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Aceitação dos medicamentos genéricos pelos alunos da fef.pdf Aceitação dos medicamentos genéricos pelos alunos da fef.pdf Document Transcript

  • FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS FERNANDA NUNES MALDONADO LARISSA DA SILVA LACERDA MICHELI MIECO FUGIWARA RAISA BARBOSA DE SOUZA OLIVEIRAACEITAÇÃO DO MEDICAMENTO GENÉRICO PELOS ALUNOS DA FEF FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FEF-FERNANDÓPOLIS E PELOS PACIENTES DA UBS DE INDIAPORÃ - SP FERNANDÓPOLIS 2011
  • 2 FERNANDA NUNES MALDONADO LARISSA DA SILVA LACERDA MICHELE MIECO FUGIWARA RAISA BARBOSA DE SOUZA OLIVEIRAACEITAÇÃO DO MEDICAMENTO GENÉRICO PELOS ALUNOS DAFEF- FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS E PELOS PACIENTES DA UBS DE INDIAPORÃ - SP Monografia apresentada ao curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Farmácia bioquímica. Orientador: Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2011
  • 3 FERNANDA NUNES MALDONADO LARISSA DA SILVA LACERDA MICHELE MIECO FUGIWARA RAISA BARBOSA DE SOUZA OLIVEIRA ACEITAÇÃO DO MEDICAMENTO GENÉRICO PELOS ALUNOS DA FEF- FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS E PELOS PACIENTES DA UBS DE INDIAPORÃ - SP Monografia apresentada ao curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Farmácia bioquímica. Aprovado em: __ de novembro de 20__.Examinadores:____________________________Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli (Orientador)____________________________Profa. Esp. Daiane Fernanda Pereira Mastrocola (Avaliador 1)____________________________Profa. Esp. Vania Luiza Ferreira Lucatti Sato (Avaliador 2) Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Presidente da Banca Examinadora
  • 4 Dedicamos este trabalhoprimeiramente a Deus, pois sem ele, nadaseria possível e não estaríamos aquireunidos, desfrutando, juntos, destesmomentos que nos são tão importantes. Aos nossos pais pelo esforço,dedicação e compreensão, em todos osmomentos desta e de outras caminhadas. Em especial ao nosso professor:Roney Eduardo Zaparoli, que nos ajudou,apoiou e nos incentivou muito para arealização deste trabalho.
  • 5 Agradecemos a Deus por estarsempre ao nosso lado, nos ter permitidoestar aqui hoje apresentado este trabalho. Ao nosso Professor Roney EduardoZaparoli, pelo carinho, paciência, atençãoe compreensão durante todos essesmeses de trabalho. Agradecemos também aos nossosqueridos pais por ter acreditado na nossacapacidade, e nos incentivado sempre.
  • 6 RESUMOO presente estudo busca analisar e visa levantar aspectos pertinentes a aceitação demedicamentos genéricos envolvendo aspectos como aceitabilidade, percepção de eficácia,utilização, participação de mercado e a legislação de regulamentação dos medicamentosgenéricos. Através do estudo foi possível mensurar a participação e aceitação destesmedicamentos pelas diversas classes econômicas. Avaliando a aceitação, o uso e oconhecimento sobre estes medicamentos pela população, traçando um perfil da política degenéricos. Observou-se, também na revisão de literatura que 91% dos usuários escolhem omedicamento genérico influenciados pelo preço. Outro dado obtido é o alto grau deconfiabilidade no farmacêutico em praticar a orientação farmacêutica. Por tudo isso,ressaltou-se a importância da orientação farmacêutica na dispensação do medicamentogenérico. Podemos concluir que, apesar de um elevado índice de conhecimento sobremedicamentos genéricos, são necessárias ações para uma sólida efetivação da política dosgenéricos no Brasil, com modificações de conceitos principalmente entre os profissionais desaúde, para proporcionar uma melhora do acesso da população a estes medicamentosgerando um impacto na qualidade de vida.Palavras-chave: Aceitabilidade; Farmacêutico, Medicamentos genéricos.
  • 7 ABSTRACTThis study seeks to analyze relevant aspects and aims to raise the acceptance of genericsinvolving aspects such as acceptability, perceived effectiveness, use, market share andlegislation for the regulation of generic drugs. Through the study it was possible to measurethe participation and acceptance of these drugs by the various economic classes. Assessingthe acceptance, use and knowledge of these drugs by the population by establishing a profileof the generic policy. It was observed also in the literature review that 91% of users choosethe generic influenced by price. Other data obtained is the high degree of confidence in thepharmacist in pharmaceutical practice guidance. For all this, he stressed the importance ofguidance in pharmaceutical dispensing of generic drugs. We can conclude that despite ahigh level of knowledge about generic drugs, actions are needed for sound policyeffectiveness of generics in Brazil, with modifications of concepts especially among healthprofessionals to provide improved public access to these drugs generating an impact onquality of life.Key words: Acceptability, Pharmaceutical, Generic Drugs
  • 8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASANVISA – Agência Nacional de vigilância sanitária.DCB – Denominação comum brasileiraDCI – Denominação comum internacionalGGMEG – Gerência geral de medicamentos genéricos.OMS – Organização mundial de saúde.PNM – Política nacional de medicamentos .SUS – Sistema único de saúde.FEF – Fundação Educacional de Fernandópolis
  • 9 LISTA DE FIGURASFigura 1 Embalagem de um medicamento genérico...................................... 17Figura 2 Incidência do uso de medicamento genérico pelos entrevistados... 25Figura 3 Grau de instrução do entrevistado................................................... 26Figura 4 Você sabe o que é medicamento genérico?.................................... 27Figura 5 Incidência de utilização de medicamento genérico.......................... 28Figura 6 O medicamento genérico apresentou o efeito desejado?................ 29Figura 7 Você sabe o que é bioequivalência?............................................... 30Figura 8 Você acha que a população é bem informada em relação ao medicamento genérico?................................................................... 31Figura 9 Diferença de medicamento genérico de um medicamento similar.. 32Figura 10 Você encontra medicamento genérico com facilidade nas farmácias da sua região?................................................................. 33Figura 11 Incidência dos entrevistados que declaram confiar no farmacêutico para fazer a troca do medicamento de referência pelo medicamento genérico............................................................. 34
  • 10 SUMÁRIOINTRODUÇÃO........................................................................................................ 111 REVISÃO DE LITERATURA............................................................................... 131.1 Aceitação de medicamentos genéricos no Brasil....................................... 131.2 Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos....................... 151.3 Histórico do medicamento genérico............................................................. 171.4 Perfil dos usuários do medicamento genérico............................................ 181.5 A lei dos Genéricos nº 9.787 de 1999............................................................ 191.6 Bioequevalência e Biodisponibilidade......................................................... 201.7 Genérico, similar e Referência...................................................................... 222 OBJETIVOS........................................................................................................ 242.1 Objetivo geral.................................................................................................. 242.2 Objetivos específicos..................................................................................... 243 MATERIAIS E MÉTODOS................................................................................... 254 RESULTADOS E DISCUSSÃO.......................................................................... 265 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 376 BIBLIOGRÁFIA................................................................................................... 387 APÊNDICE.......................................................................................................... 41
  • 11 INTRODUÇÃO Segundo Brasil (2000), Os medicamentos genéricos são medicamentossimilares a um produto de referência ou inovador, que pretende ser com esteintercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteçãopatentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia,segurança e qualidade Faria (2006), relata a política pública de medicamentos genéricos implantadano Brasil em 1999 visa aumentar o acesso da população aos medicamentos,principalmente àquela de menor poder aquisitivo, contribuindo para reduzir oproblema de saúde pública do país. Segundo a Lei n. 9.987 de 10/02/1999, e nessecontexto, surge o medicamento genérico como alternativa mais acessíveleconomicamente. Sabe-se que o medicamento genérico apresenta o mesmoprincípio ativo do medicamento de referência, e que os genéricos precisam seraprovados, antes de sua comercialização, nos testes de bioequivalência ebiodisponibilidade. Ainda de acordo com o autor acima, os medicamentos são administrados deforma e em dosagens idênticas aos medicamentos de referência, apresentando osmesmos níveis de eficácia e segurança. São, ainda, mais acessíveis que osmedicamentos com marca comercial, pois dispensam pesquisas de desenvolvimentoe campanhas de publicidade (o genérico é fabricado a partir de uma fórmula jáconsagrada e não há marca a ser divulgada). De acordo com (DIAS, 2006) relata que com a entrada dos medicamentosgenéricos no mercado nacional, aumentou a concorrência entre os produtos. Ogenérico passou a conquistar o mercado, enquanto o de referência passou acompetir fortemente para manter sua meta de vendas. Os preços reduzidos dosmedicamentos genéricos são justificados pelo menor investimento em marketing epela ausência de despesas com o desenvolvimento de princípios ativos e ensaiosclínicos requeridos para um produto inovador De acordo com Agência nacional de vigilância sanitária, O medicamento é umproduto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática,curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Os medicamentos podem ser divididosem três classes gerais: referência, genérico e similar.
  • 12 O genérico é uma opção para diminuição dos preços abusivos praticados pelosetor farmacêutico, principalmente através da redução do superfaturamento naimportação de matérias primas, propiciando assim a livre concorrência entre asindústrias do setor. Também já se levantam conflitos de interesse entre políticas desaúde e políticas industriais, uma vez que o Governo ao visar a redução de gastoscom a saúde, ao mesmo tempo deve se preocupar com o crescimento industrial, afim de fortalecer a economia do país (VIEIRA, ZUCCHI, 2006). O medicamento genérico é o único que pode ser intercambiável com omedicamento de referência (ou seja, substituído), por apresentar os mesmos efeitose a mesma segurança, demonstrados nos testes de equivalência farmacêutica e debioequivalência realizados. Dessa forma, os genéricos incentivam a concorrênciacom os produtos de referência, o que também influencia na redução do preço(ROCHA et al., 2007).
  • 131. REVISÃO DE LITERATURA1.1 Aceitação de medicamentos genéricos no Brasil Juntos os estudos descritos a farmacoterapia chegou ao Brasil através dosjesuítas, que eram os responsáveis pelo tratamento dos doentes em Portugal, vistoque na época do descobrimento do Brasil quase não existia em Portugal a profissãode médico e farmacêutico. Ao chegarem aqui, foram obrigados a buscar alternativaspara repor os medicamentos que traziam e passaram a utilizar as plantasmedicinais. A política de medicamentos genéricos no país teve como primeiro marco a Lei9.787, de 10 de fevereiro de 1999 (Lei dos Genéricos). Os primeiros registros dessetipo de medicamento ocorreram em fevereiro de 2000, tendo-se sua efetivacomercialização iniciado em junho daquele ano. Brasil (1998), assinalou que é responsabilidade do Estado a formulação eexecução de políticas econômicas e sociais que visem, entre outros, estabelecercondições que assegurem acesso universal às ações e serviços para promoção,proteção e recuperação da saúde. Neste contexto, a política nacional demedicamentos, cujo propósito é garantir o acesso da população aos medicamentosconsiderados essenciais, bem como a sua necessária segurança, eficácia equalidade. De acordo com Brasil (1998), Para a promoção do acesso a medicamentos,várias estratégias se faz necessário, encontra-se a política de medicamentosgenéricos, que são, em geral, mais baratos que os medicamentos inovadores devidoem grande parte ao fato de não recaírem sobre o genérico os custos relativos aodesenvolvimento da nova molécula e dos estudos clínicos necessários. Segundo Brasil (2000), Os medicamentos genéricos são medicamentossimilares a um produto de referência ou inovador, que pretende ser com esteintercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteçãopatentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia,segurança e qualidade. A literatura esclarece que em um país em desenvolvimento, como o Brasil,não se pode deixar de salientar o crescimento do consumo de remédios e as novasalternativas que se apresentam aos consumidores em termos de medicamentos.
  • 14 O produto genérico citando que para o fabricante de aço o produto genérico éo próprio aço, de acordo com certas especificações, ou seja, o produto genérico sãoos ingredientes em si. Nem todos os produtos genéricos são, porém, os mesmos,uma vez que existem certas diferenças nos processos de fabricação, ou mesmo emfunção das matérias-primas utilizadas. No caso dos medicamentos, os produtosgenéricos são os próprios princípios ativos, os ingredientes que compõem osmedicamentos, sendo assim comercializados sem marca, trazendo apenas o nomedo princípio ativo do medicamento (COBRA,1992). Entre as ações governamentais estabelecidas para o desenvolvimento daSaúde Pública no Brasil está a implantação de Políticas de Saúde nas diversasáreas de atuação. Brasil (2001), Nesse âmbito, temos a implantação da PolíticaNacional de Medicamentos (PNM), tendo como propósito garantir a necessáriasegurança, eficácia e qualidade destes produtos, promover o uso racional e oacesso dos medicamentos essenciais à população. Inserida na PNM está anecessidade do estabelecimento de estratégias para a consolidação de uma PolíticaNacional de Medicamento Genérico no Brasil, sendo considerada importante para apromoção do uso racional de medicamentos. Também é objeto da PNM, o incentivoda produção de medicamentos genéricos, ação catalisadora para obtenção destaconsolidação. (BRASIL, 2001). Segundo o Brasil (2001), A principal justificativa para a consolidação de umapolítica de medicamentos genéricos é a tendência de que o preço destes seja menorque os medicamentos de referência. Como conseqüência, o acesso a medicamentopela população e órgãos governamentais seria substancialmente melhorado,resultando no cumprimento mais adequado das terapias farmacológicasestabelecidas. Silva (2006) relata que os medicamentos genéricos surgiram em Portugal em1994, porém só nos últimos anos surgiu um aumento da comercialização edivulgação destes fármacos. Segundo os dados da Associação Portuguesa deGenéricos, estes medicamentos têm atualmente uma quota de mercado que rondaos 14,15% em vendas e, de acordo com a literatura, o aumento da comercializaçãodestes fármacos pode ter um impacto no sector da saúde, contribuindo para adiminuição da despesa do serviço nacional de saúde e para a poupança dospróprios utentes.
  • 15 Os medicamentos genéricos estão sujeitos às mesmas condições deintrodução no mercado exigidas para remédios com marca comercial. A OrganizaçãoMundial da Saúde (OMS), em documento intitulado Glossário de TermosEspecializados para Avaliação de Medicamentos, propõe, a esse respeito, que sóseja autorizada a comercialização de um genérico caso sejam comprovadas edocumentadas sua segurança, eficácia e qualidade.1.2 Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos De acordo com a Resolução nº 10 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), de 2 janeiro de 2001, medicamentos genéricos são aqueles que contêm omesmo fármaco, na mesma dose, forma farmacêutica, indicação e via deadministração de seu referente de marca, cujo prazo de proteção patentária expirou.A diferença entre os dois está na nomenclatura, pois os genéricos levam o nome doprincípio ativo do medicamento, e o de marca adota o nome comercial (MELLA,2002). O medicamento genérico é designado conforme a Denominação ComumBrasileira (DCB) ou, na sua ausência, de acordo com a Denominação ComumInternacional (DCI), sendo identificado pela embalagem, que deve apresentarapenas o nome do princípio ativo e conter os dizeres: “Medicamento Genérico – Leinº 9787/99” – e uma tarja amarela, com um “G”, em cor azul em destaque, conformedefinição publicada na Resolução nº 47, de 28 de março de 2001. A literatura deixa claro que cerca de um terço da população mundial temdificuldade de acesso aos medicamentos, o que decorre, principalmente, doselevados custos e da dificuldade de regulação do mercado farmacêutico. Por essesmotivos, medicamentos genéricos são utilizados em vários países como agentesreguladores desse mercado, devido a seu poder de influência na oferta e nademanda. De acordo com (DIAS, 2006) relata que com a entrada dos medicamentosgenéricos no mercado nacional, aumentou a concorrência entre os produtos. Ogenérico passou a conquistar o mercado, enquanto o de referência passou acompetir fortemente para manter sua meta de vendas. Os preços reduzidos dosmedicamentos genéricos são justificados pelo menor investimento em marketing e
  • 16pela ausência de despesas com o desenvolvimento de princípios ativos e ensaiosclínicos requeridos para um produto inovador. Segundo (VIEIRA, 2006) No Brasil, a implantação dos medicamentosgenéricos proporcionou uma redução média dos custos dos medicamentos,compreendida entre 40% e 62%, segundo os valores encontrados por diferentesestudos. A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos informaque os genéricos são 35%, mais baratos que os de referência. Valente (2001) ressalta a consolidação do mercado de genéricos, no Brasil,representa importante estratégia governamental, uma vez que significa maior acessoda população aos medicamentos. Apenas 23% da população brasileira tem acessoaos medicamentos e esta pequena parcela está sujeita a muitos problemas. Osurgimento dos medicamentos genéricos se deu devido a esta dificuldade, trazendoesperanças ao quadro desanimador da saúde brasileira (SANTOS, 2000). Uma competitividade saudável entre empresas que produzem e vendemmedicamentos tem tido, nos países desenvolvidos, participação expressiva naredução de custos, desde que possa ser regulada, do ponto de vista do comprador,particularmente no que concerne à garantia de qualidade. No âmbito do serviçopúblico no Brasil, existe farta legislação que tenta oferecer meios pararegulamentação da oferta e dos processos de aquisição. Dessa forma, osmedicamentos genéricos se inserem como ferramentas estratégicas para adiminuição dos custos e manutenção da qualidade nos serviços públicos de saúde. A sociedade também é exigida com a política dos genéricos, no sentido deaprender para se defender e cobrar os seus direitos. Segundo Santos (2000, p.3) Osbenefícios que os genéricos trazem devem ser divulgados, pois aumentam aschances de a população realizar o tratamento farmacológico completo. Na opiniãode Serra (2000) a dificuldade é que muitos médicos ainda não receitam os genéricose os pacientes não sabem da possibilidade de utilizá-los. Para que esta política sejabem sucedida, torna-se imprescindível a participação destes profissionais, pois alémda prescrição eles podem disseminar informações sobre os medicamentosgenéricos à população.
  • 171.3 Histórico do Medicamento Genérico Podemos observar a partir da leitura mais aprofundada, que em 1999 ocorreuo surgimento do medicamento genérico, sendo que em 1993, na 46ª AssembléiaMundial de Saúde, discutiu-se especificamente a recomendação de adoção dedenominação genérica de medicamentos em destaque nos rótulos e propagandasde produtos farmacêuticos. Neste mesmo ano – através do Decreto 793 de 05 deAbril de 1993 no Brasil - passa a ser obrigatório que todas as prescrições deprofissionais dos serviços públicos, conveniados e contratados do Sistema Único deSaúde (SUS) tenham a denominação genérica dos medicamentos, constituindo umponto de partida para o estabelecimento do medicamento genérico no país (BRASIL,1993). Segundo relatos da literatura revisada, o genérico é uma opção paradiminuição dos preços abusivos praticados pelo setor farmacêutico, principalmenteatravés da redução do superfaturamento na importação de matérias primas,propiciando assim a livre concorrência entre as indústrias do setor. Também já selevantam conflitos de interesse entre políticas de saúde e políticas industriais, umavez que o Governo ao visar a redução de gastos com a saúde, ao mesmo tempodeve se preocupar com o crescimento industrial, a fim de fortalecer a economia dopaís (VIEIRA, ZUCCHI, 2006).. Figura 1. – Embalagem de um medicamento genéricoFonte: Eurofarma, disponível em :http/www.genericoseurofarma.com.br
  • 181.4 Perfil dos usuários do medicamento genérico. Medicamentos genéricos e o monopólio das grandes multinacionais, houveuma grande elevação no mercado de concorrência, provocando redução nos preçosdos medicamentos de maneira geral”. Dessa forma, uma parcela da população deixade depender dos medicamentos distribuídos pelo governo, o que automaticamentereduz os encargos sobre o poder público, ficando o governo mais ágil para atendermelhor as pessoas que continuam à margem do processo privado de aquisição demedicamentos. De acordo com Portaria nº. 3.916/GM (Brasil, 1998), o perfil do consumidorbrasileiro é constituído por três classes: a primeira representa 15% da população,tem renda acima de 10 salários mínimos e consome 48% do mercado total demedicamentos; a segunda é formada por 34% da população, tem renda em torno de4 a 10 salários mínimos e consome 36% do mercado e a terceira é constituída por51% da população com renda de zero a 4 salários mínimos e consome apenas 16%do mercado. Esse fato demonstra que por razões sócio-econômicas, o acesso aosmedicamentos não ocorre de forma igual na população, ficando comprometido paramilhões de brasileiros que têm baixa renda. O aumento constante dos preços dos medicamentos no mercado é um dosfatores que acabam levando a população ao serviço público (DE CARVALHO, 2006) Hoje no mundo em que vivemos com tantas dificuldades a população debaixa renda revela padrão de consumo no qual o que define o acesso aomedicamento não é o preço e sim a renda, pois mesmo com queda significativa dospreços, a renda é tão baixa que torna seu consumo praticamente impossível. De Carvalho (2006), embora não atinja todas as classes definidas no perfil doconsumidor brasileiro, o preço é indiscutivelmente um fator importante no ciclo dacomercialização. Assim sendo, é amplamente compreensível que ele se constitua nocerne da representação social do medicamento genérico, uma vez que o consumidoro vê como fator decisivo ao acesso aos medicamentos). Conforme ressalta a literatura para o consumidor, o preço e a qualidade sãoelementos fundamentais na construção de uma noção de valor, que será, por suavez, o seu orientador na escolha do mercado. A percepção dos consumidoresquanto aos critérios de avaliação da qualidade pode mudar ao longo do tempodevido a fatores como o aumento de informações, aumento de competição em uma
  • 19categoria de produto e mudança de expectativas. No entanto, isso não invalida arelação entre o preço e a qualidade, dada a importância que ela representa dentrodo processo de percepção do valor de um bem e sua influência no processo dedecisão de compra.1.5 A Lei dos Genéricos no. 9787 DE 1999 Após diversas discussões e análises, surge no Brasil a Lei 9.787/99,conhecida popularmente como Lei do Genérico, a qual dá início a uma nova fase aocomércio farmacêutico no país. Decorrido os 20 anos de proteção patentária, omedicamento passa a poder ser copiado por outras empresas. Se por um lado éfunção do governo proteger, com a Lei de Patentes, os investimentos em Pesquisa eDesenvolvimento, por outro, é função do governo garantir a competitividade dosetor, para evitar abusos de preços e tentar garantir medicação a um preçoacessível à toda a população. De acordo com a Lei nº 9.787 de 10 de fevereiro de 1999. Um medicamentogenérico é aquele que contém o mesmo princípio ativo (fármaco) que oMedicamento de Referência fabricado no país, a mesma dose e a mesma fórmulafarmacêutica. É administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica,apresenta a mesma segurança e pode, por essas razões, ser intercambiável comesse Medicamento de Referência. Logo em seguida, setembro de 2000, houve a instituição da Gerência Geralde Medicamentos Genéricos (GGMEG-ANVISA), a qual visou concentrar as açõesnecessárias para o aperfeiçoamento a implementação desta categoria demedicamento. É aí que entra a Lei de Genéricos. Esta Lei confere ao produto, que passarpor um teste que comprove realmente que ele é intercambiável com o medicamentode referência, um selo de qualidade definindo-o como genérico, dando ao médicomaior opção na hora de prescrever, e ao paciente a chance de procurar o produtomais barato, sem o risco de levar uma medicação com menor eficácia e segurançaque a original. A partir daí o paciente passa a poder, com a receita do medicamentona mão, procurar o medicamento mais barato, com segurança, o que serve comoforma de pressão dos consumidores por redução de preços.
  • 20 É natural que as maiores preocupações do médico sejam pela eficácia esegurança do produto e, por esses motivos, para que o fator preço passe a serimportante, do ponto de vista do médico, na hora de tomar a decisão de prescrição,primeiro é necessário que o médico esteja seguro com relação à estes dois quesitos.1.6 Bioquevalência e Biodisponibilidade Os medicamentos genéricos deverão passar por testes de bioequivalência ebiodisponibilidade, tendo, assim, a garantia de que possuem mesmo valorterapêutico de um medicamento de marca. A Resolução nº 41 da ANVISA, de 28 deabril de 2000, é que estabelece os critérios mínimos para a aceitação de unidadesque realizam ensaios de equivalência farmacêutica, biodisponibilidade ebioequivalência. Conforme a resolução anterior, os testes envolvem a etapa deequivalência farmacêutica e as etapas clínica, analítica e estatística, devendo serrealizados em laboratórios credenciados. No Brasil, existem mais de vintelaboratórios preparados para realizar os testes, sendo na maioria laboratórios deuniversidades (SANTOS, 2000). Destes, 18 centros de biodisponibilidade ebioequivalência estão certificados pela ANVISA, sendo que 13 estão localizados noestado de São Paulo, dois em Goiás e um em cada um dos estados do Ceará,Pernambuco e Rio de Janeiro. Existem outros laboratórios em fase de certificaçãonos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo(ANVISA, 2001). Bioequivalência é um método indireto de avaliar a eficácia e a segurança dequalquer medicamento contendo a mesma substância ativa que o medicamentooriginal, cuja ação seja dependente da entrada na circulação sistêmica. Tem porobjetivo comparar as biodisponibilidades de dois medicamentos consideradosequivalentes farmacêuticos ou alternativas farmacêuticas e que tenham sidoadministrados na mesma dose molar (INFARMED, 2011). O teste de bioequivalência consiste na demonstração de que o medicamentogenérico e seu respectivo medicamento de referência (aquele para o qual foiefetuada pesquisa clínica para comprovar sua eficácia e segurança antes doregistro) apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo. O teste debioequivalência assegura que o medicamento genérico é equivalente terapêutico do
  • 21medicamento de referência, ou seja, que apresenta a mesma eficácia clínica e amesma segurança em relação ao seu de referência (ANVISA, 2011). Bioequivalência consiste na demonstração de que os parâmetrosfarmacocinéticos do medicamento genérico e seu respectivo medicamento dereferência estão contidos no intervalo de confiança de 90% (IC90%) dentro do limitede 80% a 125%. Isto significa que para serem aceitos como bioequivalentes, osvalores extremos do intervalo de confiança de 90% para a razão das médiasgeométricas ASC teste/ASC Ref e as Cmáx teste/ Cmáx Ref devem ser > 0,8 e <1,25 (VALENTE, 2004). Os testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência são realizados emcentros habilitados e autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É oteste realizado com o medicamento genérico, onde ele deve conter o mesmoprincípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características ao seumedicamento de referência. Essa equivalência farmacêutica é exigida pelalegislação brasileira e os teste são realizados "in vitro" (não envolve seres humanos),em laboratórios de controle de qualidade habilitados pela Agência Nacional deVigilância Sanitária. A biodisponibilidade é um termo farmacocinético que descreve a velocidade eo grau com que uma substância ativa ou a sua forma molecular terapeuticamenteativa é absorvida a partir de um medicamento e se torna disponível no local de ação.A avaliação da biodisponibilidade é realizada com base em parâmetrosfarmacocinéticos calculados a partir dos perfis de concentração plasmática dofármaco ao longo do tempo (INFARMED, 2011).1.7 Genérico, Similar e Referência Medicamento de Referência: O medicamento de Referência, geralmentecorresponde ao produto farmacêutico inovador ou, na sua ausência, ao líder devendas no mercado, cuja eficácia, a segurança e a qualidade foram comprovadascientificamente e registradas pelo órgão de vigilância sanitária no país. Estemedicamento geralmente se encontra a bastante tempo no mercado e têm umamarca comercial conhecida.É um produto de marca pesquisado e desenvolvido porum laboratório, que fez todos os estudos e que tem todos os dados necessários do
  • 22remédio de referência ou seu registro. Esses dados referem-se a eficácia terapêuticae qualidade do medicamento (ANVISA, 2011). Medicamento Similar: O medicamento similar possui o mesmo ou os mesmosprincípios ativos, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração,posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência registrado no órgãode vigilância sanitária do país. Porém, os similares podem diferir do medicamentoreferência pode apresentar características diferentes, relativas ao tamanho, forma doproduto, prazo de validade e embalagem. São identificados por um nome de marca.Não tem sua bioequivalência com medicamento de referência comprovada, não sãointercambiáveis com os genéricos e vice-versa (ANVISA, 2011). Medicamento Genérico: O medicamento Genérico é aquele que fez todas asanálises comparativas a outro de marca, que foi pesquisado e desenvolvido por umlaboratório farmacêutico. O medicamento genérico, além de possuir o mesmoprincípio ativo, tem a mesma composição de substâncias, modo e tempo de ação noorganismo e absorção pela corrente sanguínea apresentados pelo produto demarca. Tem a mesma forma de apresentação e de dosagem (comprimidos, xarope,solução injetável entre outros) (ANVISA, 2011). O medicamento genérico é o único que pode ser intercambiável com omedicamento de referência (ou seja, substituído), por apresentar os mesmos efeitose a mesma segurança, demonstrados nos testes de equivalência farmacêutica e debioequivalência realizados. Dessa forma, os genéricos incentivam a concorrênciacom os produtos de referência, o que também influencia na redução do preço(ROCHA et al., 2007). Para que seja feito o registro do medicamento como Genérico no órgão devigilância sanitária do país o medicamento deverá passar pelos testes debiodisponibilidade e de bioequivalência, o que garantira que ele possui a mesmaeficácia terapêutica do produto de marca. Para sabermos se o medicamento égenérico devemos observar na embalagem se está escrito “Medicamento Genérico”dentro de um tarja amarela. O medicamento genérico não tem marca, o que vemescrito na embalagem é o princípio ativo do medicamento.
  • 232.OBJETIVOS2.1 OBJETIVO GERAL Verificar a aceitação de medicamentos genéricos por universitários daFundação Educacional de Fernandópolis (FEF) e usuários do SUS de Indiaporã -SP.2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS a) Identificar melhorias na divulgação e aceitação dos medicamentosgenéricos; b) Identificar quais os motivos da aceitação ou rejeição de medicamentosgenéricos; c) Descrever o perfil dos usuários do medicamento genérico.
  • 243. MATERIAIS E MÉTODOS A coleta de dados foi realizada através de questionário estruturado com 10questões, com perguntas abertas e fechadas que foram aplicados através deentrevistas pessoais. O questionário contou com questões sociodemográficasabordando informações a respeito da escolaridade do cliente, renda familiar,frequência que compra medicamentos genéricos, satisfação com relação aomedicamento genérico, grau de confiança no medicamento genérico, obtenção deinformações sobre o medicamento genérico por parte do farmacêutico, confiança nofarmacêutico para fazer a troca do medicamento de referência pelo medicamentogenérico, se encontra o medicamento genérico nas farmácias de sua região, se sabea diferença de um medicamento similar com um genérico. Esta pesquisa foirealizada na FEF- Fundação Educacional de Fernandópolis e na Unidade Básica deSaúde de Indiaporã –SP, num total de 200 pessoas. De posse dos dados coletados, os mesmos foram analisados e dispostos naforma de gráficos para resultados e discussão.
  • 254. RESULTADOS E DISCUSSÃO O presente trabalho contou com a participação de 200 entrevistados, ondeapós a aplicação de questionário, foram obtidos os resultados a seguir. Figura 2. Incidência do uso de medicamento genérico pelos entrevistados. SEXO 40% Feminino 60% MasculinoFonte : Elaboração própria. Observou-se que 6 se 60% dos entrevistados foram do sexo feminino, e 40 dos 40%entrevistados foram do sexo masculino Isso deve-se provavelmente a maior masculino.frequência de consulta de mulheres do que homens, principalmente na aquisição deanticonceptivo.
  • 26 Figura 3. Grau de instrução do entrevistado.Fonte : Elaboração própria. Observou-se que 5 % dos entrevistados possuem nível superior, e 41% se 50%possuem ensino médio e 9% ensino fundamental. Verifica édio Verifica-se que 91% dosentrevistados possui bom senso crítico para avaliação geral do medicamento ogenérico, provavelmente devido ao grau de instrução. Analisando os resultados na população de Maringá, percebe se um índice do percebe-muito baixo de prescrição de genéricos pelos médicos (28%). Comparando essesdados a pesquisa realizada em acadêmicos de uma instituição de Ensino Superiorde Maringá, na qual apenas 22% dos entrevistados disseram ter comprado ntrevistadosmedicamento genérico prescrito por seu médico. O nível de instrução do paciente nériconão influencia no aumento do número de prescrições de medicamento genérico. Osdados do presente trabalho contradizem dados do trabalho realizado por Mella et al, realizado2002.
  • 27 Figura 4. Você sabe o que é medicamento genérico? 4. VOCÊ ENSINOQUE É MEDICAMENTO SABE O FUNDAMENTAL GENÉRICO? (ENSINO FUNDAMENTAL) 22% sim 78% não VOCÊ SABE O QUE É MEDICAMENTO ENSINO MÉDIO GENÉRICO? (ENSINO MÉDIO) ENSINO MÉDIO 5% sim não 95% VOCÊ SABE O QUE É MEDICAMENTO ENSINO SUPERIOR GENÉRICO? (ENSINO SUPERIOR) 3% sim não 97%Fonte: Elaboração Própria.
  • 28 Observa-se que 78% dos entrevistados que possuem grau ensino sefundamental conhecem totalmente o medicamento genérico.Enquanto que 22% dosentrevistados de grau ensino fundamental não conhecem totalmente omedicamento. Dos entrevistados que possuem ensino médio 78% conhecem totalmente omedicamento genérico.Enquanto que 5% dos entrevistados de grau ensino médionão conhecem totalmente o medicamento. Já dos entrevistados que possuem ensino superior 97% conhecem totalmenteo medicamento genérico.E apenas 3% dos entrevistados de grau ensino superiornão conhecem totalmente o medicamento. Entre estudantes universitários (MELLA et al, 2002), este índice sobe para ,60%. Mesmo entre os estudantes de nível superior, estes números podem serconsiderados baixos, já que o profissional farmacêutico é o único habilitado arealizar a intercambialidade do medicamento de referência pelo genérico. Conforme aumenta o grau de instrução, aumenta o conhecimento sobre omedicamento genérico. Figura 5. Incidência de utilização de medicamento genérico. UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTO GENÉRICO 3% 11% sim não 86% não seiFonte: Elaboração própria. Observou-se que grande parte dos entrevistados fazem uso do medicamento segenérico. Pode-se sugerir que a maioria dos entrevistados (8 se 86%), escolhe esse
  • 29produto influenciado provavelmente pelo seu valor comercial. É relevante lembrarque independente da renda, grande parte dos entrevistados se importam com ovalor do medicamento no momento de se decidir pela escolha do medicamentogenérico. Por outro lado 11% dos entrevistados não fazem uso do medicamento usogenérico, Enquanto que 3% dos entrevistados não sabe se faria uso domedicamento genérico. Figura 6. O medicamento genérico apresentou o efeito desejado? .Fonte: Elaboração própria. Os resultados obtidos na figura 6 revelam que a m s maioria, 87%, dosentrevistados concordam totalmente que os medicamentos genéricos causam o mmesmo efeito que um medicamento de referência. Enquanto 9% dos entrevistadosnão concordam totalmente que o medicamento genérico causa o mesmo efeit que efeitoo medicamento de referência. E 4% dos entrevistados menciona que talvez faça omesmo efeito que o medicamento de referência.
  • 30 Figura 7.Você sabe o que é bioequivalência? 7.VocêFonte: Elaboração própria. Observando-se a figura 7 podemos concluir que 48% dos entrevistados não setem conhecimento algum do que venha ser bioequivalência. Enquanto 52% dosentrevistados nunca ouviu falar o que venha ser bioequivalência. Os entrevistadosque responderam não, ou nunca ouvi falar nessa questão, são a aqueles quealegaram que o medicamento genérico não possui o mesmo efeito que omedicamento de referência (pergunta 7 do questionário). Isto mostra que o nãoconhecimento do conceito de bioequivalencia induz o paciente a não utillizar omedicamento genérico. A bioequivalência, na grande maioria dos casos, particularmente para otratamento de afecções agudas, assegura que o medicamento genérico éequivalente terapêutico ao medicamento de referência, ou seja, apresenta a mesmaeficácia clínica e a mesma segurança em relação ao mesmo. A bioequivalência segurançacertifica que ambos apresentam a mesma biodisponibidade definida como a biodisponibidade,quantidade e a velocidade na qual o princípio ativo é absorvido a partir da formafarmacêutica e se torna disponível no sítio de ação. Produtos que tenham a sua Produtosbioequivalência e biodisponibidade comprovadas devem ser consideradosintercambiáveis. A intercambialidade é a propriedade que garante ao pacientequalidade, eficácia e segurança quando da substituição do medicamento de ficácia substituição
  • 31referência por outro medicamento bioequivalente a ele, considerado equivalente troterapêutico (VALENTE, 2004). Figura 8. Você acha que a população é bem informada em relação ao medicamento genérico? VOCÊ ACHA QUE A POPULAÇÃO É BEM INFORMADA EM RELAÇÃO AO MEDICAMENTO GENERICO? 9% 19% sim não talvez 72%Fonte: Elaboração própria. Observa-se segundo a figura 8, 72% dos entrevistados afirmaram que não se 2%perguntam ou não são informados sobre a existência do medicamento genérico nomomento da consulta médica e que não tem conhecimento de divulgação domesmo, sendo que os 1 , 19% relatam ter conhecimento do medicamento e dadivulgação pela ANVISA. E 9% relatam talvez seja informado a população sobre o ANVISA.medicamento genérico. Portanto, sugere-se que com o passar do tempo houve . semelhora no que diz respeito à divulgação do medicamento ge genérico junto àpopulação, o que levou à maior curiosidade do usuário pela existência domedicamento genérico no momento da prescrição. Porém a população não é beminformada em relação a bioequivalência do medicamento genérico e referência, esseé o principal motivo para a deficiência na aceitação do medicamento genérico. al
  • 32 Figura 9. Diferença de medicamento genérico de um medicamento similar similar? VOCÊ SABERIA DIFERENCIAR UM MEDICAMENTO GENÉRICO DE MEDICAMENTO SIMILAR? 7% 47% sim 46% não talvezFonte: Elaboração própria. Observa-se que mais da metade dos entrevistados apontaram não saber ou seter dificuldade em ver a diferença entre similar e genérico, o que não justifica porqueo genérico é de fácil identificação, e possui características próprias na embalagem.
  • 33 Figura 10. Você encontra medicamento genérico com facilidade nas farmácias da sua região? VOCÊ ENCONTRA MEDICAMENTO GENÉRICO COM FACILIDADE NAS FARMÁCIAS DA SUA REGIÃO? 20% 1% sempre nunca 79% ás vezesFonte: Elaboração própria. Em meio às pessoas entrevistadas, 79% encontraram o medicamento %genérico com facilidade, 1% nunca os encontraram e 20% às vezes conseguiram %adquirir o medicamento genérico. dicamento
  • 34 Figura 11. Incidência dos entrevistados que declaram confiar no farmacêutico para fazer a troca do medicamento de referência pelo medicamento genérico.Fonte: Elaboração própria. Foi possível ver, conforme a figura 11 que 63% dos entrevistados informaram %que o farmacêutico tem a confiança dos pacientes para trocar o referência pelogenérico no momento da compra. Enquanto que 29% informou que talvez ofarmacêutico faz referência ao medicamento genérico. Sendo 8% diz que ofarmacêutico não faz referência ao medica medicamento genérico. Portanto, observou-seque o farmacêutico é um importante divulgador do medicamento genérico junto àpopulação. Outro dado levantado, conforme figura 11, é o alto índice de confiança ,na capacidade do farmacêutico em fazer a troca do medicamento de referência pelo medicamentomedicamento genérico. Com relação ao índice de confiança nas capacidades do farmacêutico naintercambialidade do medicamento de referência pelo medicamento genérico,conclui-se que o farmacêutico possui alto respaldo junto à população entrevistada,sendo este número de 63%. Quando comparado a outros estudos, 60% e 33% de 63%.Mella et al (2002) e Oliveira et al (2005), respectivamente, o valor obtido nesteestudo revela alto nível de confiabilidade nas capacidades do farmacêutico. Porémnão foi possível relacionar os motivos do aumento desta confiabilidade, sugerindo sugerindo-seum posterior estudo onde os entrevistados além de responder se confiam no
  • 35farmacêutico também relatariam o motivo para tal. Sugerindo que se ele efetuar aatenção farmacêutica bem feita, obtêm a confiança do cliente.
  • 364. CONCLUSÃO Através das pesquisas realizadas, verificou-se que os medicamentosGenéricos possuem boa participação e aceitabilidade no mercado e é a escolha dagrande maioria dos consumidores entrevistados. Os consumidores demonstraramconfiarem nos medicamentos genéricos em sua maioria, procurando-os na hora dacompra. A política nacional de medicamentos, no que diz respeito aos medicamentosgenéricos, representa avanço no acesso da população ao tratamentomedicamentoso, uma vez que facilita a aquisição dos produtos farmacêuticos pelosusuários. Atualmente, o conhecimento sobre o medicamento genérico e a suaconceituação é uma realidade presente na pluralidade da população. Assim, podemos concluir que, apesar dos avanços e benefícios trazidos pelaPolítica de Medicamentos Genéricos, ainda é necessário o desenvolvimento deações que possibilitem uma concretização definitiva do medicamento genérico noBrasil, principalmente mudando atitudes entre os profissionais de saúde e conceitospré-estabelecidos pela população.
  • 375. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os principais motivos da não aceitação do medicamento genérico são: a faltade conhecimento sobre o conceito de biequivalencia e biodisponibilidade; falta deinformação sobre a segurança, qualidade e eficácia dos genéricos; e até mesmo oseu baixo custo. Alguns consumidores desconfiam muito da diferença de preço entrereferência e genérico, e por não possuírem conhecimento suficiente, alegam que ogenérico por se mais barato, não possui a mesma eficácia que o de referência.Sendo assim falta esclarecimento sobre estas questões.
  • 386. REFERÊNCIASANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mercado de genéricos noBrasil.1993. Disponível em: <http://www.anvisa. gov.br> Acessado em 04/08/2011.------. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Lista dos centros de bioequivalênciacertificados pela Anvisa para a realização de testes de biodisponibilidade ebioequivalência. 2001 Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/inspecao/bioequivalencia/index.htm> Acesso em : 10/08/2011.------. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Atenção farmacêutica. Disponívelem: <http://www.anvisa. gov.br> Acessado em 24/10/2011.BRASIL. Decreto n° 793 de 05 de Abril de 1993. Determina o uso dadenominação genérica do fármaco (nome genérico) nas embalagens, emtamanho três vezes maior que o da marca do medicamento. Disponível em<http://e-legis.bvs.br/leisref/public/search.php>. Acesso em 29/10/2005.------. LEI Nº. 9.787, DE 10 DE FEVEREIRO DE 1999. Altera a Lei no 6.360, de 23de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece omedicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtosfarmacêuticos e dá outras providências. Disponível em:<http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/leis/12964-9787.html>. Acessado em:22/08/2011.------. Portaria n. 3.916. Aprova a Política Nacional de Medicamentos. Diário Oficialda União 1998.------. Resolução nº 41, de 28 de abril de 2000. Estabelece critérios para a aceitaçãodas unidades que realizam ensaios de equivalência farmacêutica, biodisponibilidadee bioequivalência em medicamentos. Diário Oficial da República Federativa doBrasil, Brasília, DF, 3 mai. 2000. Seção 1. 14 p.------.Resolução nº47, de 28 de março de 2001. Dispõe sobre as embalagens deMedicamentos Genéricos. O uso de faixa amarela para genéricos. Diário Oficial daRepública Federativa do Brasil, Brasília, DF, 5 abr. 2001. Seção 1. p. 20-32.COBRA, M. Administração de Marketing. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992.DE CARVALHO, M. C.R.D.; JÚNIOR, H. A.; RAFFIN, F.N. Representações sociaisdo medicamento genérico por usuários. Brazilian Journal of PharmaceuticalSciences vol. 42, n. 4, out./dez., 2006.Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v42n4/a12v42n4.pdf>. Acessado em: 22/09/2011.
  • 39DIAS, C.R.C.; LIEBER, R.N.S. Processo de implantação dos medicamentosgenéricos no Brasil. Cad. Saúde Pública 2006;22(8):1661-9.FARIA, M. A. S.; NETO, J.T. Conhecimento popular sobre medicamento genérico emum Distrito Docente-Assistencial do Município de Rio Branco, Estado do Acre, Brasil.2006. Disponível em:<http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742006000300005&lng=pt&nrm=iso> Acessado em: 23/09/2011.INFARMED - Avaliação Biodisponibilidade/Bioequivalência. Disponível em:<http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/AVALIACAO_TECNICO_CIENTIFICA/AVALIACAO_DISPONIBILIDADE_EQUIVALENCIA>. Acessado em: 28/10/2011.MELLA, E.A.C., VENDRAMETTO, M. C., MELLA Jr, S. E., VICENTE, J. G. Avaliaçãosobre o conhecimento e utilização dos medicamentos genéricos por acadêmicos deuma instituição de ensino superior. Infarma, v.14, n.11/ 12, p.49-52, 2002.OLIVEIRA, et al: Prevalência do uso e aceitação de medicamentos genéricos pelapopulação de Maringá-PR. Rev Iniciação Científica CESUMAR Jul.Dez. 2005, Vol.07, n.02, pp. 133 - 140ROCHA, C.E. da; BARROS, J.A.C.; SILVA, M.D.P. Levantamento de dados sobre oconhecimento e informação acerca dos medicamentos genéricos em uma populaçãode pacientes do serviço de saúde ambulatorial do Recife, Pernambuco, Brasil. Cad.Saúde Pública. 23 (5): 1141-1151, 2007.SANTOS, J.S. O que nos ensinam os genéricos. Pharm. Bras., n.19, p.3,2000.Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4866173&pid=S1516-9332200500030000600024&lng=en>. Acessado em: 23/09/2011.SERRA, J. Serra pede a médicos que prescrevam genéricos. Pharm. Bras., n.19,p.8, 2000.SILVA, B. Nível de confiança dos utentes cresce. Diário Económico; 24 de Maio de2006VALENTE, V.; STORPIRTIS, S. A estratégia para consolidação da política nacionalde medicamentos. Fárm. Medicam., v. 2, n.11, p.32-33, 2001.VALENTE, V. Intercambialidade de medicamentos. 2004. Disponível em <http://www.anvisa. gov.br/divulga/artigos/genéricos_referência.pdf> Acesso em20/10/2011.
  • 40VIEIRA, F.S.; ZUCCHI, P. Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e dereferência no Brasil. Rev Saúde Pública 2006;40(3):444-9.
  • 417. APÊNDICE FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS – FEF FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS – FIFE PESQUISA PARA CONCLUSÃO DO CURSO DE FARMÁCIA ACEITAÇÃO DO MEDICAMENTO GENÉRICOSexo: ( )Masculino ( )FemininoIdade: ____anos.Renda: _____________.Grau de escolaridade: ( )Ensino fundamental ( )Ensino médio ( )Ensino superior1 – Você sabe o que é medicamento genérico?( ) Sim ( ) Não ( ) Nunca ouvi falar2 – Você já utilizou medicamento genérico?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei3 – Caso já tenha utilizado medicamento genérico sentiu que surgiu o efeito desejado?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez4 – Você sabe o que é bioequivalência?( ) Sim ( ) Não ( ) Nunca ouvi falar5 – Você encontra medicamento genérico com facilidade nas farmácias da sua região?( ) Sempre ( ) Nunca ( ) às vezes6 – Você confiaria em um farmacêutico para fazer a troca de um medicamento referênciapor um genérico?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez7 – Você acredita que um medicamento genérico tenha o mesmo efeito de um dereferência?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez8 – Você recomendaria medicamento genérico para outra pessoa?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez9 – Você acha que a população é bem informada em relação ao medicamento genérico?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez10 – Você saberia diferenciar um medicamento genérico de um medicamento similar?( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez