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22 praticando a seleção natural
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  • 1. Praticando a seleção natural 10070402 080503 090601Intro Cadastrada por Raquel Faria Material - onde encontrar em casa Material - quanto custa até 10 reais Tempo de apresentação até 30 minutos Dificuldade fácil Segurança seguro Materiais Necessários A evolução é um processo que demora bastante tempo para acontecer. Ela se processa em tempo geológico e, por isso, não é simples perceber suas evidências. Este experimento propõe uma prática simples, em que é possível simular como a seleção natural procede e o que pode interferir neste processo. * 1 Folha de papel de presente com motivos florais; * Papéis coloridos de diversas cores; * Tesoura; * Papelão ou papel cartão; * Lápis. Introdução várias experiências, um só lugar
  • 2. Praticando a seleção natural Intro 10070402 080503 0906 Passo 1 01 Preparando-se para a prática Escolha um papel de presente e cole-o no papel cartão ou no papelão para montar o que será a base ou tabuleiro da sua prática. É interessante utilizar um papel com motivos florais para simular melhor um ambiente natural. Observe as cores que mais aparecem no papel de presente escolhido. A partir dessa observação, você escolherá as cores das suas borboletas. Os alunos devem imaginar que são predadores de borboletas que querem comer o maior número pos- sível de presas. Para isso, precisam percebê-las no ambiente. Assim, o professor deve escolher algumas cores que são semelhantes às encontradas no papel, para que algumas borboletas sejam camufladas, e outras que não são semelhantes, para que a camuflagem não seja favorecida. Sugestão: Coloque pelo menos 3 cores de borboletas camufladas e 2 não camufladas. Observe como a borboleta amarela fica camuflada. O mesmo não ocorre com a azul. várias experiências, um só lugar
  • 3. Praticando a seleção natural Intro 100704 080503 090601 Passo 2 02 Como fazer as borboletas Para que sua prática tenha maior valor como dado científico, deve-se “controlar as variáveis do meio”, ou seja, fazer todos os procedimentos padronizados, a começar das borboletas. Elas devem ser todas do mesmo tamanho e de preferência com a mesma textura e brilho, somente a cor deve variar. Para produzi-las com esse padrão, basta fazer um molde a partir do qual se desenhará as outras. Depois, corte-as com a tesoura e espalhe-as sobre o tabuleiro. Com a ajuda de um molde, desenhe as borboletas nos papeis coloridos. As borboletas devem ser padronizadas. Recorte as borboletas desenhadas. Tabuleiro pronto para realização da prática. Você consegue ver as borboletas ama- relas? E as rosas? várias experiências, um só lugar
  • 4. Praticando a seleção natural Intro 10070402 0805 090601 Passo 3 03 Como realizar a prática Devem ser escolhidos 10 alunos para desempenharem o papel de predadores. Esses dez devem esperar do lado de fora da sala enquanto o professor explica o que acontecerá para os outros que ficaram dentro da sala. Deve ser mostrado o tabuleiro e as borboletas a estes e explicada a dinâmica da prática. As borboletas devem sem distribuídas aleatoriamente por todo o tabuleiro, observando as cores que darão a camuflagem a algumas. Logo após, os alunos que serão os predadores entrarão, um de cada vez, com os olhos fechados e serão instruídos pelo professor ou outro aluno sobre o que deve fazer. Ao chegar ao tabuleiro, deve ser instruído que ali está um ambiente natural, aonde existem muitas presas que são borboletas de várias cores. Eles devem abrir os olhos por 3 segundos, fechá-los logo em seguida e colocar a ponta do dedo indicador sobre uma das presas que enxergou. O professor ou um aluno deve ficar ao lado para falar a hora de abrir e fechar os olhos. O aluno-predador deve permanecer com o dedo sobre o tabuleiro no local onde indicou até que alguém retire sua mão e as borboletas que vão sendo predadas do tabuleiro. Cada aluno terá 10 chances para tentar “comer” alguma borboleta. Se ele não colocar o dedo sobre nenhuma borboleta, deve-se considerar como se tivesse perdido a oportunidade de pegar a presa, por isso, ao final ele poderá ter “comido” menos que 10 borboletas. Ao final das 10 tentativas, são contadas quantas borboletas foram atingidas e de que cor elas são. Logo depois, devem ser recolocadas sobre o tabuleiro para que o próximo aluno repita o procedimento. As informações devem ser anotadas no quadro negro em forma de tabela, como a apresentada abaixo: várias experiências, um só lugar
  • 5. Praticando a seleção natural Intro 100702 080503 090601 Passo 4 04 Como analisar os dados Depois de preencher a tabela com seus alunos, converse com eles a respeito dos resultados. Provavelmente, as cores de borboletas mais predadas foram as que não eram camufladas sobre o papel de presente. Estimule os alunos a pensarem na possível explicação para este resultado. Por que as borboletas camufladas foram menos predadas? O que acontecerá após certo tempo com as populações de borboletas de diferentes cores? Neste simples experimento, que pode ser aplicado de forma lúdica, o professor pode trabalhar com o terceiro ano do Ensino Médio vários conceitos, por exemplo, como ocorre a seleção natural, como a pressão dos predadores é importante para a este processo, como funciona a dinâmica de populações, o que é a camuflagem e por que é uma vantagem adaptativa. várias experiências, um só lugar
  • 6. Praticando a seleção natural Intro 10070402 0803 090601 Passo 5 05 Alternativa para realizar a prática Professor, você ainda tem alternativa para realizar a prática: ao invés de separar alunos predadores e alunos expectadores, separe a turma em grupos com a mesma quantidade de alunos e coloque uma folha de papel de presente diferente para cada grupo. Antes da aula, já deve ter sido cortado um pedaço de cada uma das folhas com furadores de papel, formando bolinhas com todos os padrões de papel que há na sala. Entrega-se para cada grupo uma quantidade igual de bolinhas, que serão jogadas aleatoriamente sobre os papéis de cada grupo. Peça para que somente um aluno de cada vez pegue uma única bolinha e passe a vez para o próximo. Marque um tempo para que os alunos procurem as bolinhas e depois escreva os resultados no quadro. Esta outra forma de se aplicar a mesma prática pode ser vantajosa dependendo do perfil de sua turma, porque permite um maior envolvimento dos alunos, pois todos participam como predadores. Outro fator interessante para discutir é que cada grupo terá um padrão mais predado. Os mesmos animais em ambientes variados serão predados de forma diferente. várias experiências, um só lugar
  • 7. Praticando a seleção natural Intro 10070402 080503 0901 Passo 6 06 O que acontece Veja na tabela abaixo os resultados que obtivemos quando aplicamos este experimento em sala de aula. Note que as borboletas azuis clara foram as mais predadas, seguidas pelas roxas. As marrons e rosas foram as menos predadas. Notamos claramente que os alunos tiveram mais dificuldades para enxergar as borboletas de cores parecidas com as do “ambiente natural” em que se encontravam, assim como um predador, como um pássaro, teria se estivesse voando e passasse por aquela área. Essa dificuldade para enxergar a presa se deve ao fato dela possuir uma estratégia para escapar dos predadores, a camuflagem ou coloração críptica. várias experiências, um só lugar
  • 8. Praticando a seleção natural Intro 100402 080503 090601 Passo 7 07 Borboletas na vida real As diversas espécies de borboletas que existem apresentam várias colorações em suas asas. Isso é importante, pois cada uma prefere se alimentar de néctar de flores diferentes ou de suco de frutas diferentes, mesmo que convivam em um mesmo habitat. Por exemplo, as que se alimentam de flores alaranjadas, geralmente, apresentam cor laranja; as que preferem flores amarelas, também se apresentam dessa cor. Isso acontece também com as larvas das borboletas e mariposas, as lagartas, e caracteriza uma camuflagem, pois os indivíduos se confundem com o meio ambiente no qual vivem. Além das borboletas, muitos animais atingem a coloração críptica e se mesclam com os arredores, combinando sua cor e seu padrão com a cor e o padrão da vegetação. Essa é uma boa estratégia para se defender da predação. Borboletas geralmente preferem se alimentar de flores da mesma cor que suas asas. Borboleta camuflada. Borboleta camuflada. Borboleta camuflada. Lagarta amarela (Larva de borboleta) começando a empupar num ramo de uma planta que possui flores amarelas. A lagarta ficou dessa cor após se alimentar das flores amarelas da mesma planta. Besouro sobre uma folha verde. Apesar de ser mar- rom, apresenta-se camuflado pois confunde-se com as partes da folha que estão queimadas. Borboletas geralmente preferem se alimentar de flores da mesma cor que suas asas. várias experiências, um só lugar
  • 9. Praticando a seleção natural Intro 10070402 0503 090601 Passo 8 08 A seleção natural e a camuflagem Vários animais parecem gravetos, folhas, detalhes na folha, partes de flores e até mesmo fezes de aves. Assim, predadores os confundem com objetos, rejeitando-os para a alimentação. Alguns louva-deus, por exemplo, além de possuir o corpo parecido com um graveto apresentam comportamento que os faz ainda mais semelhantes a ele: o louva-deus esconde suas patas dianteiras em posição de repouso e permanece praticamente imóvel a maior parte do tempo. O comportamento dos organismos camuflados deve necessariamente corresponder à sua aparência. Imagine, por exemplo, se esse louva-deus estivesse parado sobre uma folha verde, ou se movesse rapidamente através de um galho. Provavelmente não conseguiria enganar muitos predadores. Essa e outras adaptações para sobrevivência no ambiente demonstram a grande força e a presença dos predadores em todos os lugares como uma pressão seletiva. Aqueles indivíduos que se escondem efetivamente são menos predados, mas os que não se escondem com eficiência são descobertos e comidos e a população da sua espécie residente naquele local provavelmente irá diminuir ou talvez até será extinta daquela região. Se ela for extinta de determinado local, a mesma espécie pode migrar para outros lugares, onde a pressão do predador não seja tão grande ou, se não puder migrar e a distribuição mundial daquela espécie for restrita àquela região, acabará sendo extinta do planeta. várias experiências, um só lugar
  • 10. Praticando a seleção natural Intro 10070402 080503 0601 Passo 9 09 Para saber mais - Qual a diferença entre camuflagem e mimetismo? Camuflagem acontece quando um indivíduo é pouco percebido no seu meio ambiente, pois suas cores e seu padrão se mesclam com a cor e o padrão das cascas de árvores, folhas, flores ou galhos lá presentes. No caso da borboleta Olho-de-coruja, a camuflagem acontece de forma diferente, pois o padrão de cor da parte de baixo das suas asas lembra o olho de uma coruja. Caso um predador se aproxime, interpretará aquela imagem como uma coruja e não incomodará a borboleta. Essa é uma estratégia dos animais comíveis ou palatáveis. Mas algumas espécies produzem substâncias químicas nocivas ou as acumulam a partir dos alimentos que comem e anunciam este fato apresentando cores fortes e chamativas, o que é chamado de colora- ção de advertência ou aposemática. Por exemplo, a lagarta da borboleta monarca (Danaus plexippus) se alimenta da planta Oficial-de-Sala, que possui substâncias tóxicas e apresenta um padrão de listas brancas, pretas e amarelas que indicam aos predadores que ela possui gosto ruim. Depois, durante a fase adulta, a borboleta monarca continua apresentando cores chamativas, com asas laranjas com lis- tras pretas e marcas brancas, e tem um gosto tão amargo que uma única experiência com essa presa é relembrada por muito tempo... Os animais e plantas impalatáveis que apresentam coloração de advertência frequentemente servem de modelo imitado por animais palatáveis, que passam a apresentar padrões, texturas, forma do corpo, comportamento e cores de advertência semelhantes aos de gosto ruim. Isso é chamado de mi- metismo e realmente confere vantagem ao imitador, pois o predador evitará se alimentar de todos os indivíduos que apresentarem os padrões e as cores fortes dos animais impalatáveis. Para saber mais - Qual a diferença entre camuflagem e mimetismo? Camuflagem acontece quando um indivíduo é pouco percebido no seu meio ambiente, pois suas cores e seu padrão se mesclam com a cor e o padrão das cascas de árvores, folhas, flores ou galhos lá presentes. No caso da borboleta Olho-de-coruja, a camuflagem acontece de forma diferente, pois o padrão de cor da parte de baixo das suas asas lembra o olho de uma coruja. Caso um predador se aproxime, interpretará aquela imagem como uma coruja e não incomodará a borboleta. Essa é uma estratégia dos animais comíveis ou palatáveis. Mas algumas espécies produzem substâncias químicas nocivas ou as acumulam a partir dos alimentos que comem e anunciam este fato apresentando cores fortes e chamativas, o que é chamado de colora- ção de advertência ou aposemática. Por exemplo, a lagarta da borboleta monarca (Danaus plexippus) se alimenta da planta Oficial-de-Sala, que possui substâncias tóxicas e apresenta um padrão de listas brancas, pretas e amarelas que indicam aos predadores que ela possui gosto ruim. Depois, durante a fase adulta, a borboleta monarca continua apresentando cores chamativas, com asas laranjas com lis- tras pretas e marcas brancas, e tem um gosto tão amargo que uma única experiência com essa presa é relembrada por muito tempo... várias experiências, um só lugar
  • 11. Praticando a seleção natural Intro 10070402 080503 090601 Passo 9 Os animais e plantas impalatáveis que apresentam coloração de advertência frequentemente servem de modelo imitado por animais palatáveis, que passam a apresentar padrões, texturas, forma do corpo, comportamento e cores de advertência semelhantes aos de gosto ruim. Isso é chamado de mi- metismo e realmente confere vantagem ao imitador, pois o predador evitará se alimentar de todos os indivíduos que apresentarem os padrões e as cores fortes dos animais impalatáveis. Fotografia por Rob Knell. Borboleta Olho-de-coruja. Observe sua interessante camuflagem. Lagarta da borboleta Monarca. Repare sua coloração de advertência. Borboleta Monarca fêmea pousada sobre planta Oficial-de-sala. Fotografia por Rob Knell. Fotografia por Rob Knell. Vários insetos, como moscas, besouros e abelhas, mimetizam vespas tóxicas. Fotografia por Tom Ings. Fotografia por Tom Ings.Fotografia por Rob Knell. Vários insetos, como moscas, besouros e abelhas, mimetizam vespas tóxicas. várias experiências, um só lugar 09
  • 12. Praticando a seleção natural Intro 070402 080503 090601 Passo 10 10 Veja também Saiba mais sobre mimetismo Sobre camuflagem e mimetismo várias experiências, um só lugar

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