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    Limão tahiti Limão tahiti Document Transcript

    • RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA O CULTIVODA LIMA ÁCIDA ‘TAHITI’ DA LIMA ÁCIDA ‘TAHITI’José Darlan Ramos2Rafael Pio1José Carlos Moraes Rufini1Márcio Ribeiro do Vale21 PERFIL DA CULTURAO ‘Tahiti’ ou ‘Taiti’ (Citrus latifolia Tanaka), na realidade, não é umlimão verdadeiro, sendo considerado lima ácida. No Brasil, o ‘Tahiti’ éuma das espécies cítricas de grande importância comercial, estimando-seque sua área plantada é de aproximadamente 40 mil ha.Dentre as várias espécies cítricas, o ‘Tahiti’ é considerado um dosmais precoces, iniciando sua produção a partir do segundo ano de plantio.O Estado de São Paulo é o primeiro produtor brasileiro, representandoquase 73% de toda a produção nacional, seguido do Rio de Janeiro e RioGrande do Sul.O fruto do ‘Tahiti’ possui indicação medicinal, sendo utilizado paracurar e prevenir resfriados, obesidade, gota, reumatismo, náuseas,escorbuto, como vermífugo e na cura de aftas e frieiras (devido à suaação cicatrizante).PONTOS DE REFLEXÃO PARA INICIANTES NA ATIVIDADEa) Produzir, de preferência, fora do período de maior oferta do produto(dezembro a março).b) Adquirir mudas de qualidade e de viveirista idôneo (dar preferênciapara mudas produzidas sob telado).c) Utilizar, no mínimo, dois porta-enxertos diferentes no pomar.3 BOTÂNICAA planta da limeira ácida ‘Tahiti’ é vigorosa, apresentando,Conseqüentemente, porte alto, com folhagem exuberante de coloração verde-escura. Suas flores possuem cinco pétalas, com grande número de estamescontendo pólen inviável. Seus frutos, geralmente, se desenvolvem sem aformação de sementes. Somente em casos raros, encontra-se algum frutocom uma única semente. A floração ocorre, principalmente, nos meses desetembro a outubro, ocorrendo praticamente o ano todo em plantiosirrigados. Os frutos são de tamanho médio, casca lisa, fina e decoloração esverdeada e, quando amadurecem, apresentam polpa suculenta comsuco ácido, representando 50% do peso do fruto. O teor de ácido ascórbicodo suco varia de 20 a 40 mg/100 ml.4 ASPECTOS ECONÔMICOSO período de safra varia de janeiro a agosto, concentrando-se,praticamente, no primeiro semestre do ano. A produtividade do ‘Tahiti’varia de acordo com o espaçamento da cultura e o porta-enxerto utilizado,conseguindo-se produtividades que variam de 6 a 21 ton/ha.As sucessivas brotações, em plantios irrigados, dão origem a váriasfloradas que, por sua vez, dão origem a várias colheitas ao longo do ano,podendo atingir períodos de colheita na entressafra da cultura, o quepropicia melhores preços. Uma alternativa para produção na entressafra(setembro a dezembro) seria o uso de reguladores de crescimento, como oethephon e as giberelinas. Os resultados, entretanto, não garantem ganhosna entressafra, o que demanda melhores estudos sobre esse assunto(dosagem, época e método de aplicação).
    • 5 SELEÇÃO DE CLONESOs principais clones de lima ácida ‘Tahiti’ utilizados no Brasil são o‘IAC-5’ ou ‘Peruano’ e o ‘Quebra -galho’.a) ‘ Peruano’ ou ‘IAC-5’Apresenta copa vigorosa, o que proporciona menor incidência de luzno interior da copa. Os frutos são redondos, com casca bem rugosa e commaior durabilidade pós-colheita, em comparação ao clone ‘Quebra-galho’.A produção desse clone é em torno de 200 Kg/planta/ano.b) ‘Quebra-galho’ -galho’Esse clone pode ser contaminado com o complexo de viróides daexocorte, o que proporciona menor porte, rachaduras no tronco (motivo do(nome ‘Quebra-galho’) e grande variação entre as árvores de um mesmotalhão. Esse clone é o mais preferido pelos citricultores do Estado deSão Paulo, pelo fato de ocorrer de várias floradas durante oano,benefício adquirido devido à presença da exocorte.A copa é menos vigorosa, permitindo, assim, maior arejamento eincidência de luz no interior da copa. Os frutos são alongados e comcasca lisa. As plantas apresentam hipertrofia do cálice (ocasionandoqueda dos (frutos). Sua produção varia de 120 a 150 Kg/planta/ano.6 CLIMA E SOLODentre os fatores climáticos, a temperatura é o de maior importância,recomendando-se para o melhor desenvolvimento da cultura temperaturasmédias em torno de 25 a 31ºC. A região deve apresentar chuvas bemdistribuídas ao longo do ano, com precipitações que variam de 1.000 a2.000 mm anuais. Em regiões onde ocorrem ventos fortes, recomenda-se autilização de quebra-ventos, com espécies de eucalipto, gravilea,bananeira e capim napier, realizando o tutoramento no plantio das mudas.Os solos mais adequados para o ‘Tahiti’ são os solos arenosos alevemente argilosos, bem drenados, arejados, profundos e sem impedimentopara penetração das raízes. O pH ideal para a cultura deve variar de 5,5a 6,5. A topografia do local deve ser plana a levemente ondulada.7 IMPLANTAÇÃO DO POMAR7.1 Aquisição da mudaO plantio de mudas de boa qualidade garante o sucesso de um pomarno que se refere a sua produtividade, menor incidência de doenças,longevidade das plantas e um pomar economicamente viável. Sendo assim,deve-se sempre procurar adquirir mudas produzidas sob telado de viveiroscertificados.7.2 Porta-enxertosPara o ‘Tahiti’, os porta -enxertos mais recomendados são o limoeiro‘Rugoso’ e o ‘Cravo’. As plantas sobre esses porta -enxertos apresentamalgumas vantagens, como: crescimento rápido, boa produção, frutos deótima qualidade, maior tolerância à seca e à tristeza-dos-citros. Adesvantagem do uso desses porta-enxertos, principalmente em plantiosirrigados, é o fato de eles serem muito atacados por Phytophthora sp.,causador da “Gomose” e “Podridão radicular”. Outra possibilidade para o‘Tahiti’ seria o uso dos porta -enxertos ‘Trifoliata’, Citrange ‘Morton’,Tangelo ‘Orlando’, Tangerina ‘Cleópatra’ e Citrumelo ‘Swingle’. Paraplantios mais adensados, uma ótima alternativa seria o uso do porta-enxerto ‘Fly Dragon’, tendo a principal vantagem de propiciar plantas demenor porte, facilitando os tratos culturais e a colheita.É importante ressaltar que não é conveniente para a formação de
    • pomares de ‘Tahiti’, a utilização de apenas um porta -enxerto, em virtudedos riscos do aparecimento de novas doenças. Recomenda-se adiversificação dos porta-enxertos a serem utilizados.7.3 Preparo da áreaSelecionada a área, as atividades de implantação consistem naroçagem, destoca e enleiramento do mato. Essas operações devem serrealizadas 5 a 6 meses antes do plantio. Em seguida, efetuar a aração e agradagem, que devem ser realizadas 3 meses antes do plantio. A aplicaçãode corretivos ao solo (calcário) deve ser realizada em área total,elevando-se a saturação de bases a 70%, calculando-se a quantidade decalcário a ser aplicada segundo uma análise do solo realizada em áreatotal, e aplicando-sea primeira metade da quantidade recomendada antes da aração e a segundametade, antes da gradagem.7.4 Marcação das covas, Espaçamento e Adubação de fundaçãoNivelado o terreno, efetua-se a marcação das covas. Os espaçamentosmais utilizados são de 7 x 6 m (238 plantas/ha) e 7 x 5 m (285plantas/ha).Esses espaçamentos permitem a utilização de plantios intercalares. Ocultivo intercalar é uma prática efetuada em pequenas e médiaspropriedades, devendo escolher culturas de baixo porte e ciclo curto,distantes de 1,5-2 m da linha de plantio do ’Tahiti’. Uma boa opção é ouso de leguminosas (feijão ‘carioca’, feijão-de-porco, leucena,crotalaria e soja), pelo fato de essas plantas fixarem nitrogênioatmosférico, contribuindo para a redução dos adubos nitrogenados,normalmente fornecidos via solo, ou outras culturas, como abacaxi,amendoim, batata-doce, mandioca e milho.As covas devem ser preparadas 2 meses antes do plantio, comdimensões de 60 x 60 x 60 cm. Cada cova deve receber 20 litros de estercode curral, 250 g de calcário dolomítico, 300 g de superfosfato simples e50 g de micronutrientes (FTE ou Fritas). Em geral, invertem-se as camadasdo solo da superfície e do fundo da cova, aplicando-se metade do calcáriodolomítico com esterco de curral na parte inferior, e a outra metade comadubo mineral, na porção superior da cova. Todos esses insumos devem serbem misturados e colocados nas covas.7.5 PlantioO plantio do ‘Tahiti’ pode ser realizado em qualquer época do ano,desde que haja água disponível para as mudas, devendo ser feito nas horasmais frescas do dia ou em dias nublados, com o solo bem úmido. A melhorépoca de plantio é no início das chuvas. Deve-se usar régua de plantiopara um bom alinhamento, ajustando-se a muda na cova de modo que o coloda planta fique ligeiramente acima do nível do solo (5 cm). Após oplantio, fazer uma “bacia” em torno da muda, com distância de 50 cm dotronco e, a seguir, regar com abundância. Recomenda-se utilizar coberturamorta, como capim seco (sem sementes) ou palha, para reter a umidade dosolo. Sessenta dias após plantio, recomenda-se aplicar 50 g deuréia/planta, repetindo-se essa operação após 30 a 40 dias.8 TRATOS CULTURAIS8.1 DesbrotaA desbrota tem a função de eliminar as brotações surgidas abaixo doponto de enxertia e o excesso de brotos nos ramos e tronco. Devem serretiradas logo no início, facilitando sua eliminação e não causandoferimentos a planta. Os ferimentos que porventura ocorram devem sertratados com produtos à base de cobre, como a calda bordalesa.
    • Na fase de implantação, as mudas devem ser vistoriadasquinzenalmente, até o final do período das águas.8.2 Poda de limpezaA poda de limpeza tem o objetivo de eliminar os ramos secos,doentes ou praguejados da planta, devendo ser realizada no período deinverno.Sempre após a realização da poda de limpeza, deve-se pincelarpasta bordalesa no local do corte, para evitar o aparecimento de doençasque possam prejudicar o crescimento e desenvolvimento da planta.8.3 Controle de plantas daninhasRecomenda-se manter sob controle o mato no pomar, visando afacilitar a colheita e os tratos fitossanitários, além de evitar aconcorrênciapor água, nutrientes e luz com a cultura.O controle das plantas daninhas pode ser feito com roçadeira nasentrelinhas de plantio na época das chuvas. Na projeção da copa, deve-seutilizar herbicidas, sendo uma boa opção para a cultura. Caso não queirautilizar herbicidas, as plantas devem ser "coroadas" com enxada,evitando-se cortar o tronco da planta e danificar as raízes, o que podefavorecer a contaminação por patógenos, principalmente por Phytophthorasp., causador da “Gomose” e da “Podridão radicular”.9 ADUBAÇÃOAs exigências nutricionais do ‘Tahiti’ são semelhantes às demaisespécies cítricas comerciais. Para adubar corretamente o pomar, éindispensável fazer as análises de solo e foliar, por meio das quaispode-se conhecer as disponibilidades dos nutrientes no solo e o estadonutricional da planta, devendo ser realizadas, preferencialmente, no mêsde agosto.Os adubos a serem fornecidos para a planta devem conter todos osnutrientes necessários para a mesma de forma equilibrada e balanceada. Asadubações devem ser realizadas preferencialmente com solo úmido,procurando parcelar a dosagem recomendada de cada adubo em 4 aplicaçõesbem distribuídas.9.1 Adubação de formação (até primeira produção)A adubação de formação deve ser realizada nos primeiros 3 anos deidade. Do plantio até o 1° ano, recomenda-se aplicar os fertilizantes aoredor da coroa, em toda a volta da planta, num raio de aproximadamente0,5 m de largura.No 2° e 3° ano, recomenda-se aplicar os fertilizantes ao redor da coroa,em toda a volta da planta, na projeção da copa, num raio deaproximadamente 0,6 m de largura. A partir do 4° ano, recomenda-se aplicar os adubos naprojeção da copa.9.2. Adubação de produçãoDeve ser realizada quando as plantas estiverem em plena época deprodução. Nesse período, a adubação visa a atender às exigênciasnutricionais, tanto para a manutenção da planta como para a exportação denutrientes para os frutos. A adubação deve-se fundamentar nas exigênciasnutricionais da planta, avaliadas por meio de análises anuais de solo efoliar. As quantidades a serem fornecidas as plantas levam em conta ascaracterísticas do pomar, tais como: idade das plantas, tipo de solo,índice pluviométrico e produção esperada.9.3 Adubação foliar com micronutrientes
    • Para adubação foliar, deve-se primeiramente realizar a análise foliar.As folhas coletadas para a amostra devem ter idade entre 6-7 meses,apresentar tamanho médio e estarem livres de pragas e doenças; sercoletadas nos horários mais frescos do dia; ser coletadas ao redor daplanta, na parte mediana da copa; ser coletadas de ramos frutíferos dabrotação mais nova, na 3° ou 4° folha a partir do fruto, ou de ramosnovos que não contenham fruto;ser condicionadas em sacos de papel ou plástico e, se as folhas não foremlevadas no mesmo dia para o laboratório de análise foliar, armazenar emgeladeira até o dia seguinte;ser coletadas cerca de 40 folhas a cada 1 ha.3° ou 4° folha a partir do fruto e/ou da brotação mais nova).Os micronutrientes mais importantes para a cultura do ‘Tahiti’ são oboro, zinco e o manganês, podendo ser fornecidos pelas pulverizaçõesfoliares. A época mais adequada para a adubação foliar é no período devegetação da planta. Recomendam-se três aplicações, normalmente noperíodo de setembro a março, sendo a primeira na época de florescimento,logo após a queda das pétalas, a segunda durante o fluxo de vegetação eterceira após 45 a 60 dias desta.Recomendam-se pulverizações foliares com solução composta de100 g de ácido bórico, 300 g de sulfato de zinco, 300 g de sulfato demanganês e 300 g de cal, diluídos em 100 litros de água ou produtoscomerciais comprovadamente eficientes.9.4 Adubação orgânicaA adubação orgânica traz inúmeros benefícios em propriedadesquímicas, físicas e biológicas ao solo, além de fornecer nutrientesessenciais para a cultura, principalmente o nitrogênio. Essa práticamelhora a retenção de umidade e a aeração do solo.10 IRRIGAÇÃOO uso da irrigação na citricultura tem se intensificado nos últimosanos. Essa prática aumenta a produção e melhora a qualidade dos frutos.Os sistemas de irrigação mais utilizados são os de aspersão e localizada(gotejamento e microaspersão), que aplica água, em geral, abaixo da copada planta, evitando-se, assim, o aparecimento de doenças na copa. Sulcose bacias de inundação temporária são outros métodos que podem serutilizados.11 PRINCIPAIS DOENÇASA lima ácida ´Tahiti’ apresenta tolerância a algumas das principaisdoenças que afetam atualmente a cultura dos citros, causando sériosproblemas. É considerado tolerante ao “Declínio dos citros”, “CVC”(Clorose Variegada dos Citros) e “Pinta - preta”.a) Tristeza-dos-citrosA tristeza-dos-citros é causada por um vírus transmitido por afídeos(pulgões). As plantas contaminadas apresentam problemas que afetam ocrescimento já na fase de viveiro. Retirando-se a casca dos ramos,observam-se caneluras (estrias) em toda a extensão, ocasionando aformação de folhas novas com nervuras polidas e frutos com diâmetrosreduzidos.Como medida de prevenção, deve-se usar mudas produzidas em viveiroscertificados e telados (ambiente protegido), formadas com porta-enxertosresistentes ou tolerantes a essa virose.
    • b) ExocorteÉ uma doença causada por vírus, apresentando como sintomas:crescimento limitado, vegetação esparsa e folhas com coloração com poucobrilho. Essa doença é transmitida por enxertia ou ferramentascontaminadas (canivete e tesoura de poda). Como medidas de controle,deve-se utilizar as mesmas usadas na prevenção-da-tristeza dos citros.mesmas usadas na prevenção-da-tristeza dos citros.c) Gomose (Phytophthora sp.)É a doença mais prejudicial em regiões tropicais úmidas, causandolesões pardas que aparecem na base ou no colo da planta, nas raízes egalhos baixos, ocasionando a exsudação de goma pelo fendilhamento. Oataque mais rigoroso promove o apodrecimento dos tecidos. Como medida decontrole, deve-se usar variedades resistentes, mudas com enxertia maisalta, facilitar a aeração da base da planta por meio do controle do matoe evitarsolos úmidos. Como medida de controle químico, deve-se usar fungicidassistêmicos, como o fosetyl-Al, em pulverizações. Como tratamentocurativo,sugere-se a raspagem do local afetado e posterior pincelamento com pastabordalesa.d) Queda dos frutos, Podridão-floral ou “Estrelinha” (Colletotrichumgloeosporioides)A lima ácida ‘Tahiti’ é uma das variedades mais sujeitas à quedaanormal de frutos jovens. É causada pelo mesmo fungo da antracnose damaioria das frutíferas, sendo mais intensa nas regiões úmidas, notando-se, no início da florada, o necrosamento dos botões florais eextremidades dos ramos novos. O cálice da flor fica retido poraproximadamente um ano na planta, dando o aspecto de “Estrelinha”, o queoriginou o nome popular da doença. Como medida preventiva em regiões derisco, deve-se pulverizar as plantas com fungicida benomyl (100g/100litros de água) por três vezes, com intervalos de 15 dias, na época daflorada. com intervalos de 15 dias, na época da florada.e) Podridão estilarOcorre nos frutos maduros logo após a colheita, formando-se umalesão parda na casca do fruto, deteriorando-o rapidamente. Paraprevenção, recomenda-se a colheita no ponto de maturação e nas horas maisfrescas do dia, enviando-os rapidamente para o mercado consumidor.12 PRINCIPAIS PRAGASa) Pulgão-preto (Toxoptera citricidus)É um inseto sugador, de coloração marrom quando jovem e preta nafase adulta. Ocorre com mais freqüência na primavera e verão, embrotações novas e botões florais, provocando prejuízos ao florescimento.A grande preocupação com esse inseto é o fato de ser transmissor da“Tristeza -doscitros”.Seu controle é feito naturalmente por das chuvas e o controlequímico, em ataques mais severos, pode ser realizado com inseticidas.b) Cochonilha Ortézia (Orthezia praelonga)Esse inseto injeta toxina na planta ao sugar a seiva, além disso, suaexcreção estimula o aparecimento da “Fumagina” (cobertura escura) nasfolhas. Pode ser disseminado pelo vento e pelo homem, apresentando maiorimportância no período seco, prejudicando a planta pelo ataque em folhase frutos. O controle pode ser efetuado mediante de recomendação técnica,
    • com aplicação de inseticidas sistêmicos granulados, aplicados ao solo emtorno da planta a 10-15 cm de profundidade.c) Cochonilha Cabeça-de-Prego (Chrysomphalus ficus) -de-Prego(Chrysomphalus ficus)Possui forma circular, convexa e coloração violácea, surgindo emperíodos secos com altas temperaturas. São encontrados na face inferiordas folhas e nos frutos, sugando a seiva e líquidos, depreciando osfrutos e tornando-os inviáveis para o comércio. O controle é feito porpulverizações com produtos químicos à base de óleo mineral a 1% ou óleomineral + inseticidas fosforados.d) Escama-Farinha (Pinnaspsis aspidistrae)A sucção da seiva por esse inseto na planta causa rachaduras nacasca dos galhos e facilita a penetração de outros patógenos causadoresde doenças, como a “Gomose”. O controle deve ser feito via pincelamentode tronco e ramos com enxofre molhável.e) Ácaro da falsa Ferrugem (Phyllocoptruta oleivora)Os frutos atacados adquirem coloração prateada e a casca fica comaspecto áspero, apresentando, normalmente, tamanho, peso e porcentagemde suco reduzidos. As folhas atacadas podem desenvolver doenças, como amancha-de-graxa. Podem prejudicar também os ramos, sendo importanteseu controle porque em infestações mais severas há queda acentuada defolhas e frutos. Como medida de controle, recomenda-se efetuar aaplicação de acariciadas à base de dicofol, quinometionato ou enxofremolhável.f) Ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus)O principal ácaro que prejudica a cultura do ‘Tahiti’. Seu ataque seconcentra, principalmente, em folhas novas, ponteiros de brotações efrutos novos, depreciando os frutos pela manifestação opaca, como umprateamento na superfície da casca. O controle pode ser feito comutilização de produtos à base de enxofre pó molhável (350 g/100 L) oupyridaphenthion (175 ml/100 L).g) Larva minadora dos citros (Phyllocnistis citrella)O adulto é uma mariposa de aproximadamente 2 a 3 mm decomprimento, coloração branco-prateada, com manchas e pontuaçõesmarrons no par de asas; as larvas são pequenas (2 mm), de coloraçãoverde-amarelada brilhante. Seu controle é recomendado quando daconstatação em 40% dos brotos ou presença de uma ou mais larvas vivas.h) ColeobrocaO inseto adulto é um besouro preto com faixas amarelas no tórax easas, sendo seus ovos depositados no tronco e ramos da planta de‘Tahiti’, que eclodem formando-se as lagartas de coloração esbranquiçadaque penetram nos mesmos, cavando galerias no sentido longitudinal,expelindo serragem em forma de pétalas pelo orifício de entrada. Comocontrole, recomenda-se injetar calda inseticida via orifício utilizando-se formicida líquido, gasolina, querosene, sendo mais efetiva a pasta defosfeto de alumínio (que libera gás), fechando o orifício após aaplicação com cera de abelha, argila ou sabão.i) Formigas cortadeirasDestroem principalmente as mudas recém-plantadas no campo, mastambém atacam pomares adultos. O controle pode ser feito com a utilizaçãode iscas granuladas como Mirex ou com termonebulizador.
    • 13 COLHEITA E CLASSIFICAÇÃOA colheita da lima ácida ‘Tahiti’ deve ser realizada quando os frutosestiverem com a coloração verde-oliva, casca lisa e brilhante e comtamanho aproximado de 47 a 65 mm de diâmetro. A coloração verde-clara eopaca significa que a fruta está madura, não sendo recomendada para ocomércio.O material de colheita deve ser composto de sacola de colheita (20kg), feita de lona com fundo falso, cestos e caixas plásticas de 27,2 kg.No momento da colheita devem ser tomados certos cuidados, como:evitar a retirada de frutos com varas ou ganchos, frutos molhados ouorvalhados, derrubar frutos no solo e principalmente, evitar a colheitados excessivamente maduros ou verdes. Deve-se sempre usar tesouracortando o pedúnculo, rente ao cálice, evitando-se machucar os frutos nacolheita e no transporte.14 PÓS-COLHEITAA manutenção da coloração verde da casca dos frutos de ‘Tahiti’ éimportante no período pós-colheita, pois proporcionam a obtenção demelhores preços na comercialização dos frutos. Os frutos devem sercolhidos maduros, apresentando coloração da casca esverdeada earmazenados à temperatura de 4-5°C e umidade relativa de 90-95%. Valeressaltar que o aparecimento da coloração amarelada reduz a aceitaçãopelo mercado consumidor. Para permitir que os frutos mantenham-se com acoloração esverdeada da casca, recomenda-se mergulhar os mesmos em umasolução de ácido giberélico de 10 mg.L-1 por 10 segundos. Com essaprática os frutos podem ser armazenados por até 45 dias, sem ocorreralterações na coloração da casca.15 PRODUÇÃO FORA DE ÉPOCAA maior oferta do ‘Tahiti’ concentra -se, basicamente, no primeirosemestre , quando os preços pagos por essa fruta caem. Já no segundosemestre do ano, os preços são maiores em conseqüência da escassez dessafruta no mercado. Sendo assim, o interessante é buscar a produção nosegundo semestre, mas por causa das nossas condições climáticas, essaprática torna-se inviável. A época e a intensidade de florescimento sãoreguladas pela temperatura e ocorrência de chuva. A indução das florescomeça na época de baixas temperaturas, quando a planta entra em “repousovegetativo” devido à presença de temperaturas menores que 12,5°C,paralisando, assim, seu crescimento. O “repouso vegetativo” pode seriniciado ou induzido por déficit hídrico, ou seja, falta d’água. Emcondições de campo, período de seca (ausência de chuvas ou irrigações)maior que 30 dias e posteriormente à retomada das chuvas ou irrigações ésuficiente para induzir o florescimento e, posteriormente, a produção defrutos. Essa técnica de produção na entressafra pode ser aplicada emregiões áridas e semiáridas.No Estado de São Paulo e sul de Minas Gerais, onde predominam osverões úmidos e invernos secos, essa técnica não proporciona bonsresultados, pois o período de seca varia de maio a julho, ocorrendoretomada das chuvas em setembro. Outra forma de se conseguir produçãofora de época, é pelo uso de reguladores de crescimento, mas esse métodoainda está em fase de estudos e aperfeiçoamento.16 COMERCIALIZAÇÃOO Estado de São Paulo é o grande produtor brasileiro de ‘Tahiti’
    • (cerca de 73% da safra brasileira). Basicamente, todo o ‘Tahiti’produzido é comercializado na CEAGESP.Os melhores preços desta fruta são obtidos no período de setembro anovembro, quando há uma pequena queda anual da oferta de ‘Tahiti’.17 PRODUÇÃO PARA EXPORTAÇÃONo caso da produção do ‘Tahiti’ para exportação, deve -se conseguirfrutos de casca rugosa e de coloração bem esverdeada, por causa dasexigências do mercado internacional. Os frutos devem estar livres depragas e doenças e com tamanho adequado. Devem possuir ausência debarriga-branca (mancha branca na casca dos frutos, ocorrida em virtude docontato (entre eles).Recomenda-se ao produtor candidato a exportador que procure os órgãoscompetentes para fazer um planejamento adequado às suas condições parasucesso no empreendimento.18. BIBLIOGRAFIA CONSULTADABRASIL. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da ReformaAgrária. Lima ácida ‘tahiti’ para exportação: aspectos técnicos daprodução. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1993. 35 p. (EMBRAPA-SPI.(Publicações Técnicas FRUPEX, 1).BRASIL. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da ReformaAgrária. Lima ácida ‘tahiti’ para exportação: procedimentos de colheita epós-colheita. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1993. 36 p. (EMBRAPA-SPI.(Publicações Técnicas FRUPEX, 12).BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Mapeamento daFruticultura Brasileira. Brasília: EMBRAPA-SPI, 2000. 110 p.(Publicação Técnica).CARLOS, E. F.; STUCCHI, E. S.; DONADIO, L. C. Porta-enxertos paraa citricultura paulista. Jaboticabal: FUNEP, 1997. 47 p. (BoletimCitrícola, 1).COELHO, Y. da S.; CUNHA SOBRINHO, A. P. da; MAGALHÃES, A. F.de J.; PASSOS, O. S.; NASCIMENTO, A. S. do; SANTOS FILHO, H. P.;SOARES FILHO, W. dos S. Limão ‘Tahiti’. Brasília: EMBRAPA -SPI,1994. 79 p. (EMBRAPA-SPI. Coleção Plantar).COMISSÃO DE FERTILIDADE DO SOLO DO ESTADO DE MINASGERAIS. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes emMinas Gerais: 5° aproximação. Viçosa, 1999. 359 p.CUNHA SOBRINHO, A. P. da; MAGALHÃES, A. F. de J.;NASCIMENTO, A. S. do; SANTOS FILHO, H. P.; SOUZA, L. D.;PASSOS, O. S.; SOARES FILHO, W. dos S.; COELHO, Y. da S. Cultivodos citros. Cruz das Almas: EMBRAPA -CNPMF, 1996. 43 p.(EMBRAPA -CNPMF. Circular Técnica, 26).GRUPO PAULISTA DE ADUBAÇÃO E CALAGEM PARA CITROS(GPACC). Recomendação para adubação para citros no Estado de SãoPaulo. 3. ed. Cordeirópolis: Laranja, 1994. 27 p.SPÓSITO, M. B.; MOURÃO FILHO, F. de A. A.; KLUGE, R. A.;JACOMINO, A. P. Armazenamento refrigerado de frutos de limeira-ácida‘Tahiti’ tratados com ácido giberélico. Revista Brasileira de Fruticultura,Jaboticabal, v. 22, n. 3, p. 345-348, 2000.JACOMINO, A. P. Armazenamento refrigerado de frutos de limeira-ácida‘Tahiti’ tratados com ácido giberélico. Revista Brasileira de Fruticultura,Jaboticabal, v. 22, n. 3, p. 345-348, 2000.STUCHI, E. S.; CYRILLO, F. L. L. Lima ácida ‘Tahiti’. Jaboticabal:FUNEP, 1998. 35 P. (Boletim Citrícola, 6).VITTI, G. C.; CABRITA, J. R. Nutrição e adubação dos citros.Bebedouro: Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro – EECB,1998. 31 p. (Boletim técnico, 4).