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Inclusão

  1. 1. Inclusão - Relato de uma experiência Gisele Durães Prudêncio
  2. 2. Grupo de mães faz abaixo-assinado para tirar menino com deficiência de escola Luciane Evans - Estado de Minas P ara a mãe, B., de apenas 4 anos, é o príncipe azul. Para os educadores da escola onde o menino estuda, ele é sinônimo de afetividade. No entanto, para um grupo de pais de alunos, o garoto representa perigo, ameaça e até mesmo risco de vida para os filhos. A criança, que está no meio de uma briga em que sobram acusações de intolerância e preconceito, é portadora de uma deficiência que afeta a comunicação e o desenvolvimento. Nem por isso deixou de estudar na escola Polo Eustáquio Júnio Matosinhos, de Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde divide a sala de aula com colegas da mesma idade, portadores de deficiência ou não.
  3. 3. Há duas semanas, essa inclusão tornou-se problema para um grupo formado por 20 mães. Alegando que o menino é agressivo com os demais colegas, as mulheres, sob argumento de proteger os próprios filhos, recolheram assinaturas e procuraram o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente do município e a Secretaria Municipal de Educação, exigindo medidas eficazes para o comportamento do garoto. “Elas ficaram nervosas. Foram para a porta do colégio e disseram que, se a escola não tirasse B. daqui, tirariam os filhos”, conta a vice-diretora da escola, Leila Doris. Ela afirma que a instituição foi irredutível: “Não aceitamos retirá-lo, mesmo porque trabalhamos com a inclusão. Atualmente, temos quatro portadores de deficiência aqui e retirá-los seria justamente ir contra o que lutamos”, destaca.
  4. 4. Leila conta que, além do abaixo-assinado, as mães, ao buscarem os filhos, diziam a eles para não brincar com aquele “doidinho”. “É um preconceito sem limites”, acrescenta a vice-diretora. Para solucionar a situação, no sábado passado as mulheres e os pais de B., que até então não sabiam da polêmica, foram chamados para uma reunião escolar, em que o Conselho da Criança com Deficiência, a Secretaria Municipal de Educação de Contagem e todos os educadores da escola estavam presentes. “Mostramos um vídeo sobre a inclusão de crianças portadoras de deficiência na sala de aula, sua importância e o reflexo disso na vida de todos os alunos”, relata Leila.
  5. 5. Foi então que os pais de B. descobriram o que estava ocorrendo na escola. Espantados, eles contam que receberam a notícia com muita tristeza e preocupação, pois afirmam que o menino adora ir à escola e que isso tem melhorado muito seu desenvolvimento mental. “Das mulheres que fizeram o abaixo-assinado, apenas uma compareceu e só falava sobre o meu filho, que ele tinha feito isso e aquilo e que outras mães nem estão deixando mais os filhos irem à escola”, diz o pai, indignado com a situação. “Ela disse que os ‘normais’ estavam sendo vítimas do meu filho e o chamou de monstro.”
  6. 6. Entre as mães que reclamaram do menino na escola, uma diz que B. puxou o cabelo da sua filha e que, por isso, pensou até em tirar a menina da instituição. Outra sustenta que o filho foi mordido pelo colega. “O que queríamos com o abaixo-assinado é que a escola tivesse estrutura para controlar esse tipo de coisa. Não há alguém que fique de olho nessas crianças da inclusão”, argumenta uma delas. “Meu filho é normal e mais frágil que B., que é muito forte por ser deficiente, por isso procuramos o Conselho Tutelar”, acrescenta a outra.   
  7. 7. Os pais de B., com apoio da escola, decidiram não retirá-lo da unidade. “Tínhamos receio quando ele entrou, mas ele adora e está melhorando muito. A lei diz que ele deve ser aceito na escola e é lá que vai ficar”, sustenta o pai, afirmando que B. não é agressivo, pelo contrário, adora dar beijos e abraços. “É o meu príncipe azul”, define a mãe. Ao admitir ser possível que o menino tenha batido em algum colega, ela lança uma pergunta capaz de desconcertar pais de crianças da mesma idade: “Qual criança não faz isso?”
  8. 8. Surpresa O assunto caiu como uma bomba na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) de Contagem, onde B. faz acompanhamento. “O preconceito ainda existe, infelizmente. Mas, quando nos deparamos com essa situação, na qual houve uma mobilização das mães, ficamos muito surpresos”, diz a superintendente da Apae, Cristina Abranches Mota Batista, ao destacar que a inclusão de crianças deficientes nas escolas é lei no Brasil desde 1996 e que ela é tão importante para o incluso quanto para as outras crianças. “É fundamental aprender a lidar com as diferenças, para se tornarem adultos melhores no futuro.”
  9. 9. Relato de experiência Ao ingressar no 1º ano do 1º Ciclo de Formação Humana do Centro Pedagógico da UFMG no ano de 2008, a aluna Bia apresentava características que foram descritas em documento de próprio punho pelos pais e também observados no dia-a-dia da escola. Sendo as características descritas e observadas as seguintes: Alimentação: Ainda não tem noção de saciedade, aceitando tudo que lhe é ofertado, apresentado preferência por biscoito, e estando cheia em demasia leva a mão à boca para provocar vômito . O mesmo acontece quando ingeri bebidas gaseificadas, também leva a mão a boca para arrotar, causando vômito. Recomenda-se evitar alimentos achocolatados. Psicológica: Ainda não se comunica por meio da fala . O meio de comunicação da criança é por gestos , entende praticamente tudo ao seu redor inclusive o que está sendo falado. A todo momento surgem novos sinais. Quando se sente frustada algumas vezes morde a lateral das mãos e braços ou, enfiando a mão na boca para provocar vômito ou simplesmente grita ou chora como qualquer outra criança.
  10. 10. Física: Não possui o mesmo equilíbrio de uma criança normal. Cansa com facilidade não conseguindo percorrer grandes distâncias sem pedir colo. Faz uso de óculos. Ainda faz uso de fraldas descartáveis. A criança ainda está na fase oral colocando tudo na boca, com risco de sufocamento por ingestão de pequenos objetos. Em relatório enviado a escola pelo hospital SARA o mesmo apresenta que a criança possui diagnóstico de Miopatia Mitocondrial associado a retardo mental, com repertório cognitivo de crianças entre 12 e 18 meses.
  11. 11. Desenvolvimento das atividades 1° Semestre/2008 Considerando as particulares de Maria Clara e os princípios da Educação Infantil no 1º semestre/2008 nas aulas de T.I, foi trabalhado o projeto Identidade. A turma como o todo se envolveu de forma efetiva e entusiasmada com os temas propostos. A Maria Clara por sua vez participou efetivamente das aulas. Foi desenvolvido juntamente com a Maria Clara um bloco de produções sobre o tema Identidade, onde foi contemplado a pintura e as artes como: colagens e percepções de texturas. A temática do projeto foi desenvolvida também pela turma, tendo como produto final o registro próprio da turma e o registro especifico da Maria Clara (bloco de atividades) que eram realizados simultaneamente, ou seja, enquanto a turma realizava o registro e/ou atividade sobre o tema a aluna realizava a sua atividade especifica.
  12. 12. Nesta atividade foram trabalhadas as iniciais do nome da criança (Identidade). A técnica usada foi papel picado. Neste registro foi necessária uma intervenção maior por parte do professor, pois, a criança ainda não possui noção espacial e coordenação motora bem desenvolvida.
  13. 13. Nesta atividade foi trabalhado texturas, cores e formas. Neste registro a intervenção do professor foi um pouco menor, porém, ainda é necessária a intervenção pontual do professor.
  14. 14. Neste trabalho foram trabalhadas as iniciais do nome da aluna com a técnica de colagem com papel ondulado, permitindo também trabalhar a percepção de texturas.
  15. 15. Nesta atividade foi oferecido a aluna giz de cera para desenho “livre”. Observa-se no registro as primeiras garatujas.
  16. 16. 2º Semestre de 2008 Projeto: Animais Esta atividade foi proposta para casa como “Para Casa”. Este registro teve como objetivo trabalhar o desenvolvimento da coordenação motora, noção espacial e texturas.
  17. 17. Esta atividade foi proposta como “Para Casa”. Teve como objetivo o desenvolvimento da coordenação motora e noção espacial.
  18. 18. Nesta atividade foi usada colagem com o material o algodão. Teve como objetivo trabalhar o desenvolvimento da coordenação motora, noção de espaço e percepção de texturas.
  19. 19. Nesta atividade foi usada pintura com as mãos como fundo e colagem de figuras. Teve como objetivo trabalhar o desenvolvimento da coordenação motora e a estimulação visual
  20. 20. Nesta atividade foi feita pintura a dedo com cola colorida. Teve como objetivo o desenvolvimento da coordenação motora, orientação espacial e discriminação de cores.
  21. 21. Nesta atividade foi feita pintura com papel crepom e colagem com palha de aço. Teve com objetivo a percepção de texturas e desenvolvimento da percepção espacial.
  22. 23. Projeto: Alimentação 1° Semestre/2009
  23. 29. OS BATRÁQUIOS EM NOSSAS VIDAS! Era uma vez uma corrida... ...de sapinhos ! O objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo; muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição.
  24. 30. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era: "Que pena!... esses sapinhos não vão conseguir... não vão conseguir!" E os sapinhos começaram a desistir. Entretanto, havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo. A multidão continuava gritando: "Que pena! Vocês não vão conseguir!" E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um... menos aquele sapinho que continuava tranqüilo, embora cada vez mais arfante.
  25. 31. Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele. E a curiosidade tomou conta de todos, que queriam saber o que tinha acontecido... E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, aí sim, conseguiram descobrir: ele era surdo!

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