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  • Interesante presentacion sobre oftalmologia costa rica, me fue de mucha utilidad ya que estoy iniciando mis estudios en oftalmologia, si están interesados comparto con ustedes el sitio http://medicoscr.net/78-oftalmologia.html donde encontrarán un directorio de especialistas en esta área, saludos y espero ver más aportes.
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Exposiçâo solar.pdf

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS LEDA MARIA NOGUEIRA POSSETI EXPOSIÇÂO SOLAR: revisão bibliográfica e análise doconhecimento de varredores das ruas de Fernandópolis - SP FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. LEDA MARIA NOGUEIRA POSSETI EXPOSIÇÂO SOLAR: revisão bibliográfica e análise doconhecimento de varredores das ruas de Fernandópolis - SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia Orientador: Profa. Esp. Valeria Cristina Jose Erédia Fancio FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. LEDA MARIA NOGUEIRA POSSETI EXPOSIÇÃO SOLAR: revisão bibliográfica e análise do conhecimento de varredores das ruas de Fernandópolis - SP . Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovada em: 09 de novembro de 2011Examinadores_____________________________________________ Prof: MSc. Luciana Estevam Simonato Fundação Educacional de Fernandópolis Curso: Farmácia _____________________________________________ Prof: Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira Fundação Educacional de Fernandópolis Curso: Farmácia
  4. 4. “Cada dia que amanhece assemelha-se auma página em branco, na qual gravamosos nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã.” Chico Xavier, 1995
  5. 5. RESUMO EXPOSIÇÃO SOLAR: revisão bibliográfica e análise do conhecimento de varredores das ruas de Fernandópolis - SPSabe-se que o sol é fonte de vida para diversos ecossistemas e que seu espectroeletromagnético é dividido de acordo com comprimentos de onda de seus raios. Aradiação que causa lesões à pele é a ultravioleta A e B, causando eritemainicialmente, fotoenvelhecimento devido à formação de radicais livres comaparecimento de rugas, além de fotodermatoses e câncer de pele. O tipo de peleinfluencia na sensibilidade à radiação, sendo a pele branca a mais sensível e a pelenegra a mais resistente. Além do fototipo, fatores genéticos de predisposição eregião de habitação também influenciam no desenvolvimento de patologias porfotoexposição. Para evitar as conseqüências da exposição excessiva, recomenda-seo uso de protetores solares adequados a cada tipo de pele, roupas, chapéus eóculos escuros. Com o objetivo tanto de enfatizar a importância do uso da proteçãosolar, quanto avaliar o grau de conhecimento de varredores das ruas deFernandópolis (SP) a respeito, foi realizada uma pesquisa. Nesta pesquisa, dozepessoas foram entrevistadas por passarem todo o horário de trabalho expostos aosol, e foram feitas perguntas como: tempo de exposição, modo de uso de filtro solar,uso de outros métodos de proteção solar, e obteve-se informações sobre oconhecimento relacionado aos riscos devido à exposição à radiação solar semproteção. Foi constatado que 66,6% têm idade entre quarenta e cinqüenta anos,91,6% possuem pele branca, todos os entrevistados utilizam protetor solar, porémapenas 58,3% reaplicam. De acordo com os resultados, pode-se dizer que essesindivíduos não se previnem com deveriam, não realizando reaplicação do protetorsolar durante o período de trabalho e fotoexposição.Palavras-chave: Radiação. Sol. Fotodermatoses. Pesquisa. Fernandópolis.
  6. 6. ABSTRACT SUN EXPOSURE: literature review and analysis of knowledge of the street sweepers of Fernandópolis - SPIt is known that the sun is the source of life for various ecosystems and theelectromagnetic spectrum is divided according to the wavelengths of its rays. Theradiation that causes damage to the skin is the ultraviolet A and B, initially causingerytema, photoaging due to formation of free radicals and wrinkles, photodermatosisand skin cancer. The types of the skin influence the sensibility to radiation, being thewhite skin more sensitive and the black skin more resistant. In addition to skin type,genetic predisposition and the area of housing also influence the development ofpathologies by photoexposure. To avoid the consequences of excessive exposure,recommends the use of sunscreens suitable for the each skin type, clothes, hats andsunglasses. In order as emphasize the importance of using sunscreen, as assess thedegree of knowledge of the employees who work cleaning the streets ofFernandópolis (SP) about it, a search was conducted. In this study twelve peoplewere interviewed because they pass all the working hours in sun exposure, and werwasked questions such as: exposure time, way of use the sunscreen, use of the othermethods of protection, and it was obtained informations about the knowledge relatedto risks due to exposure to sunlight without protection. It was found that 66,6% areaged between forty and fifty years, 91,6% have white skin, all respondents usesunscreen, but just 58,3% reapply. Acording to the results, it can said that theseindividuals not be prevent like it should, not realizing reapplying sunscreen during thework and photoexposure.Keywords: Radiaton. Sun. Photodermatosis. Research. Fernandópolis.
  7. 7. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 – Espectro Solar Eletromagnético................................................................14Figura 2 – Fotoenvelhecimento Cutâneo Tipo 3........................................................18Figura 3 – Eritema Solar.............................................................................................21Figura 4 – Pigmentação Solar....................................................................................22Figura 5 – Miliária Solar..............................................................................................22Figura 6 – Melanose Solar ou Lentigo Senil...............................................................23Figura 7 – Queratose Solar........................................................................................24Figura 8 – Elastose Solar...........................................................................................24Figura 9 – Leucodermia Solar....................................................................................25Figura 10 – Fototoxicidade causada por sumo de limão............................................26Figura 11 – Carcinoma Basocelular...........................................................................27Figura 12 – Carcinoma Espinocelular........................................................................28Figura 13 – Melanoma Extensivo Superficial.............................................................29Figura 14 – Melanoma Lentigo Maligno.....................................................................30Figura 15 – Melanoma Nodular..................................................................................30Figura 16 – Melanoma Lentiginoso Acral...................................................................31Figura 17 – Índice UV.................................................................................................38Figura 18 – Sexo dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011.................42Figura 19 – Idade dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011................42Figura 20 – Tipo de pele dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011......43Figura 21 – Tempo de exposição solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis(SP), 2011..................................................................................................................43Figura 22 – Uso de protetor solar segundo os varredores das ruas de Fernandópolis(SP), 2011..................................................................................................................44Figura 23 – Tempo de uso de protetor solar pelos varredores das ruas Fernandópolis(SP), 2011..................................................................................................................44Figura 24 – Reaplicação de protetor solar pelos varredores das ruas deFernandópolis (SP), 2011...........................................................................................45Figura 25 – Frequência de reaplicação de protetor solar pelos varredores das ruasde Fernandópolis (SP), 2011......................................................................................46Figura 26 – Área de aplicação de protetor solar pelos varredores das ruas deFernandópolis (SP), 2011...........................................................................................46
  8. 8. Figura 27 – Fator de proteção solar utilizado pelos varredores das ruas deFernandópolis (SP), 2011...........................................................................................47Figura 28 – Uso de protetor solar quando o sol está encoberto por nuvens, segundoos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011................................................48Figura 29 – Uso de outros meios físicos de proteção solar pelos varredores das ruasde Fernandópolis (SP), 2011......................................................................................48Figura 30 – Percepção do aparecimento de manchas anormais pelos varredores dasruas de Fernandópolis (SP), 2011..............................................................................49
  9. 9. LISTA DE GRÁFICOS E TABELASTabela 1 – Fototipos...................................................................................................20
  10. 10. LISTA DE ABREVIATURASANVISA – Agência Nacional de Vigilância SanitáriaCOLIPA - Comitee de la Liaison des Associations Europeans de L’Industries de laParfumerie, de Produits Cosmetiques et de Toilette (Associação Européia dasIndústrias Cosméticas, de Artigos de Toucador, e Perfumaria)DNA – Ácido DesoxirribonucléicoFDA – Food and Drug AdministrationFPS – Fator de Proteção SolarFPU – Fator de Proteção UltravioletaINCA – Instituto Nacional do CâncerINMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade IndustrialINPE – Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisISPF – Método Internacional de Fator de Proteção SolarNR – Normas RegulamentadorasPABA – Ácido para-aminobenzóicoRDC – Resolução da Diretoria ColegiadaTCLE – Termo de Consentimento Livre e EsclarecidoTiO2 – Dióxido de TitânioUVA – Ultravioleta AUVB – Ultravioleta BUVC – Ultravioleta CZnO – Óxido de Zinco
  11. 11. SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................12 1 SOL......................................................................................................................13 1.1 Radiação Solar................................................................................................13 1.2 Pele.................................................................................................................15 1.3 Fotoenvelhecimento......................................................................................16 1.4 Radicais Livres..............................................................................................18 1.5 Fototipos........................................................................................................19 1.6 Fotodermatoses..............................................................................................20 1.6.1 Reações imediatas.....................................................................................20 1.6.1.1 Eritema ou queimadura solar................................................................20 1.6.1.2 Pigmentação solar.................................................................................21 1.6.1.3 Miliária solar..........................................................................................22 1.6.2 Reações tardias ou crônicas......................................................................23 1.6.2.1 Melanose solar ou lentigo senil.............................................................23 1.6.2.2 Queratose solar.....................................................................................23 1.6.2.3 Elastose solar........................................................................................24 1.6.2.4 Leucodermia solar.................................................................................24 1.6.3 Fotodermatoses por sensibilização............................................................25 1.6.3.1 Fototoxicidade.......................................................................................25 1.6.3.2 Fotoalergia.............................................................................................26 1.6.4 Agravamento de dermatoses...................................................................26 1.7 Tumores Malignos.........................................................................................27 1.7.1 Carcinoma basocelular..............................................................................27 1.7.2 Carcinoma espinocelular...........................................................................27 1.7.3 Melanoma maligno....................................................................................28 1.8 Protetores Solares........................................................................................31 1.8.1 Fator de proteção solar..............................................................................31 1.8.2 Classificação dos protetores solares..........................................................32 1.8.2.1 Protetores solares físicos......................................................................32 1.8.2.2 Protetores solares químicos..................................................................33 1.8.2.2.1 Substâncias que absorvem UVB......................................................33
  12. 12. 1.8.2.2.2 Substâncias que absorvem UVA......................................................34 1.8.3 Efeitos adversos aos protetores solares....................................................35 1.8.4 Proteção constante.....................................................................................35 1.8.5 Veículos de liberação de ativos fotoprotetores..........................................35 1.8.6 Incorporação em maquiagens e outros produtos.......................................36 1.9 Proteção Solar Com Roupas........................................................................36 1.10 Curiosidades................................................................................................37 1.11 Índice UV.......................................................................................................38 1.12 Legislação Trabalhista................................................................................39OBJETIVO.................................................................................................................40 OBJETIVO GERAL..................................................................................................40 OBJETIVOS EESPECÍFICOS.................................................................................40MATERIAIS E MÉTODOS.........................................................................................41RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................................42CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................51REFERÊNCIAS..........................................................................................................52ANEXOS....................................................................................................................56
  13. 13. 12 INTRODUÇÃO O sol é fundamental para a vida na Terra e sua radiação é importante para odesenvolvimento das plantas e processos metabólicos nos animais, além de definircaracterísticas físicas das diversas raças humanas. Porém, a exposição em excessoé nociva, causando queimaduras, formação de radicais livres, rugas, envelhecimentoprecoce e câncer de pele (KEDE; SABATOVICH, 2004). Segundo o autor acima, a “camada de ozônio” absorve grande parte dos raiosultravioletas, UVC, os mais perigosos à saúde. Porém, ao longo dos anos, devido àação humana de destruição ao meio ambiente, a camada de ozônio vem sofrendoprocesso de degradação, o que deixa o planeta mais vulnerável aos danos solares. A radiação ultravioleta causa alterações nas células da pele, podendo causardesde hiperpigmentação imediata não desejada, até formação de neoplasias, alémdo fotoenvelhecimento pela ação de radicais livres, determinando aparência senil(BAUMANN, 2004). Essa ação do sol é influenciada pelo tipo de pele de cada indivíduo, o fototipo,bem como condições atmosféricas, hora do dia e estações do ano (SAMPAIO;RIVITTI, 2008). Para evitar os efeitos malignos que a exposição excessiva provoca, além deevitar a exposição em horários onde a radiação é mais intensa, recomenda-se o usode protetores solares, que possuem formulações variadas, de acordo compreferências e tolerâncias dos usuários (BAUMANN, 2004). Dados recentes a respeito da incidência do câncer de pele melanoma indicamque corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil(BRASIL, 2011 a). Isso mostra que as pessoas ainda não se previnem comodeveriam, e por isso, foi escolhido um grupo de risco composto por varredores derua que ficam expostos ao sol, para realização de uma pesquisa. Este trabalho foirealizado com o intuito de averiguar o conhecimento que este grupo possui sobre osperigos da exposição solar excessiva não fazendo o uso de protetores solares.
  14. 14. 131 SOL1.1 Radiação Solar O sol é fonte energética fundamental em quase todos os ciclos biológicos davida na Terra. Nosso próprio metabolismo depende da radiação solar paracalcificação óssea, produção de vitamina D3 (colecalciferol, que depende daradiação ultravioleta B (UVB) para sua formação e que ajuda a impedir oaparecimento de alguns tipos de câncer), liberação de hormônios, regeneração deácido desoxirribonucléico (DNA), além de definir características físicas das diversasraças humanas, em diferentes regiões geográficas e ambientais. Porém a exposiçãoexcessiva ao sol pode provocar queimaduras na pele e formação de radicais livresprovocando envelhecimento precoce, além do câncer de pele, aceleração doprocesso de formação de catarata e etc. Para minimizar esses efeitos, deve-se:evitar a exposição excessiva ao sol, usar protetores solares e roupas fotoprotetoras(KEDE; SABATOVICH, 2004). O planeta Terra possui um escudo protetor natural, chamado “camada deozônio”, que absorve grande parte dos raios ultravioletas, principalmente raiosultravioletas C, devido ao seu comprimento de onda, os mais nocivos à saúde. Como aumento populacional ao longo dos séculos, conseqüentemente a poluiçãoatmosférica e a produção de gases tóxicos aumentou também, causando destruiçãoacentuada da camada de ozônio. Como isso, ocorre aumento da incidência de raiosultravioletas e seus efeitos nocivos, onde a cada 30% de diminuição da camada deozônio, ocorre aumento de 115,0% da intensidade de raios ultravioletas, segundo oInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (KEDE; SABATOVICH, 2004). Os raios solares contêm diversos comprimentos de ondas, o chamadoespectro eletromagnético. Sua composição é de quase 99% de radiação não-ionizante (60% de raios infravermelhos, 35% de luz visível e 5% de raiosultravioletas). A radiação infravermelha é percebida através de calor, a luz visívelpelo sistema óptico em suas diferentes cores e os raios ultravioletas por reaçõesfotoquímicas (FLOR et al., 2007). Esses raios atingem nossa pele por incidência direta e por reflexão, emsuperfícies como água (que aumenta em 20% a intensidade da radiação), areia
  15. 15. 14(10%), neve (85%) (OLIVEIRA; OLIVEIRA; OLIVEIRA, 2001). Quando o céu estánublado, apenas 23% dos raios são refletidos e não atingem a superfície da Terra(ECHER; MARTINS; PEREIRA, 2006), sendo assim, a idéia de que não hánecessidade de proteção solar nesse período é equivocada (KEDE; SABATOVICH,2004). As radiações de menor comprimento de onda, ultravioletas C (UVC) sãoportadoras de elevadas energias, extremamente lesivas aos seres vivos. Possuemcomprimento de onda de até 280 nm e não atingem a Terra, uma vez que sãoabsorvidos pelo oxigênio e ozônio atmosféricos (FLOR et al., 2007). Já a radiaçãoultravioleta A e B, e a radiação da luz visível, entre 290 e 760 nm atingem o serhumano. Além desse limite e até 17.000 nm está o infravermelho, que é indutor decalor. Na tabela abaixo os raios ultravioleta, radiação visível, até infravermelho(Figura 1) (SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Figura 1 Espectro Solar Eletromagnético Fonte: SAMPAIO; RIVITTI, 2008 Os raios UVB (de 290 a 320 nm), causam eritema, pigmentação eprincipalmente alterações que induzem ao câncer cutâneo, pois causamimunossupressão, e conseqüentemente as células de defesa terão menoreschances de reconhecer as células anormais. Os raios ultravioletas A (UVA), de maior
  16. 16. 15penetração na pele podendo atingir a derme, além da pigmentação, envelhecimentocutâneo pela formação de radicais livres e alterações que induzem ao câncer, é oprincipal indutor de fotossensibilidade (FLOR et al., 2007). Para que haja efeito na pele, a radiação precisa ser absorvida, função essarealizada por moléculas chamadas cromóforos, que são: queratina, melanina,tirosina, triptofano, histidina, porfirinas, hemoglobinas, carotenos e outras. Asradiações ultravioletas podem retirar elétrons da órbita, transformando-os emradicais livres mais reativos (SAMPAIO; RIVITTI, 2008). O comprimento de onda e a intensidade da luz solar dependem de fatorescomo: altitude, latitude, estação do ano, condições atmosféricas, hora do dia. Entre10 e 14 horas as radiações são mais lesivas pela maior incidência de UVB, devendoser evitada a exposição nesse período (KEDE; SABATOVICH, 2004).1.2 Pele A pele é um órgão de revestimento, responsável pela proteção (barreiracontra substâncias endógenas e exógenas), pigmentação, comunicação com o meioexterno, onde reage através da transpiração e tremores para termorregulação, e etc.É composta basicamente por três camadas: epiderme, derme e hipoderme, nessaordem, apresentadas da superfície para a camada mais profunda (BATISTELA;CHORILLI; LEONARDI, 2007). A epiderme é um epitélio de revestimento estratificado e pavimentoso, comcélulas achatadas e justapostas, que vão mudando de formato conforme se tornammais superficiais. Essas células se renovam devido a uma atividade mitóticacontínua, processo que pode levar até quatro semanas. É uma camada avascular,sendo nutrida através da derme, e sua função principal é a produção de queratina,responsável pela impermeabilidade cutânea, e produção de células denominadasqueratinócitos (KEDE; SABATOVICH, 2004). A epiderme se divide em cinco camadas: basal (germinativa), espinhosa,granulosa, lúcida e estrato córnea, sendo esta última a mais superficial e apenúltima, encontrada nas regiões do corpo onde a pele é mais espessa, comopalmas das mãos e parte inferior dos pés (KEDE; SABATOVICH, 2004).
  17. 17. 16 As principais células originadas nessa camada da pele são queratinócitos emelanócitos. Os queratinócitos são células que germinam na camada basal,produzem queratina, e são responsáveis pela renovação celular por diferenciaçãoem sua morfologia. Os melanócitos são as células responsáveis pela produção demelanina, pigmento que realiza a fotoproteção por absorção de radiação econseqüente proteção do DNA; se expressam na camada estrato córnea portransporte através dos queratinócitos. A melanina é produzida pela ação datirosinase sobre a tirosina, que sofre várias transformações até o estágio final(KEDE; SABATOVICH, 2004). A diferença de pigmentação nas diferentes raças se deve ao tamanho edistribuição do melanócito e conseqüente quantidade de melanina decorrente daatividade enzimática e expressada na pele e pelos (SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Abaixo da camada basal da epiderme, encontra-se a derme, camadaintermediária onde se encontram: fibroblastos, vasos, nervos, músculos eretores dospelos e células de defesa. Os fibroblastos produzem fibras colágenas, elásticas ereticulares, responsáveis pela elasticidade da pele, e capacidade de voltar à posiçãooriginal quando estiradas. A derme é divida em papilar e reticular, onde na primeirahá maior número de fibroblastos e de capilares do que na derme reticular, e as fibrascolágenas são mais finas e não agrupadas em feixes; já na segunda, os feixes defibra colágena são curtos, curvos e retorcidos, mas paralelos à superfície cutânea.Entre as fibras há a matriz extracelular, chamada também de substância amorfa, quemantém as estruturas unidas e íntegras (KEDE; SABATOVICH, 2004). Após a derme, encontra-se a hipoderme, camada profunda, composta portecido gorduroso disposto em grandes lóbulos. Sua função é de reserva denutrientes e energia, proteção contra traumatismos e manutenção de temperatura.Nela encontram-se adipócitos (que se incham conforme acúmulo de gordura em seuinterior), fibras, nervos e vasos de maior calibre (SAMPAIO; RIVITTI, 2008).1.3 Fotoenvelhecimento O envelhecimento ocorre devido a modificações fisiológicas irreversíveis einevitáveis, sendo uma reação normal, previsível e progressiva. Porém, devido àradiação ultravioleta esta reação torna-se precoce, deixando a pele exposta com
  18. 18. 17aspecto senil. Ocorre uma diminuição da espessura em 20%, os fibroblastosdiminuem, e a rede vascular é comprometida (KEDE; SABATOVICH, 2004). De acordo com Montagner e Costa (2009) com o envelhecimento, osqueratinócitos preservam o núcleo e se tornam resistentes a apoptose, sendo osqueratinócitos em apoptose anucleados. Assim, ficam mais susceptíveis a mutaçõesno DNA e carcinogênese devido à imunodepressão natural. A quantidade de melanócitos diminui de 8 a 20% a cada década avascularização também é diminuída em aproximadamente 35%, o que resulta emfluxo sanguíneo e trocas de nutrientes diminuídos, termorregulação prejudicada epalidez, e diminuição da gordura subcutânea natural da face (BAUMANN, 2004). Kede e Sabatovich (2004), definem o termo cronossenescência como oconjunto de alterações que acomete a pele com variações topográficas regionais,natural da idade. Já o termo actinossenescência é o conjunto de alterações da pelepela exposição aos raios ultravioletas. A actinossenescência ocorre a partir dos 40anos, podendo ocorrer antes disso, é variável de acordo com o grau demelanização, predisposição do indivíduo, freqüência e duração da exposição solar. Montagner e Costa (2009) definem que os sinais devido à actinossenescênciasão variáveis, e surgem nos locais de exposição: face, pescoço, dorso das mãos,provocando discromias, ou seja, distúrbios pigmentares resultando em manchaspelo contraste com a cor natural da cútis. A pele é áspera, espessa, amarelada,enrugada, atrófica (células com tamanho reduzido), e com lesões pré-malignas. Acredita-se que 80% do envelhecimento facial ocorre por efeito da radiaçãosolar, onde aparecem rugas, lesões pigmentadas como sardas e lentigos oumelanoses (alterações da cor da pele acastanhadas), áreas de hiperpigmentação,lesões despigmentadas, perda do tônus e elasticidade, e maior fragilidade cutânea(BAUMANN, 2004). O fotoenvelhecimento é classificado em quatro tipos (BAUMANN, 2004), deacordo com os períodos de idade em que se encontra o indivíduo. No tipo 1, háausência de rugas ou rugas mínimas, ocorre tipicamente entre 20 a 30 anos, háfotoenvelhecimento inicial, alterações pigmentares brandas e ausência dequeratoses. O tipo 2 caracteriza-se pelo aparecimento de rugas em movimento(rugas suaves que só aparecem com o movimento facial), ocorre tipicamente do finaldos 30 aos 40 anos, há fotoenvelhecimento inicial a moderado, lentigos senisiniciais, queratoses palpáveis porém não visíveis e linhas paralelas do sorriso
  19. 19. 18começando a aparecer lateralmente à boca. No tipo 3 há rugas em repouso (sinaisprofundos que marcam a pele), ocorre tipicamente aos 50 anos de idade ou mais, ofotoenvelhecimento é avançado, as discromias são óbvias e as queratoses visíveis(Figura 2). No tipo 4 , há somente rugas, ocorre tipicamente aos 60 anos ou mais, ofotoenvelhecimento é grave, pele amarelo-acinzentada, há malignidades prévias dapele e ausência de pele normal. Figura 2 Fotoenvelhecimento Cutâneo Tipo 3 Fonte: LIMA, 2011 (a)1.4 Radicais Livres Os radicais livres são espécies reativas de oxigênio, como superóxidos,ânions hidroxilas, peróxido de hidrogênio e unidade simples de oxigênio, formadasquando as moléculas de oxigênio se combinam com outras moléculas gerando umnúmero excessivo de elétrons. A molécula de oxigênio com elétrons pareados éestável, porém com um elétron sem par na camada de valência, é “reativo”, poiscapta elétrons de componentes vitais, danificando-os, como do DNA, e de proteínase membranas celulares. Acredita-se que os radicais livres estejam envolvidos com ofotoenvelhecimento, carcinogênese e inflamação, e o dano induzido pela radiaçãoultravioleta ocorre em parte por intermédio de oxigênio reativo. Outra ação dos
  20. 20. 19radicais livres é a peroxidação lipídica o que causa danos às membranas celulares,levando ao envelhecimento cutâneo e arterosclerose (BAUMANN, 2004). Os radicais livres são formados naturalmente pelo metabolismo humano (nocitoplasma, nas mitocôndrias ou na membrana, e no alvo celular – proteínas,lipídeos, carboidratos e DNA), mas podem ser produzidos também através depoluição atmosférica, álcool, tabagismo, radiação, inflamação, exposição a certasdrogas ou metais pesados (BAUMANN, 2004). Os antioxidantes são substâncias responsáveis por inibir e reduzir as lesõescausadas pelos radicais livres, e podem ser enzimáticos ou não-enzimáticos,produzidos naturalmente pelo organismo. Superóxido desmutase e catalase sãoexemplos de antioxidantes enzimáticos, e α tocoferol (vitamina E), ácido ascórbico(vitamina C), ubiquinona (coenzima Q10) e glutationa são exemplos não-enzimáticos(BIANCHI; ANTUNES, 1999). Os agentes antioxidantes agem desarmando o radical livre, acrescentandoou removendo elétrons, porém são inibidos diante da radiação ultravioleta e luzvisível, causando um aumento no número de radicais livres (BAUMANN, 2004).1.5 Fototipos As lesões causadas por radiação na pele dependem da intensidade damesma, tipo de pele do indivíduo e seu condicionamento genético (Tabela 1),(SAMPAIO; RIVITTI, 2008).
  21. 21. 20 Tabela 1 Fototipos Fonte: SAMPAIO; RIVITTI, 20081.6 Fotodermatoses As fotodermatoses são alterações inflamatórias ou degenerativas causadaspela luz solar, e compreendem dois grupos: fotodermatoses por irritação primária,que são reações imediatas ou tardias à exposição crônica ou prolongada, efotodermatoses por sensibilização, que compreendem fototoxicidade e fotoalergia(SAMPAIO; RIVITTI, 2008).1.6.1 Reações imediatas1.6.1.1 Eritema ou queimadura solar É uma reação aguda, com formação de eritema, edema, dor local, em casosextremos formação de bolhas (Figura 3). A queimadura solar é uma reaçãoinflamatória, caracterizada inicialmente por vasodilatação e aumento da
  22. 22. 21vasopermeabilidade. A radiação UVB tem maior participação do que UVA, que temação nos vasos da derme, causando vasodilatação e eritema, sem participação demediadores. A radiação ultravioleta interage diretamente com o DNA ao serabsorvido por pirimidinas, causando quebra das cadeias, que serão reparadas pormecanismos enzimáticos (SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Figura 3 Eritema Solar Fonte: NOVELL, 20111.6.1.2 Pigmentação solar A pigmentação solar pode ser imediata ou tardia, sendo a primeira causadapor radiação UVA e luz visível, particularmente até 450 nm. A pigmentação imediataocorre por foto-oxidação da melanina e transferência da mesma para osqueratinócitos (Figura 4). É mais evidente em indivíduos morenos ou pardos e inicia-se após alguns minutos, sendo caracterizada como imediata, e atinge o máximodurante a exposição. Na pigmentação tardia o escurecimento da pele é notado apartir do terceiro dia e depende principalmente da radiação UVB com participação doespectro visível (até 500 nm). Ocorre aumento da ação da enzima tirosinase, econsequente maior produção da melanina com o desaparecimento da pigmentaçãoem meses, ou anos (SAMPAIO; RIVITTI, 2008).
  23. 23. 22 Figura 4 Pigmentação Solar Fonte: HENZEL, 20111.6.1.3 Miliária solar Também chamada de brotoeja, e é caracterizada pelo aparecimento depequenas pápulas brancas em pele eritematosa que surgem após alguns dias deexposição intensa, no tórax, abdome e membros superiores (Figura 5). Esta afecçãoocorre pelo aumento de temperatura corporal e conseqüente aumento da sudorese,que pode obstruir poros e causar inflamações. Acredita-se que essas inflamaçõespossam ter, como uma das causas, bactérias que existem naturalmente na pele(CARTER; GARCIA; SOUHAN, 2011). Figura 5 Miliária Solar Fonte: Dermatologia.net – Saúde e Beleza da Pele, 2011
  24. 24. 231.6.2 Reações tardias ou crônicas1.6.2.1 Melanose solar ou lentigo senil Causada pelo aumento do número e atividade de melanócitos, são manchasde cor castanho-clara a escura que surgem na face, mãos, antebraços e decote(Figura 6). É a fotodermatose mais comum (SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Figura 6 Melanose Solar ou Lentigo Senil Fonte: LIMA, 2011 (b)1.6.2.2 Queratose solar ou actínica Chamada também de ceratose, é caracterizada por pequenas lesõesqueratósicas (pele áspera e descamativa), rugosas, com escamas amareladas ouacastanhadas, aderentes, secas, finas, podendo apresentar discreto eritema (Figura7). Ocorrem em áreas expostas da pele como face, couro cabeludo calvo e braços, edentro de aproximadamente quatro anos pode evoluir para carcinoma basocelular ouespinocelular, consideradas, portanto, pré-malignas (CAPERTON; BERMAN, 2011).
  25. 25. 24 Figura 7 Queratose Solar Fonte: MIGUEL JUNIOR, 20111.6.2.3 Elastose solar Conhecida também por peau citrine, é caracterizada por espessamento dapele que adquire superfície sulcada como casca de laranja, causada pordegeneração de fibras elásticas e colágenas (Figura 8) (ALMEIDA; NAI, 2010). Figura 8 Elastose Solar Fonte: ADEMIR JUNIOR, 20111.6.2.4 Leucodermia solar Também chamada de sarda branca (Figura 9). São manchas de 2 a 5 mm detamanho associadas freqüentemente à melanose solar e à queratose solar(SAMPAIO; RIVITTI, 2008).
  26. 26. 25 Figura 9 Leucodermia Solar Fonte: ALEX, 20111.6.3 Fotodermatoses por sensibilização As fotodermatoses por sensibilização se devem a estímulos exógenos,principalmente drogas e compreendem fototoxicidade e fotoalergia.1.6.3.1 Fototoxicidade A fototoxicidade é um aumento da reatividade cutânea à luz ultravioleta sembase imunológica e manifesta-se de forma rápida por não requerer período desensibilização. Ocorrem erupções semelhantes às de uma queimadura solarexagerada, com eritema, podendo aparecer bolhas (Figura 10). O sumo e suco defrutas cítricas, substâncias botânicas, são os maiores responsáveis por esse tipo defotodermatose. Porém a fototoxicidade pode ser causada por medicamentosfotossensibilizantes como amiodarona, tetraciclina, dose-dependentes, com relaçãoa dose do medicamento, e exposição UV (EMANUAL et al., 2010).
  27. 27. 26 Figura 10 Fototoxicidade causada por sumo de limão Fonte: BARROS, 20111.6.3.2 Fotoalergia É um aumento da reatividade cutânea à luz ultravioleta com baseimunológica, dependendo de uma prévia sensibilização. Caracteriza-se pelaformação de placas eczematosas pruriginosas, com possibilidade de formação debolhas. É menos comum que a fototoxicidade, e pode ser causada pelo uso demedicamentos como: diuréticos tiazídicos, antibióticos sulfonamida, antidepressivostricíclicos, antimaláricos, a anti-inflamatórios não esteroidais (EMANUAL et al.,2010).1.6.4 Agravamento de dermatoses Há, ainda, o agravamento de dermatoses devido à luz solar, como ocorre napitiríase alba, caracterizada por manchas hipocrômicas, discretamente escamosas,localizadas na face, região dorsal superior. São assintomáticas e surgem no verão,após permanência em praias, e é extremamente freqüente em crianças eadolescentes (SAMPAIO; RIVITTI, 2008).
  28. 28. 271.7 Tumores Malignos1.7.1 Carcinoma basocelular Também chamado de epitelioma basocelular, ou não melanoma, é o maisbenigno dos tumores malignos de pele, origina-se de células basais epiteliaisimaturas que perderam sua capacidade de diferenciação e queratinização normais.Aparece na cabeça e pescoço predominantemente (ALMEIDA et al., 2009). Apesarde sua capacidade de produzir metástases ser rara, possui malignidade localpodendo destruir tecidos e até ossos. Caracteriza-se por nódulos eritematosos,róseos, com posteriores ulcerações, recobertos por crostas, podendo apresentarpigmentação (Figura 11). Este tipo de tumor está associado à ação solar cumulativa(SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Figura 11 Carcinoma Basocelular Fonte: ADEMIR JUNIOR, 20111.7.2 Carcinoma espinocelular Definido por proliferação atípica de células espinhosas, de caráter invasor,podendo originar metástases. Relaciona-se com a queratose solar, e caracteriza-sepela formação de pápulas escamosas que podem sangrar espontaneamente,evoluindo para necrose. Representa 90% dos casos de câncer de boca, e tem como
  29. 29. 28principais fatores etiológicos o tabaco e o álcool, além da exposição exacerbada aosraios UV (Figura 12) (DANIEL et al., 2006). Figura 12 Carcinoma Espinocelular Fonte: ADEMIR JUNIOR, 20111.7.3 Melanoma maligno É o mais maligno dos tumores cutâneos, ocorrendo entre trinta e sessentaanos de idade, com alto poder metastático. Dentre os fatores de risco pode-se citar:fenótipo, exposição solar excessiva até os dezoito anos de idade, histórico familiar,exposição a vírus, etc (SCHATTON; FRANK, 2010). Observa-se pintas comalterações de cor, tamanho e forma, com rápido crescimento, ulceração, dor epossível desenvolvimento de nódulos. É classificado em quatro tipos: melanomaextensivo superficial, melanoma nodular, melanoma lentiginoso acral e melanomalentigo maligno (FERNANDES et al., 2005). O melanoma extensivo superficial é a forma mais freqüente de melanoma,aparecendo no tronco e membros inferiores, com várias colorações que vão decastanho à violeta e tem evolução crônica podendo apresentar nódulos elevados esangramento (Figura 13) (FERNANDES et al., 2005). O melanoma lentigo maligno surge a partir de área de lentigo solar,apresentando mácula acastanhada ou enegrecida, limites nítidos e irregulares, eaparece nas regiões da face, mãos e membros inferiores (Figura 14) (FERNANDESet al., 2005).
  30. 30. 29 O melanoma nodular caracteriza-se por lesão papulosa e elevada decoloração negro-azulada e partes acastanhadas, podendo apresentar varianteamelanótica; frequentemente aparecem ulcerações e sangramentos (Figura 15)(FERNANDES et al., 2005). O melanoma lentiginoso acral é mais comum em idosos, negros e asiáticos,ocorrendo nas regiões palmares, plantares e falanges terminais, podendo apresentarnódulos ulcerados destrutivos (Figura 16) (FERNANDES et al., 2005). Pode-se citar uma ordem de acontecimentos em melanomas: perda desimetria, bordas irregulares, coloração heterogênea, diâmetro superior a seismilimetros e expansão em superfície ou modificação do aspecto da lesão(SAMPAIO; RIVITTI, 2008). Observam-se manifestações cutâneas evolutivas, da seguinte maneira:queimadura (eritema), espessamento da pele, manchas hipercrômicas, rugas finas,rugas profundas, queratose actínica e câncer de pele (HORA et al., 2003). Figura 13 Melanoma Extensivo Superficial Fonte: Liga da Patologia – UFC, 2010
  31. 31. 30Figura 14 Melanoma Lentigo Maligno Fonte: Liga da Patologia – UFC, 2010 Figura 15 Melanoma Nodular Fonte: ADEMIR JUNIOR, 2011
  32. 32. 31 Figura 16 Melanoma Lentiginoso Acral Fonte: JANCIN, 20091.8 Protetores Solares A importância da aplicação diária e de modo correto do protetor solar éindiscutível. Porém nenhum protetor solar é capaz de bloquear completamente aspartes do espectro ultravioleta, então, aconselha-se o uso concomitante de roupas,chapéus, óculos com proteção UV, películas protetoras em janelas (BAUMANN,2004). Além da quantidade correta e da reaplicação a cada duas horas, o momentoda aplicação também é importante, pois deve ser feita trinta minutos antes daexposição ao sol para garantir a proteção adequada. Deve-se ter cuidados especiaiscom as crianças, e protetores solares só devem ser administrados após seis mesesde idade, já que há maior absorção de substâncias e possivelmente menor excreçãodas mesmas (OJOE, 2004).1.8.1 Fator de proteção solar O fator de proteção solar (FPS) é a capacidade de um bloqueador solar emretardar o eritema de pele induzido por radiação solar, UVB que são responsáveispela maior parte do bronzeamento imediato. Define-se o FPS nesse contexto, comoo nível de exposição solar necessário para produzir o mínimo de eritema, divididopela quantidade de energia necessária para produzir o mesmo eritema em uma pelenão-protegida. Por exemplo, um protetor solar com FPS 10 aplicado em partes não-
  33. 33. 32cobertas, pode permanecer no sol um tempo 10 vezes maior sem apresentareritema visível na pele (BAUMANN, 2004). O padrão de quantidade de protetor solar a ser aplicada são 2 mg/cm³ dapele, de acordo com métodos da “Food and Drug Administration” (FDA), COLIPA eMétodo Internacional, o que resultaria em trinta mililitros para aplicação em todo ocorpo, calculados de acordo com os testes em condições de laboratório (SCHALKA;REIS, 2011). Porém estima-se que apenas 20 a 50 % do FPS esperado no rótulo doproduto é de fato obtido, pois os usuários não aplicam na mesma espessurautilizada nos testes laboratoriais. Para isso, recomenda-se que o indivíduo utilize oprotetor com o FPS mais elevado que for possível ser tolerado pelo mesmo, paraque essa discrepância seja compensada (BAUMANN, 2004). No Brasil, segunda a ANVISA, em resolução de agosto de 2002, n°237, asmetodologias internacionais aceitas para teste de determinação de FPS sãoMetodologia FDA, de 1993, e Metodologia COLIPA, 1994, ainda, o MétodoInternacional de Fator de Proteção Solar (ISPF) de 2006, utilizado na ComunidadeEuropéia e Japão (SCHALKA; REIS, 2011). Existem controvérsias em relação ao FPS, pelo fato de que um protetor solarcom FPS 60, não absorve o dobro de radiação quando comparado a um protetorsolar de FPS 30. De acordo com estudos laboratoriais, um produto com FPS 30absorve 96,67%, enquanto um com FPS 60 absorve 98,33%, sendo portanto umavariação de 1,66% (SCHALKA; REIS, 2011).1.8.2 Classificação dos protetores solares1.8.2.1 Protetores solares físicos Conhecidos também por protetores solares por barreira e inorgânicos,dissipam ou refletem a radiação UV e raramente estão associados com reaçõesalérgicas, por isso são recomendados para pessoas com pele sensível, porapresentarem maior probabilidade de tolerar esse tipo de protetor. Para essacaracterística possuem baixa permeabilidade cutânea e maior fotoestabilidade, ouseja, mantém sua capacidade de proteção mesmo após longos períodos deexposição solar (FLOR et al., 2007).
  34. 34. 33 Os principais filtros físicos são dióxido de titânio (TiO2), óxido de magnésio, eóxido de zinco (ZnO), melhorados com o passar dos anos, onde o dióxido de titânioe o óxido de zinco foram obtidos na forma micronizada, que não deve atingir acamada estrato córnea pois poderiam danificar o DNA e produzir radicais livres(BAUMANN, 2004).1.8.2.2 Protetores solares químicos Os protetores solares químicos ou orgânicos absorvem a radiação ultravioletaatuando como cromóforos exógenos, e são geralmente combinados com protetoressolares físicos para formar produtos com FPS alto. A radiação absorvida deve serdissipada na forma de calor ou de luz (fluorescente), ou ser utilizada em algumareação química, o que pode gerar espécies reativas de oxigênio ou fotoprodutos quepodem atacar outros químicos da formulação; se absorvido, pode atacar a pelepropriamente dita. Porém, na maioria dos casos, a radiação simplesmente é emitidanovamente em um comprimento de onda mais longo e não leva à formação deradicais livres (BAUMANN, 2004). São compostos preparados sinteticamente para absorver UVA e UVB,incolores e inodoros, que na maioria dos casos causam reações alérgicas emindivíduos suscetíveis. Outra desvantagem é que alguns protetores solares químicossão instáveis quando expostos à radiação solar, e degradados rapidamente,podendo causar destruição de outros componentes da fórmula também. Algunsprotetores solares químicos são absorvidos sistemicamente, motivo pelo qual nãodevem ser utilizados em crianças abaixo de dois anos de idade. Observou-sepresença de filtros químicos na urina de usuários dos mesmos, o que pode serevitado por tecnologia de encapsulação de fármacos em estruturas esféricas desilicone, uma inovação neste setor de cosméticos (FLOR et al., 2007).1.8.2.2.1 Substâncias que absorvem UVB O ácido paraminobenzóico (PABA) é fracamente solúvel em água e nopassado induzia sensações de picada na pele e manchava roupas de algodão esintéticos. Por isso, foram desenvolvidas formas derivadas como octil dietil PABA ou
  35. 35. 34“padimato O”, principal derivado utilizado, que, porém, ainda têm causado reaçõesfotoalérgicas. (BAUMANN, 2004) Os cinamatos substituem amplamente os derivados do PABA, dentre eles, ooctil metoxicinamato é o mais utilizado, em produtos cosméticos em geral, como embases de maquiagem, batons e condicionadores sem enxágüe; são fracamentesolúveis em água, por isso, incluídos em protetores solares resistentes e bastanteresistentes à água. Alergias são incomuns, mas podem ocorrer, por uma provávelassociação com fragrâncias e aromatizantes que contenham aldeído cinâmico e óleode canela (BAUMANN, 2004). Salicilatos, o octil salicilato (2-etil hexil salicilato) e o homossalato (homomentilsalicilato) são os mais populares por serem estáveis, não-sensibilizantes e insolúveisem água. Apesar dessas características, não deve ser usado como único ingredientede filtragem ativa, pois são muito fracos, comparados com outras substâncias demesma finalidade (BAUMANN, 2004). O ácido sulfônico fenilbenzimidazol é solúvel em água, dando uma sensaçãomenos oleosa para os protetores solares. Este ácido é seletivo para UVB e permitequase toda a passagem de UVA, sendo mais adequado em combinação com outrosprotetores (BAUMANN, 2004).1.8.2.2.2 Substâncias utilizadas para absorção de UVA A benzofenona é o composto mais comum nos protetores, estima-se entre 20e 30% dos produtos; porém, a oxibenzona é o agente que mais causa dermatite decontato fotoalérgica, além de ser absorvida de modo sistêmico. Não é recomendadoo uso em crianças, e algumas pesquisas indicam que pode ser potencialmentecarcinogênico (BAUMANN, 2004). O antranilato de metila é um protetor UVB fraco, mas oferece proteção UVA IIeficaz. Não é tão utilizado quanto a benzofenona por ser menos eficaz. O Parsol 1789, também chamado de avobenzona ou butil-metoxidibenzoilmetano, causa dermatite fotoalérgica, mas proporciona uma proteçãoUVA superior (BAUMANN, 2004). Combinações são utilizadas para obter um FPS mais alto com o uso de umamenor concentração de ingredientes de proteção solar. (BAUMANN, 2004)
  36. 36. 351.8.3 Efeitos adversos aos protetores solares Os dados atuais sugerem que os efeitos adversos causados por protetoressolares químicos não incluem manifestações sistêmicas, mas cutâneas, como adermatite de contato, ocasionada também na ausência da exposição ao sol, reaçõesirritantes e alérgicas, reações fototóxicas e fotoalérgicas. Não há relatos de reaçõesalérgicas causadas por protetores solares físicos contendo dióxido de titânio e óxidode zinco, e portanto são adequados para uso em pacientes com histórico dehipersensibilidade a protetores solares. Deve-se lembrar que corantes e fragrânciastambém apresentam a possibilidade de causar reações alérgicas, e compostosoleosos podem exacerbar a acne (BAUMANN, 2004). Nenhum protetor solar bloqueia completamente o sol, por isso a proibiçãopela FDA do uso do termo “bloqueador solar” nos rótulos dos produtos. Isso poderiadar uma interpretação equivocada de que quando estiver usando o protetor solar, oindivíduo poderia passar mais tempo exposto ao sol. A proteção oferecida pelamaioria dos protetores solares é limitada ao UVB e ao UVA II de comprimento deonda curto (320 a 340 nm), isso pode aumentar a exposição ao UVA I decomprimento de onda longo (340 a 400 nm) (BAUMANN, 2004).1.8.4 Proteção constante Apesar da crença de que o uso de um protetor solar com FPS alto é maiseficaz do que um com FPS baixo, a administração em quantidades inadequadastorna-o ineficaz. A maioria das pessoas só faz uso do produto, quando têm apretensão de se expor ao sol, o que as deixa vulneráveis a exposição por reflexãoem ambientes fechados (BAUMANN, 2004). Outro fato a ser considerado é que o FPS não é eficaz se o modo deaplicação não for correto (SCHALKA; REIS, 2011).1.8.5 Veículos de liberação de ativos fotoprotetores Um dos veículos utilizados em protetores solares são as emulsões,constituídas de componentes apolares (lipossolúveis) e polares (hidrossolúveis),onde os sistemas água em óleo são os mais adequados para a incorporação, porém
  37. 37. 36deixam uma sensação pegajosa e suja na pele, causando desconforto ao usuário.Já os sistemas óleo em água são os mais usados e garantem proteção adequada esensorial agradável (FLOR et al., 2007). Outros veículos utilizados são os géis, preferidos por pessoas com peleoleosa, bem como os que praticam exercícios físicos regulares, devendo utilizar géisà base de água. Porém, os géis não conferem os mesmos níveis de proteção dasemulsões, e os filtros utilizados devem ser hidrossolúveis, o que pode serinconveniente já que a maioria dos filtros são lipossolúveis e manter a aparênciatransparente dos géis é tarefa árdua (BAUMANN, 2004). Existem também os bastões ou “stiks”, compostos por ceras e petrolatos, esão utilizadas nas áreas dos lábios, orelhas, nariz e ao redor dos olhos. Os bastõessão ideais para práticas desportivas e atividades aquáticas, por durarem um tempoprolongado e não terem tendência a derreter, o que poderia causar irritação ocular(BAUMANN, 2004).1.8.6 Incorporações em maquiagens e outros produtos O produto mais utilizado para incorporação em maquiagens é o dióxido detitânio, que torna as bases mais opacas. Nem todos os ingredientes de proteçãosolar são adequados para este fim, por exemplo, o Parsol 1789 é inativado napresença de óxido de ferro, um dos pigmentos usados em bases de maquiagem.Assim, o ideal é aplicar o protetor solar primeiramente e depois a maquiagem.Produtos como condicionadores sem enxágüe são bastante utilizados, porém aspesquisas com este tipo de produto ainda vêm sendo realizadas, o que não nospermite ter uma confiabilidade total no mesmo. A melhor recomendação é utilizarchapéus para impedir os danos aos cabelos causados pelo sol (BAUMANN, 2004).1.9 Proteção Solar com Roupas Tecidos mais pesados como algodão, linho, sarja, poliéster, protegemnaturalmente contra radiação UV, e quanto mais densa a trama dos fios, maior aproteção conferida. Cores escuras nos tecidos absorvem a radiação e cores clarasrefletem a mesma, inclusive em direção ao rosto do usuário. Há, ainda, uma
  38. 38. 37tecnologia de desenvolvimento de substâncias adicionadas ao tecido, surgida naAustrália, que utiliza o parâmetro Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), semelhanteao FPS para protetores solares. Consiste em adicionar dióxido de titânio ao tecido,por técnica especial, que não se perde durante a lavagem e independe da cor dotecido. Aparentemente as lavagens das roupas fortalecem o FPU, já que na lavagemas tramas de fibras ficam mais unidas. Um tecido de FPU 50 pode absorver até 98%da radiação ultravioleta, proporcionando uma redução de 20 vezes à exposição. OFPU é medido de acordo com a trama do tecido, onde quanto mais apertada, maioro Fator de Proteção Ultravioleta, e o mesmo vem especificado na etiqueta da roupa.Porém este tipo de tecnologia ainda vem sendo estudada, e em países como Japão,Austrália, Canadá, sabões em pó com protetores vêm sendo comercializados, ondea cada lavagem, a propriedade é perdida (BRASIL, 2007 a).1.10 Curiosidades O Brasil possui grande área demográfica localizada entre os Trópicos deCapricórnio e Equador, região intensamente atingida pela radiação solar. Aindaassim, estima-se que 69% da população não faz uso de protetor solar, sendo amaioria homens, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. De acordo comfontes do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial(INMETRO) em pesquisa realizada em 2002, protetores solares de FPS 15 são osescolhidos por 36,7% de consumidores brasileiros, fator esse que aumentou desde1998, onde o FPS de maior escolha era nível 8 (INMETRO, 2002). Como reconhecimento dos efeitos do sol, e da incompatibilidade dos produtosfotoprotetores, a ANVISA publicou a RDC n° 237 de 22 de agosto de 2002, queestabelece critérios de classificação de protetores solares, definições, categorias dosprodutos, rotulagem e metodologias a serem utilizadas (BRASIL, 2002 b).
  39. 39. 381.10 Índice UV Como parâmetro para definição de intensidade de radiação, é utilizado o“Índice UV”, que vai de 1 a 15, onde 1 é “baixo” e a partir de 11 é “extremo”. (Figura17) Figura 17 Índice UV Fonte: BRASIL, 2011 (d) De acordo com o boletim agrometeorológico, do canal online “Rede DataClima”, do governo do estado de São Paulo, em relatório da estação meteorológicade Fernandópolis, estado de São Paulo, o índice UV na região varia entre moderadoe extremo, onde a maior freqüência é de 10 para mais, o que exige uma proteçãosolar mais freqüente e acentuada (RDC, 2011).
  40. 40. 391.11 Legislação Trabalhista De acordo com a Portaria n° 3.214, de 08 de junho de 1978, que aprova asnormas regulamentadoras – NR – do capítulo V, Título II, da Consolidação das Leisdo Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho, da NR 6, no artigo 166:a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento deproteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação efuncionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completaproteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados (BRASIL,2001 c).
  41. 41. 40 OBJETIVOOBJETIVO GERAL ○ Enfatizar a importância da proteção solar na prevenção de patologiasdevido a fotoexposição.OBJETIVOS ESPECÍFICOS ○ Apresentar patologias cutâneas; ○ Avaliar o grau de conhecimento dos trabalhadores que varrem as ruas domunicípio de Fernandópolis a respeito da importância da proteção solar.
  42. 42. 41 MATERIAIS E MÉTODOS Para este estudo foi realizada uma pesquisa com doze funcionários de umaempresa que presta serviços ao município de Fernandópolis, SP, onde os mesmosdesempenham função de varrer as ruas da cidade. Este grupo foi escolhido, devidoseus integrantes ficarem expostos à radiação solar na grande maioria de seuperíodo de trabalho e por isso representarem um grupo de risco. A pessoaencarregada por coordenar os funcionários foi informada a respeito da pesquisa,onde os mesmos foram abordados nas ruas durante o expediente. Foi realizada uma análise onde doze pessoas participaram da mesma, deacordo com as condições da pesquisa e dos trabalhadores, assinaram o Termo deConsentimento Livre e Esclarecido (TCLE), e responderam às questões. Nestequestionário, haviam questões relacionadas ao sexo, idade, tipo de pele, horário detrabalho, tempo de exposição ao sol, uso de proteção solar e conseqüente modo deuso, fator de proteção solar, uso quando o céu está nublado, uso de outros meiosfísicos de proteção, percepção do surgimento de manchas ou pintas anormais e seuaspecto, e se procurou auxílio médico.
  43. 43. 42 RESULTADOS E DISCUSSÕES Figura 18 Sexo dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Dos doze entrevistados, 91,6% (n=11) era do sexo feminino e 8,3% (n=1) erado sexo masculino (Figura 18). Figura 19 Idade dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Com relação à idade, 8,3% (n=1) estava na faixa entre vinte e trinta anos,25% (n=3) entre trinta e quarenta anos, e 66,6% (n=8) entre quarenta e cinqüentaanos (Figura 19).
  44. 44. 43 Figura 20 Tipo de pele dos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Quanto ao tipo de pele 91,6% (n=11) era de pele branca e 8,3% (n=1) era depele parda (Figura 20). A maioria dos trabalhadores pode ser considerada grupo de risco, já que écomposta por mulheres com idade entre 40 e 50 anos, e de pele branca. Figura 21 Tempo de exposição solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011 No que se refere ao tempo de exposição diária ao sol, 83,3% (n=10)passavam oito horas expostos à radiação, e 16,6% (n=2) passavam quatro horasexpostos (Figura 21).
  45. 45. 44 A exposição solar destes indivíduos inclui o horário de pico do sol, onde asradiações UVB ocorrem em maior quantidade, sendo mais perigosas à saúde. Figura 22 Uso de Protetor Solar segundo varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Quando questionados se faziam uso de protetor solar, 100% (n=12)respondeu que sim (Figura 22). Figura 23 Tempo de uso de protetor solar pelos varredores das ruas Fernandópolis (SP), 2011. Referente ao tempo de uso do produto 16,6% (n=2) respondeu entre um etrês anos, 33,3% (n=4) respondeu entre quatro e seis anos, 25% (n=3) respondeu
  46. 46. 45que utiliza há mais de 7 anos e 25% (n=3) respondeu há menos de um ano (Figura23). Um dado surpreendente é que apenas uma pessoa disse usar o protetor solara muito tempo, antes de trabalhar neste setor, pois em seu trabalho anterior ficavaexposta ao sol por um longo período também. Com exceção a essa pessoa, orestante dos entrevistados disse que o uso do protetor solar iniciou-se por causa daocupação em questão, e que antes disso não utilizavam protetor solar ou outro meiode proteção. Figura 24 Reaplicação de protetor solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Quanto à reaplicação 58,3% (n=7) disse que reaplica e 41,6% (n=5) nãoreaplica o protetor solar (Figura 24).
  47. 47. 46 Figura 25 Frequência de reaplicação de protetor solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Destes 58,3% que reaplica, 42,85% (n=3) o fazem uma vez, e 57,14% (n=4)reaplicam de duas a três vezes ao dia (Figura 25). Apesar de todas as pessoas entrevistadas fazerem uso de protetor solar,poucas delas consideram a importância da reaplicação do produto e freqüência damesma. Figura 26 Área de aplicação de protetor solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011.
  48. 48. 47 No que se refere a área de aplicação, apenas uma pessoa (8,3%) disseaplicar somente no rosto, 91,6% (n=11) disse aplicar no pescoço, 16,6% (n=2) disseaplicar nos braços, 25% (n=3) disse aplicar nas mãos e 16,6% (n=2) disse aplicarnas orelhas (Figura 26). De acordo com os dados obtidos sobre a área de aplicação do protetor solar,todos os entrevistados aplicam na face, e quase na totalidade aplicam também nopescoço e colo. Somente três pessoas afirmaram aplicar o produto nas mãos, quesão regiões não cobertas pelo uniforme utilizado. É um número preocupante, pois asmãos são regiões onde as pessoas de um modo geral não usam nenhum tipo deproteção. Figura 27 Fator de proteção solar utilizado pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Quando questionados quanto ao fator de proteção solar (FPS), 91,6% (n=11)usam FPS 30 e 8,3% (n=1) usam FPS 60 (Figura 27).
  49. 49. 48 Figura 28 Uso de protetor solar quando o sol está encoberto por nuvens, segundo os varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. Referente ao uso em tempo nublado, 50% (n=6) disse usar protetor solarmesmo quando o sol fica encoberto por nuvens, sendo estes considerados quandoreaplicam, e 50% (n=6) disse não usar quando está nublado, sendo estes, os quenão reaplicam quando o sol está encoberto (Figura 28). Apenas duas pessoas disseram ter conhecimento quanto ao fato de que aradiação não é bloqueada pelas nuvens, apesar de o restante que reaplica nessascondições, afirmarem que o fazem. Figura 29 Uso de outros meios físicos de proteção solar pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011.
  50. 50. 49 Com relação a outros meios físicos de proteção, 100% utilizam calça, blusade manga comprida e boné, que é o uniforme fornecido pela empresa, 66,6% (n=8)utilizam luvas, fornecidas também pela empresa contratante, e 33,3% (n=4) utilizaóculos com lentes escuras (Figura 29). Sabe-se que o tecido das roupas ajuda a impedir que os raios atinjam a pele,então, a calça e a camisa de manga longa usados pelos varredores é eficaz. Alémdisso, o boné tem uma porção de tecido a mais, que se fecha na altura do colo,proporcionando proteção adicional a essa região e à cabeça. Os óculos escuros comproteção UV constituem importante forma de proteção aos olhos contra os efeitos daradiação aos tecidos oculares. Porém poucas pessoas compreendem a importânciado uso dos óculos escuros e os utilizam como acessório apenas. Figura 30 Percepção do aparecimento de manchas anormais pelos varredores das ruas de Fernandópolis (SP), 2011. A respeito da observação do aparecimento de manchas ou pintas anormaisapós o início da exposição diária ao sol, 91,6% (n=11) disse não ter percebido nada,e 8,3% (n=1) disse ter percebido e procurou auxílio médico, que não constatoumalignidade na pinta (Figura 30). Pela observação do pesquisador, uma daspessoas que disseram não ter percebido manchas na pele, apresentava indícios demelanose solar.
  51. 51. 50 Diante da legislação a empresa contratante dos funcionários abordados,fornece equipamentos de proteção individual aos mesmos, incluindo o protetor solar,porém não oferece os óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta,que também é obrigatório, de acordo com a lei trabalhista vigente.
  52. 52. 51 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a realização deste trabalho, pode-se considerar que a maioria dosvarredores das ruas de Fernandópolis não tem conhecimento da importância do usode meios de proteção solar. Trata-se de um grupo de risco, pelo tempo de exposiçãoao sol, inclusive nos horários em que a radiação é mais intensa na região. Alémdisso, a pele branca possui menor proteção natural contra a radiação ultravioletanecessitando de meios externos de se conferir proteção para evitar danos cutâneos.A idade é outro fator de risco, pois a maioria dos entrevistados tem idade entrequarenta e cinqüenta anos, e sabe-se que a pele perde sua hidratação e capacidadede fotoproteção natural com o passar dos anos. De acordo com os dados obtidos, épossível estimar que a grande maioria utiliza o protetor solar de maneira equivocadaocasionando ineficácia na proteção, decorrente das áreas de aplicação e nãoreaplicação adequada. Diante disso, pode-se dizer que projetos de conscientização a nível nacionalou a nível regional, ainda não são suficientes para prevenir o câncer de pele e outrasafecções da mesma. Assim, neste grupo específico, trabalhos de conscientizaçãoquanto ao uso de meios de proteção solar se fazem necessários para melhoria daqualidade de vida, bem como prevenção quanto a várias patologias relacionadas àfotoexposição. Haja visto que os protetores solares são fornecidos pela empresa,porém os entrevistados por falta de informação quanto ao uso, não sabem comoutilizá-lo devidamente. Vale ressaltar que os efeitos da radiação são resultantes deuma exposição contínua, onde os mesmos serão sentidos em idade avançada. Pode-se considerar este trabalho também como uma forma de confirmar,mediante tantos outros trabalhos científicos voltados para este assunto, aimportância da proteção quanto aos raios solares, a fim de prevenir patologias, alémdo fotoenvelhecimento.
  53. 53. 52 REFERÊNCIASADEMIR JUNIOR. Dermatoses, pele e FPS. São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.medicatriz.com.br/Palestra%20Dr%20Ademir%20Jr%20-%20Fotoproteo.pdf>. Acesso em: 07 nov. 2011.ALEX, F. Sarda branca ou leucodermia gutata. Disponível em: <http://portalbraganca.com.br/belezaesaude/sarda-branca-ou-leucodermia-gutata-pelo-dr%C2%BA-fabio-alex.html>. Acesso em: 07 nov. 2011.ALMEIDA, A. C. C.; YAMASHITA, T.; CONTE, B.; MATTOS, A. C.; VERÍSSIMO, R.P.; FERREIRA, M. C. F. Frequência do carcinoma basocelular na populaçãomenor de 50 anos: estudo do serviço e revisão literária. Anais Brasileiros deDermatologia, Campinas, v. 84, n. 6, nov 2009. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962009000600021&script=sci_arttext>. Acesso em: 02 nov. 2011.ALMEIDA, A. M. P. T.; NAI, G. A. Câncer de pele e sua associação com danosolar. Revista Brasileira de Medicina Especial Dermatologia, Presidente Prudente, v.67, p. 16-21, 2010. Disponível em:<http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4486>. Acessoem: 28 out. 2011.BARROS, G. O limão pode manchar a pele?. Disponível em: <http://peleemfoco.blogspot.com/2011/03/o-limao-pode-manchar-pele.html>. Acessoem: 07 nov. 2011.BATISTELA, M. A.; CHORILLI, M; LEONARDI, G. R. Abordagens no estudo doenvelhecimento cutâneo em diferentes etnias. Revista Brasileira de Farmácia,Piracicaba, v. 88, n. 2, p. 59-62, 2007. Disponível em:<http://www.revbrasfarm.org.br/pdf/2007/RBF_V88_N2_2007/PAG59a62_ABORDAGENS.pdf>. Acesso em: 28 out. 2011.BAUMANN, L. Dermatologia cosmética. Rio de Janeiro: 2004. Capítulo 11, páginas75 a 82.BIANCHI, M. L. P.; ANTUNES, L. M. G. Radicais livres e os principaisantioxidantes da dieta. Campinas: Revista Nutrição, 1999. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rn/v12n2/v12n2a01.pdf>. Acesso em: 14 out. 2011.BRASIL. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC n°237, de 22 de agosto de 2002 b. Aprova o “Regulamento técnico sobre protetoressolares em cosméticos”. Disponível em:<http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/237_02rdc.pdf > Acesso em: 06 out.2011.BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Tecidos especiaiscontra o câncer de pele. Rio de Janeiro: Imprensa INCA, nov. 2007 (a). Disponível
  54. 54. 53em: <http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view.asp?ID=1617>. Acessoem: 25 ago. 2011.BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria n° 3.212, de 08 de junho de1978. Aprova as normas regulamentadoras. Brasília: 1978 (c). Disponível em:<http://carep.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_06.pdf>. Acessoem: 24 out. 2011.BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Instituto Nacional dePesquisas Espaciais. Previsão de tempo para cidades. Cachoeira Paulista, 2011(d). Disponível em: <http://www.cptec.inpe.br/cidades/previsao.do>. Acesso em: 07nov. 2011.CAPERTON, C.; BERMAN, B. Safety, efficacy, and patient acceptability ofimiquimod for tropical treatment of actinic keratoses. Clinical Cosmetic andInvestigational Dermatology, Miami, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3114604/?tool=pmcentrez>. Acessoem: 28 out. 2011.CARTER, R.; GARCIA, A. M.; SOUHAN, B. E. Patients presenting with miliáriawhile wearing flame resistant clothing in high ambient temperatures: a caseseries. USA, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3195105/?tool=pmcentrez>. Acessoem: 02 nov. 2011.DANIEL, F. I.; GRANATO, R.; GRANDO, L. J.; FABRO, S. M. L. Carcinoma decélulas escamosas em rebordo alveolar inferior: diagnóstico e tratamentoodontológico de suporte. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial,Rio de Janeiro, v. 42, n. 4, ago 2006. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-24442006000400009&script=sci_arttext>. Acesso em: 02 nov. 2011.Dermatologia.net – Saúde e Beleza da Pele. Miliária. Disponível em:<http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/miliaria.shtml>. Acesso em: 07nov. 2011.ECHER, M. P. S.; MARTINS, F. R.; PEREIRA, E. B. A importância dos dados decobertura de nuvens e de sua variabilidade: metodologias para aquisição dedados. Revista Brasileira de Ensino de Física, São José dos Campos, v. 28, n. 3, p.341-352, mai. 2006. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172006000300011>. Acesso em: 19 out. 2011.EMANUAL, M.; MIYAMURA, Y.; BOWEN, M. P.; CORREA, G.; ONO, Y.;GOODARZI, H. Light, including ultraviolet. USA, 2010. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2835849/?tool=pmcentrez>. Acessoem: 02 nov. 2011.
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  56. 56. 55MONTAGNER, S.; COSTA, A. Bases biomoleculares do fotoenvelhecimento. Riode Janeiro: Anais Brasileiros de Dermatologia, 2009. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962009000300008&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 out. 2011.NOVELL, M. M. Examen físico general: piel y anexos de la piel. PontificiaUniversidad Catolica de Chile – Escuela de Medicina, 2011. Disponível em:<http://escuela.med.puc.cl/paginas/Cursos/tercero/IntegradoTercero/ApSemiologia/28_Piel.html>. Acesso em: 07 nov. 2011.OJOE, E. ; LUNA, F. P.; CASSINO, S.; CASSINO, F.; MIRABELLI, F. Inovação emFotoproteção II. Revista Pharmaceutical Compouding, São Paulo, v. 6, n. 6, nov.2004. Disponível em:<http://www.attivosmagisttrais.com.br/silasoma/compr/tese_completa_dra_evelyn_ojoe.pdf>. Acesso em: 21 mai. 2011.OLIVEIRA, P. R.; OLIVEIRA A. C.; OLIVEIRA, F. C. A radiação ultravioleta e aslentes fotocrômicas. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, São Paulo, v. 64, n. 2,p. 163-165, mar. 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27492001000200015&script=sci_arttext>. Acesso em: 26 out. 2011.Rede Data Clima (RDC). Boletim agrometeorológico. Disponível em:<http://www.cati.sp.gov.br/rededataclima/index.php?id=24>. Acesso em: 02 nov.2011SAMPAIO, S. A. P.; RIVITTI, E. A. Dermatologia. 3. ed. São Paulo: Artes Médicas,2007.SCHATTON, T.; FRANK, M. H. Cancer stem cells and human malignantmelanoma. USA, 2010. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2885609/?tool=pmcentrez>. Acessoem: 02 nov. 2011.SHALKA, S.; REIS, V. M. S. Fator de proteção solar: significado e controvérsias.Anais Brasileiros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 86, n. 3, mai. 2011. Disponívelem: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962011000300013&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 17 out. 2011.Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em:<http://www.sbd.org.br/Default.aspx>. Acesso em: 20 ago. 2011.
  57. 57. 56 ANEXOSAnexo 1 – Questionário de pesquisa QUESTIONÁRIO – PROTEÇÃO SOLAR Varredores de Rua Bairro ____________________ Fernandópolis - SP Data da pesquisa: ___/___/____1 - Sexo ______2 - Idade ______3 - Tipo de pele_____________4 - Horário de trabalho __________________________5 - Tempo de exposição ao sol _________________________6 - Uso de Proteção Solar ________ Há quanto tempo? __________________Reaplica? _____________ Qual a freqüência?________________________7 - Como aplica (modo de uso)? _____________________________________8 - Fator de Proteção Solar que usa _______9 - Faz uso quando está nublado? _______10 - Uso de outros meios físicos de Proteção Solar______________________________________________________________________________________________________________________________11 - Percebeu alguma mancha, pinta anormal ou suspeita, depois que iniciou nestetrabalho?_______________________________________________________________12 - Qual o aspecto?______________________________________________________________________________________________________________________________13 - Procurou auxilio médico?_______________________________________________________________
  58. 58. 57Anexo 2 – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Eu,_______________________________________________, RG__________________, estado civil ___________________, idade ___________,Residente ________________________, n°________,Bairro__________________________, Cidade ___________________________,CEP __________________, Estado __________, telefone______________________ Concordo em participar do estudo “Proteção Solar”, como voluntário, edeclaro ter sido esclarecido sobre os seguintes pontos:  Este trabalho tem como objetivo observar a maneira como as pessoas utilizam os métodos de proteção solar, com fins de pesquisa científica, médica e educacional.  A coleta de dados, através de questionário, será realizada em Fernandópolis, e os resultados, sob a propriedade e guarda dos pesquisadores.  Estou ciente de que minha participação na pesquisa é fornecer informações para realização de projeto.  Fui esclarecido de que a realização da pesquisa não implicará em riscos para participante, visto que não haverá divulgação de nomes.  Estou ciente de que serei esclarecido durante o decorrer da pesquisa sobre quaisquer dúvidas relacionadas a coleta de dados.  Estou ciente de que possuo plena liberdade para desistir da referida pesquisa, retirando meu consentimento a qualquer momento, sem sofrer nenhuma penalização por isso.  Fui esclarecido de que os dados obtidos na pesquisa serão utilizados para fins didáticos e de divulgação em revistas científicas brasileiras ou estrangeiras, porém será garantido o sigilo de minha identidade, assegurando a minha privacidade.  Os autores dessa pesquisa são: acadêmica do curso de farmácia e orientadores da área.  Após ter recebido as informações sobre essa pesquisa, declaro que entendi o que me foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitos a seguir, conforme a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.  Estou ciente de que os resultados obtidos poderão ser publicados num único trabalho ou em publicações individuais.Dessa forma, tendo lido e entendido tais esclarecimentos, assino este termo deconsentimento, por estar em pleno acordo com o teor do mesmo. Fernandópolis, _______de ________________, de 2011.
  59. 59. 58 Assinatura do participante Assinatura do orientador Assinatura do pesquisador Observação: este produto de pesquisa foi analisado e recebeu parecer favorável à sua execução do Comitê de Ética da Fundação Educacional de Fernandópolis, SP.
  60. 60. 59Anexo 3 - Portaria n° 3.212, de 08 de junho de 1978 – Aprova as normasregulamentadoras.NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI Publicação D.O.U. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78 Alterações/Atualizações D.O.U.Portaria SSMT n.º 05, de 07 de maio de 1982 17/05/82Portaria SSMT n.º 06, de 09 de março de 1983 14/03/83Portaria DSST n.º 05, de 28 de outubro de 1991 30/10/91Portaria DSST n.º 03, de 20 de fevereiro de 1992 21/02/92Portaria DSST n.º 02, de 20 de maio de 1992 21/05/92Portaria DNSST n.º 06, de 19 de agosto de 1992 20/08/92Portaria SSST n.º 26, de 29 de dezembro de 1994 30/12/94Portaria SIT n.º 25, de 15 de outubro de 2001 17/10/01Portaria SIT n.º 48, de 25 de março de 2003 28/03/04Portaria SIT n.º 108, de 30 de dezembro de 2004 10/12/04Portaria SIT n.º 191, de 04 de dezembro de 2006 06/12/06Portaria SIT n.º 194, de 22 de dezembro de 2006 22/12/06Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009 27/08/09Portaria SIT n.º 125, de 12 de novembro de 2009 13/11/09Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010 08/12/10(Texto dado pela Portaria SIT n.º 25, de 15 de outubro de 2001)6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-seEquipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de usoindividual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis deameaçar a segurança e a saúde no trabalho.6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquelecomposto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um oumais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis deameaçar a segurança e a saúde no trabalho.6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, sópoderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação -CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde notrabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequadoao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintescircunstâncias:a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contraos riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e,c) para atender a situações de emergência.
  61. 61. 606.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observado odisposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPIadequados, de acordo com o disposto no ANEXO I desta NR.6.4.1 As solicitações para que os produtos que não estejam relacionados no ANEXOI, desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexamedaqueles ora elencados, deverão ser avaliadas por comissão tripartite a serconstituída pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde notrabalho, após ouvida a CTPP, sendo as conclusões submetidas àquele órgão doMinistério do Trabalho e Emprego para aprovação.6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicinado Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI adequado aorisco existente em determinada atividade. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07de dezembro de 2010)6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao empregadorselecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissionaltecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado etrabalhadores usuários. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de2010)6.6 Responsabilidades do empregador. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 dedezembro de 2010)6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;b) exigir seu uso;c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente emmatéria de segurança e saúde no trabalho;d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichasou sistema eletrônico. (Inserida pela Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009)6.7 Responsabilidades do trabalhador. (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 dedezembro de 2010)6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
  62. 62. 616.8 Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores. (Alterado pela Portaria SITn.º 194, de 07 de dezembro de 2010)6.8.1 O fabricante nacional ou o importador deverá:a) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança esaúde no trabalho; (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)b) solicitar a emissão do CA; (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembrode 2010)c) solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade estipulado peloórgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; (Alteradopela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)d) requerer novo CA quando houver alteração das especificações do equipamentoaprovado; (Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem aoCertificado de Aprovação - CA;f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde notrabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos;h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando suautilização, manutenção, restrição edemais referências ao seu uso;i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e,j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO,quando for o caso;k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização deseus EPI, indicando quando for o caso, o número de higienizações acima do qual énecessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantirque os mesmos mantenham as características de proteção original. (Inserido pelaPortaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)6.8.1.1 Os procedimentos de cadastramento de fabricante e/ou importador de EPI ede emissão e/ou renovação de CA devem atender os requisitos estabelecidos emPortaria específica. (Inserido pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de2010)6.9 Certificado de Aprovação - CA6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade:(Alterado pela Portaria SIT n.º 194, de 07 de dezembro de 2010)a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que nãotenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO,quando for o caso.6.9.2 O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho,quando necessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversosdaqueles dispostos no subitem 6.9.1.

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