Your SlideShare is downloading. ×
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
3,582
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
19
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Natal, 23 de outubro de 2009.
    HISTÓRIA DOS JOGOS ESCOLARES DO RIO GRANDE DO NORTE.
    Aluno: Gildenor Moura Bezerra Júnior.
    Ano: 7° Turma: “D”
    Turno: Vespertino
    Professor: Júnior.
    Introdução
    O Jern’s é uma competição muito educativa, em que os jovens alunos de quase todos os colégios se dedicam, e mostra o que sabe fazer, e mostra a sua garra e sua fidelidade ao colégio.O Jern’s é uma competição com grandes torcidas, porém, existe indivíduos que as vezes atrapalham a festa que é o jern’s, com brigas de torcidas organizadas que marcam para se enfrentar no meio da multidão e dos inocentes espectadores dos jogos escolares do rio grande do norte.Isso não é bom, pois um dia a comissão oficial do jern’s pode tomar uma atitude drástica, em parar de vez com o Jern’s devido as confusões.
    O governo não investe tanta verba nesse período de jogos, deviam investir, pois são atletas do nosso estado que podem nos representar La na frente. Hoje a situação da infra-instrutora esportiva do Jern’s está razoável, mas tem lugares precários que não da para fazer uma competição ali.
    Desenvolvimento
    Os Campeões do Jern’s
    A competição começou em 1970, passando a ser mais conhecida na década de 1980. Estou buscando dados sobre os campeões entre 1970 e 1984.
    Ano(s)Campeão1984 a 1993Marista1994Neves1995 e 1996Objetivo1997 a 2000Neves2001 a 2003Marista2004 e 2005Contemporâneo
    Em 1996 foi utilizado um critério de pontuação por medalhas, lembrando o quadro de medalhas das Olimpíadas - e, por incrível que possa parecer, deu um baita rolo no final da competição (pela contagem de medalhas o campeão era o Objetivo; porém, se fosse aplicado o sistema de pontos, o título seria do Neves); por causa disto, em 1997 voltou o sistema anterior de pontos.
    Sistema de Pontuação do Jern’s
    Em cada modalidade, dentro de cada categoria:
    PosiçãoPontos1.o lugar13 pontos2.o lugar8 pontos3.o lugar5 pontos4.o lugar3 pontos5.o lugar2 pontos6.o lugar1 ponto
    Existe uma exceção: modalidades em caráter experimental e categorias onde participam menos de três escolas (apesar de haver premiação) não eram consideradas para os cálculos da classificação geral dos JERNs.
    Analisando os Boletins Finais dos últimos três anos, notou-se que a " exceção" valeu até 2002; a SECD-Codesp estendeu-a em 2003, passando a não considerar no cálculo geral as modalidades e categorias com menos de quatro escolas na disputa. Em 2004, a Codesp voltou ao esquema de exceção anterior.
    Os Feras do Jern’s
    A década de 1970 foi do Atheneu Norte-Rio-Grandense, que teve " pegas" históricos com a então ETFRN (hoje Cefet). Se bem que, nesse período, diz-se que o Colégio das Neves conquistou alguns títulos de campeão geral.
    Consta que, entre 1970 e 2002, o Neves obteve 14 títulos. Considerando que a escola do alto do Baldo obteve 5 títulos na década de 1990 (1995, 1997, 1998, 1999 e 2000), é necessário saber os anos das outras 9 conquistas, entre 1970 e 1983...
    As torcidas dos colégios nunca deixam de comparecer.
    A década de 1980 saiu da mão da rede pública - o mandão passou a ser o Marista, com a queda do Atheneu e da ETFRN. Para alguns professores de Educação Física, o Atheneu e a ETFRN caíram bastante quando foram extintas as respectivas oitavas séries primárias, normalmente usadas como base para as equipes infantis, que se mantinham unidas durante o Segundo Grau - consequentemente, mantinham-se unidas quando passavam a Juvenis.
    A década de 1990 foi predominantemente do Colégio Nossa Senhora das Neves, após desbancar o Marista e passar por um (digamos) ligeiro eclipse diante do Objetivo - como o Neves venceu os JERNs de 2000, houve quem dissesse que a escola do alto da ladeira do Baldo era também a campeã dos JERNs do milênio...
    Só após a virada do milênio, em 2001, quando um bocado de gente começava a achar que " o Neves seria invencível" , o Marista dá uma reviravolta (iniciada lentamente com uma maior valorização da área esportiva entre 1997 e 1998) e volta a vencer os JERNs. A tradicional escola da Rua Apodi obteve o tricampeonato ao conquistar os títulos de 2002 e 2003... mas deixou o tetra escapar em 2004 - para o Contemporâneo, uma escola do Conjunto Potilândia relativamente recente (criada no início da dédada de 1990), uma surpresa por enquanto comparável ao Objetivo na década passada. O que virá por aí?
    Os primeiros Anos do Jern’s.
    Lá se vão três décadas de JERNs (a contar de abril/2004, quando comecei a incluir esta parte, que deve ficar muito mais longa). Mas, em seu início, o nome era outro.
    O que conhecemos hoje como Jogos Escolares do Rio Grande do Norte começou em 1970 simplesmente como " Jogos Estudantis" , inspirados numa competição anterior - os antigos Jogos Ginásio-Colegiais, realizados nas décadas de 1950 e 1960.
    1970: Pois bem, 18 escolas participaram daquele evento pioneiro - Escola Doméstica, Atheneu Norte-Rio-Grandense, Instituto Padre Miguelinho, ETFRN, Ginásio Augusto Severo (de Parnamirim - pelas primeiras descrições; suspeito que seja a atual E E Auguso Severo, em Natal), Colégio 7 de Setembro (já extinto), Salesiano, Ginásio (hoje Instituto) Reis Magos, Imaculada, Neves, Auxiliadora, Ginásio São Luiz (já extinto), Sagrada Família, Ginásio Batista, Colégio Pré-Universitário (depois CPU), Colégio Municipal João XXIII (hoje E M João XXIII) e Senac.
    Seriam 19, se o Marista não tivesse preterido a competição, depois de uma reunião de sua diretoria declinando da respectiva presença...
    Resultado: 2 mil atletas iriam se envolver em nove modalidades do dia 2 ao dia 13 de setembro: basquete, vôlei, futebol de salão (hoje futsal), natação, atletismo, tênis de mesa, futebol, xadrez (até aqui, todas " herdadas" dos Jogos Ginásio-Colegiais) e handebol (que foi a novidade).
    Locais de competição? Os ginásios Sylvio Pedroza, Palácio dos Esportes, São Luiz e Escola Doméstica, para as modalidades de quadra; o América (para a natação, quem diria...); a AABB (para o tênis de mesa); o Clube de Xadrez de Natal, o 16.o Regimento (hoje Batalhão) de Infantaria (para o atletismo); e o Estádio Juvenal Lamartine.
    Para a Natal de 1970, já era uma grande loucura...
    O desfile de abertura - ao som de " A Banda" , de Chico Buarque - começou nas ruas da cidade, e o destino final foi o Estádio Juvenal Lamartine, na tarde do dia 1.o de setembro, com a participação (e a bênção!) do então governador do Estado, monsenhor Walfredo Gurgel; o fogo simbólico foi carregado por Aurino Fonseca (ETFRN), e o Juramento do Atleta foi de Maria Antônia de Melo (CPU). À noite, teve mais solenidade no Palácio dos Esportes.
    A competição seguiu até o dia 13, encerrando com o atletismo. O evento treve direito até a escolha do atleta-destaque geral (seria este o primórdio do Atleta-Ouro?): Dinara Paiva (17 anos, ED) que participou com êxito do atletismo, handebol e basquete. Ufa!
    E qual foi a escola campeã geral? Pelo regulamento, não havia propriamente um campeão geral. Mas, considerando-se o número de categorias conquistadas e divulgadas nos jornais, a ETFRN pode ser denominada campeã geral, por ter vencido em 9 categorias (e liderou o quadro geral das modalidades masculinas); o vice-campeonato ficou com a Escola Doméstica (8 categorias e líder do quadro geral feminino, dito " de estrelas" ), e dividindo o terceiro lugar ficaram o Atheneu, o CPU e o Churchill, com 3 categorias cada.
    1971: Em 1971 foram realizados os 2.o Jogos Estudantis, escancaradamente promovidos pela SECD. Participaram 19 escolas: N. S. Fátima, Padre Miguelinho, Ginásio (hoje E E) Augusto Severo, Ginásio (hoje Instituto) Reis Magos, E E Winston Churchill, 7 de Setembro, Ginásio Municipal João XXIII, CPU, E E Padre Monte, Ginásio São Luiz, Neves, Ginásio Paulo Nobre, ETFRN, ED, Salesiano, Imaculada, Atheneu e a E E Presidente Kennedy (hoje instituto de Magistério de " graduação indefinida" ...). O Marista, mais uma vez, preferiu não se misturar, e não participou.
    Como no ano anterior, a abertura foi no dia 1.o de setembro à tarde, com desfile no JL. E as modalidades? As mesmas do ano passado, menos o futebol de salão - que perdeu espaço para o handebol.
    O futsal ficou de fora porque havia um estudo aprofundado (para a época) provando (vejam só!) que a modalidade provocava atrofia nos praticantes com menos de 16 anos de idade!!!... a SECD acatou o (hoje considerado ridículo) estudo, e enfatizou o handebol.
    Outra diferença foi notada nos locais de competição e nas datas: não teve competição na AABB, e em compensação o ginásio do Neves entrou no circuito. De quebra, os Jogos Estudantis 1971 foram encerrados no dia 12 de setembro, um dia a menos que em 1970... mas, não fosse uma parada de três dias na competição, certamente não teria ocorrido uma enxurrada de jogos decisivos justo no dia 12, deixando os responsáveis pelas modalidades enlouquecidos!
    Resultado: para 1972, o supervisor/coordenador dos Jogos Estudantis, Sebastião Cunha, já considerava a possibilidade de se realizar uma eliminatória, a fim de evitar uma nova sobrecarga de jogos no final da competição...
    E o campeão geral? Como em 1970, a competição não previa tal título. Os jornais da época não dão notícia clara a respeito. No masculino, pelo que deu a entender segundo os arquivos de jornais, deu CPU - com a ETFRN mordendo no pé; no feminino, a ED (que, por ter aparentemente vencido mais categorias, poderia ser considerada campeã geral daquele ano).
    Quanto aos outros anos, irei pesquisando e incluindo os dados dentro das possibilidades...
    Desfile de Abertura.
    A abertura foi um sucesso.
    O desfile de abertura dos JERNs já foi realizado em muitos lugares. Tendo sua primeira edição em 1970, pleno Regime Militar... diz a história que o primeiro lugar onde as escolas desfilaram foi a Praça Pedro Velho (então Praça Cívica), em Petrópolis. Nessa época, as competições eram realizadas em setembro, mês da Independência - precisamente, o grosso das modalidades era realizado do dia 1.o ao dia 9 (claro, os jogos sempre se " esticavam" por mais uns dias!) - com o desfile de abertura no dia 1.o, com direito a bandas das próprias escolas, com instrumentos e tudo.
    Os desfiles pelas ruas de Petrópolis e do Centro da cidade tinham como destino o Estádio Juvenal Lamartine (no Tirol) - é possível encontrar alguma coisa nos arquivos dos jornais arquivo (topei com uma imagem por acaso no setor de pesquisa do DN, abril/2002; a foto, suspeita-se, faz referência aos JERNs de 1984). Com o tempo, outros lugares passaram a sediar o desfile de abertura. Certa vez, a abertura foi realizada na Praça Gentil Ferreira, no Alecrim!
    Quando da entrega do Ginásio Humberto Nesi, o " Machadinho" , ao público, por volta de 1990, os desfiles passaram a ser realizados aí. Isso durou até 1997. Nesse último ano teve escola que aloprou - para encurtar a história, o Hipócrates Centro trouxe um engolidor de fogo, o Objetivo Natal levou duas motos tipo Harley-Dayvison e um grupo de patinadoras (da própria escola), o Sagrada Família fez um desfile baseado em tecnologia (com bastante criatividade) e, salvo engano, o Contemporâneo teve como tema o " planeta água" , só para citar quatro escolas. O ginásio estava lotado até dizer chega - 12 mil pessoas, capacidade máxima, não passava nem um alfinete, e um barulho ensurdecedor! Dá para imaginar o desmantelo...
    Em 1998 a abertura dos JERNs voltou à forma antiga, agora no Estádio João Machado, o Machadão. Em 2001, o desfile de abertura voltou para o Machadinho - e, dado o grande número de escolas inscritas (276, num total de 25 mil atletas!), foi mantido o esquema adotado no Machadão, e o número de desfilantes por escola foi limitado a 15. Em 2002, o número de escolas aumentou mais ainda - precisamente 316, 27 mil inscritos, uma monstruosidade! - e o número de desfilantes foi mais limitado ainda: de 15, caiu para 10.
    Em 2003, não houve jeito mesmo: o Machadinho, de fato, havia se tornado pequeno demais para tantas escolas - 350 no total, 30.500 inscritos. E o desfile voltou a ter lugar no Estádio Machadão, ao mesmo tempo que caía (de certa forma) a obrigatoriedade de todas as escolas inscritas desfilarem.
    A tradição dos desfiles foi quebrada em 2006. Alegando problemas de segurança em virtude de incidentes registrados na abertura dos JERNs 2005 (grupos auto-intitulados " Máfia" e " Gang" tomaram conta do Machadão antes mesmo dos alunos, causando pânico entre os presentes e quase suspendendo o desfile) e em meio aos CEEMs 2006 (quando " torcedores" ligados - em tese - a duas das escolas participantes se envolveram em várias brigas seguidas, interrompendo uma decisão de basquete juvenil e até ferindo alunos de outras escolas; o que rendeu a perda de pontos da E E Floriano Cavalcanti - não fosse isto, seria campeã com folgas - e do Atheneu), a SECD-Codesp decidiu: nem Machadão, nem Machadinho, nada de desfile. A solenidade de abertura, um tanto improvisada, foi realizada no auditório e no estacionamento do Centro de Convenções, na Via Costeira, em pleno feriado de Nossa Senhora Aparecida...
    TORCIDAS.
    Torcidas organizadas têm também um pouco de história. Dizem que o início foi com os alunos da ETFRN (hoje CEFET), na década de 1980 - foi uma das torcidas mais fortes e poderosas daquele tempo. Foi quando surgiram os desfiles temáticos - antes disso o desfile invarivaelmente seguia um padrão simples, " feijão-com-arroz" , lembrando vagamente um desfile militar.
    A partir de 1993 as torcidas organizadas ressurgiram, com o Contemporâneo e sua Torcida TOC. Em 1996 podiam se contar as torcidas do Marista, Neves (óbvio!), Objetivo e a volta da Torcida da ETFRN. As escolas públicas também tinham nesse ano suas torcidas, como a do Atheneu Norte-Rio-Grandense e a do Instituto Ary Parreiras. De quebra, voltou a ter o espetáculo dos desfiles temáticos na abertura da competição.
    A tendência de se escolher um assunto qualquer e a partir daí se fazer desfiles de encher os olhos, utlizando-se desde fantasias altamente elaboradas até recursos pirotécnicos, mecânicos e eletrônicos - os ditos desfiles temáticos - se estabeleceu entre 1990 e 1997, na " Era Machadinho" . As escolas com mais condições (ou mais criatividade) escolhiam um assunto qualquer e muitas vezes partiam para um desfile temático - caso contrário seguiam o esquema clássico (geralmente ou alguém levando a bandeira da escola na frente, ou algo parecendo com apresentação de equipe olímpica)...
    Em 1998 - em parte devido a alguns incidentes - as torcidas organizadas praticamente foram dissolvidas. Mas, com sorte, ainda podia ser encontrada alguma torcida organizada.
    Em 2002, no desfile de abertura, puderam-se contabilizar grandes torcidas do Atheneu, Cefet-ETFRN (que aproveitou para fazer um protesto, temerosa com razão de uma " profissionalização" crescente dos desfiles de abertura), Dinâmico e das escolas consideradas " monstras" do desfile, como o Contemporâneo, o Neves, um combinado entre a Escola Doméstica e o Henrique Castriciano, e o CDF; e as muitas torcidas pequenas tradicionais, de várias escolas estaduais. Nos vários locais de competição, nitidamente puderam ser notados o Neves e o Imaculada.
    HOJE, COMO SÃO AS TORCIDAS.
    Atualmente, as organizadas podem ser vistas basicamente em duas ocasiões: no desfile de abertura e, eventualmente, quando alguma escola com torcida chega a uma final numa modalidade coletiva (em particular, no basquete, no vôlei, no futsal) ou participa de modalidades onde há tradicionalmente grandes possibilidades de êxito em bloco, particularmente a aeróbica e a GRD.
    Exemplos? Começando pelo Cefet-ETFRN, que desde 2002 voltou a animar seus " heróis" na competição com a Torcida DesOrganizada Os Feras Federais, aproveitando também para dar seus " recados" , alternando crítica e humor.
    Em 2002, os Feras Federais protestaram contra a profissionalização do evento, a partir do próprio desfile de abertura - " Jogadores ou mercenários. Escolas particulares ou clubes desportivos. Contra a profisionalização dos JERNs" e (aqui pegaram mais pesado) " Os Feras Federais saem de alma lavada. Peguem o troféu e soquem-no!" foram as faixas. Em 2003, com mais humor, os Feras apresentaram uma faixa (digamos) anti-guerra com os dizeres " Saddam, liga pra mim!" , muito antes dos Estados Unidos fazerem besteira... (Adivinhem o primeiro primeiro lugar que apresentou imagens d'Os Feras Federais? RTBlau, peeeegue!...)
    Na sequência pode ser citada a Torcida do Atheneu, facilmente identificável pela grande bandeira com a planta-baixa da escola (com sua original forma de H estilizado, quase um X), e a faixa " Atheneu T. O. A. Grêmio, 168 anos de tradição" (isso em 2002; a faixa é atualizada a cada ano). Também voltou a participar em peso das aberturas a partir de 1999, pelo que lembro; e a cada ano traz mais gente.
    Além disso, quando tem jogo com disputa ferrenha de rede pública em seu " terreiro" , o lendário Ginásio Sylvio Pedroza... a Torcida do Atheneu faz negócio para cinema, as coisas ficam mais animadas ainda quando as partidas envolvem adversários tradicionais do Atheneu (como a E E Anísio Teixeira e a E E Winston Churchill). E quanto o próprio Atheneu está jogando? Nem preciso comentar...
    Nâo poderia deixar de citar as escolas que têm sido mais constantes nas suas participações - caso da Torcida do Neves, especialista em coreografias nas arquibancadas; da TOC - Torcida Organizada Contemporâneo, que costuma usar espaços consideráveis (e, por que não? privilegiados e bem visíveis) para suas evoluções...
    INVASÃO DO INTERIOR.
    Em 2002 começou a se falar numa " Invasão das escolas do interior" na fase final dos JERNs, em Natal. Não é de hoje que escolas de fora da Grande Natal participam - casos conhecidos são o da Escola Estadual Ubaldo Bezerra, de Ceará-Mirim (detentora de vários títulos no handebol antes do " Império" do Sagrada Família) e do Instituto Vivaldo Pereira, de Currais Novos, por exemplo.
    Os JERNs (pelo pouco que sei) começaram a se fincar interior adentro com o advento das fases regionais, hoje entre maio e agosto, onde os primeiros colocados das modalidades disponíveis se classificam para a fase final, em Natal. O reflexo pode ser notado no Caic Esportivo de Lagoa Nova, local onde todo ano os atletas do interior são alojados - em 2001 lotou, e em 2002 veio tanto atleta que faltou chão, e algumas salas de aula da E E Walfredo Gurgel, de Candelária e não muito longe do Caic, foram solicitadas para acomodar todas as escolas vindas da região de Pau dos Ferros e as escolas particulares de Mossoró. Em 2003, complicou: além destas, a E E Judith Bezerra também serviu de alojamento.
    Mas a tal " invasão" para valer vinha se configurando desde 1997. Modalidades? O grosso das escolas do interior normalmente se envolvem no atletismo - onde há destaques como a E E Joaquim José de Medeiros (Cruzeta), E E José do Patrocínio (Goianinha), o Comercial (Currais Novos), e mais recentemente as escolas de Acari; - no futebol - como a E E Hermógenes Nogueira (Mossoró, revelação nos JERNs de 2002), a E E José Calazans (Upanema) e a E E Severino Bezerra (Pau dos Ferros); - e no futsal - como a E M Orlando Junqueira Ayres (Touros), a E M Jessé Freire (Ielmo Marinho) e a E E Monsenhor Amâncio Ramalho (de Parelhas).
    Se bem que o comecinho da história é um pouco mais atrás. De acordo com o suplemento DN Educação (Edição Especial JERNs, 14.11.2003), o marco teria sido o ano de 1991, e o " culpado" o então subcoordenador de Educação Física (correspondente hoje ao cargo de coordenador de desportos) Ferdinando Teixeira, que comepou a fazer um trabalho de qualificação dos professores de Educação Física, principalmente os do interior, e com a a chegada de material esportivo para a rede estadual. Resultado: nos JERNs de 1992, foram realizados as primeiras " Regionais dos JERNs" (seletivas para a fase final em Natal). As regionais tiveram lugar em Nova Cruz, Pau dos Ferros e Mossoró, reunindo as escolas das cidades próximas - e, daí, cerca de 1.500 atletas vieram para a fase final em Natal. Ainda do período de Ferdinando data a construção do Caic Esportivo de Lagoa Nova - usada como alojamento das escolas interioranas quando da fase final dos JERNs.
    É preciso lembrar que, antes de 1992, os JERNs eram praticamente restritos às escolas de Natal e de um ou outro município vizinho; muito raramente escolas de cantos mais distantes vinham à capital.
    Do outro lado da ponte.
    Além das equipes interioranas, a Zona Norte de Natal está mostrando suas garras. Pode-se mesmo dizer que as escolas " do outro lado da ponte" de Igapó cansaram de serem discriminadas (e, em jogos mais incendiários, xingadas) e, a exemplo do interior, estão " partindo para cima" .
    Curiosamente, as mudanças de regras promovidas pela SECD-Codesp em 2004 - quando da implementação da (confusa) Regional Natal - deixaram a " invasão" da Zona Norte (com reforço " luxuoso" de escolas de Ceará Mirim, Extremoz e S. Gonçalo do Amarante) muito nítida, com destaques no futsal, no vôlei, no beach handball, no futebol de areia e no atletismo.
    No futsal, depois do caminho aberto pela E E Walter Pereira em 1999, alguém tinha que ocupar a vaga à altura: a missão hoje está a cargo do Expansivo, do Mundial e da E E Vicente de França (de S. Gonçalo), " mordendo" alguma medalha aqui e ali nos últimos anos - e, pelo andar das coisas, a E M Monsenhor José Alves Landim deve-se juntar a este temido grupo em breve.
    No vôlei, o destaque é o Intelectual, do Conjunto Igapó (principalmente depois de ter alcançado o inimaginável, disputar a final de juvenil feminino contra o Marista, base da Seleção Potiguar da modalidade!), e está sendo acompanhado pelos colégios Encanto e Degraus do Saber, além da E E Walter Pereira - em breve, o Expansivo deve-se juntar a eles.
    A modalidade tem tido um impulso considerável na região, mais ainda após aquele jogo Intelectual x Marista, apontando o caminho até então do " impossível" (ora, se a escola de Igapó foi tão longe, por que outras não podem ir junto? É o pensamento de vários técnicos). E, para tanto, está valendo até treino em beira de praia durante as férias escolares...
    No beach handball, em se tratando das categorias femininas quem manda é o Encanto, combinando muita areia e conhecimentos trazidos de Ceará-Mirim (terra do handebol escolar) a observações atentas do Sagrada Família (ainda o grande bicho-papão do handebol de quadra) - o que já garantiu o tricampeonato em JERNs, o penta nos JEANs e 11 títulos nos JERANs...
    ...aqui, o Encanto anda ao lado das equipes de Ceará-Mirim, notadamente o Santa Águeda e a E E Ubaldo Bezerra (e, daqui a algum tempo, devem-se juntar a esta lista as equipes da E M Adelina Fernandes e E M Iapissara Aguiar).
    No masculino, o CESA e o Mundial decidiram observar o Encanto... e a disputa entre estes três, ao menos no último JEANs, ganhou contorno de " clássicos" .
    Tem mais. Precisamente, no futebol de areia. O Andorinha, o Encanto, a E E Dom José Adelino Dantas, o Expansivo, a E E Zila Mamede e as escolas da rede pública de Extremoz dividem as atenções, os troféus e as medalhas em várias competições. Na média, o nível ainda não é tão elevado quanto o da E E José Fermandes Machado (do Conjunto Ponta Negra), mas é o suficiente para atrapalhar vários adversários... e buscam melhorar a cada ano. E o danado é que, se as circunstâncias não são favoráveis à areia, rapidamente os times se adaptam ao futebol society, ao futsal ou ainda se aventuram no futebol de campo, com bons resultados.
    Ainda tem o atletismo. Nas categorias mirins e infantil, todos correm atrás da E M Monsenhor José Alves Landim (do Conj. Soledade I), que abriu caminho com o técnico Severino Neto (tive notícias que no momento a escola está com outro técnico; de toda forma, os atletas remanescentes não deixam o nível cair nem a pau!); o adversário mais próximo é o Andorinha.
    As " Top 10" dos JERNs
    Neves, Marista, Contemporâneo, HC, CEI, Salesiano, Auxiliadora, CDF, Sagrada e Imaculada - estes nomes, ao menos desde 1999, têm aparecido constantemente entre os 10 primeiros colocados dos últimos JERNs.
    E como tem sido o desempenho destes " Top 10" ? Senão vejamos...

    É bem verdade que, desde 2001, na " cola" dos primeirões vem aparecendo gente nova - particularmente o Bereiano, o Hipócrates ZS e o CELM (este último de Parnamirim).
    Curiosidades dos JERNs
    Onde surgiu a Magnólia
    Quem no Brasil nunca ouviu falar da velocista Maria Magnólia Figueiredo, praticamente uma lenda no Troféu Brasil de Atletismo, especialista nos 400 e 800 metros rasos? Muitos já ouviram falar. E a história dela começou nos JERNs de 1977, iniciando no atletismo e sendo revelação daquele ano, pelo Colégio Hipócrates (hoje Hipócrates Centro). Hoje (outubro/2001), é uma das responsáveis pela modalidade justamente nos JERNs...
    Dez anos de sofrimento
    Sabe o que é apanhar feio durante 10 anos seguidos sempre na final de uma modalidade? Pois é, aconteceu com o Neves há um bocado de tempo, na decisão do handebol juvenil feminino - durante 10 anos seguidos, o Neves levou surra do (quem diria?) Atheneu Norte-Rio-Grandense, cujas atétas eram comandadas por nada menos que Ferdinando Teixeira, que começou sua história como técnico (e preparador físico) na antiga ETFRN, passando por muitos clubes de futebol (entre eles ABC e América...). Mas isto nem o próprio Ferdinando, ao ser perguntado (se não me falha a memória, entre 1997 e 1998), lembrava mais...
    Ceará-Mirim, handebol e " tio" Modesto
    Na década de 1980 quem mandava no handebol nos JERNs era a cidade de Ceará-Mirim, com fortes equipes na Escola Estadual Ubaldo Bezerra de Melo (que em 2001 andou levando alguns títulos no handebol de areia), e nos colégios Santa Águeda e Comercial. Depois de muito tempo, o Instituto Vivaldo Bezerra, da cidade de Currais Novos, sob o comando do professor Manoel Modesto, quebrou a invencibilidade de Ceará-Mirim. O mesmo professor Modesto, depois dessa, voltou a se notabilizar na década de 90, à frente de uma poderosa equipe de ciclismo no Complexo Contemporâneo, equipe ainda hoje temida na modalidade...
    Progressão geométrica?
    Os JERNs tiveram uma verdadeira explosão no número de participantes a partir de 1996. Nesse ano, estavam inscritos cerca de 12 mil alunos-atletas. Em 1997, exatos 15.666; em 1998, 17.710 - aí os JERNs já despontavam como o maior evento esportivo estudantil do país (exclusivamente com estudantes!); em 1999, 21 mil; em 2000, a estimativa foi de 20 mil. Em 2001, alcançou a marca monstruosa de 25 mil, número que era esperado desde 1999. Quer dizer, foram necessários 25 anos para se chegar a 12 mil atletas, número que praticamente dobrou nos últimos cinco anos!!!
    Mais que as Olimpíadas
    O número de modalidades nos JERNs tamnbém andou acompanhando o número de atletas - e até mesmo as circunstâncias olímpicas. Em 1994 - segundo informação do então coordenador de desportos da SECD, professor José Jamilson Martins em meados de 2000 em entrevista ao programa " TVU Esportes" (da TV Universitária, afiliada TVE/TV Cultura/TV Senac, canal 5 em Natal) em 1994, quando assumiu o cargo, os JERNs tinham 18 modalidades disponíveis. De 1994 a 2002, o número de modalidades quase foi dobrado.
    Memória de um repórter esportivo: em 1996 haviam, salvo engano, 24 modalidades; em 2000, 30 modalidades; e em 2002, 32 modalidades. Aqui, não contabilizei as modalidades estreantes, que nestes anos foram implantadas em caráter experimental e, portanto, ainda não valiam pontos para a classificação geral - o que só passa a acontecer no ano seguinte à implantação, em caso da modalidade ser aceita e aprovada. Nesse meio tempo - entre 1994 e 2002 - várias modalidades foram experimentadas. Algumas foram aceitas, como o hipismo, o squash e a " gincana cultural" (hoje denominada prova cultural); outras ficaram apenas na fase experimental, como o kart (que foi posto de lado devido basicamente à necessidade de um investimento inicial extremamente alto) e, salvo engano, a pintura (não é piada! a pintura foi testada uma vez como " prova cultural" ), e não " entraram para valer" nos JERNs.
    FONTE
    http://br.geocities.com/rtblau2002/Jerns/h-jerns.html

×