Coloquio: Jornada Pedagógica 2010 - Quijijngue

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Apresentação do colóquio sobre "Avaliação e Registro de desempenho dos alunos na Organização em Ciclos", realizada na Jornada Pedagógica 2010, por José Ginvaldo Abreu de Araújo

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Coloquio: Jornada Pedagógica 2010 - Quijijngue

  1. 1. José Ginvaldo Abreu de Araújo<br />COLÓQUIO:Avaliação e Registro de desempenho do aluno na organização em ciclos <br />
  2. 2. ERA UMA VEZ uma rainha que vivia em um grande castelo. <br /> Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho.<br />
  3. 3. Um dia, querendo avaliar sua beleza, ela perguntou ao espelho:<br />- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?<br />
  4. 4. O espelho olhou bem para ela e respondeu:<br />Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é mais uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros.<br />Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:<br />- Como assim?<br />
  5. 5. Veja bem, respondeu o espelho. Em primeiro lugar eu preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com a minha resposta. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no palácio? Pretende examinar o seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessoas ou a sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério externo? <br />
  6. 6. É uma avaliação que considera normas ou critérios pré-determinados? <br /> De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados.<br />
  7. 7. E continuou o espelho:<br /> Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina em que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer esta análise? <br />
  8. 8. Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, terei uma outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha estourado. Mas se perguntar aos seus conselheiros, acho que a minha rainha terá o primeiro lugar.<br />
  9. 9. Depois, ainda tem o seguinte, continuou o espelho, como vou fazer essa avaliação? <br /> Devo utilizar análises continuadas? <br /> Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? <br /> Utilizo a observação? <br /> Finalmente, concluiu o espelho, será que estarei sendo justo? São tantos pontos a considerar...<br /> A rainha ficou, então, muito confusa e sem saber o que iria responder... <br />Clarilza Prado de Souza<br />
  10. 10. A avaliação<br />Quando se fala em avaliação, o que vem imediatamente a sua cabeça?<br />
  11. 11.
  12. 12. Problematização: Função Social da Avaliação<br />Qual o papel da avaliação no processo ensino e aprendizagem?<br />O que consideramos na avaliação?<br />Quais os parâmetros utilizados?<br />O que se pretende com a avaliação?<br />O que embasa a avaliação?<br />
  13. 13. Problematização: Função Social da Avaliação<br />Qual a concepção que temos sobre avaliação?<br />Por que avaliar?<br />Para que avaliar?<br />Como avaliar?<br />Quando avaliar?<br />
  14. 14.
  15. 15. Avaliação da aprendizagem<br />Processo que determina até que ponto foram atingidos os objetivos educacionais;<br />Tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica;<br />Estimula e valoriza as aprendizagens dos/as educandos/as;<br />Não se caracteriza por um acerto de contas ou penalização do fracasso mas pelo estímulo e valorização das expectativas atingidas.<br />
  16. 16. Formas de Avaliação no cotidiano escolar<br />Avaliação inicial<br />Instrumentaliza o(a) professor(a) para que possa pôr em prática seu planejamento de forma adequada;<br />Atende às características dos educandos/as;<br />Considera os conhecimentos prévios dos educandossobre determinados conteúdos, para possibilitar ao/a professor/a estruturar seu planejamento;<br />Serve para gerar novos conhecimentos e para os/as educandos/as tomar consciência do que já conhece e compreende;<br />Pode ocorrer no início ano letivo, no início de novas abordagens ou sempre que for necessário.<br />
  17. 17. Formas de Avaliação no cotidianoescolar<br />Avaliação Formativa<br />Acontece ao longo do processo, de forma contínua;<br />Fornece dados para criar condições de melhoria de ensino e aprendizagens, considerando que o processo não foi concluído;<br />Acompanha o processo, considerando o contexto, a faixa etária e o desenvolvimento pessoal do(a) educado(a).<br />
  18. 18. Formas de Avaliação no cotidianoescolar<br />Avaliação somativa<br />Verifica o nível de aprendizagem e dos objetivos propostos;<br />Refere-se a classificação dos(as) educandos(as);<br />Diz respeito aos aspectos: quando e para que se avalia.<br />
  19. 19. Por que avaliar?<br />A finalidade básica da avaliação é que sirva para intervir, para tomar decisões educativas, para observar a evolução e o desenvolvimento dos(as) educandos(as), para planejar e intervir ou modificar determinadas situações, relações ou práticas educativas.<br />
  20. 20.
  21. 21. Para que avaliar?<br />Para aprovar ou reprovar?<br />Direito e estímulo ao conhecimento e a formação.<br />Conhecer os(as) educandos(as), considerando suas características e o contexto extra-escolar;<br />Conhecer e potencializar a identidade dos educandos(as);<br />Conhecer e acompanhar o seu desenvolvimento.<br />
  22. 22. Para que avaliar?<br />Verificar se houve aprendizagem e se é necessário retomar os conteúdos;<br />Saber se as estratégias de ensino estão sendo eficientes e modificá-las quando necessário.<br />
  23. 23. Para que avaliar?<br />Identificar os conhecimentos prévios dos(as) educandos(as), nas diferentes áreas do conhecimento e trabalhar a partir deles;<br />Identificar os avanços e encorajá-las a continuar construindo conhecimentos e desenvolvendo as capacidades;<br />Conhecer as dificuldades e planejar atividades que os ajudem a superá-las.<br />
  24. 24. Quando avaliar?<br />A dinâmica da avaliação é processual e contínua;<br />Portanto não há interrupções, nem estabelecimentos de períodos com “data” marcada se considerarmos que a avaliação é uma constante em nossa prática pedagógica;<br />Ela é o termômetro para avaliar as práticas pedagógicas e aprendizagens dos(as) educandos(as);<br />Daí surge a necessidade de termos conteúdos significativos que conduzam a mudanças de práticas e a transformação dos(as) educandos(as).<br />
  25. 25. Como avaliar<br />Observando;<br />Promovendo debates, seminários, trabalho em grupo e individual;<br />Estimulando a pesquisa para ampliar os conhecimentos;<br />Estabelecendo espaços de interlocução entre professor(a) e educandos(as);<br />Dentre outras possibilidades avaliação exige postura do(a) educador - um ato “ amoroso” como diz Luckesi;<br />Jamais deve ser um “acerto de conta” entre educador(a) e educando(a).<br />
  26. 26. Como o professor poderá superar os desafios pedagógicos<br />Avaliando sistematicamente o ensino e aprendizagem do(a) educando(a);<br />Avaliando suas práticas, inclusiva e não excludente;<br />Percebendo que a escola tem um papel fundamental na formação dos(as) educandos(as), pois possibilita a promoção de aprendizagens e o sucesso e avanço escolar.<br />
  27. 27.
  28. 28. Olhares sobre a avaliação<br />“Ninguém escapa da avaliação e de suas<br />consequências. Ela está para nossa vida<br />assim como o ar que respiramos e o sol que<br />nos ilumina. Em nossa vida tudo é<br />avaliável: o belo dia de sol, as manhãs<br />tristonhas de inverno, os bens móveis e<br />imóveis e até mesmo a gente.”<br />Junot C. Matos<br />
  29. 29. Olhares sobre a avaliação<br />“ A avaliação deve verificar<br />a aprendizagem não só a partir <br />dos mínimos possíveis, mas<br />a partir dos mínimos necessários” .<br />Luckesi.<br />
  30. 30.
  31. 31. A Aprendizagem<br /> A aprendizagem mecânica é a aprendizagem de novas informações, com pouca ou nenhuma associação com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva do aprendiz. Ele simplesmente recebe a informação e a armazena de forma que ela permanece disponível por um certo intervalo de tempo. Mas, na ausência de outras informações que lhes sirvam de combinação, permanece na estrutura cognitiva de forma estática. <br />
  32. 32. Aprendizagem significativa<br /> A aprendizagem significativa tem como base as informações já existentes na estrutura cognitiva. As novas informações podem interagir contribuindo para a transformação do conhecimento em novos conhecimentos, de forma dinâmica, não aleatória, mas relacionada entre a nova informação e os aspectos relevantes da estrutura cognitiva.<br />
  33. 33. Avaliação da aprendizagem.<br />Elemento pedagógico utilizado para compreender até que ponto os objetivos traçados foram alcançados.<br />Instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno para uma tomada de decisão.<br />Exercício de reflexão sobre a prática docente.<br />
  34. 34. Avaliação em larga escala.<br />É um procedimento avaliativo aplicado a um grande contingente de alunos. <br />Serve para fazer inferência de um determinado conteúdo através de testes padronizados.<br />Dentre seus objetivos destaca-se a definição de subsídios para a formulação de políticas educacionais. <br />
  35. 35. Matriz de referência<br />É um documento que se organiza em subconjuntos de habilidades correspondentes ao nível da série dos alunos a serem avaliados. <br />As habilidades são decompostas em descritores, que têm a função de avaliar as unidades mínimas de cada habilidade.<br />
  36. 36. Os descritores<br />
  37. 37.
  38. 38. BOM TRABALHO PARA TODOS.<br />Picasso & Mary Cassat<br />

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