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Os discípulos e as Escrituras_Lição_original com textos_112014

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A lição original com os textos bíblicos tem como finalidade; facilitar a leitura ou mesmo o estudo, os versos estão na sequência correta, evitando a necessidade de procurá-los, o que agiliza, para os …

A lição original com os textos bíblicos tem como finalidade; facilitar a leitura ou mesmo o estudo, os versos estão na sequência correta, evitando a necessidade de procurá-los, o que agiliza, para os que tem o tempo limitado, vc pode levá-la no ipad, no pendrive, celular e etc, ler a qualquer momento e em qualquer lugar que desejar, até sem a necessidade de estar conectado na internet.

Também facilita se for imprimir por usar bem menos tinta que a lição convencional.

Que... “Deus tenha misericórdia de nós e nós abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação”. Sal. 67:1-2.

Bom Estudo!

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  • 1. Lições Adultos Discipulado Lição 1 - Os discípulos e as Escrituras 28 dezembro a 4 de janeiro Sábado à tarde Ano Bíblico: Ap 18, 19 "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim." Jo 5:39. VERSO PARA MEMORIZAR: Leituras da Semana: Lc 4:1-12; Mt 12:3-8; Mt 5:17-39; Lc 24:13-32; At 1:16-20 Usando um detector de metais comprado em um bazar, o inglês Terry Herbert descobriu, enterrados no campo de um fazendeiro, artefatos de prata e armamento anglo-saxão banhado a ouro. O valor monetário estimado da descoberta ultrapassou 5 milhões de dólares. Como alguém que procura um tesouro em um campo de terra, pedras e lixo, devemos ter cuidado para não deixar que as coisas da Terra nos impeçam de alcançar o verdadeiro tesouro no alto: Jesus Cristo. Buscando riquezas eternas, fariseus e saduceus "escavaram" os antigos escritos sagrados. Ironicamente, seu mapa do tesouro, as Escrituras, tinha sido tão radicalmente mal interpretado que eles erraram completamente o alvo: Jesus. Explícita e implicitamente, Jesus incorporou as Escrituras em Sua metodologia de discipulado. A suprema busca ao tesouro estava enraizada nos escritos proféticos, que apontavam para Ele. Assim, não encontrar Jesus significa errar o alvo. Tudo isso significa que, em última análise, todos os nossos esforços para fazer discípulos devem enfatizar Jesus e o que Ele fez por nós. Domingo - Jesus e a Bíblia Ano Bíblico: Ap 20-22 Uma vez que Jesus é o exemplo para todos os cristãos, Seu nível de comprometimento com as Escrituras se torna mais do que uma questão de interesse passageiro. 1. Leia Lucas 4:1-12 e 16-21. O que essas passagens sugerem sobre a atitude de Cristo para com a Bíblia? Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem. E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto. Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Lc 4:1-12 RA E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 2. Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão. O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto se demorasse no santuário. Lc 1:16-21 RA A narrativa das tentações de Cristo no deserto mostra que, citando as Escrituras, Jesus repeliu todas as provocações e convites satânicos. Provavelmente, os manuscritos não estivessem disponíveis a Cristo durante Sua permanência de quarenta dias no deserto. Isso indica claramente que Ele havia memorizado porções substanciais das Escrituras. Embora as Escrituras citadas no deserto fossem tiradas dos escritos de Moisés, em outras passagens Jesus citou trechos de outras partes do Antigo Testamento (Mt 21:42; 22:44). Cristo tinha amplo conhecimento das Escrituras. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isso e é maravilhoso aos nossos olhos? Mt 21:42 RC Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Mt 22:44 RC Observe, porém, que Cristo entendia que as Escrituras são mais do que apenas uma ferramenta para vencer a tentação e alcançar santidade pessoal. Jesus reconheceu que as Escrituras apontavam para Ele. Durante a visita à sinagoga, registrada em Lucas 4:16-30, Jesus citou Isaías e declarou que esse texto apontava para Ele, como o Ungido, para libertar os oprimidos e proclamar libertação. Jesus compreendeu que Ele cumpria a profecia messiânica. Assim, não apenas entendeu que as Escrituras apontavam para Ele, mas no início de Seu ministério, usou a Bíblia para atrair pessoas a Ele. E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler. 17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, 19 a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. 20 E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. 21 Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. 22 E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José? 23 E ele lhes disse: Sem dúvida, me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo o que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum. 24 E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. 25 Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; 26 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. 27 E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28 E todos, na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, o expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. 30 Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se. Lc 4:16-30 Embora seja importante conhecer a Bíblia, isso não é tudo. Alguns dos maiores estudiosos da Bíblia nem mesmo têm a fé cristã. Como podemos ter certeza de que nosso estudo e leitura da Bíblia nos ajudam a ter melhor conhecimento de Jesus e do que Ele fez por nós? Como podemos tornar o estudo da Bíblia algo que transforme nossa vida? Segunda - A autoridade das Escrituras Ano Bíblico: Repassar o Novo Testamento 2. De que maneira Jesus via a Bíblia? Mt 5:17-20; 12:3-8; 15:3-11; Jo 10:34-37; 17:14-19; Lc 24:44 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 3. cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. Mt 5:17-20 RA Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado. Mt 12:3-8 RA Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. Mt 15:3-11 RA Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; Jo 10:34-37 RA “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Jo 17:14-19 RA A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Lc 24:44 RA Sempre que Cristo discutia com as autoridades religiosas, Ele não confiava na filosofia abstrata, nem na autoridade pessoal, mas nos ensinamentos das Escrituras. Ao distinguir o certo do errado, Jesus apoiou Seu argumento no fundamento bíblico. Quando os adversários desafiaram a pureza doutrinária de Cristo, Ele os dirigiu a passagens específicas das Escrituras. Ao considerar questões práticas, Jesus encaminhava Seus ouvintes à revelação divina. Cristo entendia que Sua missão divinamente ordenada era realizar o que os antigos profetas haviam predito. Compare a elevada compreensão de Cristo acerca das Escrituras com a atitude predominante entre alguns professos cristãos. Embora considerem a Bíblia interessante, denominações inteiras entendem que ela é um conjunto de manuscritos históricos indignos de credibilidade. Crenças como a criação em seis dias, o Êxodo, até mesmo a ressurreição de Jesus e a literal segunda vinda de Cristo têm sido questionadas ou relegadas ao status de mito. As implicações para o discipulado são claras. Por que alguém daria sua vida por uma causa com base em nada além de mitos? Pessoas sobrecarregadas com problemas reais precisam de um Salvador real. Caso contrário, o evangelho se torna um tesouro deslustrado ou, metaforicamente, moedas de plástico banhadas com falso ouro. Alguns poderiam ser enganados, mas após exame mais atento, o plástico seria rejeitado. O único caminho seguro é seguir o exemplo de Cristo ao exaltar e honrar a Bíblia. A morte não é mito, concorda? Também não é apenas um símbolo. É uma das mais duras realidades que todos enfrentamos. Pense nas implicações de qualquer ponto de vista que trate os ensinamentos bíblicos, tais como a ressurreição de Jesus ou Sua segunda vinda, como meros símbolos ou mitos. Por que nunca http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 4. devemos ser apanhados nessa armadilha satânica? Terça - Proclamação pública Ano Bíblico: Vista geral de toda a Bíblia Jesus atraía pessoas em diferentes ambientes, incluindo lugares públicos. As Escrituras tiveram papel de destaque nas pregações públicas de Cristo. Seus sermões e discursos públicos eram repletos de citações diretas e alusões bíblicas. 3. Leia Mateus 5:17-39. De que forma Cristo utilizava as Escrituras para o ministério público? Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo. Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno. Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; Mt 5:17-39 RA Durante a jornada terrena de Cristo, o relacionamento habitual dos israelitas com as Escrituras era aparentemente muito legalista. Eles as examinavam em busca de regulamentos e orientação ética. A bemaventurança eterna era considerada o pagamento pelo comportamento justo. No entanto, Jesus derrubou suas noções legalistas e substituiu o sistema de controles externos por uma religião fundamentada no coração. A religião cristocêntrica está enraizada na transformação do coração que leva a um comportamento ético. Ironicamente, alguns dos fariseus, em sua pressa para alcançar a perfeição moral, haviam evitado o relacionamento vivo com Deus. Jesus identificou essas deficiências e, para curá-las, Ele convidou os ouvintes a aceitá-Lo como Salvador e Mestre. Tendo Jesus como uma força controladora interna, as normas de comportamento não foram rebaixadas, mas elevadas. Tudo o que temos a fazer é ler o Sermão da Montanha para ver quão elevados eram seus padrões morais. "Como algo estranho e novo, essas palavras caíram nos ouvidos da multidão admirada. Semelhante doutrina era contrária a tudo que tinham ouvido dos sacerdotes e rabinos. Nela não viram coisa alguma que lisonjeasse seu orgulho ou lhes alimentasse as ambiciosas esperanças. Porém, esse novo Mestre tinha um poder que os mantinha encantados. A doçura do amor divino fluía de Sua presença como a fragrância de uma flor. [...] Todos sentiam instintivamente que ali estava Aquele que lia os segredos do coração, e não obstante, deles Se aproximava com terna compaixão" (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 6). http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 5. É muito fácil ser legalista, crítico e condenatório, não é mesmo? Como podemos nos proteger contra essas práticas comuns? Quarta - Ministério pessoal Ano Bíblico: Gn 1–3 Existem muitos exemplos do ministério público de Cristo. São fascinantes Seus encontros com pessoas simples e com a elite da sociedade. Essas histórias oferecem uma visão única da centralidade das Escrituras no ministério de Cristo. 4. Leia João 13:18-20; Lucas 10:25-28; 24:13-32. Qual foi o papel das Escrituras segundo essas passagens? Que propósito Jesus tinha para citar esses versos? Qual foi o resultado desses encontros de pequenos grupos com as Escrituras? Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU. Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou. Jo 13:18-20 RA E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. Lc 10:25-28 RA Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? Lc 24:13-32 RA Repetidamente, Cristo citava as Escrituras em conexão com Seus apelos ao discipulado. Isso sugere que a autoridade e a credibilidade de Jesus estavam nas Escrituras, e não apenas no carisma pessoal. Isso é visto especialmente na maneira pela qual Jesus usou as Escrituras quando dialogou com os dois discípulos no caminho de Emaús. "Começando com Moisés, o próprio Alfa da história bíblica, Cristo expôs em todas as Escrituras as coisas que Lhe diziam respeito. Houvesse primeiro Se manifestado a eles, seu coração teria ficado satisfeito. Na plenitude de sua alegria, não teriam desejado nada mais. Mas era necessário que compreendessem os testemunhos dados a respeito dEle pelos símbolos e profecias do Antigo Testamento. Sua fé devia ser estabelecida sobre essas verdades. Cristo não operou nenhum milagre para os convencer, mas Seu http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 6. primeiro trabalho foi explicar-lhes as Escrituras. Haviam considerado Sua morte a destruição de todas as suas esperanças. Então, Ele lhes mostrou pelos profetas que essa era a mais vigorosa prova de sua fé. "Ensinando esses discípulos, Jesus mostrou a importância do Antigo Testamento como testemunha de Sua missão" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 796-799). Observe Lucas 24:32, especialmente a expressão de que o coração dos discípulos ardia. O que isso significa? Qual foi a última vez que seu coração ardeu por causa das verdades que recebemos? Se isso não acontece há muito tempo, será que seu coração se esfriou? Como você pode mudar? Quinta - A próxima geração Ano Bíblico: Gn 4–7 Sem dúvida, Jesus coloca forte ênfase na Bíblia. Ele jamais questionou a autoridade, a veracidade nem a autenticidade de nenhum texto bíblico. No entanto, ao longo dos séculos, e ainda hoje, muitas pessoas fazem exatamente isso. 5. Leia Mateus 12:15-21; Marcos 1:1-3; Atos 1:16-20; 3:22-24; Romanos 10:10. De que maneira os cristãos primitivos viam as Escrituras? Como esses textos nos ajudam em nosso relacionamento com a Bíblia? Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça vencedor o juízo. E, no seu nome, esperarão os gentios. Mt 12:15-21 RA Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; Mc 1:1-3 RA Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. (Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade; e, precipitando-se, rompeuse pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram; e isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue.) Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo. At 1:16-20 RA Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. Acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo. E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias. Atos 3:22-24 RA “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Rm 10:10 RA Os primeiros escritores cristãos continuaram a prática de usar as Escrituras para autenticar a messianidade de Jesus de Nazaré. Na verdade, eles estavam dizendo que o cristianismo estava intrinsecamente ligado à revelação que Deus fez de Si mesmo por meio da Bíblia hebraica. O próprio Jesus havia recorrido a esses escritos sagrados. Então, os discípulos de Cristo estavam fazendo o mesmo. Apelar à experiência pessoal, aos milagres e outros testemunhos em favor de Cristo era importante e tinha seu lugar. No entanto, nada podia substituir as Escrituras como a principal testemunha de Jesus. Os primeiros seguidores de Cristo procuraram a orientação das Escrituras a respeito da missão da Igreja, de suas práticas cotidianas e de sua disciplina espiritual. A especulação e conjecturas humanas foram minimizadas; as Escrituras se tornaram preeminentes. A consideração para com a revelação de Deus era evidente nos concílios da Igreja (At 15). As Escrituras tocavam todos os aspectos da vida da igreja primitiva. http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 7. Não seria muita tolice, especialmente no tempo do fim, ter uma atitude diferente para com a Bíblia? Como podemos aprender a tornar a Bíblia o centro de nossa fé, deixando que ela nos conduza a Jesus? Na prática, como podemos permitir que o ensino da Bíblia realmente influencie nossa maneira de viver e de nos relacionarmos com os outros? Sexta - Estudo adicional Ano Bíblico: Ap 15–17 Leia, de Ellen G. White, Educação, p. 190-192: "Ensino e Estudo da Bíblia"; O Desejado de Todas as Nações, p. 795-801: "A Viagem Para Emaús"; Atos dos Apóstolos, p. 221-230: "Tessalônica". "Cristo, em Seu ministério, havia tornado claras aos Seus discípulos essas profecias [...] Pedro, ao pregar Cristo, tinha apresentado provas do Antigo Testamento. Estêvão procedeu de modo idêntico. Também Paulo, em seu ministério, recorreu às passagens que prediziam o nascimento, sofrimento, morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Pelo inspirado testemunho de Moisés e dos profetas, provou plenamente que Jesus de Nazaré era o Messias, e demonstrou que desde os dias de Adão foi a voz de Cristo que falou por intermédio dos patriarcas e profetas" (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 221, 222). Perguntas para reflexão 1. Como você pode incorporar as Escrituras à vida diária? Como você pode usá-las em seu testemunho pessoal? 2. Por que Jesus enfatizou a interpretação das Escrituras em lugar de milagres e carisma pessoal? O que acontece se a música, a mensagem de saúde, os aspectos sociais, ou qualquer outra coisa, substitui a Bíblia como fundamento para nossa fé? 3. Até que ponto os cristãos de hoje devem se tornar dependentes das Escrituras? Avalie a importância das Escrituras na vida de sua Igreja em relação ao estabelecimento de prioridades, canalização de recursos e fidelidade à missão. 4. Pense no fato de que não temos nenhuma indicação de algum escritor bíblico questionando a veracidade ou autenticidade de quaisquer textos das Escrituras. Por que isso deve ser importante para nós, hoje, quando tantas pessoas, incluindo muitos estudiosos da Bíblia, parecem ter colocado como sua prioridade o desafio à verdade da Bíblia em todos os níveis? Respostas sugestivas: 1. Jesus confiava na Bíblia e obedecia aos seus ensinamentos, por meio dos quais afastou as tentações de Satanás; Ele conhecia as Escrituras e encontrou nelas Sua missão. 2. Como imutável e infalível; deve ser lida e compreendida; é mais importante do que as tradições humanas; ela nos santifica; tudo que a Bíblia havia predito sobre Jesus devia se cumprir. 3. Ele ensinava o verdadeiro sentido da Bíblia: a motivação e intenções puras se manifestam na vida pura e obediente; santidade interior gera santidade no exterior. 4. Previu e confirmou eventos da vida de Jesus; proveu evidências para nossa fé; mostrou o caminho para a vida eterna, com base nas Escrituras e não nas tradições humanas. Diante das Palavras de Cristo os discípulos foram reanimados. 5. Como uma revelação sobre a obra de Jesus Cristo e João Batista; encontraram base bíblica para a traição de Judas; os textos mostram que precisamos crer em Jesus e confessar a salvação, de acordo com as Escrituras. Auxiliar – Resumo Texto-chave: João 5:39 O aluno deverá... Saber: Que o principal método para conhecer Jesus é a leitura de Sua história nos Evangelhos. Sentir: Identificar-se com os valores que Cristo viveu e ensinou em Sua interação diária com as pessoas. Fazer: Procurar oportunidades para refletir o amor, misericórdia, justiça e compaixão de Cristo em sua vida diária. http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 8. Esboço I. Saber: A Bíblia é mais que um livro de fatos antigos A. Quais fatos sobre Jesus são aceitos pelos cristãos do mundo inteiro? B. Essa realidade afeta mais sua vida do que os fatos sobre Abraham Lincoln ou Winston Churchill? C. Por que a Bíblia é mais do que simplesmente um livro? II. Sentir: O poder da vida de Jesus muda nossa vida A. Ao ler a Bíblia, de que modo seus cinco sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição) são envolvidos na história? B. Que emoções você pode identificar em cada história? Considere, por exemplo, Lucas 8:41-56. Qual foi a emoção de cada pessoa: Jairo, a mulher com hemorragia, os discípulos, e outros. III. Fazer: Você consegue ver o mundo através dos olhos de Jesus? A. Como a vida e o ministério de Jesus serão refletidos em sua vida na próxima semana? B. O que será necessário para que você olhe para as pessoas como Jesus as vê? Resumo: O constante poder do ministério de Jesus não se refletiu apenas no que Ele disse nem na quantidade de milagres que Ele realizou. Sua influência duradoura também é vista na vida de Seus seguidores hoje. Ciclo do Aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: João 5:39 Conceito-chave para o crescimento espiritual: Para ser semelhante a Cristo, precisamos compreender Seu caráter e missão, descritos na Bíblia. Somente para o professor: Jesus, como figura histórica, foi incrivelmente complexo. Quando Ele viveu na Terra, desafiou os estereótipos, como os desafia hoje. Aqueles que desejam viver em harmonia com Sua vida e ensinamentos devem ser guiados pelo Espírito Santo para desenvolver uma visão tão equilibrada quanto possível acerca de Seu ministério. Só então estaremos preparados para nos tornar Seus discípulos. Compreensão Jesus esteve na Terra por um curto período de tempo. Ele sabia que, além de ensinar aos Seus discípulos sobre Deus, também tinha que ajudá-los a "desaprender" algumas coisas. Comentário Bíblico Examinemos três passagens das Escrituras para discernir o que elas dizem sobre o Messias, observando como esses ensinamentos eram interpretados, ou mal interpretados, pelos discípulos de Jesus e pelo restante dos judeus. I. O Sermão da Montanha (Recapitule com a classe Mt 5.) Uma das primeiras apresentações públicas de Jesus foi sobre os valores do reino de Deus. Ele começou destacando as coisas que a maioria das pessoas queriam evitar: pobreza de espírito (Mt 5:3), choro (v. 4), mansidão (v. 5), fome e sede espirituais (v. 6) e assim por diante. No verso 17, Ele anunciou: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". Então Ele destacou algumas leis bem conhecidas e importantes do Antigo Testamento, e Seu discurso assumiu o seguinte padrão: "Ouvistes que foi dito [...] Eu, porém, vos digo [...]", como nos versos 21 e 22: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás [...] Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento". http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 9. Da mesma forma, Jesus abordou os assuntos do adultério (v. 27, 28), divórcio (v. 31, 32), juramentos (v. 3337), vingança (v. 38-42), e amor para com os inimigos (v. 43-48). Podemos imaginar o impacto que os discípulos sentiram. Eles podem ter pensado: O quê? Pensar em fazer algo errado é o mesmo que realmente fazê-lo? Todos os que ouviam Jesus sabiam que era errado matar, adulterar, jurar falsamente, etc. Mas eles não estavam preparados para entender que apenas pensar nessas coisas também é errado. Pense nisto: Provérbios 23:7 diz: "Como imagina em sua alma, assim ele é", o que significa que o pensamento molda a ação. Da mesma forma, no Sermão da Montanha, Jesus procurou fazer essa distinção na mente dos discípulos. Como esse princípio enfraqueceu a noção popular de que a aparência de santidade e de justiça era uma indicação confiável de retidão diante de Deus? O que isso sugere sobre a influência de nossos pensamentos e sentimentos sobre nossas ações? II. A mulher cananeia (Recapitule com a classe Mt 15:21-28.) Quando uma mulher cananeia pediu que Jesus curasse sua filha, Ele "não lhe respondeu palavra" (v. 23). Afinal de contas, com poucas exceções, os judeus não eram incentivados a ter qualquer contato com alguém que não fosse judeu. Então, sem dúvida, os discípulos se sentiram justificados ao exortar Jesus: "Despede-a, pois vem clamando atrás de nós" (v. 23). Jesus respondeu à mulher da maneira culturalmente aceitável entre os judeus e, sem dúvida, ressoou a atitude dos discípulos: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" (v. 24). Depois das contínuas súplicas da mulher, Jesus apenas disse: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos" (v. 26). Embora, em certo nível, a mulher provavelmente esperasse ouvir essa resposta, ela respondeu de uma forma que demonstrou compreender que Jesus não era como os judeus típicos. Ela disse: "Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos" (v. 27). Jesus recompensou sua fé e lembrou aos Seus discípulos (e a nós) que a cura e a salvação não são propriedade exclusiva daqueles que se chamam "povo de Deus". Pense nisto: Jesus poderia ter repreendido severamente o fanatismo e a dureza de coração dos discípulos diante da mulher siro-fenícia. Em vez disso, usou Seu encontro com a mulher para fazer com que os discípulos refletissem na atitude estreita deles. De início, eles aparentemente não viram nada incomum na maneira de Jesus tratar a mulher. Por que Seu método sutil de instrução foi mais eficaz do que humilhá-los diante da mulher a quem eles desprezavam? III. Jesus encoraja os discípulos desapontados (Recapitule com a classe Lc 24:13-35.) No fim do dia da ressurreição de Cristo, dois discípulos caminhavam em direção à aldeia de Emaús. Enquanto andavam, um Estranho, a quem eles não reconheceram como Jesus, se juntou a eles e perguntou: "Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?" (v. 17, NVI). Eles confessaram sua perplexidade e decepção e revelaram suas esperanças e sonhos sobre o Messias e tais esperanças foram frustradas pela crucificação de Jesus. Depois de repreender os dois discípulos por causa de sua incompreensão das Escrituras, Jesus os corrigiu: "Começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras" (v. 27). Eles aparentemente sabiam o suficiente das Escrituras para compreender algo sobre o Messias, mas não tanto quanto precisavam saber. Como muitos de nós, eles tinham que "desaprender" algumas coisas para que pudessem conhecer e valorizar Cristo mais completamente. Pense nisto: Sabemos que a Bíblia tem as respostas para questões importantes da vida. Ela não fica em http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html
  • 10. silêncio em resposta ao anseio da alma pela verdade sobre a salvação, moralidade e esperança da vida futura. Mas enquanto vivermos (e até na eternidade), continuaremos a ser aprendizes (discípulos, se você preferir) dos caminhos de Deus. Que evidências em nossa vida demonstram que estamos aprendendo mais sobre Cristo, acerca de Seu caráter e ministério? Aplicação Somente para o professor: Ao contrário do que alguns pensam, a Bíblia é muito mais do que um manual com as respostas às perguntas que poderíamos encontrar em um questionário ou teste. Ela também contém princípios espirituais aplicados a diferentes situações e cenários. É verdade que ela nos dá orientação em resposta aos dilemas da vida, desde o mais simples ao mais complexo. Mas acima de tudo, a Bíblia nos ensina a ser como Jesus. Criatividade e atividades práticas Somente para o professor: A vida do discipulado é semelhante à vida em geral, em que passamos por fases: infância, adolescência, juventude, idade adulta, senilidade, etc. Os estágios não são bons nem maus, em si mesmos. O crescimento é apenas uma parte da vida. Não crescer é sinal de que algo está errado. Por exemplo, os adultos geralmente não são elogiados por ser "infantis", e os jovens frequentemente são encorajados a "crescer". http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2014/aux112014.html

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