1/49
ANEXO XI – PROJEÇÃO DE DEMANDA
PROJEÇÕES DA RECEITA DO PROJETO
SUMÁRIO EXECUTIVO
Introdução
Recife está desenvolvendo...
2/49
Três clubes de futebol de Recife estão sendo considerados como possíveis usuários do Novo
Estádio: Náutico, Sport Rec...
3/49
Cenário – Náutico + Sport Recife + Santa Cruz
No cenário com três times, a venda de pacotes prêmium geraria um fluxo ...
4/49
Observações sobre as Projeções de Receita
Várias observações sobre a metodologia de pesquisa e presunções da análise ...
5/49
Fase 1 (Qualitativa): Seis grupos de focos e 30 entrevistas corporativas aprofundadas foram
realizadas. As descoberta...
6/49
» 88 pesquisas corporativas, realizadas com empresas localizadas na cidade de Recife
com receita superior a US$ 1 mil...
7/49
Acima de R$ 15.000 (A0) 10 10 10 30
R$ 8.200 - 14.999 (A1) 20 18 20 58
R$ 5.000 - 8.199 (A2) 17 16 19 52
R$ 2.750 - 4...
8/49
» Estimativa de variações de fluxo de receita dependendo do número de eventos e times
incluídos no pacote.
6) Pressup...
9/49
ANÁLISE DE DEMANDA
Mercado corporativo
O Ministério do Trabalho estimou 3.082 empresas em Recife com 20 ou mais funci...
10/49
Definição do Tamanho do Mercado Corporativo
Através de 623 ligações aleatórias, 88 compradores corporativos foram id...
11/49
Tabela 9: Frequência de Hospitalidade Corporativa
Freqüência de
hospitalidade
Porcentagem dos
entrevistados
Nunca 12...
12/49
Área de Inclusão
A área de inclusão primária é definida como a cidade de Recife, a capital do estado de Pernambuco,
...
13/49
Tabela 12: Panorama do Mercado Consumidor em Recife
Classe econômica
% da
População
Número
de
domicílios
Número de i...
14/49
Perfil do Mercado de Consumidores
Metade dos entrevistados são empregadores, gerentes ou autônomos. A grande concent...
15/49
Tabela 16: Visitam os Atuais Estádios em Recife (múltiplas escolhas)
Visitam Estádios em Recife Porcentagem
Ilha do ...
16/49
ser compensado pela perda de participação de mercado, já que os que foram entrevistados mais
tarde tendem a ser excl...
17/49
APÊNDICE A – RESUMO DOS RESULTADOS QUALITATIVOS
Introdução
Durante a primeira fase do estudo de viabilidade, a Compe...
18/49
Os fãs do Sport Recife são leais e tendem a acompanhar o time em todas as competições. Ser fã do
Sport Recife os tor...
19/49
Principais características propostas
Principais características do estádio
Com base na descrição da experiência atua...
20/49
» Santa Cruz: fãs demonstraram interesse nas séries nacionais abaixo da A, visto que o
desempenho do time não vem se...
21/49
Entrevistas Corporativas Aprofundadas
Dos entrevistados corporativos, 57% eram empresas de médio porte com receita d...
22/49
Características principais propostas
Entre as características propostas, a segurança é a mais importante para os ent...
23/49
Tabela 26: Evento Preferido por Corporativos
Tipo de Evento Conteúdo Nota 1-5 (5= muito importante)
1
Futebol
Seleçã...
24/49
Conclusão
Tanto os entrevistados corporativos quanto os consumidores têm um alto nível de interesse no Novo
Estádio ...
25/49
APÊNDICE B – CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS
A presente seção fornece uma visão geral da estrutura, tendências e condições ...
26/49
interna, através de certificados vinculados a taxas de câmbio e viu crescer as exportações em 15 por
cento ao ano. O...
27/49
desregulamentação e abertura ao comércio também ajudaram as empresas locais a aumentar a
eficiência e a produtividad...
28/49
Tabela 27: Classificação do PIB Brasileiro, 2008
Classificação País PIB nominal
1
(No.) (milhões de USD)
1 Estados U...
29/49
crescendo, mas a um ritmo mais lento em comparação com os nove anos seguintes. Programas de
estabilização não foram ...
30/49
As tendências inflacionistas e projeções discutidas acima são relevantes para o estudo de viabilidade
do estádio de ...
31/49
Brasil. Quando a taxa de inflação permaneceu moderada, as taxas de juros retomaram o
monitoramento da inflação, com ...
32/49
flutuações no valor do Real brasileiro contra dólar dos EUA, em gritante contraste com a estabilidade
das taxas de i...
33/49
Produto Interno Bruto
O Produto Interno Bruto, ou PIB, mede a atividade econômica de um país. Como mostrado na
Figur...
34/49
aumentasse a uma taxa de crescimento anual composta (TCAC) de quatro por cento, o mercado se
expandiria 48 por cento...
35/49
crescimento do PIB por indústria, desde o terceiro trimestre de 2007 até o segundo trimestre de
2008.
Figura 7: Taxa...
36/49
Tabela 29: Perfis Empresariais no Brasil por Indústria
Setor industrial
Número de empresas População empregada
(#) (...
37/49
Tabela 30: Perfil de Empresa & Mercado de Hospitalidade no Brasil – Por Faixa de Funcionários
No. de Funcionários No...
38/49
Tabela 31: Total de Empresas e Grandes Prestadoras de Serviços por Variáveis Selecionadas, 2006
Variáveis selecionad...
39/49
entanto, o salário, saques e outras compensações permaneceram estáveis, em 49,6 por cento, o que
poderia ser uma das...
40/49
novamente colher os benefícios de sua rica base de recursos naturais. A forte demanda chinesa vai
fornecer ao Brasil...
41/49
Recursos minerais comprovados também são extensivos. As grandes reservas de ferro e manganês
são importantes fontes ...
42/49
Cidade / Região
2002 2003 2004 2005 TCAC, 2002-2005
(R$ '000s) (R$ '000s) (R$ '000s) (R$ '000s) (%)
Recife 12.634.17...
43/49
desemprego, que é a região com a segunda mais elevada taxa de desemprego do país. Mesmo que
a taxa de desemprego ten...
44/49
Situação Econômica Atual & Previsões
O Brasil continua a buscar o crescimento industrial e agrícola e o desenvolvime...
45/49
Em 2008 como um todo, a economia brasileira cresceu 5,1 por cento após uma expansão de 5,7 por
cento em 2007, como m...
46/49
Fonte: IBGE
A produção industrial diminuiu 7,4 por cento no quarto trimestre de 2008, seguido por nova redução
em ja...
47/49
países que vão ter um crescimento positivo este ano", disse ele em uma coletiva de imprensa em
Brasília, sem fornece...
48/49
Apesar do seu enorme potencial, o Brasil ainda enfrenta alguns desafios importantes que podem
limitar a extensão do ...
49/49
Figura 15: Pontuação do Crescimento Educacional no Ambiente, 1997 vs. 2007
Fonte: Goldman Sachs Global Economics Pap...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Projeção de demanda original da Arena Pernambuco

23,756
-1

Published on

Published in: News & Politics
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
23,756
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
9
Actions
Shares
0
Downloads
13
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Projeção de demanda original da Arena Pernambuco

  1. 1. 1/49 ANEXO XI – PROJEÇÃO DE DEMANDA PROJEÇÕES DA RECEITA DO PROJETO SUMÁRIO EXECUTIVO Introdução Recife está desenvolvendo um estádio de padrões internacionais que pode sediar até três clubes de futebol usuários, com bases de fãs entre 1,8 e 3,0 milhões. O aumento no comparecimento (freqüência) ao novo estádio deverá ser auxiliado pelo constante crescimento da economia de Recife observada nos últimos anos, com o PIB dobrando entre 1996 e 2005 e atingindo um total de R$ 16 bi, embora o impacto das atuais dificuldades financeiras ainda não seja conhecido. O crescimento da população constitui um outro fator favorável. Porém, ainda mais importante, o nível de freqüência do público presente em jogos de futebol nos próximos anos provavelmente crescerá motivada pela realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A freqüência média na Liga de Futebol Alemã cresceu 4,7% por ano entre 2000/01 e 2005/06, a temporada que antecedeu a realização da Copa do Mundo no país. Desde 2006, a freqüência média nos jogos dos três principais times de Recife cresceu 10,7%. Resumo da Receita de Produtos Prêmium O resumo da receita oferece projeções para as vendas de produtos Premium, que incluem camarotes, business seats, assentos prêmium e pacotes de jogos, para clientes Corporativos e para Consumidores. Tais vendas ocorrerão com base em contratos de longo prazo, e portanto não incluem receitas derivadas da venda individual de ingressos para eventos, tais como os disponibilizados para arquibancadas comuns. Nota-se que os pontos de preço aqui considerados refletem apenas a menor demanda observada entre torcedores de diferentes clubes de forma a manter o conservadorismo dos resultados. A pesquisa revela um grande interesse geral e uma atitude positiva em relação ao novo estádio, o que foi amplamente constatado em outras cidades durante os projetos de pesquisa de estádios no Brasil realizados pela Comperio. Embora a pesquisa tenha ocorrido durante uma época de turbulência econômica, os índices revelados pela pesquisa de mercado se mantiveram nos níveis observados pré-crise. Isto se deve provavelmente ao maior interesse geral, decorrente da paixão nacional pelo futebol, e a empolgação por parte de consumidores e clientes corporativos motivada pela realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
  2. 2. 2/49 Três clubes de futebol de Recife estão sendo considerados como possíveis usuários do Novo Estádio: Náutico, Sport Recife e Santa Cruz. Adotando-se uma média de 30 jogos com mando de campo realizados anualmente por clube e uma premissa base de 60 eventos esportivos realizados por ano no estádio, o cenário com três clubes considera somente os 20 melhores jogos de cada time disputados no novo estádio. Tabela 1: Conteúdos dos Pacotes Comparados em Diferentes Cenários Eventos por Ano por pacote Pacote para Consumidores Pacote Corporativo 3 Times 3 Times Futebol Série A Nacional 14 42 Campeonato Estadual Campeonato Pernambucano 5 15 Libertadores 0 0 Copa do Brasil 1 3 Seleção Nacional - 0,5 Música/ Entretenimento Evento de Música/Entretenimento - 2,5 TOTAL 20 63 » O Pacote Corporativo inclui todos os clubes jogando no Estádio de Recife. A quantidade de eventos no Pacote Corporativo permanece em 63 ainda que um dos times não queira mandar seus jogos no estádio. » Pacotes para Consumidores só incluem o conteúdo de um único time em cada um dos quatro cenários. Assim sendo, os pacotes consumidores incluem 20 jogos no cenário com três times.. Assim: » Com base no Cenário com três times, o total das vendas de produtos prêmium geraria uma receita de R$ 73,26 milhões no Ano 1, ou R$ 732,58 milhões ao longo de 10 anos.
  3. 3. 3/49 Cenário – Náutico + Sport Recife + Santa Cruz No cenário com três times, a venda de pacotes prêmium geraria um fluxo de receita de R$ 732,58 milhões em 10 anos. Tabela 2: Resumo da Receita do Cenário Um* Mercado Produto Receita - 1 Ano (R$ M) Receita - 10 anos (R$ M.) Corporativo Camarote Corporativo R$ 13,4 R$ 133,9 Business Seats R$ 16,5 R$ 164,7 Assento Prêmium R$ 2,6 R$ 25,7 Sub Total R$ 32,43 R$ 324,33 Consumidor (Náutico, Sport Recife & Santa Cruz) Assento Prêmium R$ 15 R$ 150 Pacotes de Jogos R$ 26 R$ 259 Sub Total R$ 40,82 R$ 408,25 Total R$ 73,26 R$ 732,58 * 60 eventos no Pacote Corporativo, 20 eventos incluídos no Pacote para Consumidores Definições de Bilhetes de Público Geral (General Admission) São os bilhetes destinados aos Clubes para geração de receita com o público geral. É composto por todos os assentos comercializáveis do estádio com exceção daqueles de Receita Premium (camarotes, business seats, assentos Premium, ingressos de temporada)
  4. 4. 4/49 Observações sobre as Projeções de Receita Várias observações sobre a metodologia de pesquisa e presunções da análise estão abaixo: 1. Comportamento relatado versus verdadeiro – As projeções de receita baseiam-se no comportamento relatado dos participantes pesquisados, que podem diferir do comportamento verdadeiro. 2. Distribuição de assentos – As capacidades das seções de assentos projetadas nos cenários podem ser diferentes das configurações das áreas de assentos disponíveis no estádio futuramente, o que impactaria diretamente os preços à serem cobrados e, conseqüentemente, a capacidade de geração de receitas por linha de produto.. 3. Corte de demanda e teste de estresse – Este modelo não considerou nenhum corte devido à margem de erro ou conservadorismo no comportamento alegado pelo entrevistado. Ajustes das Projeções de Receita 1. Excesso de demanda do consumidor – Devido à oferta de assentos e o preço do menor clube no cenário em questão, existe uma potencial demanda excessiva de milhares de pacotes. 2. Demanda de Microempresas – Apenas empresas com mais de 20 funcionários foram incluídas no estágio de estimativa de demanda como compradores potenciais. Pode haver demanda adicional por parte de empresas com menos de 20 funcionários.. 3. Empresas fora de Recife – Somente foram incluídas na estimativa de demanda empresas de Recife. Pode haver empresas de fora de Recife interessadas em hospitalidade no novo estádio de Recife. 4. Marketing – A atual estimativa de demanda não inclui os impactos positivos que as campanhas de marketing têm sobre as vendas. Metodologia e Abordagem Uma pesquisa de mercado de duas fases foi realizada para investigar o potencial de receita dos produtos de assento prêmium e pacotes de jogos.
  5. 5. 5/49 Fase 1 (Qualitativa): Seis grupos de focos e 30 entrevistas corporativas aprofundadas foram realizadas. As descobertas desta fase oferecem uma compreensão qualitativa dos incentivos, experiências passadas e expectativas de cada mercado-alvo, além de formar uma base sólida para a definição do pacote teste e os pontos de preço para a segunda fase. Fase 2 (Quantitativa): A Comperio realizou 88 entrevistas corporativas e 288 entrevistas com consumidores na fase quantitativa. Esta fase foca-se na validação do pacote e a estratégia de preço desenvolvida na Fase 1. Em resumo, este estudo de duas fases resulta nas seguintes validações: » Os tipos de produtos de hospitalidade adequados ao mercado de Recife. » As faixas de preço adequadas para utilização nas projeções de receitas com os produtos propostos. » Os indicadores de viabilidade econômica do desenvolvimento proposto. A Fase 2 analisou o potencial de receita dos seguintes produtos: camarote corporativo, Business Seats, assentos prêmium e pacote de jogos. A estimativa de demanda foi feita para os mercados de clientes potenciais com Alto Poder Aquisitivo (APA), corporativos e Público Geral (PG). Cada segmento-alvo só foi testado com um subgrupo de produtos de hospitalidade adequados. A Tabela 3: Mercado-Alvo para Cada Produto oferece maiores detalhes sobre os mercados nos quais cada produto de assento foi testado: Tabela 3: Mercado-Alvo para Cada Produto Produto Mercado-alvo Informações adicionais Camarote Corporativo Corporativo Empresas em Recife com receita superior a US$ 1 milhão e mais de 20 funcionários Business Seats Corporativo Empresas em Recife com receita superior a US$ 1 milhão e mais de 20 funcionários Consumidores com alto poder aquisitivo (APA) Domicílios na cidade de Recife com renda mensal domiciliar superior a R$ 8.200 (classe socioeconômica A1) Assentos Prêmium Corporativo Empresas em Recife com receita superior a US$ 1 milhão e mais de 20 funcionários Consumidores com alto poder aquisitivo (APA) Domicílios na cidade de Recife com renda mensal domiciliar superior a R$ 5.000 (classes socioeconômicas A1, A2) Pacotes de Jogos Consumidores com alto poder aquisitivo (APA) Domicílios na cidade de Recife com renda mensal domiciliar superior a R$ 5.000 (classes socioeconômicas A1, A2) Público Geral (PG) Domicílios em Recife com renda média domiciliar entre R$ 1.600 – 4.999 (classes socioeconômicas B1, B2) Para realizar a análise de demanda para os produtos propostos, foi feita a seguinte amostragem:
  6. 6. 6/49 » 88 pesquisas corporativas, realizadas com empresas localizadas na cidade de Recife com receita superior a US$ 1 milhão. » 623 ligações telefônicas, entrevistas realizadas para determinar o tamanho do mercado corporativo, com 88 destas ligações sendo entrevistas válidas e completas, feitas sem informações prévias. As faixas de número de funcionários para os 88 entrevistados corporativos estão descritas na Tabela 4: Pesquisas Corporativas Completadas, por faixas de funcionários Tabela 4: Pesquisas Corporativas Completadas, por faixas de funcionários Faixa de número de funcionários Empresas pesquisadas 20 – 49 funcionários 17 50 – 249 funcionários 41 250 funcionários ou mais 30 Total 88 » 288 pesquisas com consumidores foram realizadas com domicílios em Recife. Os entrevistados foram selecionados com base em suas preferências por times de futebol e nível de renda domiciliar mensal. Apenas domicílios com interesse no Náutico, Sport Recife ou Santa Cruz e com renda domiciliar mensal superior a $1.600 foram selecionados. » 642 ligações telefônicas foram feitas a consumidores de Recife, com entrevistados selecionados através da amostragem probabilística de conglomerados. Este método assegura que os domicílios no grupo populacional têm chances iguais de ser contatadas. Há três estágios no processo de amostragem – seleção aleatória de 40 regiões participantes, seleção aleatória de domicílios e, finalmente, a aplicação dos critérios descritos no item acima. 288 entrevistas foram completadas. As faixas de segmento para estes 288 consumidores entrevistados e estudados estão listados na Tabela 5. Tabela 5: Pesquisas de Consumidores Completadas, por Renda Domiciliar e Time Preferido Renda domiciliar mensal (Classe social) Náutico Sport Recife Santa Cruz Total
  7. 7. 7/49 Acima de R$ 15.000 (A0) 10 10 10 30 R$ 8.200 - 14.999 (A1) 20 18 20 58 R$ 5.000 - 8.199 (A2) 17 16 19 52 R$ 2.750 - 4.999 (B1) 28 32 31 91 R$ 1.600 - 2.749 (B2) 17 19 21 57 Total 92 95 101 288 Cálculo da Demanda O projeto de pesquisa foi realizado para obter um melhor entendimento do mercado para os produtos de assentos prêmium e pacotes de jogos no Novo Estádio de Recife e também para determinar o tamanho destes mercados. A metodologia segue um processo semelhante e direto: 1) Compilação de Dados » Dados referentes à venda de ingressos foram adquiridos através de uma amostragem aleatória dos grupos-alvo na Área de Inclusão, que relataram seus comportamentos de compras futuros após conhecer os preços propostos e a configuração do estádio. 2) Perfil dos entrevistados » Informações de fundo adicionais foram oferecidas sobre a maturidade do mercado de ingressos, a natureza dos consumidores interessados na compra e uma indicação de como o comportamento relatado de compra se compara aos atuais hábitos de gastos. » Necessidades não atendidas, questões difíceis, barreiras à adesão e o desenvolvimento e refinamento de mensagens de marketing foram identificadas para superar estas barreiras e educar o mercado. 3) Determinação do Tamanho do Mercado » A razão de conversão de vendas para a venda de assentos prêmium e pacotes de jogos foi derivada de uma amostra aleatória de contatos não conhecidos no programa de pesquisas face-a-face e telefônicas. » Índices de conversão de vendas foram projetados ao longo do sub-segmento com entrevistados de todo o mercado-alvo. 4) Modelagem de Demanda e Receita » Estimativa de níveis de preço nos quais a receita pode ser maximizada e um resumo dos fluxos de receita ideais. 5) Cenários Múltiplos
  8. 8. 8/49 » Estimativa de variações de fluxo de receita dependendo do número de eventos e times incluídos no pacote. 6) Pressupostos, Observações & Ajustes » Foram listados os ajustes efetuados para assegurar o conservadorismo das projeções, enquanto as observações são lembretes dos pressupostos e margens de erros existentes na interpretação de projeções Interpretação dos Resultados da Pesquisa de Mercado Todas as estimativas de demanda refletem o número de compradores na cidade de Recife que, estima-se, comprarão cada um dos produtos testados. Todas as estimativas de demanda baseiam-se no comportamento alegado pelos participantes entrevistados, e podem ser diferentes de seus comportamentos reais – no entanto, representam a estimativa mais precisa possível, antes dos produtos serem levados ao mercado. Todos os dados foram limpos (respostas incompletas retiradas, rota da entrevista seguida) e verificados quanto ao sentido (removidos padrões de respostas erradas e intenções de compras não- realistas em relação à renda ou receita). Assim como em qualquer estatística, as estimativas baseiam-se em uma amostra de cada mercado, consumidor e corporativo. Há uma margem de erro associada a todos os procedimentos de amostragem que diminui na medida em que aumenta o tamanho da amostra. Os erros de amostragem para as estimativas de consumidor e corporativa estimados em um intervalo de confiança de 95% são:: » Mercado corporativo: Tamanho da amostra = 88 Erro de Amostragem = ±10,4% » Mercado de consumidores: Tamanho da amostra = 288 Erro de Amostragem = ±5,8% Isto significa que podemos ter 95% de certeza de que, se fossemos fazer múltiplas entrevistas com a mesma população, os resultados seriam os mesmos, mais ou menos 10,4% e 5,8%, respectivamente.
  9. 9. 9/49 ANÁLISE DE DEMANDA Mercado corporativo O Ministério do Trabalho estimou 3.082 empresas em Recife com 20 ou mais funcionários. A amostragem empresarial é dividia em três categorias, empresas com entre 20 e 49 funcionários, empresas com entre 50 e 249 funcionários e empresas com 250 funcionários ou mais. Além disso, somente aqueles com receita superior a US$ 1 milhão serão entrevistados e incluídos na estimativa. Tabela 6: Panorama do Mercado Alvo RECIFE Categoria INDÚSTRIA 20 - 49 funcionários (pequena) 50 - 249 funcionários (média) >250 funcionários (grande) Total Porcentagem A Agricultura, atividades florestais e de pesca 15 9 1 25 10,3%Indústria extrativista 2 3 1 6 Indústria de transformação 195 73 18 286 B Eletricidade e gás 3 2 3 8 7,9% Água, esgoto e atividades de manejo de dejetos e descontaminação 6 3 2 11 Atividades administrativas e serviços complementares 121 70 32 223 Organizações internacionais e outras instituições extraterritoriais 0 0 0 0 C Construção 180 124 22 326 27,0% Hospedagem e alimentação 194 71 3 268 Atividades financeiras de seguradoras e serviços relacionados 106 33 3 142 Atividades imobiliárias 4 6 0 10 Administração pública e segurança social 10 30 47 87 D Comércio, consertos de máquinas, automóveis e motocicletas 615 215 26 856 34,6%Transporte, armazenamento e correios 90 42 13 145 Informação e Comunicação 34 24 8 66 E Atividades científicas e profissionais e técnicas 60 24 4 88 20,2% Educação 109 70 10 189 Serviços de saúde e sociais 67 45 24 136 Artes, cultura, esporte e recreação 23 8 1 32 Outros serviços 116 51 11 178 Serviços domésticos 0 0 0 0 Total 1.950 903 229 3.082 Porcentagem 63,3% 29,3% 7,4% 100,0% Fonte: Ministério do Trabalho, 2007/08
  10. 10. 10/49 Definição do Tamanho do Mercado Corporativo Através de 623 ligações aleatórias, 88 compradores corporativos foram identificados buscando hospitalidade no estádio de Recife. Com base na razão estimada, concluímos que haja 354 compradores em Recife, com mais da metade dos compradores localizados na seção de médias empresas e um terço na seção de pequenas empresas. Tabela 7: Determinação do Tamanho do Mercado Corporativo de Recife Faixa de funcionários Panorama Corporativo de Recife Tamanho do mercado Porcentage m 20 - 49 funcionários (pequena) 1,950 111 31.3% 50 - 249 funcionários (média) 903 190 53.6% 250 funcionários or above (grande) 229 54 15.2% Total 3,082 354 Perfil do Mercado corporativo Cinco por cento dos compradores corporativos indicaram ter renda acima de US$1 bilhão, seguidos por um quinto que declarou receita inferior a US$1 bilhão, mas superior a US$50 milhões. Mais da metade tem receita anual inferior a US$50 milhões e um quarto não estava disposto a compartilhar informações de receita. Tabela 8: Receita Corporativa Receita Porcentagem dos entrevistados US$1M a US$4.99M 24% US$5M a US$9.99M 14% US$10M a US$49.99M 11% US$50M a US$99.99M 11% US$100M a US$499.99M 4% US$500M a US$999.99M 7% Acima de US$1 bilhão 5% Não respondeu 23% Base: 88 entrevistados Hospitalidade em eventos esportivos e culturais é usada com bastante freqüência pelas empresas entrevistadas, com mais ou menos um quarto dos entrevistados corporativos usando pacotes de hospitalidade corporativa 2 – 4 vezes ao ano. Um sexto das empresas entretém convidados, clientes, fornecedores e/ou funcionários ao menos uma vez por mês.
  11. 11. 11/49 Tabela 9: Frequência de Hospitalidade Corporativa Freqüência de hospitalidade Porcentagem dos entrevistados Nunca 12% Menos de uma vez por ano 4% Uma vez por ano 14% 2 a 4 vezes por ano 28% 5 a 11 vezes por ano 6% Uma vez por mês 17% 2 a 4 vezes por mês 15% Mais de 4 vezes por mês 3% Base: 88 entrevistados Um terço dos entrevistados corporativos indicou que seu orçamento para hospitalidade é entre R$ 10.000 e R$ 99.999 por ano e um terço de todas as empresas gastam menos do que isso 1% das empresas tem orçamentos de hospitalidade de mais de R$ 1 milhão. 27% dos entrevistados recusaram-se a comentar. Tabela 10: Orçamento de Hospitalidade Corporativa Orçamento de Hospitalidade Porcentagem dos entrevistados Abaixo de R$ 10.000 28% R$ 10.000 a 99.999 38% R$ 100.000 a 999.999 5% R$ 10.000.000 ou mais 1% Prefere não dizer 1% Não sabe 27% Base: 88 entrevistados O número de convidados que freqüenta cada função corporativa é menos de 40 em metade dos casos. Um quinto das empresas entretém 11 – 40 convidados por função. Um quinto das empresas entretém grupos de mais de 100 convidados. Tabela 11: Número de Convidados Número de Convidados Porcentagem dos entrevistados 01-05 convidados 14% 06-10 convidados 12% 11-40 convidados 26% 41-100 convidados 24% 101-500 convidados 15% 500 convidados 7% Não respondeu 3% Base: 88 entrevistados
  12. 12. 12/49 Área de Inclusão A área de inclusão primária é definida como a cidade de Recife, a capital do estado de Pernambuco, com uma população de 1,5 milhão. É a capital do estado de Pernambuco. A Região Metropolitana de Recife, que inclui mais quatro milhões de habitantes, foi tratada como a segunda área de inclusão. Os produtos para consumidor propostos incluem assentos prêmium e pacotes de jogos. Os produtos de assentos prêmium são voltados para indivíduos com alto poder aquisitivo, enquanto os pacotes de jogos voltados para um público mais amplo. Indivíduos com alto poder aquisitivo são definidos como sendo aqueles com rendas domiciliares mensais superiores a R$ 5.000. Os pacotes de jogos, embora voltados a alvos de alto e baixo poder aquisitivo, exclui domicílios com rendas mensais menores que R$ 1.600. Estima-se que a cidade de Recife tenha um total de 26.212 domicílios com renda domiciliar mensal acima de R$ 5.000 e 87.561 com renda domiciliar abaixo de R$ 5.000, mas acima de R$ 1.600. Figura 1: Área de Inclusão Fonte: maplandia.com
  13. 13. 13/49 Tabela 12: Panorama do Mercado Consumidor em Recife Classe econômica % da População Número de domicílios Número de indivíduos (3,58 indivíduos por domicílio) Renda mensal domiciliar média APA Acima de R$ 8.200 (A0 & A1) 1,80% 4.968 17.785 R$ 14,262 R$ 5.000 - 8.199 (A2) 7,70% 21.244 76.054 R$ 8,544 Total 9,50% 26.212 93.839 PG R$ 2.750 - 4.999 (B1) 13,70% 32.795 117.406 R$ 4,833 R$ 1.600 - 2.749 (B2) 21,50% 54.766 196.062 R$ 2,862 Total 35,20% 87.561 313.468 Total do Alvo 44.70% 113,773 407.307 Determinação do Tamanho do Mercado de Consumidores A pesquisa localizou fãs do Náutico, Sport Recife e Santa Cruz dentre os residentes de Recife. Com 642 contatos desconhecidos, podem-se encontrar 288 consumidores que têm interesse em produtos de assentos no Novo Estádio. Em média, uma em cada três pessoas no mercado-alvo de consumidores consideraria comprar os pacotes propostos. Na classe social A1, dois de cada cinco tinham interesse em um dos pacotes de assentos de um clube de futebol no Novo Estádio, enquanto que apenas um a cada sete na classe social B2 teriam este mesmo interesse. Conclui-se que cada clube seja preferência de entre 14.000 a 17.000 domicílios; é este o tamanho potencial de mercado para a venda de hospitalidade no Novo Estádio. Tabela 13: Determinação do Tamanho do Mercado de Consumidores Renda domiciliar mensal (Classe social) Tamanho do mercado Náutico Sport Recife Santa Cruz APA Mais de R$ 8,200 (A0 & A1) 3.587 3.348 3,587 R$ 5,000 - 8,199 (A2) 2.033 1.913 2,272 Total 5.620 5.261 5,859 PG R$ 2,750 - 4,999 (B1) 5.794 6.622 6,415 R$ 1,600 - 2,749 (B2) 3.518 3.932 4,346 Total 9.312 10.554 10,761 Total 14,932 15.815 16.620 *Baseado em 642 contatos desconhecidos
  14. 14. 14/49 Perfil do Mercado de Consumidores Metade dos entrevistados são empregadores, gerentes ou autônomos. A grande concentração no nível empresarial e na posse da empresa são devidos à triagem de renda e a natureza prêmium dos produtos. Existe um décimo em profissões não-manuais e um décimo com profissões de baixa habilidade ou manuais. Tabela 14: Profissões dos Entrevistados Profissão Porcentagem Empregadores e Gerentes 22,9% Autônomos 26,6% Profissional de alto nível 2,5% Profissional de nível mais baixo 4,2% Não-manual 2,9% Habilidades manuais 4,8% Trabalho semi-hábil 4,8% Sem habilidades 1,1% Fazendeiros 0,7% Outra profissão (favor especificar) 24,4% Estudante 0,7% Desempregado 0,7% Aposentado 3,3% Preferiu não dizer 0,4% Base: 288 entrevistados Quase um décimo dos entrevistados tem casa própria. 10% dos entrevistados alugam sua moradia. Somente menos de 1% dos entrevistados mora em casas populares ou na casa dos pais. Tabela 15: Posse Imobiliária dos Entrevistados Posse de moradia Porcentagem São proprietários (ou estão comprando) uma casa, apartamento ou quitinete 88,9% Alugam uma casa particular, apartamento ou quitinete 10,4% Alugam de um conselho / associação imobiliária 0,4% Vive com os pais / Guardiões 0,3% Base: 288 entrevistados A maioria dos entrevistados tem experiência em freqüentar estádios locais para diferentes eventos. Nove de cada dez já compareceu a eventos futebolísticos no estádio. Somente 3% a 7% dos entrevistados participam de outros eventos, como shows musicais e de entretenimento.
  15. 15. 15/49 Tabela 16: Visitam os Atuais Estádios em Recife (múltiplas escolhas) Visitam Estádios em Recife Porcentagem Ilha do Retiro (Sport Recife) 77,6% Arruda (Santa Cruz) 75,8% Aflitos (Náutico) 73,7% Base: 288 entrevistados Tabela 17: Tipos de Eventos Comparecidos nos Atuais Estádios (múltiplas escolhas) Tipo de Evento Porcentagem Futebol 94% Show musical 7% Evento de entretenimento 6% Outros esportes 3% Base: 288 entrevistados Mais da metade dos entrevistados visitam estádio uma vez a cada três meses. Um décimo dos entrevistados visita estádios ao menos uma vez por semana e mais um quinto dos entrevistados visita estádios pelo menos uma vez por mês. Menos de um sexto dos entrevistados freqüentam menos de uma vez ao ano. Tabela 18: Frequência das Visitas Frequência de visitas aos estádios atuais Porcentagem Mais de uma vez por semana 1,8% Uma vez por semana 7,4% Cada 1-2 semanas 6,1% Cada 2-3 semanas 5,1% Cada 3-4 semanas 7,7% Cada 4-6 semanas (1 a 1,5 mês) 11,2% Cada 6-8 semanas (1,5 a 2 meses) 4,6% Cada 2-3 meses 14,4% Cada 3-4 meses 8,9% Cada 4-6 meses 7,2% Cada 6-12 meses 12,2% Menos de uma vez por ano 8,4% Não esteve nos últimos dois anos, mas costumava ir 5,2% Base: 288 entrevistados Mais da metade dos entrevistados pagaria por conteúdos adicionais, seja por jogos nacionais ou shows musicais. No entanto, há também um quarto dos entrevistados que gostariam de pagar por eventos adicionais a cada evento. O valor extra obtido com a inclusão de eventos extras pode vir a
  16. 16. 16/49 ser compensado pela perda de participação de mercado, já que os que foram entrevistados mais tarde tendem a ser excluídos do mercado se os eventos adicionais forem inclusivos. Tabela 19: Conteúdo Adicional Conteúdo Adicional Porcentagem Sim, pagaria mais se fossem incluídos no pacote jogos nacionais e shows musicais 47,1% Sim, pagaria mais se mais jogos nacionais fossem incluídos 14,1% Sim, pagaria mais se shows musicais fossem incluídos 10,7% Não, prefere pagar por eventos adicionais a cada evento 26,1% Não, não tem interesse algum nestes eventos 2,1% Base: 288 entrevistados
  17. 17. 17/49 APÊNDICE A – RESUMO DOS RESULTADOS QUALITATIVOS Introdução Durante a primeira fase do estudo de viabilidade, a Comperio Research realizou seis grupos de foco com fãs dos times locais e 30 entrevistas face a face com empresas na cidade de Recife. O objetivo foi coletar e analisar a atual experiência dos estádios e opiniões sobre o desenvolvimento proposto do estádio. Os grupos de foco foram realizados no Lucsim Recife Hotel, enquanto que as entrevistas aprofundadas foram realizadas nos escritórios de cada empresa. Os membros dos grupos de foco incluíram fãs do Náutico, Sport Recife e Santa Cruz nas classes sociais A1, A2, B1 e B2. A idade dos membros variava de 35 a 55 anos, com homens representando 70% dos grupos. Os entrevistados face a face eram diretores de vendas e marketing de empresas com receitas superiores a 1,5 milhão e mais de 20 funcionários. Grupo de Foco de Consumidor Tabela 20: Arquivos dos Grupos de Foco Grupo Classe social* idade Clube No de participantes 1 PG 30-55 anos Náutico 8 2 APA 30-55 anos Sport Recife 8 3 PG 30-55 anos Santa Cruz 9 4 APA 30-55 anos Náutico 9 5 PG 30-55 anos Sport Recife 9 6 APA 30-55 anos Santa Cruz 9 Total 52 *Definições das Classes Sociais: APA= indivíduos com Alto Poder Aquisitivo (classes sociais A1, A2) PG= Público Geral (classes sociais B1, B2) Perfil dos fãs A maioria dos fãs do Náutico vem das elites sociais. Eles vão aos jogos principalmente com suas famílias, para encontrar amigos e relaxar. Eles são muito sensíveis em relação ao desempenho do time e, quando este perde, tendem a ir à jogos com menor freqüência. Os fãs do náutico consideram o Sport Recife o seu maior rival.
  18. 18. 18/49 Os fãs do Sport Recife são leais e tendem a acompanhar o time em todas as competições. Ser fã do Sport Recife os torna exclusivos. Os fãs do Sport Recife vêem o Náutico como o principal rival. Os fãs de Santa Cruz são dedicados a seus times – independentemente do desempenho, eles tendem a comparecer aos jogos e apoiar o time. Vêem o Sport Recife como sendo seus principais rivais e também como vândalos e causadores de confusão. Experiência Atual A atual experiência de todos os fãs é semelhante, independentemente do desempenho do time. Os fãs que costumam ir com amigos e familiares, saem de casa horas antes do jogo começar e usam camisetas do time. Muitos fãs viajam ao estádio de carro, enquanto que outros usam transporte público, como ônibus e metrô. Durante o jogo, consomem lanches rápidos no próprio estádio. Embora gostem de ficar com as torcidas organizadas por causa do ambiente, tendem a sair do estádio antes do jogo acabar para evitar violência entre fãs e transito. Se os fãs não podem sair do estádio antes do jogo acabar, permanecem por algum tempo até as torcidas organizadas terem ido embora. Depois de uma vitória, os fãs preferem beber nos bares e restaurantes próximos ao estádio; mas se perdem, preferem ir direto para casa. A maioria dos fãs prefere o local dos estádios atuais – perto do centro da cidade e de fácil acesso. Os fãs também gostam do fato de cada time ter seu próprio estádio. A maioria das características negativas são comuns a todo o futebol brasileiro. Segurança e violência são as principais preocupações.. O estado da infra-estrutura é uma questão importante; ambos os estádios do Náutico e do Sport Recife foram construídos há 70 anos. Visões sobre o desenvolvimento do estádio O conceito de um novo estádio foi bem recebido. As principais preocupações estão abaixo: » As ofertas do estádio são bastante diferentes da cultura brasileira atual » O estádio não é amigável aos fãs de torcidas organizadas ou com menos renda – assim, a atmosfera criada por estes fãs pode ser perdida » Somente a elite social compareceria » O preço seria alto demais para poder levar toda a família » A violência pode permanecer inevitável
  19. 19. 19/49 Principais características propostas Principais características do estádio Com base na descrição da experiência atual, fica claro que o Novo Estádio pode melhorar as experiências ao vivo de várias formas. Entre as características, o conforto e a segurança são as mais essenciais. Outros fatores também receberam notas altas, como estacionamento, opções de alimentação, lojas, bom acesso, infra-estrutura de qualidade, incluindo iluminação e banheiros e opções para museus. Especificamente: » A segurança é o fator mais importante para todos os três clubes » O público geral do Sport Recife tem maior interesse por pacotes de jogos do que os dos outros clubes. Tabela 21: Visão do Consumidor sobre a Infraestrutura/Serviços No Clube NÁUTICO SPORT RECIFE SANTA CRUZ Total MédiaClasse social A1,A2 B1,B2 A1,A2 B1,B2 A1,A2 B1,B2 Grupo 4 1 2 5 6 3 1 Mais segurança 5,0 5,0 5,0 5,0 5,0 5,0 30,0 5,0 2 Estacionamento 4,7 4,9 4,6 5,0 4,9 4,9 28,9 4,8 3 Opções de alimentação 4,8 4,1 4,3 4,7 4,3 4,9 27,0 4,5 4 Lojas 4,3 4,5 3,8 4,8 4,7 4,9 26,9 4,5 5 Uso em dias sem jogos 4,3 3,9 4,1 4,7 4,4 4,9 26,3 4,4 6 Localização horizontal 4,4 4,0 4,3 4,3 4,0 5,0 26,0 4,3 7 Proximidade ao campo 4,0 3,4 4,5 4,8 4,2 4,9 25,8 4,3 8 Pacotes de Jogos 4,4 3,6 4,3 5,0 3,6 4,4 25,3 4,2 9 Atividades, antes e depois 4,6 4,1 3,8 4,2 4,1 4,4 25,2 4,2 10 Bares/boates 4,4 3,0 4,0 4,1 3,7 4,6 23,8 4,0 Conteúdo do Pacote para Consumidores De modo geral, os jogos da Seleção e da Copa do Brasil são os eventos mais populares para todos os consumidores. » Náutico: fãs com APA também têm uma alta preferência por Libertadores e shows nacionais e internacionais. » Sport Recife: os fãs têm uma alta preferência por uma ampla gama de conteúdo, mas menor preferência por jogos nacionais das séries B e C e jogos internacionais.
  20. 20. 20/49 » Santa Cruz: fãs demonstraram interesse nas séries nacionais abaixo da A, visto que o desempenho do time não vem sendo tão bom. Tabela 22: Visão do Consumidor sobre Conteúdo do Pacote Clube NÁUTICO SPORT RECIFE SANTA CRUZ Total MédiaClasse social A1,A2 B1,B2 A1,A2 B1,B2 A1,A2 B1,B2 Grupo 4 1 2 5 6 3 Seleção (time nacional) 5,0 4,9 5,0 4,8 4,9 5,0 29,5 4,9 Copa do Brasil 4,8 4,8 5,0 5,0 4,9 4,8 29,2 4,9 Campeonatos estaduais 4,4 4,8 4,9 4,9 5,0 4,7 28,6 4,8 Série nacional A 4,7 4,4 4,9 5,0 4,9 4,6 28,4 4,7 Libertadores 5,0 4,5 4,9 4,9 4,7 4,2 28,2 4,7 Shows Nacionais 5,0 3,6 4,9 4,6 4,7 4,9 27,6 4,6 Shows internacionais 4,9 3,6 5,0 4,9 4,6 3,3 26,3 4,4 Série nacional B 4,1 3,8 4,6 4,4 4,9 4,2 26,0 4,3 Jogos internacionais 4,4 4,5 4,8 4,7 3,9 3,7 25,9 4,3 Eventos em feriados públicos 3,7 4,1 3,1 3,9 3,7 3,8 22,3 3,7 Série nacional C 3,3 2,8 3,3 3,8 4,1 4,2 21,4 3,6
  21. 21. 21/49 Entrevistas Corporativas Aprofundadas Dos entrevistados corporativos, 57% eram empresas de médio porte com receita de R$ 15 - 150 milhões; 19% eram grandes corporações com receita anual superior a R$ 150 milhões. O restante foi classificado como pequenas empresas, com receitas acima de R$ 1,5 milhão, mas abaixo de R$ 15 milhões. Conforme esperado, o orçamento de marketing e de hospitalidade corporativa aumenta conforme o tamanho da empresa. A média do orçamento de marketing de empresas de grande porte é de R$ 5,3 milhões em média, comparado a R$ 200.000 para empresas pequenas e R$ 1,3 milhão para empresas de médio porte. Tabela 23: Perfil do Entrevistado Corporativo – Receita Tamanho da Empresa No. de empresas (%) Faixas de receita Pequena 24% R$ 1.500.000 a 7.500.000 R$ 4.500.000 R$ 7.500.000 Pequena R$ 7.500.000 a 15.000.000 R$ 11.250.000 Média 57% R$ 15.000.000 a 75.000.000 R$ 45.000.000 R$ 75.000.000 Média R$ 75.000.000 a 150.000.000 R$ 112.500.000 Grande 19% R$ 150.000.000 a 750.000.000 R$ 450.000.000 R$ 1.000.000.000Grande R$ 750.000.000 a 1.500.000.000 R$ 1.125.000.000 Grande Mais de R$ 1.500.000.000 R$ 1.500.000.000 Total de respostas 100% Empresas entrevistadas 29 Tabela 24: Perfil do Entrevistado Corporativo – Orçamento de Marketing Tamanho da empresa Orçamento de Marketing Orçamento de Hospitalidade Corporativa % da Receita R$ % da Receita R$ % do Orçamento de Marketing R$ % do Orçamento de Marketing R$ Pequena 2,5% R$ 112.500 2,7% R$ 202.500 40% $45.000 45% $91.125 Pequena 2,9% R$ 326.250 50% $163.125 Média 1,8% R$ 810.000 1,8% R$ 1.350.000 27% $218.700 27% $364.500 Média - - - - Grande 2,0% R$ 9.000.000 1,1% R$ 5.250.000 12% $1.080.000 11% $577.500Grande - - - - Grande 0,1% R$ 1.500.000 10% $150.000
  22. 22. 22/49 Características principais propostas Entre as características propostas, a segurança é a mais importante para os entrevistados corporativos. Características como estacionamento e entrada VIPs também obtiveram pontuações altas. Os camarotes corporativos foram criticados por terem muito poucas vagas de estacionamento (corporativos preferem uma vaga para cada dois assentos, em vez de uma vaga para cada quatro propostos); também houve a preocupação de manter os camarotes não muito longe do campo e do favorecimento a configurações de camarotes com grandes números de assentos. Em termos de alimentação, 86% das empresas preferem pagar por evento ao invés de incluir no valor do pacote. Tabela 25: Infra-estrutura/Serviços Preferidos por Corporativos No. Infra-estrutura/Serviços Preferidos Nota (1-5) 5 = muito importante 1 Segurança 4,76 2 Variedade de opções de alimentação disponíveis 4,45 3 Conteúdo 4,38 4 Estacionamento VIP (1 vaga para 4 assentos) 4,31 5 Uso do estádio em dias sem partidas 4,31 6 Entrada VIP 4,17 7 Localização horizontal dos assentos (LMC, A, AG) 4,10 8 Bares/boates 4,00 9 Localização vertical dos assentos (alta, média, baixa) 3,93 10 Lojas de merchandising no estádio 3,62 Produto Corporativo Proposto Conteúdo A Seleção representa o conteúdo mais atraente para os corporativos. Shows internacionais também têm um grande apelo para os entrevistados corporativos; outros eventos populares de entretenimento incluem o Cirque du Soleil, futebol americano, amistosos femininos e futebol de juniores.
  23. 23. 23/49 Tabela 26: Evento Preferido por Corporativos Tipo de Evento Conteúdo Nota 1-5 (5= muito importante) 1 Futebol Seleção 4,62 2 Jogos internacionais 4,21 3 Jogos da série nacional A 4,45 4 Jogos da série nacional B 3,41 5 Jogos da série nacional C 2,24 6 Campeonatos Estaduais 3,97 7 Copa do Brasil 4,41 8 Libertadores 4,38 9 Futebol – Outro 1,97 11 Música & entretenimento Música – shows internacionais 4,62 12 Música – shows nacionais 4,38 13 Entretenimento – Outro 3,28 15 Eventos em feriados públicos 2,97
  24. 24. 24/49 Conclusão Tanto os entrevistados corporativos quanto os consumidores têm um alto nível de interesse no Novo Estádio de Recife. O que mais atrai os consumidores é uma diminuição na violência e uma platéia mais civilizada, permitindo que o estádio possa ser usada por toda a família como uma atividade de lazer nos fins de semana. No entanto, a maioria dos consumidores tem medo que o novo estádio se torne elitista demais e perca a atmosfera atual. Segurança e conforto são as características mais importantes para consumidores. Outras características, como lojas e variedade de opções de alimentação também são bastante populares e refletem que eles gostariam de passar mais tempo no estádio com a família e amigos. Entrevistados corporativos também indicaram que gostariam de permanecer mais tempo no estádio antes e depois das partidas. Em termos de localização, os entrevistados ainda preferem ficar perto da cidade, dentro de um raio de 20 km. Ainda mais importante, o local deve ser próximo de terminais de transporte público, como o metrô. Para os produtos de consumidor propostos, a maioria dos entrevistados APA e PG não demonstraram interesse por business seats. No entanto, acreditam que o camarote seja importante para usuários corporativos. As empresas mostraram-se bastante positivas quanto às imagens do novo estádio, com 91% delas dizendo que considerariam usar o Novo Estádio de Recife para hospitalidade corporativa.
  25. 25. 25/49 APÊNDICE B – CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS A presente seção fornece uma visão geral da estrutura, tendências e condições da economia brasileira, como uma introdução à análise mais detalhada que será fornecida ao longo do presente relatório. Antes de fornecer uma análise detalhada sobre a demanda e as receitas associadas ao investimento na construção de um novo estádio em Recife, iremos abranger os seguintes motivadores de demanda que o atual relatório estimou: » Ambiente empresarial » Indicadores econômicos nacionais » Setores & Estrutura industrial » Economia regional de Recife » Situação econômica atual & previsões A economia está na ponta da língua do público em geral e dos líderes empresariais, bem como investidores, dada a turbulência vivida recentemente em mercados globais. Embora os últimos 12 meses tenham se caracterizado por elevados níveis de volatilidade, pode ser útil considerar os fundamentos subjacentes e a estrutura básica da economia para evitar uma reação exagerada à exuberância dos mercados ao avaliar os riscos e as recompensas oferecidas por uma oportunidade de investimento. Ambiente empresarial Ao longo dos últimos cinco anos, a comunidade empresarial do Brasil vem entrando numa nova fase em seu desenvolvimento, graças ao êxito da implementação dos programas de estabilização econômica, a reforma da política comercial e industrial e aumento dos preços que permite as empresas brasileiras a ter uma posição forte em certas indústrias. Após o grande sucesso das medidas adotadas para estabilizar a economia, o Brasil tem realizado reformas menos conhecidas, mas igualmente importantes, dos seus sistemas de tributação e de direito. Estas alterações foram acompanhadas de novas medidas para controlar as despesas públicas do poder executivo federal, estadual e local. Extensos recursos têm sido investidos no desenvolvimento institucional e no aumento da eficiência e confiabilidade da administração pública. Políticas industriais e comerciais foram alteradas para incentivar as exportações, a indústria e o comércio, criando assim oportunidades multilaterais para investidores e produtores locais e internacionais. Estas políticas permitiram que o Brasil a reduzisse a sua vulnerabilidade e dependência. O país importa apenas nove por cento do petróleo que consome. Reduziu 50 por cento de sua dívida
  26. 26. 26/49 interna, através de certificados vinculados a taxas de câmbio e viu crescer as exportações em 15 por cento ao ano. O regime cambial flexível do Brasil não exerce pressão sobre o setor industrial ou sobre a inflação, em sete por cento ao ano. Suporte para o setor produtivo também foi simplificado em todos os níveis de governo. Embora o foco tenha sido anteriormente sobre a reforma judicial e legislativa, medidas mais recentes incluem a criação de incentivo fiscal na forma de reduções fiscais. Uma recente redução de 30 por cento no ‘Imposto sobre Produtos Manufaturados’ irá estimular ainda mais o desenvolvimento industrial, enquanto que o investimento de R$ dois bilhões em frotas de transporte rodoviário de carga vai melhorar a distribuição logística, permitindo uma maior integração com os mercados globais. Mais recursos garantem a propagação de call centers de informações e empresariais1 . Devido ao seu saldo positivo em conta corrente, políticas macroeconômicas favoráveis, elevados níveis de investimento e baixos níveis de dívida externa, esperava-se que o Brasil pudesse ser menos afetado pelo arrocho de crédito. No entanto, como os fluxos de investimento estrangeiro se inverteram e os valores dos ativos diminuiu, o Brasil também tem sido afetado pelo arrocho de crédito global, com os investimentos em grandes projetos de infra-estrutura e desenvolvimento sendo severamente afetados. 2 Visto que o desenvolvimento de infra-estrutura é uma questão premente, tanto para o desenvolvimento industrial como para a agenda social do Brasil, os custos de capital da modernização foram partilhados entre o Estado e o setor privado, através de parcerias público- privadas (PPPs). No setor dos transportes, o país está melhorando um modelo multi-modal e está investindo na ampliação e modernização de passagens que integram aeroportos, portos, ferrovias e hidrovias. O governo investiu R $ 1,3 bilhões em 65 aeroportos com a única intenção de aumentar o acesso a destinos turísticos populares e as zonas interiores do país. 3 Em 2003, o Brasil lançou o seu Plano Nacional de Turismo, que visa impulsionar o crescimento do turismo e atingir a taxa de nove milhões de visitantes estrangeiros por ano. Em 2008, o país foi visitado por 4,7 milhões de estrangeiros, que procuram as praias do Nordeste e as áreas urbanas no sudeste do país. O crescimento econômico permitiu que ambos as empresas locais e as multinacionais se beneficiassem de oportunidades em uma ampla gama de setores, incluindo infra-estrutura, materiais básicos, bens de consumo e de varejo, bem como o setor bancário. Tendências de 1 Portal do governo brasileiro, 2008 2 Oxford Analytica, ‘Brazil: Credit Crunch Puts Infrastructure on hold.’ Nov de 2008 3 Brazil’s National Investment Information Network (Rede Nacional Brasileira de Informações sobre Investimentos), 2008
  27. 27. 27/49 desregulamentação e abertura ao comércio também ajudaram as empresas locais a aumentar a eficiência e a produtividade enquanto obtém um crescimento voltado às exportações. 4 O sólido crescimento econômico e ambiente empresarial favorável no Brasil tem chamado a atenção de empresas estrangeiras, que estão cada vez mais buscando estender suas operações regionais para o Brasil. As iniciativas governamentais têm contribuído para incentivar os investidores estrangeiros a escolher do Brasil como uma opção privilegiada de investimento, bem como para fornecer incentivos para o investimento a partir do interior faz fronteiras do próprio país, através de programas de expansão, modernização e reestruturação em diversos setores da economia. Programas governamentais foram criados com a missão de atrair fundos e formar parcerias público- privadas, através do Brasil Trade Net. Outro exemplo de um departamento do governo brasileiro trabalhando com o sector privado é o Escritório para a Promoção das Exportações Brasileiras, uma PPP encarregada da promoção comercial do Brasil nos mercados externos. Indicadores Econômicos Nacionais Observando a história econômica e política do Brasil, vemos que não foi fácil atingir seu recente progresso econômico e sua estabilidade. Durante a década de 1990, o país experimentou hiperinflação enquanto o setor público estava praticamente falido. Embora tenham sido empregados remédios administrativos, altos níveis de corrupção e ineficiência atormentavam tanto o setor público quanto o privado. No final de 1993, tornou-se claro que, sem uma séria reforma fiscal, a inflação iria permanecer elevada e a economia não iria sustentar o crescimento. Em 2001, o colapso financeiro na Argentina provocou preocupações de que o candidato presidencial favorito no Brasil, Lula da Silva, declararia moratória na dívida nacional. Preocupações quanto ao merecimento de crédito por parte do governo brasileiro desencadearam um declínio econômico. No entanto, o Brasil tem experimentado um crescimento econômico estável sem precedentes desde 2003, que curou a maior parte das cicatrizes deixadas pela época de turbulência. Na medida em que a confiança é restaurada nas finanças nacionais e na saúde da economia, os fluxos de capital estão recuperando sua força e a moeda vem apreciando. Embora a estabilidade e a valorização da moeda do Brasil tenha desacelerado o crescimento de volumes exportados, tem facilitado o desenvolvimento do seu setor financeiro, que irá apoiar Brasil no crescimento de longo prazo. Como mostrado abaixo na Tabela 27: , o Brasil possui a décima maior economia do mundo. O Brasil também tem mercados financeiros bem desenvolvidos que, por sua vez, contribuíram para o crescimento dos setores da agricultura, mineração, manufatura e serviços. 4 The McKinsey Quarterly: “What’s ahead for business in Brazil”, Maio de 2007
  28. 28. 28/49 Tabela 27: Classificação do PIB Brasileiro, 2008 Classificação País PIB nominal 1 (No.) (milhões de USD) 1 Estados Unidos 14.330.000 2 Japão 4.844.000 3 China (RPC) 4.222.000 4 Alemanha 3.818.000 5 França 2.987.000 6 Reino Unido 2.787.000 7 Itália 2.399.000 8 Rússia 1.757.000 9 Espanha 1.683.000 10 Brasil 1.665.000 1 Obs: O PIB nominal é medido em dólares de 2008, calculado ao longo da lista de países pelas taxas de câmbio do mercado. Fonte: CIA World Factbook Com mais de 190 milhões de pessoas, o Brasil é o 5º mais populoso país do mundo, depois da China, Índia, Estado Unidos e Indonésia. No entanto, a taxa de crescimento médio anual da população foi de apenas 1,4 por cento entre 2000 e 2008, que é muito mais baixa do que na maioria dos outros países em desenvolvimento. A Tabela 28: abaixo apresenta um panorama dos principais fatos em relação à economia e à demografia do Brasil. Tabela 28: Fatos Específicos ao País, 2008 Parâmetro do país Fatos e números População 190,3 milhões (1 o Dez 2008) Capital Brasília Maior Cidade São Paulo Maior Religião Católica Romana (nominal) 73,6% Expectativa de vida População total: 71.71, Homens: 69 anos, Mulheres: 76 anos Moeda Real, BRL $ Principais produtos exportados Equipamento de transporte, minério de ferro, café, grãos de soja, calçados, carros PIB per capita (PPP) $9.695 (R$ 15.803) Taxa de desemprego 9,3% (est. de 2007) Fontes: CIA World Factbook, IBGE As seguintes subseções analisarão os principais indicadores econômicos que, conjuntamente, fornecem uma compreensão mais aprofundada da economia brasileira, incluindo a inflação, o PIB, a política monetária, a dívida externa e saldos de conta corrente. Inflação As tendências inflacionistas do Brasil podem ser classificadas em três períodos desde 1975. De 1975 a 1985, o Brasil enfrentou uma inflação moderadamente crescente. A taxa de inflação estava
  29. 29. 29/49 crescendo, mas a um ritmo mais lento em comparação com os nove anos seguintes. Programas de estabilização não foram capazes de reduzir abruptamente a taxa de inflação. De 1985 a 1994, o Brasil experimentou um forte crescimento na sua taxa de inflação. Quando começou a IMG começou a acompanhar a inflação no Brasil, em 1980, a taxa já chegava a 132 por cento. Entre 1980 e 1994, a inflação culminou em uma espantosa taxa de 2.075%, com os preços de fim de ano 20 vezes superiores em relação ao preço janeiro. Cinco programas de estabilização foram implementados, envolvendo congelamentos de preço abruptamente implementados. A inflação foi finalmente nocauteada em 1994, como resultado do "Plano Real". A Figura 2, abaixo, mostra o baixo nível de inflação que o Brasil vem tendo desde 1996, com a taxa raramente superior a 10 por cento. Embora a inflação tenha atingido 14,8 por cento em 2003, a inflação média desde então, continuou relativamente baixa, em 7,2%. Figura 2: Índices da Inflação Brasileira, 1995-2013 Obs: As estimativas começam em 2008, com base na mudança de preços percentual anual baseada nos níveis de preços Fonte: IMF World Economic Outlook, 2008 O FMI previu o declínio da inflação anual brasileira em relação à taxa de 2008 de 5,7 por cento, se estabilizando em cerca de 4,5 por cento. As projeções da inflação apresentados acima na Figura 48 foram publicados pelo FMI em 2008, antes do agravamento da recessão mundial e preocupações quanto a uma espiral deflacionista. Relatórios recentes indicam que a inflação estava em 5,84 no início de 2008 5 e veio progressivamente aumentando para 5,9 por cento até março de 2009, indicando que, até agora, as projeções têm proporcionado uma base bastante confiável de previsão dos atuais níveis de inflação. 5 ChinaView.cn ‘Brazil’s Inflation Reaches 5.9 percent in February’. http://news.xinhuanet.com/english/2009-03/12/content_10996951.htm
  30. 30. 30/49 As tendências inflacionistas e projeções discutidas acima são relevantes para o estudo de viabilidade do estádio de Recife de duas maneiras: 1) gestão de custos de construção e 2) diminuição da taxa de obstáculos para avaliar o retorno sobre o investimento. Em primeiro lugar, uma taxa de inflação estável ou em declínio permite uma gestão mais eficaz dos custos de construção propostos para o estádio. A índice de custo de construção (ICC) nem sempre se mover alinhado à inflação, visto que os mercados globais de commodities de aço, cimento, gasolina, etc. também são motores essenciais do índice. No entanto, como a inflação está diminuindo globalmente, com um risco de deflação entre os países desenvolvidos, seria de se esperar que o CCI também estivesse em declínio. Como mencionado anteriormente, o declínio dos fluxos de investimentos estrangeiros já reduziram o volume de projetos de infra-estruturas e outros projetos de desenvolvimento. Reserva de capacidade e a falta de demanda no sector de construção deverá proporcionar condições favoráveis para preços com descontos em uma ampla gama de custos envolvidos em um grande projeto de desenvolvimento. Em segundo lugar, as taxas de inflação são vinculadas às taxas de juro - a taxa de obstáculo para avaliar a rentabilidade dos investimentos no estádio de Recife. Como demonstra uma comparação da Figura 3 abaixo e da Figura 2 acima, taxas de inflação mais altas exigem taxas de juros mais elevada. A taxa de juro em 1995 chegou a um pico de cerca de 85 por cento, oferecendo uma margem de retorno para os investidores acima da taxa de inflação, de 65 por cento. Figura 3: Taxas de Juros no Brasil, 1995-2007 Obs: A taxa de jutos representa a SELIC (Serviço Especial de Liquidação e Custódia) anual Fonte: Banco Central do Brasil Após a inflação se estabilizar em 1996, as taxas de juros também caíram, embora as taxas de juros tenham aumentado em resposta aos aumentos de inflação em mercados que reagiram exageradamente aos receios do ressurgimento da hiper-inflação histórica que um dia houve no
  31. 31. 31/49 Brasil. Quando a taxa de inflação permaneceu moderada, as taxas de juros retomaram o monitoramento da inflação, com um acréscimo de aproximadamente 10%. A taxa de juros SELIC aumentou para aproximadamente 13 por cento em 2008, Quando o Banco Central buscava evitar a inflação. No entanto, em 2009, a SELIC diminuiu para 11,25 por cento, visto que o Banco Central do Brasil quer estimular a economia. Ao avaliar os potenciais retornos sobre o investimento gerados pela hospitalidade e receitas provenientes das entradas para o público geral, os investidores locais irão comparar a taxa interna de retorno gerada pelo estádio de Recife para reduzir as taxas de retorno oferecidas em outras áreas da economia. Se as taxas de juro continuarem a diminuir no Brasil, devido à necessidade de estimular a economia, os investidores podem tornar-se menos rigorosos em termos do retorno financeiro necessário, parcialmente contrabalanceando as dificuldades em financiar um grande projeto de desenvolvimento durante o atual arrocho de crédito. Taxas de câmbio & Política Monetária Uma taxa de câmbio flutuante, um regime contra a inflação e política fiscal rígida são as três principais áreas do programa de crescimento econômico e estabilidade do Brasil. Esta situação tem sido acompanhada por excedentes em conta corrente motivados por commodities, políticas macroeconômicas sólidas que têm impulsionado as reservas internacionais para níveis historicamente elevados e reduzido a dívida pública, assim como uma notável redução nas taxas de juros reais. De 2003 a 2007, o Brasil vem registrando superávits comerciais e teve seu primeiro superávit de conta corrente desde 1992 6 . Decisões de política monetária têm sofrido grandes alterações, em resposta aos principais desenvolvimentos recentes da economia brasileira. Durante o primeiro ano de registro (1980), o FMI registrou uma taxa de inflação de 132 por cento. 14 anos depois, a taxa estava em espantadores 2075 por cento. A hiperinflação dos anos 1980 e início de 1990 levou a várias tentativas infrutíferas de estabilização, principalmente através da intervenção do governo e de congelamento de preços. Depois de uma crise cambial em janeiro de 1999, o Brasil implantou um regime cambial flexível combinado a metas inflacionárias. Alguns economistas acreditam que os mercados emergentes não permitem que a taxa de câmbio flutue tanto quanto o anunciado e, portanto, sofrem com o medo da flutuação. No entanto, o Banco Central do Brasil se preocupa muito mais com a inflação do que com a volatilidade cambial. Controlar as taxas de inflação para níveis mais baixos pode ser dinamicamente inconsistente e o Brasil poderia ser um exemplo notável. A Figura 4: abaixo ilustra as 6 Prospectos Globais do Brasil, Banco Central do Brazil. Abril de 2008
  32. 32. 32/49 flutuações no valor do Real brasileiro contra dólar dos EUA, em gritante contraste com a estabilidade das taxas de inflação mostradas na Figura 2: acima. Figura 4: Índice Real de Câmbio (em US$), 1995 – 2007 Obs: índice de câmbio comercial no final do dia (venda). Fonte: Banco Central do Brasil A política monetária do Banco Central Brasileiro foi claramente dirigida para alvejar as taxas de inflação, e não a gestão das taxas de câmbio - como é feito muitas vezes em mercados emergentes. Como tal, o investimento no estádio de Recife precisará ter em conta as flutuações das taxas de câmbio impulsionadas pelas forças do mercado. A taxa de câmbio brasileira tende a flutuar de acordo com o spread do Emerging Market Bond Index7 (Índice de Títulos da Dívida de Mercados Emergentes, EMBI), devido a movimentos subjacentes dos fluxos de capitais. Um aumento no prêmio de risco leva a uma parada súbita dos fluxos de capitais e uma depreciação do valor de moeda necessário para gerar superávit comercial e compensar a diminuição dos fluxos de capitais. Outra motivação da taxa de câmbio BRL / USD é a razão da dívida pública em relação ao PIB, visto que cerca de metade da dívida do Brasil foi denominada em dólares, entre 2001 e 2003. O acompanhamento do EMBI e da dívida pública do Brasil versus PIB poderá fornecer indicações úteis taxas de câmbio futuras, que oscilou de 1,6 para quase 4,0 BRL / USD ao longo dos últimos 10 anos. 7 O índice EMBI é calculado pela JP Morgan. O EMBI spread é a diferença entre o rendimento das obrigações expressas em um dólar emitidas pelo governo brasileiro e uma obrigação correspondente emitida pelo Tesouro dos EUA e é, portanto, uma medida da avaliação dos mercados da probabilidade de que o Brasil possa declarar mora sobre a sua dívida obrigações.
  33. 33. 33/49 Produto Interno Bruto O Produto Interno Bruto, ou PIB, mede a atividade econômica de um país. Como mostrado na Figura 5: abaixo, a economia do Brasil tem crescido a um ritmo bastante estável entre 2004 e 2007. Durante este período, o crescimento variou entre 3,2 a 5,7%, com média de aproximadamente 4,5%. Como mencionado anteriormente na Tabela 27: , o PIB do Brasil é o décimo maior do mundo, logo atrás apenas do PIB da Espanha. Figura 5: Taxa de Crescimento Anual do PIB, 1991 – 2013 Fonte: IMF World Economic Outlook Embora o crescimento econômico do Brasil tenha sido menos estável entre 1995 e 2004, desacelerações em 1998 e 1999, o crescimento econômico aumentou e se tornou mais estável ao longo deste período. Espera-se que o Brasil continue a sua tendência de crescimento estável, com um crescimento ligeiramente decrescente durante 2009, devido à diminuição da demanda global, mas depois retomando sua taxa prévia de aproximadamente quatro por cento. Embora a taxa global de crescimento econômico seja motivada por determinadas regiões ou setores da economia, enquanto outros estão em declínio, a tendência geralmente positiva de crescimento econômico é um bom sinal para a expansão do mercado de hospitalidade corporativa no futuro. Pode-se esperar que nossas estimativas atuais da dimensão do mercado de hospitalidade corporativa cresçam alinhadas ao crescimento do PIB nos próximos anos. Embora uma taxa média de crescimento anual de quatro por cento possa ser escala modesta, a taxa de crescimento anual composta aumenta de ano a ano. Se o mercado de hospitalidade corporativa
  34. 34. 34/49 aumentasse a uma taxa de crescimento anual composta (TCAC) de quatro por cento, o mercado se expandiria 48 por cento ao longo de 10 anos. Seções subseqüentes irão analisar a evolução econômica por região e por sector, para fornecer uma base mais sólida para a projeção do crescimento econômico do mercado da hospitalidade de Recife. Estrutura, Setores & Tendências Industriais Ofertas de produtos de hospitalidade são, em grande parte, orientada aos setores predominantes da economia, que se caracterizam relacionamentos entre empresas e clientes. Como mostrado abaixo na Figura 6: , o setor de serviços é o maior componente do PIB brasileiro, com 65,8 por cento, seguido pelo setor industrial, com 28,7 por cento e agrícola, representando 5,5 por cento do PIB. Figura 6: Participação por Indústria no PIB Brasileiro, 2007 Services, 65.80% Agriculture, 5.50% Industry, 28.70% Fonte: CIA World Factbook – estimativas para 2007 O setor de serviços do Brasil é especialmente bem desenvolvido em relação à dimensão do seu sector agrícola, especialmente em comparação a outros países da América do Sul, como a Argentina (56,5 por cento de serviços, agricultura a 9,5 por cento), Paraguai (serviços a 52 por cento, a agricultura com 31 por cento), e Bolívia (serviços a 43 por cento, a agricultura com 40 por cento). Dentro da América do Sul, só o Uruguai tem um setor de serviços que compreende uma parte maior de sua economia que o Brasil, com 76 por cento do PIB proveniente de serviços. 8 O crescimento do mercado de hospitalidade corporativa segue de perto o crescimento destes sectores da economia nacional. Se tivéssemos de avaliar o crescimento dos mercados de hospitalidade do Brasil ao longo do tempo, ficaríamos preocupados antes de mais nada com as tendências de crescimento nos vários sectores da economia. A Figura 7 mostra a taxa de 8 CIA World Factbook, estimativas de 2007
  35. 35. 35/49 crescimento do PIB por indústria, desde o terceiro trimestre de 2007 até o segundo trimestre de 2008. Figura 7: Taxa de Crescimento do PIB, por Indústria, 3o trimestre/2007 ao 2o trimestre/2008 5.7 1.9 1.3 1.9 1.1 1.2 1.6 1.8 -1.3 1.7 1.2 0.8 3.8 0.9 1.3 1.6 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 Agriculture Industry Services Total GDP % Q3/2007 Q4/2007 Q1/2008 Q2/2008 Fonte: IBGE A indústria agrícola passou pelas maiores flutuações durante este período, caindo 1,3 por cento no primeiro trimestre de 2008, seguido por um crescimento 3,8 por cento durante o trimestre seguinte. Ambos os setores industrial e de serviços mantiveram um crescimento estável ao longo do ano, com a taxa variando entre um e dois por cento. De forma geral, a taxa de crescimento trimestral total subiu 1,5 por cento, com exceção do primeiro trimestre de 2008. Panorama Corporativo por Setor da Indústria Outra forma de avaliar a estrutura da atividade econômica no Brasil é analisar o número de empresas ativas dentro de cada setor e os níveis de emprego atribuíveis a estes setores. Demanda por hospitalidade corporativa é, em última instância, impulsionado pela demanda das empresas e o número de potenciais clientes por setor pode diferir da contribuição de cada setor para o PIB, visto que os tamanhos das empresas podem variar de setor para setor. Como demonstrado na Tabela 37 abaixo, duas atividades principais dominam o panorama corporativo do Brasil: comércio (48,8 por cento) e os serviços profissionais (14,1 por cento). Juntos, eles representam 63 por cento do número de empresas que operam no país. Outros 17,7 por cento são compostos por atividades de transformação e outros serviços: 9,3 e 8,4 por cento, respectivamente. Estes quatro segmentos perfazem 80,6 por cento do total das corporações do país.
  36. 36. 36/49 Tabela 29: Perfis Empresariais no Brasil por Indústria Setor industrial Número de empresas População empregada (#) (%) (#) (%) Agricultura, Pecuária, Atividades Florestais 36.314 0,7 441.836 1,2 Pesca 2.747 0,1 19.321 0,1 Indústria extrativista 14.060 0,3 141.683 0,4 Indústria de transformação 496.938 9,3 7.019.167 18,7 Produção e distribuição de eletricidade, gás e água 2.128 0,0 236.554 0,6 Construção 128.092 2,4 1.346.865 3,6 Comércio (ex: conserto de carros e objetos) 2.623.022 48,8 8.725.863 23,2 Hospedagem e alimentação 357.962 6,7 1.420.240 3,8 Transporte, Armazenagem e Comunicações 196.424 3,7 1.901.551 5,1 Intermediários financeiros, Seguros, Seguridade Social, etc. 74.433 1,4 720.897 1,9 Atividades de propriedades, aluguel e serviços prestados a empresas 758.700 14,1 4.418.339 11,8 Administração pública, defesa e segurança pública 14.559 0,3 6.926.987 18,4 Educação 93.004 1,7 1.314.850 3,5 Serviços de saúde e sociais 120.873 2,3 1.281.334 3,4 Outros serviços públicos, sociais e pessoais 451.951 8,4 1.661.347 4,4 Organizações internacionais e outras instituições estrangeiras 84 0,002 686 0,002 Total 5.371.291 100.0 37.577.520 100.0 Fonte: Comperio & IBGE O número de empregados no comércio é impulsionado, em parte, pela pequena dimensão das unidades empresariais constituintes, uma vez que apenas 23,2 por cento da força de trabalho está envolvida neste segmento, contra 48,8 por cento das empresas. Inversamente, a administração pública representa cerca de sete milhões de empregos, mas é composto por apenas 0,3 por cento das empresas (14.559 pessoas jurídicas). Como as empresas abaixo de uma certa dimensão não fazem parte do mercado de hospitalidade corporativa, discriminamos o panorama corporativo do Brasil por tamanho da empresa, na Tabela 30: abaixo. Pequenas e médias empresas com quatro a 19 empregados representam 96,8 por cento das empresas do Brasil. No entanto, elas ocupam apenas 34,9 por cento da força de trabalho. Médias empresas brasileiras, com 20 a 99 empregados, representam apenas 2,6 por cento do mercado corporativo, mas empregam 14,2 por cento da população ativa. Grandes empresas do Brasil, com mais de 100 empregados são 0,6 por cento das empresas, mas empregam 51 por cento da força de trabalho ocupada.
  37. 37. 37/49 Tabela 30: Perfil de Empresa & Mercado de Hospitalidade no Brasil – Por Faixa de Funcionários No. de Funcionários No. de empresas População empregada (Amplitude) (#) (%) (#) (%) 0 – 4 4.457.436 83,0 6.711.191 17,9 5 – 9 499.618 9,3 3.213.447 8,6 10 – 19 242.295 4,5 3.173.633 8,4 20 – 29 63.925 1,2 1.513.420 5,0 30 – 49 45.216 0,8 2.705.728 4,5 50 – 99 30.556 0,6 2.100.558 5,6 100 – 249 18.194 0,3 2.795.350 7,4 250 – 499 7.131 0,1 2.477.265 6,6 500+ 6.910 0,1 13.886.928 37,0 Total de empresas 5.371.291 100,0 37.577.520 100,0 Mercado de hospitalidade 14.041 0,2 16.364.193 43,6 Fonte: Comperio Research & IBGE Estimamos o mercado de hospitalidade corporativa com base na dimensão das empresas, partindo do princípio que as empresas com mais de 250 funcionários terão recursos financeiros suficientes para comprar produtos de hospitalidade. Geralmente, as empresas com mais empregados também têm maior volume e lucro e têm, portanto, mais chances de buscar produtos de hospitalidade. Além disso, um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica uma relação estreita entre o tamanho da empresa e da receita. Portanto, a dimensão da empresa deve ser um substituto útil para avaliar o tamanho do mercado de hospitalidade corporativa, na ausência de dados de receitas. Receita líquida & Tamanho de Empresas no Setor de Serviços do Brasil De acordo com um levantamento da Comunicação Social do IBGE, existe uma estreita relação estatística entre as receitas e número de empregados, o que é relevante para estimar o tamanho do mercado de hospitalidade corporativa. A Tabela 31: ilustra os níveis de produtividade bem mais elevados e receitas operacionais líquidas obtidas por empresas com mais de 250 funcionários, versus as empresas menores.
  38. 38. 38/49 Tabela 31: Total de Empresas e Grandes Prestadoras de Serviços por Variáveis Selecionadas, 2006 Variáveis selecionadas Empresas pequenas e médias (0 - 250 funcionários) Grandes empresas (250+ funcionários) Número de empresas 958.290 3.055 Pessoas empregadas 8.151.683 3.206.661 Número médio de pessoas empregadas pela empresa 9 1.050 Salários, débitos e outras compensações (R$ ‘000s) 95.065.890 47.149.161 Salário mensal médio (R$ ‘000s) 1 2.7 3.3 Valor agregado (R$ ‘000s) 278.188.925 140.905.089 Produtividade (R$ ‘000s) 34.1 43.9 Receita operacional líquida (R$ ‘000s) 501.089.746 274.149.475 Receita operacional líquida por empresa (R$ ‘000s) 523 89.738 1 Obs: em salários mínimos, que eram R$ 4,400 em 2006 Fonte: Comunicação Social do IBGE A receita operacional líquida das empresas com mais de 250 empregados foram 170 vezes superiores aos das empresas com menos pessoal. Enquanto os valores de receita bruta não foram fornecidos por empresa neste estudo, a receita operacional líquida (ou seja, os lucros) são uma indicação de uma melhor capacidade de compra de produtos de hospitalidade. A rentabilidade substancialmente maior das empresas com maiores níveis de pessoal refuta o contra-argumento de que as empresas com maiores níveis de pessoal têm custos adicionais mas não são necessariamente mais rentáveis ou capazes de comprar os produtos de hospitalidade. No mercado brasileiro, os efetivos fornecem um substituto viável para dados corporativos acerca do volume de negócios no dimensionamento dos mercados de hospitalidade corporativa. A pesquisa do IBGE também demonstra que a rentabilidade das grandes empresas no setor dos serviços foi crescente entre 2000 e 2006. Em 2006, havia 958.290 empresas no Brasil no setor de serviços, com apenas 3.055 grandes empresas com mais de 250 empregados9 . No entanto, a proporção de trabalhadores empregados pelas grandes empresas aumentou de 31,7 por cento em 2000, para 39,3 por cento em 2006 - um aumento de 13,8 por cento em termos absolutos, com níveis de emprego nas grandes empresas tendo crescido na ordem de 922 pessoas para chegar a 1050 pessoas durante o mesmo período. Isto foi contribuído principalmente por dois subsetores, que foram o de serviços prestados a empresas (um aumento de 23,8 por cento) e de serviços prestados às famílias (um aumento de 15,0 por cento). A receita operacional líquida das grandes empresas aumentou 2,8 por cento para 54,7 por cento durante estes seis anos, enquanto que o valor Agregado aumentou de 48,5 para 50,7 por cento. No 9 Comunicação Social do IBGE Social Communication, Pesquisa Anual de Serviços do PAS 2006, 30 de julho de 2008
  39. 39. 39/49 entanto, o salário, saques e outras compensações permaneceram estáveis, em 49,6 por cento, o que poderia ser uma das razões para o aumento da receita líquida. A Tabela 32: mostra que as grandes empresas dentro do setor Serviços de Informação obtiveram a média mais elevada das receitas operacionais em 2006, representando R$ 56.674.484, seguidas pelos serviços de reparo e manutenção (R$ 9.855.440) e transportes, serviços auxiliares de transporte e atividades de envio (R$ 8.688.604 ). Por isso, é razoável que o salário médio de grandes empresas de serviços de informação Seja muito maior do que o dos outros setores, totalizando 9,4 salários mínimos em rendimentos, em foram R$ 4.400 em 2006. Tabela 32: Comparação do Tamanho de Empresa Dentro do Subsetor de Prestação de Serviços 1 Note: O salário mínimo em 2006 era de R$ 4,400 Fontes: Comunicação Social do IBGE, 2006 Em conclusão, no setor de serviços, as grandes empresas geralmente fazem mais lucros, dão maiores salários a seus empregados e também obtêm maiores produtividades. Isto valida ainda mais a nossa decisão de usar grandes empresas como o alvo do mercado de hospitalidade corporativa, graças ao aumento da proporção das receitas de grandes empresas. Setor agrícola Nos últimos anos, preços crescentes das mercadorias forneceram amplas oportunidades para o Brasil para iniciar um substancial crescimento empresarial com base na exportação. Apesar do crescimento dos preços de commodities ter abrandado, ou mesmo se invertido, devido à crise econômico global, às mudanças estruturais em curso na economia mundial permitirão ao Brasil Subsetor de Serviços Empregos médios por empresa Receita operacional líquida, por Empresa Salário médio1 Todas as empresas Grandes empresas Todas as empresas Grandes empresas Todas as empresas Grandes empresas (#) (#) (R$’000s) (R$’000s) (R$’000s) (R$’000s) Serviços prestados a famílias 6 993 14,9 5.387.0 1,5 2,3 Serviços de informação 9 1.162 229,4 56.674.7 6,3 9,4 Serviços para empresas 13 1.183 48,1 3.431.6 2,4 2,3 Transporte, serviços auxiliares de transportes e atividades de envio 15 867 118,2 8.688.6 3,2 4,1 Atividades imobiliárias e de aluguel 5 562 42,0 5.032.9 2,6 4,2 Serviços de manutenção e reparo 4 785 9,6 9.855.4 1,8 3,9 Outras atividades de serviços 5 - 24,9 4.166.3 2,6 2,5 Total 9 1.050 52,3 8.973.8 2,7 3,3
  40. 40. 40/49 novamente colher os benefícios de sua rica base de recursos naturais. A forte demanda chinesa vai fornecer ao Brasil uma excelente oportunidade para aumentar as exportações e o crescimento. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e café e é também o maior produtor mundial de minério de ferro, que está sendo avidamente consumido pela China e outras nações em desenvolvimento. O Brasil responde por 25 por cento das exportações mundiais de cana brutas e açúcar refinado. É também o líder mundial nas exportações de soja e é responsável por 80 por cento do suco de laranja do planeta. Além disso, desde 2003, o Brasil teve a maior venda de carne de frango de todos os países que atuam neste setor. Pioneiro e líder na fabricação de madeira de fibra curta de celulose, o Brasil também tem alcançado resultados positivos no segmento de embalagem, em que é o quinto maior produtor do mundo. Setor Industrial Em termos de seu crescimento industrial, o Brasil é a terceira maior nação industrializada nas Américas, representando aproximadamente 60 por cento da produção industrial da América do Sul. A diversificada gama de indústrias brasileiras inclui as indústrias de automóveis, aço, petroquímica, computadores, aviões, bens duráveis e de consumo. Com o aumento da estabilidade econômica trazida pelo pacote de emergência conhecido como "Plano Real", indústrias brasileiras e multinacionais têm investido pesadamente em novos equipamentos e em tecnologia. Estes investimentos têm resultado em fluxos de entrada médios de US$ 20 bilhões por ano durante os últimos anos, em comparação a apenas US$ dois bilhões / ano na última década, demonstrando um crescimento notável no setor. Empresas como a Embraer, fabricante da aeronaves, são exemplos de sucesso de empresas que se beneficiaram da recente ênfase tecnológica. A Embraer tornou-se uma concorrente mundial na indústria aeronáutica em um período de tempo relativamente curto, demonstrando os benefícios da recente ênfase em tecnologias orientadas para o desenvolvimento. Outro setor que tem crescido rapidamente é o setor energético. Substanciais investimentos na extração de biocombustíveis, uso de energia nuclear e hidrelétrica conferiram independência energética ao Brasil. A produção de etanol no Brasil cresce rapidamente e é considerada como uma das mais eficientes no mundo em desenvolvimento. Duas enormes reservas recentemente encontradas ao largo da costa atlântica brasileira tem o potencial de catapultar o país ao topo da lista dos 10 maiores produtores mundiais durante os próximos 10 anos. Embora os campos offshore precisem de tempo e dinheiro para desenvolver, a Petrobrás, a companhia petrolífera estatal, já concluiu uma série de perfurações de teste promissoras. As estimativas do tamanho exato dos campos Tupi e Carioca variam, mas as reservas já foram aclamadas como os maiores achados do petrolíferos dos últimos 30 anos.
  41. 41. 41/49 Recursos minerais comprovados também são extensivos. As grandes reservas de ferro e manganês são importantes fontes de matérias-primas industriais e de receitas de exportação. Depósitos de níquel, estanho, cobre, chumbo, tungstênio, zinco, ouro, etc. e de outros minérios também estão sendo explorados. Serviços O setor de serviços do Brasil é variado, tanto em termos de sub-setores e das dimensões do setor. Nichos de alta tecnologia onde o país alcançou uma vantagem competitiva são setores que provavelmente terão crescimento no futuro - com o crescimento do sector dos serviços ligados às exigências dos principais setores industriais e agrícolas, bem como impulsionado por um crescimento da população e a mudança de preferências dos consumidores. Se as reformas estruturais nacionais continuarem e a estabilidade macroeconômica for mantida, o setor financeiro do Brasil provavelmente continuará crescendo em termos da dimensão e amplitude dos serviços oferecidos. Visão Econômica Regional A parte do Sudeste do Brasil é a região com o mais alto PIB e mais alta população. O PIB desta região representa 55% do PIB do Brasil, com uma população 78,5 milhões. Recife é a quinta maior área metropolitana do Brasil e é a capital do estado de Pernambuco no nordeste de Brasil. É a principal zona industrial do Estado de Pernambuco. Graças aos incentivos fiscais do governo, muitas empresas industriais foram instituídas na década de 1970 e 1980. As principais são as que produzem produtos de cana (açúcar e etanol), eletroeletrônicos, alimentos, produtos químicos e minerais. Recife tem a tradição de ser o mais importante centro comercial no nordeste de Brasil. Com climas agradáveis e um belo litoral, a indústria do turismo desempenha um papel importante na economia do Recife. A cidade atrai muitos visitantes por ano, principalmente devido às suas espetaculares praias e ao entretenimento. O Carnaval recentemente realizado em Recife foi considerado como um dos melhores do país. Há também uma série de igrejas antigas, monumentos e edifícios históricos, centros comerciais, museus e teatros. Recife é um dos principais centros empresariais do Brasil, principalmente porque tem dois portos. Um está localizado na cidade em si e do outro está localizado a cerca de 40 quilômetros de distância. A Região Metropolitana do Recife (RMR) representa cerca de 35% do PIB do nordeste brasileiro. No Estado de Pernambuco, Recife é responsável por uma grande parte do PIB estadual, cerca de 82%, conforme demonstrado na Tabela 41, abaixo. Tabela 33: Crescimento Econômico em Pernambuco & Recife, 2002-2005
  42. 42. 42/49 Cidade / Região 2002 2003 2004 2005 TCAC, 2002-2005 (R$ '000s) (R$ '000s) (R$ '000s) (R$ '000s) (%) Recife 12.634.176 13.420.813 14.775.975 16.664.468 9,7% Pernambuco 15.340.092 16.448.715 18.151.631 20.516.990 10,2% % de Recife 82% 82% 81% 81% N/A Fontes: IBGE e Comperio Enquanto que o PIB de Pernambuco passou de R$ 15,3 para R$ 20,5 bilhões de 2002 a 2005, o crescimento de Recife foi responsável por aproximadamente R$ 4,0 bilhões destes R$ 5,2 bilhões em crescimento regional, com a taxa de crescimento anual tanto de Recife quanto de Pernambuco superior à média nacional. Em 2005, a economia de R$ 16,6 bilhões de Recife era o dobro do que fora 15 anos antes, em 1996. A Figura 8 mostra que a Região Metropolitana de Recife é a quinta maior área metropolitana do Brasil, com aproximadamente 3,7 milhões de residentes. Como um centro econômico e uma cidade com serviços relativamente melhores do que os de seus vizinhas, Recife tem servido para atrair novos imigrantes, embora este ritmo tenha se suavizado ao longo da última década. A cidade de Recife também é uma das maiores cidades do país, com estimado 1,5 milhão de residentes. Figura 8: População Metropolitana Estimada, 2008 3,731,719 - 2,000,000 4,000,000 6,000,000 8,000,000 10,000,000 12,000,000 14,000,000 16,000,000 18,000,000 20,000,000 S ão P auloR io de Ja neiroB elo H orizonte P orto A legre R ecife S alva dor F ortaleza C uritiba B elém G oiânia N atal M aceió Fonte: IBGE Apesar de sua atração para o emprego e serviços, ou talvez por causa dela, Recife ainda sofre de uma elevada taxa de pobreza e baixas condições de vida para grande parte da sua população. A Figura 9, abaixo, indica que a Região Metropolitana do Recife também tem uma elevada taxa de
  43. 43. 43/49 desemprego, que é a região com a segunda mais elevada taxa de desemprego do país. Mesmo que a taxa de desemprego tenha caído 2,6%, as taxas de desemprego em 2007 e 2008 foram superiores à média nacional. Figura 9: Índice Médio de Desemprego em Regiões Metropolitanas, 2007 – 2008 13.7% 12.0% 10.1% 7.6% 7.3% 7.2% 9.3% 11.7% 8.0% 6.8% 6.1% 6.8% 8.6% 9.4% 0.0% 2.0% 4.0% 6.0% 8.0% 10.0% 12.0% 14.0% 16.0% Salvador Recife São Paulo Belo Horizonte Porto Alegre Rio de Janeiro Average rate 2007 Average Unemployment Rate 2008 Average Unemployment Rate* Obs: O Índice Médio de Desemprego em Regiões Metropolitanas é calculado usando dados de Jan 2008 a Out 2008. Fonte: IBGE Uma questão importante no Recife é o elevado nível de desigualdade, atualmente considerado o maior no Brasil. As manifestações físicas da pobreza e da desigualdade são vistas mais claramente nos grandes número de assentamentos informais em Recife. De fato, segundo o IBGE, Recife tem a maior percentagem da sua população vivendo em assentamentos informais do que qualquer outra cidade brasileira, representando 46 por cento do total. Os investimentos na requalificação física urbana proporciona a oportunidade de se abordar questões políticas e institucionais mais amplas. Este é um caso particular para os setores de habitação e de terrenos. O governo brasileiro está tentando resolver estas questões com um programa de reformas abrangente, que visa melhorar o setor público para reduzir a desigualdade. Globalmente, Recife ainda está se desenvolvendo e tem grande potencial. Recentemente, Recife recebeu um empréstimo do BIRD de a US$ 32,76 milhões, no Projeto de Inclusão Social e Desenvolvimento Urbano de Recife, para apoiar a modernização das favelas na Bacia do Rio Capibaribe e promover o desenvolvimento integrado e sustentável da região. Este projeto irá beneficiar diretamente mais de 225.000 habitantes de áreas de baixa renda, melhorando a habitação, saúde, educação e emprego através de mais e melhores serviços.
  44. 44. 44/49 Situação Econômica Atual & Previsões O Brasil continua a buscar o crescimento industrial e agrícola e o desenvolvimento de seu interior, com a Copa do Mundo 2014 proporcionando uma sensação de urgência para impulsionar projetos de infra-estrutura, apesar da atual crise financeira e esfriamento econômico. Ao longo da maior parte de 2008, o crescimento econômico no Brasil continuou a acelerar seu ritmo e se aproximou da taxa de 6,8 por cento no terceiro trimestre. A taxa elevada e o crescente ritmo de crescimento no Brasil em face da lentidão na maioria dos outros mercados globais fizeram com que os analistas da KPMG a concluir, em dezembro de 2008, que "A crise financeira dos EUA não vai descarrilar Brasil”. 10 Dados recentemente publicados sobre o 4 º trimestre de 2008 indicam que a alta taxa de crescimento no 3 º trimestre foi fortemente invertida, com uma contração da economia de 3,6 por cento em relação à sua posição no final do 3 º trimestre. Esta forte reversão das fortunas no Brasil não alterou os valores do crescimento global para 2008, amortecendo as taxas de crescimento anual para 5,1 por cento, alinhados às expectativas do mercado de 5,2 por cento do crescimento, como mostrado na Figura 10 abaixo: Figura 10: Crescimento Econômico Trimestral no Brasil, 2008 Fonte: IBGE 10 KPMG International, ‘Brazil’ High Growth Markets Magazine, Dezembro de 2008 .
  45. 45. 45/49 Em 2008 como um todo, a economia brasileira cresceu 5,1 por cento após uma expansão de 5,7 por cento em 2007, como mostrado na figura 11 abaixo. Isso foi alinhado às expectativas do mercado, de 5,2 por cento de crescimento anual, de acordo com a estimativa mediana de 20 economistas pesquisados pela Reuters. Figura 11: Crescimento Econômico Anual no Brasil, 2000-2008 Fonte: IBGE Embora os números da taxa de crescimento anual pareçam promissores, Roberto Padovani, economista-chefe da West LB Brasil, concluiu que a forte desaceleração no quarto trimestre "estabelece o ambiente para uma acentuada desaceleração em 2009." Esta opinião é reforçada por uma análise mais aprofundada dos motivadores subjacentes ao declínio econômico no quarto trimestre - avaliando em quais setores o crescimento econômico é decrescente, como mostrado na Figura 12 abaixo. Figura 12: Crescimento Econômico Trimestral no Brasil por Setor, 2008
  46. 46. 46/49 Fonte: IBGE A produção industrial diminuiu 7,4 por cento no quarto trimestre de 2008, seguido por nova redução em janeiro de 2009. A confiança dos consumidores sofreu uma baixa histórica em fevereiro, e empresas como a fabricante aviões Embraer, estão demitindo milhares de trabalhadores para fazer face ao rápido declínio da demanda. A indústria transformadora (manufatura) arrastou a economia para baixo no quarto trimestre, com as indústrias siderúrgicas e montadoras reduzindo a produção a medida em que a demanda se esgotava. A produção industrial caiu 7,4 por cento a partir do terceiro trimestre, a sua maior queda desde o quarto trimestre de 1996. Gastos de capital caíram 9,8 por cento no quarto trimestre, após subirem 6,7 por cento em relação ao trimestre anterior, sinalizando que as empresas estão receosas de investir para aumentar a capacidade em face a tantas incertezas econômicas. O sector agrícola, um eixo da economia brasileira, contraiu 0,5 por cento no quarto trimestre em relação ao terceiro, quando cresceu 1,5 por cento. O consumo domiciliar, que haviam sido um grande motivador do boom econômico no Brasil nos últimos anos, encolheu dois por cento no numa comparação trimestral. O sector dos serviços contraiu 0,4 por cento em relação ao terceiro trimestre, quando havia se expandido 1,4 por cento. Até recentemente, a meta de crescimento do governo para este ano era um eminente quatro por cento, objetivo este que o ministro Guido Mantega declarou recentemente não ser mais viável. Mantega, no entanto, salientou que a economia já estava mostrando sinais de recuperação e que o Brasil não iria escorregar para uma recessão neste ano; "o Brasil é um de grupo muito restrito de
  47. 47. 47/49 países que vão ter um crescimento positivo este ano", disse ele em uma coletiva de imprensa em Brasília, sem fornecer uma previsão para este crescimento. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um antigo líder sindical que presidiu o Brasil durante o maior boom econômico em três décadas, chamou os números do quarto trimestre uma "bandeira vermelha", mas também expressou confiança de que as medidas que o governo tem tomado para estimular a concessão de empréstimos e o consumo daria frutos nos próximos meses, dando um impulso à economia. Espera-se que o Banco Central do Brasil reduza as taxas de juros numa tentativa de aumentar a concessão de empréstimos e de consumo para evitar um crescimento negativo em 2009, com investimentos há muito devidos na área de infra-estrutura - tornados mais urgente graças à aprovação do Brasil para sediar a Copa do Mundo em 2014 - susceptível de focar as despesas do sector público e proporcionar foco para as políticas orçamentais destinadas estabilizar a economia mundial durante a desaceleração. Contudo, a previsão a longo prazo da economia brasileira é mais brilhante do que a de curto ou médio prazo, que são ensombradas pelo esfriamento econômico global. A visão de longo prazo da economia brasileira é sustentada por considerações estruturais e demográficas. De acordo com cálculos do banco Goldman Sachs, o Brasil vai parar de ser a nona maior economia do mundo (2007) para se tornar a quarta maior em 2050. Esta transformação está correlacionada a vantagens demográficas do Brasil. A ONU prevê que a população brasileira será de aproximadamente 212 milhões até o ano de 2020, o que significa um aumento em mais de um sétimo da população atual em apenas 12 anos ou, em termos numéricos, um aumento de 25 milhões de novos cidadãos. Figura 13: Desenvolvimento das Maiores Economias do Mundo, 2007-2050 Fonte: Goldman Sachs Global Economics Paper No. 169, Junho de 2008
  48. 48. 48/49 Apesar do seu enorme potencial, o Brasil ainda enfrenta alguns desafios importantes que podem limitar a extensão do seu crescimento econômico. Na Pontuação de Ambiente de Crescimento para 2007, que é um índice desenvolvido pela Goldman Sachs para acompanhar o ambiente de progresso e crescimento para muitos países, o Brasil ficou trás da China e da Rússia, enquanto venceu a Índia por quase um ponto, demonstrado na Figura 14 abaixo. Figura 14: Pontuação do Crescimento Médio no Ambiente, 1997 – 2007 Fonte: Goldman Sachs Global Economics Paper No. 169, Junho de 2008 Embora o crescimento do Brasil tenha se desacelerado, os outros BRICS superaram suas projeções e estimativas de suas respectivas taxas de crescimento. Segundo a Goldman Sachs, o Brasil está aquém em relação aos outros BRICS em quatro áreas principais: 1. poupança e investimentos; 2. abertura ao comércio; 3. qualidade da educação e 4. reformas institucionais. A Figura 15 abaixo dá uma indicação do desempenho relativo do Brasil em matéria de educação, que está bem à frente da Índia e da China, mas está atrás da Rússia e dos países desenvolvidos.
  49. 49. 49/49 Figura 15: Pontuação do Crescimento Educacional no Ambiente, 1997 vs. 2007 Fonte: Goldman Sachs Global Economics Paper No. 169, Junho de 2008 Mesmo que os problemas enfrentados pelo Brasil sejam complexos, reformas e as alterações estão a caminho. Uma das mais bem sucedidas reformas tem sido o "Bolsa Família", um benefício cujo pagamento depende de que as crianças freqüentem a escola e clínicas que ajudaram cerca de 14 milhões de cidadãos até à data atual. Juntamente com o apoio de recursos públicos, a reforma previdenciária teve um efeito muito positivo no desenvolvimento educacional ao longo dos anos. Embora as reformas vão melhorar as perspectivas para o futuro crescimento da economia brasileira, estes não irão contra as forças globais responsáveis pela redução na taxa de crescimento. Após a retomada do crescimento econômico global, e se as amplas mudanças em políticas fiscais, regulatórias e trabalhistas forem implementadas11 , seria de se esperar que o Brasil retome o crescimento econômico a uma taxa média de cerca de 4,0 por cento durante os próximos 10 anos. 11 Deutsche Bank Research, “Economic scenarios for the next 15 years”, Maio de 2006

×