com, mas calma qualquer hora dessas. Elafalou mordendo os lábios, enquanto olhava para ele. – O que foi aquilo Jake? Ela praticamente disse transe comigo! Eu falei malhumorada. – Que vocabulário é esse Nesse? Ele falou para mim como se estivesse medando uma bronca. Mas eu não respondi, porque estava tão irritada e chateada queriamatar aquela mulher que se atrevera a da em cima do meu Jake. Quem ela pensa que é para falar com ele dessa forma? Cadela!! Vaca!! Eupensei furiosamente. – Quero ir para casa Jake? Eu exigi muito irritada. – Nós acabamos de chegar! E o cinema? Jake questionou. – Agora Jake! – Tudo bem. Ele respondeu e depois ficou em silêncio. Fomos para o carro e ele partiu comigo para a casa, mas o silêncio predominoutodo o percurso. E eu estava irritada demais para falar qualquer coisa, e ele estavaaborrecido com a minha pequena birra no shopping, então não falou comigo todo ocaminho de volta. Quando chegamos à garagem de casa, eu nem esperei ele abrir a porta. Euestava tão irritada que abri bruscamente e a bati com toda força para deixar clara aminha raiva com ele, depois sai correndo em direção ao meu quarto. Quando passei correndo, até chegar às escadas, todos olharam para mim. Mas eucorri e me tranquei no meu quarto. Eu chorava de dor, de raiva, ciúme e por ele ter me chamado atenção daquelejeito. Eu estava muito magoada pela forma que havia falado comigo. Eu não melembrava de outra ocasião que tenha agido daquela maneira. Eu ouvia os gritos da Bella e Rosali reclamando na sala: – O que você fez com a minha filha?
  33. 33. – Seu cachorro desgraçado. Rosali dizia – O que aconteceu? Alice estava mais calma e ponderada. Jake não disse nada, mas Edward explicou: – Ela ficou com ciúme! Porque a sua amiga estava flertando com você, techamou para sair e você não pareceu descartá-la. – Eu só fui gentil. Jake disse – E você chamou a atenção dela pelo vocabulário chulo. Edward falou. – E você não chamaria? Jake rebateu. – Sim! Eu chamaria. Edward concordou. – Esse escândalo todo é porque uma humana deu em cima de você. Emmettgargalhou. – Não brinque com isso Emmett! São os sentimentos dela! Disse Bella irritada. Todos estavam mais calmos ... Eu dormia calmamente quando acordei, ele estava me olhando com cara decachorro sem dono. – Você está melhor? Ele falava enquanto passava as mãos pelos meus cabelos.Seu rosto era tranqüilo e seu olhar era misterioso. – Sim! Desculpe o meu descontrole. Não sei o que aconteceu... Não vai serepetir e você pode flertar com quem quiser. Eu respondi desviando os meus olhos, paranão encará-lo. – Você sabe que eu não estava flertando. Ele deu uma risadinha debochada. – Depende do ponto de vista. Eu rebati. –Levanta dessa cama e se arruma. Ele disse em um tom calmo e sereno. – Aonde nós vamos? – Hoje é sábado e eu vou para La Push. Pensei que quisesse ir comigo? Umsorriso iluminou o seu rosto. Eu amava aquele sorriso e nada mais poderia me deixar demal humor depois dele. – Mas Edward... Ele colocou os dedos suavemente nos meus lábios. – Ele deixou! Mas vamos de carro. Ele afirmou.
  34. 34. Eu estava eu eufórica pela possibilidade de ir para La Push!, o lugar que euamava. Eu pensei em meus amigos, meu avó, a minha floresta preferida, a praia, a casade Jake. – LA PUSH!! Eu gritava enquanto pulava da cama e corria para o banheiro. Maseu precisava de um toque especial, então comecei a gritar histericamente: – Saia Jake!! –Alice!!! Alice!!! Alice!! – O que foi Nesse? – Preciso de ajuda!! Vou para La Push! –Por favor, me arrume!! Jake saia do quarto enquanto Alice entrava dançando pelo quarto, e logo depoisentraram no quarto Bella, Rosali e Esme. Ouvi Jake gritar do corredor: – Você tem 30 minutos. – Se não estiver no carro... Vou sozinho. Ai foi um desespero e enquanto Alice colocava um lindo vestido azul em mim,minha mão fazia uma leve maquiagem em meu rosto e Rosali prendia os meus cabelos. – Isso tudo só para ver um monte de cachorros. Dizia Rosali – Eles a acharão linda de qualquer forma. Agora era Bella – Linda e elegante!! Era a vez da Alice. – Encantadora. Dizia Esme. De repente outro grito: - 5 minutos! – Vamos! Vamos! Preciso descer! Eu gritava e pulava ao mesmo tempo. – Leva outras peças de roupa, para você vestir amanhã e voltar para casa. Bellajá estava com uma mochila pronta para mim. Descemos as escadas e Jake só disse uma palavra: – Encantadora! Antes de sair, Bella e Edward fizeram mil recomendações:
  35. 35. – Jake!! Traga ela inteira. Dizia Bella. – Se ela cair, se machucar, se for atropelada, se uma bomba explodir, um raiocair... Eu mato você Jake. Edward dizia muito ansioso. Era a primeira vez que ele me deixava ir para longe com Jake e passar tantotempo fora. Ele estava ansioso e seus olhos estavam mais negros do que nunca. Eupodia sentir a tensão no seu corpo, seus lábios estavam rígidos e a preocupação eraevidente no seu rosto de querubim. Depois do sermão de Edward e Bella, foi a vez de Rosali, Emmett e Jasper. – Traga-a inteira cachorro!! Rosali rosnava para ele. – Se acontecer algo com ela, você vai correr com três patas. Emmett gargalhavadebochadamente. – Eu não quero ir ao seu enterro, então trate de ser cuidadoso. Jasper estava maiscalmo. Carlisle, Esme e Alice não fizeram drama e apenas se despediram de mim comose fosse muito natural eu viajar sozinha. Nós pegamos a estrada, Jake dirigia bem devagar e cautelosamente e eu jáestava irritada: – Jake! Desse jeito chegaremos lá amanhã. Ele riu e acelerou um poucoenquanto colocava um CD de Rip Rop. –Desde quando você curte esse tipo de música? Eu ria para ela. – Acho que comecei agora. Ele riu e colocou um dos braços em volta do meuombro, se permitindo dirigir com apenas uma mão. Seu corpo estava tão quente, tãocheiroso, tão macio e tão perto do meu que desejava está abraçada a ele. Algumas horas se passaram e chegamos a La Push por volta das 12 horas.Quando estávamos na fronteira da terra dos Quileuts eu reconheci as casinhas e apaisagem. Então peguei o telefone liguei para Bella. – Mãe! Estamos chegando e esta tudo bem. Estou viva! Fica calma ta! Te amo!Eu falei tão rapidamente para não dá tempo de ela fazer nenhum drama. O carro parou na porta da casa de Billy e havia uma comitiva nos esperando. O meu avô estava lá ansioso, esperando para me ver e eu sai do carro correndopara os seus braços macios e fiquei alguns segundos agarrada a eles. Depois eu abracei todos os irmãos de Jake. – Nossa pirralha! O Jake não exagerou. Você está linda!Seth exclamou.
  36. 36. – Com quantos anos? Perguntou Seth. – Meus pais disseram que tenho 15 anos agora. Respondi timidamente. – Jake!! Valeu à pena ficar perto dela. Disse Quil. – Jake, eu quero ir para a praia. Eu pedi. – Vamos guardar as suas coisas primeiro. Depois você precisa trocar de roupa.Jake ordenou. – Você está tão linda e cresceu tão rápido. Disse Clair. –Você também esta linda. Vou me trocar para brincarmos na praia. Tá? – Ta? Disse Clair toda sorridente. Fui para o quarto do Jake, tirei o vestido, coloquei meu biquíni e depois corripara a praia. Senti-me um pouco estranha, pois nunca havia usado biquíni na frente do Jake. – Será que ele iria gostar? Será que estou bonita? Eu não estou muito magra ?Branca? Eu estava insegura, estava tensa e com medo de ficar daquele jeito na frente deJake. Fomos para a praia, mas Jake mostrou indiferença ao meu traje de banho e issome deixou frustrada. Mesmo assim eu procurei disfarçar a meus sentimentos para ele. Passamos à tarde na praia brincando com Clair, apostando corrida com Seth erindo com os seus irmãos. Eu estava radiantemente feliz por está nesse lugar tão mágico e encantador. Sempre que estava distraído conversando com os outros, eu me permitia olharpara aquele lindo corpo esculpido perfeitamente, como se fosse modelado à mão. Eutentei lembrar qual foi a última vez que vi Jake sem camisa, expondo uma barrigatanquinho perfeita, um peitoral malhado, braços enormes e musculosos naquela pelemorena. Eu me permitia cobiçar aquele corpo, apesar os seus irmãos serem tão bonitos,ou mais, quanto ele; mas ele era o mais perfeito e encantador para mim. Eu tenho que esfriar a cabeça!! Eu vou entrar em combustão espontânea dessejeito. Pensei –Jake! Vou entrar na água!Eu afirmei para ele. –Nesse! Fica bem na beira.
  37. 37. – Não esquece que se algo acontecer seu pai me mata! Ele terminou. – OK ! Eu assenti. A água estava fria, mas agradável, eu estava trombando nas ondas, mas euestava segura. E Jake não tirava os olhos preocupados comigo. Parecia que eu ia quebrarou me afogar a qualquer momento. Mas eu resolvi não me preocupar com ele e curtir.Então senti mais coragem e resolvi nadar um pouco, apesar de eu ser péssima nadadora.E a ocasião era boa, pois Jake estava distraído com os seus irmãos, contanto as históriasda universidade e de como era a sua nova vida, eu aproveitei para nadar. Eu sentia as ondas me arrastarem, sentia a correnteza tão forte que me levavapara longe. Então resolvi tentar nadar, mas eu estava sem forças para lutar contra asondas fortes e geladas. Não conseguia gritar, apesar de tentar as palavras eram paradaspelas águas entrando pela minha boca. – Jak!! J! J!! Jak! Eu pensei que fosse morrer, pois ele não estava prestandoatenção em mim. Fui jogada para o fundo do mar e perdi a consciência. Ele correu muito rápido e se atirou no mar para me salvar. E eu não tiveconsciência de nada, estava desacordada, enquanto ele me chamava desesperado e faziarespiração boca a boca. Minha consciência começou a voltar e senti os seus lábios quentes pressionandoos meus. Eu comecei a colocar água para fora e tossir. Ele olhava para mim desesperado enquanto Quil, Embry e Seth tentavamacalmá-lo. – Ela vai ficar bem. Calma Jake!! Calma!! Eu podia ver a aglomeração de gente ao meu redor enquanto ele tentava mereanimar. Então a minha lucidez voltou e eu percebi o que havia acontecido. – OH! Não!! Estou encrencada. Pensei. Quando eu já estava lúcida, ele começou a brigar como ele nunca tinha feitoantes: – Será que você pode ser responsável um pouquinho? – Tentar se manter viva? – Você quer me matar do coração ? – Você tem idéia de quão ansioso você me deixou? Por que você faz isso comigo, Nesse?

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