Estudo do uso de anti inflamatórios em drogarias de
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Estudo do uso de anti inflamatórios em drogarias de Document Transcript

  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS DUARTE SEBASTIÃO GERMANO SUELI REGINA BONFIMESTUDO DO USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS EM DROGARIAS DE OUROESTE FERNANDÓPOLIS 2011
  • 2. DUARTE SEBASTIÃO GERMANO SUELI REGINA BONFIMUSO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS EM DROGARIAS DE OUROESTE Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS 2011
  • 3. DUARTE SEBASTIÃO GERMANO SUELI REGINA BONFIM USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS EM DROGARIAS DE OUROESTE Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: ___ de novembro de 20___. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc. Roney Eduardo ZaparoliOrientadorProf. MSc. Giovanni Carlos deOliveiraProf.ª. Esp. Rosana Kagesawa Motta Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedico este trabalho e a realização do cursoprimeiramente a Deus, que é a fonte de inspiração eluz do meu caminho. Dedico aos meus paisSebastião e Adelayde (in memoria), em principal aminha mãe que sempre foi meu porto seguro e maiorincentivadora. Mãe de onde está sempre estaráolhando por mim. A minha esposa Cristiane e minhafilha Bruna, que com seu amor e paciência soubecontornar a minha ausência, dando tranquilidade aomeu lar, para dedicar-me totalmente ao curso paraque eu pudesse realizar o meu sonho.(Duarte Sebastião Germano)“A cada vitória o reconhecimento devido ao meuDeus, pois só ele é digno de toda honra, glória elouvor”.Em especial aos meus pais Leonice e João (inmemoria)... vocês esperaram ansiosos pela minhachegada ao mundo, acompanharam meus primeirospassos, ensinaram-me princípios e conceitos paraviver com dignidade e não mediram esforços paraque eu pudesse chegar até aqui. A minha irmãSandra e minha avó Maria que torceu por mim emtodos os momentos. Meus queridos filhos Gustavo eJoão Augusto, tantas vezes usurpados da minhapresença, mas não do meu amor.(Sueli Regina Bonfim)
  • 5. AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível enão estaríamos aqui reunidos, desfrutando, juntos, destes momentos que nos sãotão importantes. Agradecemos ao nosso professor e orientador Roney pela atenção e tempoa nos disponibilizados para que somente com seu apoio este trabalho pudesse serconcluído. Agradecemos a banca examinadora por aceitar nosso convite de participardeste momento tão importante em nossas vidas. A todos os professores do curso de Farmácia, pela paciência, dedicação eensinamentos disponibilizados nas aulas, cada um de forma diferente e especialcontribuindo para a conclusão desse trabalho e nossa formação.
  • 6. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não seesqueça que a felicidade é um sentimento simples,você pode encontra-la e deixa-la ir embota por nãoperceber sua simplicidade. (Mário Quintana)
  • 7. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASANVISA − Agência Nacional de Vigilância Sanitária.COX 1- 2- 3 – Ciclooxigenases 1, 2 e 3AIDS - Síndrome da Imuno Deficiência AdquiridaAINES – Anti-inflamatórios não-esterióidesAIES - Anti-inflamatórios esterióidesOMS – Organização Mundial da SaúdeACTH – Hormônio adrenocorticotróficoAAS – Ácido acetilsalicílicoSNC – Sistema Nervoso CentralRNA – Ácido ribonucleicoPAF – Fator ativador de plaquetasNO – Óxido nítricoDNA – Ácido dexosirribonucleicoPDE – FosfodiesteraseECA – Enzima Conversora da AngiotensinaAAS – Ácido acetilsalicílicoISRS - Inibidores Seletivos de Recaptação de SerotoninaDIU – Dispositivo intra-uterinoIL - InterleucinasNBT - NitrozaultetrazolRENAME – Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
  • 8. LISTA DE TABELASTabela 1: Anti-inflamatórios não-esteróidesTabela 2: Anti-inflamatórios esteróides
  • 9. LISTA DE FIGURASFigura 1: Estrutura química do AASFigura 2: Estrutura química do Diclofenaco SódicoFigura 3: Estrutura química da NImesulidaFigura 4: Estrutura química do MelixicamFigura 5: Estrutura química da DexametasonaFigura 6: Estrutura química da PrednisonaFigura 7: Sexo dos entrevistadosFigura 8: Obteve o anti-inflamatórios com prescrição médica?Figura 9: Qual a classe de anti-inflamatórios escolhidas pelos que se automedicam?Figura 10: Adquiriu o medicamento por sugestão de quem?Figura 11: PrescritoresFigura 12: Origem da prescriçãoFigura 13: Quais os anti-inflamatórios mais utilizados?Figura 14: Qual as causas do uso de anti-inflamatórios?Figura 15: O medicamento causou algum tipo de efeito adverso?
  • 10. SUMÁRIOINTRODUÇÃO .......................................................................................................... 13DESENVOLVIMENTO TEÓRICO ............................................................................. 161 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES (AINES) .................................................. 161.1 Usos ....................................................................................................................172 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES (AIES) ....................................................182.1 Usos ................................................................................................................ 183 ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES MAIS UTILIZADOS.......................203.1 Àcido acetilsalicílico .........................................................................................203.1.1 Mecanismo de ação .........................................................................................203.1.2 Interações Medicamentosas ............................................................................. 223.1.3 Efeitos adversos ...............................................................................................223.2 Diclofenaco Sódico .......................................................................................233.2.1 Mecanismo de ação .........................................................................................233.2.2 Interações e contra-indicações ......................................................................... 243.3 Nimesulida ..................................................................................................... 253.3.1 Mecanismo de ação .........................................................................................253.3.2 Indicações ........................................................................................................ 263.3.3 Interações medicamentosas ............................................................................. 263.4 Meloxicam ...................................................................................................... 273.4.1 Mecanismo de ação .........................................................................................273.4.2 Indicações ........................................................................................................ 273.4.3 Interações Medicamentosas ............................................................................. 284 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES MAIS UTILIZADOS ................................. 294.1 Dexametasona ...............................................................................................294.1.1 Mecanismo de ação .........................................................................................294.1.2 Interações medicamentosas ............................................................................. 304.2 Prednisona ..................................................................................................... 314.2.1 Mecanismo de ação .........................................................................................324.2.2 Indicações e contra-indicações ........................................................................ 324.2.4 Interações Medicamentosas ............................................................................. 32
  • 11. 5 OBJETIVOS .......................................................................................................... 345.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................345.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................. 346 MATERIAL E MÉTODO .........................................................................................357 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................... 368 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 459 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................46REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 47APÊNDICE ................................................................................................................ 50
  • 12. RESUMOA inflamação é fundamentalmente um mecanismo de defesa, cujo objetivo final é aeliminação da causa inicial da lesão celular e das conseqüências de tal lesão.Entretanto, a inflamação pode ser potencialmente prejudicial. O presente estudoteve como finalidade evidenciar o uso indiscriminado de anti-inflamatórios pelosclientes atendidos em drogarias do Município de Ouroeste - SP. Trata-se de umapesquisa analítica em loco que teve como amostra 300 indivíduos maiores de 21anos que compraram anti-inflamatórios nas drogarias em questão. Os dados foramcompilados através de questionários padronizados. A pesquisa revelou que ofármaco nimesulida seguido do diclofenaco sódico foram os mais vendidos nasdrogarias pesquisadas. O período de utilização desses fármacos excedeu os setedias de tratamento e em alguns casos até anos. Dentre os motivos que levaram osentrevistados a adquirir o anti-inflamatório, inflamação de garganta obteve maiorporcentagem. O estudo expôs através de estatísticas apresentadas que existe umaautomedicação desses fármacos e que mostra a necessidade de maioresorientações sobre o uso desses medicamentos assim como um controle maior nacompra dos mesmos e que o tempo de tratamento praticado por alguns indivíduosfoi exorbitante, podendo num período breve ocasionar distúrbios gástricos, renais ecirculatórios.Palavras-chaves: Anti-inflamatórios. Automedicação. Fármaco.
  • 13. ABSTRACTInflammation is fundamentally a defens e mec hanism whose ultimate goal is toeli minate the initial cause of cell damage and the c ons equenc es of such damage.Howev er, inflammation may be potentially harmful. This study aimed to highlight theindiscriminate use of anti-inflammatory drug s tores in clients served by City ofOuroes te - SP. It is an analytical research that took plac e in the s ampled 300indiv iduals over 21 years who bought the anti-inflammatory drug in ques tion. Datawere collected through standardized ques tionnaires . The s urvey rev ealed that thedrug nimesulide followed by dic lofenac sodium were the mos tsold in drugstoressurveyed. The period of us e of thes e drugs exceeded the sev en days of treatmentand in s ome cas es even years . Among the reasons that led the res pondents topurc hase the anti-inflammatory, sore throat had the highest percentage. The studyex pos ed by s tatistics pres ented that there is a self-medication of these drugs and itshows the need for further guidance on the us e of these drugs as well as morecontrol over the purchase of the s ame and that the time of treatment practiced bysome indiv iduals was exorbitant, can a brief period c aus e s tomac h upset, kidney andcirculatory problems .Keyw ords: Anti-inflammatory. Self-medication. Pharmacy.
  • 14. 13INTRODUÇÃO A resposta inflamatória é um processo geralmente agudo, envolvendoeventos vasculares, neutrófilos e mastócitos. A inflamação aguda pode evoluir paraformas crônicas. A fase crônica é, geralmente, mais longa e caracterizada pelapresença de células mononucleares, macrófagos, linfócitos e pela proliferação detecido conectivo (FELLET et al., 2002). Na inflamação, ocorre a vasodilatação, com edema e possível coagulação.Alguns mediadores relacionados ao processo inflamatório são a histamina, abradicinina (AGUIAR, 2001), a serotonina, as prostaglandinas, os produtos dosistema complemento as várias linfocinas liberadas pelos linfócitos T sensibilizados(GUYTON; HALL, 1997). Outros mediadores conhecidos são o fator ativador deplaquetas (PAF) e o óxido nítrico (NO) (PÉREZ RUIZ et al., 2007). Entre os mediadores químicos da inflamação, os eicosanóides(prostaglandinas, tromboxano e leucotrienos) são alvos mais relevantes na terapiafarmacológica, derivados do araquidonato, produzidos pela ação de enzimasciclooxigenases e lipoxigenases. As ciclooxigenases são enzimas classificadascomo constitucional ou ciclooxigenases-1 (COX-1), ou induzida, ciclooxigenase-2(COX-2), (CORREA, 2003). Em meados do ano 2000 foi proposta a existência daterceira isoforma denominada COX- 3 (BOTTING, 2003). Os anti-inflamatórios são fármacos, cuja finalidade é a contenção e a reversãoda inflamação, seja ela local ou sistêmica. Devem apresentar rapidez na ação,potência analségica e proteção. São classificados como esteroidais (AIES) ou não-esteroidais (AINES) (MENDES, 2010). Os AINES estão entre os mais prescritos. Podem apresentar açõesanalgésicas, anti-inflamatória e antipirética. Seu mecanismo de ação geral se dápela inibição tanto das ciclooxigenases (COX) quanto da produção dasprostaglandinas e tromboxanos (FONSECA; VILORIA; REPETTI, 2002). A maioria dos AINES é inibitória das ciclooxigenases (COX) (SILVA et al.,2003). Outros mecanismos dos AINES pode ser: estabilização da membranalipossômica, inibição da migração de leucócitos para área inflamada, interferênciasna reação antígeno-anticorpo, e inibição da biossíntese de mucopolissacarídeo. Seuuso se torna restrito pelo ato de provocarem efeitos adversos, principalmente no
  • 15. 14trato gastrintestinal, além dos efeitos hepáticos, renais, baço, no sangue e namedula-óssea (ZANINI; OGA, 1994). Os glicocorticóides ou anti-inflmatórios esteroidais (AIES) são potentes anti-inflamatórios e imunossupressores, que inibem não só as manifestações tardias dainflamação, mas também os estágios posteriores de cicatrização e reparo e asreações proliferativas observadas na inflamação crônica. São os agentes maisefetivos no controle da inflamação crônica, sendo muito utilizados no tratamento deartrite reumatóide, devido a sua eficácia terapêutica, relacionada com quatropropriedades: vasoconstritor, anti-proliferativo, imunossupressor e anti-inflamatório(SANTINI et al., 2001). Os AIES causam bloqueio da indução, mediada pela vitamina D3 do gene daosteocalcina, e modificação a transcrição dos genes da colagenase, além disso,exercem sua função por meio de receptores de corticosteroides presentes nocitoplasma das células, alterando a transcrição gênica, e podem estimular a sínteseprotéica e lipocortina e os fatores inibidores da migração, ou inibir a síntese devárias interleucinas e TNF-alfa, e ciclooxigenase e fosfolipase A2, moléculas deadesão, entre outras. Os AIES inibem o acesso de leucócitos aos sítios inflamatóriose a função de fibroblastos, macrófagos, células endoteliais, linfócitos Te B, bemcomo a produção de imunoglobulinas, que ocorre pela diminuição da síntese deinterleucinas (IL-1 a 6 e TNF-alfa). Causam linfopenia transitória e diminuem aprodução de IL-2, inibem eventos de iniciação e progressão do ciclo dediferenciação de células T que dependem dessas interleucinas (LAZZARINI;FREITAS; OLIVEIRA, 2003). Partindo do entendimento dos mecanismos de ação e das causas dasreações adversas, o estudo do consumo destes anti-inflamatórios é importante paraa caracterização do perfil de utilização desses medicamentos e observação daseriedade do consumo inadequado, relacionado, entre outros fatores, á pratica deautomedicação e á falta de acesso da população ao sistema de saúde. Segundo aOrganização Mundial da Saúde (OMS), o estudo da utilização de um medicamento,abrange comercialização, distribuição, prescrição e uso desse medicamento em umasociedade, com preocupação especial sobre as conseqüências médicas, sociais eeconômicas resultantes. Vários são os fatores determinantes no uso de ummedicamento, tais como as atitudes em relação aos medicamentos, á saúdeassociados a aspectos culturais e á medicina tradicional. A utilização do
  • 16. 15medicamento como parte do processo de cuidados médicos á saúde estárelacionada a automedicação e ao comportamento do prescritor. A automedicação éalgo preocupante, pois estudos indicam que somente de 10 a 30% dos sintomaspercebidos recebem atenção médica, alia-se isso a dificuldade de acesso aosprofissionais médicos. Pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde revelam que,no Brasil entre os 50 medicamentos mais vendidos, em 2004 o diclofenaco depotássio, ocupava o primeiro lugar e o diclofenaco sódico, o terceiro (CASTRO,2004). Este estudo visa avaliar o consumo de anti-inflamatório sobre os seguintesaspectos: prescrição, compreensão do tratamento e efeitos adversos comentadospelos pacientes.
  • 17. 16DESENVOLVIMENTO TEÓRICO1 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES (AINES) Os AINES correspondem ao grupo de fármacos que se apresentamquimicamente diferentes, pois o composto nimesulida apresenta um radicalsulfonalida em lugar de um radical carboxílico, inclusive diferem em suas atividadesantipirética, analgésica e anti-inflamatória, inibindo as enzimas da viaciclooxigenase, sendo excelentes medicamentos para tratar os efeitos indesejáveiscausados pela resposta inflamatória. Diminuem o edema, a hiperemia, a febre, a dore a rigidez; com melhora substancial na qualidade de vida do paciente. Estes anti-inflamatórios são utilizados em variadas formas de inflamações, seja traumáticas ouprovocadas por diferentes patologias, por exemplo, a Osteoartrite e a Espondiliteanquilosante (KUMMER, 2005). A expressão atividade antipirética tem sido mais indicada do que “antitérmica”,porque antipirética significa que o fármaco controla apenas o aumento patológico datemperatura, e, os AINES não tem qualquer efeito sobre a hipertermia fisiológica, porexemplo, a hipertermia provocada por exercício violento (OLIVEIRA, 2009). Mas, apesar de geralmente seguros, podem levar a vários efeitos adversos, quevariam desde uma simples dispepsia até a morte por uma úlcera perfurada ouhemorragia. Seu uso, portanto, deve ser criterioso e bem indicado para que possaproporcionar mais benefícios do que riscos ao paciente (KUMMER, 2005). Sua administração sempre deve ser monitorada com exames laboratoriaiscomplementares, com especial atenção à função hepática, renal e hemograma.Atualmente, tem sido recomendado o uso de AINE misturado com a refeição paraevitar ou reduzir os efeitos colaterais gastrintestinais (CASTRO, 2004).
  • 18. 17 Os fármacos anti-inflamatórios não-esteróides são classificados em grupos deacordo com a substância que levou aos respectivos derivados: Tabela 1-Anti-inflamatórios não-esteróidesDerivados salicilados Ácido acetilsalicílico (Aspirina) ·DiflunisalDerivados do ácido ácetico Diclofenaco ·TolmetinaDerivados indólicos Indometacina ·Sulindaco ·Etodolaco Meloxicam ·Piroxicam ·Nabumetona ·Derivados do ácido enólico TenoxicamFenamatos Ácido mefenâmico ·EtofenamatoDerivados pirazolónicos Dipirona (metamizol) ·Fenilbutazona Celecoxib ·Etoricoxib ·Rofecoxib ·Lu-Coxibs miracoxib ParacetamolDerivados paraminofenólicos (acetaminofeno) ·Fenacetina Cetoprofeno ·Fenoprofeno ·FlurbiproDerivados do ácido propriónico feno ·Ibuprofeno ·Loxoprofeno ·Na- proxenoOutros: Cetorolaco ·NimesulidaFonte: CARVALHO, 2004.1.1 Usos Antiinflamatório – antipirético – analgésico – aumenta ventilação alveolar (dosesterapêuticas) – diminui a agregação plaquetária – prevenção da angina pectoris e doinfarto do miocárdio (OLIVEIRA, 2009).
  • 19. 182 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES (AIES) Os esteróides ou hormônios esteroidais compreendem os hormônios do córtexadrenal (glicocorticóides e mineralocorticóides), e, os hormônios sexuais(andrógenos, progestágenos e estrógenos). Entretanto, somente os glicocorticóidesapresentam atividade anti-inflamatória importante, além de suprimir a imunidade(PEREIRA, 2008). Os glicocorticóides endógenos são produzidos a partir do colesterol, sendo amedula adrenal estimulada pelo ACTH. Foram desenvolvidos vários fármacosderivados semi-sintéticos dos glicocorticóides, e, indiretamente bloqueiam aliberação do ácido araquidônico devido estes fármacos estimularem a produção dalipocortina que tem a ação de inibir a enzima fosfolipase A2, responsável pelatransformação dos fosfolipídios em ácido araquidônico. Os corticosteróides tambémestabilizam a membrana celular do mastócito, e, dos leucócitos evitando oudiminuindo a liberação de histamina assim como de fatores quimiotáxicos, e, demediadores inflamatórios, o que reduz o influxo de leucócitos para o local dainflamação. Portanto, a inflamação é acentuadamente reduzida com o uso deglicocorticóides que também tem a ação de evitar que os neutrófilos migrem até olocal da inflamação, embora os glicocorticóides aumentem o número de neutrófiloscirculantes. Os glicocorticóides ligam-se a receptores intracelulares citoplasmáticosespecíficos nos tecidos-alvos. O complexo hormônio-receptor desloca-se para onúcleo, onde como fator de transcrição ativando ou desativando genes, a dependerdo respectivo tecido (OLIVEIRA, 2009).2.1 Usos Os glicocorticóides são utilizados na terapia inflamatória e imunossupressoraem variadas patologias, como: doenças autoimunes, inflamatórias, asma, distúrbiosalérgicos, do colágeno, dermatológicos, gastrintestinais, hematológicas, oftálmicas,orais, respiratórias. Os glicocorticóides são também utilizados no tratamento dochoque, de doenças neurológicas, da síndrome nefrótica, de alguns tipos de
  • 20. 19neoplasias, de tireoidite não-supurativa, de tumores císticos de tendão ouaponeurose, redução de edema cerebral e, profilaxia e tratamento de rejeição deórgão em transplante. Outra indicação para o uso de glicocorticóides consiste emgestante com possibilidade de parto prematuro e com maturação inadequada dospulmões, com o objetivo de acelerar o processo fisiológico (neste caso, o agente deeleição é a betametasona). As vias de administração dependem da natureza dadoença e da condição do paciente, e, podem administrados por via oral – parenteral– tópica – oftálmica – inalatória – intra-articular – retal. A via retal é usada eminflamações intestinais, e, a via tópica é utilizada em distúrbios dermatológicos(OLIVEIRA, 2009). De acordo com as potências, os glicocorticóides são classificados em:glicocorticóides de ação curta (8 a 12 horas) – de ação intermediária (12 a 36 horas)– de ação longa (36 a 72 horas). Tabela 2- Anti-inflamatórios esteroidesGlicocorticóides de ação curta Cortisona – hidrocortisona (Solu-Cortef) (Stiefcortil)(Cortisonal).Glicocorticóides de ação intermediária Prednisolona(Prelone) (Predsim) (Prednisolon) – metilprednisolona(Solu- Medrol) (Unimedrol) – prednisona (Meticorten) (Predicorten) – triancinolona (Omcilon) (Theracort) – beclometasona(Beclosol) (Clenil)Glicocorticóides de ação longa Betametasona(Celestone) (Diprospan) (Candicort) (Novacort) – dexametasona(Decadron) (Decadronal) (Duo-Decadron).Fonte: HANSON, 2000.
  • 21. 203 ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES MAIS UTILIZADOS3.1 Àcido acetilsalicílico Figura 1 - Estrutura química do AAS Fonte: KATZUNG, 1994. O ácido acetilsalicílico pertence ao grupo de fármacos anti-inflamatórios não-esteróides, com propriedades analgésica, antipirética e anti-inflamatória. Seumecanismo de ação baseia-se na inibição irreversível da enzima ciclooxigenase,envolvida na síntese das prostaglandinas. O ácido acetilsalicílico também inibe aagregação plaquetária, bloqueando a síntese do tromboxano A2 nas plaquetas(KATZUNG, 1994).3.1.1 Mecanismo de ação A eficácia do ácido acetilsalicílico deve-se, em grande parte, a suacapacidade de inibir a biossíntese de prostaglandinas. Com efeito, o ácidoacetilsalicílico bloqueia irreversivelmente a enzima ciclooxigenase, que catalisa aconversão do ácido araquidônico em endoperóxidos. Em doses apropriadas, o ácidoacetilsalicílico diminui a formação de prostaglandinas e tromboxanos A2, mas não ados leucotrienos. Não há evidências de que o ácido acetilsalicílico seja um inibidor
  • 22. 21seletivo da COX II. A maior parte de uma dose de anti-inflamatória de ácidoacetilsalicílico sofre rápida desacetilação, tornando o salicilato o metabólito ativo. Osalicilato inibe reversivelmente a síntese de prostaglandinas (KUMMER, 2005). Efeitos Anti-inflamatórios: Além de reduzir a síntese de mediadoreseicosanoides, o ácido acetilsalicílico também interferem nos mediadores químicos dosistema da calicreína. Em consequência o ácido acetilsalicílico inibe a aderência dosgranulócitos á vasculatura lesada, estabiliza os lisossomas e inibe a migração dosleucócitos polimorfonucleares e macrófagos para o local da inflamação. Efeitos Analségicos: O ácido acetilsalicílico é de suma eficácia para reduzira dor de intensidade leve a moderada. O fármaco alivia a dor de várias causas,como a de origem muscular, vascular e dentária, da artrite e da bursite. Efeitos Antitérmicos: Reduz a temperatura corporal elevada, enquanto atemperatura normal é apenas ligeiramente afetada. A queda na temperatura estárelacionada a um aumento da dissipação de calor causado pela vasodilatação dosvasos sanguíneos superficiais. A antipirese deve ser acompanhada de sudoreseprofusa. O ácido acetilsalicílico bloqueia tanto a produção de prostaglandinasinduzida por pirógenos quanto a resposta do Sistema Nervoso Central (SNC) áinterleucinas-1, por conseguinte, o fármaco pode reajustar o “controle datemperatura” no hipotálamo, facilitando, assim, a dissipação de calor porvasodilatação (KATZUNG, 1994). As plaquetas sanguíneas são ativadas e se agregam em resposta à libertaçãode tromboxano A2, presente em seus grânulos. O ácido acetilsalicílico éparticularmente eficaz em inibir a produção de tromboxano A2, resultando nadiminuição da tendência de agregação plaquetar. Esse é o primeiro passo naformação de trombos arteriais; logo, o ácido acetilsalicílico diminui esses eventos. Oefeito antiagregante plaquetário do ácido acetilsalecílico está relacionado com acapacidade do composto agir como um dado de acetil à membrana da plaqueta. Oácido acetilsalecílico afeta a função das plaquetas inibindo a COX e impedindodesse modo a formação do tromboxano A2 (agente agregante). Esta ação éirreversível e os efeitos persistem durante a vida das plaquetas expostas. O ácidoacetilsalicílico pode também inibir a formação de prostaciclinas (prostaglandina I2),que são inibidores da agregação plaquetária nos vasos sanguíneos — esta ação, noentanto, é reversível. Estas ações podem ser dose-dependentes; contudo, há
  • 23. 22evidências de que doses inferiores a 100 mg por dia podem não inibir a síntese deprostaciclinas (KUMMER, 2005).3.1.2 Interações Medicamentosas Os fármacos que aumentam a intoxicação por salicilato incluem aacetazolamida e o cloreto de amônio. O álcool aumenta o sangramentogastrointestinal provocado pelo salicilato. O ácido acetilsalicílico desloca váriosfármacos de seus sítios de ligação ás proteínas do sangue. Estes fármacos incluemtolbutamida, clorpropamida, AINES, metotrexato, fenitoína, e probenecida. Oscorticosteroides podem diminuir a concentração do salicilato. O ácido acetilsalicílicoreduz a atividade farmacológica da espironolactona, compete com a penicilina Gpela secreção tubular renal e inibe o efeito uricosúrico da sulfimpirazona e daprobenecida (KATZUNG, 1994).3.1.3 Efeitos adversos Desconforto epigástrico – náuseas - vômitos – em infecções virais podeprovocar em crianças menores de 2 anos a Síndrome de Reye, que consiste emhepatite fulminante associada a edema cerebral que pode levar ao óbito. (Usar emcrianças o paracetamol). O ácido acetilsalicílico é absorvido principalmente no meioácido do estômago. Não pode utilizar em pacientes hemofílicos ou que usamheparina ou anticoagulantes orais, devido a risco de hemorragias. A ingestão desalicilatos causa o prolongamento do tempo de sangramento. Este efeito é devido aacetilação irreversível da ciclooxigenaseplaquetária e à conseqüente redução daformação de tromboxana A2. Para a restauração da agregação plaquetária énecessária a produção de novas plaquetas contendo nova ciclooxigenase(KUMMER, 2005). Deve-se tomar cuidado ao empregar os salicilatos em pacientes queapresentem lesões hepáticas, hipoprotrombinemia, deficiência de vitamina K,
  • 24. 23hemofilia ou quando tomam anticoagulantes orais. A inibição da hemostasiaplaquetária pode resultar em hemorragia severa. Devido a possibilidade datrombocitopenia (diminuição da quantidade de plaquetas), e, risco de hemorragia, ossalicilatos não devem ser administrados a pacientes que estejam com a suspeita dadoença Dengue. Em homens, principalmente com idade superior a 30 anos tem ocorrido algunscasos de idiossincrasia com a aspirina como a crise asmática, embora ainda sejaexplicado estemecanismo, possivelmente, pode estar relacionado ao fato dasprostaglandinas (principalmente a prostaciclina) sejam potentes broncodilatadores,ação inibida pelo AAS (OLIVEIRA, 2000).3.2 Diclofenaco Sódico Figura 2 - Estrutura química do Diclofenaco Sódico Fonte: KOROLKOVAS, 1988.3.2.1 Mecanismo de ação Potente anti-inflamatório (mais do que a aspirina) – em casos agudosdolorosos como artrite gotosa aguda, espondilite anquilosante e osteoartrite coxo-femural, controle da dor associada auveíte e/ou pós-operatório de cirurgiaoftalmológica. Em neonatos prematuros a indometacina tem sido utilizada paraacelerar o fechamento do ducto arterioso patente. Geralmente, não deve usado para
  • 25. 24baixar a febre, exceto quando a febre é refratária a outros antipiréticos como naDoença de Hodgkin). A via de administração é oral ou retal (P.R.VADE-MÉCUM,2009). O diclofenaco é um potente inibidor da ciclooxigenase com potência bem maiordo que a do naproxeno, da indometacina e de outras drogas do grupo. Possuiexcelentes atividades anti-inflamatórias, analségicas e antipiréticas. Como anti-inflamatório tem apresentado excelentes resultados no tratamento de afecçõesreumáticas inflamatórias e degenerativas, como na artrite reumatoide, osteoartrite,espondiloartrites e na espondilite anquilosante. Como analségico, tem sidolargamente empregado nas dores da coluna vertebral, na dor pós traumática aguda,na dor pós-operatória e dismenorreia(OLIVEIRA, 2009).3.2.2 Interações e contra-indicações O diclofenaco pode elevar as concentrações plasmáticas de lítio, digoxina emetotrexato, quando administrados conjuntamente. O uso concomitante comdiuréticos poupadores de potássio pode estar associado a elevação dos níveisséricos de potássio. O diclofenaco, quando administrados em elevadas doses,promove inibição da agregação plaquetária, exigindo precaução a sua associaçãocom outros antiagregantes plaquetários. As contra-indicações são semelhantes as dos demais fármacos do grupo. Anão deve ser administradas em hepatopatas, crianças, gestantes e nem emmulheres no período de amamentação (SILVA, 2006).
  • 26. 253.3 Nimesulida Figura 3 – Estrutura química da Nimesulida Fonte: CREGHI, 2002.3.3.1 Mecanismo de ação A nimesulida ou nimesulide é um medicamento da classe dos anti-inflamatórios não esteróides (AINES), que atua através da inibição da enzimaciclooxigenase e, consequentemente, da cascata do ácido araquidónico, que éresponsável pela síntese de substâncias envolvidas na inflamação, tais como asprostaglandinas. Desta forma, a nimesulida combate os processos inflamatórios, asdores e a febre. O fármaco possui um modo de ação particular, pois a sua atividadeanti-inflamatória envolve vários mecanismos. É um inibidor seletivo da enzima quesintetiza as prostaglandinas na cascata do ácido araquidónico, a ciclooxigenase(COX). A nimesulida inibiu, in vitro e in vivo, preferencialmente a COX-2, tendo umaatividade mínima ao nível da COX-1. A nimesulida é um inibidor preferencial daCOX-2, dado que não é totalmente semelhante aos inibidores seletivos da COX-2,pois tem muito menos afinidade para esta enzima (a afinidade para a COX-2 é 5 a16 vezes superior relativamente à COX-1, enquanto a afinidade dos inibidoresseletivos é de 400-800 vezes superior) (WANNMACHER, 2004). Além disso, a nimesulida demonstrou possuir muitas outras propriedadesbioquímicas que são as principais responsáveis por suas propriedades terapêuticas.Estas incluem a inibição da fosfodiesterase (PDE) do tipo IV; redução da formação
  • 27. 26do anião superóxido (O2), e portanto inibição da produção de radicais livres deoxigénio, que contribuem para a inflamação e dor; diminuição substancial daatividade da via mieloperoxidase, que forma ácido hipocloroso, nos neutrófilosativados; inibição de proteínases (elastase, colagenase); prevenção da inativação doinibidor da alfa-1-proteínase; inibição da libertação de histamina dos basófilos emastócitos e dos basófilos humanos; inibição da atividade dahistamina(KUMMER,2005).3.3.2 Indicações È indicado nos estados flogísticos dolorosos e não-dolorosos acompanhadosou não de febre, inclusive os relacionados ao aparelho osteoarticular. O produtotambém é indicado para o tratamento de estados febris, nos processos inflamatóriosdolorosos das vias áereas superiores, na cefaléia, mialgias. È utilizado comoanalségico e antipirético em diversos processos infecciosos, tais como: sinusite,faringoamigdalites e otites (KATZUNG, 1994).3.3.3 Interações medicamentosas Não se aconselha a ingestão conjunta com paracetamol, ciclosporina,compostos de ouro, medicamentos nefrotóxicos, devido a possibilidade do aumentono risco de efeitos adversos renais. Também não se aconselha a ingestão conjuntacom álcool ou medicamentos como AAS, outros AINES, corticosteróides,corticotrofina, suplementos de potássio, devido a possibilidade do aumento de riscode efeitos adversos gastrintestinais. Com anticoagulantes orais,heparina, agentestrombolíticos, colchina a possibilidade é de aumento no risco de sangramento(P.R.VADE-MÉCUM, 2009).
  • 28. 273.4 Meloxicam Figura 4 - Estrutura química do Meloxicam Fonte: CREGHI, 2002.3.4.1 Mecanismo de ação É um medicamento anti-inflamatório, destinado ao tratamento dos sintomasda artrite reumatóide e da osteoartrite. Age inibindo a síntese de prostaglandinas,que são mediadores da inflamação (CRAIG, 2005).3.4.2 Indicações O meloxicam encontra-se indicado no alívio sintomático da inflamação e dor deintensidade ligeira a moderada, em doenças reumáticas e outras afecções musculosequeléticas (P.R.VADE-MÉCUM, 2009).
  • 29. 283.4.3 Interações Medicamentosas Outros Inibidores das Prostaglandinas, incluindo glicocorticóides e salicilatos(ácido acetilsalicílico): a administração simultânea de inibidores das prostaglandinaspode aumentar o risco de úlceras e sangramentos gastrintestinais e não érecomendada. O uso concomitante de meloxicam com outros anti-inflamatórios nãoesteroides não é recomendado. Anticoagulantes orais, antiplaquetários, heparina parenteral, trombolíticoseInibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS): risco aumentado dehemorragia. O lítio: o uso concomitante com os anti-inflamatórios não-esteróides não érecomendado pois pode provocar aumento da concentração de lítio no sangue aténíveis tóxicos. O metotrexato: o uso concomitante com os anti-inflamatórios não-esteróidespode provocar aumento da concentração do metotrexato no sangue e por esta razãonão é recomendado para os pacientes tratados com altas doses de metotrexato (>15 mg/semana) e para os pacientes tratados com baixas doses de metotrexato ecom função renal comprometida. Contracepção: há relatos de que os anti-inflamatórios diminuem a eficácia doDIU (dispositivo intra-uterino). Diuréticos: o tratamento concomitante com anti-inflamatórios é associado arisco aumentado de insuficiência renal aguda em pacientes desidratados. Anti-hipertensivos (beta- bloqueadores, inibidores da ECA, vasodilatadores,diuréticos): há relatos de diminuição do efeito dos anti-hipertensivos no tratamentocom anti-inflamatórios (BRASIL, 2011).
  • 30. 294 ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTERÓIDES MAIS UTILIZADOS4.1 Dexametasona Figura 5 - Estrutura química da Dexametasona Fonte: KOROLKOVAS, 1988.4.1.1 Mecanismo de ação A Dexametasona é um medicamento pertencente à classe doscorticosteróides, atuando no controle da velocidade de síntese de proteínas. O efeitoprincipal deste medicamento é a profunda alteração promovida na resposta imunelinfocitária, devido à ação anti-inflamatória e imunossupressora, podendo prevenir ousuprimir processos inflamatórios de várias naturezas (RANG, 2001). Os corticosteróides exercem efeitos sobre quase todas as células,influenciando o metabolismo proteico, lipídico e glucídico, o balançohidroelectrolítico, as funções cardiovasculares, renal, da musculatura esquelética, dosistema nervoso e de praticamente todos os tecidos e órgãos. Desempenham umpapel importante na homeostasia dos estímulos nóxicos internos e externos.
  • 31. 30 Os corticosteróides combinam-se com proteínas receptoras citosólicas e, aseguir, esse complexo liga-se à cromatina no núcleo da célula. As RNA polimerasessão ativadas, e ocorre transcrição de mRNA específicos, resultando na síntese deproteínas nos ribossomas. Muitas das ações dos glicocorticóides dependem dasíntese de proteínas, e deve-se pressupor que essas proteínas sejam elas enzimasou factores reguladores, controlam as funções celulares apropriadas quedeterminam os efeitos farmacológicos anteriormente descritos (PEREIRA, 2008). Algumas das ações anti-inflamatórias dos corticosteróides podem resultar dosseus efeitos inibitórios sobre a síntese de prostaglandinas. Esse efeito também émedido pela síntese de proteínas, visto que os corticosteróides induzem a síntese detranscortina e macrocortina – proteínas que inibem a síntese de prostaglandinasatravés da inibição da fosfolipase A2. As respostas mediadas por células podem serinibidas indirectamente pela inibição da produção de determinadas citocinas,incluindo o fator necrosante tumoral e as interleucinas. Os glicocorticóides exercem efeitos imunossupressores. Inibem as funçõesdos linfócitos: as respostas das células B e das células T a antigénos sãosuprimidas, com consequente comprometimento da imunidade tanto humoral comocelular (RANG, 2001).4.1.2 Interações medicamentosas O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado cautelosamente em conjunção comos corticosteróides na hipoprotrombinemia. A difenil-hidantoína (fenitoína), ofenobarbital , a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica doscorticosteróides , suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de suaatividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteróide. Essasinterações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverãoser interpretados com cautela durante a administração destas drogas (P.R.VADE-MÉCUM, 2009). O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientesque estejam recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantescumarínicos, dadas as referências de que os corticosteróides têm alterado a
  • 32. 31resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual daadição dos corticosteróides é inibir a resposta aos cumarínicos, embora tenhahavido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada porestudos (PEREIRA, 2008). Quando os corticosteróides são administrados simultaneamente comdiuréticos espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observadosestritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia. Além disso, oscorticosteróides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecçãobacteriana, produzindo falsos resultados negativos (BRASIL, 2011).4.2 Prednisona Figura 6 - Estrutura química da Prednisona Fonte: KOROLKOVAS, 1988. A prednisona é um fármacocorticóide sintético que normalmente éadministrada oralmente, mas pode ser administrada também através de injeçãointra-muscular e pode ser usada para um grande número de doenças diferentes.Tem um efeito de glicocorticóide. Prednisona é convertida pelo fígado emprednisolona que é a metabólito ativo e também um esteróide. É um potenteglicocorticóide de ação diminuta mineralocorticoide (BRASIL, 2011).
  • 33. 324.2.1 Mecanismo de ação O complexo receptor-glicocorticoide vai para o núcleo celular e provoca algumasalterações no DNA, que estimulam ou reprimem determinadas sínteses de proteínasdos órgãos. Altera assim a resposta imunológica e produção de mediadores deinflamação (P.R.VADE-MÉCUM, 2009).4.2.2 Indicações e contra-indicações A prednisona é particularmente efetiva como imunossupressante e afeta tudo dosistema imune. Então, pode ser usado em doenças auto-imunes, doençasinflamatórias (como asma severa, dermatite de sumagre-venenoso severo, lúpuseritematoso sistêmico, colite ulcerativa, artrite reumatóide, Doença de Crohn eSarcoidose), várias doenças renais inclusive síndrome nefrótica, e na preveção etratamento de rejeição em transplantes de órgãos. Prednisona também foi usada notratamento de cefaléias. É utilizada no tratamento da forma cutâneo-visceral deloxocelismo (picada por "aranha-marrom", gênero Loxoceles). As contra-indicações da prednisona são a existência de infecções sistêmicas porfungos e reações de hipersensibilidade ao princípio ativo ou componentes dafórmula que constitui o medicamento. Os médicos também fazem avaliação emcasos de doenças presentes como AIDS, hipertensão, diabetes, hipertireoidsmo,entre outras (PEREIRA, 2008).4.2.3 Interações Medicamentosas O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina podeaumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos.Pacientes em tratamento com corticosteróides e estrógenos devem ser observados
  • 34. 33em relação à exacerbação dos efeitos do corticosteroide (P.R.VADE-MÉCUM,2009). O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássiopode intensificar a hipopotassemia. O uso de corticosteróides com glicosídeoscardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou de intoxicação digitálicaassociada à hipopotassemia. Os corticosteróides podem potencializar a depleção depotássio causada pela anfotericina B. Devem-se acompanhar com exameslaboratoriais (dosagem principalmente de potássio) todos os pacientes emtratamento com associação desses medicamentos. O uso de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentarou diminuir os efeitos anticoagulantes, podendo haver necessidade de reajustesposológicos. Os efeitos dos anti-inflamatórios não-esteróides ou do álcool, somados aosdos glicocorticóides, podem resultar em aumento da incidência ou gravidade deúlceras gastrointestinais (BRASIL, 2009). Os corticosteróides podem reduzir as concentrações plasmáticas de salicilato.Nas hipoprotrombinemias, o ácido acetilsalicílico deverá ser usado com precaução,quando associado aos corticosteróides. Quando os corticosteróides forem indicados para diabéticos, poderão sernecessários reajustes nos hipoglicemiantes (PEREIRA, 2008).
  • 35. 345 OBJETIVOS5.1 – OBJETIVO GERAL Verificar o grau de conhecimento e a prática da automedicação no uso deanti-inflamatórios na cidade de Ouroeste - SP.5.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS• Verificar a automedicação com anti-inflamatórios nas drogarias da cidade deOuroeste-SP;• Saber os motivos que levaram a população a se automedicar com anti-inflamatórios;• Avaliar se os clientes das drogarias em questão tem conhecimentos sobre osriscos da automedicação com uso de anti-inflamatórios;• conhecer os grupos farmacológicos mais utilizados na automedicação de anti-inflamatórios.
  • 36. 356 MATERIAL E MÉTODO Aplicação de um questionário, estruturado (apêndice 1) em 10 pessoas (emmédia) de ambos os sexos, por dia, durante trinta dias. A seleção dos entrevistadosfoi realizada com pacientes acima de 21 anos que sofriam de doenças inflamatórias,problemas gastrintestinais, hepáticos e renais prévios ao uso de AINES ou AIES. Aentrevista foi realizada no mês de setembro de 2011, em drogarias localizadas nomunicípio de Ouroeste - SP. Foram aplicados 300 questionários no balcão das drogarias, no momento dacompra dos medicamentos, e colhidas informações sobre a origem da prescrição,compreensão do tratamento pelo paciente, sintomas relacionados ao uso domedicamento e perfil de consumo de anti-inflamatórios, mantendo aconfidencialidade das mesmas.
  • 37. 367 RESULTADOS E DISCUSSÕES Os anti-inflamatórios citados variaram entre as classes farmacológicas AINESe AIES, sendo os AINES os mais solicitados pelos pacientes. Verificou-se que a automedicação é uma prática muito adotada pelapopulação estudada. Pela análise dos 300 questionários, observou-se que 195pacientes (65%) se automedicam e 105 (35%) seguem o receituário médico ouodontológico, dentre os que se automedicam 68% utilizam AINES e 32% AIES. Dosentrevistados – dado confirmado por informações de balconistas da drogaria –, 26%compram por indicação de amigos; 39%, por sugestão de familiares, e 35%, porbalconistas. Quanto à origem da prescrição, para 20% dos pesquisados, ela provémde hospitais públicos; 12%, de hospitais particulares; 66%, de postos de saúde, e2%, de consultórios odontológicos . Quanto ao perfil, os prescritores de anti-inflamatórios são médicos 98% edentistas 2%. Durante o uso de anti-inflamatórios, os pacientes relataram os seguintessintomas: Inflamação na garganta 42%, Dor de Reumática 32%, Dor de cabeça16%, Febre 8% e Asma 2%. Dos usuários 73% já tinham feito uso do medicamento, enquanto 27% nuncatinham feito o uso do medicamento. Um outro levantamento foi se o medicamento já havia causado algum efeitoadverso como: Dor estomacal 41%, Náuseas 35%, Inchaço 14%, Alergia 5% e Dorde cabeça5%. Observou-se pela pesquisa, um consumo maior de anti-inflamatórios por partedas mulheres 56%, em relação aos homens 44%. Quanto a idade, verifica-se maiorfreqüência entre 20 e 40 anos e de 60 a 65 anos respectivamente Entre os AINES mais prescritos podemos citar: nimesulida (92 prescrições)30,7%, diclofenaco sódico (78) 26%, Ácido acetilsalicílico(40) 13,3% e meloxicam(33) 11%. Os AIES mais prescritos são dexametasona (30) 10% e prednisona (27)9%.
  • 38. 37 Figura 7 -Sexo dos entrevistados. Homens 44% Mulheres Homens 56% MulheresFonte: Elaboração própria. Observou-se pela pesquisa, um consumo maior de anti-inflamatórios por partedas mulheres 56%, em relação aos homens 44%. Esta figura concorda com vários estudos, pois eles também nos mostra dadosno qual a mulher sempre acaba consumindo mais medicamentos que os homens,independente de sua classe farmacológica (PERREIRA, 2008). Figura 8 - Obteve o anti-inflamatório com prescrição médica? Sim 35% Sim Não 65% NãoFonte: Elaboração própria
  • 39. 38 Essa figura traz um resultado alarmante, uma vez que 65,0% dosentrevistados usam anti-inflamatórios sem prescrição médica. Os dados apresentados demonstram que, de acordo com a pesquisa realizadanas drogarías em questão, o consumo de anti-inflamatórios é freqüente. Aautomedicação superou a venda sob prescrição, fato preocupante do ponto de vistada saúde pública, posto que a população pode não estar ciente da posologia, dosefeitos adversos e das possíveis interações com outros fármacos ou alimentos. Issopode vir a ocasionar intoxicação ou doenças secundárias ao tratamento. Nomercado mundial de medicamentos, o Brasil aparece entre os dez países, comum acaracterística marcante: a automedicação, em razão do fácil acesso da populaçãoaos mais variados tipos de medicamentos, principalmente pela compra direta emfarmácias e drogarias (ALONZO; CORRÊA; ZAMBRONE, 2001). Figura 9 – Qual a classe de anti-inflamatórios escolhidas pelos que se automedicam? 32% AINES 68% AIESFonte: Elaboração própria Nesta Figura é possível observar que dentre os que se automedicam,68% escolheram a classe dos AINES, enquanto 32% os AIES. Isso acontece, pois os AINES são medicamentos de primeira escolha, porquetratam de inflamações agudas, ou seja, de evolução rápida, e acabam causandomenos efeitos indesejáveis que os AIES (GREGHI, 2002).
  • 40. 39 Nos Estados Unidos, o uso de AINES representa mais de cem milhospitalizações anuais relativas, com mortalidade de 5 a 10%, tornando -se sérioproblema de saúde pública, se comparado com outras causas importantes demortalidade (CORREA, 2003). Figura 10 - Adquiriu o medicamento por sugestão de quem? 26% 35% Amigos Familiares Balconiistas Balconistas 39%Fonte: Elaboração própria. Os dados da figura acima relatam que as maiorias das pessoas não obtiveramorientação, adquiriram o medicamento por meio de sugestões de familiares, 39%,balconistas, 35% e amigos com 26%. È muito importante ressaltar esse dado, pois os familiares acabaminfluenciando na compra de medicamentos anti-inflamatórios, por já terem feito usodo mesmo e acharem que indicando para o familiar que está precisando do anti-inflamatório, este vai surtir o mesmo efeito. Como se pôde observar, os balconistas também influenciam na compra domedicamento, uma vez que são procurados pelos pacientes que se queixam da faltade acesso aos hospitais e postos de saúde. Embora conhecidos comomedicamentos seguros e eficazes dados de vários países demonstram que os
  • 41. 40AINES são responsáveis por grande parte dos atendimentos nos centros de controlede intoxicações, com perfis característicos determinados pelas diferençasgeográficas, sociais, econômicas e sociais (ALONZO; CORRÊA; ZAMBRONE,2001). Figura 11 - Prescritores 2% Médicos Dentistas 98%Fonte: Elaboração própria Dos entrevistados que obtinham receita médica na hora da compra, 98% dosanti-inflamatórios eram prescritos por médicos, enquanto 2% eram por dentistas.
  • 42. 41 Figura12 - Origem da prescrição. 2% 12% 20% Consultórios odontológicos Hospitais particulares 66% Hospitais públicos Postos de saúdeFonte: Elaboração própria Nesta figura é possível observar que a origem da prescrição advêm dePostos de Saúde, 66%, seguido por Hospitais Públicos, 20%, Hospitais Particulares,12% e Consultórios Odontológicos, 2%. Esses dados confirmam com o perfil da cidade onde foi feito o estudo, pois amesma, só conta com um Posto de Saúde e um Hospital Público para atendimentosde seus munícipes.
  • 43. 42 Figura 13 – Quais os anti-inflamatórios mais utilizados? 9% 10% 31% Nimesulida 11% Diclofenaco Sódico AAS Meloxicam 13% Dexametasona 26% PrednisonaFonte: Elaboração própria Analisou – se que quatro tipos de anti-inflamatórios não-esteróides são maisconsumidos, entre eles 31% de Nimesulida, 26% de Diclofenaco Sódico, 13% deAAS, 11% de Meloxicam, entre os AIES com menos frequência de uso pelosentrevistados estão: 10% de Dexametasona e 9% de Prednisona. Podemos ressaltar que o anti-inflamatório nimesulida nem faz parte daRename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais),e que existem outros anti-inflamatórios no mercado que também são inibidores seletivos da Cox-2, sendoanti-inflamatórios mais potentes e causando menos efeitos adversos que animesulida, podemos citar entre eles o ibuprofeno, que nem foi citado na pesquisa, eo meloxicam que entre os AINES citados, ocupou o último lugar. Segundo BRICKS (1998), a escolha dos medicamentos varia de região pararegião e também de acordo com a época e os conhecimentos sobre seus riscos ebenefícios. Até meados da década de 70, o ácido acetilsalisílico (AAS) era o AINEmais utilizado em todo o mundo; porém, após ter sido revelada a associação entreuso de AAS e síndrome de Reye, o AAS deixou de ser utilizado nos EUA, Canadá eem diversos países da Europa, sendo substituído pelo acetaminofeno ou ibuprofeno.
  • 44. 43 Figura 14 – Qual as causas do uso anti-inflamatórios? 2% 8% 16% 42% Inflamação de garganta Dor reumática Dor de cabeça Febre 32% AsmaFonte: Elaboração própria A figura demonstra que a ocasião mais comum do uso de anti-inflamatórios éa inflamação de garganta (42,0%). A inflamação de garganta pode surgir como sintomas ou no curso de váriasdoenças. Na maior parte das vezes, elas são leves e passageiras, mas podem emalgumas situações, se tornarem bastante intensas necessitando de tratamentosmais intensivos. No caso de inflamações de garganta leves são utilizados os anti-inflamatóriosnão – esteroides (AINES), pois são inflamações agudas , de evolução rápida e curtaduração, já para dor reumática são utilizados AIES, pois a dor é caracterizada comoinflamação crônica, ou seja, de evolução lenta e de duração mais pronlogada(LEMES, 2010).
  • 45. 44 Figura 15 – O medicamento causou algum tipo de efeito adverso? 5% 14% 41% 5% Dor estomacal Náuseas Alergia Inchaço 35% Dor de cabeçaFonte: Elaboração própria Nessa figura é possível observar que dos entrevistados que já tinham feitouso de anti-inflamatórios, todos tiveram algum tipo de efeito adverso, em sua maioriador estomacal com 41%. Esses dados concordam com que as bulas desses medicamentos dizem, poisum efeito adverso comum entre todos os anti-inflamatórios presente no mercadonacional são os distúrbios gastrintestinais, ou seja, dor estomacal. O uso concomitante de anti-inflamatórios e analgésicos pode causarhemorragias gastrintestinais, além de uma eventual nefrite capaz de progredir parainsuficiência renal (LEMES, 2001). Os AINES são drogas seguras se administradas com indicação médica. Oproblema é que esta talvez seja a clase de drogas mais auto-prescrita pelapopulação. Existem inúmeros efeitos adversos e interações com outrosmedicamentos que devem ser levados em conta antes de tomá-lo. A idade é considerada um dos fatores de risco mais importantes; pacientescommais de 60 anos são mais suscetíveis a complicações sérias. O aumento dorisco acompanha, linearmente, o da idade (ZATERKA, 2000).
  • 46. 458 CONCLUSÃO Com os dados dessa pesquisa foram identificados problemas que sem dúvidasão relevantes na utilização de anti-inflamatórios, onde estes são dispensados semreceituário médico e que a automedicação, comum, é incentivada por sugestão debalconistas, de familiares e de amigos. Verificou-se também que o uso incorreto de medicamentos é prejudicial tantopara o paciente quanto para o próprio sistema de saúde, uma vez que pode gerarnovas doenças que precisarão de outros tratamentos. É possível verificar ainda que o farmacéutico realizando corretamente a atençãofarmacêutica, e o médico prescrevendo o medicamento correto, a automedicaçãoserá diminuida. È muito importante que o profissional farmacêutico possa participar ativamenteda atenção farmacéutica, e zelando pelo uso racional, porém, nem sempre oprofissional sente-se apto para discutir com o médico e opinar na escolha domedicamento correto, ou alterar a posología, tempo de tratamento e planoterapéutico.
  • 47. 469 CONSIDERAÇÃO FINAL Cabe ao farmacéutico promover ações que visa o uso racional do medicamento.A atenção farmacêutica faz toda diferença na eficácia do tratamento e evita oconsumo desenfreado do medicamento e o mito da cura milagrosa. È necessário, de acordo com os dados obtidos neste estudo, uma ação dofarmacêutico, visando principalmente a informação desta classe de medicamentos(AINE e AIE), aos pacientes e/ou pessoas que possam adquiri-los. .
  • 48. 47REFERÊNCIASAGUIAR, R. A descoberta da bradicinina. Rio de Janeiro, n. 177, p. 3-5, 2001.ALONZO,H.G.A.; CORREA,C.L.; ZAMBRONE,F.A.D. Analgésicos, antipiréticos eanti-inflamatórios não-esteroidais: dados epidemiológicos em seis centros decontrole de intoxicações do Brasil. Revista Brasileira de Toxicologia, São Paulo, v. 14, n. 2, p. 49-54, 2001.BRASIL, Bulário eletronico. Disponível em<www.anvisa.gov.br>. Acesso em;12set.2011.BRICKS, L. F. Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios não-hormonais:Controvérsias sobre sua utilização em crianças - Parte II. Pediatria (São Paulo),20(3) : 230-246, 1998.BOTTING, R. COX-1 and COX-3 inibitors. Reserchs Thrombosis, v. 110, n. 5-6, p.269-272, 2003.CASTRO, L . L. C. Fundamentos da farmacoepidemiologia. 1. ed. CampoGrande: Gupuram, 2000.CARVALHO, A. C; CARVALHO, R. D. S; SANTOS, F. R. Analgésicos inibidoresespecíficos da coclooxigenase-2: Avanços terapêuticos. Revista Brasileira deAnestesiologia. v. 54, n. 3, Maio - Junho, 2004.CORREA, M. A. C. Aines vs. Coxibs en dolor perioperatorio. Revista Colombianade Anestesiologia, Santa fé de Bogotá, v. 31, n. 3, p. 189-193, 2003.CRAIG, C.R.; STITZEL, R.E. Farmacologia Moderna com aplicações Clínicas.Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan. 6º ed. 2005.FELLET, A. J. et al. Artrite na mulher. Revista Brasileira de Medicina, São Paulo, v.59, n. 5, p. 307-317, 2002.
  • 49. 48FONSECA, C. S.; VILORIA, M. I. V.; REPETTI, L. Alterações fetais induzidas pelouso de anti-inflamatórios durante a gestação. Santa Maria, v. 32, n. 4, p. 529-534,2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cr/v32n3/a27v32n3.pdf>. Acesso em:13 set. 2011.GENNARO, A. R. Remington: a ciência e a prática da farmácia. In: HANSON, G. R.Analgésicos, antipiréticos e antiinflamatórios. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2000. cap. 83, p. 1502-1521GREGHI, C. M. Interações medicamentosas. Hospital Universitário Regional doNorte do PR. Universidade Estadual de Londrina. 2002. Disponível em: <http://www.psiquiatriageral.com.br/tratamento/interacoes04.htm> Acesso em: 17 out.2011.GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiología médica . 9. ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 1997.KATZUNG, B.G., 1994. Farmacologia Básica e Clínica. Rio de Janeiro: Ed.Guanabara Koogan.KOROLKOVAS, A.; BURCKHALTER,J.H. Qímica Farmacêutica. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 1988.KUMMER, C. L.; COELHO, T. C. R. B. Anti-inflamatóriosnâo-esteróides inibidores daciclooxigenase-2 (COX-2): aspectos atuais. Revista Brasileira de Anestesiologia,Rio de Janeiro, v. 52, n. 4, p. 498-512, 2002.LAZZARINI, R.; FREITAS, T. H. P.; OLIVEIRA, L. B. Furoato de mometasona: suaimportante ação na inibição das citosinas inflamatórias. Revista Brasileira deMedicina, São Pau lo, v. 60, n. 5, p. 293-298, 2003.LEMES, C. Comportamento. Saúde. Consciência.net, Rio de Janeiro, 19 dez. 2010.Disponível:<http://www.consciencia.net/comportamento/saude/lemes.ht ml>. Acessoem: 15 set. 2011.MENDES, A. Avaliação em larga escala do diclofenaco em lesões traumáticasagudas. Revista Brasileira de Medicina, São Paulo, v. 58, n. 4, p. 249-256, 2010.OLIVEIRA, M. A. Inibidores da COX-2: uma potente ferramenta anti-inflamatória.Revista Racine, São Pau lo, v. 54, p.19-22, 2009.
  • 50. 49PEREIRA, N. S. Princípios gerais do uso de anti-inflamatórios. Jornal Brasileiro deMedicina. V. 70, n. 4, p.19-35, 2008.PÉREZ RUIZ, A. et al. El papel de óxido nítrico en la hemodinámica, hemostasia einflamación. Revista Cubana de Estomatología, Havana, v. 34, n. 2, p. 84-86,2007. Disponível em: <ht tp://scielo.sld.cu/scielo.php.script=sc i_arttext&pid=S 0034 -75071997000200007&lng=es&nrm=iso&tlng=es>. Acessoem: 17 set. 2011.P.R. Vade-mécum. 14. ed. 2008/2009RANG, H. P.; DALE, M. M.; RI TTER, J. M. Farmacologia . 4. ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2001.SANTINI, G. et al. The human pharmacology of monocytecy clooxygenase 2inhibition by cortisol and synthetic glucocorticoids. Clinical Pharmacology andTherapeutics, Saint Louis, v. 70, n. 5, p. 475- 483, 2001.SILVA, P. Farmacologia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.WANNMACHER, L. BREDEMEIER, M. Anti-inflamatóriosnão-esteróides: usoindiscriminado de inibidores seletivos de cicloxigenase-2. Brasília, ISSN 1810-0791, vol. 1, n 2, jan. 2004.ZATERKA, S. Lesões induzidas por Aines no sistema digestório. Revista Brasileirade Medicina, São Pau lo, v. 57, n. 8, p. 882-900, 2000
  • 51. 50APÊNDICE APÊNDICE I – QuestionárioEste questionário é acadêmico, se trata do uso de anti-inflamatórios.Todas as informações são confidenciais. Você não precisa se identificar. 1- Idade:( ) Entre 21 e 40 anos ( ) 41 anos ou mais 2- Sexo:( ) Masculino ( ) Feminino 3- Qual medicamento anti-inflamatório que está procurando? R-( )Esteróides( ) Não-esteróides 4- Para qual sintomas esta procurando o medicamento citado acima?( ) Dor de cabeça( ) Inflamação de garganta( ) Febre( ) Dor reumática( ) Ferimentos( ) Outros 5- – Já faz uso desse medicamento?( )Sim( ) Não 6- Esse medicamento já te causou algum mal-estar?( ) Sim( ) Não
  • 52. 51 7- Qual?( )Dor estomacal( )Náuseas( ) Alergia( ) Vômito( ) Inchaço( ) Dor de cabeça( ) Outros 8- Foi prescrito pelo médico?( ) Sim ( ) Não 9- Sabe quais as reações que esse medicamento pode causar?( ) Sim ( ) Não