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Estudo de viabilidade, no Anexo IV do edital
 

Estudo de viabilidade, no Anexo IV do edital

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    Estudo de viabilidade, no Anexo IV do edital Estudo de viabilidade, no Anexo IV do edital Presentation Transcript

    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE PETROLINA/PE Sistema de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário RELATÓRIO 2 - PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO DE PETROLINA/PE CONTRATO 111/2011
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 2 CONTRATANTE PREFEITURA MUNICIPAL DE PETROLINA/PE AGÊNCIA REGULADORA DO MUNICÍPIO DE PETROLINA - ARMUP Av. Guararapes, 2114 - Centro Petrolina - PE ELABORAÇÃO QUÍRON SERVIÇOS DE ENGENHARIA Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B. São Francisco Campo Grande - MS
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 3 SUMÁRIO 1. OBJETO E INTRODUÇÃO.............................................................................. 8 2. METODOLOGIA ............................................................................................. 9 3. PARTICIPAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO DO PLANO ............................... 12 3.1 - Cronograma de Divulgação........................................................................... 14 3.2 - Principais Atores ........................................................................................... 14 4. MARCO REGULATÓRIO ............................................................................... 15 4.1 - Requisitos para Gestão dos Serviços de Abastecimento de Água............ 15 4.1.1 – Diretrizes ........................................................................................... 15 4.1.2 – Obrigações ....................................................................................... 16 4.2 - Metas para o Sistema de Abastecimento de Água ..................................... 18 4.2.1 – Indicador para monitoramento da Universalização dos Serviços de Água.......................................................................................... 19 4.2.2 – Indicador para monitoramento da Qualidade da Água................... 20 4.2.3 – Indicador para monitoramento da Continuidade do Abastecimento de Água ......................................................................................................... 22 4.2.4 – Indicador para monitoramento das Perdas no Sistema de Distribuição................................................................................................... 24 4.3 - Metas para Gestão dos Serviços .................................................................. 26 4.3.1 – Indicador para monitoramento da Eficácia nos prazos de Atendimento.................................................................................................. 26 4.3.2 – Indicador para monitoramento da satisfação do Cliente no Atendimento.................................................................................................. 27 4.3.3 – Indicador para monitoramento da eficácia na Arrecadação ......... 28 4.4 - Requisitos para Gestão dos Serviços de Esgotamento Sanitário.............. 31 4.4.1 – Diretrizes ........................................................................................... 31 4.4.2 – Obrigações ........................................................................................ 32 4.4.3 - O que significa serviços adequados de Esgoto .............................. 33 4.5 - Metas para o Sistema de Esgotamento Sanitário........................................ 35 4.5.1 – Indicador para monitoramento da Universalização dos Serviços de Esgoto....................................................................................... 35 4.5.2 – Indicador para monitoramento da Eficácia do Tratamento de Esgotos .................................................................................................... 37 4.6 - Indicadores Sistema Nacional Informações Saneamento (SNIS)............... 40 5. ESTUDO POPULACIONAL............................................................................. 45 5.1 - Previsão Populacional................................................................................... 45 6. PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA............. 50 6.1 - Normas Técnicas ........................................................................................... 50 6.2 - Parâmetros Adotados.................................................................................... 51 6.3 - Critérios Considerados ................................................................................. 51 6.4 - População Atendida ...................................................................................... 55 6.5 - Projeção das Demandas de Água................................................................. 56 6.6 - Captação, Estação Elevatória e Adutoras de água bruta............................ 57 6.7 - Estação de Tratamento de Água................................................................... 58
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 4 6.8 - Reservatórios de distribuição....................................................................... 60 6.9 - Estações Elevatórias de Água Tratada ........................................................ 61 6.10 - Rede de Distribuição e Ligações ................................................................ 63 6.11 - Investimentos no SAA da sede................................................................... 68 6.12 – Distritos, Povoados e Agrovilas................................................................. 69 7. PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO............. 74 7.1 - Normas Técnicas ........................................................................................... 74 7.2 - Parâmetros e Critérios................................................................................... 74 7.3 - População Atendida ...................................................................................... 75 7.4 - Vazão de Projeto............................................................................................ 76 7.5 - Ligações ......................................................................................................... 77 7.6 - Rede Coletora ................................................................................................ 78 7.7 - Interceptores .................................................................................................. 79 7.8 - Estações Elevatórias ..................................................................................... 79 7.9 - Estação de Tratamento de Esgoto................................................................ 81 7.10 - Investimento no Sistema de Esgotamento Sanitário - Sede..................... 84 7.11 - Distritos, Povoados e Agrovilas ................................................................. 86 8. INVESTIMENTO TOTAL PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO.............................................................. 88 8.1 - Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira............................................. 89 8.1.1 – Faturamento Previsto ....................................................................... 89 8.1.2 – Arrecadação Prevista ....................................................................... 91 8.1.3 – Despesas de Exploração.................................................................. 92 8.1.4 – Plano de Investimentos .................................................................... 93 8.1.5 - Depreciação ....................................................................................... 94 8.1.6 – Valores Resultantes dos Estudos.................................................... 94 8.1.7 – Conclusão e Recomendação............................................................ 95 9. ELABORAÇÃO DE PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA ............. 97 9.1- Plano de Contingência ................................................................................... 98 9.2 - Estrutura......................................................................................................... 100 9.2.1 – Aspectos Gerais................................................................................ 101 9.2.2 – Plano de Emergência........................................................................ 102 9.2.3 – Anexos de Suporte ........................................................................... 105 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................. 110 11. ANEXOS ........................................................................................................ 112 Anexo 1 – SAA Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção Anexo 2 – SAA Petrolina – Distritos, Povoados e Agrovilas Anexo 3 – SES Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção Anexo 4 – Planejamento Financeiro
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 5 Lista de Quadros Quadro 1 – Cronograma de Divulgação dos Trabalhos à Sociedade .................. 14 Quadro 2 – Meta da Universalização do Sistema de Abastecimento de Água .... 19 Quadro 3 – Parâmetros de Qualidade da Água ................................................... 21 Quadro 4 – Meta para Atendimento da Qualidade da Água................................. 22 Quadro 5 – Meta para Atendimento da Continuidade do Abastecimento............. 24 Quadro 6 – Meta para Atendimento do Índice de Perdas .................................... 25 Quadro 7 – Prazos para Atendimento das Solicitações de Serviços.................... 26 Quadro 8 – Meta para Atendimento das Solicitações de Serviços....................... 27 Quadro 9 – Parâmetros para Indicador de Satisfação dos Clientes..................... 28 Quadro 10 – Metas para Indicados de Satisfação dos Clientes........................... 28 Quadro 11 – Metas para Indicador Eficiência na Arrecadação ............................ 29 Quadro 12 – Resumo das Metas para SAA ........................................................ 30 Quadro 13 – Metas para índice de Cobertura de Esgotos ................................... 37 Quadro 14 – Parâmetros para Atendimento da Qualidade do Esgoto Tratado .... 38 Quadro 15 – Resumo das Metas para SES ......................................................... 39 Quadro 16 – Dados Censitários da População (1970 a 2010) ............................. 45 Quadro 17 – Informações e Parâmetros do SAA de Petrolina adotados ............. 51 Quadro 18 – Investimentos para SAA dos Distritos, Povoados e Agrovilas......... 72 Quadro 19 – Informações e Parâmetros do SES de Petrolina adotados ............. 74 Quadro 20 – Previsão de Interceptores................................................................ 79 Quadro 21 – Previsão de Estações Elevatórias de Esgoto.................................. 80 Quadro 22 – Previsão de Estações de Tratamento de Esgoto ............................ 82 Quadro 23 – Investimentos no SES da sede ....................................................... 84 Quadro 24 – Investimentos Sistema de Esgotamento Sanitário – Localidades ... 87 Quadro 25 – Total de Investimentos para o SAA e SES de Petrolina.................. 88 Quadro 26 – Previsão de Faturamento anual....................................................... 90 Quadro 27 – Previsão de Arrecadação anual ...................................................... 91 Quadro 28 – Previsão de Despesas de Exploração............................................. 92 Quadro 29 – Total de Investimentos .................................................................... 93
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 6 Lista de Tabelas Tabela 1 – Projeções de População (2011 a 2041) ............................................. 48 Tabela 2 – Projeção de População – Regressão Polinomial................................ 49 Tabela 3 – Evolução Nível de Atendimento x População Atendida...................... 55 Tabela 4 – Projeção de Demanda de Água.......................................................... 56 Tabela 5 – Necessidade de Produção de Água ................................................... 58 Tabela 6 – Necessidade de Reservação.............................................................. 60 Tabela 7 – Extensão de Rede de Água................................................................ 63 Tabela 8 – Evolução de Ligações e Economias................................................... 64 Tabela 9 – Participação da Concessionária no incremento de Rede de Água..... 66 Tabela 10 – Investimento no SAA da sede .......................................................... 68 Tabela 11 – População dos Distritos, Povoados e Agrovilas ............................... 69 Tabela 12 – Evolução Populacional das localidades............................................ 71 Tabela 13 – Previsão de população atendida com Esgotamento Sanitário ......... 75 Tabela 14 – Estimativa de Vazão de Esgoto........................................................ 76 Tabela 15 – Ligações de Esgoto.......................................................................... 77 Tabela 16 – Extensão de Rede Coletora de Esgotos........................................... 78 Tabela 17 – Eventos Excepcionais – Situação de emergência............................ 99
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 7 Lista de Figuras Figura 1 – Gráfico Curva de Tendência – Linear.................................................. 46 Figura 2 – Gráfico Curva de Tendência – Logarítmica......................................... 46 Figura 3 – Gráfico Curva de Tendência – Polinomial ........................................... 47 Figura 4 – Gráfico Curva de Tendência – Exponencial ........................................ 47 Figura 5 – Organização de Planos de Emergência em Planos de Contingência . 100 Figura 6 – Níveis de Alerta................................................................................... 102 Figura 7 – Exemplos de Organização de Gabinete de Crise ............................... 103
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 8 1. OBJETO E INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objeto a Elaboração do Plano de Saneamento Básico do Município de Petrolina-PE. Originado pelo Processo Administrativo 092/2011, da Prefeitura Municipal de Petrolina, através da Comissão Permanente de Licitações com a Carta Convite 021/2001 de 20 de abril de 2011 e Contrato 111/2011 firmado em maio de 2011. O Relatório Plano Municipal de Saneamento de Petrolina/PE – Parte II apresenta as concepções propostas para os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município de Petrolina/PE. Considerando desde a evolução populacional, a definição de critérios e parâmetros de projeto e os volumes de investimentos necessários para o bom funcionamento dos sistemas durante o horizonte de projeto, 30 anos, em consonância com a lei federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 9 2. METODOLOGIA O PMSB foi elaborado conforme o documento “Diretrizes para a Definição da Política e Elaboração do Plano de Saneamento Básico”, em conjunto com as definições do Anexo V do Edital da Carta Convite 021/2011, com complementações e adaptações em função das peculiaridades locais, as quais se fizeram necessárias no decorrer do processo. Os dados e informações necessários para o desenvolvimento dos trabalhos foram obtidos de documentos disponíveis na rede mundial de computadores (Internet), documentos oficiais disponibilizados pelos órgãos detentores, por observação, anotação e pesquisa em visitas técnicas realizadas. Como parte do PMSB o diagnóstico dos serviços públicos de saneamento básico, o qual conforme a Lei Federal nº. 11.445 de 2007 compreendem: • Abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição; • Esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infra-estruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente; O diagnóstico dos serviços públicos de saneamento básico no município engloba a área urbana (Sede), Distritos, Povoados e Agrovilas, sendo elaborado com base em informações bibliográficas, inspeções de campo, dados secundários coletados nos órgãos e levantamentos feitos em diversos setores do município. Esta caracterização dos setores de saneamento foi realizada com base nas informações disponibilizadas pelo Município dentro do prazo dado para a elaboração do Plano. No planejamento dos sistemas de água e esgoto são propostas soluções de engenharia para ampliação e melhoria dos sistemas ao logo do horizonte do estudo,
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 10 levando em consideração as normas específicas, recomendações literárias e particularidades do local. A partir das soluções propostas são apropriados custos de mercado a fim de subsidiar o estudo econômico. Por fim, o estudo de viabilidade econômico-financeira utiliza a metodologia de Fluxo de Caixa Descontado com a definição do Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR), para o prazo de 30 anos. Para isso serão considerados os seguintes aspectos financeiros: a) Faturamento e arrecadação; b) Incrementos de faturamento (decorrentes das melhorias operacionais); c) Despesas operacionais ou de exploração; d) Depreciação dos investimentos; e) Impostos Incidentes. O fluxo de caixa representa basicamente as entradas e saídas de recursos que ocorrem ao longo do desenvolvimento de um projeto. Estes recursos são expressos em unidades monetárias. É um conceito aparentemente simples, porém, ele indica dois aspectos importantes dentro do conceito de engenharia econômica: o tempo e este por sua vez, o valor do dinheiro, ou seja, os juros, também conhecida como taxa de desconto. O tempo refere-se à durabilidade do projeto ou a sua longevidade. É um item importante nos processos de análise e tomada de decisão. O valor do dinheiro no tempo remete ao conceito de juros, pois o juro é uma taxa que relaciona a remuneração do capital no tempo. Há ainda, um terceiro aspecto importante em relação ao fluxo de caixa, que é a mensuração da liquidez de um projeto, sendo aplicados a partir desta projeção os diversos métodos de engenharia econômica, que o testam e que fornecem através de seus resultados a indicação da viabilidade ou não de um investimento.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 11 Das informações geradas pelo fluxo de caixa, são obtidos o valor presente líquido (VPL) e a taxa interna de retorno (TIR). O método do valor presente líquido (VPL) é considerado um método exato e que se encaixa no conceito de equivalência tendo, portanto, a característica de trazer para o tempo presente, depois de estabelecida a taxa mínima de atratividade, os valores obtidos a partir de um determinado fluxo de caixa. O método do valor presente líquido, leva em consideração o valor temporal dos recursos financeiros. Este método mede o saldo atual, após se descontar o investimento e o juro que o projeto retornará ao investidor após a sua realização. Este método pode ser visto como o montante pelo qual aumenta o valor da empresa depois de serem realizados os investimentos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 12 3. PARTICIPAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO DO PLANO Um dos preceitos fundamentais da Lei 11.445/2007 é a participação social na elaboração do Plano de Saneamento. Está é a oportunidade para a sociedade conhecer e entender o que acontece com o saneamento do município, e também, discutir as causas dos problemas e buscar soluções. O Poder Público e a Sociedade atuando juntos estabelecerão metas para terem acesso a serviços de boa qualidade e decidirem a melhor forma de chegar à universalização dos serviços de saneamento básico no âmbito de seu Município. A participação social é instrumento de eficácia da gestão pública e do aperfeiçoamento contínuo das políticas e serviços públicos. A efetiva participação social pressupõe o envolvimento dos vários atores sociais e segmentos intervenientes, com busca da convergência dos seus múltiplos anseios em torno de consensos no interesse da sociedade. A participação no processo de elaboração do Plano deve ocorrer a partir da mobilização social e incluir divulgação de estudos e propostas e a discussão de problemas, alternativas e soluções relativas ao saneamento básico. O processo de elaboração do Plano de Saneamento deve ser democrático de forma a incorporar as necessidades da sociedade e atingir função social dos serviços prestados. A ampla divulgação das propostas do Plano e dos estudos que as fundamentem, inclusive com a “realização de audiências ou consultas públicas”. Assegurar o controle social garante informações, representações e participações nos processos de formulação, planejamento e avaliação. A realização de audiência ou consulta pública, como instrumento da participação popular na função administrativa, é inerente ao Estado Social e Democrático de Direito, servindo, também, para controle da atividade administrativa.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 13 Embora parecidas, “audiência” e “consulta pública” não se confundem, haja vista que ocorrem em situações e procedimentos diferentes, especificamente abalizados pelo ordenamento jurídico vigente. A audiência pública caracteriza-se pelo debate público e pessoal entre a Administração e cidadãos ou entidades representativas da sociedade civil sobre temas de relevante interesse público. Como o próprio nome remete, trata-se de audiência, e por tal motivo ocorre com horário e local previamente designado. É muito importante a publicidade, para que os cidadãos e entidades representativas possam tomar prévio conhecimento de sua realização. Geralmente a publicação é complementada através de convite divulgado junto à coletividade. A consulta pública, por sua vez, ocorre através de consultas feitas pelo órgão administrativo aos integrantes da coletividade e entidades representativas, no intuito de coletar dados de opinião pública, sendo estas reduzidas a termo, em peças formais que farão parte integrante do processo administrativo que a gerou. A principal diferença é o caráter presencial e menos formal da audiência pública, onde prevalece a oralidade, nada obstando que pontos importantes do debate sejam reduzidos a termo, enquanto que na consulta pública prevalece uma maior formalidade e não há necessidade de reuniões dos consultados. A utilização da audiência ou da consulta pública é na verdade uma forma de efetivação dos princípios do Estado Democrático e Social de Direito, pois o cidadão ao interagir com a administração estará exercitando o poder. Cabe a Administração, no caso da divulgação dos estudos do Plano, adotar o que melhor convir, pois ambas as modalidades participativas possibilitam aos cidadãos a obtenção de informações e conhecimentos das ações da Administração, bem como a esta, a possibilidade de avaliar a conveniência e intensidade das suas ações, na medida em que estará administrando de forma compartilhada.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 14 3.1 - CRONOGRAMA DE DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS À SOCIEDADE A participação da sociedade ocorre através da disponibilização do Plano Municipal de Saneamento através de Audiência Pública, que tem previsão de ocorrer nas datas previstas no quadro 1. • Execução de Audiência Pública: quando estiver definida a alternativa para cada sistema – água e esgoto e tiver sido concluído o cronograma físico de implantação. • Disponibilização para consulta permanente no site da Prefeitura dos relatórios entregues à Prefeitura e do material das audiências públicas. Quadro 1 – Cronograma de divulgação dos trabalhos à Sociedade Ações Data Prevista: Audiência Pública ___/___/ 2011 Ajuste do Plano ___/___/ 2011 Disponibilização do Plano no site da Prefeitura ___/___/ 2011 3.2 - PRINCIPAIS ATORES Os trabalhos foram gerenciados por um grupo onde constaram representantes da: • Secretaria Municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente, • Conselho Municipal de Meio Ambiente, • Agência Reguladora do Município de Petrolina – ARMUP, • Técnicos e/ou representantes do executivo municipal (Secretarias Municipais), conhecedores ou especialistas do objeto do Plano Municipal de Saneamento Básico (no âmbito dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário); • Representantes da sociedade Civil Organizada: do Conselho Municipal de Saneamento, de instituições de ensino superior, de entidades de classe envolvidas com o setor e de concessionárias dos serviços;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 15 4. MARCO REGULATÓRIO 4.1 - REQUISITOS PARA A GESTÃO DOS SERVIÇOS DE ÁGUA 4.1.1 - Diretrizes São considerados eficazes e eficientes os Sistemas de Abastecimento de Água, Comercial e de Gestão dos Serviços que atendam aos seus usuários, que sejam auto-suficientes financeiramente e concomitantemente atendam as seguintes diretrizes: • Onde a qualidade da água esteja, a qualquer tempo, dentro dos padrões de potabilidade, no mínimo, atendendo aos dispositivos legais da Portaria 518 do Ministério da Saúde ou aqueles que venham a ser fixados pela administração do sistema; • Busquem constantemente a universalização dos serviços; • Onde o usuário seja a razão de ser da empresa, independentemente desta ser pública, mista, autarquia ou privada; • Tenham regularidade e continuidade na prestação de serviços de abastecimento de água, no que se refere à quantidade e pressão dentro dos padrões estabelecidos pela ABNT; • Onde a prestação de serviços, originados pelos usuários, atendam suas expectativas em termos de prazos de atendimento e qualidade do serviço prestado; • Onde a grade tarifária a ser aplicada privilegie os usuários que pratiquem a economicidade no consumo de água; • Onde o custo do m³ cobrado de água produzido e distribuído e do esgoto coletado e tratado seja justo e que possa ser absorvido pela população, mesmo aquela de baixa renda, sem causar desequilíbrio financeiro domiciliar sem, contudo, inviabilizar os planos de investimentos necessários; • Onde a relação preço/qualidade dos serviços prestados esteja otimizada e que a busca pela diminuição de perdas físicas, de energia e outras seja permanente;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 16 • Onde a operação do sistema seja adequada, no que se refere à medição correta de consumos e respectivos pagamentos; • Onde a empresa atue com isonomia na prestação de serviços a seus clientes; • Onde sejam previstas nos projetos de implantação das obras, condições de minimizar as interferências com a segurança e tráfego de pessoas e veículos; • Onde os serviços de manutenção preventiva/preditiva tenham prevalência em relação aos corretivos; • Onde esteja disponibilizado um bom sistema de geração de informações e que os dados que venham a alimentar as variáveis dos indicadores sejam verídicos e obtidos da boa técnica; • Onde os indicadores selecionados permitam ações oportunas de correção e otimização da operação dos serviços; • Onde haja a busca permanente por prover soluções otimizadas ao cliente; • Onde seja aplicada a tecnologia mais avançada, adequada às suas operações; • Onde seja viabilizado o desenvolvimento técnico e pessoal dos profissionais envolvidos nos trabalhos; • Onde ocorra a busca da melhoria contínua do desempenho do corpo profissional envolvido. 4.1.2 - Obrigações Para monitorar o cumprimento das diretrizes fixadas faz-se necessário a observação das obrigações inerentes ao poder público. As principais obrigações da Administração Municipal a serem atendidas são: • A Administração Municipal deverá constituir ou delegar a competente regulação dos serviços, conforme previsto em lei; • A Administração Municipal ou a quem a mesma delegar a operação dos sistemas deverá desenvolver um sistema de indicadores, o qual deverá ser utilizado para acompanhamento do cumprimento das metas estabelecidas; • A entidade reguladora dos serviços deverá acompanhar a evolução das metas, utilizando o sistema de indicadores desenvolvido, atuando sempre que
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 17 ocorrerem distorções, garantindo o fiel cumprimento das metas fixadas, sejam elas quantitativas e/ou qualitativas; • A Administração Municipal ou a quem a mesma delegar a operação dos sistemas deverá obter todas as licenças ambientais para execução de obras e operação dos serviços nos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, tendo em vista que diversas dessas obras são passíveis de licenciamento ambiental nos termos de legislação específica (Lei Federal nº 6.938/1988, Decreto Federal nº 99.274/1990 e Resoluções CONAMA nº 5/1988, 237/1997 e 377/2006); • A Administração Municipal ou a quem a mesma delegar a operação dos sistemas deverá ser responsável pelos custos de expansão da rede de distribuição e respectivas ligações domiciliares, sempre que a relação metro por ligação for igual ou inferior a 15 m/ligação; nos casos em que essa relação for superior a diferença do custo desses serviços deverá ser rateado proporcionalmente entre todos os interessados e o operador; • A Administração deverá garantir que as obras e serviços venham a ser executados atendendo todas as legislações referentes à segurança do trabalho; • Deverá ser efetuada a implantação de um sistema de qualidade envolvendo todas as etapas do processo, inicialmente com a ISO 9001/2008, sendo complementado posteriormente pela ISO 14001.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 18 4.2 - METAS PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Para fins do Plano Municipal de Saneamento Básico de Petrolina (PMSBP) entende- se como Meta alcançar um objetivo traçado em um prazo determinado. O plano tem como princípio básico o cumprimento das metas fixadas, sendo que as ações previstas nele são os meios pelos quais serão alcançados os objetivos. As metas estão agrupadas por sistema de serviço: água e gestão, e esgotamento sanitário. Elas estão apresentadas em itens separados de documento. Esses parâmetros são de fundamental importância no PMSBP, uma vez que é através deles que se acompanham a materialização das ações e fundamentalmente o atendimento das às premissas adotadas. Para atendimento da Lei 11.445/07 em seu art.19, V – “Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas”, junto à apresentação de cada meta fixada, faz-se também a indicação da forma de avaliação das mesmas, através da formulação de indicador específico. Esses indicadores específicos fazem parte do conjunto de indicadores propostos e serão complementados por outros de natureza técnica/operacional/administrativa/financeira, previstos no Sistema Nacional Informações de Saneamento (SNIS) e estarão apresentados em item específico desse PMSBP. Apesar dos trabalhos estarem sendo desenvolvidos em 2011, considera-se para fins de padronização de datas como Ano 1 o ano de 2012 e o Ano 2041 como final de Plano (30 anos). As necessidades futuras dos sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e de gestão, foram subdivididas em três grupos: curto prazo, médio prazo e longo prazo.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 19 As ações de curto prazo deverão ser executadas nos 5 (cinco) primeiros anos, as de médio prazo do 6º (sexto) ao 9º (nono) ano inclusive, e as de longo prazo a partir do 10º ano. 4.2.1 - Indicador para Monitoramento da Universalização dos Serviços – CBA Como o índice de atendimento urbano de água é de 100%, conforme SNIS/2008, consequentemente a cobertura também é de 100%. Sendo assim, previu-se a manutenção deste patamar até o final do horizonte do estudo. Quadro 2: Meta da Universalização do Sistema de Abastecimento de Água. Ano Cobertura (%) 2012 100% 2013 100% 2014 100% 2015 100% 2016 100% 2017 a 2041 100% A cobertura do sistema de abastecimento de água – CBA ao longo do tempo será medida pelo indicador e será calculada anualmente pela seguinte expressão: CBA = (NIL x 100)/NTE Onde: CBA = cobertura pela rede de distribuição de água, em porcentagem; NIL = número de imóveis ligados à rede de distribuição de água; NTE = número total de imóveis edificados na área de prestação. Na determinação do número total de imóveis edificados na área de prestação dos serviços – NTE, não serão considerados os imóveis que não estejam ligados à rede
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 20 de distribuição, tais como: localizados em loteamentos de empreendedores particulares que estiverem inadimplentes com suas obrigações perante a legislação vigente, a Prefeitura Municipal e demais poderes constituídos e com o prestador dos serviços, e ainda, não serão considerados os imóveis abastecidos exclusivamente por fontes próprias de produção de água. 4.2.2 - Indicador para Monitoramento Qualidade da Água – IQA O sistema de abastecimento de água, em condições normais de funcionamento, deverá assegurar o fornecimento de água demandada pelas ligações existentes no sistema, garantidas o padrão de potabilidade estabelecido pelos órgãos competentes. A qualidade da água distribuída será medida pelo Índice de Qualidade da Água – IQA; em sua definição serão considerados os parâmetros de avaliação da qualidade mais importantes, cujo bom desempenho depende não apenas da qualidade intrínseca dos mananciais, mas, fundamentalmente, de uma operação correta, tanto do sistema produtor quanto do sistema de distribuição de água. O índice deverá ser calculado mensalmente a partir de princípios estatísticos que privilegiam a regularidade da qualidade da água distribuída, sendo o valor final do índice pouco afetado por resultados que apresentem pequenos desvios em relação aos limites fixados. O IQA será calculado com base no resultado das análises laboratoriais das amostras de água coletada na rede de distribuição, segundo um programa de coleta que atenda a legislação vigente e seja representativa para o cálculo estatístico. Para garantir a representatividade, a freqüência de amostragem do parâmetro colimetria, fixado pelos órgãos competentes, deverá também ser adotado para os demais parâmetros que compõem o índice.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 21 A freqüência de apuração do IQA será mensal, utilizando os resultados das análises efetuadas nos últimos 03 meses. Para apuração do IQA, o sistema de controle da qualidade da água deverá incluir um sistema de coleta de amostras e de execução das análises laboratoriais que permitam o levantamento dos dados necessários além de atender a legislação vigente. O IQA é calculado como a média ponderada das probabilidades de atendimento da condição exigida de cada um dos parâmetros constantes do Quadro 3, considerados os respectivos pesos. Quadro 3 – Parâmetros da Qualidade da Água. Parâmetro Símbolo Condições exigidas Peso Turbidez TB Menor que 1,0 U.T. ( unidade de turbidez) 0,20 Cloro residual livre CRL Maior que 0,2 ( dois décimos) e menor que um valor limite a ser fixado de acordo com as condições do sistema 0,25 pH pH Maior que 6,5 ( seis e meio) e menor que 8,5 ( oito e meio) 0,10 Fluoreto FLR Maior que 0,7 ( sete décimos) e menor que 0,9 (nove décimos) mg/L ( miligramas por litro) 0,15 Bacteriologia BAC Menor que 1,0 (uma) UFC/100 mL ( unidade formadora de colônia por cem mililitros) 0,30 A probabilidade de atendimento de cada um dos parâmetros da tabela será obtida através da teoria da distribuição normal ou de Gauss; no caso da bacteriologia, será utilizada a freqüência relativa entre o número de amostras potáveis e o número de amostras analisadas. Determinada a probabilidade de atendimento para cada parâmetro, o IQA será obtido através da seguinte expressão: IQA = 0,20 x P(TB) + 0,25 x P(CRL) + 0,10 x P(pH) + 0,15 x P(FLR) + 0,30 x P(BAC)
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 22 Onde: P(TB) – probabilidade de que seja atendida a condição exigida para a turbidez; P(CRL) – probabilidade de que seja atendida a condição para o cloro residual; P(pH) – probabilidade de que seja atendida a condição exigida para o pH; P(FLR) – probabilidade de que seja atendida a condição exigida para os fluoretos; P(BAC) – probabilidade de que seja atendida a condição para a bacteriologia. A apuração mensal do IQA não isentará o prestador do serviço de abastecimento de água de suas responsabilidades perante outros órgãos fiscalizadores e perante a legislação vigente, sendo a qualidade de água distribuída no sistema calculado de acordo com a média dos valores do IQA verificados nos últimos 12 meses. Para efeito de cumprimento da evolução da meta em relação ao IQA, a água produzida será considerada adequada se, a média dos IQA’s apurados nos últimos 12 meses atender os valores especificados no Quadro 4. Quadro 4 – Meta para atendimento da Qualidade da Água. Ano Meta do IQA (%) 1 a 2 90 3 a 4 95 5 em diante 98 4.2.3 - Indicador para Monitoramento da Continuidade do Abastecimento de Água – ICA Este índice estabelecerá um parâmetro objetivo de análise para verificação do nível de prestação do serviço, no que se refere à continuidade do fornecimento de água aos usuários, sendo estabelecido de modo a garantir as expectativas dos usuários quanto ao nível de disponibilização de água em seu imóvel e conseqüentemente o percentual de falhas por eles aceito.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 23 Consiste na quantificação do tempo em que o abastecimento pode ser considerado normal, comparado ao tempo total de apuração do índice, que será apurado mensalmente. Para apuração do valor do ICA deverá ser registrado continuamente o nível de água em todos os reservatórios em operação no sistema, e registrados continuamente as pressões em pontos da rede de distribuição, devendo a seleção dos pontos ser representativa e abranger todos os setores de abastecimento e ser instalado pelo menos um registrador de pressão para cada 5.000 ligações. O ICA será calculado através da seguinte expressão: ICA = [ ( _ TPMB + _ TNMM ) X 100 ] / (NPM X TTA) Onde: ICA – índice de continuidade do abastecimento de água, em porcentagem (%); TTA – tempo total da apuração, que é o tempo total, em horas, decorrido entre o início e o término do período de apuração; TPMB – tempo com pressão maior que 10 (dez) mca. É o tempo total, medido em horas, dentro do período de apuração, durante o qual um determinado registrador de pressão registrou valores iguais ou maiores que 10 (dez) mca. TNMM – tempo com nível maior que o mínimo. É o tempo total, medido em horas, dentro do período de apuração, durante o qual um determinado reservatório permaneceu com o nível de água em cota superior ao nível mínimo da operação normal. NPM – número de pontos de medida, que é o número total dos pontos de medida utilizados no período de apuração, assim entendidos os pontos de medição de nível de reservatórios e os de medição de pressão na rede de distribuição. Na determinação do ICA não deverão ser considerados registros de pressões ou níveis de reservatórios abaixo dos valores mínimos estabelecidos, no caso de ocorrências programadas e devidamente comunicadas à população, bem como no
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 24 caso de ocorrências decorrentes de eventos além da capacidade de previsão e gerenciamento do prestador, tais como inundações, incêndios, precipitações pluviométricas anormais, interrupção do fornecimento de energia elétrica, greves em setores essenciais ao serviço e outros eventos semelhantes, que venham a causar danos de grande monta às unidades operacionais do sistema. O Quadro 5 mostra os valores do ICA a serem atingidos ao longo do tempo. Quadro 5 – Meta para atendimento da Continuidade no Abastecimento. Ano Meta do ICA (%) 1 a 4 90 5 ao 8 95 9 em diante > 98 4.2.4 - Indicador para Monitoramento das Perdas no Sistema de Distribuição – IPD O índice de perdas no sistema de distribuição de água deverá ser determinado e controlado para verificação da eficiência das unidades operacionais do sistema e garantir que o desperdício dos recursos naturais seja o menor possível. O índice de perdas de água no sistema de distribuição será calculado pela seguinte expressão: IPD = (VLP – VAM) x 100/VLP Onde: IPD – índice de perdas de água no sistema de distribuição em percentagem (%); VLP – volume total de água potável macromedido e disponibilizada para a rede de distribuição por meio de uma ou mais unidade de produção;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 25 VAM – volume de água fornecido em m³ resultante da leitura dos micromedidores e do volume estimado das ligações que não os possuem. O volume estimado consumido de uma ligação sem hidrômetro será a média do consumo das ligações com hidrômetros de mesma categoria de uso. As metas do IPD a serem atingidas são as apresentadas no Quadro 6, partindo-se de um valor de 53,99%, valor esse estimado pelo prestador de serviço atual. Cabe ressaltar que o IPD constante do SNIS/2008 é de 78%, provavelmente inverídico pela atual condição do sistema de abastecimento, agravado pelo fato de não existir macromedição. Propõe-se que exista uma redução no decorrer do tempo, conforme pode ser observado no Quadro 6, mantendo-se no patamar de 25% até o final do horizonte. Quadro 6 – Meta para atendimento do Índice de Perdas. Ano Índice Perdas (%) 2012 53,99 2013 51,57 2014 49,16 2015 46,74 2016 44,33 2017 41,91 2018 39,50 2019 37,08 2020 34,66 2021 32,25 2022 29,83 2023 27,42 2024 25,00
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 26 4.3 - METAS PARA O SISTEMA DE GESTÃO DOS SERVIÇOS As metas para monitoramento do sistema de gestão dos serviços devem ser revistas periodicamente, visando garantir a satisfação do cliente. 4.3.1 - Indicador para Monitoramento da Eficiência nos Prazos de Atendimento – IEPA O índice será calculado mensalmente com base no acompanhamento e avaliação dos prazos de atendimento dos serviços de maior freqüência. Propõe-se como prazo o período de tempo decorrido entre a solicitação do serviço pelo usuário e a data de inicio dos trabalhos, no Quadro 7 estão apresentados os prazos de atendimento os serviços. Os prazos são para solicitações efetuadas dentro do horário comercial (2ª a 6ª feira, das 8:00 às 17:00 h), fora desse período os mesmos deverão ser majorados em 100%. Quadro 7 – Prazos para Atendimento das Solicitações de Serviços. Serviços Unidades Prazo Ligação de água Dias úteis 5 Reparo de vazamento de água Horas 12 Reparo de cavalete Horas 12 Falta de água local ou geral Horas 12 Ligação de esgoto Dias úteis 10 Desobstrução de redes e ramais de esgoto Horas 12 Ocorrências relativas à repavimentação Dias úteis 3 Verificação da qualidade da água Horas 6 Verificação de falta de água/pouca pressão Horas 6 Restabelecimento do fornecimento de água por débito Horas 24 Restabelecimento do fornecimento a pedido Dias úteis 2 Ocorrências de caráter comercial Dias úteis 2 Remanejamento de ramal de água Dias úteis 5 Deslocamento de cavalete Dias úteis 3 Substituição de hidrômetro a pedido do cliente Dias úteis 2 O índice de eficiência dos prazos de atendimento será determinado como segue:
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 27 IEPA = (Quantidade de serviços realizados no prazo estabelecido x 100) / (quantidade total de serviços realizados) As metas fixadas para esse indicador estão apresentadas no Quadro 8. Quadro 8 – Metas para Atendimento das Solicitações de Serviços. Ano Metas do IEPA (%) Do 1 ao 2 80 Do 3 ao 4 90 Do ano 5 em diante 95 4.3.2 - Indicador de Monitoramento da Satisfação do Cliente no Atendimento – ISCA O indicador de satisfação do cliente no atendimento - ISCA deve mensurar o grau de satisfação do usuário em relação ao atendimento recebido, devendo ser calculado mensalmente e avaliado como média anual. A obtenção dos dados para integrar o índice deve ser efetuado por amostragem, em quantidade suficiente que garanta a representatividade do universo de solicitações, sendo que da pesquisa deverão constar obrigatoriamente os itens relacionados no Quadro 9 a seguir apresentado.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 28 Quadro 9 – Parâmetros para Indicador Satisfação dos Clientes. Item Condições a ser verificada Atendimento personalizado Atendimento em tempo inferior a 15 minutos Atendimento telefônico Atendimento em tempo inferior a 5 minutos Cortesia no atendimetno Com cortesia Sem Cortesia Profissionalismo no atendimento Com profissionalismo Sem profissionalismo Conforto oferecido pelas instalações físicas, mobiliário e equipamentos. Sem conforto O indicador deverá ser calculado como segue: ISCA = (quantidade de atendimentos pesquisados no padrão X 100) / (Quantidade total de serviços pesquisados) As metas fixadas para esse indicador estão apresentadas no Quadro 10. Quadro 10 – Metas para Indicador Satisfação dos Clientes. Ano Meta do ISCA (%) Do 1 ao 2 90 Do 3 ao 4 95 Do ano 5 em diante 98 4.3.3 - Indicador de Monitoramento da Eficiência na Arrecadação – IEAR A eficiência da arrecadação é um indicador que permite o acompanhamento da efetividade das ações que viabilizem o recebimento dos valores faturados. O acompanhamento deverá ser mensal e referenciado sempre ao mês base, devendo ser apurado até o terceiro mês do faturamento. Após esse período passará a ser considerado como um serviço ineficiente em relação à efetividade de arrecadação.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 29 Deverá ser calculado da seguinte forma: IEAR = (Valor arrecadado (mês base)/ Valor faturado (mês base)) + (Valor arrecadado (mês base) no mês base + 1/ Valor faturado (mês base)) + (Valor arrecadado (mês base) no mês base + 2/ Valor faturado (mês base)). As metas fixadas para esse indicador são as apresentadas no Quadro 11. Quadro 11 – Metas para Indicador Eficiência na Arrecadação. Ano Meta do IEAR (%) Do ano 1 ao 2 Diminuição de 0,5% ao ano em relação ao ano anterior Do ano 3 em diante Diminuição de 0,25% ao ano em relação ao ano anterior, até atingir uma eficiência de 99%.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 30 Quadro 12 – Resumo das metas para o Sistema de Abastecimento de Água
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 31 4.4 - REQUISITOS PARA GESTÃO DOS SERVIÇOS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO 4.4.1 - Diretrizes São considerados sistemas eficazes e eficientes, aqueles que atendam os seus usuários, são auto-suficientes financeiramente concomitantemente atendem as seguintes diretrizes: • Buscam a universalização dos serviços; • Onde a qualidade do esgoto tratado esteja, a qualquer tempo, de acordo com a legislação ambiental vigente; • Onde ocorram regularidade e continuidade na prestação de serviços de coleta e tratamento; • Onde o usuário é a razão de ser da Empresa, independentemente da mesma ser pública, mista, autarquia ou privada; • Onde a prestação de serviços originados pelos usuários atenda suas expectativas em termos de prazos de atendimento e qualidade do serviço prestado; • Onde o custo do m³ cobrado do esgoto coletado e tratado seja justo e que possa ser absorvido pela população, mesmo aquela de baixa renda, sem causar desequilíbrio financeiro domiciliar e sem, contudo, inviabilizar os planos de investimentos necessários; • Onde a empresa atue com isonomia na prestação de serviços a seus clientes; • Onde sejam previstas nos projetos de implantação das obras, condições de minimizar as interferências com a segurança e tráfego de pessoas e veículos; • Onde os serviços de manutenção preventiva/preditiva tenham prevalência em relação aos corretivos; • Onde esteja disponibilizado um bom sistema de geração de informações, e que os dados que venham a alimentar as variáveis dos indicadores sejam verídicos e obtidos da boa técnica;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 32 • Onde os indicadores selecionados permitam ações oportunas de correção e otimização da operação dos serviços; • Onde seja buscado permanentemente prover soluções otimizadas ao cliente; • Que seja aplicada a tecnologia mais avançada, adequada às suas operações; • Que seja viabilizado o desenvolvimento técnico e pessoal dos profissionais envolvidos nos trabalhos, de forma a possibilitar à estes uma busca contínua da melhoria do seu desempenho. 4.4.2 – Obrigações Para que as diretrizes fixadas sejam atendidas, é necessário o estabelecimento pelo titular dos serviços de esgoto, o Município, de obrigações a serem cumpridas pelo Operador destes serviços. Para tanto, cabe a Administração Municipal: • Constituir ou delegar a competente regulação dos serviços, conforme previsto em lei; • Desenvolver, ou a quem delegar a operação dos serviços, um sistema de indicadores, o qual deverá ser utilizado para o acompanhamento do cumprimento das metas estabelecidas; • Dar os subsídios necessários para que a entidade reguladora dos serviços possa acompanhar de forma eficaz a evolução das metas, utilizando o sistema de indicadores desenvolvido. Caberá a entidade reguladora dos serviços atuar de forma firme, sempre que ocorrerem distorções, garantindo o fiel cumprimento das metas fixadas, sejam elas quantitativas e/ou qualitativas; • Obter, ou a quem a mesma delegar a operação dos serviços de esgoto, as licenças ambientais, tanto para a execução de obras (LAI), como para a própria operação dos serviços (LAO). Isto se deve em função da necessidade de licenciamento ambiental nos termos da legislação específica vigente (Lei Federal No 6.938/1988, Decreto Federal No 99.274/1990 e Resoluções CONAMA No 005/1988, No 237/1997 e No 377/2006); • Ser responsável, ou a quem a mesma delegar a operação dos serviços de esgoto, pelos custos de expansão da rede coletora e respectivas ligações
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 33 domiciliares, sempre que a relação metro por ligação for igual ou inferior a 15 m/ligação. Nos casos em que essa relação for superior, o custo desses serviços deverá ser rateado proporcionalmente com os interessados; • Garantir, ou a quem a mesma delegar a operação dos serviços de esgoto, que as obras e serviços venham a ser executados atendendo todas as legislações referentes à segurança do trabalho; e • Implantar, ou a quem a mesma delegar a operação dos serviços de esgoto, um sistema de qualidade envolvendo todas as etapas do processo de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos esgotos, inicialmente com a ISO 9001/2000, e complementando a seguir pela ISO 14001. 4.4.3 - O Que Significa Serviços Adequados de Esgoto???? Muito se tem falado em implantação de sistemas de esgotos sanitários, esquecendo- se muitas vezes, no entanto, de dizer o que significa o conceito de um serviço adequado de esgoto, o qual pode ser assim exprimido, de forma concisa: a) Coleta do Esgoto Bruto Compreende uma rede coletora implantada em obediência às normas técnicas pertinentes, totalmente cadastrada, na qual estão conectadas as ligações prediais, também totalmente cadastradas e todas ativadas. Os trabalhos de cadastramento da rede coletora e das ligações prediais devem ser feito de forma permanente, contemplando o crescimento vegetativo e as obras de ampliação. b) Transporte do Esgoto Bruto Compreende os interceptores, as estações elevatórias com conjunto moto-bomba reserva e os emissários, com todos os seus elementos componentes devidamente cadastrados. É importante também, sempre que possível, a existência de sistema de controle à distância para a supervisão contínua das estações elevatórias.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 34 c) Tratamento Composto por unidades que garantam um desempenho tal que atenda as exigências da legislação, todas elas devidamente cadastradas, com equipamentos reservas, e a existência de pessoal técnico especializado responsável pela operação. É importante também, sempre que possível, a existência de sistema de controle à distância para a supervisão contínua do processo de tratamento. Os subprodutos gerados no tratamento, o efluente líquido e o lodo, deverão ter uma destinação final adequada. O efluente líquido pode ser lançado em corpos de água desde que atenda as condições e os parâmetros de lançamentos de efluentes previstos na Resolução CONAMA No 357 de 17 de Março de 2005. A necessidade cada vez maior de se reduzir o consumo de água tratada tem levado a algumas boas experiências para o aproveitamento do efluente líquido das ETE´s, tais como: (i) rega de jardins públicos; (ii) lavagem de ruas; (iii) desobstrução de galerias de águas pluviais e de redes de esgoto; (iv) combate a incêndios, dentre as mais relevantes. É importante que estes tipos de aproveitamento do efluente líquido das ETE´s seja cada vez mais estimulado no país. Quanto ao lodo gerado nas ETE´s, via de regra, a sua destinação final tem sido os aterros sanitários que recebem os resíduos sólidos. No Brasil existem já boas experiências para o uso do lodo como adubo na agricultura, após prévio condicionamento. Da mesma forma que para o efluente líquido, é importante que o aproveitamento do lodo gerado nas ETE´s seja cada vez mais estimulado no país. d) Licenciamento Ambiental de Operação – LAO Os sistemas de esgotos sanitários deverão ter a devida Licença Ambiental de Operação – LAO atualizada, de forma que os órgãos públicos responsáveis por este
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 35 licenciamento possam controlar de forma contínua e eficaz o seu funcionamento, em especial na parte que trata do desempenho das estações de tratamento (ETE´s). e) Monitoramento Contínuo do Tratamento e da Qualidade do Efluente A Operadora deverá possuir um sistema contínuo de monitoramento do processo de tratamento e da qualidade do efluente,de forma a efetuar com agilidade as correções que se façam necessárias. f) Acesso à Sociedade dos Resultados do Monitoramento das ETE´s De forma semelhante ao controle da qualidade da água distribuída, é importante que a sociedade também tenha conhecimento e acesso aos resultados do processo de monitoramento realizado pela Operadora nas suas unidades de tratamento de esgoto, como forma de possibilitar um maior controle social desta atividade, o que inclusive está previsto na Lei Federal Nº 11.445 de 05 de Janeiro de 2007 (Lei do Saneamento). 4.5 - METAS PARA O SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO As metas a serem atendidas são as descritas a seguir, devendo obrigatoriamente ser revistas periodicamente em prazo não superior a 04 (quatro) anos, conforme determina a Lei 11.445/2007 (Lei do Saneamento). Conforme já mencionado anteriormente (Metas para o Sistema de Abastecimento de Água), definiu-se como Ano 1 do período de planejamento o ano de 2012 e como Ano 30 o ano de 2041. 4.5.1 - Indicador de Monitoramento da Universalização dos Serviços de Esgotos – (CBE) A cobertura do Sistema de Esgotamento Sanitário – CBE ao longo do tempo é o indicador utilizado para verificar o atendimento ao registro de universalização dos serviços. Esta cobertura é calculada anualmente pela seguinte expressão:
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 36 CBE = (NIL x 100)/NTE Onde: CBE = cobertura pela rede coletora de esgoto, em porcentagem; NIL = número de imóveis ligados à rede coletora de esgoto; e NTE = número total de imóveis edificados na área de prestação dos serviços. Na determinação do número total de imóveis edificados na área de prestação dos serviços – NTE, não serão considerados os imóveis que não estejam ligados à rede coletora, tais como aqueles localizados em loteamentos cujos empreendedores estiverem inadimplentes com suas obrigações perante a legislação vigente, a Prefeitura Municipal, a Operadora dos Serviços e demais poderes constituídos. Na determinação do número total de imóveis ligados à rede coletora de esgoto – NIL, não serão considerados os imóveis ligados às redes que não estejam conectadas a coletores-tronco, interceptores ou outros condutos de transporte dos esgotos a uma instalação adequada de tratamento. Não serão considerados ainda, os imóveis cujos proprietários se recusem formalmente a ligarem seus imóveis ao sistema público de esgotos sanitários. As informações disponíveis foram os dados do SNIS/2008 e informações repassadas pela Prefeitura Municipal, referente a novas regiões atendidas por rede coletora. A partir de estimativas elaboramos o Quadro 13, para balizar as metas de cobertura do sistema de esgotamento sanitário para a Cidade de Petrolina a serem cumpridas ao longo do período de planejamento.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 37 Quadro 13 – Metas para Índice de Cobertura da Rede Esgoto. ANO % ATENDIM. ESGOTO 2012 81,0 2013 82,0 2014 83,0 2015 84,0 2016 85,0 2017 86,0 2018 87,0 2019 88,0 2020 90,0 2021 92,0 2022 94,0 2023 96,0 2024 98,0 2025 a 2041 99,9 4.5.2 - Indicador de Monitoramento de Eficiência do Tratamento de Esgoto (IQE) Todo o esgoto coletado deverá ser adequadamente tratado de modo a atender a legislação vigente e as condições locais. A qualidade dos efluentes lançados nos cursos de água naturais será medida pelo Índice de Qualidade do Efluente (IQE). O IQE será mensurado a partir de princípios estatísticos que privilegiam a regularidade da qualidade dos efluentes lançados nos corpos receptores, sendo o seu valor final pouco afetado por resultados que apresentem pequenos desvios em relação aos limites fixados. Assim, para o cálculo do IQE será usado o resultado das análises laboratoriais das amostras de efluentes coletados no conduto de descarga final da estação de
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 38 tratamento de esgoto (ETE) obedecendo um programa de coleta que atenda a legislação vigente, e seja representativa para o cálculo estatístico adiante definido. A freqüência de apuração do IQE será mensal, utilizando os resultados das análises efetuadas nos últimos 03 (três) meses. Para apuração do valor do IQE, o sistema de controle de qualidade dos efluentes a ser implantado pela Operadora dos Serviços de Esgoto deverá incluir um sistema de coleta de amostras e de execução de análises laboratoriais que permitam o levantamento dos dados necessários, além de atender a legislação vigente. O IQE será calculado como a média ponderada das probabilidades de atendimento da condição exigida para cada um dos parâmetros constantes do Quadro 14, considerados os respectivos pesos, sendo que a probabilidade de atendimento de cada um dos parâmetros será obtida através da teoria da distribuição normal ou de Gauss. Quadro 14 – Parâmetros para atendimento da Qualidade do Esgoto Tratado. Parâmetro Símbolo Condições Exigidas Peso Materiais sedimentáveis SS Menor que 0,1 ml/l 1 0,35 Substâncias Solúveis em hexana SH Menor que 100 mg/L 0,30 DBO DBO Menor que 60 mg/l 2 0,35 1 Em teste de uma hora em Cone lmhoff. 2 DBO de 05 dias a 20° C (DBO 5,20) Determinada a probabilidade de atendimento para cada parâmetro, o IQE será obtido através da seguinte expressão: IQE = 0,35 x P (SS) + 0,30 x P (SH) + 0,35 x P (DBO) em %, onde: P(SS): Probabilidade de que seja atendida a condição exigida para materiais sedimentáveis;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 39 P(SH): Probabilidade de que seja atendida a condição exigida para substâncias solúveis em hexana; e P(DBO): Probabilidade de que seja atendida a condição exigida para a demanda bioquímica de oxigênio. A apuração mensal do IQE não isenta a Operadora da obrigação de cumprir integralmente o disposto na legislação vigente, nem de suas responsabilidades perante outros órgãos fiscalizadores. A meta a ser cumprida, desde o início de operação do sistema, é IQE = 95%. Quadro 15 - Resumo das Metas para o Sistema de Esgotamento Sanitário.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 40 4.6 – INDICADORES DO SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SANEAMENTO (SNIS) O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) foi concebido e vem sendo desenvolvido desde a sua criação pelo Programa de Modernização do Setor Saneamento (PMSS), vinculado à Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades. O SNIS apóia-se em um banco de dados administrado pelo PMSS, que contém informações de caráter operacional, gerencial, financeiro e de qualidade, sobre a prestação de serviços de água e de esgotos e sobre os serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos. No caso dos serviços de água e de esgotos, os dados são atualizados anualmente para uma amostra de prestadores de serviços do Brasil, desde o ano-base de 1995. Em relação aos serviços de manejo de resíduos sólidos, os dados são também atualizados anualmente para uma amostra de municípios brasileiros, desde o ano- base de 2002. O SNIS consolidou-se como o maior e mais importante banco de dados do setor saneamento brasileiro, servindo a múltiplos propósitos nos níveis federal, estadual e municipal, dentre os quais destacam-se: (i) planejamento e execução de políticas públicas; (ii) orientação da aplicação de recursos; (ii) avaliação de desempenho dos serviços; (iv) aperfeiçoamento da gestão, elevando os níveis de eficiência e eficácia; (v) orientação de atividades regulatórias e de fiscalização; (vi) contribuição para o controle social; e (vii) utilização de seus indicadores como referência para comparação e para medição de desempenho no setor saneamento brasileiro. A série histórica de dados do SNIS possibilita a identificação de tendências em relação a custos, receitas e padrões dos serviços, a elaboração de inferências a respeito da trajetória das variáveis mais importantes para o setor, e assim, o desenho de estratégias de intervenção com maior embasamento. Além disso, as informações e indicadores em perspectiva histórica esclarecem mitos e descortinam
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 41 realidades sobre a prestação dos serviços à sociedade brasileira. Isso significa a abertura de mais um espaço para a sociedade atuar na cobrança por melhores serviços, por meio de argumentos técnicos e com um embasamento mais consistente. Para a divulgação de seus dados, o SNIS publica anualmente o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos e o Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos. Dispõe, ainda, de um sítio na Internet (www.snis.gov.br) e de um Aplicativo da Série Histórica de Dados, em que toda a base de dados pode ser consultada. O SNIS é o maior e mais importante banco de dados do setor de saneamento brasileiro, com reconhecimento internacional. Possui um histórico de doze anos de publicações dos serviços de água e esgoto e quatro anos sobre resíduos sólidos. Deverá ser a base para o futuro SINISA, tanto que a Lei Federal nº 11.445/07 instituiu no seu art. 53 o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, com os objetivos de: • coletar e sistematizar dados relativos às condições da prestação dos serviços públicos de saneamento básico; • disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes para a caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de saneamento básico; • permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da eficiência e da eficácia da prestação dos serviços de saneamento básico. O SNIS contempla os seguintes grupos de indicadores:
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 42 a) Econômico-financeiros e administrativos
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 43 b) Operacionais de Água c) Operacionais de Esgoto d) De Balanço
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 44 e) De Qualidade. Utilizar os indicadores previstos no SNIS e futuramente no SINISA facilita ao Poder Concedente e aos órgãos de regulação o acompanhamento das informações e indicadores, pois: • Haverá o histórico dos dados já registrados no Sistema; • Haverá a atualização constante, com inclusão, exclusão e ajustes nos indicadores; • O SNIS segue metodologia padronizada, já descrita, e de conhecimento e acesso público (www.snis.gov.br). • Os resultados são publicados e divulgados em Relatórios Anuais; • Permite e facilita a comparação com empresas similares.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 45 5. ESTUDO POPULACIONAL 5.1 - PREVISÃO POPULACIONAL As projeções populacionais foram baseadas nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. O método utilizado foi o de extrapolação gráfica de uma função matemática correspondente a dados populacionais passados, divulgados pelo IBGE, referentes ao período de 1970 a 2010. Os dados censitários constam no quadro 16 a seguir. Quadro 16 – Dados Censitários da População (1970 a 2010) Ano Total Urbana Rural Total Urbana Rural 1970 61.923 38.830 23.093 45.413 37.801 7.612 1980 104.300 74.814 29.486 83.722 73.580 10.142 1991 175.406 125.273 50.133 145.823 123.761 22.062 2000 218.538 166.279 52.259 195.754 164.559 31.195 2010 293.215 219.215 74.747 - 217.495 - População do município População da sede Como os dados referentes à população urbana da sede do município de Petrolina/PE ainda não foram divulgados, somente a população urbana de todo o município, por segurança mantida a mesma diferença entre a população urbana do município e a população urbana da sede do Censo de 2000. A partir desses dados, foram elaboradas as seguintes curvas de tendência, conforme mostram as figuras 1, 2, 3 e 4.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 46 Figura 1 – Gráfico Curva de Tendência – Linear Figura 2 – Gráfico Curva de Tendência – Logarítmica
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 47 Figura 3 – Gráfico Curva de Tendência – Polinomial Figura 4 – Gráfico Curva de Tendência – Exponencial
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 48 Seguem, na tabela 1, as projeções de população ano a ano, conforme as extrapolações gráficas: Tabela 1 – Projeções de População (2011 a 2041) Linear Logarítmica Polinomial Exponencial 2011 217.047 216.753 222.959 256.149 2012 221.548 221.204 228.509 267.453 2013 226.048 225.653 234.107 279.255 2014 230.549 230.099 239.754 291.578 2015 235.049 234.544 245.450 304.446 2016 239.549 238.986 251.194 317.880 2017 244.050 243.426 256.986 331.908 2018 248.550 247.864 262.827 346.555 2019 253.051 252.299 268.717 361.848 2020 257.551 256.733 274.655 377.816 2021 262.051 261.164 280.642 394.489 2022 266.552 265.593 286.677 411.897 2023 271.052 270.020 292.761 430.074 2024 275.552 274.445 298.894 449.052 2025 280.053 278.867 305.075 468.868 2026 284.553 283.287 311.305 489.559 2027 289.054 287.705 317.583 511.163 2028 293.554 292.121 323.910 533.720 2029 298.054 296.535 330.286 557.272 2030 302.555 300.947 336.710 581.864 2031 307.055 305.356 343.182 607.541 2032 311.556 309.763 349.704 634.352 2033 316.056 314.168 356.274 662.345 2034 320.556 318.571 362.892 691.573 2035 325.057 322.972 369.559 722.092 2036 329.557 327.371 376.274 753.957 2037 334.058 331.767 383.039 787.228 2038 338.558 336.161 389.851 821.968 2039 343.058 340.553 396.713 858.240 2040 347.559 344.943 403.622 896.114 2041 352.059 349.331 410.581 935.658 1,63 1,60 2,06 4,41 linear logarítmica polinomial exponencial 0,9957 0,9953 0,9997 0,9674Correleção R² Projeção Ano Tendência Cresc. Médio 2011/2031 Conforme observado, todas as curvas de tendência apresentaram alguma correlação com os dados históricos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 49 Porém, a tendência tipo regressão polinomial foi a que apresentou a melhor correlação, consequentemente a que melhor retratou o crescimento ocorrido e assim foi adotada para elaboração dos cálculos e projeções. A tabela 2 apresenta a evolução populacional adotada neste trabalho. Tabela 2 – Projeção de População Adotada (regressão polinomial) Ano População (Hab) 2011 222.959 2012 228.509 2013 234.107 2014 239.754 2015 245.450 2016 251.194 2017 256.986 2018 262.827 2019 268.717 2020 274.655 2021 280.642 2022 286.677 2023 292.761 2024 298.894 2025 305.075 2026 311.305 2027 317.583 2028 323.910 2029 330.286 2030 336.710 2031 343.182 2032 349.704 2033 356.274 2034 362.892 2035 369.559 2036 376.274 2037 383.039 2038 389.851 2039 396.713 2040 403.622 2041 410.581
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 50 6. PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA O Plano de Saneamento Básico de Água - PSBA fixa as condições que nortearão o processo de planejamento das demandas de investimento durante o horizonte do plano, no que se refere aos componentes físicos de abastecimento de água. O escopo é o mesmo utilizado em projetos de engenharia e planos diretores convencionais, onde são fixados os diversos parâmetros e premissas necessários, além da definição das obras, melhorias e ampliações. Além de fixar parâmetros e premissas, também atenderá os padrões de eficiência na prestação do serviço, exigidos pela legislação vigente, de modo a atingir os objetivos pretendidos. No que se refere aos aspectos de engenharia, muitas dessas definições são objeto de Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, consideradas, obviamente, no presente estudo. 6.1 - NORMAS TÉCNICAS As principais normas técnicas consideradas neste trabalho são as seguintes: • NBR 12213 NB 589/92 “Projeto de captação de água de superfície para abastecimento publico”; • NBR 12214 NB 590/92“Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento publico”; • NBR 12215 NB 591/91“Projeto de adutora de água para abastecimento publico”; • NBR 12216 NB 592/92 “Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento publico”; • NBR 12217/94 “Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento publico”; • NBR 12218 NB 594/94 “Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento publico”.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 51 Também foram consideradas as recomendações literárias pertinentes, em situações em que as normas são omissas ou desatualizadas. 6.2 - PARÂMETROS ADOTADOS/CONSIDERADOS Conforme informações levantadas no SAA, foram adotados os seguintes parâmetros: Quadro 17 – Informações e Parâmetros do SAA de Petrolina adotados Descrição Valor Fonte Índice de atendimento atual do SAA (%) 100,00 SNIS 2008 Índice de atendimento atual do SES (%) 72,50 SNIS 2008 Índice de perdas de água (%) 53,99 COMPESA abril/2011 Per capita efetivo (L/hab.dia) 137,33 Projeto básico Concremat novembro/2010 Produção existente (L/s) 720,00 Informação verbal COMPESA junho/2011 Reservação existente (m³) 4.500,00 SNIS 2008 e verificado no local Taxa de ocupação (hab./economia) 3,64 IBGE 2010 - geral do município urbana/rural Coeficiente de Infiltração adotado (L/s.Km) 0,10 Projeto básico Concremat novembro/2010 Coeficiente de Retorno Água/Esgoto 0,80 - K1 1,20 - K2 1,50 - Extensão da rede de água (km) 658,00 SNIS 2008 Densidade de economias de água por ligação - ativas (econ./lig.) 1,08 COMPESA maio/2011 Extensão da rede de água por ligação (m/lig.) 11,90 SNIS 2008 Quantidade de ligações ativas de água [ligação] 53.883 COMPESA maio/2011 Quantidade de economias ativas de água [economia] 58.141 COMPESA maio/2011 Volume de água micromedido [m³/mes] 759.949 COMPESA abril/2011 Volume de água faturado [m³/mes] 815.267 COMPESA maio/2011 Quantidade de economias residenciais ativas de água [economia] 55.032 COMPESA maio/2011 Quantidade de economias ativas de água micromedidas [economia] 51.419 COMPESA abril/2011 Volume micromedido nas economias residenciais ativas de água [m³/mes] 659.277 COMPESA abril/2011 Quantidade de economias residenciais ativas de água micromedidas [economia] 48.542 COMPESA abril/2011 Volume produzido por economia (m³/econ.mês) 27,00 COMPESA abril/2011 Índice de hidrometração (%) 87,96 COMPESA abril/2011 6.3 - CRITÉRIOS CONSIDERADOS Neste item será apresentado o sistema de abastecimento de água proposto, as eventuais modificações a serem introduzidas nos sistemas atuais, melhorias e ampliações requeridas para atender à demanda ao longo do período de projeto, de modo a que as metas de serviço adequado possam ser cumpridas no menor prazo possível econômica e financeiramente. Cabe ressaltar que o principal objetivo deste plano é estabelecer um cenário proposto, a ser desenvolvido com base nas informações disponíveis, que orienta a
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 52 análise econômica e financeira com vistas à viabilização do serviço de água e esgoto do município. O nível de detalhamento da solução técnica proposta é suficiente para avaliar os custos de sua implantação. Durante o horizonte do planejamento, deverão ser elaborados detalhamentos aprofundados que analisem alternativas técnicas e detalhem as soluções apresentadas deverão ser objeto de projetos clássicos de engenharia (básicos e executivos). O planejamento foi concebido a partir das considerações: a) O município possui atualmente 100% de cobertura do sistema de abastecimento de água e apresenta oportunidades de melhorias a fim de flexibilizar o abastecimento de água e consequentemente reduzirem os custos operacionais. Esta premissa busca harmonização com o princípio da universalização do atendimento, estabelecido na Lei Federal No 11.445/2007; b) Manutenção da exploração dos mananciais superficiais existentes, haja vista a quantidade e qualidade comprovadas nos diversos anos de exploração; c) Já existe setorização piezométrica do Sistema de Abastecimento de Água – SAA, executada recentemente, faltando apenas a realização de interligações para que a mesma funcione efetivamente; Foram considerados os seguintes critérios na realização dos cálculos e projeções: Os projetos de engenharia de sistemas de água e esgoto usualmente adotam um período de estudo de 20 anos. Este não é um estudo convencional onde se consideram somente as características de natureza técnica relativas ao projeto das instalações. O prazo padrão de concessões no Brasil tem sido de 30 anos, tempo considerado adequado para permitir que o concessionário seja remunerado pelos investimentos efetuados. Considerando que tais investimentos muitas vezes são expressivos, é necessário um prazo compatível, de modo a permitir praticar níveis tarifários viáveis. A necessidade de estabelecer bases de comparação entre diferentes modalidades institucionais de prestação do serviço leva então à necessidade de fixar um período de projeto de 30 anos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 53 a) Coeficientes de variação de consumo – k1 e k2 - Foram adotados os seguintes valores: k1 – Coeficiente do dia de maior consumo = 1,20 e k2 – Coeficiente da hora de maior consumo = 1,50. b) Índice de Perdas de Água - As perdas são constituídas por duas parcelas principais: as perdas físicas (reais) e as perdas não-físicas (aparentes). As perdas físicas referem-se a vazamentos, extravasamentos e outros eventos onde a água potável retorna ao meio ambiente sem ser utilizada. As perdas não-físicas ou comerciais referem-se à água que tendo de fato sido utilizada, não foi contabilizada pelo sistema comercial do organismo operador, em consequência de erros na micromedição, fraudes, ligações clandestinas, distorções cadastrais, fornecimento gratuito etc. Conforme informado pela Compesa (abril/2011), o índice de perdas atual do sistema é de 53,99%. Previu-se a redução das mesmas até o patamar de 25%, até o ano de 2024. A redução prevista se trata de desafio plausível considerando, por um lado o imperativo de redução de perdas em virtude da crescente valorização das medidas de conservação de recursos naturais e, por outro, a lógica expectativa da profícua conjunção da evolução tecnológica com esforço especial a ser aplicado pelo organismo operador. Essa regressão é factível em face das ações de melhoria de todo o sistema comercial, incluindo o não-fornecimento gratuito, substituição dos hidrômetros, recadastramento comercial, pesquisa de ligações clandestinas etc., além das medidas de renovação de redes e ligações de água e demais ações de pesquisa e eliminação de vazamentos e extravasamentos. c) Índice de cobertura - Foi prevista a cobertura de 100% para todo o horizonte de planejamento, conforme fixa a Lei Federal nº 11.445/2007, que estabelece a universalização dos serviços de saneamento.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 54 d) Cálculo do volume de reservação necessário - O método adotado para cálculo do volume necessário de reservação é o “balanço de massa” que leva em consideração as variações horárias de consumo e inclusive interrupções em bombeamentos nos horários de ponta (de energia elétrica). Existe ainda o método proposto pela NBR 12.217/94 - Projeto de Reservatório de Distribuição de Água para Abastecimento Público – que preconiza que o volume de reservação deve ser calculado como 1/3 do volume do dia de maior consumo, porém o mesmo encontra-se em desuso, pois não leva em conta os aspectos operacionais, tão pouco o horário de ponta.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 55 6.4 - POPULAÇÃO ATENDIDA Conforme estudo populacional e índice de atendimento apresentados anteriormente, segue abaixo, tabela 3 com a evolução do nível de atendimento e da população atendida ao longo do período de 30 anos: Tabela 3 – Evolução Nível de Atendimento de Água x População Atendida ANO POP URBANA % ATENDIM. ÁGUA POP ATENDIDA ÁGUA (hab) 2012 228.509 100,0 228.509 2013 234.107 100,0 234.107 2014 239.754 100,0 239.754 2015 245.450 100,0 245.450 2016 251.194 100,0 251.194 2017 256.986 100,0 256.986 2018 262.827 100,0 262.827 2019 268.717 100,0 268.717 2020 274.655 100,0 274.655 2021 280.642 100,0 280.642 2022 286.677 100,0 286.677 2023 292.761 100,0 292.761 2024 298.894 100,0 298.894 2025 305.075 100,0 305.075 2026 311.305 100,0 311.305 2027 317.583 100,0 317.583 2028 323.910 100,0 323.910 2029 330.286 100,0 330.286 2030 336.710 100,0 336.710 2031 343.182 100,0 343.182 2032 349.704 100,0 349.704 2033 356.274 100,0 356.274 2034 362.892 100,0 362.892 2035 369.559 100,0 369.559 2036 376.274 100,0 376.274 2037 383.039 100,0 383.039 2038 389.851 100,0 389.851 2039 396.713 100,0 396.713 2040 403.622 100,0 403.622 2041 410.581 100,0 410.581
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 56 6.5 - PROJEÇÃO DAS DEMANDAS DE ÁGUA Em função dos parâmetros/critérios e da previsão populacional calculou-se as seguintes demandas, demonstradas na tabela 4, para o período de 30 anos. Tabela 4 – Projeção de Demanda de Água Economias Totais (L/s) (m³/dia) (L/s) (m³/dia) (L/s) (m³/dia) 2012 228.509 62.777 53,99 1,48 137,33 363 31.381 610 52.694 915 79.041 2013 234.107 64.315 51,57 1,45 137,33 372 32.150 613 52.987 920 79.480 2014 239.754 65.867 49,16 1,42 137,33 381 32.925 617 53.285 925 79.927 2015 245.450 67.431 46,74 1,39 137,33 390 33.708 620 53.587 930 80.381 2016 251.194 69.009 44,33 1,36 137,33 399 34.496 624 53.895 936 80.842 2017 256.986 70.601 41,91 1,34 137,33 408 35.292 627 54.206 941 81.310 2018 262.827 72.205 39,50 1,31 137,33 418 36.094 631 54.522 947 81.784 2019 268.717 73.823 37,08 1,29 137,33 427 36.903 635 54.843 952 82.264 2020 274.655 75.455 34,66 1,26 137,33 437 37.718 639 55.167 958 82.750 2021 280.642 77.099 32,25 1,24 137,33 446 38.541 642 55.495 963 83.242 2022 286.677 78.758 29,83 1,22 137,33 456 39.369 646 55.826 969 83.739 2023 292.761 80.429 27,42 1,20 137,33 465 40.205 650 56.162 975 84.242 2024 298.894 82.114 25,00 1,18 137,33 475 41.047 654 56.500 981 84.750 2025 305.075 83.812 25,00 1,18 137,33 485 41.896 667 57.669 1.001 86.503 2026 311.305 85.523 25,00 1,18 137,33 495 42.752 681 58.846 1.022 88.269 2027 317.583 87.248 25,00 1,18 137,33 505 43.614 695 60.033 1.042 90.050 2028 323.910 88.986 25,00 1,18 137,33 515 44.483 709 61.229 1.063 91.843 2029 330.286 90.738 25,00 1,18 137,33 525 45.358 723 62.434 1.084 93.651 2030 336.710 92.503 25,00 1,18 137,33 535 46.240 737 63.648 1.105 95.473 2031 343.182 94.281 25,00 1,18 137,33 545 47.129 751 64.872 1.126 97.308 2032 349.704 96.072 25,00 1,18 137,33 556 48.025 765 66.105 1.148 99.157 2033 356.274 97.877 25,00 1,18 137,33 566 48.927 779 67.347 1.169 101.020 2034 362.892 99.696 25,00 1,18 137,33 577 49.836 794 68.598 1.191 102.897 2035 369.559 101.527 25,00 1,18 137,33 587 50.752 809 69.858 1.213 104.787 2036 376.274 103.372 25,00 1,18 137,33 598 51.674 823 71.127 1.235 106.691 2037 383.039 105.230 25,00 1,18 137,33 609 52.603 838 72.406 1.257 108.609 2038 389.851 107.102 25,00 1,18 137,33 620 53.538 853 73.694 1.279 110.541 2039 396.713 108.987 25,00 1,18 137,33 631 54.481 868 74.991 1.302 112.486 2040 403.622 110.885 25,00 1,18 137,33 642 55.429 883 76.297 1.325 114.446 2041 410.581 112.797 25,00 1,18 137,33 653 56.385 898 77.612 1.347 116.419 Máxima Diária Máxima HoráriaAno População Abastecida (hab.) Índice Perdas (%) Cpf Per capita (L/hab.dia) Demandas Líquida Média *Cpf: Coeficiente de perda física
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 57 6.6 - CAPTAÇÃO, ESTAÇÃO ELEVATÓRIA E ADUTORAS DE ÁGUA BRUTA Conforme constatado no relatório do diagnóstico, a única captação existente está localizada no Rio São Francisco a jusante de parte da cidade, inclusive a montante existe um núcleo industrial. Fato que agrava essa situação é a configuração da tomada, que é direta através de canal de concreto na margem esquerda do rio. Diante do exposto propõe-se a mudança do local e construção de uma nova captação a montante, no ano 2028, com vazão de final de plano de 900 L/s. Consequentemente será necessária construção de uma elevatória de água bruta com duas linhas de bombeamento: uma de DN 500 e de aproximadamente 3,5 km, bombeando até a posição do reservatório elevado de 1.500 m³, situado na área industrial, onde será construída uma nova estação de tratamento de água – ETA; outra de DN 700 e de aproximadamente 5,1 km, bombeando para a posição da ETA 02, que será desativada após a implantação da nova captação e ETA. As novas elevatórias de água bruta terão as seguintes características aproximadas: EEAB (nova ETA): Q=300 L/s, HMT=50 mca e Potência=300 cv; já a EEAB (ETA 01 – centro): Q=600 L/s, HMT=65 mca e Potência=800 cv. A configuração descrita acima consta no desenho constante do Anexo 1 – SAA Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 58 6.7 - ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA A tabela 5 apresenta o balanço das necessidades de produção de água. Tabela 5 – Necessidade de Produção de Água. Ano População Abastecida (hab.) Produção existente (L/s) Produção necessária (L/s) Produção a implantar (L/s) Balanço produção (L/s) 2012 228.509 720 610 - 110 2013 234.107 720 613 - 107 2014 239.754 720 617 - 103 2015 245.450 720 620 - 100 2016 251.194 720 624 - 96 2017 256.986 720 627 - 93 2018 262.827 720 631 - 89 2019 268.717 720 635 - 85 2020 274.655 720 639 - 81 2021 280.642 720 642 - 78 2022 286.677 720 646 - 74 2023 292.761 720 650 - 70 2024 298.894 720 654 - 66 2025 305.075 720 667 - 53 2026 311.305 720 681 - 39 2027 317.583 720 695 - 25 2028 323.910 720 709 180 191 2029 330.286 900 723 - 177 2030 336.710 900 737 - 163 2031 343.182 900 751 - 149 2032 349.704 900 765 - 135 2033 356.274 900 779 - 121 2034 362.892 900 794 - 106 2035 369.559 900 809 - 91 2036 376.274 900 823 - 77 2037 383.039 900 838 - 62 2038 389.851 900 853 - 47 2039 396.713 900 868 - 32 2040 403.622 900 883 - 17 2041 410.581 900 898 - 2 Conforme visto na tabela 5, existe a necessidade de ampliação da produção a partir do ano 2028.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 59 Considerando a necessidade de mudança da captação, propõe-se construção de uma nova ETA a fim de ampliar a capacidade de produção e adequar o sistema a nova configuração de captação. Como a ETA 02 (sistema de filtros) tem capacidade de 120 L/s e serão necessários aproximadamente mais 180 L/s para atendimento total das demandas no final do horizonte, a nova ETA (03 - convencional) deverá ter capacidade nominal de tratar 300 L/s.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 60 6.8 - RESERVATÓRIOS DE DISTRIBUIÇÃO Visando amortecer as variações horárias de consumo ao logo do dia, segue o balanço das necessidades de reservação para o período de 30 anos, apresentados na tabela 6. Tabela 6 – Necessidades de Reservação Ano População Abastecida (hab.) Reservação existente (m 3 ) Reservação necessária (m 3 ) Reservação a implantar (m 3 ) Balanço reservação (m 3 ) 2012 228.509 4.500 11.766 3.000 - 4.266 2013 234.107 7.500 11.950 6.000 1.550 2014 239.754 13.500 12.135 - 1.365 2015 245.450 13.500 12.319 - 1.181 2016 251.194 13.500 12.503 - 997 2017 256.986 13.500 12.688 - 812 2018 262.827 13.500 12.872 - 628 2019 268.717 13.500 13.057 - 443 2020 274.655 13.500 13.241 - 259 2021 280.642 13.500 13.705 - - 205 2022 286.677 13.500 14.169 6.000 5.331 2023 292.761 19.500 14.633 - 4.867 2024 298.894 19.500 15.097 - 4.403 2025 305.075 19.500 15.561 - 3.939 2026 311.305 19.500 16.025 - 3.475 2027 317.583 19.500 16.489 - 3.011 2028 323.910 19.500 16.911 - 2.589 2029 330.286 19.500 17.333 3.000 5.167 2030 336.710 22.500 17.755 - 4.745 2031 343.182 22.500 18.177 - 4.323 2032 349.704 22.500 18.599 - 3.901 2033 356.274 22.500 19.021 - 3.479 2034 362.892 22.500 19.443 - 3.057 2035 369.559 22.500 19.864 - 2.636 2036 376.274 22.500 20.286 - 2.214 2037 383.039 22.500 20.708 - 1.792 2038 389.851 22.500 21.130 - 1.370 2039 396.713 22.500 21.552 - 948 2040 403.622 22.500 21.974 - 526 2041 410.581 22.500 22.396 - 104
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 61 Percebe-se que existe enorme déficit na reservação do sistema. Para tanto, foi prevista a ampliação dos volumes de reservação, junto às estações de tratamento, pois toda a setorização implantada recentemente foi baseada nesse arranjo. Junto a ETA 01 (centro) foi prevista a instalação de dois reservatórios apoiados, com capacidade de 6.000 m³ cada, nos anos de 2013 e 2022, totalizando 12.000 m³ de reservação apoiada neste local. Alertamos que devido a previsão de instalação de tanques para reaproveitamento da água de lavagem, a área atual não comportará a implantação dos novos reservatórios. Mas como essa localização é imprescindível em razão da topografia e dos componentes existentes, deverá ser viabilizada área próxima. Existem áreas públicas e sem edificação, muito próximas do local que poderão ser aproveitadas. Na nova ETA (03) deverão ser instalados mais dois reservatórios apoiados, com capacidade de 3.000 m³ cada, nos anos de 2012 e 2029, atingindo 6.000 m³ de rservação apoiada. 6.9 - ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ÁGUA TRATADA Para possibilitar a ampliação do sistema, conforme as produções e reservações previstas, haverá a necessidade de instalar 02 novas estações elevatórias de água tratada, além da adequação de 01 existente: • 01 nova junto a ETA 01, no ano 2013, para bombear dos reservatórios apoiados ao reservatório elevado, utilizando inversor de frequência, possibilitando inclusive manter o reservatório elevado de sobras. As características aproximadas da elevatória são: Q=900 L/s, HMT=45 mca e Potência=700 cv; • Outra nova junto a nova ETA (03), no ano 2028, para bombear dos reservatórios apoiados ao reservatório elevado, utilizando inversor de frequência, possibilitando inclusive manter o reservatório elevado de sobras. As características aproximadas da elevatória são: Q=450 L/s, HMT=45 mca e Potência=350 cv;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 62 • Adequação da elevatória existente na ETA 01, no ano 2013, que atualmente recalca da caixa de contato ao reservatório elevado, para bombear da caixa de sucção para os novos reservatórios apoiados. As características aproximadas da elevatória são: Q=720 L/s, HMT=15 mca e Potência=150 cv;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 63 6.10 - REDE DE DISTRIBUIÇÃO E LIGAÇÕES A tabela 7 apresenta a previsão de evolução da extensão da rede de água, durante o horizonte de planejamento. Tabela 7 – Extensão da Rede de Água Ano Extensão da rede de água (m) 2012 692.338 2013 709.300 2014 726.409 2015 743.665 2016 761.068 2017 778.618 2018 796.315 2019 814.160 2020 832.152 2021 850.291 2022 868.577 2023 887.011 2024 905.591 2025 924.319 2026 943.194 2027 962.216 2028 981.385 2029 1.000.702 2030 1.020.166 2031 1.039.776 2032 1.059.535 2033 1.079.440 2034 1.099.492 2035 1.119.692 2036 1.140.039 2037 1.160.533 2038 1.181.174 2039 1.201.962 2040 1.222.898 2041 1.243.981 Conforme a previsão de população e atendimento segue, na tabela 8, a evolução das ligações e economias ano a ano.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 64 Tabela 8 – Evolução das Ligações e Economias Ano Ligações totais de água Economias totais de água 2012 58.180 62.777 2013 59.605 64.315 2014 61.043 65.867 2015 62.493 67.431 2016 63.955 69.009 2017 65.430 70.601 2018 66.917 72.205 2019 68.417 73.823 2020 69.929 75.455 2021 71.453 77.099 2022 72.990 78.758 2023 74.539 80.429 2024 76.100 82.114 2025 77.674 83.812 2026 79.260 85.523 2027 80.858 87.248 2028 82.469 88.986 2029 84.093 90.738 2030 85.728 92.503 2031 87.376 94.281 2032 89.037 96.072 2033 90.709 97.877 2034 92.394 99.696 2035 94.092 101.527 2036 95.802 103.372 2037 97.524 105.230 2038 99.258 107.102 2039 101.005 108.987 2040 102.765 110.885 2041 104.536 112.797 A implantação das novas ligações de água e consequentes redes incrementais ao pode ocorrer das seguintes formas, ao longo dos anos: • em redes já existentes, disponíveis à frente de lotes vagos;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 65 • concomitantemente à execução das redes em programas de expansão promovidos pelo organismo operador, resultante de seu planejamento; • em redes implantadas em empreendimentos imobiliários comerciais novos; • em redes de conjuntos habitacionais novos; • em imóveis localizados em regiões atendidas, mas que necessitam de pequenos prolongamentos das redes de água e/ou de esgoto para que possam ser ligados a elas. Redes implantadas por terceiros em empreendimentos imobiliários, tais como loteamentos, condomínios e conjuntos habitacionais: nos novos empreendimentos imobiliários a implantação da infraestrutura de água e esgoto é responsabilidade do empreendedor que deve fazê-la às suas expensas, segundo diretrizes fornecidas pelo organismo operador e de acordo com projeto técnico previamente aprovado. Após a implantação dessas redes são incorporadas aos sistemas sem quaisquer ônus para o organismo operador. De forma a quantificar os investimentos necessários às expansões de redes e ligações ao longo horizonte assumiu-se também que os empreendimentos imobiliários privados representarão 30% das novas ligações, o restante (70%) será realizado pela concessionária. A tabela 9 demonstra essa evolução.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 66 Tabela 9 - Participação da Concessionária no Incremento de Rede Ano Porcentagem de redes e ligações de água por conta da CONCESSIONÁRIA (%) Incremento anual da Rede de Água (m) Incremento anual das Ligações de Água 2012 70,00 - - 2013 70,00 11.873 998 2014 70,00 11.976 1.006 2015 70,00 12.079 1.015 2016 70,00 12.182 1.024 2017 70,00 12.285 1.032 2018 70,00 12.388 1.041 2019 70,00 12.491 1.050 2020 70,00 12.594 1.058 2021 70,00 12.697 1.067 2022 70,00 12.800 1.076 2023 70,00 12.903 1.084 2024 70,00 13.006 1.093 2025 70,00 13.109 1.102 2026 70,00 13.212 1.110 2027 70,00 13.316 1.119 2028 70,00 13.419 1.128 2029 70,00 13.522 1.136 2030 70,00 13.625 1.145 2031 70,00 13.728 1.154 2032 70,00 13.831 1.162 2033 70,00 13.934 1.171 2034 70,00 14.037 1.180 2035 70,00 14.140 1.188 2036 70,00 14.243 1.197 2037 70,00 14.346 1.206 2038 70,00 14.449 1.214 2039 70,00 14.552 1.223 2040 70,00 14.655 1.232 2041 70,00 14.758 1.240 TOTAL - 386.150 32.450 Foi prevista a substituição de toda extensão de rede de cimento amianto, aproximadamente 57 km, nos primeiros 10 anos, como uma das medidas para redução do índice de perdas. Não foram previstos reforços de anel e setorização, pois recentemente foi executado um projeto de setorização, dividindo o sistema em 25 distritos de medição e controle,
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 67 no qual foram instalados reforços de grande porte a fim de permitir o atendimento das demandas a partir dos reservatórios existentes e previstos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 68 6.11 - INVESTIMENTOS NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE PETROLINA - SEDE A tabela 10 apresenta a relação dos investimentos previstos para o sistema de abastecimento de água de Petrolina/PE. Tabela 10 – Investimentos no Sistema de Abastecimento de Água - Sede Ano de Implantação Descrição Unidade Quantidade Custo Unitário Custo (R$) RESERVATÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO 2012 01 reservatório apoiado - RAP de 3.000m³ junto ao REL 1.500 (área industrial) gb 1,00 - 2.800.000 2012 Urbanização e fechamento da área do REL 1.500(área industrial) gb 1,00 - 40.000 HIDRÔMETROS 2012 Complementação da hidrometração ud 7.005 25,00 175.121 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ÁGUA TRATADA 2012 EEAT nova junto ao novo RAP de 3.000m³ - Q=450L/s, HMT=45 mca e Potência=350cv gb 1,00 - 650.000 3.665.121 RESERVATÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO 2013 01 reservatório apoiado - RAP de 6.000m³ junto a ETA1 gb 1,00 - 5.200.000 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ÁGUA TRATADA 2013 EEAT nova junto a ETA 01- Q=900L/s, HMT=45 mca e Potência=700cv gb 1,00 - 950.000 2013 adequação da EEAT existente junto a ETA 01para: Q=720 L/s, HMT=15mca e Potência=150cv gb 1,00 - 150.000 6.300.000 RESERVATÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO 2022 01 reservatório apoiado - RAP de 6.000m³ junto a ETA1 gb 1,00 - 5.200.000 5.200.000 CAPTAÇÃO E ELEVATÓRIA DE ÁGUA BRUTA 2028 Nova captação tipo canal de tomada a montante da área industrial, de 900 L/s, com duas elevatórias de água bruta; com Q=300 L/s, HMT=50mca e potência utilizada estimada de 300 cv; e outra com dois conjuntos com Q=600L/s, HMT=65 mca e potência utilizada estimada de 800cv; gb 1,00 - 2.500.000 2028 Nova adutora de água bruta ligando a nova captação a nova ETA DN 500 inclusive proteção antigolpe de ariete m 3.500,00 1.200,00 4.200.000 2028 Novo trecho de adutora interligando na adutora que leva a ETA 1 - DN 700, inclusive proteção antigolpe de ariete m 5.100,00 1.400,00 7.140.000 2028 Nova ETA junto ao REL 1.500(área industrial), tipo convencional, com vazão nominal de 300 L/s gb 1,00 - 12.000.000 25.840.000 RESERVATÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO 2029 01 reservatório apoiado - RAP de 3.000m³ junto ao REL 1.500 (área industrial) gb 1,00 - 2.800.000 2.800.000 DIVERSOS 2012 / 2021 Renovação de redes e ligações de cimento amianto gb 1,00 - 21.412.114 2013 / 2017 Melhorias (Interligação dos 25 setores DMCs / Implantação de sistema de automação e controle, incluindo Central de Controle Operacional - CCO) gb 1,00 - 5.000.000 2013 / 2041 Substituição de hidrômetros 20% ao ano - custo total gb 1,00 - 11.787.251 2012 / 2041 Ligação de água (Incremental) lig. 32.450 300,00 9.734.863 2012 / 2041 Rede de distribuição de água (Incremental) m 386.150 120,00 46.337.946 2012 / 2041 Projetos e Estudos Ambientais gb 1,00 - 908.886 2012 / 2041 Investimento em Controle de Perdas gb 1,00 - 10.440.000 2012 / 2041 Investimento em Gestão gb 1,00 - 17.400.000 123.021.060 166.826.181TOTAL GERAL TOTAL DO ITEM DIVERSOS TOTAL DO ANO 2012 TOTAL DO ANO 2013 TOTAL DO ANO 2022 TOTAL DO ANO 2028 TOTAL DO ANO 2029
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 69 6.12 – DISRITOS, POVOADOS E AGROVILAS Conforme descrito no diagnóstico, os Distritos, Povoados e Agrovilas (localidades) do município de Petrolina também foram incluídos neste estudo. Os critérios e parâmetros de projeto adotados foram os mesmos utilizados para a sede do município. Para implantação das novas ligações de água e redes incrementais ao longo dos anos foi considerado que 100% será executado pela Concessionária. Tabela 11 – População dos Distritos, Povoados e Agrovilas de Petrolina
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 70 LOCALIDADE QUATIDADE TOTAL DE CASAS QUATIDADE DE PESSOAS DISTRITOS Rajada 813 1.423 Cristália 86 306 Curral Queimado 50 178 Total DISTRITOS 949 1.907 POVOADOS Massangano 295 1.050 Izacolândia 1.324 4.342 Pedrinhas 251 894 Pau Ferro 110 392 Uruás 278 990 Serrote do Urubu 332 1.182 Cruz de Salinas 83 295 Caititu 149 311 Simpatia 41 146 Roçado 160 570 Caatinguinha 133 473 Tapera 318 1.132 Ponta da Serra 162 577 Porto da Ilha 165 587 Assentamento São Francisco 63 224 Nova Descoberta 928 3.070 Total POVOADOS 4.792 16.235 AGROVILAS Senador Nilo Coelho N01 624 1.915 N02 245 720 N03 777 2.731 N04 1.442 4.888 N05 1.021 3.637 N06 776 3.093 N07 1.312 3.810 N08 776 2.527 N09 926 3.060 N10 1.516 3.889 N11 760 3.136 N12 192 1.010 C01 88 335 C02 159 601 C03 264 883 Total Senador Nilo Coelho 10.878 36.235 Bebedouro AS7 - - AS10 - - AS11 - - AS14 - - AS15 - - AS60 - - NS1 - - Total Bebedouro - 2.345 Maria Tereza Total Maria Tereza 2.105 6.536 Total AGROVILAS - 45.116 População Total (hab.) 63.258 Fonte: Prefeitura Municipal de Petrolina/PE, Outubro/2011.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 71 Considerando a mesma taxa de crescimento prevista para a sede, tem-se a seguinte população ao longo do horizonte do estudo. Tabela 12 – Evolução Populacional das localidades Ano População (hab.) 2.012 63.258 2.013 64.808 2.014 66.371 2.015 67.948 2.016 69.538 2.017 71.141 2.018 72.758 2.019 74.389 2.020 76.033 2.021 77.690 2.022 79.361 2.023 81.045 2.024 82.743 2.025 84.454 2.026 86.178 2.027 87.916 2.028 89.668 2.029 91.433 2.030 93.211 2.031 95.003 2.032 96.808 2.033 98.627 2.034 100.459 2.035 102.305 2.036 104.164 2.037 106.036 2.038 107.922 2.039 109.822 2.040 111.734 2.041 113.661 Todas as localidades já possuem sistema de abastecimento de água, porém em sua maioria os sistemas não apresentam todas as unidades em funcionamento ou não possuem abastecimento contínuo.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 72 A maior parte das estações de tratamento existentes nas localidades não está em operação. Previmos a ativação das mesmas, para que os parâmetros de potabilidade sejam atendidos. Devido às captações serem realizadas diretamente nos canais de irrigação, os sistemas que não possuem estações elevatórias exclusivas, tem o abastecimento comprometido em alguns períodos do dia. Foi considerada a instalação de novas captações diretamente nos canais, para as localidades (Distritos, Povoados e Agrovilas) que não possuem captações exclusivas. Como a CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) capta a água do Rio São Francisco e disponibiliza nos canais de irrigação, em nosso estudo foi previsto um valor estimado para remunerar o serviço realizado pela companhia. O quadro 18 demonstra os investimentos previstos nos sistemas dos povoados nos dois primeiros anos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 73 Quadro 18 – Investimentos SAA dos Distritos, Povoados e Agrovilas Descrição Unidade Quantidade Custo unit. (R$) Custo total (R$) Instalação de ligação de água lig. 17.211 300,00 4.427.100,00 Reforma e melhoria nas instalações dos centros de reservação gb. 23 40.000,00 920.000,00 Instalação de reservatório elevado gb. 3 150.000,00 450.000,00 Reforma e melhoria nas instalações dos tratamentos gb. 24 8.000,00 192.000,00 Manutenção nas estações de tratamento de água 2 80.000,00 160.000,00 Instalação de tratamento para água salobra gb. 3 85.000,00 255.000,00 Instalação de estação de tratamento de água gb. 13 90.000,00 1.170.000,00 Reforma e melhoria nas instalações das captações gb. 25 12.000,00 300.000,00 Instalação de nova captação exclusiva diretamente no canal gb. 14 40.000,00 560.000,00 Perfuração de poço tubular profundo e instalação de tratamento para água salobra gb. 2 290.000,00 580.000,00 Projetos e licenciamento para execução das obras gb. - - 91.740,00 Total 9.105.840,00 Todos os cálculos realizados a partir dos dados descritos neste item podem ser vistos no quadro do estudo econômico, constante do Anexo 4 – Planejamento Financeiro.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 74 7. PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO 7.1 – NORMAS TÉCNICAS • Rede Coletora: NBR – 9648/86 “Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário”, NBR – 9649/86 “Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário”, NBR – 9814/87 “Execução de rede coletora de esgoto sanitário” e NBR 14486/00 “Sistemas enterrados para condução de esgoto sanitário – Projeto de redes coletoras com tubos de PVC”, todas da ABNT. • Coletores tronco, Interceptores e Emissários: NBR - 12.207 da ABNT - “Projetos de Interceptores de Esgoto Sanitário”. Várias outras Normas, publicações e literaturas referentes ao assunto também foram observadas. • Estação Elevatória de Esgoto Bruto: NBR 12.208/92 “Projeto de Estações Elevatórias de Esgoto”. • Estação de Tratamento de Esgoto: NBR 12209/92 “Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário”. 7.2- PARÂMETROS E CRITÉRIOS Quadro 19 – Informações e Parâmetros do SES de Petrolina Adotados Índice de atendimento atual do SES (%) 72,50 (conforme SNIS 2008) Per capita efetivo (L/hab.dia) 137,33 (conforme projetos do SAA e SES recentes) Taxa de ocupação (hab./economia) 3,64 IBGE 2010 - geral do município - urbana/rural Coeficiente de Infiltração adotado (L/s.Km) 0,10 (adotado em razão do projeto básico elaborado pela Concremat em no final de 2010) Coeficiente de Retorno Água/Esgoto 0,80 (adotado, conforme recomendações de literaturas) K1 1,20 (adotado, conforme recomendações de literaturas) K2 1,50 (adotado, conforme recomendações de literaturas) Extensão da rede de esgoto (km) 450,00 (conforme SNIS 2008) Densidade de economias de esgoto por ligação ativas (econ./lig.) 1,11 (Compesa - maio/2011) Extensão da rede de esgoto por ligação (m/lig.) 9,80 (conforme SNIS 2008) Quantidade de ligações ativas de esgoto [ligação] 39.359 (Compesa - maio/2011) Quantidade de economias ativas de esgoto [economia] 43.533 (Compesa - maio/2011) Volume de esgoto coletado [m³/mes] 484.588 (Compesa - maio/2011) Volume de esgoto faturado [m³/mes] 481.754 (Compesa - abril/2011) Quantidade de economias residenciais ativas de esgoto 40.923 (Compesa - maio/2011)
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 75 7.3 - POPULAÇÃO ATENDIDA O presente estudo visa o atendimento da população relacionada na tabela 13. Tabela 13 – Previsão de População atendida com Esgotamento Sanitário ANO POP URBANA % ATENDIM. ESGOTO POP ATENDIDA ESGOTO (hab) 2012 228.509 81,0 185.093 2013 234.107 82,0 191.969 2014 239.754 83,0 198.996 2015 245.450 84,0 206.178 2016 251.194 85,0 213.515 2017 256.986 86,0 221.009 2018 262.827 87,0 228.660 2019 268.717 88,0 236.471 2020 274.655 90,0 247.190 2021 280.642 92,0 258.191 2022 286.677 94,0 269.477 2023 292.761 96,0 281.052 2024 298.894 98,0 292.917 2025 305.075 99,9 304.771 2026 311.305 99,9 310.994 2027 317.583 99,9 317.266 2028 323.910 99,9 323.587 2029 330.286 99,9 329.956 2030 336.710 99,9 336.374 2031 343.182 99,9 342.840 2032 349.704 99,9 349.355 2033 356.274 99,9 355.918 2034 362.892 99,9 362.530 2035 369.559 99,9 369.190 2036 376.274 99,9 375.899 2037 383.039 99,9 382.656 2038 389.851 99,9 389.462 2039 396.713 99,9 396.316 2040 403.622 99,9 403.219 2041 410.581 99,9 410.171 O índice de atendimento de esgoto que consta no SNIS 2008 (última informação oficial disponível) é de 72,50%, porém existem redes implantadas e que ainda não estão em carga, em virtude de não possuírem tratamento, desta forma, foi realizado ajuste para melhor retratar a realidade.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 76 7.4 - VAZÕES DE PROJETO Em função dos parâmetros/critérios e da previsão populacional calculou-se as vazões constantes na tabela 14. Tabela 14 – Estimativa de vazão de esgoto Ano População Abastecida (hab.) Vazão média esgoto doméstico (L/s) Vazão de infiltração (L/s) Vazão para tratamento (L/s) 2012 185.093 235 50 285 2013 191.969 244 52 296 2014 198.996 253 54 307 2015 206.178 262 56 318 2016 213.515 272 57 329 2017 221.009 281 60 341 2018 228.660 291 62 352 2019 236.471 301 64 364 2020 247.190 314 67 381 2021 258.191 328 70 398 2022 269.477 343 73 415 2023 281.052 357 76 433 2024 292.917 372 79 451 2025 304.771 388 82 470 2026 310.994 395 84 479 2027 317.266 403 85 489 2028 323.587 411 87 499 2029 329.956 420 89 508 2030 336.374 428 91 518 2031 342.840 436 92 528 2032 349.355 444 94 538 2033 355.918 453 96 548 2034 362.530 461 98 559 2035 369.190 469 99 569 2036 375.899 478 101 579 2037 382.656 487 103 590 2038 389.462 495 105 600 2039 396.316 504 107 611 2040 403.219 513 109 621 2041 410.171 522 110 632
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 77 Para o pré-dimensionamento dos coletores tronco, interceptores e emissário de esgoto bruto, será considerada a vazão de saturação da malha urbana. 7.5 - LIGAÇÕES Em função da taxa de crescimento utilizada definiu-se a evolução do número de ligações de esgoto, constantes na tabela 15. Tabela 15 – Ligações de Esgoto Ano Ligações totais de esgoto Economias totais de esgoto 2012 45.974 50.850 2013 47.682 52.739 2014 49.427 54.669 2015 51.211 56.642 2016 53.034 58.658 2017 54.895 60.717 2018 56.796 62.819 2019 58.736 64.965 2020 61.398 67.909 2021 64.131 70.932 2022 66.934 74.032 2023 69.809 77.212 2024 72.756 80.472 2025 75.700 83.728 2026 77.246 85.438 2027 78.804 87.161 2028 80.374 88.898 2029 81.956 90.647 2030 83.550 92.410 2031 85.156 94.187 2032 86.774 95.977 2033 88.404 97.780 2034 90.047 99.596 2035 91.701 101.426 2036 93.367 103.269 2037 95.046 105.125 2038 96.736 106.995 2039 98.439 108.878 2040 100.153 110.774 2041 101.880 112.684
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 78 7.6 - REDE COLETORA O município de Petrolina ainda não possui o índice de cobertura de esgoto de 100%, o projeto prevê, em função da taxa de crescimento da população, a ampliação da rede coletora de esgoto, conforme mostra a tabela 16. Tabela 16 – Extensão da Rede Coletora de Esgoto Ano Extensão da rede de esgoto (m) 2012 498.327 2013 516.840 2014 535.758 2015 555.095 2016 574.848 2017 595.024 2018 615.623 2019 636.653 2020 665.512 2021 695.130 2022 725.515 2023 756.678 2024 788.623 2025 820.537 2026 837.292 2027 854.178 2028 871.196 2029 888.343 2030 905.622 2031 923.031 2032 940.571 2033 958.241 2034 976.042 2035 993.973 2036 1.012.036 2037 1.030.228 2038 1.048.552 2039 1.067.005 2040 1.085.590 2041 1.104.307 Neste estudo considerou-se a informação do SNIS 2008 para o ano 2012.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 79 7.7 - INTERCEPTORES Visando centralizar em dois polos de tratamento de efluente, estão sendo previstos os seguintes interceptores, conforme desenho constante no Anexo 3 – SES Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção. Quadro 20 – Previsão de Interceptores ANO DE IMPLANTAÇÃO DESCRIÇÃO EXTENSÃO (m) 2013 Interceptor ME 002 - Rio São Francisco - DN 800 a DN 900 2.175,00 2013 Interceptor Pedra do Bode - DN 900 1.680,00 2013 Interceptor MD - Riacho Sem Nome - DN 500 3.065,00 2013 Interceptor ME 003 - Rio São Francisco - DN 300 a DN 350 895,00 2014 Interceptor ME 001 - Rio São Francisco - DN 500 1.835,00 2014 Interceptor MD 002 - Riacho Mulungú - DN 450 a DN 500 2.245,00 2014 Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú - DN 300 a DN 600 5.110,00 2014 Interceptor ME 001 - Riacho Mulungú - DN 250 a DN 300 2.725,00 2016 Interceptor MD - Riacho Tapúio - DN 200 a DN 300 2.920,00 2016 Interceptor MD 002 - Riacho Mulungú - DN 350 2.225,00 2016 Interceptor MD - Riacho Porteira - DN 250 1.490,00 2020 Interceptor São Gonçalo - DN 250 910,00 2020 Interceptor ME - Riacho Tapúio - DN 200 a DN 400 3.915,00 2020 Interceptor ME - Riacho Sem Nome - DN 450 a DN 500 3.700,00 7.8 - ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS Para atender a concepção proposta, estão previstas 15 estações elevatórias de esgoto bruto ao longo do horizonte de projeto. Cabe ressaltar que 04 (quatro) serão readequadas em função da sua nova área de contribuição, 02 (duas) serão mantidas e 09 (nove) serão projetadas para atender a nova concepção. No quadro 21 estão relacionadas as estações elevatórias previstas.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 80 Quadro 21 – Previsão de Estações Elevatórias de Esgoto ANO DE IMPLANTAÇÃO DESCRIÇÃO SITUAÇÃO 2012 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 004 com vazão de 611,18 L/s e potência de 440 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2012 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Pedra do Bode com vazão de 732,39 L/s e potência de 530 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Readequação 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 003 com vazão de 381,53 L/s e potência de 125 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Antonio Casemiro com vazão de 102,08 L/s e potência de 35 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Readequação 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 007 com vazão de 21,11 L/s e potência de 7 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 008 com vazão de 38,18 L/s e potência de 14 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 009 com vazão de 196,48 L/s e potência de 55 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Recife com vazão de 101,07 L/s e potência de 55 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Readequação 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 001 com vazão de 108,22 L/s e potência de 45 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 002 com vazão de 214,31 L/s e potência de 75 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Parque São Paulo com vazão de 84,33 L/s e potência de 30 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Readequação 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 005 com vazão de 9,05 L/s e potência de 4 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada 2031 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 006 com vazão de 11,12 L/s e potência de 6 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO Projetada
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 81 Para atender a concepção proposta será necessário desativar 09 (nove) estações elevatórias de esgoto bruto ao longo período. As estações elevatórias de esgoto bruto podem ser vistas no desenho constante no Anexo 3 – SES Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção. 7.9 - ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO Na concepção deste Plano recomendamos a desativação das unidades de tratamento de esgotos existentes, conforme desenho constante no Anexo 3 – SES Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção. O principal motivo é que, ao contrário do recomendado por literaturas, todos os pólos (12 unidades) de tratamento se encontram dentro do perímetro urbano, ao lado de edificações residenciais, sem nenhum tipo de manutenção e operação. Os impactos causados por esta situação são: • Proliferação de odores ofensivos sobre a saúde e o bem estar da população circunvizinha; • Possibilidade do surgimento de doenças vinculadas a vetores que possam se desenvolver nas lagoas de tratamento; • Ambiente propício para a proliferação de vetores; • Contaminação dos corpos hídricos e nascentes de pequeno porte onde são lançados os efluentes tratados. Inclusive uma lagoa natural é utilizada como lagoa de estabilização; • Dadas as exigências ambientais cada vez mais rígidas, certamente em um pequeno intervalo de tempo será impossível mantê-las em operação. Neste sentido, já existem práticas de órgãos ambientais que tem fixado afastamentos deste tipo de sistema de ocupação urbana e corpos hídricos;
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 82 • Imagem negativa da concessionária e da prefeitura municipal com a população afetada. A partir da regularização do serviço de abastecimento de água, que no momento é o foco das atenções, a população certamente irá reivindicar por melhores condições do sistema de esgotamento sanitário. Considerando as condições explicadas acima, bem como o favorecimento das condições geológicas e climáticas da região, sugere-se que seja implantado o sistema de tratamento de esgoto através de lagoas de estabilizações, observando as recomendações literárias pertinentes. Desta forma, está prevista a centralização dos polos de tratamento de efluentes em duas unidades, conforme mostra o desenho constante no Anexo 3 – SES Petrolina – Desenho do Estudo de Concepção. Quadro 22 - Previsão de Estações de Tratamento de Esgoto. ANO DE IMPLANTAÇÃO DESCRIÇÃO 2013/2014 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 1º modulo de 250 L/s 2015/2016 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 2º modulo de 250 L/s 2013/2014 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 1º modulo de 100 L/s 2016/2020 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 2º modulo de 100 L/s O sistema de tratamento de esgotos (STE), ora estabelecido é para atender o período do estudo, compreendida entre a implantação e a operação do sistema proposto, isto é, 2012 até 2041, período de 30 (trinta) anos, assim o STE a ser instalado é considerado um sistema convencional, com os seguintes componentes:
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 83 • Sistema de gradeamento; • Desarenador; • Calha “Parshall” medidora; • Reator Anaeróbio: • Filtro Biológico; • Decantador Secundário; • Sistema de Cloração/Descloração (Pós-tratamento) • Leito de secagem.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 84 7.10 – INVESTIMENTOS NO SES DA SEDE Quadro 23 – Investimentos Sistema de Esgotamento Sanitário – Sede Ano de Implantação Descrição Unidade Quantidade Custo Unitário Custo (R$) LIGAÇÕES DE ESGOTO / REDE COLETORA DE ESGOTO 2012 / 2041 Ligação de Esgoto (Incremental) un 41.929 400,00 16.771.750 2012 / 2041 Rede Coletora de Esgoto (Incremental) un 454.484 270,00 122.710.794 139.482.544 PROJETOS E ESTUDOS AMBIENTAIS 2012 / 2041 Projetos e Estudos Ambientais gb 1,00 - 1.232.636 1.232.636 2012 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 004 com vazão de 611,18 L/s e potência de 440 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 750.000,00 2012 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Pedra do Bode com vazão de 732,39 L/s e potência de 530 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 900.000,00 1.650.000,00 2012 Emissário por recalque - LR 004 - DN 600 m 1.400,00 700,00 980.000,00 2012 Emissário por recalque - LR Pedra do Bode - DN 700 m 2.050,00 800,00 1.640.000,00 2.620.000,00 4.270.000,00 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO - EEEB 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 003 com vazão de 381,53 L/s e potência de 125 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 600.000,00 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Antonio Casemiro com vazão de 102,08 L/s e potência de 35 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 350.000,00 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 007 com vazão de 21,11 L/s e potência de 7 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 190.000,00 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 008 com vazão de 38,18 L/s e potência de 14 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 230.000,00 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 009 com vazão de 196,48 L/s e potência de 55 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 400.000,00 2013 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Recife com vazão de 101,07 L/s e potência de 55 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 350.000,00 2.120.000,00 EMISSÁRIO POR RECALQUE 2013 Emissário por recalque - LR 003 - DN 500 (travessia) m 500,00 600,00 300.000,00 2013 Emissário por recalque - LR Antonio Casemiro - DN 250 (travessia) m 200,00 300,00 60.000,00 2013 Emissário por recalque - LR 007 - DN 200 m 2.000,00 250,00 500.000,00 2013 Emissário por recalque - LR 008 - DN 250 (travessia) m 1.500,00 300,00 450.000,00 2013 Emissário por recalque - LR 009 - DN 350 (travessia) m 350,00 450,00 157.500,00 2013 Emissário por recalque - LR Recife - DN 350 (travessia) m 1.500,00 450,00 675.000,00 2.142.500,00 INTERCEPTOR 2013 Interceptor ME 002 - Rio São Francisco - DN 800 m 990,00 900,00 891.000,00 2013 Interceptor ME 002 - Rio São Francisco - DN 900 m 1.185,00 1.000,00 1.185.000,00 2.076.000,00 2013 Interceptor Pedra do Bode - DN 900 (substituição Interceptor Pedra do Bode - DN 500 - CA) m 1.680,00 1.000,00 1.680.000,00 1.680.000,00 2013 Interceptor MD - Riacho Sem Nome - DN 500 m 3.065,00 600,00 1.839.000,00 1.839.000,00 2013 Interceptor ME 003 - Rio São Francisco - DN 300 m 375,00 350,00 131.250,00 2013 Interceptor ME 003 - Rio São Francisco - DN 350 m 520,00 450,00 234.000,00 365.250,00 5.960.250,00 Total Interceptor ME 003 - Rio São Francisco TOTAL DE OBRAS - 2012 Total Interceptor MD - Riacho Sem Nome TOTAL DE ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO TOTAL DE LIGAÇÕES DE ESGOTO / REDE COLETORA DE ESGOTO TOTAL DE PROJETOS DE ESGOTO TOTAL DE EMISSÁRIO POR RECALQUE TOTAL DE ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO TOTAL DE EMISSÁRIO POR RECALQUE Total Interceptor ME 002 - Rio São Francisco Total Interceptor Pedra do Bode TOTAL DE INTERCEPTOR
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 85 Ano de Implantação Descrição Unidade Quantidade Custo Unitário Custo (R$) ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2013 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 1º modulo de 250 L/s - Parte 01 un 1,00 - 5.000.000,00 2013 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 1º modulo de 100 L/s - Parte 01 un 1,00 - 3.000.000,00 8.000.000,00 18.222.750,00 INTERCEPTOR 2014 Interceptor ME 001 - Rio São Francisco - DN 500 m 1.835,00 600,00 1.101.000,00 1.101.000,00 2014 Interceptor MD 002 - Riacho Mulungú - DN 450 m 1.030,00 550,00 566.500,00 2014 Interceptor MD 002 - Riacho Mulungú - DN 500 m 1.215,00 600,00 729.000,00 1.295.500,00 2014 Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú - DN 300 m 450,00 350,00 157.500,00 2014 Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú - DN 350 m 995,00 450,00 447.750,00 2014 Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú - DN 500 m 1.165,00 600,00 699.000,00 2014 Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú - DN 600 m 2.500,00 700,00 1.750.000,00 3.054.250,00 2014 Interceptor ME 001 - Riacho Mulungú - DN 250 m 1.020,00 300,00 306.000,00 2014 Interceptor ME 001 - Riacho Mulungú - DN 300 m 1.705,00 350,00 596.750,00 902.750,00 6.353.500,00 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2014 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 1º modulo de 250 L/s - Parte 02 un 1,00 - 12.000.000,00 2014 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 1º modulo de 100 L/s - Parte 02 un 1,00 - 7.000.000,00 19.000.000,00 25.353.500,00 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2015 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 2º modulo de 250 L/s - Parte 01 un 1,00 - 5.000.000,00 5.000.000,00 5.000.000,00 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2016 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 01 - 500 L/s - 2º modulo de 250 L/s - Parte 02 un 1,00 - 12.000.000,00 2016 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 2º modulo de 100 L/s - Parte 01 un 1,00 - 3.000.000,00 15.000.000,00 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO - EEEB 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 001 com vazão de 108,22 L/s e potência de 45 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 400.000,00 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 002 com vazão de 214,31 L/s e potência de 75 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 500.000,00 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE Parque São Paulo com vazão de 84,33 L/s e potência de 30 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 300.000,00 2016 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 005 com vazão de 9,05 L/s e potência de 4 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 150.000,00 1.350.000,00 TOTAL DE INTERCEPTOR RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SES DE PETROLINA (continuação) TOTAL DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Total Interceptor ME 001 - Rio São Francisco Total Interceptor MD 002 - Riacho Mulungú TOTAL DE OBRAS - 2013 TOTAL DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Total Interceptor ME 001 - Riacho Mulungú TOTAL DE ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO Total Interceptor ME 002 - Riacho Mulungú TOTAL DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TOTAL DE OBRAS - 2014 TOTAL DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TOTAL DE OBRAS - 2015
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 86 Ano de Implantação Descrição Unidade Quantidade Custo Unitário Custo (R$) EMISSÁRIO POR RECALQUE 2016 Emissário por recalque - LR 001 - DN 300 (travessia) m 900,00 350,00 315.000,00 2016 Emissário por recalque - LR 002 - DN 400 m 850,00 500,00 425.000,00 2016 Emissário por recalque - LR Parque São Paulo - DN 300 (travessia) m 850,00 350,00 297.500,00 2016 Emissário por recalque - LR 005 - DN 150 m 1.300,00 200,00 260.000,00 1.297.500,00 INTERCEPTOR 2016 Interceptor MD - Riacho Tapúio - DN 200 m 700,00 250,00 175.000,00 2016 Interceptor MD - Riacho Tapúio - DN 250 m 640,00 300,00 192.000,00 2016 Interceptor MD - Riacho Tapúio - DN 300 m 1.580,00 350,00 553.000,00 920.000,00 2016 Interceptor MD 001 - Riacho Mulungú - DN 350 m 2.225,00 450,00 1.001.250,00 1.001.250,00 2016 Interceptor MD - Riacho Porteira - DN 250 m 1.490,00 300,00 447.000,00 447.000,00 2.368.250,00 20.015.750,00 INTERCEPTOR 2020 Interceptor São Gonçalo - DN 250 m 910,00 300,00 273.000,00 273.000,00 2020 Interceptor ME - Riacho Tapúio - DN 200 m 525,00 250,00 131.250,00 2020 Interceptor ME - Riacho Tapúio - DN 250 m 1.375,00 300,00 412.500,00 2020 Interceptor ME - Riacho Tapúio - DN 350 m 820,00 450,00 369.000,00 2020 Interceptor ME - Riacho Tapúio - DN 400 m 1.195,00 500,00 597.500,00 1.510.250,00 2020 Interceptor ME - Riacho Sem Nome - DN 450 m 1.990,00 550,00 1.094.500,00 2020 Interceptor ME - Riacho Sem Nome - DN 500 m 1.710,00 600,00 1.026.000,00 2.120.500,00 3.903.750,00 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2020 Estação de Tratamento de Esgoto - ETE 02 - 200 L/s - 2º modulo de 100 L/s - Parte 02 un 1,00 - 5.000.000,00 5.000.000,00 8.903.750,00 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO - EEEB 2031 Implantação de estação elevatória de esgoto bruto - EEE 006 com vazão de 11,12 L/s e potência de 6 CV, equipada com inversor de frequência e com automatização e controle através da CCO un 1,00 - 170.000,00 170.000,00 EMISSÁRIO POR RECALQUE 2031 Emissário por recalque - LR 006 - DN 150 m 1.200,00 200,00 240.000,00 240.000,00 410.000,00 222.890.930 TOTAL DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Total Interceptor ME - Riacho Tapúio Total Interceptor São Gonçalo TOTAL DE INTERCEPTOR Total Interceptor São Gonçalo TOTAL DE INTERCEPTOR RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SES DE PETROLINA (continuação) Total Interceptor ME - Riacho Sem Nome TOTAL DE EMISSÁRIO POR RECALQUE TOTAL DE OBRAS - 2031 TOTAL DE INVESTIMENTO - 2012 a 2041 TOTAL DE OBRAS - 2016 TOTAL DE OBRAS - 2020 TOTAL DE ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO TOTAL DE EMISSÁRIO POR RECALQUE Total Interceptor ME - Riacho Tapúio Total Interceptor São Gonçalo 7.11 – DISTRITOS, POVOADOS E AGROVILAS Conforme informado no diagnóstico, os distritos, povoados e agrovilas do município de Petrolina possuem em sua maioria sistemas individuais de tratamento. De todas as localidades existentes, apenas três possuem sistema de esgotamento sanitário completo ou parte, que são: Distrito de Rajada, Povoado Massangano, Povoado Nova Descoberta e Povoado Izacolândia.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 87 Os povoados e distritos que não possuem esgotamento sanitário possuem fossas e sumidouros para os dejetos humanos e “valetas” para o descarte de esgoto provenientes da cozinha, lavanderia, chuveiro. Considerando que todos os povoados se encontram afastados da sede do município e mesmo das micro-bacias existentes na área urbana da sede e ainda que a população é bastante reduzida, foi prevista instalação de sistemas de esgotamento sanitário convencionais independentes, constando de rede coletora e ligações, além de tratamento adequado aos parâmetros de lançamento, requeridos pelo corpo receptor. Os investimentos previstos nas localidades constam no quadro abaixo. Quadro 24 – Investimentos Sistema de Esgotamento Sanitário – Localidades Descrição Unidade Quantidade Custo unit. (R$) Custo total (R$) Instalação de ligação de esgoto lig. 16.694 400 6.677.683 Instalação de rede de esgoto m 163.603 180 29.448.584 Instalação de estação de tratamento de esgoto Habitante 97.786 110 10.756.460 Melhorias na ETE gb. 1 40.000 40.000 Projetos e licenciamento para execução das obras gb. - - 804.901 Total 47.727.628 Todos os cálculos realizados a partir dos dados descritos neste item podem ser vistos no quadro do estudo econômico, constante do Anexo 4 – Planejamento Financeiro.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 88 8. INVESTIMENTO TOTAL PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Quadro 25 – Total de Investimentos para o SAA e SES de Petrolina Descrição Unidade Quantidade Custo (R$) Captação e elevatória de água bruta e estação de tratamento gb - 25.840.000 Reservatório de distribuição gb - 16.000.000 Estação elevatória de água tratada un 3,00 1.750.000 Hidrômetros un 7.005 175.121 Renovação de redes e ligações de cimento amianto gb - 21.412.114 Melhorias gb - 5.040.000 Substituição de hidrômetros 20% ao ano - custo total gb - 11.787.251 Ligação de água (incremental) un 32.450 9.734.863 Rede de distribuição de água (incremental) m 368.150 46.337.946 Projetos e estudos ambientais gb - 908.886 Investimento em controle de perdas gb 1,00 10.440.000 Investimento em gestão gb 1,00 17.400.000 Investimento nos distritos, povoados e agrovilas - infraestrutura gb - 9.105.840 Investimento nos distritos, povoados e agr. - redes e ligações incrementais gb - 23.456.698 199.388.719 Descrição Unidade Quantidade Custo (R$) Ligações de esgoto (incremental) un 41.929 16.771.750 Rede coletora de esgoto (incremental) m 454.484 122.710.794 Estação elevatória de esgoto bruto - eeeb un 13,00 5.290.000 Emissário por recalque m 14.600,00 6.300.000 Interceptor m 34.890,00 18.585.750 Estação de tratamento de esgoto - ete 01- 500 l/s un 1,00 34.000.000 Estação de tratamento de esgoto - ete 02- 200 l/s un 1,00 18.000.000 Projetos e estudos ambientais gb - 1.232.636 Investimento nos distritos, povoados e agrovilas - infraestrutura gb - 605.053 Investimento nos distritos, povoados e agr. - redes e ligações incrementais gb - 5.400.167 228.896.150 428.284.869 TOTAL SES RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SES DE PETROLINA (RESUMO) RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SAA DE PETROLINA (RESUMO) TOTAL SAA TOTAL DE INVESTIMENTO
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 89 8.1 – ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA Para elaboração do estudo de viabilidade econômico-financeira desses serviços utilizou-se os seguintes parâmetros: faturamento e receita (arrecadação), provisão para inadimplência, despesas de operação/exploração, investimentos em obras e serviços no curto, médio e longo prazo, depreciação dos investimentos e impostos incidentes. 8.1.1 - Faturamento Previsto No cálculo do faturamento foram utilizados os seguintes critérios e parâmetros: • Faturamento anualizado, fornecido pela Prefeitura e gerado pela atual prestadora de serviço. • Adotou-se a tarifação média de R$ 3,06 para água e R$ 2,45 para esgoto. Posteriormente considerou-se a evolução baseada nos parâmetros utilizados pela COMPESA. A partir desses valores e da evolução do consumo anual pode-se determinar ano a ano o faturamento previsto. Apresenta-se no Quadro 26 a previsão de faturamento anual.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 90 Quadro 26 - Previsão De Faturamento Anual (R$) Ano Fat. Água Fat. Esgoto Fat. Diversos Fat. Total 1 34.392.361 16.237.176 1.772.034 52.401.571 2 38.818.505 16.828.705 2.677.286 58.324.496 3 41.589.833 20.225.307 2.797.084 64.612.224 4 42.577.804 23.561.243 2.962.135 69.101.182 5 43.574.202 24.386.111 3.039.594 70.999.907 6 44.579.027 25.228.293 3.118.128 72.925.448 7 45.592.279 26.087.788 3.197.564 74.877.630 8 46.613.957 26.964.923 3.278.174 76.857.054 9 47.644.063 28.158.878 3.610.360 79.413.301 10 48.682.596 29.383.755 3.714.394 81.780.745 11 49.729.556 30.639.881 3.820.080 84.189.517 12 50.784.942 31.927.692 3.927.519 86.640.153 13 51.848.756 33.247.296 4.036.453 89.132.504 14 52.920.997 34.565.923 4.119.338 91.606.257 15 54.001.665 35.271.713 3.689.845 92.963.223 16 55.090.760 35.983.059 3.757.310 94.831.128 17 56.188.281 36.699.960 3.825.264 96.713.505 18 57.294.230 37.422.307 3.893.616 98.610.154 19 58.408.606 38.150.210 3.962.545 100.521.361 20 59.531.409 43.203.955 4.183.086 106.918.450 21 60.662.639 44.024.960 4.255.864 108.943.462 22 61.802.295 44.852.016 4.329.061 110.983.372 23 62.950.379 45.685.245 4.402.856 113.038.480 24 64.106.890 46.524.525 4.477.071 115.108.486 25 65.271.828 47.369.978 4.551.884 117.193.690 26 66.445.193 48.221.483 4.627.116 119.293.792 27 67.626.985 49.079.159 4.702.947 121.409.091 28 68.817.203 49.942.888 4.779.197 123.539.289 29 70.015.849 50.812.789 4.856.046 125.684.684 30 71.222.922 51.688.862 4.933.405 127.845.190 Total 1.638.786.012 1.072.376.080 115.297.255 2.826.459.346
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 91 8.1.2 - Arrecadação Prevista Para efeito de cálculo das arrecadações utilizou-se as tarifas médias de 2011. O Quadro 27 apresenta a previsão de arrecadação anual. Quadro 27 - Previsão De Arrecadação Anual (R$) Ano Faturamento Total Receita Total Líquida Receita Total Arrecadada 1 52.401.571 47.685.430 42.916.887 2 58.324.496 53.075.292 48.033.139 3 64.612.224 58.797.124 53.505.383 4 69.101.182 62.882.076 57.537.099 5 70.999.907 64.609.915 59.441.122 6 72.925.448 66.362.158 61.384.996 7 74.877.630 68.138.643 63.368.938 8 76.857.054 69.939.919 65.393.824 9 79.413.301 72.266.104 67.930.138 10 81.780.745 74.420.478 69.955.250 11 84.189.517 76.612.460 72.015.712 12 86.640.153 78.842.539 74.111.987 13 89.132.504 81.110.579 76.243.944 14 91.606.257 83.361.694 78.359.993 15 92.963.223 84.596.533 79.520.741 16 94.831.128 86.296.327 81.118.547 17 96.713.505 88.009.290 82.728.732 18 98.610.154 89.735.240 84.351.126 19 100.521.361 91.474.439 85.985.973 20 106.918.450 97.295.789 91.458.042 21 108.943.462 99.138.551 93.190.237 22 110.983.372 100.994.869 94.935.177 23 113.038.480 102.865.017 96.693.116 24 115.108.486 104.748.722 98.463.799 25 117.193.690 106.646.258 100.247.482 26 119.293.792 108.557.350 102.043.909 27 121.409.091 110.482.273 103.853.337 28 123.539.289 112.420.753 105.675.507 29 125.684.684 114.373.062 107.510.679 30 127.845.190 116.339.123 109.358.775 Total 2.826.459.346 2.572.078.005 2.407.333.590
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 92 8.1.3 - Despesas de Exploração Foram levadas em consideração todas as premissas relacionadas às despesas de exploração, sendo que esse conjunto de premissas e obrigações atribuídas ao operador do sistema foi apresentado em item anterior desse trabalho, tendo o mesmo sido previamente validado pela Contratante. Os itens considerados como despesas operacionais foram: pessoal, materiais (produtos químicos, reagentes, hidráulicos), equipamentos e veículos, terceiros, energia elétrica, valores a serem pagos pela água bruta e para operação da Agência Reguladora. No dimensionamento desses insumos foi utilizada a experiência do corpo técnico da QUÍRON ENGENHARIA e os valores financeiros foram obtidos em pesquisa de mercado. Quadro 28 - Previsão de Despesas de Exploração (R$) Ano Pessoal Materiais Energia Serviços de Terceiros Gerais Localidades Total 1 6.040.924 2.111.375 7.126.514 6.457.778 962.279 337.613 23.036.484 2 6.611.511 2.310.802 7.799.639 7.067.738 1.053.170 691.768 25.534.628 3 7.386.617 2.581.711 8.714.036 7.896.331 1.176.639 885.567 28.640.902 4 7.594.889 2.654.505 8.959.736 8.118.974 1.209.815 906.604 29.444.523 5 7.806.190 2.728.357 9.209.008 8.344.856 1.243.474 927.820 30.259.705 6 7.619.519 2.663.113 8.988.792 8.145.304 1.213.739 949.216 29.579.683 7 7.826.061 2.735.302 9.232.450 8.366.098 1.246.639 970.791 30.377.341 8 8.035.544 2.808.519 9.479.578 8.590.036 1.280.009 992.546 31.186.231 9 8.282.851 2.894.955 9.771.328 8.854.409 1.319.403 1.014.479 32.137.426 10 8.534.648 2.982.961 10.068.375 9.123.581 1.359.513 1.036.593 33.105.670 11 8.328.290 2.910.837 9.824.933 8.902.983 1.326.641 1.058.886 32.352.569 12 8.575.461 2.997.226 10.116.523 9.167.211 1.366.014 1.081.358 33.303.793 13 8.826.983 3.085.136 10.413.244 9.436.088 1.406.080 1.104.010 34.271.540 14 9.079.234 3.173.301 10.710.826 9.705.746 1.446.262 1.126.841 35.242.209 15 9.264.629 3.238.099 10.929.537 9.903.934 1.475.794 1.149.851 35.961.844 16 9.451.475 3.303.404 11.149.961 10.103.674 1.505.557 1.173.041 36.687.112 17 9.639.773 3.369.216 11.372.097 10.304.965 1.535.552 1.196.411 37.418.014 18 9.829.510 3.435.531 11.595.931 10.507.795 1.565.776 1.219.959 38.154.503 19 10.020.699 3.502.354 11.821.478 10.712.177 1.596.231 1.243.688 38.896.625 20 10.213.327 3.569.680 12.048.722 10.918.097 1.626.915 1.267.595 39.644.336 21 10.407.406 3.637.513 12.277.678 11.125.569 1.657.831 1.291.683 40.397.679 22 10.602.925 3.705.849 12.508.333 11.334.579 1.688.975 1.315.949 41.156.610 23 10.799.895 3.774.692 12.740.700 11.545.141 1.720.351 1.340.395 41.921.174 24 10.998.304 3.844.039 12.974.765 11.757.242 1.751.957 1.365.021 42.691.327 25 11.198.165 3.913.893 13.210.542 11.970.894 1.783.793 1.389.825 43.467.112 26 11.399.465 3.984.249 13.448.017 12.186.085 1.815.859 1.414.810 44.248.485 27 11.602.217 4.055.114 13.687.204 12.402.827 1.848.156 1.439.974 45.035.491 28 11.806.408 4.126.481 13.928.089 12.621.109 1.880.682 1.465.317 45.828.085 29 12.012.050 4.198.355 14.170.687 12.840.941 1.913.440 1.490.839 46.626.313 30 12.219.144 4.270.737 14.414.997 13.062.326 1.946.428 1.516.541 47.430.173 Total 282.014.114 98.567.304 332.693.719 301.474.486 44.922.972 34.364.991 1.094.037.586
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 93 8.1.4 - Plano De Investimentos O termo “Investimentos” utilizado nesse trabalho é identificado como as obras, serviços e ações onerosas que terão de ser suportadas pelo operador dos sistemas. Os valores e os cronogramas de implantação foram apresentados neste trabalho e estão repetidos resumidamente no Quadro 29. Quadro 29 – Total de Investimentos Descrição Unidade Quantidade Custo (R$) Captação e elevatória de água bruta e estação de tratamento gb - 25.840.000 Reservatório de distribuição gb - 16.000.000 Estação elevatória de água tratada un 3,00 1.750.000 Hidrômetros un 7.005 175.121 Renovação de redes e ligações de cimento amianto gb - 21.412.114 Melhorias gb - 5.040.000 Substituição de hidrômetros 20% ao ano - custo total gb - 11.787.251 Ligação de água (incremental) un 32.450 9.734.863 Rede de distribuição de água (incremental) m 368.150 46.337.946 Projetos e estudos ambientais gb - 908.886 Investimento em controle de perdas gb 1,00 10.440.000 Investimento em gestão gb 1,00 17.400.000 Investimento nos distritos, povoados e agrovilas - infraestrutura gb - 9.105.840 Investimento nos distritos, povoados e agr. - redes e ligações incrementais gb - 23.456.698 199.388.719 Descrição Unidade Quantidade Custo (R$) Ligações de esgoto (incremental) un 41.929 16.771.750 Rede coletora de esgoto (incremental) m 454.484 122.710.794 Estação elevatória de esgoto bruto - eeeb un 13,00 5.290.000 Emissário por recalque m 14.600,00 6.300.000 Interceptor m 34.890,00 18.585.750 Estação de tratamento de esgoto - ete 01- 500 l/s un 1,00 34.000.000 Estação de tratamento de esgoto - ete 02- 200 l/s un 1,00 18.000.000 Projetos e estudos ambientais gb - 1.232.636 Investimento nos distritos, povoados e agrovilas - infraestrutura gb - 605.053 Investimento nos distritos, povoados e agr. - redes e ligações incrementais gb - 5.400.167 228.896.150 428.284.869 TOTAL SES RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SES DE PETROLINA (RESUMO) RELAÇÃO DAS OBRAS E MELHORIAS PROPOSTAS PARA O SAA DE PETROLINA (RESUMO) TOTAL SAA TOTAL DE INVESTIMENTO
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 94 8.1.5 – Depreciação Foi considerada uma depreciação de 4% ao longo dos 30 anos para todos os investimentos. Tal simplificação justifica-se, uma vez que os maiores valores são referentes às obras civis e redes. 8.1.6 - Valores Resultantes Dos Indicadores Econômico-Financeiros Para análise da viabilidade econômico-financeira do estudo foram utilizados dois indicadores usuais: • VPL – Valor Presente Líquido e • TIR – Taxa Interna de Retorno O VLP é uma função financeira utilizada na análise da viabilidade de um projeto de investimento. É definido como o somatório dos valores presentes dos fluxos estimados de uma aplicação, calculados a partir de uma taxa dada e de seu período de duração. Os fluxos estimados podem ser positivos ou negativos, de acordo com as entradas ou saídas de caixa. A taxa fornecida à função representa o rendimento esperado. Caso o VPL encontrado no cálculo seja negativo, o retorno do projeto será menor que o investimento inicial, o que sugere que ele seja reprovado. Caso ele seja positivo, o valor obtido no projeto pagará o investimento inicial, o que o torna viável. A TIR é um método utilizado na análise de projetos de investimento. É definida como a taxa de desconto de um investimento que torna seu valor presente líquido nulo, ou seja, que faz com que o projeto pague o investimento inicial quando considerado o valor do dinheiro no tempo.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 95 A partir dos cálculos realizados e apresentados anteriormente, os valores resultantes para esses indicadores são: VPL = R$ 38.913.193,00 para taxa de desconto de 12,00% a.a. e TIR = 17,87%. O Anexo 4 – Planejamento Financeiro refere-se a planilha, mais detalhada, com os cálculos do planejamento financeiro e estudo econômico. 8.1.7 – Conclusão e Recomendação A TIR do projeto resultou no valor de 17,87%. Deve-se considerar ainda, que apesar do grande volume de investimentos nos primeiros anos, o valor presente líquido - VPL manteve-se positivo. Para empreendimentos de longo prazo no setor de prestação de serviço público, estes parâmetros podem ser considerados atrativos, dependendo das taxas de juros atuais das fontes de financiamento. As fontes de financiamento disponíveis são BNDES ou CEF, ambas com juros subsidiados, período de amortização longo e ainda carência nos pagamentos das prestações, entretanto a tomada de um financiamento dependerá fundamentalmente da capacidade de endividamento da operadora. A Prefeitura de Petrolina tem as seguintes opções para gestão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município: Companhias Estatais; Municipais: Com administração direta; Com administração indireta; Empresas Privadas; Participação Público-Privada.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 96 O item 2.3 – Modelo de Gestão - do Relatório I descreve mais detalhadamente os modelos citados acima. No entendimento desta Consultoria e dentro do aspecto estritamente técnico, o importante não é “quem” será o Concessionário a executar a prestação de serviço de saneamento, e sim o “bem atender” a população de Petrolina. A qualidade de vida da população de Petrolina, no que se refere a serviços de saneamento, depende da implantação do Plano de Saneamento proposto e dentro dos critérios operacionais fixados. Considerando que é premente a necessidade de atendimento das Metas e cumprimento das obrigações estabelecidas, com os investimentos nos sistemas e a prestação de serviços dentro dos padrões de qualidade propostos, o PMSB desenvolvido demonstra possuir eficiência e sustentabilidade econômico-financeira, conforme determinado na Lei 11.445/2007, recomenda-se que a Prefeitura de Petrolina efetue sua aprovação formal do Plano. Ainda conforme a Lei supracitada, recomenda-se a atualização deste Plano de 4 em 4 anos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 97 9. ELABORAÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA O plano de emergência deve ser elaborado pela Concessionária prestadora dos serviços e disponibilizado para conhecimento dos envolvidos. Um plano de contingência deve conter minimamente, a seguinte estrutura: Capítulo I - Aspectos gerais 1. Objetivos e abrangência do Plano de Contingência 2. Índice 3. Data da última revisão 4. Informação geral sobre o sistema de abastecimento • Designação do sistema de abastecimento • Entidade gestora • Elemento(s) de contacto para o desenvolvimento e manutenção do Plano • Telefone, fax e endereço eletrônico do(s) elemento(s) de contacto Capítulo II - Planos de emergência 1. Ocorrência 2. Resposta inicial • Procedimentos para notificações internas e externas • Estabelecimento de um sistema de gestão de emergências • Procedimentos para avaliação preliminar da situação • Procedimentos para estabelecimento de objetivos e prioridades de resposta a incidentes específicos • Procedimentos para a implementação do plano de ação • Procedimentos para a mobilização de recursos 3. Continuidade da resposta 4. Ações de encerramento e acompanhamento
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 98 Capítulo III – Anexos de suporte Anexo 1. Informação sobre o sistema de abastecimento e localização física • Mapas do sistema de abastecimento • Esquemas de funcionamento • Descrição das instalações/layout Anexo 2. Notificação • Notificações internas • Notificações à comunidade • Notificações a entidades oficiais Anexo 3. Sistema de gestão da resposta • Generalidades • Cadeia de comando • Operações • Planejamento • Instruções de segurança • Plano de evacuação • Logística • Finanças Anexo 4. Documentação de incidentes Anexo 5. Formação e simulações em contexto real Anexo 6. Análise crítica, revisão do Plano e alterações Anexo 7. Análise de conformidade 9.1 - PLANO DE CONTINGÊNCIA Apesar de todo o sistema de abastecimento de água ser objeto de monitoramento no âmbito do processo, podem ocorrer eventos que, pela sua natureza, apenas se verifiquem em situações excepcionais, tais como desastres naturais, ações humanas e outros incidentes inesperados, que tenham impacto negativo elevado na qualidade da água e, consequentemente, possam por em perigo a saúde pública.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 99 Para fazer face a estas situações, aconselha-se que as entidades gestoras elaborem um Plano de Contingência, integrando planos de ação para dar respostas a situações de emergência como as que se exemplificam na tabela 17. Tabela 17 – Eventos Excepcionais A necessidade de se dar resposta aos variados tipos de eventos excepcionais, aconselha a que as entidades gestoras adotem um único documento de gestão (Plano de Contingência) que inclua conjuntos de procedimentos com autonomia própria e adequados à resposta a dar a cada uma das situações de emergência que possam ocorrer conforme visto na Figura 5.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 100 Desta forma, minimizam-se esforços na preparação e uso de planos de emergência na mesma entidade gestora, para além de se reduzirem despesas na elaboração, manutenção, aprovação e atualização de um único instrumento operativo, em vez de um múltiplo conjunto de planos. Por outro lado, a resposta a um determinado acontecimento pode beneficiar de uma maior concentração de esforços e racionalização de meios, através da colocação em prática de mecanismos coordenados, que, em última análise, se refletirá numa resposta mais eficiente na proteção da saúde pública, da saúde ocupacional, do patrimônio e do ambiente. Figura 5 – Organização de Planos de Emergência em Plano de Contingência Sem prejuízo de uma avaliação específica de potenciais vulnerabilidades associadas a um determinado sistema de abastecimento de água, propõe-se neste trabalho uma possível estrutura de Plano de Contingência, onde consta a informação e conteúdos a contemplar na sua elaboração. 9.2 – ESTRUTURA A identificação de perigos numa determinada instalação deve seguir uma estratégia integrada e coordenada, adequando-a as suas necessidades específicas através de um plano funcional simples. Um Plano de Contingência pode estruturar-se em três grandes capítulos: aspectos gerais, planos de emergência e anexos de suporte. Nos pontos seguintes e para cada um destes capítulos, apresenta-se uma lista dos elementos que o constituem, com uma breve explicação da natureza da informação a conter.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 101 9.2.1 - Aspectos gerais Os aspectos gerais do Plano de Contingência devem conter os elementos informativos básicos sobre o plano e sobre a entidade gestora, necessários a uma fácil consulta por parte de pessoal com responsabilidade de ação interna e externa, bem como de entidades oficiais diretamente relacionadas com a proteção civil e com a saúde pública. a) Objetivos e abrangência do Plano de Contingência: Esta seção deve dar uma visão geral da operação do sistema e descrever, de forma genérica, a localização geográfica, a natureza dos riscos ou eventos excepcionais para os quais o Plano é aplicável. Esta descrição sumária ajudará os utilizadores a ter uma rápida noção da relevância do Plano para uma dada emergência num determinado local. Esta secção deve incluir ainda uma lista das normas aplicáveis. b) Índice: Esta seção deve identificar claramente a estrutura do Plano e incluir uma lista de anexos. Pretende-se, assim, facilitar a celeridade na sua utilização em caso de emergência. c) Data da última revisão: Esta seção deve indicar a data da última revisão de modo a informar os utilizadores da validade do Plano. A informação sobre atualizações do Plano deve constar no Anexo 6 (Análise Crítica, Revisão do Plano e Alterações) do Plano de Emergência. d) Informação geral sobre o sistema de abastecimento • Designação do sistema de abastecimento. • Entidade gestora (inclui endereço e telefone). • Elemento(s) de contacto para o desenvolvimento e manutenção do Plano. • Telefone, fax e endereço eletrônico do(s) elemento(s) de contato. • Esta seção deve conter breves referências do sistema e dos elementos de contacto, de modo a facilitar uma identificação rápida dos elementos responsáveis por prestar informações.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 102 9.2.2 - Planos de Emergência Os planos de emergência devem refletir as etapas essenciais necessárias para iniciar, dar continuidade e encerrar uma ação de resposta a uma emergência: reconhecimento, notificação e resposta inicial. Os acidentes a considerar em cada um dos planos de emergência podem ser agrupados em três níveis de alerta, conforme a gravidade da situação, como se propõe na Figura 6. Figura 6 - Níveis de alerta Esta seção do Plano deve ser concisa, objetiva e de fácil aplicação. Não necessita de ser exaustiva em todos os procedimentos necessários, mas deve dar a informação considerada crítica nas fases iniciais da resposta e constituir um quadro orientador eficaz para o pessoal operacional montar o esquema de resposta. Sempre que possível, a informação deve ser apresentada sob a forma de check-lists e esquemas funcionais, de modo a ser possível uma fácil e rápida compreensão das recomendações a por em prática. Os planos de emergência devem ser construídos fazendo referência às respectivas seções constantes dos Anexos de suporte, para uma orientação mais
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 103 pormenorizada dos procedimentos específicos a adotar. Devem ser simples e flexíveis. O planejamento de emergência assume-se como elemento crítico para uma resposta com sucesso. Daí o cuidado especial a ter nas ligações de comunicação, coordenação e cooperação. Sugere-se que a atribuição da responsabilidade da gestão das emergências, seja atribuída a um Gabinete de Crise, organizado da forma como se exemplifica na Figura 7. Figura 7 - Exemplo de organização do Gabinete de Crise Após a elaboração dos planos de emergência, deve ter-se a preocupação de os considerar peças de planejamento dinâmicas e proceder-se à sua revisão, sempre
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 104 que tal se justifique, pois: o ambiente muda, as variáveis mudam, as pessoas mudam, os recursos mudam. a) Ocorrência: Esta seção deve referir a ação inicial a tomar pela pessoa que detectou o incidente, de forma a avaliar o problema e a disparar o sistema de resposta. A forma como é reconhecida e avaliada a ocorrência deve ser facilmente entendida por todo o pessoal do sistema. Recomenda-se o uso de check-lists e/ou esquemas funcionais. b) Resposta inicial: Esta seção deve dar as necessárias indicações para ativar o sistema de resposta imediatamente após o registro da ocorrência. Deve incluir um ponto de contacto permanente (elemento responsável e seu substituto que pode ser chamado para ativar a resposta) e instruções para a difusão da informação crítica. Deve conter, ainda, instruções para o pessoal implementar facilmente o sistema de gestão da resposta. • Procedimentos para notificações internas e externas (contatos do responsável de segurança, administração da entidade gestora, serviços de proteção civil, bombeiros, delegado de saúde, etc.). • Estabelecimento de um sistema de gestão de emergências. • Procedimentos para avaliação preliminar da situação, incluindo uma identificação do tipo de incidente, perigos envolvidos, magnitude do problema e recursos ameaçados. • Procedimentos para estabelecimento de objetivos e prioridades de resposta a incidentes específicos, incluindo: (i) objetivos imediatos prioritários; (ii) ações mitigadoras; (iii) identificação de recursos. • Procedimentos para a implementação do plano de ação. • Procedimentos para a mobilização de recursos.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 105 Informação mais pormenorizada sobre componentes específicas do sistema de gestão da resposta (por ex. avaliação detalhada de perigos e estratégias de proteção dos recursos) deve ser remetida para os anexos. Esta parte do plano deve fornecer informação sobre avaliação dos problemas, estabelecimento de objetivos e prioridades, implementação de um plano de gestão e mobilização de recursos. Recomenda-se que, para controlar diferentes tipos de incidentes, o elemento responsável pela segurança faça uso de check-lists, de esquemas funcionais e de breves descrições de ações a estabelecer. c) Continuidade da resposta: Esta seção deve contemplar uma estrutura de gestão de resposta que dê continuidade a ações mais prolongadas de mitigação e recuperação, de modo a garantir, eficientemente, a transição da resposta desde o estágio inicial até ao estágio final de emergência. d) Ações de encerramento e acompanhamento: Esta seção deve referir, sucintamente, o desenvolvimento de um mecanismo para assegurar que o elemento responsável pela mitigação do incidente, em coordenação com os serviços de proteção civil e de saúde pública local e nacional, declare encerrada a resposta à emergência. Nesta seção deve ser feita uma descrição geral das ações que se seguem ao encerramento da resposta (por ex. inquérito ao incidente, análise crítica, revisão do Plano, relatórios escritos de prosseguimento). 9.2.3 - Anexos de suporte Os anexos devem conter informação-chave de suporte aos planos de emergência e textos de documentos legais aplicáveis, devendo ser elaborados de forma a não duplicar informação já existente no corpo principal do Plano. Além disso, os anexos podem ainda conter assuntos relacionados com investigação pós-acidente, histórico de incidentes, relatórios escritos de acompanhamento, formação e simulações em contexto real, crítica ao Plano e alterações ao processo, prevenção e análises de conformidade.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 106 Anexo 1. Informação sobre o sistema de abastecimento e localização física • Mapas do sistema de abastecimento. • Esquemas de funcionamento. • Descrição das instalações/layout, incluindo identificação de perigos, vulnerabilidade de recursos e pessoas susceptíveis serem afetadas por um incidente. Este anexo deve fornecer informação detalhada aos responsáveis sobre o layout do sistema de abastecimento e do espaço físico envolvente. Preferencialmente devem utilizar-se mapas e esquemas de funcionamento, em detrimento de peças escritas permitindo assim um entendimento mais fácil do sistema. Podem constar deste anexo informações críticas sobre localização de fontes de descargas, válvulas de fecho de emergência e proximidade de zonas sensíveis (equipamentos de elevada importância econômica, social e ambiental). Anexo 2. Notificação • Notificações internas. • Notificações à comunidade. • Notificações a entidades oficiais. Este anexo deve detalhar o processo de conscientização da população sobre um incidente (quem, quando, que e o quê informar). O elemento responsável pela segurança deve assegurar o envio, em tempo útil, das notificações. Anexo 3. Sistema de gestão da resposta Este anexo deve conter uma descrição geral do sistema de gestão da resposta, assim como informação específica de orientação e suporte de ações relacionadas com cada evento excepcional considerado (cadeia de comando, operações, planejamento, logística e finanças). • Generalidades: Esta seção do anexo deve incluir a seguinte informação: organograma da empresa; descrição de funções; descrição pormenorizada do
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 107 fluxo de informação; descrição da formação de um comando unificado dentro do sistema de gestão da resposta; • Cadeia de comando: Esta seção do anexo deve descrever os aspectos hierárquicos do sistema de gestão; • Operações: Esta seção do anexo deve conter uma análise dos procedimentos operacionais específicos para responder a um determinado incidente; • Planejamento: Esta seção do anexo deve conter: uma avaliação detalhada de todos os potenciais perigos do sistema; estratégias para proteção das potenciais vítimas e procedimentos para disposição de materiais contaminados de acordo com as Normas legais em vigor; • Instruções de segurança: Esta seção do anexo deve conter informação sobre instruções de segurança de caráter geral, particular e especial. Nas instruções de segurança gerais deve constar informação geral sobre comportamento a adotar em caso de emergência. Nas instruções de segurança particulares devem constar procedimentos específicos a seguir em cada evento excepcional. Nas instruções de segurança especiais devem constar, para cada área funcional do sistema de abastecimento de água, sinalização de proibição ou obrigação, normas de segurança e instruções de proteção individual e coletiva. • Plano de evacuação: Esta seção do anexo refere-se à segurança de pessoas e bens dentro de edifícios. Deve conter toda a informação relacionada com procedimentos de evacuação e plantas de emergência com a identificação de saídas e de caminhos de evacuação. • Logística: Esta seção do anexo deve conter as necessidades operacionais para responder à emergência: necessidades médicas dos elementos operacionais; segurança; comunicações; transportes; apoio logístico ao pessoal e manutenção de equipamento; • Finanças : Esta seção do anexo deve conter a previsão de recursos para a resposta (pessoal e equipamento) e prever os custos com ela relacionados.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 108 Anexo 4. Documentação de incidentes Este anexo deve conter a descrição dos procedimentos a adotar na investigação da causa do acidente, incluindo a coordenação com as entidades oficiais. Deve ainda conter um histórico de acidentes ocorridos no sistema, incluindo, informação sobre as causas, danos causados, vítimas, ações de resposta, etc. Anexo 5. Formação e simulações em contexto real Este anexo deve conter uma descrição das ações de formação e de programas de simulações em contexto real a desenvolver numa base regular. Anexo 6. Análise crítica, revisão do Plano e alterações Este anexo deve descrever procedimentos para modificar o Plano com base em revisões periódicas ou na experiência adquirida através das simulações em contexto real ou acidentes anteriores. Anexo 7. Análise de conformidade Este anexo deve incluir informação relacionada com exigências normativas de modo a proceder-se a análise de conformidade do Plano com a legislação aplicável.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 109 10 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ABAR – Associação Brasileira das Agências de Regulação – www.abar.org.br ABCON - Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e de Esgoto – www.abcon.com.br Abes – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária - www.abes-dn.org.br AESBE - Associação das Empresas de Saneamento Básico Estatais – www.aesbe.org.br AMPLA Consultoria e Planejamento. Plano de Saneamento de Barra Velha/SC. Florianópolis, 2009. ANA – Agência Nacional de Águas – www.ana.gov.br ANA CLAUDIA MORAIS GODOY FIGUEIREDO (Relator), SIMONE SEIXAS DA CRUZ, MÔNICA CECÍLIA PIMENTEL DE MELO, DANIELA DE CARVALHO NUNES. MORTALIDADE INFANTIL: UM PROBLEMA NOSSO. Trabalho apresentado no 12º CBCENF. Belo Horizonte, 2009 APRH - Associação Portuguesa De Recursos Hídricos. Elaboração e Implementação de planos de contingência em Sistemas de abastecimento de água. 8º Congresso da Água. Arsesp – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo - www.arsesp.sp.gov.br ASSAMAE -Associação Nacional dos serviços de Municipais de Saneamento – www.assamae.org.br Cab Ambiental – www.cabambiental.com.br Campo Grande News – www.campograndenews.com.br CELPE – Companhia Energética de Pernambuco S.A.– www.celpe.com.br CONCREMAT - Projeto Básico de Sistema de Esgotamento Sanitário do Município de Petrolina. Recife, 2010. Consórcio Via Pública / Fupam-LABHAB / Logos Engenharia - Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Habitação. Plano Nacional de Habitação. Brasília, 2009. CPRM - Serviço Geológico do Brasil. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea. Diagnóstico do município de Petrolina, estado de
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 110 Pernambuco / Organizado [por] João de Castro Mascarenhas, Breno Augusto Beltrão, Luiz Carlos de Souza Junior, Manoel Julio da Trindade G. Galvão, Simeones Neri Pereira, Jorge Luiz Fortunato de Miranda. Recife: CPRM/PRODEEM, 2005. DRZ Gestão Ambiental, Prefeitura Municipal de Londrina. Plano Municipal de Saneamento Básico de Londrina – PR – Diagnóstico. Londrina, 2009. Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste – ETENE - Central de Informações Econômicas, Sociais e Tecnológicas – CIEST. Infraestrutura de Transporte de Pernambuco. Recife, 2010. Fábio André F. LOPEZ, Hector Ivan Diaz GONZALES - Análise da Evolução do Contrato de Concessão dos Serviços de Implantação e Operação do Sistema de Tratamento e Destinação Final de Resíduos Sólidos do Município de Petrolina-Pe. Recife, 2010. FONTE, Paulo Gilberto Dantas da. Aspectos gerais do Saneamento Básico no Estado de Pernambuco – Palestra no Cabanga Iate Clube. Recife, 2009 http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/Transnordestina/TNeNovaTransnordestina.shtml Instituto Trata Brasil - www.tratabrasil.org.br José M. P. VIEIRA, José C. T. VALENTE, Filomena M. S. P. M. PEIXOTO, Carla M. G. D. MORAIS - Elaboração e Implementação De Planos De Contingência Em Sistemas De Abastecimento De Água. Lisboa, 2007. Ministério das Cidades - www.cidades.gov.br Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Diretrizes Para a Definição da Política e Elaboração do Plano de Saneamento Básico. Brasília, 2010. PAC – Programa de Aceleração do Crescimento - www.brasil.gov.br/pac/pac2 Pernambuco. Secretaria de Recursos Hídricos. Plano Estratégico de Recursos Hídricos e Saneamento / Secretaria de Recursos Hídricos; coordenação técnica Amaury Xavier de Carvalho. - Recife: A Secretaria, 2008. POCHMANN, Marcio & AMORIM, Ricardo (Organizadores). Atlas da Exclusão Social no Brasil. 4ª ed. São Paulo: Cortez. 2007.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 111 PRAXYS Consultoria e Negócios. Avaliação Técnica, Econômica e Financeira do Sistema de Água e Esgotos do Município de Petrolina-PE. Petrolina, 2011. Prefeitura Municipal de Petrolina – Fórum Permanente da Agenda 21 Local. Agenda 21 Petrolina, Rumo à Sustentabilidade. Petrolina, 2005. Saneamento Básico – www.saneamentobasico.com.br Santore Zwiter Engenheiros Associados, Prefeitura Municipal de Presidente prudente. Plamae - Plano Municipal de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário. Parte A - Diagnóstico dos Sistemas Físicos, Técnico-operacionais e Gerenciais do serviço de Água e Esgoto. Parte B - Planejamento dos Sistemas Físicos, operacionais e Gerenciais do Serviço de Água e Esgoto. Presidente Prudente, 2009. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento: Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos – 2008. – Brasília: MCIDADES.SNSA, 2010. SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – www.snis.gov.br UNA Engenharia Ltda. Elaboração do Diagnóstico do Sistema de Distribuição Existente e Projeto de Setorização em Zonas de Pressão, para Controle e Redução de Perdas Reais, da Rede de Distribuição da Cidade de Petrolina- PE. Petrolina, 2008.
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br 112 11 – ANEXOS ANEXO 1 – SAA PETROLINA – DESENHO DO ESTUDO DE CONCEPÇÃO
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br ANEXO 2 – SAA PETROLINA – DISTRITOS, POVOADOS E AGROVILAS
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br ANEXO 3 – SES PETROLINA – DESENHO DO ESTUDO DE CONCEPÇÃO
    • Rua Dr. Arthur Jorge, 2.523 – B.São Francisco – CEP: 79010-210 Campo Grande / MS – Fone / Fax: 67 3356-5242 www.quironengenharia.com.br ANEXO 4 – PLANEJAMENTO FINANCEIRO
    • PLANEJAMENTO FINANCEIRO - SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE PETROLINA/PE Dados Unidade VP 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2036 2037 2038 2039 2040 2041 Gerais População Urbana - SEDE habitantes 228.509 234.107 239.754 245.450 251.194 256.986 262.827 268.717 274.655 280.642 286.677 292.761 298.894 305.075 311.305 317.583 323.910 330.286 336.710 343.182 349.704 356.274 362.892 369.559 376.274 383.039 389.851 396.713 403.622 410.581 Taxa de Crescimento % 2,45 2,41 2,38 2,34 2,31 2,27 2,24 2,21 2,18 2,15 2,12 2,09 2,07 2,04 2,02 1,99 1,97 1,95 1,92 1,90 1,88 1,86 1,84 1,82 1,80 1,78 1,76 1,74 1,72 Taxa de Ocupação - SEDE hab./res. 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 3,64 População - Localidades habitantes 63.258 64.808 66.371 67.948 69.538 71.141 72.758 74.389 76.033 77.690 79.361 81.045 82.743 84.454 86.178 87.916 89.668 91.433 93.211 95.003 96.808 98.627 100.459 102.305 104.164 106.036 107.922 109.822 111.734 113.661 Abastecimento de Água Índice de Atendimento Água - SEDE % 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 População Abastecida - SEDE hab. 228.509 234.107 239.754 245.450 251.194 256.986 262.827 268.717 274.655 280.642 286.677 292.761 298.894 305.075 311.305 317.583 323.910 330.286 336.710 343.182 349.704 356.274 362.892 369.559 376.274 383.039 389.851 396.713 403.622 410.581 N°de Economias Residenciais - SEDE ud 62.777 64.315 65.867 67.431 69.009 70.601 72.205 73.823 75.455 77.099 78.758 80.429 82.114 83.812 85.523 87.248 88.986 90.738 92.503 94.281 96.072 97.877 99.696 101.527 103.372 105.230 107.102 108.987 110.885 112.797 Relação Eco. Resid./Eco Totais - SEDE 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 N°de Economias Totais - SEDE ud 62.777 64.315 65.867 67.431 69.009 70.601 72.205 73.823 75.455 77.099 78.758 80.429 82.114 83.812 85.523 87.248 88.986 90.738 92.503 94.281 96.072 97.877 99.696 101.527 103.372 105.230 107.102 108.987 110.885 112.797 N°de Economias Totais Incrementais - SEDEud 1.538 1.551 1.565 1.578 1.591 1.605 1.618 1.631 1.645 1.658 1.671 1.685 1.698 1.711 1.725 1.738 1.752 1.765 1.778 1.792 1.805 1.818 1.832 1.845 1.858 1.872 1.885 1.898 1.912 Relação Eco.Totais/Nº de Ligações - SEDE eco/lig 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 1,08 Nº de Ligações - SEDE ud 58.180 59.605 61.043 62.493 63.955 65.430 66.917 68.417 69.929 71.453 72.990 74.539 76.100 77.674 79.260 80.858 82.469 84.093 85.728 87.376 89.037 90.709 92.394 94.092 95.802 97.524 99.258 101.005 102.765 104.536 Nº de Ligações - Localidades ud 6.752 13.835 17.711 18.132 18.556 18.984 19.416 19.851 20.290 20.732 21.178 21.627 22.080 22.537 22.997 23.461 23.928 24.399 24.874 25.352 25.834 26.319 26.808 27.300 27.797 28.296 28.799 29.306 29.817 30.331 Nº de Ligações - SEDE + Localidades ud 64.932 73.440 78.754 80.625 82.512 84.414 86.333 88.268 90.218 92.185 94.167 96.166 98.180 100.211 102.257 104.319 106.398 108.492 110.602 112.728 114.870 117.028 119.202 121.392 123.598 125.820 128.058 130.312 132.581 134.867 Nº de Ligações Incrementais ud 8.508 5.314 1.871 1.887 1.903 1.919 1.935 1.951 1.967 1.983 1.998 2.014 2.030 2.046 2.062 2.078 2.094 2.110 2.126 2.142 2.158 2.174 2.190 2.206 2.222 2.238 2.254 2.270 2.286 Taxa de Faturamento Água (Adesão) % 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 95 Nº de Economias Faturáveis - SEDE ud 59.638 61.099 62.573 64.060 65.559 67.071 68.595 70.132 71.682 73.244 74.820 76.408 78.008 79.621 81.247 82.886 84.537 86.201 87.878 89.567 91.269 92.983 94.711 96.451 98.203 99.969 101.747 103.538 105.341 107.157 Nº de Economias Faturáveis - Localidades ud 6.752 13.835 17.711 18.132 18.556 18.984 19.416 19.851 20.290 20.732 21.178 21.627 22.080 22.537 22.997 23.461 23.928 24.399 24.874 25.352 25.834 26.319 26.808 27.300 27.797 28.296 28.799 29.306 29.817 30.331 Nº de Economias Faturáveis - SEDE + Localidadesud 66.391 74.935 80.285 82.192 84.115 86.055 88.011 89.983 91.972 93.976 95.997 98.035 100.088 102.158 104.244 106.347 108.465 110.600 112.751 114.919 117.102 119.302 121.519 123.751 126.000 128.265 130.546 132.844 135.158 137.488 Volume Faturado/Economia - Água m³/eco./mês 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 Esgotos Sanitários Índice de Atendimento Esgotos - SEDE % 81,00 82,00 83,00 84,00 85,00 86,00 87,00 88,00 90,00 92,00 94,00 96,00 98,00 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 99,90 População Atendida - SEDE hab. 185.092 191.968 198.996 206.178 213.514 221.008 228.660 236.471 247.190 258.191 269.477 281.051 292.916 304.770 310.994 317.266 323.586 329.955 336.373 342.839 349.354 355.917 362.529 369.189 375.898 382.656 389.461 396.316 403.219 410.170 N°de Economias Residenciais - SEDE ud 50.850 52.739 54.669 56.642 58.658 60.717 62.819 64.965 67.909 70.932 74.032 77.212 80.472 83.728 85.438 87.161 88.898 90.647 92.410 94.187 95.977 97.780 99.596 101.426 103.269 105.125 106.995 108.878 110.774 112.684 Relação Eco. Resid./Eco Totais - SEDE 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 N°de Economias Totais - SEDE ud 50.850 52.739 54.669 56.642 58.658 60.717 62.819 64.965 67.909 70.932 74.032 77.212 80.472 83.728 85.438 87.161 88.898 90.647 92.410 94.187 95.977 97.780 99.596 101.426 103.269 105.125 106.995 108.878 110.774 112.684 N°de Economias Totais Incrementais - SEDEud 1.889 1.930 1.973 2.016 2.059 2.102 2.146 2.945 3.022 3.101 3.180 3.260 3.257 1.710 1.723 1.737 1.750 1.763 1.776 1.790 1.803 1.816 1.830 1.843 1.856 1.870 1.883 1.896 1.910 Relação Eco.Totais/Nº de Ligações - SEDE eco/lig 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 1,11 Nº de Ligações - SEDE ud 45.974 47.682 49.427 51.211 53.034 54.895 56.796 58.736 61.398 64.131 66.934 69.809 72.756 75.700 77.246 78.804 80.374 81.956 83.550 85.156 86.774 88.404 90.047 91.701 93.367 95.046 96.736 98.439 100.153 101.880 Nº de Ligações - Localidades ud 2.225 2.280 2.335 2.390 2.446 2.502 2.559 2.617 2.674 2.733 2.791 2.851 2.910 2.971 3.031 3.092 3.154 3.216 3.279 3.342 3.405 3.469 3.534 3.598 3.664 3.730 3.796 3.863 3.930 3.998 Nº de Ligações - SEDE + Localidades ud 48.199 49.962 51.762 53.601 55.480 57.397 59.355 61.352 64.072 66.863 69.725 72.660 75.666 78.671 80.277 81.896 83.528 85.172 86.829 88.498 90.179 91.874 93.580 95.299 97.031 98.775 100.532 102.302 104.083 105.878 Nº de Ligações Incrementais ud 1.762 1.800 1.839 1.878 1.918 1.957 1.997 2.720 2.791 2.862 2.934 3.007 3.005 1.606 1.619 1.632 1.644 1.657 1.669 1.682 1.694 1.707 1.719 1.732 1.744 1.757 1.769 1.782 1.795 Taxa de Faturamento Esgoto (Adesão) % 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 85 Nº de Economias Faturáveis - SEDE ud 36.955 38.328 46.469 48.146 49.859 51.609 53.396 55.220 57.723 60.292 62.927 65.630 68.401 71.169 72.622 74.087 75.563 77.050 78.549 80.059 81.580 83.113 84.657 86.212 87.779 89.356 90.946 92.546 94.158 95.782 Nº de Economias Faturáveis - Localidades ud 2.225 2.280 2.335 2.390 2.446 2.502 2.559 2.617 2.674 2.733 2.791 2.851 2.910 2.971 3.031 3.092 3.154 3.216 3.279 3.342 3.405 3.469 3.534 3.598 3.664 3.730 3.796 3.863 3.930 3.998 Nº de Economias Faturáveis - SEDE + Localidadesud 39.180 40.607 48.803 50.536 52.305 54.112 55.955 57.836 60.397 63.025 65.719 68.481 71.311 74.140 75.653 77.179 78.717 80.266 81.827 83.400 84.985 86.582 88.190 89.810 91.442 93.086 94.742 96.409 98.088 99.780 Volume Faturado/Economia - Esgotos m³/eco./mês 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 14,10 Receita Volume Faturado Água m³ 11.233.295 12.678.970 13.584.146 13.906.839 14.232.284 14.560.482 14.891.432 15.225.134 15.561.589 15.900.797 16.242.757 16.587.469 16.934.934 17.285.151 17.638.121 17.993.843 18.352.317 18.713.544 19.077.524 19.444.255 19.813.740 20.185.977 20.560.966 20.938.707 21.319.201 21.702.448 22.088.447 22.477.198 22.868.702 23.262.958 Tarifa Média de Água R$/m³ 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 Receita Faturada de Água R$ 418.186.002 34.392.361 38.818.505 41.589.833 42.577.804 43.574.202 44.579.027 45.592.279 46.613.957 47.644.063 48.682.596 49.729.556 50.784.942 51.848.756 52.920.997 54.001.665 55.090.760 56.188.281 57.294.230 58.408.606 59.531.409 60.662.639 61.802.295 62.950.379 64.106.890 65.271.828 66.445.193 67.626.985 68.817.203 70.015.849 71.222.922 Volume Faturado Esgotos m³ 6.629.270 6.870.777 8.257.532 8.550.684 8.850.039 9.155.678 9.467.600 9.785.924 10.219.226 10.663.750 11.119.614 11.586.978 12.065.879 12.544.426 12.800.567 13.058.724 13.318.896 13.581.046 13.845.211 14.111.353 14.379.511 14.649.646 14.921.797 15.195.924 15.472.067 15.750.187 16.030.323 16.312.436 16.596.564 16.882.709 Tarifa Média de Esgotos R$/m³ 2,45 2,45 2,45 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 2,76 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 3,06 Receita Faturada de Esgotos R$ 242.918.444 16.237.176 16.828.705 20.225.307 23.561.243 24.386.111 25.228.293 26.087.788 26.964.923 28.158.878 29.383.755 30.639.881 31.927.692 33.247.296 34.565.923 35.271.713 35.983.059 36.699.960 37.422.307 38.150.210 43.203.955 44.024.960 44.852.016 45.685.245 46.524.525 47.369.978 48.221.483 49.079.159 49.942.888 50.812.789 51.688.862 Preço de Venda de Ligações de Esgoto R$ 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 400,00 Receita Faturada de Ligações de Esgotos R$ 5.703.569 - 704.961 612.129 625.380 638.631 652.050 665.470 679.143 924.886 948.862 973.091 997.658 1.022.310 1.021.542 546.161 550.460 554.759 558.973 563.272 567.487 571.786 576.000 580.299 584.513 588.812 593.027 597.326 601.540 605.839 610.138 Economias Faturáveis (A+E) ud 105.571 115.542 129.088 132.728 136.420 140.166 143.966 147.819 152.369 157.001 161.716 166.516 171.400 176.298 179.898 183.526 187.182 190.866 194.579 198.319 202.088 205.884 209.709 213.562 217.442 221.351 225.288 229.253 233.246 237.268 Volume Faturado Total (A+E) m³ 17.862.564 19.549.747 21.841.678 22.457.523 23.082.323 23.716.160 24.359.032 25.011.058 25.780.815 26.564.546 27.362.371 28.174.447 29.000.813 29.829.577 30.438.687 31.052.566 31.671.214 32.294.590 32.922.735 33.555.609 34.193.251 34.835.622 35.482.762 36.134.631 36.791.269 37.452.635 38.118.770 38.789.634 39.465.266 40.145.667 Receita Faturada (A+E) R$ 666.808.015 50.629.537 56.352.171 62.427.270 66.764.427 68.598.944 70.459.370 72.345.536 74.258.023 76.727.827 79.015.213 81.342.528 83.710.293 86.118.362 88.508.461 89.819.539 91.624.278 93.443.000 95.275.511 97.122.088 103.302.850 105.259.384 107.230.311 109.215.923 111.215.929 113.230.618 115.259.702 117.303.470 119.361.631 121.434.477 123.521.922 Receita Indireta R$ 23.338.281 1.772.034 1.972.326 2.184.954 2.336.755 2.400.963 2.466.078 2.532.094 2.599.031 2.685.474 2.765.532 2.846.988 2.929.860 3.014.143 3.097.796 3.143.684 3.206.850 3.270.505 3.334.643 3.399.273 3.615.600 3.684.078 3.753.061 3.822.557 3.892.558 3.963.072 4.034.090 4.105.621 4.177.657 4.250.207 4.323.267 Receita Total R$ 690.146.296 52.401.571 58.324.496 64.612.224 69.101.182 70.999.907 72.925.448 74.877.630 76.857.054 79.413.301 81.780.745 84.189.517 86.640.153 89.132.504 91.606.257 92.963.223 94.831.128 96.713.505 98.610.154 100.521.361 106.918.450 108.943.462 110.983.372 113.038.480 115.108.486 117.193.690 119.293.792 121.409.091 123.539.289 125.684.684 127.845.190 Impostos sobre a Receita % 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 Receita Total Líquida (A+E) R$ 628.033.129 47.685.430 53.075.292 58.797.124 62.882.076 64.609.915 66.362.158 68.138.643 69.939.919 72.266.104 74.420.478 76.612.460 78.842.539 81.110.579 83.361.694 84.596.533 86.296.327 88.009.290 89.735.240 91.474.439 97.295.789 99.138.551 100.994.869 102.865.017 104.748.722 106.646.258 108.557.350 110.482.273 112.420.753 114.373.062 116.339.123 Índice de Arrecadação % 90,00 90,50 91,00 91,50 92,00 92,50 93,00 93,50 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 94,00 Receita Arrecadada (A+E) R$ 582.370.536 42.916.887 48.033.139 53.505.383 57.537.099 59.441.122 61.384.996 63.368.938 65.393.824 67.930.138 69.955.250 72.015.712 74.111.987 76.243.944 78.359.993 79.520.741 81.118.547 82.728.732 84.351.126 85.985.973 91.458.042 93.190.237 94.935.177 96.693.116 98.463.799 100.247.482 102.043.909 103.853.337 105.675.507 107.510.679 109.358.775 Despesas Pessoal R$ 26,61% 6.040.924 6.611.511 7.386.617 7.594.889 7.806.190 7.619.519 7.826.061 8.035.544 8.282.851 8.534.648 8.328.290 8.575.461 8.826.983 9.079.234 9.264.629 9.451.475 9.639.773 9.829.510 10.020.699 10.213.327 10.407.406 10.602.925 10.799.895 10.998.304 11.198.165 11.399.465 11.602.217 11.806.408 12.012.050 12.219.144 Materiais R$ 9,30% 2.111.375 2.310.802 2.581.711 2.654.505 2.728.357 2.663.113 2.735.302 2.808.519 2.894.955 2.982.961 2.910.837 2.997.226 3.085.136 3.173.301 3.238.099 3.303.404 3.369.216 3.435.531 3.502.354 3.569.680 3.637.513 3.705.849 3.774.692 3.844.039 3.913.893 3.984.249 4.055.114 4.126.481 4.198.355 4.270.737 Energia R$ 31,40% 7.126.514 7.799.639 8.714.036 8.959.736 9.209.008 8.988.792 9.232.450 9.479.578 9.771.328 10.068.375 9.824.933 10.116.523 10.413.244 10.710.826 10.929.537 11.149.961 11.372.097 11.595.931 11.821.478 12.048.722 12.277.678 12.508.333 12.740.700 12.974.765 13.210.542 13.448.017 13.687.204 13.928.089 14.170.687 14.414.997 Outros Serviços de Terceiros R$ 28,45% 6.457.778 7.067.738 7.896.331 8.118.974 8.344.856 8.145.304 8.366.098 8.590.036 8.854.409 9.123.581 8.902.983 9.167.211 9.436.088 9.705.746 9.903.934 10.103.674 10.304.965 10.507.795 10.712.177 10.918.097 11.125.569 11.334.579 11.545.141 11.757.242 11.970.894 12.186.085 12.402.827 12.621.109 12.840.941 13.062.326 Gerais R$ 4,24% 962.279 1.053.170 1.176.639 1.209.815 1.243.474 1.213.739 1.246.639 1.280.009 1.319.403 1.359.513 1.326.641 1.366.014 1.406.080 1.446.262 1.475.794 1.505.557 1.535.552 1.565.776 1.596.231 1.626.915 1.657.831 1.688.975 1.720.351 1.751.957 1.783.793 1.815.859 1.848.156 1.880.682 1.913.440 1.946.428 Regulação R$ 6.280.331,29 476.854 530.753 587.971 628.821 646.099 663.622 681.386 699.399 722.661 744.205 766.125 788.425 811.106 833.617 845.965 862.963 880.093 897.352 914.744 972.958 991.386 1.009.949 1.028.650 1.047.487 1.066.463 1.085.574 1.104.823 1.124.208 1.143.731 1.163.391 Despesa/Economia R$/econ.ano 215,00 215,00 215,00 215,00 215,00 204,25 204,25 204,25 204,25 204,25 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 193,50 Despesa - compra de água - Localidades R$/econ.ano 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 50,00 Despesa - compra de água - Localidades R$ 337.613 691.768 885.567 906.604 927.820 949.216 970.791 992.546 1.014.479 1.036.593 1.058.886 1.081.358 1.104.010 1.126.841 1.149.851 1.173.041 1.196.411 1.219.959 1.243.688 1.267.595 1.291.683 1.315.949 1.340.395 1.365.021 1.389.825 1.414.810 1.439.974 1.465.317 1.490.839 1.516.541 Total de Despesas R$ 286.900.971,98 23.513.338 26.065.381 29.228.873 30.073.344 30.905.804 30.243.304 31.058.728 31.885.630 32.860.087 33.849.875 33.118.694 34.092.218 35.082.646 36.075.825 36.807.809 37.550.075 38.298.106 39.051.855 39.811.370 40.617.293 41.389.064 42.166.559 42.949.825 43.738.814 44.533.575 45.334.059 46.140.314 46.952.293 47.770.043 48.593.564 Investimentos Abastecimento de Água R$ 50.844.914 5.971.358 11.687.347 5.315.104 5.337.424 5.359.807 5.382.253 4.389.761 4.037.123 4.059.757 4.107.592 7.507.163 2.251.985 2.274.870 2.297.818 2.320.829 2.343.902 28.594.638 5.232.237 2.413.499 2.436.823 2.460.211 2.483.661 2.507.174 2.530.749 2.554.387 2.578.089 2.601.853 2.625.679 2.649.569 2.673.521 Esgotamento Sanitário R$ 101.586.381 4.334.050 22.757.201 30.088.488 9.525.740 24.862.781 4.644.089 4.741.383 4.840.536 15.679.952 6.817.403 6.994.020 7.173.115 7.352.831 7.346.014 3.856.440 3.886.806 3.917.172 3.946.918 3.977.283 4.423.179 4.037.395 4.067.141 4.097.507 4.127.253 4.157.618 4.187.364 4.217.730 4.247.476 4.277.841 4.308.207 Investimento em Controle de Perdas R$ 3.797.862 600.000 600.000 480.000 480.000 480.000 360.000 360.000 360.000 360.000 360.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 Investimento em Gestão R$ 6.329.769 1.000.000 1.000.000 800.000 800.000 800.000 600.000 600.000 600.000 600.000 600.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 Abastecimento de Água - Localidades R$ 8.618.027 4.552.920 4.552.920 Rede e lig. incrementais de água - LocalidadesR$ 6.937.263 1.650.240 727.030 733.231 739.433 745.634 751.835 758.036 764.238 770.439 776.640 782.841 789.043 795.244 801.445 807.647 813.848 820.049 826.250 832.452 838.653 844.854 851.056 857.257 863.458 869.659 875.861 882.062 888.263 Esgotamento Sanitário - Localidades R$ 605.053 605.053 Rede e lig. incrementais de esgoto - LocalidadesR$ 1.415.249 166.041 167.482 168.923 170.363 171.804 173.245 174.686 176.127 177.568 179.008 180.449 181.890 183.331 184.772 186.213 187.654 189.094 190.535 191.976 193.417 194.858 196.299 197.739 199.180 200.621 202.062 203.503 204.944 206.384 Total de Investimentos R$ 179.391.239 17.063.381 40.763.508 38.501.313 17.039.117 32.406.183 11.897.578 11.010.023 10.764.180 21.633.872 12.826.801 16.250.630 11.182.190 11.392.432 11.416.205 7.957.285 8.018.366 34.307.110 10.982.097 8.201.367 8.678.229 8.323.474 8.384.312 8.445.833 8.506.797 8.568.443 8.629.532 8.691.304 8.752.518 8.814.416 8.876.376 Investimento em água por ligação nova R$/lig 1.374 1.000 2.853 2.841 2.829 2.288 2.087 2.081 2.089 3.787 1.127 1.129 1.132 1.134 1.137 13.759 2.498 1.144 1.146 1.149 1.151 1.153 1.156 1.158 1.160 1.163 1.165 1.167 1.170 Investimento em esgoto por ligação nova R$/lig 12.913 16.712 5.179 13.237 2.422 2.422 2.423 5.764 2.443 2.444 2.445 2.445 2.445 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.650 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 2.401 Ativo Imobilizado R$ 17.063.381 57.826.889 96.328.203 113.367.319 145.773.502 157.671.080 168.681.103 179.445.283 201.079.154 213.905.955 230.156.585 241.338.775 252.731.207 264.147.412 272.104.697 280.123.063 314.430.173 325.412.270 333.613.636 342.291.866 350.615.340 358.999.652 367.445.485 375.952.282 384.520.725 393.150.257 401.841.560 410.594.079 419.408.494 428.284.870 Taxa de Depreciação % 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 4,00 Demonstrativo de Resultados Receita Arrecadada R$ 582.370.536 42.916.887 48.033.139 53.505.383 57.537.099 59.441.122 61.384.996 63.368.938 65.393.824 67.930.138 69.955.250 72.015.712 74.111.987 76.243.944 78.359.993 79.520.741 81.118.547 82.728.732 84.351.126 85.985.973 91.458.042 93.190.237 94.935.177 96.693.116 98.463.799 100.247.482 102.043.909 103.853.337 105.675.507 107.510.679 109.358.775 Despesas R$ 286.900.972 23.513.338 26.065.381 29.228.873 30.073.344 30.905.804 30.243.304 31.058.728 31.885.630 32.860.087 33.849.875 33.118.694 34.092.218 35.082.646 36.075.825 36.807.809 37.550.075 38.298.106 39.051.855 39.811.370 40.617.293 41.389.064 42.166.559 42.949.825 43.738.814 44.533.575 45.334.059 46.140.314 46.952.293 47.770.043 48.593.564 EBITDA R$ 295.469.564 19.403.549 21.967.758 24.276.510 27.463.756 28.535.318 31.141.692 32.310.211 33.508.194 35.070.051 36.105.375 38.897.019 40.019.768 41.161.299 42.284.167 42.712.932 43.568.472 44.430.626 45.299.270 46.174.603 50.840.749 51.801.173 52.768.618 53.743.291 54.724.985 55.713.908 56.709.851 57.713.022 58.723.214 59.740.635 60.765.211 Margem % 45,21 45,73 45,37 47,73 48,01 50,73 50,99 51,24 51,63 51,61 54,01 54,00 53,99 53,96 53,71 53,71 53,71 53,70 53,70 55,59 55,59 55,58 55,58 55,58 55,58 55,57 55,57 55,57 55,57 55,57 Depreciação R$ 61.635.832 682.535 2.313.076 3.853.128 4.534.693 5.830.940 6.306.843 6.747.244 7.177.811 8.043.166 8.556.238 9.206.263 9.653.551 10.109.248 10.565.896 10.884.188 11.204.923 12.577.207 13.016.491 13.344.545 13.691.675 14.024.614 14.359.986 14.697.819 15.038.091 15.380.829 15.726.010 16.073.662 16.423.763 16.776.340 17.131.395 Lucro Tributável R$ 233.833.732 18.721.013 19.654.682 20.423.382 22.929.063 22.704.378 24.834.848 25.562.966 26.330.383 27.026.885 27.549.137 29.690.755 30.366.217 31.052.050 31.718.271 31.828.744 32.363.549 31.853.419 32.282.779 32.830.057 37.149.074 37.776.559 38.408.632 39.045.472 39.686.894 40.333.079 40.983.840 41.639.360 42.299.451 42.964.296 43.633.816 Imposto de Renda R$ 56.120.096 4.493.043 4.717.124 4.901.612 5.502.975 5.449.051 5.960.364 6.135.112 6.319.292 6.486.452 6.611.793 7.125.781 7.287.892 7.452.492 7.612.385 7.638.898 7.767.252 7.644.821 7.747.867 7.879.214 8.915.778 9.066.374 9.218.072 9.370.913 9.524.855 9.679.939 9.836.122 9.993.446 10.151.868 10.311.431 10.472.116 Contribuição Social sobre o Lucro R$ 21.045.036 1.684.891 1.768.921 1.838.104 2.063.616 2.043.394 2.235.136 2.300.667 2.369.734 2.432.420 2.479.422 2.672.168 2.732.960 2.794.685 2.854.644 2.864.587 2.912.719 2.866.808 2.905.450 2.954.705 3.343.417 3.399.890 3.456.777 3.514.092 3.571.820 3.629.977 3.688.546 3.747.542 3.806.951 3.866.787 3.927.043 Lucro Líquido R$ 156.668.600 12.543.079 13.168.637 13.683.666 15.362.472 15.211.933 16.639.348 17.127.187 17.641.357 18.108.013 18.457.921 19.892.806 20.345.366 20.804.874 21.251.241 21.325.258 21.683.578 21.341.791 21.629.462 21.996.138 24.889.880 25.310.295 25.733.783 26.160.466 26.590.219 27.023.163 27.459.173 27.898.371 28.340.632 28.786.078 29.234.657 Fluxo de Caixa Operacional Lucro Líquido R$ 156.668.600 12.543.079 13.168.637 13.683.666 15.362.472 15.211.933 16.639.348 17.127.187 17.641.357 18.108.013 18.457.921 19.892.806 20.345.366 20.804.874 21.251.241 21.325.258 21.683.578 21.341.791 21.629.462 21.996.138 24.889.880 25.310.295 25.733.783 26.160.466 26.590.219 27.023.163 27.459.173 27.898.371 28.340.632 28.786.078 29.234.657 Depreciação R$ 61.635.832 682.535 2.313.076 3.853.128 4.534.693 5.830.940 6.306.843 6.747.244 7.177.811 8.043.166 8.556.238 9.206.263 9.653.551 10.109.248 10.565.896 10.884.188 11.204.923 12.577.207 13.016.491 13.344.545 13.691.675 14.024.614 14.359.986 14.697.819 15.038.091 15.380.829 15.726.010 16.073.662 16.423.763 16.776.340 17.131.395 Geração de Caixa R$ 218.304.433 13.225.614 15.481.713 17.536.794 19.897.165 21.042.873 22.946.192 23.874.432 24.819.168 26.151.179 27.014.160 29.099.069 29.998.917 30.914.122 31.817.138 32.209.446 32.888.500 33.918.998 34.645.953 35.340.684 38.581.554 39.334.908 40.093.769 40.858.286 41.628.310 42.403.992 43.185.183 43.972.034 44.764.396 45.562.418 46.366.052 Investimentos R$ 179.391.239 17.063.381 40.763.508 38.501.313 17.039.117 32.406.183 11.897.578 11.010.023 10.764.180 21.633.872 12.826.801 16.250.630 11.182.190 11.392.432 11.416.205 7.957.285 8.018.366 34.307.110 10.982.097 8.201.367 8.678.229 8.323.474 8.384.312 8.445.833 8.506.797 8.568.443 8.629.532 8.691.304 8.752.518 8.814.416 8.876.376 Fluxo de Caixa Operacional R$ (3.837.767) (25.281.795) (20.964.520) 2.858.048 (11.363.310) 11.048.613 12.864.409 14.054.988 4.517.307 14.187.359 12.848.440 18.816.727 19.521.690 20.400.932 24.252.161 24.870.134 (388.112) 23.663.856 27.139.317 29.903.325 31.011.434 31.709.457 32.412.453 33.121.513 33.835.549 34.555.651 35.280.730 36.011.877 36.748.002 37.489.676 Taxa 0,12 VPL = 38.913.193 TIR = 17,87%