Apresentação metodologia

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Material para aula de metodologia científica da prof. Virgínia Dreux

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Apresentação metodologia

  1. 1. URCAMP CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS - CCEA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL - EGCCNOME DA DISCIPLINA: Metodologia de Pesquisa Professora: M.Sc. Virginia Paiva Dreux
  2. 2. O que é pesquisa? De forma bem simples, pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos (Gil, 2008). A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos. Porém existem vários autores que tratam do assunto e a partir daí, surgem vários conceitos para “pesquisa”.• Afonso (2003) argumenta que pesquisa é a indagação, inquisição, investigação ou busca minuciosa para averiguação da realidade. Complementa ainda dizendo que pesquisa é o estudo sistemático de um determinado campo do conhecimento, cuja finalidade é a descoberta de algo novo e/ ou a ampliação de dados já registrados na literatura.
  3. 3. • Demo (1996, p.34) insere a pesquisa como atividade cotidiana, considerando-a uma atitude, ou seja, um “questionamento sistemático, crítico e criativo, ou uma intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítico permanente com a realidade em sentido teórico e prático”.• Sendo assim, podemos concluir que pesquisa é um conjunto de ações propostas para encontrar soluções para um problema. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo.• Resumindo pesquisa é um conjunto de investigações e operações que objetiva descobrir novos conhecimentos ou melhorar/aprimorar conhecimentos já existentes.
  4. 4. Quais os objetivos da pesquisa?• Contribuir com o avanço da ciência;• Responder a uma pergunta de interesse para a comunidade científica ainda não respondida anteriormente de relevância para o interesse social.• Parte mais difícil: definir o assunto da pesquisa.
  5. 5. CLASSIFICAÇÕES DAS PESQUISAS Existem várias formas de classificar as pesquisas. As formas clássicas de classificação são:• Do ponto vista da sua natureza, a pesquisa pode ser: Básica (ou Fundamental): objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista, sem finalidades imediatas. Envolve verdades e interesses universais. Os conhecimentos são utilizados em pesquisas aplicadas ou tecnológicas. Aplicada (ou Tecnológica): objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.
  6. 6. • Quanto à forma de abordagem do problema: Pesquisa Quantitativa – considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e técnicas estatísticas (percentagem, média, etc.). A pesquisa quantitativa é mais adequada para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utiliza instrumentos estruturados (questionários). A pesquisa quantitativa permite dimensionar mercados, conhecer perfis demográficos, sociais e econômicos de uma população, entre outras possibilidades; realizada a partir de entrevistas individuais, apoiada em um questionário impresso ou eletrônico, é conduzida por um entrevistador ou através de autopreenchimento.
  7. 7. • Pesquisa Qualitativa – considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas, é descritiva e os pesquisadores tendem a analisar seus dados por indução.
  8. 8. • Quanto aos objetivos:• Pesquisa Exploratória – visa proporcionar maior familiaridade com o problema objetivando torná-lo explícito ou construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado, análise de exemplos que estimulem a compreensão. A pesquisa exploratória tem como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, visando à formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores.
  9. 9. • Ao proceder a investigação inicial faz-se:- Levantamento bibliográfico – praticamente todo conhecimento humano pode ser encontrado nos livros ou em outras fontes de pesquisa, revistas, internet, etc. A pesquisa bibliográfica tem como objetivo encontrar respostas aos problemas formulados.- Visita ao local de pesquisa;- Contatos pessoais com pessoas dos locais de pesquisa e outros profissionais, bem como usuários ou clientes;- Levantamento de problemas sob forma de perguntas.
  10. 10. • Pesquisa Descritiva – busca descrever as características de determinada população, ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. “A pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los” (CERVO;BERVIAN, 2000, p.66). Na pesquisa descritiva, os fatos são observados registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles.
  11. 11. • Pesquisa Explicativa – é a mais complexa, porque, além de registrar, analisar, classificar e interpretar os fenômenos estudados, tem como fator principal indicar seus fatores determinantes. Esse tipo de pesquisa é o que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas e, portanto, está mais sujeita a erros. São os resultados das pesquisas explicativas que fundamentam o conhecimento científico.
  12. 12. • Quanto aos procedimentos técnicos:• Pesquisa Bibliográfica – é aquela elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na internet. Consiste em apresentar e comentar o que os outros autores escreveram sobre o tema, enfatizando as diferenças ou semelhanças que existem entre os conceitos. É comum e mesmo desejável aparecerem citações literais de autores que falam sobre o assunto.
  13. 13. • Pesquisa Experimental – é aquela em que se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. A pesquisa experimental procura entender de que modo, ou por que causas, o fenômeno é produzido. Para atingir os resultados, o pesquisador usa aparelhos e instrumentos que a técnica moderna coloca a seu alcance.
  14. 14. • Estudo de caso – não é uma técnica específica. Tull (1976, p.323), afirma que “o estudo de caso refere-se a uma análise intensiva de uma situação particular”. De acordo com Yin (1989), a preferência pelo uso do Estudo de caso deve ser dada quando do estudo de eventos contemporâneos, em situações onde os comportamentos relevantes não podem ser manipulados, mas onde é possível se fazer observações diretas e entrevistas sistemáticas.
  15. 15. • Planejamento da pesquisa Pesquisa é a construção de conhecimento original de acordo com certas exigências científicas. - Depende basicamente de três fases: - fase decisória – refere-se à escolha do tema, à definição e à delimitação do problema de pesquisa; - fase construtiva – volta-se para a construção de um plano de pesquisa e à execução da pesquisa propriamente dita; - fase redacional – envolve-se com a análise dos dados e informações obtidas na fase construtiva. É a organização das idéias de forma sistematizada visando a elaboração do relatório final.
  16. 16. Nessas etapas incluem-se desde a escolha do tema, oplanejamento da investigação, o desenvolvimentometodológico, a coleta e a tabulação de dados, a análise dosresultados, a elaboração das conclusões e até a divulgação deresultados.Os tipos de pesquisas apresentados nas diversas classificaçõesnão são estanques, ou seja, não precisam ser únicos em umtrabalho. Uma mesma pesquisa pode estar, ao mesmo tempo,enquadrada em várias classificações, desde que obedeça aosrequisitos inerentes a cada tipo.
  17. 17. O QUE É UM PROBLEMA DE PESQUISA? É um questionamento que o pesquisador faz a partir de uma idéia sobre a pesquisa que pretende executar. Deve examinar se essa idéia pode ser transformada em problema. Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis. Por exemplo: “Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária?” ou “ A desnutrição determina o rebaixamento intelectual?”. Nos dois casos existem duas variáveis que podem ser testadas.
  18. 18. Como formular um problema? Formular um problema científico não constitui tarefa fácil. Deve se examinar se a idéia pode ser transformada em problema formulável através de um método simples, que é o de redigí-lo na forma de pergunta, onde estejam claramente explicitados os seguintes itens: 1. O problema deve ser formulado como pergunta? De modo geral, o estudante inicia o processo da pesquisa pela escolha de um tema, que por si só não constitui um problema. Ao formular perguntas sobre o tema, provoca-se sua problematização.
  19. 19. 2. O problema é relevante, pressupondo-se que a sua soluçãová contribuir para a ampliação do conhecimento científico naárea?3. O problema relaciona, no mínimo, dois fenômenos entre si?4. O problema deve ser claro e preciso;5. O problema deve ser empírico, ou seja, devem se referirdiretamente a fatos empíricos e não a percepções pessoais;6. O problema deve ser suscetível de solução;7. O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável;8. E se existe base teórica (bibliografia) suficiente para darinício ao estudo?
  20. 20. ESCOLHA DO TEMA A primeira fase no processo de elaboração de uma monografia é a determinação do assunto a tratar. Escolher um assunto significa: a) preferir de acordo com as próprias inclinações e possibilidades uma questão em meio a tantas que surgem no âmbito de cada objeto científico; b) descobrir um problema relevante que mereça ser investigado cientificamente e tenha condições de ser formulado e delimitado tecnicamente em função das pesquisa.
  21. 21. Importância da escolha Se o problema enfocado é o ponto de partida da investigação e, consequentemente, da própria monografia, torna-se importante por si mesmo: é o objeto da pesquisa. Não menos importante é saber escolhê-lo com acerto. Sendo assim, identificamos a escolha do assunto (ou do problema de pesquisa) como ato de especificação e preferência. Especificar implica: focalizar, abranger num relance determinado objeto ou lugar. Estão nessas duas palavras especificação e preferência, a síntese da importância de uma feliz escolha. Deve ser um tema selecionado dentro das matérias que mais lhe interessaram durante o curso e que atendam às suas inclinações e possibilidades.
  22. 22. ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICOA diferença entre um trabalho científico e um literário é anecessidade, no primeiro, de que haja um referencial teóricoque o oriente. Enquanto a redação literária baseia-se numaanálise subjetiva (pessoal) do conteúdo, a científica exige ainclusão de elementos que sintetizem o conhecimento jáexistente sobre o assunto. Trata-se, pois, da exigência de umarevisão bibliográfica prévia, de cuja análise vai resultar otrabalho final. A contribuição do autor nesse sentido significa acapacidade de sintetizar o conhecimento existente sobre o tema,relacionando-o ao problema que deu origem ao trabalho.
  23. 23. • A organização desse conteúdo, deve ficar clara dentro dele, contendo uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão.• Na introdução é formulado o problema da pesquisa. Através dela, o leitor será informado sobre a intenção do trabalho, sua área, limites, normas, etapas, materiais e métodos (quando for o caso). Incluirá sempre que possível, os seguintes elementos: - importância do assunto; - objetivos, natureza e extensão da contribuição científica; - outros elementos que o autor julgar pertinentes para ampliar a primeira visão do trabalho para o leitor.
  24. 24. • O desenvolvimento é a essência, a fundamentação lógica do trabalho de pesquisa. É onde está localizado o conteúdo do trabalho, as idéias novas, as argumentações e as críticas. É o desdobramento do assunto, a fim de melhor compreendê-lo e dominá-lo, ampliando-o em sua extensão e aprofundando-o em sua compreensão. Deve tratar suas fases como uma seqüência lógica.• Quando se tratar de uma pesquisa empírica, deverão ser aqui incluídos os capítulos da metodologia e apresentação dos resultados.
  25. 25. • A conclusão é a síntese de todo o trabalho, não deve apresentar nenhuma idéia nova. A conclusão deve proporcionar ao leitor um resumo sintético mas completo da argumentação, das provas e exemplos consignados nas duas primeiras partes da pesquisa. Deverá ressaltar os argumentos e conseqüências dos esclarecimentos feitos pelo pesquisador, incluindo também sugestões e recomendações do autor em relação ao tema tratado.• Apêndices e Anexos – são complementos do trabalho geralmente ilustrativos que não se encaixam em nenhum capítulo. Os apêndices geralmente constituem desenvolvimento autônomo elaborado pelo próprio autor, para complementar o próprio raciocínio, já os anexos são documentos, nem sempre do próprio autor, que servem de complemento e fundamentação do trabalho.
  26. 26. O QUE É UM PROJETO DE PESQUISA?• O projeto de pesquisa é um documento que descreve os planos, fases e procedimentos de um processo de investigação científica a ser realizado, ou seja, estabelece um caminho eficaz que conduza ao fim almejado.• Em outras palavras, o projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição dos caminhos para abordar uma certa realidade, deve oferecer respostas do tipo: O que pesquisar? Para que pesquisar? (Objetivos) Por que pesquisar? (Justificativa) Como pesquisar? (Metodologia) Quando pesquisar? (Cronograma) Por quanto? (Orçamento)
  27. 27. Como elaborar um projeto de pesquisa?Existem vários padrões e normas estabelecidas orientando aforma de fazer pesquisa, dependendo de cada realidade e decada instituição. Porém a estrutura básica é a mesma.Segundo Gil (1999), o caminho recomendado na construção deum projeto de pesquisa deve ter as seguintes partes: 1. Introdução (Tema, problema, objetivos e justificativa); 2. Revisão bibliográfica; 3. Metodologia (população, plano de amostragem, coletade dados, análise e interpretação de resultados); 4. Cronograma; 5. Referências bibliográficas.
  28. 28. - Introdução – onde se faz a contextualização do tema, de forma sucinta. Significa abordar o tema de forma a identificar a situação ou o contexto no qual o problema a seguir será identificado. É uma introdução ao leitor do tema.- Objetivos – indicar, de forma clara, o que se quer fazer, que metas quer alcançar com a pesquisa, desdobrando em: - Objetivo geral – identificar de forma genérica qual objetivos dever ser alcançado. - Objetivos específicos – listar o(s) objetivo(s) específico(s) que deverão ser alcançados pela execução da proposta de pesquisa.
  29. 29. - Relevância ou Justificativa – apresentar a relevância técnica, ou seja, justificar técnicas, científica e socialmente a proposta, explicitando argumentos que indiquem que a pesquisa é significativa, importante ou relevante.- Revisão bibliográfica (ou Revisão da Literatura) – constitui-se na análise comentada dos trabalhos realizados na matéria de enfoque da pesquisa escolhida.- Metodologia – é o desenho da pesquisa, ou seja, como se pretende executá-la. Se uma pesquisa for qualitativa, de que maneira se pretende coletar dados e analisar esses dados. Se for uma pesquisa quantitativa, de que maneira irá coletar os dados. Requer, portanto, a apresentação de informações acerca de alguns aspectos, como os que são apresentados a seguir:
  30. 30. Tipo de pesquisa: deve-se esclarecer se a pesquisa é de naturezaexploratória, descritiva ou explicativa. Convém, ainda, esclareceracerca do tipo de delineamento a ser adotado (pesquisaexperimental, levantamento, estudo de caso, pesquisabibliográfica, etc.);-População e amostra: envolve informações acerca do universo aser estudado, da extensão da amostra e da maneira como seráselecionada;-Coleta de dados: envolve a descrição das técnicas a seremutilizadas para a coleta de dados. Modelos de questionários,testes, quando for o caso. Quando a pesquisa envolver técnicasde entrevista ou de observação, deverão ser incluídos os roteirosa serem seguidos;-Análise de dados: envolve a descrição dos procedimentos aserem adotados tanto para análise quantitativa, quantoqualitativa.
  31. 31. - Cronograma – relacionar cada parte ou fase da pesquisa, vinculando-a ao tempo necessário para executá-la.- Referências bibliográficas – onde devem aparecer todas as citações que são apresentadas na proposta, utilizando as normas da ABNT.
  32. 32. O QUE É UM ARTIGO (OU PAPER)?Artigo científico ou “Paper” vem a ser a mesma coisa, e foiregulamentado recentemente pela ABNT. Antes de se escreverum Artigo Científico, é preciso que se saiba a sua finalidade. Amaioria das publicações e revistas especializadas possui normaspróprias e específicas.Portanto, antes de tudo, é preciso certificar-se da existência dealguma exigência quanto à formatação do artigo. A ABNT regulamentou a apresentação dos Artigos Científicosexatamente para as ocasiões em que essas normas não sãoexplicitadas, geralmente aqueles exigidos como forma deavaliação em Instituições de Ensino.
  33. 33. A própria ABNT se encarregou de dar uma definição para ArtigoCientífico com o objetivo de uniformizar sua utilização com oobjetivo de uniformizar sua utilização.Diz a norma que Artigo Científico: “é a parte de uma publicação com autoria declarada,que apresenta e discute idéias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”.Dependendo da finalidade a que o autor se propõe, existemduas modalidades básicas de Artigo Científico:
  34. 34. a) Artigo de divulgação: traz um relato sucinto de algumas informações atualizadas sobre determinado tema de interesse em alguma especialidade. Exige necessariamente uma revisão bibliográfica retrospectiva. Podem ser relatos de casos, comunicação ou notas prévias;b) Artigo de revisão: resume, analisa e discute trabalhos já publicados, revisões bibliográficas...
  35. 35. O Artigo Científico possui algumas características próprias:b)são, em geral, publicados em revistas ou periódicosespecializados, não se constituindo em matérias (ou parte delas)de livros;c)Servem para apresentar resultados obtidos em estudos,pesquisas ou análises;d)Permitem ao leitor, devido a serem completos, repetir aexperiência ou a pesquisa;e)Por serem documentos formais, possuem normas própriaspara sua confecção.
  36. 36. Em alguns casos, conforme a área de desenvolvimento enatureza do assunto, o Artigo Científico pode servir paradivulgar:•Resultados e procedimentos havidos em pesquisa de campo;•Relato de casos;•Relato de experiências;•“review” – artigo especial que faz uma revisão bibliográfica deum tema específico.
  37. 37. O Artigo Científico deve ser um texto integral, completo e suaestrutura assemelha-se à dos demais trabalhos científicos: - elementos pré-textuais - elementos textuais - elementos pós-textuaisApresenta-se numa sequência única, nunca abrindo novapágina, ou seja, uma só peça. Apesar de poder, ás vezes, serdividido e subdividido em seções e subseções, elas são colocadasuma imediatamente após o término da outra, separando-seapenas por uma linha em branco.
  38. 38. Não é regra, nem há rigor, mas as partes do desenvolvimento deum Artigo podem guardar entre si uma certa proporcionalidade: a)introdução – algo entre 15% a 20% do texto b)desenvolvimento – em torno de 70% da extensão do texto c)conclusão – entre 10% a 15% da extensão
  39. 39. ESTRUTURA RESUMIDA DO ARTIGO- Título do artigo e subtítulo (se houver): menor número de palavras possível que transcreva de forma adequada o conteúdo do trabalho.- Nome do(s) autor(es) completo(s), sem abreviaturas, chamada para rodapé *No rodapé: as credenciais dos autores: cargo(s) que ocupa(m), Instituição a que se vincula(m), e-mail...- Resumo: espaço simples de entrelinhas; Máximo 250 palavras; redigido pelo próprio autor, seguindo a NBR6028 da ABNT.- Palavras-chave: de duas a quatro palavras retiradas do texto que traduzem o seu conteúdo, destinam-se a identificar e agrupar os artigos por assuntos ou áreas, para que possam ser localizados com mais facilidade nas bibliotecas.
  40. 40. - Texto: da introdução até a conclusão, podendo ser dividido em seções e subseções;- Notas explicativas, se for o caso;- Referências bibliográficas;- Apêndices, se houver;- Anexos, se houver.
  41. 41. O QUE É MONOGRAFIA?A ABNT define monografia como: “[...]documento que apresenta a descrição exaustiva dedeterminada matéria, abordando aspectos científicos, históricos,técnicos, econômicos, artísticos, etc.” Deve-se então, entender por monografia um trabalhocientífico desenvolvido sobre um tema específico no contexto docurso ou programa realizado.
  42. 42. Localizamos na origem histórica da monografiaaquilo que até hoje caracteriza essencialmente esse tipode trabalho científico: a especificação, ou seja, a redução da abordagem aum só assunto, a um só problema. Mantém-se assim o sentido etimológico: mónos (um só) e graphein (escrever); dissertação arespeito de um assunto único.
  43. 43. Pela origem histórica, a etimologia e a evolução do usodo termo, temos de convir que monografia possui sentido latoe sentido estrito. Em sentido estrito identifica-se com a tese: tratamentoescrito de um tema específico que resulte de pesquisacientífica com o escopo de apresentar uma contribuiçãorelevante ou original e pessoal à ciência. Em sentido lato é todo o trabalho científico de primeiramão, que resulte de pesquisa. Tratamento escritoaprofundado de um só assunto, de maneira descritiva eanalítica, em que a reflexão é a tônica.
  44. 44. O PAPEL DAS CITAÇÕES NO TRABALHO CIENTÍFICO• Um dos aspectos que caracteriza o trabalho científico deve ser a sua integração com o conhecimento já existente na área em que se situam o tema e o problema a ser investigado. É o que se denomina “revisão da literatura” ou “referencial teórico” ou “revisão bibliográfica”, etapa posterior à introdução e anterior à conclusão do trabalho.• Há casos em que o autor nada mais faz do que um resumo de conteúdos que tenha lido, ligados, na forma de “colcha de retalhos”, ao seu próprio trabalho. Sem dizer nada de novo, essa reunião de dados, muitas vezes caótica, não leva a nada, sem contribuir para o avanço científico. Exagero de citações não significa que o pesquisador seja competente; no máximo, demonstra que ele leu sobre o assunto, condição necessária mas não suficiente para a produção de um trabalho científico.
  45. 45. • O inverso, também comum, é errado: considerando que sabe muito sobre o assunto, não faz qualquer menção ao conhecimento pré-existente na área do problema.• Uma terceira situação que ocorre é a apropriação indevida de elementos teóricos, ou plágio. Isso se dá quando o pesquisador, sem citar a fonte, utiliza considerações que não são próprias, mas de outra pessoa, ignorando esse aspecto, seja propositadamente, seja por desconhecimento. Dessa forma, poderá ser criticado, ou até mesmo processado, por roubo de autoria.
  46. 46. NORMAS PARA UTILIZAR AS CITAÇÕES• O uso de citações baseia-se na integração do conhecimento já produzido sobre o assunto, como forma de conduzir à solução do problema.• Citar significa dar ênfase a algo importante, digno de ser repetido ou reutilizado; significa divulgar ao autor original, mas só é válido divulgar o que for relevante. Copiar o irrelevante é credenciar indevidamente alguém, referendando-o como importante no meio científico, quando não o é.• Há duas formas de fazer uma citação: a citação indireta ou livre e a citação direta ou textual. Pode haver ainda, a citação de citação. As citações podem aparecer no texto ou em nota de rodapé; todas devem ter identificação de sua autoria.
  47. 47. • CITAÇÃO INDIRETA OU LIVRE - aquela citação na qual expressamos o pensamento de outra pessoa com nossas próprias palavras. A indicação do nome do autor deve ser em letras minúsculas, se estiver no corpo do texto, e letras maiúsculas se estiver dentro de parênteses, juntamente com o ano da publicação da obra em que se encontra a idéia referida. Só se indicam as páginas quando for possível sua identificação, caso contrário não há necessidade.• CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL - são aquelas em que se transcrevem exatamente as palavras do autor citado. As citações diretas podem ser breves ou longas.
  48. 48. - São consideradas breves aquelas cuja extensão nãoultrapassa três linhas. Essas citações devem integrar o texto edevem vir entre aspas. O tamanho da fonte (letra) da citaçãobreve permanece o mesmo do corpo do texto.- As citações com mais de três linhas são chamadas de longase devem receber um destaque especial, com recuo(reentrada) de 4cm, ou dezesseis toques, da margem, mais2,5cm, ou cinco toques , para o início do parágrafo.- As citações longas , por já terem o destaque do recuo nãodeverão ter aspas e o tamanho da fonte (letra) deve sermenor que o do texto.- A distância entre as linhas do corpo da citação deve ser deum espaço simples. Entre o texto da citação e o restante dotrabalho, deve-se deixar dois espaços duplos, antes e depois.
  49. 49. - Havendo supressão de trechos dentro do texto citado, faz-se a indicação com reticências entre colchetes [...] - No início ou no fim da citação, as reticências são usadas quando o trecho citado não é uma sentença completa.CITAÇÃO DE CITAÇÃO - se, num trabalho, for feita uma citação de alguma passagem já citada em outra obra, a autoria deve ser referenciada pelo sobrenome do autor original seguido da palavra latina apud ( que significa segundo, conforme, de acordo com) e o sobrenome do autor da obra consultada. Dessa última faz-se a referência completa.
  50. 50. • Resumindo e exemplificando: - Citação breve : De acordo com Lima (1980, p.21), pode-se caracterizar que: “...o sentido dado ao conceito de hipótese é único, evidenciando um elemento de uso comum entre a comunidade científica.” - Citação longa: Há uma certa dificuldade quanto ao reconhecimento de O, A, OS, AS, como pronomes demonstrativos, mas essa dúvida é muito bem dirimida por Fernandes: Os pronomes O, A, OS, AS passam a ser pronome demonstrativos sempre que numa frase puderem ser substituídos, sem alterar a estrutura dessa frase, respectivamente, por ISTO, ISSO, AQUILO, AQUELE, AQUELES, AQUELA, AQUELAS (1994, p.19).
  51. 51. - Citação de citação: O sistema consiste em colocar o recém-nascido no berço, ao lado da mãe logo após o parto ou algumas horas depois, durante a estada de ambos na maternidade (HARUNARI apud GUARAGNA, 1992, p.79).

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