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12      Uma forma de se conseguir ingerir a vitamina C é pela ingestão diária dealimentos que a contenha, porém são conseg...
13utilização seja realmente eficaz na redução dos sintomas próprios dessasdoenças. O que é comprovado pelas palavras de Si...
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19      A absorção do ácido ascórbico ocorre no jejuno e no íleo, que sãoporções distais do intestino delgado, sendo para ...
20para a avaliação da deficiência do que a concentração no plasma. (PARFITT;PARSON; SWEETMANN, 1996).      Segundo Franco ...
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231.7 Reações adversas e restrições da vitamina C      Para Parfitt, Parson e Sweetmann (1996), o ácido ascórbico é bemtol...
24e vegetais. Apenas pequenas quantidades estão presentes em tecidos e leiteanimal (HENDLER, 1994).      A vitamina C é en...
25      Entretanto, Parfitt, Parson e Sweetmann (1996) alerta que o ácidoascórbico é facilmente destruído durante os proce...
26                      O Conselho de Alimentos e Nutrição da Academia Nacional de                      Ciências (The Food...
27irritação. A pele dos membros inferiores apresenta um aspecto que lembra asnervuras da superfície da madeira, que evolui...
282 GRIPES E RESFRIADOS2.1 Gripe      Numa época de grandes e inimagináveis conquistas científicas como aatual, onde os av...
29vida, podendo as vezes ser confundida com viroses respiratórias. Seudiagnóstico é possível por meio de um exame laborato...
30frequência náuseas, dores abdominais, diarréia e fotofobia (COX; FUKUDA,1998, apud MASSUNARI et al., 2004).      Com rel...
31como idosos, crianças menores de cinco anos, portadores de pneumopatiascrônicas, hemoglobinopatias, neoplasias, diabetes...
32espirros) e algumas vezes por sintomas faringo-amigdalianos (dor einflamação) acompanhados de mal-estar geral e algumas ...
33mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após utilizar lençoscontaminados com secreções nasais (PELCZAR; CHAN...
343 A VITAMINA C NAS GRIPES E RESFRIADOS3.1 Pesquisas científicas nas gripes e resfriados      De acordo com Bricks (2003)...
35mais utilizados no tratamento das gripes e resfriados e a da aparente baixamorbidade causada por esses medicamentos, alé...
36pesquisa divulgada por Santos e Barros Filhos (2002), onde quase a totalidadedos sujeitos da pesquisa afirmaram que acre...
37resfriados nas dosagens de: 4.000 mg no primeiro e segundo dias de umresfriado e 200 mg no terceiro dia. Não houve nenhu...
38são estimulados diretamente pela publicidade da vitamina C (SANTOS;BARRO FILHO, 2002).      Já Mosegui et al. (1999) ao ...
39Tabela 3: Medicamentos para tratamento sintomático da gripe de formainjetávelMedicamento       Fármaco        Fármaco   ...
40Tabela 4: Medicamento para tratamento sintomático da gripe irregularesconforme o artigo 5º da resolução RDC nº 40, de 26...
41de fármacos considerados de eficácia questionável, ou, eventualmente dotadosde algum potencial deletério, especialmente ...
42                          CONSIDERAÇÕES FINAIS      Como já vimos a vitamina C pertence a um conjunto de 13 vitaminas de...
43                              REFERÊNCIASADEUS GRIPE. O vírus influenza. Disponível em: <http://www.adeusgripe.com.br/ov...
44BRICKS, L. F. Uso judicioso de medicamentos em crianças. 0021-7557/03/79-Supl.1/s107. Sociedade Brasileira de Pediatria,...
45HOSPITAL SANTA LUZIA. Qual a Real Importância da Vitamina C e SuasNecessidades Para o Organismo? Disponível em: <http://...
46_Acao=&paginaId=14&mNoti_Acao=mostraNoticia&noticiaId=8061>           Acessoem: 01 de Set de 2011.SCHORAH, C.J., SCOTT, ...
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Vitamina c sua ação nas gripes e resfriados

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS Camila Bonfim Paiola Letícia Pires Scapim Patrícia A. A. Queiroz Raiany A. de Oliveira VITAMINA C: sua ação nas gripes e resfriados FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. 1 CAMILA BONFIM PAIOLA LETICIA PIRES SCAPIMPATRÍCIA APARECIDA ALVES QUEIROZ RAIANY ANACLETO DE OLIVEIRA VITAMINA C: sua ação nas gripes e resfriados Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Farmácia. Orientador: Prof. Dr. Anísio Storti FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. 2 FOLHA DE APROVAÇÃOCAMILA BONFIM PAIOLALETICIA PIRES SCAPIMPATRÍCIA APARECIDA ALVES QUEIROZRAIANY ANACLETO DE OLIVEIRAVITAMINA C: sua açãonas gripes e resfriados Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Farmácia. Aprovado em:_____/_____/2011Examinadores__________________________________________Prof. Dr. Osmar Caôn FilhoCurso: Farmácia___________________________________________Profª. Drª. Maria Elisa Furlan Gandini CastanheiraCurso: Farmácia
  4. 4. 3Às pessoas que nos apoiaramdurante todo o trajeto as quais nosfizeram chegar até aqui, em especiala nossas famílias que sempreestiveram nos apoiando.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOA nossa sincera gratidão a todos os que nos acompanharam até estemomento. Aos nossos pais que nos deram a educação essencial, úteis paranossa caminhada, aos professores que nos acompanharam nessa batalha egraças a eles este trabalho se tornou realidade. Ás amizades conquistadasnesta jornada que nos proporcionou momentos de alegria e ao Grande Deus,sendo que sem Ele nada disso seria possível.
  6. 6. 5“Leva tempo para alguém ser bemsucedido porque o êxito não é mais doque a recompensa natural pelo tempogasto em fazer algo direito." (JosephRoss)
  7. 7. 6 RESUMOEste trabalho tem como objetivo avaliar a importância clínica do ácidoascórbico, conhecido também como vitamina C, diante de gripes e resfriados eobservar suas características químicas e bioquímicas, sua função noorganismo humano e onde ela é encontrada na natureza. A vitamina C éessencial para seres humanos, pois, por sua ação antioxidante varre osradicais livres e nutre as células. Sua descoberta se deu a partir de estudos darelação entre a dieta e a doença escorbuto. A denominação de ácido ascórbicofoi atribuída para caracterizar sua função na prevenção do escorbuto. As frutase os vegetais frescos são as melhores fontes naturais de vitamina C. É tambémencontrada para venda na forma de comprimidos, gotas e, pastilhas, depois desintetizada. A associação da vitamina C gera polêmicas perante a açãoesperada para gripes e resfriados. Em 1930, quando foi isolada relatou-se quepoderia afetar as infecções respiratórias. Sendo assim, Linus Pauling deu inícioa um trabalho objetivando altas doses de vitamina C no combate resfriadoscomuns. A administração do ácido ascórbico no combate as patologiasreferidas é criticada por alguns autores. Estudos realizados em pacientes comadministração de suplementos de vitamina C e placebo relatam que a duraçãoe a intensidade dos sintomas foram as mesmas, gerando controversas. Apesardessas conclusões científicas, muitas pessoas ainda fazem uso desuplementos de vitamina C acreditando em suas propriedades curativas.Deste modo o escopo desta monografia é avaliar a efetividade que a vitaminaC realmente possui no combate de gripe e resfriados.Palavras-chaves: Vitamina C. Ácido ascórbico. Suplemento. Gripe. Resfriado.
  8. 8. 7 ABSTRATThis study aims to evaluate the clinical importance of ascorbic acid, also knownas vitamin C, before cold and flu and observe chemical and biochemicalcharacteristics, its function in the human body and where it is found in nature.Vitamin C is essential for humans, because, by its antioxidant action sweepsfree radicals and nourishes the cells. His discovery was based on studies of therelationship between diet and disease scurvy. The name of ascorbic acid wasattributed to characterize its function in preventing scurvy. Fruits and vegetablesare the best natural sources of vitamin C. It is also found for sale in the form oftablets, drops and tablets, after synthesized. The association of vitamin Cgenerates controversy before the expected action for colds and flu. In 1930,when he was alone it was reported that could affect respiratory infections. So,Linus Pauling began work aimed high doses of vitamin C to fight colds. Theadministration of ascorbic acid in combating the diseases mentioned is criticizedby some authors. Studies in patients with supplementation of vitamin C andplacebo reported that the duration and intensity of symptoms were the same,generating controversy. Despite these scientific findings, many people still makeuse of vitamin C supplements believing in its healing properties. Thus the scopeof this monograph is to evaluate the effectiveness that vitamin C actually has tofight flu and colds.Keywords: Vitamin C. Ascorbic acid. Supplement. Influenza. Cold.
  9. 9. 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1- Estrutura química e molecular do ácido ascórbico (vitamina C)........15Figura 2 - Estrutura química e molecular do ácido ascórbico (vista em 3D).....16Figura 3 - Processo redox do ácido ascórbico...................................................17Figura 4 - Como o vírus da gripe age................................................................29
  10. 10. 9 LISTA DE QUADROS E TABELASTabela 1- Principais propriedades do ácido ascórbico......................................18Tabela 2 - Alimentos e concentração de Vitamina C.........................................24Tabela 3 - Medicamentos para tratamento sintomático da gripe de formainjetável..............................................................................................................39Tabela 4 - Medicamento para tratamento sintomático da gripe irregularesconforme o artigo 5º da resolução RDC nº 40, de 26 de fevereiro de2003...................................................................................................................40
  11. 11. 10 SUMÁRIOINTRODUÇÃO...................................................................................................111 VITAMINA C 1.1 Histórico............................................................................................14 1.2 Fórmula química e capacidade redox...............................................15 1.3 Propriedades químicas e bioquímicas..............................................17 1.4 Farmacocinética................................................................................18 1.5 Farmacodinâmica..............................................................................20 1.6 Função .............................................................................................21 1.7 Reações adversas e restrições da vitamina C .................................23 1.8 Fontes de vitamina C........................................................................23 1.9 Apresentação farmacêutica e obtenção industrial ...........................25 1.10 Recomendações nutricionais da vitamina C...................................252 GRIPES E RESFRIADOS 2.1 Gripe..................................................................................................28 2.2 Resfriado...........................................................................................313. A VITAMINA C NAS GRIPES E RESFRIADOS 3.1 Pesquisas científicas nas gripes e resfriados...................................34 3.2 Experimentos comprovados..............................................................36 3.3 Profilaxia............................................................................................37CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................42REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................43
  12. 12. 11 INTRODUÇÃO A vitamina C é considerada essencial para seres humanos devido suaação antioxidante, varre os radicais livres e nutre as células, o que protege-asde danos causados pelos oxidantes. Conhecida também como ácido ascórbico,a vitamina C é hidrossolúvel e termolábel (PADH; 1991, apud ARANHA et al.,2000). De acordo com Azulay et al. (2003), os seres humanos e outrosprimatas, bem como cobaio, são os únicos mamíferos sem capacidade desintetizar o ácido ascórbico. Neles, a deficiência, geneticamente determinada,da gulonolactona oxidase impede a síntese do ácido L-ascórbico a partir daglicose. As vitaminas são substâncias orgânicas de pequeno peso molecular,que agem em pequenas doses, sem qualquer valor energético intrínseco;devem ser fornecidas ao organismo que é incapaz de assegurar suabiossíntese, a fim de promover o crescimento, manter a vida e a capacidade dereprodução dos animais superiores e do homem (GUILLAND; LEQUEU, 1995apud ARANHA et al., 2000). “O termo vitamina C deve ser utilizado como descrição genérica paratodos os compostos que exibem atividade biológica, qualitativa de ácidoascórbico” (MARCUS; COULSTON, 1991 apud ARANHA et al., 2000). Entretanto, apenas a partir das pesquisas do químico americano LinusPauling (1901-1994), também ganhador do Prêmio Nobel, que se popularizou avitamina C e os seus benefícios. Pauling recomendava mega doses davitamina para o combate de resfriados, gripes e outras viroses, bem como naprevenção do câncer e outras doenças degenerativas (AZULAY et al., 2003). Sua deficiência impede que o corpo produza e mantenha a substânciaintercelular que cimenta e une os tecidos, sendo que a falta dessa substânciaintercelular nos capilares pode levar à ruptura subsequente de hemorragianesses vasos e à formação de ossos fracos e atrofia da medula óssea,acompanhada de anemia, além de contribuir para a perda dos dentes e aformação de gengivas esponjosas (SACKHEIM; LELMAN, 2001).
  13. 13. 12 Uma forma de se conseguir ingerir a vitamina C é pela ingestão diária dealimentos que a contenha, porém são conseguidas mais facilmente pelaingestão de suplementos vitamínicos, que podem ser adquiridos através deindústria farmacêutica (PUPIM et al., 2009). Com relação às gripes, de uma maneira geral, o vírus influenza ocorrede maneira epidêmica uma vez por ano. Qualquer pessoa pode se gripar.Contudo, as pessoas com alguma doença respiratória crônica, com fraquezaimunológica, imunidade enfraquecida e idosos têm uma tendência a infecçõesmais graves com possibilidade de complicações fatais (LANÇA, 2001). Já o resfriado comum é uma infecção moderada do trato respiratóriosuperior. Sua predominância é mundial. Durante os meses de inverno, a média,em adultos, é de seis a oito resfriados por 1.000 pessoas por dia, a taxa noverão é de cerca de um terço da observada no inverno (PELCZAR; CHAN;KRUG, 1996). Desde as experiências fundamentais de Lavoiser, no século XVIII, atéos estudos de Funk, um período de hipóteses, de investigações experimentaise observações clínicas imperarou por etapas, até chegar ao ano de 1920,encerrando-se assim, o que se poderia denominar o primeiro ciclo dasinvestigações vitaminológicas (FRANCO,1992, apud ARANHA et al., 2000). Muitos estudos realizados nos últimos 30 anos claramente provam que suplementos de vitamina C diariamente, seja de 100 mg ou 5.000 mg não previnem resfriados e proporcionam, mas somente para algumas pessoas, somente uma ligeira redução na duração e severidade dos resfriados. (MARSHALL, 2011). Segundo Wyeth (2011), a vitamina C é importante para o processo decicatrização e contribui para a integridade das células epiteliais e para umapele resistente. Tem ação antioxidante e é importante para a gengivacartilagem e ossos saudáveis. Wyeth não menciona a relação dela diantegripes e resfriados, o que para nós gera dúvidas. Na visão de Bricks (2003), os debates em torno do uso de megadosesde vitamina C para o tratamento de gripes e resfriados tem mostrado até omomento que não existe nenhuma comprovação científica de que sua
  14. 14. 13utilização seja realmente eficaz na redução dos sintomas próprios dessasdoenças. O que é comprovado pelas palavras de Simasek e Blandino (2007),que informam que “Em uma revisão Cochrane mostrou que tomar 200 mg oumais de vitamina C diariamente não diminui significativamente a gravidade dossintomas ou duração quando iniciada após início dos sintomas do resfriado”. Vale ainda ressaltar que os possíveis benefícios do uso de doseselevadas de vitamina C para prevenção da gripe são mínimos quandocomparados aos riscos que incluem a formação de cálculos renais (pelaexcessiva excreção de oxalatos), e pela presença de escorbuto em fetos demães que ingerem altas doses de vitamina C (BRICKS; SIH, 1999).
  15. 15. 141. VITAMINA C1.1 Histórico Os relatos mais antigos envolvendo a vitamina C datam de 1515 A.C.,quando egípcios relatam sobre o escorbuto em papiros antigos. Depois dissohá informações que gregos e romanos sofreram com o escorbuto, tendo suastropas dizimadas por esta doença. Já no final da idade média, na região donorte e do centro da Europa, tem-se notícias de que o escorbuto tornou-seepidêmico (AZULAY et al., 2003). Segundo Azulay (2003), o escorbuto já era conhecido desde o tempodas cruzadas, principalmente entre as populações da Europa setentrional, ondea alimentação era deficientes em frutas e vegetais frescos. Como o escorbuto é uma doença desencadeada pela deficiência deVitamina C, a denominação de ácido ascórbico, para Marcus e Coulston (1991apud ARANHA et al., 2000), foi atribuída justamente para caracterizar suafunção na prevenção do escorbuto. Entretanto, foi no século XVIII, com as grandes e longas viagens marítimas, responsáveis pelo aumento significativo dessa afecção, que a importância da vitamina C ficou evidente. Os marinheiros que permaneciam á bordo por longos períodos, sem renovar seus suprimentos alimentares, morriam de escorbuto, desencadeada pela deficiência de vitamina C no organismo. (AZULAY et al; 2003). Em 1747 foi iniciado em estudo sistemático da relação entre a dieta e oescorbuto, quando Lind, um médico da British Royal Navy, efetuou um estudoclínico com pessoas acometidas de escorbuto. Esses indivíduos receberamcidra, vitríolo, vinagre, água do mar, laranja e limões, ou alho e mostarda. Osque receberam frutas cítricas se recuperaram rapidamente, fazendo com quefosse introduzido suco de limão na marinha britânica em 1800, resultandonuma notável redução de incidência de escorbuto. (BRUNTON; LAZO;PARKER, 2003). Porém, apenas em 1928 que o cientista húngaro Albert Von Szent-Gyorgyi (1893-1986) descobriu e isolou o fator antiescorbuto em vários
  16. 16. 15alimentos, sendo denominado por ele como vitamina C. Depois disso, Waugh eKing identificaram este mesmo agente antiescorbútico descoberto por Szent nosumo do limão. Já Hirst e Haworth, em 1933, anunciaram a estrutura davitamina C e juntamente com Szent-Gyorgyi, sugeriram a mudança do nomepara ácido ascórbico, devido suas propriedades antiescorbúticas (AZULAY etal., 2003). Nesse contexto, Brunton, Lazo e Parker (2003) informam que “Deve-seutilizar a designação de vitamina C como descrição genérica para todos oscompostos que exibem a atividade biológica qualitativa do ácido ascórbico”.1.2 Fórmula química e capacidade redox O ácido ascórbico é uma cetalactona de 6 carbonos, estruturalmenterelacionada com a glicose e outras hexoses. Possui um átomo de carbônoopticamente ativo, e a atividade antiescorbútica reside quase totalmente doisômero l (BRUNTON; LAZO; PARKER, 2003).Figura 1: Estrutura molecular do ácido ascórbico (vitamina C): C6H8O6 .PM = 176,13.Fonte: Farmacopéia Brasileira (1977).
  17. 17. 16Figura 2: Estrutura química e molecular do ácido ascórbico (vista em 3D).Fonte: Portal de Estudos em Química. A vitamina C funciona no interior do corpo humano encaixando-se emambos os lados da reação de oxido redução, que acrescenta ou retira átomosde hidrogênio de uma molécula. Quando se oxida forma o ácido desidroáscórbico pela retirada, por agentes oxidantes de dois átomos de hidrogênio.Reduz-se pelo acréscimo de dois átomos de hidrogênio, formando novamenteo ácido ascórbico (PAULING, 1988 apud ARANHA et al., 2000). A transformação do ácido ascóbico em ácido desidroascórbico ocorrenormalmente no interior do organismo e é reversível, permitindo que uma desuas substâncias possa sempre ser transformada na outra. Essa capacidadede transformação funciona como um sistema oxidorredutor capaz detransportar hidrogênio nos processos de respiração, no nível celular (WELCHet al.,1995).
  18. 18. 17Figura 3: Processo redox do ácido ascórbicoFonte: Fanaro e Coichev, 1997.1.3 Propriedades químicas e bioquímicas De acordo com a Farmacopéia Brasileira (1977) O ácido l-ascórbicorecebe a seguinte descrição: Pó cristalino, branco ou ligeiramente amarelo, inodor e de sabor ácido agradável. Exposto a luz escurece gradualmente. No estado seco é razoavelmente estável ao ar, mas em solução oxida-se rapidamente. Sua solução aquosa é ácida ao papel tornassol. De acordo com Guilland e Lequeu (1995 apud ARANHA et al; 2000), aspropriedades físico-químicas do ácido ascórbico, estabelecidas por Kutsky,citado por Oliveira (1994), são as seguintes: solubilidade aquosa = 0,3 g/ml,ponto de fusão = 190-192°C, potencial redox-Eo = 0,166V em pH 4,0, pKa =4,17, pka2 = 11,57, absorção máxima = 245 nm (pH ácido) - 265 nm (pHneutro). Os autores ainda dão a seguinte descrição: A vitamina C é uma substância cristalina, com sabor ácido. É insolúvel na maior parte dos solventes orgânicos. Na água, é solúvel na proporção de 1 g em 3 ml. O calor, a exposição ao ar e o meio alcalino aceleram a oxidação desta vitamina, especialmente quando o alimento está em contato com o cobre, o ferro ou enzimas oxidativas (GUILLAND; LEQUEU, 1995 apud ARANHA et al; 2000).
  19. 19. 18Tabela 1: Principais propriedades do ácido ascórbico: PropriedadesFórmula molecular C6H8O6Massa molar 176.09g/molAparência Sólido branco ou amarelo claroDensidade 1,65g/cm3Ponto de fusão 190-192°CSolubilidade em água 330g/l 400g/l (45°C) 800g/l (100°C)Acidez (pKa) 4.17 (primeiro), 11.6 (segundo)Fonte: http://dicionario24.info/Vitamina_C De acordo com Brasileiro Filho (2004), o ácido ascórbico é um agenteredutor potente, além de ser termolábil, fotossensível e oxidar-se na presençade oxigênio atmosférico e ser biossintesado pelos vegetais e por quase todosvertebrados. A vitamina C exerce papel importante no metabolismo de muitassubstâncias. Ela inibe a formação de nitrisaminas (substâncias cancerígenas) apartir de nitratos, nitritos e aminas secundárias presente na dieta, tendo assimefeito anticarcinogênico (BRASILEIRO FILHO, 2004). A vitamina C também é necessária para a síntese do colágeno, adegradação do aminoácido tirosina, a síntese da epinefrina, função apropriadados ácidos biliares e absorção de ferro, e também age como antioxidante(SACKHEIM; LELMAM, 2001).1.4 Farmacocinética De acordo com Azulay et al (2003), o ácido ascórbico é vital para ofuncionamento das células, o que se evidencia no tecido conjuntivo durante aformação do colágeno.
  20. 20. 19 A absorção do ácido ascórbico ocorre no jejuno e no íleo, que sãoporções distais do intestino delgado, sendo para isto necessária a presença desódio na luz intestinal. (...) A capacidade que o intestino tem de absorver oácido ascórbico é de aproximadamente 1200 mg/24h. Quando o suprimento emácido ascórbico aumenta muito, a absorção diminui, passando de 49,5% parauma dose oral igual a 1,5 g, a 16,1% para dose igual a 12 g (GUILLAND;LEQUEU; 1995, apud ARANHA et al; 2000). Brunton, Lazo e Parker (2003), relatam que “O ácido ascórbico érapidamente absorvido pelo intestino por um processo dependente de energia,que é saturável e dependente da dose”. Aranha et al. (2000), ressalta que a vitamina C é transportada no plasmasob a forma de um ânion livre, sendo transferida por difusão simples no interiordos leucócitos e dos eritrócitos. Quando a oferta de ácido ascórbico aumenta, aascorbemia também aumenta, para se conseguir um nível da vitaminacompreendido entre 1,2 e 1,5 mg/dl (68-85 mol/l). O ácido ascórbico distribui-se amplamente em todos os tecidos doorganismo. Alguns tecidos, como a glândula supra-renal, a hipófise e a retina,são ricos em ácido ascórbico (1 a 2 mg/g); outros como o fígado, os pulmões, opâncreas e os leucócitos têm teores médios (0,1 a 1 mg/g). Ainda outros, comoos rins, os músculos e os eritrócitos, têm pequenos teores de ácido ascórbico.As reservas corporais totais variam no homem de aproximadamente zero a3000 mg; um estoque de 3000 mg só pode ser mantido com elevados níveis deingestão, ou seja maiores que 1 g/dia (GUILLAND; LEQUEU, 1995, apudARANHA et al., 2000). Ácido ascórbico é prontamente absorvido pelo trato gastrointestinal e éamplamente distribuído nos tecidos do corpo. A concentração plasmática deácido ascórbico aumenta de acordo com a dose ingerida até que um platô éalcançado, com doses de cerca de 90 a 150 mg diariamente. O estoque nocorpo de ácido ascórbico em uma pessoa saudável são cerca de 1,5 g, emboragrandes estoques podem ocorrer com o consumo mais alto que 200 mg diários.A concentração é maior em leucócitos e plaquetas do que em eritrócitos eplasma. Em estado de deficiência a concentração em leucócitos decaitardiamente e em ritmo mais lento, e tem sido considerado como melhor critério
  21. 21. 20para a avaliação da deficiência do que a concentração no plasma. (PARFITT;PARSON; SWEETMANN, 1996). Segundo Franco (1992, apud ARANHA, 2000), as mais altasconcentrações encontram-se no córtex supra-renal e na hipófise e em menorteor nos músculos e tecido adiposo. O ácido ascórbico administrado em altas doses, após atingirconcentração máxima nos tecidos, sofre eliminação do excesso pelos rins, osprincipais metabólitos do ácido ascórbico excretados na urina, além do ácidoascórbico inalterado, são o ácido desidroascórbico, o ácido oxálico e o ácido2,3-dicetogulônico, sendo que seus teores na urina acham-se relacionadoscom as espécies animais, e também com o teor de ácido ascórbicoadministrado (FRANCO, 1992, apud ARANHA, 2000).1.5 Farmacodinâmica No ser humano adulto sadio, a reserva de ácido ascórbico é deaproximadamente 1500 mg com uma ingestão média diária de 45 a 75 mg.Ingestões maiores que 220 mg/dia elevam a reserva orgânica total para umnível compreendido entre 2300 e 2800 mg. Quando não ocorre a ingestãodesta vitamina, aproximadamente 3% das reservas são diminuídas diariamentee os sintomas clínicos do escorbuto aparecem em 30 a 45 dias, quando areserva orgânica cai abaixo de 300 mg (GUILLAND; LEQUEU, 1995, apudARANHA et al., 2000). A vitamina C ou ácido ascórbico atua como co-fator em diversas reaçõesde hidroxilação e amidação, pela transferência de elétrons para enzimas quefornecem equivalentes redutores (Levine, 1986; Levine et al., 1993). Porconseguinte, o ácido ascórbico é necessário ou facilita a conversão de certosresíduos (BRUNTON; LAZO; PARKER, 2003). Os benefícios que têm sido observadas em diferentes estudos mostramuma grande variação, e portanto, o significado clínico não pode ser claramenteinferido a partir deles. A explicação bioquímica para os benefícios pode serbaseada na propriedade antioxidante da vitamina C. Em uma infecção, os
  22. 22. 21leucócitos fagocíticos tornam-se ativados e produzem compostos oxidantesque são liberados na célula. Ao reagir com este antioxidante, a vitamina C podediminuir os efeitos inflamatórios causados por eles (HEMILA, 1992). Vários fatores podem regular a biodisponibilidade do ácido ascórbicopara os tecidos: “o consumo dietético, sua ligação a uma proteína no soro ouno plasma, e a forma em que este se encontra” (DHARIWAl et al., 1991, apudARANHA et al., 2000).1.6 Função Para Guilland e Lequeu (1995, apud ARANHA et al., 2000), as vitaminassão substâncias orgânicas que agem em pequenas doses. Não possuem valorenergético intrínseco e devem ser fornecidas ao organismo, pois o mesmo nãotem capacidade de assegurar sua biossíntese, e assim, promover ocrescimento, manter a vida e a capacidade de reprodução dos animaissuperiores e do homem. Sua deficiência impede que o corpo produza e mantenha a substânciaintercelular que cimenta e une os tecidos. A falta dessa substância intercelularnos capilares leva à ruptura subsequente de hemorragia nesses vasos e àformação de ossos fracos e atrofia da medula óssea, acompanhada de anemia,e também contribui para a perda dos dentes e a formação de gengivasesponjosas (SACKHEIM; LELMAN, 2001). Portanto, o escorbuto, uma doença desencadeada pela carência devitamina C no organismo, tem como sintomas sangramento e inflamaçãogengival com conseqüente perda dos dentes, inflamação e dor nasarticulações, queda de cabelos, entre outros. Esta doença, pode, inclusive,desencadear quadro de anemia, devido a pequenas hemorragias.(TODABIOLOGIA, 2011). A vitamina C ajuda as células de quase todo o organismo dos sereshumanos, incluindo os ossos, os dentes, as gengivas os ligamentos e os vasos,a crescer e a permanecer sadias. Também auxilia o organismo a responder àinfecção e ao estresse, além de ajudar na utilização eficiente de ferro. Se oorganismo não receber quantidades diárias suficientes de vitamina C, ficará
  23. 23. 22mais propenso a apresentar equimoses na pele, sangramento nas gengivas,má cicatrização das feridas, perda de dentes, dores nas articulações einfecções (SANTA LUZIA, 2011). A vitamina C é o antioxidante mais abundante no organismo,especialmente na pele, sendo bastante conhecida a importância do ácido L-ascórbico tópico como eficiente neutralizador dos radicais livres. Os radicaislivres gerados a partir da irradiação solar, do fumo, poluição, etc. causamoxidação dos ácidos nucléicos, proteínas e lipídios, alterando o DNA, bemcomo sua reparação, disparando a cascata das citoquinas e resultando emfotoenvelhecimento e fotocarcinogênese. O organismo humano protege-senaturalmente utilizando antioxidantes para neutralizar os efeitos nocivos dosradicais livres (AZULAY et al., 2003). Azulay et al. (2003) ainda esclarece que além de seus efeitosantioxidantes, o ácido ascórbico se mostra importante na cicatrização dasferidas, essencial na síntese de colágeno, atuando como co-fator para asenzimas lisil e propil hidroxilases, e estimulando a transcrição dos genes docolágeno. “Tem sido utilizado também como clareador cutâneo, inibindo atirosinase. Provê suplemento seguro e efetivo de armazenamento nos tecidos,melhorando a fotoproteção e aumentando as defesas antioxidantes”. De acordo com Parfitt, Parson e Sweetmann (1996), “Outro campo emque a vitamina C pode produzir benefício é na prevenção de doençasisquêmicas do coração, no qual a oxidação por radicais é pensado comoimportante papel”. Entretanto, existe pouco benefício demonstrável de estudoscontrolados. Segundo Brunton, Lazo e Parker (2003), a deficiência na ingestão devitamina C pode levar ao escorbuto: “São observados casos de escorbuto entreindivíduos idosos que moram sozinhos, alcoólatras, dependentes de drogas eoutros indivíduos com dietas inadequadas, incluindo lactantes”. Com tantas qualidades e benefícios, sem dúvida alguma, a vitamina Cmerece continuar a ser investigada em todas as suas implicações, sobretudoem sua forma tópica, no nível cutâneo, criando linhas de pesquisa nas áreas defotoenvelhecimento e fotocarcinogênese (AZULAY et al., 2003).
  24. 24. 231.7 Reações adversas e restrições da vitamina C Para Parfitt, Parson e Sweetmann (1996), o ácido ascórbico é bemtolerável no organismo, sendo relatados diarreia e outros distúrbiosgastrointestinais devido a altas doses da mesma. O que também pode resultarem hiperoxaúria e na formação de cálculos renais de oxalato de cálcio.Inclusive, segundo o autor, há relatos de hemólise em pacientes comdeficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase após administração de grandesdoses de ácido ascórbico por via intravenosa ou por ingestão de refrigerantes. Segundo Hendler (1994), os argumentos negativos em relação ávitamina C são: 1. Pode causar cálculo renal e gota em indivíduos suscetíveis; 2. Causa cãibra abdominal; 3.Provoca o escorbuto nos indivíduos (e seus bebês recém- nascidos) que suspendem abruptamente o uso de megadoses; 4. Interfere em inúmeros testes laboratoriais; 5. É um desperdício de dinheiro, pois o organismo excreta rapidamente a maior parte da vitamina obtida através de suplementos. Segundo Santa Luzia (2011), quanto à ingestão de quantidadesexcessivas de vitamina C, como mais do que 100 mg por dia,aproximadamente, pode ocorrer náuseas, cólicas estomacais, e possivelmente,cálculos renais. Aranha et al. (2000), informaram que o excesso de ácidoascórbico excretado na urina leva a um teste falso positivo para glicosúriapodendo também produzir um pequeno aumento de oxalato. Há também relatos de erosão do esmalte dental atribuindo-a a ingestãodiária de comprimidos de ácido ascórbico para mastigar durante um período de3 anos. Nesses casos, o pH da saliva alterou-se, fazendo com que o cálcio deesmalte dental se perdesse (PARFITT; PARSON; SWEETMANN, 1996).1.8 Fontes da Vitamina C Como os seres humanos são incapazes de formar seu próprio ácidoascórbico, necessitam de uma fonte alimentar como o obtido por meio de frutas
  25. 25. 24e vegetais. Apenas pequenas quantidades estão presentes em tecidos e leiteanimal (HENDLER, 1994). A vitamina C é encontrada em alimentos como frutas cítricas, tomates,morangos, pimentão-doce e brócolis. Sendo que a melhor maneira de se obtera quantidade necessária é por meio de uma alimentação saudável e rica emvitamina C (SANTA LUZIA, 2011). Segundo Hendler (1994), as frutas e os vegetais frescos são asmelhores fontes naturais de vitamina C. A tabela 2 mostra as fontes dealimentos bem como a concentração de Vitamina C.Tabela 2: Alimentos e concentração de Vitamina C. ALIMENTOS VIT. C mg/100g Couve-flor 73,00 Brócolis 115,00 Alface 35,00 Couve 105,00 Repolho Roxo 50,00 Espinafre 52,00 Repolho Branco 45,18 Páprica 138,00 Tomate 24,54 Ervilha 25,00 Morango 65,00 Framboesa 25,00 Acerola 1.700,00 Laranja 49,35 Abacate 13,00 Caju 253,00 Goiaba 273,00 Kiwi 41,00Legenda: mg=micrograma, g=gramasFonte: SANTA LUZIA (2011).
  26. 26. 25 Entretanto, Parfitt, Parson e Sweetmann (1996) alerta que o ácidoascórbico é facilmente destruído durante os processos de cozimento e queperdas consideráveis também podem ocorrer durante o armazenamento. Destaforma, é necessária precauções quanto ao uso e condicionamento para poderusufruir bem da vitamina C nos alimentos.1.9 Apresentação farmacêutica e obtenção industrial A vitamina C também é encontrada na forma de comprimidos, gotas,pastilhas, ou comprimidos associados a outros componentes como ácidoacetilsalicílico, geralmente como preventivo de gripes e resfriados (GREGHI,2004; SILVA et al., 2008). O produto comercial, ou seja, a vitamina C a ser comercializada, éproduzida exclusivamente por síntese: “O sorbitol, uma hexose encontrada emdiversas frutas mas comercialmente obtida através da hidrogenação da glicose,é a matéria prima para a produção do ácido ascórbico” (GENNARO, 2004). Osorbitol é um composto molecular comercialmente importante, com umaprodução mundial de aproximadamente 500.000 toneladas por ano, e cerca de25% dessa produção é utilizada na síntese do ácido ascórbico (vitamina C)(JONAS; SILVEIRA, 2004). Ainda para Jonas e Silveira (2004) a produção industrial do sorbitol étradicionalmente realizada pela hidrogenação catalítica do xarope de D-glicosea uma concentração de aproximadamente de 50 % (p/v).1.10 Recomendações nutricionais da vitamina C Para Azulay et al. (2003), a dose mais recomendada para manutençãode nível de saturação da vitamina C no organismo do ser humano é de cercade 100mg por dia. Em algumas situações, como infecções, gravidez eamamentação, e em tabagistas, são necessárias doses ainda mais elevadas.
  27. 27. 26 O Conselho de Alimentos e Nutrição da Academia Nacional de Ciências (The Food and Nutrition Board of the National Academy of Sciences) está revendo as atuais recomendações de ingestão de vitamina C. No número de 21 de abril de 1999 do JAMA (Journal of the American Medical Association), especialistas dos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health) sugerem o aumento das atuais necessidades diárias recomendadas de vitamina C de 60mg para 100-200mg por dia. Eles enfatizam que, sempre que possível, a vitamina C deve ser obtida de frutas e vegetais, e que as pessoas podem ingerir a quantidade recomendada comendo cinco porções de frutas e vegetais por dia (SANTA LUZIA, 2011). O Conselho Nacional de Pesquisa recomenda uma dose diária devitamina C de 60 miligramas para adultos. Deve-se levar em conta que anecessidade de ácido ascórbico varia consideravelmente de um indivíduo parao outro, pois além de outros fatores, à exposição à infecção, fumaça de cigarro,poluentes ambientais, várias drogas, cirurgia, queimaduras, trauma e álcoolpodem aumentar a necessidade de vitamina C. O que também pode ocorrer nagravidez e na idade avançada. Os melhores dados disponíveis sugerem queadultos e crianças acima de dez anos podem se beneficiar de uma dose diáriade vitamina C de 250 a 1.000 miligramas (1 grama) (HENDLER, 1994). Aranha (1997) investigou o tempo necessário de suplementação comvitamina C, comparando a vitamina natural do suco de acerola com a vitaminasob a forma de fármaco, para a normalização dos níveis séricos de ácidoascórbico, em idosos institucionalizados do município de João Pessoa, PB, queapresentavam níveis séricos de ácido ascórbico abaixo do normal. Observou-se que no vigésimo dia o efeito da suplementação foi satisfatório, esse tempopoderia ser utilizado para idosos em geral e em especial para aqueles quevivem em instituições carentes, sendo o suco de acerola o suplemento indicadopor ser um produto natural e de fácil aquisição. A deficiência de vitamina C que acaba produzindo escorbuto é muitomais comum do que se esperava. Dentre os idosos residentes em asilos, até95% apresentaram deficiência de vitamina C (HENDLER, 1994). Na hipovitaminose C, o paciente apresenta anemia, astenia, dificuldadena cicatrização de feridas, baixa resistência às infeções, queratose folicular,levando a hemorragias perifoliculares com equimoses nas zonas de pressão ou
  28. 28. 27irritação. A pele dos membros inferiores apresenta um aspecto que lembra asnervuras da superfície da madeira, que evolui para ulceração cutânea.Hemorragias gengivais, gengivite hiperplásica também estão presentes(GUILLAND; LEQUEU, 1995, apud ARANHA et al., 2000).
  29. 29. 282 GRIPES E RESFRIADOS2.1 Gripe Numa época de grandes e inimagináveis conquistas científicas como aatual, onde os avanços são incontestáveis, os da área da medicina oferecem acura de doenças antes impossíveis, a gripe ainda afeta milhões de pessoas acada ano. Lança (2001) alerta que a gripe ou influenza ”É altamente contagiosae ocorre mais no final do outono, inverno e início da primavera. Também éresponsável por várias ausências ao trabalho e à escola, além de poder levar àpneumonia, hospitalização e morte.” De acordo com o Banco de Saúde (2011), aproximadamente 50 milhõesde pessoas morreram na pandemia mundial de gripe no ano de 1918. Hoje, deacordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de36.000 pessoas nos Estados Unidos morrem a cada ano de complicações dagripe e mais de 200.000 são hospitalizados. Lança (2001) conceitua gripe da seguinte forma: “É uma infecçãorespiratória causada pelo vírus Influenza”. Em adultos e crianças saudáveis, a doença tem frequência maismoderadas, podendo durar de uma a duas semanas. Por outro lado, Piedra(1995 apud MASSUNARI et al., 2004) alerta sobre o impacto que a gripe podeocasionar em idosos ou indivíduos portadores de doenças crônicas, que,segundo ela pode se apresentar mais grave, “resultando, muitas vezes, nodesenvolvimento de pneumonia viral e bacteriana e descompensação deagravos de saúde pré-existentes, com consequente necessidade dehospitalização”. Segundo Lança (2001), qualquer pessoa pode se gripar. Contudo, aspessoas com alguma doença respiratória crônica, com fraqueza imunológica,imunidade enfraquecida em idosos têm uma tendência a infecções mais gravescom possibilidade de complicações fatais. Quanto à sua infestação, para Piedra (1995 apud MASSUNARI et al.,2004) “A gripe é uma doença que se pode adquirir várias vezes ao longo da
  30. 30. 29vida, podendo as vezes ser confundida com viroses respiratórias. Seudiagnóstico é possível por meio de um exame laboratorial específico”.Figura 4: Como o vírus da gripe age.Fonte: Adeus gripe (2011). 1. O vírus penetra no organismo, principalmente através das mucosas, pele que serve de revestimento para o nariz, a boca e os olhos. 2. Pela mucosa do nariz, o Influenza atinge a corrente sanguínea. A passagem do vírus pela mucosa nasal aumenta a produção de secreção e provoca o primeiro sintoma da gripe: a coriza. 3. Na corrente sanguínea, os vírus atacam as células. 4. O vírus, quando penetra na célula, libera o RNA, que é transformado em DNA graças à ação de uma enzima, a transcriptase reversa. 5. Quando o RNA se transforma em DNA, a célula é enganada, pois não interpreta o vírus como corpo estranho. 6. O DNA do vírus se funde com o da célula, impedindo assim seu funcionamento normal e obrigando-a a produzir cópias do vírus (ADEUS GRIPE, 2011). Os sintomas que se apresentam mais frequentemente na gripe sãocaracterizados por febre, calafrios, cefaléia, tosse seca, dor de garganta,congestão nasal ou coriza, mialgia, anorexia e fadiga. Quando acontece afebre, ela normalmente varia entre 38 a 40°C, podendo durar de um a três dias,com pico nas primeiras 24 horas. Pode-se também ser observados em menor
  31. 31. 30frequência náuseas, dores abdominais, diarréia e fotofobia (COX; FUKUDA,1998, apud MASSUNARI et al., 2004). Com relação à sua duração, a gripe geralmente desaparece dentro deuma ou duas semanas. Porém, nos idosos, a fraqueza causada pela gripepoderá persistir durante várias semanas. Outro fator importante é que, segundoLança (2001) “a gripe pode também desencadear uma piora na asma empessoas asmáticas e piora da condição de uma pessoa com insuficiência docoração, por exemplo”. De acordo com o Banco de saúde (2011) encontram-sealgumas condições que podem favorecer o desenvolvimento da gripe e suascomplicações, que são os seguintes:  Bebês, crianças, menores e maiores de 50 anos são mais susceptíveis à gripe.  Pessoas internadas em casas de saúde.  Portadores de doenças crônicas como diabetes, doenças do coração, renal crônico ou doença pulmonar obstrutiva crônica.  Pessoas com sistema imune debilitado, como por exemplo portadores da infecção pelo HIV ou uso de medicamentos imunossupressores.  Gravidez durante a época gripal.  Trabalhadores de hospitais ou ambulatórios médicos.  Trabalhadores de creches ou escolas. Lança (2001) explica que, diferente do resfriado que na maioria dasvezes se dissemina pelo contato direto entre as pessoas, o vírus da gripe sedissemina principalmente pelo ar. O que acontece quando a pessoa gripadaespirra, tosse ou fala, onde gotículas com o vírus ficam dispersas no ar por umtempo suficiente para ser inaladas por outra pessoa. Almeida et al. (2011) alertaram que os vírus da gripe são únicos nahabilidade de causar epidemias anuais recorrentes, atingindo quase todas asfaixas etárias num curto espaço de tempo. “Isto é possível devido à sua altavariabilidade genética e capacidade de adaptação”. Grande parte dos pacientes com influenza, principalmente adolescentese adultos jovens podem ser tratados apenas com sintomáticos, sem anecessidade de intervenção específica. Entretanto, pacientes de maior risco,
  32. 32. 31como idosos, crianças menores de cinco anos, portadores de pneumopatiascrônicas, hemoglobinopatias, neoplasias, diabetes mellitus, insuficiência renalcrônica e cardiopatia congênita, quando ocorrem complicações podembeneficiar-se da terapia antiviral (ALMEIDA et al., 2011). Quanto á prevenção, Lança (2001) orienta sobre a vacinação: A melhor maneira de se proteger da gripe é fazer a vacinação anual contra o Influenza antes de iniciar o inverno, época em que ocorrem mais casos. Ela pode ajudar a prevenir os casos de gripe ou, pelo menos, diminuir a gravidade da doença. Sua efetividade entre adultos jovens é de 70-90%. Cai para 30- 40% em idosos muito frágeis - isso porque estes têm pouca capacidade de desenvolver anticorpos protetores após a imunização (vacinação). Contudo, mesmo nesses casos, a vacinação conseguiu proteger contra complicações graves da doença como as hospitalizações e as mortes (LANÇA, 2001). Entretanto, é preciso ressaltar que uma boa alimentação é um fatormuito importante na prevenção da gripe, pois os alimentos corretos estimulama ação do sistema imunológico e potencializa o seu funcionamento (LANÇA,2001).2.2 Resfriado O resfriado comum é a Infecção Respiratória Aguda mais frequente emcrianças e adultos. É uma doença benigna e autolimitada, mas seus sintomassão incômodos e pode até interferir nas atividades habituais, o que motiva aspessoas quando acometidas a inúmeras tentativas de tratamentos, comdiversos tipos de medicamentos (BRICKS, 2003) O resfriado comum é uma infecção moderada do trato respiratóriosuperior. Dentre as doenças infecciosas do homem, é a que predomina, e émundial. Durante os meses de inverno, a média, em adultos, é de seis a oitoresfriados por 1.000 pessoas por dia, a taxa no verão é de cerca de um terçoda observada no inverno (PELCZAR ; CHAN; KRUG, 1996). O resfriado comum é a doença infectocontagiosa viral que mais acometeo ser humano. Caracteriza-se por sintomas nasais (rinorréia, obstrução nasal,
  33. 33. 32espirros) e algumas vezes por sintomas faringo-amigdalianos (dor einflamação) acompanhados de mal-estar geral e algumas vezes de febre. Éuma doença de curso autolimitado, que afeta as pessoas de qualquer idade,sexo, razão ou condição socioeconômica, e apesar de que não causa morte,algumas vezes o mal-estar geral que ocasiona obriga as crianças a faltarem àescola e os adultos ao trabalho (DIAZ, 2011). O principal vírus causador do resfriado, o rinovirus, é emitido em altaconcentração nas secreções nasais e pode ser disseminado pelo aerossóis.Ainda é importante destacar que a multiplicação do vírus ocorre nas célulasque revestem a superfície nasal (PELCZAR; CHAN; KRUG, 1996). Diaz (2011) explica que “O caráter purulento da secreção nasal é oresultado da presença de epitélio descamado e leucócitos polimorfonuclearesque acudiram em resposta à infecção”. Ainda segundo Diaz, isto ocorre comoconsequência no curso do resfriado e nem sempre indica infecção secundáriabacteriana, a menos que esteja acompanhado de exacerbação da febre, queesta reapareça ou que esta permaneça além do tempo habitual do resfriado(mais de 7 a 10 dias). Portanto, é bom entender que após um período de incubação de 12 a 72horas, o resfriado desenvolve uma infecção aguda do nariz, da garganta, dosseios paranasais, da traquéia e dos brônquios, persistindo aproximadamentepor sete dias. Os sintomas incluem aumento de secreções nasais, congestãonasal, espirro, tosse, inflamação ou dor na garganta, rouquidão e algumasvezes um ligeiro aumento de temperatura (PELCZAR; CHAN; KRUG, 1996). Assim, é importante reconhecer quando o resfriado comum deixa de serum simples catarro, quer seja por sua duração ou pelo aparecimento de sinaisde perigo (tiragem ou taquipnéia). Nestes casos, é quando se deve consultar omédico para modificar o enfoque terapêutico (DIAZ, 2011). As mãos são um dos principais meios de transmissão, pois, as pessoasinfectadas com rinovírus apresentam nas mãos secreções nasaiscontaminadas com vírus, e estes podem ser transferidos, por contato, para asmãos de indivíduos não infectados. A partir daí, estes indivíduos podem colocarseus dedos contaminados em contato com a mucosa nasal ou a conjuntiva dosolhos. Desta forma, uma pessoa acometida por um resfriado deve lavar as
  34. 34. 33mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após utilizar lençoscontaminados com secreções nasais (PELCZAR; CHAN; KRUG, 1996). De acordo com Gwaltney Jr (1982), durante um resfriado comum, “aexcreção de vírus varia no transcurso de um período de 5 dias, sendoprovavelmente mais contagioso do terceiro ao quinto dia, que é, também,quando é mais sintomático e coincide com uma maior excreção de vírus”(GWALTNEY JR, 1982 apud DIAZ, 2011). Com relação ao tratamento, o mais recomendado para o resfriadocomum é a base de sintomáticos para alívio da dor e febre e administração desoro fisiológico nasal e vaporização para auxiliar na eliminação de secreções.Portanto, antes de prescrever fármacos de ação duvidosa, o pediatra deveesclarecer as famílias sobre o caráter autolimitado das nasofaringites agudas.Sabe-se que a utilização de medicamentos, prescritos ou não, é muito maiorquando aumenta a percepção de doença pela mãe e por este motivo, é muitoimportante que as famílias sejam esclarecidas e orientadas sobre a evoluçãoda doença (BRICKS, 1995). No mesmo contexto, Pelczar Jr, Chan e Krug, (1996) afirmam que nãoexiste tratamento específico, mas sim medidas auxiliares, tais como repousoadequado, roupas quentes e aspirina, que são recomendados para aumentar oconforto do paciente. A ingestão de líquidos, tais como sucos de frutas, é degrande ajuda. É importante destacar que como os resfriados são causados por vírus,os antibióticos não são utilizados no tratamento dos resfriados simples,enquanto que os anti-histamínicos tem somente um efeito mínimo na reduçãoda secreção nasal (PELCZAR JR; CHAN; KRUG, 1996). Quanto à prevenção específica por meio de vacinas para rinovírus aindanão é possível, pois a quantidade de sorotipos de rinovírus implicados é muitogrande, além do conteúdo antigênico destes vírus variar constantemente e sercontínuo o aparecimento de novos sorotipos (DIAZ, 2011).
  35. 35. 343 A VITAMINA C NAS GRIPES E RESFRIADOS3.1 Pesquisas científicas nas gripes e resfriados De acordo com Bricks (2003), o uso de megadoses de vitamina C para otratamento de gripes e resfriados ainda é objeto de intensos debates naliteratura, ressaltando que, até o momento, não existe nenhuma comprovaçãocientífica de que a utilização de vitamina C seja realmente eficaz na reduçãodos sintomas próprios dessas doenças. Alguns autores têm preconizado o uso de altas doses de vitamina C (até 6 g/dia) para prevenir a gripe, mas, é importante salientar que os possíveis benefícios do uso de doses elevadas de vitamina C são mínimos quando comparados aos riscos que incluem a formação de cálculos renais (pela excessiva excreção de oxalatos), a presença de escorbuto em fetos de mães que ingerem altas doses de vitamina C (BRICKS; SIH, 1999). Simasek e Blandino (2007), informam que “Numa revisão Cochranemostrou que tomar 200 mg ou mais de vitamina C diariamente não diminuisignificativamente a gravidade dos sintomas ou duração quando iniciada apósinício dos sintomas do resfriado”. Miranda (2005), aponta que “A suplementação com vitamina C não temefeito comprovado na incidência da constipação, exceto possivelmente empessoas expostas a esforço físico intenso e/ou frio praticantes de esportes deinverno, maratonistas, militares”. Almeida (2011) informa que segundo JoséLuiz de Andrade Neto, infectologista e professor da PUC/PR e da UniversidadeFederal do Paraná (UFPR), a vitamina C só é eficiente no combate à gripequando o paciente apresenta deficiência desse nutriente: "Sua falta prejudicanão só o desempenho do organismo na defesa contra a Influeza A, mastambém em relação a outras doenças", diz o especialista. Além disso,completa, "não existe comprovação de que, em organismos bem nutridos e,portanto, equilibrados, a vitamina C traga benefícios extras". Com relação à medicação de crianças, Bricks (1995) defende que faltaestudos bem controlados em crianças sobre a real efetividade dos fármacos
  36. 36. 35mais utilizados no tratamento das gripes e resfriados e a da aparente baixamorbidade causada por esses medicamentos, além de ressaltar a importânciade se considerar o custo do tratamento e lembrar que esses produtosfarmacêuticos são causa freqüente de ingestão acidental em crianças menoresde seis anos. Embora a mortalidade por ingestão acidental ou intencional destesmedicamentos seja baixa, os médicos que prescrevem medicamentos deeficácia duvidosa devem estar preparados para justificar sua escolha e estarseguros de que a utilização dos medicamentos prescritos não irá acarretarnenhum prejuízo aos pacientes (BRICKS, 1995). Entretanto para alguns autores, como Valdéz, o uso da vitamina Cparece ser eficaz no uso no resfriado comum. Segundo o autor, apesar de nãoter efeito profilático, alguns estudos dão sinal de que, mesmo de formamodesta, pode reduzir a severidade duração dos sintomas, além de favorecer ofortalecimento do sistema imunológico para aumentar a proliferação de célulasT e impedir a apoptoses durante infecções (VALDÉZ, 2006). Na verdade, o que se percebe é que supostos benefícios aparecem comfrequência em destaque nos comerciais veiculados pela televisão e napublicidade em revistas. Nesses comerciais as vitaminas combatem o estressee o cansaço, fornecendo energia “extra” para atividades cotidianas, e tambémevitando gripes e resfriados. Ve-se também este tipo de publicidade emfolhetos e rótulos de produtos, onde a vitamina C previne infecções em geral,reforçando as defesas do organismo (SANTOS; BARROS FILHO, 2002). As propagandas da indústria farmacêutica estão voltadas para osprescritores, especialmente os médicos, para os consumidores e para ospontos de dispensação, neste caso representado pelas farmácias e drogarias.Nesse contexto, a qualidade da informação veiculada é essencial para evitar ouso irracional de medicamentos, uma vez que este pode ter comoconsequência o agravamento de problemas de saúde já existentes ou mesmoo desenvolvimento de doenças, levando a gastos desnecessários (GALATO;PEREIRA; VALGAS, 2011). Esta é uma questão séria por envolver a saúde das pessoas e assim,não pode ser tratada de forma leviana. O que fica evidente diante de uma
  37. 37. 36pesquisa divulgada por Santos e Barros Filhos (2002), onde quase a totalidadedos sujeitos da pesquisa afirmaram que acreditam que a vitamina C atua naprevenção e tratamento de gripes e resfriados, mesmo que revisões recentesda literatura científica concluam que não é possível atribuir à vitamina C umpapel na prevenção e/ou tratamento dessas doenças. Além dos resultadosalcançados, Santos e Barros Filho (2002) informam sobre um levantamentorealizado nos EUA, onde “Entre universitários, Eldridge e Sheehan (1994),constataram , por exemplo, que a maioria acreditava no efeito preventivo davitamina C sobre a gripe e na ação de doses extras de vitaminas aumentando avitalidade e energia”.3.2 Experimentos comprovados Em se tratando de experimentos, Schorah et al. (1979) relataram umapesquisa cujos resultados apresentaram uma fraca, mas significante, melhoraclínica em pacientes já idosos que receberam 1g de ácido ascórbicodiariamente por um período de 28 dias, comparado com um placebo no grupocontrole. “A este alto nível de suplementação, todavia, os resultados damelhora, provavelmente se devem ao efeito farmacológico do ácido ascórbicoutilizado no experimento” (ARANHA et al., 2000). Segundo Marshall (2001), a equipe de Coulehan publicou uma pesquisaem 1974, em que um grupo que usou a vitamina C de forma sistemática tevemenos resfriados severos, mas outros cientistas que revisaram o estudocriticaram o método de avaliação da severidade dos sintomas adotada peloautor. Marshall ainda relata outros experimentos: Em 1975, Carson e colaboradores relataram tratar operários com 1.000mg de vitamina C ou um placebo diariamente durante os resfriados. O númerode resfriados por pessoa, a duração dos resfriados e sua gravidade foram asmesmas tanto no grupo que usou a vitamina como no grupo que usou oplacebo (...). Em 1977, Tyrell e colaboradores relataram tratar 743 homens e758 mulheres por 5 meses da seguinte maneira. Metade recebeu pílulas deplacebo diariamente. Os outros tomaram vitamina C mas somente durante
  38. 38. 37resfriados nas dosagens de: 4.000 mg no primeiro e segundo dias de umresfriado e 200 mg no terceiro dia. Não houve nenhum benefício em tomarvitamina C. A incidência e a duração dos resfriados foram as mesmas tantopara os homens como para as mulheres dos grupos placebo e vitamina (...).Num estudo de 1984, Dr. X. H. Briggs dividiu 528 voluntários e deu para umametade 1.000 mg de vitamina C diariamente e para a outra metade placebosdiariamente por três meses. No grupo vitamina C 47% ficaram resfriados, e46% do grupo placebo. Briggs concluiu: Nenhuma prevenção e nenhumbenefício (MARSHALL, 2001). As pesquisas citadas por Marshall (2001) demonstram que não hácomprovação científica com relação aos benefícios da vitamina C no combateàs gripes e aos resfriados. Mais recentemente, GNOTÍCIAS (2011) informa que um grupo depesquisadores, depois de realizar uma série de experiências, concluiu que ossuplementos da vitamina C não são suficientemente eficazes no combate aovírus do resfriado: Os cientistas da Universidade Nacional Australiana e da Universidade de Helsinque realizaram a pesquisa com mais de 11 mil pessoas. Segundo os estudiosos australianos e finlandeses, somente as pessoas que são submetidas a condições físicas superiores às comuns, como atletas e militares em treinamento, podem ter o risco de contágio da doença diminuído através do uso da vitamina, o que significa que as reações dos suplementos no organismo de uma pessoa comum não são significativas. Para chegarem a este resultado, os pesquisadores realizaram, ao longo de décadas, cerca de 30 experiências com pessoas que tomaram por dia pelo menos 200 miligramas de vitamina C (GNOTÍCIAS, 2011).3.3 Profilaxia Mesmo sem comprovação sobre seus benefícios, parcela relevante deconsumidores utiliza produtos de vitamina C, esporadicamente. Esse usogeralmente está associado à tentativa de evitar ou tratar gripes e resfriados, e
  39. 39. 38são estimulados diretamente pela publicidade da vitamina C (SANTOS;BARRO FILHO, 2002). Já Mosegui et al. (1999) ao falar sobre medicamentos em idosos,colocou a vitamina C entre os produtos considerados de valor intrínsecoduvidoso. Hendler (1994) alerta que alguns produtos de vitamina C vêmcombinado a biaflavonóides com a alegação de que seria potencializadora davitamina, o que não é comprovado. Desta forma, a questão dos medicamentos para gripe tem sido tratadacom seriedade pelo governo, como nos informa Massunari et al. (2004): A resolução RDC n° 40, de 26 de fevereiro de 2003, considerando as conclusões do Painel da Avaliação dos Medicamentos Antigripais realizado, em Brasília, em 24 e 25 de outubro de 2001, determina que ficam cancelados os medicamentos injetáveis para o tratamento sintomático da gripe, bem como apresenta uma lista de vários princípios ativos que devem ser retirados das fórmulas dessa mesma classe de medicamentos (MASSUNARI et al., 2004). Sendo que um dos princípios ativos que devem ser retirados dasfórmulas é justamente a vitamina C. Entretanto, como se percebe na Tabela 3 a seguir, são encontradosmedicamentos com via de administração parenteral contradizendo a ResoluçãoRDC n° 40/03 e o preconizado pela literatura, ou seja, que a via parenteraldeve ser reservada para as situações em que as vias oral e retal foremindisponíveis ou inadequados ou quando há necessidade de ação terapêuticaemergencial (GILMAN et al., 1996 apud MASSUNARI, 2004). Segundo Hoefler (1999, apud MASSUNARI, 2004), sabe-se que nenhumdesses medicamentos é aplicável para a gripe, sendo que os fármacosencontrados nessas formulações são apenas paliativos e amenizadoressintomáticos.
  40. 40. 39Tabela 3: Medicamentos para tratamento sintomático da gripe de formainjetávelMedicamento Fármaco Fármaco Fármaco Fármaco Fármaco 1 2 3 4 5 Analgex Dipirona ÁCIDO Guaifene- Dipirona ASCÓRBICO sina - Bromopinol Dipirona Eucaliptol Extrato de ÁCIDO supra renal ASCÓRBICO Cortegripan Cansilato Dipirona Guaifene- ÁCIDO sódico sina ASCÓRBICO Gripsay AP Dipirona Guaifenesina Eucaliptol Gomegol ÁCIDO ASCÓRBIC O Novoquinol ACIDO Clorfeniramina Dipirona Guaifenesina ASCORBICOFonte: Massunari et al, 2004. Na Tabela 3, observa-se medicamentos usados no tratamentosintomático da gripe que contêm fármacos que deveriam ser retirados dasfórmulas dessa classe de medicamentos (GILMAN et al., 1996 apudMASSUNARI, 2004). Conforme o artigo 5° da Resolução RDC n° 40/ 03, a presença destes medicamentos no mercado contraria o artigo 8° da mesma resolução. Conforme esse artigo, os laboratórios tinham 180 dias, a partir do protocolo de pleito de Registro de Nova Associação (protocolo este que deveria ser feito no prazo de 30 dias a partir da publicação da RDC n° 40/ 03), para o desenvolvimento da nova fórmula. (MASSUNARI et al., 2004). Ainda consta que neste período o produto original poderia sercomercializado. Entretanto, passado um ano, diversos medicamentos nãomudaram suas fórmulas. Situação que ainda se mantém (GILMAN et al., 1996apud MASSUNARI, 2004).
  41. 41. 40Tabela 4: Medicamento para tratamento sintomático da gripe irregularesconforme o artigo 5º da resolução RDC nº 40, de 26 de fevereiro de 2003.Medicamento Fármaco 1 Fármaco 2 Fármaco 3 Fármaco 4Adegrip Guaifenesina VITAMINA CAnalgex C VITAMINA CAnalgin C-R VITAMINA CApracur VITAMINA CBenegrip Salicilamida VITAMINA CBromil Gripe VITAMINA CBroncopinol Eucaliptol VITAMINA CColdrin Cinarizina VITAMINA CCortegripan Guaifenesina VITAMINA CGripen F VITAMINA CGripol Comp. VITAMINA CGripomatine Guaifenesina VITAMINA CGripsay AP Guaifenesina Eucaliptol Gomenol VITAMINA CKillgrip VITAMINA CLima C Limão bravo VITAMINA CMelhoral C VITAMINA CNovoquinol VITAMINA C GuaifenesinaResfry VITAMINA CResprax Salicilamida VITAMINA CTermogripe Salicilamida VITAMINA CCTrimedal VITAMINA CVick Pyrena VITAMINA CFonte: Massunari et al; 2004. Com a ampliação dos conhecimentos terapêuticos atuais, não se podemais aceitar a utilização de formulações para o tratamento sintomático da gripena forma de administração injetável, como também se calar diante da utilização
  42. 42. 41de fármacos considerados de eficácia questionável, ou, eventualmente dotadosde algum potencial deletério, especialmente considerando desfavorável à razãorisco/benefício (MASSUNARI, 2004).
  43. 43. 42 CONSIDERAÇÕES FINAIS Como já vimos a vitamina C pertence a um conjunto de 13 vitaminas deum complexo essencial para o bom funcionamento do organismo humano.Desta forma, sua deficiência pode impedir que o corpo produza e mantenha asubstância intercelular cuja falta pode levar à hemorragia, à formação de ossosfracos, a atrofia da medula óssea, a anemia, a perda dos dentes e a formaçãode gengivas esponjosas. Como as vitaminas devem ser fornecidas ao organismo, pois o mesmonão tem capacidade de assegurar sua biossíntese, uma forma de se conseguiringerir a vitamina C é pela ingestão diária de alimentos que a contenha. Outra épela ingestão de suplementos vitamínicos, que podem ser adquiridos atravésde pastilhas, comprimidos e gotas. Devido sua importância, a vitamina C é confundida com a ação curativanos quadros gripais e de resfriados. A ação relacionada da vitamina C nestesquadros é de sua ação antioxidante que neutraliza os metabolitos oxidantesdos leucócitos produzidos durante a instalação do quadro clínico em questão. De acordo com as idéias de Bricks (2003), e a confirmação de váriaspesquisas científicas, o uso de vitamina C não promove cura e nem previne degripes e resfriados, cita ainda que sua utilização em altas doses pode acarretarem cálculos renais devida a excreção maciça de oxalatos de cálcio. Entretanto, ainda se vê muita publicidade em torno dos benefícicos nouso de megadoses de vitamina C na prevenção de gripes e resfriados, o quecontribui para que grande maioria da população ainda acreditem nesse mito.Outra questão grave é que, mesmo sendo normatizado pelo governo(resolução RDC nº 40, de 26 de fevereiro de 2003), ainda há a utilização deformulações para o tratamento sintomático da gripe na forma de administraçãoinjetável e de fármacos considerados sem eficácia ou dotados de algumpotencial deletério. Com os conhecimentos atuais, não se pode mais admitir talprocedimento.
  44. 44. 43 REFERÊNCIASADEUS GRIPE. O vírus influenza. Disponível em: <http://www.adeusgripe.com.br/ovirus.html>. Acesso em: 15 Out. 2011.ALMEIDA, Flávia J. et al. Consenso para o tratamento e profilaxia daInfluenza (gripe) no Brasil. Disponível em: <www.sbp.com.br/PDFs?conseso_influenza.pdf >. Acesso em: 13 Ago. 2011.ALMEIDA, Cristina. Tomar vitamina C NÃO previne contra gripe! EvidênciaCientífica. 12 Jan. 201. Disponível em: http://farmaceuticoemcasa.blogspot.com /2011/01/tomar-vitamina-c-nao-previne-contra.html>. Acesso em: 30 Set.2011.ARANHA, F.Q. Investigação do tempo de suplementação com vitamina C, dosuco de acerola e do fármaco, necessário para normalizar os níveis séricos deácido ascórbico em idosos institucionalizados de João Pessoa, PB. JoãoPessoa, 1997. 94p. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologia dosAlimentos) - Centro de Tecnologia, Universidade Federal da Paraíba, 1997.ARANHA, Flávia Queiroga et al. O papel da vitamina C sobre as alteraçõesorgânicas no idoso. Rev. Nutr. [online]. 2000, vol.13, n.2, pp. 89-97. ISSN1415-5273. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732000000200003>. Acesso em: 20 Ago. 2011.AZULAY, Mônica Manela; LACERDA, Carlos Alberto Mandarim de; PEREZ,Maurício de Andrade; Filgueira, Absalom Lima; CUZZI, Tullia. Vitamina C.Educação Médica Continuada. An. bras. Dermatol, Rio de janeiro, maio/jun.2003.BAYER. Vitamina C. Acesso em: <http://www.vitaminas.bayer.pt/scripts/pages/pt/vitaminas/vitamina_c/index.php>. Acesso em: 20 de agosto de 2011.BANCO DE SAÚDE. Gripe. Disponível em: <http://www.bancodesaude.com.br/gripe/ gripe>. Acesso em: 23 Ago . 2011.BERQUO, Laura S; BARROS, Aluísio J D; LIMA, Rosângela C andBERTOLDI, Andréa D. Utilização de medicamentos para tratamento deinfecções respiratórias na comunidade. Rev. Saúde Pública. 2004, vol.38, n.3,p. 358-364.BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Patologia Geral. 3. ed. Rio de janeiro:Guanabara Koogon. 2004.BRICKS, L. F. Medicamentos Utilizados em Crianças para Tratamento doResfriado Comum: Riscos vs. Benefícios. Instituto da Criança Prof. Pedro deAlcantara do Hospital das Clínicas da FMUSP. Pediatria (São Paulo), 17 (2) :72-78, 1995.
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